Projetos Culturais - Exposições

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Projetos Culturais - Exposições

  1. 1. Cláudia V.F. Magalhães diretora de arte portifólio de exposições
  2. 2. Direção de Arte Trabalhando em contato direto com a curadora, Marisa Barda, Cláudia conseguiu transmitir aos painéis e outros materias toda inovação e beleza dos projetos de reurbanização de favelas en- viados por equipes de arquitetos de diversas partes do mundo. Depois da inauguração em São Paulo, a exposição passou por cidades como Olinda, Rio de Janeiro, Milão, Berlim e Londres.
  3. 3. A EXPOSIÇÃO Museu da Casa Brasileira - São Paulo
  4. 4. NA MÍDIA
  5. 5. Direção de Arte Iniciativa da comunidade portuguesa no Brasil, com curadoria da historiadora Dra. Sônia Maria de Freitas, este projeto homenageou diversas personalidades portuguesas que ajudaram a construir o Brasil ao longo da história. A exposiçnao foi inaugurada na Hípica Paulista, passando também pela Biblioteca Mário de Andrade. Os Construtores do Brasil Portugal, oficialmente República Portuguesa, localiza-se no sudoeste da Europa e seu território compreende a parte continental e as regiões autônomas, os arquipélagos dos Açores e da Madeira, com uma área total de 92 090 km2 . Inicialmente, a região foi povoada por pré-celtas e celtas, dando origem a povos como os galaicos e os lusitanos. Por ali também passaram fenícios, cartagineses e romanos, que a incorporaram a seu império como Lusitânia, depois de 45 a.C. Posteriormente, foi invadida por suevos, búrios e visigodos e conquistada pelos mouros. O Reino de Portugal foi fundado em 1143 e, em 1249, definiram-se suas fronteiras, vigentes até hoje. Portugal é considerado o mais antigo estado-nação moderno europeu. Brasão de Armas de Portugal Bandeira de Portugal Os Construtores do Brasil Formação e consolidação do reino Durante os séculos XV e XVI, o país foi pioneiro na exploração maríti- ma, que resultou no império colonial de amplitude global, uma potência mundial econômica, política e militar, com possessões na África, Ásia e América do Sul. Portugal é um país mundialmente reconhecido pela vinicultura e gastro- nomia, além de seu legado e patrimônio cultural. Tornou-se um dos vinte maiores destinos turísticos do mundo, por sua história, seus monumen- tos, suas aldeias. Foi Capital Europeia da Cultura em 1994 e acolheu a Exposição Mundial de 1998. País tradicionalmente agrícola, hoje sua estrutura econômica baseia-se em serviços e na indústria, sobretudo a têxtil, de calçados, mobiliário, mármore e cerâmica. Possui ampla atividade no campo da ciência e da tecnolo- gia, desenvolvido em universidades públicas e instituições estatais. Há empresas portuguesas trabalhando para a Nasa e para a Agência Espacial Europeia. Outras foram responsáveis pelo desenvolvimento do sistema de cartão pré-pago, usado em rodovias e em celulares, bem como em jogos para esse tipo de dispositivo móvel. Portugal ocupa hoje lugar de vanguarda mundial em energias renováveis: solar, das ondas do mar (primeira exploração comercial do mundo) e eólica. Esta última é a mais nova forma alternativa de geração de ener- gia implantada no país, situando-se em terceiro lugar no ranking europeu nesse segmento. Ela já atende a cerca de 13% do total do consumo energético desse país. As previsões apontam que a potência instalada alcançará um crescimento de 65% nos próximos quatro anos. A1 Monumento dos Descobrimentos – Lisboa, Portugal Parque eólico da EDP, Portugal Portugal: Passado e Presente – tradição e modernidade Capitanias hereditárias O sistema de capitanias hereditárias foi instituído por D. João III em 1530 para um maior controle da colônia e repressão ao contrabando do pau-brasil e de outras riquezas. O território foi dividido em quinze lotes, entregues a doze donatários ou capitães-generais– pequenos fidalgos, soldados ou funcionários ligados à administração colonial. Após dez anos, apenas as capitanias de Pernambuco e de São Vicente prosperaram com a lavoura de açúcar e núcleos populacionais. O sistema foi extinto em 1759. A criação dos governos-gerais Em 1534, muda-se o sistema de colonização com a instalação do governo-geral. Com sede em Salvador, Bahia, centraliza o poder subordinado a Lisboa, introduz o sistema de sesmarias, incentiva a cristianização dos nativos com a vinda dos padres jesuítas e cria condições para o aumento da exploração das riquezas coloniais. Tomé de Sousa: primeiro governador-geral O governador Tomé de Sousa era fidalgo, com experiência nas empresas ultramarinas. Impulsiona a ocupação do Recôncavo para os pecuaristas baianos e a indústria açuca- reira. Sede do governo geral em 1549, Salvador foi a primeira capital do Brasil. Duarte da Costa: segundo governador-geral Entre 1553 e 1558, Duarte da Costa assiste à paralisação dos órgãos governamentais, ocorrem levantes indígenas. Os tamoios chegam a aliar-se aos franceses no Rio de Janeiro. Há cisão entre os partidários do bispo D. Pêro Fernandes Sardinha e os seguidores de D. Duarte da Costa. Mem de Sá: terceiro governador-geral Assume o posto em janeiro de 1558 e reorganiza a administração da Colônia e o controle dos indígenas rebelados. Nas reduções, os indígenas são catequizados e protegidos da escravidão. Expulsa os franceses no Rio de Janeiro. Fundação do Rio de Janeiro Em fevereiro de 1565, sob o comando de Estácio de Sá, duzentos portu- gueses desembarcaram no Rio de Janeiro, erguendo uma fortaleza no morro Cara de Cão. Em 1° de março de 1565, era inaugurada a povoação de São Sebastião do Rio de Janeiro. No ano seguinte, navios franceses e mais de cem canoas de guerra dos Ta- moios atacaram a cidade, mas Estácio de Sá resistiu. Em janeiro de 1567, Mem de Sá, seu tio e terceiro governador-geral, chegou da Bahia com três navios de guerra e, no dia 20, dedicado a São Sebastião, desalojou o inimigo do morro do Flamengo. Estácio de Sá, devido a ferimentos recebidos em combate, falece em 20 de fevereiro de 1567 defendendo o Rio de Janeiro, cidade que havia fundado. Logo depois chegava ao fim a França Antártica. Fundação de São Paulo Em 25 de janeiro de 1554, surgiu a povoação de São Paulo de Piratininga, por ordem do padre Manoel da Nóbrega, supe- rior da Companhia de Jesus. O nome “São Paulo” foi escolhido porque no dia 25 de janeiro a Igreja Católica celebra a con- versão do apóstolo Paulo de Tarso. Um colégio jesuíta foi construído por doze padres, entre eles o noviço José de Anchieta, no alto de uma colina escarpada, entre os rios Anhangabaú e Tamanduateí. O povoamento da região do Pátio do Colégio teve início em 1560, quando Mem de Sá, em visita à Capitania de São Vicente, ordena a trans- ferência da população da Vila de Santo André da Borda do Campo para a proteger dos ataques dos índios. São Paulo adquire condição de cidade em 1711. Os Construtores do Brasil B1 Colonização Partida de Estácio de Sá de Bertioga para o Rio, de Benedito Calixto (1565, detalhe). Acervo: Palácio São Joaquim, RJ. Estácio de Sá travou batalha e expulsou os franceses do Rio de Janeiro. Brasão de Lucas Giraldes Biblioteca Municipal de São Paulo Brasão de Fernando Álvares de Andrade. Saga. SP: Abril Cultural, 1981. Brasão de Aires da Cunha Saga. SP: Abril Cultural, 1981. Brasão de João de Barros Saga. SP: Abril Cultural, 1981. Brasão de Vasco Fernandes Coutinho. Saga. SP: Abril Cultural, 1981. Brasão de Pero de Góis Saga. SP: Abril Cultural, 1981. Brasão de Jorge Figueiredo Biblioteca Municipal de São Paulo Brasão de Duarte Coelho IEB, USP Fundação de São Paulo, óleo de Oscar Pereira da Silva (detalhe). Acervo: Museu Paulista da USP. Largo do Palácio do Governo e Igreja do Colégio dos Jesuitas de Miguel Dutra (1847). Acervo: Museu Republicano de Itu/Museu Paulista – USP. Saga: a grande história do Brasil. São Paulo: Abril Cultural, 1981. v. 1, p. 98. Em 24 de agosto de 1820, eclode a Revolução Liberal do Porto, e os constituciona- listas vitoriosos exigem o regresso de D. João VI, deixando seu primogênito D. Pedro de Alcântara como Príncipe Regente, que se torna o primeiro imperador do País. D. Pedro chega ao Brasil com a família real aos 9 anos. Educado por religiosos, gosta de esportes e de música – é o compositor do Hino à Independência do Brasil. Casa-se em 1818 com Maria Leopoldina Josefa Carolina de Habsburgo, arquiduquesa da Áustria. O dia do “Fico” A corte portuguesa ordena o regresso de D. Pedro a Portugal, pois querem estabelecer novamente o pacto colonial. Em janeiro de 1822, D. Pedro recebe uma petição solicitando a sua permanência com 8 mil assinaturas. Em 9 de janeiro de 1822, anuncia a sua decisão: “Como é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto: diga ao povo que fico”, aderindo publicamente à causa brasileira. Em 13 de maio, o título de Defensor Perpétuo do Brasil lhe é concedido. Retorno a Portugal D. Pedro I abdica do trono brasileiro em 7 de abril de 1831 e parte para Portugal com o propósito de recuperar o trono para a sua filha, D. Maria da Glória. É o 27º rei de Portugal, com o título de Pedro 4º. Aqui ficaram Da. Januária, Da. Francisca e o príncipe D. Pedro, então com 5 anos de idade, aos cuidados do tutor José Bonifácio de Andrada e Silva. Estava assim assegurada a continui- dade da monarquia brasileira. D. Pedro I falece em Lisboa, em 24 de setembro de 1834. Nas comemorações dos 150 anos da Independência do Brasil, em 1972, seus restos mortais foram transladados para o Monumento do Ipiranga, em São Paulo. Os Construtores do Brasil C4 O Grito do Ipiranga, óleo sobre tela de Pedro Américo (1888). Acervo: Museu Paulista da USP, SP. Bandeira do Império. D. Pedro I, litogravura colorida à mão de Jean Baptiste Debret (séc. XIX). Acervo: Fundação Biblioteca Nacional, RJ. D. Leopoldina, esposa de D. Pedro I, e filhos. A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL José Bonifácio, Óleo de Benedito Calixto. Acervo: Museu Paulista da USP, SP. A partir de 1808 abrigou a Família Real, recebendo o nome de Paço Real. Passou a ser chamado de Paço Imperial depois da Independência. “Independência ou morte” Meses depois, D. Pedro vem a São Paulo apaziguar os ânimos dos pau- listas descontentes com Portugal. Sua esposa, Dona Leopoldina, chefe interina do governo, aconselhada por José Bonifácio de Andrada e Silva, reúne-se com o Conselho de Estado, na manhã de 2 de setem- bro de 1822, e assina o decreto que declara o Brasil independente de Portugal. Envia esse e outros documentos a D. Pedro, que toma a histó- rica decisão de cortar os laços que unem o Brasil a Portugal, em 7 de setembro de 1822. Com a morte de Dona Leopoldina em dezembro de 1826, casa-se com Dona Amélia de Leuchtenberg, que chega ao Rio de Janeiro em 16 de outubro de 1829. José Bonifácio de Andrada e Silva – O Patriarca da Independência Um dos principais construtores de nacionalidade brasileira, nasce em Santos, em 1763, e é filho de um rico comerciante e funcionário do governo colonial. Estuda na Universidade de Coimbra, formando-se em direito e filosofia. Ocupa cargos públicos em Portugal, e retorna ao Brasil aos 56 anos. Defensor da ideia de um império luso-brasileiro e da igualdade de representação nas cortes, bem como da supressão gradativa da escravidão. Em 16 de janeiro de 1822, é o primeiro brasileiro nomeado ministro do Reino e dos Estrangeiros por D. Pedro. Elabora o Manifesto às Nações Amigas, assegurando a “Independência do Brasil”, mas como reino irmão de Portugal, lançado por D. Pedro em 6 de agosto de 1822. Os Andradas (José Bonifácio e seus irmãos Antônio Carlos e Martim Francisco) tornam-se figuras políticas de destaque nacional. Com a abdicação de D. Pedro I em 1831, José Bonifácio é indicado o tutor de seu filho, o futuro Imperador. Legado de D. Pedro I Tem papel decisivo no processo de emancipação política do Brasil. Desobedecendo as cortes portuguesas, declarou a Independência do Brasil, que se torna a maior potência da América Latina. O Exército e a Marinha foram bem equipados. Entre outras medidas, incentiva a cria- ção de indústrias, concede a liberdade de imprensa e garante a integridade territorial de um Império de dimensões continentais.
  6. 6. Hípica Paulista A EXPOSIÇÃO
  7. 7. NA MÍDIA Os Construtores do Brasil E6 Criação e Realização Conselho da Comunidade Luso-Brasileira do Estado de São Paulo Presidente Antonio de Almeida e Silva Idealização Vital Vieira Curto Secretário-Geral Fernando Gouveia Ficha Técnica Curadoria, Pesquisa e Textos Sônia Maria de Freitas Edição de Texto José Roberto Miney Designer Gráfico Cláudia Varella Ferreira Magalhães Fotografias e Reproduções Alex Salim Pesquisa Iconográfica Maria Alice Bragança Revisão Zepa Ferrer Montagem/Execução/Itinerância Oficina de Artes/Marcos Albertin Agradecimentos Casa Ilha da Madeira de São Paulo (Acervo) Casa de Portugal de São Paulo (Biblioteca) Clube Português (Biblioteca) Centro de Comunicação Social do Exército Brasileiro-CCOMSEx Projeto Fortalezas Multimídia, Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC Realização Patrocínio Apoio Cultural SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO FRENTE PARLAMENTAR LUSO-BRASILEIRA
  8. 8. Contar a história da história em quadrinhos por meio de painéis que compunham uma exposição itinerante que percorreu diversas cidades do estado de São Paulo A História da História em Quadrinhos O GATO FÉLIX / Felix the Cat (1923) de Pat Sullivan. Sucesso nos filmes de animação, virou quadrinhos. Criado por Otto Messmer para o produtor australiano radicado nos Estados Unidos. Também foi a primeira imagem transmitida pela TV. MICKEY MOUSE (1929) de Walt Disney. Desenhado por Ub Iwerks. Batizado como Mortimer, rebatizado pela Sra. Disney, começou nos desenhos animados, chegando depois aos quadrinhos. Serviu de base para o império: cinema, TV, parques, brinquedos... TARZAN (1929) de Hal Foster. Em janeiro, dia 7, começa a versão em tiras do sucesso dos romances. Inicia o Gênero aventura nos comics e começa a chamada ¨Era Dourada¨ dos anos 30, dos quadrinhos. Posteri- ormente, Burne Hogarth dá o visual definitivo do rei das selvas. A História da História em Quadrinhos 05 A História da História em Quadrinhos 11 ASTERIX (1959) de René Goscinny e Uderzo. Dentro da revista francesa Pilote surge mais um fenômeno mun- dial. Texto irresistível, humor particular e personagens marcantes. Sem dúvida, um dos melhores escritores da França. BARBARELLA (1962) de Jean-Claude Forest. MAD (1952) de Harvey Kurtzman. Revista de sátira criada pelo escritor e desenhista KURTZMAN para o editor Gaines. Com os ilustradores Elder, Davis e Wood virou os Estados Unidos de perna para o ar. HOMEM ARANHA / Spiderman (1962) Stan Lee e Steve Ditko. Editor da Marvel consolida-se como um dos maiores criadores de mitos nos gibis. Alain chama-o de Homero de nosso tempo. Inventou Fantastic Four, Thor, Hulk, etc. de Jean-Claude Forest. HOMEM ARANHA / Spiderman (1962) Stan Lee e Steve Ditko.Stan Lee e Steve Ditko. Editor da Marvel consolida-se como um dos maiores criadores de mitos nos gibis. Alain chama-o de Homero de nosso tempo. Inventou Fantastic Ficção científica e sexo. Um misto de Brigitte Bardot e Flash Gordon. Uma ninfomaníaca no espaço. Antevisão da liberação feminina, virou filme famoso. A História da História em Quadrinhos A MULHER ENIGMA / La femme piége (1986)de Enki Bilal. Este iugoslavo radicado na França, com seus desenhos sombrios, kafkanianos, conquistou um espaço nos álbuns de luxo. Diversas criações suas se destacam na ficção científica e política. AKIRA (1986) de Katsuhiro Otomo. Saga futurista japonesa. Mangá que virou desenho animado de vanguarda, com técnica especial. Publicada e branco e preto no Japão, colorizada por computador nos Estados Unidos por Steve Oliff, virou Cult DRUUNA (1987) de Paolo Eleuteri Serpieri. Ficção Científica invadida por uma doença que transforma seres em monstros. Mas o público preferiu as formas exuberantes da heroína. ALAN MOORE (1988). Enquanto F. Miller revitalizou os super-heróis, este escritor inglês, em ¨Watchmen¨ declarou tê-los assassinado. Fez ¨V de Vingança¨, ¨A Piada Mortal¨, formando o trio de esperança com Miller e Gaiman. 15 Direção de Arte
  9. 9. A EXPOSIÇÃO
  10. 10. NA MÍDIA
  11. 11. Direção de Arte Mais uma vez atuando com a curadora do espaço, Marisa Barda, Cláudia traduziu em painéis e outros materiais cada detalhe dos projetos de arquitetura apresentados. Um dos pontos altos de seu trabalho foi um mapa gigante que adesivou boa parte do piso do espaço, permitindo aos visitantes terem uma real noção das dimensões dos projetos e como se integravam. Condomínio ResidenCial Heliópolis o volume cilíndrico do edifício se insere dentro de um parque para pedestres, pois o estacionamento foi colocado no lado externo. É a relação espaço privado/público na convivência: é o passo importante de cidadania e dignidade que procuramos na arquitetura. os edifícios são de quatro pavimentos – de quatro apartamentos por andar – mais o térreo, que é ocupado por apenas dois apartamentos e o restante, para convivência das crianças. esses dois apartamentos no térreo permitem moradia às pessoas com dificuldade de locomoção. O apartamento, com área interna de 50 m2, possui dois dormitórios.A sala beneficiada pela curva do edifício tem 6,5 m de frente.Todas as dependências com ventilação direta. as cores são parte da arquitetura. participarão do dia a dia dos moradores e ajudarão na identidade do edifício circular e de cada pavimento. CiClofaixa entre parques a Ciclofaixa operacional entre parques é um projeto da prefeitura do Município de são paulo a partir de uma idéia da seMe – secretaria Municipal de esportes, lazer e recreação, desenvolvido, implantado e operado pela sMt – secretaria Municipal de transportes em parceria com a iniciativa privada pela Bradesco seguros. seu objetivo é p de promover a ligação entre alguns parques da cidade através de ciclofaixas, proporcio- nando à população uma forma de lazer seguro e saudável, ao mesmo tempo em que divulga as regras e a sinalização de trânsito para os ciclistas de acordo com o Código de trânsito Brasileiro . iniciado com 10 Km de ciclofaixa, ligando o parque das Bicicletas, parque do ibirapuera e parque do povo, com horário de operação aos domingos das 07:00 às 12:00 hs, atualmente conta com mais 35 Km agre- gando ao seu trajeto o parqueVilla lobos e o futuro parque Clube do Chuvisco, perfazendo atualmente o total de 45 Km. também foi ampliado o horário de funcionamento da ciclofaixa que atualmente inclui além dos domingos, feriados nacionais das 07:00 às 16:00 hs. a aceitação pela população tem sido muito positiva e atualmente a freqüência aproximada é 40 mil ciclistas por domingo. Secretaria municipal de Transportes Apesar de situado na área central, o Grotão está ligado apenas por uma via aos sistemas de circulação. Isolada, com erosões e deslizamentos, é uma das muitas áreas de alto risco.A remoção dos moradores criou um vazio no tecido antes denso. Planeja-se tornar o vazio em áreas produtivas e públicas, com um projeto social voltado para o crescimento dos assentamentos e melhoria da infraestrutura.Além de estabilizar o solo,eliminando a erosão,a intervenção une o tecido urbano e o integra ao programa composto de equipamentos esportivos, centro comunitário, produção agrícola, comercio, transporte, infraestrutura, novas moradias e escola de música. Na zona mais baixa estariam ponto de ônibus, campo de futebol, centro comunitário, e a escola de música, com salas de aula e de apresentação e estúdios de gravação. Esse espaço musical, vital para a área, leva música para as favelas, atendendo todos os jovens. A mais elevada contém novas moradias para aqueles removidos das áreas de risco. Espaços comerciais, no primeiro nível, são uma atração para a rua. Os arquitetos devem se tornar um elo entre o planejamento de “cima para baixo“ e as iniciativas de “baixo para cima“,acabando com as discórdias.A prioridade será equipar a comunidade com infraestrutura necessária, além de prover com equipamento as áreas de saúde, educação, cultura e esporte. O modelo proposto visa soluções espaciais às necessidades da sociedade,igualdade ao acesso à moradia,emprego,tecnologia,serviços, educação e recursos – direitos fundamentais para um morador de qualquer cidade. A Secretaria Municipal de Habitação convida para o lançamento do livro Renova SP - Concurso de Projetos de arquitetura e Urbanismo Organização: Marisa Barda e Elisabete França Dia 22 de novembro, às 19h Na OCA – Parque do Ibirapuera – São Paulo, SP Espaço Prefeitura de São Paulo na nonaBia Esta publicação traz o histórico, desenvolvimento e projetos selecionados no Concurso de Arquitetura e Urbanismo, organizado pela Secretaria Municipal de Habitação, com consultoria do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB-DN), entre maio e agosto de 2011. HABITAÇÃO Espaço da Prefeitura de São Paulo na IX Bienal Internacional de Arquitetura
  12. 12. AEXPOSIÇÃOOCAdoParqueIbirapuera-SãoPaulo
  13. 13. NA MÍDIA
  14. 14. Direção de Arte Visionário, inovador e personalidade marcante na integração de Brasil e Portugal, o Comendador foi o foco desta exposição apresentada nos dois países, primeiro em Lousã (Portugal) e depois em Espírito Santo do Pinhal - SP (Brasil). Localização administrativa do concelho* da Lousã * Concelho equivalente a subdistrito Acervo: Biblioteca Municipal Comendador Montenegro. Lousã. Portugal. Vila da Lousã A vila da Lousã, sede concelho, situa-se a 28 km sudoeste de Coimbra, na margem direita do rio Arouce afluente da margem esquerda do rio Ceira, que conflui no Mondego a 4 km de Coimbra. A nível administrativo, o concelho da Lousã é composto por seis freguesias – Casal de Ermio, Foz de Arouce, Lousã, Serpins, Gândaras, Vilarinho e faz parte do distrito de Coimbra. Quase um terço do concelho estende-se por parte da Serra da Lousã, serra queQuase um terço do concelho estende-se por parte da Serra da Lousã, serra que marca o limite sudoeste da Cordilheira Central. João Elisário de Carvalho Montenegro. Coleção: Nina Montenegro Ferreira. Vista do Rio de Janeiro. Debret. Foz de Arouce SerpinsCasal Ermio VilarinhoGândaras Lousã
  15. 15. Praça da Independência - Espírito Santo do Pinhal Praça da Independência - Espírito Santo do Pinhal Biblioteca Comendador Montenegro - Lousã - Portugal A EXPOSIÇÃO
  16. 16. NA MÍDIA SÁBADO, 27/8/2011 B5 Ela ficará ao redor do coreto da praça da Independência até 29 de setembro Olívia RamOn Inauguradanosábado,20,aexposição Vida e Obra do Comendador Monte- negro: entre Portugal e Brasil ficará na praça da Independência até dia 29 de setembro. Com curadoria e textos da historiadora Sônia Maria de Freitas, a exposiçãoécompostapor18painéisque contam a trajetória do comendador, a vinda dele ao Brasil, suas ideias liberais e democráticas em uma sociedade mo- nárquica e escravagista, a fundação da colônia Nova Louzã, ações beneficentes feitasporeleemPortugalenoBrasileo reconhecimentodeseupapelemambos os países. A execução e montagem dos painéis foram feitas por Marcos Edu- ardo Albertin, que utilizou dormentes de trem retirados de entulhos para emoldurar as imagens e textos. Cláudia VarellaFerreiraMagalhãesfoiarespon- sável pelo design gráfico e Fernando de PaulaAssispelareproduçãofotográfica. A comissão organizadora do evento é formada por Carolino Francisco Sucu- pira,EliseuMartinseValériaAparecida Rocha Torres. ApósumabreveapresentaçãodaBanda Filarmônica Cardeal Leme, Carolino deu início à solenidade de abertura da exposição. Explicou que a finalidade da homenagem“aindaquedeformasingela frenteàpereneexpressãodavidaeobra docomendadorMontenegro”eraresga- tarahistóriadeJoãoElisáriodeCarvalho Montenegro.“Estamosconvictosdeque elenoslegouumpassadoextraordinaria- mentesignificativoexpressonasobrase nos feitos que organizaram e pensaram a nossa cidade, conferindo a ela feições próprias de uma cidade pioneira, van- guardista, contemporânea aos ideais de liberdade e cidadania”. Nina Montenegro Ferreira, 92 anos, sobrinha-neta do comendador Mon- tenegro, veio prestigiar o evento. Com muita vitalidade, disse ser uma grande satisfação representar a família Mon- tenegro na abertura da exposição. “O falecidotioJoãofoiumhomemàfrente de seu tempo, pelo seu sistema de vida e por suas ideias e iniciativas. Huma- nista, sempre preocupado com uma sociedademaisjusta.Queroagradecera historiadoraSôniaquetemsededicado adivulgaramemóriadocomendadore acomissãoorganizadoraquenãomediu esforços para realizar esta homenagem ao meu tio João”. A prefeita Marilza Roberto da Costa lembrou alguns momentos da vida de Montenegroeressaltouaimportânciada exposição.“Apopulaçãodevevirconhe- cerahistóriadeEspíritoSantodoPinhal por meio das histórias tão lindas que envolvem o comendador Montenegro, umhomemmuitocultoeinovador.Nós precisamos mesmo conhecer a nossa história”. Ela ainda se lembrou da vinda Um breve olhar sobre Montenegro Nascido em 24 de junho de 1823, naviladaLousã,distritodeCoimbra, João Elisário de Carvalho Monte- negro é considerado o pioneiro na emigração lousanense para o Brasil. Com apenas 16 anos desembarcou na cidade do Rio de Janeiro onde se dedicouaocomérciotransferindo-se, pouco tempo depois, para a então província de São Paulo. Homem de visão alargada, com ideias democráticas e humanistas muito avançadas para a época, a abolição da escravatura e do latifún- dio tornaram-se as suas principais bandeiras de luta. Em Portugal —e também no Brasil— as suas iniciati- vas e ações de benemerências foram notáveis. Na sua terra natal, o co- mendadorMontenegroparticipouda fundaçãodoHospitaldeSãoJoão,no InstitutoD.LuisIedaprimeirabiblio- tecapública,quehojelevaoseunome. Faleceuem8demaiode1915,aos91 anos, na Vila Montenegro, na cidade deEspíritoSantodoPinhal,ondeestá sepultado em túmulo simples. ExpOsiçãO Exposição sobre comendador Montenegro é inaugurada docondeD’Euedoimperadord.Pedro II a Nova Louzã para conhecer a forma de trabalho assalariado inaugurada por Montenegro em sua fazenda, de sua batalha —juntamente com barão de MotaPaes—paraqueaestradadeferro mogiana chegasse até Pinhal e de seu valiosoauxílionafundaçãodoHospital Francisco Rosas. Eliseu Martins complementa dizendo queocomendadorMontenegrotambém foiofundadordogrêmioportuguêsaqui em Pinhal e também da Sociedade Ita- lianadeMútuoSocorroDanteAlighieri. “Veja o espírito dele. E não foi só aqui. LánacidadedeLousã,emPortugal,ele também fundou o hospital, a biblioteca eafilarmônica,ouseja,Montenegroera um homem que não pensava só nele, não pensava só na comunidade muito próxima,masestendiaseusbraçospara lugares longínquos”. Eliseu destacou que o mérito da exposição é também o de poder juntar histórias e pessoas. “A Elvirinha Florence trouxe a certidão de casamento do avô que está assinada porFranciscoRosasepelocomendador Montenegrocomotestemunhas.Conver- sandocomodr.JoséAntônioVergueiro Costa, ele lembrou que seu tataravô e bisavô assinaram a ata de fundação do hospital Francisco Rosas junto com co- mendador,aquinaigrejaMatriz.Ouseja, agentevaijuntandopedaçosdahistória. E isso é importante para nos motivar. Temos de olhar para trás para tomar- mos como exemplo para hoje e para o futuro. E nós temos neste município um conjunto muito grande de pessoas nestasituação.Eprecisamosdeiniciativa —que não precisam ser iguais, podem ser mais pomposas, mais simples, feitas de outra maneira, com criatividade”. E prossegue: “quantos pinhalenses ou quantas pessoas que mudaram para cá etêmtodooméritoparaseremolhados e vistos como exemplos? Pessoas que tambémcometeramseuserros,também tiveram seus detratores, foram muito malfaladosemalgunsmomentos,como todos. A vida é assim. Mas precisamos olhar o que sobrou das atitudes e das decisões destas pessoas, porque nós temoscondiçõesdefazermosasmesmas coisas e incentivar a juventude para que faça cada vez mais isso”. A pesquisa Sônia Maria de Freitas, doutora em HistóriaSocialpelaUniversidadedeSão Paulo (USP) e especialista em História Oral pela University of Essex, ao longo dosúltimos11anostemestudadoaimi- graçãoportuguesa,opapeldesempenha- do pelos imigrantes portugueses para o desenvolvimento do país e a herança cultural lusitana no Brasil. “Busco mos- traraosbrasileirosaimportância—nem semprepercebida—dosimigrantespor- tugueseseseusfilhosparanossahistória enaformaçãodenossacultura.Afinal,as históriasdeBrasilePortugalsecruzaram várias vezes ao longo dos últimos 511 anos,emmomentosquevãodachegada dascaravelasaomovimentooperário,do desenvolvimentoeconômicoàrepressão políticaeàdemocratizaçãonosdoispa- íses. Num entrelaçamento de Memória e História, construiu-se uma memória compartilhada, pois a história portu- guesasecruzacomahistóriabrasileira”. Durantesuapesquisa,Sôniadescobriu a história de João Elisário de Carvalho Montenegro,ocomendadorMontenegro —ou ‘tio João’ como era chamado por muitos dos seus afilhados em Pinhal. E, desde então, ela pesquisa sua trajetória comintuitodereconstruirasuamemó- ria histórica. Ahistoriadoraconsidera“umagrande honra” poder apresentar a exposição Vida e Obra do Comendador Monte- negro ao município de Espírito Santo ComcuradoriaetextosdahistoriadoraSôniaMariadeFreitas,aexposiçãoécompostapor18painéisquecontamatrajetóriadocomendadorMontenegro AexecuçãoemontagemdospainéisforamfeitasporMarcosEduardoAlbertin ABandaFilarmônicaCardealLemefezumabreveapresentaçãoantesdoiníciodasolenidadenocoretodapraçadaIndependência MarilzaRobertodaCostaaoladodahistoriadoraSoniaFreitas EliseuMartinseCarolinoFranciscoSucupirasãomembrosdacomissãoorganizadoradoeventojuntamentecomValériaRochaTorres Asobrinha-netadocomendador,NinaMontenegro,eElviraFlorence CláudiaMagalhães,designergráfica de Pinhal. Amesmaexposiçãofoiinauguradana Biblioteca Municipal da Lousã, hoje Bi- bliotecaMunicipalComendadorMonte- negroem28deabril,comapresençade familiaresdocomendadorresidentesem Portugal,dovice-presidentedaCâmara Municipal da Lousã, Luis Antunes, do vereadordaCulturaedaEducação,Hél- derBrunoMartins,liderançaspolíticas, acadêmicos e público em geral. “Na oportunidade, o vereador saudou ospresentesafirmandoque‘ocomenda- dor Montenegro ligou as nossas terras de forma profundamente humana e deixou em ambos os povos uma marca inolvidável de humanismo, altruísmo, filantropia, igualdade, fraternidade e liberdade, valores estes que fazem de Montenegro, mais do que uma refe- rência luso-brasileira, uma verdadeira referência universal’”, lembra Sônia. E complementa: “que a memória do comendador Montenegro seja sempre preservada. Que os seus ideais e ações em prol de uma sociedade mais justa e democrática sejam exemplos para todos nós”. FOTOS: OLÍVIA RAMON AexecuçãoemontagemdospainéisforamfeitasporMarcosEduardoAlbertin ABandaFilarmônicaCardealLemefezumabreveapresentaçãoantesdoiníciodasolenidadenocoretodapraçadaIndependência vinda dele ao Brasil, suas ideias liberais e democráticas em uma sociedade mo LánacidadedeLousã,emPortugal,ele também fundou o hospital, a biblioteca eafilarmônica,ouseja,Montenegroera um homem que não pensava só nele, não pensava só na comunidade muito próxima,masestendiaseusbraçospara lugares longínquos”. Eliseu destacou que o mérito da exposição é também o de poder juntar histórias e pessoas. “A Elvirinha Florence trouxe a certidão de casamento do avô que está assinada porFranciscoRosasepelocomendador Montenegrocomotestemunhas.Conver sandocomodr.JoséAntônioVergueiro Costa, ele lembrou que seu tataravô e bisavô assinaram a ata de fundação do hospital Francisco Rosas junto com co mendador,aquinaigrejaMatriz.Ouseja, agentevaijuntandopedaçosdahistória. E isso é importante para nos motivar. Temos de olhar para trás para tomar mos como exemplo para hoje e para o futuro. E nós temos neste município um conjunto muito grande de pessoas nestasituação.Eprecisamosdeiniciativa —que não precisam ser iguais, podem ser mais pomposas, mais simples, feitas de outra maneira, com criatividade”. E prossegue: “quantos pinhalenses ou quantas pessoas que mudaram para cá etêmtodooméritoparaseremolhados e vistos como exemplos? Pessoas que tambémcometeramseuserros,também tiveram seus detratores, foram muito malfaladosemalgunsmomentos,como todos. A vida é assim. Mas precisamos olhar o que sobrou das atitudes e das decisões destas pessoas, porque nós temoscondiçõesdefazermosasmesmas coisas e incentivar a juventude para que Sônia Maria de Freitas, doutora em HistóriaSocialpelaUniversidadedeSão Paulo (USP) e especialista em História Oral pela University of Essex, ao longo dosúltimos11anostemestudadoaimi graçãoportuguesa,opapeldesempenha do pelos imigrantes portugueses para o desenvolvimento do país e a herança cultural lusitana no Brasil. “Busco mos traraosbrasileirosaimportância—nem semprepercebida—dosimigrantespor tugueseseseusfilhosparanossahistória enaformaçãodenossacultura.Afinal,as históriasdeBrasilePortugalsecruzaram várias vezes ao longo dos últimos 511 anos,emmomentosquevãodachegada dascaravelasaomovimentooperário,do desenvolvimentoeconômicoàrepressão e democráticas em uma sociedade mo- nárquica e escravagista, a fundação da colônia Nova Louzã, ações beneficentes feitasporeleemPortugalenoBrasileo reconhecimentodeseupapelemambos os países. A execução e montagem dos painéis foram feitas por Marcos Edu- ardo Albertin, que utilizou dormentes de trem retirados de entulhos para emoldurar as imagens e textos. Cláudia VarellaFerreiraMagalhãesfoiarespon- sável pelo design gráfico e Fernando de PaulaAssispelareproduçãofotográfica. A comissão organizadora do evento é formada por Carolino Francisco Sucu- pira,EliseuMartinseValériaAparecida Rocha Torres. ApósumabreveapresentaçãodaBanda Filarmônica Cardeal Leme, Carolino deu início à solenidade de abertura da exposição. Explicou que a finalidade da homenagem“aindaquedeformasingela frenteàpereneexpressãodavidaeobra docomendadorMontenegro”eraresga- tarahistóriadeJoãoElisáriodeCarvalho Montenegro.“Estamosconvictosdeque elenoslegouumpassadoextraordinaria- mentesignificativoexpressonasobrase nos feitos que organizaram e pensaram a nossa cidade, conferindo a ela feições próprias de uma cidade pioneira, van- guardista, contemporânea aos ideais de liberdade e cidadania”. Nina Montenegro Ferreira, 92 anos, sobrinha-neta do comendador Mon- tenegro, veio prestigiar o evento. Com muita vitalidade, disse ser uma grande satisfação representar a família Mon- tenegro na abertura da exposição. “O falecidotioJoãofoiumhomemàfrente de seu tempo, pelo seu sistema de vida e por suas ideias e iniciativas. Huma- nista, sempre preocupado com uma sociedademaisjusta.Queroagradecera historiadoraSôniaquetemsededicado adivulgaramemóriadocomendadore acomissãoorganizadoraquenãomediu esforços para realizar esta homenagem ao meu tio João”. A prefeita Marilza Roberto da Costa lembrou alguns momentos da vida de Montenegroeressaltouaimportânciada exposição.“Apopulaçãodevevirconhe- cerahistóriadeEspíritoSantodoPinhal por meio das histórias tão lindas que envolvem o comendador Montenegro, umhomemmuitocultoeinovador.Nós precisamos mesmo conhecer a nossa história”. Ela ainda se lembrou da vinda eafilarmônica,ouseja,Montenegroera um homem que não pensava só nele, não pensava só na comunidade muito próxima,masestendiaseusbraçospara lugares longínquos”. Eliseu destacou que o mérito da exposição é também o de poder juntar histórias e pessoas. “A Elvirinha Florence trouxe a certidão de casamento do avô que está assinada porFranciscoRosasepelocomendador Montenegrocomotestemunhas.Conver sandocomodr.JoséAntônioVergueiro Costa, ele lembrou que seu tataravô e bisavô assinaram a ata de fundação do hospital Francisco Rosas junto com co mendador,aquinaigrejaMatriz.Ouseja, agentevaijuntandopedaçosdahistória. E isso é importante para nos motivar. Temos de olhar para trás para tomar mos como exemplo para hoje e para o futuro. E nós temos neste município um conjunto muito grande de pessoas nestasituação.Eprecisamosdeiniciativa —que não precisam ser iguais, podem ser mais pomposas, mais simples, feitas de outra maneira, com criatividade”. E prossegue: “quantos pinhalenses ou quantas pessoas que mudaram para cá etêmtodooméritoparaseremolhados e vistos como exemplos? Pessoas que tambémcometeramseuserros,também tiveram seus detratores, foram muito malfaladosemalgunsmomentos,como todos. A vida é assim. Mas precisamos olhar o que sobrou das atitudes e das decisões destas pessoas, porque nós temoscondiçõesdefazermosasmesmas coisas e incentivar a juventude para que faça cada vez mais isso”. A pesquisa Sônia Maria de Freitas, doutora em HistóriaSocialpelaUniversidadedeSão Paulo (USP) e especialista em História Oral pela University of Essex, ao longo dosúltimos11anostemestudadoaimi graçãoportuguesa,opapeldesempenha do pelos imigrantes portugueses para o desenvolvimento do país e a herança cultural lusitana no Brasil. “Busco mos traraosbrasileirosaimportância—nem semprepercebida—dosimigrantespor tugueseseseusfilhosparanossahistória enaformaçãodenossacultura.Afinal,as históriasdeBrasilePortugalsecruzaram várias vezes ao longo dos últimos 511 anos,emmomentosquevãodachegada dascaravelasaomovimentooperário,do desenvolvimentoeconômicoàrepressão tarahistóriadeJoãoElisáriodeCarvalho Montenegro.“Estamosconvictosdeque elenoslegouumpassadoextraordinaria mentesignificativoexpressonasobrase nos feitos que organizaram e pensaram a nossa cidade, conferindo a ela feições próprias de uma cidade pioneira, van guardista, contemporânea aos ideais de liberdade e cidadania”. Nina Monten sobrinha-neta do comendador Mon tenegro, veio prestigiar o evento. Com muita vitalidade, disse ser uma grande satisfação representar a família Mon tenegro na abertura da exposição. “O falecidotioJoãofoiumhomemàfrente de seu tempo, pelo seu sistema de vida e por suas ideias e iniciativas. Huma nista, sempre preocupado com uma sociedademaisjusta.Queroagradecera historiadoraSôniaquetemsededicado adivulgaramemóriadocomendadore acomissãoorganizadoraquenãomediu esforços para realizar esta homenagem ao meu tio João”. A prefeita Marilza Roberto da Costa lembrou alguns momentos da vida de Montenegroeressaltouaimportânciada exposição.“Apopulaçãodevevirconhe cerahistóriadeEspíritoSantodoPinhal por meio das histórias tão lindas que envolvem o comendador Montenegro, umhomemmuitocultoeinovador.Nós precisamos mesmo conhecer a nossa história”. Ela ainda se lembrou da vinda
  17. 17. Direção de Arte Em sua terceira parceria com a arquiteta Marisa Barda, couberam a Cláudia, novamente, a confecção dos painéis e outros materiais que desta vez apresentavam o desafio de trazarem informações extremamente técnicas, com grande número de plantas, fotos aéreas e esquemas. O resultado foi tanto informativo quanto visualmente agradável. 201120102008200720062005 Habisp: organização de todas as informações disponíveis so- bre demanda habitacional e assentamentos informais num único sistema de informações. Cooperação técnica com a Ali- ança de Cidades (Cities Alli- ance) para planejamento es- tratégico e disseminação de resultados do Habisp. Implantação do sistema de priorização de intervenções. Levantamento amostral da po- pulação moradora em assenta- mentos pela Fundação Seade. Seminário Internacional pro- movido pela Aliança de Cida- des e Sehab – Urbanização de Favelas em São Paulo, Mum- bai, Cairo, Ekurhulene, Lagos e Manila. Plano Municipal de Habitação 2009-2024se Divulgação do novo mapa de riscos do IPT. Concurso Renova-SP lança as bases para uma nova prática de projetos: o Plano Urbanísti- co que irá integrar as inter- venções no assentamento com seus bairros. www.habisp.inf.br Cities Alliance Fundação Seade Seminário Internacional PMH Concurso Renova SP PLAno MUnICIPAL DE HAbITAção DE São PAULo PMH 2009-2024 8484 0-20 20-40 40-60 60-80 80-100 Índice de Priorização (Loteamentos) Rodovias Vias principais 1 Vias principais 5 Escala 1 068_120 HabiSP.indd 84 12/5/08 12:45:02 PM 8282 0-20 20-40 40-60 60-80 80-100 Índice de Priorização (Favelas) Rodovias Vias principais Vias coletoras 068_120 HabiSP.indd 82 12/5/08 12:44:33 PM A Prefeitura da Cidade de São Paulo, em seu propósito de construir uma cidade mais justa e sustentável, apresenta o Plano Municipal da Habitação (PMH) para debate público. ApresenteversãodoPlano,resumidanesteencarteedisponívelemversãocompletanositewww.habisp.inf.br,foi construídaapartirdasomadeconhecimentostécnicosevivênciaspráticasdetodososagentesenvolvidoscoma questão habitacional na cidade de São Paulo – técnicos da Secretaria Municipal de Habitação (Sehab), consultores especializados, conselheiros municipais de habitação representantes dos diversos segmentos sociais. As propostas aqui apresentadas visam solucionar grande parte dos problemas habitacionais da cidade para o período compreendido entre 2009 e 2024, correspondente a quatro gestões municipais. Com mais de 11 milhões de habitantes, São Paulo é a cidade mais populosa e economicamente pujante do país, e a que apresenta os maiores desafios para as políticas públicas municipais. Como garantir moradia digna para todos os seus habitantes e, ao mesmo tempo, preservar os recursos naturais e evitar desastres ambientais como enchentes ou escorregamentos? Como garantir que o direito à moradia digna seja ampliado como direito à cidade? As respostas a essas questões extrapolam o âmbito da política habitacional, o que torna imprescindível a articulação entre políticas públicas setoriais. No presente momento, em que União, Estados e Municípios vêm elaborando seus planos de habitação, somam-se aindaasdisposiçõesdaLeiFederalnº11.445/05,queestabeleceudiretrizesnacionaisparaosaneamentobásico. Asimultaneidadedessesdoisprocessosdepolíticapúblicatemrendidooportunidadesdealinhamentodasações– tanto na compreensão do problema quanto na formulação de programas e formas de aplicação dos recursos financeiros, técnicos e humanos. Os princípios básicos que nortearam a elaboração do Plano – moradia digna, justiçasocial,sustentabilidadeambiental,gestãodemocráticaeeficiente–estãoalinhadoscomoqueestabelecem a Constituição Federal, o Estatuto da Cidade, o Plano Diretor Estratégico do Município e as Metas do Milênio. Alémdaintegraçãocomosgovernosestadualefederal,oPlanopropõequetodososprogramashabitacionaissejam articulados com ações de outros setores do poder público, como a implantação de áreas verdes, equipamentos sociais ou serviços de saneamento. Nessesentido,oPMHsearticulacomoPlanoMunicipaldeSaneamentoAmbientalIntegrado,aprovadoemfevereiro de 2010 e disponível para consulta no site www.habisp.inf.br. Este plano orienta os investimentos da Sabesp no município e direciona parte de seu retorno financeiro para o Fundo Municipal de Saneamento, parcialmente destinado a obras de urbanização de assentamentos precários. A Sehab, no tocante à política de habitação de interesse social, divide o município em seis regiões administrativas, que correspondem a um conjunto de subprefeituras. Noentanto,paragarantirqueaintegraçãodasaçõestenhaefeitospositivosnamelhoriadaqualidadeurbanísticae ambientaldoterritóriomunicipal,opresentePlanoadotouasub-baciahidrográficacomounidadedeplanejamento, dentrodaqualforamdelimitadosperímetrosdeaçãointegrada.Oplanejamentoparaessesperímetrospressupõe, assim, a compreensão de todos os elementos urbanos que configuram o território, bem como sua integração ao conjunto das políticas públicas das três esferas de governo. Além da articulação entre políticas públicas, é necessário que a Secretaria Municipal de Habitação estimule a participação dos agentes privados na produção de habitação de interesse social, seja através da revisão da legislação urbanística e edilícia, seja por meio de incentivos à obtenção de imóveis (terrenos ou edifícios) para produção de HIS, seja, ainda, através de incentivos ao mercado de locação privado. Portanto, caberá à Secretaria Municipal de Habitação um papel preponderante de articulação institucional para garantir que a soma de esforços dos diversos agentes públicos e privados tenha sucesso no enfrentamento dos desafios colocados pela São Paulo do século XXI. HABITAÇÃO Plano Municipal de Habitaçãowww.habisp.inf.br Cidade de são Paulo PMH 2009-2024secretaria Municipal de Habitação Cartilha PMH_Capa.indd 1 17/11/10 12:01 A partir de 2005, a Secretaria Municipal de Habitação implantou as bases de um processo contínuo de planejamento para explicitar os critérios de decisão e nortear os investimentos públicos a médio e longo prazo. Apoiado num sistema abrangente de informações sobre as condições de moradia na cidade, o Plano Municipal de Habitação (PMH) estabelece as metas de atendimento entre 2009 e 2024. Com enfoque voltado prioritariamente para a solução dos problemas dos assentamentos informais, o PMH se pautou por: • estabelecer critérios técnicos claros de priorização de intervenção; • articular a ação habitacional com outras ações públicas de requalificação urbanística, ambiental e social; • articular investimentos municipais com os estaduais e federais para equa- cionar o desafio da provisão habitacional. A priorização das intervenções se baseia em quatro indicadores de cada assentamento: incidência de risco geológico, vulnerabilidade social, infraestru- tura existente e saúde. ínDICE DE SAúDE ínDICE DE vULnERAbILIDADE SoCIALáREAS DE RISCo A partir daí, as intervenções foram planejadas no território da sub-bacia hidrográfica, de forma a potencializar a contribuição da urbanização de as- sentamentos às intervenções de saneamento. Os indicadores de priorização foram aplicados às sub-bacias, priorizadas em função do número de assenta- mentos existentes em seu território e de suas condições de precariedade. No interior das 99 sub-bacias da cidade foram traçados cerca de 300 Períme- tros de Ação Integrada (PAIs), que articulam diferentes programas habitacio- nais e programas de saneamento a cargo da Sabesp – Córrego Limpo, Tietê fase 3 (coletores tronco de esgoto), e programas municipais de implantação de equipamentos públicos e de parques lineares (Secretaria do Verde e do Meio Ambiente). Além disso, a implementação das redes sociais extrapola os limites dos assentamentos e atinge os equipamentos e atores sociais dos bairros vizinhos. Grau 4 Grau 5 Grau 6 Grau 1 Grau 2 Grau 3 60-80 80-100 0-20 20-40 40-60 2009 2012 2016 2020 2024
  18. 18. AEXPOSIÇÃOMuseudaCasaBrasileira-SãoPaulo
  19. 19. NA MÍDIA

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