Manual de formação psi mod ss. i

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1. Leitura do desenvolvimento do ser humano segundo a Psicologia
1.1. Componente do inato (transmissão genética e hereditariedade): o biológico
1.2. Componente do adquirido (meio): o social
1.3. Conceitos de crescimento, maturação e desenvolvimento
1.4. O ciclo de vida humana: a infância, a adolescência, a idade adulta e a velhice
1.5. Principais características e alterações nas diversas etapas da vida
2. O Sistema Nervoso Central
2.1. Cérebro, neurónio e sinapse
2.2. Características específicas do sistema nervoso face aos outros sistemas do organismo
2.3. Zonas cerebrais e suas principais funções
3. O desenvolvimento e comportamento do adolescente
3.1. Transformações físicas e efeitos psicológicos
3.2. Comportamentos de risco, protecção e prevenção:
3.3. Sexualidade na adolescência

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Manual de formação psi mod ss. i

  1. 1. Manual de Formação PSICOLOGIA CEF 1º Ano Modulo I 1
  2. 2. ser humano segundo a Psicologia 2
  3. 3.  Componente do inato (transmissão genética e hereditariedade): o biológico  Em 1860, Francis Galton – investigou a influência da genética em génios, pesquisou famílias de homens célebres nas ciências.  Concluiu que a hereditariedade é a responsável pela inteligência. 3
  4. 4.  Componente do inato  Galton depois estudou o temperamento ( a sociabilidade e emotividade).  Pesquisou a diferença entre gêmeos dizigóticos e monozigoticos .  O facto de o comportamento temperamental de gémeos idênticos variar muito indica que alem da genética a experiência também é responsável por essas diferenças. 4
  5. 5.  Componente do inato  O psicólogo Donald Hebb enumerou 5 influências do meio no ser humano.  1 – O meio químico pré-natal – As influências químicas que agem antes do nascimento, tais como drogas, nutrição e hormonas. 5
  6. 6.  Componente do inato  O psicólogo Donald Hebb enumerou 5 influências do meio no ser humano.  2 – O meio químico pós-natal – As influências químicas que agem após o nascimento, tais como o oxigénio e a nutrição. 6
  7. 7.  Componente do inato  O psicólogo Donald Hebb enumerou 5 influências do meio no ser humano.  3 – As experiências sensoriais constantes – Os eventos processados pelos sentidos tanto antes como depois do nascimento, são em geral inevitáveis para todos os membros de uma mesma espécie. 7
  8. 8.  Componente do inato  O psicólogo Donald Hebb enumerou 5 influências do meio no ser humano.  4 – Experiências sensoriais variáveis – Eventos processados pelos sentidos e que diferem de um animal para o outro da mesma espécie, dependendo das circunstâncias particulares de cada indivíduo. 8
  9. 9.  Componente do inato  O psicólogo Donald Hebb enumerou 5 influências do meio no ser humano. 5 – Eventos físicos traumáticos – Experiências que resultam na destruição de células de um organismo, antes ou depois do nascimento. 9
  10. 10.  Componente do adquirido (meio): o social  A psicologia do desenvolvimento estuda o desenvolvimento do ser humano em todos os seus aspectos:  Aspecto Social – é a maneira como o indivíduo reage diante das situações que envolvem outras pessoas.  Todos estes aspectos estão interligados. 10
  11. 11.  Conceitos de crescimento, maturação e desenvolvimento  A psicologia do desenvolvimento estuda o desenvolvimento do ser humano em todos os seus aspectos:  O crescimento  Aspecto Físico-motor – refere-se ao crescimento orgânico, à maturação neurofisiológica, à capacidade de manipulação de objectos e de exercício do próprio corpo. Ex.: A criança leva a chupeta à boca ou consegue beber o biberon sozinha, por volta dos 7 meses, porque já coordena os movimentos da mão. 11
  12. 12.  O crescimento  Aspectos Afectivo-emocional – é o modo particular de o indivíduo integrar as suas experiências. É o sentir.  Aspecto Intelectual – é a capacidade de organizar o pensamento e o raciocínio. 12
  13. 13.  A maturação  O termo maturação refere-se ao surgimento de padrões de comportamento que dependem em grande parte do crescimento do corpo e do sistema nervoso.  Em grande parte, a maturação depende de factores genéticos, o exercício pode desacelerar ou acelerar a maturação, por exemplo, mas não altera a sua ordem sequencial. 13
  14. 14.  A maturação  No mundo inteiro o comportamento da criança desenvolve-se praticamente na mesma ordem. Quase todos os bebés normais, independentemente das circunstâncias, viram-se antes de se sentarem com apoio, um pouco mais tarde sentam-se sozinhos. Mais tarde ficam de pé, segurando-se nalguma coisa. Muito poucos bebés se sentam antes de aprender a rebolar ou ficam de pé antes de se sentarem. 14
  15. 15.  O desenvolvimento  As capacidades sociais, de linguagem, percepção e intelectual, também tendem a aparecer em ordem previsível.  O impacto das privações sensoriomotoras (impossibilidade de pegar em objectos) não ser estimulada visualmente ou não estabelecer contatos sociais, dificulta o desenvolvimento cognitivo, afectivo e motor. 15
  16. 16.  O meio intra-uterino e o desenvolvimento.  Em 8 semanas (2 meses), o zigoto torna-se feto. Este já se vira, dá pontapés, cambalhotas, pisca, sorri, soluça, cerra os punhos, chupa o polegar e responde a tons e vibrações.  No útero o feto recebe estimulação sensorial constante através do líquido amniótico que o cerca. Os movimentos diários da mãe fornecem as experiências sensoriais variáveis. Influências químicas pré-natais, potencialmente destrutivas, podem funcionar como acontecimentos traumáticos. São eles: 16
  17. 17.  O meio intra-uterino e o desenvolvimento.  A saúde da mãe – doenças maternas crónicas, como a diabetes, a tuberculose, infecções urinárias, etc.  A dieta da mãe – a nutrição inadequada é a maior ameaça isolada ao desenvolvimento óptimo da criança no útero.  O uso de produtos químicos pela mãe – as drogas e o uso de remédios podem alterar o meio intra-uterino e influenciar o feto indirectamente.  O estado emocional da mãe – mulheres grávidas respondem às emoções, tais como cólera ou ansiedade, com uma secreção maciça de hormonas da glândula supra-renal. Essa secreção pode penetrar na corrente sanguínea do feto. 17
  18. 18. O ciclo de vida humana: a infância, a adolescência, a idade adulta e a velhice 18
  19. 19. Estágio Pré-Natal (concepção até o nascimento) • Formação da estrutura e órgãos corporais básicos. • O crescimento físico é o mais rápido de todos os períodos. • Grande vulnerabilidade às influências ambientais. 19
  20. 20. Primeira Infância (nascimento até 3 anos) •O recém nascido é dependente porém competente. •Todos os sentidos funcionam no nascimento. •Crescimento físico e desenvolvimento das habilidades motoras são rápidos •Capacidade de aprender e lembrar está presente, até mesmo nas primeiras semanas de vida. 20
  21. 21. Primeira Infância (nascimento até 3 anos) •Compreensão e fala se desenvolvem rapidamente. •Autoconsciência se desenvolve no segundo ano. •Apego aos pais e a outros se forma aproximadamente no final do primeiro ano de vida. •Interesse por outras crianças aumenta. 21
  22. 22. •Forças e habilidades motoras simples e complexas aumentam. •Comportamento é predominantemente egocêntrico, mas a compreensão da perspectiva dos outros aumenta. •Imaturidade cognitiva leva a muitas idéias ilógicas acerca do mundo. Segunda Infância (3 a 6 anos) 22
  23. 23. •Brincar, criatividade e imaginação tornam-se mais elaborados. •Independência, autocontrole e cuidado próprio aumentam. •Família ainda é o núcleo da vida, embora outras crianças comecem a se tornar importantes. Segunda Infância (3 a 6anos) 23
  24. 24. •Crescimento físico diminui. •Força e habilidade física se aperfeiçoam. •Egocentrismo diminui. •Crianças passam a pensar com lógica, embora predominantemente concreta. Terceira Infância (6 a 12 anos) 24
  25. 25. •Memória e habilidades de linguagem aumentam. •Ganhos cognitivos melhoram a capacidade de tirar proveito da educação formal. •Auto-imagem se desenvolve, afetando a auto-estima. •Amigos assumem importância fundamental. Terceira Infância (6 a 12 anos) 25
  26. 26. Adolescência (12 a 20 anos) •Mudanças físicas são rápidas e profundas. •Atinge-se a maturidade reprodutiva. •Capacidade de pensar abstratamente e usar o pensamento científico se desenvolve. •Egocentrismo adolescente persiste em alguns comportamentos. •Busca de identidade torna-se fundamental. •Grupos de amigos ajudam a desenvolver e testar a auto-imagem. •Relacionamento com os pais geralmente é bom. 26
  27. 27. •Saúde física atinge o máximo, depois cai ligeiramente. •Habilidades cognitivas assumem maior complexidade. •Decisões sobre relacionamento intimo são tomadas. •A maioria das pessoas se casa; a maioria tem filhos. •Escolhas profissionais são feitas. Jovem Adulto (20 a 40 anos) 27
  28. 28. •Ocorre certa deterioração da saúde física, e declínio da resistência e perícia. •Mulheres entram na menopausa. •Sabedoria e capacidade de resolução de problemas práticos são acentuadas; capacidade de resolver novos problemas declina. • •Senso de identidade contínua a se desenvolver. •Dupla responsabilidade de cuidar dos filhos e pais idosos pode causar estresse. Meia Idade (40 a 65 anos) 28
  29. 29. •Partida dos filhos tipicamente deixa o ninho vazio. •Para alguns, sucesso na carreira e ganhos atingem o máximo; para outros ocorre um esgotamento profissional. •Busca do sentido da vida assume importância fundamental. •Para alguns, pode ocorrer a crise da meia idade. Meia Idade (40 a 65 anos) 29
  30. 30. •A maioria das pessoas é saudável e ativa, embora a saúde e a capacidade física declinem um pouco. •Retardamento do tempo de reação afecta muitos aspectos do funcionamento. •A maioria das pessoas é mentalmente ativa. Embora a inteligência e a memória possam se deteriorar em algumas áreas, a maioria das pessoas encontra modos de compensação. •A reforma pode criar mais tempo para o lazer mas pode diminuir as rendas. •As pessoas precisam de enfrentar perdas em muitas áreas (perdas das sua próprias faculdades, perda de afeto) e a iminência de sua própria morte. Terceira idade (65 anos em diante) 30
  31. 31.  Principais características e alterações nas diversas etapas da vida  O psicólogo e biólogo Jean Piaget (1896-1980) ◦ Demonstrou que existem formas de perceber, compreender e de se comportar diante do mundo, próprias de cada faixa etária, isto é, existe uma assimilação progressiva do meio ambiente.  Piaget considerava os seguintes factores: Hereditariedade - Maturação Neurofisiológica Crescimento Orgânico - Meio 31
  32. 32. Período Sensório-Motor ( 0 a 2 anos)  No recém-nascido, a vida mental reduz-se ao exercício dos aparelhos reflexos, de fundo hereditário, como a sucção.  Por volta dos cinco meses, a criança consegue coordenar os movimentos das mãos e olhos e pegar em objectos, aumentando a sua capacidade de adquirir hábitos novos.  No final deste período, a criança é capaz de usar um instrumento como meio para atingir um objecto. 32
  33. 33. Período Sensório-Motor ( 0 a 2 anos)  Ao longo desse período, irá ocorrer na criança uma diferenciação progressiva entre o seu eu e o mundo exterior.  Isso permite que a criança, por volta de 1 ano, admita que um objecto continue a existir mesmo quando este não se encontra presente no seu campo visual. 33
  34. 34. Período Sensório-Motor ( 0 a 2 anos)  Esta diferenciação também ocorre no aspecto afectivo, pois o bebé passa das emoções primárias (os primeiros medos) para uma escolha afectiva dos objectos, quando já manifesta preferências. 34
  35. 35. Período Sensório-Motor ( 0 a 2 anos)  Por volta dos 2 anos, a criança evolui de uma atitude passiva em relação ao ambiente e pessoas do seu mundo para uma atitude activa e participativa.  A sua integração no ambiente dá-se, também, pela imitação de regras. E a própria fala é imitativa. 35
  36. 36. Período Pré-operatório ( 2 a 7 anos)  O que de mais importante acontece é o aparecimento da linguagem, que irá acarretar modificações nos aspectos intelectual, afectivo e social da criança.  No início do período, ela exclui toda a objectividade, a criança transforma o real em função dos seus desejos e fantasias; 36
  37. 37. Período Pré-operatório ( 2 a 7 anos) Posteriormente, utiliza-o como referencial para explicar o mundo real, a sua própria actividade, o seu eu e as suas leis morais; E no final do período, passa a procurar a razão causal e finalista de tudo (é a fase dos “porquês”). É um pensamento mais adaptado ao outro e ao real. 37
  38. 38. Período Pré-operatório ( 2 a 7 anos)  No aspecto afectivo, surgem os sentimentos interindividuais, sendo um dos mais relevantes o respeito que a criança nutre pelos indivíduos que julga superiores a ela.  Mais tarde, adquire uma noção mais elaborada da regra, concebendo-a como necessária para organizar o brinquedo. 38
  39. 39. Período Pré-operatório ( 2 a 7 anos)  Surge também uma escala de valores próprios da criança. Ela passa a avaliar suas próprias ações a partir dessa escala.  É importante considerar, que a maturação neurofisiológica completa-se permitindo o desenvolvimento de novas habilidades, como a coordenação motora fina. 39
  40. 40. Período das Operações Concretas (7 a 11 ou 12 anos)  O aparecimento de uma nova capacidade mental : as operações, isto é, ela consegue realizar uma acção física ou mental dirigida para um fim (objecto) e revertê-la para o seu início. 40
  41. 41. Período das Operações Concretas (7 a 11 ou 12 anos)  O desenvolvimento mental, caracterizado pelo egocentrismo intelectual e social, é superado neste período pelo início da construção lógica, isto é, a capacidade da criança de estabelecer relações que permitam a coordenação de pontos de vista diferentes.  No plano afectivo, isto significa que ela será capaz de cooperar com os outros, de trabalhar em grupo e, ao mesmo tempo, de ter autonomia pessoal. 41
  42. 42. Período das Operações Concretas (7 a 11 ou 12 anos)  No aspecto afectivo, ocorre o aparecimento da vontade como qualidade superior e que actua quando há conflitos de tendências ou intenções. A criança adquire uma autonomia crescente em relação ao adulto, passando a organizar seus próprios valores morais.  O sentimento de pertencer ao grupo de colegas torna-se cada vez mais forte. Este fortalecimento do grupo implica que não considera mais as opiniões dos adultos passando a “enfrentá- los”. 42
  43. 43. Período das Operações Formais ( 11 ou 12 anos em diante)  Neste período, ocorre a passagem do pensamento concreto para o pensamento abstrato. O adolescente domina, progressivamente, a capacidade de abstrair e generalizar, cria teorias sobre o mundo, principalmente sobre os aspectos que gostaria de reformular. 43
  44. 44. Período das Operações Formais ( 11 ou 12 anos em diante)  No aspecto afectivo, o adolescente vive conflitos. Deseja libertar-se do adulto, mas ainda depende dele. Deseja ser aceite pelos amigos e pelos adultos. O grupo de amigos é um importante referencial para o jovem, determinando o vocabulário, o vestuário e outros aspectos de seu comportamento. 44
  45. 45. Período das Operações Formais ( 11 ou 12 anos em diante)  Há uma modificação orgânica, que o deixa feliz e ao mesmo tempo confuso, por não saber como devera lidar com essas novas necessidades e transformações.  Os interesses do adolescente são diversos e mutáveis, sendo que a estabilidade chega com a proximidade da idade adulta. 45
  46. 46. O Sistema Nervoso Central 46
  47. 47. Cérebro “O cérebro é um tear encantado onde milhões de lançadeiras fulgurantes (impulsos nervosos) tecem um padrão disperso, um padrão sempre cheio de sentido e todavia nunca duradouro; uma harmonia de subpadrões em constante mutação.” Sir Charles Sherrington Constituído por cerca de um bilião de células das quais 100 mil milhões são neurónios interligados em rede. Trata simultaneamente um número incalculável de informação. O cérebro contribui de forma decisiva para o comportamento humano. 47
  48. 48. Cérebro Estruturas e funções: Cérebro posterior Cérebro médio Cérebro anterior 48
  49. 49. Cérebro Córtex Cerebral É a camada exterior que reveste a superfície dos hemisférios cerebrais. É graças a ele que é possível pensar, falar, perceber o que se ouve e o que se vê. É o córtex cerebral que nos torna humanos. Está dividido em dois hemisférios - o esquerdo e o direito – ligados por um feixe de fibras nervosas denominado corpo caloso. 49
  50. 50. Neurónios 50  Os neurónios são considerados unidades básicas de processamento do cérebro.  Os neurónios estão ligados uns aos outros através de conexões sinápticas.  A capacidade das sinapses serem moduladas é a principal base para todos os processos cognitivos, como percepção, raciocínio e memória.
  51. 51. Distribuição dos neurónios no cérebro  Num milímetro cúbico de tecido do córtex, existem aproximadamente 105 neurónios e 109 sinapses.  Muitas áreas do cérebro apresentam uma organização laminar de neurônios.  Lâminas são camadas de neurónios em contato com outras camadas.  Um dos arranjos mais comuns de neurónios é uma estrutura bidimensional em camadas. 51
  52. 52. Os neurónios espalham-se por todo corpo pelas fibras nervosas denominadas nervos. NERVOS 52
  53. 53. Transmissão de sinais nos neurónios e nas Sinapses 53 Os neurónios ficam contidos num ambiente líquido contendo uma certa concentração de íons, que podem entrar ou sair através dos canais iónicos. Tanto as transmissões de sinais nos axônios, como as sinapses usam esses canais iônicos.
  54. 54. Os canais iónicos podem ser modulados, permitindo ao cérebro adaptar-se a diferentes situações. A plasticidade sináptica é a capacidade das sinapses sofrerem modificações. A sinapse é a junção entre o axónio pré-sináptico e o dendrite pós-sináptico. O neurónio que envia o sinal é chamado pré-sináptico. O neurónio receptor do sinal é chamado pós-sináptico. 54 Sinapses
  55. 55. Transmissão de Sinais nos Neurónios e sinapses Neurônio pré-sináptico Neurônio pós-sináptico Neurônio pós-sináptico Fenda sináptica 55
  56. 56. SINAPSES 56
  57. 57. Fisiologicamente o sistema nervoso pode ser dividido em : - sistema nervoso voluntário ou somático - sistema nervoso autónomo  Sistema nervoso somático : voluntário Funciona de acordo com nossa vontade. Ex: tecido esquelético 57 Características específicas do sistema nervoso face aos outros sistemas do organismo
  58. 58. Sistema nervoso autônomo: é involuntário.  Exs: FOME CHORO 58
  59. 59. Sistema nervoso autônomo tem 2 divisões: - sistema nervoso autônomo simpático ( snas) - sistema nervoso autônomo parassimpático( snap)  Sistema nervoso autónomo simpático:  Os impulsos são libertados sob condições de stresse físico ou psíquico. Situação de emergência. ◦ Ex: os batimentos cardíacos aceleram, a pressão arterial aumenta.  Sistema Nervoso Autónomo Parassimpático:  Age sob condições de repouso, não stressantes. Controlador da maioria dos efeitos viscerais na maior parte do tempo. ◦ Ex: diminuição dos batimentos cardíacos, diminuição da pressão arterial. 59
  60. 60. Divisão do sistema nervoso 60
  61. 61. SISTEMA NERVOSO CENTRAL E PERIFÉRICO 61
  62. 62. Zonas cerebrais e suas principais funções 62
  63. 63. Cérebro direito / Cérebro esquerdo Dois hemisférios Esquerd o Direito Comanda a actividade motora e sensorial da parte esquerda do corpo Controla a parte direita Hemisférios Cerebrais 63
  64. 64. Hemisfério esquerdo é responsável pela linguagem verbal, escrita e falada, pelo pensamento lógico e pelo cálculo; Hemisfério direito controla a percepção das relações espaciais, a formação de imagens, o pensamento concreto. Na década de 60 foram clarificadas as funções de cada hemisfério: Hemisférios Cerebrais Contudo, não podemos esquecer que o cérebro funciona como uma unidade: nos comportamentos mais complexos os dois hemisférios estão envolvidos, completando-se. 64
  65. 65. Lobos cerebrais 65
  66. 66. Lobos cerebrais coordena, entre outras, as actividades motoras;Lobo frontal Lobo parietal coordena as sensações relacionadas com a pele; Lobo occipital coordena a visão; Lobo temporal coordena a audição. 66
  67. 67. Áreas de funções específicas no cérebro 67
  68. 68. Tipos de Áreas Funcionais por Lobo Áreas primárias, sensoriais ou de projecção  Áreas que recebem as informações sensoriais, isto é, as mensagens que têm origem nos órgãos dos sentidos. Áreas que têm funções motoras. Áreas secundárias, psicossensoriais ou de associação  Interpretam e coordenam as informações recebidas pelas áreas primárias. São áreas de coordenação que ocupam a maior parte do córtex cerebral. 68
  69. 69. Tipos de Áreas Funcionais Áreas motoras: – responsável pelo movimento do corpo. Uma lesão nesta área provoca paralisia cortical; – responsável pela coordenação dos movimentos corporais. Uma lesão nesta área provoca apraxia. Áreas somatossensoriais:– recebe as informações que têm origem na pele e nos músculos. Uma lesão nesta área provoca anestesia cortical; – coordena as mensagens recebidas. Uma lesão nesta área provoca agnosia sensorial. Área motora primária Área motora secundária Área somatossensorial primária Área somatossensorial secundária 69
  70. 70. Áreas visuais: - recebe as mensagens captadas pelos olhos. Uma lesão nesta área provoca cegueira cortical. - coordena os dados recebidos na área visual, permitindo o reconhecimento dos objectos. Uma lesão nesta área provoca agnosia visual. Áreas auditivas: – recebe os sons elementares. Uma lesão nesta área provoca surdez cortical. – identifica e interpreta os sons recebidos na área auditiva. Uma lesão nesta área provoca agnosia auditiva. Tipos de Áreas Funcionais Área visual primária Área visual secundária Área auditiva primária Área auditiva secundária 70
  71. 71. Áreas pré- frontais: Surge como órgão coordenador e unificador da actividade cerebral, responsável pelo pensamento abstracto, atenção, reflexão, entre outros. Uma lesão nesta área provoca uma “associação entre deficiência na tomada de decisões e perda de emoções e sentimentos” – António Damásio Tipos de Áreas Funcionais 71
  72. 72. Tipos de Áreas Funcionais córtex pré-frontal 72
  73. 73. Unidade Funcional do Cérebro Desde cedo os seres humanos procuraram relacionar os comportamentos do Homem com diferentes áreas do cérebro; No séc. XIX o médico Franz Joseph Gall desenhou um mapa dos sentimentos e do carácter, onde localizou variadas áreas; A concepção rígida de localização cerebral tinha de ser posta de parte; Existe no cérebro zonas que comandam e coordenam determinadas funções e comportamentos, contudo estas áreas não são estanques e compartimentadas; Descobriu-se que as funções perdidas, devido a lesões podem ser retomadas; Essa recuperação não é da responsabilidade da regeneração das células nervosas, mas sim das áreas vizinhas da zona lesionada que entram em acção podendo vir a substitui-la – função vicariante ou de suplência. 73
  74. 74. Há funções que devido à sua complexidade, implicam o funcionamento do cérebro de modo interactivo e integrado, como por exemplo, a linguagem, o pensamento, a aprendizagem, a memória, a afectividade… O cérebro é um sistema complexo e unitário, cujas componentes, apesar de especializadas em determinadas funções, mantêm relações de interdependência. O cérebro é um todo maior do que a soma das suas partes. Unidade Funcional do Cérebro 74
  75. 75. Mapa dos sentimentos e do carácter: 75
  76. 76. O desenvolvimento e comportamento do adolescente 76
  77. 77. Adolescência (12 a 20 anos) •Mudanças físicas rápidas e profundas. •Atinge-se a maturidade reproductiva. •Desenvolvimento da capacidade de pensar abstractamente e usar o pensamento científico •Egocentrismo adolescente persiste em alguns comportamentos. •Busca de identidade torna-se fundamental. •Grupos de amigos ajudam a desenvolver e testar a auto- imagem. •Relacionamento com os pais geralmente é bom. 77
  78. 78. Adolescência Período situado entre a infância e a vida adulta. Inicia-se com os primórdios físicos da maturidade sexual. Termina com a realização socal da situação de adulto independente. Correspponde mais ou menos à fase entre os 12 e os 20 anos. Inicia com a puberdade, quando a pessoa começa a tornar-se sexualmente madura. 78
  79. 79. Transformações físicas e efeitos psicológicos A puberdade segue-se a um fluxo de hormonas, que pode intensificar os ânimos. Desencadeia um período de dois anos de rápido desenvolvimento físico. Pontos de referência da puberdade: Primeira ejaculação nos rapazes (por volta dos 14 anos) Primeiro período menstrual nas raparigas (por volta dos 13 anos) 79
  80. 80. A sequência de mudanças físicas é muito mais previsível do que o momento em que irão ocorrer. Durante a infância, rapazes e raparigas têm mais ou menos a mesma altura. Na puberdade, as raparigas passam à frente por um breve período, os rapazes alcançam-nas por volta dos 14 anos de idade. Nesse período a rapariga pode crescer até 8 centímetros por ano e o rapaz 13 centímetros. 80 Transformações físicas e efeitos psicológicos
  81. 81. Desenvolvimento cognitivo A capacidade de raciocinar está em desenvolvimento, o que proporciona novo nível de consciência social e julgamento moral. À medida que os adolescentes se tornam capazes de avaliar o seu pensamento, começam a imaginar o que outras pessoas podem pensar sobre eles. À medida que as faculdades cognitivas amadurecem, muitos adolescentes começam a pensar sobre o que é possível em termos ideais. por isso passam a criticar a sociedade, os pais e até mesmo as suas 81 Transformações físicas e efeitos psicológicos
  82. 82. Desenvolvimento cognitivo Nos primeiros anos da adolescência, o raciocínio é com frequência centrado em si mesmo. A maioria alcança o cume intelectual a que Piaget chamou operações formais. 82 Transformações físicas e efeitos psicológicos
  83. 83. Tarefa fundamental da infância e da adolescência: aprender o certo e errado e desenvolver o caráter – os músculos psicológicos para controlar os impulsos. Piaget acreditava que o julgamento moral das crianças baseava-se em seu desenvolvimento cognitivo. À medida que o desenvolvimento moral progride, o foco da preocupação desloca-se do eu para o mundo social mais amplo. 83 Comportamentos de risco, protecção e prevenção
  84. 84. Desenvolvimento moral Kohlberg argumentava que, enquanto nos desenvolvemos intelectualmente, passamos por até seis estágios de pensamento moral, do raciocinio simples e concreto para um raciocínio mais abstrato e baseado em princípios. Os estágios são agrupados em 3 níveis básicos: Nível pré convencional Desenvolve-se durante o início da infância moralidade ligada aos interesses pessoais – para evitar puniçôes ou ganhar recompensas concretas. 84 Comportamentos de risco, protecção e prevenção
  85. 85. Desenvolvimento moral Nível convencional: desenvolve-se durante o final da infância e início da adolescência. Moralidade ligada a leis e regras sociais: para ganhar aprovação ou evitar desaprovação. Sendo capazes de assumir as perspectivas dos outros, os dolescentes podem aprovar acções que lhes valerão aprovação social ou que os ajudarão a manter a ordem social. Nível pós- convencional: pode-se desenvolver da adolescência em diante (raciocínio abstrato/ estágio operatório formal) Moralidade ligada a princípios abstractos: afirmar direitos 85 Comportamentos de risco, protecção e prevenção
  86. 86. Acção moral -O raciocínio moral influencía o discursomoral e a acção. -Influências sociais. -Estimular o raciocínio moral: . Discussões de questões morais e as suas implicações . Ensinar a empatia pelos sentimentos dos outros . Autodisciplina necessária para conterem impulsos. -As idéias morais fortalecem-se quando resultam em acções. 86 Comportamentos de risco, protecção e prevenção
  87. 87. Desenvovimento social Erik erikson argumentou que cada estágio da vida tem o seu problema “psicossocial”, uma crise que precisa de solução. Crianças – confiança/autonomia (independência)/iniciativa Crianças em idade escolar – competência Adolescência – busca de identidade Os adolescentes ensaiam, “eus” diferentes para cada situação. Muitas vezes essa confusão de papéis é resolvida pela gradativa reformulação de uma autodefinição que unifica os vários eus num sentimento coerente e concreto de quem se é – UMA IDENTIDADE. 87 Comportamentos de risco, protecção e prevenção
  88. 88. Sexualidade na adolescência Erikson argumentou que o estágio da identidade adolescente é seguido, no início da vida adulta, por um desenvolvimento da capacidade para a intimidade, a capacidade de estreitar relacionamentos emocionais. Sexo e conexão social - a luta “normal” para criar uma identidade separada descreve os homens como mais individualistas do que as mulheres. As mulheres estão menos preocupadas do que os homens em se considerarem individualidades separadas e mais interessadas em “fazer conexões”. Separação dos pais - quando os adolescentes,começam a formar as suas próprias identidades, começam a separar- se dos pais. 88
  89. 89. 89 ÍNDICE 1. Leitura do desenvolvimento do ser humano segundo a Psicologia 2 1.1. Componente do inato (transmissão genética e hereditariedade): o biológico 3 1.2. Componente do adquirido (meio): o social 10 1.3. Conceitos de crescimento, maturação e desenvolvimento 11 1.4. O ciclo de vida humana: a infância, a adolescência, a idade adulta e a velhice 18 1.5. Principais características e alterações nas diversas etapas da vida 31 2. O Sistema Nervoso Central 46 2.1. Cérebro, neurónio e sinapse 47 2.2. Características específicas do sistema nervoso face aos outros sistemas do organismo 57 2.3. Zonas cerebrais e suas principais funções 62 3. O desenvolvimento e comportamento do adolescente 76 3.1. Transformações físicas e efeitos psicológicos 79 3.2. Comportamentos de risco, protecção e prevenção: 83 3.3. Sexualidade na adolescência 88

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