Shakespeare –o Teatro da Palavra       Fernanda MedeirosUerj
• A palavra-veneno de Iago; a palavra-paixão de Romeu e  Julieta; a palavra-persuasão de Marco Antonio; a  palavra-tempest...
“To hear a play”
William Shakespeare         1564 – 1616       TRANSIÇÃO do   Mundo Medieval para oMundo Moderno (Renascimento)
Transformações em diversas áreas:A cartografia do mundoestámudada;O regime feudal  ésubstituídopelamonarquiaabsolutista;A ...
William Shakespeare – 1564 – 1616A Inglaterra dos Tudors             Henrique VII (1485 – 1509)             Henrique VIII ...
A Questão Religiosa em Tudors e               Stuarts:Henrique VII (1485 – 1509)Henrique VIII (1509 – 1547) – REFORMA (153...
Shakespeare e a língua inglesa• Entre 1500 e 1650, cerca de 12.000 novas  palavras entraram na língua inglesa.• Shakespear...
• Expressões de Shakespeare que se tornaram parte da  língua inglesa: vanishintothinair;  themilkofhumankindness, more  si...
As ferramentas poético-cênicas de            Shakespeare1. O pentâmetroiâmbico2. O verso branco3. O verso rimado4. A prosa...
A obra de Shakespeare• 38 peças de teatro: 18 comédias (4  “romances”), 10 peças históricas, 10 tragédias• 154 Sonetos (pu...
Linguagem como caracterização de             personagem:FREI LOURENÇOAntes que o olho do céu venha queimar,Pro dia, alegre...
Primeira aparição de Hamlet (I.2)                            trad. Millôr FernandesKING CLAUDIUSTake thy fair hour, Laerte...
Primeira aparição de Macbeth (I.3)MACBETHSofoulandfair a day I havenotseen.(ecoando a fala das Bruxas em I.1:“Fair is foul...
Linguagemcomoveículo de           transmissão de ideiasHAMLET (para Rosencrantz e Guildenstern):Que obra-prima é o homem! ...
LEAR (para Edgar):Estarias melhor na sepultura do que expondo teu corpo nu a tais   extremos do céu. O homem é apenas isto...
Linguagem como ferramenta de           construção cênica         Romeu e Julieta (1595)Fontes:  Conto deMasuccioSalernitan...
•   SONETO•   Francesco Petrarca (1304 – 1374)•   O que é um soneto•   O soneto na Inglaterra•   Shakespeare e os sonetos
Romeu e Julieta, I.5ROMEU:    Se a minha mão profana esse sacrário,         Pagarei docemente o meu pecado:         Meu lá...
JULIETA:   Bom peregrino, a mão que acusas tanto           Revela-me um respeito delicado;           Juntas, a mão do fiel...
ROMEU:      Os santos não têm lábios, mãos, sentidos?JULIETA:    Ai, têm lábios apenas para a reza.ROMEU:      Fiquem os l...
JULIETA:     Imóveis, eles ouvem os que choram.ROMEU:       Santa, que eu colha o que os meus ais           imploram.
Romeu e Julieta, I.5ROMEU:        Se a minha mão profana esse sacrário, (a)           Pagarei docemente o meu pecado:     ...
Sonnet 18Shall I compare thee to a summer’s day?Thou art more lovely and more temperate.Rough winds do shake the darling b...
Soneto 18              (translatedby Ivo Barroso)Devo igualar-te a um dia de verão?Mais afável e belo é o teu semblante:O ...
Soneto 18        (translatedby Geraldo Carneiro)Te comparar com um dia de verão?Tuésmaistemperadaeadorável.Vento balançaem...
Soneto 130Seus olhos nada têm de um sol que ardaE mais rubro é o coral que sua boca:Se a neve é branca, sua tez é parda;Sã...
Sonnet 130My mistress’ eyes are nothing like the sun;Coral is far more red than her lips’ red;If snow be white, why then h...
Shakespeare e Petrarcaidealização da mulher transferida para a idealização de   um homem;modelo petrarquiano de beleza se ...
Porqueoteatro se torna a principal    manifestaçãoartísticadesseperíodo?1567 – Construção do primeiroteatro: The Red  Lion...
Quantos vão ao teatro?• Entre 1567 (construção do Red Lion) e 1642  (fechamento dos teatros pelos puritanos), estima-se  q...
A frequência aos teatros• Os teatros precisavam atrair em média2 mil espectadores por dia – 1 % dapopulação de Londres – p...
“THE LIBERTIES”
E por que se vai tanto ao teatro?• Elizabeth I – um “modo performático” de reinar• Os temas abordados pelo teatro: a polít...
William Shakespeare•   Nasceu em Stratford-upon-Avon em 1564•   Filho de um fabricante de luvas•   Sua família era possive...
Shakespeare – o Teatro da Palavra, por Fernanda Medeiros (UERJ)
Shakespeare – o Teatro da Palavra, por Fernanda Medeiros (UERJ)
Shakespeare – o Teatro da Palavra, por Fernanda Medeiros (UERJ)
Shakespeare – o Teatro da Palavra, por Fernanda Medeiros (UERJ)
Shakespeare – o Teatro da Palavra, por Fernanda Medeiros (UERJ)
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Shakespeare – o Teatro da Palavra, por Fernanda Medeiros (UERJ)

1.613 visualizações

Publicada em

Shakespeare – o Teatro da Palavra, por Fernanda Medeiros (UERJ)

Publicada em: Educação
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
1.613
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
158
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
22
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Shakespeare – o Teatro da Palavra, por Fernanda Medeiros (UERJ)

  1. 1. Shakespeare –o Teatro da Palavra Fernanda MedeirosUerj
  2. 2. • A palavra-veneno de Iago; a palavra-paixão de Romeu e Julieta; a palavra-persuasão de Marco Antonio; a palavra-tempestade de Lear; a palavra-equívoco das Bruxas; a palavra-brinquedo de Feste; a palavra- malandragem de Falstaff; a palavra-flor de Ofélia; as palavras-palavras-palavras de Hamlet, e tantas outras palavras...• Trabalhando com a matéria-prima do teatro do seu tempo - a linguagem - Shakespeare, poeta e dramaturgo, forjou palavras novas para antigas histórias, reinventando-as e criando, nesse processo, inúmeras possibilidades de representação do humano.
  3. 3. “To hear a play”
  4. 4. William Shakespeare 1564 – 1616 TRANSIÇÃO do Mundo Medieval para oMundo Moderno (Renascimento)
  5. 5. Transformações em diversas áreas:A cartografia do mundoestámudada;O regime feudal ésubstituídopelamonarquiaabsolutista;A ReformaProtestantecindeomundocristão;O relativismocomeça a influenciar a filosofia (Michel de Montaigne, 1533-1592).
  6. 6. William Shakespeare – 1564 – 1616A Inglaterra dos Tudors Henrique VII (1485 – 1509) Henrique VIII (1509 – 1547) Eduardo VI (1547-1553) Maria I (1553-1558) Elizabeth I (1558-1603)A Inglaterra dos Stuarts Jaime I (1603-1625) Carlos I Carlos II Jaime II
  7. 7. A Questão Religiosa em Tudors e Stuarts:Henrique VII (1485 – 1509)Henrique VIII (1509 – 1547) – REFORMA (1531) – CriaçãodaIgrejaAnglicanaEduardo VI (1547-1553) - ProtestantismoMaria I (1553-1558) - CatolicismoElizabeth I (1558-1603) - AnglicanismoJaime I (1603-1625) - AceitaoAnglicanismomasrepresentaumaameaça de retorno do Catolicismo
  8. 8. Shakespeare e a língua inglesa• Entre 1500 e 1650, cerca de 12.000 novas palavras entraram na língua inglesa.• Shakespeare foi o primeiro a usar – ou a cunhar – 2.035 palavras. Apenas em Hamlet, encontram-se 600 palavras que eram novas até então.• 309 novas palavras com o sufixo “un” (ex.: unmask; unhand; unlock; untie; unveil).
  9. 9. • Expressões de Shakespeare que se tornaram parte da língua inglesa: vanishintothinair; themilkofhumankindness, more sinnedagainstthansinning, remembranceofthingspast; coldcomfort; to thineownselfbetrue; thewish is father to thethought; saladdays; fleshandblood; foul play; pompandcircumstance; foregoneconclusion – e muitas outras.• O inglês não era uma língua de prestígio como o latim. Na BodleyanLibrary, em Oxford, em 1605, havia cerca de 6.000 livros. Desses, apenas 36 eram escritos em inglês.
  10. 10. As ferramentas poético-cênicas de Shakespeare1. O pentâmetroiâmbico2. O verso branco3. O verso rimado4. A prosaEmmédia, as peçasconsistiam de 70% de verso branco, 5 % de verso rimadoe 25% de prosa. Masisso podia variarmuito.
  11. 11. A obra de Shakespeare• 38 peças de teatro: 18 comédias (4 “romances”), 10 peças históricas, 10 tragédias• 154 Sonetos (publicados em vida – 1609)• Poemas narrativos
  12. 12. Linguagem como caracterização de personagem:FREI LOURENÇOAntes que o olho do céu venha queimar,Pro dia, alegre, o orvalho secar,Tenho de encher a cesta com os odoresQue vêm das ervas e do mel das flores.A terra-mãe de tudo é também cova:O que ela enterra o seu ventre renova;E como é vária a prole que aqui veioVemos quando mamamos no seu seio.Há filhos com virtudes excelentes;São todos bons, mas todos diferentes.É grande e forte a graça que é encontradaNa virtude que a planta e erva é dada.Não há nada tão vil no que aqui vemQue a terra não lhe dê sequer um bem;E nem nada é tão bom que, exagerado,Não caia em perversão e traia o fado.A virtude é um vício, mal gerida;E o vício, vez por outra, salva a vida. Romeu e Julieta, II.3, trad. Barbara Heliodora
  13. 13. Primeira aparição de Hamlet (I.2) trad. Millôr FernandesKING CLAUDIUSTake thy fair hour, Laertes; time be thine,And thy best graces spend it at thy will!But now, my cousin Hamlet, and my son…HAMLET (Aside)A little more than kin, and less than kind.KING CLAUDIUSHow is it that the clouds still hang on you?REIEscolhetuamelhorhora, Laertes; o tempo tepertence.E gastacomoentenderes as qualidadesque tens!E agora, caro Hamlet, meu primo emeufilho…HAMLET (à parte)Me perfilhacomo primo, poisnão primo comofilho.REIPor que essas nuvens sombrias ainda em teu semblante?
  14. 14. Primeira aparição de Macbeth (I.3)MACBETHSofoulandfair a day I havenotseen.(ecoando a fala das Bruxas em I.1:“Fair is foul, andfoul is fair”)
  15. 15. Linguagemcomoveículo de transmissão de ideiasHAMLET (para Rosencrantz e Guildenstern):Que obra-prima é o homem! Como é nobre em sua razão! Que capacidade infinita! Como é preciso e bem-feito em forma e movimento! Um anjo na ação! Um deus no entendimento, paradigma dos animais, maravilha do mundo. Contudo, pra mim, é apenas a quintessência do pó. (Hamlet, II.2 – trad. Millôr Fernandes)
  16. 16. LEAR (para Edgar):Estarias melhor na sepultura do que expondo teu corpo nu a tais extremos do céu. O homem é apenas isto? Observem-no bem. Não deve a seda ao verme, a pele ao animal, a lã à ovelha, nem seu odor ao almiscareiro. Ah! Aqui estamos nós três, tão adulterados. Tu não, tu és a própria coisa. O homem, sem os artifícios da civilização, é só um pobre animal como tu, nu e bifurcado. (Começa a despir-se.) Fora, fora com estes trapos emprestados. Desabotoa aqui. (Começa a arrancar as roupas.) (Rei Lear, III. 4 – trad. Millôr Fernandes)
  17. 17. Linguagem como ferramenta de construção cênica Romeu e Julieta (1595)Fontes: Conto deMasuccioSalernitano (1476) → versão de Luigi da Porto (1525) → versão de Bandello (1554) → versãofrancesaemprosa de Pierre Boiastuau (1559) → poemanarrativo de Arthur Brooke Tragical History of Romeus and Juliet (1562).
  18. 18. • SONETO• Francesco Petrarca (1304 – 1374)• O que é um soneto• O soneto na Inglaterra• Shakespeare e os sonetos
  19. 19. Romeu e Julieta, I.5ROMEU: Se a minha mão profana esse sacrário, Pagarei docemente o meu pecado: Meu lábio, peregrino temerário, O expiará com um beijo delicado.
  20. 20. JULIETA: Bom peregrino, a mão que acusas tanto Revela-me um respeito delicado; Juntas, a mão do fiel e a mão do santo Palma com palma se terão beijado.
  21. 21. ROMEU: Os santos não têm lábios, mãos, sentidos?JULIETA: Ai, têm lábios apenas para a reza.ROMEU: Fiquem os lábios, como as mãos, unidos; Rezem também, que a fé não os despreza.
  22. 22. JULIETA: Imóveis, eles ouvem os que choram.ROMEU: Santa, que eu colha o que os meus ais imploram.
  23. 23. Romeu e Julieta, I.5ROMEU: Se a minha mão profana esse sacrário, (a) Pagarei docemente o meu pecado: (b) Meu lábio, peregrino temerário, (a) O expiará com um beijo delicado. (b)JULIETA: Bom peregrino, a mão que acusas tanto(c) Revela-me um respeito delicado; (d) Juntas, a mão do fiel e a mão do santo(c) Palma com palma se terão beijado. (d)ROMEU: Os santos não têm lábios, mãos, sentidos? (e)JULIETA: Ai, têm lábios apenas para a reza. (f)ROMEU: Fiquem os lábios, como as mãos, unidos; (e) Rezem também, que a fé não os despreza. (f)JULIETA: Imóveis, eles ouvem os que choram. (g)ROMEU: Santa, que eu colha o que os meus ais imploram. (g)
  24. 24. Sonnet 18Shall I compare thee to a summer’s day?Thou art more lovely and more temperate.Rough winds do shake the darling buds of May,And summer’s lease hath all too short a date.Sometime too hot the eye of heaven shines,And often is his gold complexion dimmed;And every fair from fair sometime declines,By chance, or nature’s changing course untrimmed;But thy eternal summer shall not fade,Nor lose possession of that fair thou ow’st,Nor shall Death brag thou wand’rest in his shade,When in eternal lines to time thou grow’st. So long as men can breathe or eyes can see, So long lives this, and this gives life to thee.
  25. 25. Soneto 18 (translatedby Ivo Barroso)Devo igualar-te a um dia de verão?Mais afável e belo é o teu semblante:O vento esfolha Maio inda em botão,Dura o termo estival um breve instante.Muitas vezes a luz do céu calcina,Mas o áureo tom também perde a clareza:De seu belo a beleza enfim declina,Ao léu ou pelas leis da Natureza.Só teu verão eterno não se acabaNem a posse da tua formosura;De impor-te a sombra a Morte não se gabaPois que esta estrofe eterna ao Tempo dura. Enquanto houver viventes nesta lida,Há-de viver meu verso e te dar vida.
  26. 26. Soneto 18 (translatedby Geraldo Carneiro)Te comparar com um dia de verão?Tuésmaistemperadaeadorável.Vento balançaemmaio a flor-botão, eoprazo do verãonãoédurável. O sol àsvezesbrilha com rigor, ousuatezdouradaémaisescura; todabelezaenfimperdeoesplendor, poracasooudescasodanatura. Masteuverãonunca se apagará,perdendo a posse dabelezatua, nem a morteriráporteofuscar,se em versos imortaisteperpetuas. Enquantoalguém respire, eveja, e viva, Viva este verso etemantenha viva
  27. 27. Soneto 130Seus olhos nada têm de um sol que ardaE mais rubro é o coral que sua boca:Se a neve é branca, sua tez é parda;São fios negros seu cabelo em touca.Vi rosas mescladas de rubor e alvura,Mas tais rosas não vejo em sua face.Sei de perfumes que têm mais doçuraQue o hálito da amada se evolasse.Amo ouvi-la falar, porém insistoQue mais me agrada ouvir uma canção.De deuses nunca devo o andar ter visto –Minha amante ao andar pisa no chão. No entanto, pelos céus, acho-a mais rara Do que a mulher que em falso se compara.
  28. 28. Sonnet 130My mistress’ eyes are nothing like the sun;Coral is far more red than her lips’ red;If snow be white, why then her breasts are dun;If hairs be wires, black wires grow on her head.I have seen roses damasked, red and white,But no such roses see I in her cheeks,And in some perfumes is there more delightThan in the breath that from my mistress reeks.I love to hear her speak, yet well I knowThat music hath a far more pleasing sound.I grant I never saw a goddess go;My mistress when she walks treads on the ground. And yet, by heaven, I think my love as rare As any she belied with false compare.
  29. 29. Shakespeare e Petrarcaidealização da mulher transferida para a idealização de um homem;modelo petrarquiano de beleza se aplica ao homem;amor-devoção é de um homem para outro homem;relação com a mulher é desidealizada e se dá no âmbito da paixão erótica;a beleza feminina é uma desconstrução do modelo petrarquiano;nomes dos “musos” jamais são mencionados.
  30. 30. Porqueoteatro se torna a principal manifestaçãoartísticadesseperíodo?1567 – Construção do primeiroteatro: The Red Lion (algunslivrosaindaapresentamo The Theatre (1576) comooprimeiroteatro)
  31. 31. Quantos vão ao teatro?• Entre 1567 (construção do Red Lion) e 1642 (fechamento dos teatros pelos puritanos), estima-se que 50 milhões de espectadores pagantes tenham ido ao teatro.• (50.000.000 / 75 = apr. 667.000 espectadores/ano; apr. 56.000 espectadores/mês)• População da Inglaterra no período de Shakespeare: 5.000.000 pessoas
  32. 32. A frequência aos teatros• Os teatros precisavam atrair em média2 mil espectadores por dia – 1 % dapopulação de Londres – para ter bons lucros.• As companhias apresentavam em média 5 peças diferentes por semana.• Uma nova peça era representada em geral três vezes em seu mês de estreia. Poucas peças conseguiam chegar a ter dez performances num ano.
  33. 33. “THE LIBERTIES”
  34. 34. E por que se vai tanto ao teatro?• Elizabeth I – um “modo performático” de reinar• Os temas abordados pelo teatro: a política, o poder, o amor, o sobrenatural, a vida como teatro – são temas que interessam à platéia• O teatro é um ponto de encontro, “uma bolsa de valores” de ideias• O teatro é um lugar de exercício de identidade – haja vista a quantidade de peças sobre a história inglesa• O lugar marginal do teatro permitia que se falasse de tudo ou quase tudo, apesar da censura• As mulheres eram membros assíduos nas platéias• A língua inglesa em transformação – nacionalismo?
  35. 35. William Shakespeare• Nasceu em Stratford-upon-Avon em 1564• Filho de um fabricante de luvas• Sua família era possivelmente católica• Casou-se com Anne Hathaway, 8 anos mais velha que ele, aos 18 anos• Foi para Londres em 1587• Trabalhou como ator, diretor e autor de peças teatrais• Um homem comum, um burguês• Em 1611-12, retorna para Stratford, onde tem uma grande propriedade, e adquire um título de nobreza para sua família.

×