Texto a partir de roteiro
Violência contra a mulher
Violência contra a mulher
A violência contra a mulher no Brasil se
configura como uma das diversas faces da
violência social que assola o país. Ela traz
consigo uma peculiaridade: ocorre, na maioria
das vezes, no interior do lar das vítimas e é
protagonizada, normalmente, por maridos, ex-
maridos ou outros indivíduos mantenedores de
laços afetivos com a pessoa agredida.
Violência contra a mulher
A covardia maior desse tipo de crime reside no
fato de que o homem, indiscutivelmente, é
fisicamente mais forte do que a mulher.
Valendo-se da superioridade da sua força bruta,
muitos indivíduos rompem a barreira do simples
conflito de casal e passam a agredir
sistematicamente a esposa ou namorada,
torturando-a física, emocional e
psicologicamente.
Violência contra a mulher
Além de ser alguém de convivência intramuros com
a agredida, o criminoso nem sempre está
consciente de que o que faz está contra a lei e o
bom senso. Imbuído de um sentimento machista e
ególatra, ele toma a mulher como sua propriedade,
como um meio cujo fim é satisfazer as suas
necessidades. Apesar de se constituir como um
problema histórico, existente praticamente em
todos os tempos e em todas as civilizações
conhecidos, tal violência não ocorria sempre da
mesma forma.
Violência contra a mulher
No Brasil do século XIX, por exemplo, agredir uma
mulher não era visto como algo normal. A
sociedade não era sádica a tal ponto. O fato é que
as mulheres não dispunham de um aparato
institucional constituído para elaborar e reivindicar
os seus direitos ou mesmo estabelecer limites para
os abusos masculinos. Nesse contexto, muitas
vezes, nem mesmo a própria família da agredida
interferia na situação. A muitas mulheres só
restavam, portanto, a resignação e o sofrimento.
Violência contra a mulher
Hoje, no século XXI, a questão é bem mais complexa.
Ainda há, evidentemente, essa modalidade vergonhosa
de violência. E os números demonstram que ela não é
ocasional, mas sistemática. No entanto, para combatê-la,
é preciso valorizar as conquistas históricas do sexo
feminino( direito ao voto, controle sobre a gravidez,
independência intelectual e financeira); ampliar a rede de
proteção, com mais delegacias especializadas; e, por fim,
fazer valer a lei Maria da Penha, punindo exemplarmente
aqueles que tardam a reconhecer que a violência é um
crime e não um instrumento de dominação.

Texto violência contra a mulher

  • 1.
    Texto a partirde roteiro Violência contra a mulher
  • 2.
    Violência contra amulher A violência contra a mulher no Brasil se configura como uma das diversas faces da violência social que assola o país. Ela traz consigo uma peculiaridade: ocorre, na maioria das vezes, no interior do lar das vítimas e é protagonizada, normalmente, por maridos, ex- maridos ou outros indivíduos mantenedores de laços afetivos com a pessoa agredida.
  • 3.
    Violência contra amulher A covardia maior desse tipo de crime reside no fato de que o homem, indiscutivelmente, é fisicamente mais forte do que a mulher. Valendo-se da superioridade da sua força bruta, muitos indivíduos rompem a barreira do simples conflito de casal e passam a agredir sistematicamente a esposa ou namorada, torturando-a física, emocional e psicologicamente.
  • 4.
    Violência contra amulher Além de ser alguém de convivência intramuros com a agredida, o criminoso nem sempre está consciente de que o que faz está contra a lei e o bom senso. Imbuído de um sentimento machista e ególatra, ele toma a mulher como sua propriedade, como um meio cujo fim é satisfazer as suas necessidades. Apesar de se constituir como um problema histórico, existente praticamente em todos os tempos e em todas as civilizações conhecidos, tal violência não ocorria sempre da mesma forma.
  • 5.
    Violência contra amulher No Brasil do século XIX, por exemplo, agredir uma mulher não era visto como algo normal. A sociedade não era sádica a tal ponto. O fato é que as mulheres não dispunham de um aparato institucional constituído para elaborar e reivindicar os seus direitos ou mesmo estabelecer limites para os abusos masculinos. Nesse contexto, muitas vezes, nem mesmo a própria família da agredida interferia na situação. A muitas mulheres só restavam, portanto, a resignação e o sofrimento.
  • 6.
    Violência contra amulher Hoje, no século XXI, a questão é bem mais complexa. Ainda há, evidentemente, essa modalidade vergonhosa de violência. E os números demonstram que ela não é ocasional, mas sistemática. No entanto, para combatê-la, é preciso valorizar as conquistas históricas do sexo feminino( direito ao voto, controle sobre a gravidez, independência intelectual e financeira); ampliar a rede de proteção, com mais delegacias especializadas; e, por fim, fazer valer a lei Maria da Penha, punindo exemplarmente aqueles que tardam a reconhecer que a violência é um crime e não um instrumento de dominação.