SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 24
Baixar para ler offline
Ciência, Tecnologia e Sociedade
Ciência e Valores – Hugh Lacey
Vitor Vieira Vasconcelos
BC0602
Outubro de 2021
Conteúdo
 Valores e atividade científica
 Responsabilidade na ciência
 Avaliações de risco
 Conceito de Ciência
• Investigação empírica sistemática
o Quantitativa e/ou Qualitativa
 Propósito da Ciência
• Promover o bem-estar humano
3
Hugh Lacey
Valores e Atividade Científica
LACEY, H. Valores e atividade científica 2. Editora 34, 2010.
 Componentes da Ciência
• Teorias com:
o Confirmação empírica
o Consistência lógica
o Poder explicativo
o Simplicidade
• Aplicações práticas das teorias confirmadas
• Ampliação das teorias para domínios cada vez
maiores
• Nenhum fenômeno significativo da experiência
humana deve ficar de fora do alcance das
investigações científicas
4
Valores e Atividade Científica
LACEY, H. Valores e atividade científica 2. Editora 34, 2010.
5
Valores e Atividade Científica
LACEY, H. Valores e atividade científica 2. Editora 34, 2010.
Valores Cognitivos
Experiência Humana
Estratégia:
O quê e como
pesquisar?
Verificação
de
Teorias
Valores Sociais
6
Valores e Atividade Científica
LACEY, H. Valores e atividade científica 2. Editora 34, 2010.
Valores Cognitivos
Experiência Humana
Estratégia:
O quê e como
pesquisar?
Valores Sociais
Imparcialidade
Verificação
de
Teorias
7
Valores e Atividade Científica
LACEY, H. Valores e atividade científica 2. Editora 34, 2010.
Valores Cognitivos
Experiência Humana
Estratégia:
O quê e como
pesquisar?
Valores Sociais
Imparcialidade
Autonomia
Verificação
de
Teorias
8
Valores e Atividade Científica
LACEY, H. Valores e atividade científica 2. Editora 34, 2010.
Valores Cognitivos
Experiência Humana
Estratégia:
O quê e como
pesquisar?
Valores Sociais
Imparcialidade
Autonomia
Verificação
de
Teorias
9
Valores e Atividade Científica
LACEY, H. Valores e atividade científica 2. Editora 34, 2010.
Valores Cognitivos
Experiência Humana
Estratégia:
O quê e como
pesquisar?
Valores Sociais
Imparcialidade
Autonomia
Neutralidade
Verificação
de
Teorias
10
Valores e Atividade Científica
LACEY, H. Valores e atividade científica 2. Editora 34, 2010.
Valores Cognitivos
Experiência Humana
Estratégia:
O quê e como
pesquisar?
Valores Sociais
Imparcialidade
Autonomia
Neutralidade
Verificação
de
Teorias
 Imparcialidade
• Julgamento apenas com valores cognitivos
• Não utiliza valores sociais para aceitar teorias
• Mas a ciência pode estudar valores sociais
• A imparcialidade é um valor social para
valorizar a ciência
11
Valores e Atividade Científica
LACEY, H. Valores e atividade científica 2. Editora 34, 2010.
 Estratégia materialista
• Quantitativa
• Padrões regulares
• Descontextualizada (não estuda valores sociais)
• Útil para controle da natureza
12
Valores e Atividade Científica
LACEY, H. Valores e atividade científica 2. Editora 34, 2010.
 Ciências sociais
• Qualitativo e contextualizado
 Ecologia e Agroecologia
• Harmonia (e não dominação) entre ser humano e meio ambiente
 Tecnologias sociais
• Agricultores familiares
• População pobre
 Doenças tropicais
• Atingem principalmente população mais pobre
 Conhecimento tradicional
• Plantas medicinais, técnicas agrícolas tradicionais
 Estratégias Feministas
• Cientistas, engenheiros e financiadores são em maioria homens
13
Estratégias científicas sub-estudadas
LACEY, H. Valores e atividade científica 2. Editora 34, 2010.
 Aceitar
• Conhecimentos e técnicas consolidados
 Adotar
• Ainda não consolidados, mas melhores
do que as alternativas
• Realizar testes
 Endosar
• Opinar pela legitimidade de
implementar a tecnologia
14
Atitudes sobre as inovações tecno-
científicas
Valores
Cognitivos
Valores
Sociais
Lacey, H., 2015. ‘Holding’ and ‘endorsing’ claims in the course of scientific activities. Studies in
History and Philosophy of Science Part A, 53, pp.89-95.
 Delineamento da estratégia de pesquisa
• Valores sociais -> Neutralidade
• Utilizar o máximo de conhecimento humano disponível
 Aceitação da teoria
• Valores cognitivos -> Imparcialidade
 Publicação dos resultados
• Reflexões sobre implicações éticas da aplicação
• Avaliação de riscos e alternativas de aplicação
• Mostrar limites epistêmicos e necessidade de novas
pesquisas
15
Responsabilidade na Ciência
Lacey, H. (2008). Ciência, respeito à natureza e bem-estar humano. Scientiae Studia, 6(3), 297-327
Responsabilidade
compartilhada:
Financiadores
e
Cientistas
• Patenteamento e sigilo industrial reduzem ainda mais a neutralidade
Antes da pesquisa de risco:
 Quais são os riscos identificados?
 Quais riscos serão investigados?
Depois dos resultados:
 Avaliação do modelo de risco
 Como definir que um risco é tolerável?
 O que prescrever como aconselhado
em cada situação de risco?
16
Avaliação de Risco
Valores Cognitivos
Valores Sociais
(Estratégia)
Valores Sociais
Valores Cognitivos
Lacey, H., 2011. A imparcialidade da ciência e as responsabilidades dos cientistas. Scientiae Studia, 9(3), pp.487-500.
1. Identificação dos impactos
 Ambiental, psicológico, institucional/político, social, tecnológico, legal,
econômico
2. Análise dos impactos
 Probabilidade, frequência, tempo de difusão, grupos afetados e resposta
possível, magnitude do impacto
 Métodos: simulação, sondagem de opinião especializada, análise de
custo-benefício
3. Valoração do impacto
 Aceitabilidade (não só econômica)
 Comparação com preferências e padrões sociais ou naturais
4. Análise de Gestão
 Assessoramento à tomada de decisão
17
Avaliação Tecnológica
PALÁCIOS, E.M. et al. Introdução aos estudos CTS. Cadernos de Ibero-América. Ed. OEI, v. 1, p. 172, 2003.
Exercício:
Avalie o impacto da introdução da televisão na
vida de uma comunidade
18
Avaliação Tecnológica
1. Nova fonte de entreterimento e diversão nos lares
2. Mais tempo em casa, deixa-se de ir a cafés e bares onde se
encontravam os amigos
3. Os residentes de uma comunidade já não se encontram com tanta
frequência e deixa-se de depender dos demais para o tempo de
lazer
4. Os membros de uma comunidade começam a ser estranhos entre
si; aparecem dificuldades para tratar os problemas comuns; as
pessoas começam a sentir maior solidão
5. Isolados dos vizinhos, os membros da famílias começam a
depender mais uns dos outros para a satisfação de suas
necessidades psicológicas
6. As fortes demandas psicológicas dos companheiros geram
frustações quando não se cumprem as expectativas; a separação e
o divórcio crescem
19
Avaliação Tecnológica da Introdução da TV
COATES, Vary T. Technology assessment of space stations. Washington DC: NASA. 1971.
 Princípio da utilidade
• Maximizar o bem para sociedade
• Pode violar equidade e justiça: despojar minorias para o bem
da maioria
 Violação intergeracional da igualdade de direitos
• Crianças sofrerão mais os efeitos que a geração que toma a
decisão
 Confusão entre o normal e o moral
 O produtor deve ser o responsável pelo seu controle
• Imparcialidade?
• Culpa depende de intenção?
20
Polêmicas da Avaliação Tecnológica
SHRADER-FRECHETTE, K. (1980) Energía nuclear y bienestar público. Madrid, Alianza Universidad, 1983
 Avaliação Clássica de Tecnologias
• Elitista: restrita à opinião de cientístas
• Foco em dados e modelagem
 Avaliação Construtiva de Tecnologias (ACT)
• Participativa (sociedade)
• Interdisciplinar
• Foco na discussão de políticas públicas para a tecnologia
21
Avaliação Tecnológica
SHRADER-FRECHETTE, K. (1980) Energía nuclear y bienestar público. Madrid, Alianza Universidad, 1983
Descreva uma estratégia de investigacão
científica sobre os riscos e impactos de
agrotóxicos.
22
Exercício
 Garantir a pluralidade de estratégias de pesquisa
 Articulação entre estratégias interdisciplinares materiais e sociais
• Ex: Pesquisar aspectos biotecnológicos, ecológicos e econômicos das
sementes
 Estratégias de investigação sobre diversidade de concepções de
bem-estar, pelas ciências sociais
 Discussão e decisão democrática sobre as prioridades de
estratégias de investigação
• Solidariedade com os grupos marginalizados
 Investimento em avaliações de riscos e comparação de
alternativas
 Projetos de extensão: levar ciência a quem precisa
23
Como a ciência pode melhor contribuir para o
bem-estar humano?
Lacey, H. (2008). Ciência, respeito à natureza e bem-estar humano. Scientiae Studia, 6(3), 297-327
Lacey, H. Valores e atividade científica 2. Editora 34, 2010.
Dúvidas?
Comentários?
Obrigado!
Vitor Vieira Vasconcelos
vitor.v.v@gmail.com

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Para que serve a filosofia
Para que serve a filosofiaPara que serve a filosofia
Para que serve a filosofia
superego
 
Moral e ética
Moral e éticaMoral e ética
Moral e ética
Over Lane
 
Referencial teórico + abnt3
Referencial teórico  + abnt3Referencial teórico  + abnt3
Referencial teórico + abnt3
aula123456
 
Diferença entre moral e ética
Diferença entre moral e éticaDiferença entre moral e ética
Diferença entre moral e ética
Karla Carioca
 

Mais procurados (20)

Aristóteles
AristótelesAristóteles
Aristóteles
 
Para que serve a filosofia
Para que serve a filosofiaPara que serve a filosofia
Para que serve a filosofia
 
Ética na pesquisa científica
Ética na pesquisa científicaÉtica na pesquisa científica
Ética na pesquisa científica
 
Aula 1 Ética
Aula 1 ÉticaAula 1 Ética
Aula 1 Ética
 
Avaliação de filosofia 1º ano 2º bimetre
Avaliação de filosofia   1º ano    2º bimetreAvaliação de filosofia   1º ano    2º bimetre
Avaliação de filosofia 1º ano 2º bimetre
 
Filosofia da ciencia
Filosofia da cienciaFilosofia da ciencia
Filosofia da ciencia
 
A ética e a moral – o problema da ação e dos valores
A ética e a moral – o problema da ação e dos valores   A ética e a moral – o problema da ação e dos valores
A ética e a moral – o problema da ação e dos valores
 
As 4 virtudes cardeais segundo Platão
As 4 virtudes cardeais segundo PlatãoAs 4 virtudes cardeais segundo Platão
As 4 virtudes cardeais segundo Platão
 
Valores e Atividade Científica - Hugh Lacey
Valores e Atividade Científica - Hugh LaceyValores e Atividade Científica - Hugh Lacey
Valores e Atividade Científica - Hugh Lacey
 
Estética slide
Estética slideEstética slide
Estética slide
 
Moral e ética
Moral e éticaMoral e ética
Moral e ética
 
Filosofia ciencia
Filosofia   cienciaFilosofia   ciencia
Filosofia ciencia
 
Introdução à Metodologia da Pesquisa Científica
Introdução à Metodologia da Pesquisa Científica   Introdução à Metodologia da Pesquisa Científica
Introdução à Metodologia da Pesquisa Científica
 
Aula 1 - TCC
Aula 1 -  TCCAula 1 -  TCC
Aula 1 - TCC
 
Referencial teórico + abnt3
Referencial teórico  + abnt3Referencial teórico  + abnt3
Referencial teórico + abnt3
 
Diferença entre moral e ética
Diferença entre moral e éticaDiferença entre moral e ética
Diferença entre moral e ética
 
FUNDAMENTOS ÉTICOS DA RELAÇÃO PROFESSOR X ALUNO
FUNDAMENTOS ÉTICOS DA RELAÇÃO PROFESSOR X ALUNOFUNDAMENTOS ÉTICOS DA RELAÇÃO PROFESSOR X ALUNO
FUNDAMENTOS ÉTICOS DA RELAÇÃO PROFESSOR X ALUNO
 
Antropologia.
Antropologia.Antropologia.
Antropologia.
 
TCC: O PAPEL DO PROFISSIONAL DE RELAÇÕES PÚBLICAS NA COMUNICAÇÃO INTERNA, GES...
TCC: O PAPEL DO PROFISSIONAL DE RELAÇÕES PÚBLICAS NA COMUNICAÇÃO INTERNA, GES...TCC: O PAPEL DO PROFISSIONAL DE RELAÇÕES PÚBLICAS NA COMUNICAÇÃO INTERNA, GES...
TCC: O PAPEL DO PROFISSIONAL DE RELAÇÕES PÚBLICAS NA COMUNICAÇÃO INTERNA, GES...
 
Senso comum x conhecimento científico
Senso comum x conhecimento científicoSenso comum x conhecimento científico
Senso comum x conhecimento científico
 

Semelhante a Ciência e Valores - Hugh lacey

Aula 1 - ciência.. construção de conhecimento
Aula 1  - ciência.. construção de conhecimentoAula 1  - ciência.. construção de conhecimento
Aula 1 - ciência.. construção de conhecimento
aula123456
 
CdsfdsfdsfdsfsdfsdfsdfsdfsdfsdfsdfsdfdsfdsfdsfdsfTS d -2.pptx
CdsfdsfdsfdsfsdfsdfsdfsdfsdfsdfsdfsdfdsfdsfdsfdsfTS  d -2.pptxCdsfdsfdsfdsfsdfsdfsdfsdfsdfsdfsdfsdfdsfdsfdsfdsfTS  d -2.pptx
CdsfdsfdsfdsfsdfsdfsdfsdfsdfsdfsdfsdfdsfdsfdsfdsfTS d -2.pptx
IedaRosanaKollingWie
 
Metodologia Cientifica quarta edição. Editora PB
Metodologia Cientifica quarta edição. Editora PBMetodologia Cientifica quarta edição. Editora PB
Metodologia Cientifica quarta edição. Editora PB
thiagotunes2
 
Poderes e riscos da ciencia
Poderes e riscos da cienciaPoderes e riscos da ciencia
Poderes e riscos da ciencia
Jarimbaa
 

Semelhante a Ciência e Valores - Hugh lacey (20)

Resumo - Metodologia Ciêntifica.pdf
Resumo - Metodologia Ciêntifica.pdfResumo - Metodologia Ciêntifica.pdf
Resumo - Metodologia Ciêntifica.pdf
 
História Econômica da Ciência - Zmercsanyi
História Econômica da Ciência - ZmercsanyiHistória Econômica da Ciência - Zmercsanyi
História Econômica da Ciência - Zmercsanyi
 
Jornalismo científico aula02 20121
Jornalismo científico aula02 20121Jornalismo científico aula02 20121
Jornalismo científico aula02 20121
 
Os Usos Sociais da Ciência
Os Usos Sociais da CiênciaOs Usos Sociais da Ciência
Os Usos Sociais da Ciência
 
Ética na pesquisa
Ética na pesquisaÉtica na pesquisa
Ética na pesquisa
 
CIENCIA_E_SENSO_COMUM_(1).ppt
CIENCIA_E_SENSO_COMUM_(1).pptCIENCIA_E_SENSO_COMUM_(1).ppt
CIENCIA_E_SENSO_COMUM_(1).ppt
 
Controvérsias Científicas e Sociedade
Controvérsias Científicas e SociedadeControvérsias Científicas e Sociedade
Controvérsias Científicas e Sociedade
 
Apresentação 30 09
Apresentação 30 09Apresentação 30 09
Apresentação 30 09
 
Aula 1 - ciência.. construção de conhecimento
Aula 1  - ciência.. construção de conhecimentoAula 1  - ciência.. construção de conhecimento
Aula 1 - ciência.. construção de conhecimento
 
CdsfdsfdsfdsfsdfsdfsdfsdfsdfsdfsdfsdfdsfdsfdsfdsfTS d -2.pptx
CdsfdsfdsfdsfsdfsdfsdfsdfsdfsdfsdfsdfdsfdsfdsfdsfTS  d -2.pptxCdsfdsfdsfdsfsdfsdfsdfsdfsdfsdfsdfsdfdsfdsfdsfdsfTS  d -2.pptx
CdsfdsfdsfdsfsdfsdfsdfsdfsdfsdfsdfsdfdsfdsfdsfdsfTS d -2.pptx
 
Metodologia da Pesquisa Cientifica - Webquest: Luz, Trevas e Método Científico
Metodologia da Pesquisa Cientifica - Webquest: Luz, Trevas e Método Científico Metodologia da Pesquisa Cientifica - Webquest: Luz, Trevas e Método Científico
Metodologia da Pesquisa Cientifica - Webquest: Luz, Trevas e Método Científico
 
Interdisciplinaridade, Ciencia e Sociedade
Interdisciplinaridade, Ciencia e SociedadeInterdisciplinaridade, Ciencia e Sociedade
Interdisciplinaridade, Ciencia e Sociedade
 
Panorama do movimento Open Access no Brasil: questões atuais e perspectivas f...
Panorama do movimento Open Access no Brasil: questões atuais e perspectivas f...Panorama do movimento Open Access no Brasil: questões atuais e perspectivas f...
Panorama do movimento Open Access no Brasil: questões atuais e perspectivas f...
 
(2011) - “METODOLOGIA DE INVESTIGAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS: TEORIA E...
(2011) - “METODOLOGIA DE INVESTIGAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS: TEORIA E...(2011) - “METODOLOGIA DE INVESTIGAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS: TEORIA E...
(2011) - “METODOLOGIA DE INVESTIGAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS: TEORIA E...
 
A "sociedade" no enfoque CTS - ressignificações sobre as atividades científic...
A "sociedade" no enfoque CTS - ressignificações sobre as atividades científic...A "sociedade" no enfoque CTS - ressignificações sobre as atividades científic...
A "sociedade" no enfoque CTS - ressignificações sobre as atividades científic...
 
Apostila de método de pesquisa 2
Apostila de  método de pesquisa 2 Apostila de  método de pesquisa 2
Apostila de método de pesquisa 2
 
Trabalho metodologia
Trabalho metodologiaTrabalho metodologia
Trabalho metodologia
 
Metodologia Cientifica quarta edição. Editora PB
Metodologia Cientifica quarta edição. Editora PBMetodologia Cientifica quarta edição. Editora PB
Metodologia Cientifica quarta edição. Editora PB
 
Poderes e riscos da ciencia
Poderes e riscos da cienciaPoderes e riscos da ciencia
Poderes e riscos da ciencia
 
Bioética
BioéticaBioética
Bioética
 

Mais de Vitor Vieira Vasconcelos

Mais de Vitor Vieira Vasconcelos (20)

Dados espaciais em R - 2023 - UFABC - Geoprocessamento
Dados espaciais em R - 2023 - UFABC - GeoprocessamentoDados espaciais em R - 2023 - UFABC - Geoprocessamento
Dados espaciais em R - 2023 - UFABC - Geoprocessamento
 
Geocodificação de endereços, roteirização e geotagging no QGis
Geocodificação de endereços, roteirização e geotagging no QGisGeocodificação de endereços, roteirização e geotagging no QGis
Geocodificação de endereços, roteirização e geotagging no QGis
 
Acesso e aquisição de bases de imagens de satélite gratuitas
Acesso e aquisição de bases de imagens de satélite gratuitasAcesso e aquisição de bases de imagens de satélite gratuitas
Acesso e aquisição de bases de imagens de satélite gratuitas
 
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGISPrática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
 
Integração entre Biodiversidade, Geodiversidade e Paisagem - Estudos de Caso ...
Integração entre Biodiversidade, Geodiversidade e Paisagem - Estudos de Caso ...Integração entre Biodiversidade, Geodiversidade e Paisagem - Estudos de Caso ...
Integração entre Biodiversidade, Geodiversidade e Paisagem - Estudos de Caso ...
 
Sensoriamento remoto - Introdução - 2024
Sensoriamento remoto - Introdução - 2024Sensoriamento remoto - Introdução - 2024
Sensoriamento remoto - Introdução - 2024
 
Anáise espacial baseada em distância - Prática no QGis - 2024
Anáise espacial baseada em distância - Prática no QGis  - 2024Anáise espacial baseada em distância - Prática no QGis  - 2024
Anáise espacial baseada em distância - Prática no QGis - 2024
 
Análise Espacial baseada em Localização - Prática no QGis - 2024
Análise Espacial baseada em Localização - Prática no QGis - 2024Análise Espacial baseada em Localização - Prática no QGis - 2024
Análise Espacial baseada em Localização - Prática no QGis - 2024
 
Escalas, Resolução: Conceitos e aplicações
Escalas, Resolução: Conceitos e aplicaçõesEscalas, Resolução: Conceitos e aplicações
Escalas, Resolução: Conceitos e aplicações
 
Sistemas de Coordenadas e Projeções Cartográficas
Sistemas de Coordenadas e Projeções CartográficasSistemas de Coordenadas e Projeções Cartográficas
Sistemas de Coordenadas e Projeções Cartográficas
 
Atividade prática - Introdução ao QGis - parte 2
Atividade prática - Introdução ao QGis - parte 2Atividade prática - Introdução ao QGis - parte 2
Atividade prática - Introdução ao QGis - parte 2
 
Atividade prática - Introdução ao QGis, parte 1
Atividade prática - Introdução ao QGis, parte 1Atividade prática - Introdução ao QGis, parte 1
Atividade prática - Introdução ao QGis, parte 1
 
Introdução à Cartografia e Geoprocessamento - Conceitos Básicos
Introdução à Cartografia e Geoprocessamento - Conceitos  BásicosIntrodução à Cartografia e Geoprocessamento - Conceitos  Básicos
Introdução à Cartografia e Geoprocessamento - Conceitos Básicos
 
Representação Computacional do Espaço (Geoprocessamento)
Representação Computacional do Espaço (Geoprocessamento)Representação Computacional do Espaço (Geoprocessamento)
Representação Computacional do Espaço (Geoprocessamento)
 
Relações entre espécies e características ambientais - Prática de modelagem d...
Relações entre espécies e características ambientais - Prática de modelagem d...Relações entre espécies e características ambientais - Prática de modelagem d...
Relações entre espécies e características ambientais - Prática de modelagem d...
 
Planejamento Sistemático de Conservação - Prática com o Marxan
Planejamento Sistemático de Conservação - Prática com o MarxanPlanejamento Sistemático de Conservação - Prática com o Marxan
Planejamento Sistemático de Conservação - Prática com o Marxan
 
Atividade prática de Biodiversidade e Agrodiversidade no R
Atividade prática de Biodiversidade e Agrodiversidade no RAtividade prática de Biodiversidade e Agrodiversidade no R
Atividade prática de Biodiversidade e Agrodiversidade no R
 
Diversidade - Biodiversidade, Agrodiversidade, Sociodiversidade, Geodiversidade
Diversidade - Biodiversidade, Agrodiversidade, Sociodiversidade, GeodiversidadeDiversidade - Biodiversidade, Agrodiversidade, Sociodiversidade, Geodiversidade
Diversidade - Biodiversidade, Agrodiversidade, Sociodiversidade, Geodiversidade
 
Geotecnologias avançadas - Estudos de Caso
Geotecnologias avançadas - Estudos de CasoGeotecnologias avançadas - Estudos de Caso
Geotecnologias avançadas - Estudos de Caso
 
Geotecnologias e cartografia social
Geotecnologias e cartografia socialGeotecnologias e cartografia social
Geotecnologias e cartografia social
 

Último

ATIVIDADE 2 - GQ - COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL E NEGOCIAÇÃO - 52_2024
ATIVIDADE 2 - GQ - COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL E NEGOCIAÇÃO - 52_2024ATIVIDADE 2 - GQ - COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL E NEGOCIAÇÃO - 52_2024
ATIVIDADE 2 - GQ - COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL E NEGOCIAÇÃO - 52_2024
azulassessoria9
 

Último (20)

Testes de avaliação português 6º ano .pdf
Testes de avaliação português 6º ano .pdfTestes de avaliação português 6º ano .pdf
Testes de avaliação português 6º ano .pdf
 
Planejamento 2024 - 1º ano - Matemática 38 a 62.pdf
Planejamento 2024 - 1º ano - Matemática  38 a 62.pdfPlanejamento 2024 - 1º ano - Matemática  38 a 62.pdf
Planejamento 2024 - 1º ano - Matemática 38 a 62.pdf
 
Enunciado_da_Avaliacao_1__Direito_e_Legislacao_Social_(IL60174).pdf
Enunciado_da_Avaliacao_1__Direito_e_Legislacao_Social_(IL60174).pdfEnunciado_da_Avaliacao_1__Direito_e_Legislacao_Social_(IL60174).pdf
Enunciado_da_Avaliacao_1__Direito_e_Legislacao_Social_(IL60174).pdf
 
ufcd_9649_Educação Inclusiva e Necessidades Educativas Especificas_índice.pdf
ufcd_9649_Educação Inclusiva e Necessidades Educativas Especificas_índice.pdfufcd_9649_Educação Inclusiva e Necessidades Educativas Especificas_índice.pdf
ufcd_9649_Educação Inclusiva e Necessidades Educativas Especificas_índice.pdf
 
Abuso Sexual da Criança e do adolescente
Abuso Sexual da Criança e do adolescenteAbuso Sexual da Criança e do adolescente
Abuso Sexual da Criança e do adolescente
 
EBPAL_Serta_Caminhos do Lixo final 9ºD (1).pptx
EBPAL_Serta_Caminhos do Lixo final 9ºD (1).pptxEBPAL_Serta_Caminhos do Lixo final 9ºD (1).pptx
EBPAL_Serta_Caminhos do Lixo final 9ºD (1).pptx
 
"Nós Propomos! Escola Secundária em Pedrógão Grande"
"Nós Propomos! Escola Secundária em Pedrógão Grande""Nós Propomos! Escola Secundária em Pedrógão Grande"
"Nós Propomos! Escola Secundária em Pedrógão Grande"
 
bem estar animal em proteção integrada componente animal
bem estar animal em proteção integrada componente animalbem estar animal em proteção integrada componente animal
bem estar animal em proteção integrada componente animal
 
ATIVIDADE 2 - GQ - COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL E NEGOCIAÇÃO - 52_2024
ATIVIDADE 2 - GQ - COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL E NEGOCIAÇÃO - 52_2024ATIVIDADE 2 - GQ - COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL E NEGOCIAÇÃO - 52_2024
ATIVIDADE 2 - GQ - COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL E NEGOCIAÇÃO - 52_2024
 
Slides Lição 8, CPAD, Confessando e Abandonando o Pecado.pptx
Slides Lição 8, CPAD, Confessando e Abandonando o Pecado.pptxSlides Lição 8, CPAD, Confessando e Abandonando o Pecado.pptx
Slides Lição 8, CPAD, Confessando e Abandonando o Pecado.pptx
 
O que é, de facto, a Educação de Infância
O que é, de facto, a Educação de InfânciaO que é, de facto, a Educação de Infância
O que é, de facto, a Educação de Infância
 
Slides Lição 07, Central Gospel, As Duas Testemunhas Do Final Dos Tempos.pptx
Slides Lição 07, Central Gospel, As Duas Testemunhas Do Final Dos Tempos.pptxSlides Lição 07, Central Gospel, As Duas Testemunhas Do Final Dos Tempos.pptx
Slides Lição 07, Central Gospel, As Duas Testemunhas Do Final Dos Tempos.pptx
 
Apresentação sobre Robots e processos educativos
Apresentação sobre Robots e processos educativosApresentação sobre Robots e processos educativos
Apresentação sobre Robots e processos educativos
 
Unidade 4 (Texto poético) (Teste sem correção) (2).docx
Unidade 4 (Texto poético) (Teste sem correção) (2).docxUnidade 4 (Texto poético) (Teste sem correção) (2).docx
Unidade 4 (Texto poético) (Teste sem correção) (2).docx
 
Descrever e planear atividades imersivas estruturadamente
Descrever e planear atividades imersivas estruturadamenteDescrever e planear atividades imersivas estruturadamente
Descrever e planear atividades imersivas estruturadamente
 
Alemanha vs União Soviética - Livro de Adolf Hitler
Alemanha vs União Soviética - Livro de Adolf HitlerAlemanha vs União Soviética - Livro de Adolf Hitler
Alemanha vs União Soviética - Livro de Adolf Hitler
 
Multiplicação - Caça-número
Multiplicação - Caça-número Multiplicação - Caça-número
Multiplicação - Caça-número
 
662938.pdf aula digital de educação básica
662938.pdf aula digital de educação básica662938.pdf aula digital de educação básica
662938.pdf aula digital de educação básica
 
UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...
UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...
UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...
 
APH- Avaliação de cena , analise geral do ambiente e paciente.
APH- Avaliação de cena , analise geral do ambiente e paciente.APH- Avaliação de cena , analise geral do ambiente e paciente.
APH- Avaliação de cena , analise geral do ambiente e paciente.
 

Ciência e Valores - Hugh lacey

  • 1. Ciência, Tecnologia e Sociedade Ciência e Valores – Hugh Lacey Vitor Vieira Vasconcelos BC0602 Outubro de 2021
  • 2. Conteúdo  Valores e atividade científica  Responsabilidade na ciência  Avaliações de risco
  • 3.  Conceito de Ciência • Investigação empírica sistemática o Quantitativa e/ou Qualitativa  Propósito da Ciência • Promover o bem-estar humano 3 Hugh Lacey Valores e Atividade Científica LACEY, H. Valores e atividade científica 2. Editora 34, 2010.
  • 4.  Componentes da Ciência • Teorias com: o Confirmação empírica o Consistência lógica o Poder explicativo o Simplicidade • Aplicações práticas das teorias confirmadas • Ampliação das teorias para domínios cada vez maiores • Nenhum fenômeno significativo da experiência humana deve ficar de fora do alcance das investigações científicas 4 Valores e Atividade Científica LACEY, H. Valores e atividade científica 2. Editora 34, 2010.
  • 5. 5 Valores e Atividade Científica LACEY, H. Valores e atividade científica 2. Editora 34, 2010. Valores Cognitivos Experiência Humana Estratégia: O quê e como pesquisar? Verificação de Teorias Valores Sociais
  • 6. 6 Valores e Atividade Científica LACEY, H. Valores e atividade científica 2. Editora 34, 2010. Valores Cognitivos Experiência Humana Estratégia: O quê e como pesquisar? Valores Sociais Imparcialidade Verificação de Teorias
  • 7. 7 Valores e Atividade Científica LACEY, H. Valores e atividade científica 2. Editora 34, 2010. Valores Cognitivos Experiência Humana Estratégia: O quê e como pesquisar? Valores Sociais Imparcialidade Autonomia Verificação de Teorias
  • 8. 8 Valores e Atividade Científica LACEY, H. Valores e atividade científica 2. Editora 34, 2010. Valores Cognitivos Experiência Humana Estratégia: O quê e como pesquisar? Valores Sociais Imparcialidade Autonomia Verificação de Teorias
  • 9. 9 Valores e Atividade Científica LACEY, H. Valores e atividade científica 2. Editora 34, 2010. Valores Cognitivos Experiência Humana Estratégia: O quê e como pesquisar? Valores Sociais Imparcialidade Autonomia Neutralidade Verificação de Teorias
  • 10. 10 Valores e Atividade Científica LACEY, H. Valores e atividade científica 2. Editora 34, 2010. Valores Cognitivos Experiência Humana Estratégia: O quê e como pesquisar? Valores Sociais Imparcialidade Autonomia Neutralidade Verificação de Teorias
  • 11.  Imparcialidade • Julgamento apenas com valores cognitivos • Não utiliza valores sociais para aceitar teorias • Mas a ciência pode estudar valores sociais • A imparcialidade é um valor social para valorizar a ciência 11 Valores e Atividade Científica LACEY, H. Valores e atividade científica 2. Editora 34, 2010.
  • 12.  Estratégia materialista • Quantitativa • Padrões regulares • Descontextualizada (não estuda valores sociais) • Útil para controle da natureza 12 Valores e Atividade Científica LACEY, H. Valores e atividade científica 2. Editora 34, 2010.
  • 13.  Ciências sociais • Qualitativo e contextualizado  Ecologia e Agroecologia • Harmonia (e não dominação) entre ser humano e meio ambiente  Tecnologias sociais • Agricultores familiares • População pobre  Doenças tropicais • Atingem principalmente população mais pobre  Conhecimento tradicional • Plantas medicinais, técnicas agrícolas tradicionais  Estratégias Feministas • Cientistas, engenheiros e financiadores são em maioria homens 13 Estratégias científicas sub-estudadas LACEY, H. Valores e atividade científica 2. Editora 34, 2010.
  • 14.  Aceitar • Conhecimentos e técnicas consolidados  Adotar • Ainda não consolidados, mas melhores do que as alternativas • Realizar testes  Endosar • Opinar pela legitimidade de implementar a tecnologia 14 Atitudes sobre as inovações tecno- científicas Valores Cognitivos Valores Sociais Lacey, H., 2015. ‘Holding’ and ‘endorsing’ claims in the course of scientific activities. Studies in History and Philosophy of Science Part A, 53, pp.89-95.
  • 15.  Delineamento da estratégia de pesquisa • Valores sociais -> Neutralidade • Utilizar o máximo de conhecimento humano disponível  Aceitação da teoria • Valores cognitivos -> Imparcialidade  Publicação dos resultados • Reflexões sobre implicações éticas da aplicação • Avaliação de riscos e alternativas de aplicação • Mostrar limites epistêmicos e necessidade de novas pesquisas 15 Responsabilidade na Ciência Lacey, H. (2008). Ciência, respeito à natureza e bem-estar humano. Scientiae Studia, 6(3), 297-327 Responsabilidade compartilhada: Financiadores e Cientistas • Patenteamento e sigilo industrial reduzem ainda mais a neutralidade
  • 16. Antes da pesquisa de risco:  Quais são os riscos identificados?  Quais riscos serão investigados? Depois dos resultados:  Avaliação do modelo de risco  Como definir que um risco é tolerável?  O que prescrever como aconselhado em cada situação de risco? 16 Avaliação de Risco Valores Cognitivos Valores Sociais (Estratégia) Valores Sociais Valores Cognitivos Lacey, H., 2011. A imparcialidade da ciência e as responsabilidades dos cientistas. Scientiae Studia, 9(3), pp.487-500.
  • 17. 1. Identificação dos impactos  Ambiental, psicológico, institucional/político, social, tecnológico, legal, econômico 2. Análise dos impactos  Probabilidade, frequência, tempo de difusão, grupos afetados e resposta possível, magnitude do impacto  Métodos: simulação, sondagem de opinião especializada, análise de custo-benefício 3. Valoração do impacto  Aceitabilidade (não só econômica)  Comparação com preferências e padrões sociais ou naturais 4. Análise de Gestão  Assessoramento à tomada de decisão 17 Avaliação Tecnológica PALÁCIOS, E.M. et al. Introdução aos estudos CTS. Cadernos de Ibero-América. Ed. OEI, v. 1, p. 172, 2003.
  • 18. Exercício: Avalie o impacto da introdução da televisão na vida de uma comunidade 18 Avaliação Tecnológica
  • 19. 1. Nova fonte de entreterimento e diversão nos lares 2. Mais tempo em casa, deixa-se de ir a cafés e bares onde se encontravam os amigos 3. Os residentes de uma comunidade já não se encontram com tanta frequência e deixa-se de depender dos demais para o tempo de lazer 4. Os membros de uma comunidade começam a ser estranhos entre si; aparecem dificuldades para tratar os problemas comuns; as pessoas começam a sentir maior solidão 5. Isolados dos vizinhos, os membros da famílias começam a depender mais uns dos outros para a satisfação de suas necessidades psicológicas 6. As fortes demandas psicológicas dos companheiros geram frustações quando não se cumprem as expectativas; a separação e o divórcio crescem 19 Avaliação Tecnológica da Introdução da TV COATES, Vary T. Technology assessment of space stations. Washington DC: NASA. 1971.
  • 20.  Princípio da utilidade • Maximizar o bem para sociedade • Pode violar equidade e justiça: despojar minorias para o bem da maioria  Violação intergeracional da igualdade de direitos • Crianças sofrerão mais os efeitos que a geração que toma a decisão  Confusão entre o normal e o moral  O produtor deve ser o responsável pelo seu controle • Imparcialidade? • Culpa depende de intenção? 20 Polêmicas da Avaliação Tecnológica SHRADER-FRECHETTE, K. (1980) Energía nuclear y bienestar público. Madrid, Alianza Universidad, 1983
  • 21.  Avaliação Clássica de Tecnologias • Elitista: restrita à opinião de cientístas • Foco em dados e modelagem  Avaliação Construtiva de Tecnologias (ACT) • Participativa (sociedade) • Interdisciplinar • Foco na discussão de políticas públicas para a tecnologia 21 Avaliação Tecnológica SHRADER-FRECHETTE, K. (1980) Energía nuclear y bienestar público. Madrid, Alianza Universidad, 1983
  • 22. Descreva uma estratégia de investigacão científica sobre os riscos e impactos de agrotóxicos. 22 Exercício
  • 23.  Garantir a pluralidade de estratégias de pesquisa  Articulação entre estratégias interdisciplinares materiais e sociais • Ex: Pesquisar aspectos biotecnológicos, ecológicos e econômicos das sementes  Estratégias de investigação sobre diversidade de concepções de bem-estar, pelas ciências sociais  Discussão e decisão democrática sobre as prioridades de estratégias de investigação • Solidariedade com os grupos marginalizados  Investimento em avaliações de riscos e comparação de alternativas  Projetos de extensão: levar ciência a quem precisa 23 Como a ciência pode melhor contribuir para o bem-estar humano? Lacey, H. (2008). Ciência, respeito à natureza e bem-estar humano. Scientiae Studia, 6(3), 297-327 Lacey, H. Valores e atividade científica 2. Editora 34, 2010.