Planejamento de Pesquisas qualitativas

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Trabalho realizado para a disciplina Pesquisa em Educação I no Mestrado em Educação, sobre planejamento de pesquisas qualitativas, análise do 7º capítulo do livro de Alda Alves-Mazzoti.

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Planejamento de Pesquisas qualitativas

  1. 1. O Planejamentode Pesquisas QualitativasAlda Alves - Mazzoti e Fernando Gewandsznajder Mestrado em Educação – Minter IFPI Seminário da Disciplina: Pesquisa em Educação Profª. Drª. Mari Forster Mestrandas: Francisca Ocilma Lauriane Maria do Livramento Nelymar Rayssa Sônia Matos Moutinho
  2. 2. Entre os argumentos que podemos destacar em defesa de ummínimo de estruturação (Lincolcon e Guba, 1985):1) O foco e o design devem emergir, por um processo de indução, do conhecimento do contexto e das múltiplas realidades construídas pelos participantes em suas influências recíprocas;2) Dada a natureza idiográfica (não repetível) e holística (que exige a visão da totalidade) dos fenômenos sociais, nenhuma teoria selecionada a priori é capaz de dar conta dessa realidade em sua especificidade e globalidade;3) A focalização prematura do problema e a adoção de um quadro teórico a priori turvam a visão do pesquisador, levando-o a desconsiderar aspectos importantes que não se encaixam na teoria e a fazer interpretações distorcidas dos fenômenos estudados;
  3. 3. Entre os argumentos a favor de um maior grau deestruturação destacam-se (Marshall &Rossman, 1989, Milles& Huberman, 1984):1) Qualquer pesquisador, ao escolher um determinado “campo” (uma comunidade, uma instituição), já o faz com algum objetivo e algumas questões em mente; se é assim, não há porque não explicitá-los, mesmo que sujeitos a reajustes futuros;2) Dificilmente um pesquisador inicia sua coleta de dados sem que alguma teoria esteja orientado seus passos, mesmo que implicitamente; nesse caso, é preferível torná-la pública;3) a ausência de focalização e de critérios na coleta de dados frequentemente resulta em perda de tempo, excesso de dados e dificuldade de interpretação.
  4. 4. .Assim, seja qual for o paradigma em que está seoperando, o projeto deve indicar:a) O que se pretende investigar (o problema, o objetivo ou as questões do estudo);b) Como se planejou conduzir a investigação de modo a atingir o objetivo e/ ou a responder as questões propostas ( os procedimentos metodológicos); ec) porque o estudo é relevante (em termos de contribuições teóricas e/ ou práticas que o estudo pode oferecer).
  5. 5. 1. Focalização do problema “Problema de pesquisa” é definido como uma indagação referente à relação entre duas ou mais variáveis. Essas variáveis podem ser diferentes aspectos da conduta de indivíduos, como, por exemplo, frustração e agressividade; dois eventos sociais, como, exclusão social e criminalidade; e assim por diante. A relação esperada (a hipótese) é deduzida de uma teoria e o pesquisador procura criar ou encontrar situações nas quais essa relação possa ser verificada.
  6. 6. 1. Focalização do problema Muitos estudos qualitativos, porém, são exploratórios, não se preocupando em verificar teorias. Assim, nesse campo, o conceito de “problema de pesquisa” se torna bem mais amplo, podendo ser definido como uma questão relevante que nos intriga e sobre a qual as informações disponíveis são insuficientes.
  7. 7. 1. Focalização do problemaAtende a vários objetivos:a) estabelece as fronteiras de investigação;b) orienta os critérios de inclusão-exclusão, ajudando o pesquisador a selecionar as informações relevantes;c) ajuda a orientar decisões sobre atores e cenários (Lincolcon e Guba, 1985; Milles & Huberman, 1984):
  8. 8. 1.1 Introdução Esta é a parte em que o pesquisador “constrói oseu problema, isto é coloca a pesquisa proposta nocontexto da discussão acadêmica sobre otema, indicando qual a lacuna ou inconsistência noconhecimento anterior que buscaráesclarecer, demonstrando assim que o que estáplanejando fazer é necessário e original.
  9. 9. 1.1 Introdução Creswell (1994) aponta quatro componentes-chave na Introdução de um projeto de pesquisa:1. apresentação do problema que levou ao estudo proposto;2. inserção do problema no âmbito da literatura acadêmica;3. discussão das deficiências encontradas na literatura que trata o problema; e4. Identificação da audiência a que se destina prioritariamente e explicitação da significância do estudo para essa audiência.
  10. 10. 1.1 Introdução Na apresentação do problema, recomenda:a) iniciar com um parágrafo que expresse a questão focalizada inserindo-a numa problemática mais ampla, de modo a estimular o interesse de um grande número de leitores;b) especificar o problema que levou ao estudo proposto;c) Indicar porque o problema é importante;d) Focalizar a formulação dom problema nos conceitos-chave que serão explorados; ee) Considerar o uso dos dados numéricos que possam causar impactos.
  11. 11. 1.1 Introdução No que se refere às deficiências na literatura, sugere:a) apontar aspectos negligenciados pelos estudos anteriores, como, por exemplo, tópicos não explorados, tratamentos estatísticos inovadores ou implicações significativas não analisadas; eb) Indicar um estudo proposto pretende superar essas deficiências, oferecendo uma contribuição original à literatura;
  12. 12. 1.2. Objetivo e/ ou questões do estudo É o que define de forma mais direta que aspecto da problemática exposta, constitui o interesse central da pesquisa.ex: A pesquisa realizada, teve por objetivo investigar, junto ameninos e meninas de rua e a meninos e meninastrabalhadores, as seguintes representações consideradasrelevantes para os processos de socialização eressocialização:família, rua, turma, criança, adulto, escola, trabalho, futuro eauto-imagem. Entre os quadros teóricosmetodológicos, o das representações sociais nos parece omais adequado por ser aquele que permite abordar, deforma articulada, aspectos de natureza psicológica e
  13. 13. 1.2. Objetivo e/ ou questões do estudo É freqüentemente desdobrado em questões que detalham e esclarecem o seu conteúdo; A selecionar os dados; Essas questões ajudam: A selecionar as fontes de informação; A organizar os resultados. ex: Por que algumas escolas conseguem índices de aprovação tão mais altos que a média das que trabalham com alunos de baixo nível sócio-econômico? O que os seus professores e administradores têm de especial? O que distingue a prática docente desses professores dos demais?
  14. 14. 1.2. Objetivo e/ ou questões do estudo Ou, opta-se por um objetivo geral e desdobra-o em objetivos específicos;ex: Objetivo Geral O projeto Meio Ambiente na escola tem por objetivo levar aoeducando uma forma de aprendizagem holística fortalecendo valores eatitudes afim de permitir o desenvolvimento global do serhumano, proporcionando conceitos básicos de meio ambiente de formaa oferecer aos alunos, ferramentas de aprendizagem adequadas emotivadoras.Objetivos específicos Proporcionar aos alunos ferramentas de educação ambiental que venham a contribuir no processo de ensino aprendizagem; Proporcionar a interação das atividades de monitoria com os projetos escolares; Difundir corretamente os conceitos sobre o meio ambiente; Estimular os alunos a serem multiplicadores dos conhecimentos sobre o meio ambiente em suas atividades escolares.
  15. 15. 1.2. Objetivo e/ ou questões do estudoex:Objetivo GeralAnalisar as técnicas e métodos de ensino de desenho de moda naformação do aluno de cursos de Design de Moda, como meio e fim doprocesso de aprendizagem para o desenvolvimento da sua capacidadecriativa.Objetivos específicos Avaliar a aplicação de técnicas de desenho no aprendizado da disciplina; Analisar o desempenho e capacidade criativa do aluno no ensino e aprendizagem de técnicas e métodos aplicados na disciplina de desenho de moda.
  16. 16. 1.2. Objetivo e/ ou questões do estudo Ou, pode-se trabalhar com Hipóteses;ex: 1 – Em atividades acadêmicas, os professores interagem mais com os alunos sobre os quais têm altas expectativas.ex: 2 – Os grupos submetidos a liderança autoritária tendem a ser mais agressivos do que aqueles cujas lideranças são democráticas.
  17. 17. 1.3. Quadro teórico  O referencial teórico deve constar, em suas linhas gerais, do projeto. A coerência entre este, o problema focalizado, e a metodologia adotada é essencial. O quadro conceitual deve ser justificado.
  18. 18. 1.4. Importância do estudo Pode ser demonstrada indicando a sua contribuição para: Construção do conhecimento O pesquisador deve se referir a revisão inicial da literatura pertinente, apontada na Introdução, destacando a lacuna que irá preencher ou as inconsistência que o estudo se propõe a esclarecer. Pode, também, fazer referências a aspectos teóricos que o estudo irá testar em outros contextos, ou com outros grupos, utilizando procedimentos diferentes dos usados em pesquisas anteriores.
  19. 19. 1.4. Importância do estudo Utilidade para prática profissional; Para formulação de políticas. Pode ser demonstrada apresentando dados que evidenciem a incidência e/ ou gravidade do problema e os custos sociais e econômicos envolvidos; Pode ser sustentada citando planos de Governo e artigos de especialistas no tema ou revisões de literatura na área que apontem a necessidade de pesquisa sobre o tema proposto. No caso da pesquisa ser financiada, este aspecto deve ser enfatizado.
  20. 20. 2 Procedimentos Metodológicos2.1 Indicação e justificação do paradigma que orienta o estudo.2.2 As etapas de desenvolvimento da pesquisa.2.3 a descrição do contexto.2.4 o processo de seleção dos participantes.2.5 os procedimentos e o instrumental de coleta e análise dos dados.2.6 os recursos utilizados para maximizar a confiabilidade dos resultados.2.7 o cronograma.
  21. 21. 2.1 Indicação e justificação doparadigma que orienta o estudo.Antes de iniciar a descrição dos procedimentos metodológicos o pesquisador deve: Demonstrar a adequação do paradigma adotado ao estudo proposto.
  22. 22.  Deve fazer referência aos pressupostos explicitamente ou remetendo o leitor para textos referentes ao assunto. Mencionar o formato utilizado(estudo de caso, etnografia, histórias de vida, ou outros) ao objetivo da pesquisa.
  23. 23. Nos estudos qualitativos o pesquisador é o principal instrumento de investigação. (Creswell,1994) recomenda que nos parágrafos iniciais da metodologia se forneça informações sobre suas experiências relacionadas ao contexto ou aos sujeitos.
  24. 24. 2.2 As etapas de desenvolvimento da pesquisa. O contexto nas pesquisas qualitativas são relevantes, por isso recomenda-se: Negociação para obter acesso ao campo. A investigação seja precedida de um período exploratório.
  25. 25.  As instituições costumam ter procedimentos formais para conceder autorização para entrada de um observador externo, bem como alguns espaços e documentos. Quanto aos alunos, é necessário ter uma carta de apresentação. Conhecer a hierarquia da instituição a ser pesquisada. Ajuda informal de alguém do próprio sistema. O pesquisador deve está preparado para responder questões como:
  26. 26.  O que você quer investigar? O estudo vai interferir na rotina das pessoas? O vai fazer com os resultados? Que tipo de benefício vai trazer para a comunidade? Quanto ao projeto recomenda-se: Descreva brevemente os passos para obtenção do acesso ao campo, as informações prestadas aos administradores e participantes durante o processo de negociação.
  27. 27.  Após o acesso ao campo inicia-se o período exploratório cujo objetivo é proporcionar uma visão geral do problema, focalização das questões e outras fontes de dados. As perguntas feitas aos sujeitos nessa fase são gerais. Definido os contornos da pesquisa, passa-se para a fase da investigação focalizada.
  28. 28. Inicia-se a coleta sistemática de dados, usando: Questionários; Roteiros de entrevistas; Formulários de observação e outros.
  29. 29. • A análise e interpretação dos dados vão sendo feitas de forma interativa com a coleta, acompanhando todo o processo de investigação. 2.3 contexto e participantes.A escolha do campo e dos participantes naspesquisas qualitativas é proposital.Se escolhe por interesse do estudo, das condições deacesso e permanência no campo.No projeto nem sempre é possível indicar quantos equais são os sujeitos envolvidos, indica-se alguns.Lincoln e Guba (1985) indica alguns passos paraseleção dos sujeitos:
  30. 30. Identificação dos participantes iniciais.Emergência ordenada da amostra.novos sujeitos vão sendo incluídos após obtidasas informações dos selecionados anteriormente.Focalização contínua da amostra. Novas questões emergem sendo necessárioincluir outros sujeitos relacionados a essasquestões.Encerramento da coleta. Onde a respostas atinge o ponto de redundância.
  31. 31. • Esses autores recomendam, onde não for possível obter muitas informações prévias sobre o contexto, utilizar a técnica da “bola de neve”.• Consiste em identificar alguns e estes vão indicando outros, até atingir o ponto de redundância.
  32. 32. 2.4 Procedimentos e instrumentos metodológicos Observação ( participante ou não) Entrevista em profundidade Análise de documentosSugestão bibliograficas: Lincoln eDenzin (1994), Ludke & André (1986), Le Compte, Millroy ePreissle (1982), Marshall e Rossmann (1987) e Yin (1985).2.4.1 Observação A observação de fatos, comportamentos e cenáriosé extremamente valorizado pelas pesquisasqualitativas.
  33. 33. Desvantagens apontadas pela pesquisa . Contrapontos tradicioanlLimite temporal-espacial Só se constitui problema quando a observação é a única técnica utilizada para a coleta de dadosConsumo de tempo Só parece excessivo quando comparado ao despendido com pesquisas baseadas na aplicação coletiva de questionários ou testes, que pode ser feita em apenas um diaPossibilidades de inferências Não é exclusiva da observação e podeincorretas ser minimizada pelo uso de outras técnicas, p.e. a checagem, com os participantes, das interpretações feitas pelo pesquisador.Interferências do pesquisador na Pode ser minimizada pela permanênciasituação observada do pesquisador no campo da pesquisa.
  34. 34. .Vantagensa) Independe do nível de conhecimento da capacidade dos sujeitos;b) Permite “checar” na prática a sinceridade de algumas respostas que, são dadas só para “causar boa impressão;c) Permite identificar comportamentos não intencionais ouinconscientes e explorar tópicos que os informantes nãose sentem à vontade para discutir;d) Permite o registro do comportamento em seu contextotemporal-espacial.
  35. 35. Quanto a flexibilidade a observação pode ser: Estruturada (sistemática) São usadas para observar e fazer registros preestabelecidos; Quando o pesquisador trabalha com um quadro teórico apriori que permite a proposição de questões mais precisa e aidentificação de categorias de observação relevantes pararesponder; É usada para identificar prática que a teoria indica que sãoeficazes e eventualmente pode usar alguma forma dequantificação.
  36. 36. .Níveis de quantificação:1. Sistema de sinal – registra apenas a presença ou ausência do comportamento durante o período observado, sem a preocupação com a frequência ou grau m que ocorre. E.p O Professor sim não Explica os objetivos da aula Expõe o assunto de maneira interessante Demonstra conhecimento da matéria Usa o livro texto e material de apoio de forma eficaz
  37. 37. .2. Registro de frequência – o comportamento éregistrado cada vez que ocorre. Exemplo.O professor:Se dirige a classe como um todo IIIIIITrabalha com pequenos grupos IIIITrabalha individualmente com aluno IIIINão está envolvido em qualquer interação II3. Escalas - permite estimar o grau em que umdeterminado comportamento ocorre e fazerjulgamento qualitativo sobre esse comportamento ouatividades observada
  38. 38. .Exemplos de escala de observação.a) O professor estimula a participação na discussãoRaramenteOcasionalmenteFrequentementeb) Variedade de técnicas utilizadas pelo professorAlta Moderada baixa 1 2 3 4 5c) O relacionamento professor-aluno parece: X Excelente Bom Regular Sofrível péssimo
  39. 39. Não-estruturada (assistemática, antropológica oulivres).• Observação característica dos estudos qualitativos;• Comportamentos observados são relatados da forma como ocorrem, visando descrever e compreender o que está ocorrendo numa dada situação.• O pesquisador se torna parte da situação observada, interagindo por longos períodos com os sujeitos, buscando partilhar o seu cotidiano para sentir o que significa está naquela situação.
  40. 40.  A importância atribuída a pesquisa participante está relacionada à valorização do instrumental humano;. O observador participante deve aprender a usar sua própria pessoa como o principal e mais confiável instrumento de observação, seleção, coordenação e interpretação.Para Guba e Lincoln (1989), o papel atribuído aoinstrumental humano decorre de sua extremaadaptabilidade, o que leva esses autores arecomendarem que, nos estágios iniciais do trabalhode campo ele seja, não apenas o principal, mas oúnico instrumento de investigacão.
  41. 41. .Habilidades exigidas do observador participante:a) Ser capaz de estabelecer uma relação de confiança com os sujeitos;b) Ter sensibilidade para as pessoas;c) Ser bom ouvinte;d) Formular boas perguntas;e) Ter familiaridade com as questões observadas;f) Ter flexibilidade para se adaptar a situações inesperadas;g) Não ter pressa de identificar padrões ou atribuir significados aos fenômenos observados.
  42. 42. Com relação ao projetos os seguintes aspectos daobservação participantes deverão ser esclarecidos:a) O nível de participação do observador no contexto estudado;b) O grau de conhecimento dos participantes sobre os objetivos do estudo proposto;c) O contexto da observação;d) Duração provável e, sempre que possível, distribuição do tempo;e) Forma de registro dos dados;
  43. 43. .2.4.2 Entrevistas Tem natureza interativa, permitindo tratar de temas complexos que dificilmente poderiam ser investigados através de questionários, explorando- os profundamente. São pouco estruturadas, sem um fraseamento e uma ordem rigidamente estabelecidos para as perguntas, assemelhando-se muito a uma conversa.
  44. 44. . Entrevistas qualitativas Tipo Grau de controle exercido pelo entrevistador sobre o dialogoNão estruturadas O entrevistador introduz o tema pedindo que o sujeito fale um pouco sobre ele, eventualmente inserindo alguns tópicos de interesse no fluxo da conversa.Semi-estruturadas O entrevistador faz perguntas especificas, mas também deixa que o entrevistado responda em seus próprios termos.Historia oral O pesquisador procura reconstituir, através da visão dos sujeitos envolvidos, um período ou evento histórico, p.e.Historia de vida O pesquisador está interessado na trajetória de vida dos entrevistados, geralmente com o objetivo de associá-la a situações do presente.
  45. 45. .2.4.3 Documentos Considera-se com documento qualquer registro escritoque possa ser usado como fonte de informação.A análise de documentos pode ser: a única fonte de dadosou, combinada com outras técnicas de coleta de dados; Qualquer que seja a forma de utilização dosdocumentos, o pesquisador precisa conhecer algumasinformações sobres eles, como p.e., por qual instituição oupor qual foram criados, que procedimentos e/ou fontesutilizaram e com que propósitos foram elaborados
  46. 46. 2.5 Unidade de análiseSe refere a forma pela qual organizamos osdados para efeito de análise.a. Uma organização;b. Um grupo;c. Diferentes subgrupos em uma comunidade;d. Ou determinados indivíduos.
  47. 47. 2.5 Unidade de análise• Se tratando de estudos de caso, o estabelecimento da unidade de análise corresponde à definição do caso. EX: Em um estudo localizado em uma Instituição de ensino superior, pode-se está interessado na implementação de uma inovação, ou em como diferentes segmentos reagiram à inovação.• Uma descrição dos aspectos relevantes do caso deve ser incluído no projeto.
  48. 48. 2.6 Análise dos dados • Pesquisas qualitativas geram um enorme volume de dados que precisam se organizados e compreendidos. • Se procura identificar dimensões, categorias, tendências, padrões, relações, desvendando- lhes o significado. • Esse é um processo que inicia-se na fase exploratória e acompanha toda a investigação.
  49. 49. 2.6 Análise dos dados• À medida que os dados vão sendo coletados, o pesquisador vai procurando identificar temas e relações, construindo interpretações e gerando novas questões e/ou aperfeiçoando as anteriores, o que leva a buscar novos dados, num processo de “sinfonia fina” que vai até a análise final.
  50. 50. • O pesquisador pode informar que sua análise será desenvolvida durante toda a investigação, através de teorizações progressivas em um processo interativo com a coleta de dados.• O pesquisador deve descrever suas decisões iniciais sobre a análise dos dados e convencer o leitor de que está consciente das dificuldades mas que é suficientemente competente para realizá-la.• Quando dados quantitativos são usados para complementar os qualitativos, o tratamento dado a cada um deles deve ser descrito separadamente (MARSHALL E ROSSMAN, 1989)
  51. 51. 2.7 Procedimentos para maximizar a confiabilidade• Os trabalhos iniciais relacionados a esta questão procuravam traduzir para a pesquisa qualitativa o conceito de validade interna, validade externa, fidedignidade usados na pesquisa tradicional. Atualmente muitos autores consideram que tais conceitos não constituem modelos apropriados para a pesquisa qualitativa e propõem critérios para substituí-los.
  52. 52. Lincoln & Guba sugerem:a. Credibilidade;b. Transferibilidade;c. Consistência;d. Confirmabilidade.
  53. 53. 2.7.1 Critérios relativos a CredibilidadeOs resultados e interpretações feitas pelo pesquisadorsão plausíveis para os sujeitos envolvidos?• Permanência prolongada no campo - Deve ser suficientemente longo para que o pesquisador possa aprender a cultura de uma perspectiva mais ampla.• Checagem pelos participantes – Verificar se as interpretações do pesquisador fazem sentido para aqueles que forneceram os dados.• Questionamento por pares – Consiste em solicitar a colegas não envolvidos na pesquisa, mas que trabalhem no mesmo paradigma para apontar falhas, pontos obscuros e vieses nas interpretações....
  54. 54. 2.7.1 Critérios relativos a Credibilidade • Triangulação – Quando usamos diferentes maneiras para investigar um mesmo ponto. Denzin (1978) apresenta quatro tipos de triangulação: de fontes, de métodos, de investigadores e de teorias. • Análise de hipóteses e alternativas – Tendo analisado seus dados e formulado suas hipóteses sobre, por exemplo, as dimensões que compõem um dado fenômeno, o pesquisador deve procurar interpretações ou explicações rivais de suas hipóteses.
  55. 55. • Análise de casos negativos- A análise dos casos que se afastam do padrão pode trazer esclarecimentos importantes e ajudar a refinar explicações e interpretações.
  56. 56. 2.7.2 Critérios relativos àtransferibilidade•A transferibilidade se refere a possibilidade de que os resultados obtidos num determinado contexto numa pesquisa qualitativa possam ser aplicados noutro contexto.
  57. 57. • Na pesquisa qualitativa:A responsabilidade do pesquisador é oferecer aoseu leitor uma descrição densa do contextoestudado, bem como das características de seussujeitos, para permitir que a decisão de aplicarou não os resultados a um novo contexto possaser bem fundamentada.
  58. 58. 2.7.3 Critérios relativos à consistênciae confirmabilidade• Consistência ou Fidedignidade:a maneira mais comum de comprovarse os resultados são fidedignos érepetir a aplicação do instrumento.
  59. 59. • Confirmabilidade:“Se outra pessoa fizesse o mesmo estudo, obteria os mesmos resultados e chegaria às mesmas conclusões?”
  60. 60. • Chega a ser um processo de reanálise Trata-se de uma prática que deve constituir preocupação do investigador qualitativo porque, ao fazê-lo, abre a pesquisa a outros investigadores que assim podem verificar se o estudo foi conduzido de forma sistemática e coerente, tornando-o mais consistente e possível de reaplicar a outros contextos/situações.
  61. 61. • A verificação é o processo de testar, confirmar, assegurar.• Na pesquisa qualitativa, a verificação refere os mecanismos usados durante o processo da pesquisa para, de forma gradual e progressiva, assegurar a fiabilidade e validade e, assim, o rigor da pesquisa desenvolvida.• Estes mecanismos são levados a cabo em cada passo do estudo de forma a assegurar um produto final sólido (CRESWELL, 1998), ao permitirem a identificação e consequente correção de erros antes que estes possam surgir e subverter a análise.
  62. 62. • Os “critérios de verificação” seadotados pelo investigador no decurso de uma pesquisa qualitativa, podem ajudar a garantir a credibilidade dos resultados obtidos e a qualidade científica do estudo realizado.
  63. 63. Conclusão• Os autores discutem as alternativas que se apresentam ao pesquisador no planejamento da pesquisa qualitativa em cada um dos aspectos relevantes para avaliação de um projeto, analisando as implicações de cada uma delas, porque acredita e nós concordamos, que é fundamental que o pesquisador esteja consciente delas, para que possa justificar adequadamente suas escolhas.
  64. 64. REFERÊNCIAS• ALVES-MAZZOTI, Alda Judith; GEWANDSZNAJDER, Fernando. Planejamento de pesquisas qualitativas. In: ALVES-MAZZOTTI, A. J. & GEWANDSZNAJDER, F. O método nas ciências naturais e sociais. São. Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2004. p.147-178.

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