Skliar

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  • Se “a escola perdeu o seu sentido mais fundador, secular e decisório: o de educar a todos, a cada um, de acordo com o comum, para o bem comum”, qual é a sua defesa? Qual a solução? P. 187
  • EPA, Mad Maria e o Curta
  • "Pensei nas sensações de liberdade, de adrenalina, de orgulho que pode ser (digo “pode” porque é apenas uma imaginação a partir das conversas sobre os materiais), poder impor a sua arte como lhe foram impostas artes que não lhe agradavam e regras que lhe cerceavam as experiências estéticas que poderiam ter sido vividas em outras ocasiões. Talvez se eu pensasse sobre isso há um tempo atrás, teria experimentado também a pixação para impor a minha arte dedicando a uma professora de artes do ensino fundamental que me dava boas notas quando eu conseguia copiar obras de pintores famosos (com materiais precários) sem imprimir na “minha” produção nada que me representasse.“ Fala de uma estudante de Pedagogia, UERJ
  • Beltrami não só disse que é absurdo um menino de Nova Iguaçu sair "só de bermudas" e sem dinheiro para passar o dia na praia, o que já caberia ampla oposição, mas chegou a dizer que a ação, nesse caso, de interrompê-lo no caminho, é uma ação do Estado na garantia de que ele não fique numa situação de vulnerabilidade. Pois bem, levando-se em conta os números de violência na Baixada e na praia de Ipanema, não seria muito mais seguro se todos os jovens da Baixada se deslocassem, ainda que sem dinheiro, para a praia? Não é mais provável que ele esteja em situação de insegurança se simplesmente estiver na sua própria rua/travessa/beco do que na Praia de Ipanema? Sendo assim, se estão primando pela segurança, a PM podia oferecer um bonde pra geral, que tal?
    Lembrando ainda que a PM prefere muito mais jovens "só de bermudas" do que com camisa, afinal, levantá-las voluntariamente não é o movimento que cada jovem pobre herdou de seus ancestrais e repetidamente o faz, nas variadas vezes em que sai e volta de suas favelas?
    23/09
    Victor Turner, antropólogo, também já indicou que em muitas e diversas sociedades, a manutenção do laço social, as garantias da sensação do comum, chamado por ele de “communitas”, convoca de diferentes maneiras o furto ou a suspensão momentânea dos prestígios que estruturam a sociedade, tendo como agentes principais desse surrupio, justamente aqueles que em “dias normais” ocupam as partes mais baixas da estratificação, os mais “fracos”, movimento que ele chamou de “a força do mais fraco”, uma força de inversão salutar das ordens, e que muitas culturas souberam reconhecer importância fundante.  
     
  • Skliar

    1. 1. Carlos Skliar, Desobedecer a linguagem Educares
    2. 2. “Muitas das alegações contra a escola estão motivadas por um antiquíssimo temor (ou, inclusive, pelo ódio) a uma de suas características mais radicais, mas que a definem essencialmente: a escola oferece ‘tempo livre’, que transforma os conhecimentos e destrezas em ‘bens comuns’ e, portanto, tem o potencial para proporcionar a cada qual, independentemente de seus antecedentes, de sua aptidão ou de seu talento natural, o tempo e o espaço para abandonar seu entorno conhecido, para alçar-se sobre si mesmo e para renovar o mundo”. (Masschelein e Simon (2013, p. 23) Sentidos do educar
    3. 3. A vitalidade da diferença e o estar-juntos X Cidadanização – preparação para o trabalho – inclusivas – harmonia e convivência p. 188
    4. 4. Educar é comover. Educar é doar. Educar é sentir e pensar, não apenas a própria identidade, mas também outras formas possíveis de viver e conviver. Se isso não acontecesse nas escolas, provavelmente o deserto, o ermo, a seca ocupariam toda a paisagem dos tempos do por vir. p.189
    5. 5. “Dotar o educativo de certa sensibilidade e certa complexidade – sensível complexidade, complexa sensibilidade; em meio a tanto discurso sobre a hospitalidade inclusiva e sobre o semblante desagradável que desperta a alteração do outro: como desandar essa atribuição persistente da hospitalidade para com nós mesmos e a fixação persistente da hospitalidade para com nós mesmos e a fixação insistente no outro da figura do ser somente um intruso, um alheio, um estrangeiro, uma ameaça?” p. 190 Decisões
    6. 6. “Se de algum modo o gesto de educar fosse colocado à altura de outros gestos vitais – como o da amizade, da irmandade, do amor, da fraternidade, etc. – falaríamos, leríamos, conversaríamos e escreveríamos com palavras próprias, com nossa próprias palavras, com essa voz que confessa suas tonalidades e que, ao fazê-lo, coloca a linguagem em relação com o corpo que o pronuncia.” p. 200 Recuperar a narração Uma linguagem para o saber da experiência Educar como ensaiar
    7. 7. Escolas inclusivas numa cidade excludente? “Pensar o outro não só como presença, mas como existência” p. 196 Cuidar e descuidar o outro
    8. 8. Ensinar ao mesmo tempo em que se aprende (Paulo Freire) Oferecer signos, mostrar, assinalar, oferecer Educar como dar tempo
    9. 9. Educar como conversar
    10. 10. Renunciar a soberba do eu vou te ensinar Ensinar a viver

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