FACULDADE MAURÍCIO DE NASSAU –
CAMPUS ALIANÇA
ENFERMAGEM – 5º PERÍODO – TURNO MANHÃ
 DOCENTE:
 Nauside Pessoa
Teresina (PI), setembro de 2015.
 Francisco Lucas Fontes
 Waldennia Veloso
 Alzira Sousa
 Renata Freitas
 Larisse Neves
 Cecília Natielly
 Natana Karen
 Jessica Suelen
 Letícia Silva
 Elane Rodrigues
EUTANÁSIA E
MISTANÁSIA
EUTANÁSIA E MISTANÁSIA
 IMPORTANTE SABER DIFERENCIAR...
 Mistanásia: morte
miserável, fora e antes
da hora.
 Eutanásia: ato médico
que tem por finalidade
acabar com a dor e a
indignidade na doença
crônica e no morrer.
 Distanásia: tecnologia
médica utilizada para
prolongar penosa e
inutilmente o processo
de agonizar e morrer.
 Ortotanásia: procura
respeitar o bem-estar
global da pessoa,
garantindo dignidade
no viver e morrer.
TIPOS DE EUTANÁSIA
 QUANTO AO ATO:
 Eutanásia ativa: ato deliberado de provocar a morte
sem sofrimento do paciente, por fins humanitários.
 Eutanásia passiva: quando a morte ocorre por
omissão proposital em se iniciar uma ação médica
que garantiria a perpetuação da sobrevida.
 Eutanásia duplo-efeito: nos casos em que a morte é
acelerada como consequência de ações médicas
não visando ao êxito letal, mas sim, ao alívio do
sofrimento de um paciente.
 Eutanásia voluntária: em resposta à vontade
expressa do doente.
 Eutanásia involuntária: quando o ato é realizado
contra a vontade do enfermo, o que, em linhas
gerais, pode ser igualado ao “homicídio”.
 Eutanásia não-voluntária: quando a vida é abreviada
sem que se conheça a vontade do paciente.
TIPOS DE EUTANÁSIA
 QUANTO AO CONSENTIMENTO DO ENFERMO:
EUTANÁSIA
 ARGUMENTOS
CONTRA:
 Princípio da
sacralidade da vida;
 Argumento slippery
slope.
 ARGUMENTOS PRÓ:
 Princípio da qualidade
de vida;
 Autonomia do
paciente.
 O desafio é como defender
e promover os valores
positivos da eutanásia
(quem não queria uma boa
morte, suave e sem dor?)
sem cair no extremo de
matar a pessoa depositária
da dignidade humana que
fundamenta todos os outros
direitos.
EUTANÁSIA
 Do ponto de vista ético, é importante distinguir
entre eutanásia praticada em pessoas que estão
sofrendo física ou psicologicamente e pessoas
cuja enfermidade já entrou numa fase terminal,
com sinais de comprometimento progressivo de
múltiplos órgãos.
EUTANÁSIA
EUTANÁSIA NO BRASIL
 No Brasil, a eutanásia e o suicídio assistido são
proibidos, embora não constem especificamente no
Código Penal.
 A eutanásia pode ser enquadrada no artigo 121,
como homicídio simples ou qualificado, e o suicídio
assistido pode configurar o crime de participação
em suicídio, previsto no artigo 122.
 Desde 1934, o Uruguai tolera a morte assistida,
permitindo que a Justiça não penalize quem comete
o homicídio piedoso. Apesar disso, a prática não é
legalizada. A Colômbia, desde 1997, segue a mesma
lógica.
 A Europa é o continente onde mais países permitem
o suicídio assistido.
EUTANÁSIA EM OUTROS
PAÍSES
 Na Belgica, a prática é legalizada desde 2002, e a
eutanásia de crianças é permitida desde que o
paciente compreenda o “lado irreversível da morte”
e ambos os pais deem seu consentimento.
 Na Holanda, menores também podem optar pela
morte, mas é preciso ter a idade mínima de 12 anos.
 Nos Estados Unidos, atualmente, cinco Estados
autorizam a prática: Oregon, Washigton, Vermont,
Montana, Texas.
EUTANÁSIA EM OUTROS
PAÍSES
 Também chamada de eutanásia social.
 Doentes e deficientes que não chegam a ser
pacientes; doentes que conseguem ser paciente
para se tornarem vítimas de erro médico; pacientes
que acabam sendo vítimas de má-prática por
motivos econômicos, científicos ou sociopolíticos.
 A mistanásia permite colocar em pauta o fenômeno
da maldade humana.
MISTANÁSIA
REFERÊNCIAS
 Martin L.M., Eutanásia e distanásia. In: Costa SIF, Garrafa V, Oselka G.
Iniciação á bioética. Brasília: CFM; 1998. p. 171-192.
 SIQUEIRA-BATISTA, R.; SCHRAMM, F.R. Conversações sobre a "boa
morte": o debate bioético acerca da eutanásia. Cad. Saúde Pública, vol.21,
n.1, p. 111-119, 2005
 ZH – Vida e Estilo, Saiba onde a eutanásia é permitida e como o tema é
tratado no Brasil. Disponível em: <http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-
estilo/noticia/2014/11/saiba-onde-a-eutanasia-e-permitida-e-como-o-tema-e-
tratado-no-brasil-4634762.html> Acessado em 29 de agosto de 2015.
 G1 – Ciência e Saúde, Ao menos 5 países permitem suicídio assistido ou
eutanásia; veja quais são. Disponível em: <http://g1.globo.com/ciencia-e-
saude/noticia/2014/11/ao-menos-5-paises-permitem-suicidio-assistido-ou-
eutanasia-veja-quais-sao.html> Acessado em 29 de agosto de 2015.
BOM DIA!

Eutanásia e mistanásia - No Caminho da Enfermagem - Lucas Fontes.

  • 1.
    FACULDADE MAURÍCIO DENASSAU – CAMPUS ALIANÇA ENFERMAGEM – 5º PERÍODO – TURNO MANHÃ  DOCENTE:  Nauside Pessoa Teresina (PI), setembro de 2015.  Francisco Lucas Fontes  Waldennia Veloso  Alzira Sousa  Renata Freitas  Larisse Neves  Cecília Natielly  Natana Karen  Jessica Suelen  Letícia Silva  Elane Rodrigues
  • 2.
  • 3.
    EUTANÁSIA E MISTANÁSIA IMPORTANTE SABER DIFERENCIAR...  Mistanásia: morte miserável, fora e antes da hora.  Eutanásia: ato médico que tem por finalidade acabar com a dor e a indignidade na doença crônica e no morrer.  Distanásia: tecnologia médica utilizada para prolongar penosa e inutilmente o processo de agonizar e morrer.  Ortotanásia: procura respeitar o bem-estar global da pessoa, garantindo dignidade no viver e morrer.
  • 4.
    TIPOS DE EUTANÁSIA QUANTO AO ATO:  Eutanásia ativa: ato deliberado de provocar a morte sem sofrimento do paciente, por fins humanitários.  Eutanásia passiva: quando a morte ocorre por omissão proposital em se iniciar uma ação médica que garantiria a perpetuação da sobrevida.  Eutanásia duplo-efeito: nos casos em que a morte é acelerada como consequência de ações médicas não visando ao êxito letal, mas sim, ao alívio do sofrimento de um paciente.
  • 5.
     Eutanásia voluntária:em resposta à vontade expressa do doente.  Eutanásia involuntária: quando o ato é realizado contra a vontade do enfermo, o que, em linhas gerais, pode ser igualado ao “homicídio”.  Eutanásia não-voluntária: quando a vida é abreviada sem que se conheça a vontade do paciente. TIPOS DE EUTANÁSIA  QUANTO AO CONSENTIMENTO DO ENFERMO:
  • 6.
    EUTANÁSIA  ARGUMENTOS CONTRA:  Princípioda sacralidade da vida;  Argumento slippery slope.  ARGUMENTOS PRÓ:  Princípio da qualidade de vida;  Autonomia do paciente.
  • 7.
     O desafioé como defender e promover os valores positivos da eutanásia (quem não queria uma boa morte, suave e sem dor?) sem cair no extremo de matar a pessoa depositária da dignidade humana que fundamenta todos os outros direitos. EUTANÁSIA
  • 8.
     Do pontode vista ético, é importante distinguir entre eutanásia praticada em pessoas que estão sofrendo física ou psicologicamente e pessoas cuja enfermidade já entrou numa fase terminal, com sinais de comprometimento progressivo de múltiplos órgãos. EUTANÁSIA
  • 9.
    EUTANÁSIA NO BRASIL No Brasil, a eutanásia e o suicídio assistido são proibidos, embora não constem especificamente no Código Penal.  A eutanásia pode ser enquadrada no artigo 121, como homicídio simples ou qualificado, e o suicídio assistido pode configurar o crime de participação em suicídio, previsto no artigo 122.
  • 10.
     Desde 1934,o Uruguai tolera a morte assistida, permitindo que a Justiça não penalize quem comete o homicídio piedoso. Apesar disso, a prática não é legalizada. A Colômbia, desde 1997, segue a mesma lógica.  A Europa é o continente onde mais países permitem o suicídio assistido. EUTANÁSIA EM OUTROS PAÍSES
  • 11.
     Na Belgica,a prática é legalizada desde 2002, e a eutanásia de crianças é permitida desde que o paciente compreenda o “lado irreversível da morte” e ambos os pais deem seu consentimento.  Na Holanda, menores também podem optar pela morte, mas é preciso ter a idade mínima de 12 anos.  Nos Estados Unidos, atualmente, cinco Estados autorizam a prática: Oregon, Washigton, Vermont, Montana, Texas. EUTANÁSIA EM OUTROS PAÍSES
  • 12.
     Também chamadade eutanásia social.  Doentes e deficientes que não chegam a ser pacientes; doentes que conseguem ser paciente para se tornarem vítimas de erro médico; pacientes que acabam sendo vítimas de má-prática por motivos econômicos, científicos ou sociopolíticos.  A mistanásia permite colocar em pauta o fenômeno da maldade humana. MISTANÁSIA
  • 13.
    REFERÊNCIAS  Martin L.M.,Eutanásia e distanásia. In: Costa SIF, Garrafa V, Oselka G. Iniciação á bioética. Brasília: CFM; 1998. p. 171-192.  SIQUEIRA-BATISTA, R.; SCHRAMM, F.R. Conversações sobre a "boa morte": o debate bioético acerca da eutanásia. Cad. Saúde Pública, vol.21, n.1, p. 111-119, 2005  ZH – Vida e Estilo, Saiba onde a eutanásia é permitida e como o tema é tratado no Brasil. Disponível em: <http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e- estilo/noticia/2014/11/saiba-onde-a-eutanasia-e-permitida-e-como-o-tema-e- tratado-no-brasil-4634762.html> Acessado em 29 de agosto de 2015.  G1 – Ciência e Saúde, Ao menos 5 países permitem suicídio assistido ou eutanásia; veja quais são. Disponível em: <http://g1.globo.com/ciencia-e- saude/noticia/2014/11/ao-menos-5-paises-permitem-suicidio-assistido-ou- eutanasia-veja-quais-sao.html> Acessado em 29 de agosto de 2015.
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