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SOCIOLOGIA
A CONSTRUÇÃO DA MODERNIDADE
Prof. Douglas Barraqui
A) CONCEITO
René Descartes
“Penso, logo existo”
1.1 MINORIAS
A) Questão Étnico-racial
Charles Darwin
(1809 — 1882)
Edward Tylor
Lewis Morgan
Herbert Spencer
DARWINISMO SOCIAL
RACISMO CIENTÍFICO
MISSÃO CIVILIZADORA
BRANQUEAMENTO
1.1 MINORIAS
A) Questão Étnico-racial
IDEIAS CENTRAIS:
Oposição ao determinismo biológico.
O grande valor do Brasil: MISCIGENAÇÃO.
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de mais próprio e rico.
TESE DA DEMOCRACIA RACIAL
I. GILBERTO FREYRE (1900 — 1987)
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A) Questão Étnico-racial
II. FLORESTAN FERNANDES (1920 — 1995)
IDEIAS CENTRAIS:
Oposição a “Democracia Racial”
Ordem social no Brasil era competitiva.
O negro não possuía as mesmas
condições (oportunidades).
“A Integração do Negro na Sociedade
de Classes” (1964)
B) MINORIAS
I. Questão Étnico-racial
III. THOMAS ELLIOT SKIDMORE (1932 — 2016)
IDEIAS CENTRAIS:
Racismo e a escravidão em
formas modernas .
Trabalhos domésticos,
Trabalhos braçais,
Subempregos
Preto no Branco: raça e nacionalidade no
pensamento brasileiro (1976).
DEMÉTRIO MAGNOLI:
“Feri o princípio de igualdade”
LILIA MORITZ
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É necessárias “corrigir” o
“abismo social” produzido
pela escravidão
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POSITIVA”
1.1 MINORIAS
A) Questão Étnico-racial
COTAS SOCIO RACIAIS
Negros representam:
 54% da população;
61,6% da população carcerária;
2006 – cotas sociorraciais – experiência
piloto - UNB.
2013 – STF – Constitucionalidade.
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ACISM
ACISM
1.1 MINORIAS
A) Questão Étnico-racial
I. Coneito:
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II. Origem:
Movimento feminista.
1.1 MINORIAS
B) QUESTÃO DE GÊNERO:
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1911 – 130 mulheres são
assassinadas em uma fábrica
em Nova York
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Contexto: Revolução Francesa.
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1.1 MINORIAS
B) QUESTÃO DE GÊNERO:
“Ninguém nasce mulher,
torna-se mulher”
SER HOMEM OU MULHER É UMA CONSTRUÇÃO SOCIAL:
“Sexo não define gênero”
“Órgão sexual é um componente do gênero, mas não é o seu
definidor.”
TRANSIÇÃO PARA A SEGUNDA FASE:
SIMONE DE BEAUVOIR
 Homem / mulher: Dominação psicológica, cultural e política
Novos problemáticas:
Sexismo -
Misoginia -
Homofobia -
Transfobia -
Reivindicações:
Igualdade nas relações de trabalho
Direitos sexuais e reprodutivos (aborto).
1.1 MINORIAS
B) QUESTÃO DE GÊNERO:
1973 – ASSOCIAÇÃO AMERICANA DE PSIQUIATRIA - Retira a homossexualidade da lista de
doenças psíquicas.
1985 – CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA - Homossexualidade não constitui doença e nem
perversão. Mas sim uma alternativa natural e espontânea da sexualidade humana.
2) SEGUNDA ONDA DO FEMINISMO:
1960 – Extrapola o campo da política.
Sexualidade deve ser escolhida de forma livre.
“ORIENTAÇÃO SEXUAL” em DETRIMENTO de “OPÇÃO SEXUAL”.
NOVOS DEBATES:
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Necessidade para criação de um gênero neutro:
Alun@s ou Alunxs
3) TERCEIRA ONDA DO FEMINISMO:
1990 - Pós modernidade.
Critica movimentos anteriores
1.1 MINORIAS
B) QUESTÃO DE GÊNERO:
ASSEXUAL
BISSEXUAL
H
O
M
O
SSEXU
A
L
PANSEXUAL
II. IDEIAS CENTRAIS:
A vida civilizada NÃO significa maior racionalização
(Discordando de Weber).
I. OBRA:
“O Processo Civilizatório”
1.2 PROCESSO CIVILIZADOR
A) NORBERT ELIAS (1897-1990)
TEIAS DE INTERDEPENDÊNCIAS:
Quando essas inter-relações apontam para
características próprias temos uma civilização.
Civilização NÃO pode ser julgada por juízo de valor
NÃO existe sociedade SEM indivíduo
(Contrapondo Durkheim).
NÃO existe indivíduo FORA da sociedade.
SINTESE:
SOCIOLOGIA FUNCIONALISTA
(DURKHEIM)
SOCIOLOGIA COMPREENSIVA
(WEBER)
TEORIAS MODERNAS
1.3 VIOLENCIA SIMBÓLICA E CAPITAL CULTURAL
A) PIERRE BOURDIEU (1930-2002)
I. IDEIAS CENTRAIS DO AUTOR:
“Questões de sociologia”
Compreender as formas de desigualdade
(Como elas se reproduzem)
Relação de poder não está atrelada unicamente ao
dinheiro.
Mas, também por um complexo elemento simbólico de
ordem cultural.
Relações de poder definem status,
prestígio, valor individual.
1.3 VIOLENCIA SIMBÓLICA E CAPITAL CULTURAL
A) PIERRE BOURDIEU (1930-2002)
FORMAS DE CAPITAL:
1) Econômico: Domínio dos meios de produção e renda. HABITUS
AÇÕES
PERCEPÇÕES
REFLEXÕES
POSTURAS
GESTOS
2) Capital cultural: Acumulo de conhecimentos e saberes.
(exemplo: ENEM).
Se subdivide em 3 tipos:
I.Institucionalizado - Diplomas e títulos
II.Incorporado - Expressão oral
III.Objetivo - Posse de quadros ou obras de arte
3) Capital simbólico: Honra ou prestígio dada a uma pessoa ou
função social.
4) Capital social: Relações sociais convertidas em poder.
1.3 VIOLENCIA SIMBÓLICA E CAPITAL CULTURAL
A) PIERRE BOURDIEU (1930-2002)
II. OBRA:
“A Dominação Masculina”
Mulheres são submetidas a VALORES MASCULINOS
(Homens brancos).
Homens / mulheres = violência simbólica:
“Forma de violência, dominação consentida,
aceitação de crenças e regras como se fosse algo
normal. Trata-se também de uma incapacidade de
perceber...”
BULLYING
RAÇA
GÊNERO
SEXUALIDADE
1.4 MODERNIDADE LÍQUIDA
A) ZYGMUNT BAUMAN (1925-2017)
I. OBRA:
“A modernidade líquida”
 Analisa o mundo pós guerras mundiais.
SUJEITO LÍQUIDO AM
O
R
LÍQ
UIDO
II. IDEIAS CENTRAIS:
PRINCÍPIOS, VALORES, CRENÇAS, REGRAS
se dissolveram, escorrem e evaporam
Sentimento de incerteza e inconsistência.
Relações pautadas pelo imediatismo
Relações se tornam superficiais
1.4 MODERNIDADE LÍQUIDA
A) ZYGMUNT BAUMAN (1925-2017)
Sujeito: mercadoria (consumível e descartável)
Trabalho: exige pessoas flexíveis.
FRUSTRAÇÃO
INSEG
URANÇA
“MEDO LÍQUIDO”
1)Medo de NÃO conseguir garantir o futuro,
2) Medo de NÃO conseguir se fixar na estrutura social.
3) Medo em torno da integridade física.
DISCURSO AUTORITÁRIO
Ao tentar VENCER os MEDOS e BUSCAR alguma SOLIDES dos valores -
discurso autoritário, fundamentalista e reacionário.
ANGÚSTIA
REFERÊNCIAS:
GIDDENS, Anthony. As consequências da modernidade. São Paulo: Ed. da
Unesp, 1991.
Sociologia hoje: volume único: ensino médio / Igor José de Renó Machado… [et
al.]. – 1. ed. – São Paulo : Ática, 2013.
MARTINS, Carlos Benedito. O que é Sociologia. Rio de Janeiro: Zahar, 1988
SELL, Carlos Eduardo. Sociologia Clássica . Itajai: EdUnivali, 2002
LAKATOS, Eva Maria. Introdução à Sociologia. São Paulo: Atlas, 1997
Nota do autor:
•Muitos dos slides aqui postados estão disponíveis para dowloading.
Outros, porém, por questões de direitos autorais e direitos de imagens, não
estão disponíveis para serem baixados gratuitamente.
•Caso você queira algum desses arquivos, ou mesmo encomendar alguma
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mail (ambientalhistoria@gmail.com).
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www.dougnahistoria.blogspot.com.br
Prof. Douglas Barraqui
_______________________
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(ENSINO FUNDAMENTAL / MÉDIO / PREPARATÓRIOS PARA CONCURSO,
PRÉ-VESTIBULAR E PRÉ-IFES)
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SOCIOLOGIA: CONSTRUÇÃO DA MODERNIDADE

  • 1. SOCIOLOGIA A CONSTRUÇÃO DA MODERNIDADE Prof. Douglas Barraqui
  • 3. 1.1 MINORIAS A) Questão Étnico-racial Charles Darwin (1809 — 1882) Edward Tylor Lewis Morgan Herbert Spencer DARWINISMO SOCIAL RACISMO CIENTÍFICO MISSÃO CIVILIZADORA BRANQUEAMENTO
  • 4. 1.1 MINORIAS A) Questão Étnico-racial IDEIAS CENTRAIS: Oposição ao determinismo biológico. O grande valor do Brasil: MISCIGENAÇÃO. A MISCIGENAÇÃO: o que o Brasil possuía de mais próprio e rico. TESE DA DEMOCRACIA RACIAL I. GILBERTO FREYRE (1900 — 1987)
  • 5. 1.1 MINORIAS A) Questão Étnico-racial II. FLORESTAN FERNANDES (1920 — 1995) IDEIAS CENTRAIS: Oposição a “Democracia Racial” Ordem social no Brasil era competitiva. O negro não possuía as mesmas condições (oportunidades). “A Integração do Negro na Sociedade de Classes” (1964)
  • 6. B) MINORIAS I. Questão Étnico-racial III. THOMAS ELLIOT SKIDMORE (1932 — 2016) IDEIAS CENTRAIS: Racismo e a escravidão em formas modernas . Trabalhos domésticos, Trabalhos braçais, Subempregos Preto no Branco: raça e nacionalidade no pensamento brasileiro (1976).
  • 7. DEMÉTRIO MAGNOLI: “Feri o princípio de igualdade” LILIA MORITZ SCHWARTS É necessárias “corrigir” o “abismo social” produzido pela escravidão “DISCRIMINAÇÃO POSITIVA” 1.1 MINORIAS A) Questão Étnico-racial COTAS SOCIO RACIAIS Negros representam:  54% da população; 61,6% da população carcerária; 2006 – cotas sociorraciais – experiência piloto - UNB. 2013 – STF – Constitucionalidade.
  • 9. RACISMO NO BRASIL ACISM ACISM 1.1 MINORIAS A) Questão Étnico-racial
  • 10. I. Coneito: Questões feministas e a questão homossexual. II. Origem: Movimento feminista. 1.1 MINORIAS B) QUESTÃO DE GÊNERO: 08 de março Dia Internacional da Mulher – 1911 – 130 mulheres são assassinadas em uma fábrica em Nova York
  • 11. DISTINÇÃO ENTRE SEXO E GÊNERO: Sexo - Gênero - 1) PRIMEIRA ONDA DO FEMINISMO: Contexto: Revolução Francesa. Mary Wollstonecraft (SUFRAGETES) Direito ao voto 1.1 MINORIAS B) QUESTÃO DE GÊNERO: “Ninguém nasce mulher, torna-se mulher” SER HOMEM OU MULHER É UMA CONSTRUÇÃO SOCIAL: “Sexo não define gênero” “Órgão sexual é um componente do gênero, mas não é o seu definidor.” TRANSIÇÃO PARA A SEGUNDA FASE: SIMONE DE BEAUVOIR  Homem / mulher: Dominação psicológica, cultural e política
  • 12. Novos problemáticas: Sexismo - Misoginia - Homofobia - Transfobia - Reivindicações: Igualdade nas relações de trabalho Direitos sexuais e reprodutivos (aborto). 1.1 MINORIAS B) QUESTÃO DE GÊNERO: 1973 – ASSOCIAÇÃO AMERICANA DE PSIQUIATRIA - Retira a homossexualidade da lista de doenças psíquicas. 1985 – CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA - Homossexualidade não constitui doença e nem perversão. Mas sim uma alternativa natural e espontânea da sexualidade humana. 2) SEGUNDA ONDA DO FEMINISMO: 1960 – Extrapola o campo da política.
  • 13. Sexualidade deve ser escolhida de forma livre. “ORIENTAÇÃO SEXUAL” em DETRIMENTO de “OPÇÃO SEXUAL”. NOVOS DEBATES: Mulherismo - Teoria Queer - Necessidade para criação de um gênero neutro: Alun@s ou Alunxs 3) TERCEIRA ONDA DO FEMINISMO: 1990 - Pós modernidade. Critica movimentos anteriores 1.1 MINORIAS B) QUESTÃO DE GÊNERO: ASSEXUAL BISSEXUAL H O M O SSEXU A L PANSEXUAL
  • 14. II. IDEIAS CENTRAIS: A vida civilizada NÃO significa maior racionalização (Discordando de Weber). I. OBRA: “O Processo Civilizatório” 1.2 PROCESSO CIVILIZADOR A) NORBERT ELIAS (1897-1990) TEIAS DE INTERDEPENDÊNCIAS: Quando essas inter-relações apontam para características próprias temos uma civilização. Civilização NÃO pode ser julgada por juízo de valor NÃO existe sociedade SEM indivíduo (Contrapondo Durkheim). NÃO existe indivíduo FORA da sociedade. SINTESE: SOCIOLOGIA FUNCIONALISTA (DURKHEIM) SOCIOLOGIA COMPREENSIVA (WEBER) TEORIAS MODERNAS
  • 15. 1.3 VIOLENCIA SIMBÓLICA E CAPITAL CULTURAL A) PIERRE BOURDIEU (1930-2002) I. IDEIAS CENTRAIS DO AUTOR: “Questões de sociologia” Compreender as formas de desigualdade (Como elas se reproduzem) Relação de poder não está atrelada unicamente ao dinheiro. Mas, também por um complexo elemento simbólico de ordem cultural. Relações de poder definem status, prestígio, valor individual.
  • 16. 1.3 VIOLENCIA SIMBÓLICA E CAPITAL CULTURAL A) PIERRE BOURDIEU (1930-2002) FORMAS DE CAPITAL: 1) Econômico: Domínio dos meios de produção e renda. HABITUS AÇÕES PERCEPÇÕES REFLEXÕES POSTURAS GESTOS 2) Capital cultural: Acumulo de conhecimentos e saberes. (exemplo: ENEM). Se subdivide em 3 tipos: I.Institucionalizado - Diplomas e títulos II.Incorporado - Expressão oral III.Objetivo - Posse de quadros ou obras de arte 3) Capital simbólico: Honra ou prestígio dada a uma pessoa ou função social. 4) Capital social: Relações sociais convertidas em poder.
  • 17. 1.3 VIOLENCIA SIMBÓLICA E CAPITAL CULTURAL A) PIERRE BOURDIEU (1930-2002) II. OBRA: “A Dominação Masculina” Mulheres são submetidas a VALORES MASCULINOS (Homens brancos). Homens / mulheres = violência simbólica: “Forma de violência, dominação consentida, aceitação de crenças e regras como se fosse algo normal. Trata-se também de uma incapacidade de perceber...” BULLYING RAÇA GÊNERO SEXUALIDADE
  • 18. 1.4 MODERNIDADE LÍQUIDA A) ZYGMUNT BAUMAN (1925-2017) I. OBRA: “A modernidade líquida”  Analisa o mundo pós guerras mundiais. SUJEITO LÍQUIDO AM O R LÍQ UIDO II. IDEIAS CENTRAIS: PRINCÍPIOS, VALORES, CRENÇAS, REGRAS se dissolveram, escorrem e evaporam Sentimento de incerteza e inconsistência. Relações pautadas pelo imediatismo Relações se tornam superficiais
  • 19. 1.4 MODERNIDADE LÍQUIDA A) ZYGMUNT BAUMAN (1925-2017) Sujeito: mercadoria (consumível e descartável) Trabalho: exige pessoas flexíveis. FRUSTRAÇÃO INSEG URANÇA “MEDO LÍQUIDO” 1)Medo de NÃO conseguir garantir o futuro, 2) Medo de NÃO conseguir se fixar na estrutura social. 3) Medo em torno da integridade física. DISCURSO AUTORITÁRIO Ao tentar VENCER os MEDOS e BUSCAR alguma SOLIDES dos valores - discurso autoritário, fundamentalista e reacionário. ANGÚSTIA
  • 20. REFERÊNCIAS: GIDDENS, Anthony. As consequências da modernidade. São Paulo: Ed. da Unesp, 1991. Sociologia hoje: volume único: ensino médio / Igor José de Renó Machado… [et al.]. – 1. ed. – São Paulo : Ática, 2013. MARTINS, Carlos Benedito. O que é Sociologia. Rio de Janeiro: Zahar, 1988 SELL, Carlos Eduardo. Sociologia Clássica . Itajai: EdUnivali, 2002 LAKATOS, Eva Maria. Introdução à Sociologia. São Paulo: Atlas, 1997
  • 21. Nota do autor: •Muitos dos slides aqui postados estão disponíveis para dowloading. Outros, porém, por questões de direitos autorais e direitos de imagens, não estão disponíveis para serem baixados gratuitamente. •Caso você queira algum desses arquivos, ou mesmo encomendar alguma apresentação com um tema em especial, entre em contato comigo pelo E- mail (ambientalhistoria@gmail.com). •Visite minha página na internet: www.dougnahistoria.blogspot.com.br Prof. Douglas Barraqui _______________________ PROF. DE HISTÓRIA (ENSINO FUNDAMENTAL / MÉDIO / PREPARATÓRIOS PARA CONCURSO, PRÉ-VESTIBULAR E PRÉ-IFES) TEL: (27) 99732-1315 E-Mail: ambientalhistoria@gmail.com Páginas na internet: www.dougnahistoria.blogspot.com www.ambietalhistoria.blogspot.com

Notas do Editor

  1. A) CONCEITO O QUE É SER MODERNO? Segundo o dicionário, moderno: é relativo aos nossos dias; aquilo que é recente; ORIGEM: O conceito moderno tem origem com a Filosofia Moderna, que tem como pai, o filósofo René Descartes (Era do conhecimento da racionalidade). O pensamento racional indispensável para o desenvolvimento de tecnologias. As tecnologia proporcionou a criação de maquinas a vapor, eletricidade, avanços na medicina, literatura, meios de comunicação e de massa, transporte, música e uma gama de itens. Este pensamento moderno foi imprescindível para as Revoluções: Francesa e Industrial. Modernidade, pós-guerra - Quebra de fronteiras que o cyberespaço proporcionou. O homem pisa na lua. A interação via internet entre diversos povos e de línguas diferentes que se comunicam mesmo sem saber a língua ou dialeto, passou a ser possível com os tradutores, como o Google Translater. Sociologia enquanto ciência é cria (fruto) da modernidade.
  2. B) MINORIASI. Questão Étnico-racial Séc. XIX – Desenvolvimento da biologia / Charles Darwin (A Origem das Espécies -1859) – Desenvolvimento das teorias raciais: Darwinismo Social Racismo científico Autores: Lewis Morgan (1818-1881), Edward Tylor (1832-1917) e Herbert Spencer (1820-1903). (antropólogos de gabinete) Determinismo entre raça e progresso: Alimentou discurso de superioridade do branco europeu: Missão civilizadora (imperialismo séc. XIX e XX) Branqueamento da população (políticas imigrações no Brasil séc. XIX)
  3. GILBERTO FREYRE (1900 — 1987) Sociólogo pernambucano Influenciado pelo culturalista alemão Franz Boas Obras: Casa Grande e Senzala (1933) / Sobrados e Mucambos (1936) Ideias centrais: Relações sociais são construções sociais (cultura), resultantes de um determinado contexto histórico e não pela genética. Defendia que o grande valor do Brasil estava na mistura (miscigenação). A miscigenação era o que o Brasil possuía de mais próprio e rico. Tese equivocada: de que devido a miscigenação haveria uma convivência pacífica e harmônica entre todas as raças e portanto não existia racismo no Brasil (tese da democracia racial).
  4. FLORESTAN FERNANDES (1920 — 1995) Sociologo Obra: “A Integração do Negro na Sociedade de Classes” (1964) Ideias Centrais: Contesta o muito da “Democracia Racial” Ordem social no Brasil era competitiva. O negro não possuía as mesmas condições (oportunidades) que um branco tinha.
  5. THOMAS ELLIOT SKIDMORE (1932 — 2016) Historiador norte americano naturalizado brasileiro (brasilianista). Obra: “Preto no Branco: raça e nacionalidade no pensamento brasileiro (1976). Ideias Centrais: Racismo e a escravidão em formas modernas (trabalhos domésticos, trabalhos braçais, subempregos quase sempre exercidos por negros, com baixa escolaridade).
  6. COTAS SOCIO RACIAIS Negros representam 54% da população do país (IBGE - 2016). A população carcerária do Brasil: 61,6% são negros. (IBGE -2016). 2006 – cotas sociorraciais – experiência piloto UNB (Universidade de Brasília). 2013 – STF – Constitucionalidade.   Argumento contrário: DEMÉTRIO MAGNOLI – Feri o princípio de igualdade ao favorecer um grupo em detrimento de outro.   Argumento Favorável: LILIA MORITZ SCHWARTS – (Espetáculo Das Raças) – historiadora e antropóloga. Ações afirmativas são necessárias por um espaço de tempo determinado para que o abismo social produzido por séculos de escravidão gradualmente seja minimizado. Domingo 13 maio 1888. 1999 – Primeiro ministro STF negro
  7. RACISMO NO BRASIL Disfarçado de “democracia racial”. (ex. recentes: torcedores do Grêmio contra o goleiro Aranha dos Santos).
  8. QUESTÃO DE GÊNERO:   Coneito: Ligado as questões feministas e a questão homossexual. Origem: Movimento feminista.
  9. 1) PRIMEIRA ONDA DO FEMINISMO: Contexto da Revolução Francesa. Mary Wollstonecraft (sufragetes) Defesa do direito ao voto feminino. . Transição para a segunda fase: Simone de Beauvoir filósofa existencialista, ativista política, feminista francesa Relação de dominação psicológica, cultural e política a que as mulheres são submetidas: Distinção entre sexo e Gênero: Sexo – Características anatômicas, genéticas e biológicas. Gênero – Características psicossociais / constituem a identidade de um indivíduo. ser homem ou mulher é uma construção social: “Sexo não define gênero” “Orgão sexual é um componente do gênero, mas não é o seu definidor.”
  10. 2) SEGUNDA ONDA DO FEMINISMO: 1960 – Debate em torno das múltiplas relações entre homens e mulheres extrapola o campo da política. Reivindicações: Igualdade nas relações de trabalho Direito a ocupar o mercado de trabalho Mesmos direitos sexuais e reprodutivos (aborto). Novos problemas: Sexismo – discriminação baseada em diferenças sexuais. Misoginia – aversão ou ódio as mulheres. Homofobia – aversão ou ódio a homoafetividade. Transfobia – aversão ou ódio a travestis e transgênero. (1973 – Associação Americana de Psiquiatria retira a homossexualidade da lista de doenças psíquicas). (1985 – Conselho Federal de Psicologia considera que a homossexualidade não constitui doença e nem perversão. Mas sim uma alternativa natural e espontânea da sexualidade humana.)
  11. 3) TERCEIRA ONDA DO FEMINISMO: 1990 – influencia da pós modernidade. Critica movimentos anteriores (por serem movimentos elitistas de mulheres brancas e de classe média alta) Novos debates: Mulherismo – Movimentos de mulheres negras. Teoria Queer – defende a liberdade de manifestação da sexualidade humana. Sexualidade deve ser escolhida de forma livre. Não pode ser determinada pelo órgão sexual. Defendem o termo “orientação sexual” (gostar de homens ou de mulher) em detrimento do termo “opção sexual” (ser homem ser mulher – limita como se só existisse duas opções). ORIENTAÇÃO SEXUAL  indica qual o gênero (e.g. masculino e feminino) que uma pessoa se sente preferencialmente atraída fisicamente e/ou emocionalmente. A orientação sexual pode ser assexual (nenhuma atração sexual), bissexual (atracão por ambos os gêneros), heterossexual (atração pelo gênero oposto), homossexual (atração pelo mesmo gênero), ou pansexual (atração por diversos gêneros, quando se aceita a existência de mais de dois gêneros). O termo pansexual (ou também omnissexual) pode ser utilizado, ainda, para indicar alguém que tem uma orientação mais abrangente (incluindo por exemplo, atração específica por transgêneros). OPÇÃO SEXUAL ou preferência sexual. Isso porque opção indica que uma pessoa teria escolhido a sua forma de desejo, coisa que muitas pessoas consideram como sem sentido. Assim como o heterossexual não escolheu essa forma de desejo, o homossexual (tanto feminino como masculino) também não, pois, segundo pesquisas recentes esta orientação poderá estar determinada por fatores biogenéticos, sejam questões hormonais in utero ou genes que possam determinar esta predisposição. Necessidade para criação de um gênero neutro, para evitar a dicotomia masculino e feminino (alun@s ou alunxs).
  12. 1.2 PROCESSO CIVILIZADOR A) NORBERT ELIAS (1897-1990) Sociólogo alemão I. Obra: “O Processo Civilizatório” II. Ideias centrais: Síntese entre sociologia funcionalista de Durkheim e a sociologia compreensiva de Weber com teorias modernas. Objetivo: alargar a compreensão dos processos humanos e sociais. A vida civilizada não corresponde a uma maior racionalização da vida social (discordando de Weber). Não existe sociedade sem indivíduo (contrapondo Durkheim). É impossível a existência do indivíduo fora da sociedade. Civilização não pode ser julgada por juízo de valor (bom e mau, racional e irracional). Teias de interdependências: Sociedade – fruto de uma teia (rede) de inter-relações dinâmicas entre os indivíduos. Quando essas inter-relações apontam para características próprias temos uma civilização.
  13. 1.3 VIOLENCIA SIMBÓLICA E CAPITAL CULTURAL A) PIERRE BOURDIEU (1930-2002) Obra: questões de sociologia Sociólogo francês I. Ideias centrais do autor: Buscou compreender as formas de desigualdade social e como ela se reproduz. Relação de poder não está atrelada unicamente ao dinheiro, mas também por um complexo elemento simbólico de ordem cultural. Relações de poder definem status, prestígio, valor individual.
  14. Bourdieu identificou outras formas de capital que definem as relações de dominação. Os indivíduos podem acumular capitais. Estes podem ser: 1) Econômico: ligado ao domínio dos meios de produção e renda. 2) Capital cultural: ligado a acumulo de conhecimentos e saberes na educação, por intermédio de livros, diplomas, conhecimentos apreendidos em geral. (Um exemplo da importância do capital cultural é o Exame Nacional do Ensino Médio). Se subdivide em 3 tipos: institucionalizado (diplomas e títulos), incorporado (expressão oral) e objetivo (posse de quadros ou obras de arte). 3) Capital simbólico: está ligado à honra ou prestígio dada a uma pessoa ou função social. 4) Capital social: relações sociais que podem ser convertidas em poder.
  15. II. Obra: “A Dominação Masculina” Relação entre homens e mulheres é marcada por uma violência simbólica: Forma de violência, dominação consentida, aceitação de crenças e regras como se fosse algo normal. Trata-se também de uma incapacidade de perceber o caráter arbitrário dessas regras. Exemplos: questões de bullying (humilhação constante), raça, gênero, sexualidade. Mulheres são submetidas a uma socialização pautada por valores dos grupos dominantes (homens brancos).
  16. 1.4 MODERNIDADE LÍQUIDA A) ZYGMUNT BAUMAN (1925-2017) Sociólogo polonês I. Obra: “A modernidade líquida” Analisa o mundo pós guerras mundiais. II. Ideias centrais: Princípios, valores, crenças, regras que orientavam os indivíduos, antes concretos, se dissolveram e foram desconstruídos, sendo substituídos por um sentimento de incerteza e inconsistência. Como um líquido, princípios, valores, crenças, regras que orientavam as sociedades se escorrem e evaporam. O imediatismo supera o longo prazo, as relações se tornam superficiais e artificiais (indivíduo fruto da mídia de massa, mercado e do consumo tudo é aparência). Sujeito líquido – indivíduo não tem e não mais segue princípios e valores concretos. As relações sociais se liquefazem, marcadas pela superficialidade. Laços sociais não são sólidos (ex. redes sociais). Amor líquido – relações frágeis e voláteis (vazio das relações). O que vale é a quantidade de parceiros e não a qualidade do relacionamento ou sua profundidade. Enxerga-se a “vantagem” em poder romper relacionamentos sem prejuízos ou custos (ficar). “Tudo que é solido desmancha no ar” - frase do Manifesto Comunista, de Karl Marx e Friedrich
  17. O sujeito se torna uma mercadoria na prateleira ser consumido e descartado quando assim necessário for. Sentimentos de frustração, insegurança e angústia são muito mais comuns. Bauman expande esse raciocínio de mundo líquido para vários domínios sociais: trabalho exige pessoas flexíveis (redução de direitos trabalhistas)   “Medo Líquido” Para Bauman, há três formas do medo afligir as pessoas em nossa sociedade líquida: 1) pelo medo de não conseguir garantir o futuro, de não conseguir trabalhar ou ter qualquer tipo de sustento, 2) pelo medo de não conseguir se fixar na estrutura social, que significa, basicamente, o medo de perder a posição que se ocupa, de cair para posições vulneráveis e 3) o medo em torno da integridade física. Ao tentar vencer esses medos e buscar alguma solides dos valores algumas pessoas adotam um discurso autoritário, fundamentalista e reacionário (ultra nacionalismo, xenofobismo, são reflexo dessa insegurança social a exemplo de movimentos neonazistas e neofascistas).