Cultura: degrau para o empoderamento

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5º Encontro Cultural do Instituto Francisca de Souza Peixoto

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Cultura: degrau para o empoderamento

  1. 1. Cultura: degrau para o empoderamento Andréa Toledo Especialista em Informática na Educação e Estudos Literários Mestranda em Ciências Sociais
  2. 2. <ul><li>Como se dá o empoderamento através do acesso à cultura </li></ul><ul><li>As instituições promotoras de cultura trabalham para elevar o indivíduo, ou têm suas ações estruturadas na indústria cultural e no controle do indivíduo? </li></ul>Principais questões:
  3. 3. Adorno  Cultura de Massa  Indústria Cultural A contribuição da indústria cultural para a manipulação do indivíduo Reprodução da mesmice com ares de novidade Cinema, rádio, revistas constituem um sistema. Deixam de ser arte e passam a ser um negócio, produzindo propositalmente LIXO CULTURAL
  4. 4. Filmes, revistas, programas de rádio e TV adestram o espectador atrofiam a imaginação e a espontaneidade
  5. 5. Com qual objetivo? Facilitar a manipulação
  6. 6. Indústria Cultural <ul><li>Erigiu a transferência desajeitada da arte, para a esfera do consumo </li></ul><ul><li>O dinheiro dita o tipo de bem cultural que será consumido </li></ul><ul><li>Colabora manipulando, iludindo, idiotizando </li></ul><ul><li>Weber: o poder do dinheiro se torna maior que da competência </li></ul>
  7. 7. Reprodução inconsequente do bem cultural <ul><li>Reduz sua complexidade através da imitação e da redução do estilo </li></ul><ul><li>O receptor não precisa pensar e se esforçar para maiores entendimentos </li></ul><ul><li>Ao receptor não é dada a chance de contestação e de pensamento próprio </li></ul>
  8. 8. A indústria cultura não sublima, mas reprime <ul><li>passa a impressão de que todas as necessidades podem ser por ela satisfeita e para isto se deve consumir o produto cultural </li></ul><ul><li>passa ilusão de liberdade de escolha, mas o indivíduo é manipulado a ponto de não se ver como ser pensante </li></ul>
  9. 9. A indústria cultura não sublima, mas reprime <ul><li>ninguém tem que se responsabilizar pelo que pensa, a indústria cultural se incumbirá de seu pensamento </li></ul><ul><li>é incapaz de se ver manipulado </li></ul>
  10. 10. Por que cultivam a diferença?
  11. 11. Bourdieu e os diferentes gostos? <ul><li>Alimentação </li></ul><ul><li>Música </li></ul><ul><li>Esporte </li></ul><ul><li>Linguagem </li></ul><ul><li>Vestuário </li></ul><ul><li>Filmes </li></ul><ul><li>Programas televisivos </li></ul>
  12. 12. Bourdieu e a recepção da arte Para se compreender como a arte é recebida pelos diferentes públicos é necessário se observar a classe social, nível de escolaridade, idade, dentre outras influências
  13. 13. Bourdieu e a distinção Pessoas dotadas de habitus diferentes, não estando expostas aos mesmos estímulos, não escutam as mesmas músicas, não veem os mesmos quadros e têm razões para fazer julgamentos diferentes. É a chamada distinção.
  14. 14. A cultura garante o poder Quanto menos conhecimento tiver o indivíduo, mais fácil será dominá-lo
  15. 15. A cultura garante o poder a classe dominante procura manter a sua posição através da distinção, definindo e impondo o “bom gosto
  16. 16. A popularização de um esporte pode levar a seu abandono pelas classes dominantes Quanto maior o repertório linguistico, maior o domínio
  17. 17. Em busca do equilíbrio A todas as classes sociais devem ser oferecidos meios para que se apoderarem do conhecimento
  18. 18. Diversidade Cultural Cuidar para que ela não intensifique a distinção e sim valorize todas as culturas Broa de fubá Madeleine de Proust
  19. 19. Não deve condenar as classes populares ao monolinguismo Diversidade Cultural Mozart Samba
  20. 20. A falta de conhecimento das artes clássicas leva a uma falta de contato e interesse pelas mesmas, o que por sua vez contribui para perpetuar sua falta de conhecimento Não se pode gostar do que não se conhece Política Cultural
  21. 21. Política Cultural Não deveria estimular as pessoas a adquirir o gosto por um tipo de arte, mas oferecer-lhes a oportunidade de experimentar diversas formas de manifestações artísticas.
  22. 22. Política Cultural Assim poderiam exercer seu livre arbítrio na participação em uma ou outra forma de arte, em vez de consumir o que conhecem, simplesmente por estarem acostumadas
  23. 23. O que podemos fazer? Como podemos contribuir? <ul><li>As instituições que se denominam promotoras de cultura vêm realmente fazendo o que se propõem, ou incluem-se na indústria manipuladora capitalista? </li></ul>
  24. 24. O que podemos fazer? Como podemos contribuir? <ul><li>O que fazer diante de ações como o uso indevido da Lei Rouanet, elaborada objetivando alavancar a cultura, e hoje utilizada muitas vezes com fins unicamente comerciais? Os abusos vão de exemplos famosos como o Cirque du Soleil e revista Bravo! beneficiados pela lei e que cobram ingressos exorbitantes do consumidor final, até festas de final de ano com propaganda de supermercados nas mesas. </li></ul>
  25. 25. <ul><li>O que fazer quando existe a distinção nestas instituições quanto ao tipo de promoção da cultura para as diferentes classes? </li></ul><ul><li>Qual o tipo de treinamento a se oferecer ao preceptor cultural para que, além de promover a arte de qualidade, possa contribuir com a conscientização geral do indivíduo? </li></ul>O que podemos fazer? Como podemos contribuir?
  26. 26. <ul><li>Como retirar o indivíduo de seu estado de alienação causado pela indústria cultural, contribuindo para que realmente exerça sua capacidade intelectual? </li></ul><ul><li>As empresas que fazem uso das leis de incentivo, criando espaços de promoção da cultura, realizam seu discurso na prática ou se tornam meios diversificados de manipulação dos que detêm o poder? </li></ul>O que podemos fazer? Como podemos contribuir?
  27. 27. “ as idéias nos acodem quando não as esperamos e não quando, sentados à nossa mesa de trabalho, fatigamos o cérebro a procurá-las. É verdade, entretanto que elas não nos ocorreriam se, anteriormente, não houvéssemos refletido longamente em nossa mesa de estudos e não houvéssemos, com devoção apaixonada, buscado uma resposta.” (WEBER, 1983:26).
  28. 28. Obrigada! http://professoraandrea.blogspot.com email: andrea@chica.com.br

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