Apresentação para décimo ano de 2011 2, aula 23

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Apresentação para décimo ano de 2011 2, aula 23

  1. 3. <ul><li>(F) O narrador mora numa aldeia. </li></ul><ul><li>O sítio onde moro em Lisboa é uma aldeia. </li></ul>
  2. 4. <ul><li>(F) O narrador vive numa zona comercial, moderna, sofisticada. </li></ul><ul><li>Tem merceariazinhas, lojecas, cabeleireiros pequenos, uma constelação de restaurantezitos, sapateiros, costureiros, capelistas. </li></ul>
  3. 5. <ul><li>(V) «Ainda bem que as vacas não voam» é desabafo dito a propósito de haver muitos pombos na zona em que vive o narrador. </li></ul>
  4. 6. <ul><li>(F) Os vizinhos tratam-no por «Senhor Doutor + 3.ª pessoa» ou por «o António + 3.ª pessoa». </li></ul><ul><li>Senhor Doutor / Senhor António </li></ul>
  5. 7. <ul><li>(V) O narrador crê que os vizinhos conhecerão vagamente a sua profissão. </li></ul><ul><li>Ignoro se sabem o que faço, julgo que têm uma ideia vaga. </li></ul>
  6. 8. <ul><li>(F) O narrador considera-se «carpinteiro», porque é mesmo essa a sua profissão na ficção criada na crónica. </li></ul><ul><li>É carpinteiro da palavra, da língua. </li></ul>
  7. 9. <ul><li>(F) Sempre que sai cruza-se logo com um grupo de prostitutas. </li></ul><ul><li>Reformados. (Prostitutas e travestis, à noite) </li></ul>
  8. 10. <ul><li>(V) «Uma fininha melancolia entra devagar em nós» inclui citação do poeta cabo-verdiano Jorge Barbosa. </li></ul>
  9. 11. <ul><li>(F) Em frente da casa do narrador não há prédios, apenas casas térreas. </li></ul>
  10. 12. <ul><li>(F) Durante o tempo narrado na crónica, o narrador esteve no dentista. </li></ul><ul><li>Uma impressão num dente mas a perspectiva da broca («Ora cá temos uma cariezinha») desagrada-me. </li></ul>
  11. 13. <ul><li>(V) O narrador vive só, o que às vezes lhe custa. </li></ul>
  12. 14. <ul><li>(V) O pai do narrador já morreu. </li></ul><ul><li>Onde pára o meu pai que, de certeza, se foi embora do cemitério para a companhia dos seus cachimbos, dos seus livros? </li></ul>
  13. 15. <ul><li>(F) No enterro do avô do narrador houve música de Mozart. </li></ul><ul><li>Bach </li></ul>
  14. 16. <ul><li>(V) O narrador chama-se António por homenagem aos dois avôs. </li></ul>
  15. 17. <ul><li>(F) Repentinamente, o narrador recorda-se dos seus tempos de adolescente e de treinos no Futebol Benfica. </li></ul><ul><li>Treino de hóquei no Benfica. </li></ul>
  16. 18. <ul><li>(V) «Poiso a caneta, olho as minhas mãos» é uma frase que remete para o próprio acto de enunciação desta crónica. </li></ul>
  17. 19. <ul><li>(F) A pomba branca que o narrador imagina poder fazer surgir se juntar as mãos fá-lo recordar-se dos cocós de pombo que há nas redondezas. </li></ul><ul><li>Como os ilusionistas do circo na época em que eu menino. </li></ul>
  18. 21. <ul><li>Denotação </li></ul><ul><li>[Bean] O meu emprego é olhar os quadros. </li></ul><ul><li> ['olhar'] </li></ul><ul><li>Conotação </li></ul><ul><li>[outros] O meu emprego é olhar os quadros. </li></ul><ul><li> ['estudar'] </li></ul><ul><li>Ver também p. 314 de Expressões . </li></ul>
  19. 23. <ul><li>O recorte à esquerda permite-nos ver que o trocadilho com «banco» nos anúncios do Banif aproveita duas aceções de «banco»: a segunda no verbete, ‘instituição financeira’, e a primeira , ‘móvel para as pessoas se sentarem’ (embora, num dicionário mais completo, decerto figurasse ainda o sentido específico de ‘banco de suplentes’). Estamos, portanto, no domínio do campo semântico de uma única palavra. Estamos perante um fenómeno de polissemia . </li></ul>
  20. 24. <ul><li>Já «canto» (‘ângulo’) e «canto» (‘ato de cantar’) — à direita — não são aceções de uma mesma palavra. São duas palavras diferentes, como se conclui do facto de estarem em verbetes próprios e confirma o terem étimos diferentes ( canthu- e cantu- ). São palavras homónimas . São exemplos d o fenómeno de homonímia . </li></ul>
  21. 26. <ul><li>A relação que há entre os dois verbos «mofar» cujos verbetes (do Dicionário da Língua Portuguesa , Porto, Porto Editora, 2011) te apresento é de homonímia . São palavras homónimas , como se infere de terem origem diferente: o étimo de «mofar» é o germânico « muffen » (‘estar mal-humorado’), enquanto «mofar» virá de «mofo» + « ar ». </li></ul>
  22. 27. <ul><li>A estas palavras, que, tendo étimos diferentes, vieram a coincidir (mas apenas na aparência gráfica e fonética), chamamos também, numa perspe c tiva histórica, palavras convergentes . </li></ul>
  23. 28. <ul><li>Este processo nada tem que ver com o da polissemia : aí, temos uma mesma palavra original a ganhar vários sentidos (várias aceções), num fenómeno de enriquecimento semântico (seja por extensão do sentido inicial, seja por redução). </li></ul>
  24. 29. <ul><li>Quanto a «mofo» e «bafio», são palavras polissémicas , mesmo se os sentidos de «bafio» não estão numerados. Aliás, têm uma ace p ção comum a ambas, ‘ bolor ’, e uma outra em que o significado dado remete precisamente para o outro elemento do par de aqui se trata. Há depois uma aceção popular, coloquial, de «mofo», correspondente a ‘ coisa grátis, borla ’, mas já distante das outras. </li></ul>
  25. 30. <ul><li>Ou seja, a diferença que no sketch se queria encontrar não está dicionarizada. A diferença percecionada pelos dois amigos dever-se-ia a uma conotação de ordem puramente subjectiva. </li></ul>
  26. 31. <ul><li>Nos verbetes de «maniatar» e de «bloquear» reconhecemos a aceção em que o político usava as duas palavras; a acepção n.º 1 de «maniatar» e a n.º 4 de «bloquear». No entanto, as pessoas que ouvem o discurso parecem atribuir a «maniatar» conotação diferente da que dão a «bloquear». </li></ul>
  27. 32. <ul><li>Esse matiz mais ofensivo talvez esteja contemplado na aceção n.º 3 do verbete, marcada com a abreviatura que assinala sentido figurado , ‘tolher a liberdade’. </li></ul>
  28. 33. <ul><li>Porém, também pode ser que a aversão a «maniatar» se relacione com o facto de esta palavra, na aceção 2, incluir expressões do campo lexical da ‘polícia’: « deter », « prender ». A multidão interpretaria «maniatar» nesse sentido, sinónimo de «algemar». </li></ul>
  29. 35. <ul><li>Paronímia (palavras parónimas) </li></ul><ul><li>verão </li></ul><ul><li>virão </li></ul>
  30. 36. <ul><li>Homografia (palavras homógrafas) </li></ul><ul><li>pega [é] </li></ul><ul><li>pega [ê] </li></ul>
  31. 37. <ul><li>Homofonia (palavras homófonas) </li></ul><ul><li>cem </li></ul><ul><li>sem </li></ul>
  32. 38. <ul><li>O trecho de filme que vamos ver, A invenção da mentira , mostra-nos como a máxima da qualidade e o princípio da cortesia não são, muitas vezes, compatíveis. </li></ul><ul><li>Numa sociedade como a ficcionada no filme, em que a expressão obedecesse sempre a um princípio de veracidade (‘tudo o que se diz deve corresponder à verdade, deve cumprir as máxima de qualidade’), constante-mente se gerariam situações de grande indelicadeza. </li></ul>
  33. 39. <ul><li>TPC </li></ul><ul><li>Continua a rever a gramática. No mesmo estilo que recomendei para a parte sobre ‘Relações semânticas’, vai experimentando o Caderno de Actividades , pp. 38-41 (‘polissemia’); e, no manual, vê a p. 314 (‘significação lexical’). </li></ul>

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