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Este material faz parte do guia de estudos dos Cursos de Pós-Graduação da
Faculdade Campos Elíseos
LUDOPEDAGOGIA
Núcleo de Pós-Graduação
LUDOPEDAGOGIA NA
EDUCAÇÃO INFANTIL
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Faculdade Campos Elíseos
LUDOPEDAGOGIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL
É importante que se tenha o “olhar voltado” para aprender de forma lúdica.
A importância de brincar de forma contextualizada na Educação Infantil. Atividades
voltadas para o corpo que aprende. Segundo Wallon, se o ato motor vem antes do afeto,
quando se nomeia para a criança este ato, a forma como isto é feito, esta já inicia de forma
adequada ou não, sua aprendizagem do mundo.
De forma geral, os adultos não possuem a compreensão do tamanho da importância do
brincar na realidade infantil. Não se tem conhecimento da quantidade de novas habilidades
a serem adquiridas e de conhecimentos também. O cognitivo se desenvolve melhor frente
ao brincar, o pensar, o próprio corpo, a autoestima, os relacionamentos sociais.
Não se pode ver o ato de brincar , apenas como um auxílio para que o adulto possa fazer
suas atividades com maior tranquilidade ou como um momento em que “ a casa vai ficar
de cabeça para baixo”.
De acordo com Craidy e Kaercher (2001, p.104):
A brincadeira é algo que pertence à criança, a infância. Através
do brincar, a criança experimenta, organiza-se, regula-se, constrói
normas para si e para o outro (...) O brincar é uma forma de
linguagem que a criança usa para compreender e interagir consigo,
com o outro, com o mundo.
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É a partir do brincar, que as crianças elaboram a realidade com formas próprias de
símbolos, aprendem a se relacionar socialmente, desenvolvem o raciocínio lógico, a
percepção e ampliam seus conhecimentos.
A sociedade no geral acredita que a brincadeira impede o aprendizado, no entanto, ocorre
exatamente ao contrário do que se acredita.
O lúdico é uma espécie de bolha que se abre no cotidiano e as
pessoas lá entram sabendo que o que iram fazer não tem
compromissos futuros, e as consequências de seus atos estão
limitadas ao espaço de tempo que encerra a atividade lúdica.
(DOHME, 2003, p.90).
Segundo Vygotsky, ( 1991), é importante que a criança brinque, pois quando isso
acontece, esta exercita o raciocínio, desenvolve a motricidade, a criatividade. Vai aos
poucos superando seus próprios conflitos e a passagem do tempo, da própria infância.
Exercita a linguagem, apodera-se do que está ao seu redor de forma leve, livre.
Na Educação Infantil, a realidade é montada através da imaginação e, a imaginação ou
fantasia, através da realidade.
Segue dissertação completa sobre o assunto, ampliando conhecimentos:
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Artigo:
https://repositorio.ufsc.br/xmlui/bitstream/handle/123456789/130079/artespedinfpljve1ed03
6.pdf?sequence=1&isAllowed=y
Esses vídeos no youtube são muito bons também.
https://www.youtube.com/watch?v=WAUlsVSraeM
https://www.youtube.com/watch?v=M-n8rDxHu8s
É necessário que cada vez mais se repensem novas formas de atuação, não só nos
Planos de Ensino, mas na postura e formas de atuação dos professores.
Importante também, entender melhor o desenvolvimento infantil e formas de atuação
então:
A AQUISIÇÃO DA APRENDIZAGEM...
Glaciene Januário Hottis Lyra
Sumário
A AQUISIÇÃO DA APRENDIZAGEM UTILIZANDO O LÚDICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL:
BRINCAR, JOGAR, CANTAR...
Esta pesquisa teve como objetivo fazer um breve estudo em relação ao lúdico ressaltando
a sua importância na aquisição da aprendizagem, através de jogos, brinquedos e
brincadeiras que são segundo grandes teóricos, fundamentais para o desenvolvimento
humano. Para tanto, inicialmente discutiu-se acerca das definições de lúdico, e de seus
componentes, onde nota-se estes como importantes recursos que podem estimular o
desenvolvimento infantil, proporcionando uma melhor prática pedagógica, facilitando o
ensino-aprendizagem escolar. Foi possível mostrar durante o desenvolvimento dos
trabalhos que este é um método indispensável no aperfeiçoamento cognitivo, no
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desenvolvimento e na vida da criança. E que é primordial conscientizar os educandos e
futuros educadores, para a necessidade de compreender a função do lúdico na educação
infantil. Ressaltando ainda a eficiência do lúdico como ferramenta pedagógica na absorção
de diferentes conteúdos. Concluindo-se que o lúdico tem um poder transformador e deve
ser utilizado como recurso escolar, capaz de aproveitar a espontaneidade própria das
crianças facilitando assim o seu desenvolvimento.
Palavras-chave: Lúdico. Aprendizagem. Educação Infantil. Ferramenta Pedagógica.
ABSTRACT
This research aimed to make a brief study in relation to the playful emphasizing their
importance for the acquisition of learning through games, toys and games that are the
second major theoretical, fundamental for human development. To do so, initially it was
discussed about the definitions of recreation, and components where it can be seen as
important resources that they can stimulate a child's development, providing a better
pedagogical practice, facilitating the teaching-learning school. It was possible to show
during the development of this work is an indispensable method in improving cognitive
development and child's life. And it is essential to educate students and future educators,
the need to understand the role of play in early childhood education. Emphasizing further
the efficiency of recreation as a pedagogical tool in the absorption of different content.
Concluding that the play has a power transformer and should be used as a school
resource, able to enjoy the spontaneity of their own children thereby facilitating their
development.
1. INTRODUÇÃO
O presente trabalho pretende reunir informações que possam ajudar a conscientizar a
todos e em especial aos educadores, das diferentes e eficazes formas de ensino e da
possibilidade do lúdico ser utilizado como resolução de problemas na pratica educativa.
Muito tem-se falado sobre a necessidade de melhoramento dentro da educação. Seja
por professores, alunos, pais e grandes teóricos, que tem discutido esse assunto.
Dessa forma, a ludicidade tem se destacado, e aparece como alternativa para a
melhoria da educação, uma vez que o brincar é visto com algo que desperta o prazer e
a alegria no individuo e pode ser utilizado como um importante meio pedagógico.
Os meios de ensino aprendizagem mudam de acordo o desenvolvimento da criança,
esta que desde o nascimento ate atingir sua fase adulta passará por várias etapas da
vida, onde virão com diferentes necessidades de brincadeiras, que serão
imprescindíveis para o seu crescimento e desenvolvimento cognitivo.
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Sendo portanto indiscutível a presença do lúdico em diferentes fases e contextos da
vida da criança, seja na escola, em casa, enfim em qualquer outro lugar que as
crianças possam estar elas sempre vão procurar algo que lhes interesse e motive e o
transformar em um brinquedo para a sua diversão.
É por esse motivo que não dá para falar em criança sem a associar com o lúdico, e
tentar adaptar essa modalidade ao meio educativo, uma vez que ela já faz parte do
cotidiano dos pequeninos.
E é na tentativa de promover uma educação sadia e prazerosa que vários
educadores tem se empenhado para encontrar soluções para que isso aconteça.
É dentro desta perspectiva que este trabalho foi inspirado, para que haja um
entendimento da importância da atividade lúdica para a educação, como uma
facilitadora da aprendizagem infantil.
Na primeira parte do trabalho é apresentado o significado do lúdico e seus aspectos
históricos com o passar dos tempos, onde se faz importante abordagens das
primeiras formas de brincar e o surgimento desta pratica como facilitadora no
processo educacional, aborda ainda a ligação do brincar e a aprendizagem onde há
uma troca recíproca e mostra também as diferentes fases da criança e as
necessidades do brincar.
Na segunda parte há um levantamento das ideias defendidas por importantes
teóricos sobre o lúdico, que vislumbram o mesmo como uma pratica pedagógica e
elemento fundamental para a aquisição do conhecimento, além das diferentes
formas de brincar; como o brincar livre e as brincadeiras coordenadas, explicando
ainda as diferenças entre ambas. Mostra também a música como um importante
integrante do meio lúdico apresentando as inúmeras formas de se brincar com a
música e sua funcionalidade na vida da criança.
Na terceira e última parte apresenta-se a utilização do jogo na linguagem e a
relação da criança com a aquisição desta, descreve ainda os diferentes meios de
trabalhar com a criança através da musicalidade, pelo ritmo, pela rima, pelas
histórias, cantigas, dominó de letras, além de brincar com as palavras, são através
destas ações que poderemos possibilitar momentos de prazer e aprendizagem.
Além do jogo estar presente na aquisição da linguagem ele também é fundamental
no ensino da matemática, que é uma matéria que para a grande maioria dos alunos
é a mais complexa, o lúdico tem um importante papel de torná-la fácil e prazerosa.
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2. ASPECTOS HISTORICOS DO LÚDICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL
A palavra jogo procede do latim “incus”, e seu significado quer dizer diversão,
brincadeira. Segundo o dicionário Mini Aurélio, o lúdico significa: jogo, brinquedo e
divertimento.
O jogo sucede de antigas civilizações, estas que já davam importância para o
processo de ensino-aprendizagem, reconhecendo a sua influencia para educar a
criança, estas civilizações eram os gregos e os romanos. Estes jogos serviam para
ensinar as letras, como as de marchas, brincadeiras com instrumentos como o arco
e os jogos com ossinhos. (JESUS, 2010)
Para o autor, estes jogos serviam para tornar o ambiente em que vivia mais
descontraídos, deixando evidente a conscientização das participações de cada um
enquanto sujeitos pertencentes a um grupo e sociedade, imitando os mais velhos,
logo os mais desenvolvidos em se tratando do conhecimento de valores e normas.
Diante disso, os mais jovens deveriam imitar estas figuras, como uma base do
conhecimento, já que as crianças não poderiam viver como tal, pois nesta época
eram vistas com pequenos adultos, pulando a fase do lazer e conhecer o mundo
com os olhos de uma criança, maravilhadas com seus encantos. Pelo fato da
educação acontecer por meio da instrução, onde se obrigava as crianças a fazerem
trabalhos como de um adulto, para quando chegar a ser, ter o conhecimento
necessário, e assim passar para suas outras gerações.
Para Jesus (2010), apesar de muito antiga a existência dos jogos, eles só tornaram-
se inclusos na educação da criança no século XVI, no período em que o
renascimento predominava e acontecia a educação humanista, onde valorizava o
culto das línguas e das literaturas antigas.
Para o autor a educação do cristianismo era totalmente controladora, primária a
obediência e métodos de memorização, onde não existiam momentos de lazer e na
sua forma de ensino não tinha espaço para o prazer em aprender.
Acreditavam que a finalidade dos jogos não tinha importância, sendo um método
que teria uma educação contraditória, no que diz respeito à seriedade da instituição.
É só a partir do renascimento que este passa a ser considerado um meio de
atividade estimuladora para as crianças (JESUS, 2010).
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Em março de 1549, no período do catolicismo, esta diferente forma de ensino foi
adotada pelos jesuítas aqui no Brasil, servindo para defender sua religião e para
convencer às pessoas e catequizá-las, como possibilidade de um método eficaz
para este processo, sendo os precursores a por em prática esta diferente e ousada
forma de aquisição do conhecimento, pois, afirmavam que existiam valores
embutidos nos jogos, sendo praticados nos colégios jesuítas. Apesar disto, a
criança só passa a ser vista como tal, a partir do século XVIII e não mais como
adulto em tamanho reduzido, ai então incluindo a brincadeira como algo necessário
e normal para a passagem das fases e assim tornar-se adultos. (JESUS, 2010)
Na passagem do século XVIII para XIX, nos EUA, aconteceu um marco na história,
onde um filósofo conhecido com Froebel defendia que o brincar seria uma
importante forma de educar, considerando que as crianças respondem melhor os
incentivos ocorridos através da espontaneidade. Defendendo que, se o jogo dava
certo na pré-escola, também poderia ser utilizado na educação infantil, o que
influenciou todos os países para o surgimento da educação infantil. Este método de
ensino foi divulgado para muitos países por missionários cristãos, protestantes em
diversos lugares, acreditando e defendendo que a aquisição do conhecimento é
mais eficaz por meio do brincar. Servindo como importante influência para orientar
as crianças na execução de conteúdos escolares
2.1 O BRINCAR E A APRENDIZAGEM
O lúdico na educação infantil é fundamental para a evolução da aprendizagem da
criança. É importante salientar que na história da humanidade é notável que as
crianças sempre brincaram e brincam até hoje e, certamente continuarão brincando.
Portanto, é visível, que toda e qualquer criança normalmente, sente prazer no
brincar, pois quando isso não acontece, é um forte indicio de que alguma coisa não
vai bem.
As crianças brincam porque sentem a necessidade de brincar, e acabam
aprendendo com essa prática espontânea.
Segundo Rosamilha (1979, p.77):
A criança é, antes de tudo, um ser feito para brincar. O jogo, eis ai um artifício que a
natureza encontrou para levar a Criança a empregar uma atividade útil ao seu
desenvolvimento físico e mental. Usemos um pouco mais esse artifício, coloquemos
o ensino mais ao nível da criança, fazendo de seus instintos naturais, aliados e não
inimigos.
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O educador deve estar preparado para suprir as necessidades dos alunos, quando
se trata de satisfazê-los, acrescentando em suas aulas brincadeiras, visando o
crescimento e desenvolvimento infantil, pois, estes vão além do brincar físico.
A criança deverá ser orientada para que suas ações sejam aproveitadas e utilizadas
como um método facilitador do processo de ensino e aprendizagem, o que pode ser
uma solução para obter resultados satisfatórios. Tendo em vista, objetivos claros e
pré-definidos a serem alcançados. Sendo cauteloso com os tipos de brincadeiras
que irão ser apresentadas, para que estas sejam eficazes, e correspondentes ao
momento adequado do desenvolvimento infantil, para que, estas sirvam como
fontes inesgotáveis de interação lúdica e afetiva, para uma aprendizagem eficaz,
onde eles possam assimilar os conteúdos.
De acordo com Campos (1986, p.111): “A lúdicidade poderia ser a ponte facilitadora
da aprendizagem se o professor pudesse pensar e questionar-se sobre sua forma
de ensinar, relacionando a utilização do lúdico como fator motivante de qualquer tipo
de aula”.
A não utilização da dimensão lúdica na intervenção do educador permite que este
apresente somente uma aula cientifica, que para os alunos quase sempre é chata e
desinteressante, podendo ser repensada e transformada em uma aula interessante
e participativa. Por esse motivo, faz-se necessário repensar o porquê das aulas não
estarem sendo produtivas? E o porquê os alunos não aprendem? O que pode ser
feito para que as aulas fiquem mais interessantes?
A participação e interesse dos alunos devem ser espontâneos, motivando-os a
despertar para a ação e o consequente prazer em aprender.
Para Kami (1991, p.125):
Educar não se limita a repassar informações ou mostrar apenas um caminho,
aquele caminho que o professor considera o mais correto, mas é ajudar a pessoa a
tomar consciência de si mesma, dos outros e da sociedade. É aceitar-se como
pessoa e saber aceitar os outros. É oferecer várias ferramentas para que a pessoa
possa escolher entre muitos caminhos, aquele que for compatível com seus valores,
sua visão de mundo e com as circunstancias adversas que cada um irá encontrar.
Educar é preparar para a vida.
O Educador, enquanto mediador do conhecimento é o sujeito que tem a função de
encontrar diversas formas de lecionar, para que, sirvam como estímulos, para os
pequenos. Além disso, este precisa estar sempre adaptando suas aulas de acordo
com seus alunos, devido às necessidades, serem divergentes, de acordo com cada
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um. Cabe ao profissional da educação, examinar minuciosamente sua qualidade,
defeitos, diferenças e anseios, para que cada um perceba o verdadeiro sentido de
uma brincadeira lúdica em sala de aula (KAMI, 1991).
A intervenção não deve acontecer como um motorista dirigindo um carro, aonde o
motorista o conduz por conta própria, o educador deve apresentar e estimular a
criança, mais a própria criança que irá conduzir suas próprias brincadeiras e ações,
construindo e reconstruindo, experimentando e vivenciando em suas ações
espontâneas.
2.2 ETAPAS DO DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA
No desenvolvimento infantil, é possível notar as diferentes fases passadas pelas
crianças, que são totalmente distintas entre si. São específicas em suas
necessidades e interesses que marcam o momento e unidade da criança.
Acontecendo em uma ordem crescente, sendo desde a primeira até a ultima,
preparando-as e evoluindo de acordo com as suas diferentes faixas etárias, ocorre a
evolução do pensamento, o desenvolvimento cognitivo. (JESUS, 2010 p.1- 29)
Iniciando no período sensório motor (até 24 meses)
Nesta fase a zona da boca é considerada a de prazer.
Segundo Jesus (2010, p. 11):
É um dos períodos mais complexos. Ocorre a organização do desenvolvimento da
criança, nos aspectos perceptivos, motor, intelectual, afetivo e social. Começa com
reflexos que vão aos poucos se transformando em esquemas sensórios-motores.
O período dos reflexos é o momento em que a criança começa a perceber o mundo
a sua volta e interar-se. Um dos primeiros contatos que a criança passa a ter é com
a mãe no momento em que ela suga o leite, que é através desta ação que ela
começa a formar esquemas sensórios-motores. Ação esta que está internalizada e
repetida em outros momentos sejam sugando o dedo, objetos e tornando comum
esta ação de agarrar objetos e levá-los à boca.
Há outras atividades onde a criança desenvolve suas habilidades sensório-motoras
para o conhecimento do mundo externo: Na observação do mundo ao redor,
olhando pela sua sensibilidade auditiva e manipulando: tocando e sentindo os
objetos que estão ao seu alcance. Estes servem para uma constante evolução no
que diz respeito a integração de hábitos e desencadeando novas ações, por meio
dos resultados obtidos, deixando de ser apenas reflexos, tornando-se uma ação
aprendida e iniciando o nascimento da inteligência que substituirá a fase do reflexo.
Jesus (2010 p. 12) afirma, ainda, que:
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O sentimento de afeto entre adulto e criança é demonstrado pelo toque e por
mudanças no tom de voz ou expressões faciais que os adultos fazem tentando uma
comunicação com o bebê. Essas expressões vão tomando um sentido para ele e
acabam por se transformar em um meio de aprendizagem.
1- É através das figuras mais próximas, sendo, portanto os pais, que as crianças
passam por um importante desenvolvimento da sua vida afetiva, por meio do toque,
sons e expressões faciais, sendo uma fase que ela copiará tudo o que vê e reagirá
com a estimulação de outras pessoas, bem como: bater palmas e balançar o corpo.
E desenvolverá um laço afetivo com as pessoas com que lhes parece confiável, e
demonstrar carinho por elas.
Logo esta criança começa a desenvolver suas habilidades de se locomover,
aprendendo a andar e com o passar do tempo, ter segurança para correr e pular,
amadurecendo o seu sistema nervoso e aumentando a sua vontade de explorar o
espaço ao seu redor, despertando a curiosidade, e consegue iniciar o período de
independência para segurar objetos, alimentos e copos com liquido.
2- O egocentrismo é comum neste período marcando assim o impedimento da
objetividade, pois, estas não conseguem enxergar a sua atuação como ampla, mas,
só consegue tirar suas conclusões através de suas percepções, conseguindo
diferenciar-se do mundo e organizando-o para si.
Aproximadamente com dois anos a criança começa a tomar gosto pelas ações com
gestos, contos e objetos que possibilitam prazer ao pegar e manipular.
Segundo Jesus (2010 p. 14)
O jogo de imitar torna-se seu maior instrumento de aprendizagem. Passa a se
encontrar com as pequenas estrofes de músicas e versos infantis, brincar de faz-de-
conta e ouvir os contos de fadas. Gosta das tintas, do barro, dos restos de papel e
raspas de madeira, da areia, da água e da massa de modelar.
Neste momento a criança sente gosto pela imitação, deixando o esquema sensório-
motor, para reproduzir o que vê e com o passar do tempo a criança apropria-se
destas ações. O seu prazer é estar em contato com o mundo encantado das
musiquinhas, onde eles dançam e passam a adquirir uma linguagem musical de
acordo com o que ouvem, assim também como versos infantis, sentem satisfação
no brincar de faz-de-conta, por exemplo:
• Quando brincam de comidinha com bonecas;
• Quando seguram um objeto redondo e fazem de conta que está dirigindo um carro;
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Interessam-se ainda em histórias, sejam elas mine teatrinho, contadas com livros ou até
mesmo encenadas.
É um período em que as crianças iniciam o reconhecimento através do reflexo do espelho
do seu próprio corpo, explorando ao máximo possível cada detalhe que consegue observar
em suas próprias características.
Período pré-operatório (dois aos sete anos)
As crianças ainda continuam brincando de apresentar e essa necessidade fica cada vez
mais forte, uma vez que, está em fase de formação da personalidade, e é por meio das
cenas vistas por estes é que vão imitá-las e internalizá-las, como por exemplo: Uma mãe
limpando a casa, um pai dirigindo um carro, assim também como palavras e
frases, sendo capaz de reproduzir-las por meio de brincadeiras e imitações, observando a
linguagem e nomeando assim os objetos, reconhecendo-os pelo nome e conceituando-os,
dando importância a linguagem, pois o desenvolvimento do pensamento depende dela
para a aquisição de novos conhecimentos e a ampliação desta. Se fazendo necessário
visualizar os objetos e conhecê-los, para que em sua ausência elas possam falar do
mesmo e descrevê-los, através dos signos que irão aprender a nomear, construindo assim
a categoria simbólica, dando abertura para iniciar a representação conceitual.
Segundo Costa (2003 p. 24): a fase do jogo simbólico é de grande importância porque
permite a criança reconstruir as experiências com seus interesses através de imagens
elaboradas pelo eu.
Nesta fase a criança ainda sente dificuldade, apesar da mesma estar passando por um
momento de evolução na aquisição da aprendizagem, é de grande valia para o seu
desenvolvimento, este ser adquiridos através de meios simbólicos. Ainda nesta etapa a
criança possui interesses egocêntricos, pois, ainda não é possível que estas vejam o
mundo como ele realmente é e tirem suas próprias conclusões do que vê, é por isso que
elas ainda não estão preparadas para a formação de conceitos próprios, devido ainda não
possuir uma vasta aquisição verbal, não tendo objetividade o suficiente para a construção
do pensamento conceitual.
É exatamente neste momento, que o jogo simbólico se faz preciso, pois estas
crianças necessitam sentirem-se seguras em seu desenvolvimento afetivo-
intelectual, pois, este serve como intermediário na construção do saber, sendo
imprescindível na vida da criança. Dando inicio a uma amplificação da linguagem e
pensamento levando ao melhoramento dos relacionamentos interpessoais,
passando a comunicarem-se melhor através da fala com irmãos, colegas,
amiguinhos e seus pais.
Neste momento a criança conversa sozinha de acordo as suas ações, construindo e
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reconstruindo sua aprendizagem individualmente, agindo conforme seus esquemas
sensório-motores.
Segundo Costa (2003, p. 25)
O simbólico possibilita o exercício do pensamento como representação mental do
que se está fazendo, tecendo o conteúdo psíquico através dos signos da linguagem.
Como a criança ainda está incorporando as novas possibilidades aos esquemas
formados, ela “pensa alto”.
O simbólico é uma forma de assimilação das ações. Com a linguagem, onde só a
própria criança fala, consigo mesma, acontecendo lentamente de acordo a
associação que a criança consegue fazer de suas ações e com palavras,
demonstrando isso através do brincar, imitações de pessoas e para a satisfação de
suas necessidades e pedidos, preparando a criança para novas descobertas e
auxiliando-os a enxergar o mundo como ele realmente é adaptando-os à realidade
(COSTA, 2003 p. 25).
No sub-estágio instrutivo, o egocentrismo ainda predomina, as crianças ainda tiram
suas próprias conclusões em relação a atividades visuais, definindo os objetos a
partir da sua imaginação, mas, o egocentrismo que tem prevalecido até aqui, perde
o lugar para a objetividade, podendo agora reconhecer o outro existente e dar mais
ênfase também aos objetos, acreditando que estes sejam também responsáveis por
acontecimentos, por ainda não conseguir defender suas próprias ideias com
objetividade. Abrindo espaço para o pensamento com pressentimento, que auxiliará
na mudança do momento pré-conceitual para o conceitual, utilizando mais a
primeira lógica e suas características.
As representações mentais serão fundamentais nesta fase, uma vez que, a criança
passa a internalizar suas experiências mentais.
Período concreto (sete aos doze anos)
Estas crianças, nesta fase ainda não conseguem obter uma operação mental
através das propostas verbais, é por este motivo é que esta etapa é conhecida
como operações concretas.
Nesta etapa a criança já consegue raciocinar continuamente, percebendo que existe
uma ordem a ser seguida, através das expressões das suas ideias e sente interesse
em fazer amigos e divertir-se.
Segundo Jesus (2010, p. 21)
É a partir daí que a criança começa a demonstrar a necessidade de um espaço para
encontrar os amigos e brincar. Não é mais tão divertida a diversão apenas com os
seus brinquedos, é necessária a companhia dos amigos para que a brincadeira seja
realmente interessante. É o surgimento das relações sociais na sua vida, o primeiro
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interesse em pertencer a um grupo.
Ainda segundo o autor, o egocentrismo desaparece e perde espaço para a
construção de novas amizades, devido à necessidade de conviver com outras
pessoas, e de dividir seus brinquedos, para a construção de novas formas de
diversões, deixando as brincadeiras simbólicas e começando a sentir interesse
pelos jogos e competições.
Jesus (2010) destaca que a comunicação é um ponto relevante neste período ou
mudança, onde as crianças integram-se e interagem, em grupo na escola,
conseguindo um relacionamento indispensável para o seu desenvolvimento pessoal
e intelectual, uma vez que seus interesses aumentam pelo conhecimento das
ciências, o corpo humano, pela forma com que eles relacionam-se com outras
pessoas e pela aquisição do conhecimento da sexualidade e como acontece a
reprodução, interessando-se pelo processo.
Apesar do interesse, pelo contato com outras pessoas nas construções de novas
amizades, normalmente acontece uma separação por sexo, meninos brincam com
meninos e meninas brincam com meninas.
Jesus (2010) afirma ainda, que isso faz com que desperte ainda mais o espírito
competitivo, devido o instinto humano, e para atrair os olhares dos demais, e em
especial do sexo oposto. Assim também ocorre entre as crianças que se destacam
por alguma qualidade, gerando inveja e conflitos, levando a rejeição do individuo. É
notória neta faixa etária a dificuldade de relacionamento entre as crianças da
mesma idade, mas, apesar disto, a curiosidade e o interesse por coisas novas
auxilia no despertar do pensamento.
Na instituição escolar, sempre há formação de grupos, o que beneficia alguns e por
outro lado acaba excluindo outros, devido estes não conseguirem possuir
características, que aos olhos do grupo, não se encaixam, isolando-o e dificultando
sua aprendizagem, cabendo ao educador observar estes comportamentos e suas
possíveis consequências e auxiliar por meio da intervenção pedagógica para a
junção e integração dos mesmos.
Período operatório formal (após os doze anos)
Na operação anterior, observa-se que a criança ainda não consegue assimilar o
imaginário do concreto, tendo suas concepções baseadas em suas percepções, já
nas operações formais o pensamento já então adolescente torna-se mais abstrato,
ou seja, tornar-se capaz de realizar operações mentalmente sem a necessidade de
um objeto concreto para isso.
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Segundo Costa (2003, p. 37)
Agora, em função das operações formais, o adolescente se relaciona com o mundo
buscando fazer generalização ampla, construindo teorias; não mais em presença de
objetos concretos, mas a partir de princípios abstratos a que chegou decorrente de
suas experiências concretas.
Para o autor, a criança cresceu e visou um adolescente que já consegue fazer
associações de pensamento sem a presença de objetos, conseguindo organizá-los
e vinculá-los fazendo várias relações no mesmo momento de conversas ou
explicações, coisa que nas operações concretas não conseguia, pois, só poderia
fazer uma relação por vez.
Nesta etapa as operações são praticamente as mesmas da anterior, mas a
complexidade das características desta fase é o que diferencia, aparecendo um alto
nível de generalização, um pensamento que se move constantemente, deslocando-
se, possibilitando a criação de hipótese e proposições (criação de propostas), que
guiam os seus pensamentos que deverá ser testado constantemente.
Para Costa (2003) esta fase é conhecida como a mais complicada, devido ao
normal conflito do adolescente com o mundo, pois estes costumam possuir o
egocentrismo adolescente, acreditando que as pessoas devem sempre estar de
acordo os seus pensamentos e opiniões. Há uma notável diferença no
desenvolvimento de meninos e meninas e devido a estas mudanças, acarretam um
conflito entre ambos.
Em sala de aula não conseguem dar a necessária atenção aos momentos de
construção do conhecimento, devido a seus pensamentos e interesses estar
voltados para sua própria diversão e satisfação, mas, não assumem suas
responsabilidades, apesar de almejarem sua liberdade.
A escola tem um papel muito importante no desenvolvimento intelectual destes
adolescentes devido a suas imensas vontades e frustrações, cabendo a escola
trabalhar com estes em parceria, mostrando que estão preocupados com suas
conquistas e problemas decorrentes de seus conflitos internos, acrescentando aulas
interessantes e dinâmicas, dando ênfase ao artístico e desportivo.
2.3 O JOGO, O BRINQUEDO E A BRINCADEIRA NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Na educação infantil, durante o desenvolvimento da humanidade as percepções,
ideias e práticas foram se enriquecendo com pensamentos que se consolidam até
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os dias de hoje, influenciando os métodos de alguns educadores.
A escola é uma instituição onde a sociedade é dependente da mesma, pois o senso
de responsabilidade e as normativas de cooperação são essenciais para educar as
crianças, incluindo o jogo como um ponto crucial para enriquecer este senso de
responsabilidade e normas de cooperação.
Zacharias citando Froebel (1861) fortalece a metodologia lúdica na educação
infantil, afirmando que o grande educador faz do jogo uma arte, um excelente
instrumento para exercer a educação para as crianças, onde elas se expressam
através das atividades de percepção sensorial, do brinquedo e da linguagem. Sendo
assim, a brincadeira e o jogo são as melhores formas para as crianças
relacionarem-se com o mundo, além de comunicar-se com outras crianças. O jogo
possibilita a criança a conviver com diferenciados sentimentos íntimos. Dessa forma
facilitando o conhecimento e aprovação do outro, resultando na socialização.
Froebel, “pai” do jardim de infância observava na criança a necessidade de
aprender brincando, contribuindo assim para a pedagogia moderna, partindo do
presumo de que o Ser humano é essencialmente dinâmico e produtivo e não
meramente receptivo. Para Froebel (1826) “a criança se expressaria através das
atividades de percepção sensorial da linguagem e o brinquedo, a linguagem oral se
associaria à vida”.
Nessa perspectiva, a educação infantil foi contextualizada destacando como
primeiro espaço a importância do brinquedo e da atividade lúdica, ao perceber o
relacionamento das crianças com os símbolos para brincar, além de destacar o
grande valor dos desenhos, atividades motoras e ritmos musicais para o
desenvolvimento da criança.
Froebel (1826) destaca que para o autoconhecimento da criança, o primeiro passo
seria destacar os membros do seu próprio corpo, para que depois elas possam
trabalhar os movimentos destes membros e do corpo como um todo. Ele dava
ênfase a utilização de histórias, lendas, contos, fábulas e mitos, como também as
excursões e contato com a natureza, percebendo assim que tais atividades
despertavam um grande interesse pelo passado e um desenvolvimento na noção do
tempo e da história, quanto aos símbolos, observou ser uma atividade da
espontaneidade da criança.
Estas ideias de atividades de liberdade, a importância do jogo, a linguagem com a
primeira forma de expressão, o brinquedo com a forma de autoexpressão, o ritmo, o
desenho e as atividades de amadurecimento são importantes e transformadoras da
educação infantil.
Segundo Froebel (1826) atividades construtivas eram fundamentais para integrar o
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crescimento mental, físico e moral. E para isso, criou blocos de construção,
utilizados nas atividades criadoras, uma vez que é na infância que os sentidos e as
atividades motoras são preponderantes na vida humana. Essa postura implicou na
valorização da participação familiar, nas relações humanas, pelo fato da infância ser
o período que as crianças precisam ser protegidas pelos pais em decurso de sua
dependência.
Existem vários significados para os termos brincar, brincadeira e jogos. Sucedem a
partir do uso no dia-a-dia da história cultural e da vida de cada um.
Vigostsky estabelece uma estreita relação entre jogo e a aprendizagem, dando-lhe
uma grande importância, onde a relação crucial é que o desenvolvimento cognitivo é
um resultado da integração da criança com as pessoas com as quais elas mantêm
um contato com regularidade, sendo assim, Brunnel (1993, p.81) afirma:
Brincar é coisa séria, e não significa apenas prazer e alegria, mas também vivenciar
as tensões das escolhas, dos conflitos, dos limites, do fazer e desfazer das ações e
imaginações que o brincar e equilíbrio e o desequilíbrio.
Desta forma, a importância do brincar vai além do simples prazer, este auxilia no
melhoramento da saúde física e principalmente o desenvolvimento mental por
intermédio dos brinquedos, se fazendo fundamental o ato de brincar.
Por este motivo é fundamental fazer a distinção do brincar prático, simbólico e jogos
com regras. Uma vez que há diferentes graus de desenvolvimento das crianças de
acordo com as diferentes idades.
O brincar prático inclui o brincar sensório-motor e exploratório do jovem bebê –
especialmente dos 6 meses aos 2 anos; o brincar simbólico abrange o brincar e faz-
de-conta, de fantasia e sociodramático da criança pré-escolar, de cerca de 2 ou 3
anos até os 6; os jogos com regras caracterizam as atividades das crianças a partir
dos 6 ou 7 anos. (SMITH, apud VYGOTSKY, 2006, p. 25)
De acordo com as ideias de Piaget, a relação da observação docente sobre os
alunos e sua importância, deve ser fundamentada em um debate mais inventivo,
onde os estudantes e seus “erros” sejam observados como parte integrante do
processo de aprendizagem. Pelo fato de quando ocorrem estes “erros”, o educador
pode observar o que já foi absorvido pelo educando e o que este ainda tem a
absorver ou melhorar.
Assim pode-se ainda somar a esta relação as necessidades que devem estar
baseadas na cooperação do educando e do educador, onde só será ampliada pelo
debate entre os iguais, fator este, que promoverá o processo do desenvolvimento
cognitivo fundamentalmente quando houver a instigação e a provocação do
professos, mantendo o clima de cooperação.
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Segundo Smith apud Vygotsky (2006) para o favorecimento da visualização do
individuo no instante do seu desenvolvimento, esta observação deve ser criteriosa,
vinculando-as as atividades cognitivas que estarão aptas a investigar. Os resultados
serão: a descentralização, a construção e a socialização de um conhecimento
dinâmico e racional dos alunos.
Dessa forma, continua o autor, o processo de ensino-aprendizagem passa a ter a
produção das crianças como parte integrante dele, tendo em vista a compreensão
não só do produto, mas também do significado do processo, assim quando a
aprendizagem da criança for um sujeito ativo, isto será significativo, se dando isso
quando a criança obtiver informações ligadas ao objeto de estudo, organizando
suas atividades de forma lúdica, agindo assim sobre elas.
Pode-se destacar que enquanto Piaget fundamentava-se no estudo do
desenvolvimento das estruturas lógicas, Vigostsky tentava entender as relações do
pensamento/linguagem e seus envolvimentos no desenvolvimento intelectual. Hoje
há muitos debates entre os pesquisadores pela subestimação de Piaget em relação
à importância da linguagem como objeto de atenção cognitiva do educando.
Descuidando do seu papel como fator construtivo do conhecimento (PIAGET, 1977).
Se para Vigostsky, a linguagem é quem abre os caminhos para um desenvolvimento
proximal, ou seja, auxilia a criança na evolução do seu nível de desenvolvimento
real através da mediação realizada pelo “outro”, para Piaget, ela não exercia
grandes influências no papel cognitivo nas novas descobertas feitas pela criança.
Vale ressaltar que nem toda criança esta na mesma ZDP (zona de desenvolvimento
proximal), ainda que tenha a mesma idade, de forma que é necessária a
intervenção do professor em seja qual for a fundamentação do currículo baseado no
brincar livre.
A ajuda adulta é orientada por ciclo de planejar-fazer-revisar. Os adultos incentivam
as crianças a escolherem e a planejarem uma atividade, depois executarem o plano
e então refletirem sobre porque algumas coisas deram certo outras deram erradas.
(SMITH, apud VYGOTSKY, 2006).
No ponto de vista construtivo de Piaget, as pressões linguísticas e sociológicas não
são listadas em blocos e são exercitadas essencialmente com a interação nas
realizações de cada individuo, no decorrer do processo de desenvolvimento. Sendo
assim, a linguagem transmite ao individuo um sistema baseado em classificações,
relações, conceitos elaborados pelas concepções anteriores, mas a criança utiliza
este sistema de acordo com o desenvolvimento de sua estrutura intelectual.
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Os PCN‟s (Parâmetros Curriculares Nacionais) salienta que, nas brincadeiras os
jogos trazem a proposta de um desenvolvimento psicológico, obrigando a
normalização e o controle para o caminhar deste exercício. Mediante a articulação
do conhecimento e do imaginário, no jogo, há o desenvolvimento e o
autoconhecimento, tanto para saber até aonde se pode chegar e até onde se pode
esperar.
Para Mello (1989) os jogos desenvolvem as capacidades corporais, equilíbrio e
coordenação, e o brincar é uma prática que se relaciona com estas atividades,
dando ênfase aqueles jogos que envolvam o subir, descer, correr, dançar,
movimentar-se, com brincadeiras que exercitem o movimento, a resistência, a força,
entre outros fatores para o equilíbrio corporal. Desta forma, as crianças aprendem
com os jogos a lidar com símbolos, sentidos, os significados das coisas passam a
ser imaginados e assim tornar-se submisso às regras.
Estes jogos com regras colaboram com a compreensão de que as regras podem
sofrer combinações, e ainda a percepção de que só podem jogar de acordo com a
jogada do outro, dando respeito a vez do anterior e do próximo jogador.
Assim a participação da criança nos jogos em grupo desenvolve uma conquista
emocional, cognitiva, moral e social, ampliando também o raciocínio lógico,
concebendo o interesse e o prazer à criança.
3. TEÓRICOS DEFENSORES DO LÚDICO
A educação lúdica é uma necessidade que se adquire com o passar dos tempos e
tornou-se imprescindível na vida do ser humano, pois o brinquedo, o jogo e a
brincadeira são a essência da infância, e não devem mais ser vistos apenas como
diversão, mas, também na atuação pedagógica como um caminho que conduz a
produção de conhecimento, auxiliando no desenvolvimento cognitivo e na vida
social como um todo (PORTO, 2004).
Segundo Porto (2004 p. 126): “A questão da ludicidade tem sido compreendida em
diferentes concepções na área da educação: história, antropologia, publicidade,
entre outros setores do conhecimento, destinado ao tema diferenciado abordagens
e interpretações”.
O lúdico tornou-se essencial na atualidade, uma vez que, grandes estudiosos têm
refletido e buscado meios de utilizá-lo, para o melhoramento de estudos e
possibilidades de aprendizagem para as crianças. Já que a este compete facilitar,
este aprendizado por meio de suas manifestações sejam elas músicas, jogos ou
arte, trazendo benefícios para o educando e crianças como um todo.
Sendo, portanto, definidos por diferentes autores como indispensáveis no
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desenvolvimento humano e estudado como um facilitador em diferentes áreas, bem
como: História, na antropologia, publicidade e em especial no cotidiano escolar
como um meio de disseminação de conteúdos. O que o torna flexível às inúmeras
interpretações e conceitos dos seus valores.
Diante da tamanha necessidade em nossas vidas, há diversos pensadores que dão
a devida atenção, discutindo as inúmeras definições e utilidades na vida do ser
humano, tanto na formulação do conhecimento, quanto na sua importância como
facilitador da aprendizagem, no desenvolvimento cultural, pessoal e social.
Há diversas definições no contexto dos teóricos influentes neste estudo:
Segundo Feijó (1998), “o lúdico passou a ser reconhecido como um traço essencial
do comportamento humano. Desse modo à definição do lúdico deixou de ser o
simples sinônimo do jogo. As implicações da necessidade lúdica extrapolam as
demarcações do brincar espontâneo.”
Com as mudanças de seus significados, o lúdico acabou se tornando algo amplo
onde há espaço para a arte, a música, a brincadeira, o brinquedo, o jogo,
desenvolvendo na criança as habilidades necessárias em seu crescimento físico e
psíquico. Passando assim a ser uma brincadeira “séria”, onde se pode sentir prazer
ao brincar, aprendendo vários conteúdos.
Para Porto (2004, p.160).
Para começar, Cipriano Luckesi assinala que liberdade “é um fenômeno interno do
sujeito, que possui manifestações no seu exterior” (2002, p. 26) e que a atividade
lúdica é “aquela que propicia a „plenitude da experiência‟” (2000, p. 96), portanto a
ludicidade vem a ser uma possibilidade de experiência plena, interna e
consequentemente “essa experiência pode nos tornar criadores e recriadores de
nossas vidas...” (2002, p. 55). Lúcia Helena explicita que “as atividades lúdicas
permitem que o indivíduo vivencie sua inteireza e autonomia em um tempo-espaço
próprio, particular”
Na atividade lúdica, as crianças tem a possibilidade de uma autoexperiência de
acordo com o estilo e objetivo desta atividade, experiência esta que manifesta-se
através de suas ações no ambiente em que estas estão sendo desenvolvidas,
promovendo às crianças um aperfeiçoamento maior em suas experiências, cada vez
que elas exercem tais atividades dado a capacidade de criar conceitos e corrigi-los
com tais experiências, aplicando assim estes conceitos em suas vidas, estas
experiências são totalmente “individuais”, ou seja, ainda que determinada atividade
seja executada em grupo os conceitos e aprendizados são particulares do individuo,
ocorrendo dentro do seu próprio tempo-espaço, dando ênfase aos ganhos na sua
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autonomia e liberdade de decisões e expressões, fatores cruciais para a vida
humana contemporânea (PORTO, 2004).
Mas, se para uns autores há definições, para outros não!
Segundo Júlia (1996):
O jogo é uma entidade sem definições, pois, o ser que joga, está buscando prazer,
algo além que simplesmente sobreviver. Por isso é que o jogo não tem definição.
Pois se para definir “o ser” já é necessário um empenho significativo, definir “a
busca de prazer não material do ser” torna-se uma tarefa impossível.
A autora afirma, a não definição para o jogo, que é um integrante muito importante
do conjunto lúdico. Defende que o jogo é simplesmente uma fonte de prazer, algo
que faz muita diferença na vida do individuo, tornando a pessoa que o utiliza, de um
sujeito passivo para um sujeito ativo de uma sociedade.
É baseando-se nisto que a autora defende o seu pensamento da não definição do
jogo. Acredita-se ainda que haja uma imensa dificuldade em definir uma pessoa, “o
jogador”, fazendo-se, portanto necessário um esforço sobre-humano, sendo assim
ainda mais complicada a definição de algo que não podemos ver, mas apenas
sentir, sendo algo impossível.
Já segundo Kishimoto (apud COMPAGNE, 1989, p.112) ele tem duas definições:
1Função Lúdica – o jogo propicia a diversão, o prazer e até o desprazer quando
escolhido voluntariamente.
2Função educativa – o jogo ensina qualquer coisa que complete o individuo em seu
saber, seus conhecimentos e sua apreensão do mundo.
Para Compagne (1989) citado por Kishimoto, o jogo tem duas funções na vida da
criança, sendo a primeira, a função lúdica, que tem como objetivo apresentar a
espontaneidade da criança e desenvolver a alegria e a satisfação no momento do
jogo, podendo ainda ocorrer um desprazer por motivo da liberdade de escolha, que
o torna menos interessante. A segunda é a função educativa, que tem como foco a
aquisição do conhecimento e desenvolvimento intelectual e moral, possibilitando a
relação do individuo com o mundo, fazendo novas descobertas.
Segundo Porto, (2004 p. 74)
Não há momento especifico de ludicidade, ela predomina em quase todos os
momentos do dia-a-dia, buscando criar uma convivência alegre e prazerosa,
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respeitando as características das crianças e adolescentes que, através do lúdico,
expressam mais diretamente sua maneira de ser.
A ludicidade se faz presente no cotidiano humano, em todos os momentos, seja em
suas casas, em passeios, na escola em momentos de recreação, dentre outros.
Possibilitando uma qualidade de vida harmoniosa e individualizando cada um de
acordo as suas especificidades, quando se fala de suas características, podendo
apresentar mais claramente por meio do lúdico a sua personalidade.
Para o autor as pessoas são diferentes, logo suas necessidades também. É através
da educação lúdica que estas devem ser expressas, desenvolvendo assim, a sua
interação com o mundo. Devido à necessidade que o ser humano possui de
conhecer a si mesmo e tudo ao seu redor, é preciso refletir sobre o mesmo que está
presente em todos os momentos de nossas vidas, iniciando quando criança e
estendendo-se por toda vida.
Para Porto (2004, p.47)
Para promover-se uma educação lúdica, faz-se necessário compreender o que é
ludicidade, como ela influencia a vida humana, quais relações podem ser
estabelecidas entre a mesma e a educação e quais caminhos já são e podem vir a
ser experimentados para que essa educação lúdica se efetive.
A ludicidade é entendida como: brincar, jogar, fazer arte, ouvir música e como meios
pedagógicos na atuação docente, é essencial para o desenvolvimento, quando se
fala da compreensão do mundo e para o desenvolvimento da criança física e
mental, além de contextualizar o individuo no meio social e afetivo, e o mais
importante nos olhos das crianças, possibilita momentos de alegria e prazer,
melhorando a sua autoestima. Portanto, ela tem diversas funções, e propiciam
diversos benefícios as crianças.
Na história da evolução da criança frente a sociedade, o seu papel tem sofrido
grandes mudanças com o passar dos tempos.
Para Porto (2004, p. 142), a criança era vista como um sujeito incapaz, devido a sua
falta de utilidade em relação aos trabalhos, comparando aos adultos, levando ao
desprezo, ou seja, não era tido o devido cuidado, devido estes não conseguirem
enxergar a criança com suas próprias características, com comportamentos de
acordo as suas faixas etárias, sendo, portanto, um sujeito com diferentes
necessidades dos adultos.
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Mas a falta de tolerância e interesse de compreendê-las, não permitia a sua
valorização no contexto em que viviam, levando a serem rotulada como „criados‟ e
„criadagem‟, que segundo o dicionário Aurélio (2008, p. 93) CRIADO – homem que
foi ajustado para fazer o serviço doméstico; CRIADAGEM – conjunto de criados que
servem numa casa; a classe deles.
Tornando notório o descaso como as crianças da época, que eram consideradas
como um ser que não atua sem o auxilio, para mandar o que se deve fazer.
Além desta visão, a criança também já foi vista como um sujeito dono da criação,
podendo inventar, daí a origem do nome da fase infantil (criança). É neste momento
que ela passa a ser vista como um sujeito ativo, exercendo influência no
pensamento humano, que anteriormente acreditava que as mesmas tinham suas
restrições no que se refere a sua definição. (PORTO, 2004, p.141-142)
Outra forma integrante do conjunto lúdico segundo Porto (2004, p.142) é a alegria.
Quanto à alegria, certamente muitos concordam que é um estado do ser, e
geralmente associado à mesma está o prazer, o contentamento, a diversão. Vale a
pena um olhar dualista sobre a alegria, do ponto de vista interno e externo, pois
sendo algo subjetivo, dificilmente, pode-se mensurar o que a move, mas ainda
assim merece um olhar sobre sua influência no ser humano.
O autor afirma que a alegria é vista por diversas pessoas como algo em que o
indivíduo é ou não é, sendo, portanto variável de uma pessoa para outra.
Para ele quando se fala em alegria, é quase inevitável não fazermos uma ligação
com prazer que, está interligado a uma só definição, o lúdico, que de uma forma
mais abrangente quer dizer diversão.
Acredita ainda que seja necessário analisar minuciosamente, a alegria, pois, há nela
uma coexistência de dois princípios opostos, o interno e o externo, merecendo uma
atenção especial, pois caso esta exista no sujeito, seria impossível determinar a sua
medida e o que leva a sua aparição necessitando ainda de novos estudos de ação
que a alegria exerce sobre o ser humano.
Ela ainda tem conquistado o seu espaço em relação a diferentes áreas, seja nos
estudos em escolas, na medicina para desenvolver o bem estar nos pacientes, e em
empresas para tornar o ambiente mais descontraído e mais agradável, estes
buscam uma melhoria na execução do trabalho, gerando a sensação de bem-estar,
e tornando-a cada vez mais imprescindível na vida do ser humano, dando-lhe a
devida atenção, aumentando os estudos a respeito dos seus benefícios e suas
causas.
Ainda segundo Porto (2004, p. 143): “Agora é a hora da brincadeira!” É dessa forma
que a brincadeira tem sido encarada há muito tempo em nossa sociedade, como se
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brincadeira e seriedade não comportasse numa mesma ação.
A brincadeira por muito tempo foi vista por um ato exclusivo da criança, sendo que,
sem levar em conta a importância da mesma para a aquisição de novos
conhecimentos, e fundamental para o desenvolvimento psíquico da criança. Sendo
necessário evidenciá-la como algo importante na vida humana, não exclusivamente
direcionada à criança, pois está possibilitando o conhecimento como histórico,
físico, matemático, linguístico, cultural e moral.
E a seriedade é vista como algo pertencente aos adultos, como se através do
próprio ato lúdico, não houvesse possibilidade de comportar conteúdos sérios,
embutidos em diferentes brincadeiras e serem utilizados em momentos de
construção cognitiva da criança.
Porto (2004, p. 143) citando (BROUGÉRE apud SANTOS 2003, p. 10) afirma:
É através do jogo, do brinquedo e da brincadeira que a criança compreende sua
cultura e sua sociedade, pois os mesmos são portadores de valores desta,
permitindo ao mesmo tempo a construção de significados e interpretações que se
adaptam a diversas realidades.
Os três meios de lúdicidade citado acima são fundamentais para a compreensão do
meio em que cada criança vive, pois, é através delas que permite o acesso às
informações em relação do conjunto de características humanas, preservando-as
através da execução destas atividades, passando assim de geração para geração,
dando continuidade as mesmas, devido à necessidade destes na vida da criança.
Segundo Porto (2004, p. 145): Em concordância com essa concepção, afirma que a
ludicidade pode manifestar-se em toda e qualquer ação do ser humano em que ele
sinta-se inteiro, presente, em contato consigo mesmo, e que esse contato seja
capaz de expressar sua verdadeira essência, ou seja, sua verdadeira forma de ser,
sentir, pensar e agir.
Para o autor, o lúdico já foi visto de várias formas, desde um meio para conseguir a
aprendizagem, através da sua animação, o inverso, relaxando os alunos, ou como
uma forma de transmitir o referencial do procedimento no melhoramento do
comportamento, e não como um meio para resolver um problema, sendo, portanto,
necessário um estudo minucioso na sua ação e melhores formas de interpretação,
para assim, descobrir as diversas formas de utilidade em sua aplicação.
Sendo necessário, ressaltar que o jogo, brinquedo e a brincadeira são integrantes
importantes da ludicidade, mas não se pode confirmar os seus efeitos em todas as
pessoas, devido esta estar presente em cada uma, levando a concepção de que a
ludicidade é uma atuação interna e uma vocação, que a junção com o despertar
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externo que possibilita manifestar-se a sua ludicidade que está por natureza
inseparavelmente ligado ao ser humano. É por intermédio do mesmo que possibilita
o desenvolvimento de uma memória saudável, a seu órgão dos sentidos, e em suas
atitudes, sendo, portanto fundamental na vida da criança.
3.1 AS DIFERENTES FORMAS DE BRINCAR.
Há várias formas de brincar, e a mesma é uma característica muito importante para
o desenvolvimento humano, sendo responsável por inúmeros benefícios, bem com,
a sensação de felicidade, o que torna o individuo antecipadamente sensível e
predisposto a ter um bom relacionamento com o próximo, além disso, ela tem suas
virtudes do aprender fazendo com espontaneidade, sentindo prazer pela aquisição
do conhecimento (JESUS, 2010 p. 7).
Para o autor, a criança desenvolve a sociabilidade, na construção de novas
amizades e aprende a respeitar as opiniões e direitos dos outros. Sendo vital para o
crescimento cognitivo da criança, por oferecer o desenvolvimento simbólico,
aumentar a sua capacidade de raciocínio, pois, através do mesmo é estimulada a
imaginação do individuo e consequentemente aumenta sua autoestima. (JESUS,
2010 p. 7)
Mostrando assim a necessidade da brincadeira na vida da criança, tornando notório
que sua função não se trata apenas de proporcionar prazer e alegria às mesmas,
mas também tem o objetivo dentro da socialização, educação, construção do saber
e no seu desenvolvimento de suas potencialidades.
Segundo Jesus (2010, p. 05) “temos que concordar que brincar não significa apenas
recrear, é muito mais. É uma das formas que a criança encontra de se comunicar
com o mundo. O brincar, em todas as suas formas, é capaz de proporcionar alegria
e divertimento.”
A criança quando bebê consegue encontrar-se e desenvolver suas habilidades por
meio desta ação. Para algumas pessoas, não passa de simples passatempo, para
as crianças, é algo sem menor importância, para outras, a brincadeira possuem
grandes valores embutidos nesta, que é fundamental na passagem das fases da
criança até chegar à fase adulta.
É baseando-se neste brincar que cada indivíduo passa a internalizar seus
benefícios, quando se trata de tentar fazer novas descobertas, e interagir em outras
situações, procurando a resolução de problemas e trilhando novos caminhos,
preparando para desempenhar na vida social, as regras de convívio com sabedoria.
Este tipo de brincadeira surge através da particularidade de cada criança, que
permite a brincadeira livre, uma vez que a criança não é submissa a presença do
brinquedo para brincar, criando novos caminhos e formas da de brincadeiras,
desenvolvendo-se assim e criando a sua autonomia. ( JESUS, 2010, p. 8)
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Jesus (2010, p. 6) citando Winnicott (1975) “nos revela a sua teoria de que o brincar
favorece o crescimento da criança, promovendo a sua saúde.”
Assim sendo faz-se necessário analisar a criança a seus tipos de brincar, para uma
melhor intervenção pedagógica, baseando-se na espontaneidade das mesmas e
observar aquelas que não brincam, pois isto pode acarretar em problemas no seu
desenvolvimento, colocando tem risco a sua saúde.
Por esse motivo é responsabilidade do adulto estimular essas ações nos
pequeninos e em hipótese alguma limitar ou proibir o ato de brincar, pois, esta
prática é fundamental em seu crescimento intelectual e objetivo. Sendo
imprescindível a observação dos resultados desta para a criança, devido estas ao
ser direcionadas por outra pessoa, pode acarretar em frustrações, inquietações e
revolta por parte dos que não se agradam.
Neste sentido é preciso explicitar que há na escola dois tipos de brincar, o livre e o
coordenado, estes que quase sempre estão interligados, mas mesmo assim, é
preciso evidenciar as duas formas separadamente, para diferenciar uma da outra.
De acordo com Jesus (2010, p. 09) “quando se utiliza o brincar livre e de forma
espontânea, em que a criança decide qual brincadeira vai participar sem a
mediação do professor‟‟.
O brincar livre, que pode ser conhecido como o brincar espontâneo, pode ser
analisado, para uma possível intervenção pedagógica, através da observação,
análise e registro. Para que por meio destas, sejam estudados pelos educadores a
melhor forma de intervir quando necessário, pois, este brincar é composto por ações
espontâneas de cada aluno, o que permite ao educador estudar estas ações e
assim traçar o perfil do educando e trabalhar de acordo as necessidades de cada
aluno, adequando assim as brincadeiras para o seu trabalho direcionado,
respeitando assim as distinções e individualidades de cada ser humano.
Ainda segundo Jesus (2010, p. 09)
Já as brincadeiras coordenadas, o professor atua como mediador, com o objetivo de
promover a integração e a participação das crianças envolvidas. Essa introdução vai
auxiliar no processo de desenvolvimento dos segmentos de respeito, confiança,
conhecimento e envolvimento social e cultural.
Para Jesus (2010) o brincar coordenado ou dirigido pode ser proposto por um adulto
ou responsável, oferecendo os meios (jogos, brinquedo e brincadeiras) e fins a
serem alcançados. Devendo este a partir da orientação, é muito utilizado nas
escolas para promover a conquista do aprendizado, seja científico ou moral e auxilia
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no desenvolvimento de matérias especificas bem como: geografia, matemática,
literatura, história, física e cultura. É baseado nesta concepção que o educador deve
desempenhar um papel de mediador das brincadeiras, dirigindo-as, sugerindo novos
meios para a construção de novos saberes.
A brincadeira, seja ela simples ou coordenada, desempenha um importante papel
na vida da criança quando se trata da sua influência na construção do
conhecimento, sendo, portanto algo sério que conduz a criança a avançar para
novas etapas e descobertas de suas necessidades e do mundo que a cerca, sendo
a brincadeira o ponto de partida e chegada, independentemente da sua rotulação ou
condução.
3.2 A TÉCNICA E A EXECUÇÃO MUSICAL NAS CRIANÇAS E SEUS
COMPORTAMENTOS
Na história da humanidade, a música faz parte dela desde os tempos remotos,
sendo uma forma de expressão de alegria, tristeza e cura.
Para Bercia (2003, p.25), a música é “uma linguagem universal, tendo participado
da história da humanidade desde as primeiras civilizações.” Nos tempos atuais o
significado da palavra “música”, vem sendo discutido devido a mesma vir
conquistando seu espaço, por se tornar imprescindível na vida humana e está na
história como algo marcante e fundamental em seu desenvolvimento, servindo como
base-referência no entendimento da sua evolução e utilidade, devido a mutabilidade
do ser humano e suas necessidades que mudam constantemente de acordo sua
evolução social cultural .
Segundo o dicionário Aurélio (2008, p.221), música é: “arte de combinar
agradavelmente os sons; composição musical.”
Portanto, é muito importante a sua presença no ambiente escolar, que tem como
objetivo preparar as crianças para a vida adulta, mas esta pode não ser vista pelos
alunos como um lugar que lhes ofereça prazer.
É pensando nesta problemática, que a música pode ser inserida na sala de aula e
contribuir na adaptação e convivência das crianças, devido a música dispor de uma
tamanha influência para o relaxamento e alegria das mesmas, favorecendo assim
para a aprendizagem, através de um prazer presente em se tratar da estimulação e
diversão, contribuindo assim para uma melhor intervenção pedagógica.
Para isso, o educador deve estar atento e saber fazer a junção da prática educativa
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e musicalidade, fazendo assim da escola um local onde a criança possa se
encontrar e se sentir acolhido. Na escola, especificamente na educação infantil, a
música além de proporcionar uma melhor acessibilidade do conhecimento e facilitá-
lo, pode ainda intensificar o respeito musical da criança. Sendo ela uma herança
cultural e essencial para todos.
Segundo Gainza (1988, p.02) “a música e o som, enquanto energia estimula o
movimento interno no homem, impulsionando-o a ação e promove nele uma
multidisciplinaridade de conduta de diferentes qualidades e graus.”
Seu efeito é intenso na vida do ser humano, pois é um fator importante na formação
da personalidade do individuo, onde cada um de acordo ao seu meio adquire o
conhecimento cultural e social que para algumas pessoas não tem importância,
mais no olhar pedagógico é fundamental para o desenvolvimento da criança, sendo
uma expressão muito valiosa do ser humano, individualizando e ao mesmo tempo
juntando estes ao mesmo grupo, socializando-os, fazendo assim necessário uma
reflexão em torno das possíveis qualidades que esta pode proporcionar.
Para Bréscia (2003, p. 81) “[...] o aprendizado de música, além de favorecer o
desenvolvimento afetivo da criança, amplia a atividade cerebral, melhorando o
desempenho escolar doa alunos e contribui para integrar socialmente o individuo.”
Por este motivo, as aulas com músicas devem ser valorizados, sendo introduzidos
no espaço escolar, para a criação e execução do pensamento intelectual, e a
formulação de conceitos interligados ao saber musical. Nas aulas envolvendo
música, pode ser trabalhado o desenvolvimento afetivo, quando se trata da
interação professor-aluno, aluno-aluno, este que reflete dentro e fora da escola,
melhorando o convívio social de cada individuo.
Além dos benefícios intelectuais, a musica está diretamente ligada a dança, que é
responsável pelo desenvolvimento das expressões corporais na educação da
criança, auxiliando no reconhecimento das partes do corpo e das suas utilidades.
Estevão (2002, p. 33 apud ONGARO et al, 2006) afirma “as crianças sabem que se
dança música, este é, que a dança está associada à música, e geralmente sentem
grande prazer em dançar”.
Se os professores levam uso em conta e considerem como ponto de partida o
repertório atua de sua classe e puderem expandir este repertório comum do seu
grupo cultural e de outros grupos, criando situações em que as crianças possam
dançar, certamente estariam contribuindo significativamente para a formação das
crianças
As crianças normalmente já chegam às escolas com alguns conhecimentos prévios,
os que são transmitidos pelos pais e/ou responsáveis em suas casas, onde em sua
grande maioria a criança já conhece a música e consegue associá-la com a dança,
sendo automática a ação de balançar o corpo quando ouvem diversos tipos de
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sons.
A espontaneidade das crianças neste ato torna notável a importância da dança na
atuação pedagógica no processo de intervenção, pelo fato de ser uma maneira de
inserir a cultura e o prazer, unindo o útil ao agradável, dando espaço a esta prática
de desenvolvimento do corpo, ritmo, mente, sendo importante para facilitar na
socialização e contribuir no desenvolvimento psíquico das crianças, cabendo ao
educador repensar sobre os valores embutidos desta ação espontânea.
Segundo Porto (2004, p.55): as cantigas de roda fazem parte do universo infantil
brasileiro desde o período colonial, inserindo-se, desde então, no imaginário popular
e em nossas criações artísticas.
Para o autor, a música tem uma longa história em se tratando do acompanhamento
da evolução do ser humano, passando de uma geração para outra sem perder a
sua essência e diversão em sua execução, sendo percebida nas fisionomias nos
momentos de recreação utilizando músicas, que sempre vem acompanhada de uma
reação corporal chamada “dança”.
Entre as inúmeras cantigas de roda, uma que serviu como fonte de estudo, no
trabalho de Porto (2004) é “atirei o pau no gato”
Porto (2004, p. 61), afirma que:
[...] cantar “atirei o pau no gato” é prejudicial para as crianças e este conteúdo
“agressivo” as tornaria violentas. Você conhece alguém que, porque cantava o
“atirei o pau no gato”, e somente por isso, saía batendo nos gatos?
Para o autor, a música pode não apresentar valores embutidos, mas, não influência
nas atitudes impostas às crianças, servindo apenas como uma simples cantiga de
roda onde as crianças brincam e se divertem, desenvolvendo apenas seu sentido
sensório-motores, mas deixando a desejar no que diz respeito a educação social
das mesmas.
Para Pimentel (2003, p. 20): deve-se tomar um determinado cuidado com as letras e
o sentido da canção, utilizados nas atividades musical, que podem trazer sérias
consequências de discriminações, sexual, racial, econômica e na socialização com
ambiente e seus sujeitos.
O que vem a confirmar a sumo importância de estar trabalhando conjuntamente
com a cultura e ideologia sem prejudicar o desenvolvimento psíquico da criança e
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na formação de cidadãos, que tenha princípios e valores morais embutidos no seu
cotidiano.
Assim podemos observar a música “‟não‟ atirei o pau no gato”. Que é outra versão
da música “atirei o pau no gato”.
Não atire o pau no gato-to-to
Porque isso-so
Não se faz-faz-faz
O gatinho-nho
É nosso amigo-go
Não se devem maltratar os animais,
Jamais.
Fernandes (1989, p. 62) defende que as brincadeiras de roda, fazem-se necessárias
na vida das crianças pelo fato destas estarem ligadas com a cultura e na
constituição da sociedade, não sendo somente uma mera discriminação, mas
imprescindível para a continuidade da formação sócio-cultural. “O contexto histórico-
social se altera é verdade; contudo, preservam condições que asseguram utilidades
e influências dinâmicas aos elementos folclóricos”. Acreditando que através do
folclore podem ser acrescentadas novas versões musicais aproveitando para
transmitir valores morais.
4. O JOGO E A LINGUAGEM
O ser humano nasce programado para falar e toda criança, antes mesmo de adquirir
a linguagem, já consegue interar-se com o mundo ao seu redor através da
observação, expressões faciais e na gesticulação, através de movimentos para
brincar, mostrar ou pedir algo. Além disso, estas crianças conseguem conhecer os
sons de vozes (fala). (JESUS, 2010, p.31)
Com o passar do tempo a criança vai crescendo e apropriando-se da fala, mais uma
grande maioria tem dificuldade na sua aquisição.
Neste sentido Jesus (2010, p.31), afirma que “através da criatividade lúdica e do
jogo, a criança forma conceitos, seleciona ideias, estabelece relações lúdicas
seleciona ideias, estabelece relações lógicas, integra percepções, faz estimativas
compatíveis como o crescimento físico e desenvolvimento e o que é mais
importante, vai se socializando”.
Para Dantas (2002, p.115) “existe também na linguagem, marcando um gosto pela
musicalidade, pelo ritmo, pela rima, pela assonância que podem levar a melhor
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sobre o sentido”. Concordando assim com os benefícios que a ludicidade tem, e sua
influencia no aprendizado das crianças.
Para Jesus, (2010, p. 32) o autor defende a importância do lúdico enquanto sujeito
fundamental na vida da criança quando se fala da aquisição da linguagem,
acrescenta ainda “esta na hora de começar a utilizar essa ludicidade na
alfabetização”. De acordo com o autor citado, esta aprendizagem pode ser
executada por meio de jogos, que terá o papel de auxiliar na evolução da leitura e
escrita.
Como afirma Jesus (2010, p. 32)
Ler histórias para a criança é uma forma de brincar com palavras e figuras
proporcionando uma atividade prazerosa e desenvolvendo a imaginação. É muito
importante se observar a entonação utilizada para contar as histórias infantis e
como se dá ênfase a determinadas palavras, para que a criança possa
compreender o significado delas.
A história é uma fonte de aprendizagem além de possibilitar a ampliação de novas
palavras e significados, enriquecendo o repertório lingüístico da criança além de
proporcionar um momento de alegria e satisfação. A educadora deve ficar atenta no
momento de leitura, utilizando figuras ou objetos para que possa prender a atenção
das mesmas e ter o cuidado de estar repetindo a história e ampliando suas palavras
e significados, permitindo assim que elas participem deste momento e para que haja
um avanço neste processo. (JESUS, 2010, p. 34).
O livro é um importante aliado na estratégia de tornar alunos leitores através da
ludicidade: Paloma (2005, p. 78) “[...] descobri a força desses gêneros para ensinar
crianças a ler e escrever e, assim, fazer com que entrassem no mundo da escrita de
braços dado com a tradição oral de nosso povo”, ação esta que divertem e ensinam
as crianças, onde possibilita momentos de aprendizagem e prazer.
Existe também (JESUS, 2010 p. 34) o bingo de palavras que deve partir as escolha
de uma música, onde a educadora fará uma cartela para cada educando, que
conterá algumas palavras da música e outras que não são, para que estes ouçam a
música e encontre as palavras que existem na mesma e identifique as que não
fazem parte. Isso acontecerá de uma forma bem divertida e dinâmica, onde os
alunos terão o desejo de ler para marcar palavras e ganhar o prêmio. Este processo
ajuda o educador a examinar os alunos que tem dificuldade de ler, além de propiciar
um momento de prazer. (JESUS, 2010, p.34).
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Afirma ainda que a brincadeira popular “Escravos de Jó”, pode ser executada
incluindo letras do alfabeto ou palavras, para brincar, onde a educadora deverá
dividir a sala em alguns grupos e solicitar que os alunos formem círculos. Será
distribuída em seguida para cada integrante uma letra do alfabeto.
Jesus (2010, p.34) especifica como ocorre passo a passo como deve ser feito para
que esta brincadeira seja produtiva.
Começa a cantar a letra da música acompanhado o movimento:
• Escravo de Jó jogavam canxangá; (vai passando a letra para o colega que está a
sua direita).
• Escravo de Jó jogavam canxangá; (vai passando a letra para o colega que está a
sua direita)
• Tira, bota deixa o Zé Pereira ficar, (levanta e abaixa a letra na sua frente na mesa)
• Guerreiros são guerreiros fazem zigue, zigue zá; (passando a letra para o colega á
direita; na hora de repetir passa a letra no sentido contrario (esquerda).
(Repetir duas vezes)
No final da brincadeira a educadora verificará qual a letra de cada aluno, solicitando
que este escreva cada uma e crie uma palavra que inicie com a mesma letra.
Esta brincadeira é bem interessante, pois desperta nos alunos o desejo de
participar, podendo assim ser executada por tempo suficiente para que haja
aprendizagem. Estas letras podem ser feitas com papelão, papel oficio coladas num
copo, em caixas de fósforo, EVA, madeira e pode ser encontradas em vários jogos
pedagógicos. (JESUS, 2010, p.34).
Para o autor, o dominó de letras também é uma boa alternativa para uma aula
diferente, sendo, portanto uma importante estratégia para os alunos que tenha
aproximadamente cinco anos, no período da iniciação da identificação e
diferenciação das letras maiúsculas das minúsculas.
O defensor Jesus (2010, p. 36) ensina como ocorre o processo de organização das
peças. “Confeccionar 24 peças tipo dominó, uma com letra maiúscula e a outra com
letra minúscula. A primeira peça terá a mesma letra nas duas partes, porém as
demais em peças diferentes”.
Os alunos deverão sentar em quarteto e dividir as peças, assim como em um jogo
de dominó, podendo assim iniciar o jogo, com o participante que estiver com a peça
“A” e “a”. E dando continuidade ao jogo, onde cada jogador terá que colocar as
peças nas letras correspondentes, por exemplo: “B” em “b”, encaixando sempre a
maiúsculas na minúscula.
As regras são semelhantes com as impostas no jogo de dominó, caso o jogador não
tenha a peça (letra), deverá passar a vez para o próximo jogador, e assim
sucessivamente, vencendo quem conseguir ficar primeiro sem nenhuma peça nas
mãos.
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Estas brincadeiras e jogos possibilitam um ensino-aprendizagem eficaz, onde é
possível verificar a reação das crianças, apresentando disposição e interesse em
participar desta aula dinâmica.
Para Lajolo (2003, p. 232):
A literatura trabalha na surdina. Enquanto formadora de imagens, a literatura
mergulha no imaginário coletivo e simultaneamente o fecunda, construindo e
desconstruindo perfis de crianças que parecem combinar bem com as imagens de
infância formuladas e postas em circulação a partir de outras esferas, sejam elas
científicas, políticas, econômicas ou artísticas.
A função da literatura na vida dos alunos é muito importante desde os primeiros
contatos com a criança, pois é através dela que possibilita a criação de
pensamentos, através das narrativas, imagens, brinquedos e brincadeiras, é que
formam a criança, e sua imaginação desenvolvem sua capacidade de criação e sua
autonomia e seus valores. Por isso o jogo tem um papel importante no ensino da
linguagem.
4.1A UTILIZAÇÃO DO JOGO NO ENSINO DA MATEMATICA
A matemática para diversos alunos é vista como uma matéria difícil, complexa e
complicada, mas apesar disto, existem algumas formas de entreter a criança nesta
aula, de maneira que esta aprenda com prazer e sem medo.
Oliveira (2007) defende o jogo uma importante forma de ensinar matemática,
salientado que:
O aspecto afetivo se encontra implícito no próprio ato de jogar, uma vez que o
elemento mais importante é o envolvimento do indivíduo que brinca. Ensinar
Matemática é desenvolver o raciocínio lógico, estimular o pensamento
independente, a criatividade e a capacidade de resolver problemas. Nós como
educadores matemáticos, devemos procurar alternativas para aumentar a
motivação para a aprendizagem, desenvolver a autoconfiança, a organização, a
concentração, estimulando a socialização e aumentando as interações do indivíduo
com outras pessoas.
A utilização de meios lúdicos para o ensinamento de matemática desperta a
curiosidade, e além disso faz com que os alunos sintam prazer em aprender esta
disciplina, sendo algo inovador e mudando totalmente a rotina, despertando o
interesse de toda a classe.
“Fazer" (réussir) é compreender em ação uma situação dada, em grau suficiente
para atingir os fins propostos, e compreender é conseguir dominar um pensamento
as mesma situações, até poder resolver os problemas por elas levantadas, em
relação ao como e porquê das ligações constatadas e, por outro lado, utilizada na
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ação (PIAGET 1968 apud GOLBERT 1997).
Para o autor o aluno só poderá aprender o conteúdo no momento em que ele
compreender o significado da explicação dada pelo educador, e para facilitar esse
entendimento, o jogo é uma importante estratégia para melhorar o ensino e
possibilitar a aprendizagem.
Segundo Jesus (2010, p. 49)
No ensino da matemática também podemos trabalhar atividades lúdicas que
permitam ás crianças desenvolver suas noções e conceitos matemáticos. E muito
importante a utilização de jogos com regras, pois estimulam o desenvolvimento do
pensamento lógico.
É percebido que o autor defende um aprendizado para as crianças voltado a
ludicidade, esta que auxilia no desenvolvimento do pensamento.
Para ele, faz-se necessário rever a forma com que cada educador vem conduzindo
o ensino-aprendizagem e mudar caso necessário, e ainda que esteja bom, sempre
pode e deve ser melhorado, com a ajuda de jogos, estes que podem ser, segundo o
autor, “músicas, livros de história infantis, revistas, muitas opções de brinquedos e
jogos pedagógicos”, estes podem contribuir para um ensino de qualidade, e deve
ser adaptada a cada turma de acordo o perfil de cada um, que o educador fará a
intervenção pedagógica.( JESUS, 2010, p.49).
Para Oliveira (2007, p.5) “quando crianças ou jovens brincam, demonstram prazer e
alegria em aprende. Eles têm oportunidade de lidar com suas energias em busca de
satisfação de seus desejos”. E notório a curiosidade que os educandos sentem ao
serem apresentados uma nova forma de aprender, seja qualquer tipo de conteúdo e
em especial os de matemática, sendo um deles o tangram que é sempre divertido
brincar com as suas formas. O qual pode ser utilizado como uma forma diferente e
dinâmica para se aprender as formas geométricas.
Jesus (2010, p. 52) destaca:
Proponho desafios aos alunos, onde exercitem sua criatividade recompondo formas,
mudando as peças de posição para montar novas figuras, e não esquecendo de
deixar claro para as crianças que a principal regras do jogo é que obrigatoriamente
todas as figuras formadas por eles deverão conter as sete peças tangram.
As crianças podem ser estimuladas a criarem seu próprio tangram e recorte as
peças para com elas possam montar figuras. Esta ação de construção será
fundamental para desenvolver a criatividade e o raciocínio lógico do aluno.
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Jesus (2010, p.55) afirma “um tangram possui dois triângulos grandes, três
triângulos menores, um paralelogramo e um quadrado.” Com essas peças podem
ser criadas varias figuras.
Os conjuntos também podem der trabalhados por meio de jogos para melhor
entender a sua composição, facilitando a compreensão em relação às regras que o
compõe.
Jesus (2010, p. 56) escreve “este jogo, alem de trabalhar os conceitos de pertencer
e não pertencer, explora a memória, a reflexão, a lógica, a observação e o
vocabulário. Para que isso ocorra, deve-se: “Apresente um conjunto de três
elementos (objetos ou figuras em cartões) entre os quais um é “intruso”.
Inicialmente, apresente um conjunto de três elementos simples. Ex: “figuras de
laranja, banana e ovo”.
Para o autor deve-se iniciar o jogo apresentando as figuras, as quais terão algum
tipo de semelhança entre dois e o outro objeto deve ser diferente, o qual será
chamado de “intruso”, onde os alunos deverão ser como agentes investigadores
para que identifiquem qual não pertence ao conjunto. No momento em que o aluno
encontrar, a educadora deverá solicitar que o aluno explique o porquê ele acha que
o objeto escolhido por ele é o intruso, e qual a semelhança entre os dois que
restaram.
Ainda de acordo com a autora, existe outros vários tipos de jogos que podem ser
incluído em sala de aula, só depende do conteúdo e criatividade do educador, mas
este deve ter certos cuidados para que o jogo venha a ser produtivo, quando se fala
da participação e interação dos alunos.
O orientador deve ser especifico ao explicar as regras do jogo e como se deve jogá-
lo, mostrar que para vencer não poderá contar com a sorte, mas com suas
habilidades e estratégias. É função do educador trabalhar na criança, “o ganhar e o
perder”, mostrando-os que na vida nós vamos ter que conviver com esta situação
constantemente e não é o fim do mundo quando se perde, pois alguém vai ter que
ganhar e param isso outra pessoa terá que perder.( JESUS, 2010, p.56)
Neste tipo de jogo educativo deve-se “estabelecer regras que podem ou não ser
modificadas no decorrer de uma rodada”. (JESUS, 2010, p. 57)
Estas regras devem ser seguidas e respeitadas. Dessa forma os alunos perceberão
o domínio e segurança do educador ao transferi-la. Os jogos em sala de aula devem
ser executados em grupo, para que haja uma troca e os alunos sintam-se mais
seguros e inteirados no meio em que se encontram. (JESUS, 2010, p. 57).
Em vista disto, a autora destaca os benefícios que o jogo possibilita aos alunos.
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Conseguimos perceber se o aluno assinalou o assunto, pois ele deixa isso
transparecer visivelmente para o professor e colegas. Não existe aquele tão temido
medo de errar. O aluno se empolga com o clima de uma aula diferente, o que faz
com que aprenda sem perceber. O clima de competição entre os jogadores e a
vontade de vencer fazem com se aperfeiçoem e ultrapassem seus limites. Podemos
observar que durante o jogo o aluno se torna mais crítico, expressando o que
pensa, perguntando e tirando conclusões. Conseguimos realmente detectar os
alunos que estão com dificuldades (JESUS, 2010, p. 57).
Mediante as considerações, é possível notar os inúmero benefícios que o jogo pode
proporcionar, tanto para o aluno, quanto para o educador e na estimulação e
motivação dos alunos. Como confirma a autora Jesus (2010, p. 58), “os jogos são
considerados partes das atividades pedagógicas, por estimular o desenvolvimento”.
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O Jogo traz um desenvolvimento na cultura possibilitando também uma
diferenciação nas metodologias nas atividades lúdicas e torna o desempenho das
crianças mais produtivas. Por meio deste estudo foi possível perceber que o jogo, o
brinquedo e a brincadeira são ferramentas importantes para estimular o
desenvolvimento infantil e a aprendizagem no ambiente escolar. Permitindo que se
pense sobre a forma de condução do trabalho escolar, deixando-o mais atrativo e
adaptando a prática pedagógica na execução com as crianças.
O brincar pode ser utilizado como um importante meio de estimulo a possíveis
dificuldades, cabendo aos profissionais da educação estar atentos para a busca de
melhorias, não dando atenção a apenas os fatos isolados, pois tudo que acontece
tem ligação e influência com os outros.
As considerações elencadas aqui busca tornar claras as verdadeiras funções da
ludicidade e a intenção é propor mudanças no sentido de que os educadores, por
meio de várias fundamentações teóricas, possam ver a possibilidade de se valorizar
as práticas lúdicas, tornando visíveis as necessidades de estar trabalhando e
inserindo o lúdico como uma prática educativa.
O lúdico, apesar de não ser novidade no campo educacional, é pouco explorando e
serve apenas como uma forma de ocupação de tempo para preencher uma aula
que sobra um tempo vago. Mas, algo que precisa ser feito é assumir o lúdico como
uma importante ferramenta pedagógica para um ensino – aprendizagem mais
eficaz, onde a escola como importante meio educativo, deveria considerar o lúdico
como um integrante e fundamental meio para atuar no desenvolvimento e na
aprendizagem da criança.
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Pois, enquanto a criança brinca, ela tem a oportunidade de construir e reconstruir o
seu mundo organizando-o, segundo seus próprios passos e explorando melhor seus
recursos. É através desta prática que inicia o processo de conhecimento e
aprendizagem e estes são adquiridos de forma espontânea.
O brincar é uma necessidade do ser humano, e este ato transforma uma ação que
para muitas pessoas é desinteressante em momentos construtivos, podendo criar e
recriar seu tempo e espaço e possibilitando a flexibilidade de pensamentos,
transformando o seu cotidiano em uma constante escola, demonstrando isto por
meio da incorporação de novos conhecimentos e atividades. Por intermédio da
brincadeira, a criança tem oportunidade de conhecer o mundo que a cerca. Através
dos momentos de brincadeiras, o indivíduo sente-se livre para pensar, fantasiar,
criar, tornando este momento espontâneo e livre para um momento de alegria e
prazer sem medo de errar.
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<www.centrorefeducacional.com.br/froebel.html> Acesso em: 16 07. 11.
Publicado em 14/01/2015 15:46:00
Currículo(s) do(s) autor(es)
Glaciene Januário Hottis Lyra - (clique no nome para enviar um e-mail ao autor) -
Professora Mestre, Professora da UEMG - Unidade de Carangola - Coordenadora De
Extensão Do Nupex.
40
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REFERÊNCIAS
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Brasília 1996. BRASIL, Ministério da Educação e do Desporto. Referencial Curricular
Nacional para a Educação Infantil. Brasília: MEC/SEF, 1998. Volumes 1,2,3.
Apostila Organizada por:
PROFA. MS. THAIS SISTI DE VINCENZO SCHULTHEISZ
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  • 1. 1 Este material faz parte do guia de estudos dos Cursos de Pós-Graduação da Faculdade Campos Elíseos LUDOPEDAGOGIA Núcleo de Pós-Graduação LUDOPEDAGOGIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL
  • 2. 2 Este material faz parte do guia de estudos dos Cursos de Pós-Graduação da Faculdade Campos Elíseos LUDOPEDAGOGIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL É importante que se tenha o “olhar voltado” para aprender de forma lúdica. A importância de brincar de forma contextualizada na Educação Infantil. Atividades voltadas para o corpo que aprende. Segundo Wallon, se o ato motor vem antes do afeto, quando se nomeia para a criança este ato, a forma como isto é feito, esta já inicia de forma adequada ou não, sua aprendizagem do mundo. De forma geral, os adultos não possuem a compreensão do tamanho da importância do brincar na realidade infantil. Não se tem conhecimento da quantidade de novas habilidades a serem adquiridas e de conhecimentos também. O cognitivo se desenvolve melhor frente ao brincar, o pensar, o próprio corpo, a autoestima, os relacionamentos sociais. Não se pode ver o ato de brincar , apenas como um auxílio para que o adulto possa fazer suas atividades com maior tranquilidade ou como um momento em que “ a casa vai ficar de cabeça para baixo”. De acordo com Craidy e Kaercher (2001, p.104): A brincadeira é algo que pertence à criança, a infância. Através do brincar, a criança experimenta, organiza-se, regula-se, constrói normas para si e para o outro (...) O brincar é uma forma de linguagem que a criança usa para compreender e interagir consigo, com o outro, com o mundo.
  • 3. 3 Este material faz parte do guia de estudos dos Cursos de Pós-Graduação da Faculdade Campos Elíseos É a partir do brincar, que as crianças elaboram a realidade com formas próprias de símbolos, aprendem a se relacionar socialmente, desenvolvem o raciocínio lógico, a percepção e ampliam seus conhecimentos. A sociedade no geral acredita que a brincadeira impede o aprendizado, no entanto, ocorre exatamente ao contrário do que se acredita. O lúdico é uma espécie de bolha que se abre no cotidiano e as pessoas lá entram sabendo que o que iram fazer não tem compromissos futuros, e as consequências de seus atos estão limitadas ao espaço de tempo que encerra a atividade lúdica. (DOHME, 2003, p.90). Segundo Vygotsky, ( 1991), é importante que a criança brinque, pois quando isso acontece, esta exercita o raciocínio, desenvolve a motricidade, a criatividade. Vai aos poucos superando seus próprios conflitos e a passagem do tempo, da própria infância. Exercita a linguagem, apodera-se do que está ao seu redor de forma leve, livre. Na Educação Infantil, a realidade é montada através da imaginação e, a imaginação ou fantasia, através da realidade. Segue dissertação completa sobre o assunto, ampliando conhecimentos:
  • 4. 4 Este material faz parte do guia de estudos dos Cursos de Pós-Graduação da Faculdade Campos Elíseos Artigo: https://repositorio.ufsc.br/xmlui/bitstream/handle/123456789/130079/artespedinfpljve1ed03 6.pdf?sequence=1&isAllowed=y Esses vídeos no youtube são muito bons também. https://www.youtube.com/watch?v=WAUlsVSraeM https://www.youtube.com/watch?v=M-n8rDxHu8s É necessário que cada vez mais se repensem novas formas de atuação, não só nos Planos de Ensino, mas na postura e formas de atuação dos professores. Importante também, entender melhor o desenvolvimento infantil e formas de atuação então: A AQUISIÇÃO DA APRENDIZAGEM... Glaciene Januário Hottis Lyra Sumário A AQUISIÇÃO DA APRENDIZAGEM UTILIZANDO O LÚDICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: BRINCAR, JOGAR, CANTAR... Esta pesquisa teve como objetivo fazer um breve estudo em relação ao lúdico ressaltando a sua importância na aquisição da aprendizagem, através de jogos, brinquedos e brincadeiras que são segundo grandes teóricos, fundamentais para o desenvolvimento humano. Para tanto, inicialmente discutiu-se acerca das definições de lúdico, e de seus componentes, onde nota-se estes como importantes recursos que podem estimular o desenvolvimento infantil, proporcionando uma melhor prática pedagógica, facilitando o ensino-aprendizagem escolar. Foi possível mostrar durante o desenvolvimento dos trabalhos que este é um método indispensável no aperfeiçoamento cognitivo, no
  • 5. 5 Este material faz parte do guia de estudos dos Cursos de Pós-Graduação da Faculdade Campos Elíseos desenvolvimento e na vida da criança. E que é primordial conscientizar os educandos e futuros educadores, para a necessidade de compreender a função do lúdico na educação infantil. Ressaltando ainda a eficiência do lúdico como ferramenta pedagógica na absorção de diferentes conteúdos. Concluindo-se que o lúdico tem um poder transformador e deve ser utilizado como recurso escolar, capaz de aproveitar a espontaneidade própria das crianças facilitando assim o seu desenvolvimento. Palavras-chave: Lúdico. Aprendizagem. Educação Infantil. Ferramenta Pedagógica. ABSTRACT This research aimed to make a brief study in relation to the playful emphasizing their importance for the acquisition of learning through games, toys and games that are the second major theoretical, fundamental for human development. To do so, initially it was discussed about the definitions of recreation, and components where it can be seen as important resources that they can stimulate a child's development, providing a better pedagogical practice, facilitating the teaching-learning school. It was possible to show during the development of this work is an indispensable method in improving cognitive development and child's life. And it is essential to educate students and future educators, the need to understand the role of play in early childhood education. Emphasizing further the efficiency of recreation as a pedagogical tool in the absorption of different content. Concluding that the play has a power transformer and should be used as a school resource, able to enjoy the spontaneity of their own children thereby facilitating their development. 1. INTRODUÇÃO O presente trabalho pretende reunir informações que possam ajudar a conscientizar a todos e em especial aos educadores, das diferentes e eficazes formas de ensino e da possibilidade do lúdico ser utilizado como resolução de problemas na pratica educativa. Muito tem-se falado sobre a necessidade de melhoramento dentro da educação. Seja por professores, alunos, pais e grandes teóricos, que tem discutido esse assunto. Dessa forma, a ludicidade tem se destacado, e aparece como alternativa para a melhoria da educação, uma vez que o brincar é visto com algo que desperta o prazer e a alegria no individuo e pode ser utilizado como um importante meio pedagógico. Os meios de ensino aprendizagem mudam de acordo o desenvolvimento da criança, esta que desde o nascimento ate atingir sua fase adulta passará por várias etapas da vida, onde virão com diferentes necessidades de brincadeiras, que serão imprescindíveis para o seu crescimento e desenvolvimento cognitivo.
  • 6. 6 Este material faz parte do guia de estudos dos Cursos de Pós-Graduação da Faculdade Campos Elíseos Sendo portanto indiscutível a presença do lúdico em diferentes fases e contextos da vida da criança, seja na escola, em casa, enfim em qualquer outro lugar que as crianças possam estar elas sempre vão procurar algo que lhes interesse e motive e o transformar em um brinquedo para a sua diversão. É por esse motivo que não dá para falar em criança sem a associar com o lúdico, e tentar adaptar essa modalidade ao meio educativo, uma vez que ela já faz parte do cotidiano dos pequeninos. E é na tentativa de promover uma educação sadia e prazerosa que vários educadores tem se empenhado para encontrar soluções para que isso aconteça. É dentro desta perspectiva que este trabalho foi inspirado, para que haja um entendimento da importância da atividade lúdica para a educação, como uma facilitadora da aprendizagem infantil. Na primeira parte do trabalho é apresentado o significado do lúdico e seus aspectos históricos com o passar dos tempos, onde se faz importante abordagens das primeiras formas de brincar e o surgimento desta pratica como facilitadora no processo educacional, aborda ainda a ligação do brincar e a aprendizagem onde há uma troca recíproca e mostra também as diferentes fases da criança e as necessidades do brincar. Na segunda parte há um levantamento das ideias defendidas por importantes teóricos sobre o lúdico, que vislumbram o mesmo como uma pratica pedagógica e elemento fundamental para a aquisição do conhecimento, além das diferentes formas de brincar; como o brincar livre e as brincadeiras coordenadas, explicando ainda as diferenças entre ambas. Mostra também a música como um importante integrante do meio lúdico apresentando as inúmeras formas de se brincar com a música e sua funcionalidade na vida da criança. Na terceira e última parte apresenta-se a utilização do jogo na linguagem e a relação da criança com a aquisição desta, descreve ainda os diferentes meios de trabalhar com a criança através da musicalidade, pelo ritmo, pela rima, pelas histórias, cantigas, dominó de letras, além de brincar com as palavras, são através destas ações que poderemos possibilitar momentos de prazer e aprendizagem. Além do jogo estar presente na aquisição da linguagem ele também é fundamental no ensino da matemática, que é uma matéria que para a grande maioria dos alunos é a mais complexa, o lúdico tem um importante papel de torná-la fácil e prazerosa.
  • 7. 7 Este material faz parte do guia de estudos dos Cursos de Pós-Graduação da Faculdade Campos Elíseos 2. ASPECTOS HISTORICOS DO LÚDICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL A palavra jogo procede do latim “incus”, e seu significado quer dizer diversão, brincadeira. Segundo o dicionário Mini Aurélio, o lúdico significa: jogo, brinquedo e divertimento. O jogo sucede de antigas civilizações, estas que já davam importância para o processo de ensino-aprendizagem, reconhecendo a sua influencia para educar a criança, estas civilizações eram os gregos e os romanos. Estes jogos serviam para ensinar as letras, como as de marchas, brincadeiras com instrumentos como o arco e os jogos com ossinhos. (JESUS, 2010) Para o autor, estes jogos serviam para tornar o ambiente em que vivia mais descontraídos, deixando evidente a conscientização das participações de cada um enquanto sujeitos pertencentes a um grupo e sociedade, imitando os mais velhos, logo os mais desenvolvidos em se tratando do conhecimento de valores e normas. Diante disso, os mais jovens deveriam imitar estas figuras, como uma base do conhecimento, já que as crianças não poderiam viver como tal, pois nesta época eram vistas com pequenos adultos, pulando a fase do lazer e conhecer o mundo com os olhos de uma criança, maravilhadas com seus encantos. Pelo fato da educação acontecer por meio da instrução, onde se obrigava as crianças a fazerem trabalhos como de um adulto, para quando chegar a ser, ter o conhecimento necessário, e assim passar para suas outras gerações. Para Jesus (2010), apesar de muito antiga a existência dos jogos, eles só tornaram- se inclusos na educação da criança no século XVI, no período em que o renascimento predominava e acontecia a educação humanista, onde valorizava o culto das línguas e das literaturas antigas. Para o autor a educação do cristianismo era totalmente controladora, primária a obediência e métodos de memorização, onde não existiam momentos de lazer e na sua forma de ensino não tinha espaço para o prazer em aprender. Acreditavam que a finalidade dos jogos não tinha importância, sendo um método que teria uma educação contraditória, no que diz respeito à seriedade da instituição. É só a partir do renascimento que este passa a ser considerado um meio de atividade estimuladora para as crianças (JESUS, 2010).
  • 8. 8 Este material faz parte do guia de estudos dos Cursos de Pós-Graduação da Faculdade Campos Elíseos Em março de 1549, no período do catolicismo, esta diferente forma de ensino foi adotada pelos jesuítas aqui no Brasil, servindo para defender sua religião e para convencer às pessoas e catequizá-las, como possibilidade de um método eficaz para este processo, sendo os precursores a por em prática esta diferente e ousada forma de aquisição do conhecimento, pois, afirmavam que existiam valores embutidos nos jogos, sendo praticados nos colégios jesuítas. Apesar disto, a criança só passa a ser vista como tal, a partir do século XVIII e não mais como adulto em tamanho reduzido, ai então incluindo a brincadeira como algo necessário e normal para a passagem das fases e assim tornar-se adultos. (JESUS, 2010) Na passagem do século XVIII para XIX, nos EUA, aconteceu um marco na história, onde um filósofo conhecido com Froebel defendia que o brincar seria uma importante forma de educar, considerando que as crianças respondem melhor os incentivos ocorridos através da espontaneidade. Defendendo que, se o jogo dava certo na pré-escola, também poderia ser utilizado na educação infantil, o que influenciou todos os países para o surgimento da educação infantil. Este método de ensino foi divulgado para muitos países por missionários cristãos, protestantes em diversos lugares, acreditando e defendendo que a aquisição do conhecimento é mais eficaz por meio do brincar. Servindo como importante influência para orientar as crianças na execução de conteúdos escolares 2.1 O BRINCAR E A APRENDIZAGEM O lúdico na educação infantil é fundamental para a evolução da aprendizagem da criança. É importante salientar que na história da humanidade é notável que as crianças sempre brincaram e brincam até hoje e, certamente continuarão brincando. Portanto, é visível, que toda e qualquer criança normalmente, sente prazer no brincar, pois quando isso não acontece, é um forte indicio de que alguma coisa não vai bem. As crianças brincam porque sentem a necessidade de brincar, e acabam aprendendo com essa prática espontânea. Segundo Rosamilha (1979, p.77): A criança é, antes de tudo, um ser feito para brincar. O jogo, eis ai um artifício que a natureza encontrou para levar a Criança a empregar uma atividade útil ao seu desenvolvimento físico e mental. Usemos um pouco mais esse artifício, coloquemos o ensino mais ao nível da criança, fazendo de seus instintos naturais, aliados e não inimigos.
  • 9. 9 Este material faz parte do guia de estudos dos Cursos de Pós-Graduação da Faculdade Campos Elíseos O educador deve estar preparado para suprir as necessidades dos alunos, quando se trata de satisfazê-los, acrescentando em suas aulas brincadeiras, visando o crescimento e desenvolvimento infantil, pois, estes vão além do brincar físico. A criança deverá ser orientada para que suas ações sejam aproveitadas e utilizadas como um método facilitador do processo de ensino e aprendizagem, o que pode ser uma solução para obter resultados satisfatórios. Tendo em vista, objetivos claros e pré-definidos a serem alcançados. Sendo cauteloso com os tipos de brincadeiras que irão ser apresentadas, para que estas sejam eficazes, e correspondentes ao momento adequado do desenvolvimento infantil, para que, estas sirvam como fontes inesgotáveis de interação lúdica e afetiva, para uma aprendizagem eficaz, onde eles possam assimilar os conteúdos. De acordo com Campos (1986, p.111): “A lúdicidade poderia ser a ponte facilitadora da aprendizagem se o professor pudesse pensar e questionar-se sobre sua forma de ensinar, relacionando a utilização do lúdico como fator motivante de qualquer tipo de aula”. A não utilização da dimensão lúdica na intervenção do educador permite que este apresente somente uma aula cientifica, que para os alunos quase sempre é chata e desinteressante, podendo ser repensada e transformada em uma aula interessante e participativa. Por esse motivo, faz-se necessário repensar o porquê das aulas não estarem sendo produtivas? E o porquê os alunos não aprendem? O que pode ser feito para que as aulas fiquem mais interessantes? A participação e interesse dos alunos devem ser espontâneos, motivando-os a despertar para a ação e o consequente prazer em aprender. Para Kami (1991, p.125): Educar não se limita a repassar informações ou mostrar apenas um caminho, aquele caminho que o professor considera o mais correto, mas é ajudar a pessoa a tomar consciência de si mesma, dos outros e da sociedade. É aceitar-se como pessoa e saber aceitar os outros. É oferecer várias ferramentas para que a pessoa possa escolher entre muitos caminhos, aquele que for compatível com seus valores, sua visão de mundo e com as circunstancias adversas que cada um irá encontrar. Educar é preparar para a vida. O Educador, enquanto mediador do conhecimento é o sujeito que tem a função de encontrar diversas formas de lecionar, para que, sirvam como estímulos, para os pequenos. Além disso, este precisa estar sempre adaptando suas aulas de acordo com seus alunos, devido às necessidades, serem divergentes, de acordo com cada
  • 10. 10 Este material faz parte do guia de estudos dos Cursos de Pós-Graduação da Faculdade Campos Elíseos um. Cabe ao profissional da educação, examinar minuciosamente sua qualidade, defeitos, diferenças e anseios, para que cada um perceba o verdadeiro sentido de uma brincadeira lúdica em sala de aula (KAMI, 1991). A intervenção não deve acontecer como um motorista dirigindo um carro, aonde o motorista o conduz por conta própria, o educador deve apresentar e estimular a criança, mais a própria criança que irá conduzir suas próprias brincadeiras e ações, construindo e reconstruindo, experimentando e vivenciando em suas ações espontâneas. 2.2 ETAPAS DO DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA No desenvolvimento infantil, é possível notar as diferentes fases passadas pelas crianças, que são totalmente distintas entre si. São específicas em suas necessidades e interesses que marcam o momento e unidade da criança. Acontecendo em uma ordem crescente, sendo desde a primeira até a ultima, preparando-as e evoluindo de acordo com as suas diferentes faixas etárias, ocorre a evolução do pensamento, o desenvolvimento cognitivo. (JESUS, 2010 p.1- 29) Iniciando no período sensório motor (até 24 meses) Nesta fase a zona da boca é considerada a de prazer. Segundo Jesus (2010, p. 11): É um dos períodos mais complexos. Ocorre a organização do desenvolvimento da criança, nos aspectos perceptivos, motor, intelectual, afetivo e social. Começa com reflexos que vão aos poucos se transformando em esquemas sensórios-motores. O período dos reflexos é o momento em que a criança começa a perceber o mundo a sua volta e interar-se. Um dos primeiros contatos que a criança passa a ter é com a mãe no momento em que ela suga o leite, que é através desta ação que ela começa a formar esquemas sensórios-motores. Ação esta que está internalizada e repetida em outros momentos sejam sugando o dedo, objetos e tornando comum esta ação de agarrar objetos e levá-los à boca. Há outras atividades onde a criança desenvolve suas habilidades sensório-motoras para o conhecimento do mundo externo: Na observação do mundo ao redor, olhando pela sua sensibilidade auditiva e manipulando: tocando e sentindo os objetos que estão ao seu alcance. Estes servem para uma constante evolução no que diz respeito a integração de hábitos e desencadeando novas ações, por meio dos resultados obtidos, deixando de ser apenas reflexos, tornando-se uma ação aprendida e iniciando o nascimento da inteligência que substituirá a fase do reflexo. Jesus (2010 p. 12) afirma, ainda, que:
  • 11. 11 Este material faz parte do guia de estudos dos Cursos de Pós-Graduação da Faculdade Campos Elíseos O sentimento de afeto entre adulto e criança é demonstrado pelo toque e por mudanças no tom de voz ou expressões faciais que os adultos fazem tentando uma comunicação com o bebê. Essas expressões vão tomando um sentido para ele e acabam por se transformar em um meio de aprendizagem. 1- É através das figuras mais próximas, sendo, portanto os pais, que as crianças passam por um importante desenvolvimento da sua vida afetiva, por meio do toque, sons e expressões faciais, sendo uma fase que ela copiará tudo o que vê e reagirá com a estimulação de outras pessoas, bem como: bater palmas e balançar o corpo. E desenvolverá um laço afetivo com as pessoas com que lhes parece confiável, e demonstrar carinho por elas. Logo esta criança começa a desenvolver suas habilidades de se locomover, aprendendo a andar e com o passar do tempo, ter segurança para correr e pular, amadurecendo o seu sistema nervoso e aumentando a sua vontade de explorar o espaço ao seu redor, despertando a curiosidade, e consegue iniciar o período de independência para segurar objetos, alimentos e copos com liquido. 2- O egocentrismo é comum neste período marcando assim o impedimento da objetividade, pois, estas não conseguem enxergar a sua atuação como ampla, mas, só consegue tirar suas conclusões através de suas percepções, conseguindo diferenciar-se do mundo e organizando-o para si. Aproximadamente com dois anos a criança começa a tomar gosto pelas ações com gestos, contos e objetos que possibilitam prazer ao pegar e manipular. Segundo Jesus (2010 p. 14) O jogo de imitar torna-se seu maior instrumento de aprendizagem. Passa a se encontrar com as pequenas estrofes de músicas e versos infantis, brincar de faz-de- conta e ouvir os contos de fadas. Gosta das tintas, do barro, dos restos de papel e raspas de madeira, da areia, da água e da massa de modelar. Neste momento a criança sente gosto pela imitação, deixando o esquema sensório- motor, para reproduzir o que vê e com o passar do tempo a criança apropria-se destas ações. O seu prazer é estar em contato com o mundo encantado das musiquinhas, onde eles dançam e passam a adquirir uma linguagem musical de acordo com o que ouvem, assim também como versos infantis, sentem satisfação no brincar de faz-de-conta, por exemplo: • Quando brincam de comidinha com bonecas; • Quando seguram um objeto redondo e fazem de conta que está dirigindo um carro;
  • 12. 12 Este material faz parte do guia de estudos dos Cursos de Pós-Graduação da Faculdade Campos Elíseos Interessam-se ainda em histórias, sejam elas mine teatrinho, contadas com livros ou até mesmo encenadas. É um período em que as crianças iniciam o reconhecimento através do reflexo do espelho do seu próprio corpo, explorando ao máximo possível cada detalhe que consegue observar em suas próprias características. Período pré-operatório (dois aos sete anos) As crianças ainda continuam brincando de apresentar e essa necessidade fica cada vez mais forte, uma vez que, está em fase de formação da personalidade, e é por meio das cenas vistas por estes é que vão imitá-las e internalizá-las, como por exemplo: Uma mãe limpando a casa, um pai dirigindo um carro, assim também como palavras e frases, sendo capaz de reproduzir-las por meio de brincadeiras e imitações, observando a linguagem e nomeando assim os objetos, reconhecendo-os pelo nome e conceituando-os, dando importância a linguagem, pois o desenvolvimento do pensamento depende dela para a aquisição de novos conhecimentos e a ampliação desta. Se fazendo necessário visualizar os objetos e conhecê-los, para que em sua ausência elas possam falar do mesmo e descrevê-los, através dos signos que irão aprender a nomear, construindo assim a categoria simbólica, dando abertura para iniciar a representação conceitual. Segundo Costa (2003 p. 24): a fase do jogo simbólico é de grande importância porque permite a criança reconstruir as experiências com seus interesses através de imagens elaboradas pelo eu. Nesta fase a criança ainda sente dificuldade, apesar da mesma estar passando por um momento de evolução na aquisição da aprendizagem, é de grande valia para o seu desenvolvimento, este ser adquiridos através de meios simbólicos. Ainda nesta etapa a criança possui interesses egocêntricos, pois, ainda não é possível que estas vejam o mundo como ele realmente é e tirem suas próprias conclusões do que vê, é por isso que elas ainda não estão preparadas para a formação de conceitos próprios, devido ainda não possuir uma vasta aquisição verbal, não tendo objetividade o suficiente para a construção do pensamento conceitual. É exatamente neste momento, que o jogo simbólico se faz preciso, pois estas crianças necessitam sentirem-se seguras em seu desenvolvimento afetivo- intelectual, pois, este serve como intermediário na construção do saber, sendo imprescindível na vida da criança. Dando inicio a uma amplificação da linguagem e pensamento levando ao melhoramento dos relacionamentos interpessoais, passando a comunicarem-se melhor através da fala com irmãos, colegas, amiguinhos e seus pais. Neste momento a criança conversa sozinha de acordo as suas ações, construindo e
  • 13. 13 Este material faz parte do guia de estudos dos Cursos de Pós-Graduação da Faculdade Campos Elíseos reconstruindo sua aprendizagem individualmente, agindo conforme seus esquemas sensório-motores. Segundo Costa (2003, p. 25) O simbólico possibilita o exercício do pensamento como representação mental do que se está fazendo, tecendo o conteúdo psíquico através dos signos da linguagem. Como a criança ainda está incorporando as novas possibilidades aos esquemas formados, ela “pensa alto”. O simbólico é uma forma de assimilação das ações. Com a linguagem, onde só a própria criança fala, consigo mesma, acontecendo lentamente de acordo a associação que a criança consegue fazer de suas ações e com palavras, demonstrando isso através do brincar, imitações de pessoas e para a satisfação de suas necessidades e pedidos, preparando a criança para novas descobertas e auxiliando-os a enxergar o mundo como ele realmente é adaptando-os à realidade (COSTA, 2003 p. 25). No sub-estágio instrutivo, o egocentrismo ainda predomina, as crianças ainda tiram suas próprias conclusões em relação a atividades visuais, definindo os objetos a partir da sua imaginação, mas, o egocentrismo que tem prevalecido até aqui, perde o lugar para a objetividade, podendo agora reconhecer o outro existente e dar mais ênfase também aos objetos, acreditando que estes sejam também responsáveis por acontecimentos, por ainda não conseguir defender suas próprias ideias com objetividade. Abrindo espaço para o pensamento com pressentimento, que auxiliará na mudança do momento pré-conceitual para o conceitual, utilizando mais a primeira lógica e suas características. As representações mentais serão fundamentais nesta fase, uma vez que, a criança passa a internalizar suas experiências mentais. Período concreto (sete aos doze anos) Estas crianças, nesta fase ainda não conseguem obter uma operação mental através das propostas verbais, é por este motivo é que esta etapa é conhecida como operações concretas. Nesta etapa a criança já consegue raciocinar continuamente, percebendo que existe uma ordem a ser seguida, através das expressões das suas ideias e sente interesse em fazer amigos e divertir-se. Segundo Jesus (2010, p. 21) É a partir daí que a criança começa a demonstrar a necessidade de um espaço para encontrar os amigos e brincar. Não é mais tão divertida a diversão apenas com os seus brinquedos, é necessária a companhia dos amigos para que a brincadeira seja realmente interessante. É o surgimento das relações sociais na sua vida, o primeiro
  • 14. 14 Este material faz parte do guia de estudos dos Cursos de Pós-Graduação da Faculdade Campos Elíseos interesse em pertencer a um grupo. Ainda segundo o autor, o egocentrismo desaparece e perde espaço para a construção de novas amizades, devido à necessidade de conviver com outras pessoas, e de dividir seus brinquedos, para a construção de novas formas de diversões, deixando as brincadeiras simbólicas e começando a sentir interesse pelos jogos e competições. Jesus (2010) destaca que a comunicação é um ponto relevante neste período ou mudança, onde as crianças integram-se e interagem, em grupo na escola, conseguindo um relacionamento indispensável para o seu desenvolvimento pessoal e intelectual, uma vez que seus interesses aumentam pelo conhecimento das ciências, o corpo humano, pela forma com que eles relacionam-se com outras pessoas e pela aquisição do conhecimento da sexualidade e como acontece a reprodução, interessando-se pelo processo. Apesar do interesse, pelo contato com outras pessoas nas construções de novas amizades, normalmente acontece uma separação por sexo, meninos brincam com meninos e meninas brincam com meninas. Jesus (2010) afirma ainda, que isso faz com que desperte ainda mais o espírito competitivo, devido o instinto humano, e para atrair os olhares dos demais, e em especial do sexo oposto. Assim também ocorre entre as crianças que se destacam por alguma qualidade, gerando inveja e conflitos, levando a rejeição do individuo. É notória neta faixa etária a dificuldade de relacionamento entre as crianças da mesma idade, mas, apesar disto, a curiosidade e o interesse por coisas novas auxilia no despertar do pensamento. Na instituição escolar, sempre há formação de grupos, o que beneficia alguns e por outro lado acaba excluindo outros, devido estes não conseguirem possuir características, que aos olhos do grupo, não se encaixam, isolando-o e dificultando sua aprendizagem, cabendo ao educador observar estes comportamentos e suas possíveis consequências e auxiliar por meio da intervenção pedagógica para a junção e integração dos mesmos. Período operatório formal (após os doze anos) Na operação anterior, observa-se que a criança ainda não consegue assimilar o imaginário do concreto, tendo suas concepções baseadas em suas percepções, já nas operações formais o pensamento já então adolescente torna-se mais abstrato, ou seja, tornar-se capaz de realizar operações mentalmente sem a necessidade de um objeto concreto para isso.
  • 15. 15 Este material faz parte do guia de estudos dos Cursos de Pós-Graduação da Faculdade Campos Elíseos Segundo Costa (2003, p. 37) Agora, em função das operações formais, o adolescente se relaciona com o mundo buscando fazer generalização ampla, construindo teorias; não mais em presença de objetos concretos, mas a partir de princípios abstratos a que chegou decorrente de suas experiências concretas. Para o autor, a criança cresceu e visou um adolescente que já consegue fazer associações de pensamento sem a presença de objetos, conseguindo organizá-los e vinculá-los fazendo várias relações no mesmo momento de conversas ou explicações, coisa que nas operações concretas não conseguia, pois, só poderia fazer uma relação por vez. Nesta etapa as operações são praticamente as mesmas da anterior, mas a complexidade das características desta fase é o que diferencia, aparecendo um alto nível de generalização, um pensamento que se move constantemente, deslocando- se, possibilitando a criação de hipótese e proposições (criação de propostas), que guiam os seus pensamentos que deverá ser testado constantemente. Para Costa (2003) esta fase é conhecida como a mais complicada, devido ao normal conflito do adolescente com o mundo, pois estes costumam possuir o egocentrismo adolescente, acreditando que as pessoas devem sempre estar de acordo os seus pensamentos e opiniões. Há uma notável diferença no desenvolvimento de meninos e meninas e devido a estas mudanças, acarretam um conflito entre ambos. Em sala de aula não conseguem dar a necessária atenção aos momentos de construção do conhecimento, devido a seus pensamentos e interesses estar voltados para sua própria diversão e satisfação, mas, não assumem suas responsabilidades, apesar de almejarem sua liberdade. A escola tem um papel muito importante no desenvolvimento intelectual destes adolescentes devido a suas imensas vontades e frustrações, cabendo a escola trabalhar com estes em parceria, mostrando que estão preocupados com suas conquistas e problemas decorrentes de seus conflitos internos, acrescentando aulas interessantes e dinâmicas, dando ênfase ao artístico e desportivo. 2.3 O JOGO, O BRINQUEDO E A BRINCADEIRA NA EDUCAÇÃO INFANTIL Na educação infantil, durante o desenvolvimento da humanidade as percepções, ideias e práticas foram se enriquecendo com pensamentos que se consolidam até
  • 16. 16 Este material faz parte do guia de estudos dos Cursos de Pós-Graduação da Faculdade Campos Elíseos os dias de hoje, influenciando os métodos de alguns educadores. A escola é uma instituição onde a sociedade é dependente da mesma, pois o senso de responsabilidade e as normativas de cooperação são essenciais para educar as crianças, incluindo o jogo como um ponto crucial para enriquecer este senso de responsabilidade e normas de cooperação. Zacharias citando Froebel (1861) fortalece a metodologia lúdica na educação infantil, afirmando que o grande educador faz do jogo uma arte, um excelente instrumento para exercer a educação para as crianças, onde elas se expressam através das atividades de percepção sensorial, do brinquedo e da linguagem. Sendo assim, a brincadeira e o jogo são as melhores formas para as crianças relacionarem-se com o mundo, além de comunicar-se com outras crianças. O jogo possibilita a criança a conviver com diferenciados sentimentos íntimos. Dessa forma facilitando o conhecimento e aprovação do outro, resultando na socialização. Froebel, “pai” do jardim de infância observava na criança a necessidade de aprender brincando, contribuindo assim para a pedagogia moderna, partindo do presumo de que o Ser humano é essencialmente dinâmico e produtivo e não meramente receptivo. Para Froebel (1826) “a criança se expressaria através das atividades de percepção sensorial da linguagem e o brinquedo, a linguagem oral se associaria à vida”. Nessa perspectiva, a educação infantil foi contextualizada destacando como primeiro espaço a importância do brinquedo e da atividade lúdica, ao perceber o relacionamento das crianças com os símbolos para brincar, além de destacar o grande valor dos desenhos, atividades motoras e ritmos musicais para o desenvolvimento da criança. Froebel (1826) destaca que para o autoconhecimento da criança, o primeiro passo seria destacar os membros do seu próprio corpo, para que depois elas possam trabalhar os movimentos destes membros e do corpo como um todo. Ele dava ênfase a utilização de histórias, lendas, contos, fábulas e mitos, como também as excursões e contato com a natureza, percebendo assim que tais atividades despertavam um grande interesse pelo passado e um desenvolvimento na noção do tempo e da história, quanto aos símbolos, observou ser uma atividade da espontaneidade da criança. Estas ideias de atividades de liberdade, a importância do jogo, a linguagem com a primeira forma de expressão, o brinquedo com a forma de autoexpressão, o ritmo, o desenho e as atividades de amadurecimento são importantes e transformadoras da educação infantil. Segundo Froebel (1826) atividades construtivas eram fundamentais para integrar o
  • 17. 17 Este material faz parte do guia de estudos dos Cursos de Pós-Graduação da Faculdade Campos Elíseos crescimento mental, físico e moral. E para isso, criou blocos de construção, utilizados nas atividades criadoras, uma vez que é na infância que os sentidos e as atividades motoras são preponderantes na vida humana. Essa postura implicou na valorização da participação familiar, nas relações humanas, pelo fato da infância ser o período que as crianças precisam ser protegidas pelos pais em decurso de sua dependência. Existem vários significados para os termos brincar, brincadeira e jogos. Sucedem a partir do uso no dia-a-dia da história cultural e da vida de cada um. Vigostsky estabelece uma estreita relação entre jogo e a aprendizagem, dando-lhe uma grande importância, onde a relação crucial é que o desenvolvimento cognitivo é um resultado da integração da criança com as pessoas com as quais elas mantêm um contato com regularidade, sendo assim, Brunnel (1993, p.81) afirma: Brincar é coisa séria, e não significa apenas prazer e alegria, mas também vivenciar as tensões das escolhas, dos conflitos, dos limites, do fazer e desfazer das ações e imaginações que o brincar e equilíbrio e o desequilíbrio. Desta forma, a importância do brincar vai além do simples prazer, este auxilia no melhoramento da saúde física e principalmente o desenvolvimento mental por intermédio dos brinquedos, se fazendo fundamental o ato de brincar. Por este motivo é fundamental fazer a distinção do brincar prático, simbólico e jogos com regras. Uma vez que há diferentes graus de desenvolvimento das crianças de acordo com as diferentes idades. O brincar prático inclui o brincar sensório-motor e exploratório do jovem bebê – especialmente dos 6 meses aos 2 anos; o brincar simbólico abrange o brincar e faz- de-conta, de fantasia e sociodramático da criança pré-escolar, de cerca de 2 ou 3 anos até os 6; os jogos com regras caracterizam as atividades das crianças a partir dos 6 ou 7 anos. (SMITH, apud VYGOTSKY, 2006, p. 25) De acordo com as ideias de Piaget, a relação da observação docente sobre os alunos e sua importância, deve ser fundamentada em um debate mais inventivo, onde os estudantes e seus “erros” sejam observados como parte integrante do processo de aprendizagem. Pelo fato de quando ocorrem estes “erros”, o educador pode observar o que já foi absorvido pelo educando e o que este ainda tem a absorver ou melhorar. Assim pode-se ainda somar a esta relação as necessidades que devem estar baseadas na cooperação do educando e do educador, onde só será ampliada pelo debate entre os iguais, fator este, que promoverá o processo do desenvolvimento cognitivo fundamentalmente quando houver a instigação e a provocação do professos, mantendo o clima de cooperação.
  • 18. 18 Este material faz parte do guia de estudos dos Cursos de Pós-Graduação da Faculdade Campos Elíseos Segundo Smith apud Vygotsky (2006) para o favorecimento da visualização do individuo no instante do seu desenvolvimento, esta observação deve ser criteriosa, vinculando-as as atividades cognitivas que estarão aptas a investigar. Os resultados serão: a descentralização, a construção e a socialização de um conhecimento dinâmico e racional dos alunos. Dessa forma, continua o autor, o processo de ensino-aprendizagem passa a ter a produção das crianças como parte integrante dele, tendo em vista a compreensão não só do produto, mas também do significado do processo, assim quando a aprendizagem da criança for um sujeito ativo, isto será significativo, se dando isso quando a criança obtiver informações ligadas ao objeto de estudo, organizando suas atividades de forma lúdica, agindo assim sobre elas. Pode-se destacar que enquanto Piaget fundamentava-se no estudo do desenvolvimento das estruturas lógicas, Vigostsky tentava entender as relações do pensamento/linguagem e seus envolvimentos no desenvolvimento intelectual. Hoje há muitos debates entre os pesquisadores pela subestimação de Piaget em relação à importância da linguagem como objeto de atenção cognitiva do educando. Descuidando do seu papel como fator construtivo do conhecimento (PIAGET, 1977). Se para Vigostsky, a linguagem é quem abre os caminhos para um desenvolvimento proximal, ou seja, auxilia a criança na evolução do seu nível de desenvolvimento real através da mediação realizada pelo “outro”, para Piaget, ela não exercia grandes influências no papel cognitivo nas novas descobertas feitas pela criança. Vale ressaltar que nem toda criança esta na mesma ZDP (zona de desenvolvimento proximal), ainda que tenha a mesma idade, de forma que é necessária a intervenção do professor em seja qual for a fundamentação do currículo baseado no brincar livre. A ajuda adulta é orientada por ciclo de planejar-fazer-revisar. Os adultos incentivam as crianças a escolherem e a planejarem uma atividade, depois executarem o plano e então refletirem sobre porque algumas coisas deram certo outras deram erradas. (SMITH, apud VYGOTSKY, 2006). No ponto de vista construtivo de Piaget, as pressões linguísticas e sociológicas não são listadas em blocos e são exercitadas essencialmente com a interação nas realizações de cada individuo, no decorrer do processo de desenvolvimento. Sendo assim, a linguagem transmite ao individuo um sistema baseado em classificações, relações, conceitos elaborados pelas concepções anteriores, mas a criança utiliza este sistema de acordo com o desenvolvimento de sua estrutura intelectual.
  • 19. 19 Este material faz parte do guia de estudos dos Cursos de Pós-Graduação da Faculdade Campos Elíseos Os PCN‟s (Parâmetros Curriculares Nacionais) salienta que, nas brincadeiras os jogos trazem a proposta de um desenvolvimento psicológico, obrigando a normalização e o controle para o caminhar deste exercício. Mediante a articulação do conhecimento e do imaginário, no jogo, há o desenvolvimento e o autoconhecimento, tanto para saber até aonde se pode chegar e até onde se pode esperar. Para Mello (1989) os jogos desenvolvem as capacidades corporais, equilíbrio e coordenação, e o brincar é uma prática que se relaciona com estas atividades, dando ênfase aqueles jogos que envolvam o subir, descer, correr, dançar, movimentar-se, com brincadeiras que exercitem o movimento, a resistência, a força, entre outros fatores para o equilíbrio corporal. Desta forma, as crianças aprendem com os jogos a lidar com símbolos, sentidos, os significados das coisas passam a ser imaginados e assim tornar-se submisso às regras. Estes jogos com regras colaboram com a compreensão de que as regras podem sofrer combinações, e ainda a percepção de que só podem jogar de acordo com a jogada do outro, dando respeito a vez do anterior e do próximo jogador. Assim a participação da criança nos jogos em grupo desenvolve uma conquista emocional, cognitiva, moral e social, ampliando também o raciocínio lógico, concebendo o interesse e o prazer à criança. 3. TEÓRICOS DEFENSORES DO LÚDICO A educação lúdica é uma necessidade que se adquire com o passar dos tempos e tornou-se imprescindível na vida do ser humano, pois o brinquedo, o jogo e a brincadeira são a essência da infância, e não devem mais ser vistos apenas como diversão, mas, também na atuação pedagógica como um caminho que conduz a produção de conhecimento, auxiliando no desenvolvimento cognitivo e na vida social como um todo (PORTO, 2004). Segundo Porto (2004 p. 126): “A questão da ludicidade tem sido compreendida em diferentes concepções na área da educação: história, antropologia, publicidade, entre outros setores do conhecimento, destinado ao tema diferenciado abordagens e interpretações”. O lúdico tornou-se essencial na atualidade, uma vez que, grandes estudiosos têm refletido e buscado meios de utilizá-lo, para o melhoramento de estudos e possibilidades de aprendizagem para as crianças. Já que a este compete facilitar, este aprendizado por meio de suas manifestações sejam elas músicas, jogos ou arte, trazendo benefícios para o educando e crianças como um todo. Sendo, portanto, definidos por diferentes autores como indispensáveis no
  • 20. 20 Este material faz parte do guia de estudos dos Cursos de Pós-Graduação da Faculdade Campos Elíseos desenvolvimento humano e estudado como um facilitador em diferentes áreas, bem como: História, na antropologia, publicidade e em especial no cotidiano escolar como um meio de disseminação de conteúdos. O que o torna flexível às inúmeras interpretações e conceitos dos seus valores. Diante da tamanha necessidade em nossas vidas, há diversos pensadores que dão a devida atenção, discutindo as inúmeras definições e utilidades na vida do ser humano, tanto na formulação do conhecimento, quanto na sua importância como facilitador da aprendizagem, no desenvolvimento cultural, pessoal e social. Há diversas definições no contexto dos teóricos influentes neste estudo: Segundo Feijó (1998), “o lúdico passou a ser reconhecido como um traço essencial do comportamento humano. Desse modo à definição do lúdico deixou de ser o simples sinônimo do jogo. As implicações da necessidade lúdica extrapolam as demarcações do brincar espontâneo.” Com as mudanças de seus significados, o lúdico acabou se tornando algo amplo onde há espaço para a arte, a música, a brincadeira, o brinquedo, o jogo, desenvolvendo na criança as habilidades necessárias em seu crescimento físico e psíquico. Passando assim a ser uma brincadeira “séria”, onde se pode sentir prazer ao brincar, aprendendo vários conteúdos. Para Porto (2004, p.160). Para começar, Cipriano Luckesi assinala que liberdade “é um fenômeno interno do sujeito, que possui manifestações no seu exterior” (2002, p. 26) e que a atividade lúdica é “aquela que propicia a „plenitude da experiência‟” (2000, p. 96), portanto a ludicidade vem a ser uma possibilidade de experiência plena, interna e consequentemente “essa experiência pode nos tornar criadores e recriadores de nossas vidas...” (2002, p. 55). Lúcia Helena explicita que “as atividades lúdicas permitem que o indivíduo vivencie sua inteireza e autonomia em um tempo-espaço próprio, particular” Na atividade lúdica, as crianças tem a possibilidade de uma autoexperiência de acordo com o estilo e objetivo desta atividade, experiência esta que manifesta-se através de suas ações no ambiente em que estas estão sendo desenvolvidas, promovendo às crianças um aperfeiçoamento maior em suas experiências, cada vez que elas exercem tais atividades dado a capacidade de criar conceitos e corrigi-los com tais experiências, aplicando assim estes conceitos em suas vidas, estas experiências são totalmente “individuais”, ou seja, ainda que determinada atividade seja executada em grupo os conceitos e aprendizados são particulares do individuo, ocorrendo dentro do seu próprio tempo-espaço, dando ênfase aos ganhos na sua
  • 21. 21 Este material faz parte do guia de estudos dos Cursos de Pós-Graduação da Faculdade Campos Elíseos autonomia e liberdade de decisões e expressões, fatores cruciais para a vida humana contemporânea (PORTO, 2004). Mas, se para uns autores há definições, para outros não! Segundo Júlia (1996): O jogo é uma entidade sem definições, pois, o ser que joga, está buscando prazer, algo além que simplesmente sobreviver. Por isso é que o jogo não tem definição. Pois se para definir “o ser” já é necessário um empenho significativo, definir “a busca de prazer não material do ser” torna-se uma tarefa impossível. A autora afirma, a não definição para o jogo, que é um integrante muito importante do conjunto lúdico. Defende que o jogo é simplesmente uma fonte de prazer, algo que faz muita diferença na vida do individuo, tornando a pessoa que o utiliza, de um sujeito passivo para um sujeito ativo de uma sociedade. É baseando-se nisto que a autora defende o seu pensamento da não definição do jogo. Acredita-se ainda que haja uma imensa dificuldade em definir uma pessoa, “o jogador”, fazendo-se, portanto necessário um esforço sobre-humano, sendo assim ainda mais complicada a definição de algo que não podemos ver, mas apenas sentir, sendo algo impossível. Já segundo Kishimoto (apud COMPAGNE, 1989, p.112) ele tem duas definições: 1Função Lúdica – o jogo propicia a diversão, o prazer e até o desprazer quando escolhido voluntariamente. 2Função educativa – o jogo ensina qualquer coisa que complete o individuo em seu saber, seus conhecimentos e sua apreensão do mundo. Para Compagne (1989) citado por Kishimoto, o jogo tem duas funções na vida da criança, sendo a primeira, a função lúdica, que tem como objetivo apresentar a espontaneidade da criança e desenvolver a alegria e a satisfação no momento do jogo, podendo ainda ocorrer um desprazer por motivo da liberdade de escolha, que o torna menos interessante. A segunda é a função educativa, que tem como foco a aquisição do conhecimento e desenvolvimento intelectual e moral, possibilitando a relação do individuo com o mundo, fazendo novas descobertas. Segundo Porto, (2004 p. 74) Não há momento especifico de ludicidade, ela predomina em quase todos os momentos do dia-a-dia, buscando criar uma convivência alegre e prazerosa,
  • 22. 22 Este material faz parte do guia de estudos dos Cursos de Pós-Graduação da Faculdade Campos Elíseos respeitando as características das crianças e adolescentes que, através do lúdico, expressam mais diretamente sua maneira de ser. A ludicidade se faz presente no cotidiano humano, em todos os momentos, seja em suas casas, em passeios, na escola em momentos de recreação, dentre outros. Possibilitando uma qualidade de vida harmoniosa e individualizando cada um de acordo as suas especificidades, quando se fala de suas características, podendo apresentar mais claramente por meio do lúdico a sua personalidade. Para o autor as pessoas são diferentes, logo suas necessidades também. É através da educação lúdica que estas devem ser expressas, desenvolvendo assim, a sua interação com o mundo. Devido à necessidade que o ser humano possui de conhecer a si mesmo e tudo ao seu redor, é preciso refletir sobre o mesmo que está presente em todos os momentos de nossas vidas, iniciando quando criança e estendendo-se por toda vida. Para Porto (2004, p.47) Para promover-se uma educação lúdica, faz-se necessário compreender o que é ludicidade, como ela influencia a vida humana, quais relações podem ser estabelecidas entre a mesma e a educação e quais caminhos já são e podem vir a ser experimentados para que essa educação lúdica se efetive. A ludicidade é entendida como: brincar, jogar, fazer arte, ouvir música e como meios pedagógicos na atuação docente, é essencial para o desenvolvimento, quando se fala da compreensão do mundo e para o desenvolvimento da criança física e mental, além de contextualizar o individuo no meio social e afetivo, e o mais importante nos olhos das crianças, possibilita momentos de alegria e prazer, melhorando a sua autoestima. Portanto, ela tem diversas funções, e propiciam diversos benefícios as crianças. Na história da evolução da criança frente a sociedade, o seu papel tem sofrido grandes mudanças com o passar dos tempos. Para Porto (2004, p. 142), a criança era vista como um sujeito incapaz, devido a sua falta de utilidade em relação aos trabalhos, comparando aos adultos, levando ao desprezo, ou seja, não era tido o devido cuidado, devido estes não conseguirem enxergar a criança com suas próprias características, com comportamentos de acordo as suas faixas etárias, sendo, portanto, um sujeito com diferentes necessidades dos adultos.
  • 23. 23 Este material faz parte do guia de estudos dos Cursos de Pós-Graduação da Faculdade Campos Elíseos Mas a falta de tolerância e interesse de compreendê-las, não permitia a sua valorização no contexto em que viviam, levando a serem rotulada como „criados‟ e „criadagem‟, que segundo o dicionário Aurélio (2008, p. 93) CRIADO – homem que foi ajustado para fazer o serviço doméstico; CRIADAGEM – conjunto de criados que servem numa casa; a classe deles. Tornando notório o descaso como as crianças da época, que eram consideradas como um ser que não atua sem o auxilio, para mandar o que se deve fazer. Além desta visão, a criança também já foi vista como um sujeito dono da criação, podendo inventar, daí a origem do nome da fase infantil (criança). É neste momento que ela passa a ser vista como um sujeito ativo, exercendo influência no pensamento humano, que anteriormente acreditava que as mesmas tinham suas restrições no que se refere a sua definição. (PORTO, 2004, p.141-142) Outra forma integrante do conjunto lúdico segundo Porto (2004, p.142) é a alegria. Quanto à alegria, certamente muitos concordam que é um estado do ser, e geralmente associado à mesma está o prazer, o contentamento, a diversão. Vale a pena um olhar dualista sobre a alegria, do ponto de vista interno e externo, pois sendo algo subjetivo, dificilmente, pode-se mensurar o que a move, mas ainda assim merece um olhar sobre sua influência no ser humano. O autor afirma que a alegria é vista por diversas pessoas como algo em que o indivíduo é ou não é, sendo, portanto variável de uma pessoa para outra. Para ele quando se fala em alegria, é quase inevitável não fazermos uma ligação com prazer que, está interligado a uma só definição, o lúdico, que de uma forma mais abrangente quer dizer diversão. Acredita ainda que seja necessário analisar minuciosamente, a alegria, pois, há nela uma coexistência de dois princípios opostos, o interno e o externo, merecendo uma atenção especial, pois caso esta exista no sujeito, seria impossível determinar a sua medida e o que leva a sua aparição necessitando ainda de novos estudos de ação que a alegria exerce sobre o ser humano. Ela ainda tem conquistado o seu espaço em relação a diferentes áreas, seja nos estudos em escolas, na medicina para desenvolver o bem estar nos pacientes, e em empresas para tornar o ambiente mais descontraído e mais agradável, estes buscam uma melhoria na execução do trabalho, gerando a sensação de bem-estar, e tornando-a cada vez mais imprescindível na vida do ser humano, dando-lhe a devida atenção, aumentando os estudos a respeito dos seus benefícios e suas causas. Ainda segundo Porto (2004, p. 143): “Agora é a hora da brincadeira!” É dessa forma que a brincadeira tem sido encarada há muito tempo em nossa sociedade, como se
  • 24. 24 Este material faz parte do guia de estudos dos Cursos de Pós-Graduação da Faculdade Campos Elíseos brincadeira e seriedade não comportasse numa mesma ação. A brincadeira por muito tempo foi vista por um ato exclusivo da criança, sendo que, sem levar em conta a importância da mesma para a aquisição de novos conhecimentos, e fundamental para o desenvolvimento psíquico da criança. Sendo necessário evidenciá-la como algo importante na vida humana, não exclusivamente direcionada à criança, pois está possibilitando o conhecimento como histórico, físico, matemático, linguístico, cultural e moral. E a seriedade é vista como algo pertencente aos adultos, como se através do próprio ato lúdico, não houvesse possibilidade de comportar conteúdos sérios, embutidos em diferentes brincadeiras e serem utilizados em momentos de construção cognitiva da criança. Porto (2004, p. 143) citando (BROUGÉRE apud SANTOS 2003, p. 10) afirma: É através do jogo, do brinquedo e da brincadeira que a criança compreende sua cultura e sua sociedade, pois os mesmos são portadores de valores desta, permitindo ao mesmo tempo a construção de significados e interpretações que se adaptam a diversas realidades. Os três meios de lúdicidade citado acima são fundamentais para a compreensão do meio em que cada criança vive, pois, é através delas que permite o acesso às informações em relação do conjunto de características humanas, preservando-as através da execução destas atividades, passando assim de geração para geração, dando continuidade as mesmas, devido à necessidade destes na vida da criança. Segundo Porto (2004, p. 145): Em concordância com essa concepção, afirma que a ludicidade pode manifestar-se em toda e qualquer ação do ser humano em que ele sinta-se inteiro, presente, em contato consigo mesmo, e que esse contato seja capaz de expressar sua verdadeira essência, ou seja, sua verdadeira forma de ser, sentir, pensar e agir. Para o autor, o lúdico já foi visto de várias formas, desde um meio para conseguir a aprendizagem, através da sua animação, o inverso, relaxando os alunos, ou como uma forma de transmitir o referencial do procedimento no melhoramento do comportamento, e não como um meio para resolver um problema, sendo, portanto, necessário um estudo minucioso na sua ação e melhores formas de interpretação, para assim, descobrir as diversas formas de utilidade em sua aplicação. Sendo necessário, ressaltar que o jogo, brinquedo e a brincadeira são integrantes importantes da ludicidade, mas não se pode confirmar os seus efeitos em todas as pessoas, devido esta estar presente em cada uma, levando a concepção de que a ludicidade é uma atuação interna e uma vocação, que a junção com o despertar
  • 25. 25 Este material faz parte do guia de estudos dos Cursos de Pós-Graduação da Faculdade Campos Elíseos externo que possibilita manifestar-se a sua ludicidade que está por natureza inseparavelmente ligado ao ser humano. É por intermédio do mesmo que possibilita o desenvolvimento de uma memória saudável, a seu órgão dos sentidos, e em suas atitudes, sendo, portanto fundamental na vida da criança. 3.1 AS DIFERENTES FORMAS DE BRINCAR. Há várias formas de brincar, e a mesma é uma característica muito importante para o desenvolvimento humano, sendo responsável por inúmeros benefícios, bem com, a sensação de felicidade, o que torna o individuo antecipadamente sensível e predisposto a ter um bom relacionamento com o próximo, além disso, ela tem suas virtudes do aprender fazendo com espontaneidade, sentindo prazer pela aquisição do conhecimento (JESUS, 2010 p. 7). Para o autor, a criança desenvolve a sociabilidade, na construção de novas amizades e aprende a respeitar as opiniões e direitos dos outros. Sendo vital para o crescimento cognitivo da criança, por oferecer o desenvolvimento simbólico, aumentar a sua capacidade de raciocínio, pois, através do mesmo é estimulada a imaginação do individuo e consequentemente aumenta sua autoestima. (JESUS, 2010 p. 7) Mostrando assim a necessidade da brincadeira na vida da criança, tornando notório que sua função não se trata apenas de proporcionar prazer e alegria às mesmas, mas também tem o objetivo dentro da socialização, educação, construção do saber e no seu desenvolvimento de suas potencialidades. Segundo Jesus (2010, p. 05) “temos que concordar que brincar não significa apenas recrear, é muito mais. É uma das formas que a criança encontra de se comunicar com o mundo. O brincar, em todas as suas formas, é capaz de proporcionar alegria e divertimento.” A criança quando bebê consegue encontrar-se e desenvolver suas habilidades por meio desta ação. Para algumas pessoas, não passa de simples passatempo, para as crianças, é algo sem menor importância, para outras, a brincadeira possuem grandes valores embutidos nesta, que é fundamental na passagem das fases da criança até chegar à fase adulta. É baseando-se neste brincar que cada indivíduo passa a internalizar seus benefícios, quando se trata de tentar fazer novas descobertas, e interagir em outras situações, procurando a resolução de problemas e trilhando novos caminhos, preparando para desempenhar na vida social, as regras de convívio com sabedoria. Este tipo de brincadeira surge através da particularidade de cada criança, que permite a brincadeira livre, uma vez que a criança não é submissa a presença do brinquedo para brincar, criando novos caminhos e formas da de brincadeiras, desenvolvendo-se assim e criando a sua autonomia. ( JESUS, 2010, p. 8)
  • 26. 26 Este material faz parte do guia de estudos dos Cursos de Pós-Graduação da Faculdade Campos Elíseos Jesus (2010, p. 6) citando Winnicott (1975) “nos revela a sua teoria de que o brincar favorece o crescimento da criança, promovendo a sua saúde.” Assim sendo faz-se necessário analisar a criança a seus tipos de brincar, para uma melhor intervenção pedagógica, baseando-se na espontaneidade das mesmas e observar aquelas que não brincam, pois isto pode acarretar em problemas no seu desenvolvimento, colocando tem risco a sua saúde. Por esse motivo é responsabilidade do adulto estimular essas ações nos pequeninos e em hipótese alguma limitar ou proibir o ato de brincar, pois, esta prática é fundamental em seu crescimento intelectual e objetivo. Sendo imprescindível a observação dos resultados desta para a criança, devido estas ao ser direcionadas por outra pessoa, pode acarretar em frustrações, inquietações e revolta por parte dos que não se agradam. Neste sentido é preciso explicitar que há na escola dois tipos de brincar, o livre e o coordenado, estes que quase sempre estão interligados, mas mesmo assim, é preciso evidenciar as duas formas separadamente, para diferenciar uma da outra. De acordo com Jesus (2010, p. 09) “quando se utiliza o brincar livre e de forma espontânea, em que a criança decide qual brincadeira vai participar sem a mediação do professor‟‟. O brincar livre, que pode ser conhecido como o brincar espontâneo, pode ser analisado, para uma possível intervenção pedagógica, através da observação, análise e registro. Para que por meio destas, sejam estudados pelos educadores a melhor forma de intervir quando necessário, pois, este brincar é composto por ações espontâneas de cada aluno, o que permite ao educador estudar estas ações e assim traçar o perfil do educando e trabalhar de acordo as necessidades de cada aluno, adequando assim as brincadeiras para o seu trabalho direcionado, respeitando assim as distinções e individualidades de cada ser humano. Ainda segundo Jesus (2010, p. 09) Já as brincadeiras coordenadas, o professor atua como mediador, com o objetivo de promover a integração e a participação das crianças envolvidas. Essa introdução vai auxiliar no processo de desenvolvimento dos segmentos de respeito, confiança, conhecimento e envolvimento social e cultural. Para Jesus (2010) o brincar coordenado ou dirigido pode ser proposto por um adulto ou responsável, oferecendo os meios (jogos, brinquedo e brincadeiras) e fins a serem alcançados. Devendo este a partir da orientação, é muito utilizado nas escolas para promover a conquista do aprendizado, seja científico ou moral e auxilia
  • 27. 27 Este material faz parte do guia de estudos dos Cursos de Pós-Graduação da Faculdade Campos Elíseos no desenvolvimento de matérias especificas bem como: geografia, matemática, literatura, história, física e cultura. É baseado nesta concepção que o educador deve desempenhar um papel de mediador das brincadeiras, dirigindo-as, sugerindo novos meios para a construção de novos saberes. A brincadeira, seja ela simples ou coordenada, desempenha um importante papel na vida da criança quando se trata da sua influência na construção do conhecimento, sendo, portanto algo sério que conduz a criança a avançar para novas etapas e descobertas de suas necessidades e do mundo que a cerca, sendo a brincadeira o ponto de partida e chegada, independentemente da sua rotulação ou condução. 3.2 A TÉCNICA E A EXECUÇÃO MUSICAL NAS CRIANÇAS E SEUS COMPORTAMENTOS Na história da humanidade, a música faz parte dela desde os tempos remotos, sendo uma forma de expressão de alegria, tristeza e cura. Para Bercia (2003, p.25), a música é “uma linguagem universal, tendo participado da história da humanidade desde as primeiras civilizações.” Nos tempos atuais o significado da palavra “música”, vem sendo discutido devido a mesma vir conquistando seu espaço, por se tornar imprescindível na vida humana e está na história como algo marcante e fundamental em seu desenvolvimento, servindo como base-referência no entendimento da sua evolução e utilidade, devido a mutabilidade do ser humano e suas necessidades que mudam constantemente de acordo sua evolução social cultural . Segundo o dicionário Aurélio (2008, p.221), música é: “arte de combinar agradavelmente os sons; composição musical.” Portanto, é muito importante a sua presença no ambiente escolar, que tem como objetivo preparar as crianças para a vida adulta, mas esta pode não ser vista pelos alunos como um lugar que lhes ofereça prazer. É pensando nesta problemática, que a música pode ser inserida na sala de aula e contribuir na adaptação e convivência das crianças, devido a música dispor de uma tamanha influência para o relaxamento e alegria das mesmas, favorecendo assim para a aprendizagem, através de um prazer presente em se tratar da estimulação e diversão, contribuindo assim para uma melhor intervenção pedagógica. Para isso, o educador deve estar atento e saber fazer a junção da prática educativa
  • 28. 28 Este material faz parte do guia de estudos dos Cursos de Pós-Graduação da Faculdade Campos Elíseos e musicalidade, fazendo assim da escola um local onde a criança possa se encontrar e se sentir acolhido. Na escola, especificamente na educação infantil, a música além de proporcionar uma melhor acessibilidade do conhecimento e facilitá- lo, pode ainda intensificar o respeito musical da criança. Sendo ela uma herança cultural e essencial para todos. Segundo Gainza (1988, p.02) “a música e o som, enquanto energia estimula o movimento interno no homem, impulsionando-o a ação e promove nele uma multidisciplinaridade de conduta de diferentes qualidades e graus.” Seu efeito é intenso na vida do ser humano, pois é um fator importante na formação da personalidade do individuo, onde cada um de acordo ao seu meio adquire o conhecimento cultural e social que para algumas pessoas não tem importância, mais no olhar pedagógico é fundamental para o desenvolvimento da criança, sendo uma expressão muito valiosa do ser humano, individualizando e ao mesmo tempo juntando estes ao mesmo grupo, socializando-os, fazendo assim necessário uma reflexão em torno das possíveis qualidades que esta pode proporcionar. Para Bréscia (2003, p. 81) “[...] o aprendizado de música, além de favorecer o desenvolvimento afetivo da criança, amplia a atividade cerebral, melhorando o desempenho escolar doa alunos e contribui para integrar socialmente o individuo.” Por este motivo, as aulas com músicas devem ser valorizados, sendo introduzidos no espaço escolar, para a criação e execução do pensamento intelectual, e a formulação de conceitos interligados ao saber musical. Nas aulas envolvendo música, pode ser trabalhado o desenvolvimento afetivo, quando se trata da interação professor-aluno, aluno-aluno, este que reflete dentro e fora da escola, melhorando o convívio social de cada individuo. Além dos benefícios intelectuais, a musica está diretamente ligada a dança, que é responsável pelo desenvolvimento das expressões corporais na educação da criança, auxiliando no reconhecimento das partes do corpo e das suas utilidades. Estevão (2002, p. 33 apud ONGARO et al, 2006) afirma “as crianças sabem que se dança música, este é, que a dança está associada à música, e geralmente sentem grande prazer em dançar”. Se os professores levam uso em conta e considerem como ponto de partida o repertório atua de sua classe e puderem expandir este repertório comum do seu grupo cultural e de outros grupos, criando situações em que as crianças possam dançar, certamente estariam contribuindo significativamente para a formação das crianças As crianças normalmente já chegam às escolas com alguns conhecimentos prévios, os que são transmitidos pelos pais e/ou responsáveis em suas casas, onde em sua grande maioria a criança já conhece a música e consegue associá-la com a dança, sendo automática a ação de balançar o corpo quando ouvem diversos tipos de
  • 29. 29 Este material faz parte do guia de estudos dos Cursos de Pós-Graduação da Faculdade Campos Elíseos sons. A espontaneidade das crianças neste ato torna notável a importância da dança na atuação pedagógica no processo de intervenção, pelo fato de ser uma maneira de inserir a cultura e o prazer, unindo o útil ao agradável, dando espaço a esta prática de desenvolvimento do corpo, ritmo, mente, sendo importante para facilitar na socialização e contribuir no desenvolvimento psíquico das crianças, cabendo ao educador repensar sobre os valores embutidos desta ação espontânea. Segundo Porto (2004, p.55): as cantigas de roda fazem parte do universo infantil brasileiro desde o período colonial, inserindo-se, desde então, no imaginário popular e em nossas criações artísticas. Para o autor, a música tem uma longa história em se tratando do acompanhamento da evolução do ser humano, passando de uma geração para outra sem perder a sua essência e diversão em sua execução, sendo percebida nas fisionomias nos momentos de recreação utilizando músicas, que sempre vem acompanhada de uma reação corporal chamada “dança”. Entre as inúmeras cantigas de roda, uma que serviu como fonte de estudo, no trabalho de Porto (2004) é “atirei o pau no gato” Porto (2004, p. 61), afirma que: [...] cantar “atirei o pau no gato” é prejudicial para as crianças e este conteúdo “agressivo” as tornaria violentas. Você conhece alguém que, porque cantava o “atirei o pau no gato”, e somente por isso, saía batendo nos gatos? Para o autor, a música pode não apresentar valores embutidos, mas, não influência nas atitudes impostas às crianças, servindo apenas como uma simples cantiga de roda onde as crianças brincam e se divertem, desenvolvendo apenas seu sentido sensório-motores, mas deixando a desejar no que diz respeito a educação social das mesmas. Para Pimentel (2003, p. 20): deve-se tomar um determinado cuidado com as letras e o sentido da canção, utilizados nas atividades musical, que podem trazer sérias consequências de discriminações, sexual, racial, econômica e na socialização com ambiente e seus sujeitos. O que vem a confirmar a sumo importância de estar trabalhando conjuntamente com a cultura e ideologia sem prejudicar o desenvolvimento psíquico da criança e
  • 30. 30 Este material faz parte do guia de estudos dos Cursos de Pós-Graduação da Faculdade Campos Elíseos na formação de cidadãos, que tenha princípios e valores morais embutidos no seu cotidiano. Assim podemos observar a música “‟não‟ atirei o pau no gato”. Que é outra versão da música “atirei o pau no gato”. Não atire o pau no gato-to-to Porque isso-so Não se faz-faz-faz O gatinho-nho É nosso amigo-go Não se devem maltratar os animais, Jamais. Fernandes (1989, p. 62) defende que as brincadeiras de roda, fazem-se necessárias na vida das crianças pelo fato destas estarem ligadas com a cultura e na constituição da sociedade, não sendo somente uma mera discriminação, mas imprescindível para a continuidade da formação sócio-cultural. “O contexto histórico- social se altera é verdade; contudo, preservam condições que asseguram utilidades e influências dinâmicas aos elementos folclóricos”. Acreditando que através do folclore podem ser acrescentadas novas versões musicais aproveitando para transmitir valores morais. 4. O JOGO E A LINGUAGEM O ser humano nasce programado para falar e toda criança, antes mesmo de adquirir a linguagem, já consegue interar-se com o mundo ao seu redor através da observação, expressões faciais e na gesticulação, através de movimentos para brincar, mostrar ou pedir algo. Além disso, estas crianças conseguem conhecer os sons de vozes (fala). (JESUS, 2010, p.31) Com o passar do tempo a criança vai crescendo e apropriando-se da fala, mais uma grande maioria tem dificuldade na sua aquisição. Neste sentido Jesus (2010, p.31), afirma que “através da criatividade lúdica e do jogo, a criança forma conceitos, seleciona ideias, estabelece relações lúdicas seleciona ideias, estabelece relações lógicas, integra percepções, faz estimativas compatíveis como o crescimento físico e desenvolvimento e o que é mais importante, vai se socializando”. Para Dantas (2002, p.115) “existe também na linguagem, marcando um gosto pela musicalidade, pelo ritmo, pela rima, pela assonância que podem levar a melhor
  • 31. 31 Este material faz parte do guia de estudos dos Cursos de Pós-Graduação da Faculdade Campos Elíseos sobre o sentido”. Concordando assim com os benefícios que a ludicidade tem, e sua influencia no aprendizado das crianças. Para Jesus, (2010, p. 32) o autor defende a importância do lúdico enquanto sujeito fundamental na vida da criança quando se fala da aquisição da linguagem, acrescenta ainda “esta na hora de começar a utilizar essa ludicidade na alfabetização”. De acordo com o autor citado, esta aprendizagem pode ser executada por meio de jogos, que terá o papel de auxiliar na evolução da leitura e escrita. Como afirma Jesus (2010, p. 32) Ler histórias para a criança é uma forma de brincar com palavras e figuras proporcionando uma atividade prazerosa e desenvolvendo a imaginação. É muito importante se observar a entonação utilizada para contar as histórias infantis e como se dá ênfase a determinadas palavras, para que a criança possa compreender o significado delas. A história é uma fonte de aprendizagem além de possibilitar a ampliação de novas palavras e significados, enriquecendo o repertório lingüístico da criança além de proporcionar um momento de alegria e satisfação. A educadora deve ficar atenta no momento de leitura, utilizando figuras ou objetos para que possa prender a atenção das mesmas e ter o cuidado de estar repetindo a história e ampliando suas palavras e significados, permitindo assim que elas participem deste momento e para que haja um avanço neste processo. (JESUS, 2010, p. 34). O livro é um importante aliado na estratégia de tornar alunos leitores através da ludicidade: Paloma (2005, p. 78) “[...] descobri a força desses gêneros para ensinar crianças a ler e escrever e, assim, fazer com que entrassem no mundo da escrita de braços dado com a tradição oral de nosso povo”, ação esta que divertem e ensinam as crianças, onde possibilita momentos de aprendizagem e prazer. Existe também (JESUS, 2010 p. 34) o bingo de palavras que deve partir as escolha de uma música, onde a educadora fará uma cartela para cada educando, que conterá algumas palavras da música e outras que não são, para que estes ouçam a música e encontre as palavras que existem na mesma e identifique as que não fazem parte. Isso acontecerá de uma forma bem divertida e dinâmica, onde os alunos terão o desejo de ler para marcar palavras e ganhar o prêmio. Este processo ajuda o educador a examinar os alunos que tem dificuldade de ler, além de propiciar um momento de prazer. (JESUS, 2010, p.34).
  • 32. 32 Este material faz parte do guia de estudos dos Cursos de Pós-Graduação da Faculdade Campos Elíseos Afirma ainda que a brincadeira popular “Escravos de Jó”, pode ser executada incluindo letras do alfabeto ou palavras, para brincar, onde a educadora deverá dividir a sala em alguns grupos e solicitar que os alunos formem círculos. Será distribuída em seguida para cada integrante uma letra do alfabeto. Jesus (2010, p.34) especifica como ocorre passo a passo como deve ser feito para que esta brincadeira seja produtiva. Começa a cantar a letra da música acompanhado o movimento: • Escravo de Jó jogavam canxangá; (vai passando a letra para o colega que está a sua direita). • Escravo de Jó jogavam canxangá; (vai passando a letra para o colega que está a sua direita) • Tira, bota deixa o Zé Pereira ficar, (levanta e abaixa a letra na sua frente na mesa) • Guerreiros são guerreiros fazem zigue, zigue zá; (passando a letra para o colega á direita; na hora de repetir passa a letra no sentido contrario (esquerda). (Repetir duas vezes) No final da brincadeira a educadora verificará qual a letra de cada aluno, solicitando que este escreva cada uma e crie uma palavra que inicie com a mesma letra. Esta brincadeira é bem interessante, pois desperta nos alunos o desejo de participar, podendo assim ser executada por tempo suficiente para que haja aprendizagem. Estas letras podem ser feitas com papelão, papel oficio coladas num copo, em caixas de fósforo, EVA, madeira e pode ser encontradas em vários jogos pedagógicos. (JESUS, 2010, p.34). Para o autor, o dominó de letras também é uma boa alternativa para uma aula diferente, sendo, portanto uma importante estratégia para os alunos que tenha aproximadamente cinco anos, no período da iniciação da identificação e diferenciação das letras maiúsculas das minúsculas. O defensor Jesus (2010, p. 36) ensina como ocorre o processo de organização das peças. “Confeccionar 24 peças tipo dominó, uma com letra maiúscula e a outra com letra minúscula. A primeira peça terá a mesma letra nas duas partes, porém as demais em peças diferentes”. Os alunos deverão sentar em quarteto e dividir as peças, assim como em um jogo de dominó, podendo assim iniciar o jogo, com o participante que estiver com a peça “A” e “a”. E dando continuidade ao jogo, onde cada jogador terá que colocar as peças nas letras correspondentes, por exemplo: “B” em “b”, encaixando sempre a maiúsculas na minúscula. As regras são semelhantes com as impostas no jogo de dominó, caso o jogador não tenha a peça (letra), deverá passar a vez para o próximo jogador, e assim sucessivamente, vencendo quem conseguir ficar primeiro sem nenhuma peça nas mãos.
  • 33. 33 Este material faz parte do guia de estudos dos Cursos de Pós-Graduação da Faculdade Campos Elíseos Estas brincadeiras e jogos possibilitam um ensino-aprendizagem eficaz, onde é possível verificar a reação das crianças, apresentando disposição e interesse em participar desta aula dinâmica. Para Lajolo (2003, p. 232): A literatura trabalha na surdina. Enquanto formadora de imagens, a literatura mergulha no imaginário coletivo e simultaneamente o fecunda, construindo e desconstruindo perfis de crianças que parecem combinar bem com as imagens de infância formuladas e postas em circulação a partir de outras esferas, sejam elas científicas, políticas, econômicas ou artísticas. A função da literatura na vida dos alunos é muito importante desde os primeiros contatos com a criança, pois é através dela que possibilita a criação de pensamentos, através das narrativas, imagens, brinquedos e brincadeiras, é que formam a criança, e sua imaginação desenvolvem sua capacidade de criação e sua autonomia e seus valores. Por isso o jogo tem um papel importante no ensino da linguagem. 4.1A UTILIZAÇÃO DO JOGO NO ENSINO DA MATEMATICA A matemática para diversos alunos é vista como uma matéria difícil, complexa e complicada, mas apesar disto, existem algumas formas de entreter a criança nesta aula, de maneira que esta aprenda com prazer e sem medo. Oliveira (2007) defende o jogo uma importante forma de ensinar matemática, salientado que: O aspecto afetivo se encontra implícito no próprio ato de jogar, uma vez que o elemento mais importante é o envolvimento do indivíduo que brinca. Ensinar Matemática é desenvolver o raciocínio lógico, estimular o pensamento independente, a criatividade e a capacidade de resolver problemas. Nós como educadores matemáticos, devemos procurar alternativas para aumentar a motivação para a aprendizagem, desenvolver a autoconfiança, a organização, a concentração, estimulando a socialização e aumentando as interações do indivíduo com outras pessoas. A utilização de meios lúdicos para o ensinamento de matemática desperta a curiosidade, e além disso faz com que os alunos sintam prazer em aprender esta disciplina, sendo algo inovador e mudando totalmente a rotina, despertando o interesse de toda a classe. “Fazer" (réussir) é compreender em ação uma situação dada, em grau suficiente para atingir os fins propostos, e compreender é conseguir dominar um pensamento as mesma situações, até poder resolver os problemas por elas levantadas, em relação ao como e porquê das ligações constatadas e, por outro lado, utilizada na
  • 34. 34 Este material faz parte do guia de estudos dos Cursos de Pós-Graduação da Faculdade Campos Elíseos ação (PIAGET 1968 apud GOLBERT 1997). Para o autor o aluno só poderá aprender o conteúdo no momento em que ele compreender o significado da explicação dada pelo educador, e para facilitar esse entendimento, o jogo é uma importante estratégia para melhorar o ensino e possibilitar a aprendizagem. Segundo Jesus (2010, p. 49) No ensino da matemática também podemos trabalhar atividades lúdicas que permitam ás crianças desenvolver suas noções e conceitos matemáticos. E muito importante a utilização de jogos com regras, pois estimulam o desenvolvimento do pensamento lógico. É percebido que o autor defende um aprendizado para as crianças voltado a ludicidade, esta que auxilia no desenvolvimento do pensamento. Para ele, faz-se necessário rever a forma com que cada educador vem conduzindo o ensino-aprendizagem e mudar caso necessário, e ainda que esteja bom, sempre pode e deve ser melhorado, com a ajuda de jogos, estes que podem ser, segundo o autor, “músicas, livros de história infantis, revistas, muitas opções de brinquedos e jogos pedagógicos”, estes podem contribuir para um ensino de qualidade, e deve ser adaptada a cada turma de acordo o perfil de cada um, que o educador fará a intervenção pedagógica.( JESUS, 2010, p.49). Para Oliveira (2007, p.5) “quando crianças ou jovens brincam, demonstram prazer e alegria em aprende. Eles têm oportunidade de lidar com suas energias em busca de satisfação de seus desejos”. E notório a curiosidade que os educandos sentem ao serem apresentados uma nova forma de aprender, seja qualquer tipo de conteúdo e em especial os de matemática, sendo um deles o tangram que é sempre divertido brincar com as suas formas. O qual pode ser utilizado como uma forma diferente e dinâmica para se aprender as formas geométricas. Jesus (2010, p. 52) destaca: Proponho desafios aos alunos, onde exercitem sua criatividade recompondo formas, mudando as peças de posição para montar novas figuras, e não esquecendo de deixar claro para as crianças que a principal regras do jogo é que obrigatoriamente todas as figuras formadas por eles deverão conter as sete peças tangram. As crianças podem ser estimuladas a criarem seu próprio tangram e recorte as peças para com elas possam montar figuras. Esta ação de construção será fundamental para desenvolver a criatividade e o raciocínio lógico do aluno.
  • 35. 35 Este material faz parte do guia de estudos dos Cursos de Pós-Graduação da Faculdade Campos Elíseos Jesus (2010, p.55) afirma “um tangram possui dois triângulos grandes, três triângulos menores, um paralelogramo e um quadrado.” Com essas peças podem ser criadas varias figuras. Os conjuntos também podem der trabalhados por meio de jogos para melhor entender a sua composição, facilitando a compreensão em relação às regras que o compõe. Jesus (2010, p. 56) escreve “este jogo, alem de trabalhar os conceitos de pertencer e não pertencer, explora a memória, a reflexão, a lógica, a observação e o vocabulário. Para que isso ocorra, deve-se: “Apresente um conjunto de três elementos (objetos ou figuras em cartões) entre os quais um é “intruso”. Inicialmente, apresente um conjunto de três elementos simples. Ex: “figuras de laranja, banana e ovo”. Para o autor deve-se iniciar o jogo apresentando as figuras, as quais terão algum tipo de semelhança entre dois e o outro objeto deve ser diferente, o qual será chamado de “intruso”, onde os alunos deverão ser como agentes investigadores para que identifiquem qual não pertence ao conjunto. No momento em que o aluno encontrar, a educadora deverá solicitar que o aluno explique o porquê ele acha que o objeto escolhido por ele é o intruso, e qual a semelhança entre os dois que restaram. Ainda de acordo com a autora, existe outros vários tipos de jogos que podem ser incluído em sala de aula, só depende do conteúdo e criatividade do educador, mas este deve ter certos cuidados para que o jogo venha a ser produtivo, quando se fala da participação e interação dos alunos. O orientador deve ser especifico ao explicar as regras do jogo e como se deve jogá- lo, mostrar que para vencer não poderá contar com a sorte, mas com suas habilidades e estratégias. É função do educador trabalhar na criança, “o ganhar e o perder”, mostrando-os que na vida nós vamos ter que conviver com esta situação constantemente e não é o fim do mundo quando se perde, pois alguém vai ter que ganhar e param isso outra pessoa terá que perder.( JESUS, 2010, p.56) Neste tipo de jogo educativo deve-se “estabelecer regras que podem ou não ser modificadas no decorrer de uma rodada”. (JESUS, 2010, p. 57) Estas regras devem ser seguidas e respeitadas. Dessa forma os alunos perceberão o domínio e segurança do educador ao transferi-la. Os jogos em sala de aula devem ser executados em grupo, para que haja uma troca e os alunos sintam-se mais seguros e inteirados no meio em que se encontram. (JESUS, 2010, p. 57). Em vista disto, a autora destaca os benefícios que o jogo possibilita aos alunos.
  • 36. 36 Este material faz parte do guia de estudos dos Cursos de Pós-Graduação da Faculdade Campos Elíseos Conseguimos perceber se o aluno assinalou o assunto, pois ele deixa isso transparecer visivelmente para o professor e colegas. Não existe aquele tão temido medo de errar. O aluno se empolga com o clima de uma aula diferente, o que faz com que aprenda sem perceber. O clima de competição entre os jogadores e a vontade de vencer fazem com se aperfeiçoem e ultrapassem seus limites. Podemos observar que durante o jogo o aluno se torna mais crítico, expressando o que pensa, perguntando e tirando conclusões. Conseguimos realmente detectar os alunos que estão com dificuldades (JESUS, 2010, p. 57). Mediante as considerações, é possível notar os inúmero benefícios que o jogo pode proporcionar, tanto para o aluno, quanto para o educador e na estimulação e motivação dos alunos. Como confirma a autora Jesus (2010, p. 58), “os jogos são considerados partes das atividades pedagógicas, por estimular o desenvolvimento”. 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS O Jogo traz um desenvolvimento na cultura possibilitando também uma diferenciação nas metodologias nas atividades lúdicas e torna o desempenho das crianças mais produtivas. Por meio deste estudo foi possível perceber que o jogo, o brinquedo e a brincadeira são ferramentas importantes para estimular o desenvolvimento infantil e a aprendizagem no ambiente escolar. Permitindo que se pense sobre a forma de condução do trabalho escolar, deixando-o mais atrativo e adaptando a prática pedagógica na execução com as crianças. O brincar pode ser utilizado como um importante meio de estimulo a possíveis dificuldades, cabendo aos profissionais da educação estar atentos para a busca de melhorias, não dando atenção a apenas os fatos isolados, pois tudo que acontece tem ligação e influência com os outros. As considerações elencadas aqui busca tornar claras as verdadeiras funções da ludicidade e a intenção é propor mudanças no sentido de que os educadores, por meio de várias fundamentações teóricas, possam ver a possibilidade de se valorizar as práticas lúdicas, tornando visíveis as necessidades de estar trabalhando e inserindo o lúdico como uma prática educativa. O lúdico, apesar de não ser novidade no campo educacional, é pouco explorando e serve apenas como uma forma de ocupação de tempo para preencher uma aula que sobra um tempo vago. Mas, algo que precisa ser feito é assumir o lúdico como uma importante ferramenta pedagógica para um ensino – aprendizagem mais eficaz, onde a escola como importante meio educativo, deveria considerar o lúdico como um integrante e fundamental meio para atuar no desenvolvimento e na aprendizagem da criança.
  • 37. 37 Este material faz parte do guia de estudos dos Cursos de Pós-Graduação da Faculdade Campos Elíseos Pois, enquanto a criança brinca, ela tem a oportunidade de construir e reconstruir o seu mundo organizando-o, segundo seus próprios passos e explorando melhor seus recursos. É através desta prática que inicia o processo de conhecimento e aprendizagem e estes são adquiridos de forma espontânea. O brincar é uma necessidade do ser humano, e este ato transforma uma ação que para muitas pessoas é desinteressante em momentos construtivos, podendo criar e recriar seu tempo e espaço e possibilitando a flexibilidade de pensamentos, transformando o seu cotidiano em uma constante escola, demonstrando isto por meio da incorporação de novos conhecimentos e atividades. Por intermédio da brincadeira, a criança tem oportunidade de conhecer o mundo que a cerca. Através dos momentos de brincadeiras, o indivíduo sente-se livre para pensar, fantasiar, criar, tornando este momento espontâneo e livre para um momento de alegria e prazer sem medo de errar. Bibliografia BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Aplicação prática da matemática na educação infantil In: Parâmetros Curriculares Nacionais: Matemática. Brasília: MEC/SEF, 1997. p.48-9. BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial curricular nacional para a educação infantil. Brasília, 1998. BRÉSCIA, Vera Lúcia Pessagno. Educação Musical: bases psicológicas e ação preventiva. São Paulo: Átomo, 2003. BRUNER, J. Jogo, Pensamento e Linguagem. Perspectivas, v.16[1], 1986.p. 79-86. BROUGÈRE, Gilles. A criança e a cultura lúdica. Revista da Faculdade de Educação, São Paulo, v. 24, n. 2, p. 103-116, jul./dez. 1998. CAMPOS, D. M. S. Psicologia da Aprendizagem. Petrópolis: Vozes, 1986. COSTA, Maria Luiza Andreozzi da. Piaget e a intervenção psicopedagógica. São Paulo: Olho d‟água, 2003. DANTAS, Heloysa. Brincar e trabalhar. In: KISHIMOTO, Tizuko Morchida. O Brincar e suas teorias. São Paulo: Pioneira, 2002.
  • 38. 38 Este material faz parte do guia de estudos dos Cursos de Pós-Graduação da Faculdade Campos Elíseos ESTÊVÃO, C. Globalização, metáforas organizacionais e mudança educacional: dilemas e desafios. Porto: ASA, 2002. FEIJÓ, Olavo. G. Psicologia para esporte: corpo e movimento. Rio de Janeiro. SHAPE, 1998. GAINZA, Violeta Hemsy de. Estudos de Psicopedagogia Musical. 3. ed. São Paulo: Summus, 1988. GOLBERT, C. S.. Jogos matemáticos. Mediação. Porto Alegre-RS, 1997. v1. p. 16-17 JESUS, Ana Cristina Alves de. Como aplicar jogos e brincadeiras na educação infantil. Rio de Janeiro: Brasport, 2010. JULIA, Paula. Refletindo sobre o jogo. Motriz, v. 2, n. 2, DEZ.1996. KAMI, Constance; DEURIES, Rheta. Piaget para educação pré-escola. Porto Alegre: Artes Médicas, 1991. KISHIMOTO, Tizuko Morchida. O jogo e a educação infantil. São Paulo: Cengage Learning, 2011. LAJOLO, Marisa. Infância de papel e tinta. In: FREITAS, Marcos Cezar de. História social da infância no Brasil. São Paulo: Cortez, 2003. MELLO, Alexandre Morais de. Psicomotoricidade, educação física e jogos infantis. São Paulo: IBRASA, 1989. MOYLES, Janet R. O brincar e o uso do brincar. In: A excelência do brincar. Janet R. Moyles...[et al.]; trad. Maria Adriana Veríssimo Veronese. Porto Alegre: Artmed, 2006, p. 25 – 28. NICOLAU, M. L. M. A educação pré-escolar: fundamentos e didática. São Paulo: Ática, 2000. NÓBREGA, Maria José; PAMPLONA, Rosane. Salada saladinha. São Paulo: Moderna, 2005. Ilust. Marcelo Cipis
  • 39. 39 Este material faz parte do guia de estudos dos Cursos de Pós-Graduação da Faculdade Campos Elíseos OLIVEIRA, S. A. de. O lúdico como motivação nas aulas de matemática. Mundo Jovem. Junho de 2007. p.5. PIAGET, Jean. Relação Professor-aluno. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org> Acesso em: 13/07/2011. Hora: 14H37min _____. Psicologia e Pedagogia. Trad. Dirceu Accioly Lindoso; Rosa Maria Ribeiro da Silva. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1976. _____. A teoria de Jean Piaget. In: CARMICHAEL, Manual de psicologia da criança. São Paulo: EPU/USP, 1977, v.4 p.71-116. PIMENTEL, Giuliano. Lazer: fundamentos, estratégias e atuação profissional. Jundiaí: Fontoura, 2003. PORTO, Bernadete de Souza Porto. Educação e Ludicidade. Salvador: Gepel, 2004. Minedicionario prático: língua portuguesa: A/Z. – São Paulo: DCL, 2008. ROSAMILHA, Nelson. Psicologia do jogo e aprendizagem infantil. São Paulo: Pioneira, 1979. VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. 6ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998. _____. O pensamento e seu desenvolvimento na infância. In: O desenvolvimento psicológico na infância. São Paulo: Martins Fontes, 1998. ZACHARIAS, Vera Lúcia Câmara. Fröebel. Disponível em: <www.centrorefeducacional.com.br/froebel.html> Acesso em: 16 07. 11. Publicado em 14/01/2015 15:46:00 Currículo(s) do(s) autor(es) Glaciene Januário Hottis Lyra - (clique no nome para enviar um e-mail ao autor) - Professora Mestre, Professora da UEMG - Unidade de Carangola - Coordenadora De Extensão Do Nupex.
  • 40. 40 Este material faz parte do guia de estudos dos Cursos de Pós-Graduação da Faculdade Campos Elíseos REFERÊNCIAS ALMEIDA, P. N. Educação lúdica: técnicas e jogos pedagógicos. São Paulo: Loyola, 1998. BOMTEMPO, E. Brinquedo e educação: na escola e no lar. Revista Psicologia escolar e educacional, São Paulo, v.3, n. 1, p. 61-69,1999. BORGES, T. M. A criança em idade pré- escolar. São Paulo: Ática, 1994. BRASIL, Ministério da Educação e do Desporto. Lei de diretrizes e bases da educação nacional (Lei nº 9394, de 20 de dezembro de 1996). Brasília 1996. BRASIL, Ministério da Educação e do Desporto. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Brasília: MEC/SEF, 1998. Volumes 1,2,3. Apostila Organizada por: PROFA. MS. THAIS SISTI DE VINCENZO SCHULTHEISZ
  • 41. 41 Este material faz parte do guia de estudos dos Cursos de Pós-Graduação da Faculdade Campos Elíseos