Aula 06 os engenhos de açúcar

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Aula 06 os engenhos de açúcar

  1. 1. Arquitetura && UUrrbbaanniissmmoo PPoorrttuugguuêêss nnoo BBrraassiill ee nnoo mmuunnddoo Escravos cortando cana. OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR
  2. 2. AAuullaa 0066 11.. OO AAÇÇÚÚCCAARR EE AA CCOOLLOONNIIZZAAÇÇÃÃOO:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR “Inicialmente, ocupava apenas uma clareira na floresta: a paisagem primitiva da zona açucareira constituía‐se de áreas extensas cobertas de vegetação espessa, que separavam pequenos espaços onde se agrupavam as construções de tijolo ou adobe e cal, circundada pelos campos cultivados.” HOLLANDA, Sergio Buarque de. História Geral da Civilização Brasileira. Tomo I ‐ A Época Colonial, 1993.
  3. 3. AAuullaa 0066 11.. OO AAÇÇÚÚCCAARR EE AA CCOOLLOONNIIZZAAÇÇÃÃOO:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR A Coroa Portuguesa só assumiu sériamente a necessidade de ocupar as novas terras a partir da terceira década de XVI, pressionada pelo agressivo assédio dos franceses, freqüentadores assíduos do nosso litoral, (…) Surgiu então a política das Capitanias Hereditárias, porém, a ocupação do território, tanto no litoral quanto a penetração para o interior, só se viria a efetivar com a produção e exportação do açúcar. IPHAN, 2006
  4. 4. AAuullaa 0066 11.. OO AAÇÇÚÚCCAARR EE AA CCOOLLOONNIIZZAAÇÇÃÃOO:: binômio Capitanias Hereditárias Manufatura da cana-de-açúcar → permitiu a integração de novas terras à metrópole portuguesa → duas vantagens: • atendia às necessidades da colonização • possibilitava grandes lucros à Coroa PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR
  5. 5. AAuullaa 0066 11.. OO AAÇÇÚÚCCAARR EE AA CCOOLLOONNIIZZAAÇÇÃÃOO:: O surgimento de vilas e cidades por toda a extensão da costa brasileira foi acelerado a partir da instalação do Governo Geral em Salvador, em 1549. Este crescimento foi todo financiado com os lucros que a exportação do açúcar, desde cedo proporcionava, não apenas à Coroa, mas a todos os que estavam envolvidos na sua produção. PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR
  6. 6. AAuullaa 0066 11.. OO AAÇÇÚÚCCAARR EE AA CCOOLLOONNIIZZAAÇÇÃÃOO:: Logo, o ciclo do açúcar esteve inteiramente identificado e confundido com o processo de colonização no Brasil. PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR
  7. 7. AAuullaa 0066 11.. OO AAÇÇÚÚCCAARR EE AA CCOOLLOONNIIZZAAÇÇÃÃOO:: A produção do açúcar de cana foi a mais forte razão para a ocupação do Brasil. Frustrados por não terem encontrado metais preciosos, a exemplo daqueles descobertos em terras incas, maias e astecas, os portugueses decidiram produzir em terras brasileiras o açúcar, que era um produto que alcanca̧va altos preco̧s no mercado europeu. A região nordestina foi a que se revelou mais propícia para a cultura da cana de açúcar, principalmente devido ao solo e à facilidade de escoamento para a Europa. PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR
  8. 8. AAuullaa 0066 11.. OO AAÇÇÚÚCCAARR EE AA CCOOLLOONNIIZZAAÇÇÃÃOO:: ® a produção do açúcar foi o setor mais importante da economia colonial durante os séculos XVI e XVII. ® essa época ficou conhecida como “Ciclo do Açúcar” ® os principais pólos produtivos foram: primeiro… • Zona da Mata Nordestina • Recôncavo Bahiano depois… • Maranhão • Rio de Janeiro • São Paulo PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR Engenho de cana‐de‐açúcar típico do Brasil colonial (séculos XVI a XIX). Fonte: Atlas Histórico Escolar ‐ Ministério da Educação e Cultura, Fundação Nacional de Material Escolar. Rio de Janeiro, 1980 (domínio público)
  9. 9. AAuullaa 0066 11.. OO AAÇÇÚÚCCAARR EE AA CCOOLLOONNIIZZAAÇÇÃÃOO:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR A cana de açúcar marcou os três primeiros séculos da história do Brasil, afetando a economia, a sociedade e a cultura. Uma verdadeira “cultura do açúcar” se estabeleceu. O açúcar brasileiro alterou a dieta alimentar do mundo europeu, substituíndo o mel, e impulsionou a produção de doces – indústria de confeiteiros. No Brasil, portugueses, indígenas e africanos participam todos desta cultura, quer no setor produtivo, quer no consumo. IPHAN, 2006.
  10. 10. AAuullaa 0066 11.. OO AAÇÇÚÚCCAARR EE AA CCOOLLOONNIIZZAAÇÇÃÃOO:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR A cana foi cultivada ao longo de séculos por diferentes povos asiáticos, contudo não se tem uma certeza de quando ela migrou para o oeste asiático. Amaral [1958] sugeriu que a cana teria sido levada para a Pérsia ainda no tempo de Alexandre, o Grande no século IV a.C, pois sabe‐se que Alexandre realizou incursões até a Índia. E da Pérsia a planta teria chegado à Síria. Contudo, sua distribuição pelo Oriente Médio se deu com os árabes, séculos depois, já na Idade Média.
  11. 11. AAuullaa 0066 11.. OO AAÇÇÚÚCCAARR EE AA CCOOLLOONNIIZZAAÇÇÃÃOO:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR Em destaque a ilha de São Domingos antiga Hispaniola. A ilha é dividida pelos territórios do Haiti e da República Dominicana. Foi aqui em 1493 que se plantou o primeiro canavial das Américas.
  12. 12. AAuullaa 0066 11.. OO AAÇÇÚÚCCAARR EE AA CCOOLLOONNIIZZAAÇÇÃÃOO:: • implantação • liberdade e incentivo de produção • sociedade com os holandezes ‐ transporte séc. XVI • depressão até 1670 • rompimento da sociedade Portugal x Holanda • ainda é a principal economia séc. XVII • primeiras décadas – alta dos preços – estímulo • nova depressão até 1770 ( + ciclo do ouro) • nova recuperação até à 1ª década do séc. XIX séc. XVIII • abertura dos portos • abolição da escravatura (1888) • industrialização – as usinas e as linhas férreas séc. XIX PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR ppaannoorraammaa……
  13. 13. AAuullaa 0066 11.. OO AAÇÇÚÚCCAARR EE AA CCOOLLOONNIIZZAAÇÇÃÃOO:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR  século XVI: relações comerciais entre Portugal e Holanda Holandeses financiavam a produção açucareira no Brasil e a controlavam toda a sua comercialização no mercado europeu  século XVI: Holanda unificada ‐ Casa de Habsburgo  revolta contra Filipe II de Espanha – conflitos de ordem religiosa (contra‐reforma)  26 de julho de 1581 – declarada independência da Holanda em relação à Espanha  independência só é reconhecida depois da Guerra dos Oitenta Anos (1568‐1648)
  14. 14. AAuullaa 0066 11.. OO AAÇÇÚÚCCAARR EE AA CCOOLLOONNIIZZAAÇÇÃÃOO::  Durante a guerra – início do Século de Ouro dos Países Baixos → período de grande prosperidade comercial e cultural (todo o século XVII) PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR  Espanha pretendia dominar todo o território dos Países Baixos, na qual a Holanda estava situada, pois a circulação de mercadorias naquela região contribuía significativamente para abastecer os cofres do tesouro espanhol.  Ao incorporar Portugal, aproveitando‐se do seu controle sobre o Brasil, a Espanha planejou impedir que os holandeses continuassem a comercializar o açúcar brasileiro. Era uma tentativa de sufocar economicamente a Holanda e impedir sua independência.
  15. 15. AAuullaa 0066 11.. OO AAÇÇÚÚCCAARR EE AA CCOOLLOONNIIZZAAÇÇÃÃOO::  O açúcar se tornara um bem tão valioso que isso levou os holandeses a criarem a Companhia das Índias Ocidentais (1621) para tratar de negócios nas Américas  1624 – os Holandeses atacaram a cidade de Salvador, capital do Brasil a fim de tomá‐la ‐ ocupação holandesa por um ano ‐ reconquista portuguesa  Novo ataque cinco anos depois  1630 a 1654 – ocupação holandesa em parte do nordeste Brasileiro ‐ controle da produção açucareira de Pernambuco, Paraíba, Itamaracá e Rio Grande PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR
  16. 16. AAuullaa 0066 11.. OO AAÇÇÚÚCCAARR EE AA CCOOLLOONNIIZZAAÇÇÃÃOO:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR Acerca da Casa da Índia, uma companhia mercantil portuguesa que cuidava de negócios nas Índias, Varnhagen escreveu: “Sabemos, que em 1516 ordenou, por um alvará, ao feitor e officiaes da Casa da Índia que ‘dessem machados e enchadas e toda a mais ferramenta ás pessoas que fossem a povoar o Brazil’; e que, por outro alvará, ordenou ao mesmo feitor e officiaes que ‘procurassem e elegessem um homem prático e capaz de ir ao Brazil dar principio a um engenho de assucar’; e que se lhe desse sua ‘ajuda de custo, e também todo o cobre e ferro e mais cousas necessárias’ para a fabrico do dito engenho.” VARNHAGEN, 1858
  17. 17. Roxo: domínio holandês – Nova Holanda Durante 24 anos os holandeses controlaram a produção açucareira de Pernambuco, Paraíba, Itamaracá e Rio Grande, os principais produtores desse tão cobiçado "ouro branco". Pernambuco era o maior produtor da colônia. AAuullaa 0066 11.. OO AAÇÇÚÚCCAARR EE AA CCOOLLOONNIIZZAAÇÇÃÃOO:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR
  18. 18. AAuullaa 0066 11.. OO AAÇÇÚÚCCAARR EE AA CCOOLLOONNIIZZAAÇÇÃÃOO:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR
  19. 19. AAuullaa 0066 11.. OO AAÇÇÚÚCCAARR EE AA CCOOLLOONNIIZZAAÇÇÃÃOO:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR ENGENHOS até ao séc. XIX USINAS a partir de finais do séc. XIX A arquitetura do açúcar é também a arquitetura das cidades que se fundaram no Nordeste e dos edifícios alí construídos com os lucros de produção do açúcar. igrejas conventos residências urbanas complexo do engenho
  20. 20. AAuullaa 0066 22.. OO SSÉÉCCUULLOO XXVVII...... PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR Os engenhos desse período tinham porte médio (produção entre 3 e 10 mil arrobas), já que só essa escala justificava o tamanho do investimento. Os capitais eram, em geral, privados, em grande maioria de origem portuguesa, e algumas vezes de flamencos que se associavam aos donatários das capitanias.
  21. 21. 1. Casa grande 2. Capela 3. Moenda 4. Senzala AAuullaa 0066 22.. OO SSÉÉCCUULLOO XXVVII...... PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR
  22. 22. PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR AAuullaa 0066 22.. OO SSÉÉCCUULLOO XXVVII......
  23. 23. AAuullaa 0066 PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR 22.. OO SSÉÉCCUULLOO XXVVII......  Predominam os engenhos do tipo “rasteiro”, localizados junto aos rios navegáveis ou à beira‐mar. Destes, restam poucos vestígios, a não ser as capelas…
  24. 24. AAuullaa 0066 22.. OO SSÉÉCCUULLOO XXVVII...... PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR  Havia também os engenhos "trapiches”, movidos por tração animal (bois ou cavalos)...  Outros, denominados “engenhos reais", eram movimentados por força hidráulica: dividiam‐se em "copeiros", "meio‐copeiros" e "rasteiros", conforme a altura da queda d’água. Ruínas do Engenho dos Erasmos, 1533.
  25. 25. AAuullaa 0066 22.. OO SSÉÉCCUULLOO XXVVII...... PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR Em meados do século XVI existiam no Brasil:  ltamaracá ‐ um engenho e dois em construção  Pernambuco ‐ vinte e três engenhos, dos quais três ou quatro em construção  Bahia de Todos os Santos ‐ dezoito engenhos  Ilhéus ‐ oito engenhos  Porto Seguro ‐ cinco engenhos  Espírito Santo ‐ um engenho  São Vicente ‐ quatro engenhos http://www.sokarinhos.com.br/HISTORIA/histbr_13.htm
  26. 26. Estrutura da técnica em pau‐a‐pique. AAuullaa 0066 22.. OO SSÉÉCCUULLOO XXVVII...... ® sistema construtivo: principalmente o pau-a-pique; ® também denominado: taipa de sebe, taipa de mão, barro armado ou taipa de sopapo ® utilizado nos edifícios da casa‐grande, capela, fábrica, casas de moradores e demais oficinas PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR
  27. 27. PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR AAuullaa 0066 22.. OO SSÉÉCCUULLOO XXVVII......
  28. 28. AAuullaa 0066 22.. OO SSÉÉCCUULLOO XXVVII...... OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR  Em alguns casos, a fábrica estava dividida em dois prédios – casa de moenda e caldeiras e casa de purgar. A moenda. PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo
  29. 29. AAuullaa 0066 33.. OO SSÉÉCCUULLOO XXVVIIII...... PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR Rompeu‐se a associação Portugal x Holanda. Portugal se enfraqueceu e perdeu o monopólio dos produtos coloniais. E, quando os holandeses foram expulsos do Brasil em 1654, após a ocupação das capitanias de Pernambuco, Itamaracá, Paraíba e R.G. do Norte por 30 anos, a situação piorou, já que eles usaram da experiência adquirida e dos métodos aprendidos no Brasil, para desenvolver os engenhos nas suas colônias, conseguindo um preço final muito barato e difícil de competir. AZEVEDO, Esterzilda Berenstein de. Arquitetura do Açúcar ‐ Editora Nobel, SP, 1990.
  30. 30. AAuullaa 0066 33.. OO SSÉÉCCUULLOO XXVVIIII...... Os engenhos deste período eram, na maioria, “copeiros”. Casagrande e capela situavam‐se geralmente no ponto mais alto da topografia, ou à meia encosta. A fábrica e casa de purgar num nível mais baixo, em área plana, próximas a um rio ou braço de mar. Moradas dos trabalhadores, também ficavam na parte mais baixa do terreno. PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR
  31. 31. AAuullaa 0066 33.. OO SSÉÉCCUULLOO XXVVIIII...... ® sistema construtivo: ainda o pau-a-pique; ® capelas: tratamento mais apurado que as casas-grandes, mantendo a simplicidade ® fábricas: requinte construtivo, muitas edificadas em arcaria de pedra ou tijolo • revelando a prática e o interesse de reinvestir o lucro na produção, já que a economia possibilitava o retorno PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR
  32. 32. PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR AAuullaa 0066 33.. OO SSÉÉCCUULLOO XXVVIIII......
  33. 33. AAuullaa 0066 PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR 1 2 3 33.. OO SSÉÉCCUULLOO XXVVIIII...... 4
  34. 34. PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR AAuullaa 0066 33.. OO SSÉÉCCUULLOO XXVVIIII......
  35. 35. AAuullaa 0066 33.. OO SSÉÉCCUULLOO XXVVIIII...... A recuperação que se seguiu se deve à maior facilidade de transporte do produto para Portugal e um melhor controle de qualidade do açúcar exportado. PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR A senzala entre o Palácio e a casa de Maurício de Nassau, conforme desenho de Zacharias Wagener.
  36. 36. Carregadores de caixas de açúcar. Debret, Voyage Pittoresque et Historique au Bresil (Paris, 1834-39) O açúcar era, desde o século XVI, embalado em caixas de madeira, que eram marcadas com ferros quentes. As marcas, elaboradas por artesões especialistas nesta atividade, eram típicas de cada engenho. AAuullaa 0066 44.. OO SSÉÉCCUULLOO XXVVIIIIII...... O pacto colonial, inaugurado no século XVII pelas grandes potências com destaque para a França e Inglaterra, já havia deslocado Portugal de seu papel monopolista na economia da época. AZEVEDO, Esterzilda Berenstein de. Arquitetura do Açúcar ‐ Editora Nobel, SP, 1990. PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR
  37. 37. AAuullaa 0066 44.. OO SSÉÉCCUULLOO XXVVIIIIII...... A descoberta e início da exploração das minas no Brasil minimizaria a crise portuguesa, mas agravaria ainda mais a crise açucareira, na região principal de sua produção, o nordeste. Surgiram áreas de agricultura e pecuária ao longo dos caminhos utilizados pelo ciclo do ouro, para atender ao mercado interno emergente. A mudança da capital para o Rio de Janeiro, em 1763, ampliaria essa demanda interna que, somada às necessidades crescentes do mercado europeu, iria redinamizar o setor açucareiro. PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR
  38. 38. AAuullaa 0066 44.. OO SSÉÉCCUULLOO XXVVIIIIII...... A associação de senhores de engenho com comerciantes, inclusive através de casamentos entre as famílias, veio realizar, nas épocas de recesso do açúcar, um conveniente intercâmbio de capital e prestígio. PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR
  39. 39. AAuullaa 0066 44.. OO SSÉÉCCUULLOO XXVVIIIIII...... Uns tinham o dinheiro, outros o título. FARIA, Sheila de Castro. Terra e Trabalho em Campos dos Goitacazes. Niterói,UFF/Dissertação de Mestrado, 1986 O mercado da mão‐de obra se desorganizou, com a entrada de trabalhadores livres e escravos para as minas. PAES, Sylvia Márcia. A empresa açucareira no período colonial. Pesquisadora da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, Museu de Campos dos Goytacazes. PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR
  40. 40. AAuullaa 0066 44.. OO SSÉÉCCUULLOO XXVVIIIIII...... A implantação com respeito à geografia e à topografia seguiu a mesma lógica do século anterior – a contigüidade com relação aos recursos hídricos e a hierarquia vertical dos prédios do engenho. PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR O programa arquitetônico ficou mais complexo. O uso da pedra e da cal, e novas técnicas construtivas mais eficazes contribuíram para a sobrevivência de diversos desses edifícios até os dias de hoje.
  41. 41. AAuullaa 0066 PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR f a u n b Louis Léger Vauthier (1815-1901) Engenho em Pernambuco a. Capela b. Casa-grande c. Quarto para hós edes d. Senzalas e. Sobradinho, casa do administrador f. Alpendre para os cavalos da moenda g. Casa da moenda h. Telheiro acima da fornalha i. Casa do bagaço j. Estrebaria k. Casa de purgar, destilaria, armazém de açúcar, of cinas do carpinteiro, do serralheiro, etc., pavilhão para o fabrico da farinha de mandioca. l. Alpendre servindo para olaria m. Portões de entrada e saída do engenho n. Portões de entrada e saída do engenho o. Horta p. Terreno plantado de mandioca q. Pasto r. Campos de cana de açúcar 44.. OO SSÉÉCCUULLOO XXVVIIIIII......
  42. 42. AAuullaa 0066 44.. OO SSÉÉCCUULLOO XXVVIIIIII...... PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR Ilustração do processo de fabricação de açúcar por um engenho de grande porte, onde vemos em primeiro plano a alimentação das fornalhas em equipamento similar ao encontrado no Sítio São Francisco. Reprodução da obra de Ruy Gama.
  43. 43. AAuullaa 0066 44.. OO SSÉÉCCUULLOO XXVVIIIIII...... PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR Sitio de um engenho de açúcar, em Campos, RJ. Séc. XVIII Segundo Sheila C. Faria.
  44. 44. PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR AAuullaa 0066 44.. OO SSÉÉCCUULLOO XXVVIIIIII......
  45. 45. AAuullaa 0066 44.. OO SSÉÉCCUULLOO XXVVIIIIII...... Outros elementos passaram a se incorporar à paisagem do engenho: • aquedutos (em arcos de pedra) • viveiros de peixes (tanques largos, cavados na terra junto ao mar, com canal de comunicação e uma ou duas comportas, além de ralos) • alguns engenhos possuíam cais ou ponte de atracação PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR Aqueduto do Carioca – detalhe. Pintura de Landro Joaquim, 1790.
  46. 46. AAuullaa 0066 44.. OO SSÉÉCCUULLOO XXVVIIIIII...... PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR Aqueduto do Engenho Novo ( Atual Colônia Juliano Moreira), 1750 Cais do Varadouro em Olinda, 1690.
  47. 47. Tesoura de linha suspensa Tesoura francesa Tesoura clássica ou paladiana Tesoura de Santo André Tesoura romana AAuullaa 0066 44.. OO SSÉÉCCUULLOO XXVVIIIIII...... A construção da fábrica em um único pavilhão foi possibilitada graças ao domínio da técnica construtiva das tesouras de madeira ligadas por terças. As diferentes etapas da manufatura eram separadas por meias paredes. O sistema construtivo empregado nos engenhos, junto aos corpos d’água, em áreas já consolidadas pelo cultivo da cana, no caso das fábricas, era a alvenaria mista – pedra e tijolo. PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR
  48. 48. AAuullaa 0066 44.. OO SSÉÉCCUULLOO XXVVIIIIII...... Nas zonas mais afastadas do litoral, tanto as fábricas quanto as casas-grandes possuíam estrutura independente, constituída por esteios de madeira e paredes de vedação em adobe ou pau-a-pique. PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR
  49. 49. AAuullaa 0066 44.. OO SSÉÉCCUULLOO XXVVIIIIII...... Nos anos comprometidos com a crise da economia açucareira, a tendência foi de maior investimento nas casas-grandes do que nos edifícios fabris. Mesmo raciocínio explica, na mesma época, a construção de inúmeros solares urbanos por senhores de engenho, nas cidades onde eles passavam longos períodos com sua família. Quando, no final do século, a economia reagiu, as moradias dos novos senhores de engenho passaram a ter um aspecto mais simples: casas térreas avarandadas, sem capelas isoladas ou edifícios monumentais. PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR
  50. 50. PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR AAuullaa 0066 44.. OO SSÉÉCCUULLOO XXVVIIIIII......
  51. 51. AAuullaa 0066 55.. OO SSÉÉCCUULLOO XXIIXX...... Quando a supressão do braço escravo e as condições desfavoráveis do mercado internacional, no final do século XIX, provocaram o declínio da economia açucareira, foi o financiamento do Estado que viabilizou a nova modalidade de empresa que surgia, o Engenho Central. ® O primeiro foi instalado em Quissamã, no atual Estado do Rio de Janeiro. A instalação da empresa açucareira no Brasil colonial exigia a aplicação de imenso capital: • para a compra de escravos; • para o plantio da cana, e, • para a instalação do engenho. PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR
  52. 52. AAuullaa 0066 55.. OO SSÉÉCCUULLOO XXIIXX...... O engenho central de Quissamã. PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR
  53. 53. AAuullaa 0066 55.. OO SSÉÉCCUULLOO XXIIXX...... Os protagonistas dos engenhos centrais pretendiam “a centralização manufatureira do açúcar, com os grandes aparelhos aperfeiçoados e o aparelhamento moderado das terras de lavoura”. A nova organização da produção, protagonizada pelos Engenhos Centrais e depois pelas Usinas se baseava no trabalho rural em pequena escala, diretamente praticado pelo proprietário, ou por terceiros, mediante parcerias ou arrendamento de áreas agriculturáveis. Para se ter uma idéia das dificuldades da produção açúcareira, é curioso saber que se levava 50 dias para fabricar o que hoje se fabrica em duas horas. PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR
  54. 54. AAuullaa 0066 55.. OO SSÉÉCCUULLOO XXIIXX...... USINA... “Inicialmente, ocupava apenas uma clareira na floresta: a paisagem primitiva da zona açucareira constituía-se de áreas extensas cobertas de vegetação espessa, que separavam pequenos espaços onde se agrupavam as construções de tijolo ou adobe e cal, circundada pelos campos cultivados”. HOLLANDA, Sergio Buarque de. História Geral da Civilização Brasileira. Tomo I ‐ A Época Colonial, 1993. PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR
  55. 55. AAuullaa 0066 55.. OO SSÉÉCCUULLOO XXIIXX...... Com o tempo, o engenho se transformou em um sistema fechado e complexo, quase auto-suficiente. No momento de maior dinamismo da atividade açucareira, reunia: • casa-grande; • capela; • senzala; • fábrica; • casa de caldeira; • casas de moenda; • casa de purgar; • armazéns; • galpões, e, • cais para atracação dos navios (quando próximos de mar ou rio). O engenho, quase um país, era simultaneamente, lugar da produção, da moradia, da religião, da vida social. PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR
  56. 56. AAuullaa 0066 55.. OO SSÉÉCCUULLOO XXIIXX...... Em 1850, a lei de Terras regularizou as sesmarias, cujas condições de doação não haviam sido implementadas e, também, as simples posses. Neste período de transição, nas usinas, a mão-de-obra ainda se manteve, na maioria dos casos, junto à máquina produtiva, em habitações do tipo vilas operárias, edição mais moderna das antigas senzalas. PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR Vilas da Cascata, 1912, em Jabotão Centro. Composto pela "Cascata de Cima" é formado por casas enfileiradas em apenas um lado da rua. São edificações de um pavimento, em alvenaria de tijolo e argamassa, conjugadas, fachada com porta e janela. A “Cascata de Cima” é igual à “de Baixo”, com edificações dos dois lados da rua. Na parte mais alta, existem casas conjugadas com terraço para os funcionários graduados.
  57. 57. AAuullaa 0066 55.. OO SSÉÉCCUULLOO XXIIXX...... PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR Vila da Pedra.
  58. 58. AAuullaa 0066 55.. OO SSÉÉCCUULLOO XXIIXX...... PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR “Na Vila da Pedra, além da fábrica estava localizada a vila operária, havia cassino, capela, quartel, fábrica de gelo, lavanderias, grandes armazéns e 258 casas.” Vila da Pedra.
  59. 59. AAuullaa 0066 55.. OO SSÉÉCCUULLOO XXIIXX...... PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR Rua XV de Novembro. Rua Rui Barbosa. Rua XV de Novembro. Rua 13 de Maio.
  60. 60. AAuullaa 0066 55.. OO SSÉÉCCUULLOO XXIIXX...... PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR Rua XV de Novembro. Rua XV de Novembro. Confluências das ruas Rui Barbosa e XV de Novembro.
  61. 61. AAuullaa 0066 55.. OO SSÉÉCCUULLOO XXIIXX...... Vila operária da Fábrica de Confiança, Aldeia PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR Campista, RJ. Vila Operária, Votorantim, SP. (1943)
  62. 62. PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR AAuullaa 0066 55.. OO SSÉÉCCUULLOO XXIIXX......
  63. 63. AAuullaa 0066 55.. OO SSÉÉCCUULLOO XXIIXX...... PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR Vila operária do Carmo, Usina de Quissamã. Vila operária. Vila operária da Rua Barão de Jaguara, SP.
  64. 64. PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR Desenho de uma usina açucareira. AAuullaa 0066 55.. OO SSÉÉCCUULLOO XXIIXX......
  65. 65. PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR Usina açucareira de Santo Antônio, Miranda, 1900. AAuullaa 0066 55.. OO SSÉÉCCUULLOO XXIIXX......
  66. 66. PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR Usina açucareira de Santo Antônio, Miranda, 1900. AAuullaa 0066 55.. OO SSÉÉCCUULLOO XXIIXX......
  67. 67. AAuullaa 0066 55.. OO SSÉÉCCUULLOO XXIIXX...... Usina açucareira de Santo Antônio, Miranda, 1900. PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR
  68. 68. PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR AAuullaa 0066 55.. OO SSÉÉCCUULLOO XXIIXX......
  69. 69. AAuullaa 0066 66.. AA AARRQQUUIITTEETTUURRAA DDOOSS EENNGGEENNHHOOSS:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR OOss aattoorreess...... ® senhores de engenho ® lavradores ® colonos ® 1os escravos - indígenas ® 2os escravos – negros africanos: as “peças” ® outros: • feitor-mor • mestre • contra-mestre • banqueiro • etc...
  70. 70. AAuullaa 0066 66.. AA AARRQQUUIITTEETTUURRAA DDOOSS EENNGGEENNHHOOSS:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR OO lluuggaarr ddaa pprroodduuççããoo...... ® manufatura do açúcar ® criação de gado ® agricultura de subsistência ® produção do fumo ® plantio de algodão ® serraria/marcenaria
  71. 71. AAuullaa 0066 66.. AA AARRQQUUIITTEETTUURRAA DDOOSS EENNGGEENNHHOOSS:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR OO lluuggaarr ddaa pprroodduuççããoo...... Segundo Vauthier, a usina de engenho consistia de uma vasta cobertura sustentada por pilastras de tijolos, fechada apenas até a altura de um homem. As canas verdes ficavam empilhadas em uma das extremidades; as parelhas giravam sem cessar. 1. Almanjarra e moenda 2. Reservatório de madeira para o caldo de cana 3. Bateria para evaporação e cozimento 4. Chaminé 5. Depósito de cana
  72. 72. AAuullaa 0066 66.. AA AARRQQUUIITTEETTUURRAA DDOOSS EENNGGEENNHHOOSS:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR OO lluuggaarr ddaa mmoorraaddiiaa...... A escolha do local para a implantação das construções e de diferentes materiais nos edifícios componentes dos engenhos de açúcar, revelavam a hierarquia social e o sistema de valores dessa sociedade em formação, fundada sobre a família patriarcal. Enquanto a casa grande era construída com material nobre – pedra e cal – e situada na parte mais alta do terreno, as senzalas, construídas com materiais precários – terra, madeira, cipó – ocupavam a parte mais baixa dos terrenos. Por esta razão, poucas dessas habitações chegaram até nossos dias.
  73. 73. AAuullaa 0066 66.. AA AARRQQUUIITTEETTUURRAA DDOOSS EENNGGEENNHHOOSS:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR OO lluuggaarr ddaa mmoorraaddiiaa...... A casa grande era a sede das fazendas, que abrigava o senhor de engenho, sua família seus agregados e hóspedes. Logo, era o centro de irradiação de toda a vida econômica e social da propriedade. Diferente dos outros tipos construtivos, as casas grandes podiam variar muito quanto à forma. Elas podiam ser ricos palacetes, mas nem sempre eram suntuosas, dada a grande diversidade do status financeiro dos donos de engenho.
  74. 74. AAuullaa 0066 66.. AA AARRQQUUIITTEETTUURRAA DDOOSS EENNGGEENNHHOOSS:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR OO lluuggaarr ddaa mmoorraaddiiaa...... Eram funcionais, mas de conforto ambiental precário e, por longo tempo, as alcovas (cômodos internos sem janelas) permaneceram no programa das casas. Só a partir da segunda metade do século XIX, sob a influência dos higienistas, com suas idéias sobre os benefícios do ar em movimento é que as casas passaram a ter oitões livres e quartos com aeração.
  75. 75. AAuullaa 0066 66.. AA AARRQQUUIITTEETTUURRAA DDOOSS EENNGGEENNHHOOSS:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR OO lluuggaarr ddaa mmoorraaddiiaa...... Quanto à arquitetura, a tentativa foi de adaptação à geografia do sítio, à paisagem natural, aos materiais disponíveis e às exigências decorrentes do clima tropical da Colônia. Além disso, adequação também à maneira de viver, hábitos e costumes locais - como o (imperialismo) português aqui se manifestava – às relações sociais e às necessidades do patriarcalismo rural e escravocrata. Com isso tudo, dialogavam as grossas paredes de taipa ou de pedra e cal, coberta de palha ou telha-vã, o alpendre na frente e nos lados, os generosos telhados protegendo do sol forte e das chuvas tropicais.
  76. 76. AAuullaa 0066 66.. AA AARRQQUUIITTEETTUURRAA DDOOSS EENNGGEENNHHOOSS:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR OO lluuggaarr ddaa mmoorraaddiiaa...... A cultura do açúcar produziu formas peculiares de dormir, de descansar, de comer, de defecar, de banhar-se e de parir. E à arquitetura coube atender a essas funções. Além disso, viabilizar o espaço construído para comportar a família ampliada (afilhados, compadres, agregados de todo tipo), à reclusão das moças solteiras, ao confinamento das mulheres nas cozinhas, ao seu deslocamento sempre acompanhado por diversas escravas. Os pátios internos e, mais tarde, as varandas periféricas garantiam a privacidade, fazendo a transição entre o espaço externo e os cômodos da casa. Os quartos de dormir – as alcovas –, nenhum contato tinham com o exterior, já que não possuíam janelas.
  77. 77. AAuullaa 0066 66.. AA AARRQQUUIITTEETTUURRAA DDOOSS EENNGGEENNHHOOSS:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR OO lluuggaarr ddaa mmoorraaddiiaa...... Os equipamentos de assistência médica, igualmente, eram um apoio fundamental à vida no engenho. Inicialmente, sob forma de boticas, fazendo parte das casas grandes e, mais tarde, como verdadeiros hospitais, já no tempo das usinas. Outras casas, em número variável, serviam de residência ao capelão, ao mestre de açúcar (que comandava a “casa das fornalhas”), aos feitores e aos poucos trabalhadores assalariados. E finalmente, nas senzalas, toscas construções, geralmente em construções lineares, amontoavam-se os escravos, às centenas, em cômodos mal iluminados, mal ventilados. Em termos construtivos, e não só, as senzalas se aparentavam com as estrebarias.
  78. 78. AAuullaa 0066 66.. AA AARRQQUUIITTEETTUURRAA DDOOSS EENNGGEENNHHOOSS:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR OO lluuggaarr ddaa mmoorraaddiiaa......
  79. 79. AAuullaa 0066 66.. AA AARRQQUUIITTEETTUURRAA DDOOSS EENNGGEENNHHOOSS:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR OO lluuggaarr ddaa mmoorraaddiiaa......
  80. 80. AAuullaa 0066 66.. AA AARRQQUUIITTEETTUURRAA DDOOSS EENNGGEENNHHOOSS:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR OO lluuggaarr ddaa mmoorraaddiiaa...... Esta afirmação se deve ao fato da setorização uniforme: -à frente, junto à fachada principal, sempre dispostos os setores de trabalho e social; -na área intermediária, o setor íntimo; -e ao fundo, junto ao pátio, o setor de serviços.
  81. 81. AAuullaa 0066 66.. AA AARRQQUUIITTEETTUURRAA DDOOSS EENNGGEENNHHOOSS:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR OO lluuggaarr ddaa mmoorraaddiiaa...... As plantas refletiam a estrutura familiar colonial representada na rígida setorização.
  82. 82. AAuullaa 0066 66.. AA AARRQQUUIITTEETTUURRAA DDOOSS EENNGGEENNHHOOSS:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR OO lluuggaarr ddaa mmoorraaddiiaa...... No Brasil Colonial Rural, a casa grande foi sede de um complexo agroindustrial, cujas dependências eram constituídas de varandas, salas, alcovas, quartos de hóspedes, capela e cozinha gigantesca. O alpendre afastava o calor durante o dia e funcionava como elemento filtrante em relação ao mundo exterior, além de receber as funções de espaço de vigilância e lazer.
  83. 83. AAuullaa 0066 66.. AA AARRQQUUIITTEETTUURRAA DDOOSS EENNGGEENNHHOOSS:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR OO lluuggaarr ddaa mmoorraaddiiaa......
  84. 84. AAuullaa 0066 66.. AA AARRQQUUIITTEETTUURRAA DDOOSS EENNGGEENNHHOOSS:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR OO lluuggaarr ddaa mmoorraaddiiaa...... f a u Engenho do Poço Comprido.
  85. 85. AAuullaa 0066 66.. AA AARRQQUUIITTEETTUURRAA DDOOSS EENNGGEENNHHOOSS:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR OO lluuggaarr ddaa mmoorraaddiiaa...... Engenho do Poço Comprido.
  86. 86. AAuullaa 0066 66.. AA AARRQQUUIITTEETTUURRAA DDOOSS EENNGGEENNHHOOSS:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR OO lluuggaarr ddaa mmoorraaddiiaa...... Fazenda Babylonia. Meia Ponte, Pirenópolis. Séc. XIX.
  87. 87. AAuullaa 0066 66.. AA AARRQQUUIITTEETTUURRAA DDOOSS EENNGGEENNHHOOSS:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR OO lluuggaarr ddaa mmoorraaddiiaa...... Sobrado neoclássico. Casa grande do engenho Moreno, PE. f a u n b
  88. 88. AAuullaa 0066 66.. AA AARRQQUUIITTEETTUURRAA DDOOSS EENNGGEENNHHOOSS:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR OO lluuggaarr ddaa mmoorraaddiiaa...... Muitas dessas casas tinhas capelas, pois os portugueses viam na religião sua identidade nacional. As capelas eram elementos de continuidade da casa grande, ou edificações independentes.
  89. 89. AAuullaa 0066 66.. AA AARRQQUUIITTEETTUURRAA DDOOSS EENNGGEENNHHOOSS:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR OO lluuggaarr ddaa mmoorraaddiiaa...... Os visitantes, que regularmente visitavam os engenhos, hospedavam-se em alcovas próximas à varanda. As salas tinham múltiplas funções: eram espaços de convivência familiar, de costurar, tecer a roca, cuidar da educação dos sinhozinhos, fazer refeições e receber visitas.
  90. 90. AAuullaa 0066 66.. AA AARRQQUUIITTEETTUURRAA DDOOSS EENNGGEENNHHOOSS:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR OO lluuggaarr ddaa mmoorraaddiiaa...... Setor íntimo: Era composto quase que unicamente de alcovas (quartos sem janelas, principalmente aqueles destinados às donzelas). Não havia banheiros ou latrinas. Usavam-se urinóis, bacias e jarras para uma precária higiene íntima.
  91. 91. AAuullaa 0066 66.. AA AARRQQUUIITTEETTUURRAA DDOOSS EENNGGEENNHHOOSS:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR OO lluuggaarr ddaa mmoorraaddiiaa......
  92. 92. AAuullaa 0066 66.. AA AARRQQUUIITTEETTUURRAA DDOOSS EENNGGEENNHHOOSS:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR OO lluuggaarr ddaa mmoorraaddiiaa...... Setor de serviço O principal ambiente do setor de serviço era a cozinha, frequentada pela ampla família patriarcal. A cozinha era um grande espaço que, em alguns casos, chegava a ocupar 1/3 do espaço da casa. Este espaço subdividia-se entre setor de limpeza, abate e anteparo, e a área de preparo de alimentos.
  93. 93. AAuullaa 0066 66.. AA AARRQQUUIITTEETTUURRAA DDOOSS EENNGGEENNHHOOSS:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR OO lluuggaarr ddaa mmoorraaddiiaa...... Os engenhos eram autosuficientes no que diz respeito aos alimentos, pois no engenho se praticava a agricultura de subsistência. O abastecimen-to de óleo e sal de cozinha era fornecido pelos caixeiros viajantes.
  94. 94. AAuullaa 0066 66.. AA AARRQQUUIITTEETTUURRAA DDOOSS EENNGGEENNHHOOSS:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR AA sseennzzaallaa...... Existiam dois tipos de senzala: • Senzala doméstica ou de dentro Servia de abrigo para os escravos responsáveis pelas tarefas domésticas da casa. Podia estar localizada no subsolo da casa grande. • Senzala de eito ou de trabalho Era externa, voltada para o terreiro. No século XVIII a moradia dos escravos foi agrupada em um só edifício, cujo partido consistia de um conjunto linear de cubículos sem janelas, sem qualquer equipamento, cada cubículo com uma única porta que se abria para uma galeria coberta, esta última voltada para o terreiro.
  95. 95. AAuullaa 0066 66.. AA AARRQQUUIITTEETTUURRAA DDOOSS EENNGGEENNHHOOSS:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR AA sseennzzaallaa...... Alagoas do Sul, 1640 (depois, vila Madalena, hoje, Mal. Deodoro) Serinhaém, 1640, Pernambuco.
  96. 96. AAuullaa 0066 66.. AA AARRQQUUIITTEETTUURRAA DDOOSS EENNGGEENNHHOOSS:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR AA sseennzzaallaa...... Uma capela e uma senzala dupla, baseado numa gravura de Frans Post. Senzala com varanda no Engenho da Vitória, Bahia.
  97. 97. AAuullaa 0066 66.. AA AARRQQUUIITTEETTUURRAA DDOOSS EENNGGEENNHHOOSS:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR AA sseennzzaallaa...... Senzala sem avarandado, no Engenho de Uruaê, Pernambuco. Fazenda do Pinhal, São Paulo.
  98. 98. PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR AAuullaa 0066 66.. AA AARRQQUUIITTEETTUURRAA DDOOSS EENNGGEENNHHOOSS:: AA sseennzzaallaa...... Senzala do engenho Matas, PE.
  99. 99. PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR AAuullaa 0066 66.. AA AARRQQUUIITTEETTUURRAA DDOOSS EENNGGEENNHHOOSS:: AA sseennzzaallaa...... Senzala de eito.
  100. 100. AAuullaa 0066 66.. AA AARRQQUUIITTEETTUURRAA DDOOSS EENNGGEENNHHOOSS:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR AA sseennzzaallaa...... A senzala entre o palácio e a casa de Maurício de Nassau, conforme desenho de Zacharias Wagener.
  101. 101. AAuullaa 0066 66.. AA AARRQQUUIITTEETTUURRAA DDOOSS EENNGGEENNHHOOSS:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR AA sseennzzaallaa...... Esquema de um engenho de açúcar, segundo Vauthier, com destaque da senzala (D).
  102. 102. AAuullaa 0066 66.. AA AARRQQUUIITTEETTUURRAA DDOOSS EENNGGEENNHHOOSS:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR AA sseennzzaallaa......
  103. 103. AAuullaa 0066 66.. AA AARRQQUUIITTEETTUURRAA DDOOSS EENNGGEENNHHOOSS:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR AA sseennzzaallaa...... Senzala do engenho Jurissaca, Cabo de Santo Agostinho, Bahia
  104. 104. PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR AAuullaa 0066 66.. AA AARRQQUUIITTEETTUURRAA DDOOSS EENNGGEENNHHOOSS:: AA sseennzzaallaa...... Senzala de eito / de trabalho.
  105. 105. AAuullaa 0066 66.. AA AARRQQUUIITTEETTUURRAA DDOOSS EENNGGEENNHHOOSS:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR AA sseennzzaallaa...... Senzala doméstica / de dentro
  106. 106. AAuullaa 0066 66.. AA AARRQQUUIITTEETTUURRAA DDOOSS EENNGGEENNHHOOSS:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR AA sseennzzaallaa...... Senzala da Fazenda Machadinha, RJ. A Senzala A senzala aparece na literatura especializada ora como um edifício inteiro, ora como um dos cômodos que o compunha. Sempre térrea, com paredes de pau-a-pique, com cobertura de palha ou telhas –cerâmicas. O partido é sempre o mesmo: um único edifício formado por uma série de cubículos conjugados e voltados para uma galeria coberta. Senzala, Fazenda Machadinha, RJ
  107. 107. PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR AAuullaa 0066 66.. AA AARRQQUUIITTEETTUURRAA DDOOSS EENNGGEENNHHOOSS:: AA sseennzzaallaa...... No séc. XVIII a senzala adquiriu características próprias, em edifício único, agregado às proximidades da casa-grande.
  108. 108. AAuullaa 0066 66.. AA AARRQQUUIITTEETTUURRAA DDOOSS EENNGGEENNHHOOSS:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR AA sseennzzaallaa...... Fazenda São Martinho, séc. XIX.
  109. 109. AAuullaa 0066 66.. AA AARRQQUUIITTEETTUURRAA DDOOSS EENNGGEENNHHOOSS:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR AA ccaappeellaa...... Coube à Igreja a formação da nacionalidade, aspecto mais nobre da colonização. Quase tudo o que se fazia em matéria de educação, cultura, catequese e assistência social, corria por conta de sua hierarquia, de seu clero secular, das ordens religiosas e das corporações de leigos – irmandades e ordens terceiras. Na escola do engenho, era um padre-mestre que ensinava aos meninos. A capela completava o quadrilátero das edificações, que eram o coração do engenho, além da casa-grande, da senzala e da fábrica.
  110. 110. AAuullaa 0066 66.. AA AARRQQUUIITTEETTUURRAA DDOOSS EENNGGEENNHHOOSS:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR AA ccaappeellaa...... A capela podia estar: 1.. isolada, mas próxima à casa-grande; 2.. contígua à casa-grande, integrando o corpo da casa, próxima ao engenho e na vizinhança da senzala. 3.. No interior da casa-grande, como mais um cômodo ou como um oratório a partir de um nicho na sala de visitas.
  111. 111. AAuullaa 0066 66.. AA AARRQQUUIITTEETTUURRAA DDOOSS EENNGGEENNHHOOSS:: C pel s PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR AA ccaappeellaa...... A Igreja lucrava na intimidade com a família patriarcal, através do prestígio e da autoridade política. Ela também favorecia a manutenção e o exercício do poder da aristocracia açucareira, uma vez que por muito tempo a educação esteve nas mãos de religiosos, numa conveniente associação ao poder temporal desempenha-do pelo senhor de engenho. Três situações possíveis: isoladas, mas próximas à casa-grande; contíguas à casa; seu interior, ou oratório como na sala de visitas. papal de 1552 “autoriza” a
  112. 112. AAuullaa 0066 66.. AA AARRQQUUIITTEETTUURRAA DDOOSS EENNGGEENNHHOOSS:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR AA ccaappeellaa...... Em 1552 uma Bula Papal autoriza a escravidão como um caminho para a evangelização e conversão dos infiéis... Capela do Engenho Monjope, Século XVI, Igarassu, PE
  113. 113. AAuullaa 0066 66.. AA AARRQQUUIITTEETTUURRAA DDOOSS EENNGGEENNHHOOSS:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR AA ccaappeellaa...... Na capela, eram rezadas as missas que congregavam todas as pessoas da comunidade aos domingos e dias santos, além das datas como batizados, casamentos, funerais e sepultamento. Não era incomum as capelas superarem as casas-grandes, nos acabamentos e no luxo. A planta da capela traduzia as conexões e os isolamentos necessários à circulação e permanência das diversos segmentos da comunidade do engenho. Sacristias e coros interligados, privativos das mulheres e dos filhos da família nuclear, uma nave para a família estendida, e o copiar, para os escravos, que também ocupavam a área aberta.
  114. 114. AAuullaa 0066 66.. AA AARRQQUUIITTEETTUURRAA DDOOSS EENNGGEENNHHOOSS:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR A Capela - O Edifício que mais se destacou por sua concepção artística foi a capela, que por ser construída sempre com materiais duráveis, pouco se modificou através do tempo. Assim é possível classificar capelas como maneiristas ou neoclássicas, por exemplo. AA ccaappeellaa...... Capela do Engenho Morenos, PE Capela, Engenho Moreno, PE Capela do Engenho Moreno, PE
  115. 115. AAuullaa 0066 66.. AA AARRQQUUIITTEETTUURRAA DDOOSS EENNGGEENNHHOOSS:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR AA ccaappeellaa...... Quinta do Cabido. Ponte de Lima, norte de Portugal. Séc. XVIII.
  116. 116. AAuullaa 0066 66.. AA AARRQQUUIITTEETTUURRAA DDOOSS EENNGGEENNHHOOSS:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR AA ccaappeellaa...... Casa-grande do engenho Freguesia, com sua capela contígua e geminada. Candeias, BA.
  117. 117. AAuullaa 0066 66.. AA AARRQQUUIITTEETTUURRAA DDOOSS EENNGGEENNHHOOSS:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR AA ccaappeellaa...... Casa-grande do engenho Freguesia, com sua capela contígua e geminada. Candeias, BA.
  118. 118. AAuullaa 0066 66.. AA AARRQQUUIITTEETTUURRAA DDOOSS EENNGGEENNHHOOSS:: A planta das capelas era simples, possuía no térreo, invariavelmente, uma nave, a capela-mor e a sacristia. No pavimento superior, sobre o primeiro terço da nave, ficava o coro. As variações consistiam na existência ou não de alpendre PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR AA ccaappeellaa...... Capela do Rio do Engenho, Ilhéus, BA. Capela do Rio do Engenho, Ilhéus, BA
  119. 119. AAuullaa 0066 66.. AA AARRQQUUIITTEETTUURRAA DDOOSS EENNGGEENNHHOOSS:: PPrrooff.. LLiillaa DDoonnaattoo OOSS EENNGGEENNHHOOSS DDEE AAÇÇÚÚCCAARR AA ccaappeellaa...... Capela do Engenho Velho, Cachoeira, BA. Anterior a 1584; portal datado de 1660.
  120. 120. AAuullaa 0066 BBIIBBLLIIOOGGRRAAFFIIAA  AZEVEDO, Esterzilda Berenstein de. Arquitetura do Açúcar - Editora Nobel, SP, 1990  FREYRE, Gilberto. Casa Grande e Senzala. Formação da família brasileira sob o regime da economia patriarcal. Editora José Olympio, 1975.  HOLLANDA, Sergio Buarque de. História Geral da Civilização Brasileira. Tomo I - A Época Colonial, 1993  OLIVEIRA, Myriam Andrade Ribeiro de Oliveira (Org.). Arquitetura e Arte no Brasil Colonial. Brasília, IPHAN /Monumenta, 2006.  PAES, Sylvia Márcia. A empresa açucareira no período colonial. Pesquisadora da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, Museu de Campos dos Goytacazes.  REIS, Nestor Goulart. Evolução Urbana do Brasil 1500/ 1720. 2 ed. rev. e ampl. São Paulo, Pini, 2000.  REIS, Nestor Goulart. Quadro da Arquitetura no Brasil. 4 ed. São Paulo, Perspectiva, 1970.  SANTOS, Paulo F. Quatro Séculos de Arquitetura. Rio de Janeiro, Coleção IAB, 1981. OO uurrbbaanniissmmoo ppoorrttuugguuêêss nnoo BBrraassiill ((ee nnoo mmuunnddoo)) Donato SSIITTEESS http://seguindopassoshistoria.blogspot.com.br/2013/12/o-engenho-e-o-fabrico-do-acucar-no.html Lila http://people.ufpr.br/~lgeraldo/imagensengenhos.html http://atrativope.blogspot.com.br/2013/12/jaboatao-dos-guararapes-atrativos_11.html Prof. http://www.ihgrgs.org.br/artigos/Gunter_Brasil_Africa.htm

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