Vitamina D:
Um teste em crescimento


   Dr. Gustavo Faulhaber
Vitamina D é a fonte da
     Juventude?




        Is Vitamin D the Fountain of Youth?
                   Endocrine Practice, 2009
Objetivos

1.   Qual a importância clínica?
2.   O que é a vitamina D e como é obtida?
3.   Como circula e qual o mecanismo de ação?
4.   Quais os efeitos no organismo?
5.   Qual a etiologia da deficiência e do excesso?
6.   Qual a epidemiologia no Brasil?
7.   Qual o impacto na saúde da deficiência?
8.   Como dosar?
Qual o valor clínico da
dosagem da vitamina D?
Caso1: Menina de 15 anos vem à consulta
  por aumento da fosfatase alcalina no soro

• Aos 3 anos: lesão neurológica irreversível
• Aos 12 anos
  – Convulsões com fratura de colo de fêmur
  – Rx osteopenia acentuada
  – Tratamento conservador por farelo na urina
• Uso de anticonvulsivantes
• Dieta pobre em cálcio
• Ao exame
  – Acordada, sem comunicação, não obedece
    comandos
  – Rosário raquítico
  – Hemograma, função hepática, renal e tireóide
    normal
• Mãe nega história familiar de doença óssea
Exames:

Cálcio               8,4 mg/dL
Fósforo              2,6 mg/dL
Fosfatase alcalina   2.041 U/L
PTH                  1.096 pg/mL
• Tratamento
  – Vitamina D 66.000 U dose única
  – CaCO3 1,5 g/ dia
  – Vitamina D 1.000 U/dia
  – Exposição ao sol
• Melhora do controle das convulsões
0      2m    6m
Cálcio (8,4-10,4 mg/dL)    8,4    9,2   9,3

Fósforo (3,4-5 mg/dL)      2,6    5,0   4,0
PTH (12-61 pg/mL)         1.096   172   69
FAL (até 330 U/L)         2.041   517


Conclusão: Deficiência de Cálcio e
Vitamina D
Caso 2: Paciente de 87 anos interna por
desorientação e insuficiência renal aguda.
• Idosa com histórico de osteoartrose de
  coluna.
• Uso crônico de analgésicos.
• Morava sozinha.
• Quadro progressivo de desorientação e
  diminuição urinária, 1 mês de evolução.
• Levada à emergência para avaliação.
Exames:
Creatinina: 4,2 mg/dL
Cálcio Total: 12,3 mg/dL
Fósforo: 4,2 mg/dL
PTH: 9 pg/mL
Evolução
• Hipercalcemia refratária a todas as
  medidas utilizadas (hidratação, furosemida,
  pamidronato).

• Investigação negativa para neoplasias.

• Negava uso fármacos exceto analgésicos.

• Dilema diagnóstico e terapêutico.
Solução:
• Filha vai a casa da paciente e traz
  todas as medicações para dor:

• Paracetamol
• Aspirina
• Vitamina D + Cálcio manipulado ?!?!
Evolução
• Dieta sem cálcio.
• Melhora progressiva da calcemia e
  função renal, recebendo alta em boas
  condições clínicas.

• Nível Sérico de Vitamina D: 475 (20 -
  60pg/ml)
• Diagnóstico Hipervitaminose D
O que é a Vitamina D?
   Como é obtida?




Vitamina ou Hormônio?
As fontes alimentares
• Peixes de água salgada
  – Salmão
     • Cativeiro: 100-200 U/100 g
     • Selvagem: 500-1000 U/100 g
  – Cavala
  – Arenque
• Fígado de bacalhau
• Outros
  – Suplementados
  – Naturais
Vitamina D: síntese e metabolismo
UVB 296 a 300 nm e Vitamina D3

• Zênite solar/latitude
• Hora do dia
• Atenuação atmosférica
  – Camada de ozônio
  – Poluição
  – Umidade
UVB 296 a 300 nm e Vitamina D

• Uso de roupas
• Filtros solares
• Capacidade da pele de sintetizar
  – Velhos têm 25% do 7-dehidroD3
Como circula?

• Prot. Ligadora da Vitamina D: VDB 80-90%

• Albumina: 10-20 %
Qual o Mecanismo de Ação?




           Adaptado, Uptodate, 2008
Qual o Mecanismo de Ação?




           Adaptado, Uptodate, 2008
Onde há VDRs?

•   Paratireóide, Intestino e Osso
•   Cérebro, Hipófise e Ilhota pancreática
•   Músculo esquelético
•   Rim
•   Pele
•   Mama
•   Linfócitos e Monócitos
VDR de Membrana

• Respostas rápidas da 1,25(OH)2 D

• Ação através de canais de Cl- e MAPK
Ações do calcitriol
• Intestino Delgado
  – Aumento da absorção de Ca e P
• Osso
  – Aumenta mineralização e reabsorção de Ca e Pi
• Rim
  – Diminui excreção de Ca e Pi
• Sistema Locomotor
  – Melhora função neuro-muscular
Causas de Hipovitaminose D

•   Redução da Ingestão e Absorção
•   Redução da exposição ao sol
•   Aumento do catabolismo hepático
•   Redução da síntese endógena
•   Resistência de órgão-alvo
Síntese e Catabolismo
        da 25(OH)D no Fígado
• Diminuição da síntese
  – D. hepática severa do parênquima ou obstrutiva
• Aumento do catabolismo
  – Indução de enzimas P-450
    •   DPH
    •   Fenobarbital
    •   CBZ
    •   INH
    •   Teofilina
    •   RP
Redução da 1,25 (OH)2D

• Perda renal: Proteinúria
• Diminuição da síntese Renal
  – Diminuição da filtração glomerular
  – Perda da enzima 1- OHase, estrutural
  – Supressão da enzima 1- OHase por
    hiperfosfatemia
Hipovitaminose D
    no Brasil
Hipovitaminose D em POA


Internados no HCPA 10/02

• n=81
• Idade: 60 17 anos
25(OH)D: <20ng/mL
• 63/81: 78%
HPS: PTH≥48 pg/mL
• 23/81: 37%

Premaor, Endocrine, 2004
Hipovitaminose D em POA

                              • n=73
                              • X=17,9 ± 8,0 ng/mL
                              • 57 % com
                              hipovitaminose D
                              • 40% com HPS


Médicos residentes no HCPA em 10 e 11/2003 e
2004
                       Premaor, J Endoc Invest
HVD e Hiperpara 2ário em POA
Asilo gratuito n=98
• Idade: 77,8 ± 9,0 anos
• X=17,9 ± 8,0 ng/mL
25(OH)D: <20ng/mL
• n=63/98: 86%
HPS: PTH≥48 pg/mL
• n=53/98: 54%
     • 47,6% HVD
     • 35,7% outros



         Scalco, Endocrine, 2008
Hipovitaminose D em SP

•   Coorte, 250 adultos ambulatoriais em SP
•   >65 anos
•   Pico: outono
•   Nadir: primavera
•   Reflete a UV do mes anterior
•   Hiperparatireoidismo 2ário em 55%

                      Saraiva GL, Osteoporos Int. 2005
Hipovitaminose D em SP




        Saraiva GL, Osteoporos Int. 2005
Hipovitaminose D em SP




         Saraiva GL, Osteoporos Int. 2005
Hipovitaminose D em SP




          Saraiva GL, Osteoporos Int. 2005
Qual o impacto da
hipovitaminose D na saúde?
Hipovitaminose D: Sintomas

•   Nenhum
•   Fraqueza e fadiga muscular
•   Mialgias difusas
•   Caminhar anormal
•   Dor óssea
Raquitismo
Osteomalacia
Ações do calcitriol




           Holick Am J Clin Nutr 2008
Relação 25 OH D e DO
• NHANES III
• Associação Positiva entre 25 OH D e DO do
  quadril, até níveis de 36-40 ng/mL
• 13432 pessoas com 20 anos ou mais
  – Homens, mulheres, hispânicos e negros
• DO não se associou a exercício



                         Bischoff-Ferrari, AM J Med 2004
Relação 25 OH D e DO:
        jovem




          Bischoff-Ferrari, AM J Med 2004
Nhanes idoso
25 OH e Risco de Queda
• Metaanálise de 5 estudos de vitamina D x
  placebo, 1237 pessoas
• Dose 800 U em 4 e metabólito ativo em 1
• Redução do risco de queda em 22 %




                      Bischoff-Ferrari, JAMA, 2004
25 OH e Risco de Queda




         Bischoff-Ferrari, JAMA, 2004
Fraturas e 25-OH D




 Dawson-Hughes, Osteoporosis Int, 2005
Hipovitaminose D e
           Mortalidade
Coorte 624 pacientes
Seguimento de 6 anos.
Mortalidade Geral: RR:2.24 (1.28-3.92;
 p=0.005)
Mortalidade Cardiovascular: RR 4.78
 (1.95-11.69; p=0.001)
Causa ou consequência?
                         Pilz,S: Clinical Endocrinology ,2009
Hipovitaminose D e Câncer
• Correção de Hipovitaminose:
• Redução 17% incidência de neoplasias
• Redução 29% mortalidade por câncer
                          J Natl Cancer Inst. 2006

• Hipovitaminose: Aumenta incidência de
  Ca Digestivo, mama, próstata.
• Aumenta mortalidade Ca mama e
  próstata.
Tratamento
• Luz solar
• Suplementação com vitamina D
Hipervitaminose D
• Somente por suplementação
• 1,25(OH)2D livre

• Tratatamento: Restrição de Cálcio
  dietético.
Como Dosar?
Diagnóstico Bioquímico
           25(OH)D no soro


                                        c




FAO: fosfatase alcalina óssea
                                Hurley e Singh, 2006
Regulação do PTH
Aferição da Vitamina D
• 25 OH vitamina D
• Vida média: 1 mês
Aferição da Vitamina D




                 Binkley, JCEM, 2004
Variabilidade das medidas




                   Binkley, JCEM, 2004
Qual o nível ótimo de 25-OH D?
•   Supressão máxima do PTH
•   > Absorção possível do Ca
•   > DO possível e Redução da perda óssea
•   Redução das quedas
•   Redução do n de fraturas
•   32 ng/mL


Dawson-Hughes, Osteoporosis Int, 2005, Holic Am J Clin Nutr
2008
Supressão do PTH e 25-OHD
• A maioria 75-80 nmol/L (30-32 ng/mL)
• PTH parece ser mais responsivo no
  jovem
  – Mediadores
    • Absorção de Ca
    • Mecanismo direto via metabolização da 25 OH D




                      Dawson-Hughes, Osteoporosis
                      Int, 2005
Conclusões
• Crescente conhecimento das funções
  biológicas da Vitamina D

• Novos conceitos implicam em
  hipovitaminose D como marcador de
  morbi-mortalidade humana.

• Importância diagnóstica em estados
  patológicos
Conclusões

• Teste diagnóstico em expansão

• Laboratórios devem conhecer as
  metodologias e limitações técnicas dos
  ensaios

• Valores de referência devem levar em
  consideração o método e supressão PTH
Obrigado!
 gfaulhaber@weinmann.com.br




    Acesse esta palestra em
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Vitamina D - Um teste em crescimento

  • 1.
    Vitamina D: Um testeem crescimento Dr. Gustavo Faulhaber
  • 2.
    Vitamina D éa fonte da Juventude? Is Vitamin D the Fountain of Youth? Endocrine Practice, 2009
  • 3.
    Objetivos 1. Qual a importância clínica? 2. O que é a vitamina D e como é obtida? 3. Como circula e qual o mecanismo de ação? 4. Quais os efeitos no organismo? 5. Qual a etiologia da deficiência e do excesso? 6. Qual a epidemiologia no Brasil? 7. Qual o impacto na saúde da deficiência? 8. Como dosar?
  • 4.
    Qual o valorclínico da dosagem da vitamina D?
  • 5.
    Caso1: Menina de15 anos vem à consulta por aumento da fosfatase alcalina no soro • Aos 3 anos: lesão neurológica irreversível • Aos 12 anos – Convulsões com fratura de colo de fêmur – Rx osteopenia acentuada – Tratamento conservador por farelo na urina • Uso de anticonvulsivantes • Dieta pobre em cálcio
  • 6.
    • Ao exame – Acordada, sem comunicação, não obedece comandos – Rosário raquítico – Hemograma, função hepática, renal e tireóide normal • Mãe nega história familiar de doença óssea
  • 7.
    Exames: Cálcio 8,4 mg/dL Fósforo 2,6 mg/dL Fosfatase alcalina 2.041 U/L PTH 1.096 pg/mL
  • 8.
    • Tratamento – Vitamina D 66.000 U dose única – CaCO3 1,5 g/ dia – Vitamina D 1.000 U/dia – Exposição ao sol • Melhora do controle das convulsões
  • 9.
    0 2m 6m Cálcio (8,4-10,4 mg/dL) 8,4 9,2 9,3 Fósforo (3,4-5 mg/dL) 2,6 5,0 4,0 PTH (12-61 pg/mL) 1.096 172 69 FAL (até 330 U/L) 2.041 517 Conclusão: Deficiência de Cálcio e Vitamina D
  • 10.
    Caso 2: Pacientede 87 anos interna por desorientação e insuficiência renal aguda. • Idosa com histórico de osteoartrose de coluna. • Uso crônico de analgésicos. • Morava sozinha. • Quadro progressivo de desorientação e diminuição urinária, 1 mês de evolução. • Levada à emergência para avaliação.
  • 11.
    Exames: Creatinina: 4,2 mg/dL CálcioTotal: 12,3 mg/dL Fósforo: 4,2 mg/dL PTH: 9 pg/mL
  • 12.
    Evolução • Hipercalcemia refratáriaa todas as medidas utilizadas (hidratação, furosemida, pamidronato). • Investigação negativa para neoplasias. • Negava uso fármacos exceto analgésicos. • Dilema diagnóstico e terapêutico.
  • 14.
    Solução: • Filha vaia casa da paciente e traz todas as medicações para dor: • Paracetamol • Aspirina • Vitamina D + Cálcio manipulado ?!?!
  • 15.
    Evolução • Dieta semcálcio. • Melhora progressiva da calcemia e função renal, recebendo alta em boas condições clínicas. • Nível Sérico de Vitamina D: 475 (20 - 60pg/ml) • Diagnóstico Hipervitaminose D
  • 16.
    O que éa Vitamina D? Como é obtida? Vitamina ou Hormônio?
  • 17.
    As fontes alimentares •Peixes de água salgada – Salmão • Cativeiro: 100-200 U/100 g • Selvagem: 500-1000 U/100 g – Cavala – Arenque • Fígado de bacalhau • Outros – Suplementados – Naturais
  • 18.
    Vitamina D: síntesee metabolismo
  • 19.
    UVB 296 a300 nm e Vitamina D3 • Zênite solar/latitude • Hora do dia • Atenuação atmosférica – Camada de ozônio – Poluição – Umidade
  • 20.
    UVB 296 a300 nm e Vitamina D • Uso de roupas • Filtros solares • Capacidade da pele de sintetizar – Velhos têm 25% do 7-dehidroD3
  • 21.
    Como circula? • Prot.Ligadora da Vitamina D: VDB 80-90% • Albumina: 10-20 %
  • 22.
    Qual o Mecanismode Ação? Adaptado, Uptodate, 2008
  • 23.
    Qual o Mecanismode Ação? Adaptado, Uptodate, 2008
  • 24.
    Onde há VDRs? • Paratireóide, Intestino e Osso • Cérebro, Hipófise e Ilhota pancreática • Músculo esquelético • Rim • Pele • Mama • Linfócitos e Monócitos
  • 25.
    VDR de Membrana •Respostas rápidas da 1,25(OH)2 D • Ação através de canais de Cl- e MAPK
  • 26.
    Ações do calcitriol •Intestino Delgado – Aumento da absorção de Ca e P • Osso – Aumenta mineralização e reabsorção de Ca e Pi • Rim – Diminui excreção de Ca e Pi • Sistema Locomotor – Melhora função neuro-muscular
  • 27.
    Causas de HipovitaminoseD • Redução da Ingestão e Absorção • Redução da exposição ao sol • Aumento do catabolismo hepático • Redução da síntese endógena • Resistência de órgão-alvo
  • 28.
    Síntese e Catabolismo da 25(OH)D no Fígado • Diminuição da síntese – D. hepática severa do parênquima ou obstrutiva • Aumento do catabolismo – Indução de enzimas P-450 • DPH • Fenobarbital • CBZ • INH • Teofilina • RP
  • 29.
    Redução da 1,25(OH)2D • Perda renal: Proteinúria • Diminuição da síntese Renal – Diminuição da filtração glomerular – Perda da enzima 1- OHase, estrutural – Supressão da enzima 1- OHase por hiperfosfatemia
  • 30.
  • 31.
    Hipovitaminose D emPOA Internados no HCPA 10/02 • n=81 • Idade: 60 17 anos 25(OH)D: <20ng/mL • 63/81: 78% HPS: PTH≥48 pg/mL • 23/81: 37% Premaor, Endocrine, 2004
  • 32.
    Hipovitaminose D emPOA • n=73 • X=17,9 ± 8,0 ng/mL • 57 % com hipovitaminose D • 40% com HPS Médicos residentes no HCPA em 10 e 11/2003 e 2004 Premaor, J Endoc Invest
  • 33.
    HVD e Hiperpara2ário em POA Asilo gratuito n=98 • Idade: 77,8 ± 9,0 anos • X=17,9 ± 8,0 ng/mL 25(OH)D: <20ng/mL • n=63/98: 86% HPS: PTH≥48 pg/mL • n=53/98: 54% • 47,6% HVD • 35,7% outros Scalco, Endocrine, 2008
  • 34.
    Hipovitaminose D emSP • Coorte, 250 adultos ambulatoriais em SP • >65 anos • Pico: outono • Nadir: primavera • Reflete a UV do mes anterior • Hiperparatireoidismo 2ário em 55% Saraiva GL, Osteoporos Int. 2005
  • 35.
    Hipovitaminose D emSP Saraiva GL, Osteoporos Int. 2005
  • 36.
    Hipovitaminose D emSP Saraiva GL, Osteoporos Int. 2005
  • 37.
    Hipovitaminose D emSP Saraiva GL, Osteoporos Int. 2005
  • 38.
    Qual o impactoda hipovitaminose D na saúde?
  • 39.
    Hipovitaminose D: Sintomas • Nenhum • Fraqueza e fadiga muscular • Mialgias difusas • Caminhar anormal • Dor óssea
  • 40.
  • 41.
  • 42.
    Ações do calcitriol Holick Am J Clin Nutr 2008
  • 43.
    Relação 25 OHD e DO • NHANES III • Associação Positiva entre 25 OH D e DO do quadril, até níveis de 36-40 ng/mL • 13432 pessoas com 20 anos ou mais – Homens, mulheres, hispânicos e negros • DO não se associou a exercício Bischoff-Ferrari, AM J Med 2004
  • 44.
    Relação 25 OHD e DO: jovem Bischoff-Ferrari, AM J Med 2004
  • 45.
  • 46.
    25 OH eRisco de Queda • Metaanálise de 5 estudos de vitamina D x placebo, 1237 pessoas • Dose 800 U em 4 e metabólito ativo em 1 • Redução do risco de queda em 22 % Bischoff-Ferrari, JAMA, 2004
  • 47.
    25 OH eRisco de Queda Bischoff-Ferrari, JAMA, 2004
  • 48.
    Fraturas e 25-OHD Dawson-Hughes, Osteoporosis Int, 2005
  • 49.
    Hipovitaminose D e Mortalidade Coorte 624 pacientes Seguimento de 6 anos. Mortalidade Geral: RR:2.24 (1.28-3.92; p=0.005) Mortalidade Cardiovascular: RR 4.78 (1.95-11.69; p=0.001) Causa ou consequência? Pilz,S: Clinical Endocrinology ,2009
  • 50.
    Hipovitaminose D eCâncer • Correção de Hipovitaminose: • Redução 17% incidência de neoplasias • Redução 29% mortalidade por câncer J Natl Cancer Inst. 2006 • Hipovitaminose: Aumenta incidência de Ca Digestivo, mama, próstata. • Aumenta mortalidade Ca mama e próstata.
  • 51.
    Tratamento • Luz solar •Suplementação com vitamina D
  • 52.
    Hipervitaminose D • Somentepor suplementação • 1,25(OH)2D livre • Tratatamento: Restrição de Cálcio dietético.
  • 53.
  • 54.
    Diagnóstico Bioquímico 25(OH)D no soro c FAO: fosfatase alcalina óssea Hurley e Singh, 2006
  • 55.
  • 56.
    Aferição da VitaminaD • 25 OH vitamina D • Vida média: 1 mês
  • 57.
    Aferição da VitaminaD Binkley, JCEM, 2004
  • 58.
    Variabilidade das medidas Binkley, JCEM, 2004
  • 59.
    Qual o nívelótimo de 25-OH D? • Supressão máxima do PTH • > Absorção possível do Ca • > DO possível e Redução da perda óssea • Redução das quedas • Redução do n de fraturas • 32 ng/mL Dawson-Hughes, Osteoporosis Int, 2005, Holic Am J Clin Nutr 2008
  • 60.
    Supressão do PTHe 25-OHD • A maioria 75-80 nmol/L (30-32 ng/mL) • PTH parece ser mais responsivo no jovem – Mediadores • Absorção de Ca • Mecanismo direto via metabolização da 25 OH D Dawson-Hughes, Osteoporosis Int, 2005
  • 61.
    Conclusões • Crescente conhecimentodas funções biológicas da Vitamina D • Novos conceitos implicam em hipovitaminose D como marcador de morbi-mortalidade humana. • Importância diagnóstica em estados patológicos
  • 62.
    Conclusões • Teste diagnósticoem expansão • Laboratórios devem conhecer as metodologias e limitações técnicas dos ensaios • Valores de referência devem levar em consideração o método e supressão PTH
  • 63.
    Obrigado! gfaulhaber@weinmann.com.br Acesse esta palestra em www.publicacoesweinmann.com.br