Crise do feudalismo: as transformações no sistema feudal

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Crise do feudalismo: as transformações no sistema feudal

  1. 1. Crise do Feudalismo: As Transformações no Sistema Feudal Prof. Douglas Barraqui
  2. 2. SÉC. XIII – XIV  Pessoas saiam do campo para cidade;  Gradativa centralização do poder;  O comércio renasceu;  As cidades renasceram;  População sofria com doenças, fome e as guerras; As transformações
  3. 3. SÉC. XI  “Paz de Deus” e “Trégua de Deus” (proibia as guerras nos domingos e dias santos);  Arroteamento (tornar as áreas improdutivas do feudo em locais apropriados para cultivo agrícola); As transformações
  4. 4. INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS  Charrua;  Cangalha;  Rotação trienal de culturas,  Moinho de Vento e Água; As transformações
  5. 5. Charrua (arado de ferro)Charrua (arado de ferro)  Possibilitou escavar solos mais resistentes e com uma maior profundidade.  Aumento da produção agrícola. As transformações
  6. 6. Cangalha 1- canzil; 2- fura da canga; 3- tamoeiro 4- brocha. As transformações
  7. 7. As transformações Rotação de Culturas O trigo, por exemplo, que rendia em média dois grãos por espiga, passou a render cin-co grãos. Isso resultou em um aumento total de 150% na quantidade de trigo disponível. Atualmente, cada espiga gera, em média, 40 grãos.
  8. 8. As transformações Os moinhos acionados por rodas-d’água ou por cata-ventos, que foram aprimorados e tiveram seu uso amplamente difundido.
  9. 9. As Mudanças no Feudalismo Séc. XI MELHORIAS E AVANÇOS TÉCNICOS ARADO DE FERRO CANGALHA MOINHOS ROTAÇÃO DE CULTURAS Aumento da produtividade Crescimento demográfico RENASCIMENTO COMERCIAL RENASCIMENTO URBNO
  10. 10. “[...] Façamos que aqueles que estão promovendo a guerra entre fieis marchem agora a combater contra os infiéis e conclua em vitória uma guerra que deveria ter se iniciado há muito tempo. Que aqueles que por muito tempo tem sido foragidos, que agora sejam cavaleiros. Que aqueles que estão pelejando com seus irmãos e parentes, que agora lutem de maneira apropriada contra os bárbaros. Que aqueles que estão servindo de mercenários por pequena quantia, ganhem agora a recompensa eterna. Que aqueles que hoje se malograram em corpo tanto como em alma, se dispunham a lutar por uma honra em dobro. [...]” POVO GRITOU: "Deus vult! Deus vult!" ( Deus quer!) Trecho do discurso de Urbano II Concílio de Clermont (França) As Cruzadas e as Ordens Militares
  11. 11.  Cruzadas: expedições religiosas e militares que, entre os séculos XI e XIII, se dirigiram contra aqueles considerados inimigos da cristandade;  Objetivo: reconquista da cidade de Jerusalém, tomada pelos turcos em 1076.  Papa Urbano II – 1095 Concílio de Clermont (França) As Cruzadas e as Ordens Militares CAUSAS:  Causa religiosa: libertar Jerusalém;  Causa econômica: abrir Mediterrâneo;  Causa política: questão da primogenitura;  Causa social: crescimento populacional;
  12. 12. As Cruzadas e as Ordens Militares CONSEQUÊNCIAS DAS CRUZADAS:CONSEQUÊNCIAS DAS CRUZADAS: Crise do sistema feudal, com o enfraquecimento dos senhores que se endividaram para montar exércitos e perderam camponeses;  Despovoamento das terras do norte da Europa; Criação de rotas comerciais pelo mar Mediterrâneo; Revigoramento do comércio entre o Oriente e o Ocidente; Chegada das especiarias do oriente na Europa; O estabelecimento de contatos culturais entre a Europa e o Oriente; Os cruzados contribuíram para a abertura e a recuperação de estradas;
  13. 13. O Renascimento Comercial
  14. 14. O Renascimento Comercial
  15. 15.  No início as cidades eram locais onde os camponeses trocavam suas colheitas por produtos artesanais;  Com o aumento populacional e a chegada das especiarias do oriente o comércio monetário se fortaleceu;  Surge a burguesia; O Renascimento Comercial
  16. 16.  Nas cidades os artesões de um mesmo ofício formavam associações – corporações de ofício;  Corporações protegiam artesãos de uma cidade da concorrência de outras; O Renascimento Comercial
  17. 17. A Europa, a partir do século XI, passou a ser cortada por rotas comerciais terrestres, que ligavam Gênova e Veneza – cidades que monopolizavam as rotas mediterrânicas provenientes da Ásia – à região de Flandres e às cidades da Liga Hanseática, no mar do Norte. Existiam ainda rotas marítimas que contornavam a península Ibérica e chegavam a Bremen, Lübeck e Hamburgo, grandes centros da Liga Hanseática.
  18. 18.  As novas rotas comerciais – comércio de longa distância – gerou maior circulação de mercadorias e exigiu novas formas de pagamento.  Surge a Letra de Cambio;  Para agilizar o comércio, surgiram os primeiros bancos oferecendo as cartas de crédito; O Renascimento Comercial
  19. 19. Crise do século XIV Guerras, doenças e aumento na cobrança de tributos –, levaram ao surgimento de violentas revoltas no campo e nas cidades. A Guerra dos Cem Anos (1337-1453) destruiu os campos cultivados e aumentou a fome, especialmente nos territórios da atual França.
  20. 20. Peste Negra CIDADES MEDIEVAIS Ruas tortuosas Sem coleta de lixo Sem banheiros Favoreceu aparecimento e transmissão de doenças VARÍOLA CÓLERA LEPRA TIFO PESTE NEGRA • Entre 1340 e 1350 matou 25 milhões de pessoas
  21. 21. Sintomas da peste bubônica: calafrios, febre, indisposição, dor de cabeça, dor muscular, convulsões, glândula linfática dolorosa. A dor pode ocorrer na área antes de o inchaço aparece Peste Negra
  22. 22. Peste Negra
  23. 23. As lutas dos camponeses Famintos, cansados e sem a proteção dos senhores, os camponeses deram início, em 1358, às Jacqueries: Revoltas que ocorreram nas regiões francesas da Picardia e da Provença, e nas áreas em torno de Paris. A expressão jacquerie deriva de “Jacques Bonhomme” (equivalente a “joão-ninguém”, em português), apelido que os nobres deram aos camponeses para ridicularizá-los.
  24. 24. As lutas dos camponeses Inglaterra - século XIV, também ocorreram revoltas campo-nesas. Wat Tyler, um dos principais líderes dos revoltosos, era um soldado que tinha combatido nos territórios franceses. Ele liderou um grupo de 10 mil camponeses que foram a Londres em 1381 exigir uma audiência com o rei, pois se opunham a pagar o imposto exigido com a finalidade de financiar a Guerra dos Cem Anos. Esse grupo sofreu a oposição da Igreja e dos nobres. Os manifestantes acabaram matando um bispo e queimando um grande castelo. O líder Wat Tyler foi morto pelo prefeito de Londres e a revolta fracassou.
  25. 25. A principal motivação dos jacques a exploração a que estavam submetidos. Os rebelados queimaram castelos e assassinaram senhores. Apesar de toda a mobilização popular, a revolta foi reprimida e mais de 20 mil camponeses foram massacrados pelos exércitos dos reis e seus aliados As lutas dos camponeses
  26. 26. As lutas urbanas Paris - 1356 e 1358. Étienne Marcel, membro da alta burguesia e uma espécie de prefeito, foi o líder do movimento. Afastado da corte por motivos familiares, Étienne armou o povo para a revolta. O líder tentou unir a rebelião às Jacqueries, porém os dois movimentos foram reprimidos A imagem representa a morte de Étienne Marcel, líder da revolta pela abolição das obrigações feudais para tornar Paris independente.
  27. 27. Crise do século XIV FATORES DA CERISE DO SÉC. XIV Instabilidade Climática; Queda na produção agrícola; Falta de cereais; FOME Doenças; Falta de higiene; Guerras (cruzadas); Baixa taxa de natalidade; Alta taxa de mortalidade (peste negra) Revoltas MORTES Queda na produção agrícola; Aumento dos preços dos alimentos; MISÉRIA CRISE AGRÁRIA CRISE SOCIAL CRISE ECONÔMICA
  28. 28. O CLERO perdeu parte de seus poderes, pois estava menos ligado à aristocracia; As leis de Deus passaram a ser questionadas; Perdeu terras e influência; As Mudanças sociais na Baixa Idade Média
  29. 29. As Mudanças sociais na Baixa Idade Média A NOBREZA Em razão dos problemas econômicos, a aristocracia teve seu poder diminuído;  Muitos nobres perderam suas terras e tiveram de se deslocar para as cidades ou para as cortes reais; Outros procuravam casar as filhas com burgueses ricos.
  30. 30. OS CAMPONESES Depois da peste, das revoltas e do declínio demográfico, muitos conseguiram suas próprias terras e se livraram da servidão. Outros migraram para as cidades, tornando-se trabalhadores livres. As Mudanças sociais na Baixa Idade Média
  31. 31. A BURGUESIA em geral, o grupo mais favorecido, pois, apesar das dificuldades, muitos burgueses compraram terras dos nobres, Passaram a participar e a influenciar cada vez mais do governo das cidades e da administração real. As Mudanças sociais na Baixa Idade Média
  32. 32. Referências CAPELLARI, Marcos Alexandre; NOGUEIRA, Fausto Henrique Gomes. História: ser protagonista - Volume único. Ensino Médio. 1ª Ed. São Paulo: SM. 2010. COTRIM, Gilberto. História Global – Brasil e Geral. Volume Único. Ensino Médio. 8ª Ed. São Paulo: Saraiva 2005. Projeto Araribá: História – 6º ano. /Obra coletiva/ São Paulo: Editora Moderna, 2010. Editora Responsável: Maria Raquel Apolinário Melani. AZEVEDO, Gislane Campos; SERIACOPI, Reinaldo. Projeto Teláris: história 6º ano. São Paulo: Ática, 1º ed., 2012.

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