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Propósitos do Educador/Alfabetizador
Profª Elisa Maria Gomide
Anhanguera Educacional S. A.
Dimensão política do papel do educador
 Diante da dimensão política do papel do educador e da
urgência de se construir, hoje, na sociedade, uma prática
que dê conta efetivamente da educação de seus alunos,
nossa discussão hoje, tem o objetivo de abrir espaço
para o diálogo, a interlocução, o encontro e o
confronto entre teoria e prática educativa na área da
alfabetização.
 Para atingir tal objetivo é necessário que o alfabetizador
tenha como propósitos:
 ultrapassar as barreiras das concepções arcaicas da
educação que priorizam a educação voltada para a não
reflexão e memorização de conteúdos fora do contexto e
pouco significativo;
 rever as propostas filosóficas e políticas que separam a
ação da reflexão;
 priorizar proposta pedagógica de formação e
aperfeiçoamento do profissional que considere o aluno
como um sujeito capaz de construir seu conhecimento
com mediação do docente, independente das condições
econômicas, sociais, políticas e culturais do país;
 ter consciência de que a prática precisa estar alicerçada
em teoria(s) que a fundamenta;
 contribuir para que a escola cumpra com sua função
social “... garantir a todos condições de viver plenamente
a cidadania, cumprindo seus deveres e usufruindo seus
direitos...”;
 trabalhar habilidades para desenvolver competências
numa perspectiva de aprendizagens significativas;
 erradicar da prática pedagógica a cultura da repetência,
entre outras distorções, que tem se apresentado como
solução à não-aprendizagem.
 repensar a escola, refletir sobre a atuação de seus
membros e levá-los a assumir sua responsabilidade pela
aprendizagem de todos os seus alunos, de acordo com
suas atribuições.
O aprender e o aluno
 Ao aprender o aluno modifica a si mesmo e o seu processo de
aprendizagem, o “como aprender”.
 Para aprender, o aluno internaliza o que acontece a sua volta,
através das relações com os outros indivíduos, sob a mediação da
linguagem, que cria significados que vão sendo internalizados,
constituindo o pensamento e ganhando maior abrangência, dando
origem a significados partilhados por grande parte do grupo social.
Nesse caso, o conhecimento é sempre uma ação coletiva.
 Cada indivíduo aprende de uma forma diferente, porque cada
indivíduo é único. O caráter universal da condição humana, os
aspectos biológicos, as gêneses e processos de aprendizagem não
devem servir para negar o que cada um tem de singular,
discriminando as diferenças que existem.
 Aprendizagem e desenvolvimento precisam ser contextualizados
social e culturalmente. Não se pode afirmar, por exemplo, que todas
as crianças têm hora para aprender a falar ou andar, ou ainda que
não aprenderam porque não estão maduras para isso.
A leitura e a escrita por parte da criança
 As crianças, nas variadas interações em que se envolvem desde o
nascimento, vão ampliando suas formas de lidar com o mundo e
construindo significados para as suas ações e para as experiências
que vivem.
 Assim os conteúdos escolares precisam ser trabalhados a partir dos
interesses, vivências e desejos dos seus alunos (levar a vida para a
sala de aula).
 As diferentes abordagens do conhecimento, transformadas em
disciplinas escolares, devem ser assim como na vida, INTEGRADAS
e ARTICULADAS entre si, de modo INTERDISCIPLINAR.
 A linguagem torna-se, assim, ferramenta fundamental para a
atuação e interação de cada sujeito, influenciando-o sócio-
historicamente. É elemento constitutivo do pensamento humano.
Ler e escrever, como enxergar esses processos?
 As relações das crianças, jovens e adultos com o mundo e
com os outros, são sempre mediadas por situações
específicas de comunicação, através do uso das mais
variadas linguagens.
 Em língua escrita, muitas vezes, esses processos de
construção são proibidos. Nenhuma metodologia tradicional
permite que as crianças escrevam palavras que nunca antes
copiaram ou que leiam palavras que nunca leram, impedindo
assim perceber como a criança percebe a aquisição da leitura
e da escrita.
 Qual seria o papel do professor alfabetizador mediante
exigências de uma sociedade letrada, de modo a contribuir
para formalização da leitura e da escrita, com prazer?
A Abordagem Construtivista
 Da década de 70 até os dias de hoje, a educação avançou enormemente,
graças às contribuições de todas as ciências, mais especificamente da
psicologia e mais precisamente ainda a partir da TEORIA
INTERACIONISTA-CONSTRUTIVISTA.
 O principal precursor do construtivismo foi o biólogo JEAN PIAGET. Suas
descobertas subsidiaram estudiosos e educadores na reflexão e
reconstrução de seus suportes teóricos e de suas práticas pedagógicas.
 No campo da alfabetização ofereceu informações valiosas sobre os
percursos possivelmente trilhados pelas crianças  sujeitos, sócio-
historicamente determinados no caminho da aquisição da linguagem escrita.
 O construtivismo é uma teoria complexa, ampla e profunda que exige
estudo, ampliação das idéias, mudança de postura e coragem para abraçar
as mudanças. É uma teoria que procura compreender como se dá o
processo de aquisição do conhecimento, de qualquer área de estudo.
CONSTRUTIVISMO NÃO É MÉTODO.
Os 10 mandamentos do construtivismo, segundo Lauro de Oliveira lima:
1º. Não ensine – provoque a criança a fazer descoberta;
2º. Leve as crianças a descobrirem entre si a situação proposta e chegar as suas
próprias conclusões;
3º. Não trabalhe na base da linguagem – trabalhe com a ação da criança;
4º. Não prestigie a memorização: o melhor resultado é a capacidade de inventar e
descobrir;
5º. Comporte-se como técnico de futebol: estimule, critique, sugira. Mas não jogue. O
jogo é das crianças;
6º. Use o material que existir no mundo da criança, ou seja, material significativo para a
criança, seja ela de uma favela ou de um bairro nobre;
7º. Sempre que uma criança chegar a um patamar, complexifique a solução;
8º. Na alfabetização, utilize as marcas e logotipos que são usados por todos no
cotidiano da família;
9º. Organizar as crianças em grupo, deixando que elas criem as regras de convivência;
10º. Leve as crianças a compreenderem o que fizeram – tomada de consciência.
Psicogênese da Língua Escrita
 Emília Ferreiro e Ana Teberosky – principais pesquisadoras da concepção
construtivista produziram conhecimentos de grande valor que acabaram por
mudar os rumos da aprendizagem da escrita, tal como os concebíamos
anteriormente.
 Emília Ferreiro critica a alfabetização tradicional pelos seguintes motivos:
A – julga a prontidão das crianças para o aprendizado da leitura e da escrita
por meio de avaliações de percepção (capacidade de discriminar sons e
sinais, por exemplo) e de motricidade (coordenação, orientação espacial);
B – dá-se peso excessivo para um aspecto exterior da escrita (saber
desenhar letras) e se deixa de lado suas características conceituais, ou
seja, a compreensão da natureza da escrita e sua organização;
C – adia-se o contato da criança com a escrita por julgar que ela ainda não
sabe nem ler, nem escrever;
D – insistem em introduzir os alunos à leitura com palavras, muitas vezes,
fora do contexto, tornando-se sem sentido para a criança.
Reflexões
 As idéias de Emília Ferreiro se contrapõem ao uso da
cartilha porque as mesmas oferecem um universo
artificial e desinteressante.
 E você professor alfabetizador?
Para a próxima aula:
 Ler sobre a psicogênese da língua escrita de Emília
Ferreiro, especificamente, sobre as quatro fases por
que a criança passa até que esteja alfabetizada.
Sugestões de leitura
 FERREIRO, E. Reflexões sobre alfabetização. São Paulo: Cortez, 1897.
 _________. Com todas as letras. São Paulo: Cortez, 2001.
 FERREIRO, E. & TEBEROSKY, A. Psicogênese da língua escrita. Porto
Alegre: Artes Médicas,1986.
 GROSSI, E. P. Didática da alfabetização. Rio de Janeiro: Paz e Terra,
1990.
 REVISTA NOVA ESCOLA – Edição especial: “grandes Pensadores”.
 SOARES, M. Alfabetização e letramento. São Paulo: Contexto, 2004.
Para pensar
 “Independente da autorização da professora, as
crianças estão lendo e escrevendo, estão, na
verdade, intercambiando leituras e escritas com o
mundo (concordâncias e discordâncias, que muitas
vezes a escola nega)”.

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Teoria e prática educativa na área da alfabetização

  • 1. Propósitos do Educador/Alfabetizador Profª Elisa Maria Gomide Anhanguera Educacional S. A.
  • 2. Dimensão política do papel do educador  Diante da dimensão política do papel do educador e da urgência de se construir, hoje, na sociedade, uma prática que dê conta efetivamente da educação de seus alunos, nossa discussão hoje, tem o objetivo de abrir espaço para o diálogo, a interlocução, o encontro e o confronto entre teoria e prática educativa na área da alfabetização.  Para atingir tal objetivo é necessário que o alfabetizador tenha como propósitos:
  • 3.  ultrapassar as barreiras das concepções arcaicas da educação que priorizam a educação voltada para a não reflexão e memorização de conteúdos fora do contexto e pouco significativo;  rever as propostas filosóficas e políticas que separam a ação da reflexão;  priorizar proposta pedagógica de formação e aperfeiçoamento do profissional que considere o aluno como um sujeito capaz de construir seu conhecimento com mediação do docente, independente das condições econômicas, sociais, políticas e culturais do país;  ter consciência de que a prática precisa estar alicerçada em teoria(s) que a fundamenta;
  • 4.  contribuir para que a escola cumpra com sua função social “... garantir a todos condições de viver plenamente a cidadania, cumprindo seus deveres e usufruindo seus direitos...”;  trabalhar habilidades para desenvolver competências numa perspectiva de aprendizagens significativas;  erradicar da prática pedagógica a cultura da repetência, entre outras distorções, que tem se apresentado como solução à não-aprendizagem.  repensar a escola, refletir sobre a atuação de seus membros e levá-los a assumir sua responsabilidade pela aprendizagem de todos os seus alunos, de acordo com suas atribuições.
  • 5. O aprender e o aluno  Ao aprender o aluno modifica a si mesmo e o seu processo de aprendizagem, o “como aprender”.  Para aprender, o aluno internaliza o que acontece a sua volta, através das relações com os outros indivíduos, sob a mediação da linguagem, que cria significados que vão sendo internalizados, constituindo o pensamento e ganhando maior abrangência, dando origem a significados partilhados por grande parte do grupo social. Nesse caso, o conhecimento é sempre uma ação coletiva.  Cada indivíduo aprende de uma forma diferente, porque cada indivíduo é único. O caráter universal da condição humana, os aspectos biológicos, as gêneses e processos de aprendizagem não devem servir para negar o que cada um tem de singular, discriminando as diferenças que existem.  Aprendizagem e desenvolvimento precisam ser contextualizados social e culturalmente. Não se pode afirmar, por exemplo, que todas as crianças têm hora para aprender a falar ou andar, ou ainda que não aprenderam porque não estão maduras para isso.
  • 6. A leitura e a escrita por parte da criança  As crianças, nas variadas interações em que se envolvem desde o nascimento, vão ampliando suas formas de lidar com o mundo e construindo significados para as suas ações e para as experiências que vivem.  Assim os conteúdos escolares precisam ser trabalhados a partir dos interesses, vivências e desejos dos seus alunos (levar a vida para a sala de aula).  As diferentes abordagens do conhecimento, transformadas em disciplinas escolares, devem ser assim como na vida, INTEGRADAS e ARTICULADAS entre si, de modo INTERDISCIPLINAR.  A linguagem torna-se, assim, ferramenta fundamental para a atuação e interação de cada sujeito, influenciando-o sócio- historicamente. É elemento constitutivo do pensamento humano.
  • 7. Ler e escrever, como enxergar esses processos?  As relações das crianças, jovens e adultos com o mundo e com os outros, são sempre mediadas por situações específicas de comunicação, através do uso das mais variadas linguagens.  Em língua escrita, muitas vezes, esses processos de construção são proibidos. Nenhuma metodologia tradicional permite que as crianças escrevam palavras que nunca antes copiaram ou que leiam palavras que nunca leram, impedindo assim perceber como a criança percebe a aquisição da leitura e da escrita.  Qual seria o papel do professor alfabetizador mediante exigências de uma sociedade letrada, de modo a contribuir para formalização da leitura e da escrita, com prazer?
  • 8. A Abordagem Construtivista  Da década de 70 até os dias de hoje, a educação avançou enormemente, graças às contribuições de todas as ciências, mais especificamente da psicologia e mais precisamente ainda a partir da TEORIA INTERACIONISTA-CONSTRUTIVISTA.  O principal precursor do construtivismo foi o biólogo JEAN PIAGET. Suas descobertas subsidiaram estudiosos e educadores na reflexão e reconstrução de seus suportes teóricos e de suas práticas pedagógicas.  No campo da alfabetização ofereceu informações valiosas sobre os percursos possivelmente trilhados pelas crianças  sujeitos, sócio- historicamente determinados no caminho da aquisição da linguagem escrita.  O construtivismo é uma teoria complexa, ampla e profunda que exige estudo, ampliação das idéias, mudança de postura e coragem para abraçar as mudanças. É uma teoria que procura compreender como se dá o processo de aquisição do conhecimento, de qualquer área de estudo.
  • 9. CONSTRUTIVISMO NÃO É MÉTODO. Os 10 mandamentos do construtivismo, segundo Lauro de Oliveira lima: 1º. Não ensine – provoque a criança a fazer descoberta; 2º. Leve as crianças a descobrirem entre si a situação proposta e chegar as suas próprias conclusões; 3º. Não trabalhe na base da linguagem – trabalhe com a ação da criança; 4º. Não prestigie a memorização: o melhor resultado é a capacidade de inventar e descobrir; 5º. Comporte-se como técnico de futebol: estimule, critique, sugira. Mas não jogue. O jogo é das crianças; 6º. Use o material que existir no mundo da criança, ou seja, material significativo para a criança, seja ela de uma favela ou de um bairro nobre; 7º. Sempre que uma criança chegar a um patamar, complexifique a solução; 8º. Na alfabetização, utilize as marcas e logotipos que são usados por todos no cotidiano da família; 9º. Organizar as crianças em grupo, deixando que elas criem as regras de convivência; 10º. Leve as crianças a compreenderem o que fizeram – tomada de consciência.
  • 10. Psicogênese da Língua Escrita  Emília Ferreiro e Ana Teberosky – principais pesquisadoras da concepção construtivista produziram conhecimentos de grande valor que acabaram por mudar os rumos da aprendizagem da escrita, tal como os concebíamos anteriormente.  Emília Ferreiro critica a alfabetização tradicional pelos seguintes motivos: A – julga a prontidão das crianças para o aprendizado da leitura e da escrita por meio de avaliações de percepção (capacidade de discriminar sons e sinais, por exemplo) e de motricidade (coordenação, orientação espacial); B – dá-se peso excessivo para um aspecto exterior da escrita (saber desenhar letras) e se deixa de lado suas características conceituais, ou seja, a compreensão da natureza da escrita e sua organização; C – adia-se o contato da criança com a escrita por julgar que ela ainda não sabe nem ler, nem escrever; D – insistem em introduzir os alunos à leitura com palavras, muitas vezes, fora do contexto, tornando-se sem sentido para a criança.
  • 11. Reflexões  As idéias de Emília Ferreiro se contrapõem ao uso da cartilha porque as mesmas oferecem um universo artificial e desinteressante.  E você professor alfabetizador? Para a próxima aula:  Ler sobre a psicogênese da língua escrita de Emília Ferreiro, especificamente, sobre as quatro fases por que a criança passa até que esteja alfabetizada.
  • 12. Sugestões de leitura  FERREIRO, E. Reflexões sobre alfabetização. São Paulo: Cortez, 1897.  _________. Com todas as letras. São Paulo: Cortez, 2001.  FERREIRO, E. & TEBEROSKY, A. Psicogênese da língua escrita. Porto Alegre: Artes Médicas,1986.  GROSSI, E. P. Didática da alfabetização. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1990.  REVISTA NOVA ESCOLA – Edição especial: “grandes Pensadores”.  SOARES, M. Alfabetização e letramento. São Paulo: Contexto, 2004.
  • 13. Para pensar  “Independente da autorização da professora, as crianças estão lendo e escrevendo, estão, na verdade, intercambiando leituras e escritas com o mundo (concordâncias e discordâncias, que muitas vezes a escola nega)”.