Discentes: Talita Romero  Roberta Macedo Risoleide de Jesus  Jacira Batista Janai Monteiro Sheila Azevedo Vanessa Santos Lorena Vanessa Faculdade Castro Alves
Diversidade Lingüística   Variação Lingüística; Geográfica; Histórica; Etária; Variação Sexo (feminino e masculino)
A língua de um povo constitui-se com um dos seus bens mais preciosos. A língua e suas diversas formas e variantes é uma entidade viva, dinâmica e é o código utilizado pelo ser humano para se comunicar com seus semelhantes, trocar informações, difundir idéias e conceitos.
Figurando também os sotaques, ligados às características orais da linguagem. É uma maneira particular de determinado locutor pronunciar determinados fonemas em um idioma ou grupo de palavras. É a variante própria de uma região, classe ou grupo social, etnia, sexo, idade ou indivíduo, em qualquer grupo lingüístico,
É importante ter um discurso condizente com a realidade social, mas a consideração da modalidade lingüística que o educando traz de casa, é essencial, já que a democracia e a liberdade de expressão devem acontecer desde o espaço escolar e, porque por meio dessa linguagem é possível estabelecer a comunicação.
Dialetos  isto é, variações faladas por comunidades  geograficamente definidas .  Idioma   é um termo intermediário na distinção dialeto-linguagem e é usado para se referir ao sistema comunicativo estudado (que poderia ser chamado tanto de  um dialeto  ou  uma linguagem ) quando sua condição em relação a esta distinção é irrelevante (sendo, portanto, um sinônimo para linguagem num sentido mais geral); Socialetos , isto é, variações faladas por comunidades  socialmente definidas. linguagem padrão ou norma padrão, padronizada em função da comunicação pública e da educação Idioletos , isto é, uma variação particular a uma certa pessoa registros (ou diátipos), isto é, o vocabulário especializado e/ou a gramáticas de certas atividades ou profissões Etnoletos , para um grupo étnico Ecoletos , um idioleto adotado por uma casa
É, no Brasil, bastante grande e pode ser facilmente notada. além de ocorrer na pronúncia, pode também ser percebida no vocabulário, em certas estruturas de frases e nos sentidos diferentes que algumas palavras podem assumir em diferentes regiões do país. Exemplo de variação geográfica, o trecho abaixo, em que Guimarães Rosa, no conto "São Marcos", recria a fala de um típico sertanejo do centro-norte de Minas:
"- Mas você tem medo dele... [de um feiticeiro chamado Mangolô!]. - Há-de-o!... Agora, abusar e arrastar mala, não faço. Não faço, porque não paga a pena... De primeiro, quando eu era moço, isso sim!... Já fui gente. Para ganhar aposta, já fui, de noite, foras d’hora, em cemitério...(...). Quando a gente é novo, gosta de fazer bonito, gosta de se comparecer. Hoje, não, estou percurando é sossego..“ A variação geográfica é conhecida também como variação DIATÓPICA, ou seja, são diferenças na linguagem de um ou mais território.
A variação se manifesta com maior evidencia no léxico (vocabulário) na realizações dos determinados sons como “r” “e” “o” e “t” e no ritmo da fala de maneira a distinguir ares lingüísticas e faladas. Para denominar uma planta muito conhecida da família da euforbiáceas temos nomeações diversas. Ex: Em MG e conhecida como mandioca, no RJ como aipim e em PE macaxeira.
Chopis Centis – Mamonas Assassinas   Composição: Dinho / Júlio Rasec   Eu 'di' um beijo nela E chamei pra passear A gente 'fomos' no shopping, Pra 'mó de' a gente lanchar Comi uns bichos estranhos, Com um tal de gergelim Até que tava gostoso, Mas eu prefiro aipim Quanta gente, Quanta alegria, A minha felicidade É um crediário Nas Casas Bahia (2x) Esse tal "Chópis Cêntis" É muicho legalzinho, Pra levar as namoradas E dar uns rolêzinhos Quando eu estou no trabalho, Não vejo a hora de descer dos andaime Pra pegar um cinema, ver o Schwarzenegger "Tombém" o Van Daime.
As palavras alteram com o passar do tempo e com o uso; Acontece ao longo de um determinado período de tempo; Muda a forma de falar, mudam as palavras, a grafia e o sentido das palavras.
“ Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles e eram todas mimosas e muito prendadas. Não faziam anos: completavam primaveras, em geral dezoito. Os janotas, mesmo sendo rapagões, faziam-lhes pé-de-alferes, arrastando a asa, mas ficavam longos meses debaixo do balaio...”                              Carlos Drummond de Andrade   MADEMOISELLES, PRENDADAS, JANOTAS, P É -DE-ALFERES, BALAIO. “ MINA ” ,  “ GATINHA ” ,  “ MARAVILHOSAS ” ,  “ SARADAS ” ,  “ DA HORA ” ,  “ OS MANOS ” ,  “ A GALERA, ”   “ DAVAM UMA CANTADA
ARCA Í SMO L É XICO Ceroula Cueca Pederasta Gay Urinou Pinico Bidê Vaso sanit á rio Mancebo Rapaz Marinete Ônibus Graxeira Empregada dom é stica Escul á pio Médico Califon Sutian Quente-frio Garrafa térmica Mascate Cacheiro viajante Vendedor ambulante / Camelô VARIA Ç ÃO GR Á FICA Elephante Elefante Pharm á rcia Farm á cia Baptista Batista Cincoenta Cinq ü enta Cinquenta
As variações lingüísticas ligadas as faixas etárias marcam grupos distintos como crianças, jovens, adultos e idosos.  Ao longo da vida, as pessoas vão alternando diferentes modos de falar conforme passam de uma faixa etária a outra.  Neste tipo de variações temos diferenças fonéticas, léxicas, morfossintáticas e pragmáticas que se diferem de regiões para regiões do país.
Homem: Cara, preciso te falar o que  aconteceu ontem na festa... Mulher: -Ai menino! Preciso te contar o que aconteceu ontem na festa... _____________________________ Homem: -Comprei uma camisa legal! Mulher: -Comprei uma blusinha linda! A variação lingüística ligada ao sexo está ligada aos papeis sociais que o homem e a mulher exercem.
Conclusão   Depois de realizado este trabalho conclui que a variação lingüística vem se modificando desde o inicio do Brasil, e vem se modificando até hoje. Podemos observar que as variações lingüísticas aconteceram por necessidade, muitas pessoas começaram a "portuguesaram" palavras do Latim, pois não conseguiam falar as palavras em português. Na antiguidade, se fazia necessária às gírias, pois muitos não conseguiam pronunciar as palavras certas. Hoje em dia as gírias não são mais necessidades e sim uma moda, e servem também para distingui as diferences classes sociais. Este trabalho foi importante para nós, pois descobrimos mas sobre nossa língua e por que apresenta variações de acordo com as classes sociais, faixa etária e sexo.
Bibliografia: http://www.idbrasil.org.br/usuarios/linguagem/c4_c_mayara.htm BUDIN, J. e ELIA, Sílvio. Compêndio de Língua e de Literatura. 2 ed. São Paulo, Companhia Editora Nacional, 1954.  CABRAL, Leonor Scliar. Introdução à lingüística. 7 ed. Rio de Janeiro: Globo, 1988.  CAMACHO, R. A variação lingüística. In: Subsídios à proposta curricular de Língua Portuguesa para o 1º e 2º graus. Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, 1988.  CUNHA, Celso Ferreira da. Gramática da Língua Portuguesa. 12 ed. Rio de Janeiro: FAE, 1992.  MARTINET, A. Elementos de lingüística geral. Trad. de J. Morais-Barbosa. Lisboa, Liv. Sá da Costa, 1964. (ELG)  NASCENTES, Antenor. Tesouro da Fraseologia Brasileira. 2 ed. Rio de Janeiro: Livraria Freitas Bastos S.A. , 1966.  PRADO MENDES, Soélis T. (2000) A ausência de artigo definido diante de nomes próprios no português mineiro da comunidade de Barra Longa: caso de retenção?, dissertação de mestrado,FALE/UFMG.  RAMOS, Jânia (1998) “História social do português brasileiro: perspectivas”, in CASTILHO, A (org.) Para uma história do português brasileiro, SP: Humanitas.

Variação ling.

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    Discentes: Talita Romero Roberta Macedo Risoleide de Jesus Jacira Batista Janai Monteiro Sheila Azevedo Vanessa Santos Lorena Vanessa Faculdade Castro Alves
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    Diversidade Lingüística Variação Lingüística; Geográfica; Histórica; Etária; Variação Sexo (feminino e masculino)
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    A língua deum povo constitui-se com um dos seus bens mais preciosos. A língua e suas diversas formas e variantes é uma entidade viva, dinâmica e é o código utilizado pelo ser humano para se comunicar com seus semelhantes, trocar informações, difundir idéias e conceitos.
  • 4.
    Figurando também ossotaques, ligados às características orais da linguagem. É uma maneira particular de determinado locutor pronunciar determinados fonemas em um idioma ou grupo de palavras. É a variante própria de uma região, classe ou grupo social, etnia, sexo, idade ou indivíduo, em qualquer grupo lingüístico,
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    É importante terum discurso condizente com a realidade social, mas a consideração da modalidade lingüística que o educando traz de casa, é essencial, já que a democracia e a liberdade de expressão devem acontecer desde o espaço escolar e, porque por meio dessa linguagem é possível estabelecer a comunicação.
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    Dialetos istoé, variações faladas por comunidades geograficamente definidas . Idioma é um termo intermediário na distinção dialeto-linguagem e é usado para se referir ao sistema comunicativo estudado (que poderia ser chamado tanto de um dialeto ou uma linguagem ) quando sua condição em relação a esta distinção é irrelevante (sendo, portanto, um sinônimo para linguagem num sentido mais geral); Socialetos , isto é, variações faladas por comunidades socialmente definidas. linguagem padrão ou norma padrão, padronizada em função da comunicação pública e da educação Idioletos , isto é, uma variação particular a uma certa pessoa registros (ou diátipos), isto é, o vocabulário especializado e/ou a gramáticas de certas atividades ou profissões Etnoletos , para um grupo étnico Ecoletos , um idioleto adotado por uma casa
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    É, no Brasil,bastante grande e pode ser facilmente notada. além de ocorrer na pronúncia, pode também ser percebida no vocabulário, em certas estruturas de frases e nos sentidos diferentes que algumas palavras podem assumir em diferentes regiões do país. Exemplo de variação geográfica, o trecho abaixo, em que Guimarães Rosa, no conto "São Marcos", recria a fala de um típico sertanejo do centro-norte de Minas:
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    "- Mas vocêtem medo dele... [de um feiticeiro chamado Mangolô!]. - Há-de-o!... Agora, abusar e arrastar mala, não faço. Não faço, porque não paga a pena... De primeiro, quando eu era moço, isso sim!... Já fui gente. Para ganhar aposta, já fui, de noite, foras d’hora, em cemitério...(...). Quando a gente é novo, gosta de fazer bonito, gosta de se comparecer. Hoje, não, estou percurando é sossego..“ A variação geográfica é conhecida também como variação DIATÓPICA, ou seja, são diferenças na linguagem de um ou mais território.
  • 9.
    A variação semanifesta com maior evidencia no léxico (vocabulário) na realizações dos determinados sons como “r” “e” “o” e “t” e no ritmo da fala de maneira a distinguir ares lingüísticas e faladas. Para denominar uma planta muito conhecida da família da euforbiáceas temos nomeações diversas. Ex: Em MG e conhecida como mandioca, no RJ como aipim e em PE macaxeira.
  • 10.
    Chopis Centis –Mamonas Assassinas Composição: Dinho / Júlio Rasec Eu 'di' um beijo nela E chamei pra passear A gente 'fomos' no shopping, Pra 'mó de' a gente lanchar Comi uns bichos estranhos, Com um tal de gergelim Até que tava gostoso, Mas eu prefiro aipim Quanta gente, Quanta alegria, A minha felicidade É um crediário Nas Casas Bahia (2x) Esse tal "Chópis Cêntis" É muicho legalzinho, Pra levar as namoradas E dar uns rolêzinhos Quando eu estou no trabalho, Não vejo a hora de descer dos andaime Pra pegar um cinema, ver o Schwarzenegger "Tombém" o Van Daime.
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    As palavras alteramcom o passar do tempo e com o uso; Acontece ao longo de um determinado período de tempo; Muda a forma de falar, mudam as palavras, a grafia e o sentido das palavras.
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    “ Antigamente, asmoças chamavam-se mademoiselles e eram todas mimosas e muito prendadas. Não faziam anos: completavam primaveras, em geral dezoito. Os janotas, mesmo sendo rapagões, faziam-lhes pé-de-alferes, arrastando a asa, mas ficavam longos meses debaixo do balaio...”                              Carlos Drummond de Andrade MADEMOISELLES, PRENDADAS, JANOTAS, P É -DE-ALFERES, BALAIO. “ MINA ” , “ GATINHA ” , “ MARAVILHOSAS ” , “ SARADAS ” , “ DA HORA ” , “ OS MANOS ” , “ A GALERA, ” “ DAVAM UMA CANTADA
  • 13.
    ARCA Í SMOL É XICO Ceroula Cueca Pederasta Gay Urinou Pinico Bidê Vaso sanit á rio Mancebo Rapaz Marinete Ônibus Graxeira Empregada dom é stica Escul á pio Médico Califon Sutian Quente-frio Garrafa térmica Mascate Cacheiro viajante Vendedor ambulante / Camelô VARIA Ç ÃO GR Á FICA Elephante Elefante Pharm á rcia Farm á cia Baptista Batista Cincoenta Cinq ü enta Cinquenta
  • 14.
    As variações lingüísticasligadas as faixas etárias marcam grupos distintos como crianças, jovens, adultos e idosos. Ao longo da vida, as pessoas vão alternando diferentes modos de falar conforme passam de uma faixa etária a outra. Neste tipo de variações temos diferenças fonéticas, léxicas, morfossintáticas e pragmáticas que se diferem de regiões para regiões do país.
  • 15.
    Homem: Cara, precisote falar o que aconteceu ontem na festa... Mulher: -Ai menino! Preciso te contar o que aconteceu ontem na festa... _____________________________ Homem: -Comprei uma camisa legal! Mulher: -Comprei uma blusinha linda! A variação lingüística ligada ao sexo está ligada aos papeis sociais que o homem e a mulher exercem.
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    Conclusão   Depoisde realizado este trabalho conclui que a variação lingüística vem se modificando desde o inicio do Brasil, e vem se modificando até hoje. Podemos observar que as variações lingüísticas aconteceram por necessidade, muitas pessoas começaram a "portuguesaram" palavras do Latim, pois não conseguiam falar as palavras em português. Na antiguidade, se fazia necessária às gírias, pois muitos não conseguiam pronunciar as palavras certas. Hoje em dia as gírias não são mais necessidades e sim uma moda, e servem também para distingui as diferences classes sociais. Este trabalho foi importante para nós, pois descobrimos mas sobre nossa língua e por que apresenta variações de acordo com as classes sociais, faixa etária e sexo.
  • 17.
    Bibliografia: http://www.idbrasil.org.br/usuarios/linguagem/c4_c_mayara.htm BUDIN,J. e ELIA, Sílvio. Compêndio de Língua e de Literatura. 2 ed. São Paulo, Companhia Editora Nacional, 1954. CABRAL, Leonor Scliar. Introdução à lingüística. 7 ed. Rio de Janeiro: Globo, 1988. CAMACHO, R. A variação lingüística. In: Subsídios à proposta curricular de Língua Portuguesa para o 1º e 2º graus. Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, 1988. CUNHA, Celso Ferreira da. Gramática da Língua Portuguesa. 12 ed. Rio de Janeiro: FAE, 1992. MARTINET, A. Elementos de lingüística geral. Trad. de J. Morais-Barbosa. Lisboa, Liv. Sá da Costa, 1964. (ELG) NASCENTES, Antenor. Tesouro da Fraseologia Brasileira. 2 ed. Rio de Janeiro: Livraria Freitas Bastos S.A. , 1966. PRADO MENDES, Soélis T. (2000) A ausência de artigo definido diante de nomes próprios no português mineiro da comunidade de Barra Longa: caso de retenção?, dissertação de mestrado,FALE/UFMG. RAMOS, Jânia (1998) “História social do português brasileiro: perspectivas”, in CASTILHO, A (org.) Para uma história do português brasileiro, SP: Humanitas.