<ul><li>A partir da próxima semana considero que as  leituras  combinadas estão feitas, podendo vir a fazer alguma tarefa ...
<ul><li>Na p. 205 há decerto uma gralha. «Variação e normali-zação linguística» devia ser um título genérico deste capítul...
<ul><li>Toda a matéria na folha 205-206 visa explicar que o português — como qualquer língua — está sujeito a  variação . ...
<ul><li>quer  sincronicamente  (isto é, verificando que, mesmo num só momento histórico, o português varia em função da  o...
<ul><li>O terceiro parágrafo da página define as « variedades   situacionais »; o segundo trata das « variedades   sociais...
<ul><ul><li>Nos restantes parágrafos da p. 205, o que se apresenta são já alguns dos resultados das citadas propriedades (...
<ul><li>A partir do quinto parágrafo («Variedades do Português») mostram-se três resultados da história do português també...
<ul><li>No primeiro  sketch  que vamos ver ficam salientadas as três  variantes  (ou  variedades ) do português, mas també...
<ul><li>No segundo  sketch  alude-se à diversidade de registos (ou níveis) e à formalidade ou informalidade do uso da líng...
<ul><li>Em «Padre que não sabe fazer pronúncia» — série Meireles —, o protagonista é um seminarista que, segundo o padre s...
<ul><li>da Beira, da Guarda. </li></ul><ul><li>pronúncia das sibilantes: «[ch]o-taque»;  </li></ul><ul><li>2.ª pessoa do p...
<ul><li>portuense (nortenho)  </li></ul><ul><li>ditongações: «t[ua]dos» ( todos );  </li></ul><ul><li>bê por vê: «Co[b]ilh...
<ul><li>alentejano   </li></ul><ul><li>alongamento das vogais finais: «padriii»;  </li></ul><ul><li>nasalizações: «v[ã]mos...
<ul><li>brasileiro </li></ul><ul><li>supressão do  –r  final: «dançá» ( dançar );  </li></ul><ul><li>vogais átonas pouco r...
<ul><li>moçambicano </li></ul><ul><li>vogais átonas mais abertas.  </li></ul>
<ul><li>inglês do Algarve </li></ul><ul><li>paragoge e vogais menos reduzidas: «rêzar[e]» ( rezar ). </li></ul>
<ul><li>Estas pronúncias — «sotaques» — representam ora as zonas geográficas a que pertencem falantes de língua portuguesa...
<ul><li>beirão;  portuense ;  alentejano . </li></ul>
<ul><li>português brasileiro ;  português de África . </li></ul>
<ul><li>português por inglês do Algarve.   </li></ul>
<ul><li>Relativamente ao  sketch  «Policiês/Português» — série Fonseca —, procura resumir a situação, completando o texto ...
<ul><li>Um polícia parece querer multar um automobilista. Ao descrever a manobra incorrecta efectuada e a sanção que vai a...
<ul><li>Ainda por cima, adopta termos que talvez se possam considerar de uma  gíria  própria, específica dos polícias. Por...
<ul><li>Um indivíduo que está por ali vem então traduzir o discurso do polícia para um nível de língua  corrente  e, às ve...
<ul><li>Diga-se ainda que, pela pronúncia de três palavras («gra[b]e», «indi[b]íduo», «de[rr]espeito»), percebemos que o p...
<ul><li>foi a mais bela rapariga do seu tempo (ll. 1-2) </li></ul><ul><li>fazia um delicioso bacalhau à Brás </li></ul><ul...
<ul><li>amassou tanto pão que daria para um banquete universal ( ll. 4-5 ) </li></ul><ul><li>criou pessoas e gado ( l. 5 )...
<ul><li>contou histórias ( ll. 6-7 ) </li></ul><ul><li>foi a trave mestra da casa ( l. 7 ) </li></ul><ul><li>teve sete fil...
<ul><li>apesar da vida difícil e afastada do mundo, tem os olhos claros e é alegre ( ll. 18-19 ) </li></ul><ul><li>é intel...
<ul><li>não sabe nada do mundo nem procurou saber ( ll. 9-11; ll. 23-24 ) </li></ul><ul><li>usa apenas um vocabulário elem...
<ul><li>tem ódios cujo motivo já esqueceu ( ll. 13-14 ) </li></ul><ul><li>tem um número reduzido de interesses (ll. 15-16,...
<ul><li>«O escritor considera que  a sua comunicação com a avó se ressentiu de terem recursos (linguísticos) diferentes »....
<ul><li>«Trave da tua casa, lume da tua lareira» (ll. 7-8) </li></ul><ul><li>‘ eras quem coordenava a vida familiar, eras ...
<ul><li>«O teu riso é como um foguete de cores» (ll. 19-20)  </li></ul><ul><li> ‘ o teu riso é muito expressivo e  notório...
<ul><li>«às catástrofes e também aos casos de rua, aos casamentos de princesas e ao roubo dos coelhos da vizinha» (ll. 11-...
<ul><li>Tentando responder à pergunta 6, podemos dizer: «O texto tem, em parte, forma de  carta , na medida em  que a mens...
<ul><li>A partir da próxima semana considero que as  leituras  combinadas estão feitas, podendo vir a fazer alguma tarefa ...
<ul><li>Bento Conhé Benje </li></ul><ul><li>Largo da filosofia kantiana, n.º 3,1415926 frente </li></ul><ul><li>4321-234 E...
<ul><li>Venho, na qualidade de munícipe, dar conhecimento das condições lastimosas em que vive o Sr. Carlos Simões Ribeiro...
<ul><li>Certo de que V. Ex.ª está atento aos interesses e necessidades dos munícipes, apresento os meus melhores cumprimen...
<ul><li>TPC   </li></ul><ul><li>Nas pp. 334-335 também se trata das variedades do português; nas pp. 76-79, sobre adequaçã...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

ApresentaçãO Para DéCimo Ano, Aula 61 62

571 visualizações

Publicada em

Publicada em: Turismo, Educação
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
571
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
8
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
17
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

ApresentaçãO Para DéCimo Ano, Aula 61 62

  1. 7. <ul><li>A partir da próxima semana considero que as leituras combinadas estão feitas, podendo vir a fazer alguma tarefa sobre os livros em causa. </li></ul>
  2. 8. <ul><li>Na p. 205 há decerto uma gralha. «Variação e normali-zação linguística» devia ser um título genérico deste capítulo, não se destinaria a encabeçar o parágrafo que se lhe segue. </li></ul>
  3. 9. <ul><li>Toda a matéria na folha 205-206 visa explicar que o português — como qualquer língua — está sujeito a variação . Essa variação, essa mudança , verificamo-la quer diacronicamente (ou seja, analisando diferentes momentos do português), </li></ul>
  4. 10. <ul><li>quer sincronicamente (isto é, verificando que, mesmo num só momento histórico, o português varia em função da origem geográfica do falante, do seu perfil social — cultura, idade — e da situação de comunicação ). </li></ul>
  5. 11. <ul><li>O terceiro parágrafo da página define as « variedades situacionais »; o segundo trata das « variedades sociais » (ou sociolectos); o primeiro deveria ter como título « variedades geográficas » (ou dialectos ). </li></ul>
  6. 12. <ul><ul><li>Nos restantes parágrafos da p. 205, o que se apresenta são já alguns dos resultados das citadas propriedades (variação e mudança) inerentes a qualquer língua. No quarto parágrafo, mencionam-se as fases históricas do português . </li></ul></ul>
  7. 13. <ul><li>A partir do quinto parágrafo («Variedades do Português») mostram-se três resultados da história do português também muito relacionados com a própria geografia: as variedades (ou variantes ) europeia , brasileira (ou sul-americana), africana(s) do português. </li></ul>
  8. 14. <ul><li>No primeiro sketch que vamos ver ficam salientadas as três variantes (ou variedades ) do português, mas também a variação dialectal dentro do território do português europeu; o assunto será, portanto, a variação geográfica . </li></ul>
  9. 15. <ul><li>No segundo sketch alude-se à diversidade de registos (ou níveis) e à formalidade ou informalidade do uso da língua, o que já se relaciona quer com a variação social quer com a variação situacional . </li></ul>
  10. 16. <ul><li>Em «Padre que não sabe fazer pronúncia» — série Meireles —, o protagonista é um seminarista que, segundo o padre seu orientador, não consegue ter a pronúncia devida. Deves estar atento às pronúncias que o candidato a padre vai tentando e ir completando o primeiro quadro: </li></ul>
  11. 17. <ul><li>da Beira, da Guarda. </li></ul><ul><li>pronúncia das sibilantes: «[ch]o-taque»; </li></ul><ul><li>2.ª pessoa do plural: «percebeis» </li></ul>
  12. 18. <ul><li>portuense (nortenho) </li></ul><ul><li>ditongações: «t[ua]dos» ( todos ); </li></ul><ul><li>bê por vê: «Co[b]ilhã»; </li></ul><ul><li>léxico: «carago». </li></ul>
  13. 19. <ul><li>alentejano </li></ul><ul><li>alongamento das vogais finais: «padriii»; </li></ul><ul><li>nasalizações: «v[ã]mos». </li></ul>
  14. 20. <ul><li>brasileiro </li></ul><ul><li>supressão do –r final: «dançá» ( dançar ); </li></ul><ul><li>vogais átonas pouco reduzidas: «chap[á]» ( chapa ); </li></ul><ul><li>léxico: «meu chapa». </li></ul>
  15. 21. <ul><li>moçambicano </li></ul><ul><li>vogais átonas mais abertas. </li></ul>
  16. 22. <ul><li>inglês do Algarve </li></ul><ul><li>paragoge e vogais menos reduzidas: «rêzar[e]» ( rezar ). </li></ul>
  17. 23. <ul><li>Estas pronúncias — «sotaques» — representam ora as zonas geográficas a que pertencem falantes de língua portuguesa ora, em um caso, a influência que uma diferente língua materna tem sobre a pronúncia do português. Dividamo-las em três tipos: </li></ul>
  18. 24. <ul><li>beirão; portuense ; alentejano . </li></ul>
  19. 25. <ul><li>português brasileiro ; português de África . </li></ul>
  20. 26. <ul><li>português por inglês do Algarve. </li></ul>
  21. 27. <ul><li>Relativamente ao sketch «Policiês/Português» — série Fonseca —, procura resumir a situação, completando o texto com os termos que ponho. Relanceia também a p. 77. </li></ul><ul><li>popular / familiar / corrente / cuidado / gíria / variedade regional / escrito / oral / formal / informal </li></ul>
  22. 28. <ul><li>Um polícia parece querer multar um automobilista. Ao descrever a manobra incorrecta efectuada e a sanção que vai aplicar, recorre a um nível de língua cuidado , usando linguagem mais típica do meio escrito (que, em geral, segue um registo formal ), do que do meio oral (quase sempre, mais informal ). </li></ul>
  23. 29. <ul><li>Ainda por cima, adopta termos que talvez se possam considerar de uma gíria própria, específica dos polícias. Por isso, o automobilista nada percebe. </li></ul>
  24. 30. <ul><li>Um indivíduo que está por ali vem então traduzir o discurso do polícia para um nível de língua corrente e, às vezes, até familiar ou mesmo popular . </li></ul><ul><li>Acaba por se perceber que o polícia aceita ser subornado, e fica tudo resolvido. </li></ul>
  25. 31. <ul><li>Diga-se ainda que, pela pronúncia de três palavras («gra[b]e», «indi[b]íduo», «de[rr]espeito»), percebemos que o polícia fala conforme uma determinada variedade regional (ou dialecto) , provavelmente a beirã (ou, então, a transmontana). </li></ul>
  26. 32. <ul><li>foi a mais bela rapariga do seu tempo (ll. 1-2) </li></ul><ul><li>fazia um delicioso bacalhau à Brás </li></ul><ul><li>viu nascer o sol todos os dias ( l. 4 ) </li></ul>
  27. 33. <ul><li>amassou tanto pão que daria para um banquete universal ( ll. 4-5 ) </li></ul><ul><li>criou pessoas e gado ( l. 5 ) </li></ul><ul><li>protegeu os bácoros como se fossem filhos ( ll. 5-6 ) </li></ul>
  28. 34. <ul><li>contou histórias ( ll. 6-7 ) </li></ul><ul><li>foi a trave mestra da casa ( l. 7 ) </li></ul><ul><li>teve sete filhos ( l. 8 ) </li></ul><ul><li>teve quinze netos </li></ul>
  29. 35. <ul><li>apesar da vida difícil e afastada do mundo, tem os olhos claros e é alegre ( ll. 18-19 ) </li></ul><ul><li>é inteligente ( l. 28 ) </li></ul><ul><li>tem um fogo de adolescência nunca perdida e a tranquila serenidade dos noventa anos ( ll. 38-39 ) </li></ul>
  30. 36. <ul><li>não sabe nada do mundo nem procurou saber ( ll. 9-11; ll. 23-24 ) </li></ul><ul><li>usa apenas um vocabulário elementar, construído em torno do pequeno mundo que a rodeia ( ll. 10-11; 24-26 ) </li></ul><ul><li>gosta de aguardente </li></ul>
  31. 37. <ul><li>tem ódios cujo motivo já esqueceu ( ll. 13-14 ) </li></ul><ul><li>tem um número reduzido de interesses (ll. 15-16, 22-26) </li></ul><ul><li>apesar de pouco ter usufruído do mundo, manifesta pesar por ter de morrer ( ll. 36-39 ) </li></ul>
  32. 38. <ul><li>«O escritor considera que a sua comunicação com a avó se ressentiu de terem recursos (linguísticos) diferentes ». </li></ul>
  33. 39. <ul><li>«Trave da tua casa, lume da tua lareira» (ll. 7-8) </li></ul><ul><li>‘ eras quem coordenava a vida familiar, eras em quem se centrava a família ’ </li></ul><ul><li>metáfora </li></ul>
  34. 40. <ul><li>«O teu riso é como um foguete de cores» (ll. 19-20) </li></ul><ul><li> ‘ o teu riso é muito expressivo e notório ’ </li></ul><ul><li>comparação </li></ul>
  35. 41. <ul><li>«às catástrofes e também aos casos de rua, aos casamentos de princesas e ao roubo dos coelhos da vizinha» (ll. 11-13) </li></ul><ul><li>‘ a uma gama completa de acontecimentos (dos mais globais aos mais circunscritos ou irrelevantes)’ </li></ul><ul><li>enumeração </li></ul>
  36. 42. <ul><li>Tentando responder à pergunta 6, podemos dizer: «O texto tem, em parte, forma de carta , na medida em que a mensagem está dirigida a um destinatário, explicitado pela 2.ª pessoa. Porém, tal destinatário é fictício (a avó nem sabia ler; e a linguagem usada também não se adequaria a essa situação de comunicação). Na verdade, o texto pertence a um outro género, o da crónica .» </li></ul>
  37. 43. <ul><li>A partir da próxima semana considero que as leituras combinadas estão feitas, podendo vir a fazer alguma tarefa sobre os livros em causa. </li></ul>
  38. 44. <ul><li>Bento Conhé Benje </li></ul><ul><li>Largo da filosofia kantiana, n.º 3,1415926 frente </li></ul><ul><li>4321-234 Ermesinde </li></ul><ul><li>Ermesinde, 0 de Dezembro de 2007 </li></ul><ul><li>Ex. mo Senhor </li></ul><ul><li>Presidente da Câmara Municipal de Valongo </li></ul><ul><li>Excelência, </li></ul>
  39. 45. <ul><li>Venho, na qualidade de munícipe, dar conhecimento das condições lastimosas em que vive o Sr. Carlos Simões Ribeiro, um valonguense distinto. Este idoso — conta agora # anos —, que ainda exerce o seu ofício de barbeiro e tem a seu cargo um filho deficiente, está em risco de .... </li></ul><ul><li>[tal e tal, tal e tal] </li></ul>
  40. 46. <ul><li>Certo de que V. Ex.ª está atento aos interesses e necessidades dos munícipes, apresento os meus melhores cumprimentos. </li></ul><ul><li>Subscreve-se respeitosamente </li></ul><ul><li>Bento Conhé Benje </li></ul>
  41. 47. <ul><li>TPC </li></ul><ul><li>Nas pp. 334-335 também se trata das variedades do português; nas pp. 76-79, sobre adequação discursiva, os capítulos sobre meios e usos oral e escrito, registos formal e informal são também desta matéria. Vai lendo essas páginas. </li></ul>

×