Universidade das QuebradasLinguagem e Expressão
http://www.youtube.com/watch?v=mFFtEumVPPc&feature=shareUniversidade das QuebradasLinguagem e Expressão
“Senti uma emoção que nunca tinha sentidoantes. Foi a primeira vez que vi uma orquestraao vivo e adorei. Agora vou procura...
https://www.youtube.com/watch?v=8C3OiX08IkcUniversidade das QuebradasLinguagem e Expressão
Dando um exemploQuem diz isso cai num raciocínio elitista segundo o qual“o povo” não precisa de certas coisas, que seriam ...
Por mais egoístas que consideremos os seres humanos, existem claramentecertos princípios em sua natureza que os levam a te...
Entrevista com José Outeiral, autor do livro “Ensaios sobre amaldade”.Revista O Globo - Quais são as questões que você dis...
A condescendência com que os brasileiros têm convivido com a corrupçãonão é propriamente algo que fale bem de nosso caráte...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Quebradas (aula 07 de maio 2013)

1.034 visualizações

Publicada em

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
1.034
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
748
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
2
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Quebradas (aula 07 de maio 2013)

  1. 1. Universidade das QuebradasLinguagem e Expressão
  2. 2. http://www.youtube.com/watch?v=mFFtEumVPPc&feature=shareUniversidade das QuebradasLinguagem e Expressão
  3. 3. “Senti uma emoção que nunca tinha sentidoantes. Foi a primeira vez que vi uma orquestraao vivo e adorei. Agora vou procurar sempreir. Tirei várias fotos para dividir esse momentocom a minha família.”Edna Costa, em post sobre o 9º Ensaio Aberto daOrquestra Petrobras SinfônicaUniversidade das QuebradasLinguagem e Expressão
  4. 4. https://www.youtube.com/watch?v=8C3OiX08IkcUniversidade das QuebradasLinguagem e Expressão
  5. 5. Dando um exemploQuem diz isso cai num raciocínio elitista segundo o qual“o povo” não precisa de certas coisas, que seriam “muitofinas”, “eruditas”. “O povo”, como qualquer outra classesocial, tem direito a todos os níveis da experiênciahumana. Isso ficou provado na Venezuela (antes docoronel Chávez) quando se começou um movimento deeducação musical voltado para as classes mais humildes.Dali surgiram realidades notáveis como a OrquestraSimon Bolivar e seu carismático maestro GustavoDudamel, hoje titular da Sinfônica de Los Angeles.(O Globo, 05/05/13)Universidade das QuebradasLinguagem e Expressão
  6. 6. Por mais egoístas que consideremos os seres humanos, existem claramentecertos princípios em sua natureza que os levam a ter participação no destinodos outros, e para eles fazem mesmo a felicidade destes outros ser umanecessidade, embora não tirem disso nenhuma outra vantagem a não ser oprazer de testemunhar. Um princípio desta espécie é a piedade ou a compaixão,o sentimento que experimentamos pela miséria de outros logo que a vejamos,ou logo que nos seja descrita vivamente de modo que possamos senti-la. O fatode muitas vezes sentirmos desgosto porque outras pessoas estão cheias dedesgosto é uma realidade por demais patente para que precisemos deexemplos para prová-la; pois este sentimento, como todos os outros afetosprimitivos do ser humano, não está de forma alguma restrito aos virtuosos eaos que têm sentimentos humanos, embora talvez estes o possam viver commais sensibilidade, mas até mesmo a pessoa mais grosseira, o desprezadormais endurecido das leis da comunidade não está inteiramente desprovidodeste sentimento.Adam Smith. Teoria dos sentimentos morais.Universidade das QuebradasLinguagem e Expressão
  7. 7. Entrevista com José Outeiral, autor do livro “Ensaios sobre amaldade”.Revista O Globo - Quais são as questões que você discutenesses ensaios sobre a maldade?José Outeiral - A primeira questão está na banalização daviolência. O que a filósofa alemã Hannah Arendt diz é que aviolência age de tal forma no ser humano, que não deixaregistro simbólico, não sustenta a memória. Fica um registroquase sensorial, uma angústia difusa. Tanto que a palavragenocídio só surge na Segunda Guerra. Antes, os turcosaniquilaram os armênios e praticamente não restoumemória dessa barbárie. O avanço da tecnologia de guerrasurge em paralelo com a destruição traumática da memória.É por isso que o Museu do Holocausto é necessário, paraque torne isso vivo, para que não se esqueça. Algosemelhante ocorre com jovens brasileiros que vivem sóviolência e barbárie. Viver é não viver, não existir e nãopensar.(Revista O Globo - 25/06/06)Universidade das QuebradasLinguagem e Expressão
  8. 8. A condescendência com que os brasileiros têm convivido com a corrupçãonão é propriamente algo que fale bem de nosso caráter. Conviver econdescender com a corrupção não é, contudo, praticá-la, como queria umlíder empresarial que assegurava sermos todos corruptos.Somos mesmo?Um rápido olhar sobre nossas práticas cotidianas registra a amplitude e aprofundidade da corrupção, em várias intensidades. Há a pequena corrupção,cotidiana e muito difundida. É, por exemplo, a da secretária da repartiçãopública que engorda seu salário datilografando trabalhos “para fora”,utilizando máquina, papel e tempo que deveriam servir à instituição. Oschefes justificam esses pequenos desvios com a alegação de que os saláriospúblicos são baixos. Assim, estabelece-se um pacto: o chefe não luta pormelhores salários de seus funcionários, enquanto estes, por sua vez, não“funcionam”. O outro exemplo é o do policial que entra na padaria do bairroem que faz ronda e toma de graça um café com coxinha. Em troca, garanteproteção extra ao estabelecimento comercial, o que inclui, eventualmente, aliquidação física de algum ladrão pé-de-chinelo.PINSKY, Jaime/ELUF, Luzia Nagib. Brasileiro(a) é assim mesmo. Ed. Contexto.Universidade das QuebradasLinguagem e Expressão

×