Brincando se aprende 1o ao 5o apostila

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Teoria do curso de metodologia de ensino em Língua Inglesa com foco em técnicas lúdicas (1o ao 5o anos). Por favor, dê crédito para quem fez a pesquisa...

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Brincando se aprende 1o ao 5o apostila

  1. 1. 0800 725 3536distribuiçãogratuitaPatrícia Bertachini Talhariptalhari@positivo.com.brhttp://www.portalpositivo.com.br/spe/linguainglesahttp://www.portalpositivo.com.br/spe/linguaespanholaTécnicas Lúdicas no Contato com a Língua Estrangeira: ébrincando que se aprendeO jogo é um instrumento pedagógico que permite ao professor ser umorientador estratégico, incentivador e avaliador da aprendizagem, mais doque “detentor” do saber.Estecursobuscailustraropapeldastécnicaslúdicasnoensino/aprendizagemde Línguas Estrangeiras, privilegiando a construção de conhecimento porparte do aluno.Além da necessária fundamentação teórica, serão apresentadas sugestõesde dinâmicas aplicadas ao Livro Integrado Positivo, as quais possibilitarãoao professor a simulação de situações de uso, internalização e avaliação daLíngua Estrangeira em um entorno acolhedor.Programa deCursos 2009Ensino Fundamental ILÍNGUASESTRANGEIRAS
  2. 2. Caro(a) Educador(a):A escola é um espaço, por excelência, detransformações,depessoas,deprocessose saberes. É incessante e permanente omovimento de produção do novo em cadasujeito e conseqüentemente no seu ofíciopedagógico.Énesteconstanteviraserqueconvidamosos nossos parceiros a novas leituras,novos fazeres, novas construções noPrograma de Cursos 2009.Os cursos que aqui se apresentam foramplanejados com vistas a dinamizar ossaberes entre as áreas do conhecimentoe os diferentes profissionais da educação,na construção de práticas cada vez maisqualitativas junto a operacionalizaçãodo Sistema Positivo de Ensino - SPE,em todos os seus elementos: o LivroDidático Integrado, O Portal Positivo e oCD- ROM.Os diálogos, presentes neste cenáriode encontros em 2009, provavelmenteestarão sintonizados com os anseiosatuais de uma sociedade que busca, nasinterações de espaços formativos comoas escolas, promover diversificadasperspectivas sociais, culturais, cognitivase cidadãs.Participe desse movimento de se fazernovo na dialética do presente.Acedriana Vicente SandiDiretora PedagógicaNeste material, entregue no momento da realiza-ção do Programa de Cursos Positivo 2009, estácontida a apresentação da Proposta Pedagógicado SPE e dos Livros Integrados Positivo da áreade Línguas. Também será apresentado um apro-fundamento didático-metodológico da propostapedagógica que norteia o trabalho com os LivrosIntegrados Positivo e com o Portal Positivo.A seguir, conheça a equipe de assessoria de áreade Língua Portuguesa e Línguas Estrangeiras:Compõem a equipe de assessoria desta área:Coordenação da área:Climene Fáverocfavero@positivo.com.brAssessoria do Ensino Fundamental I:Cristiana Monteirocmonteiro@positivo.com.brMaria Otília Wandresenmwandresen@positivo.com.brAssessoria de Língua Portuguesa - Ensino Fun-damental e Ensino Médio:Robson Luiz Rodrigues de Limarlima@positivo.com.brRosemara Custódio Vicentervicente@positivo.com.brVanessa H. da Fonsecavfonseca@positivo.com.brVera de A. S. Ferronatovferronato@positivo.com.brAssessoria de Línguas Estrangeiras – EnsinoFundamental e Ensino Médio:Marcos Silvamdsilva@positivo.com.brPatrícia B. Talhariptalhari@positivo.com.brFALE CONOSCO0800 725 3536
  3. 3. Programa de Cursos 2009 - Língua Portuguesa - 3INTRODUÇÃOBrincar com crianças não é perder tempo,é ganhá-lo; se é triste ver meninos semescola, mais triste ainda é vê-los sentadosenfileirados em salas sem ar, com exercí-cios estéreis, sem valor para a formaçãodo homem.(Carlos Drummond de Andrade) A inclusão de Línguas Estrangeirasnas séries iniciais do Ensino Fundamentalé uma ocorrência nova no contexto escolarbrasileiro. Grande parte da fundamentaçãoteórica, e mesmo as práticas de ensino deLínguas Estrangeiras, a partir de agoraLE, são concebidas considerando-se queo aprendiz esteja no 6.º ano (5.ª série).Assim, o trabalho com o idioma estrangeironos anos iniciais do Ensino Fundamentalsuscita uma série de indagações parao professor: É possível a aprendizagemsignificativa de LE nessa etapa? É omomento ideal para ensinar uma LE? Comoconduzi-la e avaliá-la? O trabalho comoutro idioma concomitante à alfabetizaçãoem língua materna não causará conflitosde aprendizagem? É fato que muitas crianças têmcontato com o idioma estrangeiro naEducação Infantil. Entretanto, é de sensocomum que essa aula funcione mais comoum recreio, um espaço de brincadeira doque como construção do conhecimento. Taljulgamento de pais e, por vezes educadores,pode ser limitado; ainda assim, não é falso:a criança tem a necessidade de brincar.O que se esquece é que, brincando, elaaprende.BRINCANDO É QUE SE APRENDE Mais pela facilidade de memorizaçãodo que pela estética, a literatura, pormuito tempo, foi expressa somente pormeio da poesia, que é a brincadeira coma língua, seus sons, ritmos e significados.Ou seja, desde a Antiguidade, intuitivaou conscientemente, o homem utiliza ojogo para ativar processos mentais, comoa memória, o raciocínio, a percepçãoespacial, a criatividade, a imaginação, ainterpretação, o levantamento de hipóteses,a autonomia. O brincar, uma aparente pausa nosafazeres cotidianos, é, na verdade, umanecessidade psíquica. Segundo JohanHuizinga (2007), o lúdico é inerente aopensamento, transcende a si mesmo,ultrapassa o fisiológico ou o psicológico.Embora, à primeira vista, não tenha lugarna cultura, organiza os saberes, desde odireito à ciência, passando pelo comércioe a arte. Suas bases são as mesmas queorientam a coexistência social, uma vez quesem o respeito à ordem, à determinação detempo, espaço e regras, não há jogo, nemconvívio civilizado. Até mesmo a satisfaçãode vencer uma competição transfere-serapidamente do indivíduo para o grupo,fortalecendo sua relação. Antes de pensar em alcançar metasou satisfazer desejos, a criança conheceo mundo por meio da brincadeira. Aoreconhecer esse fato, o professor poderáorganizar sua orientação de construçãodo conhecimento sistêmico. Paulo Nunesde Almeida (2003) comenta que, desdea Antiguidade, educadores consideramo jogo um modo atraente de apresentarproblemas que podem ser solucionadospelas crianças, de acordo com seu graude desenvolvimento. Já no século XVII, evidenciou-seque só se aprende por meio de umaconquista ativa e que, nesse processo, ojogo é uma etapa indispensável para que acriança estabeleça relação com o trabalho,entendido em sentido amplo. Piagetcorrobora a constatação, explicando queao brincar – e somente assim – as criançasassimilam as realidades intelectivas e oconhecimento historicamente constituído,
  4. 4. Programa de Cursos 2009 - Língua Portuguesa - 4ativando o funcionamento neurológico:“Os métodos de educação das criançasexigem que se forneça às crianças ummaterial conveniente, a fim de que, jogando,elas cheguem a assimilar as realidadesintelectuais que sem isso permanecemexteriores à inteligência infantil” (PIAGET,in ALMEIDA, 2003, p. 25). Além disso, por meio do jogo oprofessor pode trabalhar a ansiedade,estabelecer limites e regras decomportamento, incutir autoconfiança,desenvolver a autonomia, a atençãoe a concentração, contribuindo para aorganização da disciplina do grupo e o bomandamento das atividades.O JOGO E A APRENDIZAGEM DELÍNGUA ESTRANGEIRA Para Vygotsky (in CASTORINA,2001), a aprendizagem começa nomomento em que temos o primeiro contatocom o outro e continua, em um movimentoespiral que se aprofunda, por toda avida. Muito antes de iniciar o processode escolarização, a criança já construiu,por meio do contato com a família e acomunidade, um acervo de conhecimentoespontâneo. A função da escola será a decotejar tais conceitos com os científicos,sistematizando a aprendizagem, parapreparar o indivíduo para as ocasiões deaplicação do conhecimento sistêmico. Ao se deparar com um desafioque exija mais do que seu conhecimentoatual, o indivíduo dá início a uma série deoperações mentais que ampliarão nãosó seus conhecimentos, mas também acapacidade de construí-los. De acordo comCelso Antunes (ANTUNES, 2001, p. 23), osesforços do professor devem se concentrarem ensinar a aprender, mais do que nasimples apresentação de conteúdos. Eleconsidera as habilidades operatórias comouma ferramenta indispensável para que osalunos construam o conhecimento formal.Quando o professor apenas explica umconteúdo, impede o aluno de levantarhipóteses para solucionar problemas. Aexplanação não oferece desafio. Já, quandoensina o estudante a usar habilidadespara vencer um desafio, o docenteinstiga a inteligência e a aprendizagemsignificativa. Em outras palavras, a aprendizagemdepende fundamentalmente de experiênciasconcretas, em que a criança precise agir,utilizando determinadas habilidades.Tomemos como exemplo a aquisição da fala:a criança aprende a falar ao mesmo tempoque descobre o mundo. Sem que ninguéma ensine a formar frases com sujeito, verboe complemento, o indivíduo constrói o seuconhecimento de gramática, compreendidacomo as regras de funcionamento dalíngua, à medida que a ouve: exerce acompetência comunicativa quando precisase comunicar. A criança chega, então, ao EnsinoFundamental dominando o uso da línguamaterna, em um registro adequado à suaidade e ás suas relações sociais, e ampliaráesse conhecimento, sendo apresentada,gradativamente, ao registro formal. Nessaidade, começa também a desenvolvera habilidade de solucionar problemasconcretos e a lidar com conceitos abstratos,como os números e a percepção dooutro. Isso acontece, segundo comentaCelsoAntunes(1998),emsuasconsideraçõessobre desenvolvimento cognitivo, não pormeio de uma, mas por várias inteligências,asquedevemsofrerosestímulosadequadospara que a aprendizagem, como operaçãoneural, efetue-se de maneira significativa.Tanto as inteligências como as habilidadesapresentam um período mais propícioa seu desenvolvimento, a “janela” dasoportunidades. Observe os exemplos noquadro comparativo entre as inteligênciasmúltiplas, propostas por Gardner, eprocedimentos que as trabalham:
  5. 5. Programa de Cursos 2009 - Língua Portuguesa - 5 Ressalte-se que essas sãoorientações; não são regras: há muitasvariáveis a serem consideradas. Dequalquer modo, o quadro responde algumasdas indagações referentes ao ensino de LEno Ensino Fundamental: nesse período,a interação linguística da qual a criançaparticipa proporciona a maioria dosdados no processo de desenvolvimento.As estruturas neurais do cérebro, quecorrespondem aos conceitos que vão sendoaprendidos, são associadas às estruturasneurais que correspondem às formas dalíngua. É quando as crianças devem serexpostas a vocabulário novo, a participarde conversas, a construir imagens compalavras e aprender uma LE. Nesse ponto, é necessário fazer adistinção entre aquisição e aprendizagemde língua: para Krashen (1988), a aquisiçãoAdaptado de ANTUNES, 1998, p. 12
  6. 6. Programa de Cursos 2009 - Língua Portuguesa - 6de uma língua (materna ou estrangeira) é umprocesso inconsciente. Já a aprendizagem,em que regras de funcionamento do idiomaestrangeiro são assimiladas e observadas,é um procedimento consciente. O idealseria proceder à aquisição da LE, pormeio da exposição da maior quantidade deinsumos verbais possível, junto à exigênciada resposta. Nesse processo, as regras defuncionamento da língua são observadase internalizadas, sem a necessidade deperfeição ou sistematização da forma. É razoável supor que, se a criançaadquiriu a língua materna por meio dainteração social, a aprendizagem da LEpode ser aproximada da aquisição, ou seja,o professor pode usar ao máximo a língua,privilegiar a resposta aos comandos orais,num contexto em que a aprendizagem“simulará” a aquisição. A proficiêncialinguísticanãodependerádeconhecimentosformais, mas, sim, da habilidade construídapor meio de experiências concretas. Maistarde, se processará a aprendizagem, combase na sistematização que foi adquirida.Desse modo pode-se, nas séries iniciaisda Educação Fundamental, conduzir a“aprendizagem-aquisição” por meio doprincipal modo de assimilação da realidadeda criança: o jogo. Brincando, a criançainternaliza as diferentes linguagens e osprocessos de construção do conhecimentosocial e sistêmico, individual e coletivo,desenvolvendo competências linguísticasnecessárias para o exercício de funçõessociais. Ao envolver-se em representaçõessimbólicas de ações sociais de seucotidiano, a criança ensaia papéis,adquire conhecimentos (também na LE) edesenvolve atitudes que necessárias parasua participação naquela situação social.Cabe ressaltar que, além de alcançarobjetivos linguísticos, o aluno que segueregras, participa de uma competição sadiae administra os conflitos que aparecemna consecução da brincadeira exercitaatitudes que contribuem para sua formaçãode indivíduo crítico e reflexivo, tolerante àsdiferenças. Acrescente-se também que umambiente lúdico diminui significativamentea ansiedade, conhecida também comoFiltro Afetivo, de acordo com a teoria deKrashen (1988). Sem se sentirem exigidose isolados em seus esforços, os alunossentem a necessidade de se expressarpara vencer desafios que exijam o uso dalíngua.Aeducaçãolúdicaestádistantedaconcepçãoingênua de passatempo, brincadeira vulgar,diversão superficial. Ela é uma ação inerentena criança, no adolescente, no jovem eno adulto e aparece sempre como umaforma transacional em direção a algumconhecimento, que se redefine na elaboraçãoconstante do pensamento individual empermutações com o pensamento coletivo.(ALMEIDA, p. 13). Para que a atividade lúdica nãoseja confundida com simples recreação,desvinculada da aula de LE, é necessárioestabelecer objetivos condizentes com ascompetências e habilidades que se querque a criança desenvolva. Desse modo,temos que nos apropriar do conceito detrabalho-jogo, defendido por CelestinFreinet:(...) a criança deve dedicar-se ao trabalhocomo se ele fosse um jogo (satisfaçãoe prazer), mas nunca ao jogo (...),simplesmente pelo fato de jogar. (...) Se (...)no momento adequado, a criança dedicar-seaos trabalhos-jogos, (...) se dele a criançaretirar as mais delicadas e mais calorosasfruições, o jogo então guardará para ela ovalor acidental de substituto de relaxamento,do prazer, mas a função trabalho é que (...)lhe dará harmonia e equilíbrio, que suscitaráuma nova concepção das relações sociais.(FREINET, in ALMEIDA, 2003, p. 27/28)
  7. 7. Programa de Cursos 2009 - Língua Portuguesa - 7 Apesar da necessidade de trabalharcom imagens ao apresentar vocabulárioreferente ao concreto, o professor quepropõe o trabalho-jogo não precisaconfeccionar nem comprar materiais caros:nem figuras, nem os jogos em si devemser sofisticados, o que esvaziaria o jogode seu caráter cognitivo: “muitos jogosganham uma motivação especial quando acriança os confecciona” (LOPES, p. 25). Obrinquedo deve representar o pensamento,as relações sociais. Portanto, a funçãodo docente que sugere a brincadeira éselecionar o apropriado e estimulantepara o desenvolvimento cognitivo e sociale orientar a criança na consecução dotrabalho-jogo, sem se esquecer de chamar-lhe a atenção para o objetivo da tarefa.Durante a condução do trabalho, éindispensável que o docente considere o“erro” como um passo para a aprendizagem,e não algo a ser punido. Portanto, casoos jogos valham pontos, estes devem serganhos por acertos, nunca perdidos porerros.CONDUZINDO O ENSINO DE LE NAEDUCAÇÃO DO ENSINO FUNDAMENTALI (1.º A 5.º ANO) Como vimos, no contexto escolar nãose pode proceder à aquisição, no sentidodo termo. Ela só ocorre quando o indivíduoestá totalmente imerso na LE. Entretanto,podemos simulá-la, na medida do possível.Para tanto, deve-se expor a criança a umagrande quantidade de insumos orais evisuais, solicitando-se seu desempenho(oral, pictórico) em situações de uso doidioma, para, somente mais adiante, apartir da 5.ª série (6.º ano), introduzir-sea aprendizagem propriamente dita de LE,por meio de reflexões metalinguísticas esistematização da norma. Nosso Livro Integrado prevê essaintrodução da criança no universo linguísticoda LE, por meio da aquisição e ampliaçãode vocabulário, bem como da familiarizaçãode noções gramaticais características doidioma estrangeiro. Para que isso suceda,o professor deve concentrar o trabalhopedagógico – incluindo a avaliação – nessaconstrução do “acervo” que servirá comobase para a sistematização da LE, maisadiante, no Ensino Fundamental II. A competência gramatical, comoa ordem das palavras na construção defrases na língua-alvo, será desenvolvidaindutivamente, na medida em que se façanecessária, sem utilização de nomenclaturatécnica. Não deve haver a preocupação deseguir uma sequência de conteúdo, mas,sim, de familiarizar a criança com aqueleproposto. Sua internalização e revisãose farão por meio do trabalho-jogo. Essedesenvolverá as diferentes inteligências,fazendo com que estruturas e vocabuláriosejam “guardados” na memória de longoprazo. Todas as atividades propostasneste artigo, no Livro Integrado ePortal Positivo podem ser adaptadas,reorganizadas, repetidas e trabalhadasde outras formas, além das sugeridas,e não necessariamente nos anos/sériesindicados. Estes procedimentos de caráterlúdico não pretendem ser uma coletâneade receitas, mas, sim, “sementes” que oprofessor fará crescer.1.º ANO (NÍVEL III) No 1.º ano, o ensino de LE temseu foco na oralidade. A “simulação”da aquisição, ou nossa “aprendizagem-aquisição”, ocorrerá pela “contaminação” devocabulário e estruturas da LE, por meio doinsumo verbal oral, principalmente canções,e de elementos visuais. Associa-se apalavra escrita ao aspecto gráfico e sons,mas não se exige leitura ou produçãoescrita.
  8. 8. Programa de Cursos 2009 - Língua Portuguesa - 8 A principal forma de avaliação deveser a observância constante da resposta aocomando oral, sem a utilização de testesformais de aproveitamento.Ressalte-se que o vocabulário pode serapresentado ou reforçado na exploraçãodo Pictionary; o uso das estruturaslinguísticas pode ser aprofundado emencaminhamentos metodológicos oupraticado no conteúdo multimídia, todosseções do Portal Positivo.Espera-se que o aluno:- cumprimente; apresente a si mesmo e apessoas da família – ver “cumprimentos”,“what’s your name?” e “cumprimentosem outros países”, em encaminhamentosmetodológicos, no Portal Positivo;- compreenda e execute ações;- apresente, quantifique (até cinco) – vernumbers, em encaminhamentos... – equalifique:• animais de estimação – ver “pets”,em encaminhamentos..., e sitesavaliados, no Portal;• brinquedos – ver “toys”, emencaminhamentos..., e sites avaliados,no Portal;• figuras geométricas;• frutas – ver fruits, em conteúdomultimídia e encaminhamentos...;• partes do rosto – ver “body”, emencaminhamentos...;- refira-se a emoções e elementos de quegosta;- localize objetos, animais e pessoasnos cômodos da casa – ver “Marcela’sbedroom”, em conteúdo multimídia.Comandos de sobrevivência –Surveillance requests Este é um modo de trabalhar aoralidade e se apropriar de estruturastípicas da LE, que exercita a inteligênciaintrapessoal, sonora e corporal-cinestésica,e deve ser incorporado a todas as aulas,durante o Ensino Fundamental I, a partirdo EF11-UT1. O professor apresenta um comandoa ser usado em sala de aula, como standup ou cut, demonstrando-o por meio demímica e/ou desenho, sem traduzi-lo.Solicita aos alunos que o repitam, pelomenos três vezes, marcando o ritmoestalando os dedos, batendo palmas ouos pés. Em seguida, usa o comando,para que os alunos o executem, como“open the book”. Caso algum aluno nãoo faça, demonstrar gentilmente o que seespera dele. As atividades da aula devemprosseguir normalmente. É importante que não sejamintroduzidas mais que duas estruturaspor aula, e que, uma vez apresentadas,o professor não utilize – nem responda –mais aquela expressão em português. Omesmo deve ser feito com as instruções dolivro, como match, circle, ou listen, repeat.Como avaliação ou revisão, o professorpode montar uma pequena coreografia ouum rap em que fala os comandos usadosno bimestre, enquanto os alunos fazem amímica correspondente. Pode-se proporum “siga o mestre” (Simon says) – ver em2.º ano –, também. Éinteressantemontarumquadrocomesses comandos e a figura correspondentee ir acrescentando as expressões à medidaque são trabalhadas.
  9. 9. Programa de Cursos 2009 - Língua Portuguesa - 9Cartaz de nomes – Names chart Levar três a quatro cartolinas, comtantas linhas quantos sejam os alunos, egravuras com atividades a serem feitas emsala de aula. A ideia é associar imagensaos nomes e ações às palavras escritas,desenvolvendo a inteligência visual,possibilitando a formação de esquemasmentais. Verificar, antes de proceder àatividade, com o professor de LínguaPortuguesa se os alunos já sabem escrevero próprio nome. Caso afirmativo, propor adinâmica, que funciona assim: o professorpergunta “What’s your name?” para oprimeiro aluno da sua direita. Caso elenão entenda, indicar seu próprio nome:“My name is ....”, apontando para você.Perguntar novamente: “And you, what isyour name?”. Fazer com que esse aluno perguntepara o seguinte, até que todos tenhamperguntado e respondido a essa pergunta.Solicitar que todos “write” – demonstrar noquadro, em letra de forma – o seu “name”do modo mais bonito, que se veja delonge. Pedir que, agora que escreveramno caderno, o façam a lápis, em umpapel sulfite. Orientá-los a pedir a cor dacaneta hidrográfica (ou pincel) em inglês.É importante indicar o tamanho que deveter o nome de cada um, para que depoiso “paste” na linha indicada. É interessanteque cada um faça um desenho ou tragauma foto que represente a si mesmo, paraassociá-la ao próprio nome. O professorescolherá a ordem dos nomes no quadro,seja alfabética, por “mapa” da sala, seja poroutro critério a combinar. O quadro podeser recoberto com papel contact, para termais durabilidade. O objetivo deste procedimento, alémde trabalhar oralmente as estruturas what’syour name (EF11-UT1), write, cut, paste, ascores e formas, é desenvolver a inteligênciainterpessoal, estabelecendo turnos detarefas, como a do show and tell (EF22-UT4), ou contar histórias, fazer mímicasou até mesmo ir ao banheiro. Neste últimocaso, deve-se estipular que se peça eminglês e que se respeite o número de vezesdeterminado pelo grupo. Cada vez queestiver na ocasião de alguém, o próprioaluno, depois de pedir permissão, colaráa gravura correspondente com um pedaçode fita adesiva ao lado de seu nome.
  10. 10. Programa de Cursos 2009 - Língua Portuguesa - 10 Para complementar, o professorpode acessar o Portal, na seção de“encaminhamentos metodológicos”, eseguir a atividade proposta para “what´syour name”, em que as crianças montarãosua história em quadrinhos.Emocionômetro – Emotionmeter O propósito desta atividade éestimular a inteligência interpessoal, alémde trabalhar os comandos cut, paste,color, as cores e formas. O professor deveintroduzir os adjetivos happy e sad (EF13-UT5) com a mímica correspondente. Nãoé necessário, nem indicado, traduzir. Em seguida, pode-se usar o quadrode nomes, incluindo uma coluna, ouconfeccionar um específico para indicaro estado de ânimo das crianças. Comose sugeriu anteriormente, é interessanterevesti-lo com papel contact, para maiordurabilidade.Bingo – Bingo Este jogo tradicional pode ser usadoem todo Ensino Fundamental I, a partirdo EF11-UT1, adaptado, para trabalhar,revisar e avaliar a aquisição de vocabulário,estimulando a compreensão oral, a respostaao comando, a inteligência linguística e aespacial. Sob orientação do professor, osalunos confeccionam cartelas de papelou papelão, que não deverão ter muitosespaços, desenhando ou colando figurasrelacionadas ao vocabulário previamentedefinido. Este momento será muitoprodutivo, uma vez que serão trabalhadosos comandos em inglês, como cortar (cut),colar (paste) e outros. Os “números” cantados deverão sergravuras semelhantes às das cartelas. Osmarcadores serão feijões, fichas, tampasde garrafa ou caneta ou similar. O professor deve pronunciar cadapalavra (uma fruta, por exemplo; ver EF14-UT7 ou EF32-UT5), ao mesmo tempo quemostra o desenho correspondente, paraque cada criança coloque o marcador emsua cartela, caso esta tenha a palavra“cantada”. Essas figuras podem ser retiradasdo próprio livro, como as disponíveis noEF3, OM. p. 05, ou no material de apoio(EF3, p.09), ou até mesmo no Pictionary. Os pontos podem ser contadospor fileira horizontal, vertical, diagonal oupor cartela cheia, dependendo do tempodisponível para a dinâmica. Esta pode seroutra função do cartaz de names: acumularpontuação. É importante determinar onúmero de rodadas e não estipular prêmios,já que ganhar, aqui, também depende de“sorte”. Exemplo de cartela (ou “pedras”)com figuras retiradas do Pictionary: Exemplos de comandos do professor(“números” cantados)Let’s mark the eye.Circle the knee.Put the coin on the mouth.Obs.:As partes do corpo são vistas noEF23-UT 6 e no EF33-UT9.
  11. 11. Programa de Cursos 2009 - Língua Portuguesa - 11Contando de 1 a 5 – Counting from 1 to 5 O professor vai transformar acontagem de 1 a 5 (EF12-UT4) em umacoreografia divertida, estimulando acompreensão oral, a atenção, a agilidade deresposta, a inteligência corporal-cinestésicae a lógico-matemática. Todos os alunos devem estar de pé,de maneira que possam ver o professor.Este estipulará um gesto para cada número,que poderá ser:1. Bater palmas (clap your hands);2. Esfregar a barriga (rub your bally);3. Duas mãos nas coxas (clap your handson your thighs);4.Dar uma “reboladinha” (move yourhips);5. Abrir os braços (spread your arms wideopen to show big). O professor conta de um a cinco,se possível com um ritmo, fazendo amímica correspondente. Os alunos têm queacompanhá-lo. Assim que consigam fazeros gestos, o professor só conta, enquantoos alunos fazem a “coreografia”.O pirulito sociável – Friendly lollypop O principal objetivo desta atividadeé desenvolver a inteligência interpessoal,demonstrando a necessidade do trabalhoem equipe. Junto a isso, trabalham-se oscomandos necessários para sua execução,além das noções espaciais e o conceito desweet (doce), que pode ser trabalhado noEF14-UT7 ou EF32-UT5. O professor deve levar um pirulitopara cada participante. É muito importanteacompanhar os comandos dos gestoscorrespondentes. Com a turma toda em círculo (oumais, caso sejam muitos), de pé, entrega-seum pirulito para cada participante, com ainstrução: “segurem o pirulito com a mãodireita, com o braço estendido (hold yourlollypop with you right hand). Explicar,em português, que não podem dobrar osbraços, apenas movê-los, estendidos. Primeiro solicita-se quedesembrulhem (unwrap) o pirulito, jána posição correta (braço estendido,segurando o pirulito e de pé, em círculo).Para isso, pode-se utilizar a mão esquerda.O professor recolhe os papéis e, emseguida, dá a seguinte orientação: “lick alollypop without move your arms”. Isso podeser explicado, em seguida, em português:“sem sair do lugar em que estão, todosdevem chupar o pirulito”! Aguardar até que alguém imaginecomo executar esta tarefa. A única opçãoé oferecer o pirulito para o colega do lado.Caso passe muito tempo e ninguém tomea iniciativa, demonstrar como fazê-locom um aluno, gentilmente. Assim,automaticamente, os demais irão oferecer opirulito que seguram a seu vizinho, e todospoderão desfrutar do doce. Encerra-se adinâmica. Cada um pode se sentar e continuarchupando, se quiser, o pirulito que lhe foioferecido. Este é um bom momento paratrabalhar a estrutura “do you like?” (EF24-UT7; EF33-UT8; EF42-UT4 ou EF52-UT7)e discutir a necessidade que temos do outropara alcançarmos algum objetivo.2.º ANO (1.ª SÉRIE) Nesta etapa a “aprendizagem-aquisição” ocorrerá pela “contaminação”de vocabulário e estruturas da LE, pormeio do insumo verbal oral e de elementos
  12. 12. Programa de Cursos 2009 - Língua Portuguesa - 12visuais. Apresenta-se a leitura no nível dapalavra, associando-a ao aspecto gráficoe ao som, mas não se exige produçãoescrita. A avaliação deve ser apreciativa,ou seja, considerando-se os acertos, nãose punindo os erros, centrada na eficáciada comunicação, e não na perfeição daforma. Não deve ser concentrada em umaocasião: todas as atividades podem servirde avaliação, que deve ser uma constante.Sua principal forma deve ser a observânciada resposta ao comando oral. Expandem-se os modos deapresentação. Espera-se que os alunosentendam e utilizem principalmente asestruturas “Hi, I’m (name)”, “What’s yourname?”; “(name) is in the (place”), “this ismy (object)”; “What color is it?”; “A (color)(object), please!”, “What is it?”, “It’s a (size)(animal/object)”, “How many (animals)?”,“(number) animals.”, “This is my (relative)”e “I (don’t) like (food)”, assim como osimperativos relacionados à atividadefísica. O vocabulário a ser trabalhadocompreende cumprimentos básicos, locaisda escola, objetos escolares, cores, animaisda fazenda, brinquedos, números de uma dez, noção de quantidade e tamanho,família, partes do corpo, alimentos e meiosde transporte. O professor pode encontrarencaminhamentos metodológicosreferentes a esses conteúdos no PortalPositivo. Basta digitar “encaminhamentos”,no campo da busca. Assim que apareça otítulo “Encaminhamentos Metodológicos”,escolhe-se a disciplina, a série(ano)e o bimestre. Exemplos: Animals,Cumprimentos e Review de vocabulário.Há também, no Conteúdo Multimídia doPortal, algumas atividades lúdicas paratrabalhar Colors, além de sites avaliadosque encaminharão para jogos (turn on thetoys).Canção hello goodbye, dos Beatles Ou outra que o professor considereapropriada às estruturas, ao vocabulário ouà pronúncia que se queira trabalhar. Esta éparticularmente adequada para a primeiraaula do ano, antes mesmo de o grupo seconhecer. Primeiramente, o professor “fala”a letra da canção, acompanhando asexpressões sublinhadas com mímicas,pedindo aos alunos que o imitem:You say yes, I say noYou say stop and I say go, go, goOh, noYou say goodbye and I say helloHello, helloI don’t know why you say goodbyeI say helloHello, hello Em seguida, coloca a música (ou sóo refrão) para que as crianças cantem junto.Não há necessidade de tradução. A partirde agora, podem-se usar hello no começoe goodbye no fim de cada aula, e yes e nosempre que necessário, de preferênciacom a melodia associada. O mesmoprocedimento pode ser feito com a canção“all together now”, para internalização denúmeros.Palavras na bexiga – Words in a globe Esta é uma atividade para apresentarvocabulário novo, que exercita a inteligêncialinguística, a corporal-cinestésica e avisual. O professor escreve e coloca cadapalavra dentro de uma bexiga. As crianças,sentadas em círculo, passam uma bexigade mão em mão. Ao comando do docenteou ao parar uma música qualquer, a
  13. 13. Programa de Cursos 2009 - Língua Portuguesa - 13criança que esteja com a bexiga na mãodeve estourá-la e ler a palavra que estádentro dela. Caso não consiga, o docentea auxiliará. Em seguida, esse aluno escrevea palavra no quadro. A atividade terminano tempo pré-determinado pelo professor,e pode ter qualquer continuidade, além daproposta no Livro Integrado. É interessantecomplementar com o áudio dessaspalavras no Pictionary, no Portal Positivo,ou vice-versa, fazendo esta dinâmica comofinalização da exploração no Pictionary.O mestre mandou – Simon says Este jogo, além de servir comorevisão e avaliação de quaisquer comandos,vocabulário e estruturas, exercita aatenção, a compreensão oral, a agilidadede resposta, a inteligência linguística e acorporal-cinestésica. Os alunos devem ficar de pé – nãohá necessidade de mover as carteiras –, emfrente ao professor. Este último dá ordensna língua-alvo, às quais os participantessó devem obedecer se ela for precedidado comando Simon says. Por exemplo,caso o professor diga: Simon says write, osalunos devem escrever ou fazer de contaque estão escrevendo. Devem, porém, ficarimóveis se o professor disser write! (istoé, sem falar Simon says... antes). Quempraticar a ação que não for precedida deSimon says... deve se sentar. Caso não seja avaliação, o professordeve acompanhar as ordens por gestosque correspondam às ações solicitadas.É interessante, para grupos grandes, levaruma tarefa individual e, de preferência,que exija concentração, a fim de que sejaentregue aos alunos que saiam do jogo,para o bom andamento da atividade.Animais: pobre gato preto – Animals:poor black cat Nesta adaptação do velho jogoinfantil, o grupo se apropria do vocabuláriorelacionado a cores (EF23-UT4; EF31-UT3e EF41-UT1) e nomes de animais (EF14-UT8; EF23-UT3; EF32-UT4 e EF41-UT1),ao associá-los com o som que fazem.Desenvolvem-se a atenção, a agilidadede resposta, a inteligência linguística, acorporal-cinestésica e o controle dasemoções. Um jogador faz de conta que éo cat, que será consolado pelos outrosparticipantes. Com um meow (miau)comovente, o cat tenta provocar o riso nosoutros jogadores, que devem dizer “poorblack cat”. Aquele jogador que começar a rirserá o próximo gato. Podem-se usar outras“vozes” de animais e cores, mesmo que nãocorrespondam à realidade. Cat e muitosoutros animais podem ser acessados noPortal Positivo, no Pictionary.Animais: Pássaros voam – Animals:Birds fly Esta atividade exercita a atenção,a agilidade de resposta, a inteligêncialinguística e a corporal-cinestésica. Ofato de se associar o léxico à ação e seexigir uma resposta física fará com que ainformação (vocabulário) seja “armazenada”na memória de longo prazo. Forma-se um círculo. Todos osjogadores colocam as palmas das mãosnas próprias coxas, em mesas ou no chão.O professor diz o nome de seres vivos ou deobjetos que já foram trabalhados em sala,acrescentando a ação de voar. A atividadefica ainda mais significativa se o professormostrar uma gravura (desenho, flashcard,
  14. 14. Programa de Cursos 2009 - Língua Portuguesa - 14recorte de revista, material de apoio) doanimal ou objeto, ao mesmo tempo. Se osseres vivos ou objetos puderem voar, todoslevantam os braços imediatamente. Quemlevantar os braços no momento errado,torna-se o próximo condutor da dinâmicaou sai do jogo por uma rodada.Exemplo: Birds fly (braços para cima) /Cats fly (braços para baixo) / Planes fly(braços para cima) /Umbrellas fly (braçospara baixo)...Baralho com números (rouba-monte,porco) – Number cards Este jogo serve como revisão eavaliação da compreensão e pronúnciados números (EF14-UT7; EF22-UT3;EF24-UT8; EF41-UT1 e EF44-UT12), alémde desenvolver a rapidez de resposta, ainteligência lógico-matemática e a corporal-cinestésica. Caso não disponha de tempo, oprofessor pode utilizar o material de apoio(memory game) que se encontra no fim doEF23. Se possível, orientará a confecçãode cartas similares, de tamanho maior. Estemomento é muito produtivo, uma vez quese podem trabalhar os comandos em inglês(ver “comandos de sobrevivência”). A sala deve ser dividida em gruposmenores, de quatro a seis participantes.Devem-se misturar pelo menos trêsjogos de cartas, para aumentar o volume.As cartas devem ser embaralhadas edistribuídas para cada participante, com aface voltada para baixo. Joga-se “par ouímpar” (even or odd) para decidir qual alunocomeça a atividade. Inicia-se a contagem(um) em voz alta. Na medida em que cadaparticipante pronunciar seu número, devejogar uma de suas cartas virada para cima,no centro da mesa. Caso o número ditocoincida com o da carta à mostra, todosdevem bater no monte. O último a bater,ou o que falhar durante esse processo(inclusive em pronúncia), pega a pilha comtodas as cartas para si. O jogo terminaquando um dos jogadores ficar sem cartas(o ganhador). Para turmas mais avançadas,pode-se variar o jogo, aumentando-seos números, saltando-se dezenas, no 4.ºano, por exemplo. Além disso, em vez denúmeros cardinais, podem ser usados osordinais ou qualquer outro léxico que possaser trabalhado em sequência, como osdias da semana (EF43-UT7), os meses(EF51-UT2), o alfabeto (EF54-UT12) e asconjugações verbais (recomendável noEFII). Em todos os casos, é importantecircular entre os grupos para verificar seas regras são respeitadas, para corrigireventuais falhas e determinar rodadas ouo tempo de duração delas. Ressalte-seque cada um dos números pode ser vistoe ouvido no Pictionary do Portal Positivo.3.º ANO (2.ª SÉRIE) Nesta etapa, continua-se a“aprendizagem-aquisição” por meio daexposição de insumos orais e visuais na LE.Apresenta-se a leitura no nível da palavra,associando-a ao aspecto gráfico e som, ese começa a trabalhar a produção escritano nível da palavra. A principal forma deavaliação, apreciativa e continuada, deveser a observância da resposta ao comandooral e a leitura no nível da palavra. É interessante continuar a trabalharos comandos da mesma forma indicadaanteriormente (ver “comandos desobrevivência”), assim como acrescentarmais rimas e ditados como “an apple a daykeeps the doctor away”. Estes podem ser
  15. 15. Programa de Cursos 2009 - Língua Portuguesa - 15obtidos na Internet, digitando-se sayings eidioms. As estruturas privilegiadas serãolet’s go (shopping); please; thank you;wait a minute, please. No trabalho como vocabulário serão revisados o materialescolar e as cores; serão acrescentadosmais objetos, membros da família eanimais; serão introduzidas as partes docorpo, da casa e da cidade; esportes eléxico relacionado. O professor pode encontrarencaminhamentos metodológicosreferentes a esses conteúdos no PortalPositivo, como indicado anteriormente. Hátambém, no Conteúdo Multimídia do Portal,atividades lúdicas para trabalhá-los, emDefinite and indefinite articles; Bedroom eMarcela´s Bedroom; Colors e Flags’ Colors;Exposição de maquetes; Garden e Lindinhamostra sua city, além de encaminhamentopara sites especializados. Em seguida,sugerimos outras dinâmicas:Descubra as palavras – Find out thewords Este procedimento exercita ainteligência linguística, a lógico-matemáticae a visual. O professor escreve váriaspalavras do vocabulário já trabalhado emtiras de cartolina, cada uma de uma cor.Recorta as faixas, separando letra porletra: Depois, atrás de cada letra, escreveum número correspondente ao lugar quea letra ocupa na palavra: Em seguida, embaralha todas asletras das várias palavras escritas. A saladeve ser dividida em grupos menores de,idealmente, 3 ou 4 participantes. A cadaum será distribuído um jogo de palavras,todas misturadas.O professor instrui os grupos a organizaremas palavras dentro do tempo estipulado. Éimportante que usem os nomes das corese os números em LE, o que pode valerpontos extras.Olhando o número que está atrás de seuscartões, procuram ver o lugar que a letraocupa na palavra. Cada equipe junta osseus cartões, reunindo as letras para formaras palavras. Todas as equipes terão quefazê-lo, mas será considerada vencedoraa que terminar primeiro.Adivinhando o objeto – Guessingwhat Esta atividade serve de revisãoe avaliação de vocabulário concreto,relacionado a objetos (EF11-UT2; EF14-UT8, EF22-UT2, EF33-UT7 e EF44-UT10),formas (EF13-UT6) e tamanhos (EF24-UT4;EF32-UT5 e EF52-UT5). É especialmenteindicada para material escolar. Desenvolvea inteligência linguística, a corporal-cinestésica e a espacial. O professor deve trazer ou solicitaraos alunos que tragam objetos de casa.Estes devem ser colocados em um saco ousacola de cor escura, para que os alunosnão consigam enxergá-los. Em seguida,passar pela sala e pedir a cada aluno, porvez, que apalpe um objeto, sem retirá-lo dasacola. O aluno que conseguir descobrirqual é o objeto e pronunciar seu nome deforma correta, na língua-alvo, permanececom ele como pontuação. Ganha o jogo quem “ficar” commais itens ao final da dinâmica. Os objetosdevem ser devolvidos aos donos originais,I C E R EC A M1 2 3 64 75 8 9FRENTEVERSO
  16. 16. Programa de Cursos 2009 - Língua Portuguesa - 16ocasião que também pode ser usadapara nomeá-los: “whose pencil is this?”,pergunta o professor. “It’s Marcela’s”, ou “It’smine”, respondem os alunos, previamenteinstruídos dessas estruturas. Lembre-se deque não é o momento de explicar todas asestruturas possíveis, apenas as que serãousadas na atividade. Se a turma for muito numerosa,a sacola de objetos pode ser passadapor equipe e os pontos também sãocontabilizados dessa forma. Para encerrar, os objetos podemser “leiloados”. Assim, além dos nomesdos objetos, utiliza-se a expressão “let´s goshopping”,osnúmeros(ospreçossimbólicospodem estar em cartelas previamenteseparadas) e outras. A dramatização destaou de qualquer situação é o melhor modode processar a informação. A maioria dosobjetos pode ser lida e ouvida no Pictionarydo Portal Positivo.Desenhe você mesmo – Draw yourself Nesta atividade os alunos trabalhame revisam o vocabulário relacionado àspartes do corpo (EF23-UT 6 e EF33-UT9),desenvolvendo a inteligência espacial, alinguística e a corporal-cinestésica. O professor deve dividir a sala emgrupos de no máximo cinco alunos. Então,estender um pedaço de papel Kraft nochão, o suficiente para que caiba um alunosobre ele. Depois, pedir a um voluntáriode cada equipe que, por vez, deite sobreo papel. Com lápis ou canetas coloridas,cada equipe deve fazer o contorno do corpodo voluntário, que participará, em seguida,do trabalho de delinear as partes do corpovistas em sala de aula, escrevendo oucolando seus nomes, com etiquetas jápreparadas.Nesta dinâmica, pode-se promover umconcurso do desenho mais bonito, do maisdetalhado, do que apresentar menos erros,do que apresentar melhor visibilidade etc. Éinteressante deixar os desenhos expostosem sala de aula, para eventual consulta,enquanto o conteúdo seja trabalhado. Emoutra aula, que poderá servir de avaliação,as crianças as escreverão nas figuras doLivro Integrado EF33, p.19. Em turmas posteriores, quando setrabalha vocabulário relacionado à roupa(EF41-UT3 e no EF52-UT4), os alunospoderão desenhar o colega vestido.Adivinhando o objeto – Guessingwhat Esta atividade serve de revisãoe avaliação de vocabulário concreto,relacionado a objetos (EF11-UT2; EF14-UT8, EF22-UT2, EF33-UT7 e EF44-UT10),formas (EF13-UT6) e tamanhos (EF24-UT4;EF32-UT5 e EF52-UT5). É especialmenteindicada para material escolar. Desenvolvea inteligência linguística, a corporal-cinestésica e a espacial. O professor deve trazer ou solicitaraos alunos que tragam objetos de casa.Estes devem ser colocados em um saco ousacola de cor escura, para que os alunosnão consigam enxergá-los. Em seguida,passar pela sala e pedir a cada aluno, porvez, que apalpe um objeto, sem retirá-lo dasacola. O aluno que conseguir descobrirqual é o objeto e pronunciar seu nome deforma correta, na língua-alvo, permanececom ele como pontuação. Ganha o jogo quem “ficar” commais itens ao final da dinâmica. Os objetosdevem ser devolvidos aos donos originais,ocasião que também pode ser usadapara nomeá-los: “whose pencil is this?”,
  17. 17. Programa de Cursos 2009 - Língua Portuguesa - 17pergunta o professor. “It’s Marcela’s”, ou “It’smine”, respondem os alunos, previamenteinstruídos dessas estruturas. Lembre-se deque não é o momento de explicar todas asestruturas possíveis, apenas as que serãousadas na atividade. Se a turma for muito numerosa,a sacola de objetos pode ser passadapor equipe e os pontos também sãocontabilizados dessa forma. Para encerrar, os objetos podemser “leiloados”. Assim, além dos nomesdos objetos, utiliza-se a expressão “let´s goshopping”,osnúmeros(ospreçossimbólicospodem estar em cartelas previamenteseparadas) e outras. A dramatização destaou de qualquer situação é o melhor modode processar a informação. A maioria dosobjetos pode ser lida e ouvida no Pictionarydo Portal Positivo.Desenhe você mesmo – Draw yourself Nesta atividade os alunos trabalhame revisam o vocabulário relacionado àspartes do corpo (EF23-UT 6 e EF33-UT9),desenvolvendo a inteligência espacial, alinguística e a corporal-cinestésica. O professor deve dividir a sala emgrupos de no máximo cinco alunos. Então,estender um pedaço de papel Kraft nochão, o suficiente para que caiba um alunosobre ele. Depois, pedir a um voluntáriode cada equipe que, por vez, deite sobreo papel. Com lápis ou canetas coloridas,cada equipe deve fazer o contorno do corpodo voluntário, que participará, em seguida,do trabalho de delinear as partes do corpovistas em sala de aula, escrevendo oucolando seus nomes, com etiquetas jápreparadas. Nesta dinâmica, pode-se promoverum concurso do desenho mais bonito,do mais detalhado, do que apresentarmenos erros, do que apresentar melhorvisibilidade etc. É interessante deixar osdesenhos expostos em sala de aula, paraeventual consulta, enquanto o conteúdoseja trabalhado. Em outra aula, quepoderá servir de avaliação, as crianças asescreverão nas figuras do Livro IntegradoEF33, p.19. Em turmas posteriores, quando setrabalha vocabulário relacionado à roupa(EF41-UT3 e no EF52-UT4), os alunospoderão desenhar o colega vestido.Minha família – My family Neste simples procedimento, osalunos trabalham e revisam o vocabuláriorelacionado à família (EF11-UT2; EF23-UT5; EF34-UT12 e EF41-UT1), associandoas palavras à imagem, desenvolvendoa inteligência espacial, a linguística e acorporal-cinestésica. O professor pode pedir aos alunosque tragam fotos de família ou desenhemsua família nuclear, ou as pessoas comquem moram. Este é um bom momento paraapresentar o conceito de família mosaicoe os familiares “step”, sem se demorar emramificações ou conceitos. Cada criançadeve apontar as pessoas da foto ou dodesenho, mostrando-as e descrevendo-as(se for o caso) aos colegas: “this is my (step)mother; she’s beautiful”. Cabe lembrar que o Portal Positivotraz um desafio para trabalhar o vocabuláriode família, dentro da seção “desafios”, naEducação Fundamental.4.º ANO (3.ª SÉRIE) O trabalho pedagógico continuacentrado na “aquisição-aprendizagem”, por
  18. 18. Programa de Cursos 2009 - Língua Portuguesa - 18meio da exposição do aluno ao máximo deinsumo oral e visual possível, com maiorênfase na leitura. O vocabulário deve sersempre associado ao aspecto gráfico efonético. A avaliação deve ser apreciativa,ou seja, considerando-se os acertos, nãose punindo os erros, centrada na eficáciada comunicação e não na perfeição daforma. Suas principais formas devem sera observância da resposta ao comandooral, a leitura e a produção escrita no nívelda palavra. O aluno, ao fim desta série, deveser capaz de expressar preferências,desejos, indicar lugares, falar sobre otempo climático, dizer as horas e fazerperguntas que possam ser respondidascom sim ou não. O trabalho com o vocabulárioinclui adjetivos, roupas, dias da semana,comida e bebida, mais partes da cidade ematerial escolar, alguns países, elementosda natureza, profissões, revisão de frutas,animais, números, cores, partes da casa,transporte, membros da família, o alfabetoe animais da África. No Portal Positivo háencaminhamentos metodológicosreferentes a todos esses conteúdos. Há,também, no Conteúdo Multimídia do Portal,atividades lúdicas para trabalhá-los, emArtigos-Articles e Definite and indefinitearticles; Fruits; Café-da-manhã; Exposiçãode maquetes; Forests; Posições (in/out eleft/right); Lindinha mostra sua city, Os diasda semana e Roupas-Clothes.Dias da semana – Days of the week Assim que sejam apresentados osdias da semana (EF3-UT7), é importanteperguntar e colocá-los no quadro, ou montarum simples quadro, como o dos nomes,para que os alunos, ao responderem àpergunta “what is the day, today?”, colemum símbolo no dia correspondente.Também se podem colocar o horário daturma, atividades extras etc. O quadro, ao associar imagem e apalavra escrita numa ordem determinada,ativa a inteligência visual, possibilitandoa formação de esquemas mentais. Asperguntas e respostas trabalharão aoralidade e a memória; o simples fatode colar o papel no dia correto ajudaa desenvolver a inteligência corporal-cinestésica. Assim como se sugeriu no quadro denomes e no emocionômetro, é interessanterecobri-lo de papel contact, para maiordurabilidade.Cartaz do tempo – Weather chart O quadro apresentado anteriormentepode ser adaptado para trabalhar o tempo(EF42-UT4): em um projeto comum – o quedesenvolverá a inteligência interpessoal– deve-se produzir um cartaz com osespaços correspondentes para colar, comfita adesiva, os símbolos e palavras querepresentem as condições do tempo, e um“termômetro” para indicar a temperatura.Há ícones disponíveis em http://www.webappers.com/category/design/iconspara orientar o professor, mas o ideal éque os alunos os desenhem e/ou recortem.Como já mencionado, este é um excelentemomento para se apropriar, revisar eavaliar o uso dos comandos draw, cut,paste etc.
  19. 19. Programa de Cursos 2009 - Língua Portuguesa - 19 Na aula seguinte, um ou doisalunos (por ordem de chamada ou outrocritério), responderá(ao) à pergunta “what’sthe weather like today?”, e “what’s thetemperature, today?” feita pelo professor.Caso responda(m) corretamente, cadaum colará o ícone com fita adesiva abaixoda pergunta do tempo e da temperaturacorrespondente no termômetro. Casocontrário, a vez passará para o subseqüente,até que haja uma resposta correta. Na aulaseguinte, os mesmos alunos terão que fazeras mesmas perguntas aos vizinhos, e assimpor diante. Não é necessário ressaltar aimportância da confecção – melhor doque a aquisição – de quadros e esquemas.Além disso, o professor deve estar aberto asugestões de novas formas de organização,o que exercitará o raciocínio e promoveráo espírito de grupo.Boliche de palavras – Words bowling Para trabalhar qualquer vocabulárioe, portanto, desenvolver a inteligêncialinguística, sem esquecer a corporal-cinestésica e a visual, o professor podepropor um boliche diferente. Os alunostrarão de casa várias garrafas plásticas(refrigerante) e meias de náilon velhas, queserão as bolas. Nas garrafas, os alunoscolarão, com fita crepe ou da maneiraque acharem melhor, as palavras a seremtrabalhadas. As crianças têm de derrubar coma bola as garrafas que foram dispostas acerta distância. Para que os pontos sejamcontabilizados, é necessário dizer, coma pronúncia correta, as palavras cujasgarrafas foram derrubadas, assim comoos comandos necessários para o jogo.Adivinhando o desenho – Guess whatthe drawing is Esta atividade serve de revisão ouavaliação de vocabulário, desenvolvendoa inteligência espacial (pictórica) e alinguística. O professor que não tenhadotes para desenho deve levar gravurasestilizadas ou incompletas, diferentes daspreviamente apresentadas em sala de aula,mas que representem os mesmos objetosou conceitos. Os alunos devem tentar adivinhara palavra apresentada em desenho peloprofessor. É importante determinar quecada aluno (ou grupo, caso a sala sejamuito numerosa) só tem uma tentativa esó terá direito a jogar se levantar a mão. Cada grupo ou indivíduo ganha umponto cada vez que acertar uma palavra nalíngua-alvo, inclusive quanto à pronúncia.O jogo termina quando todos os alunostiverem participado. Quem conseguir maispontos é o vencedor. Dependendo donível da turma, em vez de uma palavra, oprofessor pode tentar desenhar um ditadopopular, o nome de um filme ou outros itens.Para grupos mais maduros ou organizados,o “desenhista” pode ser um integrante decada grupo. Neste caso, o professor orientao trabalho, sem participar do jogo.Telefone-sem-fio – telegraph Este tradicional jogo infantil seráutilizado para promover fluência na
  20. 20. Programa de Cursos 2009 - Língua Portuguesa - 20comunicação oral, exercitar a memória,praticar vocabulário ou estruturas pré-definidos e ressaltar a importância deser claro ao passar uma mensagem,desenvolvendo a inteligência linguística,a interpessoal e a corporal-cinestésica. O professor diz uma palavra ou fraseao ouvido do aluno à sua direita, e assimsucessivamente, até que se completeo círculo do grupo. O último aluno devedizer em voz alta o que escutou. Comogeralmente o que se disse no começo nãocoincide com o que se diz no fim, pode-sereforçar a importância da pronúncia e damemória na comunicação.5.º ANO (4.ª SÉRIE) No 5.º ano (4.ª série), é interessantetrabalhar as quatro habilidades tradicionais(compreensão e produção oral, leiturae escrita), no nível da palavra e dasexpressões, ainda que a ênfase continuesendo o aspecto oral. O vocabulário deveser sempre associado ao aspecto gráfico efonético. A avaliação deve ser apreciativa,ou seja, considerando-se os acertos, nãose punindo os erros. O foco da avaliaçãodeve ser a eficácia da comunicação, enão a perfeição da forma: observam-seas respostas ao comando oral, a leiturae a escrita no nível da palavra e daslocuções, sem a exigência de nomenclaturagramatical e/ou listas de vocabulário. Estaspodem servir apenas como consulta. Espera-se que o aluno possaexpressar preferências e gostos de modomais complexo; falar de saúde (my...hurts,maybe I have ...); utilizar os números emsituações sociais (telefone, aniversário);aceitar e recusar oferecimentoseducadamente. No trabalho com ovocabulário, adicionam-se mais adjetivos,inclusive de estados de ânimo e aparência,com ideia de intensidade (too); númerosaté 100; mais peças de roupa, brinquedos,partes da casa, móveis e objetos; outrasexpressões de lugar; o alfabeto; faz-se arevisão e ampliação dos conteúdos vistosaté então. O professor pode encontrarencaminhamentos metodológicosreferentes a esses conteúdos no PortalPositivo, especialmente em Reviewe Revisão. Há também, no ConteúdoMultimídia do Portal, atividades lúdicaspara (re)trabalhá-los e sugestões de livrosparadidáticos adequados, como Mistery atthe campsite. Em continuação, há algumassugestões de procedimentos lúdicos.Mímica – Mime Nesta atividade, trabalha-se,revisa-se ou se avalia vocabulárioespecífico, desenvolvendo a inteligêncialinguística e a cinestésico-corporal. Oprofessor deve preparar papéis (fichas)palavras (ou gravuras, no caso do 1º anodo EF) previamente apresentadas em salade aula. A sala deve ser dividida em gruposmenores. Um dos integrantes vai até àfrente da turma, retira uma das fichas efaz a mímica correspondente ao que estáregistrado no papel, para que seu grupotente adivinhar o que ele está encenando.Caso o grupo não saiba ou não acerte, achance é passada para a outra equipe. Osgrupos ganham um ponto cada vez queacertarem uma palavra. O jogo terminaquando todos tiverem participado. A equipeque conseguir mais pontos é a vencedora.Dependendo do nível da turma, em vez deuma palavra, os participantes podem fazera mímica de um ditado popular, do nome
  21. 21. Programa de Cursos 2009 - Língua Portuguesa - 21de um filme ou outros.Qual é a mensagem? – What’s themessage? Nesta atividade, trabalha-se,revisa-seouseavaliavocabulárioespecífico,desenvolvendo-se a inteligência linguística,a lógico-matemática e a visual. O professor escreve várias (de 3 a 5)frases em tiras de cartolina, cada uma deuma cor. Elas devem utilizar o vocabulárioe as estruturas apresentados em sala deaula, mas devem oferecer um desafio, comouma palavra ou organização sintática nova,que não comprometa o entendimento dosintagma (unidade significativa). Recortar as tiras, separando cadapalavra da frase, com o cuidado de deixá-las do mesmo tamanho: O docente divide a sala em gruposmenores e oferece um jogo de sentençasa cada equipe, instruindo-as a organizaremas frases dentro do tempo estipulado. Éimportante que usem os nomes das corese comandos em inglês, o que pode valerpontos extras. Todos os grupos terãoque formar as sentenças, mas terá maiorpontuação o que terminar primeiro.Jogo-da-velha – tic tack toe Este é o tradicional jogo-da-velhaadaptado para trabalhar qualquer tipo deconhecimento (verbos irregulares, falsoscognatos, números, sinônimos etc.). Éuma atividade simples e excelente paraapropriação de qualquer tipo de estruturalinguística,questionáriosculturais,perguntase respostas; treinar escrita e oralidade,desenvolvendo a inteligência espacial, alinguística e a lógico-matemática. O professor divide a sala em doisgrupos e desenha a “velha” (#) no quadro.A lógica do jogo é a tradicional: conseguirdispor, em linha reta ou em diagonal, trêscampos com o ícone do indivíduo ou daequipe (X e O). A diferença é que, para terdireito a marcar seu símbolo no quadro, osalunos devem responder corretamente auma pergunta, o que dá mais chances deganhar o jogo ao grupo que responder amais perguntas certas. Variação: Pode-se fazer um“tabuleiro humano” quando a turma estivermuito desmotivada ou sonolenta: desenharno chão do pátio o painel (#) com giz efazer com que os próprios alunos sejam osmarcadores (X e O). Assim, ao obedeceraos comandos de localização, os alunostrabalham também as expressões de lugare a inteligência corporal-cinestésica.Cabra-cega – Blind man’s bluf Nesta brincadeira tradicional,podem-se trabalhar as locuções, aspreposições e os advérbios de lugar e omodo imperativo; induzir espírito de grupo,desenvolver inteligência interpessoal, alinguística e a corporal-cinestésica. O professor deve levar um pedaçode pano (venda ou similar) para tapar osolhos da “cabra”. A sala é dividida emequipes (duas ou mais, dependendo donúmero total de alunos da classe). Um dosparticipantes de cada equipe, por vez, saida sala por um instante ou simplesmentefica virado para a parede e tem seus olhosvendados, enquanto os colegas (des)organizam a disposição das cadeiras emesas da sala, determinando um pontode chegada. A equipe do “blind man”
  22. 22. Programa de Cursos 2009 - Língua Portuguesa - 22deve indicar o caminho para um de seusparticipantes por meio de instruções orais(“go a step ahead”, “turn a bit right”). Asequipes fazem pontos a cada instruçãodada de forma correta e a cada execuçãobem feita por parte de sua “cabra-cega”.Ganha a equipe que tiver mais pontos.O jogo pode acontecer em um espaçoaberto (pátio), com outros objetos quesirvam de obstáculos. É importante controlar o tempoe a pontuação por meio de uma tabela,aproveitando para trabalhar os númerose a inteligência interpessoal, corrigindo oserros de pronúncia e compreensão: Essa atividade pode servir comoponto de partida para uma reflexão sobrea importância do trabalho em grupo,cooperação e respeito. Não é recomendadapara grupos muito agitados ou salas muitopequenas.TRANSFORMANDO AS ATIVIDADES DOLIVRO INTEGRADO EM AVALIAÇÃO O professor deve ter em mente que,principalmente em se tratando dos anosiniciais do Ensino Fundamental, a soluçãode uma questão proposta nem sempreé expressa em forma verbal, o que nãoa torna menos válida. (ANTUNES, 2001,p.18). Todas as atividades do Livro Integradopodem ser transformadas em avaliação, eé interessante que essa seja feita de formacontínua e somativa.A título de ilustração, tomemos a canção“Vincent´s uncle has a farm” (EF32). Oprofessor deverá digitar a letra, substituindoo vocabulário objetivo, no caso o nome dosanimais e a palavra farm por gravuras. Oque se avaliará é se a criança é capaz decantar a canção seguindo a letra com osdesenhos. Num segundo momento, o professorpedirá que todos recortem (cut) os animais(animals) e os embaralhem (shuffle).Aleatoriamente, solicitará que algunsalunos retirem uma figura e a nomeiem.Como finalização, os animais podem sercolados em folhas com partes da casa e/ou da cidade, seguindo o comando “pastethe chicken on the yard”, por exemplo. O memory game (EF32) propostona página 9 (material de apoio) pode sertransformado em bingo (ver procedimentoanteriormente exposto). As cartelas, nestenível, já podem ter a palavra do animalescrita, para avaliar a leitura. Quanto mais leitura e escritaforem introduzidas, maior participaçãoterão na avaliação. Isso, entretanto, nãosignifica que se devam esquecer as outrashabilidades e inteligências: aprender nãoé escutar passivamente, e a avaliação daaprendizagem não se faz somente pelaescrita.
  23. 23. Programa de Cursos 2009 - Língua Portuguesa - 23Bem interessante para esclarecer algumasinterpretações equivocadas ou superficiaisque ambos os estudiosos têm sofrido.DOHME, Vânia. Coordenação de jogos:jogos e dicas para empresas e instituiçõesde educação. Petrópolis: Vozes, 2008. Vânia Dohme ressalta o papel dabrincadeira como ferramenta educacionale a importância de propô-la de maneiraorganizada para que seja efetiva, alémde sugerir jogos de caráter motivacional,específicos para trabalhar comportamentoe raciocínio.HUIZINGA, Johan. Homo Ludens: o jogocomo elemento da cultura. (Trad.) JoãoPaulo Monteiro. São Paulo: Perspectiva,2007. A história do lúdico, sob um ponto devista antropológico, com suas implicaçõessociais e psíquicas.KRASHEN, Stephen D. Second LanguageAcquisition and Second LanguageLearning. Prentice-Hall International,1988. Livro basilar da teoria de aquisiçãode segunda língua, de Krashen. Explicaque seu modelo, denominado de “monitor”constitui-se de cinco hipóteses: 1) aquisição-aprendizagem (aproximar a aprendizagemao processo de aquisição); 2) monitoramento(estímulo à autocorreção); 3) ordem natural(entender, falar, ler, escrever); 4) insumo +1(sempre se deve oferecer um texto acimado nível linguístico do aprendiz) e 5) filtroafetivo (se não for prazeroso, o aprendizadode uma LE não ocorre).LOPES, Maria da Glória. Jogos naeducação: criar, fazer, jogar. 6.ª ed. SãoPaulo: Cortez, 2005.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASALMEIDA, Paulo Nunes de. Educaçãolúdica: prazer de estudar – técnicas e jogospedagógicos. São Paulo: Loyola, 2003. De modo muito claro, o professorPaulo Almeida fundamenta a ludicidadecomo processo mental e seu papelindispensável na aprendizagem significativa.Conta, passo a passo, como implantouuma escola lúdica municipal. Traz tambémexemplos de atividades aplicáveis em várioscomponentes curriculares, separados em“jogos de interiorização de conteúdo”,“de expressão, raciocínio, interpretação evalores éticos” e “intelectuais”.ANTUNES, Celso. As inteligênciasmúltiplas e seus estímulos. Campinas:Papirus, 1998. Neste livro fundamental paraeste curso, Celso Antunes trata dofuncionamento, faixa etária e dos possíveisestímulos para as diferentes inteligências,não só em contexto escolar.ANTUNES, Celso. Trabalhandohabilidades: construindo ideias. SãoPaulo: Scipione, 2001. Neste livro basilar para este artigo,Celso Antunes explica a importância deo professor fundamentar seu trabalho nodesenvolvimento de habilidades, paraque os alunos possam construir seuconhecimento.CASTORINA, José Antônio et al. Piaget– Vygotsky: novas contribuições para odebate. (Trad.) Cláudia Schilling. 6.ª ed.São Paulo: Ática, 2005. São quatro artigos que exploram assemelhanças, mais do que as diferenças,entre as teorias de Piaget e Vygotsky.
  24. 24. Programa de Cursos 2009 - Língua Portuguesa - 24 A autora aborda o jogo do ponto devista psicopedagógico, explicando suasaplicações em terapia e sala de aula, alémde sugerir brincadeiras adequadas para oEnsino Fundamental.MOTTER, Rose Maria Belim. Reflexõessobre o ensino de línguas estrangeirasna infância. EDUCERE ET EDUCARE –Revista de Educação v. 2 nº 3. jan./jun.2007. É um artigo disponível na Internet,o qual trata da importância dos ritmosfolclóricos como introdução da criança nouniverso cultural dos falantes de uma línguaestrangeira.NIXON, Caroline; TOMLINSON, Michael.Primary vocabulary box: word games andactivities for young learners. CambridgeUniversity Press, 2003. Coleção fotocopiável de jogos paraapropriação e ampliação de vocabulárioem inglês. Indicados para aprendizes entreseis e doze anos.PAIVA, Vera Lúcia Menezes de Oliveira.Ensino de língua inglesa: reflexões eexperiências. Campinas: Pontes, 2005. São 14 artigos coligidos pelaprofessora Vera Lúcia Paiva, os quaiscomentam experiências práticas eimplicações teóricas no processo deaprendizagem do inglês no Brasil,concentrando-se na postura do professor,nas suas abordagens e nas suasestratégias.SCLIAR-CABRAL, Leonor. Semelhançase diferenças entre aquisição dasprimeiras línguas e aprendizagemsistemática das segundas línguas. In:BOHN, H. & VANDRESSEN, P. Tópicosde linguística aplicada e ensino deLínguas Estrangeiras. Florianópolis:UFSC, 1988. É um artigo que exemplificaaplicações práticas da teoria de Krashen,com ênfase nas hipóteses do monitor e dofiltro afetivo, e a possibilidade de “simular”a aquisição na sala de aula.

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