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Definição
- Difteria, também conhecida como crupe, é uma doença respiratória, causada pelo
bacilo Corynebacterium diphtheriae, que se instala nas amídalas, faringe, laringe,
nariz e, em alguns casos, nas mucosas e na pele, sendo a infecção de faringe a
mais importante.
- Depois de instalados, os microorganismos se multiplicam e se espalham ao
mesmo tempo em que produzem a toxina diftérica, que provoca os sintomas mais
comuns da doença.
Crianças em idade pré-escolar são mais suscetíveis caso não tenham sido imunizadas
previamente com o esquema básico de vacinação. Adultos não vacinados não estão
livres de contrair a doença, que pode se manifestar em qualquer época do ano e muitas
vezes surge após episódios de resfriados e gripes.
Etiologia
- O agente etiológico da difteria é um bacilo gram-positivo, denominado
Corynebacterium diphtheriae, produtor da toxina diftérica.
- Reservatório: é o próprio doente ou portador, sendo esse último mais
importante na disseminação do bacilo, pela sua maior freqüência na
comunidade e por ser assintomático.
Hans Christian Gram, um bacteriologista dinamarquês, estudou e definiu a técnica
para corar bactérias, a coloração Gram, em 1884. (Técnica do esfregaço). Nesta
ocasião, experimentalmente, corou lâminas com esfregaços (uma espécie de
“raspa”, grosseiramente falando, de um determinado lugar do corpo ou de uma
cultura que se queira fazer a pesquisa) com violeta de genciana e percebeu que se
as bactérias existentes nestes esfregaços uma vez coradas não desbotavam com
álcool, se previamente fossem tratadas com iodo. As bactérias que descorarem
quando submetidas à um solvente orgânico são Gram-negativas, e as que
permanecerem coradas mesmo quando em contato com o solvente são
denominadas Gram-positivas.
Em termos farmacológicos isso vai implicar em antibióticos diferentes, alguns
vão ser específicos para paredes de bactérias gram + e outros para gram - .
Coloração de Gram - Esfregaço
Transmissão
A transmissão da difteria acontece pelo contato direto com gotículas eliminadas pela:
tosse, fala, espirro ou pelo contato direto com lesões cutâneas da pessoa doente ou
portadora da bactéria. O contágio por objetos com secreções do doente pode ocorrer,
mas é pouco frequente.
Os sintomas da difteria costumam demorar de um a seis dias para aparecer (período
de incubação). O mais típico dos indícios da doença são as placas semelhantes a
membranas acinzentadas e firmes que se instalam nas:
Sinais e Sintomas
amídalas, faringe, laringe, nariz e, em alguns casos,
nas mucosas e na pele.
- Outros sintomas possíveis são: mal-estar, dor de garganta, febre, corrimento nasal,
gânglios linfáticos inflamados e manchas avermelhadas na pele.
- Em casos mais graves surgem: edema de pescoço, toxemia (excesso de toxinas
acumuladas no sangue), prostração (abatimento físico e mental), miocardite (arritmia e
insuficiência cardíaca), neuropatia (visão dupla, fala anasalada, dificuldade para engolir,
paralisia) e insuficiência renal.
Dependendo do tamanho e localização da placa pseudomembranosa, pode ocorrer asfixia
mecânica aguda, sendo muitas vezes necessário fazer traqueostomia para evitar o óbito.
Os sintomas tendem a se agravar à noite. Em geral, crianças infectadas acordam durante
a madrugada com a inspiração marcada por um chiado estridente e a expiração por tosse áspera.
Período de Incubação e transmissão
- Período de incubação: de um a seis dias para aparecer os sintomas.
- Período de transmissão: em média até 2 semanas, após o inicio da doença.
- A antibioticoterapia adequada, erradica o bacilo diftérico da orofaringe, 24 a 48 horas após a sua
introdução na maioria dos casos.
- O número de casos vem caindo nos últimos anos, em decorrência do aumento da vacinação.
De 1997 à 2011, o número de pessoas infectadas passou de 140 para apenas cinco. Em 2013 e 2014
apenas um caso e 2015, quatro registrados na cidade de Chã Grande, 83 km de Recife.
O tratamento para difteria, que é uma doença contagiosa e que causa inflamação das vias
respiratórias e lesões na pele, é feito com internamento hospitalar e deve ser iniciado logo
que haja suspeita de infecção, principalmente nas crianças, pois pode causar a morte no
caso de não ser tratada. O tempo de tratamento da difteria pode demorar até 1 mês,
variando de indivíduo para indivíduo, sendo mais prolongado nas crianças.
Sendo assim, o tratamento é médico-hospitar e é necessário:
Tomar uma injeção de antitoxina diftérica, que tem a função de diminuir os efeitos das
substâncias tóxicas libertadas pela bactéria no organismo do paciente;
Tomar antibióticos como penicilina, eritromicina ou clindamicina para eliminar a bactéria
e impedir a sua transmissão.
Ficar num quarto isolado até os exames não detectarem a presença da bactéria, que
pode demorar até 2 semanas, para não contaminar outros pacientes;
Repousar;
Ingerir grandes quantidades de líquidos para manter o organismo hidratado,
principalmente em bebês e crianças.
Tratamento
- Estes medicamentos são aplicados no hospital e reduzem os sintomas da doença,
se observando sinais de melhora no paciente como baixa da febre, diminuição do
inchaço e controle da respiração, ao fim de alguns dias. Além disso, quando o paciente
apresenta dificuldade em respirar, pode ser necessária a realização de traqueostomia,
um procedimento cirúrgico que abre um buraco no pescoço para o indivíduo poder
respirar sem dificuldade, ou inserção de tubos respiratórios e administração de oxigênio.
Complicações
As complicações podem ocorrer desde o início da doença até, na maioria dos casos, a
sexta ou oitava semana, quando os sintomas iniciais já desapareceram. Seu
estabelecimento pode estar relacionado com: localização e extensão da membrana;
quantidade de toxina absorvida; estado imunitário do paciente; demora no diagnóstico e
início do tratamento.
- Miocárdicas: é decorrente da ação direta da toxina no miocárdio, ou ainda,
por intoxicação do sistema de condução cardíaco.
- Neurológicas: são alterações transitórias, decorrentes da ação da exotoxina
no sistema nervoso periférico, ocasionando as neurites periféricas. Também
pode ocorrer paralisia do diafragma, geralmente tardia, causando
insuficiência respiratória.
- Complicações Renais: na difteria grave, pode se instalar uma nefropatia
tóxica com importantes alterações metabólicas e, mais raramente,
insuficiência renal aguda. Geralmente, quando há miocardite, pode ocorrer
também insuficiência renal grave.
Complicações Miocárdicas: é a complicação responsável
pelo maior número de óbitos a partir da 2ª semana da doença.
Veja algumas complicações:
o prognóstico depende do estado imunitário do paciente, da precocidade do diagnóstico
e da instituição do tratamento. Em geral, a difteria é uma doença grave que necessita de
assistência médico-hospitalar imediata. Os fatores associados ao mau prognóstico são:
tempo da doença sem instituição de tratamento (pior se acima de três dias); presença de
edema periganglionar; presença de manifestações hemorrágicas; placas extensas na
orofaringe; miocardite precoce; e presença de insuficiência renal.
Prognóstico
A prevenção da difteria é feita através da administração da vacina contra a difteria,
tétano e coqueluche nas crianças com 2, 4 e 6 meses de idade, tendo depois um
reforço aos 15 meses e outro entre os 4 e 6 anos. Após estas doses, o reforço da
vacina deve ser feito de 10 em 10 anos durante a vida adulta.
Caso o indivíduo tenha estado em contato com algum paciente com difteria, deve
dirigir-se ao hospital e iniciar o uso de medicamentos para prevenir o agravamento
da doença e a transmissão para outros.
Embora a difteria seja mais comum em crianças, os adultos que não tenham a
vacinação em dia ou tenham o sistema imune fragilizado podem pegar a doença.
Prevenção
Cuidados de enfermagem
- Lavar sempre as mãos, antes e depois de qualquer procedimento;
- Manter paciente em repouso no leito;
- Administrar medicações, antibioticoterapia;
- Fazer higiene bucal e gargarejo regularmente;
- Controle do equilíbrio hidroeletrolítico (sódio, potássio, cálcio, etc)
- Nebulização ou vaporização, oxigenação
- Administrar dieta líquido-pastosa (facilita a ingestão dos alimentos);
- Fazer controle frequente de temperatura, saturação, edema;
- Observar e comunicar sinais de alterações no comportamento;
- Manter precauções respiratórias, principalmente, máscaras e
luvas, durante o período de transmissão;
- Orientar o paciente e família, sobre os cuidados pós-alta.
Tratamento das complicações diftéricas:
- INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA: nebulização, traqueostomia;
- MIOCARDITE:
diuréticos, digitálicos, antiarrítmicos, marcapasso;
- INSUFICIÊNCIA RENAL AGUDA: diálise peritoneal.
Fontes e Citações:
Www.Google.com
http://www.saudeemmovimento.com.br
http://pt.wikipedia.org/wiki/difteria
http://www.abcdasaude.com.br
http://www.tuasaude.com/difteria/
http://www.minhavida.com.br
MINISTÉRIO DA SAÚDE, Secretaria de Vigilância em Saúde,
Departamento de Vigilância Epidemiológica,
DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS. GUIA DE BOLSO,
6ª edição revista Série B. Textos Básicos de Saúde, brasília / DF, 2006
Edição e montagem: Adriana Bonadia
Controle os fatores de risco para não disseminar,
Vírus e bactérias. Juntos podemos erradicar essas doenças!
Mantenha a carteirinha de vacinação em dia. Cuide bem do seu
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Ortopedia - Hérnia do Núcleo Pulposo (Hérnia de disco)
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Saúde coletiva - Difiteria (crupe)

  • 1.
  • 2. Definição - Difteria, também conhecida como crupe, é uma doença respiratória, causada pelo bacilo Corynebacterium diphtheriae, que se instala nas amídalas, faringe, laringe, nariz e, em alguns casos, nas mucosas e na pele, sendo a infecção de faringe a mais importante. - Depois de instalados, os microorganismos se multiplicam e se espalham ao mesmo tempo em que produzem a toxina diftérica, que provoca os sintomas mais comuns da doença. Crianças em idade pré-escolar são mais suscetíveis caso não tenham sido imunizadas previamente com o esquema básico de vacinação. Adultos não vacinados não estão livres de contrair a doença, que pode se manifestar em qualquer época do ano e muitas vezes surge após episódios de resfriados e gripes.
  • 3. Etiologia - O agente etiológico da difteria é um bacilo gram-positivo, denominado Corynebacterium diphtheriae, produtor da toxina diftérica. - Reservatório: é o próprio doente ou portador, sendo esse último mais importante na disseminação do bacilo, pela sua maior freqüência na comunidade e por ser assintomático.
  • 4. Hans Christian Gram, um bacteriologista dinamarquês, estudou e definiu a técnica para corar bactérias, a coloração Gram, em 1884. (Técnica do esfregaço). Nesta ocasião, experimentalmente, corou lâminas com esfregaços (uma espécie de “raspa”, grosseiramente falando, de um determinado lugar do corpo ou de uma cultura que se queira fazer a pesquisa) com violeta de genciana e percebeu que se as bactérias existentes nestes esfregaços uma vez coradas não desbotavam com álcool, se previamente fossem tratadas com iodo. As bactérias que descorarem quando submetidas à um solvente orgânico são Gram-negativas, e as que permanecerem coradas mesmo quando em contato com o solvente são denominadas Gram-positivas. Em termos farmacológicos isso vai implicar em antibióticos diferentes, alguns vão ser específicos para paredes de bactérias gram + e outros para gram - . Coloração de Gram - Esfregaço
  • 5. Transmissão A transmissão da difteria acontece pelo contato direto com gotículas eliminadas pela: tosse, fala, espirro ou pelo contato direto com lesões cutâneas da pessoa doente ou portadora da bactéria. O contágio por objetos com secreções do doente pode ocorrer, mas é pouco frequente.
  • 6. Os sintomas da difteria costumam demorar de um a seis dias para aparecer (período de incubação). O mais típico dos indícios da doença são as placas semelhantes a membranas acinzentadas e firmes que se instalam nas: Sinais e Sintomas amídalas, faringe, laringe, nariz e, em alguns casos, nas mucosas e na pele.
  • 7. - Outros sintomas possíveis são: mal-estar, dor de garganta, febre, corrimento nasal, gânglios linfáticos inflamados e manchas avermelhadas na pele. - Em casos mais graves surgem: edema de pescoço, toxemia (excesso de toxinas acumuladas no sangue), prostração (abatimento físico e mental), miocardite (arritmia e insuficiência cardíaca), neuropatia (visão dupla, fala anasalada, dificuldade para engolir, paralisia) e insuficiência renal. Dependendo do tamanho e localização da placa pseudomembranosa, pode ocorrer asfixia mecânica aguda, sendo muitas vezes necessário fazer traqueostomia para evitar o óbito. Os sintomas tendem a se agravar à noite. Em geral, crianças infectadas acordam durante a madrugada com a inspiração marcada por um chiado estridente e a expiração por tosse áspera.
  • 8. Período de Incubação e transmissão - Período de incubação: de um a seis dias para aparecer os sintomas. - Período de transmissão: em média até 2 semanas, após o inicio da doença. - A antibioticoterapia adequada, erradica o bacilo diftérico da orofaringe, 24 a 48 horas após a sua introdução na maioria dos casos. - O número de casos vem caindo nos últimos anos, em decorrência do aumento da vacinação. De 1997 à 2011, o número de pessoas infectadas passou de 140 para apenas cinco. Em 2013 e 2014 apenas um caso e 2015, quatro registrados na cidade de Chã Grande, 83 km de Recife.
  • 9. O tratamento para difteria, que é uma doença contagiosa e que causa inflamação das vias respiratórias e lesões na pele, é feito com internamento hospitalar e deve ser iniciado logo que haja suspeita de infecção, principalmente nas crianças, pois pode causar a morte no caso de não ser tratada. O tempo de tratamento da difteria pode demorar até 1 mês, variando de indivíduo para indivíduo, sendo mais prolongado nas crianças. Sendo assim, o tratamento é médico-hospitar e é necessário: Tomar uma injeção de antitoxina diftérica, que tem a função de diminuir os efeitos das substâncias tóxicas libertadas pela bactéria no organismo do paciente; Tomar antibióticos como penicilina, eritromicina ou clindamicina para eliminar a bactéria e impedir a sua transmissão. Ficar num quarto isolado até os exames não detectarem a presença da bactéria, que pode demorar até 2 semanas, para não contaminar outros pacientes; Repousar; Ingerir grandes quantidades de líquidos para manter o organismo hidratado, principalmente em bebês e crianças. Tratamento
  • 10. - Estes medicamentos são aplicados no hospital e reduzem os sintomas da doença, se observando sinais de melhora no paciente como baixa da febre, diminuição do inchaço e controle da respiração, ao fim de alguns dias. Além disso, quando o paciente apresenta dificuldade em respirar, pode ser necessária a realização de traqueostomia, um procedimento cirúrgico que abre um buraco no pescoço para o indivíduo poder respirar sem dificuldade, ou inserção de tubos respiratórios e administração de oxigênio.
  • 11. Complicações As complicações podem ocorrer desde o início da doença até, na maioria dos casos, a sexta ou oitava semana, quando os sintomas iniciais já desapareceram. Seu estabelecimento pode estar relacionado com: localização e extensão da membrana; quantidade de toxina absorvida; estado imunitário do paciente; demora no diagnóstico e início do tratamento. - Miocárdicas: é decorrente da ação direta da toxina no miocárdio, ou ainda, por intoxicação do sistema de condução cardíaco. - Neurológicas: são alterações transitórias, decorrentes da ação da exotoxina no sistema nervoso periférico, ocasionando as neurites periféricas. Também pode ocorrer paralisia do diafragma, geralmente tardia, causando insuficiência respiratória. - Complicações Renais: na difteria grave, pode se instalar uma nefropatia tóxica com importantes alterações metabólicas e, mais raramente, insuficiência renal aguda. Geralmente, quando há miocardite, pode ocorrer também insuficiência renal grave. Complicações Miocárdicas: é a complicação responsável pelo maior número de óbitos a partir da 2ª semana da doença. Veja algumas complicações:
  • 12. o prognóstico depende do estado imunitário do paciente, da precocidade do diagnóstico e da instituição do tratamento. Em geral, a difteria é uma doença grave que necessita de assistência médico-hospitalar imediata. Os fatores associados ao mau prognóstico são: tempo da doença sem instituição de tratamento (pior se acima de três dias); presença de edema periganglionar; presença de manifestações hemorrágicas; placas extensas na orofaringe; miocardite precoce; e presença de insuficiência renal. Prognóstico
  • 13. A prevenção da difteria é feita através da administração da vacina contra a difteria, tétano e coqueluche nas crianças com 2, 4 e 6 meses de idade, tendo depois um reforço aos 15 meses e outro entre os 4 e 6 anos. Após estas doses, o reforço da vacina deve ser feito de 10 em 10 anos durante a vida adulta. Caso o indivíduo tenha estado em contato com algum paciente com difteria, deve dirigir-se ao hospital e iniciar o uso de medicamentos para prevenir o agravamento da doença e a transmissão para outros. Embora a difteria seja mais comum em crianças, os adultos que não tenham a vacinação em dia ou tenham o sistema imune fragilizado podem pegar a doença. Prevenção
  • 14. Cuidados de enfermagem - Lavar sempre as mãos, antes e depois de qualquer procedimento; - Manter paciente em repouso no leito; - Administrar medicações, antibioticoterapia; - Fazer higiene bucal e gargarejo regularmente; - Controle do equilíbrio hidroeletrolítico (sódio, potássio, cálcio, etc) - Nebulização ou vaporização, oxigenação - Administrar dieta líquido-pastosa (facilita a ingestão dos alimentos); - Fazer controle frequente de temperatura, saturação, edema; - Observar e comunicar sinais de alterações no comportamento; - Manter precauções respiratórias, principalmente, máscaras e luvas, durante o período de transmissão; - Orientar o paciente e família, sobre os cuidados pós-alta. Tratamento das complicações diftéricas: - INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA: nebulização, traqueostomia; - MIOCARDITE: diuréticos, digitálicos, antiarrítmicos, marcapasso; - INSUFICIÊNCIA RENAL AGUDA: diálise peritoneal.
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  • 16. Fontes e Citações: Www.Google.com http://www.saudeemmovimento.com.br http://pt.wikipedia.org/wiki/difteria http://www.abcdasaude.com.br http://www.tuasaude.com/difteria/ http://www.minhavida.com.br MINISTÉRIO DA SAÚDE, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância Epidemiológica, DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS. GUIA DE BOLSO, 6ª edição revista Série B. Textos Básicos de Saúde, brasília / DF, 2006 Edição e montagem: Adriana Bonadia
  • 17. Controle os fatores de risco para não disseminar, Vírus e bactérias. Juntos podemos erradicar essas doenças! Mantenha a carteirinha de vacinação em dia. Cuide bem do seu sistema linfático, seu organismo agradece!