ESTILOS DE APRENDIZAGEM
Leonardo Florêncio da Silva Batista 1
Helena Kazuko Ezawa 2
Resumo
Atualmente os que almejam a docência estão expostos a desafios bem diferentes
daqueles enfrentados por mestres do passado. Estamos vivendo na era da pós-
modernidade, tal era está consolidada por uma revolução de conceitos, idéias,
princípios, juízos e valores. São mudanças tão profundas e de proporções tão amplas,
tornando difícil mensurá-las. Os estilos de aprendizagem aqui descritos são baseados na
pesquisa literária e avaliação em campo, onde cerca de trinta alunos do curso de
logística foram entrevistados. Foi notório o encontro de quatro tipos de pessoas que
aprendem de forma peculiar. Conhecemos alunos interativos, analíticos, pragmáticos e
dinâmicos. A proposta apresentada neste trabalho é de que a escola precisa admitir a
necessidade de usar métodos múltiplos para alcançar os alunos diferentes que estão
marginalizados nas nossas classes. Aos professores o desafio de adequar seus planos de
aula aos diferentes estilos, aos alunos um maior aproveitamento em todos os sentidos da
didática docente aplicada na sala de aula.
Palavras-chave: Pós Modernidade. Estilos de Aprendizagem. Métodos Múltiplos.
LEARNING STYLES
Abstract
Nowadays, the ones who aims to teaching are exposed to very different challenges from
those faced by past teachers. We are living in the era of post-modernity, such is
consolidated by a revolution of concepts, ideas, principles, judgments and values.
Changes are so deep and with very ample proportions, that it makes hard to measure
them. Learning styles described herein are based on literary research and field rating,
where about fifty students of logistics course were interviewed. The meeting of four
types of people learn in a peculiar way was notorious. We know interactive, analytical,
pragmatic and dynamic students. The submitted proposal in this paper is that the school
must admit the need to use multiple methods to reach different students who are
marginalized in our classrooms. Teachers the challenge of adapting their lesson plans to
different styles, students make better use in all teaching didactic sense of applied in the
classroom.
Kewords: Post Modernity. Learning Styles. Multiple Methods.
1 INTRODUÇÃO
Os professores, os alunos e a sociedade precisam entender que a aprendizagem é
gerada de um ambiente estimulador a pesquisa, a reflexão, a satisfação, o prazer, a
felicidade, a criatividade, o respeito e etc. Por muitos anos mais da metade dos alunos
1
Aluno. Uniasselvi pós.
2
Professora. Uniasselvi pós.
2
ficaram de fora desta tão congratulante festa da vida, pois devido sua forma própria de
aprender não ter sido alcançada, acabaram por ser colocar de canto, na parte mais
solitária da sala de aula, onde o ostracismo educacional prevaleceu.
Este trabalho nem de longe se define como a última palavra acerca de
aprendizagem, fora construído com ajuda dos mais notáveis pensadores, que com
relevantes ideias nos ajudaram a trazer contribuições para o campo científico,
explorando as mais diversas formas de como os alunos aprendem. O conhecimento dos
estilos de aprendizagem dificultará nossa forma de ensinar, pois somos o produto de
como aprendemos. Se não fizermos uma reflexão estaremos em frente à sala de aula
alcançando pessoas com estilos de aprendizagem similar ao nosso, quanto aos demais?
Os diferentes? Graças à contribuição do livro Estilos de aprendizagem, da professora
americana Marlene Lefever. Tivemos a oportunidade de olhar para os marginalizados da
sala de aula, pois adquirimos estratégias para alcançá-los. Reconhecer tais estilos nos
alunos, fora possível graças à adaptação feita do teste individual de estilo de
aprendizagem, criado por David Kolb, traduzido por Luis Aguilar. Este teste fora
aplicado pelo autor deste trabalho para cerca de trinta alunos do curso de logística,
fizeram o teste e os resultados consolidaram as respostas de qual é o seu estilo de
aprendizagem. Conhecer os estilos e reconhecê-los nos alunos tornará possível a
aplicação de aulas dentro do contexto de cada estilo. Interativos que compartilham com
facilidade suas experiências não serão mais calados, analíticos sempre terão novidades
para acrescentarem ainda mais a seus conhecimentos, para os pragmáticos às aulas farão
mais sentido, pois poderão aplicar na prática o que aprendem e os dinâmicos
encontrarão maneiras criativas de utilizar o conhecimento expedido pelo professor.
Por conseguinte, em virtude dos fatos mencionados, acreditamos que aplicar aulas
nos estilos de aprendizagem, nos elevarão de nível no contexto do ensino/aprendizagem,
aprenderemos melhor e ensinaremos melhor, todos nós somos uma mistura dos quatro
estilos, logo um deles é predominante e descobrindo-os aumentaremos nossas chances
de alcançar a todos, passando a ser uma realidade, a árduos e longos passos, o
importante é crer que está lançada a pedra fundamental para o aumento dos nossos
rendimentos. Será a revolução dos alunos de todas as faixas-etárias.
2 ESTILOS DE APRENDIZAGEM
2.1 CONHECER OS ESTILOS DE APRENDIZAGEM
A aprendizagem é um exercício aonde o aluno adquire conhecimentos que vão da
teoria e em alguns casos à prática, tais conhecimentos farão com que haja uma mudança
de comportamento. Todo conhecimento traz consigo uma responsabilidade,
responsabilidades de construir ou destruir princípios. A aprendizagem não se limita
apenas a aplicação de didáticas, se faz através do exemplo, gerando as repetições.
No texto extraído de Catania (1999, p. 22):
Se aprendizagem pudesse ser definida em uma ou duas frases,
não teríamos qualquer problema. Definiríamos a palavra e, então,
discutiríamos as condições sob as quais a aprendizagem ocorre, os
tipos de coisas que são aprendidas, as maneiras pelas quais diferentes
instâncias de aprendizagem podem ser combinadas, as limitações da
aprendizagem, e assim por diante. Mas, aprendizagem significa
coisas diferentes, em diferentes momentos, para diferentes pessoas.
3
Lefever (2011, p. 17) Define que a forma como aprendemos afeta todo o nosso
modo de viver, nosso autoconceito, nossos empreendimentos, e nossa contribuição à
sociedade e ao nosso salvador . No passado, quando o modelo tradicional prevalecia no
ensino, havia probabilidade maior de destaque a alunos do estilo analítico, pois são
propícios a receberem informações, o que lhes premiava como melhores alunos. Devido
a falta de discernimento quanto a forma de aprender dos demais, perdemos bons
aprendizes, que preferiram à reclusão do que serem nomeados como burros .
Conhecer os estilos de aprendizagem nos faz contemplar um mundo acadêmico
diferente, mudando o conceito que temos de si mesmos e podendo ajudar ainda mais aos
outros. Um estilo de aprendizagem é uma ferramenta pela qual o individuo assimila
melhor as idéias propostas, tornando mais eficiente o que fora observado. Aquilo que é
bom para um, com certeza não será para todos, pois os alunos dão respostas diferentes
ao que é proposto em cada momento do ensino.
Os demais aprendizes como os interativos, pragmáticos e dinâmicos serão
novamente inclusos no rol de excelentes alunos. Ficaremos devendo aos que esquecidos
foram, na tentativa de não errar no futuro lançaremos as bases de uma aprendizagem
abrangente e não exclusivista. Aprendemos com Cômenio que não se aprende
recebendo informações, existem aprendizes que o fazem melhor se estiverem em
movimentos, outros colocando a criatividade em ação. Ouvi o Pastor e pedagogo
Marcos Tuler citar Comênio no Congresso Nacional de Escola bíblica Dominical, disse:
Quando nascemos, trazemos no corpo a semente do movimento:
pegar, puxar, engatinhar, andar... Quando nascemos, trazemos na
inteligência a semente do conhecimento: investigar, experimentar,
falar, cantar... A natureza dá a semente do movimento, mas não dá os
movimentos. A natureza dá a semente do conhecimento,mas não dá os
conhecimentos.(Informação verbal)1
Quando pensamos em um ensino cujo aluno é respeitado dentro da sala de aula,
logo imaginamos uma forma moderna de se ensinar. Essa forma foi um dos estandartes
do filósofo tcheco Comênio (1592-1670) em pleno século XVII apresentava ao mundo
uma didática de libertação, aonde o aluno poderia ser integrado a aula do professor,
participando diretamente e em muitas vezes acrescentando ao tal mestre. Vamos
conhecer as características dos estilos de aprendizagem.
2.1.1 Aprendizes interativos
O aprendiz interativo aprende melhor ouvindo e compartilhando ideias, são aqueles
alunos que interagem com o professor, seja perguntando, seja compartilhando
experiências ou mesmo colocando seu ponto de vista. Esses alunos são de suma
importância para sala de aula, usam seus sentidos, sensibilidade e a observação para
fomentarem rumos ao pensamento do professor.
Os interativos estão sempre dispostos a participar e muitas das perguntas que
fazem, ajudam os mais tímidos que gostariam de fazer as mesmas perguntas e devido
serem inibidos, não o fazem.
Estes aprendizes processam o conhecimento através da reflexão das observações
feitas, quando ele está em silêncio é devido a reunião de argumentos que está formando
4
para participar em algum ponto da aula, quando o professor toca no ponto de raciocínio,
com certeza terá sua aula interrompida por ele, pois vai expor o que observou.
Não são muito amigáveis com soluções convencionais, pois aprendem melhor em
situações onde possam gerar ideias. Estão sempre preocupados com o bem estar dos
outros e tem uma fértil imaginação.
2.1.2 Aprendizes analíticos
Os aprendizes analíticos são os alunos que aprendem pelo método tradicional, por
assimilarem bem os conteúdos geralmente são considerados os melhores alunos. São
planejadores e trabalham seus pensamentos com estratégias. Estão sempre em busca da
perfeição, da resposta correta, se exigem aos níveis mais altos possíveis buscando as
notas mais altas na escola e na vida.
Estes aprendizes adquirem conhecimento observando, ouvindo e anotando tudo que
se ministra. Associam observações feitas a partir de conhecimentos já adquiridos. O
modelo tradicional de ensino lhes é melhor assimilado porque são teóricos, consolidam
suas bases de aprendizagem em literaturas já lidas.
Este aprendiz não conta muito com intuição, é na lógica que estão firmadas suas
decisões, não costumam aceitar fatos não comprovados, por isso são congratulados
como os melhores alunos do método tradicional. Buscam constantemente novos
conhecimentos, tem um excelente hábito de leitura e dispõem de certa facilidade para
assuntos complexos.
Por outro lado, os analíticos não gostam muito de relacionamentos interpessoais,
desenvolvem certas dificuldades para trabalho em equipe, preferem a companhia de um
livro ao perder tempo com discussões sem fundamentos para eles. São organizados e
sempre pensam que grupos bagunçam. Como são analíticos precisam de concentração e
um ambiente organizado lhes dará sempre essa condição.
2.1.3 Aprendizes pragmáticos
O aprendiz pragmático se diverte com ideias, provando se são funcionais. Este
aluno vai testar as teorias no mundo real, analisando se elas são racionais e se
funcionam verdadeiramente. Preferem cabalmente ver o trabalho sendo realizado, se
sobressaem dos demais nas atividades que exigem prática.
O aprendiz pragmático aprende melhor quando aprender é combinado com fazer.
Se na sala de aula forem levantados problemas, com certeza tomarão a frente, pois
gostam de resolver problemas. Sua ferramenta para tal solução é a hipótese, sempre
testará o maior número de vezes possível.
Tive um amigo no ensino fundamental que tirava as notas mais baixas possíveis,
seu nome é Dão. Faltava às aulas para ficar na oficina de um vizinho. Hoje o Dão mexe
em todos os carros da minha família. As práticas na oficina sem dúvida lhe eram mais
interessantes.
2.1.4 Aprendizes dinâmicos
Similar aos pragmáticos, o aprendiz dinâmico também gosta de ação, porém não
abrirá mão de criar novas situações em cima do que está proposto. Devido sua intuição
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ser acomodado a sua prática, tem na intuição uma ferramenta excelente para perceber
novas direções e criar novas possibilidades.
Esse aprendiz não temerá assumir os riscos e estará sempre disposto a mudar. Eles
adoram o novo, sempre fazendo experiências, utilizando a estratégia de tentar e errar até
chegarem ao resultado.
São excelentes em trabalhos em grupos, pois usarão as pessoas para encontrar a
teoria que venha ajudá-los a resolver os problemas. Esse aprendiz trabalhará muito bem
com os demais estilos. Em detrimento de serem criativos, serão sempre inquietos, por
isso não precisam seguir padrões de teorias para realizarem seus feitos. O importante é
ser criativo.
2.2 APLICAR AS AULAS PARA TODOS OS ESTILOS DE APRENDIZAGEM
Segundo FREIRE (1996: 96), o bom professor é o que consegue, enquanto fala,
trazer o aluno até a intimidade do movimento do seu pensamento. Sua aula é assim um
desafio e não uma cantiga de ninar. Seus alunos cansam, não dormem. Cansam porque
acompanham as idas e vindas de seu pensamento, surpreendem suas pausas, suas
dúvidas, suas incertezas .
O professor deve dar a cada aluno a oportunidade para demonstrar seu modo
preferido de aprender. Quando o aluno está aprendendo dentro de seu estilo fica
motivado para aprender, participa ativamente da aula e aprender mais rápido. O
professor que ensinar dentro dos estilos ajudará o aluno a trabalhar melhor em grupo e
até escolher a melhor profissão.
Antes de instruir em como aplicar a aula para os quatro estilos de aprendizagem, se
ressalta que este trabalho não nos fala de transmissão de conteúdos e sim ajudar a
transmitir qualquer assunto.
Para entendermos com mais claridade a aplicação das aulas, se faz necessário
entender as questões de cada um. O interativo: Por que preciso saber isto? (significado).
O analítico: O que preciso saber? (conteúdo). O pragmático: Como isto funciona?
(experiência). O dinâmico: Em que isto pode transformar-se? (Aplicação).
A sequência para aplicação das aulas é a seguinte: Interativos, analíticos,
pragmáticos e dinâmicos.
2.2.1 Aprendizagem interativa
O professor deve começar pelo que os alunos já sabem. Os alunos interativos
ajudarão a classe a entender o por que da lição. Baseado em suas experiências e
conhecimentos, passarão a compartilhar com toda a turma. Já na introdução da aula
estarão aguçados para participar.
O método tradicional de ensino os excluiu, pois os professores dos tempos passados
não aceitavam ser interrompidos ou questionados. Entregues ao silêncio, foram
submetidos a masmorra do silêncio, a escola teve um prejuízo muito grande ao silenciar
alunos tão participativos.
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O professor perceberá que estes alunos logo assumirão a liderança da classe e serão
a voz que representará aos demais alunos perante o ambiente no qual estão inseridos,
são eles que fazem os questionamentos que muitos de nós não tem coragem de fazer.
O professor iniciará a aula respondendo a questões tais como: Por que estudo esta
lição? Por que preciso saber sobre isto? Ao aplicar primariamente dentro desses
questionamentos, logo envolverá os interativos e estes de imediato participarão. Os
dinâmicos sempre observam a este estilo, pois dele emanam teorias que podem
acrescentar nas suas experiências.
2.2.2 Aprendizagem analítica
O professor deve acrescentar novos fatos e conceitos oriundos de suas pesquisas
literárias. Os aprendizes analíticos se sobressairão por assimilarem as teorias melhor que
os demais de outros estilos. Em seus assentos entrarão num mundo de raciocínio,
buscando razão no conteúdo exposto, se internalizam logo que para fazerem a
concordância com assuntos já conhecidos, precisarão estar concentrados, daí um dos
motivos para não gostarem de reunião de grupos.
O professor deve orientar esses alunos na descoberta do que precisam saber, lhes
dando passos sistemáticos, devido sua característica planejadora estratégica,
desenvolverão padrões para alcançar resultados. Esses alunos são aqueles que usam do
método de repetição até memorizarem os conteúdos.
Dentro de um método mais moderno, os professores precisam estar vigilantes, pois
se direcionarem uma aula sem a participação destes aprendizes correrá o risco de perdê-
los por todo o ano letivo. A contribuição destes aprendizes é vital, ninguém na sala de
aula tem tamanha capacidade para compreender teorias, conseguem enxergar aquilo que
um pragmático nunca enxergaria.
O que preciso saber? Ao responder esta questão o professor terá ativado o senso de
busca destes aprendizes. Uma característica lhes é particular, a de exigir muito de si
mesmo. Esses aprendizes tem sua mente como o seu bem mais precioso, se de repente o
professor fizer uma pergunta e eles errarem, o professor jamais deve ironizá-los
publicamente porque estará ofendendo ao seu bem mais precioso.
2.2.3 Aprendizagem pragmática
O aprendiz pragmático sempre se preocupará com o lado prático da solução do
problema, para eles não basta saber sobre o assunto e sim o que fazer com o que se tem
aprendido. Tentarão descobrir como por em prática o que aprenderam. São inimigos de
teorias que em seu juízo não lhe acrescenta nada, uma aula voltada a analíticos, perderá
pragmáticos.
Estamos em pleno século XXI e não se fala em outra coisa que não seja inovação,
toda inovação precisa de uma rotina, toda idéia precisa ser praticada e esses aprendizes
são os mais indicados a rotinas, pois são tão práticos que logo estarão ligados no
automático, a teoria nessa metáfora seria um freio a tal desenvolvimento.
Quando o professor faz dinâmicas em sala de aula, esses saberão o que fazer
mesmo sem ter anotado em lugar algum. As aulas devem ser pautadas nas seguintes
questões: Como uso o que sei? Como fazer funcionar na minha vida o que tenho
7
aprendido? Uma aula pautada em exemplos cativará esse aprendiz, mesmo que no outro
dia a aula tenha mais teoria, eles já estão tomados de vontade para aplicar os
conhecimentos.
O professor deve sempre orientar esses aprendizes nas direções que estão tomando.
Ainda mais no ensino brasileiro que se cerca de mais teoria, bem mais, do que prática
propriamente falando, para que não abandonem os estudos por não ser atrativo.
2.2.4 Aprendizagem dinâmica
O aprendiz dinâmico é um pouco parecido com o pragmático, no entanto sempre
querem ir mais além, sonham alto, visualizam os fatos como se eles já tivessem
ocorrido. Quando o professor instiga a classe para que gerem idéias, terão nesses
aprendizes um potencial para criação, começarão a expor as suas idéias aos demais e
quando se derem conta terão aprendido enquanto ensinam.
Sugerir idéias para expandir o que sabem é sua ferramenta para o progresso. Podem
contribuir na parte de empolgação da turma, pois nenhum outro aprendiz expressa tanto
seus sentimentos em um projeto quanto este, suas características se confundem um
pouco com os interativos, porém são diferentes por serem inquietos e incansáveis.
Somente se darão por vencidos após terem experimentado de todas as formas que sua
imaginação lhe indica.
O professor nunca sabe o que esperar do aprendiz dinâmico, ele é imprevisível e se
olharmos bem, nem eles sabem o que esperar de si mesmos. Serão os defensores dos
professores modernos, pois defendem ferrenhamente às mudanças no campo da
educação. Entregue o slide de um trabalho em equipe para eles que serão capazes de
editar vídeos em 3D e planejarem trazer para dentro da sala de aula um cinema.
As questões para estes são: Em que isto pode transformar-se? O que acontecerá se
acrescentar isto ou aquilo? Eles nunca estão satisfeitos. Aplicar uma aula para estes
aprendizes é comparado a uma viagem a um mundo onde tudo se constrói, mesmo as
coisas mais improváveis, tenha certeza que eles tentarão e se não der certo, tentarão de
novo.
2.3 RECONHECER OS ESTILOS DE APRENDIZAGEM DOS ALUNOS
Fizemos uma adaptação do Teste de Estilo de Aprendizagem de David Kolb e,
aplicamos para exatamente trinta e quatro alunos do Curso de Logística. O resultado foi
fator diferencial para melhoria das aulas e o alcance dos alunos através de seu estilo de
aprendizagem.
Foto 1 Alunos por E.A.
Fonte: Autor
Total
16
10
3
5
34
Analítico
Pragmático
Dinâmico
TOTAL
Interativos
8
Segue na Foto 2 o teste de Kolb, traduzido por Luis Aquilar e adaptado pelo autor
deste trabalho, entrevistamos trinta e quatro alunos do curso de ensino tecnólogo de
Logística
Foto 2: Teste adaptado.
Fonte: Autor
Os interativos lideram a sala de aula, o que pode desperta o professor para
administrar os conflitos internos, pois como esse aprendiz tem vocação à liderança,
podem surgir algumas competições particulares e o professor deve esperar uma sala de
aula bem falante.
Segundo GADOTTI (1999: 2), o educador para pôr em prática o diálogo, não deve
colocar-se na posição de detentor do saber, deve antes, colocar-se na posição de quem
não sabe tudo, reconhecendo que mesmo um analfabeto é portador do conhecimento
mais importante: o da vida.
Transformando esses números em porcentagens veremos no quadro abaixo como
está dividida a sala de logística.
Foto 3: Porcentagem dos alunos por estilo
de aprendizagem
Fonte: Autor
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Os interativos representam 47% da sala, seguidos dos analíticos 29%, em terceiro
lugar vem os dinâmicos com 15% e por último os pragmáticos com 9%. Tendo em
mãos esses números, agora podemos preparar planos de aula e aulas oriundas de cada
estilo. Agora sabemos quais são os estilos de aprendizagem de cada aluno, tornando
mais fácil discernir os comportamentos deles em cada aula ministrada.
A realidade de classe é particular, podendo então haver números diferentes para
cada uma delas, baseado no resultado geral dos teste de aprendizagem, não podemos de
forma alguma ignorar os pragmáticos, precisamos deles para pôr em prática as teorias
ministradas na sala de aula, para colocar a mão na massa e praticar na vida tudo o que
ouvem, do contrário a sala de aula perderá para sempre esses três alunos que
representam 9% da classe.
3 CONCLUSÃO
É imprescindível que diante dos argumentos propostos, que os professores se
conscientizem e entendam que os estilos de aprendizagem apresentados neste trabalho,
são um convite para o abandono da zona de conforto, para a reformulação dos planos e
da aplicação das aulas. Não são nem de longe a última resposta para os que abandonam
a sala de aula por não terem sidos alcançados, porém é uma proposta da didática onde o
professor ensina aprendendo e aprende ensinando. Quebrar os paradoxos que norteiam a
sala de aula desde os remotos tempos da educação. Todo professor é responsável em
conduzir seus alunos para o futuro, sendo uma referência do ensino aonde quer que este
aluno chegue. Este trabalho veio mostrar a muitos alunos que, suas mentes não são
desajustadas, apenas detém um estilo de aprender diferente dos demais. Chegou o
tempo das aulas cativantes e inspiradoras. Através deste, expresso minha fé na didática
diversa e tenho certeza da minha contribuição ao campo científico da aprendizagem. Me
comprometendo em continuar pesquisando e experimentando métodos que venham
trazer o progresso da sociedade e do ser humano como um todo.
REFERÊNCIAS
1
Citado por Marcos Tuler no Congresso Nacional de Escola Bíblica Dominical.
CATANIA, A.Charles. Aprendizagem. Porto Alegre: Artes Médicas, 1999.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: Saberes necessários à prática educativa. São
Paulo: Paz e Terra, 1996.
GADOTTI, M. Convite à leitura de Paulo Freire. São Paulo: Scipione, 1999.
LEFEVER, M. Estilos de aprendizagem. 4º Edição. Rio de Janeiro, 2011.

TCC - Estilos de Aprendizagem

  • 1.
    ESTILOS DE APRENDIZAGEM LeonardoFlorêncio da Silva Batista 1 Helena Kazuko Ezawa 2 Resumo Atualmente os que almejam a docência estão expostos a desafios bem diferentes daqueles enfrentados por mestres do passado. Estamos vivendo na era da pós- modernidade, tal era está consolidada por uma revolução de conceitos, idéias, princípios, juízos e valores. São mudanças tão profundas e de proporções tão amplas, tornando difícil mensurá-las. Os estilos de aprendizagem aqui descritos são baseados na pesquisa literária e avaliação em campo, onde cerca de trinta alunos do curso de logística foram entrevistados. Foi notório o encontro de quatro tipos de pessoas que aprendem de forma peculiar. Conhecemos alunos interativos, analíticos, pragmáticos e dinâmicos. A proposta apresentada neste trabalho é de que a escola precisa admitir a necessidade de usar métodos múltiplos para alcançar os alunos diferentes que estão marginalizados nas nossas classes. Aos professores o desafio de adequar seus planos de aula aos diferentes estilos, aos alunos um maior aproveitamento em todos os sentidos da didática docente aplicada na sala de aula. Palavras-chave: Pós Modernidade. Estilos de Aprendizagem. Métodos Múltiplos. LEARNING STYLES Abstract Nowadays, the ones who aims to teaching are exposed to very different challenges from those faced by past teachers. We are living in the era of post-modernity, such is consolidated by a revolution of concepts, ideas, principles, judgments and values. Changes are so deep and with very ample proportions, that it makes hard to measure them. Learning styles described herein are based on literary research and field rating, where about fifty students of logistics course were interviewed. The meeting of four types of people learn in a peculiar way was notorious. We know interactive, analytical, pragmatic and dynamic students. The submitted proposal in this paper is that the school must admit the need to use multiple methods to reach different students who are marginalized in our classrooms. Teachers the challenge of adapting their lesson plans to different styles, students make better use in all teaching didactic sense of applied in the classroom. Kewords: Post Modernity. Learning Styles. Multiple Methods. 1 INTRODUÇÃO Os professores, os alunos e a sociedade precisam entender que a aprendizagem é gerada de um ambiente estimulador a pesquisa, a reflexão, a satisfação, o prazer, a felicidade, a criatividade, o respeito e etc. Por muitos anos mais da metade dos alunos 1 Aluno. Uniasselvi pós. 2 Professora. Uniasselvi pós.
  • 2.
    2 ficaram de foradesta tão congratulante festa da vida, pois devido sua forma própria de aprender não ter sido alcançada, acabaram por ser colocar de canto, na parte mais solitária da sala de aula, onde o ostracismo educacional prevaleceu. Este trabalho nem de longe se define como a última palavra acerca de aprendizagem, fora construído com ajuda dos mais notáveis pensadores, que com relevantes ideias nos ajudaram a trazer contribuições para o campo científico, explorando as mais diversas formas de como os alunos aprendem. O conhecimento dos estilos de aprendizagem dificultará nossa forma de ensinar, pois somos o produto de como aprendemos. Se não fizermos uma reflexão estaremos em frente à sala de aula alcançando pessoas com estilos de aprendizagem similar ao nosso, quanto aos demais? Os diferentes? Graças à contribuição do livro Estilos de aprendizagem, da professora americana Marlene Lefever. Tivemos a oportunidade de olhar para os marginalizados da sala de aula, pois adquirimos estratégias para alcançá-los. Reconhecer tais estilos nos alunos, fora possível graças à adaptação feita do teste individual de estilo de aprendizagem, criado por David Kolb, traduzido por Luis Aguilar. Este teste fora aplicado pelo autor deste trabalho para cerca de trinta alunos do curso de logística, fizeram o teste e os resultados consolidaram as respostas de qual é o seu estilo de aprendizagem. Conhecer os estilos e reconhecê-los nos alunos tornará possível a aplicação de aulas dentro do contexto de cada estilo. Interativos que compartilham com facilidade suas experiências não serão mais calados, analíticos sempre terão novidades para acrescentarem ainda mais a seus conhecimentos, para os pragmáticos às aulas farão mais sentido, pois poderão aplicar na prática o que aprendem e os dinâmicos encontrarão maneiras criativas de utilizar o conhecimento expedido pelo professor. Por conseguinte, em virtude dos fatos mencionados, acreditamos que aplicar aulas nos estilos de aprendizagem, nos elevarão de nível no contexto do ensino/aprendizagem, aprenderemos melhor e ensinaremos melhor, todos nós somos uma mistura dos quatro estilos, logo um deles é predominante e descobrindo-os aumentaremos nossas chances de alcançar a todos, passando a ser uma realidade, a árduos e longos passos, o importante é crer que está lançada a pedra fundamental para o aumento dos nossos rendimentos. Será a revolução dos alunos de todas as faixas-etárias. 2 ESTILOS DE APRENDIZAGEM 2.1 CONHECER OS ESTILOS DE APRENDIZAGEM A aprendizagem é um exercício aonde o aluno adquire conhecimentos que vão da teoria e em alguns casos à prática, tais conhecimentos farão com que haja uma mudança de comportamento. Todo conhecimento traz consigo uma responsabilidade, responsabilidades de construir ou destruir princípios. A aprendizagem não se limita apenas a aplicação de didáticas, se faz através do exemplo, gerando as repetições. No texto extraído de Catania (1999, p. 22): Se aprendizagem pudesse ser definida em uma ou duas frases, não teríamos qualquer problema. Definiríamos a palavra e, então, discutiríamos as condições sob as quais a aprendizagem ocorre, os tipos de coisas que são aprendidas, as maneiras pelas quais diferentes instâncias de aprendizagem podem ser combinadas, as limitações da aprendizagem, e assim por diante. Mas, aprendizagem significa coisas diferentes, em diferentes momentos, para diferentes pessoas.
  • 3.
    3 Lefever (2011, p.17) Define que a forma como aprendemos afeta todo o nosso modo de viver, nosso autoconceito, nossos empreendimentos, e nossa contribuição à sociedade e ao nosso salvador . No passado, quando o modelo tradicional prevalecia no ensino, havia probabilidade maior de destaque a alunos do estilo analítico, pois são propícios a receberem informações, o que lhes premiava como melhores alunos. Devido a falta de discernimento quanto a forma de aprender dos demais, perdemos bons aprendizes, que preferiram à reclusão do que serem nomeados como burros . Conhecer os estilos de aprendizagem nos faz contemplar um mundo acadêmico diferente, mudando o conceito que temos de si mesmos e podendo ajudar ainda mais aos outros. Um estilo de aprendizagem é uma ferramenta pela qual o individuo assimila melhor as idéias propostas, tornando mais eficiente o que fora observado. Aquilo que é bom para um, com certeza não será para todos, pois os alunos dão respostas diferentes ao que é proposto em cada momento do ensino. Os demais aprendizes como os interativos, pragmáticos e dinâmicos serão novamente inclusos no rol de excelentes alunos. Ficaremos devendo aos que esquecidos foram, na tentativa de não errar no futuro lançaremos as bases de uma aprendizagem abrangente e não exclusivista. Aprendemos com Cômenio que não se aprende recebendo informações, existem aprendizes que o fazem melhor se estiverem em movimentos, outros colocando a criatividade em ação. Ouvi o Pastor e pedagogo Marcos Tuler citar Comênio no Congresso Nacional de Escola bíblica Dominical, disse: Quando nascemos, trazemos no corpo a semente do movimento: pegar, puxar, engatinhar, andar... Quando nascemos, trazemos na inteligência a semente do conhecimento: investigar, experimentar, falar, cantar... A natureza dá a semente do movimento, mas não dá os movimentos. A natureza dá a semente do conhecimento,mas não dá os conhecimentos.(Informação verbal)1 Quando pensamos em um ensino cujo aluno é respeitado dentro da sala de aula, logo imaginamos uma forma moderna de se ensinar. Essa forma foi um dos estandartes do filósofo tcheco Comênio (1592-1670) em pleno século XVII apresentava ao mundo uma didática de libertação, aonde o aluno poderia ser integrado a aula do professor, participando diretamente e em muitas vezes acrescentando ao tal mestre. Vamos conhecer as características dos estilos de aprendizagem. 2.1.1 Aprendizes interativos O aprendiz interativo aprende melhor ouvindo e compartilhando ideias, são aqueles alunos que interagem com o professor, seja perguntando, seja compartilhando experiências ou mesmo colocando seu ponto de vista. Esses alunos são de suma importância para sala de aula, usam seus sentidos, sensibilidade e a observação para fomentarem rumos ao pensamento do professor. Os interativos estão sempre dispostos a participar e muitas das perguntas que fazem, ajudam os mais tímidos que gostariam de fazer as mesmas perguntas e devido serem inibidos, não o fazem. Estes aprendizes processam o conhecimento através da reflexão das observações feitas, quando ele está em silêncio é devido a reunião de argumentos que está formando
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    4 para participar emalgum ponto da aula, quando o professor toca no ponto de raciocínio, com certeza terá sua aula interrompida por ele, pois vai expor o que observou. Não são muito amigáveis com soluções convencionais, pois aprendem melhor em situações onde possam gerar ideias. Estão sempre preocupados com o bem estar dos outros e tem uma fértil imaginação. 2.1.2 Aprendizes analíticos Os aprendizes analíticos são os alunos que aprendem pelo método tradicional, por assimilarem bem os conteúdos geralmente são considerados os melhores alunos. São planejadores e trabalham seus pensamentos com estratégias. Estão sempre em busca da perfeição, da resposta correta, se exigem aos níveis mais altos possíveis buscando as notas mais altas na escola e na vida. Estes aprendizes adquirem conhecimento observando, ouvindo e anotando tudo que se ministra. Associam observações feitas a partir de conhecimentos já adquiridos. O modelo tradicional de ensino lhes é melhor assimilado porque são teóricos, consolidam suas bases de aprendizagem em literaturas já lidas. Este aprendiz não conta muito com intuição, é na lógica que estão firmadas suas decisões, não costumam aceitar fatos não comprovados, por isso são congratulados como os melhores alunos do método tradicional. Buscam constantemente novos conhecimentos, tem um excelente hábito de leitura e dispõem de certa facilidade para assuntos complexos. Por outro lado, os analíticos não gostam muito de relacionamentos interpessoais, desenvolvem certas dificuldades para trabalho em equipe, preferem a companhia de um livro ao perder tempo com discussões sem fundamentos para eles. São organizados e sempre pensam que grupos bagunçam. Como são analíticos precisam de concentração e um ambiente organizado lhes dará sempre essa condição. 2.1.3 Aprendizes pragmáticos O aprendiz pragmático se diverte com ideias, provando se são funcionais. Este aluno vai testar as teorias no mundo real, analisando se elas são racionais e se funcionam verdadeiramente. Preferem cabalmente ver o trabalho sendo realizado, se sobressaem dos demais nas atividades que exigem prática. O aprendiz pragmático aprende melhor quando aprender é combinado com fazer. Se na sala de aula forem levantados problemas, com certeza tomarão a frente, pois gostam de resolver problemas. Sua ferramenta para tal solução é a hipótese, sempre testará o maior número de vezes possível. Tive um amigo no ensino fundamental que tirava as notas mais baixas possíveis, seu nome é Dão. Faltava às aulas para ficar na oficina de um vizinho. Hoje o Dão mexe em todos os carros da minha família. As práticas na oficina sem dúvida lhe eram mais interessantes. 2.1.4 Aprendizes dinâmicos Similar aos pragmáticos, o aprendiz dinâmico também gosta de ação, porém não abrirá mão de criar novas situações em cima do que está proposto. Devido sua intuição
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    5 ser acomodado asua prática, tem na intuição uma ferramenta excelente para perceber novas direções e criar novas possibilidades. Esse aprendiz não temerá assumir os riscos e estará sempre disposto a mudar. Eles adoram o novo, sempre fazendo experiências, utilizando a estratégia de tentar e errar até chegarem ao resultado. São excelentes em trabalhos em grupos, pois usarão as pessoas para encontrar a teoria que venha ajudá-los a resolver os problemas. Esse aprendiz trabalhará muito bem com os demais estilos. Em detrimento de serem criativos, serão sempre inquietos, por isso não precisam seguir padrões de teorias para realizarem seus feitos. O importante é ser criativo. 2.2 APLICAR AS AULAS PARA TODOS OS ESTILOS DE APRENDIZAGEM Segundo FREIRE (1996: 96), o bom professor é o que consegue, enquanto fala, trazer o aluno até a intimidade do movimento do seu pensamento. Sua aula é assim um desafio e não uma cantiga de ninar. Seus alunos cansam, não dormem. Cansam porque acompanham as idas e vindas de seu pensamento, surpreendem suas pausas, suas dúvidas, suas incertezas . O professor deve dar a cada aluno a oportunidade para demonstrar seu modo preferido de aprender. Quando o aluno está aprendendo dentro de seu estilo fica motivado para aprender, participa ativamente da aula e aprender mais rápido. O professor que ensinar dentro dos estilos ajudará o aluno a trabalhar melhor em grupo e até escolher a melhor profissão. Antes de instruir em como aplicar a aula para os quatro estilos de aprendizagem, se ressalta que este trabalho não nos fala de transmissão de conteúdos e sim ajudar a transmitir qualquer assunto. Para entendermos com mais claridade a aplicação das aulas, se faz necessário entender as questões de cada um. O interativo: Por que preciso saber isto? (significado). O analítico: O que preciso saber? (conteúdo). O pragmático: Como isto funciona? (experiência). O dinâmico: Em que isto pode transformar-se? (Aplicação). A sequência para aplicação das aulas é a seguinte: Interativos, analíticos, pragmáticos e dinâmicos. 2.2.1 Aprendizagem interativa O professor deve começar pelo que os alunos já sabem. Os alunos interativos ajudarão a classe a entender o por que da lição. Baseado em suas experiências e conhecimentos, passarão a compartilhar com toda a turma. Já na introdução da aula estarão aguçados para participar. O método tradicional de ensino os excluiu, pois os professores dos tempos passados não aceitavam ser interrompidos ou questionados. Entregues ao silêncio, foram submetidos a masmorra do silêncio, a escola teve um prejuízo muito grande ao silenciar alunos tão participativos.
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    6 O professor perceberáque estes alunos logo assumirão a liderança da classe e serão a voz que representará aos demais alunos perante o ambiente no qual estão inseridos, são eles que fazem os questionamentos que muitos de nós não tem coragem de fazer. O professor iniciará a aula respondendo a questões tais como: Por que estudo esta lição? Por que preciso saber sobre isto? Ao aplicar primariamente dentro desses questionamentos, logo envolverá os interativos e estes de imediato participarão. Os dinâmicos sempre observam a este estilo, pois dele emanam teorias que podem acrescentar nas suas experiências. 2.2.2 Aprendizagem analítica O professor deve acrescentar novos fatos e conceitos oriundos de suas pesquisas literárias. Os aprendizes analíticos se sobressairão por assimilarem as teorias melhor que os demais de outros estilos. Em seus assentos entrarão num mundo de raciocínio, buscando razão no conteúdo exposto, se internalizam logo que para fazerem a concordância com assuntos já conhecidos, precisarão estar concentrados, daí um dos motivos para não gostarem de reunião de grupos. O professor deve orientar esses alunos na descoberta do que precisam saber, lhes dando passos sistemáticos, devido sua característica planejadora estratégica, desenvolverão padrões para alcançar resultados. Esses alunos são aqueles que usam do método de repetição até memorizarem os conteúdos. Dentro de um método mais moderno, os professores precisam estar vigilantes, pois se direcionarem uma aula sem a participação destes aprendizes correrá o risco de perdê- los por todo o ano letivo. A contribuição destes aprendizes é vital, ninguém na sala de aula tem tamanha capacidade para compreender teorias, conseguem enxergar aquilo que um pragmático nunca enxergaria. O que preciso saber? Ao responder esta questão o professor terá ativado o senso de busca destes aprendizes. Uma característica lhes é particular, a de exigir muito de si mesmo. Esses aprendizes tem sua mente como o seu bem mais precioso, se de repente o professor fizer uma pergunta e eles errarem, o professor jamais deve ironizá-los publicamente porque estará ofendendo ao seu bem mais precioso. 2.2.3 Aprendizagem pragmática O aprendiz pragmático sempre se preocupará com o lado prático da solução do problema, para eles não basta saber sobre o assunto e sim o que fazer com o que se tem aprendido. Tentarão descobrir como por em prática o que aprenderam. São inimigos de teorias que em seu juízo não lhe acrescenta nada, uma aula voltada a analíticos, perderá pragmáticos. Estamos em pleno século XXI e não se fala em outra coisa que não seja inovação, toda inovação precisa de uma rotina, toda idéia precisa ser praticada e esses aprendizes são os mais indicados a rotinas, pois são tão práticos que logo estarão ligados no automático, a teoria nessa metáfora seria um freio a tal desenvolvimento. Quando o professor faz dinâmicas em sala de aula, esses saberão o que fazer mesmo sem ter anotado em lugar algum. As aulas devem ser pautadas nas seguintes questões: Como uso o que sei? Como fazer funcionar na minha vida o que tenho
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    7 aprendido? Uma aulapautada em exemplos cativará esse aprendiz, mesmo que no outro dia a aula tenha mais teoria, eles já estão tomados de vontade para aplicar os conhecimentos. O professor deve sempre orientar esses aprendizes nas direções que estão tomando. Ainda mais no ensino brasileiro que se cerca de mais teoria, bem mais, do que prática propriamente falando, para que não abandonem os estudos por não ser atrativo. 2.2.4 Aprendizagem dinâmica O aprendiz dinâmico é um pouco parecido com o pragmático, no entanto sempre querem ir mais além, sonham alto, visualizam os fatos como se eles já tivessem ocorrido. Quando o professor instiga a classe para que gerem idéias, terão nesses aprendizes um potencial para criação, começarão a expor as suas idéias aos demais e quando se derem conta terão aprendido enquanto ensinam. Sugerir idéias para expandir o que sabem é sua ferramenta para o progresso. Podem contribuir na parte de empolgação da turma, pois nenhum outro aprendiz expressa tanto seus sentimentos em um projeto quanto este, suas características se confundem um pouco com os interativos, porém são diferentes por serem inquietos e incansáveis. Somente se darão por vencidos após terem experimentado de todas as formas que sua imaginação lhe indica. O professor nunca sabe o que esperar do aprendiz dinâmico, ele é imprevisível e se olharmos bem, nem eles sabem o que esperar de si mesmos. Serão os defensores dos professores modernos, pois defendem ferrenhamente às mudanças no campo da educação. Entregue o slide de um trabalho em equipe para eles que serão capazes de editar vídeos em 3D e planejarem trazer para dentro da sala de aula um cinema. As questões para estes são: Em que isto pode transformar-se? O que acontecerá se acrescentar isto ou aquilo? Eles nunca estão satisfeitos. Aplicar uma aula para estes aprendizes é comparado a uma viagem a um mundo onde tudo se constrói, mesmo as coisas mais improváveis, tenha certeza que eles tentarão e se não der certo, tentarão de novo. 2.3 RECONHECER OS ESTILOS DE APRENDIZAGEM DOS ALUNOS Fizemos uma adaptação do Teste de Estilo de Aprendizagem de David Kolb e, aplicamos para exatamente trinta e quatro alunos do Curso de Logística. O resultado foi fator diferencial para melhoria das aulas e o alcance dos alunos através de seu estilo de aprendizagem. Foto 1 Alunos por E.A. Fonte: Autor Total 16 10 3 5 34 Analítico Pragmático Dinâmico TOTAL Interativos
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    8 Segue na Foto2 o teste de Kolb, traduzido por Luis Aquilar e adaptado pelo autor deste trabalho, entrevistamos trinta e quatro alunos do curso de ensino tecnólogo de Logística Foto 2: Teste adaptado. Fonte: Autor Os interativos lideram a sala de aula, o que pode desperta o professor para administrar os conflitos internos, pois como esse aprendiz tem vocação à liderança, podem surgir algumas competições particulares e o professor deve esperar uma sala de aula bem falante. Segundo GADOTTI (1999: 2), o educador para pôr em prática o diálogo, não deve colocar-se na posição de detentor do saber, deve antes, colocar-se na posição de quem não sabe tudo, reconhecendo que mesmo um analfabeto é portador do conhecimento mais importante: o da vida. Transformando esses números em porcentagens veremos no quadro abaixo como está dividida a sala de logística. Foto 3: Porcentagem dos alunos por estilo de aprendizagem Fonte: Autor
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    9 Os interativos representam47% da sala, seguidos dos analíticos 29%, em terceiro lugar vem os dinâmicos com 15% e por último os pragmáticos com 9%. Tendo em mãos esses números, agora podemos preparar planos de aula e aulas oriundas de cada estilo. Agora sabemos quais são os estilos de aprendizagem de cada aluno, tornando mais fácil discernir os comportamentos deles em cada aula ministrada. A realidade de classe é particular, podendo então haver números diferentes para cada uma delas, baseado no resultado geral dos teste de aprendizagem, não podemos de forma alguma ignorar os pragmáticos, precisamos deles para pôr em prática as teorias ministradas na sala de aula, para colocar a mão na massa e praticar na vida tudo o que ouvem, do contrário a sala de aula perderá para sempre esses três alunos que representam 9% da classe. 3 CONCLUSÃO É imprescindível que diante dos argumentos propostos, que os professores se conscientizem e entendam que os estilos de aprendizagem apresentados neste trabalho, são um convite para o abandono da zona de conforto, para a reformulação dos planos e da aplicação das aulas. Não são nem de longe a última resposta para os que abandonam a sala de aula por não terem sidos alcançados, porém é uma proposta da didática onde o professor ensina aprendendo e aprende ensinando. Quebrar os paradoxos que norteiam a sala de aula desde os remotos tempos da educação. Todo professor é responsável em conduzir seus alunos para o futuro, sendo uma referência do ensino aonde quer que este aluno chegue. Este trabalho veio mostrar a muitos alunos que, suas mentes não são desajustadas, apenas detém um estilo de aprender diferente dos demais. Chegou o tempo das aulas cativantes e inspiradoras. Através deste, expresso minha fé na didática diversa e tenho certeza da minha contribuição ao campo científico da aprendizagem. Me comprometendo em continuar pesquisando e experimentando métodos que venham trazer o progresso da sociedade e do ser humano como um todo. REFERÊNCIAS 1 Citado por Marcos Tuler no Congresso Nacional de Escola Bíblica Dominical. CATANIA, A.Charles. Aprendizagem. Porto Alegre: Artes Médicas, 1999. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: Saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996. GADOTTI, M. Convite à leitura de Paulo Freire. São Paulo: Scipione, 1999. LEFEVER, M. Estilos de aprendizagem. 4º Edição. Rio de Janeiro, 2011.