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PEDIATRIA
       LUCINA
Desenvolvimento
Desenvolvimento

   O processo do desenvolvimento humano inclui
    todas as mudanças nas estruturas e funções
    orgânicas e no modo de pensar e agir dos
    indivíduos, desde a concepção até a morte, através
    de sucessivas gerações
   Resulta de recíprocas influências de processos
    biológicos, psicológicos e sociais, que incluem o
    crescimento e a maturação orgânica, as ações do
    indivíduo, as condições materiais de vida e as
    relações e práticas sociais, como aquelas
    relacionadas à criação das crs, à maternidade e à
    paternidade.
Desenvolvimento
   A promoção do desenvolvimento da criança
    envolve os diversos aspectos do bem-estar da
    população, como a moradia, o lazer, a educação, o
    trabalho, a saúde e a participação social.
   O profissional de saúde em atenção primária pode
    promover o desenvolvimento da criança atuando
    sobre o indivíduo e a coletividade.
   A promoção e a proteção do desenvolvimento
    realizam-se por meio de políticas, programas e
    ações que favorecem fatores facilitadores do
    desenvolvimento e evitam, eliminam ou reduzem
    condições clínicas e ambientais de risco para
    deficiências e incapacidades no pensar e agir das
    crianças
Acompanhamento do
Desenvolvimento
   No nível ambulatorial, a promoção e a proteção do
    desenvolvimento da criança ocorrem
    principalmente por meio de ações de educação
    para a saúde, acompanhamento da saúde da
    família e atenção integral à saúde da criança.
   Deve-se ouvir, informar e discutir assuntos
    relacionados à saúde e ao desenvolvimento das
    crianças como a relação entre as habilidades
    desenvolvidas, modos de explorar o ambiente,
    riscos de acidentes e medidas para a sua
    prevenção.
Acompanhamento do
Desenvolvimento
   O acompanhamento do desenvolvimento é etapa
    indispensável das consultas sistemáticas da
    revisão da saúde de todas as crianças.
   O diagnóstico de deficiências de desenvolvimento
    com tratamento precoce melhora a saúde mental
    da mãe, o relacionamento entre os pais e entre
    pais e filhos, diminui problemas emocionais na cr,
    melhora seu ajuste social, seu comportamento e
    desempenho escolar e ainda aumenta a chance de
    concluir o ensino médio, a conseguir emprego,
    além de diminuir a chance de engravidar na
    adolescência
Acompanhamento do
Desenvolvimento
   As avaliações de desenvolvimento devem ser
    realizadas nas consultas de acompanhamento
    sistemático da saúde
   No decorrer das avaliações, constrói-se um perfil
    do desenvolvimento da criança, baseado na


       História         +
                                 Exames Clínicos


que podem incluir testes e avaliação por especialistas
Tal perfil servirá de base para as condutas clínicas
Acompanhamento do
Desenvolvimento
    A construção do perfil de desenvolvimento deve
     incluir no mínimo 7 etapas:
1.   Identificação de fatores de risco para a saúde
2.   Identificação de problemas de saúde
3.   Escuta das informações e opiniões dos pais sobre o
     desenvolvimento do filho
4.   Avaliação clínica de comportamentos funcionais adaptativos
5.   Exame de reflexos primitivos
6.   Exame do tônus muscular
7.   Pesquisa de sinais neurológicos
Identificação de fatores de
risco e de problemas de saúde

   O profissional de saúde deve estar atento para
    identificar situações que colocam a cr em maior
    risco para deficiências e incapacidades. Dentre
    elas, destacam-se:
   Situações do ambiente físico: renda familiar baixa
   Discriminação social: crs indesejadas, tímidas
   Condições paternas: pais com baixa escolaridade
   Antecedentes gestacionais: desnutrição materna
   Condições perinatais: prematuridade, baixo peso
   Antecedentes mórbidos: malformações congênitas
   Antecedentes familiares: deficiência mental entre familiares
   Presença de outras deficiências e problemas clínicos como
    miopia, surdez
Escuta das informações e opiniões dos
pais sobre o desenvolvimento do filho
    Recomenda-se que as avaliações do
     desenvolvimento da cr seja subsidiadas por
     informações e opiniões dos pais sobre o
     desenvolvimento do filho
    A opinião dos pais deve ser pedida informalmemnte
     solicitando:
      – Observação da maneira de agir dos filhos em
        relação as outras crs da mesma idade
      – Perguntando se há alguma preocupação qto ao
        desenvolvimento, comportamento ou
        aprendizado da cr
      – Aplicando quetionários de opinião dos pais
        sobre o desenvolvimento ou comportamento do
Escuta das informações e opiniões dos
pais sobre o desenvolvimento do filho

    Importante ter em mente que as opiniões dos pais
     sobre o desenvolvimento do filho são elementos da
     anamnese, e não um método isolado da triagem,
     elas complementam a avaliação clínica pelo
     pediatra
Avaliação clínica de comportamentos
funcionais adaptativos
(Marcos do Desenvolvimento)
   Estudos epidemiológicos e quantitativos demonstram que em
    cada população as habilidades que refletem o
    desenvolvimento de funções adaptativas como a
    comunicação, a locomoção e a manipulação de objetos
    tendem a emergir,mudar e desaparecer em sequência e faixa
    etária semelhantes construindo um “ padrão” de
    desenvolvimento.
   Recomenda-se que as avaliações das funções adaptativas
    iniciem-se nos primeiros dias de vida e prossigam,
    preferencialmente nas ocasiões em que a cr não apresente
    doença aguda que interfira em suas condições gerais e
    disposição, o que pode levar a erro.
Avaliação clínica de comportamentos
funcionais adaptativos
(Marcos do Desenvolvimento)
   A avaliação do ritmo de desenvolvimento das
    habilidades correspondentes às funções
    adaptativas, a cronologia e o desaparecimento de
    habilidades é fundamental, pois a sua ordem é
    razoavelmente estável, devido à maturação do SN
    e às práticas comuns em cuidados na infância.
   Importante tb avaliar o modo como as novas
    aquisições se apresentam e se integram como as
    demais funções no cotidiano da cr: na marcha,
    deve-se observar o equilíbrio, a força, a simetria, a
    direção, a medida e o ritmo dos movimentos e
    analisar como o caminhar se insere no contexto
    das atividades da cr.
Avaliação clínica de comportamentos
funcionais adaptativos
(Marcos do Desenvolvimento)
   Mais importante do que verificar o alcance de alguns marcos
    de desenvolvimento em épocas bem definidas é construir um
    “perfil do desenvolvimento das funções adaptativas” da cr no
    decorrer das consultas de revisão da saúde.
   Para isso, pode basear-se em marcos do desenvolvimento.
    Os mais utilizados são o Teste de Desenvolvimento de
    Denver, que é simples e rápida a aplicação e as escalas de
    desenvolvimento de Griffiths e Bayley, que demoram mais de
    45 min.
   No Brasil, o MS incluiu no Cartão da Cr uma seleção de
    marcos do desenvolvimento de cr , de 5ª, devendo o
    profissional de saúde anotar a idade em que a cr adquiriu as
    habilidades apresentadas no cartão.
   Os testes e escalas investigam o desenvolvimento de
    habilidades, e não a inteligência da cr
Acompanhamento do Desenvolvimento de crs
, de 5ª, adotado pelo Ministério da Saúde
Exame de reflexos primitivos

   A motricidade reflexa independe do controle
    voluntário e é produzida, em resposta a estímulos
    específicos.
   No primeiro ano de vida algumas atividades
    desaparece ou dá lugar a atividade similar.
   Isso ocorre em virtude da maturação do sistema
    nervoso
   Somente em questões patológicas os reflexos
    primitivos persistem.
   No mínimo, devem ser pesquisados na avaliação
    dos lactentes os seguintes reflexos:
Exame de reflexos primitivos

    No mínimo, devem ser pesquisados na avaliação
     dos lactentes os seguintes reflexos:
1.   Reflexo do apoio plantar: pesquisado segurando-se
     a cr pelas axilas em posição vertical, com as
     plantas dos pés apoiadas em um plano e o corpo
     posicionado de maneira que cause uma pequena
     pressão dos pés sobre o apoio.Evidencia-se o
     endireitamento do corpo
      como reação ao apoio.
     Desaparece até o 6° mês.
Exame de reflexos primitivos

2. Sucção Reflexa: pode ser desencadeada
    colocando-se a mão da cr em sua boca. Não deve
    persistir a partir do 6º mês
Exame de reflexos primitivos

3.Reflexos flexores: sinergias flexoras reflexas são pesquisadas
    por meio da estimulação de receptores da pele que recobre
    músculos e tendões flexores. A resposta muscular reflexa é
    desencadeada apenas no lado do corpo que é estimulado.
    Qdo realizada bilateralmente o resultado é semelhante pois
    os reflexos são simétricos. São úteis para pesquisar
    deficiências de sensibilidade. Três reflexos devem ser
    pesquisados:
    Reflexo da preensão palmar: pode ser obtido ao roçar a
        palma da mão ou a superfície palmar dos dedos da cr.
        Desaparece até o 6º mês
Exame de reflexos primitivos

   Reflexo da apreensão dos artelhos: obtido ao roçar a
    superfície plantar dos artelhos. Desaparece em torno do 11
    mês de vida.
   Reflexo cutâneo plantar: é obtido pela excitação da porção
    lateral do pé. Este estímulo desencadeia flexão dorsal do
    hálux, acompanhada ou não da flexão dos demais artelhos.
    Do 13° mês em diante toda cr deve apresentar a flexão do
    hálux. A partir desta idade a dorsiflexão é considerado
    patológica – sinal de Babinski -
Exame de reflexos primitivos

4. Reflexo de Moro: realizado colocando-se a cr em decúbito
    dorsal e a cabeça na linha média. Desencadeia-se este
    reflexo segurando a cr pelas duas mãos, distendendo seus
    membros superiores e liberando-os bruscamente. Tem
    resposta incompleta a partir do 3° mês; no 4° apenas
    esboçado e desde o final do 6º mês ausente. A assimetria
    indica patologia subjacente, por exemplo lesão de membro
    superior e da clávicula, paresia por lesão do SNC
Exame de reflexos primitivos

5. Reflexo tônico-cervical: para desencadear este reflexo deve-
    se produzir a rotação da cabeça da cr para um dos
    lados.Essa manobra produz a extensão dos membros
    superior e inferior do lado facial e flexão dos membros
    contralaterais. Desaparece até o terceiro mês.
Exame do tônus muscular

      Modifica-se intensamente no primeiro ano de vida.
      O RN a termo apresenta hipertonia geral
      Evidente nos primeiros dois ou três meses de vida e diminui
       gradativamente
      No quinto ou sexto mês acontece o oposto, a hipotonia
       fisiológica que permite ao bebê brincar com os seus pés e
       colocá-lo na boca.
      Do oitavo mês em diante há nítida diminuição da hipotonia
       fisiológica , mas ainda é observada até 10 ou 12 meses de
       idade.
      Se o tônus muscular for muito diferente do esperado para a
       idade da cr, é provável a existência de agravo neurológico.
Pesquisa de sinais neurológicos
   Sofrimento ou lesões do SN, mesmo qdo graves, podem
    ocorrer sem manifestações clínicas aberrantes, sendo
    imprescindível investigar sinais sugestivos de agravos
    neurológicos.
   Alguns indicadores de alta probabilidade de agravo
    neurológico:
     – No crânio: assimetria após 3m, pode ser cranioestenose,
       ou simplesmente o hábito de deitar a cr do mesmo lado;
     – Na linha média da face em cr em atraso de
       desenvolvimento: fenda palatina
     – No exame oftalmológico: estrabismo
     – No exame da audição e da linguagem: ausência de
       resposta ao som em qq idade
     – Entre outros
Fases distintas do
desenvolvimento
   PERÍODO NEONATAL

    – PRIMEIROS 28 DIAS DE VIDA / FASE DE
      ADAPTABILIDADE
    – ATIVIDADE MOTORA REFLÉXICA / REFLEXOS
      ARCÁICOS PRESENTES
    – MATURIDADE AUDITIVA + IMATURIDADE VISUAL
PERÍODO LACTENTE (1ª
    INFÂNCIA)
•    COMPREENDE DOS 29 DIAS ATÉ O SEGUNDO ANO DE VIDA
•    MARCADA POR INTENSA ACELERAÇÃO DAS DIMENSÕES
     ANTROPOMÉTRICAS (PESO E COMPRIMENTO) ASSIM COMO
     DAS    AQUISIÇÕES   MOTORAS,COGNITIVAS   E   SÓCIO-
     ADAPTATIVAS,    DECORRENTES:    DO   PROCESSO    DE
     DESENVOLVIMENTO NEUROLÓGICO + DOS CUIDADOS DE
     SAÚDE E NUTRIÇÃO + DA ESTIMULAÇÃO PSICOSSOCIAL
     (VÍNCULO AFETIVO)
•    NESTA FASE TAMBÉM AS FUNÇÕES MOTORA, COGNITIVA E
     INTELECTUAL     PROGRIDEM,COM    O   PROCESSO    DE
     MIELINIZAÇÃO: SUSTENTANDO A CABEÇA E SORRINDO AOS 2
     MESES; PEGANDO OBJETOS À FRENTE AOS 4 MESES;
     SENTANDO COM APOIO AOS 7 MESES; ENGATINHANDO E
     FICANDO EM PÉ AOS 9 MESES; FALANDO E CONHECENDO
     BEM A FAMÍLIA APÓS OS 9 MESES
•    SEGUNDO PIAGET - DO NASCIMENTO AOS 2 ANOS DE VIDA, O
     DESESENVOLVIMENTO INTELECTUAL E PSICOSSOCIAL
     CORRESPONDE       AO     PERÍODO    SENSÓRIO-MOTOR
     (EXPLORAÇÃO DE SI E DO MUNDO)
PERÍODO DA 2ª INFÂNCIA
ABRANGE OS PERÍODOS PRÉ-ESCOLAR (DOS 2 AOS 5 ANOS) E ESCOLAR (DOS
6 AOS 9 ANOS)
•PERÍODO DE INTENSO DESENVOLVIMENTO NEUROLÓGICO E MOTOR QUE
PERMITEM A EVOLUÇÃO SÓCIO-EDUCATIVA E COGNITIVA DA CRIANÇA.
•PRINCIPAL CARACTERÍSTICA: O DESENVOLVIMENTO INTELECTUAL E O INÍCIO DO
PROCESSO DE APRENDIZAGEM

•SEGUNDO PIAGET:
NO PERÍODO PRE-ESCOLAR - DESENVOLVE-SE O PENSAMENTO PRÉ-
OPERATÓRIO, CARACTERIZADO PELA CAPACIDADE DE FORMAR
SÍMBOLOS E CRIAR REPRESENTAÇÕES MENTAIS PARA OBJETOS

 AOS 2 ANOS: JOGOS SOLITÁRIOS/ CONTROLE DE ESFÍNCTERES
  AOS 3 ANOS: JOGOS INTERAGINDO PARCIALMENTE COM COLEGAS/
                      INÍCIO DAS FANTASIAS
 AOS 4 ANOS: EXACERBAÇÃO DAS FANTASIAS/ USO DA IMAGINAÇÃO/
                      APRENDE CONDUTAS SOCIAIS
           LINGUAGEM EVOLUI DA PALAVRA CHAVE ATÉ A LINGUAGEM
SOCIAL

NO PERÍODO ESCOLAR - DESENVOLVE-SE O PENSAMENTO OPERATÓRIO
OU CONCRETO,QUE É A CAPACIDADE DE REALIZAR OPERAÇÕES
LÓGICAS/ EXECUTA MENTALMENTE O PENSAMENTO REVERSÍVEL, QUE É
CONDIÇÃO NECESSÁRIA PARA REALIZAR AS 4 OPERAÇÕES (SOMA,
SUBTRAÇÃO, DIVISÃO E MULTIPLICÃO). OS JOGOS TÊM REGRAS E USAM
O CONHECIMENTO/ APARECE INTERESSE PELO ESPORTE.
Adolescência

   Desenvolvimento Biológico, Psicológico e Social
   Síndrome da Adolescência Normal ou Variações
    Comportamentais Normais da Adolescência
    – 1. Busca de si mesmo e da identidade adulta.
    – 2. Tendência grupal
    – 3. Necessidade de intelectualizar e fantasiar.
    – 4. Crises religiosas
    – 5. Deslocação temporal
    – 6. Evolução sexual, do auto-erotismo até a heterossexualidade.
    – 7. Atitudes sociais reivindicatórias.
    – 8. Contradições sucessivas em todas as manifestações de conduta.
    – 9. Separação progressiva dos pais.
    – 10. Constantes situações de humor e estado de ânimo.
Sub-Divisão da Adolescência:

   ADOLESCÊNCIA PRECOCE (10 AOS 14)
- PREOCUPADO COM INÚMERAS MODIFICAÇÕES
   CORPORAIS (PUBERDADE), ASSIM COMO, COM AS
   MUDANÇAS NAS RELAÇÕES INTER-PESSOAIS COM A
   FAMÍLIA, DEMONSTRANDO A REBELDIA E A
   AMBIVALÊNCIA QUANTO À NECESSIDADE DE
   SEPARAÇÃO DOS PAIS, SEM O REAL
   DISTANCIAMENTO INTERNO. VIVENCIA TAMBÉM
   INTENSAMENTE A RELAÇÃO COM GRUPOS DE IGUAIS,
   ASSIM COMO A RELIGIOSIDADE, EMBORA AINDA SE
   ENCONTRE MUITO LIGADO À FAMÍLIA.
Sub-Divisão da Adolescência:

   MÉDIA ADOLESCÊNCIA (14 AOS 16)
- INICIA-SE A SEPARAÇÃO DOS PAIS E DA FAMÍLIA ASSIM
    COMO A SELEÇÃO DE AMIGOS. PREDOMÍNIO DO
    INTERESSE PELO COMPANHEIRISMO. CONDUTA
    EXPLORATÓRIA EM RELAÇÃO À SEXUALIDADE.
    INTENSIFICA-SE TAMBÉM O PROCESSO DE
    ELABORAÇÃO DO PENSAMENTO ABSTRATO E
    FILOSÓFICO
Sub-Divisão da Adolescência:

   ADOLESCÊNCIA TARDIA (17 AOS 19
    ANOS, 11 MESES E 29 DIAS )
- INICIAM-SE OS RELACIONAMENTOS MAIS ESTÁVEIS,
    COM MAIOR ENVOLVIMENTO E COMPROMISSO. FASE
    MARCADA PELO ESTABELECIMENTO DA IDENTIDADE E
    DA CAPACIDADE DE PLANEJAR O FUTURO, DE FORMA
    CONCRETA, ASSIM COMO MANIFESTAM-SE
    MODIFICAÇÕES NA RELAÇÃO E NO JUÍZO CRÍTICO DA
    FAMÍLIA.
PERÍODO DA ADOLESCÊNCIA

   ETAPA COMPREENDIDA ENTRE OS 10 E 18 ANOS DE
    VIDA , COM INTENSAS MUDANÇAS CORPORAIS E
    PSICOSSOCIAIS QUE PREPARAM O INDIVÍDUO PARA
    ASSUMIR A ETAPA ADULTA, NO QUE SE REFERE À
    IDENTIDADE, À INTEGRAÇÃO SOCIAL / PROFISSIONAL,
    ASSIM COMO AUTO-SUSTENTABILIDADE
   NA ADOLESCÊNCIA ESTABELE-SE A MATURIDADE
    FÍSICA E REPRODUTIVA, A IDENTIDADE PSÍQUICA E
    SEXUAL, A INDEPENDÊNCIA PSICOLÓGICA, A
    CAPACIDADE DE INSERÇÃO NO MEIO SOCIAL E A
    INTERAÇÃO EMOCIONAL E SEXUAL COM UM (A)
    PARCEIRO (A).
   NA ADOLESCÊNCIA SE CONSTRÓI A IDENTIDADE
    ADULTA, A PARTIR DE DOIS MODELOS BÁSICOS: AS
    VIVÊNCIAS DA INFÂNCIA E OS NODELOS DE
PERÍODO DA ADOLESCÊNCIA

 SEGUNDO PIAGET - É NA ADOLESCÊNCIA QUE SE
  DESENVOLVE O PENSAMENTO FORMAL OU ADULTO,
  QUE SE POSSIBILITA AO INDIVÍDUO RESOLVER
  SITUAÇÕES HIPOTÉTICAS, REGISTRAR EFEITOS E
  TIRAR CONCLUSÕES, ALEM DE ADQUIRIR A
  CAPACIDADE DE INTROSPECÇÃO E
REFLEXÃO A RESPEITO DE SENTIMENTOS
PUBERDADE
DESENVOLVIMENTO SEXUAL – SEXO
FEMININO
   • Ocorre:   1 a 2 anos mais cedo que no sexo masculino;
   • Primeira manifestação:   broto mamário – M 2
   • Idade: 9 a 13 anos, podendo ser 6, 7 a 12,7 anos
     (9,7 anos);
   • Início do estirão do crescimento em M 2
   • P.V.C.:   M2

MENARCA
Ocorre entre 10 a 14 anos – 2 a 5 anos após M 2 entre M 3 e
M 4 , após o P.V.C. – desaceleração. Ciclos menstruais
iniciais tendem a ser anovulatórios e irregulares e poderá
acontecer maior sangramento.
OVULAÇÃO
Pode ocorre desde a 1º menstruação/habitualmente 1 ano
após a menarca.
DESENVOLVIMENTO
SEXUAL
SEXO FEMININO

Critérios de Tanner
PUBERDADE
DESENVOLVIMENTO SEXUAL – SEXO MASCULINO
 Um a dois anos mais tarde que no sexo feminino

 Primeira manifestação – crescimento testicular

 Avaliação do tamanho do testículo

     Vol. 1-2-3 ml – Pré-púbere
      4 ml – Início da puberdade
      12 a 25ml – adulto
 Pelos axilares: dois anos após início de pelos pubiano

 Pelos faciais

 Pelos do restante do corpo ,

 aumento das glândulas sudoríparas (igual pelo axilar) ,

  odor adulto característico
 alteração da voz (em fase adiantada do desenvolvimento
  genital )
DESENVOLVIMENTO SEXUAL – SEXO MASCULINO
PRÓSTATA
 Glândulas bulbouretrais – vesículas seminais e epidídimo –
  crescimento acentuado no início do desenvolvimento
  testicular G2.

ESPERMARCA
 Primeira ejaculação – variável geralmente no início do
  crescimento do pênis – 14 anos de idade cronológica e 13,5
  de idade óssea G2 – G3.

MAMAS (MASC.)
 Aumento do diâmetro e pigmentação da aréola
DESENVOLVIMENTO
SEXUAL
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Aula 4 crescimento

  • 1. PEDIATRIA LUCINA
  • 3. Desenvolvimento  O processo do desenvolvimento humano inclui todas as mudanças nas estruturas e funções orgânicas e no modo de pensar e agir dos indivíduos, desde a concepção até a morte, através de sucessivas gerações  Resulta de recíprocas influências de processos biológicos, psicológicos e sociais, que incluem o crescimento e a maturação orgânica, as ações do indivíduo, as condições materiais de vida e as relações e práticas sociais, como aquelas relacionadas à criação das crs, à maternidade e à paternidade.
  • 4. Desenvolvimento  A promoção do desenvolvimento da criança envolve os diversos aspectos do bem-estar da população, como a moradia, o lazer, a educação, o trabalho, a saúde e a participação social.  O profissional de saúde em atenção primária pode promover o desenvolvimento da criança atuando sobre o indivíduo e a coletividade.  A promoção e a proteção do desenvolvimento realizam-se por meio de políticas, programas e ações que favorecem fatores facilitadores do desenvolvimento e evitam, eliminam ou reduzem condições clínicas e ambientais de risco para deficiências e incapacidades no pensar e agir das crianças
  • 5. Acompanhamento do Desenvolvimento  No nível ambulatorial, a promoção e a proteção do desenvolvimento da criança ocorrem principalmente por meio de ações de educação para a saúde, acompanhamento da saúde da família e atenção integral à saúde da criança.  Deve-se ouvir, informar e discutir assuntos relacionados à saúde e ao desenvolvimento das crianças como a relação entre as habilidades desenvolvidas, modos de explorar o ambiente, riscos de acidentes e medidas para a sua prevenção.
  • 6. Acompanhamento do Desenvolvimento  O acompanhamento do desenvolvimento é etapa indispensável das consultas sistemáticas da revisão da saúde de todas as crianças.  O diagnóstico de deficiências de desenvolvimento com tratamento precoce melhora a saúde mental da mãe, o relacionamento entre os pais e entre pais e filhos, diminui problemas emocionais na cr, melhora seu ajuste social, seu comportamento e desempenho escolar e ainda aumenta a chance de concluir o ensino médio, a conseguir emprego, além de diminuir a chance de engravidar na adolescência
  • 7. Acompanhamento do Desenvolvimento  As avaliações de desenvolvimento devem ser realizadas nas consultas de acompanhamento sistemático da saúde  No decorrer das avaliações, constrói-se um perfil do desenvolvimento da criança, baseado na História + Exames Clínicos que podem incluir testes e avaliação por especialistas Tal perfil servirá de base para as condutas clínicas
  • 8. Acompanhamento do Desenvolvimento  A construção do perfil de desenvolvimento deve incluir no mínimo 7 etapas: 1. Identificação de fatores de risco para a saúde 2. Identificação de problemas de saúde 3. Escuta das informações e opiniões dos pais sobre o desenvolvimento do filho 4. Avaliação clínica de comportamentos funcionais adaptativos 5. Exame de reflexos primitivos 6. Exame do tônus muscular 7. Pesquisa de sinais neurológicos
  • 9. Identificação de fatores de risco e de problemas de saúde  O profissional de saúde deve estar atento para identificar situações que colocam a cr em maior risco para deficiências e incapacidades. Dentre elas, destacam-se:  Situações do ambiente físico: renda familiar baixa  Discriminação social: crs indesejadas, tímidas  Condições paternas: pais com baixa escolaridade  Antecedentes gestacionais: desnutrição materna  Condições perinatais: prematuridade, baixo peso  Antecedentes mórbidos: malformações congênitas  Antecedentes familiares: deficiência mental entre familiares  Presença de outras deficiências e problemas clínicos como miopia, surdez
  • 10. Escuta das informações e opiniões dos pais sobre o desenvolvimento do filho  Recomenda-se que as avaliações do desenvolvimento da cr seja subsidiadas por informações e opiniões dos pais sobre o desenvolvimento do filho  A opinião dos pais deve ser pedida informalmemnte solicitando: – Observação da maneira de agir dos filhos em relação as outras crs da mesma idade – Perguntando se há alguma preocupação qto ao desenvolvimento, comportamento ou aprendizado da cr – Aplicando quetionários de opinião dos pais sobre o desenvolvimento ou comportamento do
  • 11. Escuta das informações e opiniões dos pais sobre o desenvolvimento do filho  Importante ter em mente que as opiniões dos pais sobre o desenvolvimento do filho são elementos da anamnese, e não um método isolado da triagem, elas complementam a avaliação clínica pelo pediatra
  • 12. Avaliação clínica de comportamentos funcionais adaptativos (Marcos do Desenvolvimento)  Estudos epidemiológicos e quantitativos demonstram que em cada população as habilidades que refletem o desenvolvimento de funções adaptativas como a comunicação, a locomoção e a manipulação de objetos tendem a emergir,mudar e desaparecer em sequência e faixa etária semelhantes construindo um “ padrão” de desenvolvimento.  Recomenda-se que as avaliações das funções adaptativas iniciem-se nos primeiros dias de vida e prossigam, preferencialmente nas ocasiões em que a cr não apresente doença aguda que interfira em suas condições gerais e disposição, o que pode levar a erro.
  • 13. Avaliação clínica de comportamentos funcionais adaptativos (Marcos do Desenvolvimento)  A avaliação do ritmo de desenvolvimento das habilidades correspondentes às funções adaptativas, a cronologia e o desaparecimento de habilidades é fundamental, pois a sua ordem é razoavelmente estável, devido à maturação do SN e às práticas comuns em cuidados na infância.  Importante tb avaliar o modo como as novas aquisições se apresentam e se integram como as demais funções no cotidiano da cr: na marcha, deve-se observar o equilíbrio, a força, a simetria, a direção, a medida e o ritmo dos movimentos e analisar como o caminhar se insere no contexto das atividades da cr.
  • 14. Avaliação clínica de comportamentos funcionais adaptativos (Marcos do Desenvolvimento)  Mais importante do que verificar o alcance de alguns marcos de desenvolvimento em épocas bem definidas é construir um “perfil do desenvolvimento das funções adaptativas” da cr no decorrer das consultas de revisão da saúde.  Para isso, pode basear-se em marcos do desenvolvimento. Os mais utilizados são o Teste de Desenvolvimento de Denver, que é simples e rápida a aplicação e as escalas de desenvolvimento de Griffiths e Bayley, que demoram mais de 45 min.  No Brasil, o MS incluiu no Cartão da Cr uma seleção de marcos do desenvolvimento de cr , de 5ª, devendo o profissional de saúde anotar a idade em que a cr adquiriu as habilidades apresentadas no cartão.  Os testes e escalas investigam o desenvolvimento de habilidades, e não a inteligência da cr
  • 15. Acompanhamento do Desenvolvimento de crs , de 5ª, adotado pelo Ministério da Saúde
  • 16.
  • 17.
  • 18. Exame de reflexos primitivos  A motricidade reflexa independe do controle voluntário e é produzida, em resposta a estímulos específicos.  No primeiro ano de vida algumas atividades desaparece ou dá lugar a atividade similar.  Isso ocorre em virtude da maturação do sistema nervoso  Somente em questões patológicas os reflexos primitivos persistem.  No mínimo, devem ser pesquisados na avaliação dos lactentes os seguintes reflexos:
  • 19. Exame de reflexos primitivos  No mínimo, devem ser pesquisados na avaliação dos lactentes os seguintes reflexos: 1. Reflexo do apoio plantar: pesquisado segurando-se a cr pelas axilas em posição vertical, com as plantas dos pés apoiadas em um plano e o corpo posicionado de maneira que cause uma pequena pressão dos pés sobre o apoio.Evidencia-se o endireitamento do corpo como reação ao apoio. Desaparece até o 6° mês.
  • 20. Exame de reflexos primitivos 2. Sucção Reflexa: pode ser desencadeada colocando-se a mão da cr em sua boca. Não deve persistir a partir do 6º mês
  • 21. Exame de reflexos primitivos 3.Reflexos flexores: sinergias flexoras reflexas são pesquisadas por meio da estimulação de receptores da pele que recobre músculos e tendões flexores. A resposta muscular reflexa é desencadeada apenas no lado do corpo que é estimulado. Qdo realizada bilateralmente o resultado é semelhante pois os reflexos são simétricos. São úteis para pesquisar deficiências de sensibilidade. Três reflexos devem ser pesquisados:  Reflexo da preensão palmar: pode ser obtido ao roçar a palma da mão ou a superfície palmar dos dedos da cr. Desaparece até o 6º mês
  • 22. Exame de reflexos primitivos  Reflexo da apreensão dos artelhos: obtido ao roçar a superfície plantar dos artelhos. Desaparece em torno do 11 mês de vida.  Reflexo cutâneo plantar: é obtido pela excitação da porção lateral do pé. Este estímulo desencadeia flexão dorsal do hálux, acompanhada ou não da flexão dos demais artelhos. Do 13° mês em diante toda cr deve apresentar a flexão do hálux. A partir desta idade a dorsiflexão é considerado patológica – sinal de Babinski -
  • 23. Exame de reflexos primitivos 4. Reflexo de Moro: realizado colocando-se a cr em decúbito dorsal e a cabeça na linha média. Desencadeia-se este reflexo segurando a cr pelas duas mãos, distendendo seus membros superiores e liberando-os bruscamente. Tem resposta incompleta a partir do 3° mês; no 4° apenas esboçado e desde o final do 6º mês ausente. A assimetria indica patologia subjacente, por exemplo lesão de membro superior e da clávicula, paresia por lesão do SNC
  • 24. Exame de reflexos primitivos 5. Reflexo tônico-cervical: para desencadear este reflexo deve- se produzir a rotação da cabeça da cr para um dos lados.Essa manobra produz a extensão dos membros superior e inferior do lado facial e flexão dos membros contralaterais. Desaparece até o terceiro mês.
  • 25.
  • 26. Exame do tônus muscular  Modifica-se intensamente no primeiro ano de vida.  O RN a termo apresenta hipertonia geral  Evidente nos primeiros dois ou três meses de vida e diminui gradativamente  No quinto ou sexto mês acontece o oposto, a hipotonia fisiológica que permite ao bebê brincar com os seus pés e colocá-lo na boca.  Do oitavo mês em diante há nítida diminuição da hipotonia fisiológica , mas ainda é observada até 10 ou 12 meses de idade.  Se o tônus muscular for muito diferente do esperado para a idade da cr, é provável a existência de agravo neurológico.
  • 27. Pesquisa de sinais neurológicos  Sofrimento ou lesões do SN, mesmo qdo graves, podem ocorrer sem manifestações clínicas aberrantes, sendo imprescindível investigar sinais sugestivos de agravos neurológicos.  Alguns indicadores de alta probabilidade de agravo neurológico: – No crânio: assimetria após 3m, pode ser cranioestenose, ou simplesmente o hábito de deitar a cr do mesmo lado; – Na linha média da face em cr em atraso de desenvolvimento: fenda palatina – No exame oftalmológico: estrabismo – No exame da audição e da linguagem: ausência de resposta ao som em qq idade – Entre outros
  • 28. Fases distintas do desenvolvimento  PERÍODO NEONATAL – PRIMEIROS 28 DIAS DE VIDA / FASE DE ADAPTABILIDADE – ATIVIDADE MOTORA REFLÉXICA / REFLEXOS ARCÁICOS PRESENTES – MATURIDADE AUDITIVA + IMATURIDADE VISUAL
  • 29. PERÍODO LACTENTE (1ª INFÂNCIA) • COMPREENDE DOS 29 DIAS ATÉ O SEGUNDO ANO DE VIDA • MARCADA POR INTENSA ACELERAÇÃO DAS DIMENSÕES ANTROPOMÉTRICAS (PESO E COMPRIMENTO) ASSIM COMO DAS AQUISIÇÕES MOTORAS,COGNITIVAS E SÓCIO- ADAPTATIVAS, DECORRENTES: DO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO NEUROLÓGICO + DOS CUIDADOS DE SAÚDE E NUTRIÇÃO + DA ESTIMULAÇÃO PSICOSSOCIAL (VÍNCULO AFETIVO) • NESTA FASE TAMBÉM AS FUNÇÕES MOTORA, COGNITIVA E INTELECTUAL PROGRIDEM,COM O PROCESSO DE MIELINIZAÇÃO: SUSTENTANDO A CABEÇA E SORRINDO AOS 2 MESES; PEGANDO OBJETOS À FRENTE AOS 4 MESES; SENTANDO COM APOIO AOS 7 MESES; ENGATINHANDO E FICANDO EM PÉ AOS 9 MESES; FALANDO E CONHECENDO BEM A FAMÍLIA APÓS OS 9 MESES • SEGUNDO PIAGET - DO NASCIMENTO AOS 2 ANOS DE VIDA, O DESESENVOLVIMENTO INTELECTUAL E PSICOSSOCIAL CORRESPONDE AO PERÍODO SENSÓRIO-MOTOR (EXPLORAÇÃO DE SI E DO MUNDO)
  • 30. PERÍODO DA 2ª INFÂNCIA ABRANGE OS PERÍODOS PRÉ-ESCOLAR (DOS 2 AOS 5 ANOS) E ESCOLAR (DOS 6 AOS 9 ANOS) •PERÍODO DE INTENSO DESENVOLVIMENTO NEUROLÓGICO E MOTOR QUE PERMITEM A EVOLUÇÃO SÓCIO-EDUCATIVA E COGNITIVA DA CRIANÇA. •PRINCIPAL CARACTERÍSTICA: O DESENVOLVIMENTO INTELECTUAL E O INÍCIO DO PROCESSO DE APRENDIZAGEM •SEGUNDO PIAGET: NO PERÍODO PRE-ESCOLAR - DESENVOLVE-SE O PENSAMENTO PRÉ- OPERATÓRIO, CARACTERIZADO PELA CAPACIDADE DE FORMAR SÍMBOLOS E CRIAR REPRESENTAÇÕES MENTAIS PARA OBJETOS  AOS 2 ANOS: JOGOS SOLITÁRIOS/ CONTROLE DE ESFÍNCTERES  AOS 3 ANOS: JOGOS INTERAGINDO PARCIALMENTE COM COLEGAS/ INÍCIO DAS FANTASIAS  AOS 4 ANOS: EXACERBAÇÃO DAS FANTASIAS/ USO DA IMAGINAÇÃO/ APRENDE CONDUTAS SOCIAIS LINGUAGEM EVOLUI DA PALAVRA CHAVE ATÉ A LINGUAGEM SOCIAL NO PERÍODO ESCOLAR - DESENVOLVE-SE O PENSAMENTO OPERATÓRIO OU CONCRETO,QUE É A CAPACIDADE DE REALIZAR OPERAÇÕES LÓGICAS/ EXECUTA MENTALMENTE O PENSAMENTO REVERSÍVEL, QUE É CONDIÇÃO NECESSÁRIA PARA REALIZAR AS 4 OPERAÇÕES (SOMA, SUBTRAÇÃO, DIVISÃO E MULTIPLICÃO). OS JOGOS TÊM REGRAS E USAM O CONHECIMENTO/ APARECE INTERESSE PELO ESPORTE.
  • 31. Adolescência  Desenvolvimento Biológico, Psicológico e Social  Síndrome da Adolescência Normal ou Variações Comportamentais Normais da Adolescência – 1. Busca de si mesmo e da identidade adulta. – 2. Tendência grupal – 3. Necessidade de intelectualizar e fantasiar. – 4. Crises religiosas – 5. Deslocação temporal – 6. Evolução sexual, do auto-erotismo até a heterossexualidade. – 7. Atitudes sociais reivindicatórias. – 8. Contradições sucessivas em todas as manifestações de conduta. – 9. Separação progressiva dos pais. – 10. Constantes situações de humor e estado de ânimo.
  • 32. Sub-Divisão da Adolescência:  ADOLESCÊNCIA PRECOCE (10 AOS 14) - PREOCUPADO COM INÚMERAS MODIFICAÇÕES CORPORAIS (PUBERDADE), ASSIM COMO, COM AS MUDANÇAS NAS RELAÇÕES INTER-PESSOAIS COM A FAMÍLIA, DEMONSTRANDO A REBELDIA E A AMBIVALÊNCIA QUANTO À NECESSIDADE DE SEPARAÇÃO DOS PAIS, SEM O REAL DISTANCIAMENTO INTERNO. VIVENCIA TAMBÉM INTENSAMENTE A RELAÇÃO COM GRUPOS DE IGUAIS, ASSIM COMO A RELIGIOSIDADE, EMBORA AINDA SE ENCONTRE MUITO LIGADO À FAMÍLIA.
  • 33. Sub-Divisão da Adolescência:  MÉDIA ADOLESCÊNCIA (14 AOS 16) - INICIA-SE A SEPARAÇÃO DOS PAIS E DA FAMÍLIA ASSIM COMO A SELEÇÃO DE AMIGOS. PREDOMÍNIO DO INTERESSE PELO COMPANHEIRISMO. CONDUTA EXPLORATÓRIA EM RELAÇÃO À SEXUALIDADE. INTENSIFICA-SE TAMBÉM O PROCESSO DE ELABORAÇÃO DO PENSAMENTO ABSTRATO E FILOSÓFICO
  • 34. Sub-Divisão da Adolescência:  ADOLESCÊNCIA TARDIA (17 AOS 19 ANOS, 11 MESES E 29 DIAS ) - INICIAM-SE OS RELACIONAMENTOS MAIS ESTÁVEIS, COM MAIOR ENVOLVIMENTO E COMPROMISSO. FASE MARCADA PELO ESTABELECIMENTO DA IDENTIDADE E DA CAPACIDADE DE PLANEJAR O FUTURO, DE FORMA CONCRETA, ASSIM COMO MANIFESTAM-SE MODIFICAÇÕES NA RELAÇÃO E NO JUÍZO CRÍTICO DA FAMÍLIA.
  • 35. PERÍODO DA ADOLESCÊNCIA  ETAPA COMPREENDIDA ENTRE OS 10 E 18 ANOS DE VIDA , COM INTENSAS MUDANÇAS CORPORAIS E PSICOSSOCIAIS QUE PREPARAM O INDIVÍDUO PARA ASSUMIR A ETAPA ADULTA, NO QUE SE REFERE À IDENTIDADE, À INTEGRAÇÃO SOCIAL / PROFISSIONAL, ASSIM COMO AUTO-SUSTENTABILIDADE  NA ADOLESCÊNCIA ESTABELE-SE A MATURIDADE FÍSICA E REPRODUTIVA, A IDENTIDADE PSÍQUICA E SEXUAL, A INDEPENDÊNCIA PSICOLÓGICA, A CAPACIDADE DE INSERÇÃO NO MEIO SOCIAL E A INTERAÇÃO EMOCIONAL E SEXUAL COM UM (A) PARCEIRO (A).  NA ADOLESCÊNCIA SE CONSTRÓI A IDENTIDADE ADULTA, A PARTIR DE DOIS MODELOS BÁSICOS: AS VIVÊNCIAS DA INFÂNCIA E OS NODELOS DE
  • 36. PERÍODO DA ADOLESCÊNCIA  SEGUNDO PIAGET - É NA ADOLESCÊNCIA QUE SE DESENVOLVE O PENSAMENTO FORMAL OU ADULTO, QUE SE POSSIBILITA AO INDIVÍDUO RESOLVER SITUAÇÕES HIPOTÉTICAS, REGISTRAR EFEITOS E TIRAR CONCLUSÕES, ALEM DE ADQUIRIR A CAPACIDADE DE INTROSPECÇÃO E REFLEXÃO A RESPEITO DE SENTIMENTOS
  • 37. PUBERDADE DESENVOLVIMENTO SEXUAL – SEXO FEMININO • Ocorre: 1 a 2 anos mais cedo que no sexo masculino; • Primeira manifestação: broto mamário – M 2 • Idade: 9 a 13 anos, podendo ser 6, 7 a 12,7 anos (9,7 anos); • Início do estirão do crescimento em M 2 • P.V.C.: M2 MENARCA Ocorre entre 10 a 14 anos – 2 a 5 anos após M 2 entre M 3 e M 4 , após o P.V.C. – desaceleração. Ciclos menstruais iniciais tendem a ser anovulatórios e irregulares e poderá acontecer maior sangramento. OVULAÇÃO Pode ocorre desde a 1º menstruação/habitualmente 1 ano após a menarca.
  • 39. PUBERDADE DESENVOLVIMENTO SEXUAL – SEXO MASCULINO  Um a dois anos mais tarde que no sexo feminino  Primeira manifestação – crescimento testicular  Avaliação do tamanho do testículo Vol. 1-2-3 ml – Pré-púbere 4 ml – Início da puberdade 12 a 25ml – adulto  Pelos axilares: dois anos após início de pelos pubiano  Pelos faciais  Pelos do restante do corpo ,  aumento das glândulas sudoríparas (igual pelo axilar) ,  odor adulto característico  alteração da voz (em fase adiantada do desenvolvimento genital )
  • 40. DESENVOLVIMENTO SEXUAL – SEXO MASCULINO PRÓSTATA  Glândulas bulbouretrais – vesículas seminais e epidídimo – crescimento acentuado no início do desenvolvimento testicular G2. ESPERMARCA  Primeira ejaculação – variável geralmente no início do crescimento do pênis – 14 anos de idade cronológica e 13,5 de idade óssea G2 – G3. MAMAS (MASC.)  Aumento do diâmetro e pigmentação da aréola