Indivíduo e sociedade

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Resumo do conteúdo Individualismo e Coletividade.

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Indivíduo e sociedade

  1. 1. As relações entre indivíduos e a sociedade
  2. 2. Marx, os indivíduos e as classessociais. Os indivíduos devem ser analisados de acordo com o contexto de suas condições e situações sociais, já que produzem sua existência em grupo. Os indivíduos construíram sua história e sua existência no grupo social. A relação entre o trabalhador e empresário, não é apenas entre indivíduos, mas também entre as classes sociais: a operária e a burguesia. O Estado aparece para tentar reduzir o conflito, criando leis que, segundo Marx, normalmente são a favor dos capitalistas.
  3. 3. O foco da teoria de Marx está nas classes sociais, embora oindivíduo também esteja presente. Isso fica claro quandoMarx afirma que os seres humanos constroem sua história,mas não da maneira que querem, pois existem situaçõesanteriores que condicionam o modo como ocorre aconstrução.
  4. 4. Existem condicionantes estruturais que levam o indivíduo, osgrupos e as classes para determinados caminhos; mas todos têmcapacidade de reagir a esses condicionamentos e até mesmotransformá-los.A chave para compreender a vida social contemporânea está naluta de classes, que se desenvolve à medida que homens emulheres procuram satisfazer suas necessidades, “oriundas doestômago ou da fantasia”.
  5. 5. Émile Durkheim, as instituições e osindivíduos Fundador da escola francesa de sociologia, para Durkheim a sociedade sempre prevalece sobre o indivíduo, dispondo de certas regras, normas, costumes e leis que asseguram sua perpetuação. Essas regras e leis independem do indivíduo e pairam acima de todos, formando uma consciência coletiva que dá sentido de integração entre os membros da sociedade. As regras são toda crença e todo comportamento instituído pela coletividade.
  6. 6. Diferença entre Durkheim e Marx Marx vê a contradição e o conflito como elementos essenciais da sociedade. Durkheim coloca a ênfase na coesão, integração e mantenção da sociedade. Para Durkheim o conflito existe basicamente pela anomia, isto é, pela ausência ou insuficiência da normatização das relações sociais, ou por falta de instituições que regulamentem essas relações.
  7. 7. Durkheim considera o processo de socialização um fato socialamplo, que dissemina as normas e valores gerais da sociedade- fundamentais para a socialização das crianças – e assegura adifusão de ideais que formam um conjunto homogêneo,fazendo com que a comunidade permaneça integrada e seperpetue no tempo.
  8. 8. Max Weber, o indivíduo e a ação social Tem como preocupação central compreender o indivíduo e suas ações. Por que as pessoas tomam determinadas decisões? Quais são as razões para seus atos? Partindo do indivíduo e suas ações pretende compreender a sociedade como um todo. Seu conceito básico é o de ação social , entendida como ato de se comunicar , de se relacionar tendo alguma orientação quanto às ações dos outros. “Outros”: 1 indivíduo, vários, indeterminados e a desconhecidos.
  9. 9. Ação homogêneaPara Weber a ação social não é idêntica a ação homogênea demuitos indivíduos.Exemplo: quando estão caminhando na rua e começa chover ,muitas pessoas abrem seus guarda-chuvas ao mesmo tempo.A ação de cada indivíduo não está orientada pela dos demais,mas sim pela necessidade de proteger-se da chuva.
  10. 10. Ação influenciadaOcorre muito frequentemente nos chamados fenômenos demassa. Quando há uma grande aglomeração , estes ageminfluenciados por comportamentos grupais, isto é, fazemdeterminadas coisas porque todos estão fazendo.
  11. 11. Agrupamento das ações Weber agrupou as ações individuais em quatro grandes tipos: Ação tradicional: “eu sempre fiz assim”; “lá em casa sempre se faz desse jeito”. Ação afetiva: “tudo pelo prazer”; “o principal é viver o momento”. Ação racional com relação a valores: “eu acredito que minha missão na Terra é fazer isso”; “o fundamental é que nossa causa seja vitoriosa”. Ação racional com relação a fins: “se eu fizer isso ou aquilo, pode acontecer tal ou qual coisa;”; “então vamos ver qual é a melhor alternativa”.
  12. 12. Tipos ideais Os indivíduos quando agem no cotidiano, mesclam alguns ou vários tipos de ação social. São tipos ideais: construções teóricas utilizadas pelo sociólogo para analisar a realidade. Para Weber, ao contrário do que defendo Durkheim, as normas, os costumes e as regras sociais não são algo externo ao indivíduo, mas estão internalizados, e, com base no que traz dentro de si, o indivíduo escolhe condutas e comportamentos, dependendo das situações que lhe são apresentadas.
  13. 13. Resumindo...indivíduo e sociedade As relações sociais consistem na probabilidade de que se aja socialmente com determinado sentido, sempre numa perspectiva de reciprocidade por parte dos outros. Marx: o foco recai sobre os indivíduos inseridos nas classes sociais. Durkheim: o fundamental é a sociedade e a integração dos indivíduos nela. Weber: o indivíduos e suas ações são os elementos constitutivos da sociedade.
  14. 14. Norbert Elias:a sociedade dos indivíduos. Conceito de configuração/figuração (Norbert Elias): não existe separação entre indivíduo e sociedade. Só é possível trabalhar, estudar e divertir-se em uma sociedade que tenha história, cultura e educação, e não isoladamente. Tudo deve ser entendido de acordo com o contexto; caso contrário, perdem-se a dinâmica da realidade e o poder de entendimento.
  15. 15. Conceito de Habitus: Pierre Bourdieu O conceito de habitus liga o pensamento de Norbert Elias e Pierre Bourdieu. Para Elias, habitus é algo como uma segunda natureza, um saber social incorporado durante nossa vida em sociedade. É algo que muda constantemente mas não rapidamente, há equilíbrio entre continuidade e mudança.
  16. 16. Para Bourdieu habitus é o que articula práticas cotidianas - avida concreta dos indivíduos – com as condições de classe dedeterminada sociedade, ou seja, a conduta dos indivíduos e asestruturas mais amplas. Fundem-se as condições objetivas esubjetivas.
  17. 17. Primário, secundário e individual. Para Bourdieu, o habitus é estruturado por meio das instituições de socialização dos agentes (a família e a escola), ao que ele denomina habitus primário, por isso mais duradouro mas não congelado no tempo. A medida que se relaciona com pessoas de outros universos de vida, o indivíduo desenvolve um habitus secundário. Vai construindo um habitus individual conforme agrega experiências continuamente. Se modifica sem perder suas marcas de origem, de seu grupo familiar ou da classe na qual nasceu.
  18. 18. BibliografiaTOMAZI, Nelson Dazio. Sociologia para o ensino médio. 2ed. São Paulo: Editora Saraiva, 2010.

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