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Livro de Emmanuel
Psicografia de Chico Xavier
A Fé Religiosa
Lição 11
 Nesta lição iremos realizar uma verdadeira
viagem, Emmanuel nos conduz por diversos
povos, culturas, tempos, mostrando-nos que
a fé sempre esteve presente na vida do
homem. O convite é para que nos deixemos
conduzir, que possamos, ainda que
superficialmente, adentrar em cada
parágrafo, aprendendo um pouco mais sobre
cada cultura e a forma como manifestaram-
se em seus credos religiosos, muitas vezes
recordando vivências antigas.
 Imperioso, porém, é que sondemos a
intenção de Emmanuel em nos conduzir por
estes caminhos. Qual a razão de olharmos as
diferenças? Por qual motivo somos
convidados a revisitar a fé de povos tão
antigos e outros que ainda hoje se expressam
segundo a lição nos mostra? Quais
sentimentos irão despertar diante deste
ensinamentos? O que podemos aprender
com esta imensa diversidade que aponta
para uma só direção, a crença em algo maior
do que a vida material?
 Cada um tem seu próprio roteiro, “cada
um constrói a sua própria história e cada ser
em si carrega o dom de ser capaz de ser
feliz...” como nos diz a bela canção de Almir
Sater.
“Em todos os tempos,
o homem sonha com a pátria celestial.
As idéias do céu e inferno
jazem no pensamento de todos os povos.” Roteiro
Ainda hoje buscamos a “pátria celestial”, porém, a doutrina espírita finalmente
esclarece ao homem, segundo os ensinos deixados pelo Cristo que não se trata de um
lugar físico, mas de um mundo interior que nos acompanha onde quer que nosso corpo
físico se encontre. Se o lugar é repleto de beleza e luz, somos invadidos pelo sentimento
de gratidão, se o lugar apresentasse eivado de sombras e sofrimento, somos convidados
ao trabalho que auxilia e alivia a dor do irmão, assim, ao que já encontrou as luzes do
evangelho dentro de si mesmo, todo lugar é templo religioso com oportunidade de elevar-
se, seja em gratidão, seja em serviço.
 “A verdadeira vida, tanto do animal como do homem,
não está no invólucro corporal, do mesmo que não está
no vestuário. Está no princípio inteligente que preexiste
e sobrevive ao corpo. Esse princípio necessita do corpo,
para se desenvolver pelo trabalho que lhe cumpre
realizar sobre a matéria bruta. O corpo se consome nesse
trabalho, mas o Espírito não se gasta; ao contrário, sai
dele cada vez mais forte, mais lúcido e mais apto. Que
importa, pois, que o Espírito mude mais ou menos
frequentemente de envoltório?! Não deixa por isso de ser
Espírito. É precisamente como se um homem mudasse
cem vezes no ano as suas vestes. Não deixaria por isso
de ser homem.
Por meio do incessante espetáculo da destruição, ensina
Deus aos homens o pouco caso que devem fazer do
envoltório material e lhes suscita a idéia da vida
espiritual, fazendo que a desejem como uma
compensação.” A Genese – Cap III
 O que somos convidados a estudar nesta lição são as diversas
experiências pelas quais o homem passou e passará em busca da
plenitude da vida espiritual. E o estudo promove o conhecimento do
mundo que nos cerca, mas, também, permite o questionamento
interior. Como é a fé que nos move? Em que está alicerçada? O que
esperamos do amanhã? Não se trata de repetir o que Kardec,
Emmanuel, André Luiz e tantos outros falaram, mas de olhar para
dentro de si mesmo com a coragem de perceber e responder: o que eu
acredito!?
“Os indígenas da América admitem o paraíso
de caça abundante e danças permanentes,
com reservas inesgotáveis de fumo.” Roteiro
A caça, a dança, o fumo
eram elementos essenciais
na cultura indígena e
através destes elementos
eles se conectavam com as
forças superiores, de
acordo com sua crença.
 “O Fumo para o índio é um veículo de conexão com a
espiritualidade, aqui não corresponde o vício, fumamos para
manter o elo com os seres da natureza, buscando a harmonia do
mundo terrestre ao universo celeste. Na vida social em
comunidade mantemos a boa relação entre parentes,
compartilhando a colheita, as caçadas, o plantio das roças,
fumando e repassando ao companheiro do lado. O Índio utiliza
o fumo como um elemento substancial de Comunicação com o
Além, pelo Sinais de Fumaça enviadas pelo Cachimbo da
Harmonia do mundo, estamos agradecendo tudo a Deus, pelo
nascer e por do Sol, amanhecer, entardecer, pelo alimento
colhido, o ar que respiramos, a Neblina é a Fumaça de Deus. As
Nuvens é a Fumaça do Sol que fumou das Águas do Mar para
amenizar o Clima da Terra. A Comunidade tem sua Fogueira
Social, onde as pessoas em reunião decide as coisas importantes
da tribo, a energia da convivência entre pessoas. Fazer uma
fogueira traz uma energia acolhedora de aconchego, de
partilha, diálogo, para encaminhar as soluções e problemas do
povo, sobre a terra, as roças, a saúde, educação, os rios, e o
meio ambiente..” Fonte: http://www.indioeduca.org
“Os esquimós localizavam o éden
nas cavernas adornadas.” Roteiro
 “Os esquimós acreditam que a natureza é controlada por espíritos
poderosos. Os inuit crêem na existência de seres superiores aos quais não é
necessário fazer orações. As crianças são muito importantes para os
esquimós porque, de acordo com suas crenças, os pequenos são
reencarnações dos seus antepassados. Quando uma pessoa morre, o seu
corpo é colocado no chão, para que a alma possa encontrar o seu caminho
para o submundo. No entanto, se uma pessoa morre devido a alguma
doença ou enfermidade, o corpo é desmembrado e, em seguida, as partes
separadas são colocadas em locais diferentes. Os esquimós asiáticos
queimam os corpos e os esquimós da Groenlândia mandam os corpos ao
mar. O resto dos esquimós do Alasca enterram os mortos e, em seguida,
colocam um monte de pedras sobre o túmulo. De acordo com as crenças
dos esquimós, os seres humanos, bem como os animais, têm uma alma
para além do corpo, mas a alma é independente do corpo. A alma pode sair
do corpo temporariamente e depois voltar. No entanto, depois de uma
pessoa morrer, a alma continua a viver da mesma maneira como quando a
pessoa estava viva.” Publicada por grupo "a cultura esquimó"
“As tribos maori, que cultivam a guerra,
por estado natural de felicidade,
esperam que o céu lhes seja uma rinha eterna,
em que se digladiem, indefinidamente.” Roteiro
 “Os Maoris são o povo indígena da Nova Zelândia, eles são Polinésios
e compreendem cerca de 14 por cento da população do País. A lenda
Māori diz que os Maoris vieram de “Hawaiki”, a lendária terra natal
cerca de 1000 anos atrás. Quando os Maoris chegaram em Aotearoa
(Nova Zelândia) encontraram uma terra muito diferente da Polinésia
tropical. A Nova Zelândia não era apenas um País mais frio, mas
também possuía muitos vulcões e imensas montanhas cobertas de
neve. Aotearoa é o nome Māori para a Nova Zelândia e significa “Terra
da longa nuvem branca”.
 Antes da vinda do Pakeha (Homem branco) para a Nova Zelândia, toda
a literatura em Māori era passada oralmente para as gerações seguintes.
Isto incluiu muitas lendas e “waiata” (canção). A tradição mais
reconhecida hoje é a “Haka”, que é uma dança de guerra.
 A Haka era realizada antes do início da guerra pelos Maoris do século
passado, mas foi imortalizada pelo time de Rugby da Nova Zelândia os
“All Blacks”, que executam esta dança antes de cada jogo.” Fonte:
http://www.estudenovazelandia.com.br/cultura/o-povo-maori-nativos-
da-nova-zelandia/
 Quando nos deixamos conduzir por um espírito que nos quer
auxiliar em nosso processo evolutivo, somos convidados a
aprender, investigar, questionar. Até aqui o aprendizado sobre
estes povos e culturas foi fantástico. Onde estávamos? Com quais
culturas guardamos afinidades? Por onde nosso espírito já
caminhou em vidas anteriores? Tudo isto nos permite ver quem
somos hoje e é importante nos conhecermos, reconhecendo-nos
como espíritos imortais que de passagem pela Terra, passam por
diversas e educativas experiências.
“Entre os hindus, as noções de responsabilidade e justiça
estão fortemente associados à idéia da sobrevivência.
De conformidade com a crença por eles esposadas, nas eras mais remotas,
os desencarnados eram submetidos às apreciações do Juiz dos Mortos.
Os bons seriam destinados ao paraíso,
a fim de se deliciarem, ante os coros celestes,
e os maus desceriam para os despenhadeiros
do império de Varuna, o deus das água,
onde se instalariam em câmaras infernais,
algemados uns aos outros, por laços vivos de serpentes.
Situados, porém, na sementeira da verdade,
sempre admitiram que do palácio celeste
ou do abismo tormentoso,
as almas regressariam à esfera carnal,
de modo a se adiantarem na ciência da perfeição.”
Roteiro
 “O hinduísmo pode ser definido como um conjunto de ritos, princípios, e
práticas que vieram para a Índia por volta do ano 2 500 a.C. trazidos pelos
vedas e foram sendo inicialmente transmitidos oralmente de geração a geração
até finalmente serem transcritos.
 O hinduísmo não possui todos os atributos para ser definido como uma
religião (fundador, hierarquia, liturgia e dogmas), mas é praticado e seguido
por mais de 85% da população Índia (sendo para estes muito mais que uma
religião). A característica singular da fé hindu é a sua universalidade, pois é
respeita e reconhece todas as formas de culto e de fé, atribuindo valor aos
profetas e ícones das outras religiões.
 Embora possua um vasto panteão de divindades, o hinduísmo possui uma
trindade principal que é composta por Brahma, Vishnu, e Shiva (criação,
preservação e destruição) – ao contrário do que a maioria pensa, a religião dos
vedas não é politeísta, pois todos os deuses e deusas são na verdade
manifestações do Deus uno ou verdade suprema que é Brahma. Para os hindus
(Brahma) é uma só, que abrange tudo e todos, caracterizando o panteísmo desta
religião. Segundo os ensinamentos hinduístas o mundo material em que
vivemos é uma mera ilusão, em que Maya (a ilusão), faz parecer real para
enganar os homens e fazê-los sofrer. Fonte:
http://areligiao.blogs.sapo.pt/2097.html
“Os assírios-caldeus supunham que os mortos
viviam sonolentos em regiões subterrâneas,
sob amplo domínio das sombras.” Roteiro
 “Ao norte da Mesopotâmia, existe a Assíria que se espalha através de quatro
países do presente. Na Síria, se estende a oeste até o rio Eufrates; na Turquia, se
espalha ao norte nas regiões de Harran, Edessa, Diyarbakir e no lago Van; no
Irã, se estende ao leste até o lago Urmi e no Iraque segue por 100 milhas ao sul
até Kirkuk.
 Os assírios praticaram duas religiões ao longo de sua história: o Assurismo e o
Cristianismo. O Assurismo foi a primeira religião dos assírios.
 Fonte: Wikipédia
 “Uma das crenças mais arraigadas que os assírios tinham era a de que o
controle do universo era feito por deuses que não podiam ser vistos pelos
homens, mas que de um lugar superior como um panteão decidiam os destinos
dos mortais. Esse povo acreditava que existia um plano traçado por esses deuses
que tinham poderes sobrenaturais e que eles se guiavam por regras bastante
rigorosas.
 Um dos primeiros passos do Estado Islâmico em busca de sufocar as minorias
cristãs do Oriente Médio aconteceu em 2014 quando cidades do Iraque que são
reconhecidas por serem cristãs foram marcadas. Nesse momento o mundo
assistiu em silêncio o avanço das tropas militares do Estado Islâmico.
 Atualmente, a região está dominada e a população iraquiana cristã está vivendo
sob constante ameaça e tensão. O mesmo terror religioso tem sido instaurado na
Síria, no Oriente os cristãos não tem vida fácil. As divergências religiosas se
devem a situações históricas e a diferentes caminhos que tomados pelos povos
antigos dos quais os povos atuais descendem.”
 Fonte: http://religiao.culturamix.com/religioes/religiao-assiria/
“Na Grécia, a partir dos mistérios de Orfeu,
as concepções de justiça póstuma alcançam grau mais alto. No Hades
terrificante de Homero,
os Espíritos são julgados por Minos, filho de Zeus.
Os gauleses aceitavam a doutrina da transmigração das almas e eram
depositários de avançadas revelações
da Espiritualidade Superior.
Os hebreus localizavam os desencarnados no "scheol",
que Job classifica como sendo "terra de miséria e trevas, onde habitam o
pavor e a morte".”
Roteiro
 Ressaltamos aqui os gauleses, eis que trata-se da
região onde o próprio Kardec viveu uma de suas
encarnações como um druida celta.
 Há na Revista Espírita de 1858, abril, um belíssimo
estudo sobre a religião celta, mostrando-nos pontos de
consonância com a doutrina espírita, compartilhamos
um pequeno trecho:
 Deus e o Universo, segundo a religião celta:
 I“ ─ Há três unidades primitivas e de cada uma delas
não poderia existir mais que uma: um Deus, uma
verdade e um ponto de liberdade, isto é, o ponto onde
se encontra o equilíbrio de toda oposição.
 II ─ Três coisas procedem das três unidades
primitivas: toda vida, todo bem e todo poder.
 III ─ Deus é necessariamente três coisas: a maior
parte da vida, a maior parte da ciência e a maior parte
do poder. De cada coisa não poderia haver uma parte
maior.
 IV ─ Três coisas Deus não pode deixar de ser: o que
deve constituir o bem perfeito, o que deve querer o
bem perfeito e o que deve realizar o bem perfeito.
 V ─ Três garantias do que Deus faz e fará: seu poder infinito, sua sabedoria
infinita e seu amor infinito, pois não há nada que não possa ser efetuado, que
não possa tornar-se verdadeiro e que não possa ser desejado por um atributo.
 VI ─ Três fins principais da obra de Deus, como Criador de todas as coisas:
diminuir o mal, reforçar o bem e esclarecer toda diferença, de modo que se
possa saber o que deve ser ou, ao contrário, o que não deve ser.
 VII ─ Três coisas que Deus não pode deixar de conceder: o que há de mais
vantajoso, o que há de mais necessário e o que há de mais belo para cada coisa.
 VIII ─ Três forças da existência: não poder ser de outro modo; não ser
necessariamente outra e não poder ser melhor pela concepção. Nisto está a
perfeição de todas as coisas.
 IX ─ Três coisas prevalecerão necessariamente: o supremo poder, a suprema
inteligência e o supremo amor de Deus.
 X ─ As três grandezas de Deus: vida perfeita, ciência perfeita, poder perfeito.
 XI ─ Três causas originais dos seres vivos: o amor divino, de acordo com a
suprema inteligência; a sabedoria suprema, pelo conhecimento perfeito de
todos os meios; o poder divino, de acordo com a vontade, o amor e a sabedoria
de Deus.” Revista Espírita de 1858
“Com Virgílio, encontramos princípios mais seguros
no que se refere às leis de retribuição.
Na entrada do Orco, há divindades infernais para os trabalhos
punitivos, quais a Guerra, o Luto, as Doenças, a Velhice, o
Medo, a Fome, os Monstros, os Centauros e as Harpias, as
Fúrias e a Hidra de Lerna, simbolizando os terríveis suplícios
mentais das almas que se fazem presas da ilusão, durante a
vida física. Entre esses deuses do abismo, ergue-se o velho
ulmeiro, em cujos galhos se dependuram os sonhos, aí
principiando a senda que desemboca no Aqueronte,
enlameado e lodoso, com largos redemoinhos de água
fervente.” Roteiro
 “Virgílio é tradicionalmente considerado
um dos maiores poetas de Roma, e
expoente da literatura latina. Sua obra
mais conhecida, a Eneida, é considerada
o épico nacional da antiga Roma: segue
a história de Eneias, refugiado de Troia,
que cumpre o seu destino chegando às
margens de Itália — na mitologia
romana, o ato de fundação de Roma. A
obra de Virgílio foi uma vigorosa
expressão das tradições de uma nação
que urgia pela afirmação histórica, saída
de um período turbulento de cerca de
dez anos, durante os quais as revoluções
prevaleceram. Virgílio teve uma
influência ampla e profunda na literatura
ocidental, mais notavelmente na Divina
Comédia de Dante, em que Virgílio
aparece como guia de Dante pelo
inferno e purgatório.” Fonte: Wikipedia
“Mais recentemente, Maomet estabelece novas linhas
à vida espiritual, situando o Céu em sete andares
e o inferno em sete sub divisões.
Os eleitos respiram em deliciosos jardins,
com regatos de água cristalina, leite e mel,
e os condenados vivem no território do suplício,
onde corre ventania cruel, alimentando estranho fogo
que tudo consome, e Dante, o vidente florentino,
apresenta quadros expressivos do Inferno,
do Purgatório e do Céu.”
Roteiro
A Revista Espírita de março de 1858 trás interessante diálogo de um
espírito que era muçulmana.
“(...) 23. ─ Pensais que se o povo que tivestes de governar fosse cristão,
teria sido menos rebelde à civilização?
─ Sim. A religião cristã eleva a alma; a maometana apenas fala à
matéria.
24. ─ Quando vivo, vossa fé na religião muçulmana era absoluta?
─ Não. Eu considerava Deus maior.
25. ─ Que pensais agora dessa religião?
─ Ela não forma os homens.
26. ─ Na vossa opinião, Maomé tinha missão divina?
─ Sim, mas a desvirtuou.
27. ─ Em que a desvirtuou?
─ Ele quis reinar.
28. ─ Que pensais de Jesus?
─ Esse vinha de Deus.
29. ─ Na vossa opinião, quem fez mais pela felicidade humana: Jesus ou
Maomé?
─ Por que o perguntais? Qual o povo que foi regenerado por Maomé? A
religião cristã saiu pura das mãos de Deus; a maometana é obra de um
homem.
30. ─ Credes que uma dessas duas religiões esteja destinada a apagar-se
da face da Terra?
─ O homem progride sempre. A melhor perdurará.
31. ─ Que pensais da poligamia, consagrada pela religião muçulmana?
─ É um dos laços que retêm na barbárie os povos que a professam.
32. ─ Credes que a escravidão da mulher seja conforme os desígnios de
Deus?
─ Não. A mulher é igual ao homem, de vez que o Espírito não tem sexo.
33. ─ Diz-se que o povo árabe não pode ser conduzido senão pelo rigor.
Não pensais que os maus tratos, em vez de o submeterem, apenas o
embrutecem?
─ Sim. Este é o destino do homem. Ele se avilta quando escravizado.”
 Não estamos, ao compartilhar este texto, com a intenção de
criticar a religião alheia, apenas constatar que há muitos
desenganos nesta busca espiritual da humanidade. As doutrinas,
muitas vezes, apresentam idéias de fraternidade, amor ao
próximo, mas a condição evolutiva em que nos encontramos
deturpa os melhores ideais e transformam algo bom e belo em
alicerce para guerras e destruições.
 Assim, ao viajarmos através dos tempos e dos povos com
Emmanuel, nesta maravilhosa lição, somos convidados a
caminharmos com maior humildade, sabedores de que, ainda
hoje, estamos passíveis de desenganos. Em outras palavras,
recebemos um precioso tesouro que é a doutrina espírita, mas,
ela será o que dela fizermos e se ela não estiver pautada na
caridade que é seu principal alicerce, dito pelo próprio Kardec,
dificilmente prosperará para o bem da humanidade.
“As realidades da sobrevivência acompanham a alma humana
que a vida não se encontra circunscrita às estreitas atividades da Terra.
O corpo é uma casa temporária a que se recolhe nossa alma em
aprendizado. Por isso mesmo, quando atingido pelas farpas da
desilusão e do cansaço, o espírito humano recorda instintivamente
algo intangível que se lhe afigura ao pensamento angustiado
como sendo o paraíso perdido.
Desajustado na Terra, pede ao Além a mensagem de reconforto e
harmonia. Semelhante momento, porém, é profundamente
expressivo no destino de cada alma, porque, se o coração que
pede é portador da boa vontade, a resposta da vida superior não se
faz esperar e um novo caminho se desdobra à frente da alma
opressa e fatigada que se volta para o Além, cheia de amor,
sofrimento e esperança.” Roteiro
 Buscamos por algo que dê um sentido maior à nossa existência e
Deus nos tem respondido conforme a nossa capacidade de
discernir, de compreender.
 Outrora acreditávamos em deuses, monstros, sombras da
realidade e ainda hoje estamos longe de compreender o amanhã
em sua plenitude. Porém, reconhecemos o avanço, outrora
acreditávamos num paraíso material, caça, pesca, fumo,
guerras, deuses poderosos, lugares terríveis...a lição, porém, nos
convida a buscar a fé religiosa em nossa vida cotidiana,
lembrando-nos que nosso corpo é passageira e a vida superior
está muito além do nossa alma é capaz de perceber. Nas
palavras de Paulo: "Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram,
nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem
preparado para aqueles que o amam." 1 Coríntios 2:9
 Todos estes povos olharam para o céu, buscando compreender seus
sentimentos, em muitos casos era sua alma que recordava e ansiava
por aquele que lhes traria a oportunidade de redenção e regresso à
pátria natal, como nos ensina o livro A Caminho da Luz: “A
recordação dos exemplos do Mestre não se restringia aos povos da
Judeia, que lhe ouviram diretamente os ensinos imorredouros.
Numerosos centuriões e cidadãos romanos conheceram pessoalmente
os fatos culminantes das pregações do Salvador. Em toda a Ásia Menor,
na Grécia, na África e mesmo nas Gálias, como em Roma, falava-se
d’Ele, da sua filosofia nova que abraçava todos os infelizes, cheia das
claridades sacrossantas do reino de Deus e da sua justiça. Sua doutrina
de perdão e de amor trazia nova luz aos corações e os seus seguidores
destacavam-se do ambiente corrupto do tempo, pela pureza de
costumes e por uma conduta retilínea e exemplar. Jesus veio até nós
para ensinar a verdadeira fé.
 Até o próximo estudo.

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Estudo do livro Roteiro liçao 11

  • 1. Livro de Emmanuel Psicografia de Chico Xavier A Fé Religiosa Lição 11
  • 2.  Nesta lição iremos realizar uma verdadeira viagem, Emmanuel nos conduz por diversos povos, culturas, tempos, mostrando-nos que a fé sempre esteve presente na vida do homem. O convite é para que nos deixemos conduzir, que possamos, ainda que superficialmente, adentrar em cada parágrafo, aprendendo um pouco mais sobre cada cultura e a forma como manifestaram- se em seus credos religiosos, muitas vezes recordando vivências antigas.  Imperioso, porém, é que sondemos a intenção de Emmanuel em nos conduzir por estes caminhos. Qual a razão de olharmos as diferenças? Por qual motivo somos convidados a revisitar a fé de povos tão antigos e outros que ainda hoje se expressam segundo a lição nos mostra? Quais sentimentos irão despertar diante deste ensinamentos? O que podemos aprender com esta imensa diversidade que aponta para uma só direção, a crença em algo maior do que a vida material?  Cada um tem seu próprio roteiro, “cada um constrói a sua própria história e cada ser em si carrega o dom de ser capaz de ser feliz...” como nos diz a bela canção de Almir Sater.
  • 3. “Em todos os tempos, o homem sonha com a pátria celestial. As idéias do céu e inferno jazem no pensamento de todos os povos.” Roteiro Ainda hoje buscamos a “pátria celestial”, porém, a doutrina espírita finalmente esclarece ao homem, segundo os ensinos deixados pelo Cristo que não se trata de um lugar físico, mas de um mundo interior que nos acompanha onde quer que nosso corpo físico se encontre. Se o lugar é repleto de beleza e luz, somos invadidos pelo sentimento de gratidão, se o lugar apresentasse eivado de sombras e sofrimento, somos convidados ao trabalho que auxilia e alivia a dor do irmão, assim, ao que já encontrou as luzes do evangelho dentro de si mesmo, todo lugar é templo religioso com oportunidade de elevar- se, seja em gratidão, seja em serviço.
  • 4.  “A verdadeira vida, tanto do animal como do homem, não está no invólucro corporal, do mesmo que não está no vestuário. Está no princípio inteligente que preexiste e sobrevive ao corpo. Esse princípio necessita do corpo, para se desenvolver pelo trabalho que lhe cumpre realizar sobre a matéria bruta. O corpo se consome nesse trabalho, mas o Espírito não se gasta; ao contrário, sai dele cada vez mais forte, mais lúcido e mais apto. Que importa, pois, que o Espírito mude mais ou menos frequentemente de envoltório?! Não deixa por isso de ser Espírito. É precisamente como se um homem mudasse cem vezes no ano as suas vestes. Não deixaria por isso de ser homem. Por meio do incessante espetáculo da destruição, ensina Deus aos homens o pouco caso que devem fazer do envoltório material e lhes suscita a idéia da vida espiritual, fazendo que a desejem como uma compensação.” A Genese – Cap III
  • 5.  O que somos convidados a estudar nesta lição são as diversas experiências pelas quais o homem passou e passará em busca da plenitude da vida espiritual. E o estudo promove o conhecimento do mundo que nos cerca, mas, também, permite o questionamento interior. Como é a fé que nos move? Em que está alicerçada? O que esperamos do amanhã? Não se trata de repetir o que Kardec, Emmanuel, André Luiz e tantos outros falaram, mas de olhar para dentro de si mesmo com a coragem de perceber e responder: o que eu acredito!?
  • 6. “Os indígenas da América admitem o paraíso de caça abundante e danças permanentes, com reservas inesgotáveis de fumo.” Roteiro A caça, a dança, o fumo eram elementos essenciais na cultura indígena e através destes elementos eles se conectavam com as forças superiores, de acordo com sua crença.
  • 7.  “O Fumo para o índio é um veículo de conexão com a espiritualidade, aqui não corresponde o vício, fumamos para manter o elo com os seres da natureza, buscando a harmonia do mundo terrestre ao universo celeste. Na vida social em comunidade mantemos a boa relação entre parentes, compartilhando a colheita, as caçadas, o plantio das roças, fumando e repassando ao companheiro do lado. O Índio utiliza o fumo como um elemento substancial de Comunicação com o Além, pelo Sinais de Fumaça enviadas pelo Cachimbo da Harmonia do mundo, estamos agradecendo tudo a Deus, pelo nascer e por do Sol, amanhecer, entardecer, pelo alimento colhido, o ar que respiramos, a Neblina é a Fumaça de Deus. As Nuvens é a Fumaça do Sol que fumou das Águas do Mar para amenizar o Clima da Terra. A Comunidade tem sua Fogueira Social, onde as pessoas em reunião decide as coisas importantes da tribo, a energia da convivência entre pessoas. Fazer uma fogueira traz uma energia acolhedora de aconchego, de partilha, diálogo, para encaminhar as soluções e problemas do povo, sobre a terra, as roças, a saúde, educação, os rios, e o meio ambiente..” Fonte: http://www.indioeduca.org
  • 8. “Os esquimós localizavam o éden nas cavernas adornadas.” Roteiro
  • 9.  “Os esquimós acreditam que a natureza é controlada por espíritos poderosos. Os inuit crêem na existência de seres superiores aos quais não é necessário fazer orações. As crianças são muito importantes para os esquimós porque, de acordo com suas crenças, os pequenos são reencarnações dos seus antepassados. Quando uma pessoa morre, o seu corpo é colocado no chão, para que a alma possa encontrar o seu caminho para o submundo. No entanto, se uma pessoa morre devido a alguma doença ou enfermidade, o corpo é desmembrado e, em seguida, as partes separadas são colocadas em locais diferentes. Os esquimós asiáticos queimam os corpos e os esquimós da Groenlândia mandam os corpos ao mar. O resto dos esquimós do Alasca enterram os mortos e, em seguida, colocam um monte de pedras sobre o túmulo. De acordo com as crenças dos esquimós, os seres humanos, bem como os animais, têm uma alma para além do corpo, mas a alma é independente do corpo. A alma pode sair do corpo temporariamente e depois voltar. No entanto, depois de uma pessoa morrer, a alma continua a viver da mesma maneira como quando a pessoa estava viva.” Publicada por grupo "a cultura esquimó"
  • 10. “As tribos maori, que cultivam a guerra, por estado natural de felicidade, esperam que o céu lhes seja uma rinha eterna, em que se digladiem, indefinidamente.” Roteiro
  • 11.  “Os Maoris são o povo indígena da Nova Zelândia, eles são Polinésios e compreendem cerca de 14 por cento da população do País. A lenda Māori diz que os Maoris vieram de “Hawaiki”, a lendária terra natal cerca de 1000 anos atrás. Quando os Maoris chegaram em Aotearoa (Nova Zelândia) encontraram uma terra muito diferente da Polinésia tropical. A Nova Zelândia não era apenas um País mais frio, mas também possuía muitos vulcões e imensas montanhas cobertas de neve. Aotearoa é o nome Māori para a Nova Zelândia e significa “Terra da longa nuvem branca”.  Antes da vinda do Pakeha (Homem branco) para a Nova Zelândia, toda a literatura em Māori era passada oralmente para as gerações seguintes. Isto incluiu muitas lendas e “waiata” (canção). A tradição mais reconhecida hoje é a “Haka”, que é uma dança de guerra.  A Haka era realizada antes do início da guerra pelos Maoris do século passado, mas foi imortalizada pelo time de Rugby da Nova Zelândia os “All Blacks”, que executam esta dança antes de cada jogo.” Fonte: http://www.estudenovazelandia.com.br/cultura/o-povo-maori-nativos- da-nova-zelandia/
  • 12.  Quando nos deixamos conduzir por um espírito que nos quer auxiliar em nosso processo evolutivo, somos convidados a aprender, investigar, questionar. Até aqui o aprendizado sobre estes povos e culturas foi fantástico. Onde estávamos? Com quais culturas guardamos afinidades? Por onde nosso espírito já caminhou em vidas anteriores? Tudo isto nos permite ver quem somos hoje e é importante nos conhecermos, reconhecendo-nos como espíritos imortais que de passagem pela Terra, passam por diversas e educativas experiências.
  • 13. “Entre os hindus, as noções de responsabilidade e justiça estão fortemente associados à idéia da sobrevivência. De conformidade com a crença por eles esposadas, nas eras mais remotas, os desencarnados eram submetidos às apreciações do Juiz dos Mortos. Os bons seriam destinados ao paraíso, a fim de se deliciarem, ante os coros celestes, e os maus desceriam para os despenhadeiros do império de Varuna, o deus das água, onde se instalariam em câmaras infernais, algemados uns aos outros, por laços vivos de serpentes. Situados, porém, na sementeira da verdade, sempre admitiram que do palácio celeste ou do abismo tormentoso, as almas regressariam à esfera carnal, de modo a se adiantarem na ciência da perfeição.” Roteiro
  • 14.  “O hinduísmo pode ser definido como um conjunto de ritos, princípios, e práticas que vieram para a Índia por volta do ano 2 500 a.C. trazidos pelos vedas e foram sendo inicialmente transmitidos oralmente de geração a geração até finalmente serem transcritos.  O hinduísmo não possui todos os atributos para ser definido como uma religião (fundador, hierarquia, liturgia e dogmas), mas é praticado e seguido por mais de 85% da população Índia (sendo para estes muito mais que uma religião). A característica singular da fé hindu é a sua universalidade, pois é respeita e reconhece todas as formas de culto e de fé, atribuindo valor aos profetas e ícones das outras religiões.  Embora possua um vasto panteão de divindades, o hinduísmo possui uma trindade principal que é composta por Brahma, Vishnu, e Shiva (criação, preservação e destruição) – ao contrário do que a maioria pensa, a religião dos vedas não é politeísta, pois todos os deuses e deusas são na verdade manifestações do Deus uno ou verdade suprema que é Brahma. Para os hindus (Brahma) é uma só, que abrange tudo e todos, caracterizando o panteísmo desta religião. Segundo os ensinamentos hinduístas o mundo material em que vivemos é uma mera ilusão, em que Maya (a ilusão), faz parecer real para enganar os homens e fazê-los sofrer. Fonte: http://areligiao.blogs.sapo.pt/2097.html
  • 15. “Os assírios-caldeus supunham que os mortos viviam sonolentos em regiões subterrâneas, sob amplo domínio das sombras.” Roteiro
  • 16.  “Ao norte da Mesopotâmia, existe a Assíria que se espalha através de quatro países do presente. Na Síria, se estende a oeste até o rio Eufrates; na Turquia, se espalha ao norte nas regiões de Harran, Edessa, Diyarbakir e no lago Van; no Irã, se estende ao leste até o lago Urmi e no Iraque segue por 100 milhas ao sul até Kirkuk.  Os assírios praticaram duas religiões ao longo de sua história: o Assurismo e o Cristianismo. O Assurismo foi a primeira religião dos assírios.  Fonte: Wikipédia  “Uma das crenças mais arraigadas que os assírios tinham era a de que o controle do universo era feito por deuses que não podiam ser vistos pelos homens, mas que de um lugar superior como um panteão decidiam os destinos dos mortais. Esse povo acreditava que existia um plano traçado por esses deuses que tinham poderes sobrenaturais e que eles se guiavam por regras bastante rigorosas.  Um dos primeiros passos do Estado Islâmico em busca de sufocar as minorias cristãs do Oriente Médio aconteceu em 2014 quando cidades do Iraque que são reconhecidas por serem cristãs foram marcadas. Nesse momento o mundo assistiu em silêncio o avanço das tropas militares do Estado Islâmico.  Atualmente, a região está dominada e a população iraquiana cristã está vivendo sob constante ameaça e tensão. O mesmo terror religioso tem sido instaurado na Síria, no Oriente os cristãos não tem vida fácil. As divergências religiosas se devem a situações históricas e a diferentes caminhos que tomados pelos povos antigos dos quais os povos atuais descendem.”  Fonte: http://religiao.culturamix.com/religioes/religiao-assiria/
  • 17. “Na Grécia, a partir dos mistérios de Orfeu, as concepções de justiça póstuma alcançam grau mais alto. No Hades terrificante de Homero, os Espíritos são julgados por Minos, filho de Zeus. Os gauleses aceitavam a doutrina da transmigração das almas e eram depositários de avançadas revelações da Espiritualidade Superior. Os hebreus localizavam os desencarnados no "scheol", que Job classifica como sendo "terra de miséria e trevas, onde habitam o pavor e a morte".” Roteiro
  • 18.  Ressaltamos aqui os gauleses, eis que trata-se da região onde o próprio Kardec viveu uma de suas encarnações como um druida celta.  Há na Revista Espírita de 1858, abril, um belíssimo estudo sobre a religião celta, mostrando-nos pontos de consonância com a doutrina espírita, compartilhamos um pequeno trecho:  Deus e o Universo, segundo a religião celta:  I“ ─ Há três unidades primitivas e de cada uma delas não poderia existir mais que uma: um Deus, uma verdade e um ponto de liberdade, isto é, o ponto onde se encontra o equilíbrio de toda oposição.  II ─ Três coisas procedem das três unidades primitivas: toda vida, todo bem e todo poder.  III ─ Deus é necessariamente três coisas: a maior parte da vida, a maior parte da ciência e a maior parte do poder. De cada coisa não poderia haver uma parte maior.  IV ─ Três coisas Deus não pode deixar de ser: o que deve constituir o bem perfeito, o que deve querer o bem perfeito e o que deve realizar o bem perfeito.
  • 19.  V ─ Três garantias do que Deus faz e fará: seu poder infinito, sua sabedoria infinita e seu amor infinito, pois não há nada que não possa ser efetuado, que não possa tornar-se verdadeiro e que não possa ser desejado por um atributo.  VI ─ Três fins principais da obra de Deus, como Criador de todas as coisas: diminuir o mal, reforçar o bem e esclarecer toda diferença, de modo que se possa saber o que deve ser ou, ao contrário, o que não deve ser.  VII ─ Três coisas que Deus não pode deixar de conceder: o que há de mais vantajoso, o que há de mais necessário e o que há de mais belo para cada coisa.  VIII ─ Três forças da existência: não poder ser de outro modo; não ser necessariamente outra e não poder ser melhor pela concepção. Nisto está a perfeição de todas as coisas.  IX ─ Três coisas prevalecerão necessariamente: o supremo poder, a suprema inteligência e o supremo amor de Deus.  X ─ As três grandezas de Deus: vida perfeita, ciência perfeita, poder perfeito.  XI ─ Três causas originais dos seres vivos: o amor divino, de acordo com a suprema inteligência; a sabedoria suprema, pelo conhecimento perfeito de todos os meios; o poder divino, de acordo com a vontade, o amor e a sabedoria de Deus.” Revista Espírita de 1858
  • 20. “Com Virgílio, encontramos princípios mais seguros no que se refere às leis de retribuição. Na entrada do Orco, há divindades infernais para os trabalhos punitivos, quais a Guerra, o Luto, as Doenças, a Velhice, o Medo, a Fome, os Monstros, os Centauros e as Harpias, as Fúrias e a Hidra de Lerna, simbolizando os terríveis suplícios mentais das almas que se fazem presas da ilusão, durante a vida física. Entre esses deuses do abismo, ergue-se o velho ulmeiro, em cujos galhos se dependuram os sonhos, aí principiando a senda que desemboca no Aqueronte, enlameado e lodoso, com largos redemoinhos de água fervente.” Roteiro
  • 21.  “Virgílio é tradicionalmente considerado um dos maiores poetas de Roma, e expoente da literatura latina. Sua obra mais conhecida, a Eneida, é considerada o épico nacional da antiga Roma: segue a história de Eneias, refugiado de Troia, que cumpre o seu destino chegando às margens de Itália — na mitologia romana, o ato de fundação de Roma. A obra de Virgílio foi uma vigorosa expressão das tradições de uma nação que urgia pela afirmação histórica, saída de um período turbulento de cerca de dez anos, durante os quais as revoluções prevaleceram. Virgílio teve uma influência ampla e profunda na literatura ocidental, mais notavelmente na Divina Comédia de Dante, em que Virgílio aparece como guia de Dante pelo inferno e purgatório.” Fonte: Wikipedia
  • 22. “Mais recentemente, Maomet estabelece novas linhas à vida espiritual, situando o Céu em sete andares e o inferno em sete sub divisões. Os eleitos respiram em deliciosos jardins, com regatos de água cristalina, leite e mel, e os condenados vivem no território do suplício, onde corre ventania cruel, alimentando estranho fogo que tudo consome, e Dante, o vidente florentino, apresenta quadros expressivos do Inferno, do Purgatório e do Céu.” Roteiro
  • 23. A Revista Espírita de março de 1858 trás interessante diálogo de um espírito que era muçulmana. “(...) 23. ─ Pensais que se o povo que tivestes de governar fosse cristão, teria sido menos rebelde à civilização? ─ Sim. A religião cristã eleva a alma; a maometana apenas fala à matéria. 24. ─ Quando vivo, vossa fé na religião muçulmana era absoluta? ─ Não. Eu considerava Deus maior. 25. ─ Que pensais agora dessa religião? ─ Ela não forma os homens. 26. ─ Na vossa opinião, Maomé tinha missão divina? ─ Sim, mas a desvirtuou. 27. ─ Em que a desvirtuou? ─ Ele quis reinar. 28. ─ Que pensais de Jesus? ─ Esse vinha de Deus.
  • 24. 29. ─ Na vossa opinião, quem fez mais pela felicidade humana: Jesus ou Maomé? ─ Por que o perguntais? Qual o povo que foi regenerado por Maomé? A religião cristã saiu pura das mãos de Deus; a maometana é obra de um homem. 30. ─ Credes que uma dessas duas religiões esteja destinada a apagar-se da face da Terra? ─ O homem progride sempre. A melhor perdurará. 31. ─ Que pensais da poligamia, consagrada pela religião muçulmana? ─ É um dos laços que retêm na barbárie os povos que a professam. 32. ─ Credes que a escravidão da mulher seja conforme os desígnios de Deus? ─ Não. A mulher é igual ao homem, de vez que o Espírito não tem sexo. 33. ─ Diz-se que o povo árabe não pode ser conduzido senão pelo rigor. Não pensais que os maus tratos, em vez de o submeterem, apenas o embrutecem? ─ Sim. Este é o destino do homem. Ele se avilta quando escravizado.”
  • 25.  Não estamos, ao compartilhar este texto, com a intenção de criticar a religião alheia, apenas constatar que há muitos desenganos nesta busca espiritual da humanidade. As doutrinas, muitas vezes, apresentam idéias de fraternidade, amor ao próximo, mas a condição evolutiva em que nos encontramos deturpa os melhores ideais e transformam algo bom e belo em alicerce para guerras e destruições.  Assim, ao viajarmos através dos tempos e dos povos com Emmanuel, nesta maravilhosa lição, somos convidados a caminharmos com maior humildade, sabedores de que, ainda hoje, estamos passíveis de desenganos. Em outras palavras, recebemos um precioso tesouro que é a doutrina espírita, mas, ela será o que dela fizermos e se ela não estiver pautada na caridade que é seu principal alicerce, dito pelo próprio Kardec, dificilmente prosperará para o bem da humanidade.
  • 26. “As realidades da sobrevivência acompanham a alma humana que a vida não se encontra circunscrita às estreitas atividades da Terra. O corpo é uma casa temporária a que se recolhe nossa alma em aprendizado. Por isso mesmo, quando atingido pelas farpas da desilusão e do cansaço, o espírito humano recorda instintivamente algo intangível que se lhe afigura ao pensamento angustiado como sendo o paraíso perdido. Desajustado na Terra, pede ao Além a mensagem de reconforto e harmonia. Semelhante momento, porém, é profundamente expressivo no destino de cada alma, porque, se o coração que pede é portador da boa vontade, a resposta da vida superior não se faz esperar e um novo caminho se desdobra à frente da alma opressa e fatigada que se volta para o Além, cheia de amor, sofrimento e esperança.” Roteiro
  • 27.  Buscamos por algo que dê um sentido maior à nossa existência e Deus nos tem respondido conforme a nossa capacidade de discernir, de compreender.  Outrora acreditávamos em deuses, monstros, sombras da realidade e ainda hoje estamos longe de compreender o amanhã em sua plenitude. Porém, reconhecemos o avanço, outrora acreditávamos num paraíso material, caça, pesca, fumo, guerras, deuses poderosos, lugares terríveis...a lição, porém, nos convida a buscar a fé religiosa em nossa vida cotidiana, lembrando-nos que nosso corpo é passageira e a vida superior está muito além do nossa alma é capaz de perceber. Nas palavras de Paulo: "Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam." 1 Coríntios 2:9
  • 28.  Todos estes povos olharam para o céu, buscando compreender seus sentimentos, em muitos casos era sua alma que recordava e ansiava por aquele que lhes traria a oportunidade de redenção e regresso à pátria natal, como nos ensina o livro A Caminho da Luz: “A recordação dos exemplos do Mestre não se restringia aos povos da Judeia, que lhe ouviram diretamente os ensinos imorredouros. Numerosos centuriões e cidadãos romanos conheceram pessoalmente os fatos culminantes das pregações do Salvador. Em toda a Ásia Menor, na Grécia, na África e mesmo nas Gálias, como em Roma, falava-se d’Ele, da sua filosofia nova que abraçava todos os infelizes, cheia das claridades sacrossantas do reino de Deus e da sua justiça. Sua doutrina de perdão e de amor trazia nova luz aos corações e os seus seguidores destacavam-se do ambiente corrupto do tempo, pela pureza de costumes e por uma conduta retilínea e exemplar. Jesus veio até nós para ensinar a verdadeira fé.  Até o próximo estudo.