1. O que se caracteriza como violência contra a mulher? É só
a violência física?
2. Por que essa violência contra a mulher ocorre tanto? Qual
a origem dela e por que ela tanto se mantém?
3. Cite pelo menos três casos reportados na mídia sobre
violência contra a mulher.
4. Como é possível mudar essa realidade de violência
constante.
Texto 01
Dados nacionais sobre violência contra as
mulheres
Apesar de ser um crime e grave violação de direitos humanos, a violência contra as mulheres
segue vitimando milhares de brasileiras reiteradamente: 38,72% das mulheres em situação de
violência sofrem agressões diariamente; para 33,86%, a agressão é semanal. Esses dados foram
divulgados no Balanço dos atendimentos realizados de janeiro a outubro de 2015 pela Central de
Atendimento à Mulher – Ligue 180, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da
República (SPM-PR).
Dos relatos de violência registrados na Central de Atendimento nos dez primeiros meses
de 2015, 85,85% corresponderam a situações de violência doméstica e familiar contra as
mulheres.
Em 67,36% dos relatos, as violências foram cometidas por homens com quem as vítimas
tinham ou já tiveram algum vínculo afetivo: companheiros, cônjuges, namorados ou amantes, ex-
companheiros, ex-cônjuges, ex-namorados ou ex-amantes das vítimas. Já em cerca de 27% dos
casos, o agressor era um familiar, amigo, vizinho ou conhecido.
Em relação ao momento em que a violência começou dentro do relacionamento,
os atendimentos de 2014 revelaram que os episódios de violência acontecem desde o início da
relação (13,68%) ou de um até cinco anos (30,45%).
Nos dez primeiros meses de 2015, do total de 63.090 denúncias de violência contra a
mulher, 31.432 corresponderam a denúncias de violência física (49,82%), 19.182 de violência
psicológica (30,40%), 4.627 de violência moral (7,33%), 1.382 de violência patrimonial (2,19%),
3.064 de violência sexual (4,86%), 3.071 de cárcere privado (1,76%) e 332 envolvendo tráfico
(0,53%).Os atendimentos registrados pelo Ligue 180 revelaram que 77,83% das vítimas
possuem filhos (as) e que 80,42% desses (as) filhos(as) presenciaram ou sofreram a violência.
Dos atendimentos registrados em 2014, 77,83% das vítimas tinham filhos, sendo que
80,42% presenciaram ou sofreram a violência juntamente com as mães. Saiba mais.
Feminicídio
Dos 4.762 homicídios de mulheres registrados em 2013, 50,3% foram cometidos por
familiares, sendo a maioria desses crimes (33,2%) cometidos por parceiros ou ex-parceiros. Isso
significa que a cada sete feminicídios, quatro foram praticados por pessoas que tiveram ou tinham
relações íntimas de afeto com a mulher. A estimativa feita pelo Mapa da Violência 2015:
homicídio de mulheres no Brasil, com base em dados de 2013 do Ministério da Saúde, alerta para
o fato de ser a violência doméstica e familiar a principal forma de violência letal praticada contra
as mulheres no Brasil.
O Mapa da Violência 2015 também mostra que o número de mortes violentas de mulheres
negras aumentou 54% em dez anos, passando de 1.864, em 2003, para 2.875, em 2013. No
mesmo período, a quantidade anual de homicídios de mulheres brancas diminuiu 9,8%, caindo de
1.747, em 2003, para 1.576, em 2013.
Já a Pesquisa Avaliando a Efetividade da Lei Maria da Penha (Ipea, março/2015) apontou
que a Lei nº 11.340/2004 fez diminuir em cerca de 10% a taxa de homicídios contra mulheres
praticados dentro das residências das vítimas, o que “implica dizer que a LMP foi responsável por
evitar milhares de casos de violência doméstica no país”.
Violência sexual
Em 2011, foram notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan),
do Ministério da Saúde, 12.087 casos de estupro no Brasil, o que equivale a cerca de 23% do
total registrado na polícia em 2012, conforme dados do Anuário 2013 do Fórum Brasileiro de
Segurança Pública (FBSP). Saiba mais acessando estudo sobre estupro no Brasil realizado pelo
Ipea com base nos microdados do Sinan.
Em 2013, o Ipea levou a campo um questionário sobre vitimização, no âmbito do Sistema
de Indicadores de Percepção Social (SIPS), que continha algumas questões sobre violência
sexual. A partir das respostas, estimou-se que a cada ano no Brasil 0,26% da população
sofre violência sexual, o que indica que haja anualmente 527 mil tentativas ou casos de estupros
consumados no país, dos quais 10% são reportados à polícia. Tal informação é consistente com
os dados do 8º Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) de 2014, que apontou
que 50.320 estupros foram registrados no País em 2013. Todavia, essa estatística deve ser
olhada com bastante cautela, uma vez que, como se salientou anteriormente, talvez a
metodologia empregada no SIPS não seja a mais adequada para se estimar a prevalência do
estupro, podendo servir apenas como uma estimativa para o limite inferior de
prevalência do fenômeno no País.
Percepção da população sobre a violência contra as mulheres
Pesquisa realizada pelo Data Popular e Instituto Patrícia Galvão revelou que 98% dos
brasileiros conhecem, mesmo de ouvir falar, a Lei Maria da Penha e 86% acham que as mulheres
passaram a denunciar mais os casos de violência doméstica após a Lei. Para 70% dos
entrevistados, a mulher sofre mais violência dentro de casa do que em espaços públicos.
Segundo a última pesquisa DataSenado sobre violência doméstica e familiar (2015), uma
em cada cinco mulheres já foi espancada pelo marido, companheiro, namorado ou ex. E 100%
das brasileiras conhecem a Lei Maria da Penha.
Sobre a violência contra mulheres jovens da periferia
Énois Inteligência Jovem realizou estudo, em parceria com os institutos Vladimir Herzog e
Patrícia Galvão, com mais de 2.300 mulheres de 14 a 24 anos, das classes C, D e E, que
envolveu a aplicação de questionário online e entrevistas em profundidade visando compreender
como a violência contra as mulheres e o machismo atingem as jovens de periferia. Os números
levantados pelo estudo mostram que 74% das entrevistadas afirmam ter recebido um tratamento
diferente em sua criação, por serem mulheres; 90% dizem que deixaram de fazer alguma coisa
por medo da violência, como usar determinadas roupas e frequentar espaços públicos; e 77%
acham que o machismo afetou seu desenvolvimento.
Fonte: http://www.compromissoeatitude.org.br/dados-nacionais-sobre-violencia-contra-a-mulher/
Texto 02
Texto 03
Texto 04
Texto 05
Texto 06
Fonte: http://noticias.terra.com.br/mundo/violencia-contra-mulher/
Texto 07
Assédiocontramulheres. A violênciaqueé rotinanas noites(O Povo
– 15/05/2016)
Assédio sexual é rotina para mulheres nas festas. Denúncias trazem à luz situações
cotidianas que eram mantidas ocultas. Mas, reação deve ir além das redes sociais
Olhares lascivos, contato com o corpo da mulher sem o consentimento, puxões no cabelo,
tentativa de agarrar, beijos à força. Sair de casa para uma noite de diversão esbarra, muitas
vezes e para muitas mulheres, em assédio sexual. Foi assim com a universitária Luiza Maropo
que relatou em seu perfil no Facebook o beijo obrigado que sofreu numa boate há uma semana.
A narrativa de Luiza sobre o episódio, ocorrido na boate Órbita, na Praia de Iracema, deu
visibilidade a situações que são do cotidiano de mulheres que frequentam a noite.
“É o machismo que legitima o discurso de posse, a ideia de que a mulher tem de estar
disponível. O homem não sente que está fazendo uma coisa errada, ele se sente no direito. Mas,
não é por ser uma cultura, que o machismo é abstrato. Ele se materializa por meio de ações
concretas como o assédio”, aponta Hayesca Costa, professora de Serviço Social da Universidade
Estadual do Ceará (Uece) e pesquisadora do Observatório da Violência Contra a Mulher
(Observem).
“Uma pessoa chegou até a mim e, acho que pelo fato de ser um conhecido, se sentiu no
direito de ficar tentando me beijar à força, me segurando, eu não conseguia me soltar, pedia e
não adiantava”, relembra a psicóloga e produtora de eventos Lia Pressler, 27. O relato vem com a
constatação de que o episódio está em vias de acontecer todas as vezes em que sai. “O
desrespeito já começa com o olhar, que a gente sente que é diferente. (E evolui para) alguém
colocando a mão na sua bunda, segurando a sua cintura, puxando o seu cabelo”, conta.
(...)
Fonte: http://www.compromissoeatitude.org.br/assedio-contra-mulheres-a-violencia-que-e-rotina-nas-noites-o-povo-
15052016/
Texto 08
Violência contra mulheres no Brasil de
hoje
Só a partir dos anos 50 foi destinado às mulheres, o trabalho fora
das casas
Goiânia está em 5º lugar no ran-king nacional dos números sobre a
violência contra mulheres. Este dado é parte da questão social e não será
revertido se não houverem ações mais contundentes, do poder público e
da sociedade em geral, para uma profunda mudança comportamental
que altere a herança cultural que recebemos ao longo dos séculos e que
vê o assédio à mulher de forma naturalizada, já que seu corpo é colocado
como objeto de consumo, pela mídia brasileira.
Pensando o Brasil em seus primórdios, percebemos que somente a partir
dos anos 50 foi destinado às mulheres, o trabalho fora das casas, em
espaços públicos. Até então, as mulheres de classe alta, não ocupavam
as ruas. As mulheres trabalhadoras, geralmente “domésticas”, sempre
foram expostas ao assédio e este tipo de violência ficou banalizado.
Os direitos das mulheres brasileiras sempre ficaram aquém, em
relação aos dos homens. São muitos, os homens que se sentem livres
para incomodar-nos com palavras sexualizadas de baixo calão na rua,
gestuais e até atitudes de contato físico, sem consentimento, nos
transportes públicos, na rua ou no trabalho.
Participamos, ao longo dos séculos, de uma construção social em que a
mulher é vista como propriedade do homem, devendo se submeter a
este. Além do que, essa construção social orienta os homens ao desejo
compulsivo pelo corpo da mulher, objetificado, culturalmente.
Recentemente, a jornalista Karin Hueck revelou, após pesquisa, que
99,6% de 7.762 mulheres questionadas, já sofreram algum tipo de
assédio sexual ou verbal, na rua, no trabalho ou na vida social. Destas,
83% se sentiram envergonhadas ou constrangidas com as cantadas e
90% declarou que já trocou de roupa por medo de assédio, de ter que
ouvir o que não quer, a qualquer momento, o que ocorre muitas vezes, a
partir de desconhecidos, que vêm as mulheres como objeto passivo de
seus desejos e ferem o direito de ir e vir, garantido constitucionalmente,
revelando, em nossa sociedade, o desprezo pelos direitos do próximo.
Diariamente, convive-se com as famosas “cantadas”, com as
“encoxadas” no transporte público, a “passada de mão” ou o beijo
forçado na balada. Os termos “gostosa” e “delícia” são alguns termos que
aparecem nas ditas “cantadas”, como se a mulher fosse um pedaço de
carne ou outra iguaria comestível. Entretanto, estar em espaço público
não torna o corpo da mulher público, independente da roupa que ela quer
usar. Roupa não garante respeito e nem previne estupro em nenhum
lugar do mundo; vide países do Oriente Médio e a atual “cultura dos
estupros” na Suécia, Noruega e Alemanha.
Recentemente, o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada)
revelou, após pesquisa, que 26% de 3810 brasileiros entrevistados
concordam total ou parcialmente com a afirmação de que “mulheres que
usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas”. O dado faz
parte do estudo “Tolerância social à violência contra as mulheres” e
entrevistou homens e mulheres. São dados preocupantes, já que
configuram a culpabilização da vítima pelo estupro.
(...)
Fonte: http://www.dm.com.br/opiniao/2016/03/violencia-contra-mulheres-no-brasil-de-
hoje.html
Texto 10
Salário das mulheres ainda é
30% menor que o dos
homens
Mulheres estão conquistando cargos de diretoria, presidências e chefias.
Mesmo assim, o salário delas na mesma função ainda é menor.
O salário das mulheres tem subindo ano a ano mais do que o dos homens,
mas ainda há diferença na remuneração quando eles ocupam a mesma função.
A pesquisa anual da Catho indicou que os homens ganham, em média, até 30%
a mais. Quanto menor o cargo, maior é a diferença. No cargo de técnico, por
exemplo, um homem ganha R$ 2.300 e uma mulher R$ 1.800. Na gerência, o
salário do homem é de R$ 19.200 e o da mulher R$ 18.600.
“Podemos perceber que o salário das mulheres sobe mais do que o dos
homens e isso faz com que essa diferença historicamente apresentada venha
diminuindo em alguns cargos. Em cargos de alta liderança, diretores e vice-
presidentes, essa diferença média chega a ser menor que 4%. O que indica que
a tendência é que a diferença da remuneração entre homens e mulheres vai
desaparecer num curto espaço de tempo”, prevê Murilo.
Antes disso acontecer, vai ser preciso convencer o mercado. Muitas
empresas de recrutamento e seleção costumam olhar as mulheres com
desconfiança e questionar se elas serão capazes de equilibrar a vida pessoal e
com a profissional.
“A mulher se afasta do mercado e como qualquer candidato o mercado
muitas vezes não entende que esse afastamento aconteceu por uma
maternidade. Existe um preconceito que ela se desatualizou, que ela de repente
não merece mais ganhar tanto. A mulher pode sim ter uma diminuição salarial e
equiparada com um homem ela vai ficar um pouco mais pra trás”, diz Juliana
Alvarez, gerente da da Page Personnel.
Fonte:http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2015/03/salario-das-mulheres-ainda-e-30-menor-que-o-dos-
homens.html

Violencia contra a mulher

  • 1.
    1. O quese caracteriza como violência contra a mulher? É só a violência física? 2. Por que essa violência contra a mulher ocorre tanto? Qual a origem dela e por que ela tanto se mantém? 3. Cite pelo menos três casos reportados na mídia sobre violência contra a mulher. 4. Como é possível mudar essa realidade de violência constante. Texto 01 Dados nacionais sobre violência contra as mulheres Apesar de ser um crime e grave violação de direitos humanos, a violência contra as mulheres segue vitimando milhares de brasileiras reiteradamente: 38,72% das mulheres em situação de violência sofrem agressões diariamente; para 33,86%, a agressão é semanal. Esses dados foram divulgados no Balanço dos atendimentos realizados de janeiro a outubro de 2015 pela Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR). Dos relatos de violência registrados na Central de Atendimento nos dez primeiros meses de 2015, 85,85% corresponderam a situações de violência doméstica e familiar contra as mulheres. Em 67,36% dos relatos, as violências foram cometidas por homens com quem as vítimas tinham ou já tiveram algum vínculo afetivo: companheiros, cônjuges, namorados ou amantes, ex- companheiros, ex-cônjuges, ex-namorados ou ex-amantes das vítimas. Já em cerca de 27% dos casos, o agressor era um familiar, amigo, vizinho ou conhecido. Em relação ao momento em que a violência começou dentro do relacionamento, os atendimentos de 2014 revelaram que os episódios de violência acontecem desde o início da relação (13,68%) ou de um até cinco anos (30,45%). Nos dez primeiros meses de 2015, do total de 63.090 denúncias de violência contra a mulher, 31.432 corresponderam a denúncias de violência física (49,82%), 19.182 de violência psicológica (30,40%), 4.627 de violência moral (7,33%), 1.382 de violência patrimonial (2,19%),
  • 2.
    3.064 de violênciasexual (4,86%), 3.071 de cárcere privado (1,76%) e 332 envolvendo tráfico (0,53%).Os atendimentos registrados pelo Ligue 180 revelaram que 77,83% das vítimas possuem filhos (as) e que 80,42% desses (as) filhos(as) presenciaram ou sofreram a violência. Dos atendimentos registrados em 2014, 77,83% das vítimas tinham filhos, sendo que 80,42% presenciaram ou sofreram a violência juntamente com as mães. Saiba mais. Feminicídio Dos 4.762 homicídios de mulheres registrados em 2013, 50,3% foram cometidos por familiares, sendo a maioria desses crimes (33,2%) cometidos por parceiros ou ex-parceiros. Isso significa que a cada sete feminicídios, quatro foram praticados por pessoas que tiveram ou tinham relações íntimas de afeto com a mulher. A estimativa feita pelo Mapa da Violência 2015: homicídio de mulheres no Brasil, com base em dados de 2013 do Ministério da Saúde, alerta para o fato de ser a violência doméstica e familiar a principal forma de violência letal praticada contra as mulheres no Brasil. O Mapa da Violência 2015 também mostra que o número de mortes violentas de mulheres negras aumentou 54% em dez anos, passando de 1.864, em 2003, para 2.875, em 2013. No mesmo período, a quantidade anual de homicídios de mulheres brancas diminuiu 9,8%, caindo de 1.747, em 2003, para 1.576, em 2013. Já a Pesquisa Avaliando a Efetividade da Lei Maria da Penha (Ipea, março/2015) apontou que a Lei nº 11.340/2004 fez diminuir em cerca de 10% a taxa de homicídios contra mulheres praticados dentro das residências das vítimas, o que “implica dizer que a LMP foi responsável por evitar milhares de casos de violência doméstica no país”. Violência sexual Em 2011, foram notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, 12.087 casos de estupro no Brasil, o que equivale a cerca de 23% do total registrado na polícia em 2012, conforme dados do Anuário 2013 do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Saiba mais acessando estudo sobre estupro no Brasil realizado pelo Ipea com base nos microdados do Sinan. Em 2013, o Ipea levou a campo um questionário sobre vitimização, no âmbito do Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS), que continha algumas questões sobre violência sexual. A partir das respostas, estimou-se que a cada ano no Brasil 0,26% da população sofre violência sexual, o que indica que haja anualmente 527 mil tentativas ou casos de estupros consumados no país, dos quais 10% são reportados à polícia. Tal informação é consistente com os dados do 8º Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) de 2014, que apontou que 50.320 estupros foram registrados no País em 2013. Todavia, essa estatística deve ser olhada com bastante cautela, uma vez que, como se salientou anteriormente, talvez a
  • 3.
    metodologia empregada noSIPS não seja a mais adequada para se estimar a prevalência do estupro, podendo servir apenas como uma estimativa para o limite inferior de prevalência do fenômeno no País. Percepção da população sobre a violência contra as mulheres Pesquisa realizada pelo Data Popular e Instituto Patrícia Galvão revelou que 98% dos brasileiros conhecem, mesmo de ouvir falar, a Lei Maria da Penha e 86% acham que as mulheres passaram a denunciar mais os casos de violência doméstica após a Lei. Para 70% dos entrevistados, a mulher sofre mais violência dentro de casa do que em espaços públicos. Segundo a última pesquisa DataSenado sobre violência doméstica e familiar (2015), uma em cada cinco mulheres já foi espancada pelo marido, companheiro, namorado ou ex. E 100% das brasileiras conhecem a Lei Maria da Penha. Sobre a violência contra mulheres jovens da periferia Énois Inteligência Jovem realizou estudo, em parceria com os institutos Vladimir Herzog e Patrícia Galvão, com mais de 2.300 mulheres de 14 a 24 anos, das classes C, D e E, que envolveu a aplicação de questionário online e entrevistas em profundidade visando compreender como a violência contra as mulheres e o machismo atingem as jovens de periferia. Os números levantados pelo estudo mostram que 74% das entrevistadas afirmam ter recebido um tratamento diferente em sua criação, por serem mulheres; 90% dizem que deixaram de fazer alguma coisa por medo da violência, como usar determinadas roupas e frequentar espaços públicos; e 77% acham que o machismo afetou seu desenvolvimento. Fonte: http://www.compromissoeatitude.org.br/dados-nacionais-sobre-violencia-contra-a-mulher/ Texto 02
  • 4.
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    Assédiocontramulheres. A violênciaqueérotinanas noites(O Povo – 15/05/2016) Assédio sexual é rotina para mulheres nas festas. Denúncias trazem à luz situações cotidianas que eram mantidas ocultas. Mas, reação deve ir além das redes sociais Olhares lascivos, contato com o corpo da mulher sem o consentimento, puxões no cabelo, tentativa de agarrar, beijos à força. Sair de casa para uma noite de diversão esbarra, muitas vezes e para muitas mulheres, em assédio sexual. Foi assim com a universitária Luiza Maropo que relatou em seu perfil no Facebook o beijo obrigado que sofreu numa boate há uma semana. A narrativa de Luiza sobre o episódio, ocorrido na boate Órbita, na Praia de Iracema, deu visibilidade a situações que são do cotidiano de mulheres que frequentam a noite. “É o machismo que legitima o discurso de posse, a ideia de que a mulher tem de estar disponível. O homem não sente que está fazendo uma coisa errada, ele se sente no direito. Mas, não é por ser uma cultura, que o machismo é abstrato. Ele se materializa por meio de ações concretas como o assédio”, aponta Hayesca Costa, professora de Serviço Social da Universidade Estadual do Ceará (Uece) e pesquisadora do Observatório da Violência Contra a Mulher (Observem). “Uma pessoa chegou até a mim e, acho que pelo fato de ser um conhecido, se sentiu no direito de ficar tentando me beijar à força, me segurando, eu não conseguia me soltar, pedia e não adiantava”, relembra a psicóloga e produtora de eventos Lia Pressler, 27. O relato vem com a constatação de que o episódio está em vias de acontecer todas as vezes em que sai. “O desrespeito já começa com o olhar, que a gente sente que é diferente. (E evolui para) alguém colocando a mão na sua bunda, segurando a sua cintura, puxando o seu cabelo”, conta. (...) Fonte: http://www.compromissoeatitude.org.br/assedio-contra-mulheres-a-violencia-que-e-rotina-nas-noites-o-povo- 15052016/
  • 9.
    Texto 08 Violência contramulheres no Brasil de hoje Só a partir dos anos 50 foi destinado às mulheres, o trabalho fora das casas Goiânia está em 5º lugar no ran-king nacional dos números sobre a violência contra mulheres. Este dado é parte da questão social e não será revertido se não houverem ações mais contundentes, do poder público e da sociedade em geral, para uma profunda mudança comportamental que altere a herança cultural que recebemos ao longo dos séculos e que vê o assédio à mulher de forma naturalizada, já que seu corpo é colocado como objeto de consumo, pela mídia brasileira. Pensando o Brasil em seus primórdios, percebemos que somente a partir
  • 10.
    dos anos 50foi destinado às mulheres, o trabalho fora das casas, em espaços públicos. Até então, as mulheres de classe alta, não ocupavam as ruas. As mulheres trabalhadoras, geralmente “domésticas”, sempre foram expostas ao assédio e este tipo de violência ficou banalizado. Os direitos das mulheres brasileiras sempre ficaram aquém, em relação aos dos homens. São muitos, os homens que se sentem livres para incomodar-nos com palavras sexualizadas de baixo calão na rua, gestuais e até atitudes de contato físico, sem consentimento, nos transportes públicos, na rua ou no trabalho. Participamos, ao longo dos séculos, de uma construção social em que a mulher é vista como propriedade do homem, devendo se submeter a este. Além do que, essa construção social orienta os homens ao desejo compulsivo pelo corpo da mulher, objetificado, culturalmente. Recentemente, a jornalista Karin Hueck revelou, após pesquisa, que 99,6% de 7.762 mulheres questionadas, já sofreram algum tipo de assédio sexual ou verbal, na rua, no trabalho ou na vida social. Destas, 83% se sentiram envergonhadas ou constrangidas com as cantadas e 90% declarou que já trocou de roupa por medo de assédio, de ter que ouvir o que não quer, a qualquer momento, o que ocorre muitas vezes, a partir de desconhecidos, que vêm as mulheres como objeto passivo de seus desejos e ferem o direito de ir e vir, garantido constitucionalmente, revelando, em nossa sociedade, o desprezo pelos direitos do próximo. Diariamente, convive-se com as famosas “cantadas”, com as “encoxadas” no transporte público, a “passada de mão” ou o beijo forçado na balada. Os termos “gostosa” e “delícia” são alguns termos que aparecem nas ditas “cantadas”, como se a mulher fosse um pedaço de carne ou outra iguaria comestível. Entretanto, estar em espaço público não torna o corpo da mulher público, independente da roupa que ela quer usar. Roupa não garante respeito e nem previne estupro em nenhum
  • 11.
    lugar do mundo;vide países do Oriente Médio e a atual “cultura dos estupros” na Suécia, Noruega e Alemanha. Recentemente, o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) revelou, após pesquisa, que 26% de 3810 brasileiros entrevistados concordam total ou parcialmente com a afirmação de que “mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas”. O dado faz parte do estudo “Tolerância social à violência contra as mulheres” e entrevistou homens e mulheres. São dados preocupantes, já que configuram a culpabilização da vítima pelo estupro. (...) Fonte: http://www.dm.com.br/opiniao/2016/03/violencia-contra-mulheres-no-brasil-de- hoje.html Texto 10 Salário das mulheres ainda é 30% menor que o dos homens Mulheres estão conquistando cargos de diretoria, presidências e chefias. Mesmo assim, o salário delas na mesma função ainda é menor. O salário das mulheres tem subindo ano a ano mais do que o dos homens, mas ainda há diferença na remuneração quando eles ocupam a mesma função. A pesquisa anual da Catho indicou que os homens ganham, em média, até 30% a mais. Quanto menor o cargo, maior é a diferença. No cargo de técnico, por exemplo, um homem ganha R$ 2.300 e uma mulher R$ 1.800. Na gerência, o salário do homem é de R$ 19.200 e o da mulher R$ 18.600. “Podemos perceber que o salário das mulheres sobe mais do que o dos homens e isso faz com que essa diferença historicamente apresentada venha
  • 12.
    diminuindo em algunscargos. Em cargos de alta liderança, diretores e vice- presidentes, essa diferença média chega a ser menor que 4%. O que indica que a tendência é que a diferença da remuneração entre homens e mulheres vai desaparecer num curto espaço de tempo”, prevê Murilo. Antes disso acontecer, vai ser preciso convencer o mercado. Muitas empresas de recrutamento e seleção costumam olhar as mulheres com desconfiança e questionar se elas serão capazes de equilibrar a vida pessoal e com a profissional. “A mulher se afasta do mercado e como qualquer candidato o mercado muitas vezes não entende que esse afastamento aconteceu por uma maternidade. Existe um preconceito que ela se desatualizou, que ela de repente não merece mais ganhar tanto. A mulher pode sim ter uma diminuição salarial e equiparada com um homem ela vai ficar um pouco mais pra trás”, diz Juliana Alvarez, gerente da da Page Personnel. Fonte:http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2015/03/salario-das-mulheres-ainda-e-30-menor-que-o-dos- homens.html