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ÉTICA E BIOÉTICA
Professor: Cleanto Santos Vieira
Aula 7 Capítulo 4: Eutanásia
Jack Kevorkian – O “Doutor Morte”
ÉTICA E BIOÉTICA
• EUTANÁSIA:
• Eutanásia é um termo de origem grega
(eu + thanatos) que significa boa morte
ou morte sem dor.
• A prática de eutanásia é suportada pela
teoria que defende o direito do doente
incurável de pôr fim à vida quando
sujeito a intoleráveis sofrimentos físicos
ou psíquicos.
• É um tema polêmico, havendo países
com legislação definida sobre a sua
prática e outros países que a refutam
categoricamente por motivos diversos.
A morte de sócrates – Jaques louis David
Representa a cena de morte do filósofo Sócrates, por ter sido
contra as ideias dos atenienses e corromper a mente dos
mais jovens. A pintura também retrata Platão e Críton, com o
primeiro sentado melancolicamente na beira da cama e
Críton segurando o joelho de Sócrates. Sócrates tinha a opção
de ir para o exílio (e, portanto, desistir de sua vocação
filosófica) ou ser condenado à morte. Sócrates escolheu a
morte.
ÉTICA E BIOÉTICA
• Em sentido amplo a eutanásia
implica uma morte suave e
indolor.
• No seu sentido restrito, implica o
ato de terminar a vida de uma
pessoa ou ajudar no seu suicídio.
ÉTICA E BIOÉTICA
• A eutanásia pode ocorrer por
vários motivos:
• 1º - Vontade do doente;
• 2º - Os doentes representam uma
ameaça para a sociedade
(eutanásia eugênica);
• 3º - O tratamento da doença
implica uma grande despesa
(eutanásia econômica).
ÉTICA E BIOÉTICA
• Eutanasia Eugênica:
• O programa de Eugenia nazista foi baseado em políticas raciais sociais que
priorizavam a melhoria biológica da raça ariana ou germânica
"Übermenschen" .
• Foi um dos pilares da propaganda filosófica nazista.
• Aqueles seres humanos considerados como “indignos para viver” (em
alemão: lebensunwertes Leben), eram direcionados para destruição nos
termos nazistas.
• Grande parte deles vivendo em Instituições privadas e operadas pelo
Estado, incluindo prisioneiros, degenerados, dissidentes políticos, pessoas
com deficiência congênita cognitivas e físicas (incluindo desanimados,
epilépticos, esquizofrênicos, maníaco-depressivos, portadores de distrofia
muscular, paralisia cerebral, surdos, cegos, homossexuais, ociosos, insanos,
e os fracos, para eliminar da cadeia da hereditariedade.
• Mais de 400.000 pessoas foram esterilizadas contra sua vontade.
• Mais de 300.000 foram mortas no âmbito da ação de um programa de
eutanásia eugênica Ato - T4 assinado por Adolf Hilter em 1º
de setembro de 1939
ÉTICA E BIOÉTICA
• Eutanásia econômica:
• Procedimento que visa garantir a
morte indolor de pessoas inválidas
e velhas, que devido à condição se
encontram em estado de
improdutividade provocando
encargos para toda a sociedade.
• Esta concepção não tem a ver com
e ideia de morte piedosa.
ÉTICA E BIOÉTICA
• Apesar de algumas culturas aceitarem a
eutanásia, a maior parte não admite
essa atividade.
• O Cristianismo e Judaísmo condenam a
eutanásia.
• Alguns códigos penais consideram a
eutanásia como uma forma de
homicídio, mas em alguns países como
a Bélgica, Holanda e Suíça, a eutanásia
é uma prática legal. A morte de Chatterton – Henry Wallis – retrata a
morte do poeta Thomas Chatterton por ingestão de
arsênico
ÉTICA E BIOÉTICA
• Os defensores da eutanásia
argumentam que cada pessoa tem o
direito à escolha entre viver ou morrer
com dignidade quando se tem
consciência de que o estado da sua
enfermidade é de tal forma grave, que
não compensa viver em sofrimento até
que a morte chegue naturalmente.
Máquina de eutanásia inventada por Philip Nitschke
e disponível no Museu de Ciências de Londres
ÉTICA E BIOÉTICA
• Quem condena a prática de eutanásia,
utiliza frequentemente o argumento
religioso de que só Deus tem o direito
de dar ou tirar a vida e, portanto, o
médico (ou qualquer outra pessoa)
não deve interferir neste dom sagrado.
ÉTICA E BIOÉTICA
• Eutanásia Ativa:
• A eutanásia ativa acontece
quando se apela a recursos
que podem findar com a vida
do doente (injeção letal,
medicamentos em dose
excessiva etc.).
Sala onde se pratica eutanásia
ÉTICA E BIOÉTICA
• Eutanásia passiva:
• Na eutanásia passiva, a morte do
doente ocorre por falta de recursos
necessários para manutenção das suas
funções vitais (falta de água,
alimentos, fármacos ou cuidados
médicos).
ÉTICA E BIOÉTICA
• Ortotanásia: (ortho = correto tanásia =
morte)
• Ortotanásia consiste no ato de parar com
atividades ou tratamentos que prolongam
a vida de forma artificial.
• Acontece em casos que uma pessoa se
encontra coma ou estado vegetativo, não
havendo tendência para que recupere.
• É uma forma de eutanásia passiva.
• A ortotanásia é contemplada por muitos
como uma morte que ocorre de forma
mais natural.
ÉTICA E BIOÉTICA
• Distanásia:
• A distanásia é vista como o
contrário da eutanásia, e remete
para o ato de prolongar ao máximo
a vida de uma pessoa que tem uma
doença incurável (tentativa de
encontrar uma cura antes da
morte).
• Frequentemente a distanásia
implica uma morte lenta e sofrida.
ÉTICA E BIOÉTICA
• Eutanásia no Código penal:
• Atualmente, no código penal brasileiro, a
prática da eutanásia não é estipulada.
• Assim sendo, o médico que termina a vida de
um paciente por compaixão comete o
homicídio simples indicado no art. 121, sujeito
a pena de 6 a 20 anos de reclusão.
ÉTICA E BIOÉTICA
• A respeito da eutanásia, existem algumas "áreas
cinza".
• No Estado de São Paulo, por exemplo, a lei
10241 de 1999, confere o direito ao usuário de
um serviço de saúde de rejeitar um tratamento
que seja doloroso que sirva para o
prolongamento da sua vida.
REFERÊNCIAS
• CABRAL, Bruno Fontenele. Considerações sobre a prática de eutanásia no direito
norte-americano. Jus Navigandi, Teresina, ano 16, n. 2.741, 2 jan. 2011 .
• CUNDIFF, David – A Eutanásia não é a Resposta. Lisboa: Instituto Piaget, 1992.
• HENNEZEL, Marie de – Diálogo com a morte. 2ª ed. Lisboa: Notícias Editorial,
1997.
• NEVES, Maria do Céu Patrão – Comissão de Ética, das bases teóricas à actividade
quotidiana, 2ª Edição revista e aumentada. C.E. de Bioética, Pólo dos Açores,
Gráfica de Coimbra, 2002.
• PACHECO, Susana – Cuidar a Pessoa em Fase Terminal. 1ª ed. Loures: Lusociência,
2002.

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Ética e bioética - eutanásia - cap 4 aula 7

  • 1. ÉTICA E BIOÉTICA Professor: Cleanto Santos Vieira Aula 7 Capítulo 4: Eutanásia Jack Kevorkian – O “Doutor Morte”
  • 2. ÉTICA E BIOÉTICA • EUTANÁSIA: • Eutanásia é um termo de origem grega (eu + thanatos) que significa boa morte ou morte sem dor. • A prática de eutanásia é suportada pela teoria que defende o direito do doente incurável de pôr fim à vida quando sujeito a intoleráveis sofrimentos físicos ou psíquicos. • É um tema polêmico, havendo países com legislação definida sobre a sua prática e outros países que a refutam categoricamente por motivos diversos. A morte de sócrates – Jaques louis David Representa a cena de morte do filósofo Sócrates, por ter sido contra as ideias dos atenienses e corromper a mente dos mais jovens. A pintura também retrata Platão e Críton, com o primeiro sentado melancolicamente na beira da cama e Críton segurando o joelho de Sócrates. Sócrates tinha a opção de ir para o exílio (e, portanto, desistir de sua vocação filosófica) ou ser condenado à morte. Sócrates escolheu a morte.
  • 3. ÉTICA E BIOÉTICA • Em sentido amplo a eutanásia implica uma morte suave e indolor. • No seu sentido restrito, implica o ato de terminar a vida de uma pessoa ou ajudar no seu suicídio.
  • 4. ÉTICA E BIOÉTICA • A eutanásia pode ocorrer por vários motivos: • 1º - Vontade do doente; • 2º - Os doentes representam uma ameaça para a sociedade (eutanásia eugênica); • 3º - O tratamento da doença implica uma grande despesa (eutanásia econômica).
  • 5. ÉTICA E BIOÉTICA • Eutanasia Eugênica: • O programa de Eugenia nazista foi baseado em políticas raciais sociais que priorizavam a melhoria biológica da raça ariana ou germânica "Übermenschen" . • Foi um dos pilares da propaganda filosófica nazista. • Aqueles seres humanos considerados como “indignos para viver” (em alemão: lebensunwertes Leben), eram direcionados para destruição nos termos nazistas. • Grande parte deles vivendo em Instituições privadas e operadas pelo Estado, incluindo prisioneiros, degenerados, dissidentes políticos, pessoas com deficiência congênita cognitivas e físicas (incluindo desanimados, epilépticos, esquizofrênicos, maníaco-depressivos, portadores de distrofia muscular, paralisia cerebral, surdos, cegos, homossexuais, ociosos, insanos, e os fracos, para eliminar da cadeia da hereditariedade. • Mais de 400.000 pessoas foram esterilizadas contra sua vontade. • Mais de 300.000 foram mortas no âmbito da ação de um programa de eutanásia eugênica Ato - T4 assinado por Adolf Hilter em 1º de setembro de 1939
  • 6. ÉTICA E BIOÉTICA • Eutanásia econômica: • Procedimento que visa garantir a morte indolor de pessoas inválidas e velhas, que devido à condição se encontram em estado de improdutividade provocando encargos para toda a sociedade. • Esta concepção não tem a ver com e ideia de morte piedosa.
  • 7. ÉTICA E BIOÉTICA • Apesar de algumas culturas aceitarem a eutanásia, a maior parte não admite essa atividade. • O Cristianismo e Judaísmo condenam a eutanásia. • Alguns códigos penais consideram a eutanásia como uma forma de homicídio, mas em alguns países como a Bélgica, Holanda e Suíça, a eutanásia é uma prática legal. A morte de Chatterton – Henry Wallis – retrata a morte do poeta Thomas Chatterton por ingestão de arsênico
  • 8. ÉTICA E BIOÉTICA • Os defensores da eutanásia argumentam que cada pessoa tem o direito à escolha entre viver ou morrer com dignidade quando se tem consciência de que o estado da sua enfermidade é de tal forma grave, que não compensa viver em sofrimento até que a morte chegue naturalmente. Máquina de eutanásia inventada por Philip Nitschke e disponível no Museu de Ciências de Londres
  • 9. ÉTICA E BIOÉTICA • Quem condena a prática de eutanásia, utiliza frequentemente o argumento religioso de que só Deus tem o direito de dar ou tirar a vida e, portanto, o médico (ou qualquer outra pessoa) não deve interferir neste dom sagrado.
  • 10. ÉTICA E BIOÉTICA • Eutanásia Ativa: • A eutanásia ativa acontece quando se apela a recursos que podem findar com a vida do doente (injeção letal, medicamentos em dose excessiva etc.). Sala onde se pratica eutanásia
  • 11. ÉTICA E BIOÉTICA • Eutanásia passiva: • Na eutanásia passiva, a morte do doente ocorre por falta de recursos necessários para manutenção das suas funções vitais (falta de água, alimentos, fármacos ou cuidados médicos).
  • 12. ÉTICA E BIOÉTICA • Ortotanásia: (ortho = correto tanásia = morte) • Ortotanásia consiste no ato de parar com atividades ou tratamentos que prolongam a vida de forma artificial. • Acontece em casos que uma pessoa se encontra coma ou estado vegetativo, não havendo tendência para que recupere. • É uma forma de eutanásia passiva. • A ortotanásia é contemplada por muitos como uma morte que ocorre de forma mais natural.
  • 13. ÉTICA E BIOÉTICA • Distanásia: • A distanásia é vista como o contrário da eutanásia, e remete para o ato de prolongar ao máximo a vida de uma pessoa que tem uma doença incurável (tentativa de encontrar uma cura antes da morte). • Frequentemente a distanásia implica uma morte lenta e sofrida.
  • 14. ÉTICA E BIOÉTICA • Eutanásia no Código penal: • Atualmente, no código penal brasileiro, a prática da eutanásia não é estipulada. • Assim sendo, o médico que termina a vida de um paciente por compaixão comete o homicídio simples indicado no art. 121, sujeito a pena de 6 a 20 anos de reclusão.
  • 15. ÉTICA E BIOÉTICA • A respeito da eutanásia, existem algumas "áreas cinza". • No Estado de São Paulo, por exemplo, a lei 10241 de 1999, confere o direito ao usuário de um serviço de saúde de rejeitar um tratamento que seja doloroso que sirva para o prolongamento da sua vida.
  • 16. REFERÊNCIAS • CABRAL, Bruno Fontenele. Considerações sobre a prática de eutanásia no direito norte-americano. Jus Navigandi, Teresina, ano 16, n. 2.741, 2 jan. 2011 . • CUNDIFF, David – A Eutanásia não é a Resposta. Lisboa: Instituto Piaget, 1992. • HENNEZEL, Marie de – Diálogo com a morte. 2ª ed. Lisboa: Notícias Editorial, 1997. • NEVES, Maria do Céu Patrão – Comissão de Ética, das bases teóricas à actividade quotidiana, 2ª Edição revista e aumentada. C.E. de Bioética, Pólo dos Açores, Gráfica de Coimbra, 2002. • PACHECO, Susana – Cuidar a Pessoa em Fase Terminal. 1ª ed. Loures: Lusociência, 2002.