UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE                 DEPARTAMENTO DE PEDIATRIA                     INTERNATO EM PED...
Caso Clínico• MYSF, feminino, 05meses, natural e procedente deNatal.• QP: crise de tosse• HDA: Paciente há 15 dias com tos...
Caso Clínico               Exame físico oNa admissão:  • SO2=99% em MV com FiO2 de 50%, FR=  58irpm, FC= 200bpm, HGT=89,  ...
Caso Clínico          Exames Laboratoriais o   •Hemograma do Sandra Celeste:      Hb 12,1      Ht 36,9%      Leuco 26700 (...
COQUELUCHE• Definição  – Doença infecciosa aguda  – Transmissível por meio de perdigotos  – Acometimento de AP respiratóri...
COQUELUCHE• Epidemiologia  - Populações aglomeradas  - Época do ano: primavera e no verão  - Morbidade da coqueluche no pa...
COQUELUCHE • Epidemiologia   - 1973: Introdução da Vacina DTP p/ < 07 anos          Inicialmente baixa cobertura   - A par...
COQUELUCHE- EPIDEMIOLOGIA
COQUELUCHE• Epidemiologia  - Menores de 01 ano concentram cerca de 50% do total  de casos;       Provavelmente por apresen...
COQUELUCHE- EPIDEMIOLOGIA
COQUELUCHE• Fases da doença  – Período de incubação ( 5-10 dias)  – Fase catarral : manifestações respiratórias e    sinto...
COQUELUCHE• Agente etiológico  – Bordetella pertussis. Gram-    negativo, aeróbio, não-    esporulado, imóvel, provido de ...
COQUELUCHE• Reservatório  – O homem é o único reservatório natural.
COQUELUCHE• Modo de transmissão  – Contato direto de pessoa doente com   pessoa suscetível ( perdigotos)
COQUELUCHE• Período de transmissibilidade  – 05 dias após o contato com o doente( final do    período de incubação) até 03...
COQUELUCHE• Suscetibilidade e imunidade  – Imunidade após adquirir doença ou    vacinar-se  – Imunidade duradoura, mas não...
COQUELUCHE• Complicações  – Pneumonia e otite média por B. Pertussis  – Pneumonia por agentes de outras etiologias  – Atel...
COQUELUCHE• Diagnóstico  – Isolamento do B. Pertussis ( padrão-ouro)  – Cultura de material colhido de nasofaringe    • Ob...
COQUELUCHE• Outros métodos diagnósticos  – PCR de secreção de Nasofaringe  – Sorologia ELISA IgG e IgA antitoxina    pertu...
COQUELUCHE• Métodos inespecíficos  – Hemograma: No período paroxístico o número de    leucócitos podem se elevar a 30.000-...
COQUELUCHE• Diagnóstico diferencial  – Outras infecções respiratórias agudas     •   Traqueobronquites     •   Laringites ...
COQUELUCHE• Tratamento  – Estolato de Eritromicina( 40-50 mg/kg/dia 14 dias)    • Erradica o agente do organismo em 1 a 2 ...
COQUELUCHE• Tratamento  – Salbutamol: estudos clínicos e relatos sugerem    melhora dos sintomas paroxísticos.  – Corticói...
COQUELUCHE• Quimioprofilaxia• Deve ser realizada com estolato de eritromicina por 10  dias com doses de tratamento em:   –...
COQUELUCHE• Cuidados gerais importantes:  – Durante o acesso de tosse, o paciente deve ser    colocado em decúbito de dren...
Bibliografia• 1. Doenças Infecciosas e Parasitárias: Guia de  bolso. 8ª edição.2010.• 2. Coqueluche em paciente adulto: re...
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"Flash Pediátrico" apresentado no Internato em Pediatria I (PED I) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) - Tema: Coqueluche.

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  1. 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE DEPARTAMENTO DE PEDIATRIA INTERNATO EM PEDIATRIA I COQUELUCHE Ana Nataly Damião Julião Giovanni Galeno João Augusto Marina Mayara
  2. 2. Caso Clínico• MYSF, feminino, 05meses, natural e procedente deNatal.• QP: crise de tosse• HDA: Paciente há 15 dias com tosse seca. Há 01semana houve piora da tosse, que passou a ocorrercom paroxismos, cianose, vômito pós-tosse,dispnéia. Nega febre. Fez uso de fluimucil VO,predsin, motillium e NBZ com atrovent e berotec,sem melhoras. Procurou Sandra Celeste onde fezhemograma e PCR e foi iniciado Eritromicina.Chegou ao PS do HMAF em acesso de tosse,seguido de guincho inspiratório, rouquidão, palidezcutânea, sudorese em face.
  3. 3. Caso Clínico Exame físico oNa admissão: • SO2=99% em MV com FiO2 de 50%, FR= 58irpm, FC= 200bpm, HGT=89, •Peso = 5800g •AP: MV +, com roncos de transmissão, expiração pouco prolongada. •ACV: RCR em 2T, BNF, sem sopros •Abd: flácido, sem megalias
  4. 4. Caso Clínico Exames Laboratoriais o •Hemograma do Sandra Celeste: Hb 12,1 Ht 36,9% Leuco 26700 (22.6; 0.7; 2.1; 69.4; 5.2) •PCR negativa •Gasometria arterial em MV 50%: pH 7.38; pO2 140.3; pCO2 38.8; HD: Coqueluche
  5. 5. COQUELUCHE• Definição – Doença infecciosa aguda – Transmissível por meio de perdigotos – Acometimento de AP respiratório – Paroxismos de tosse seca
  6. 6. COQUELUCHE• Epidemiologia - Populações aglomeradas - Época do ano: primavera e no verão - Morbidade da coqueluche no país já foi elevada: Década de 80 eram notificados mais de 40 mil casos anuais o coeficiente de incidência era superior a 30/100.000 habitantes.
  7. 7. COQUELUCHE • Epidemiologia - 1973: Introdução da Vacina DTP p/ < 07 anos Inicialmente baixa cobertura - A partir dos anos 90: Alta cobertura vacinal Provocando queda da incidência da doença
  8. 8. COQUELUCHE- EPIDEMIOLOGIA
  9. 9. COQUELUCHE• Epidemiologia - Menores de 01 ano concentram cerca de 50% do total de casos; Provavelmente por apresentarem sintomatologia mais grave  procuram atendimento - Menores de 01 ano  maior letalidade Principalmente < 06 meses
  10. 10. COQUELUCHE- EPIDEMIOLOGIA
  11. 11. COQUELUCHE• Fases da doença – Período de incubação ( 5-10 dias) – Fase catarral : manifestações respiratórias e sintomas leves (1-2 sem) – Fase paroxística: Afebril ou febre baixa. Paroxismos de tosse seca finalizados por inspiração forçada (GUINCHO), seguidos de vômitos ( 2-6 sem) – Fase de convalescença: Paroxismos desaparecem. Tosse comum ( 2-6 sem)
  12. 12. COQUELUCHE• Agente etiológico – Bordetella pertussis. Gram- negativo, aeróbio, não- esporulado, imóvel, provido de cápsula e fímbrias.
  13. 13. COQUELUCHE• Reservatório – O homem é o único reservatório natural.
  14. 14. COQUELUCHE• Modo de transmissão – Contato direto de pessoa doente com pessoa suscetível ( perdigotos)
  15. 15. COQUELUCHE• Período de transmissibilidade – 05 dias após o contato com o doente( final do período de incubação) até 03 semanas após o início dos acessos de tosse ( fase paroxística) – A maior transmissibiladade ocorre na fase catarral • Obs.: Em lactentes < 06 meses o período de transmissibilidade pode se estender por até 06 semanas
  16. 16. COQUELUCHE• Suscetibilidade e imunidade – Imunidade após adquirir doença ou vacinar-se – Imunidade duradoura, mas não permanente – 5 a 10 anos após a última dose, a proteção imunológica pode declinar
  17. 17. COQUELUCHE• Complicações – Pneumonia e otite média por B. Pertussis – Pneumonia por agentes de outras etiologias – Atelectasias, pneumotórax, ruptura diafragmática – Hemorragias intracerebrais – Hemorragias subconjutivais – Hérnias umbilicais, inguinais, diafragmáticas
  18. 18. COQUELUCHE• Diagnóstico – Isolamento do B. Pertussis ( padrão-ouro) – Cultura de material colhido de nasofaringe • Obs.: O material deve ser colhido antes do início da antibioticoterapia ou até 03 dias após seu início
  19. 19. COQUELUCHE• Outros métodos diagnósticos – PCR de secreção de Nasofaringe – Sorologia ELISA IgG e IgA antitoxina pertussis
  20. 20. COQUELUCHE• Métodos inespecíficos – Hemograma: No período paroxístico o número de leucócitos podem se elevar a 30.000-40.000 associado a uma linfocitose de 60-90% – VHS apresenta-se normal ou dimuído apesar de se tratar de uma doença infecciosa – Rx de tórax pode mostrar espessamento peribrônquicos que se estende do hilo ao diafragma, dando a origem a imagem de “coração felpudo”
  21. 21. COQUELUCHE• Diagnóstico diferencial – Outras infecções respiratórias agudas • Traqueobronquites • Laringites • Bronqueolites • Adenoviroses • Pneumonias atípicas ( M. pneumoniae, C. pneumoniae)
  22. 22. COQUELUCHE• Tratamento – Estolato de Eritromicina( 40-50 mg/kg/dia 14 dias) • Erradica o agente do organismo em 1 a 2 dias promovendo a diminuição do P. de transmissibilidade da doença - Obs.: a Imunoglobulina Humana não possui efeito terapêutico comprovado
  23. 23. COQUELUCHE• Tratamento – Salbutamol: estudos clínicos e relatos sugerem melhora dos sintomas paroxísticos. – Corticóides: Estudos controlados com betametasona VO e hidrocortisona IM por 02 dias com redução gradual até o 6º-8º dia, mostrou redução do número, severidade e duração dos paroxismos. – Anticonvulsivantes: Indicado no controle da crise convulsivas e na persistência delas. O fenobarbital poderá ser utilizado com objetivo de sedar o paciente, na tentativa de reduzir os acessos de tosse.
  24. 24. COQUELUCHE• Quimioprofilaxia• Deve ser realizada com estolato de eritromicina por 10 dias com doses de tratamento em: – Contatos íntimos menores de 01 ano, independente de situação vacinal e de apresentar quadro de tosse – Menores de 07 anos não vacinados, com vacinação desconhecida ou com menos de 04 doses de DTP de células inteiras ou acelular – Adultos que têm contato com crianças menores de 05 anos ou imunodeprimidos. Todo devem iniciar quimioprofilaxia e mantê- los afastados de suas atividades por 05 dias, contados a partir do início do uso do antimicrobiano – Pacientes imunodeprimidos
  25. 25. COQUELUCHE• Cuidados gerais importantes: – Durante o acesso de tosse, o paciente deve ser colocado em decúbito de drenagem (lateral). Evita aspiração de vômitos e secreções respiratórias. – Em episódios de apnéia ou cianose, aspirar a secreção nasal e oral. Indica-se oxigenioterapia. Pode-se utilizar respiração artificial não invasiva (AMBU).
  26. 26. Bibliografia• 1. Doenças Infecciosas e Parasitárias: Guia de bolso. 8ª edição.2010.• 2. Coqueluche em paciente adulto: relato de caso e revisão da literatura. Revista da AMRIGS, Porto Alegre, 54 (1): 59-62, jan.-mar.2010• 3.Clinical features and diagnosis of Bordetella pertussis infection in infants and children. Yeh S, Mink CAM.UpToDate. 2012.

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