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Uma pequena parada
O que esses encontros andam causando em nós, nos
nossos campos de atuação, o que estamos
produzindo com isso? Como trazer para o corpo da
escrita a riqueza dessa experiência e o que está por
vir? E, o modo como estamos sustentando esse
compromisso : presença, convivência, horário.
Processos
1
Como nos tornamos quem
somos?
O Viajante

Pelas quebradas saiu Ulisses

a enfrentar tormentas,
perigos, mistérios do
vasto mundo e segredos
do caminho. O viajante
reconstrói-se com o
itinerário, se refaz, se
reanima, se reafirma
como ser humano e
segue adiante.
José Orlando
E...

Quem ficar esperando assunto e não olhar em
volta está perdendo o mel da coisa.
Adélia Prado
Aulas, discussões, lanche amigo, coletivo
quebradas, site, apresentações, exposições,
territórios
Inquiet'Ações
A escrita que nos trama Rogéria Reis
Música: plataforma de múltiplos saberes no
ambiente escolar Juliana Barreto
Do clube do Feijão à Ciranda de Oficinas
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Conscientização social e política através da cultura
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Um acrobata entre o ritmo e a letra
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Reiventando a Escola- A vez e a voz dos jovens!
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de resistência e transformação social Fabiana
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A Educação desmistificando o olhar da
Matemática Luciana Andreia
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Estranhas Criaturas
Dividimos o mundo Entre terra e água.
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Humanos e não humanos. Amor e ódio.
Centro e periferia. Positivo e negativo...
...Em nome do giro e translado
dos planetas,tentamos medir a vida
por conta da ilusão dos dias e das noites
dada pela dança da terra.
Viramos artistas-cientistas,
descobrindo estrelas e criando
poesia. Wellington de Moraes.
Tensão

• Polarizar o mundo transformando tudo em ou
isso ou aquilo, nos faz perder a multiplicidade
do entre. Do entre isso e aquilo.
• ESCOLHA
• ”O novo ponto de vista tem uma carga secreta
de ruptura com o conforto, então incomoda, as
vezes machuca...”Angelo Mello
Campo de Forças
Transformação
TENSÃO
Entre
Intensidades
Formas e Forças
Cartografias
Diferenças diferenças difeRenças

difecrenças
9
Tensão, outras narrativas
Ao meu lado senta a crise,
não esperava encontra-la tão cedo. Estou com frio e
não trouxe casaco. Por que a arte não está na lógica
da utilidade? Ok. Descubro que faço inutilidades. Sirvo
ao pensamento, ajo adquirindo conhecimento. Gosto
desse vendedor de biscoito “costelinha com limão”.
Lembro me que minha mãe sempre dizia que não
existe “mais ou menos” ou é um ou é outro. Essa
dualidade sempre me perseguiu, hoje não sei se estou
bem ou mal. Mamãe que não me ouça, estou mais ou
menos.
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Arte do equilibrista

Caminhar no equilíbrio de um caminho que se
sustenta numa tensão.
Visíveis e Invisíveis
Travessias

• “O pensamento sente e o corpo pensa.” Os impulsos
são vômitos aguados. Com o tempo o visível torna-se
invisível e o que já é invisível vira o que? ... Enquanto
Allan da Rosa falava, sentia cheiro de rosas, esgoto,
sentia o vento, via os fios e as pipas dos meninos aqui
na rua, lembrei das ruas alagadas no centro de N.I.,
dos butecos tocando forró, um misto de sensações.
Como se as coisas tivessem alma. O estudo da alma
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Não há lugar para a ingenuidade

Na atualidade, qualquer tema não pode deixar
de abordar sua inserção no contexto do
neoliberalismo e seus efeitos nos modos de
produção de subjetividades.
Ou seja, como essa lógica do mercado
atravessa nosso modo de sentir, de escolher,
de perceber, de trabalhar, de viver, de morrer.
Qualquer coisa

Não aguento ser apenas um sujeito que abre
portas, que puxa válvulas, que olha o relógio,
que compra pão às 6 horas da tarde, que vai lá
fora, que aponta lápis, que vê a uva etc.etc.
Perdoai.
Mas, eu preciso ser Outros.
Manoel de Barros
Homo economicus
Linhas de fuga

• Por isso, sugiro a todos os outros milhões e em
breve bilhões de signatários do facebook, que
peguem uma atiradeira nas mãos e estiquem o
elástico com uma pequena pedra presa no
couro e a lancem para bem longe. Sintam a
força e a física real dessa metáfora.
Carlo Alexandre
Linhas de fuga
Carnaval
Meu gozo foi cerceado,lacrado no cimento da
Sapucaí.Mas sou rebelde e não me dei por
vencido.Malandro, escorreguei para a Lapa e para as
ladeiras de Santa, me espalhei no centro do Bola
Preta, até em Copacabana pulei com o meu Peru
Cansado! Não quero mais que me roubem as mulatas
roliças,o Bloco das Piranhas, o estigma do Clóvis! Meu
samba é de rua e de preto, me respeitem se eu for ao
seu salão! Denise Lima
Rizoma
Chegança Quebrada

E a Quebradas chegou no MAR, trazendo um
mar de gente, de muitas cores, muitos
saberes, muito teores e a aula era uma onda,
uma onda sem fim tipo a fita de Moebius… E o
diretor seguindo a não lógica do drible dos
quebradeiros quebrou o protocolo.O DIRETOR
SENTOU NA MESA!!!Sentou à mesa???
Chegança

Não, sentou na mesa e foi degustado como
manjar e se lambuzou dos sabores nossos,
ardentes , ardidos, convidou a Lígia e o Almícar
e eles foram devorados por cada boca sedenta
de cada quebradeiro que tem na guerra
cotidiana como aliado os Neguinhos.
Chegança

Somos todos Marechais, né não MC???Que
venha a próxima “aulaonda”, Pq esta já surfei
Em baixo do teto do Japeri Alguém grita: PODE
CHEGAR E na barca e no buzão também
Somos todos chegados!!!
Ludi Um
É a guerra neguinho

“ A gente tem que enfrentar essa guerra
diariamente
Saber que às vezes tá calor, às vezes faz frio
Entender qual é o procedimento. Não se
camuflar! Ir para frente É a guerra neguinho”
MC Marechal
O nós dos afetos
O que nos amarra é o afeto.
A capacidade de afetar e se deixar afetar.
A capacidade de dar nós.
Aninhar o outro estrangeiro, e que faz nascer as
diferenças.
Capacidade de se espantar.
Nada acontece
Acontecimento
Afeto: sementeiras de corpo e
tempo
Tempo
corpo

28
Tempo / Presença

... Mas decidi ontem gerir meu tempo e minha vida de
maneira que eu me permita ir além do que um dia me
oferece. Deixar emergir o que está no meu profundo,
as feridas e as chagas do meu próximo, tendo-as
como tão minhas. Mesmo sabendo que sempre me
restará pouco tempo e apesar das insuficientes 24
horas.

Juliana Barreto
Que corpos são esses?
Que liberdade foi aquela?O que foi visto no
palco? O que foi imaginado? Que cores são
possíveis em nossa imaginação? O que afinal
as Danças de Rua estão fazendo naquele lugar
iluminado, os grandes palcos do mundo? Com
esses [des-]pressupostos artísticos, será que
algum quebradeiro seria capaz de trocar
comigo?
Xandu
Fazer corpo
• Pensar com a pele
• Ouvir com os olhos
• Comer com as mãos
• Sentir com os ouvidos
• Tocar com a boca
• e de novo misturar em novas combinações.
Rizoma
Quem fala em mim?

• Micropolíticas “A questão micropolítica é a de
como reproduzimos (ou não) os modos de
subjetividade dominante.” (Guattari, 1986).
• Desengessar.
• Desviar.
• Deriva.
Dúvida respiradouro
“ Constato que o que faz o mundo evoluir não é a
crença, a certeza e sim a dúvida!” Denise Lima

Práticas de saúde, como práticas de ousadia,
não só de conservação da vida, mas práticas
de expansão.
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34
Pancada / Toque

• Mas o que é um SLAM DE POESIA?
• - “Não é sarau?!”
• Calma, sem sustos, please! ... Por Slam
entendam “uma pancada”, ou seja, uma poesia
capaz de tirar o público de seu lugar confortável
como espectador __é preciso envolvê-lo!
Xandu
Trans bordos

36
Trama por contágios
Alô, Quebradeiros!
Ainda tô me recuperando de tanta alegria que vocês me
deram nessa 1a. aula da U.Q!
Uma honra viver com vcs aquele encontro.Por tudo o
que aprendi, de delicado e contundente, por todos os
sorrisos, por toda poesia compartilhada e sobretudo
pelo acolhimento quebradeiro, muito, muito obrigada.
Desejo a vocês todos muitas viagens e que cada um
descubra a sua Ítaca, o seu terreiro, a sua linguagem!
Meu abraço,
Martha Alkimin
O cair de uma gota
• Uma gota cai
Por entre as pedras da vida.
Que faz nascer um ramo de vida.
Do galho quente do amor
Um sonho ardia.
Ardilosa gota, árvore da vida.
Uma gota vai, sobe sem guarida.
E desce molhando a flor.
Lhe dando um gole de vida.
Essa mesma flor se pergunta.
Uma gota que vira mar
• Se é comum o medo de ter medo.
A gota da flor ao molhar o medo
Esvanece a beleza da flor.
Que perde as pétalas
Como o pavão perde as plumas.
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• Um poema construído coletivamente por: Angelo
Mello, Fabiana da Silva, Fabio Augusto Pedroza,
Karen Kristien, Marcio Rufino, Melenn Kerhoas, Tita
Clemente, Andressa Abraão e Vitor Nascimento
Narrativas que tecem o mundo

Escrevo por gentileza da memória.
José Paes de Lima citado por Janaína Tavares
• Se a escrita protege do esquecimento. Fui
pensar.
Rute Casoy
O arqueiro
“...uma atiradeira e aquele gesto pode ser olhado
como uma forma de olhar para trás e ver o que
estou fazendo no agora- ou seja que venho me
perdendo e me desumanizando ao me
inscrever num odo de pertencimento e que vira
captura...não só menos Pop e menos visível no
mundo”.
Carlo Alexandre
Encantamento

...”Entendo que estas pessoas enraizadas nos
seus contextos sintam fome de histórias.
Do refresco das palavras voadoras”...
Rute Casoy
O Narrador
Primeiro: que aula empolgante… Chapei.
Segundo: esse tema da memória tá rebatendo
direto na cabeça desde terça. E várias sacadas
têm me vindo a partir disso, como o uso que as
periferias do país fazem da memória pra
também garantir laços de sobrevivência
conjunta.
O conta Dor

O papel do contador de histórias é fundamental
nisso.Me ocorreu uma viagem aqui de que
talvez a diferença entre pobreza e miséria
tivessem a ver com isso; a miséria é a pobreza
sem história, sem fábula, logo sem raiz, sem
pertencimento, sem esperança.
Caraca, viajando muito aqui.
Heraldo HB
Mas, de repente vi-me abduzido
• por fortes imagens de pessoas tão pequeninas cujos
sonhos foram roubados, aprisionados e até
exterminados quiçá para sempre.
Lágrimas inundaram minha mente.
Precisei em respeito, silenciar por um momento que
parecia eterno. Só voltando à tona com as palavras
finais vindas do fundo da sala mas parecendo um eco
do fundo da alma:
“ Pede licença ao tambor, entra na roda e depois
conversamos.” Jessica Castro.
Wellington de Moraes
Tocar com as palavras
imagem enviada por Luiz Fernando Pinto
Livro dos Rostos

Na atualidade, por onde se inscrevem nossas
narrativas?
Nossa vida no Livro dos Rostos, aonde mais?
Tempo para escutar, suportar o que está no
invisível, mas presente.
Testemunha.
Tramas
Por enquanto
Nosso percurso se faz no contágio; não é regido
por modelos prontos, não é feito à toa, mas
com atenção;
Atento à multiplicidade enxarcado da fala de
muitos, vem de um conhecimento situado,
cotidiano, dos pequenos gestos para fazer falar
um poeta e não um burocrata, a gentileza e não
a barbárie;
Ruma às bordas da periferia do pensamento,
aberto ao fora.
Por enquanto

Nosso percurso põe em questão esse modo de
vida que desnutre a vida, que isola a voz do
Homo Politicus, para uma produção em que as
escolhas possam caminhar na fratria com o
outro e não sobre o outro.
Tomar da palavra
Diante de uma plateia, a maioria desconhecida,
tremendo arrisquei pegar o microfone para
relatar o que vivo. Celeste Conceição
As vozes não podem parar.
Sejam nos porões marginais
Nas celas lotadas
Nas ruas tomadas
Calar não dá mais…
Fábio Augusto
Desafio: Mapa
Tensões: Novas Cartografias
Mapa

Mapa
Cartografar
Cuidados:
Cuidados:
• A cartografia não é um
• A cartografia é a construção
método pronto, reversão do
de um plano coletivo de
metá-hódos (caminho) em
forças,
hódos-metá (experimentação
• A cartografia trabalha com a
do pensamento), provisória e
dissolução do ponto de vista
parcial,
do observador,
• A cartografia é um
• Cartografar é habitar um
acompanhamento de
território existencial,
processos,
• Cartografar implica uma
• A atenção do cartógrafo não
política de narratividade,
busca um foco, é abertura ao
inesperado,
Para quê?

Para lutar pela diferença quando a igualdade
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Uma pequena parada: reflexões sobre encontros, processos e narrativas

  • 1. Uma pequena parada O que esses encontros andam causando em nós, nos nossos campos de atuação, o que estamos produzindo com isso? Como trazer para o corpo da escrita a riqueza dessa experiência e o que está por vir? E, o modo como estamos sustentando esse compromisso : presença, convivência, horário. Processos 1
  • 2. Como nos tornamos quem somos? O Viajante Pelas quebradas saiu Ulisses a enfrentar tormentas, perigos, mistérios do vasto mundo e segredos do caminho. O viajante reconstrói-se com o itinerário, se refaz, se reanima, se reafirma como ser humano e segue adiante. José Orlando
  • 3. E... Quem ficar esperando assunto e não olhar em volta está perdendo o mel da coisa. Adélia Prado Aulas, discussões, lanche amigo, coletivo quebradas, site, apresentações, exposições, territórios
  • 4. Inquiet'Ações A escrita que nos trama Rogéria Reis Música: plataforma de múltiplos saberes no ambiente escolar Juliana Barreto Do clube do Feijão à Ciranda de Oficinas Fábio Augusto Pedroza Conscientização social e política através da cultura Daniel Remilik Um acrobata entre o ritmo e a letra Babilak Bah
  • 5. Reinventemos Nós Reiventando a Escola- A vez e a voz dos jovens! Andressa Abraão Costa Minha Música é Meu Quilombo Ludi Um Narrativas de crianças e jovens: a poesia como ato de resistência e transformação social Fabiana Silva A Educação desmistificando o olhar da Matemática Luciana Andreia Roda: Zona Autônoma Transitória Carlo Alexandre Teixeira Silva
  • 7. Estranhas Criaturas Dividimos o mundo Entre terra e água. Pátrias, blocos e continentes. Inferno e paraíso. Humanos e não humanos. Amor e ódio. Centro e periferia. Positivo e negativo... ...Em nome do giro e translado dos planetas,tentamos medir a vida por conta da ilusão dos dias e das noites dada pela dança da terra. Viramos artistas-cientistas, descobrindo estrelas e criando poesia. Wellington de Moraes.
  • 8. Tensão • Polarizar o mundo transformando tudo em ou isso ou aquilo, nos faz perder a multiplicidade do entre. Do entre isso e aquilo. • ESCOLHA • ”O novo ponto de vista tem uma carga secreta de ruptura com o conforto, então incomoda, as vezes machuca...”Angelo Mello
  • 9. Campo de Forças Transformação TENSÃO Entre Intensidades Formas e Forças Cartografias Diferenças diferenças difeRenças difecrenças 9
  • 11. Ao meu lado senta a crise, não esperava encontra-la tão cedo. Estou com frio e não trouxe casaco. Por que a arte não está na lógica da utilidade? Ok. Descubro que faço inutilidades. Sirvo ao pensamento, ajo adquirindo conhecimento. Gosto desse vendedor de biscoito “costelinha com limão”. Lembro me que minha mãe sempre dizia que não existe “mais ou menos” ou é um ou é outro. Essa dualidade sempre me perseguiu, hoje não sei se estou bem ou mal. Mamãe que não me ouça, estou mais ou menos. Luiz Fernando Pinto
  • 12. Arte do equilibrista Caminhar no equilíbrio de um caminho que se sustenta numa tensão.
  • 14. Travessias • “O pensamento sente e o corpo pensa.” Os impulsos são vômitos aguados. Com o tempo o visível torna-se invisível e o que já é invisível vira o que? ... Enquanto Allan da Rosa falava, sentia cheiro de rosas, esgoto, sentia o vento, via os fios e as pipas dos meninos aqui na rua, lembrei das ruas alagadas no centro de N.I., dos butecos tocando forró, um misto de sensações. Como se as coisas tivessem alma. O estudo da alma do mundo…Janaína Tavares
  • 15. Não há lugar para a ingenuidade Na atualidade, qualquer tema não pode deixar de abordar sua inserção no contexto do neoliberalismo e seus efeitos nos modos de produção de subjetividades. Ou seja, como essa lógica do mercado atravessa nosso modo de sentir, de escolher, de perceber, de trabalhar, de viver, de morrer.
  • 16. Qualquer coisa Não aguento ser apenas um sujeito que abre portas, que puxa válvulas, que olha o relógio, que compra pão às 6 horas da tarde, que vai lá fora, que aponta lápis, que vê a uva etc.etc. Perdoai. Mas, eu preciso ser Outros. Manoel de Barros
  • 18. Linhas de fuga • Por isso, sugiro a todos os outros milhões e em breve bilhões de signatários do facebook, que peguem uma atiradeira nas mãos e estiquem o elástico com uma pequena pedra presa no couro e a lancem para bem longe. Sintam a força e a física real dessa metáfora. Carlo Alexandre
  • 19. Linhas de fuga Carnaval Meu gozo foi cerceado,lacrado no cimento da Sapucaí.Mas sou rebelde e não me dei por vencido.Malandro, escorreguei para a Lapa e para as ladeiras de Santa, me espalhei no centro do Bola Preta, até em Copacabana pulei com o meu Peru Cansado! Não quero mais que me roubem as mulatas roliças,o Bloco das Piranhas, o estigma do Clóvis! Meu samba é de rua e de preto, me respeitem se eu for ao seu salão! Denise Lima
  • 21. Chegança Quebrada E a Quebradas chegou no MAR, trazendo um mar de gente, de muitas cores, muitos saberes, muito teores e a aula era uma onda, uma onda sem fim tipo a fita de Moebius… E o diretor seguindo a não lógica do drible dos quebradeiros quebrou o protocolo.O DIRETOR SENTOU NA MESA!!!Sentou à mesa???
  • 22. Chegança Não, sentou na mesa e foi degustado como manjar e se lambuzou dos sabores nossos, ardentes , ardidos, convidou a Lígia e o Almícar e eles foram devorados por cada boca sedenta de cada quebradeiro que tem na guerra cotidiana como aliado os Neguinhos.
  • 23. Chegança Somos todos Marechais, né não MC???Que venha a próxima “aulaonda”, Pq esta já surfei Em baixo do teto do Japeri Alguém grita: PODE CHEGAR E na barca e no buzão também Somos todos chegados!!! Ludi Um
  • 24. É a guerra neguinho “ A gente tem que enfrentar essa guerra diariamente Saber que às vezes tá calor, às vezes faz frio Entender qual é o procedimento. Não se camuflar! Ir para frente É a guerra neguinho” MC Marechal
  • 25. O nós dos afetos O que nos amarra é o afeto. A capacidade de afetar e se deixar afetar. A capacidade de dar nós. Aninhar o outro estrangeiro, e que faz nascer as diferenças. Capacidade de se espantar.
  • 28. Afeto: sementeiras de corpo e tempo Tempo corpo 28
  • 29. Tempo / Presença ... Mas decidi ontem gerir meu tempo e minha vida de maneira que eu me permita ir além do que um dia me oferece. Deixar emergir o que está no meu profundo, as feridas e as chagas do meu próximo, tendo-as como tão minhas. Mesmo sabendo que sempre me restará pouco tempo e apesar das insuficientes 24 horas. Juliana Barreto
  • 30. Que corpos são esses? Que liberdade foi aquela?O que foi visto no palco? O que foi imaginado? Que cores são possíveis em nossa imaginação? O que afinal as Danças de Rua estão fazendo naquele lugar iluminado, os grandes palcos do mundo? Com esses [des-]pressupostos artísticos, será que algum quebradeiro seria capaz de trocar comigo? Xandu
  • 31. Fazer corpo • Pensar com a pele • Ouvir com os olhos • Comer com as mãos • Sentir com os ouvidos • Tocar com a boca • e de novo misturar em novas combinações.
  • 33. Quem fala em mim? • Micropolíticas “A questão micropolítica é a de como reproduzimos (ou não) os modos de subjetividade dominante.” (Guattari, 1986). • Desengessar. • Desviar. • Deriva.
  • 34. Dúvida respiradouro “ Constato que o que faz o mundo evoluir não é a crença, a certeza e sim a dúvida!” Denise Lima Práticas de saúde, como práticas de ousadia, não só de conservação da vida, mas práticas de expansão. Atitude de espreita. 34
  • 35. Pancada / Toque • Mas o que é um SLAM DE POESIA? • - “Não é sarau?!” • Calma, sem sustos, please! ... Por Slam entendam “uma pancada”, ou seja, uma poesia capaz de tirar o público de seu lugar confortável como espectador __é preciso envolvê-lo! Xandu
  • 37. Trama por contágios Alô, Quebradeiros! Ainda tô me recuperando de tanta alegria que vocês me deram nessa 1a. aula da U.Q! Uma honra viver com vcs aquele encontro.Por tudo o que aprendi, de delicado e contundente, por todos os sorrisos, por toda poesia compartilhada e sobretudo pelo acolhimento quebradeiro, muito, muito obrigada. Desejo a vocês todos muitas viagens e que cada um descubra a sua Ítaca, o seu terreiro, a sua linguagem! Meu abraço, Martha Alkimin
  • 38. O cair de uma gota • Uma gota cai Por entre as pedras da vida. Que faz nascer um ramo de vida. Do galho quente do amor Um sonho ardia. Ardilosa gota, árvore da vida. Uma gota vai, sobe sem guarida. E desce molhando a flor. Lhe dando um gole de vida. Essa mesma flor se pergunta.
  • 39. Uma gota que vira mar • Se é comum o medo de ter medo. A gota da flor ao molhar o medo Esvanece a beleza da flor. Que perde as pétalas Como o pavão perde as plumas. Expandindo o seu absoluto pelo mundo. • Um poema construído coletivamente por: Angelo Mello, Fabiana da Silva, Fabio Augusto Pedroza, Karen Kristien, Marcio Rufino, Melenn Kerhoas, Tita Clemente, Andressa Abraão e Vitor Nascimento
  • 40. Narrativas que tecem o mundo Escrevo por gentileza da memória. José Paes de Lima citado por Janaína Tavares • Se a escrita protege do esquecimento. Fui pensar. Rute Casoy
  • 41. O arqueiro “...uma atiradeira e aquele gesto pode ser olhado como uma forma de olhar para trás e ver o que estou fazendo no agora- ou seja que venho me perdendo e me desumanizando ao me inscrever num odo de pertencimento e que vira captura...não só menos Pop e menos visível no mundo”. Carlo Alexandre
  • 42. Encantamento ...”Entendo que estas pessoas enraizadas nos seus contextos sintam fome de histórias. Do refresco das palavras voadoras”... Rute Casoy
  • 43. O Narrador Primeiro: que aula empolgante… Chapei. Segundo: esse tema da memória tá rebatendo direto na cabeça desde terça. E várias sacadas têm me vindo a partir disso, como o uso que as periferias do país fazem da memória pra também garantir laços de sobrevivência conjunta.
  • 44. O conta Dor O papel do contador de histórias é fundamental nisso.Me ocorreu uma viagem aqui de que talvez a diferença entre pobreza e miséria tivessem a ver com isso; a miséria é a pobreza sem história, sem fábula, logo sem raiz, sem pertencimento, sem esperança. Caraca, viajando muito aqui. Heraldo HB
  • 45. Mas, de repente vi-me abduzido • por fortes imagens de pessoas tão pequeninas cujos sonhos foram roubados, aprisionados e até exterminados quiçá para sempre. Lágrimas inundaram minha mente. Precisei em respeito, silenciar por um momento que parecia eterno. Só voltando à tona com as palavras finais vindas do fundo da sala mas parecendo um eco do fundo da alma: “ Pede licença ao tambor, entra na roda e depois conversamos.” Jessica Castro. Wellington de Moraes
  • 46. Tocar com as palavras imagem enviada por Luiz Fernando Pinto
  • 47. Livro dos Rostos Na atualidade, por onde se inscrevem nossas narrativas? Nossa vida no Livro dos Rostos, aonde mais? Tempo para escutar, suportar o que está no invisível, mas presente. Testemunha.
  • 49. Por enquanto Nosso percurso se faz no contágio; não é regido por modelos prontos, não é feito à toa, mas com atenção; Atento à multiplicidade enxarcado da fala de muitos, vem de um conhecimento situado, cotidiano, dos pequenos gestos para fazer falar um poeta e não um burocrata, a gentileza e não a barbárie; Ruma às bordas da periferia do pensamento, aberto ao fora.
  • 50. Por enquanto Nosso percurso põe em questão esse modo de vida que desnutre a vida, que isola a voz do Homo Politicus, para uma produção em que as escolhas possam caminhar na fratria com o outro e não sobre o outro.
  • 51. Tomar da palavra Diante de uma plateia, a maioria desconhecida, tremendo arrisquei pegar o microfone para relatar o que vivo. Celeste Conceição As vozes não podem parar. Sejam nos porões marginais Nas celas lotadas Nas ruas tomadas Calar não dá mais… Fábio Augusto
  • 54. Cartografar Cuidados: Cuidados: • A cartografia não é um • A cartografia é a construção método pronto, reversão do de um plano coletivo de metá-hódos (caminho) em forças, hódos-metá (experimentação • A cartografia trabalha com a do pensamento), provisória e dissolução do ponto de vista parcial, do observador, • A cartografia é um • Cartografar é habitar um acompanhamento de território existencial, processos, • Cartografar implica uma • A atenção do cartógrafo não política de narratividade, busca um foco, é abertura ao inesperado,
  • 55. Para quê? Para lutar pela diferença quando a igualdade apaga a singularidade, E lutar pela igualdade quando a diferença insulta. Boaventura Santos
  • 56. Fazer mundo e se fazer 56