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Filosofia – 3° ano do Ensino Médio
O Homem, a Ciência e a Bioética
Não tenho medo que o mundo acabe em
2012. Tenho medo que ele continue igual em
2013...
BASES FILOSÓFICAS DA
EDUCAÇÃO
CONCEITOS BÁSICOS DE FILOSOFIA
FILOSOFIA ÉTICA VIRTUDE
PENSAR
VIVER
AGIR
ETHOS
GUARIDA
HOSP. INCON-
DICIONAL
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HUMANIZAÇÃO
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PENSAR O PRÓ-
PRIO PENSAMENTO
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CIDADANIA CIVIL
CIDADANIA SOCIAL
CIDADANIA ECONÔMICA
FILOSOFIA:
É a própria sabedoria.
É uma atividade que nos ensina como devemos pensar, como
devemos viver e como devemos agir.
É o desenvolvimento da capacidade de pensar o próprio
pensamento.
É um instrumento de investigação e reflexão sobre as
ciências. (Metáfora da Coruja de Minerva, Hegel).
OBJETO DA FILOSOFIA: A existência humana, o sentido de
vida.
Toda investigação filosófica veicula uma determinada
concepção do que seja existência humana e qual o seu
sentido.
OBJETO DA FILOSOFIA
Tem como objeto o homem e sua existência.
A existência humana é “objeto” de investigação.
A filosofia investiga o SER, o sentido de vida.
A educação visa transmitir determinada imagem de ser humano, um
tipo bem concreto de existência.
Debruçar-se sobre os princípios filosóficos é ver qual a imagem de ser
humano veiculada, e, as suas consequências para a educação.
A filosofia nos dará os conceitos de compreensão, por isso é um ótimo
instrumento de reflexão.
“... houve um tempo em que nosso poder
perante a morte era muito pequeno, e de fato ela
se apresentava elegantemente. E, por isso, os
homens e as mulheres dedicavam-se a ouvir a sua
voz e podiam tornar-se sábios na arte de viver.
Hoje, nosso poder aumentou, a morte foi definida
como a inimiga a ser derrotada, fomos possuídos
pela fantasia onipotente de nos livrarmos de seu
toque.
Ruben Alves
.. a morte não é algo que nos espera no fim. É
companheira silenciosa que fala com voz branda,
sem querer nos aterrorizar, dizendo sempre a
verdade e nos convidando à sabedoria de viver.
Quem não pensa e não reflete sobre a morte, acaba
por esquecer da vida. Morre antes, sem perceber"
Bioética
Bios (vida) + ethos (conduta)
Ética da vida
A Bioética emerge no contexto
científico como uma reflexão
sobre tudo o que interfira no
respeito à qualidade e dignidade
da vida, representando o resgate
da ética, da condição plena de
cidadania e do respeito às
diferenças.
BioéticaBioética
como nova ciência ética que combina humildadehumildade, responsabilidade e uma
competência interdisciplinar, intercultural, que potencializa o senso de
humanidade.
HumildadeHumildade
é a consequência apropriada que segue a afirmação "posso estar erradoposso estar errado" e
exige responsabilidade de aprender com as experiências e conhecimentos
disponíveis.
“A humildadehumildade seria necessária como um antídoto para a
ruidosa arrogância tecnológica atual”. (Hans Jonas Ética, medicina
e técnica. Lisboa: Vega Passagens, 1994:65).
EgoísmoEgoísmo
Eu OutroEu Outro
AltruísmoAltruísmo
Eu OutroEu Outro
SolidariedadeSolidariedade
Eu OutroEu Outro
“Bioética nada mais é dos que
os deveres do ser humano para com o outro ser
humano e de todos para com a humanidade”.
Bom dia, angústia ! São Paulo: Martins Fontes, 1997:61.
André Comte-Sponville
Bioética é a reflexão sobre a adequação ou
inadequação de ações envolvidas com a vida.
Competência
Científica
Conhecimento
Tecnologia
Técnica
Competência
Humanista
Sabedoria
Confiança
Ética
Bioética
 Interação entre a vida e o universo das normas e valores;
 Ela reflete a tensão entre ética e técnica, entre ciência e
consciência;
 Constitui-se como uma tentativa de humanizar o progresso
científico e a visão técnico-instrumental que o indivíduo tem
do mundo.
Tecnociência
Fonte de complicados dilemas éticos, geradores de
angústia, ambivalência e incertezas.
 A modernidade nos fez acreditar que a tecnologia
tornaria mais feliz a nossa vida e menos penosa a
nossa morte.
Fatores que contribuíram para o
surgimento da bioética:
 Tecnicização das formas de vida;
 Hegemonia da razão instrumental;
 Avanço material vertiginoso;
 Novo modelo de civilização;
 Isolamento do homem moderno;
 Individualismo burguês.
Tal cenário suscitou a necessidade de :
Mudança dos valores sociais
Negação dos avanços desordenados da ciência
Repensar a insuficiência da ética médica para
resolver os problemas postos pela democratização
dos saberes, pelo pluralismo dos valores e pela
secularização dos costumes
Garantir os espaços de manifestação da
liberdade;
Conter a ação desordenada do homem sobre o
meio-ambiente;
Criticar o predomínio do modelo instrumental
nas ciências da vida;
Respeito à vida e aos direitos humanos
Negar o modo de vida mecanicista e a
despersonalização do indivíduo no mundo
sistêmico.
A bioética, enquanto disciplina ou campo de
reflexão sistemático sobre a relação ciência-
consciência, surge em 1970 com a obra
Bioethics: bridge to the Future de Van
Rensselaer Potter.
1º momento: reflexão aplicada às ciências da
vida.
2º momento: disciplina, domínio, campo de
discussão.
Hoje
A bioética é um universo
multidisciplinar
Dimensão pluralista, aberta,
multifacetada
Bioética
Ponte entre o saber científico e o saber
humanista;
Reflexão sobre o dever-ser em ciência;
Fruto da evolução do saber e das novas
concepções geradas pela biologia,
sociologia, medicina, teologia, direito,
filosofia...
OBJETIVO
Humanizar o progresso científico e a visão técnico-
instrumental que os indivíduos têm do mundo, uma vez a o
uso inapropriado da ciência pode conduzir a uma
desumanização do homem.
A bioética possui um caráter especulativo (crítico-
questionador) e normativo-prescritivo (visa a elaboração de
normas e critérios para resolver problemas específicos).
Princípios da BioéticaPrincípios da Bioética
Alguns autores não
distinguem estes dois princípios, mas há
diferença em fazer o bem e evitar fazer o
mal
Evitar submeter o paciente a intervenções cujo
sofrimento resultante seja muito maior do que o
benefício eventualmente conseguido.
Evitar intervenções que determinem desrespeito
à dignidade do paciente como pessoa.
Os princípios da bioética
O princípio da autonomia, frente ao paciente terminal, está
secundariamente situado em relação à beneficência e à não-maleficência.
Estes pacientes apresentam algumas
peculiaridades em relação à aplicação deste princípio. Alguns
estudos demonstraram que no máximo 23% desses pacientes,
devido ao grave comprometimento de sua doença, apresentam
condições de sensório adequadas para realizar a opção.
O exercício do princípio da autonomia na situação do
paciente terminal, em razão da dificuldade e abrangência de tal decisão, mesmo para
aqueles que não estejam emocionalmente envolvidos, deve ocorrer de uma maneira
evolutiva e com a velocidade adequada a cada caso.
Em nenhum momento, essa decisão deve ser
unilateral, muito pelo contrário, ela deve ser consensual da
equipe e da família.
O princípio da justiça deve ser levado em conta na decisão
final, embora não deva prevalecer sobre os princípios da beneficência, da não-
maleficência e da autonomia.
Se é consenso que um paciente, mesmo em estado crítico, será
beneficiado com um determinado tipo de medicação, a despeito de que o produto esteja
escasso no hospital, preservam-se os princípios da beneficência e da autonomia sobre os da
justiça.
Se o paciente está na fase de morte inevitável, e são oferecidos
cuidados desproporcionais, estaremos utilizando recursos que
poderiam ser aplicados em outros pacientes.
Questões fundamentais da bioética
Inseminação artificial/fecundação in vitro/ Clonagem/ manipulação
genética/experimento com embriões;
A intervenção sobre o cérebro e a manipulação da personalidade;
A questão da identidade dos indivíduos/ o eugenismo e o ideal de perfeição humano;
O aborto, a eutanásia e a questão acerca do direito de viver e morrer;
A relação entre profissionais de saúde e enfermos/ a mercantilização da medicina;
A relação entre poder-saber-dever/ o surgimento do homem maquinal;
O respeito à dignidade humana e as populações excluídas pelo modelo de
civilização ocidental.
 A bioética é a expressão teórico-prática da
consciência moral de um novo tipo de homem
no seio de uma nova civilização;
 Os problemas morais não encontram
respostas no seio da cultura científica em que
nascem;
 A essência do bem escapa a toda
definição científica.
A bioética revela:
O conflito entre natureza e cultura;
O fato de que nem tudo que é cientificamente
possível é humanamente desejável;
Que não existem valores universais ou fórmulas
acabadas capazes de resolver todos os dilemas
referentes à relação conhecimento-liberdade-
responsabilidade.
Porém, deve-se reconhecer que:
Não se pode eliminar da consciência da
humanidade o desejo de progresso e crescimento
materiais
A razão instrumental, não obstante os malefícios
causados pelo seu mau emprego, é imprescindível
às sociedades humanas modernas.
A dinâmica do progresso científico é irrefreável.
Questões
A ciência é responsável pelo cientificismo?
O progresso técnico-científico pode garantir a
liberdade e o respeito à dignidade dos
indivíduos?
Qual o preço que devemos pagar pela vertiginosa
marcha da ciência e pelo seu emprego
desmesurado?
Estamos também progredindo moralmente?
É mesmo admirável esse mundo novo?
Impasses e incertezas
Mudança do genótipo  repercussões
psico-somáticas e espirituais
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estruturação da personalidade (crise de
identidade)
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questão de zootecnia
A era do artifício, do in vitro.
Triagem genética de embriões
(fascínio/fascismo do belo)
A questão da purificação étnica
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O controle da natureza e de seus
acidentes
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tecnocientífica
Bioética e direitos humanos
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e tratamento?
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sobrepor às verdades sociais e culturais?
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a seguir um tratamento que lhe pode
salvar a vida?
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profissional e o direito do indivíduo de
escolher o pior para si mesmo?
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independentemente de sua qualidade?
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morrer?
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projeto humano de viver?
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sofrer?
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DignidadeDignidade
“Esta vida é uma estranha hospedaria,
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Mário Quintana
ConsciênciaConsciência
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“Não importa o que se fez do
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Aula de bioética

  • 1. Filosofia – 3° ano do Ensino Médio O Homem, a Ciência e a Bioética
  • 2. Não tenho medo que o mundo acabe em 2012. Tenho medo que ele continue igual em 2013...
  • 3.
  • 4.
  • 5. BASES FILOSÓFICAS DA EDUCAÇÃO CONCEITOS BÁSICOS DE FILOSOFIA FILOSOFIA ÉTICA VIRTUDE PENSAR VIVER AGIR ETHOS GUARIDA HOSP. INCON- DICIONAL HÁBITO MODO DE SER CARÁTER DEVER-SER PROCESSO DE HUMANIZAÇÃO CAPACIDADE DE PENSAR O PRÓ- PRIO PENSAMENTO PROTEÇÃO CIDADANIA CIVIL CIDADANIA SOCIAL CIDADANIA ECONÔMICA
  • 6. FILOSOFIA: É a própria sabedoria. É uma atividade que nos ensina como devemos pensar, como devemos viver e como devemos agir. É o desenvolvimento da capacidade de pensar o próprio pensamento. É um instrumento de investigação e reflexão sobre as ciências. (Metáfora da Coruja de Minerva, Hegel). OBJETO DA FILOSOFIA: A existência humana, o sentido de vida. Toda investigação filosófica veicula uma determinada concepção do que seja existência humana e qual o seu sentido.
  • 7. OBJETO DA FILOSOFIA Tem como objeto o homem e sua existência. A existência humana é “objeto” de investigação. A filosofia investiga o SER, o sentido de vida. A educação visa transmitir determinada imagem de ser humano, um tipo bem concreto de existência. Debruçar-se sobre os princípios filosóficos é ver qual a imagem de ser humano veiculada, e, as suas consequências para a educação. A filosofia nos dará os conceitos de compreensão, por isso é um ótimo instrumento de reflexão.
  • 8. “... houve um tempo em que nosso poder perante a morte era muito pequeno, e de fato ela se apresentava elegantemente. E, por isso, os homens e as mulheres dedicavam-se a ouvir a sua voz e podiam tornar-se sábios na arte de viver. Hoje, nosso poder aumentou, a morte foi definida como a inimiga a ser derrotada, fomos possuídos pela fantasia onipotente de nos livrarmos de seu toque. Ruben Alves .. a morte não é algo que nos espera no fim. É companheira silenciosa que fala com voz branda, sem querer nos aterrorizar, dizendo sempre a verdade e nos convidando à sabedoria de viver. Quem não pensa e não reflete sobre a morte, acaba por esquecer da vida. Morre antes, sem perceber"
  • 9. Bioética Bios (vida) + ethos (conduta) Ética da vida
  • 10. A Bioética emerge no contexto científico como uma reflexão sobre tudo o que interfira no respeito à qualidade e dignidade da vida, representando o resgate da ética, da condição plena de cidadania e do respeito às diferenças.
  • 11. BioéticaBioética como nova ciência ética que combina humildadehumildade, responsabilidade e uma competência interdisciplinar, intercultural, que potencializa o senso de humanidade. HumildadeHumildade é a consequência apropriada que segue a afirmação "posso estar erradoposso estar errado" e exige responsabilidade de aprender com as experiências e conhecimentos disponíveis. “A humildadehumildade seria necessária como um antídoto para a ruidosa arrogância tecnológica atual”. (Hans Jonas Ética, medicina e técnica. Lisboa: Vega Passagens, 1994:65). EgoísmoEgoísmo Eu OutroEu Outro AltruísmoAltruísmo Eu OutroEu Outro SolidariedadeSolidariedade Eu OutroEu Outro
  • 12. “Bioética nada mais é dos que os deveres do ser humano para com o outro ser humano e de todos para com a humanidade”. Bom dia, angústia ! São Paulo: Martins Fontes, 1997:61. André Comte-Sponville
  • 13. Bioética é a reflexão sobre a adequação ou inadequação de ações envolvidas com a vida. Competência Científica Conhecimento Tecnologia Técnica Competência Humanista Sabedoria Confiança Ética
  • 14. Bioética  Interação entre a vida e o universo das normas e valores;  Ela reflete a tensão entre ética e técnica, entre ciência e consciência;  Constitui-se como uma tentativa de humanizar o progresso científico e a visão técnico-instrumental que o indivíduo tem do mundo.
  • 15. Tecnociência Fonte de complicados dilemas éticos, geradores de angústia, ambivalência e incertezas.  A modernidade nos fez acreditar que a tecnologia tornaria mais feliz a nossa vida e menos penosa a nossa morte.
  • 16. Fatores que contribuíram para o surgimento da bioética:  Tecnicização das formas de vida;  Hegemonia da razão instrumental;  Avanço material vertiginoso;  Novo modelo de civilização;  Isolamento do homem moderno;  Individualismo burguês.
  • 17. Tal cenário suscitou a necessidade de : Mudança dos valores sociais Negação dos avanços desordenados da ciência Repensar a insuficiência da ética médica para resolver os problemas postos pela democratização dos saberes, pelo pluralismo dos valores e pela secularização dos costumes
  • 18. Garantir os espaços de manifestação da liberdade; Conter a ação desordenada do homem sobre o meio-ambiente; Criticar o predomínio do modelo instrumental nas ciências da vida; Respeito à vida e aos direitos humanos Negar o modo de vida mecanicista e a despersonalização do indivíduo no mundo sistêmico.
  • 19. A bioética, enquanto disciplina ou campo de reflexão sistemático sobre a relação ciência- consciência, surge em 1970 com a obra Bioethics: bridge to the Future de Van Rensselaer Potter. 1º momento: reflexão aplicada às ciências da vida. 2º momento: disciplina, domínio, campo de discussão.
  • 20. Hoje A bioética é um universo multidisciplinar Dimensão pluralista, aberta, multifacetada
  • 21. Bioética Ponte entre o saber científico e o saber humanista; Reflexão sobre o dever-ser em ciência; Fruto da evolução do saber e das novas concepções geradas pela biologia, sociologia, medicina, teologia, direito, filosofia...
  • 22. OBJETIVO Humanizar o progresso científico e a visão técnico- instrumental que os indivíduos têm do mundo, uma vez a o uso inapropriado da ciência pode conduzir a uma desumanização do homem. A bioética possui um caráter especulativo (crítico- questionador) e normativo-prescritivo (visa a elaboração de normas e critérios para resolver problemas específicos).
  • 23. Princípios da BioéticaPrincípios da Bioética Alguns autores não distinguem estes dois princípios, mas há diferença em fazer o bem e evitar fazer o mal
  • 24. Evitar submeter o paciente a intervenções cujo sofrimento resultante seja muito maior do que o benefício eventualmente conseguido. Evitar intervenções que determinem desrespeito à dignidade do paciente como pessoa. Os princípios da bioética
  • 25. O princípio da autonomia, frente ao paciente terminal, está secundariamente situado em relação à beneficência e à não-maleficência. Estes pacientes apresentam algumas peculiaridades em relação à aplicação deste princípio. Alguns estudos demonstraram que no máximo 23% desses pacientes, devido ao grave comprometimento de sua doença, apresentam condições de sensório adequadas para realizar a opção. O exercício do princípio da autonomia na situação do paciente terminal, em razão da dificuldade e abrangência de tal decisão, mesmo para aqueles que não estejam emocionalmente envolvidos, deve ocorrer de uma maneira evolutiva e com a velocidade adequada a cada caso. Em nenhum momento, essa decisão deve ser unilateral, muito pelo contrário, ela deve ser consensual da equipe e da família.
  • 26. O princípio da justiça deve ser levado em conta na decisão final, embora não deva prevalecer sobre os princípios da beneficência, da não- maleficência e da autonomia. Se é consenso que um paciente, mesmo em estado crítico, será beneficiado com um determinado tipo de medicação, a despeito de que o produto esteja escasso no hospital, preservam-se os princípios da beneficência e da autonomia sobre os da justiça. Se o paciente está na fase de morte inevitável, e são oferecidos cuidados desproporcionais, estaremos utilizando recursos que poderiam ser aplicados em outros pacientes.
  • 27. Questões fundamentais da bioética Inseminação artificial/fecundação in vitro/ Clonagem/ manipulação genética/experimento com embriões; A intervenção sobre o cérebro e a manipulação da personalidade; A questão da identidade dos indivíduos/ o eugenismo e o ideal de perfeição humano; O aborto, a eutanásia e a questão acerca do direito de viver e morrer; A relação entre profissionais de saúde e enfermos/ a mercantilização da medicina; A relação entre poder-saber-dever/ o surgimento do homem maquinal; O respeito à dignidade humana e as populações excluídas pelo modelo de civilização ocidental.
  • 28.  A bioética é a expressão teórico-prática da consciência moral de um novo tipo de homem no seio de uma nova civilização;  Os problemas morais não encontram respostas no seio da cultura científica em que nascem;  A essência do bem escapa a toda definição científica.
  • 29. A bioética revela: O conflito entre natureza e cultura; O fato de que nem tudo que é cientificamente possível é humanamente desejável; Que não existem valores universais ou fórmulas acabadas capazes de resolver todos os dilemas referentes à relação conhecimento-liberdade- responsabilidade.
  • 30. Porém, deve-se reconhecer que: Não se pode eliminar da consciência da humanidade o desejo de progresso e crescimento materiais A razão instrumental, não obstante os malefícios causados pelo seu mau emprego, é imprescindível às sociedades humanas modernas. A dinâmica do progresso científico é irrefreável.
  • 31. Questões A ciência é responsável pelo cientificismo? O progresso técnico-científico pode garantir a liberdade e o respeito à dignidade dos indivíduos? Qual o preço que devemos pagar pela vertiginosa marcha da ciência e pelo seu emprego desmesurado? Estamos também progredindo moralmente? É mesmo admirável esse mundo novo?
  • 32. Impasses e incertezas Mudança do genótipo  repercussões psico-somáticas e espirituais Problemas referentes ao modo de estruturação da personalidade (crise de identidade) A reprodução humana tende a tornar-se uma questão de zootecnia A era do artifício, do in vitro.
  • 33. Triagem genética de embriões (fascínio/fascismo do belo) A questão da purificação étnica Nem todo direito de escolha é saudável O controle da natureza e de seus acidentes O conhecimento mortífero do ser humano A ação desmesurada da potência tecnocientífica
  • 34. Bioética e direitos humanos O que é a verdade em matéria de ciência e tratamento? Certas verdades científicas podem se sobrepor às verdades sociais e culturais? É moralmente correto obrigar uma pessoa a seguir um tratamento que lhe pode salvar a vida? Qual a fronteira entre a obrigação profissional e o direito do indivíduo de escolher o pior para si mesmo?
  • 35. A vida humana deve ser preservada independentemente de sua qualidade? Temos o direito de escolher o modo de morrer? Pode o desejo de morrer ser excluído do projeto humano de viver? É lícito adiar o morrer prolongando o sofrer? Vale a pena prolongar a vida física de quem já perdeu a dignidade de viver?
  • 36. DignidadeDignidade “Esta vida é uma estranha hospedaria, De onde se parte quase sempre às tontas, Pois nunca as nossas malas estão prontas, E a nossa conta nunca está em dia.” Mário Quintana
  • 37. ConsciênciaConsciência “Estes que aí estão, Atravancando o meu caminho, Eles passarão, ... eu passarinho” Mário Quintana
  • 38. “Não importa o que se fez do homem, mas o que iremos fazer com o que fizeram dele”. (Sartre)