Editorial
“O ser humano nunca estará plenamente satisfeito.
Satisfaça-lhe um desejo. Aparecerão outros de igual
ou maior proporção”, disse uma vez o filósofo e físico
francês Blaise Pascal, em trecho reproduzido também na
reportagem de capa desta edição, “Equilíbrio no querer”. O
texto ouve especialistas que refletem sobre as razões que
nos levam a viver em estado de insatisfação, ou como esta
característica humana, em dose controlada, é até positiva,
pois que nos move adiante, mas vivenciada de modo
crônico ou acima do razoável pode afetar nosso emocional,
abrindo as portas para doenças como a depressão. É como
dirá a terapeuta holística Vânia Medeiros, nas páginas 4 e
5: “Esse é um processo positivo, desde que a pessoa esteja
feliz consigo mesma e com suas realizações, e não esteja
buscando algo mais para preencher algum vazio ou
negligenciando algum setor de sua vida.”
24
Tóquio é vibrante, iluminada e
movimentada. E tem a beleza
das cerejeiras em flor
14
Record aposta pesado em seu novo
folhetim, “Dona Xepa”: “É uma novela
para quem gosta de novela”, diz autor
11
Psicóloga fala da importância de
nos desfazermos de coisas que não
agregam verdadeiro valor à vida e
reinventar nossa “prateleira pessoal”
Poesia
(Superação)
Os que passam adiante da fase inicial,
a fase da simples crença, crescem e
avançam para Deus, e O realizam,
exatamente por terem conseguido
transpor o egocentrismo, movidos de
amor universal, estão imunes para o
pecado da arrogância, mas, ao
contrário, se tornam compassivos, isto
é, sentem infinita e divina compaixão
pelos que, por enxergarem pouco,
ainda são egoístas e sujeitos a toda
a gama de sofrimentos e limitações que
o egoísmo engendra.
Trecho do livro “Amor Universal - Sabedoria de Hermógenes” (Nova Era)
MEDICINA ALTERNATIVA
Florais de Bach atuam no equilíbrio emocional, transformando
emoções negativas em positivas
Páginas 6 e 7
RELACIONAMENTO
Antes de confiar e se envolver amorosamente com alguém de outro
país, é fundamental tentar conhecer bem seu histórico
Páginas 8 e 9
FINANÇAS
Para os homens, a estabilidade ou segurança financeira continua
sendo muito importante, até mesmo nas relações a dois
Página 10
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2 / São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
ACREDITE NA FORÇA
DE SEUS SONHOS
Opinião
Salvador Hernandes
O que for a profundeza do teu ser, assim se-
rá teu desejo.
O que for o teu desejo, assim será tua vontade.
O que for a tua vontade, assim serão teus atos.
O que forem os teus atos, assim será teu destino
(Brihadarany’aka Upanishad IV, 4:5)
Os versos deste Upanishad (antigo tex-
to de filosofia da Índia) revelam um segre-
do que todos nós precisamos desvendar in-
teriormente. Um segredo que fala de so-
nhos e de potencialidades da alma. Cada
um de nós é uma caixa de sonhos que po-
dem ou não ser realizados. Sonhos que di-
recionam a vida para a realização de objeti-
vos compensadores capazes de nos trazer a
experiência da felicidade.
E você, continua sonhando seus so-
nhos? Acredita que eles podem se reali-
zar, ou se esconde atrás do medo e da sen-
sação de não ser capaz ou merecedor de
realizá-los?
Quantos de nós nos escondemos atrás
das cercas que construímos, da nossa zona
de conforto, negando assim o próprio po-
tencial divino?
Todo sonho é possível, a vida é de po-
tencialidade pura! Precisamos, porém, pa-
gar o preço para realizá-los. Esse preço en-
volve a superação dos medos e a conquista
da coragem de nos tornarmos o melhor
que podemos ser. É importante saber dis-
tinguir um sonho de um delírio. Um delí-
rio de vida é quando quero ter algo ou ser
algo apenas em busca de aprovação exter-
na, em busca de poder e status ou contro-
lar e manipular as pessoas. Quando eu que-
ro ter o corpo, o cabelo, a roupa e a vida
iguais a de uma outra pessoa, imagino que
ela sim é que é feliz e tem sucesso, e passo a
acreditar que se for igual a ela serei tam-
bém feliz. Isso é um delírio e não um so-
nho, pois nasce de uma carência e da sensa-
ção de inferioridade (ela é maravilhosa, eu
sou um nada, um fracasso...)
Os verdadeiros sonhos nascem do nos-
so verdadeiro eu, do conhecimento de
quem eu sou, de qual é o meu propósito de
vida e de quais são os meus talentos. Quan-
do eu busco realizar meus sonhos, parto na
direção de ser o melhor eu que posso ser,
de desenvolver as potencialidades infini-
tas que existem dentro de mim. É extrema-
mente importante sabermos identificar se
na nossa vida estamos lutando por delírios
falsos ou por realizar sonhos verdadeiros.
Acredite na força dos seus sonhos.
Deus não colocaria esse desejo em seu cora-
ção se ele fosse impossível de ser realizado.
O mundo e as outras pessoas precisam do
seu talento. Como cada um tem um talento
próprio, tudo se completaria na maior har-
monia, se todos desenvolvessem o seu.
Gosto muito da frase do falecido ator
Christopher Reeve, famoso por interpretar
o Super Homem no cinema e também por
lutar contra a limitação física após um gra-
ve acidente. Ele disse: “Há sonhos que a
princípio parecem impossíveis; depois im-
prováveis e, por fim, quando somamos a
eles nossa vontade, tornam-se inevitáveis.
Vença o medo e entregue-se com leveza
ao fluxo da vida, conhecendo a si mesmo,
sua missão de vida e traçando seus planos
para fazer brotar a flor dos seus mais ínti-
mos sonhos e desejos. I
SALVADOR HERNANDES
é terapeuta e instrutor
de ioga e meditação
Deus não colocaria esse desejo em seu coração se ele fosse impossível de ser realizado
Quem é
Hamilton Pavam
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 / 3
Na dose certa,
a insatisfação
nos impulsiona
na busca de novos
objetivos; em excesso,
pode paralisar e
abrir caminho para
“doenças da alma”,
como a depressão
Gisele Bortoleto
Gisele.bortoleto@diarioweb.com.br
Não foram poucos os pensa-
dores que se debruçaram sobre
essa característica do ser huma-
no: somos seres insatisfeitos
por natureza. Filósofos como
Pascal, Hobbes, Rousseau e
Schopenhauer tentaram des-
vendar para onde essa estrada
nos leva. Chegaram a respostas
diferentes, o que confirma que
temos várias faces.
O filósofo e físico francês
Blaise Pascal (1623-1662), em
suas divagações sobre o assun-
to, disse: “O ser humano nun-
ca estará plenamente satisfeito.
Satisfaça-lhe um de-
sejo. Aparecerão
outros de igual ou
maior proporção. É
nosso demônio: não
temos uma finalida-
de, temos metas -
uma vez atingidas, ou-
tras aparecerão”. E é as-
sim mesmo. Sempre es-
tamos querendo ou de-
sejando algo mais
e parece que nun-
ca somos sufi-
cientemente
produtivos, be-
los ou felizes.
Mas afinal,
por que esta-
mos sempre insatisfeitos?
Boa parte das pessoas cria
uma ilusão de que adquirir cer-
tas coisas é sinônimo de satisfa-
ção e alegria. “Na verdade, pou-
co tempo depois de conseguir-
mos o que queríamos nosso sis-
tema psíquico invade nossa al-
ma trazendo um vazio enorme
que os estudiosos chamaram de
‘vazio existencial’. Sentir esse
vazio após atingir objetivos é
normal e esperado”, diz o psico-
terapeuta Leonardo Barbieri
Bueno, consultor e palestrante,
master trainner em programa-
ção neurolinguística.
Mas não pense que a insa-
tisfação é uma característica
ruim no ser humano. Pelo con-
trário, é uma grande aliada.
Sem ela, não teríamos chegado
a um nível tão grande de desen-
volvimento em todos os aspec-
tos. E atingir um objetivo é
gostoso, mas ao mesmo tempo
(e aí mora o problema) é frus-
trante, porque em seguida apa-
rece a insatisfação. “Quanto
tempo precisamos para nos
acostumar com a compra de
um carro novo? Em poucas se-
manas, o fascínio do primeiro
dia dá lugar a uma sensação de
lugar-comum. Em pouco tem-
po você já começa a olhar pro-
pagandas de revistas e a dese-
jar um carro mais completo ou
Equilíbrio
no querer
Comportamento
4 / São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
confortável”, explica Bueno.
Então que fazer para não
sofrer com a frustração ao
atingir um objetivo? Precisa-
mos ter predeterminados no-
vos objetivos, estimulantes e
desafiadores.
Toda vez que o ser huma-
no se desconecta do seu proces-
so evolutivo, ele começa a ficar
profundamente insatisfeito. A
insatisfação é algo diário e às
vezes imperceptível. Estamos
sempre procurando a tal da
“novidade”. O que nos man-
tém em comunhão com a insa-
tisfação é o fato de estarmos
abertos para aprender coisas
novas, procurar coisas novas
que nos conduzam à nossa evo-
lução pessoal. Daí, um mesmo
curso passa a ter dois sentidos
diferentes.
“A insatisfação, enquanto
estado emocional temporá-
rio, circunscrito a uma condi-
ção específica, pode ser um fa-
tor motivacional para corre-
ções, modificações de com-
portamentos, situações e
reelaboração de histórias de
vida”, afirma a psicóloga cog-
nitivo-comportamental Mara
Lúcia Madureira. O reconheci-
mento ou a tomada de cons-
ciência sobre alguma forma de
insatisfação pode impulsionar
à ação, mobilizar forças para a
mudança, viabilizar o cresci-
mento e fomentar o desejo de
novas conquistas.
A insatisfação - ressalta - é
benéfica à medida que expõe
aspectos indesejáveis, desman-
tela a acomodação e impossibi-
lita a estagnação. Esperar e
buscar sempre mais da vida
significa inspirar-se, tornar-se
mais produtivo, transcender,
estar disposto a ir além de on-
de se encontra, buscar mais do
que já se alcançou, superar.
A visita eventual da insatis-
fação, com breve estada e hora
de partida definida, é bem-vin-
da e desejável para impulsio-
nar mudanças, reorganizar
ideias, recompor situações. Os
problemas só existem quando
a insatisfação permanece por
razões injustificáveis ou in-
compreensíveis, se torna crôni-
ca, passa a ser despercebida,
inibe a motivação e a esperan-
ça de construir uma realidade
mais otimista, criativa, inova-
dora e satisfatória para o atual
momento da nossa história.
“Esse é um processo positi-
vo sim, desde que de fato essas
pessoas estejam felizes consigo
mesmas e com suas realizações
e não estejam buscando algo
mais para preencher algum va-
zio ou negligenciando algum
setor de sua vida e se sobrecar-
regando”, diz a terapeuta holís-
tica Vânia Medeiros.
Almejar mais, segundo
ela, é manter a vida em movi-
mento, em continuidade, e é
também agregar e comparti-
lhar, tanto para si quanto pa-
ra outros. Quando encontra-
mos uma pessoa assim, nor-
malmente ela é engajada, por
exemplo, em projetos com
mais algumas outras pessoas,
que trazem outras pessoas e
novas ideias e novos projetos.
É um movimento de contí-
nua expansão, troca e cresci-
mento em todos os setores.
Vários fatores podem levar
uma pessoa à insatisfação.
“Sob o paradigma holístico,
observamos o todo, desde a
criação e educação do indiví-
duo, seu estilo de vida adulta,
seu trabalho, seus relaciona-
mentos, mas principalmente o
quanto essa pessoa tem cons-
ciência de si mesma, de seus
verdadeiros anseios e de sua es-
sência”, complementa a tera-
peuta. “Quanto mais distante
de si mesma a pessoa estiver,
maior será seu grau de insatis-
fação perante a vida. Maior se-
rá seu grau de reprovação de si
mesma e maior o risco de adoe-
cer emocionalmente, energeti-
camente, mentalmente e até fi-
sicamente.”
Considere a hipótese de doença. A insatisfação
crônica ou recorrente pode estar relacionada a estado
de humor deprimido. Vale buscar, entender e reverter as
crenças que mantêm tais sentimentos
Investigue as causas. Ao reconhecer-se
insatisfeito, dedique tempo para se entender sob tal
condição. Pergunte-se e responda: o que exatamente
estou sentindo? Quando e por que isso começou?...
Planeje a vida. Quais decisões podem ser tomadas
imediatamente, nos próximos 30 dias, no prazo de
um ano e nos próximos cinco anos para mudar minha
vida? Anote as respostas e cumpra o cronograma
de planejamento
Evite a procrastinação. Se tem algo a
fazer ou se decidiu tomar uma atitude,
haja agora, senão jamais o fará
Aja com o medo. Toda situação nova é
desafiadora e envolve medo. Considere a presença da
insegurança e prossiga, apesar da incerteza
Desenvolva a autoconfiança. Aprenda a
confiar em você. Mesmo quando as coisas não
saem conforme o esperado, conforte-se com
a certeza de que era preciso tentar
Quanto às críticas, aceite-as apenas como
a expressão de opiniões de outras pessoas
que podem ou não ser úteis, segundo seus
próprios critérios de valor
Mantenha o foco. Defina objetivos para sua vida,
trace metas para alcançá-los, defina prazos para
conclusão de cada etapa e mantenha o foco em seus
planos e resultados do seu projeto de vida I
Fonte - Mara Lúcia Madureira, psicóloga
Dicas para lidar e
combater a insatisfação
Existe um lado não tão positivo assim na insa-
tisfação. Trata-se da constante busca por algo que
nemnósmesmossabemos oqueé.Issotrazproble-
masparao emocional,eo principaldeles éumaan-
gústia que não tem cura. O ser humano se adaptou
a querer sempre mais e, com isso, muitas pessoas
deixaram de valorizar o presente, as pequenas con-
quistas do dia a dia. Ao deixar de se contentar com
uma vitória, criam um sentimento de fracasso que
causa uma angústia muitas vezes sem cura.
Estudos mostram que essa insatisfação pode
dar início a moléstias que são consideradas
“doenças da alma”, como a depressão. A
consequência é uma sensação de infelicidade e
frustração que acabará atrapalhando sua vida e
a conquista de outros objetivos.
Quando não conseguimos celebrar nossas
próprias vitórias, elas perdem o sentido. De
que adianta tanta luta, tanta superação, se ao
chegar ao ponto mais alto você não se sente sa-
tisfeito? Ninguém está dizendo que é errado
querer crescer e esperar. O erro está em querer
mais sempre, sem que isso signifique sua reali-
zação, seja pessoal ou profissional. É preciso
aproveitar cada segundo da vida. Devemos pa-
rar para perceber as razões de tanta busca e prio-
rizar apenas as necessárias. Dessa forma, trans-
por os obstáculos será uma tarefa mais fácil e a
vitória terá um gostinho mais especial.
“Uma vez que o estado de insatisfação é ca-
racterístico do ser humano, não há como se li-
vrar dele. Faz parte de nossa essência. Isso quer
dizer que não existe uma forma de afastar o de-
sejo e o querer”, diz o psicoterapeuta Leonardo
Barbieri Bueno.
O detalhe que escapa às pessoas é que a insa-
tisfação sentida não está direcionada a falta de
coisas e sim por falta de qualidade. (GB)
Quando é ruim
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 / 5
Jéssica Reis
jessica.reis@diarioweb.com.br
O inglês Edward Bach, reconhecido médico ho-
meopata e patologista em saúde pública, na década
de 1930 descobriu uma forma universal de “cura”: os
chamados Florais de Bach. De acordo com o médico,
para se recuperar de uma doença é necessário ter
mente sã. E os florais têm este propósito: ajudar a res-
tabelecer o equilíbrio das emoções negativas.
A educadora em Florais de Bach Maria Apare-
cida das Neves explica que os florais atuam direta-
mente no emocional e não podem ser indicados pa-
ra tratar um problema físico. Eles transformam
emoções negativas em positivas. “Se você tem me-
do, ele te dá coragem, se tem tristeza, dá alegria.
Bach descobriu que essas plantas tinham ressonân-
cia com os seres humanos, então ele selecionou
aquelas que traziam o antídoto para o nosso proble-
ma emocional”, afirma.
AnaturólogaArleteCestaridizque,alémdeequili-
brar o emocional, os florais podem elevar a consciên-
cia humana. O Floral de Bach não é considerado um
remédio para o físico, mas carrega a informação ener-
gética da flor e age somente no campo energético, de
forma que não há nenhuma contraindicação.
Bach descobriu 38 essências e o “Rescue Reme-
dy”, que é uma combinação de cinco essências
florais utilizada em situações emergenciais.
Os florais podem ser combinados en-
tre si e ser usados para o tratamento de 38
desordensemocionais, quesãodivididas
em sete diferentes grupos: desalento e
desespero; falta de interesse pelas cir-
cunstâncias atuais; indecisão; medo;
preocupação excessiva pelo bem-estar
dos outros; sensibilidade excessiva às in-
fluências e opiniões, e solidão.
Segundo Maria Aparecida, os florais se encai-
xam na terapia complementar, pois enquanto a medi-
cina convencional trata um problema físico, os florais
tratam do estado emocional, e ambas se completam.
O terapeuta floral Eduardo Fernando Nalin, em
Catanduva, por exemplo, usa os florais para o trata-
mento de dependentes químicos. “A dependência
deixa rastros de destruição emocional, como menti-
ra, ira, manipulação, preguiça, e são essas causas que
temos de tratar, melhorando a autoestima, o amor-
próprio e assim por diante.”
Além disso, Nalin afirma que adota os florais
porque toda doença tem um fundo emocional, e a
dependência é uma doença. “Com isso, levamos a
essas pessoas a cura da alma, profunda, linda e ver-
dadeira”, diz.
FelicidadeemUsados como terapia complementar, os florais de Bach atuam na resolução de
problemas emocionais; são 38 essências que trabalham a favor do bem-estar
Medicina alternativa
6 / São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
gotas
Como usar
GRUPODO MEDO
Mimulus -medodas coisas
conhecidasetimidez
Rock Rose -terrorepânico
CherryPlum -medode perder o
controlefísico, mental eemocional
Aspen -medos epreocupações
deorigemdesconhecidas,
presságiosepressentimentos
indefinidos
RedChestnut-medo ou
preocupaçãocomos outros
INCERTEZA E SEGURANÇA
Cerato -decide, mas duvidade
suadecisão, buscaconselho e
confirmaçãodosoutros
Scleranthus-indecisão entre
duassituações
Gentian -desânimoapós uma
causaconhecida;perdeu afé
Gorse -faltadeesperança
Hornbeam -preguiça da
“segunda-feirademanhã”,
insegurançanasua energiade
realizaçãodotrabalho,mas tem
energiaparao prazer
WildOat -incertezasobre qual
direçãoseguirna vida, faltade
propósito,estarperdido
FALTA DE INTERESSE
NO PRESENTE
Clematis- sonhador,
pensamentosno futuro, faltade
praticidadeeconcretização
Honeysuckle -vivenopassado
oupensandonopassado
WildRose -resignação eapatia
Olive -faltadeenergiavital
WhiteChestnut -pensamentos
indesejáveis,preocupantes, fixos
quecausamtormento mental
ChestnutBud-dificuldade em
aprendercomoserros, repetindoas
mesmassituações
Mustard-tristeza profunda
semcausa conhecida,cíclica
SOLIDÃO
Water violet-reservado,sério,
fechadonos sentimentos,gosta de
solidão
Impatiens-impaciente
Heather-gosta desero centro
dasatenções,sofre pelasolidão,
dificuldadedeser compreendido
Hipersensíveis às influências
e ideias externas
Agrimony-tormento interior
escondidoatrásde umrosto
sorridente
Centaury -vontade,
personalidadeoucorpo fracos,servil,
submissão,permiteadominação
Walnut- dificuldadefrentea
mudançasesofre porinfluências
externasdopresente edopassado
Holly -ódio, inveja,ciúme
vingativo,revolta
DESESPERO
Larch -faltadeconfiança na
suacapacidade
Pine- autorreprovaçãopor seus
atoseaté dosoutros, culpa
Elm -sobrecarregadopor
excessodeobrigações queavida
impõeeque humanamenteé
impossíveldar conta
Sweet chestnut-desespero
mental extremo,não entende o
porquêde seusofrimentoenão
vêsaída
Starof bethlehem -sofrimento
porchoques etraumasdopresente e
dopassado,inconsolável
Willow- ressentimento, mágoa,
negativismo,pode sesentiravítima
Oak -lutador, masnão respeita
sueslimites, se sobrecarregadas
obrigaçõesquepega para si
CrabApple -seautorreprova
porsua aparência,sentimento
deimpureza
CUIDADO EXCESSIVO COM
OS OUTROS
Chicory -possessividade,
ciúme,apego, faz muito pelooutro,
mascobra emtroca
Vervain -eufórico,quer
convenceraosoutros doqueacredita
Vine -dominador, impõesua
vontade,autoritário,cruel consigo e
comooutro
Beech-intolerância, crítico, só
vêonegativodooutro
Rock Water -autoexigência
exagerada,perfeccionismo,querser
omodelopara osoutros I
Fonte: Instituto Bach
O uso dos florais é eficien-
te quando a pessoa reconhece
realmente o que está sentido e,
então, um especialista poderá
indicar qual a essência corres-
ponde com o estado de espíri-
to desse indivíduo.
Para Eduardo Fernando
Nalin, o terapeuta poderá aju-
dar nesse processo de escolha
do melhor floral para cada
problema de causa emocio-
nal. “Nosso atendimento
holístico vai avaliar diversas
circunstâncias daquilo que a
pessoa busca como cura. Não
tratamos a consequência e
sim a causa. A tristeza em
uma pessoa não é igual à triste-
za da outra, por isso a impor-
tância de um terapeuta flo-
ral”, explica o especialista.
A educadora em florais Ma-
ria Aparecida das Neves lem-
bra que o floral “Red Chestnut’
pode ser usado para quadros de
estresse, sem a necessidade de
procurar um especialista.
Arlete Cestari diz que to-
das as pessoas podem se utili-
zar dos florais, pois não pos-
suem contraindicações e não
comprometem nenhum trata-
mento alopático, concorrendo
a favor de todos os tratamen-
tos associados.
Segundo Maria Aparecida,
até crianças e idosos podem se
beneficiar dos florais. “Na ver-
dade, a gente costuma dizer
que o floral atua no sofrimen-
to da alma, porque quando vo-
cê tem um desconforto emocio-
nal, fica com aquilo na cabeça,
ou com pensamentos repetiti-
vos, fica com ansiedade, angus-
tiado”, afirma.
Os florais são naturais e co-
mercializados apenas por far-
mácias homeopáticas. De acor-
do com a educadora em flo-
rais, eles funcionam em
frequência e não pelo volume.
“É importante tomar quatro
gotinhas, quatro vezes por dia.
É o que a literatura indica. Me-
nos que essa quantidade existe
uma grande probabilidade de
não funcionar corretamente”,
explica. (JR)
Conheça as indicações das 38
essências dos florais de Bach:
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 / 7
As vantagens e desvantagens de um namoro ou casamento entre pessoas de outros países
Gisele Bortoleto
Gisele.bortoleto@diarioweb.com.br
Namoro e casamento entre
estrangeiros sempre existi-
ram, mas a globalização acha-
tou o mundo, favoreceu o in-
tercâmbio entre as nações e as
redes sociais contribuíram pa-
ra facilitar o contato entre pes-
soas de diferentes países. Os
desafios de convivência e coa-
bitação continuam os mes-
mos, apenas os riscos de adap-
tação cultural e ambiental au-
mentam nesses casos. “Antes
de confiar e se envolver amo-
rosamente com qualquer pes-
soa, conterrânea ou estrangei-
ra, é fundamental conhecê-la
e obter dados consistentes so-
bre seu histórico”, diz a psicó-
loga cognitivo-comportamen-
tal Mara Lúcia Madureira.
As vantagens e desvanta-
gens das relações entre estran-
geiros são determinadas pelos
mesmos fatores. “Por um lado,
o privilégio do tempo estendi-
do das novidades, a oportunida-
de em aprender outro idioma,
ampliar as amizades e de expan-
são cultural constituem um rol
de vantagens que, por outro, po-
dem se transformar em desvan-
tagens pelo deslumbramento
com histórias diferentes e per-
da da sensatez, típica dos apai-
xonados, a dificuldade de co-
municação pelos limites da lín-
gua, a distância e a saudade,
problemas de aculturação e a
adaptação climática e falta de
suporte familiar e de amigos”,
explica Mara.
“O amor que deve se origi-
nar da atração, das afinidades e
do prazer entre duas pessoas
não deve se restringir a limites
geográficos ou se inibir diante
das diversidades sócio-cultu-
rais e político-econômicas, mas
deve ter interesse em aprender
sempre, respeitar as diferenças
e transpor limites, sempre com
muito bom senso, as devidas
precauções e elevadíssimo
amor-próprio”, completa.
Cada povo tem seus traços
culturais e crenças particula-
res. Por isso, é difícil prever
os problemas que a interação
entre pessoas de diferentes lu-
gares do mundo poderá gerar.
Nós somos influenciados
por inúmeros fatores. Desde o
dia em que nascemos, apren-
demos com nossa família e co-
munidade o que é certo ou er-
rado. Temos o hábito de
achar que nossa cultura e cos-
tumes estão sempre certos, en-
quanto a dos outros parece er-
rada. Apontamos e criticamos
o comportamento de outros
grupos por não compreender-
mos seus ideais, convicções e
comportamento. Essa visão
etnocêntrica é a fórmula da
maioria das guerras que asso-
laram o mundo. “Imagine
uma pessoa que aprendeu des-
de criança que só há um
Deus, que ordena que você
não amará outro senão ele.
Agora, imagine essa mesma
pessoa encontrando alguém
que cultua outra divindade.
Com muita facilidade ela po-
derá considerá-lo herético e
cheio de más intenções. São
muitos os que pensam que des-
truir o mal é fazer o bem. A
partir de então se torna muito
simples matar outra pessoa”,
diz o psicólogo cognitivo-
comportamental Alexandre
Caprio.
Quando uma pessoa se rela-
ciona com alguém que perten-
ce a outra cultura, deve haver,
em primeiro lugar, uma comu-
nicação clara, recomenda. Co-
nhecer a língua do outro é um
bom primeiro passo. O segun-
do é pesquisar o país do pre-
tendente: lugares, traços cul-
turais, economia, religião são
algumas dicas. Compreender
o que é importante para o ou-
tro e aprender a respeitar isso
da mesma forma que gostaria
de ser respeitado é primordial
para um bom entendimento.
Com passaporte ou sem
passaporte na mão, é impor-
tante um contato ao vivo com
o parceiro.
“Encontros podem ser pla-
nejados, desde que se tome os
devidos cuidados. Muitas ve-
zes, queremos acreditar que
encontramos nossa alma gê-
mea e desprezamos informa-
ções valiosas”, complementa.
Quando a intenção dos
dois é a de realmente ficar jun-
tos, filhos e parentes devem
ser comunicados e igualmen-
te preparados para a mudan-
ça. “Todos devem procurar
compreender da melhor for-
ma possível o novo universo
que irá se fundir ao deles. Se
os estereótipos e preconceitos
forem dominados, o relaciona-
mento entre pessoas de países
diferentes pode ser uma expe-
riência altamente rica para to-
dos”, explica Caprio.
Globalização
do amor
Relacionamento
8 / São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
“Acredito muito no amor
e na afetividade sincera, no
bom diálogo, e na capacidade
criativa do homem na questão
de investimento em conheci-
mentos para estar ao lado de
quem se ama. Namorar ou até
mesmo residir em outro país
com seu grande amor exige
disponibilidade emocional e
inteligência para quebrar bar-
reiras, dar oportunidade ao
novo e ter gratidão à vida, às
novidades”, diz a psicóloga
Luciana Nazar Ramoneda.
Então, cuidado para não in-
vestir em um relacionamento
estruturado na carência e sim
na construção do amor e das di-
ferenças, ir com calma, aos pou-
cos, e sem pressa. “Esse é o ca-
minho do amor, conhecendo e
entendendo as imperfeições do
outro, e tendo a chance de ques-
tionar se é isso mesmo que vo-
cê quer para sua vida: um faz
de contas ou uma linda história
de amor”, afirma. I
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 / 9
Jéssica Reis
jessica.reis@diarioweb.com.br
Apesar das mulheres te-
rem conquistado espaço no
mercado de trabalho e certa
independência, para os ho-
mens a estabilidade ou segu-
rança financeira continua sen-
do muito importante, até mes-
mo nos relacionamentos.
Isso acontece, segundo a psi-
cóloga Kátia Ricardi de Abreu,
pois por motivos culturais a es-
tabilidade da família foi atribuí-
da durante muitas gerações ao
homem. “O dinheiro é símbolo
de poder, de realização, de su-
cesso, e um homem que conse-
gue estabilidade e segurança fi-
nanceira está pronto para a vi-
da, para casar, ter filhos. Este
foi o ‘script’ do homem durante
muito tempo. Hoje, a importân-
cia desta estabilidade significa
atender à expectativa da socie-
dade no que diz respeito à este
‘script’. ‘Homem que é homem
paga a conta’, ‘homem que é ho-
mem sustenta a família’, e as-
sim por diante. Ainda existem
resquícios desta expectativa nas
famílias mais tradicionais e con-
servadoras”, afirma.
Para Silvana Parreira psicó-
loga, consultora de RH e coa-
ch, a estabilidade financeira de-
monstra segurança e sucesso
profissional, oferecendo ao ho-
mem uma postura diferenciada
no mercado de negócios, na vi-
da social e pessoal. “Além do
conceito antigo que o homem é
o chefe da casa, é o que toma
conta da parte financeira da ca-
sa, por mais que isso venha mu-
dando, é um conceito que pre-
domina na mente deles.”
Ainda segundo a psicóloga,
a estabilidade financeira faz
bem para o ego do homem ou
de qualquer pessoa. Além de
dar segurança para algumas to-
madas de decisões, realizações
de sonhos e vontades. Silvana
lembra que é preciso entender
que para ter estabilidade finan-
ceira e sucesso é necessário
amadurecimento, pensamento
e comportamentos diferencia-
dos, muitas vezes sair da zona
de conforto, e entender e com-
preender que alguns prazeres
como baladas e barzinhos são
caros e devem ser moderados.
Kátia diz que a segurança
financeira é alcançada por ho-
mens e mulheres da mesma
forma, por meio de atividades
que proporcionem renda com-
patível com os sonhos de cada
um. “Mas a segurança pessoal
deve ir além das questões fi-
nanceiras. Não é o dinheiro
apenas”, alerta.
E, de acordo com a psicólo-
ga, muito mais que símbolo de
poder, a estabilidade financei-
ra proporciona tranquilidade
para quem a conquista, de tal
forma que a vida pode ter mais
qualidade e os relacionamen-
tos não passam pelo desgaste
cotidiano marcado pela escas-
sez do dinheiro.
E as mulheres?
“Acredito que todas as pes-
soas buscam estabilidade finan-
ceira, e a mulher de hoje busca
isso em cada conquista”, afir-
ma Silvana Parreira.
Para a psicóloga, quando a
mulher pensa em ter um par-
ceiro, um casamento, ela pen-
sa na estabilidade financeira,
mas há mulheres de todos os ti-
pos e interesses. Há aquelas
que querem conquistar e com-
partilhar sua estabilidade fi-
nanceira junto com o parceiro
e aquelas que querem um par-
ceiro com estabilidade finan-
ceira. “A vida está cada vez
mais corrida, homens e mulhe-
res trabalhando mais, passan-
do mais horas no trabalho pa-
ra ter estabilidade”, diz.
Além disso, Kátia lembra
que até pouco tempo a mulher
observava sua estabilidade e se-
gurança financeira como um
segundo plano, ou seja, se fal-
tasse alguma coisa, ela estaria
ali para completar a renda fa-
miliar, para segurar a barra
por um tempo. “Ao entrar no
mercado de trabalho, a mulher
acabou tomando gosto pela rea-
lização profissional e pelas van-
tagens desta estabilidade. Ho-
je, ela busca isso de igual para
igual com o homem. Não se
trata mais de um suporte. São
somas de rendas dentro do pla-
nejamento familiar, sem cau-
sar desconforto para os casais
modernos.”
Finanças
O que
vai além
Importante hoje para homens e mulheres, estabilidade financeira também pesa nos relacionamentos
Mas não é só o di-
nheiro que deixa os ho-
mens “poderosos”. A psi-
cóloga Kátia Ricardi de
Abreu diz que a seguran-
ça pessoal se conquista
com uma série de ações
que começam muito ce-
do na vida, quando esses
homens se sentem segu-
ros no próprio lar, ama-
dos por pais bons o bas-
tante para educá-los.
A psicóloga diz que,
mesmo sem dinheiro, es-
ses homens continuam ex-
perimentando a seguran-
ça pessoal por entende-
rem que se trata de mo-
mentos transitórios, ou se-
ja, não se apoiam em coi-
sas externas para se sentir
seguros. A estrutura psí-
quica fortalecida os leva a
acreditar em seu conjunto
de qualidades, que não se
restringe à marca da rou-
pa que usam, ao modelo
de carro que dirigem e as-
sim por diante.
“Quero deixar uma
observação sobre mulhe-
res que se apoiam na bus-
ca desta estabilidade fi-
nanceira por meio dos
‘bons partidos’: o mun-
do dá voltas. Portanto,
apoiar-se na estabilida-
de e condições financei-
ras do homem pode tra-
zer grandes surpresas
não tão agradáveis. Pen-
so que é mais sensato
buscar cada um a sua es-
tabilidade financeira e
somar grandes realiza-
ções a dois”, ressalta
Kátia. I (JR)
Stock Images/Divulgação
Segurança no ‘dim-dim’
10 / São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
Olhe para os lados e veja o que pode fazer para ser mais feliz
Beth Valentim
Psicóloga
Você se sente cansado. Esbarra na prate-
leira que existe há anos na parede de sua ca-
sa. Cai tudo. Quebra a jarra que ganhou
em um evento especial. Você senta no
chão, segura a cabeça e chora. Está tudo
prestes a ruir dentro de si mesmo e não sa-
be mais como se refazer.
Lá fora o dia está chuvoso e você nem
pode sair para correr, caminhar ou mesmo
se distrair. Alguma coisa anda furando seu
bolso e sem muito para gastar tem estado
recolhido em casa e nesses últimos dias es-
gotou a biblioteca de DVDs.
Já telefonou até para o vizinho, inven-
tou consertos no telhado e começou a sen-
tir que esta só, que queria muito ter um
amor, mesmo que desajeitado. Afinal, pelo
menos arriscaria um beijo, um abraço,
uma palavra trocada baixinho.
E tantas lembranças vem à tona. Você
fez descaso daquela pessoa que tanto te
amava. Lembra?
Tratou mal, não perdoou como se fosse
infalível e com seu orgulho e vaidade acho
que para estar ao seu lado deve ser perfeito,
perfeita. E quando se olhava no espelho
apostava que tudo em ti estava certo, sem
remendos, sem pedacinhos de fora.
Pois é, o tempo passou e você está sozi-
nho. Os dias passam e nada de alguém para
acompanhar você no mercado, na farmá-
cia, ao cinema. Seja onde for você sempre
está sozinho,
As amizades, ah as amizades... Sempre co-
brouquefossempresentes,quefosseapriorida-
deequetelefonassemtodasemana.Lembrada-
quele último amigo que não tinha tempo por-
que trabalhava em um projeto e você descas-
cou e ele se afastou? Pois bem, talvez se você
fossemais maduro eentendesse quetodos pas-
sam por fases difíceis ele estria ao seu lado
A namorada tão especial que preferiu
deixar o amor que sentia por você de lado.
Que coisa, logo você que sempre se achou
tão maravilhoso, o querido por todos, bem
sucedido. Ela foi embora, desistiu da sua
arrogância e deixou de lado o amor para es-
tar com a liberdade e paz, mesmo sem vo-
cê. Olha que ela te amava, viu?
Refazendo a vida... Está na hora. Quem
diria que deveria começar do zero. Enten-
der que amar é deixar livre, é
libertar, é sentir as difi-
culdades do outro e
suas limitações.
Que não podemos
ter tudo, mas o
mínimo pode
ser tão favorá-
vel à vida. Mas
você queria tu-
do. Um cora-
ção mimado,
um coração
que ditava or-
dens e o outro
não conseguia
acompanhar.
Sabe as coisas que caíram da pratelei-
ra? Faz assim, pense que são seus pedaços
de dentro e arrume de novo. Deixa para lá
o vaso quebrado, pode representar um mo-
mento que ruiu, uma ruptura do passado e
o recomeço chegando.
Veja tudo pelo lado bom. Se desfaça de
algumas coisas e reinvente sua prateleira
pessoal.
Olhe para os lados e veja o que pode fa-
zer para ser mais feliz. Entenda que o mun-
do não gira ao seu redor. Que somos ape-
nas contribuintes da solidariedade e da
amizade. E siga em paz porque já está fican-
do tarde e essa é a hora. Não deixe passar
mais porque pode ser tarde demais quando
resolver refazer a vida. I
Refazendo a vida
StockImages/Divulgação
Thomaz Vita Neto
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 / 11
Entrevista
Após Adauto, Juliano Cazarré volta à telinha com novo visual em “Amor à Vida”
Agência Estado
Depoisdesedestacarem“Ave-
nidaBrasil”comooingênuoAdau-
to,JulianoCazarréestádevoltaàte-
linha, em “Amor à Vida”. E, desta
vez, com um visual que deve sur-
preenderostelespectadores.
Emsuasegundanovelanoho-
rário nobre da Globo, o ator con-
ta que está adorando os dreads no
cabelo e afirma que de parecido
com o personagem, de nome Ni-
nho, carrega o jeito aventureiro.
Ciente de que está dando os pas-
sos certos na carreira, Cazarré
conta que prefere viver um dia
após o outro, sem fazer muitos
planos futuros.
Pergunta - Em “Amor à Vi-
da”, Ninho é um homem
atraente, porém tem um cará-
ter duvidoso. Ele será um dos
vilões da trama?
Juliano Cazarré - O Ninho é
umcarade espíritolivre,mochilei-
roequeestánoPeru.Eleconhecea
Paloma (Paolla Oliveira) e os dois
se apaixonam. Mas ele tem uma
personalidade de uma pessoa que
querserlivre.ONinhovalorizaali-
berdade dele acima de tudo. Não
quer se amarrar a um emprego,
umacidade, umlugar só. Eéjusta-
mente nesse momento da juventu-
de, de rebeldia, que ele justifica al-
guns comportamentos. Mas ele
nãoétotalmentedomal.Éumcara
que acredita no poder das ervas,
gostade reggae.
Pergunta - Você vai apare-
cer no ar com dreads e um vi-
sual mais ‘largadão’. Como
foi entrar nesse universo?
Cazarré - Achei corajoso por
parte da direção de caracteriza-
ção. Quero ver como as pessoas
vão reagir ao ver um cara cheio
de dreads no ar. Talvez os mais
conservadores se assustem. Mon-
to o visual muito rápido. Estou
adorando esses dreads.
Pergunta - Existe algu-
ma coisa parecida entre vo-
cê e o personagem?
Cazarré - Acho que eu valo-
rizo a liberdade. Eu brigo por
isso, para ser livre na vida. As-
sim como o Ninho, já viajei de
mochila nas costas, estudei em
universidade federal onde só ti-
nha ‘riponga’ (risos). Conheço
vários Ninhos na vida.
Pergunta - Como foi a expe-
riência de gravar as primeiras
cenas do folhetim no Peru?
Cazarré - A viagem foi óti-
ma. O país é lindo, com uma es-
trutura invejável para receber os
turistas. Acho que o Brasil tem
muito a aprender com o Peru.
Só gravamos em lugares lindos,
todos estavam empolgados para
trabalhar. A gente acordava ce-
do já para fazer a maquiagem,
ver figurino e o clima era muito
divertido. Até último dia foi ex-
tremamente prazeroso.
Pergunta - O que você cos-
tumava fazer nas horas livres
no Peru?
Cazarré - Fuiconhecerasruí-
nas incas e ficava com o pessoal
da novela. Foi uma delícia estar
lá e trabalhar com a Bárbara
(Paz), a Paolla (Oliveira), o Ma-
teus (Solano). Nós comemos em
bons restaurantes, sempre pratos
deliciosos feitos com ervas dife-
rentes, uma comida bem condi-
mentada e apimentada.
Pergunta - O que o público
pode esperar do romance en-
tre Paloma e Ninho?
Cazarré - Gravei somente os
primeiroscapítulos.Elessãoapai-
xonados, mas, em determinado
momento, vão ter um desencon-
tro,em grandeparte pelarebeldia
e irresponsabilidade do Ninho.
Elenão tem noção da responsabi-
lidade que é uma mulher, um fi-
lho. É jovem, impulsivo. As pes-
soas vão perceber com a passa-
gem de tempo da novela. Vão po-
der notar que ele amadureceu.
Pergunta - Foi difícil ficar
20 dias no Peru gravando
longe de seus filhos Vicente
e Ignácio?
Cazarré - Sim, a pior coisa foi
ficar longe dos meus filhos. Nós
vamosnos mudarpara o Rio eva-
mos ficar mais juntos. Quando
cheguei do Peru fui direto para
Brasília e matei a saudade deles A
molecada é saudável, bonita.
Pergunta - Você vem de
um sucesso grande com o per-
sonagem Adauto, de “Aveni-
da Brasil”. Planeja crescer,
cada vez mais, na sua carrei-
ra? Faz este tipo de plano?
Cazarré - Não sei o que eu
penso (risos). Quero é fazer boas
cenas. Tudo na minha carreira
foi um passo de cada vez. Eu não
fico pensando agora o que vai
ser no futuro. Vejo o que vai ter
amanhã e trabalho bem o texto
para me sair bem na cena. Acho
que é por isso que vem dando tu-
do tão certo. Quero é acertar. E
não fazer planejamento de car-
reira, do tipo: onde vou querer
estar daqui a 10 anos. I
Jeito aventureiro
Divulgação
TV - 12 / São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
Na telona
Dois personagens de TV criados por Aguinaldo Sil-
va ganharão as telas de cinema. Neste final de sema-
na, Giovanni Improtta, interpretado por José Wi-
lker na novela “Senhora do Destino”, chega às salas
do país. O ator repetirá a dose, em uma trama inédi-
ta. E está prometido para novembro o longa-metra-
gem “Super Crô”, personagem interpretado por Mar-
celo Serrado em “Fina Estampa”.
Na telona (2)
Falando em Crô, personagem gay que vivia escon-
dendo um caso amoroso suspeito em “Fina Estam-
pa”, boatos dão conta de que não haverá beijo entre
homens no filme. Apesar do roteiro do filme ainda
não ter sido revelado, essa realidade tem sido confir-
mada por quem está envolvido na produção.
Laboratório
Visitas a um hospital carioca serviram de base para
Danielle Winits entrar no clima da novela “Amor à
Vida” (Globo). Na nova trama das 21h, a loira será
uma enfermeira que dará à luz o filho de um casal
homossexual. A criança é fruto da relação dos perso-
nagens de Marcello Antony e Thiago Fragoso. Nas
redes sociais da web, o assunto tem sido motivo para
polêmica.
Só na TV aberta
Armando Babaioff, que está em ritmo acelerado com
as gravações da novela “Sangue Bom”, na Globo, não
irá participar da segunda temporada de “Do Amor”,
no canal por assinatura Multishow. A estreia dos no-
vos episódios está prevista para outubro.
Responsabilidade
Longe da TV desde o fim do “BBB 13” (Globo), Pe-
dro Bial se prepara para voltar ao ar com “Na Mo-
ral”. Seu programa de debate ganha mais uma tem-
porada em julho. Para a arena, a produção espera
contar com Fernando Henrique Cardoso em uma
discussão sobre drogas.
Estica e puxa
O remake de “Dona Xepa” (Record), sucesso na década
de 1970, já tem data para começar e terminar na Record.
A estreia será no próximo dia 21, com duração aproxima-
da de 96 capítulos. Caso o folhetim de horário nobre caia
no gosto popular, a trama poderá ser esticada por tempo
indeterminado.
Sem preconceitos
A novela “Amor à Vida” mostrará um casal formado
por um pediatra de origem palestina e uma enfermei-
ra judia ortodoxa. Pércio, interpretado por Mouha-
med Harfouch (“Cordel Encantado”), deverá entrar
no capítulo 21 e irá se envolver com Rebeca, interpre-
tada por Paula Braun (“Malhação”).
Trio das belas
Adiretorade“CordelEncantado”e“AvenidaBrasil”,Amo-
ra Mautner, não terá Paolla Oliveira em “Joia Rara”, próxi-
ma trama das 18h. A atriz está no elenco de “Amor à Vida”,
das21h.Apesardisso,asbelasCarolinaDieckmann,Natha-
liaDille MarianaXimenes farãopartede seu time.
Novos fazendeiros
Apesar de ainda não ter data de estreia definida, a nova
ediçãode“AFazenda”(Record)começaaganharos holo-
fotes. Ao que tudo indica, entre os novos fazendeiros es-
tão a modelo Bárbara Evans, o apresentador Yudi Ta-
mashiro, a funkeira Mulher Filé e o repórter do “TV Fa-
ma” (RedeTV!) Franklin David.
Na direção
Longe das novelas desde “Lado a Lado”, Lázaro Ra-
mos não se desligou do mundo das artes. O ator está
cuidando da direção do novo clipe de Lulu Santos,
“Como É Grande o Meu Amor por Você”. Sua assisten-
te é a atriz Fernanda Paes Leme. Já Patrícia Pillar, Pa-
blo Morais, Ildi Silva, Nathália Rodrigues, Daniele Su-
zuki e Mayana Neiva aparecerão no vídeo.
O que querem
os jovens
Em pesquisa recente, a Viacom, distribuidora dos ca-
nais Nickelodeon, Vh1 e Comedy Central, descobriu
peculiaridades entre jovens de 9 a 30 anos, de 24 paí-
ses pesquisados. A maioria das crianças, na faixa
etária entre 9 e 14 anos, recorre à televisão para rela-
xar. Para os mais velhos, com idade entre 15 e 30
anos, ouvir música é a atividade que mais acalma. Ba-
tizado de “The Next Normal: Um olhar sem Prece-
dentes sobre a Geração Millennials”, o estudo coletou
a opinião de 15 mil pessoas.
Volta ao passado
A BBC encomendou a produção de um episódio pilo-
to de “The Smiths”, série que reviverá o clássico
americano “Everybody Loves Raymond”
(1996-2005). Caso a emissora se interesse pelo resul-
tado, ela poderá encomendar a produção da primei-
ra temporada. A trama será estrelada por Lee Mack
e Catherine Tate (“Doctor Who” e “The Office”).
Batido o martelo
Segundo o site “The Hollywood Reporter”, a Fox en-
comendou quatro novas séries para este ano. Entre
as eleitas estão “Sleepy Hollow”, “Rake” e “Almost
Human”, novo projeto de J.J. Abrams (“Lost”), es-
trelada por Karl Urban. Além dessas, “Gang Rela-
ted”, protagonizada por Ramon Rodriguez, também
já está na lista.
Data de estreia
Apesar da demora, a rede norte-americana CBS
anunciou a data de estreia de “Under the Dome”, ba-
seada no livro homônimo de Stephen King. Será no
dia 24 de junho, nos Estados Unidos. O roteiro mos-
tra a história dos moradores da pequena cidade de
Chester’s Mill. Isolados por um misterioso fenôme-
no, eles lutam para manter a ordem no lugar.
Dias contados
Ainda sem ter sua quarta temporada definida pelo
canal Showtine, a série “The Borgias” poderá ser
cancelada. Em entrevista à imprensa, Neil Jordan, o
criador da série, teria revelado que mais dez episó-
dios da atração seriam muito cansativos. Sendo as-
sim, ele criou um mapa para o roteiro de um filme.
Melhor da TV
Giulia Gam em “Sangue Bom” (Globo). No papel da
atriz decadente Bárbara Ellen, a bela não deixa a de-
sejar. Segura de seu personagem, a nova loira do pe-
daço garante momentos hilários quando quer prote-
ger sua filha adotiva, Amora (Sophie Charlotte) As
trapalhadas em que se mete para se manter sob os ho-
lofotes também merecem atenção.
Pior da TV
O canal por assinatura GNT vem derrapando nas
produções de suas mais recentes séries. Tanto “Co-
pa Hotel” como “As Canalhas” demonstram traços
de produção quase “caseira” e deixam a desejar Uma
pena, uma vez que o canal é conhecido por colocar
boas novidades no ar. I
Fique Ligado
Agência Estado
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 / 13 - TV
Record aposta alto em “Dona Xepa”:
34 cenários e uma cidade cenográfica de
2,2 mil metros quadrados foram criados
nos estúdios do Recnov, no Rio de Janeiro
Uma autêntica
Agência Estado
Uma autêntica feira, com di-
reito a barraquinhas de frutas,
verduras e legumes e o bom e
velho pastel com caldo de cana.
Foi assim que a Record reuniu
a imprensa de todo o Brasil - ti-
nha jornalistas do Rio de Janei-
ro, São Paulo, Paraná e Piauí -
para apresentar sua nova produ-
ção: mais uma adaptação de
“Dona Xepa”, desta vez escrita
por Gustavo Reiz e dirigida
por Ivan Zettel.
A trama, que estreia no pró-
ximo dia 21, foi inspirada na pe-
ça homônima de Pedro Bloch e
conta a história de amor da fei-
rante pelos dois filhos, Rosália
e Édison que, cada um do seu
jeito, se envergonha da mãe.
Com previsão inicial de 96 capí-
tulos, grande parte das cenas
da novela foram feitas em um
feira livre do tradicional bairro
do Bexiga, em São Paulo. Além
disso, 34 cenários e uma cidade
cenográfica de 2.200 metros
quadrados foram criados nos es-
túdios do Recnov, no Rio de Ja-
neiro, para a produção. Mesmo
assim, a direção da emissora
não fala em números e nem no
investimento realizado.
Ӄ uma novela para quem
gosta de novela. Tem amor,
ciúme, ódio, inveja, amizade,
tudo que precisa ter. O públi-
co vai se emocionar”, garan-
tiu o autor.
Na novela, a feirante Carlo-
ta Losano, vivida por Ângela
Leal, é conhecida como Dona
Xepa. Abandonada pelo mari-
do, Esmeraldino (José Du-
mont), ela criou quase que sozi-
nha os filhos: a ambiciosa
Rosália e o estudioso Édison,
vividos por Taís Fersoza e Ar-
thur Aguiar.
Ângela Leal comemorou - e
muito - seu retorno em grande
estilo à televisão. “Tenho uma
história de vida. As pessoas nas
ruas não me reconhecem por
um papel específico. Já fui se-
cretária de Cultura, diretora de
Sindicato. Sou uma pessoa
atuante, uma militante da vida.
Mas a minha grande paixão é
representar, é atuar, embora a
vida tenha me levado para ou-
tros caminhos. Então, eu pon-
tuei. No cinema nacional, eu
até brincava, dizendo que era
mais bonito dizer que estava
pontuando do que estar fazen-
do ponta. Então, eu pontuei em
vários lugares, porque não po-
deria ter feito um papel tão in-
tenso quanto esse. E, de repen-
te, vem esse presente, que é a
minha cara”, afirmou ela.
Outra que aproveitou a cole-
tiva para desabafar foi Luiza
Tomé. Depois de abandonar
“Máscaras”, também da Rede
Record, por estar insatisfeita
com o papel, a atriz está de vol-
ta. E disse o porquê. “Só voltei
porque o texto (de ‘Dona Xe-
pa’) é muito bom e porque vão
me dar valor profissional. Aqui
todo mundo tem seu espaço.
Todos os personagens são valo-
rizados”, disse a atriz, que vive-
rá a perua Meg Pantaleão. I
Estreia
TV - 14 / São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
feira
DONA XEPA (Ângela
Leal) - Mulher batalhadora,
correta e simples. Mora na
Vila do Antigo Bonde e
trabalha na feira, numa
barraca de frutas. Ganhou
esse apelido pelo costume
que tem de dar a xepa
(restos de comida) aos
pobres. Foi abandonada pelo
marido e criou os filhos,
Édison e Rosália, sozinha.
Seu maior sonho é que os
dois subam na vida e para
isso não poupa esforços
ROSÁLIA (Thais
Fersoza) - Filha de Dona
Xepa. Bonita, ambiciosa e de
caráter duvidoso, não se
conforma com a vida que
leva, pretende subir às
custas de um marido rico
ÉDISON (Arthur Aguiar) -
Filho de Dona Xepa. É um
rapaz bondoso e criativo, que
estuda Arquitetura e
Urbanismo numa faculdade
particular. Tem vergonha da
ignorância de Dona Xepa, mas
é carinhoso com ela e não
aceita o jeito que Rosália a
trata. Namora Yasmin e vive
dividido entre dois mundos: a
Vila do Antigo Bonde e o
cotidiano dos jovens ricos
da faculdade
ESMERALDINO (José
Dumont) - Marido de Dona
Xepa, abandonou a família há
mais de 20 anos. Era
carismático e enrolador,
sempre envolvido em tramoias
para ganhar a vida. Seu
desaparecimento se tornou
praticamente uma lenda na
Vila do Antigo Bonde
JÚLIO CÉSAR
PANTALEÃO (Maurício
Mattar) - Casado com Meg e
pai de Vitor Hugo e Lis, é um
empresário poderoso, dono da
Sabor e Luxo, indústria do
ramo de alimentos. Júlio
César é um homem que não
gosta de ostentar sua riqueza,
mas também não se importa
com os exageros da mulher.
Vive para o trabalho e é
muito centralizador
MEG PANTALEÃO (Luiza
Tomé) - Mulher bonita, rica e
extravagante. É casada com
o empresário Júlio César e
mãe de Lis e Vitor Hugo.
Adora expor toda a sua
riqueza, o que é motivo de
muitos conflitos com a filha
Lis. Faz todo tipo de
tratamento de beleza para
continuar estampando as
embalagens dos produtos
da Sabor e Luxo
VITOR HUGO (Márcio
Kieling) - Filho de Meg e Júlio
César, segue os passos do
pai, trabalhando na empresa
da família. Mas suas ideias
inovadoras sempre esbarram
no comportamento exigente
e centralizador de Júlio César
LIS (Rayana Carvalho) -
Filha mais nova de Meg e Júlio
César, é muito madura e
estuda História. Sempre se
sentiu preterida pela mãe e
tem vergonha das
loucuras de Meg
ISABELA (Gabriela
Durlo) - Mulher romântica e
bondosa. Trabalha como
fotógrafa. Apaixonada por
Vitor Hugo, a moça vive o
momento mais feliz de sua
vida, até conhecer Rosália,
de quem se torna melhor
amiga. Sem perceber os
reais interesses de Rosália,
Isabela ficará muito próxima
da moça, o que se tornará
uma grande ameaça para
seu casamento
PÉROLA (Angelina
Muniz) - Mãe de Isabela. É
uma mulher fina, ambiciosa e
amarga. É casada com
Feliciano, mas o clima entre
eles é sempre frio. Muito
contida, ela nutre uma paixão
secreta por Júlio César, com
quem teve uma história
no passado
FRANÇOIS (Gabriel
Gracindo) - Ambicioso e
ambíguo, trabalha com Júlio
César e quer subir na
empresa de qualquer jeito,
mesmo que para isso
precise abrir mão da ética.
É amigo de Vitor Hugo, mas
provoca ciúme nele por
estar sempre solícito e
disponível para Júlio César
YASMIN (Pérola Faria) -
Namora Édison, por quem é
apaixonada desde a infância.
Gosta de costurar e inventar a
própria moda. Mora com a
mãe, Geni, e é quem sustenta
a casa. Contra sua vontade,
acaba sendo cúmplice nas
armações de Rosália I
PERFIL DOS PERSONAGENS
Michel angelo/TV Record/Divulgação
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 / 15 - TV
“A Giane é uma mocinha cheia de personalidade”, afirma
Isabelle Drummond, uma das estrelas de “Sangue Bom”
Agência Estado
Depois do sucesso como a
empreguete Cida, em “Cheias
de Charme”, Isabelle Drum-
mond voltou repaginada aos fo-
lhetins em “Sangue Bom”. A
atriz conta que está adorando o
cabelo curto e repicado e que é
um prazer gravar em um cená-
rio cheio de flores.
Novamente ela encara uma
das personagens principais de
uma novela, mas isto não a ame-
dronta mais.
Pergunta - Como é sair do
universo da empreguete Cida
e cair no mundo da espevita-
da Giane?
Isabelle Drummond - A Gia-
ne é uma menina totalmente
despojada, alegre... Diz o que
pensa e não está nem aí para o
que as pessoas acham dela. Gos-
ta de futebol, é meio moleca. Ti-
ve que conhecer mais sobre o
Corinthians, embora a Giane
não seja só futebol. Ela carrega
toda aquela história do amor pe-
lo Bento (Marco Pigossi), que é
a fase dela se descobrindo como
menina, mulher. Para interpre-
tar a Giane, fiz aula de flores
também. Eu e o Pigossi fomos
para Holambra e fizemos curso
lá. Foi bom para aprender co-
mo é o manuseio das flores.
Pergunta - Estar em conta-
to direto com as flores deu
mais vontade de arrumar a ca-
sa com plantas?
Isabelle - Nossa! Este ano a
minha casa vai ser bem colori-
da porque tem muitas flores lin-
das. Estou apaixonada por elas!
Sempre levo algumas das grava-
ções para casa (risos). E tam-
bém trouxe muitas de Holam-
bra. Vou montar a decoração
do meu apartamento agora
com flores (risos).
Pergunta - Em “Sangue
Bom”, Maria Adelaide Amaral
escalou seis atores para se-
rem os protagonistas da tra-
ma. Como é viver, de forma se-
guida, uma das personagens
principais da novela?
Isabelle - Não tem isso de
peso até porque o meu último
trabalho foi uma protagonista.
Agora o clima é diferente. E
são seis. Em ‘Cheias de char-
me’ elas estavam sempre juntas
e em ‘Sangue Bom’ é tudo mais
disperso e, ao mesmo tempo, as
histórias se entrelaçam, o que é
bem divertido. Nós somos bem
amigos.
Pergunta - Para interpre-
tar Giane você cortou o cabe-
lo. Gostou do resultado final?
Isabelle - Estou adorando
porque na última novela eu
usava tanta maquiagem e ago-
ra acho que deu um frescor es-
se visual. O cabelo está lindo
demais. Na hora fiquei um
pouco com receio, mas depois
adorei tudo.
Pergunta - Além do cabe-
lo, o figurino de Giane é to-
talmente diferente do da
empreguete Cida. Aprovou
os looks escolhidos para a
personagem?
Isabelle - Tem uma outra
energia porque eu acordo todo
dia em uma loja cheia de flo-
res! Então, só posso dizer que o
meu dia é solar como a Giane.
É a coisa mais linda, deliciosa.
Pergunta - E você se preo-
cupa com a forma física? O
que faz para manter o corpo
em dia?
Isabelle - A única coisa que
eu faço é correr e praticar ioga.
Eu corro no calçadão e na estei-
ra também.
Pergunta - Você começou
muito nova na TV e depois da
Emília, do “Sítio do Pica-Pau
Amarelo”, emendou várias
mocinhas. Estava cansada de
fazer esse tipo de persona-
gem boazinha nas novelas?
Isabelle - Depois da Emília,
eu fiz várias mocinhas, sim. E a
Cida foi diferente porque ela ti-
nha toda a virada da persona-
gem, a fase delas de empregue-
tes que se transformaram em es-
trelas. Em ‘Cheias de Charme’
tive vários momentos, altos e
baixos, o que foi ótimo para
mim como atriz. Agora a Giane
tem sido interessante por justa-
mente não ser uma mocinha co-
mum. Ela é cheia de personali-
dade. Ela age de uma maneira
diferente das mocinhas tradicio-
nais. Ela não é fofinha e nem
certinha, joga futebol e xinga.
Não é aquela coisa melosa. I
Entrevista
Sem medo doSem medo do
protagonismoprotagonismo
TVGlobo/Divulgação
TV - 16 / São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
Diretor do canal Woohoo, Ricardo Bocão se diz um “guerrilheiro” da comunicação
AgênciaEstado
Conhecido como Ricardo
Bocão,oex-campeãodesurfedire-
tor do canal por assinatura Woo-
hoo,comemoraosucessodaemis-
sora independente que ele e outro
surfista“velhodeguerra”,oAntô-
nio Ricardo, vêm tocando desde
2006. A dupla se dedica aos espor-
tesdeação,eaouniversodorocke
da moda, desde que criou, em
1983,oprograma“Realce”,naTV
Record. Com uma audiência as-
cendente, o jovem canal Woohoo
saltou de 2 milhões para 8 mi-
lhões de telespectadores no final
de2012,quandopassouasertrans-
mitido também pelas operadoras
Skye Net.A meta de Bocãoéche-
gar aos 12 milhões de espectado-
res ainda neste ano.
Oprograma“Realce”-cujame-
móriaestásendoreeditadanoWoo-
hoo, em 80 mini-documentários,
exibidosàssegundas,quartasesex-
tas-feiras,às 22h45-ficouseteanos
no ar, ocupando um espaço até en-
tão inédito entre o público jovem.
DaRecord,osdoisprodutoresees-
portistasforam para a MTV com o
programa “Ombak”, seguindo lo-
go depois para o recém-criado ca-
nalporassinaturaSportTV-onde,
maisumavez,levantaramabandei-
ra dos esportes radicais e, claro, do
insubstituível rock. Durante 12
anos, mantiveram no Sport TV a
“Zona de Impacto”, com duas ho-
ras diárias de surf, skate, body-
board,windsurfeoutrasmodalida-
desdoesporte de ação.
OWoohoo eratudo queRicar-
doBocão,58anos,sonhou,quando
aindacomandavao“Realce”epar-
ticipava do recém-criado circuito
internacional de surf. “Eu viajava
muito, mais do que o Antônio.
Mas a gente sempre ia aos Estados
Unidos e lá estava começando a
TV por assinatura”, conta Bocão,
que na época ficou impressionado
“comessatelevisão de nicho”.
“Havia canais de música, ca-
nais de esporte. Eu falei para o An-
tônio: ‘Poxa, cara, um dia vamos
ter um canal de esportes de ação,
música e comportamento’. Depois
veio a MTV Brasil, com uma pro-
gramação moderna, e começamos
asonharcomonossocanal.Issofoi
noinício dos anos1990”.
Como surfista, Ricardo Bocão
teve seus momentos de glória nu-
maépocaemqueocircuitointerna-
cional de surf estava apenas come-
çando. O esporte mal era conheci-
do no final dos anos 1960, quando
Bocão saiu de casa, aos 18, para se-
guir um ideal de esportista. “Na-
quela época, o surf era um esporte
exótico, as pessoas diziam que era
coisademaconheiro”.Ojovemsur-
fistafoisevirandocomopôde,par-
ticipando de campeonatos e fabri-
cando pranchas. Antes de ir para a
televisão, o “Realce” já era um jor-
nal tablóide fluminense sobre es-
portesradicaisevida alternativa.
O atual crescimento do Woo-
hoo - que integra a programação
do grupo Turner - influirá direta-
mente na qualidade do conteúdo
docanal,queapostaemdiversases-
treias ao longo de todo este ano
“Agora vamos olhar para dentro”,
diz Bocão, afirmando que a nova
lei do audiovisual (que estabelece
cotasdeconteúdonacionalnapro-
gramação de TV a cabo) ajudou
nesse avanço comercial em que o
Woohoo se firma como um em-
preendimento pioneiro. “Já está
nonossoDNA.Agentenasceuco-
mo canal independente brasilei-
ro”, orgulha-se Bocão, lembrando
que apenas o canal Off segue uma
trilha semelhante. Mas é só dar
umaespiadinhaparaver queentre
um e outro canal, o Woohoo, exi-
bindo programação eclética, com
edição ágil e um alto astral sonoro,
continua sem páreo.
Uma série de 12 estreias foi
inaugurada em abril, com a exibi-
ção dos primeiros dos 80 mini-do-
cumentáriosdo“Realce”.Apróxi-
maatração, ainda sem dataconfir-
mada de estreia, é “Cob 02”, de
hip hop e culinária alternativa. “O
‘Cob 02’ se passa numa cobertura,
mas não num prédio chique. Ha-
verá uma batalha de MCs e convi-
dados como pintores de grafite,
cantores.Oapartamentofunciona-
rá como uma galeria de esculturas
urbanaseterásempremuitagente
circulando. O anfitrião pescará
um peixe que será preparado por
uma garota que é chef de cozi-
nha”, informa o executivo do
Woohoo, que além de proprietá-
rio, juntamente com Antônio Ri-
cardo e um terceiro sócio investi-
dor que não revela a identidade, é
uma espécie de faz-tudo no canal,
dirigindo programas e orientando
a moçada responsável pelas câme-
rasoupelatrilhamusical.“Eudei-
xo o pessoal trabalhar livremente,
masagentetemumdiálogo,doua
minha opinião. Quando vejo que
algumacoisanãofunciona,euvou
lá e aponto uma direção.” I
‘Ibope’ ascendente
Audiência
Divulgação
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 / 17 - TV
Diretorde programaçãoda NBC no Brasilfala sobre
amigraçãode atores docinema paraas séries
Agência Estado
Se havia um preconceito por parte
de grandes atores de cinema em mi-
grar para as séries de TV, parece que
ele vem diminuindo e quem puxou a
fila foram atrizes como Jennifer Anis-
ton (“Friends”) e Sarah Jessica Pa-
rker (“Sexy in the City”) que, por qua-
se uma década, viveram seus persona-
gens Rachel e Carrie.
Da ala masculina Hugh Laurie, o
Dr. House, é um dos melhores exem-
plos de que, independentemente do
veículo, o talento fala mais alto. A sé-
rie que atingiu um pico de 8,9 mi-
lhões de espectadores nos Estados
Unidos na 6ª temporada, terminou
em maio do ano passado no país, mas
continua a ser exibida na TV fechada
e aberta. No Brasil, é veiculada pela
Record. Com seu personagem caris-
mático, Laurie conquistou uma le-
gião de fãs pelo mundo.
Outro que se lançou nessa aventu-
ra recentemente foi o ator francês
Jean Reno, que acaba de estrelar a sé-
rie “Jo”, mostrando que ninguém
mais tem medo de atuar em TV e fi-
car estigmatizado.
O que um dia foi considerado “arte
menor”,tanto para diretoresquanto ato-
res, mudou de status a partir do investi-
mento dos canais de TV em roteiros e
produções que não deixam nada a dever
aocinema.Para falarmais sobreo assun-
to, o gerente de programação da NBC
Universal Networks International Bra-
sil, Milton Xavier, é o convidado.
Pergunta - Você acredita que as
séries popularizam a imagem do
ator, mesmo de um veterano?
Milton Xavier - Ao participar de
uma série de TV, os atores que tradi-
cionalmente atuam no cinema, pas-
sam a atingir um público mais amplo.
O formato narrativo das séries permi-
te ainda que se crie um contato de lon-
go prazo com o telespectador. Há ca-
sos de atores que reinventaram suas
carreiras ao ingressar na TV como Mi-
chael J. Fox e até mesmo o memorá-
vel Hugh Laurie. Entre as séries do
Universal Channel, uma produção
que atrai o interesse dos atores de
Hollywood é “Law & Order: Special
Victims Unit”. Durante as 14 tempo-
radas, já marcaram presença nomes
como Robin Williams, Bill Pullman,
Maria Bello, Nia Vardalos, Chlöe Se-
vigny, John Stamos, Jeremy Irons e
Sharon Stone.
Pergunta - Quando começou es-
sa prática de incluir atores renoma-
dos em seriados do canal?
Xavier - Isso ocorre desde os pri-
mórdios da televisão. O que mudou
foi a percepção dos atores e diretores
de cinema. Antes considerado um pro-
jeto secundário, nos últimos anos, a te-
levisão vem ganhando status artístico
em uma indústria que se torna cada
vez mais convergente. Vale ressaltar,
ainda, que muitas séries de TV se
equiparam às produções do cinema
em investimentos, tecnologia, enre-
dos e efeitos especiais.
Pergunta - O que o público pode
esperar para os próximos meses
quando se fala em participação es-
pecial nos seriados?
Xavier - Em breve, o Universal
Channel estreará a comentada série
“Bates Motel”, que traz no elenco no-
mes conhecidos do cinema nos papéis
principais: a atriz Vera Farmiga
(“Amor Sem Escalas”) e Freddie High-
more (“A Fantástica Fábrica de Choco-
late”). A série é um prólogo de um
grande clássico de Hitchcock, “Psico-
se”, o que mostra como a TV e o cine-
ma estão cada vez mais integrados. Ou-
tra nova série do canal, “Elementary”,
conta com Lucy Liu (“As Panteras”)
como a versão feminina de Watson das
histórias de Sherlock Holmes. I
Análise
De passagem Divulgação
TV - 18 / São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
MTV aposta em programa realizado em parceria com diretor Felipe Hirsch
Agência Estado
“Agentevaiseorgulhardeterpar-
ticipadodissopara sempre”.Comesta
frase o diretor de programação da
MTV Brasil, Zico Goes, define o no-
votrabalhoqueestreianaemissora no
dia 27 de maio. Trata-se de uma série
emdozecapítulosintitulada“AMeni-
na Sem Qualidades”, projeto entre a
MTV e o diretor Felipe Hirsch, que
tem como protagonista a atriz Bianca
Comparato vivendo a jovem Ana. A
produçãotem,ainda,aparticipaçãoes-
pecial de Wagner Moura. A exibição
será de segunda a quinta-feira, às 23h,
com reprises durante a semana, sem-
pre após as 22h, devido à classificação
indicativa para 16 anos.
A série é uma adaptação do livro
“A Menina Sem Qualidades”, da pre-
miada autora alemã Juli Zeh, que, por
suavez, recria a obrade Robert Musil,
“O Homem Sem Qualidades”. Em
“A Menina Sem Qualidades”, a auto-
ra expõe a história da relação entre
dois jovens estudantes, Ana e Alex
(que na série da MTV será vivido por
Rodrigo Pandolfo), que envolve pai-
xão, dependência e amizade e foge aos
padrões, mas, ao mesmo tempo, tra-
duzomodocomoajuventudeatuales-
tabelece as relações entre si e com o
mundoexterioresuasregrasdeconví-
vio social.
”A Ana é muito mais inteligen-
te que eu! Ela atinge raciocínios e
ideias bem avançadas. Ela não ver-
baliza como os adolescentes ‘co-
muns’. Em vez de gírias, ela cita
Nietzsche”, explica a protagonista
Bianca Comparato. E completa:
“Tenho muito carinho por esse tra-
balho, pelas questões que a série
aborda. Essas contestações sobre a
moralidade, sobre o que é certo e er-
rado, feitas pelo texto, me empol-
gam. Espero que o público aprove!
Eu me dediquei de corpo e alma e é
bom ver que na internet já está ro-
lando um burburinho forte, uma ex-
pectativa para a estreia...”
ZicoGoestambémdestacaosdesa-
fios da produção, a importância de co-
locar a arte em primeiro lugar, e tam-
bém sobre a coragem de sair da zona
de confortocom esse trabalho.“Esse é
o nosso segundo grande produto com
o Felipe, depois do Tributo à Legião
Urbana. No início, a gente não tinha
intenção de fazer uma série O que a
gente queria mesmo era trabalhar
com ele. Foi uma paixão mútua. Pen-
samos em fazer outros tipos de tribu-
tos, um grande festival de bandas, até
que, no meio do ano passado, o Felipe
sugeriu fazer a série”.
O diretor de programação explica
que, mesmo sendo focada no público
jovem, a série vai atrair pessoas de to-
das as faixas etárias. Um dos diferen-
ciais da produção, que mergulhou no
mundo do cinema, foi o fato de a
maioria das cenas serem gravadas em
locações externas em São Paulo, dan-
do mais realismo à obra. Foram usa-
das residências, escolas e, em muitos
momentos, é possível reconhecer a ci-
dade de São Paulo. “Acho que vai ser
um marco porque nossa proposta é
inovar, ousar mesmo, levar a arte pa-
ra o público. Vai numa onda da quali-
dade. Nós estamos fazendo uma coi-
sa para o futuro que vai se destacar
em relação ao resto”, resume Goes.
Para a MTV o resultado já é posi-
tivo mesmo antes da estreia no dia
27. A série consumiu investimentos
de R$ 3 milhões e agregou valor ao
trabalho, uma vez que a equipe da
TV adquiriu um know how valioso
pelo contato com os profissionais da
área cinematográfica, de acordo
com Goes. “Agradeço ao Felipe
por essa oportunidade. Depois
dessa a gente faz qualquer coi-
sa”, diverte-se ele.
Perguntado sobre os planos
futuros da emissora, Zico diz que
em agosto estreia a série “Overdo-
se”, um falso documentário cheio de
humor sobre uma banda de rock,
estrelada por Daniel Furlan e Ju-
liano Enrico, que acabaram sen-
do contratados como apresenta-
dores da MTV.
Midas
Felipe Hirsch é um diretor com
o dom de Midas, pois desde a sua pri-
meira montagem, “Baal Babilônia”,
comacompanhia teatral“Sutil”,fun-
dada em 1993, vem abocanhando
inúmeras premiações em todo o
país. A trajetória de sucesso trans-
pôs os palcos e ganhou o cinema e,
agora, a televisão. Hirsch se dedica
à pesquisa da narrativa nas peças
de memória, assim como a recria-
ção de textos shakespearianos
que dialogam com a contempora-
neidade. Em 2000 o espetáculo “A
Vida Cheia de Som e Fúria”, adap-
tação do romance “Alta Fidelidade”,
de Nick Hornby, foi um estrondoso
sucesso de crítica e público que le-
vou o prêmio Shell de melhor
direção. Atores como Ma-
rieta Severo, Renata
Sorrah, Xuxa Lo-
pes, Marco Nani-
ni e muitos ou-
tros se rende-
ram a ele. I
‘A MENINA SEM
QUALIDADES’
Série
AgênciaEstado
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 / 19 - TV
Canal por assinatura Universal Channel traz o seriado “Bates Motel” para o Brasil, em julho
Série
Agência Estado
O Universal Channel (uc.tv.
br) estreará a série “Bates Mo-
tel” no Brasil no dia 4 de julho,
de acordo com a assessoria de im-
prensa da emissora. O canal por
assinatura fechou um acordo
com a NBC Universal Interna-
tional Television Distribution
para adquirir os direitos de exe-
cução. A produção é um prólo-
go do filme “Psicose”, de Alfred
Hitchcock, e mostra a formação
de um dos mais conhecidos as-
sassinos da história do cinema.
A série mostra a juventude de
Norman Bates, que ganha vida
na pele do ator Freddie Highmo-
re (o menino do remake “A Fan-
tástica Fábrica de Chocolate”) e
suaintensarelaçãocomamãe,in-
terpretada por Vera Farmiga
(“Amor Sem Escalas”).
A produção estreou nos Esta-
dos Unidos no canal A&E, em
março deste ano, conquistando a
média de 4,5 milhões de telespec-
tadores, com 2,5 milhões entre o
públicoalvo(18-49 anos),soman-
do a audiência em DVR (Digital
Video Recorder), segundo infor-
mou o canal em nota divulgada à
imprensa.Comoitoepisódiosexi-
bidos até o momento, a série vem
mantendo a média de 2,9 mi-
lhões ao vivo, com 1,2% entre o
público alvo.
Noelencodasérietambémes-
tãoMikeVogel(“PanAm”),Nes-
tor Carbonell (“Lost” e “Sudden-
lySusan”),RichardHarmon(vis-
to em “Continuum” e “The
Killing”), Max Thieriot, Nicola
Peltz, Olivia Cooke (“The Secret
of Crickley Hall”) e Jere Burns
(“BreakingBad”, “Justified”),en-
treoutros.“BatesMotel”éprodu-
zidapelaUniversalTelevisionpa-
ra o canal A&E nos Estados Uni-
dos. Os produtores executivos da
série são Carlton Cuse (“Lost”) e
Kerry Ehrin (“Friday Night Li-
ghts”), que já confirmaram a se-
gunda temporada da série.
Vera Farmiga
A atriz não é iniciante quan-
do se fala em séries de TV. Este
é o seu quarto trabalho e vem
rendendo bons comentários da
crítica. Sua estreia na TV em
1997 foi em “Amor e Liberda-
de/Roar”, ao lado de Heath
Ledger, um desconhecido do
grande público na época Na
sequência a atriz gravou “UC:
Undercover” e “Touching
Evil”, canceladas com apenas
uma temporada produzida. Ve-
ra ficou conhecida do público
por suas atuações na telona, en-
tre elas “Amor nas Alturas” e
“Os Indomáveis”. I
Prólogo de ‘Psicose’
Divulgação
TV - 20 / São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
“A sexualidade será
discutida na novela
de uma forma que
nunca foi na
televisão”
BÁRBARA PAZ, atriz, em entrevista
ao site da revista “Quem”, sobre a próxima
novela da Globo, “Amor à Vida”
“Quando eu era
criança não gostava
de tomar banho, era
tipo o cascão”
SÉRGIO MARONE, ator, em entrevista ao
“UOL”, na estreia do espetáculo infantil
“Mônica e Cebolinha no Mundo de Romeu e
Julieta, o Musical”, em São Paulo
“Tenho tantos
defeitos, tem dias
que nem eu me
aguento”
IGOR RICKLI, ator, em entrevista ao
jornal “Extra” (RJ), respondendo pergunta
de um fã e dizendo que não é perfeito
“Pega meu cabelo e
esfrega minha cara
na sarjeta”
CLAUDIA RAIA, atriz, em entrevista ao site oficial
da novela “Salve Jorge”, da Globo, sobre o que
disse para Nanda Costa na cena de briga entre
Lívia e Morena
“Eu estou vivo, mas
não funciona mais
nada, fazer o quê?”
SILVIO SANTOS, apresentador,
durante seu programa no SBT
“Descobrir que você
é pai nessa altura da
vida só pode ser um
milagre. Um
presente de Deus”
AGILDO RIBEIRO, ator, em entrevista ao “UOL”,
sobre descobrir aos 81 anos que é pai pela primeira
vez, de uma relação rápida que teve em 1964
“Fernanda (Lima)
cozinha muito bem,
mas lá em casa
quem pilota o fogão
sou eu”
RODRIGO HILBERT, ator, em entrevista à revista
“Contigo!”, sobre a vida pessoal
“Como meu pai é
muito querido, todos
sempre me recebem
com um sorriso”
LÚCIO MAURO FILHO, ator, em entrevista
ao site da revista “QUEM!”, sobre a
carreira e vida pessoal
“Eu fui a mais
espancada,
mas fui a que
mais mereceu
apanhar. Pelo
que ela fez, acho
que foi pouco”
TOTIA MEIRELLES, atriz, em entrevista
ao jornal “Extra” (RJ), sobre a personagem
Wanda em “Salve Jorge”
“Penso em ter
mais filhos,
mas a
responsabilidade
é grande”
GIOVANNA ANTONELLI, atriz, em
entrevista à revista “Contigo!”, sobre
a intenção de aumentar a família
Frases da semana
Agência Estado
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 / 21 - TV
MALHAÇÃO - 17H45
Segunda-feira - Bento explica a Malu
por que resolveu aceitar sua ideia de
setornarumacelebridade.Amoracon-
taparaBárbaraqueNatanficouenvai-
decidocomanotíciadeseufilme.Gló-
riaexpulsaPerácioesuafamíliadeca-
sa. Plínio e Malu decidem levar Bento
para um evento social. Kévin reclama
da repercussão que a matéria da re-
vistateveemsuavida.Xandefingees-
tardoenteparanãosermandadoem-
bora com sua família da casa de Gló-
ria. Tio Lili flagra Renata e Tito se bei-
jando.Júlia gravaFilipinhointerpretan-
do diversos papéis. Silvério aconse-
lhaGianealutarparaficarcomBento.
MaluajudaBentoamudarovisual.Fa-
binho vai à casa de Margot. Natan
aparece no restaurante em que Amo-
ra está com Maurício. Plínio, Malu e
Bentochegam aoevento social.
Terça-feira - Malu sugere que Bento
dê uma entrevista para o Luxury. Na-
tandiscutecomMaurício.Kévingrava
Bárbarabrigandocomalguémpelote-
lefone. Fabinho fala para Margot que
vai descobriro que Bárbara fez contra
Irene.Renata confessaa tio Lili sobre
Tito. Bárbara avisa a Amora que sua
mãe terá que ficar com elas por al-
guns dias. Verônica chama Maurício
para trabalhar com ela. Damáris e as
amigasfazemoshownolugardasMu-
lheres Fruta. Renata é carinhosa com
Érico. Giane se surpreende com o no-
vovisualdeBento.WilsonresgataDa-
máris. Áurea sugere a Madá que faça
ocasamentodeTinaeVitinhonaclíni-
ca. Amora se enfurece ao ver Malu e
Bentono Luxury.
Quarta-feira - Rosemere e Filipinho
se apresentam no Cantaí. Giane cho-
ra ao assistir à entrevista de Bento.
Luz afirma que Amora está com ciú-
mesdoBento.FabinhoexigequeMar-
gotpeçaaSantaparamantersigiloso-
bre sua identidade. Amora convence
Maurício a aceitar morar no aparta-
mento que ganharam de Natan. Filipi-
nhoperdeoempregonoKimPark.Da-
márisdizaoadvogadoquequertomar
oKimParkdeWilson.Algumasmulhe-
res procuram Bento na floricultura e
Gianese incomoda. Glória fica impac-
tada com a presença de Filipinho em
suacasa.
Quinta-feira - Bento é irônico com
Amora. Vitinho tenta agarrar Bárbara
na clínica, e Tina fica furiosa. Glória
tentaconteraemoçãoaofalarcomFi-
lipinho.AmorasugerequeNatanreali-
ze algo que impressione Maurício. Fa-
binho se irrita ao ver Bento com Malu
e Plínio. Wilson aprova o slogan que
Natan finge ter criado. Damáris não
consegue um advogado para tirar o
Kim Park de Wilson Júlia pede para
Edu editar o vídeo de Filipinho e divul-
gar na internet. Xande recebe a visita
de Filipinho. Brenda manda Perácio
terminar de pintar a falsificação do
quadro. Glória lembra de quando dei-
xou Bento com Silvério na estação de
trem. Charlene e Giane obrigam Ben-
toairao KimPark.
Sexta-feira - Amora conforta Bento.
AmoraeBentoentramnoparqueese
divertem nos brinquedos. Bárbara de-
miteEmília.Rosemereficatranstorna-
daaosaberqueFilipinhofoiàcasado
pai. Natan se recusa a falar com Klé-
ber.Silviafala paraLaraqueNatante-
rá uma reunião com os patrocinado-
resdoLuxury.CharleneeMalusesur-
preendem ao ver Amora e Bento no
parque. Fabinho vai à floricultura e
questiona Giane sobre Bento e Malu.
Madá chantageia Bárbara para que
ela não demita Emília. Damáris arma
umescândalonoparque.Natansuge-
requeAmoraeLaraapresentemoLu-
xury juntas. Sueli Pedrosa reconhece
Bentoe oentrevista.
Sábado - Bentoserecusaadaraen-
trevista para Sueli. Luz fica curiosa
para saber o motivo da felicidade de
Amora. Érico descobre que a Class
Mídiapodefalir.Fabinhoganhaacon-
fiança de Bárbara. Malu sugere que
Bento se abra com Amora. Pedrinho
seaproximadaTocadoSaci,masfo-
ge quando Bento tenta falar com ele.
Nancy tem ciúmes da proximidade
entre Wilson e Charlene. Tito sugere
que Damáris mude seu comporta-
mento para reconquistar Wilson. Wil-
son fica comovido com Charlene.
Bento e Fabinho brigam na porta da
casa de Amora. Malu não deixa que
Emília seja demitida.
FLOR DO CARIBE - 18H15
Segunda-feira - Cristal conta para Es-
ter que se apaixonou por Cassiano.
Cassiano avisa à família que dará en-
trada na ação de reconhecimento da
paternidadedeSamuca.Julianoavisa
a Natália que só voltará a conversar
comeladepoisqueabiólogaassumir
onamoroparaReinaldo.Alberto man-
da flores para Cristal. Ester consegue
empréstimonobancoparaabriraem-
presacomTaís,ecolocaacasadafa-
mília como garantia. Amparo aconse-
lha Cristal a esquecer Cassiano. Mila
se surpreende quando o pai lhe lhe
diz para ela ficar morando com Natá-
lia. Cristal avisa a Amparo que elas
deixarão Vila dos Ventos. Natália ex-
pulsaReinaldodesuacasa.Rafaelin-
forma a Amparo que já instalou seu
escritórionoRiodeJaneiro.Albertoob-
servaCassiano eEster dormindo.
Terça-feira - Alberto espera Cassia-
no e Ester deixarem a cabana. Guio-
marseassustacomodescontrolede
Alberto.SamucacontaparaCassiano
que Alberto o chamou de contraban-
dista.Marizénãoaceitaopresentede
Hélio.ChicodizaCassianoqueCandi-
nho já andou de disco voador. Nicole
convida Guiomar para fazer a produ-
çãodemodadodesfiledaONG.Alber-
to obriga Hélio a assessorá-lo no pro-
cesso contra Ester. Hélio avisa a Es-
ter que Alberto quer a reintegração de
posse do imóvel onde funciona a
ONG.EsterseatrasaparabuscarLau-
rinhanaescola.
Quarta-feira - A professora de Lauri-
nha liga para Alberto, que vai ao en-
contro da filha na escola, no lugar de
Ester. Veridiana se oferece para abri-
gar as crianças da ONG em seu sítio.
Ester fica apavorada ao chegar na es-
colaeseravisadadequeAlbertobus-
cou Laurinha. Lindaura resolve acom-
panhar Ester até a empresa de Alber-
toparapegaraneta.Esterinvadeasa-
ladeAlbertoeameaçaoexecutivo.Al-
berto manda Hélio pegar os livros-cai-
xa da ONG. Juliano tenta convencer
Natália a se casar com ele. Hélio avi-
sa a Cassiano que Alberto pode man-
daroadvogadodenunciarEsteraoMi-
nistério Público, caso ela não consiga
prestar contas de como investiu o di-
nheiro do Grupo Albuquerque na
ONG.AlbertoavisaaHélioquetomará
aguardadosfilhos deEster.
Quinta-feira - Ester comenta com
Cassiano que não tem conhecimento
sobre aprestação decontas da ONG.
Cassiano promete a Alberto que des-
truirátudo oqueeletem.Bibiana con-
fessa a Donato que está com vergo-
nha das atitudes de Hélio. Olívia diz a
Amaralina que ela pode ficar em sua
casa. Alberto afirma ao avô que Ester
voltará para ele. Hélio destrata Zulei-
ka.CassianoajudaEsteralevarLauri-
nhaaohospital.
Sexta-feira - ReinaldoperguntaaNa-
tália sobre o homem que ela está na-
morando Hélio procura Bibiana para
se explicar sobre sua participação na
desapropriação da ONG, tentando
convencer a mãe de que só cumpriu
ordens de Alberto. Lipe e Marizé não
dãoatençãoaoirmão.Yvetecomemo-
ra a matéria que ela plantou no jornal
sobre a investigação da ONG. Guio-
marconvenceMeirelesaproduziroví-
deo da ONG, oferecendo dinheiro pa-
ra o diretor. Rodrigo se interessa por
Amaralina. Alberto diz ao advogado
que deseja ver Ester ser punida por
seusatos.
Sábado - Ester não se abate com a
notícia no jornal sobre a investigação
daONG.Cassianodizaopaiqueestá
com medo de Ester ser presa Alberto
destróiacabanadeEstereCassiano.
Hélio culpa Donato pelo sentimento
de desprezo de Bibiana e dos irmãos
por ele. Donato se comove com as
queixasdeHélio.Esterficaapavorado
ao ver sua cabana destruída e perce-
be que só pode ter sido Alberto. O ofi-
cial de justiça entrega a Ester uma or-
dem de apreensão de Laura em favor
deAlberto.
Segunda-feira-Salacertaosdetalhes
dosequestro de Lia com Alemão. Isa-
belacontaparaLeandroqueestágrá-
vida, e o marido suspeita de traição.
Marcela comenta com Isabela que é
possívelqueLeandronãosejaestéril.
Vitor combina de fugir com Lia no dia
de seu aniversário. Isabela pede para
Leandro fazer o exame de fertilidade,
eosdoissereconciliam.Mathiascon-
vida Raquel para viajar no fim de se-
mana. Vitor e Lia se beijam em públi-
co para comemorar o aniversário de-
la. Cezar se inscreve no campeonato
de patins para impressionar Fabíola.
Orelha lamenta a ausência de Morga-
na. Sal, Caixote e Alemão veem poli-
ciais fazendo a guarda do campeona-
to. Raquel discute com Lia, que deixa
escapar sua participação na criação
doadmiradorsecreto damãe.
Terça-feira - Raquel e Lia se desen-
tendem,eVitorlembraqueéaniversá-
riodamenina.Raqueltentasedescul-
parcomLiaporteresquecidoseuani-
versário. Marcela tenta se aproximar
de Tatá, que mostra resistência. Gil
tem uma crise de ciúmes na sessão
de fotos de Ju, e Marta pede para ele
ir embora. Cezar se desconcentra ao
olhar para Fabíola e cai durante sua
apresentação.Morganachegaàcom-
petição, e Orelha comemora. Hector
dizqueJuprecisaemagrecer,eMarta
a incentiva. Orientado por Sal, o ven-
dedor ambulante derruba refrigerante
em Lia. Marcela acompanha a entea-
da ao banheiro. Orelha paralisa em
sua apresentação, mas Morgana o
apoia. Sal empurra Marcela e agarra
Lia.
Quarta-feira - Marcela pede socorro
porLia.Morganaetodaaturmaincen-
tivamOrelha,queseenchedeconfian-
ça e vence o campeonato. Vitor e Ra-
quel desconfiam da demora de Lia e
vão atrás da menina. Ao tentar impe-
dir osequestro deLia, Marcela éatro-
pelada por Caixote. Raquel socorre a
professora, que pede para a médica
sejaumaboamãeparaLiaecuidede
Gil caso ela não resista. Gil se deses-
peraaoveroestadodamãe.Vitorper-
de os bandidos de vista. Todos cho-
ram o falecimento de Marcela. Sal fi-
casabendodamortedeMarcelaeLia
sedesesperanocativeiro.VitoreFati-
nha vão atrás de Kika para saber de
Sal. Sal tira uma foto de Lia chorando
e envia a Lorenzo. Alemão liga para o
médicoeexigedinheiroemtrocadavi-
dadeLia.
Quinta-feira - Alemão e Sal pressio-
namLorenzoeOlavoaconseguirema
quantiaexigidaemumdia.OrelhaePi-
lhadivulgam a fotode Sal na internet.
Orelha pede Morgana em namoro no-
vamente.VitorérejeitadoporLorenzo
e Gil. Vitor afirma para Rosa e Pilha
quesalvaráLiaedenunciaráSal.Gile
Lorenzo prometem ser uma família.
Mathias divulga a foto de Sal para os
alunosdoQuadrante.OrelhaeMorga-
na chegam ao colégio com informa-
çõessobre Sal.Salbeija Lia àforça.
Sexta-feira - Sal ameaça Lia, quan-
do Alemão e Caixote chegam. Orelha
explica para Mathias e Raquel como
chegouauma possívellocalizaçãodo
cativeiro de Lia. Fatinha, Vitor, Pilha,
Orelha,Morgana,FeraeRitadecidem
iraté a Floresta da Tijuca atrásde Lia.
Sal pressiona Olavo pelo dinheiro do
resgate.LiaouveAlemãoeCaixoteco-
mentarem que têm ordens de acabar
com a vida de Sal assim que recebe-
rem o resgate do sequestro. Orelha e
Morgana montam um helicóptero-ro-
bôcomaajudadeLeandro.Liaconse-
gue guardar um objeto afiado sem
que os sequestradores percebam.
LiatentaconvencerSalalibertá-laefu-
gir com ela. Gil faz um grafite em ho-
menagem a Marcela no Misturama.
Liaconsegue fugir docativeiro.
Resumo das novelas
GLOBO
SANGUE BOM - 19H30
TV - 22 / São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
Terça-feira - Xepa acorda para traba-
lhar e se espanta com a ausência de
Rosália.Elaliga paraafilha,quemen-
te sobre estar trabalhando. Matilda e
Xepa se enfrentam durante as com-
pras no mercadão e disputam fregue-
ses na feira. Xepa conversa com o re-
tratodeEsmeraldinoedizquenãopre-
cisoudeleparacriarosfilhos.Marcos
surpreende Rosália com uma viagem
no fim de semana e pede que ela tire
uma folga. Após o jogo, Yasmin cum-
primenta Édison e o casal troca um
beijo apaixonado. Xepa, Terezinha e
Matilda se espantam ao saber que a
feira será proibida nos próximos dias,
devido ao desvio de trânsito com as
obras. Camila escuta barulhos na ca-
sa de Xepa e sai correndo ao ver Édi-
son e Yasmin na cama. Feliciano se
exalta ao saber que o fiscal foi expul-
sodafeiraeexigequeofuncionárioto-
menovas medidas.
Quarta-feira - Xepa se apavora com
umsumiçododinheiroepedeaajuda
deCamila.AamigarevelatervistoÉdi-
son e Yasmin namorando em casa.
XepaquestionaYasmin,quenegasa-
ber o paradeiro do dinheiro. Dafne
conversa com Graxinha sobre seu
planodeseramulhertutti-frutti epro-
cura por fotos suas na internet. Péro-
la instiga Feliciano a descobrir um
meiopara acabar com a feira da Vila.
RobérioconvidaGeniparadançar,en-
quanto Matilda, Ângelo e Terezinha
observam o cavalheiro misterioso.
Xepa estranha o comportamento de
Camila,masaconversa éinterrompi-
da pela presença dos motoqueiros
que invadem a feira. Benito tenta pa-
rá-loseacabasobamiradeumrevól-
ver.Dafne contaparaGraxinha sobre
Robério e o mecânico se espanta ao
ver o novo vizinho.
Quinta-feira - Xepasedesculpacom
o fiscal, que a ignora e a ofende. Para
ajudar à amiga, Matilda e Terezinha
entram na briga e afirmam que todos
os trabalhadores da feira irão presos
também. Benito diz aos bandidos da
área que estava apenas indo traba-
lhar e conta sobre o assalto na casa
deXepa,deixandooscriminososalar-
mados com a situação da feirante.
Matilda instiga a multidão que entra
nocamburãoantesdeXepa.Feliciano
aparecenaregiãodaVila, Lisobserva
atenta ao discurso do deputado, que
finge gostar da região. Lis abraça Xe-
pa, que fica comovida com a atitude
da menina. Graxinha resolve bisbilho-
taroimóveldeRobérioeacabasendo
imobilizadopelo rapaz. Gisele fogeao
ver a mãe de biquíni na feira e Dafne
segueafilha atéacasade Geni.
Sexta-feira- Dorivaldo decide conver-
sarhonestamente com Édison. Beni-
to reclama da covardia do amigo em
não ter ajudado Xepa. Rosália finge
estar noiva para Isabel e Yasmin ob-
serva atônita. Para conseguir dinhei-
ro, Xepa diz que vai vender o anel da-
doporEsmeraldinoepedequeCami-
la guarde segredo. Meg pede que Jú-
lio César não implique com Vitor Hu-
go durante o jantar. Mesmo sem ser
convidado, François decide ir ao jan-
tar na casa de Vitor Hugo. Rick pede
que Cintia o ajude a se aproximar de
Lis. Rosália cria um perfil falso em
uma rede de relacionamentos onli-
ne e confessa seu desejo em se ca-
sar com Vitor Hugo. Benito é sur-
preendido pelos bandidos, que deci-
dem cobrar um favor do rapaz, após
procurarem pelo assaltante que en-
trou na casa de Xepa. Vitor Hugo e
Júlio César batem de frente e Meg
tenta acalmá-los.
Segunda-feira-Adriano,vestidodede-
tetive, investiga todos os passos de
Rabito.O cachorrofoge dosmeninos,
que vão atrás dele. Mário, Adriano e
Cirilo encontram Laura. A amiga ob-
servaocãozinhoerevelaaos amigos
que Rabito está apaixonado. Em sua
casa, Mário arruma seu melhor ami-
go para o encontro com sua namora-
da,masestipulaumhorárioparaque
Rabito volte para casa. Rabito chega
na hora do café da manhã, Mário fica
irritado e pede para que o cachorro
escolha entre ele e sua namorada.
Marcelinaperdeuseudiárioeoprocu-
ra por toda sua casa. Ela imagina
seus amigos contando seus segre-
dos uns aosoutros.
Terça-feira - MatildefalaaOlíviaque
seusamigosdaÁfricaficaraminteres-
sadosemconheceraEscolaMundial.
Marcelina desconfia que Paulo esteja
envolvido no sumiço do seu diário.
Paulo revela que o diário dela está
com Jorge. Maquiavélico, Paulo diz
que Jorge irá mandar fazer várias có-
pias do diário para entregar aos alu-
nos da Escola Mundial. Marcelina fi-
ca desesperada. Mário encontra Ra-
bitonarua.Elepercebequeocachor-
roestá triste,poisanamorada deleo
deixou.Olíviadecorasuasalacomob-
jetos da África para receber os ami-
gos de Matilde. Os convidados che-
gam e Olívia começa a falar num tom
alto. Olívia e Matilde apresentam o
projetoparaarrecadaçãodefundosà
África paraosangolanos.
Quarta-feira - Matilde diz a Olívia que
precisa seguir seu destino. As duas
se despedem. Matilde afirma que
tem que ir para onde seu coração
manda.MariaJoaquinacontaàsami-
gas que ouviu um boato que vai en-
trar um aluno novo no quinto ano. A
diretoraanunciaqueaescolarecebe-
rá um novo aluno, Afonso, seu sobri-
nho neto, que entrará no quinto ano.
Paulo conhece Afonso, que é bem
maior que ele. Afonso passa a mal-
tratar Paulo. Os alunos comentam
que Paulo está pagando tudo o que
fez. Afonso prende Paulo na lixeira
da escola. Paulo corre para abraçar
Helena, que fica sem entender na-
da. Afonso promete pegar Paulo fora
daescola.CiriloescondePaulonoar-
máriodaescola.AfonsoameaçaCiri-
lo, diz que vai passar a persegui-lo.
Afonso encontra Cirilo na frente da
casa abandonada.
Quinta-feira - Olívia pergunta a Afon-
so o que está acontecendo. Olívia diz
que não pode admitir esse tipo de ati-
tude de alguém que tem o mesmo
sangueque oseu e pega Afonso pela
orelha. Maria Joaquina afirma que po-
devestirbem Alícia, quepode ensiná-
la a andar de skate. Valéria faz chapi-
nhanoscapelosdeBibi.Acabaaener-
gia elétrica, Valéria e Bibi começam a
gritar.HelenachegacomRenêemca-
saedizqueestácomaimpressãode
que o apagão é em todo o bairro. Ra-
fael distribui lanternas para toda a fa-
mília. Eles começam a brincar de mí-
mica no escuro. Helena e Renê acen-
dem velas pela casa. Em meio ao cli-
ma romântico, o casal se beija. Davi
vaiàcasadeValéria para ajudá-la.
Sexta-feira - Em imaginação de Adria-
no,ele,Cirilo,PauloeKokifazemuma
viagemaoespaçoparaencontrarChu-
lé.ElesconhecemaDonaLua quedá
as coordenadas do caminho a Satur-
no.ElesconseguemchegaraSaturno
eperguntam deChulé ao planeta.Sa-
turnodizqueameiafedidadeveestar
em um dos seus anéis. Os garotos
encontram Chulé e o levam de volta
paraaterra.Chulécomentaqueesta-
vasentindoafaltadoquartodeAdria-
no. Alícia e Maria Joaquina discutem
na escola. Jaime afirma a si mesmo
que não poderá ir à escola, pois vai
se dar mal na prova oral. Ele aquece
o termômetro no abajur e diz para a
mãe que está com febre e dor de ca-
beça. Eloisa não acredita e manda
Jaime colocar o uniforme. Na sala de
aula, Helena sente a falta de Jaime.
O garoto está escondido em sua ca-
sa para não ir à escola. Helena pede
para os alunos fecharem o caderno
para a prova oral de tabuada.
Segunda-feira - Félix se incomoda
com o bom relacionamento entre Cé-
sarePaloma.PalomaconheceNinho.
Félixdizàirmãqueelafoiadotada.Pa-
loma decide fugir com Ninho. Paloma
descobre que está grávida e eles re-
solvem voltar para o Brasil. Alejandra
sugereumnegócioarriscadoaNinho.
Paloma fica apreensiva com as previ-
sõesdeumsacerdoteindígenasobre
a sua gravidez. Ninho compra passa-
gensparaoBrasil.LuanacontaaBru-
no que está grávida. Glauce manda
Luana ficar em repouso durante toda
a gravidez. Ninho é preso no aeropor-
to, e Paloma se desespera. Félix con-
vence a irmã a esconder sua gravidez
dos pais. Félix consegue libertar Ni-
nho da cadeia. Paloma foge de casa
novamente Pilar descobre a gravidez
da filha, e César tem um enfarte. Ni-
nho discute com Paloma, que entra
em trabalho de parto. Bruno leva Lua-
na para o Hospital San Magno. Már-
ciafazopartodePaloma.Luanaeofi-
lho morrem, e Bruno se desespera.
Palomadesmaiaapós oparto.
Terça-feira - Bruno decide ficar com
obebêepedeparaGlauceajudá-lo.Pi-
lar fica nervosa ao saber que Paloma
foiparaaUTI.Glaucepedeacumplici-
dadedePerséfoneparaalteraropron-
tuário de Luana. Bruno mente para a
famíliaedizqueaesposaestavagrávi-
da de gêmeos, mas que só a menina
sobreviveu. Lutero informa Pilar de
que o bebê de Paloma sumiu. Pilar
contasobreodesaparecimentodobe-
bê de Paloma, e Félix finge se espan-
tar. Bruno dá o nome de Paula para
suafilha.Félixdiz aNinhoqueelenão
devecontaraPilarqueosdoisjáseco-
nhecem. Pilar exige que o caso da fi-
lhafique emsigilo. FélixculpaPaloma
pelosumiço desuafilha.
Quarta-feira -Paloma amamenta Pau-
la e Bruno se emociona. Edith des-
confia de que Félix possa ter uma
amante. Bruno fala para Ordália que
ficou comovido com Paloma. O dono
do bar onde Paloma teve sua filha
proíbe o garçom de contar à polícia
que Félix esteve por lá depois que
Márcia foi embora. Simone se ofere-
ce para ajudar Ninho e Paloma. Edith
falaparaTamaraqueacreditaquees-
teja sendo traída pelo marido. Lutero
avisa a Paloma que ela pode ter pro-
blemas para engravidar.
Quinta-feira - Ninho não aceita a pro-
posta de César. Félix confessa sua
traição, mas pede para Edith não se
divorciar. Ninho se diverte com uma
amiga.Oinvestigadordesistedepro-
curar a filha de Paloma, e ela decide
iratrásdeNinho.Félixbloqueiaacon-
ta bancária de Edith. Paloma pede
para o irmão ajudar Ninho. Edith de-
siste de se divorciar de Félix. Bruno
aceita a ajuda de seus pais para cui-
dardePaula. Palomadecidese afas-
tar de Ninho e pede para voltar para
casa dos pais. Passam-se 12 anos.
Sexta-feira - Paloma cuida de Paula.
Denizard se preocupa com Ordália e
a neta Paloma avisa que Paula ficará
internada e conversa com Bruno. Pa-
trícia comemora com os amigos do
hospital o seu casamento. Paloma
se dispõe a cuidar de Paula. Bruno
diz para Paloma que tem um aparta-
mento perfeito para ela. Félix implica
com Priscila Bruno encontra Glauce
na saída do hospital.
Sábado - Paloma e Bruno passam a
noite juntos. Alejandra avisa a Ninho
quefaloucomValentinsobrePaloma.
Félix se aproxima de Jacques. Jona-
than tenta pegar seu skate de volta
com o pai. Gigi vai à casa de Atílio, e
Vega discute com ela. Patrícia e Guto
se divertem em Búzios. Félix escorre-
ga no skate de Jonathan e fica furio-
so.Césarcompraoapartamentopara
Paloma,eBruno ficaanimado.
Resumo das novelas
DONA XEPA - 22H30
CARROSSEL - 20H30
AMOR À VIDA - 21 HORAS
RECORD
GLOBO
SBT
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 / 23 - TV
Tóquio a céu
Turismo
Flores de Tóquio:
cerejeiras nas
proximidades do
Palácio Imperial
TURISMO - 24 / São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
Com iene em baixa e
turismo em alta, Japão
celebra a primavera e
os meses mais quentes
do ano com novidades e
programas ao ar livre
aberto
Agência O Globo
Há dois anos, Tóquio estava em crise
após a tragédia de 11 de março de 2011,
quando um tsunami provocou o acidente
nuclear de Fukushima.
O país parecia à deriva, com os estran-
geiros fugindo e os japoneses em estado de
choque. Hoje está novamente iluminada.
Os turistas voltaram, ajudando Tóquio a
recuperar seu posto: uma metrópole dife-
rente, onde modernidade e tradição, sofis-
ticação e simplicidade, caos e organização
convivem de forma mágica.
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 / 25 - TURISMO
Reabertura de teatro tradicional e de
estação de trem, inauguração de
mirante e chegada da primavera
estimulam a volta dos turistas
Agência O Globo
“Irashaimase”, gritam os ja-
poneses cada vez que você en-
tra numa loja ou num restau-
rante. A tradução, exemplo da
educação do povo, é “seja bem-
vindo”. Impossível ficar indife-
rente ao grito simpático e às pe-
quenas delicadezas de uma ter-
ra em que as pessoas se cumpri-
mentam com reverências.
Tóquio é uma cidade que
deixa marcas profundas, mes-
mo que não seja amor à primei-
ra vista. Não é bela, mas é char-
mosa. Tem alguns dos maiores
arranha-céus do mundo, mas
também preserva templos mile-
nares e parques verdes. Às ve-
zes parece inviável: como é pos-
sível manter a ordem numa re-
gião metropolitana com 35 mi-
lhões de pessoas? Mas em Tó-
quio tudo funciona.
Os intermináveis e feiosos
viadutos que cortam a cidade
não devem ser motivo de pâni-
co. Embaixo deles há um lugar
surpreendente, embora muitas
vezes incompreensível. Não é
um desconhecido assustador.
Poucos pontos do planeta po-
dem ser considerados tão segu-
ros. Portanto, perder-se (coisa
que acontece muito em Tó-
quio) não chega a ser um pro-
blema tão grave assim.
Tempo de despertarTempo de despertar
Tóquio
Cartaz anuncia a capital japonesa como candidata aos Jogos Olímpicos de 2020
Visitantes se purificam
quando chegam ao
templo Meiji Jingu
TURISMO - 26 / São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
A capital japonesa é, acima de
tudo,umacidadequesabesereer-
guer. Em 1923, foi arrebentada
por um terremoto que matou 140
mil pessoas. Na 2ª Guerra Mun-
dial, as bombas americanas redu-
ziram Tóquio a cinzas.
Em2011,acatástrofequeaba-
lou a costa do nordeste do Japão
ocorreu a mais de 300 quilôme-
tros de distância, mas a capital
também sentiu os efeitos econô-
micos da calamidade e sofreu
com o medo da radiação.
Nosúltimos doisanos, a cida-
de inaugurou uma série de atra-
ções. Entre as novidades estão
um novo marco, a Tokyo Sky
Tree, maior torre de TV do mun-
do, com 634 metros; uma esta-
ção de metrô que teve sua arqui-
tetura anterior à 2ª Guerra res-
taurada (Tokyo Station), e a rea-
bertura do mais tradicional tea-
tro de kabuki do Japão, o Ka-
buki-za, após três anos de obras.
Novos centros comerciais e
uma programação cultural ines-
gotável reforçam a imagem de
um Japão que dá lição de sobre-
vivência.
A desvalorização do iene
nos últimos meses (a moeda
caiu 30% desde outubro) contri-
bui para o aumento do número
de turistas. Segundo a Organiza-
ção Nacional de Turismo do Ja-
pão, 857 mil pessoas desembar-
caram no país em março, um au-
mento de 26,3% em relação ao
mesmo mês do ano passado.
O índice indica ainda que os
visitantes já não temem o perigo
de Fukushima - palco do maior
acidente nuclear desde Cherno-
byl. Com os números do turis-
mo voltando aos níveis anterio-
res aos do tsunami, o governo
acredita que chegará à marca
dos 10 milhões de visitantes em
2013. E Tóquio, que disputa a
candidatura à sede das Olimpía-
das de 2020, tem papel funda-
mental nessa missão.
Harajuku é um bairro que
comprova a tese de que nada é
exatamente o que parece ser na
fascinante megalópole japonesa.
Sua fama internacional se deve
à moda de rua. É ali que tendên-
ciassãolançadaseservemdeins-
piração para estilistas espalha-
dos pelo mundo.
Divididosemtribos fashion,
os jovens se vestem para ver e
ser vistos (mais do que vistos,
eles querem ser fotografados)
nas ruas de Harajuku.
Mesmo para quem não dá a
mínima para vitrines, é um pas-
seiodivertido.AsHarajukuGirls,
comoasmoçasdaáreasãoconhe-
cidas, hipnotizam os pedestres
comseuscabeloscoloridos(amo-
da desta primavera é cabelo azul
ou louro acinzentado, bem artifi-
cial)e looksexagerados, quepare-
cem saídos de desenhos anima-
dose históriasemquadrinhos.
Um bom ponto de partida
para explorar a região é a
Takeshita Dori, ruazinha toma-
da por lojas voltadas para o pú-
blico adolescente, em frente à
estação de metrô Harajuku.
Quem já passou dos 18, vai
ter dificuldades para fazer com-
pras ali, mas é uma travessia úni-
ca, onde garotas vestidas de Loli-
taseencontramcomgruposgóti-
cos ou fantasiados de Pikachu.
Sevocêsecansardetantoexo-
tismo fashionista poderá buscar
paz de espírito a alguns poucos
metros, no Meiji Jingu, um tem-
plo xintoísta no meio de uma flo-
restade cem milárvores.
O santuário é uma homena-
gemao imperadorMeiji, que ini-
ciou a modernização do Japão na
segunda metade do século 19,
quando o país finalmente abriu
os seus portos. Foi erguido em
1920, bombardeado na 2ª Guerra
e reconstruído. É um dos tem-
plos mais populares do Japão,
masnemasmultidõestiramoim-
pacto da visita. Ali, não se escuta
o barulho da metrópole,e as ceri-
mônias religiosas podem ser
acompanhadas pelos visitantes,
desde que respeitosamente.
Écomumpresenciar apassa-
gem de noivas com o imenso ca-
puz branco que caracteriza o ri-
tual do casamento xintoísta. Os
noivosvestem umquimonopre-
to, que lembra os samurais. E
por alguns instantes ficamos
com a impressão de que esta-
mos no Japão feudal.
Shibuya é um bairro famoso
pelos centros comerciais, a vida
noturna e os painéis eletrônicos
futuristas. Vale a pena entrar no
Shibuya 109, outra meca do
street wear japonês.
É uma loja de departamentos
comgrifeslocais,queseguemovi-
sual feminino embonecado, co-
nhecidocomogyaru,ouseja,mui-
tasrendinhasebabados,unhasde-
coradas, acessórios cor-de-rosa e
perucasdignas de Barbie.
Édedeixarqualquerumton-
to,masassimsãoasmeninasjapo-
nesas, que não acreditam muito
no charme natural, sem artifí-
cios. Cílios postiços são item de
primeira necessidade em lugares
como Harajuku e Shibuya.
Um novo centro comercial, o
Hikarie, inaugurado em 2012,
deu um ar mais sofisticado a Shi-
buya: 8 andares de lojas, restau-
rantes, cafés e galerias de arte.
Para quem estiver procuran-
do um comércio de alto luxo, o
bairro de Ginza e a Avenida
Omotesando são os endereços
mais indicados. Tóquio tam-
bém pode ser muito chique. Tu-
dodependedolugaredoquevo-
cê está procurando. I
Cerimônia
xintoísta no Meiji
Jingu, um dos
templos mais
populares do país,
em Harajuku
Figurinos:
cruzamento no
movimentado
bairro de
Shibuya
Do kabuki ao Pikachu
Vida
noturna:
o colorido
dos prédios
de Shibuya,
ícone de
Tóquio
Japão fashion: a moda de rua é o máximo!
Fotos: Agência O Globo
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 / 27 - TURISMO
Agência O Globo
A inauguração da torre
Tokyo Sky Tree revitalizou a re-
gião em torno do histórico bair-
ro de Asakusa. A torre de TV
tem um shopping center (sim, os
japoneses compram muito) com
300lojas e um aquárioem suaba-
se, além de uma estação de me-
trô exclusiva, que ganhou o no-
me do monumento.
Há dois observatórios para
que as pessoas possam admirar
a cidade do alto. O primeiro es-
tá a 350 metros de altura e o se-
gundo, a 450. A Sky Tree abriu
em maio de 2012 e as filas conti-
nuam. É preciso ter paciência.
Se a ideia é perder o fôlego
com a vista, um programa
sem lotação é tomar um drin-
que no New York Bar, no to-
po do hotel Park Hyatt, em
Shinjuku. É um dos bares
mais famosos da cidade.
Foi onde Sofia Coppola fil-
mou o histórico tête-à-tête dos
personagens de Bill Murray e
Scarlett Johansson em “Encon-
tros e desencontros”, a história
de duas almas solitárias que se
perdem e se acham nas ruas fre-
néticas de Tóquio. A dose de uís-
que, de preferência japonês, co-
mo ensinou Bill Murray, sai ca-
ra, mas é um clássico da cidade.
Apesar dos hotéis cinco es-
trelas, Shinjuku é um bairro
confuso, marcado por prédios
de karaokê e restaurantes bara-
tos, frequentados pelos salary-
men, termo usado para se refe-
rir aos funcionários das gran-
des corporações. São homens
que se vestem da mesma manei-
ra - terno preto e camisa branca
- ganham salários decentes,
mas não ocupam postos altos.
Entre o trabalho e a volta pa-
ra casa, tarde da noite, bandos
de salarymen se reúnem para co-
mer e beber. É mais uma ima-
gem típica, um lugar que vai dos
restaurantes estrelados do Guia
Michelin aos botecos (izakayas),
de uma esquina para a outra.
Tem gente que visita a capi-
tal para explorar a culinária ja-
ponesa - uma febre mundial - e
há quem faça a viagem atraído
pela cultura pop.
Mangás, animês e videoga-
mes são coisa de gente grande no
Japão. As lojas voltadas para esse
público específico ficam em
Akihabara, onde os brinquedos
atraem, principalmente, os adul-
tos,entreelesmuitoscolecionado-
res. Homens, em sua maioria.
A região de Marunouchi
tem um clima mais sério e en-
gravatado. É o centro financei-
ro da capital japonesa, com 4
mil empresas. A reinauguração
da Tokyo Station deu um to-
que de glamour antigo a essa
parte de Tóquio, em meio ao
vaivém dos trabalhadores.
A estação de trem e metrô
foi originalmente construída
em 1914. Sobreviveu ao terre-
moto de 1923, mas não às
bombas da 2ª Guerra. Foi re-
construída no pós-guerra, po-
rém sem preocupações com o
estilo arquitetônico. Em
2006, começou uma megaobra
para devolver ao lugar seus
traços originais.
A fachada de tijolos verme-
lhos e os domos foram restaura-
dos, assim como o luxuoso
Tokyo Station Hotel, que mis-
tura elementos da decoração
clássica europeia com design
contemporâneo.
Passam pela estação 1,1 mi-
lhão de pessoas por dia. O trem-
bala-símbolododesenvolvimen-
to japonês - também sai dali. Ti-
nha tudo para ser um caos se não
fosse um cenário japonês, em que
eficiência e organização são a re-
gra. Brasileiros são capazes de se
emocionarsódeverum trempar-
tir no horário exato. Nenhum se-
gundo a mais ou a menos.
Há dois
observatórios
para as pessoas
admirarem a
cidade do alto,
um a 350 metros
de altura e o
segundo, a 450
A paisagemA paisagem
vista do altovista do alto
Tóquio
Vista de Tóquio a
partir de uma suíte
de hotel dentro da
Midtown Tower
TURISMO - 28 / São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
Pontos turísticos escondem delícias
‘Para que os visitantes não
se percam, é comum os hotéis
de Tóquio entregarem um car-
tão com o endereço, em japo-
nês, que deve ser mostrado ao
taxista. Nele está escrito, na lín-
gua local: “Por favor, leve-me
para...” com a localização exata
do hotel.
Realmente, ao voltar para ca-
sa depois de um jantar este é um
item indispensável. Porém, per-
der-se pelos bairros da capital ja-
ponesa é uma das melhores ma-
neiras de se sentir a cidade, des-
cobrindo recantos surpreenden-
tes que podem estar escondidos
em meio ao tumulto que caracte-
riza a capital do Japão.
Um dos recantos rodeados
de segredinhos revelados apenas
aos pedestres é a Omotesando,
rua de mão dupla famosa, com
calçadas amplas e uma seleção
de grifes internacionais que ocu-
pam prédios com projetos arroja-
dos, num programa que vai mui-
to além das compras e passa pela
arquitetura e a observação social.
Masentre umaloja exuberan-
te de Karl Lagerfeld, no comple-
xo comercial Tokyu Plaza, com
fachada espelhada, e uma Swaro-
vski ou Louis Vuitton, instala-
dasem edifíciosigualmente mag-
níficos, encontram-se raridades
como a Béluga Caviar & Wine,
uma loja de ovas de esturjão ser-
vidas com champanhes diversos,
ou com alguns dos 5 mil rótulos
de vinhosfranceses, em sua gran-
de maioria. Ou pode-se visitar
uma loja imensa dedicada ao co-
mércio de... preservativos.
Explorar as ruas perpendicu-
lares, que saem da Omotesando,
é deparar com pequenos bares e
cafés com mesas na rua irresistí-
veis para dar uma paradinha, em
calçadas lindamente organiza-
das. Na parte alta de Omotesan-
do uma grande avenida, Aoyama
Dori, abriga uma espécie de pra-
ça de alimentação ao ar livre,
com charmosas cafeterias e pada-
rias e muitos trailers que servem
vários pratos rápidos.
Lugar perfeito para uma re-
feição simples a preços razoá-
veis. No cardápio, “bolas de
polvo”, um bolinho delicioso
feito com o molusco, além de
iguarias de perfil mais interna-
cional, como batatas fritas e
hambúrgueres.
Mas Guinza é a principal refe-
rências nos assuntos na capital ja-
ponesa. É o bairro da moda, e chi-
que,desdeofimdoséculo19,quan-
do foi escolhida como área símbo-
lo do modernização do Japão.
Diante de toda a opulência de
letreiros e prédio modernos tam-
bém podemos encontrar recan-
tosescondidos, mesmo nasfamo-
sas lojas de departamentos, como
a imperdível Mitsukoshi.
Além da bastante conhecida
(e cultuada) área gastronômica,
que ocupa os andares inferiores,
o prédio abriga vários restauran-
tes nos andares mais altos.
Em Roppongi também pode-
se praticar o exercício de se per-
der para achar preciosidades ca-
mufladas na metrópole. Quem
vê o imponente prédio do Tokyo
Midtown, complexo comercial
com shopping, escritórios e uma
unidade do Ritz-Carlton, não po-
de imaginar que por detrás do es-
pigão espelhado exista um dos
jardins japoneses mais simpáti-
cos de Tóquio, com laguinho,
plantas organizadas, pontes ver-
melhas e a placidez conhecida
desses ambientes.
Claro que, nos dias quentes,
moradores sabendo desses pre-
dicados lotam o lugar, descan-
sando, namorando e contem-
plando a beleza do cenário, com-
pletado pela arquitetura moder-
na e discreta do Design Sight,
museu com ótimas mostras. I
Um izakaya,
tipo de bar
tradicional de
Shinjuku
A área
acima de
Omotesando é
um recanto de
tranquilidade
e boa comida
Fotos: Agência O Globo
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 / 29 - TURISMO
Tóquio é um destino gastronômico
dos mais badalados do mundo
Agência O Globo
O inverno no Japão é longo,
o verão é quente demais e o ou-
tono é belo, mas um tanto me-
lancólico. A primavera é a épo-
ca mais esperada do ano pelos
japoneses, quando Tóquio fica
mais alegre. Canteiros de flores
espalhados pelas ruas, piqueni-
ques nos parques, muito cha-
péu de palha e mesas nas calça-
das dos restaurantes transfor-
mam a cidade.
Quando as cerejeiras flores-
cem, os japoneses - tão apega-
dos a regras e rígidos códigos
de conduta - relaxam. Poucos
espetáculos naturais têm tanto
impacto sobre uma população.
Tóquio parece coberta por
uma nuvem cor-de-rosa. O en-
canto dura pouco, mas é uma
imagem que fica para sempre.
As cerejeiras começam a florir
em janeiro, em Okinawa, no
Sul do Japão, onde as tempera-
turas costumam ser mais altas.
As flores vão atravessando o
arquipélago aos poucos até che-
gar ao Norte (ilha de Hokaido),
bem mais frio, em maio.
Na capital japonesa, em ge-
ral, a floração acontece no iní-
cio de abril. Fica mais difícil
conseguir vagas em hotéis nes-
ta época do ano, por isso é im-
portante programar a viagem
com antecedência.
Para o Japão, a sakura (flor
de cerejeira) - inspiração para
várias artes - representa a vida.
Sua beleza é efêmera e deve ser
contemplada com intensidade.
As pétalas cairão em poucos
dias, mas as flores voltarão a
nascer no ano seguinte, num ci-
clo eterno. Assim era a vida dos
samurais, acreditam os japone-
ses: curta e bela.
Tóquio é um destino gastro-
nômico dos mais badalados do
mundo. Na capital japonesa,
além de restaurantes típicos
das mais variantes vertentes da
cozinha local, casas miúdas es-
pecializadas em apenas um ti-
po de comida (sushi, tempurá e
yakisoba entre eles), há endere-
ços de alta classe dedicados a to-
das as etnias culinárias da Ásia,
e surpreendentes cozinhas ita-
lianas, francesas, espanholas,
peruanas, mexicanas...
Tóquio parece ser o me-
lhor lugar do mundo para se
comer. Pelas ruas de bairros
como Roppongi e Shibuya há
muitos izakayas, o equivalente
A delicadeza dosA delicadeza dos
japoneses no sushijaponeses no sushi
Tóquio
Sushis
vegetarianos
no restaurante
Potager
TURISMO - 30 / São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
nipônico dos nossos botequins,
que estão entre os lugares im-
perdíveis para os que apreciam
a boa mesa.
Como acontece por aqui,
são tantos, e tão variados, que
cada visitante escolhe um bo-
teco pra chamar de seu. Cada
morador, igualmente, tem o
seu favorito. Entre os cam-
peões na preferência local es-
tá o Warayakiya, em Roppon-
gi, sempre muito bem cotado,
assim como o Chez Aburiya,
em Aoyama.
Muitos classificam o Gonpa-
chi - famoso por uma de suas
unidades ter sido cenário do fil-
me “Kill Bill” (2003-2004), de
Quentin Tarantino - como um
izakaya. Parece mais um restau-
rante, com cozinha típica de
Kioto, e decoração que repro-
duz as antigas construções da
cidade. Vive lotado, não à toda.
Ali, um simples espetinho
de frango ou mesmo um lombo
de porco à milanesa, servidos
com uma espécie de ovo mexi-
do por sobre um monte de ar-
roz, com wasabi, se transfor-
mam em iguarias memoráveis.
Esses japoneses realmente
quando resolvem fazer alguma
coisa, fazem muito bem. E cozi-
nhar, então, nem se fala...
Tóquio é o coração político,
financeiro, comercial, educacio-
nal e cultural do Japão. Ali se
concentra a maior parte de em-
presas comerciais, universida-
des, teatros e outros estabeleci-
mentos comerciais e culturais
do país. O sistema de transpor-
te público é exemplar, com nu-
merosas linhas de trens, metrô
e de ônibus.
Foi praticamente destruída
na 2ª Guerra Mundial, princi-
palmente nos anos 1944-1945,
e renasceu das cinzas. De 1950
a 1960, Tóquio experimentou o
chamado milagre econômico.
A população fixa supera os
12 milhões de habitantes. A
maioria segue o budismo.
O fuso horário é de 12 ho-
ras a mais que a hora oficial
de Brasília. A moeda nacional
é o iêne.
Gorjeta não é costume em
Tóquio, aliás, ofende. A dica
para agradar é dar um presen-
te ou chocolates.
Ao encontrar pessoas, não
estenda a mão para cumprimen-
tar, só se ela lhe ofereceu a mão
primeiro. O costume é curvar-
se respeitosamente. I
(colaborou Cecilia Demian)
Como chegar
As empresas Qatar e Emirates têm tarifas a partir de R$
3.975. Valores com taxas para junho.
Visto
O visto para turistas no Japão custa R$ 77 para uma entrada
e deve ser tirado no máximo três meses antes da viagem. Basta
levar, até o consulado, passaporte, formulário preenchido, foto
3x4 recente, cópia da carteira de identidade e da passagem e
comprovante de renda. Fica pronto em dois dias úteis.
Onde ficar
Ritz-Carlton: No Tokyo Midtown, diárias para casal a partir de
R$ 975. ritzcarlton.com
Park Hyatt: Perto da estação Shinjuku, com diárias para casal
a partir de R$ 777. hyatt.com
Ibis Shinjuku: Também perto da estação, com diárias para
casal por R$ 223. accor.com
Onde comer
Potager: 6-9-1-1F Roppongi Hills. sushi-potager.com
Warayakiya: 6-8-8 Roppongi, Minato-ku.
Chez Aburiya: 3-12-4 Minami-Aoyama, Minato-ku.
Gonpachi: Em Shibuya, há uma unidade no endereço
3-6-14F Maruyamacho. “Kill Bill” foi gravado no de
Nishi-Azabu (1-13-11 Nishi-Azabu). gonpachi.jp
Programe Tóquio
O Warayakiya,
em Roppongi,
está entre os
izakayas mais
famosos e
cultuados
Cinema: o
Gonpachi
serviu de
cenário para
o filme “Kill Bill”
Fotos: Agência O Globo
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 / 31 - TURISMO
Paulo Coelho
O DEUS DA
FLORESTA
Escritor
Naquele momento uma voz ecoou por todos os cantos: “Como
é que ele deseja me ver se nem sequer acredita que eu existo”
O conto
Uma viúva, de uma pobre aldeia
em Bengala, não tinha dinheiro para
pagar o ônibus ao seu filho, pois ela o
tinha matriculado num colégio dis-
tante de casa. O garoto teria que atra-
vessar sozinho uma floresta. Para tran-
quilizá-lo, ela disse:
- Não tenha medo da floresta, meu
filho. Peça ao deus Krishna para
acompanhá-lo. Ele ouvirá sua oração.
O garoto fez o que a mãe dizia,
Krishna apareceu, e passou a levá-lo
todos os dias à escola.
Quando chegou o dia do aniversá-
rio do professor, o menino pediu à
mãe dinheiro para comprar um pre-
sente.
- Não temos dinheiro, filho. Peça
ao seu irmão Krishna para arranjar
um presente.
No dia seguinte, o menino contou
seu problema a Krishna. Este lhe deu
uma jarra cheia de leite.
Animado, o menino entregou a jar-
ra ao professor. Mas como os outros
presentes eram mais bonitos, o mes-
tre não deu a menor atenção.
- Leva esta jarra para a cozinha –
disse o professor para um assistente.
O assistente fez o que lhe fora man-
dado. Ao tentar esvaziar a jarra, po-
rém, notou que ela tornava a se en-
cher sozinha. Imediatamente, foi co-
municar o fato ao professor que, atur-
dido, perguntou ao menino:
- Onde arranjou esta jarra, e qual é
o truque que a mantém cheia?
- Quem me deu foi Krishna, o
deus da floresta.
O mestre, os alunos e o ajudante,
todos riram.
- Não há deuses na floresta, isto é
superstição! – disse o mestre.
– Se ele existe, vamos lá fora vê-lo!
O grupo inteiro saiu. O menino co-
meçou a chamar por Krishna, mas es-
te não aparecia. Desesperado, fez uma
última tentativa:
- Irmão Krishna, meu mestre quer
vê-lo. Por favor, apareça!
Neste momento, veio da floresta
uma voz, que ecoou por todos os can-
tos:
- Como é que ele deseja me ver,
meu filho? Ele nem sequer acredita
que eu existo!
O fato
O golfista argentino Robert de
Vincenzo, depois de haver vencido
um importante torneio, dirigiu-se ao
estacionamento para pegar o carro.
Neste momento, uma mulher aproxi-
mou-se. Depois de cumprimentá-lo
pela vitória, contou que o filho estava
às portas da morte, e que não tinha di-
nheiro para pagar o hospital. De Vin-
cenzo deu-lhe, imediatamente, parte
do dinheiro do prêmio que havia ga-
nhado àquela tarde.
Uma semana depois, num almoço
no Professional Golf Association, con-
tou a história a alguns amigos. Um de-
les perguntou se a mulher era loura,
com uma pequena cicatriz embaixo
do olho esquerdo. De Vincenzo con-
cordou.
“Você foi trapaceado”, disse o ami-
go. “Esta mulher é uma vigarista, e vi-
ve contando a mesma história a todos
os tenistas estrangeiros que aparecem
por aqui”.
“Então não existe nenhuma crian-
ça às portas da morte?”
“Não”.
“Bem, essa foi a melhor notícia
que recebi durante a semana!” – co-
mentou o tenista.
Reflexões
Alguns pensamentos de poetas
persas do início do milênio (A Sabe-
doria Persa, Ed. Ediouro):
“Quem conhece a Deus, não o des-
creve. Quem descreve a Deus, não o
conhece” (Husayn Ibn Mansur)
“A pior maneira de manter um ca-
samento é privando o outro de sua li-
berdade. Se você amarrar dois pássa-
ros, eles terão quatro asas, mas nunca
conseguirão voar” (Djeladin Rumi) I
32 / São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO

Revista bem estar-20130519

  • 2.
    Editorial “O ser humanonunca estará plenamente satisfeito. Satisfaça-lhe um desejo. Aparecerão outros de igual ou maior proporção”, disse uma vez o filósofo e físico francês Blaise Pascal, em trecho reproduzido também na reportagem de capa desta edição, “Equilíbrio no querer”. O texto ouve especialistas que refletem sobre as razões que nos levam a viver em estado de insatisfação, ou como esta característica humana, em dose controlada, é até positiva, pois que nos move adiante, mas vivenciada de modo crônico ou acima do razoável pode afetar nosso emocional, abrindo as portas para doenças como a depressão. É como dirá a terapeuta holística Vânia Medeiros, nas páginas 4 e 5: “Esse é um processo positivo, desde que a pessoa esteja feliz consigo mesma e com suas realizações, e não esteja buscando algo mais para preencher algum vazio ou negligenciando algum setor de sua vida.” 24 Tóquio é vibrante, iluminada e movimentada. E tem a beleza das cerejeiras em flor 14 Record aposta pesado em seu novo folhetim, “Dona Xepa”: “É uma novela para quem gosta de novela”, diz autor 11 Psicóloga fala da importância de nos desfazermos de coisas que não agregam verdadeiro valor à vida e reinventar nossa “prateleira pessoal” Poesia (Superação) Os que passam adiante da fase inicial, a fase da simples crença, crescem e avançam para Deus, e O realizam, exatamente por terem conseguido transpor o egocentrismo, movidos de amor universal, estão imunes para o pecado da arrogância, mas, ao contrário, se tornam compassivos, isto é, sentem infinita e divina compaixão pelos que, por enxergarem pouco, ainda são egoístas e sujeitos a toda a gama de sofrimentos e limitações que o egoísmo engendra. Trecho do livro “Amor Universal - Sabedoria de Hermógenes” (Nova Era) MEDICINA ALTERNATIVA Florais de Bach atuam no equilíbrio emocional, transformando emoções negativas em positivas Páginas 6 e 7 RELACIONAMENTO Antes de confiar e se envolver amorosamente com alguém de outro país, é fundamental tentar conhecer bem seu histórico Páginas 8 e 9 FINANÇAS Para os homens, a estabilidade ou segurança financeira continua sendo muito importante, até mesmo nas relações a dois Página 10 Agência O Globo Agência Estado Turismo Divulgação Televisão Querer sem negligenciar Beth ValentimDIÁRIO DA REGIÃO Editor-chefe Fabrício Carareto fabricio.carareto@diarioweb.com.br Editora-executiva Rita Magalhães rita.magalhaes@diarioweb.com.br Coordenação Ligia Ottoboni ligia.ottoboni@diarioweb.com.br Editor de Bem-Estar e TV Igor Galante igor.galante@diarioweb.com.br Editora de Turismo Cecília Demian cecilia.demian@diarioweb.com.br Editor de Arte César A. Belisário cesar.belisario@diarioweb.com.br Pesquisa de fotos Mara Lúcia de Sousa Diagramação Claudia Paixão Tratamento de Imagens Edson Saito, Luciana Nardelli e Luis Antonio da Silva Matérias Agência Estado Agência O Globo TV Press 2 / São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
  • 3.
    ACREDITE NA FORÇA DESEUS SONHOS Opinião Salvador Hernandes O que for a profundeza do teu ser, assim se- rá teu desejo. O que for o teu desejo, assim será tua vontade. O que for a tua vontade, assim serão teus atos. O que forem os teus atos, assim será teu destino (Brihadarany’aka Upanishad IV, 4:5) Os versos deste Upanishad (antigo tex- to de filosofia da Índia) revelam um segre- do que todos nós precisamos desvendar in- teriormente. Um segredo que fala de so- nhos e de potencialidades da alma. Cada um de nós é uma caixa de sonhos que po- dem ou não ser realizados. Sonhos que di- recionam a vida para a realização de objeti- vos compensadores capazes de nos trazer a experiência da felicidade. E você, continua sonhando seus so- nhos? Acredita que eles podem se reali- zar, ou se esconde atrás do medo e da sen- sação de não ser capaz ou merecedor de realizá-los? Quantos de nós nos escondemos atrás das cercas que construímos, da nossa zona de conforto, negando assim o próprio po- tencial divino? Todo sonho é possível, a vida é de po- tencialidade pura! Precisamos, porém, pa- gar o preço para realizá-los. Esse preço en- volve a superação dos medos e a conquista da coragem de nos tornarmos o melhor que podemos ser. É importante saber dis- tinguir um sonho de um delírio. Um delí- rio de vida é quando quero ter algo ou ser algo apenas em busca de aprovação exter- na, em busca de poder e status ou contro- lar e manipular as pessoas. Quando eu que- ro ter o corpo, o cabelo, a roupa e a vida iguais a de uma outra pessoa, imagino que ela sim é que é feliz e tem sucesso, e passo a acreditar que se for igual a ela serei tam- bém feliz. Isso é um delírio e não um so- nho, pois nasce de uma carência e da sensa- ção de inferioridade (ela é maravilhosa, eu sou um nada, um fracasso...) Os verdadeiros sonhos nascem do nos- so verdadeiro eu, do conhecimento de quem eu sou, de qual é o meu propósito de vida e de quais são os meus talentos. Quan- do eu busco realizar meus sonhos, parto na direção de ser o melhor eu que posso ser, de desenvolver as potencialidades infini- tas que existem dentro de mim. É extrema- mente importante sabermos identificar se na nossa vida estamos lutando por delírios falsos ou por realizar sonhos verdadeiros. Acredite na força dos seus sonhos. Deus não colocaria esse desejo em seu cora- ção se ele fosse impossível de ser realizado. O mundo e as outras pessoas precisam do seu talento. Como cada um tem um talento próprio, tudo se completaria na maior har- monia, se todos desenvolvessem o seu. Gosto muito da frase do falecido ator Christopher Reeve, famoso por interpretar o Super Homem no cinema e também por lutar contra a limitação física após um gra- ve acidente. Ele disse: “Há sonhos que a princípio parecem impossíveis; depois im- prováveis e, por fim, quando somamos a eles nossa vontade, tornam-se inevitáveis. Vença o medo e entregue-se com leveza ao fluxo da vida, conhecendo a si mesmo, sua missão de vida e traçando seus planos para fazer brotar a flor dos seus mais ínti- mos sonhos e desejos. I SALVADOR HERNANDES é terapeuta e instrutor de ioga e meditação Deus não colocaria esse desejo em seu coração se ele fosse impossível de ser realizado Quem é Hamilton Pavam DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 / 3
  • 4.
    Na dose certa, ainsatisfação nos impulsiona na busca de novos objetivos; em excesso, pode paralisar e abrir caminho para “doenças da alma”, como a depressão Gisele Bortoleto Gisele.bortoleto@diarioweb.com.br Não foram poucos os pensa- dores que se debruçaram sobre essa característica do ser huma- no: somos seres insatisfeitos por natureza. Filósofos como Pascal, Hobbes, Rousseau e Schopenhauer tentaram des- vendar para onde essa estrada nos leva. Chegaram a respostas diferentes, o que confirma que temos várias faces. O filósofo e físico francês Blaise Pascal (1623-1662), em suas divagações sobre o assun- to, disse: “O ser humano nun- ca estará plenamente satisfeito. Satisfaça-lhe um de- sejo. Aparecerão outros de igual ou maior proporção. É nosso demônio: não temos uma finalida- de, temos metas - uma vez atingidas, ou- tras aparecerão”. E é as- sim mesmo. Sempre es- tamos querendo ou de- sejando algo mais e parece que nun- ca somos sufi- cientemente produtivos, be- los ou felizes. Mas afinal, por que esta- mos sempre insatisfeitos? Boa parte das pessoas cria uma ilusão de que adquirir cer- tas coisas é sinônimo de satisfa- ção e alegria. “Na verdade, pou- co tempo depois de conseguir- mos o que queríamos nosso sis- tema psíquico invade nossa al- ma trazendo um vazio enorme que os estudiosos chamaram de ‘vazio existencial’. Sentir esse vazio após atingir objetivos é normal e esperado”, diz o psico- terapeuta Leonardo Barbieri Bueno, consultor e palestrante, master trainner em programa- ção neurolinguística. Mas não pense que a insa- tisfação é uma característica ruim no ser humano. Pelo con- trário, é uma grande aliada. Sem ela, não teríamos chegado a um nível tão grande de desen- volvimento em todos os aspec- tos. E atingir um objetivo é gostoso, mas ao mesmo tempo (e aí mora o problema) é frus- trante, porque em seguida apa- rece a insatisfação. “Quanto tempo precisamos para nos acostumar com a compra de um carro novo? Em poucas se- manas, o fascínio do primeiro dia dá lugar a uma sensação de lugar-comum. Em pouco tem- po você já começa a olhar pro- pagandas de revistas e a dese- jar um carro mais completo ou Equilíbrio no querer Comportamento 4 / São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
  • 5.
    confortável”, explica Bueno. Entãoque fazer para não sofrer com a frustração ao atingir um objetivo? Precisa- mos ter predeterminados no- vos objetivos, estimulantes e desafiadores. Toda vez que o ser huma- no se desconecta do seu proces- so evolutivo, ele começa a ficar profundamente insatisfeito. A insatisfação é algo diário e às vezes imperceptível. Estamos sempre procurando a tal da “novidade”. O que nos man- tém em comunhão com a insa- tisfação é o fato de estarmos abertos para aprender coisas novas, procurar coisas novas que nos conduzam à nossa evo- lução pessoal. Daí, um mesmo curso passa a ter dois sentidos diferentes. “A insatisfação, enquanto estado emocional temporá- rio, circunscrito a uma condi- ção específica, pode ser um fa- tor motivacional para corre- ções, modificações de com- portamentos, situações e reelaboração de histórias de vida”, afirma a psicóloga cog- nitivo-comportamental Mara Lúcia Madureira. O reconheci- mento ou a tomada de cons- ciência sobre alguma forma de insatisfação pode impulsionar à ação, mobilizar forças para a mudança, viabilizar o cresci- mento e fomentar o desejo de novas conquistas. A insatisfação - ressalta - é benéfica à medida que expõe aspectos indesejáveis, desman- tela a acomodação e impossibi- lita a estagnação. Esperar e buscar sempre mais da vida significa inspirar-se, tornar-se mais produtivo, transcender, estar disposto a ir além de on- de se encontra, buscar mais do que já se alcançou, superar. A visita eventual da insatis- fação, com breve estada e hora de partida definida, é bem-vin- da e desejável para impulsio- nar mudanças, reorganizar ideias, recompor situações. Os problemas só existem quando a insatisfação permanece por razões injustificáveis ou in- compreensíveis, se torna crôni- ca, passa a ser despercebida, inibe a motivação e a esperan- ça de construir uma realidade mais otimista, criativa, inova- dora e satisfatória para o atual momento da nossa história. “Esse é um processo positi- vo sim, desde que de fato essas pessoas estejam felizes consigo mesmas e com suas realizações e não estejam buscando algo mais para preencher algum va- zio ou negligenciando algum setor de sua vida e se sobrecar- regando”, diz a terapeuta holís- tica Vânia Medeiros. Almejar mais, segundo ela, é manter a vida em movi- mento, em continuidade, e é também agregar e comparti- lhar, tanto para si quanto pa- ra outros. Quando encontra- mos uma pessoa assim, nor- malmente ela é engajada, por exemplo, em projetos com mais algumas outras pessoas, que trazem outras pessoas e novas ideias e novos projetos. É um movimento de contí- nua expansão, troca e cresci- mento em todos os setores. Vários fatores podem levar uma pessoa à insatisfação. “Sob o paradigma holístico, observamos o todo, desde a criação e educação do indiví- duo, seu estilo de vida adulta, seu trabalho, seus relaciona- mentos, mas principalmente o quanto essa pessoa tem cons- ciência de si mesma, de seus verdadeiros anseios e de sua es- sência”, complementa a tera- peuta. “Quanto mais distante de si mesma a pessoa estiver, maior será seu grau de insatis- fação perante a vida. Maior se- rá seu grau de reprovação de si mesma e maior o risco de adoe- cer emocionalmente, energeti- camente, mentalmente e até fi- sicamente.” Considere a hipótese de doença. A insatisfação crônica ou recorrente pode estar relacionada a estado de humor deprimido. Vale buscar, entender e reverter as crenças que mantêm tais sentimentos Investigue as causas. Ao reconhecer-se insatisfeito, dedique tempo para se entender sob tal condição. Pergunte-se e responda: o que exatamente estou sentindo? Quando e por que isso começou?... Planeje a vida. Quais decisões podem ser tomadas imediatamente, nos próximos 30 dias, no prazo de um ano e nos próximos cinco anos para mudar minha vida? Anote as respostas e cumpra o cronograma de planejamento Evite a procrastinação. Se tem algo a fazer ou se decidiu tomar uma atitude, haja agora, senão jamais o fará Aja com o medo. Toda situação nova é desafiadora e envolve medo. Considere a presença da insegurança e prossiga, apesar da incerteza Desenvolva a autoconfiança. Aprenda a confiar em você. Mesmo quando as coisas não saem conforme o esperado, conforte-se com a certeza de que era preciso tentar Quanto às críticas, aceite-as apenas como a expressão de opiniões de outras pessoas que podem ou não ser úteis, segundo seus próprios critérios de valor Mantenha o foco. Defina objetivos para sua vida, trace metas para alcançá-los, defina prazos para conclusão de cada etapa e mantenha o foco em seus planos e resultados do seu projeto de vida I Fonte - Mara Lúcia Madureira, psicóloga Dicas para lidar e combater a insatisfação Existe um lado não tão positivo assim na insa- tisfação. Trata-se da constante busca por algo que nemnósmesmossabemos oqueé.Issotrazproble- masparao emocional,eo principaldeles éumaan- gústia que não tem cura. O ser humano se adaptou a querer sempre mais e, com isso, muitas pessoas deixaram de valorizar o presente, as pequenas con- quistas do dia a dia. Ao deixar de se contentar com uma vitória, criam um sentimento de fracasso que causa uma angústia muitas vezes sem cura. Estudos mostram que essa insatisfação pode dar início a moléstias que são consideradas “doenças da alma”, como a depressão. A consequência é uma sensação de infelicidade e frustração que acabará atrapalhando sua vida e a conquista de outros objetivos. Quando não conseguimos celebrar nossas próprias vitórias, elas perdem o sentido. De que adianta tanta luta, tanta superação, se ao chegar ao ponto mais alto você não se sente sa- tisfeito? Ninguém está dizendo que é errado querer crescer e esperar. O erro está em querer mais sempre, sem que isso signifique sua reali- zação, seja pessoal ou profissional. É preciso aproveitar cada segundo da vida. Devemos pa- rar para perceber as razões de tanta busca e prio- rizar apenas as necessárias. Dessa forma, trans- por os obstáculos será uma tarefa mais fácil e a vitória terá um gostinho mais especial. “Uma vez que o estado de insatisfação é ca- racterístico do ser humano, não há como se li- vrar dele. Faz parte de nossa essência. Isso quer dizer que não existe uma forma de afastar o de- sejo e o querer”, diz o psicoterapeuta Leonardo Barbieri Bueno. O detalhe que escapa às pessoas é que a insa- tisfação sentida não está direcionada a falta de coisas e sim por falta de qualidade. (GB) Quando é ruim DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 / 5
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    Jéssica Reis jessica.reis@diarioweb.com.br O inglêsEdward Bach, reconhecido médico ho- meopata e patologista em saúde pública, na década de 1930 descobriu uma forma universal de “cura”: os chamados Florais de Bach. De acordo com o médico, para se recuperar de uma doença é necessário ter mente sã. E os florais têm este propósito: ajudar a res- tabelecer o equilíbrio das emoções negativas. A educadora em Florais de Bach Maria Apare- cida das Neves explica que os florais atuam direta- mente no emocional e não podem ser indicados pa- ra tratar um problema físico. Eles transformam emoções negativas em positivas. “Se você tem me- do, ele te dá coragem, se tem tristeza, dá alegria. Bach descobriu que essas plantas tinham ressonân- cia com os seres humanos, então ele selecionou aquelas que traziam o antídoto para o nosso proble- ma emocional”, afirma. AnaturólogaArleteCestaridizque,alémdeequili- brar o emocional, os florais podem elevar a consciên- cia humana. O Floral de Bach não é considerado um remédio para o físico, mas carrega a informação ener- gética da flor e age somente no campo energético, de forma que não há nenhuma contraindicação. Bach descobriu 38 essências e o “Rescue Reme- dy”, que é uma combinação de cinco essências florais utilizada em situações emergenciais. Os florais podem ser combinados en- tre si e ser usados para o tratamento de 38 desordensemocionais, quesãodivididas em sete diferentes grupos: desalento e desespero; falta de interesse pelas cir- cunstâncias atuais; indecisão; medo; preocupação excessiva pelo bem-estar dos outros; sensibilidade excessiva às in- fluências e opiniões, e solidão. Segundo Maria Aparecida, os florais se encai- xam na terapia complementar, pois enquanto a medi- cina convencional trata um problema físico, os florais tratam do estado emocional, e ambas se completam. O terapeuta floral Eduardo Fernando Nalin, em Catanduva, por exemplo, usa os florais para o trata- mento de dependentes químicos. “A dependência deixa rastros de destruição emocional, como menti- ra, ira, manipulação, preguiça, e são essas causas que temos de tratar, melhorando a autoestima, o amor- próprio e assim por diante.” Além disso, Nalin afirma que adota os florais porque toda doença tem um fundo emocional, e a dependência é uma doença. “Com isso, levamos a essas pessoas a cura da alma, profunda, linda e ver- dadeira”, diz. FelicidadeemUsados como terapia complementar, os florais de Bach atuam na resolução de problemas emocionais; são 38 essências que trabalham a favor do bem-estar Medicina alternativa 6 / São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
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    gotas Como usar GRUPODO MEDO Mimulus-medodas coisas conhecidasetimidez Rock Rose -terrorepânico CherryPlum -medode perder o controlefísico, mental eemocional Aspen -medos epreocupações deorigemdesconhecidas, presságiosepressentimentos indefinidos RedChestnut-medo ou preocupaçãocomos outros INCERTEZA E SEGURANÇA Cerato -decide, mas duvidade suadecisão, buscaconselho e confirmaçãodosoutros Scleranthus-indecisão entre duassituações Gentian -desânimoapós uma causaconhecida;perdeu afé Gorse -faltadeesperança Hornbeam -preguiça da “segunda-feirademanhã”, insegurançanasua energiade realizaçãodotrabalho,mas tem energiaparao prazer WildOat -incertezasobre qual direçãoseguirna vida, faltade propósito,estarperdido FALTA DE INTERESSE NO PRESENTE Clematis- sonhador, pensamentosno futuro, faltade praticidadeeconcretização Honeysuckle -vivenopassado oupensandonopassado WildRose -resignação eapatia Olive -faltadeenergiavital WhiteChestnut -pensamentos indesejáveis,preocupantes, fixos quecausamtormento mental ChestnutBud-dificuldade em aprendercomoserros, repetindoas mesmassituações Mustard-tristeza profunda semcausa conhecida,cíclica SOLIDÃO Water violet-reservado,sério, fechadonos sentimentos,gosta de solidão Impatiens-impaciente Heather-gosta desero centro dasatenções,sofre pelasolidão, dificuldadedeser compreendido Hipersensíveis às influências e ideias externas Agrimony-tormento interior escondidoatrásde umrosto sorridente Centaury -vontade, personalidadeoucorpo fracos,servil, submissão,permiteadominação Walnut- dificuldadefrentea mudançasesofre porinfluências externasdopresente edopassado Holly -ódio, inveja,ciúme vingativo,revolta DESESPERO Larch -faltadeconfiança na suacapacidade Pine- autorreprovaçãopor seus atoseaté dosoutros, culpa Elm -sobrecarregadopor excessodeobrigações queavida impõeeque humanamenteé impossíveldar conta Sweet chestnut-desespero mental extremo,não entende o porquêde seusofrimentoenão vêsaída Starof bethlehem -sofrimento porchoques etraumasdopresente e dopassado,inconsolável Willow- ressentimento, mágoa, negativismo,pode sesentiravítima Oak -lutador, masnão respeita sueslimites, se sobrecarregadas obrigaçõesquepega para si CrabApple -seautorreprova porsua aparência,sentimento deimpureza CUIDADO EXCESSIVO COM OS OUTROS Chicory -possessividade, ciúme,apego, faz muito pelooutro, mascobra emtroca Vervain -eufórico,quer convenceraosoutros doqueacredita Vine -dominador, impõesua vontade,autoritário,cruel consigo e comooutro Beech-intolerância, crítico, só vêonegativodooutro Rock Water -autoexigência exagerada,perfeccionismo,querser omodelopara osoutros I Fonte: Instituto Bach O uso dos florais é eficien- te quando a pessoa reconhece realmente o que está sentido e, então, um especialista poderá indicar qual a essência corres- ponde com o estado de espíri- to desse indivíduo. Para Eduardo Fernando Nalin, o terapeuta poderá aju- dar nesse processo de escolha do melhor floral para cada problema de causa emocio- nal. “Nosso atendimento holístico vai avaliar diversas circunstâncias daquilo que a pessoa busca como cura. Não tratamos a consequência e sim a causa. A tristeza em uma pessoa não é igual à triste- za da outra, por isso a impor- tância de um terapeuta flo- ral”, explica o especialista. A educadora em florais Ma- ria Aparecida das Neves lem- bra que o floral “Red Chestnut’ pode ser usado para quadros de estresse, sem a necessidade de procurar um especialista. Arlete Cestari diz que to- das as pessoas podem se utili- zar dos florais, pois não pos- suem contraindicações e não comprometem nenhum trata- mento alopático, concorrendo a favor de todos os tratamen- tos associados. Segundo Maria Aparecida, até crianças e idosos podem se beneficiar dos florais. “Na ver- dade, a gente costuma dizer que o floral atua no sofrimen- to da alma, porque quando vo- cê tem um desconforto emocio- nal, fica com aquilo na cabeça, ou com pensamentos repetiti- vos, fica com ansiedade, angus- tiado”, afirma. Os florais são naturais e co- mercializados apenas por far- mácias homeopáticas. De acor- do com a educadora em flo- rais, eles funcionam em frequência e não pelo volume. “É importante tomar quatro gotinhas, quatro vezes por dia. É o que a literatura indica. Me- nos que essa quantidade existe uma grande probabilidade de não funcionar corretamente”, explica. (JR) Conheça as indicações das 38 essências dos florais de Bach: DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 / 7
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    As vantagens edesvantagens de um namoro ou casamento entre pessoas de outros países Gisele Bortoleto Gisele.bortoleto@diarioweb.com.br Namoro e casamento entre estrangeiros sempre existi- ram, mas a globalização acha- tou o mundo, favoreceu o in- tercâmbio entre as nações e as redes sociais contribuíram pa- ra facilitar o contato entre pes- soas de diferentes países. Os desafios de convivência e coa- bitação continuam os mes- mos, apenas os riscos de adap- tação cultural e ambiental au- mentam nesses casos. “Antes de confiar e se envolver amo- rosamente com qualquer pes- soa, conterrânea ou estrangei- ra, é fundamental conhecê-la e obter dados consistentes so- bre seu histórico”, diz a psicó- loga cognitivo-comportamen- tal Mara Lúcia Madureira. As vantagens e desvanta- gens das relações entre estran- geiros são determinadas pelos mesmos fatores. “Por um lado, o privilégio do tempo estendi- do das novidades, a oportunida- de em aprender outro idioma, ampliar as amizades e de expan- são cultural constituem um rol de vantagens que, por outro, po- dem se transformar em desvan- tagens pelo deslumbramento com histórias diferentes e per- da da sensatez, típica dos apai- xonados, a dificuldade de co- municação pelos limites da lín- gua, a distância e a saudade, problemas de aculturação e a adaptação climática e falta de suporte familiar e de amigos”, explica Mara. “O amor que deve se origi- nar da atração, das afinidades e do prazer entre duas pessoas não deve se restringir a limites geográficos ou se inibir diante das diversidades sócio-cultu- rais e político-econômicas, mas deve ter interesse em aprender sempre, respeitar as diferenças e transpor limites, sempre com muito bom senso, as devidas precauções e elevadíssimo amor-próprio”, completa. Cada povo tem seus traços culturais e crenças particula- res. Por isso, é difícil prever os problemas que a interação entre pessoas de diferentes lu- gares do mundo poderá gerar. Nós somos influenciados por inúmeros fatores. Desde o dia em que nascemos, apren- demos com nossa família e co- munidade o que é certo ou er- rado. Temos o hábito de achar que nossa cultura e cos- tumes estão sempre certos, en- quanto a dos outros parece er- rada. Apontamos e criticamos o comportamento de outros grupos por não compreender- mos seus ideais, convicções e comportamento. Essa visão etnocêntrica é a fórmula da maioria das guerras que asso- laram o mundo. “Imagine uma pessoa que aprendeu des- de criança que só há um Deus, que ordena que você não amará outro senão ele. Agora, imagine essa mesma pessoa encontrando alguém que cultua outra divindade. Com muita facilidade ela po- derá considerá-lo herético e cheio de más intenções. São muitos os que pensam que des- truir o mal é fazer o bem. A partir de então se torna muito simples matar outra pessoa”, diz o psicólogo cognitivo- comportamental Alexandre Caprio. Quando uma pessoa se rela- ciona com alguém que perten- ce a outra cultura, deve haver, em primeiro lugar, uma comu- nicação clara, recomenda. Co- nhecer a língua do outro é um bom primeiro passo. O segun- do é pesquisar o país do pre- tendente: lugares, traços cul- turais, economia, religião são algumas dicas. Compreender o que é importante para o ou- tro e aprender a respeitar isso da mesma forma que gostaria de ser respeitado é primordial para um bom entendimento. Com passaporte ou sem passaporte na mão, é impor- tante um contato ao vivo com o parceiro. “Encontros podem ser pla- nejados, desde que se tome os devidos cuidados. Muitas ve- zes, queremos acreditar que encontramos nossa alma gê- mea e desprezamos informa- ções valiosas”, complementa. Quando a intenção dos dois é a de realmente ficar jun- tos, filhos e parentes devem ser comunicados e igualmen- te preparados para a mudan- ça. “Todos devem procurar compreender da melhor for- ma possível o novo universo que irá se fundir ao deles. Se os estereótipos e preconceitos forem dominados, o relaciona- mento entre pessoas de países diferentes pode ser uma expe- riência altamente rica para to- dos”, explica Caprio. Globalização do amor Relacionamento 8 / São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
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    “Acredito muito noamor e na afetividade sincera, no bom diálogo, e na capacidade criativa do homem na questão de investimento em conheci- mentos para estar ao lado de quem se ama. Namorar ou até mesmo residir em outro país com seu grande amor exige disponibilidade emocional e inteligência para quebrar bar- reiras, dar oportunidade ao novo e ter gratidão à vida, às novidades”, diz a psicóloga Luciana Nazar Ramoneda. Então, cuidado para não in- vestir em um relacionamento estruturado na carência e sim na construção do amor e das di- ferenças, ir com calma, aos pou- cos, e sem pressa. “Esse é o ca- minho do amor, conhecendo e entendendo as imperfeições do outro, e tendo a chance de ques- tionar se é isso mesmo que vo- cê quer para sua vida: um faz de contas ou uma linda história de amor”, afirma. I DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 / 9
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    Jéssica Reis jessica.reis@diarioweb.com.br Apesar dasmulheres te- rem conquistado espaço no mercado de trabalho e certa independência, para os ho- mens a estabilidade ou segu- rança financeira continua sen- do muito importante, até mes- mo nos relacionamentos. Isso acontece, segundo a psi- cóloga Kátia Ricardi de Abreu, pois por motivos culturais a es- tabilidade da família foi atribuí- da durante muitas gerações ao homem. “O dinheiro é símbolo de poder, de realização, de su- cesso, e um homem que conse- gue estabilidade e segurança fi- nanceira está pronto para a vi- da, para casar, ter filhos. Este foi o ‘script’ do homem durante muito tempo. Hoje, a importân- cia desta estabilidade significa atender à expectativa da socie- dade no que diz respeito à este ‘script’. ‘Homem que é homem paga a conta’, ‘homem que é ho- mem sustenta a família’, e as- sim por diante. Ainda existem resquícios desta expectativa nas famílias mais tradicionais e con- servadoras”, afirma. Para Silvana Parreira psicó- loga, consultora de RH e coa- ch, a estabilidade financeira de- monstra segurança e sucesso profissional, oferecendo ao ho- mem uma postura diferenciada no mercado de negócios, na vi- da social e pessoal. “Além do conceito antigo que o homem é o chefe da casa, é o que toma conta da parte financeira da ca- sa, por mais que isso venha mu- dando, é um conceito que pre- domina na mente deles.” Ainda segundo a psicóloga, a estabilidade financeira faz bem para o ego do homem ou de qualquer pessoa. Além de dar segurança para algumas to- madas de decisões, realizações de sonhos e vontades. Silvana lembra que é preciso entender que para ter estabilidade finan- ceira e sucesso é necessário amadurecimento, pensamento e comportamentos diferencia- dos, muitas vezes sair da zona de conforto, e entender e com- preender que alguns prazeres como baladas e barzinhos são caros e devem ser moderados. Kátia diz que a segurança financeira é alcançada por ho- mens e mulheres da mesma forma, por meio de atividades que proporcionem renda com- patível com os sonhos de cada um. “Mas a segurança pessoal deve ir além das questões fi- nanceiras. Não é o dinheiro apenas”, alerta. E, de acordo com a psicólo- ga, muito mais que símbolo de poder, a estabilidade financei- ra proporciona tranquilidade para quem a conquista, de tal forma que a vida pode ter mais qualidade e os relacionamen- tos não passam pelo desgaste cotidiano marcado pela escas- sez do dinheiro. E as mulheres? “Acredito que todas as pes- soas buscam estabilidade finan- ceira, e a mulher de hoje busca isso em cada conquista”, afir- ma Silvana Parreira. Para a psicóloga, quando a mulher pensa em ter um par- ceiro, um casamento, ela pen- sa na estabilidade financeira, mas há mulheres de todos os ti- pos e interesses. Há aquelas que querem conquistar e com- partilhar sua estabilidade fi- nanceira junto com o parceiro e aquelas que querem um par- ceiro com estabilidade finan- ceira. “A vida está cada vez mais corrida, homens e mulhe- res trabalhando mais, passan- do mais horas no trabalho pa- ra ter estabilidade”, diz. Além disso, Kátia lembra que até pouco tempo a mulher observava sua estabilidade e se- gurança financeira como um segundo plano, ou seja, se fal- tasse alguma coisa, ela estaria ali para completar a renda fa- miliar, para segurar a barra por um tempo. “Ao entrar no mercado de trabalho, a mulher acabou tomando gosto pela rea- lização profissional e pelas van- tagens desta estabilidade. Ho- je, ela busca isso de igual para igual com o homem. Não se trata mais de um suporte. São somas de rendas dentro do pla- nejamento familiar, sem cau- sar desconforto para os casais modernos.” Finanças O que vai além Importante hoje para homens e mulheres, estabilidade financeira também pesa nos relacionamentos Mas não é só o di- nheiro que deixa os ho- mens “poderosos”. A psi- cóloga Kátia Ricardi de Abreu diz que a seguran- ça pessoal se conquista com uma série de ações que começam muito ce- do na vida, quando esses homens se sentem segu- ros no próprio lar, ama- dos por pais bons o bas- tante para educá-los. A psicóloga diz que, mesmo sem dinheiro, es- ses homens continuam ex- perimentando a seguran- ça pessoal por entende- rem que se trata de mo- mentos transitórios, ou se- ja, não se apoiam em coi- sas externas para se sentir seguros. A estrutura psí- quica fortalecida os leva a acreditar em seu conjunto de qualidades, que não se restringe à marca da rou- pa que usam, ao modelo de carro que dirigem e as- sim por diante. “Quero deixar uma observação sobre mulhe- res que se apoiam na bus- ca desta estabilidade fi- nanceira por meio dos ‘bons partidos’: o mun- do dá voltas. Portanto, apoiar-se na estabilida- de e condições financei- ras do homem pode tra- zer grandes surpresas não tão agradáveis. Pen- so que é mais sensato buscar cada um a sua es- tabilidade financeira e somar grandes realiza- ções a dois”, ressalta Kátia. I (JR) Stock Images/Divulgação Segurança no ‘dim-dim’ 10 / São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
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    Olhe para oslados e veja o que pode fazer para ser mais feliz Beth Valentim Psicóloga Você se sente cansado. Esbarra na prate- leira que existe há anos na parede de sua ca- sa. Cai tudo. Quebra a jarra que ganhou em um evento especial. Você senta no chão, segura a cabeça e chora. Está tudo prestes a ruir dentro de si mesmo e não sa- be mais como se refazer. Lá fora o dia está chuvoso e você nem pode sair para correr, caminhar ou mesmo se distrair. Alguma coisa anda furando seu bolso e sem muito para gastar tem estado recolhido em casa e nesses últimos dias es- gotou a biblioteca de DVDs. Já telefonou até para o vizinho, inven- tou consertos no telhado e começou a sen- tir que esta só, que queria muito ter um amor, mesmo que desajeitado. Afinal, pelo menos arriscaria um beijo, um abraço, uma palavra trocada baixinho. E tantas lembranças vem à tona. Você fez descaso daquela pessoa que tanto te amava. Lembra? Tratou mal, não perdoou como se fosse infalível e com seu orgulho e vaidade acho que para estar ao seu lado deve ser perfeito, perfeita. E quando se olhava no espelho apostava que tudo em ti estava certo, sem remendos, sem pedacinhos de fora. Pois é, o tempo passou e você está sozi- nho. Os dias passam e nada de alguém para acompanhar você no mercado, na farmá- cia, ao cinema. Seja onde for você sempre está sozinho, As amizades, ah as amizades... Sempre co- brouquefossempresentes,quefosseapriorida- deequetelefonassemtodasemana.Lembrada- quele último amigo que não tinha tempo por- que trabalhava em um projeto e você descas- cou e ele se afastou? Pois bem, talvez se você fossemais maduro eentendesse quetodos pas- sam por fases difíceis ele estria ao seu lado A namorada tão especial que preferiu deixar o amor que sentia por você de lado. Que coisa, logo você que sempre se achou tão maravilhoso, o querido por todos, bem sucedido. Ela foi embora, desistiu da sua arrogância e deixou de lado o amor para es- tar com a liberdade e paz, mesmo sem vo- cê. Olha que ela te amava, viu? Refazendo a vida... Está na hora. Quem diria que deveria começar do zero. Enten- der que amar é deixar livre, é libertar, é sentir as difi- culdades do outro e suas limitações. Que não podemos ter tudo, mas o mínimo pode ser tão favorá- vel à vida. Mas você queria tu- do. Um cora- ção mimado, um coração que ditava or- dens e o outro não conseguia acompanhar. Sabe as coisas que caíram da pratelei- ra? Faz assim, pense que são seus pedaços de dentro e arrume de novo. Deixa para lá o vaso quebrado, pode representar um mo- mento que ruiu, uma ruptura do passado e o recomeço chegando. Veja tudo pelo lado bom. Se desfaça de algumas coisas e reinvente sua prateleira pessoal. Olhe para os lados e veja o que pode fa- zer para ser mais feliz. Entenda que o mun- do não gira ao seu redor. Que somos ape- nas contribuintes da solidariedade e da amizade. E siga em paz porque já está fican- do tarde e essa é a hora. Não deixe passar mais porque pode ser tarde demais quando resolver refazer a vida. I Refazendo a vida StockImages/Divulgação Thomaz Vita Neto DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 / 11
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    Entrevista Após Adauto, JulianoCazarré volta à telinha com novo visual em “Amor à Vida” Agência Estado Depoisdesedestacarem“Ave- nidaBrasil”comooingênuoAdau- to,JulianoCazarréestádevoltaàte- linha, em “Amor à Vida”. E, desta vez, com um visual que deve sur- preenderostelespectadores. Emsuasegundanovelanoho- rário nobre da Globo, o ator con- ta que está adorando os dreads no cabelo e afirma que de parecido com o personagem, de nome Ni- nho, carrega o jeito aventureiro. Ciente de que está dando os pas- sos certos na carreira, Cazarré conta que prefere viver um dia após o outro, sem fazer muitos planos futuros. Pergunta - Em “Amor à Vi- da”, Ninho é um homem atraente, porém tem um cará- ter duvidoso. Ele será um dos vilões da trama? Juliano Cazarré - O Ninho é umcarade espíritolivre,mochilei- roequeestánoPeru.Eleconhecea Paloma (Paolla Oliveira) e os dois se apaixonam. Mas ele tem uma personalidade de uma pessoa que querserlivre.ONinhovalorizaali- berdade dele acima de tudo. Não quer se amarrar a um emprego, umacidade, umlugar só. Eéjusta- mente nesse momento da juventu- de, de rebeldia, que ele justifica al- guns comportamentos. Mas ele nãoétotalmentedomal.Éumcara que acredita no poder das ervas, gostade reggae. Pergunta - Você vai apare- cer no ar com dreads e um vi- sual mais ‘largadão’. Como foi entrar nesse universo? Cazarré - Achei corajoso por parte da direção de caracteriza- ção. Quero ver como as pessoas vão reagir ao ver um cara cheio de dreads no ar. Talvez os mais conservadores se assustem. Mon- to o visual muito rápido. Estou adorando esses dreads. Pergunta - Existe algu- ma coisa parecida entre vo- cê e o personagem? Cazarré - Acho que eu valo- rizo a liberdade. Eu brigo por isso, para ser livre na vida. As- sim como o Ninho, já viajei de mochila nas costas, estudei em universidade federal onde só ti- nha ‘riponga’ (risos). Conheço vários Ninhos na vida. Pergunta - Como foi a expe- riência de gravar as primeiras cenas do folhetim no Peru? Cazarré - A viagem foi óti- ma. O país é lindo, com uma es- trutura invejável para receber os turistas. Acho que o Brasil tem muito a aprender com o Peru. Só gravamos em lugares lindos, todos estavam empolgados para trabalhar. A gente acordava ce- do já para fazer a maquiagem, ver figurino e o clima era muito divertido. Até último dia foi ex- tremamente prazeroso. Pergunta - O que você cos- tumava fazer nas horas livres no Peru? Cazarré - Fuiconhecerasruí- nas incas e ficava com o pessoal da novela. Foi uma delícia estar lá e trabalhar com a Bárbara (Paz), a Paolla (Oliveira), o Ma- teus (Solano). Nós comemos em bons restaurantes, sempre pratos deliciosos feitos com ervas dife- rentes, uma comida bem condi- mentada e apimentada. Pergunta - O que o público pode esperar do romance en- tre Paloma e Ninho? Cazarré - Gravei somente os primeiroscapítulos.Elessãoapai- xonados, mas, em determinado momento, vão ter um desencon- tro,em grandeparte pelarebeldia e irresponsabilidade do Ninho. Elenão tem noção da responsabi- lidade que é uma mulher, um fi- lho. É jovem, impulsivo. As pes- soas vão perceber com a passa- gem de tempo da novela. Vão po- der notar que ele amadureceu. Pergunta - Foi difícil ficar 20 dias no Peru gravando longe de seus filhos Vicente e Ignácio? Cazarré - Sim, a pior coisa foi ficar longe dos meus filhos. Nós vamosnos mudarpara o Rio eva- mos ficar mais juntos. Quando cheguei do Peru fui direto para Brasília e matei a saudade deles A molecada é saudável, bonita. Pergunta - Você vem de um sucesso grande com o per- sonagem Adauto, de “Aveni- da Brasil”. Planeja crescer, cada vez mais, na sua carrei- ra? Faz este tipo de plano? Cazarré - Não sei o que eu penso (risos). Quero é fazer boas cenas. Tudo na minha carreira foi um passo de cada vez. Eu não fico pensando agora o que vai ser no futuro. Vejo o que vai ter amanhã e trabalho bem o texto para me sair bem na cena. Acho que é por isso que vem dando tu- do tão certo. Quero é acertar. E não fazer planejamento de car- reira, do tipo: onde vou querer estar daqui a 10 anos. I Jeito aventureiro Divulgação TV - 12 / São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
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    Na telona Dois personagensde TV criados por Aguinaldo Sil- va ganharão as telas de cinema. Neste final de sema- na, Giovanni Improtta, interpretado por José Wi- lker na novela “Senhora do Destino”, chega às salas do país. O ator repetirá a dose, em uma trama inédi- ta. E está prometido para novembro o longa-metra- gem “Super Crô”, personagem interpretado por Mar- celo Serrado em “Fina Estampa”. Na telona (2) Falando em Crô, personagem gay que vivia escon- dendo um caso amoroso suspeito em “Fina Estam- pa”, boatos dão conta de que não haverá beijo entre homens no filme. Apesar do roteiro do filme ainda não ter sido revelado, essa realidade tem sido confir- mada por quem está envolvido na produção. Laboratório Visitas a um hospital carioca serviram de base para Danielle Winits entrar no clima da novela “Amor à Vida” (Globo). Na nova trama das 21h, a loira será uma enfermeira que dará à luz o filho de um casal homossexual. A criança é fruto da relação dos perso- nagens de Marcello Antony e Thiago Fragoso. Nas redes sociais da web, o assunto tem sido motivo para polêmica. Só na TV aberta Armando Babaioff, que está em ritmo acelerado com as gravações da novela “Sangue Bom”, na Globo, não irá participar da segunda temporada de “Do Amor”, no canal por assinatura Multishow. A estreia dos no- vos episódios está prevista para outubro. Responsabilidade Longe da TV desde o fim do “BBB 13” (Globo), Pe- dro Bial se prepara para voltar ao ar com “Na Mo- ral”. Seu programa de debate ganha mais uma tem- porada em julho. Para a arena, a produção espera contar com Fernando Henrique Cardoso em uma discussão sobre drogas. Estica e puxa O remake de “Dona Xepa” (Record), sucesso na década de 1970, já tem data para começar e terminar na Record. A estreia será no próximo dia 21, com duração aproxima- da de 96 capítulos. Caso o folhetim de horário nobre caia no gosto popular, a trama poderá ser esticada por tempo indeterminado. Sem preconceitos A novela “Amor à Vida” mostrará um casal formado por um pediatra de origem palestina e uma enfermei- ra judia ortodoxa. Pércio, interpretado por Mouha- med Harfouch (“Cordel Encantado”), deverá entrar no capítulo 21 e irá se envolver com Rebeca, interpre- tada por Paula Braun (“Malhação”). Trio das belas Adiretorade“CordelEncantado”e“AvenidaBrasil”,Amo- ra Mautner, não terá Paolla Oliveira em “Joia Rara”, próxi- ma trama das 18h. A atriz está no elenco de “Amor à Vida”, das21h.Apesardisso,asbelasCarolinaDieckmann,Natha- liaDille MarianaXimenes farãopartede seu time. Novos fazendeiros Apesar de ainda não ter data de estreia definida, a nova ediçãode“AFazenda”(Record)começaaganharos holo- fotes. Ao que tudo indica, entre os novos fazendeiros es- tão a modelo Bárbara Evans, o apresentador Yudi Ta- mashiro, a funkeira Mulher Filé e o repórter do “TV Fa- ma” (RedeTV!) Franklin David. Na direção Longe das novelas desde “Lado a Lado”, Lázaro Ra- mos não se desligou do mundo das artes. O ator está cuidando da direção do novo clipe de Lulu Santos, “Como É Grande o Meu Amor por Você”. Sua assisten- te é a atriz Fernanda Paes Leme. Já Patrícia Pillar, Pa- blo Morais, Ildi Silva, Nathália Rodrigues, Daniele Su- zuki e Mayana Neiva aparecerão no vídeo. O que querem os jovens Em pesquisa recente, a Viacom, distribuidora dos ca- nais Nickelodeon, Vh1 e Comedy Central, descobriu peculiaridades entre jovens de 9 a 30 anos, de 24 paí- ses pesquisados. A maioria das crianças, na faixa etária entre 9 e 14 anos, recorre à televisão para rela- xar. Para os mais velhos, com idade entre 15 e 30 anos, ouvir música é a atividade que mais acalma. Ba- tizado de “The Next Normal: Um olhar sem Prece- dentes sobre a Geração Millennials”, o estudo coletou a opinião de 15 mil pessoas. Volta ao passado A BBC encomendou a produção de um episódio pilo- to de “The Smiths”, série que reviverá o clássico americano “Everybody Loves Raymond” (1996-2005). Caso a emissora se interesse pelo resul- tado, ela poderá encomendar a produção da primei- ra temporada. A trama será estrelada por Lee Mack e Catherine Tate (“Doctor Who” e “The Office”). Batido o martelo Segundo o site “The Hollywood Reporter”, a Fox en- comendou quatro novas séries para este ano. Entre as eleitas estão “Sleepy Hollow”, “Rake” e “Almost Human”, novo projeto de J.J. Abrams (“Lost”), es- trelada por Karl Urban. Além dessas, “Gang Rela- ted”, protagonizada por Ramon Rodriguez, também já está na lista. Data de estreia Apesar da demora, a rede norte-americana CBS anunciou a data de estreia de “Under the Dome”, ba- seada no livro homônimo de Stephen King. Será no dia 24 de junho, nos Estados Unidos. O roteiro mos- tra a história dos moradores da pequena cidade de Chester’s Mill. Isolados por um misterioso fenôme- no, eles lutam para manter a ordem no lugar. Dias contados Ainda sem ter sua quarta temporada definida pelo canal Showtine, a série “The Borgias” poderá ser cancelada. Em entrevista à imprensa, Neil Jordan, o criador da série, teria revelado que mais dez episó- dios da atração seriam muito cansativos. Sendo as- sim, ele criou um mapa para o roteiro de um filme. Melhor da TV Giulia Gam em “Sangue Bom” (Globo). No papel da atriz decadente Bárbara Ellen, a bela não deixa a de- sejar. Segura de seu personagem, a nova loira do pe- daço garante momentos hilários quando quer prote- ger sua filha adotiva, Amora (Sophie Charlotte) As trapalhadas em que se mete para se manter sob os ho- lofotes também merecem atenção. Pior da TV O canal por assinatura GNT vem derrapando nas produções de suas mais recentes séries. Tanto “Co- pa Hotel” como “As Canalhas” demonstram traços de produção quase “caseira” e deixam a desejar Uma pena, uma vez que o canal é conhecido por colocar boas novidades no ar. I Fique Ligado Agência Estado DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 / 13 - TV
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    Record aposta altoem “Dona Xepa”: 34 cenários e uma cidade cenográfica de 2,2 mil metros quadrados foram criados nos estúdios do Recnov, no Rio de Janeiro Uma autêntica Agência Estado Uma autêntica feira, com di- reito a barraquinhas de frutas, verduras e legumes e o bom e velho pastel com caldo de cana. Foi assim que a Record reuniu a imprensa de todo o Brasil - ti- nha jornalistas do Rio de Janei- ro, São Paulo, Paraná e Piauí - para apresentar sua nova produ- ção: mais uma adaptação de “Dona Xepa”, desta vez escrita por Gustavo Reiz e dirigida por Ivan Zettel. A trama, que estreia no pró- ximo dia 21, foi inspirada na pe- ça homônima de Pedro Bloch e conta a história de amor da fei- rante pelos dois filhos, Rosália e Édison que, cada um do seu jeito, se envergonha da mãe. Com previsão inicial de 96 capí- tulos, grande parte das cenas da novela foram feitas em um feira livre do tradicional bairro do Bexiga, em São Paulo. Além disso, 34 cenários e uma cidade cenográfica de 2.200 metros quadrados foram criados nos es- túdios do Recnov, no Rio de Ja- neiro, para a produção. Mesmo assim, a direção da emissora não fala em números e nem no investimento realizado. ”É uma novela para quem gosta de novela. Tem amor, ciúme, ódio, inveja, amizade, tudo que precisa ter. O públi- co vai se emocionar”, garan- tiu o autor. Na novela, a feirante Carlo- ta Losano, vivida por Ângela Leal, é conhecida como Dona Xepa. Abandonada pelo mari- do, Esmeraldino (José Du- mont), ela criou quase que sozi- nha os filhos: a ambiciosa Rosália e o estudioso Édison, vividos por Taís Fersoza e Ar- thur Aguiar. Ângela Leal comemorou - e muito - seu retorno em grande estilo à televisão. “Tenho uma história de vida. As pessoas nas ruas não me reconhecem por um papel específico. Já fui se- cretária de Cultura, diretora de Sindicato. Sou uma pessoa atuante, uma militante da vida. Mas a minha grande paixão é representar, é atuar, embora a vida tenha me levado para ou- tros caminhos. Então, eu pon- tuei. No cinema nacional, eu até brincava, dizendo que era mais bonito dizer que estava pontuando do que estar fazen- do ponta. Então, eu pontuei em vários lugares, porque não po- deria ter feito um papel tão in- tenso quanto esse. E, de repen- te, vem esse presente, que é a minha cara”, afirmou ela. Outra que aproveitou a cole- tiva para desabafar foi Luiza Tomé. Depois de abandonar “Máscaras”, também da Rede Record, por estar insatisfeita com o papel, a atriz está de vol- ta. E disse o porquê. “Só voltei porque o texto (de ‘Dona Xe- pa’) é muito bom e porque vão me dar valor profissional. Aqui todo mundo tem seu espaço. Todos os personagens são valo- rizados”, disse a atriz, que vive- rá a perua Meg Pantaleão. I Estreia TV - 14 / São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
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    feira DONA XEPA (Ângela Leal)- Mulher batalhadora, correta e simples. Mora na Vila do Antigo Bonde e trabalha na feira, numa barraca de frutas. Ganhou esse apelido pelo costume que tem de dar a xepa (restos de comida) aos pobres. Foi abandonada pelo marido e criou os filhos, Édison e Rosália, sozinha. Seu maior sonho é que os dois subam na vida e para isso não poupa esforços ROSÁLIA (Thais Fersoza) - Filha de Dona Xepa. Bonita, ambiciosa e de caráter duvidoso, não se conforma com a vida que leva, pretende subir às custas de um marido rico ÉDISON (Arthur Aguiar) - Filho de Dona Xepa. É um rapaz bondoso e criativo, que estuda Arquitetura e Urbanismo numa faculdade particular. Tem vergonha da ignorância de Dona Xepa, mas é carinhoso com ela e não aceita o jeito que Rosália a trata. Namora Yasmin e vive dividido entre dois mundos: a Vila do Antigo Bonde e o cotidiano dos jovens ricos da faculdade ESMERALDINO (José Dumont) - Marido de Dona Xepa, abandonou a família há mais de 20 anos. Era carismático e enrolador, sempre envolvido em tramoias para ganhar a vida. Seu desaparecimento se tornou praticamente uma lenda na Vila do Antigo Bonde JÚLIO CÉSAR PANTALEÃO (Maurício Mattar) - Casado com Meg e pai de Vitor Hugo e Lis, é um empresário poderoso, dono da Sabor e Luxo, indústria do ramo de alimentos. Júlio César é um homem que não gosta de ostentar sua riqueza, mas também não se importa com os exageros da mulher. Vive para o trabalho e é muito centralizador MEG PANTALEÃO (Luiza Tomé) - Mulher bonita, rica e extravagante. É casada com o empresário Júlio César e mãe de Lis e Vitor Hugo. Adora expor toda a sua riqueza, o que é motivo de muitos conflitos com a filha Lis. Faz todo tipo de tratamento de beleza para continuar estampando as embalagens dos produtos da Sabor e Luxo VITOR HUGO (Márcio Kieling) - Filho de Meg e Júlio César, segue os passos do pai, trabalhando na empresa da família. Mas suas ideias inovadoras sempre esbarram no comportamento exigente e centralizador de Júlio César LIS (Rayana Carvalho) - Filha mais nova de Meg e Júlio César, é muito madura e estuda História. Sempre se sentiu preterida pela mãe e tem vergonha das loucuras de Meg ISABELA (Gabriela Durlo) - Mulher romântica e bondosa. Trabalha como fotógrafa. Apaixonada por Vitor Hugo, a moça vive o momento mais feliz de sua vida, até conhecer Rosália, de quem se torna melhor amiga. Sem perceber os reais interesses de Rosália, Isabela ficará muito próxima da moça, o que se tornará uma grande ameaça para seu casamento PÉROLA (Angelina Muniz) - Mãe de Isabela. É uma mulher fina, ambiciosa e amarga. É casada com Feliciano, mas o clima entre eles é sempre frio. Muito contida, ela nutre uma paixão secreta por Júlio César, com quem teve uma história no passado FRANÇOIS (Gabriel Gracindo) - Ambicioso e ambíguo, trabalha com Júlio César e quer subir na empresa de qualquer jeito, mesmo que para isso precise abrir mão da ética. É amigo de Vitor Hugo, mas provoca ciúme nele por estar sempre solícito e disponível para Júlio César YASMIN (Pérola Faria) - Namora Édison, por quem é apaixonada desde a infância. Gosta de costurar e inventar a própria moda. Mora com a mãe, Geni, e é quem sustenta a casa. Contra sua vontade, acaba sendo cúmplice nas armações de Rosália I PERFIL DOS PERSONAGENS Michel angelo/TV Record/Divulgação DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 / 15 - TV
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    “A Giane éuma mocinha cheia de personalidade”, afirma Isabelle Drummond, uma das estrelas de “Sangue Bom” Agência Estado Depois do sucesso como a empreguete Cida, em “Cheias de Charme”, Isabelle Drum- mond voltou repaginada aos fo- lhetins em “Sangue Bom”. A atriz conta que está adorando o cabelo curto e repicado e que é um prazer gravar em um cená- rio cheio de flores. Novamente ela encara uma das personagens principais de uma novela, mas isto não a ame- dronta mais. Pergunta - Como é sair do universo da empreguete Cida e cair no mundo da espevita- da Giane? Isabelle Drummond - A Gia- ne é uma menina totalmente despojada, alegre... Diz o que pensa e não está nem aí para o que as pessoas acham dela. Gos- ta de futebol, é meio moleca. Ti- ve que conhecer mais sobre o Corinthians, embora a Giane não seja só futebol. Ela carrega toda aquela história do amor pe- lo Bento (Marco Pigossi), que é a fase dela se descobrindo como menina, mulher. Para interpre- tar a Giane, fiz aula de flores também. Eu e o Pigossi fomos para Holambra e fizemos curso lá. Foi bom para aprender co- mo é o manuseio das flores. Pergunta - Estar em conta- to direto com as flores deu mais vontade de arrumar a ca- sa com plantas? Isabelle - Nossa! Este ano a minha casa vai ser bem colori- da porque tem muitas flores lin- das. Estou apaixonada por elas! Sempre levo algumas das grava- ções para casa (risos). E tam- bém trouxe muitas de Holam- bra. Vou montar a decoração do meu apartamento agora com flores (risos). Pergunta - Em “Sangue Bom”, Maria Adelaide Amaral escalou seis atores para se- rem os protagonistas da tra- ma. Como é viver, de forma se- guida, uma das personagens principais da novela? Isabelle - Não tem isso de peso até porque o meu último trabalho foi uma protagonista. Agora o clima é diferente. E são seis. Em ‘Cheias de char- me’ elas estavam sempre juntas e em ‘Sangue Bom’ é tudo mais disperso e, ao mesmo tempo, as histórias se entrelaçam, o que é bem divertido. Nós somos bem amigos. Pergunta - Para interpre- tar Giane você cortou o cabe- lo. Gostou do resultado final? Isabelle - Estou adorando porque na última novela eu usava tanta maquiagem e ago- ra acho que deu um frescor es- se visual. O cabelo está lindo demais. Na hora fiquei um pouco com receio, mas depois adorei tudo. Pergunta - Além do cabe- lo, o figurino de Giane é to- talmente diferente do da empreguete Cida. Aprovou os looks escolhidos para a personagem? Isabelle - Tem uma outra energia porque eu acordo todo dia em uma loja cheia de flo- res! Então, só posso dizer que o meu dia é solar como a Giane. É a coisa mais linda, deliciosa. Pergunta - E você se preo- cupa com a forma física? O que faz para manter o corpo em dia? Isabelle - A única coisa que eu faço é correr e praticar ioga. Eu corro no calçadão e na estei- ra também. Pergunta - Você começou muito nova na TV e depois da Emília, do “Sítio do Pica-Pau Amarelo”, emendou várias mocinhas. Estava cansada de fazer esse tipo de persona- gem boazinha nas novelas? Isabelle - Depois da Emília, eu fiz várias mocinhas, sim. E a Cida foi diferente porque ela ti- nha toda a virada da persona- gem, a fase delas de empregue- tes que se transformaram em es- trelas. Em ‘Cheias de Charme’ tive vários momentos, altos e baixos, o que foi ótimo para mim como atriz. Agora a Giane tem sido interessante por justa- mente não ser uma mocinha co- mum. Ela é cheia de personali- dade. Ela age de uma maneira diferente das mocinhas tradicio- nais. Ela não é fofinha e nem certinha, joga futebol e xinga. Não é aquela coisa melosa. I Entrevista Sem medo doSem medo do protagonismoprotagonismo TVGlobo/Divulgação TV - 16 / São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
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    Diretor do canalWoohoo, Ricardo Bocão se diz um “guerrilheiro” da comunicação AgênciaEstado Conhecido como Ricardo Bocão,oex-campeãodesurfedire- tor do canal por assinatura Woo- hoo,comemoraosucessodaemis- sora independente que ele e outro surfista“velhodeguerra”,oAntô- nio Ricardo, vêm tocando desde 2006. A dupla se dedica aos espor- tesdeação,eaouniversodorocke da moda, desde que criou, em 1983,oprograma“Realce”,naTV Record. Com uma audiência as- cendente, o jovem canal Woohoo saltou de 2 milhões para 8 mi- lhões de telespectadores no final de2012,quandopassouasertrans- mitido também pelas operadoras Skye Net.A meta de Bocãoéche- gar aos 12 milhões de espectado- res ainda neste ano. Oprograma“Realce”-cujame- móriaestásendoreeditadanoWoo- hoo, em 80 mini-documentários, exibidosàssegundas,quartasesex- tas-feiras,às 22h45-ficouseteanos no ar, ocupando um espaço até en- tão inédito entre o público jovem. DaRecord,osdoisprodutoresees- portistasforam para a MTV com o programa “Ombak”, seguindo lo- go depois para o recém-criado ca- nalporassinaturaSportTV-onde, maisumavez,levantaramabandei- ra dos esportes radicais e, claro, do insubstituível rock. Durante 12 anos, mantiveram no Sport TV a “Zona de Impacto”, com duas ho- ras diárias de surf, skate, body- board,windsurfeoutrasmodalida- desdoesporte de ação. OWoohoo eratudo queRicar- doBocão,58anos,sonhou,quando aindacomandavao“Realce”epar- ticipava do recém-criado circuito internacional de surf. “Eu viajava muito, mais do que o Antônio. Mas a gente sempre ia aos Estados Unidos e lá estava começando a TV por assinatura”, conta Bocão, que na época ficou impressionado “comessatelevisão de nicho”. “Havia canais de música, ca- nais de esporte. Eu falei para o An- tônio: ‘Poxa, cara, um dia vamos ter um canal de esportes de ação, música e comportamento’. Depois veio a MTV Brasil, com uma pro- gramação moderna, e começamos asonharcomonossocanal.Issofoi noinício dos anos1990”. Como surfista, Ricardo Bocão teve seus momentos de glória nu- maépocaemqueocircuitointerna- cional de surf estava apenas come- çando. O esporte mal era conheci- do no final dos anos 1960, quando Bocão saiu de casa, aos 18, para se- guir um ideal de esportista. “Na- quela época, o surf era um esporte exótico, as pessoas diziam que era coisademaconheiro”.Ojovemsur- fistafoisevirandocomopôde,par- ticipando de campeonatos e fabri- cando pranchas. Antes de ir para a televisão, o “Realce” já era um jor- nal tablóide fluminense sobre es- portesradicaisevida alternativa. O atual crescimento do Woo- hoo - que integra a programação do grupo Turner - influirá direta- mente na qualidade do conteúdo docanal,queapostaemdiversases- treias ao longo de todo este ano “Agora vamos olhar para dentro”, diz Bocão, afirmando que a nova lei do audiovisual (que estabelece cotasdeconteúdonacionalnapro- gramação de TV a cabo) ajudou nesse avanço comercial em que o Woohoo se firma como um em- preendimento pioneiro. “Já está nonossoDNA.Agentenasceuco- mo canal independente brasilei- ro”, orgulha-se Bocão, lembrando que apenas o canal Off segue uma trilha semelhante. Mas é só dar umaespiadinhaparaver queentre um e outro canal, o Woohoo, exi- bindo programação eclética, com edição ágil e um alto astral sonoro, continua sem páreo. Uma série de 12 estreias foi inaugurada em abril, com a exibi- ção dos primeiros dos 80 mini-do- cumentáriosdo“Realce”.Apróxi- maatração, ainda sem dataconfir- mada de estreia, é “Cob 02”, de hip hop e culinária alternativa. “O ‘Cob 02’ se passa numa cobertura, mas não num prédio chique. Ha- verá uma batalha de MCs e convi- dados como pintores de grafite, cantores.Oapartamentofunciona- rá como uma galeria de esculturas urbanaseterásempremuitagente circulando. O anfitrião pescará um peixe que será preparado por uma garota que é chef de cozi- nha”, informa o executivo do Woohoo, que além de proprietá- rio, juntamente com Antônio Ri- cardo e um terceiro sócio investi- dor que não revela a identidade, é uma espécie de faz-tudo no canal, dirigindo programas e orientando a moçada responsável pelas câme- rasoupelatrilhamusical.“Eudei- xo o pessoal trabalhar livremente, masagentetemumdiálogo,doua minha opinião. Quando vejo que algumacoisanãofunciona,euvou lá e aponto uma direção.” I ‘Ibope’ ascendente Audiência Divulgação DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 / 17 - TV
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    Diretorde programaçãoda NBCno Brasilfala sobre amigraçãode atores docinema paraas séries Agência Estado Se havia um preconceito por parte de grandes atores de cinema em mi- grar para as séries de TV, parece que ele vem diminuindo e quem puxou a fila foram atrizes como Jennifer Anis- ton (“Friends”) e Sarah Jessica Pa- rker (“Sexy in the City”) que, por qua- se uma década, viveram seus persona- gens Rachel e Carrie. Da ala masculina Hugh Laurie, o Dr. House, é um dos melhores exem- plos de que, independentemente do veículo, o talento fala mais alto. A sé- rie que atingiu um pico de 8,9 mi- lhões de espectadores nos Estados Unidos na 6ª temporada, terminou em maio do ano passado no país, mas continua a ser exibida na TV fechada e aberta. No Brasil, é veiculada pela Record. Com seu personagem caris- mático, Laurie conquistou uma le- gião de fãs pelo mundo. Outro que se lançou nessa aventu- ra recentemente foi o ator francês Jean Reno, que acaba de estrelar a sé- rie “Jo”, mostrando que ninguém mais tem medo de atuar em TV e fi- car estigmatizado. O que um dia foi considerado “arte menor”,tanto para diretoresquanto ato- res, mudou de status a partir do investi- mento dos canais de TV em roteiros e produções que não deixam nada a dever aocinema.Para falarmais sobreo assun- to, o gerente de programação da NBC Universal Networks International Bra- sil, Milton Xavier, é o convidado. Pergunta - Você acredita que as séries popularizam a imagem do ator, mesmo de um veterano? Milton Xavier - Ao participar de uma série de TV, os atores que tradi- cionalmente atuam no cinema, pas- sam a atingir um público mais amplo. O formato narrativo das séries permi- te ainda que se crie um contato de lon- go prazo com o telespectador. Há ca- sos de atores que reinventaram suas carreiras ao ingressar na TV como Mi- chael J. Fox e até mesmo o memorá- vel Hugh Laurie. Entre as séries do Universal Channel, uma produção que atrai o interesse dos atores de Hollywood é “Law & Order: Special Victims Unit”. Durante as 14 tempo- radas, já marcaram presença nomes como Robin Williams, Bill Pullman, Maria Bello, Nia Vardalos, Chlöe Se- vigny, John Stamos, Jeremy Irons e Sharon Stone. Pergunta - Quando começou es- sa prática de incluir atores renoma- dos em seriados do canal? Xavier - Isso ocorre desde os pri- mórdios da televisão. O que mudou foi a percepção dos atores e diretores de cinema. Antes considerado um pro- jeto secundário, nos últimos anos, a te- levisão vem ganhando status artístico em uma indústria que se torna cada vez mais convergente. Vale ressaltar, ainda, que muitas séries de TV se equiparam às produções do cinema em investimentos, tecnologia, enre- dos e efeitos especiais. Pergunta - O que o público pode esperar para os próximos meses quando se fala em participação es- pecial nos seriados? Xavier - Em breve, o Universal Channel estreará a comentada série “Bates Motel”, que traz no elenco no- mes conhecidos do cinema nos papéis principais: a atriz Vera Farmiga (“Amor Sem Escalas”) e Freddie High- more (“A Fantástica Fábrica de Choco- late”). A série é um prólogo de um grande clássico de Hitchcock, “Psico- se”, o que mostra como a TV e o cine- ma estão cada vez mais integrados. Ou- tra nova série do canal, “Elementary”, conta com Lucy Liu (“As Panteras”) como a versão feminina de Watson das histórias de Sherlock Holmes. I Análise De passagem Divulgação TV - 18 / São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
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    MTV aposta emprograma realizado em parceria com diretor Felipe Hirsch Agência Estado “Agentevaiseorgulhardeterpar- ticipadodissopara sempre”.Comesta frase o diretor de programação da MTV Brasil, Zico Goes, define o no- votrabalhoqueestreianaemissora no dia 27 de maio. Trata-se de uma série emdozecapítulosintitulada“AMeni- na Sem Qualidades”, projeto entre a MTV e o diretor Felipe Hirsch, que tem como protagonista a atriz Bianca Comparato vivendo a jovem Ana. A produçãotem,ainda,aparticipaçãoes- pecial de Wagner Moura. A exibição será de segunda a quinta-feira, às 23h, com reprises durante a semana, sem- pre após as 22h, devido à classificação indicativa para 16 anos. A série é uma adaptação do livro “A Menina Sem Qualidades”, da pre- miada autora alemã Juli Zeh, que, por suavez, recria a obrade Robert Musil, “O Homem Sem Qualidades”. Em “A Menina Sem Qualidades”, a auto- ra expõe a história da relação entre dois jovens estudantes, Ana e Alex (que na série da MTV será vivido por Rodrigo Pandolfo), que envolve pai- xão, dependência e amizade e foge aos padrões, mas, ao mesmo tempo, tra- duzomodocomoajuventudeatuales- tabelece as relações entre si e com o mundoexterioresuasregrasdeconví- vio social. ”A Ana é muito mais inteligen- te que eu! Ela atinge raciocínios e ideias bem avançadas. Ela não ver- baliza como os adolescentes ‘co- muns’. Em vez de gírias, ela cita Nietzsche”, explica a protagonista Bianca Comparato. E completa: “Tenho muito carinho por esse tra- balho, pelas questões que a série aborda. Essas contestações sobre a moralidade, sobre o que é certo e er- rado, feitas pelo texto, me empol- gam. Espero que o público aprove! Eu me dediquei de corpo e alma e é bom ver que na internet já está ro- lando um burburinho forte, uma ex- pectativa para a estreia...” ZicoGoestambémdestacaosdesa- fios da produção, a importância de co- locar a arte em primeiro lugar, e tam- bém sobre a coragem de sair da zona de confortocom esse trabalho.“Esse é o nosso segundo grande produto com o Felipe, depois do Tributo à Legião Urbana. No início, a gente não tinha intenção de fazer uma série O que a gente queria mesmo era trabalhar com ele. Foi uma paixão mútua. Pen- samos em fazer outros tipos de tribu- tos, um grande festival de bandas, até que, no meio do ano passado, o Felipe sugeriu fazer a série”. O diretor de programação explica que, mesmo sendo focada no público jovem, a série vai atrair pessoas de to- das as faixas etárias. Um dos diferen- ciais da produção, que mergulhou no mundo do cinema, foi o fato de a maioria das cenas serem gravadas em locações externas em São Paulo, dan- do mais realismo à obra. Foram usa- das residências, escolas e, em muitos momentos, é possível reconhecer a ci- dade de São Paulo. “Acho que vai ser um marco porque nossa proposta é inovar, ousar mesmo, levar a arte pa- ra o público. Vai numa onda da quali- dade. Nós estamos fazendo uma coi- sa para o futuro que vai se destacar em relação ao resto”, resume Goes. Para a MTV o resultado já é posi- tivo mesmo antes da estreia no dia 27. A série consumiu investimentos de R$ 3 milhões e agregou valor ao trabalho, uma vez que a equipe da TV adquiriu um know how valioso pelo contato com os profissionais da área cinematográfica, de acordo com Goes. “Agradeço ao Felipe por essa oportunidade. Depois dessa a gente faz qualquer coi- sa”, diverte-se ele. Perguntado sobre os planos futuros da emissora, Zico diz que em agosto estreia a série “Overdo- se”, um falso documentário cheio de humor sobre uma banda de rock, estrelada por Daniel Furlan e Ju- liano Enrico, que acabaram sen- do contratados como apresenta- dores da MTV. Midas Felipe Hirsch é um diretor com o dom de Midas, pois desde a sua pri- meira montagem, “Baal Babilônia”, comacompanhia teatral“Sutil”,fun- dada em 1993, vem abocanhando inúmeras premiações em todo o país. A trajetória de sucesso trans- pôs os palcos e ganhou o cinema e, agora, a televisão. Hirsch se dedica à pesquisa da narrativa nas peças de memória, assim como a recria- ção de textos shakespearianos que dialogam com a contempora- neidade. Em 2000 o espetáculo “A Vida Cheia de Som e Fúria”, adap- tação do romance “Alta Fidelidade”, de Nick Hornby, foi um estrondoso sucesso de crítica e público que le- vou o prêmio Shell de melhor direção. Atores como Ma- rieta Severo, Renata Sorrah, Xuxa Lo- pes, Marco Nani- ni e muitos ou- tros se rende- ram a ele. I ‘A MENINA SEM QUALIDADES’ Série AgênciaEstado DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 / 19 - TV
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    Canal por assinaturaUniversal Channel traz o seriado “Bates Motel” para o Brasil, em julho Série Agência Estado O Universal Channel (uc.tv. br) estreará a série “Bates Mo- tel” no Brasil no dia 4 de julho, de acordo com a assessoria de im- prensa da emissora. O canal por assinatura fechou um acordo com a NBC Universal Interna- tional Television Distribution para adquirir os direitos de exe- cução. A produção é um prólo- go do filme “Psicose”, de Alfred Hitchcock, e mostra a formação de um dos mais conhecidos as- sassinos da história do cinema. A série mostra a juventude de Norman Bates, que ganha vida na pele do ator Freddie Highmo- re (o menino do remake “A Fan- tástica Fábrica de Chocolate”) e suaintensarelaçãocomamãe,in- terpretada por Vera Farmiga (“Amor Sem Escalas”). A produção estreou nos Esta- dos Unidos no canal A&E, em março deste ano, conquistando a média de 4,5 milhões de telespec- tadores, com 2,5 milhões entre o públicoalvo(18-49 anos),soman- do a audiência em DVR (Digital Video Recorder), segundo infor- mou o canal em nota divulgada à imprensa.Comoitoepisódiosexi- bidos até o momento, a série vem mantendo a média de 2,9 mi- lhões ao vivo, com 1,2% entre o público alvo. Noelencodasérietambémes- tãoMikeVogel(“PanAm”),Nes- tor Carbonell (“Lost” e “Sudden- lySusan”),RichardHarmon(vis- to em “Continuum” e “The Killing”), Max Thieriot, Nicola Peltz, Olivia Cooke (“The Secret of Crickley Hall”) e Jere Burns (“BreakingBad”, “Justified”),en- treoutros.“BatesMotel”éprodu- zidapelaUniversalTelevisionpa- ra o canal A&E nos Estados Uni- dos. Os produtores executivos da série são Carlton Cuse (“Lost”) e Kerry Ehrin (“Friday Night Li- ghts”), que já confirmaram a se- gunda temporada da série. Vera Farmiga A atriz não é iniciante quan- do se fala em séries de TV. Este é o seu quarto trabalho e vem rendendo bons comentários da crítica. Sua estreia na TV em 1997 foi em “Amor e Liberda- de/Roar”, ao lado de Heath Ledger, um desconhecido do grande público na época Na sequência a atriz gravou “UC: Undercover” e “Touching Evil”, canceladas com apenas uma temporada produzida. Ve- ra ficou conhecida do público por suas atuações na telona, en- tre elas “Amor nas Alturas” e “Os Indomáveis”. I Prólogo de ‘Psicose’ Divulgação TV - 20 / São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
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    “A sexualidade será discutidana novela de uma forma que nunca foi na televisão” BÁRBARA PAZ, atriz, em entrevista ao site da revista “Quem”, sobre a próxima novela da Globo, “Amor à Vida” “Quando eu era criança não gostava de tomar banho, era tipo o cascão” SÉRGIO MARONE, ator, em entrevista ao “UOL”, na estreia do espetáculo infantil “Mônica e Cebolinha no Mundo de Romeu e Julieta, o Musical”, em São Paulo “Tenho tantos defeitos, tem dias que nem eu me aguento” IGOR RICKLI, ator, em entrevista ao jornal “Extra” (RJ), respondendo pergunta de um fã e dizendo que não é perfeito “Pega meu cabelo e esfrega minha cara na sarjeta” CLAUDIA RAIA, atriz, em entrevista ao site oficial da novela “Salve Jorge”, da Globo, sobre o que disse para Nanda Costa na cena de briga entre Lívia e Morena “Eu estou vivo, mas não funciona mais nada, fazer o quê?” SILVIO SANTOS, apresentador, durante seu programa no SBT “Descobrir que você é pai nessa altura da vida só pode ser um milagre. Um presente de Deus” AGILDO RIBEIRO, ator, em entrevista ao “UOL”, sobre descobrir aos 81 anos que é pai pela primeira vez, de uma relação rápida que teve em 1964 “Fernanda (Lima) cozinha muito bem, mas lá em casa quem pilota o fogão sou eu” RODRIGO HILBERT, ator, em entrevista à revista “Contigo!”, sobre a vida pessoal “Como meu pai é muito querido, todos sempre me recebem com um sorriso” LÚCIO MAURO FILHO, ator, em entrevista ao site da revista “QUEM!”, sobre a carreira e vida pessoal “Eu fui a mais espancada, mas fui a que mais mereceu apanhar. Pelo que ela fez, acho que foi pouco” TOTIA MEIRELLES, atriz, em entrevista ao jornal “Extra” (RJ), sobre a personagem Wanda em “Salve Jorge” “Penso em ter mais filhos, mas a responsabilidade é grande” GIOVANNA ANTONELLI, atriz, em entrevista à revista “Contigo!”, sobre a intenção de aumentar a família Frases da semana Agência Estado DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 / 21 - TV
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    MALHAÇÃO - 17H45 Segunda-feira- Bento explica a Malu por que resolveu aceitar sua ideia de setornarumacelebridade.Amoracon- taparaBárbaraqueNatanficouenvai- decidocomanotíciadeseufilme.Gló- riaexpulsaPerácioesuafamíliadeca- sa. Plínio e Malu decidem levar Bento para um evento social. Kévin reclama da repercussão que a matéria da re- vistateveemsuavida.Xandefingees- tardoenteparanãosermandadoem- bora com sua família da casa de Gló- ria. Tio Lili flagra Renata e Tito se bei- jando.Júlia gravaFilipinhointerpretan- do diversos papéis. Silvério aconse- lhaGianealutarparaficarcomBento. MaluajudaBentoamudarovisual.Fa- binho vai à casa de Margot. Natan aparece no restaurante em que Amo- ra está com Maurício. Plínio, Malu e Bentochegam aoevento social. Terça-feira - Malu sugere que Bento dê uma entrevista para o Luxury. Na- tandiscutecomMaurício.Kévingrava Bárbarabrigandocomalguémpelote- lefone. Fabinho fala para Margot que vai descobriro que Bárbara fez contra Irene.Renata confessaa tio Lili sobre Tito. Bárbara avisa a Amora que sua mãe terá que ficar com elas por al- guns dias. Verônica chama Maurício para trabalhar com ela. Damáris e as amigasfazemoshownolugardasMu- lheres Fruta. Renata é carinhosa com Érico. Giane se surpreende com o no- vovisualdeBento.WilsonresgataDa- máris. Áurea sugere a Madá que faça ocasamentodeTinaeVitinhonaclíni- ca. Amora se enfurece ao ver Malu e Bentono Luxury. Quarta-feira - Rosemere e Filipinho se apresentam no Cantaí. Giane cho- ra ao assistir à entrevista de Bento. Luz afirma que Amora está com ciú- mesdoBento.FabinhoexigequeMar- gotpeçaaSantaparamantersigiloso- bre sua identidade. Amora convence Maurício a aceitar morar no aparta- mento que ganharam de Natan. Filipi- nhoperdeoempregonoKimPark.Da- márisdizaoadvogadoquequertomar oKimParkdeWilson.Algumasmulhe- res procuram Bento na floricultura e Gianese incomoda. Glória fica impac- tada com a presença de Filipinho em suacasa. Quinta-feira - Bento é irônico com Amora. Vitinho tenta agarrar Bárbara na clínica, e Tina fica furiosa. Glória tentaconteraemoçãoaofalarcomFi- lipinho.AmorasugerequeNatanreali- ze algo que impressione Maurício. Fa- binho se irrita ao ver Bento com Malu e Plínio. Wilson aprova o slogan que Natan finge ter criado. Damáris não consegue um advogado para tirar o Kim Park de Wilson Júlia pede para Edu editar o vídeo de Filipinho e divul- gar na internet. Xande recebe a visita de Filipinho. Brenda manda Perácio terminar de pintar a falsificação do quadro. Glória lembra de quando dei- xou Bento com Silvério na estação de trem. Charlene e Giane obrigam Ben- toairao KimPark. Sexta-feira - Amora conforta Bento. AmoraeBentoentramnoparqueese divertem nos brinquedos. Bárbara de- miteEmília.Rosemereficatranstorna- daaosaberqueFilipinhofoiàcasado pai. Natan se recusa a falar com Klé- ber.Silviafala paraLaraqueNatante- rá uma reunião com os patrocinado- resdoLuxury.CharleneeMalusesur- preendem ao ver Amora e Bento no parque. Fabinho vai à floricultura e questiona Giane sobre Bento e Malu. Madá chantageia Bárbara para que ela não demita Emília. Damáris arma umescândalonoparque.Natansuge- requeAmoraeLaraapresentemoLu- xury juntas. Sueli Pedrosa reconhece Bentoe oentrevista. Sábado - Bentoserecusaadaraen- trevista para Sueli. Luz fica curiosa para saber o motivo da felicidade de Amora. Érico descobre que a Class Mídiapodefalir.Fabinhoganhaacon- fiança de Bárbara. Malu sugere que Bento se abra com Amora. Pedrinho seaproximadaTocadoSaci,masfo- ge quando Bento tenta falar com ele. Nancy tem ciúmes da proximidade entre Wilson e Charlene. Tito sugere que Damáris mude seu comporta- mento para reconquistar Wilson. Wil- son fica comovido com Charlene. Bento e Fabinho brigam na porta da casa de Amora. Malu não deixa que Emília seja demitida. FLOR DO CARIBE - 18H15 Segunda-feira - Cristal conta para Es- ter que se apaixonou por Cassiano. Cassiano avisa à família que dará en- trada na ação de reconhecimento da paternidadedeSamuca.Julianoavisa a Natália que só voltará a conversar comeladepoisqueabiólogaassumir onamoroparaReinaldo.Alberto man- da flores para Cristal. Ester consegue empréstimonobancoparaabriraem- presacomTaís,ecolocaacasadafa- mília como garantia. Amparo aconse- lha Cristal a esquecer Cassiano. Mila se surpreende quando o pai lhe lhe diz para ela ficar morando com Natá- lia. Cristal avisa a Amparo que elas deixarão Vila dos Ventos. Natália ex- pulsaReinaldodesuacasa.Rafaelin- forma a Amparo que já instalou seu escritórionoRiodeJaneiro.Albertoob- servaCassiano eEster dormindo. Terça-feira - Alberto espera Cassia- no e Ester deixarem a cabana. Guio- marseassustacomodescontrolede Alberto.SamucacontaparaCassiano que Alberto o chamou de contraban- dista.Marizénãoaceitaopresentede Hélio.ChicodizaCassianoqueCandi- nho já andou de disco voador. Nicole convida Guiomar para fazer a produ- çãodemodadodesfiledaONG.Alber- to obriga Hélio a assessorá-lo no pro- cesso contra Ester. Hélio avisa a Es- ter que Alberto quer a reintegração de posse do imóvel onde funciona a ONG.EsterseatrasaparabuscarLau- rinhanaescola. Quarta-feira - A professora de Lauri- nha liga para Alberto, que vai ao en- contro da filha na escola, no lugar de Ester. Veridiana se oferece para abri- gar as crianças da ONG em seu sítio. Ester fica apavorada ao chegar na es- colaeseravisadadequeAlbertobus- cou Laurinha. Lindaura resolve acom- panhar Ester até a empresa de Alber- toparapegaraneta.Esterinvadeasa- ladeAlbertoeameaçaoexecutivo.Al- berto manda Hélio pegar os livros-cai- xa da ONG. Juliano tenta convencer Natália a se casar com ele. Hélio avi- sa a Cassiano que Alberto pode man- daroadvogadodenunciarEsteraoMi- nistério Público, caso ela não consiga prestar contas de como investiu o di- nheiro do Grupo Albuquerque na ONG.AlbertoavisaaHélioquetomará aguardadosfilhos deEster. Quinta-feira - Ester comenta com Cassiano que não tem conhecimento sobre aprestação decontas da ONG. Cassiano promete a Alberto que des- truirátudo oqueeletem.Bibiana con- fessa a Donato que está com vergo- nha das atitudes de Hélio. Olívia diz a Amaralina que ela pode ficar em sua casa. Alberto afirma ao avô que Ester voltará para ele. Hélio destrata Zulei- ka.CassianoajudaEsteralevarLauri- nhaaohospital. Sexta-feira - ReinaldoperguntaaNa- tália sobre o homem que ela está na- morando Hélio procura Bibiana para se explicar sobre sua participação na desapropriação da ONG, tentando convencer a mãe de que só cumpriu ordens de Alberto. Lipe e Marizé não dãoatençãoaoirmão.Yvetecomemo- ra a matéria que ela plantou no jornal sobre a investigação da ONG. Guio- marconvenceMeirelesaproduziroví- deo da ONG, oferecendo dinheiro pa- ra o diretor. Rodrigo se interessa por Amaralina. Alberto diz ao advogado que deseja ver Ester ser punida por seusatos. Sábado - Ester não se abate com a notícia no jornal sobre a investigação daONG.Cassianodizaopaiqueestá com medo de Ester ser presa Alberto destróiacabanadeEstereCassiano. Hélio culpa Donato pelo sentimento de desprezo de Bibiana e dos irmãos por ele. Donato se comove com as queixasdeHélio.Esterficaapavorado ao ver sua cabana destruída e perce- be que só pode ter sido Alberto. O ofi- cial de justiça entrega a Ester uma or- dem de apreensão de Laura em favor deAlberto. Segunda-feira-Salacertaosdetalhes dosequestro de Lia com Alemão. Isa- belacontaparaLeandroqueestágrá- vida, e o marido suspeita de traição. Marcela comenta com Isabela que é possívelqueLeandronãosejaestéril. Vitor combina de fugir com Lia no dia de seu aniversário. Isabela pede para Leandro fazer o exame de fertilidade, eosdoissereconciliam.Mathiascon- vida Raquel para viajar no fim de se- mana. Vitor e Lia se beijam em públi- co para comemorar o aniversário de- la. Cezar se inscreve no campeonato de patins para impressionar Fabíola. Orelha lamenta a ausência de Morga- na. Sal, Caixote e Alemão veem poli- ciais fazendo a guarda do campeona- to. Raquel discute com Lia, que deixa escapar sua participação na criação doadmiradorsecreto damãe. Terça-feira - Raquel e Lia se desen- tendem,eVitorlembraqueéaniversá- riodamenina.Raqueltentasedescul- parcomLiaporteresquecidoseuani- versário. Marcela tenta se aproximar de Tatá, que mostra resistência. Gil tem uma crise de ciúmes na sessão de fotos de Ju, e Marta pede para ele ir embora. Cezar se desconcentra ao olhar para Fabíola e cai durante sua apresentação.Morganachegaàcom- petição, e Orelha comemora. Hector dizqueJuprecisaemagrecer,eMarta a incentiva. Orientado por Sal, o ven- dedor ambulante derruba refrigerante em Lia. Marcela acompanha a entea- da ao banheiro. Orelha paralisa em sua apresentação, mas Morgana o apoia. Sal empurra Marcela e agarra Lia. Quarta-feira - Marcela pede socorro porLia.Morganaetodaaturmaincen- tivamOrelha,queseenchedeconfian- ça e vence o campeonato. Vitor e Ra- quel desconfiam da demora de Lia e vão atrás da menina. Ao tentar impe- dir osequestro deLia, Marcela éatro- pelada por Caixote. Raquel socorre a professora, que pede para a médica sejaumaboamãeparaLiaecuidede Gil caso ela não resista. Gil se deses- peraaoveroestadodamãe.Vitorper- de os bandidos de vista. Todos cho- ram o falecimento de Marcela. Sal fi- casabendodamortedeMarcelaeLia sedesesperanocativeiro.VitoreFati- nha vão atrás de Kika para saber de Sal. Sal tira uma foto de Lia chorando e envia a Lorenzo. Alemão liga para o médicoeexigedinheiroemtrocadavi- dadeLia. Quinta-feira - Alemão e Sal pressio- namLorenzoeOlavoaconseguirema quantiaexigidaemumdia.OrelhaePi- lhadivulgam a fotode Sal na internet. Orelha pede Morgana em namoro no- vamente.VitorérejeitadoporLorenzo e Gil. Vitor afirma para Rosa e Pilha quesalvaráLiaedenunciaráSal.Gile Lorenzo prometem ser uma família. Mathias divulga a foto de Sal para os alunosdoQuadrante.OrelhaeMorga- na chegam ao colégio com informa- çõessobre Sal.Salbeija Lia àforça. Sexta-feira - Sal ameaça Lia, quan- do Alemão e Caixote chegam. Orelha explica para Mathias e Raquel como chegouauma possívellocalizaçãodo cativeiro de Lia. Fatinha, Vitor, Pilha, Orelha,Morgana,FeraeRitadecidem iraté a Floresta da Tijuca atrásde Lia. Sal pressiona Olavo pelo dinheiro do resgate.LiaouveAlemãoeCaixoteco- mentarem que têm ordens de acabar com a vida de Sal assim que recebe- rem o resgate do sequestro. Orelha e Morgana montam um helicóptero-ro- bôcomaajudadeLeandro.Liaconse- gue guardar um objeto afiado sem que os sequestradores percebam. LiatentaconvencerSalalibertá-laefu- gir com ela. Gil faz um grafite em ho- menagem a Marcela no Misturama. Liaconsegue fugir docativeiro. Resumo das novelas GLOBO SANGUE BOM - 19H30 TV - 22 / São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
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    Terça-feira - Xepaacorda para traba- lhar e se espanta com a ausência de Rosália.Elaliga paraafilha,quemen- te sobre estar trabalhando. Matilda e Xepa se enfrentam durante as com- pras no mercadão e disputam fregue- ses na feira. Xepa conversa com o re- tratodeEsmeraldinoedizquenãopre- cisoudeleparacriarosfilhos.Marcos surpreende Rosália com uma viagem no fim de semana e pede que ela tire uma folga. Após o jogo, Yasmin cum- primenta Édison e o casal troca um beijo apaixonado. Xepa, Terezinha e Matilda se espantam ao saber que a feira será proibida nos próximos dias, devido ao desvio de trânsito com as obras. Camila escuta barulhos na ca- sa de Xepa e sai correndo ao ver Édi- son e Yasmin na cama. Feliciano se exalta ao saber que o fiscal foi expul- sodafeiraeexigequeofuncionárioto- menovas medidas. Quarta-feira - Xepa se apavora com umsumiçododinheiroepedeaajuda deCamila.AamigarevelatervistoÉdi- son e Yasmin namorando em casa. XepaquestionaYasmin,quenegasa- ber o paradeiro do dinheiro. Dafne conversa com Graxinha sobre seu planodeseramulhertutti-frutti epro- cura por fotos suas na internet. Péro- la instiga Feliciano a descobrir um meiopara acabar com a feira da Vila. RobérioconvidaGeniparadançar,en- quanto Matilda, Ângelo e Terezinha observam o cavalheiro misterioso. Xepa estranha o comportamento de Camila,masaconversa éinterrompi- da pela presença dos motoqueiros que invadem a feira. Benito tenta pa- rá-loseacabasobamiradeumrevól- ver.Dafne contaparaGraxinha sobre Robério e o mecânico se espanta ao ver o novo vizinho. Quinta-feira - Xepasedesculpacom o fiscal, que a ignora e a ofende. Para ajudar à amiga, Matilda e Terezinha entram na briga e afirmam que todos os trabalhadores da feira irão presos também. Benito diz aos bandidos da área que estava apenas indo traba- lhar e conta sobre o assalto na casa deXepa,deixandooscriminososalar- mados com a situação da feirante. Matilda instiga a multidão que entra nocamburãoantesdeXepa.Feliciano aparecenaregiãodaVila, Lisobserva atenta ao discurso do deputado, que finge gostar da região. Lis abraça Xe- pa, que fica comovida com a atitude da menina. Graxinha resolve bisbilho- taroimóveldeRobérioeacabasendo imobilizadopelo rapaz. Gisele fogeao ver a mãe de biquíni na feira e Dafne segueafilha atéacasade Geni. Sexta-feira- Dorivaldo decide conver- sarhonestamente com Édison. Beni- to reclama da covardia do amigo em não ter ajudado Xepa. Rosália finge estar noiva para Isabel e Yasmin ob- serva atônita. Para conseguir dinhei- ro, Xepa diz que vai vender o anel da- doporEsmeraldinoepedequeCami- la guarde segredo. Meg pede que Jú- lio César não implique com Vitor Hu- go durante o jantar. Mesmo sem ser convidado, François decide ir ao jan- tar na casa de Vitor Hugo. Rick pede que Cintia o ajude a se aproximar de Lis. Rosália cria um perfil falso em uma rede de relacionamentos onli- ne e confessa seu desejo em se ca- sar com Vitor Hugo. Benito é sur- preendido pelos bandidos, que deci- dem cobrar um favor do rapaz, após procurarem pelo assaltante que en- trou na casa de Xepa. Vitor Hugo e Júlio César batem de frente e Meg tenta acalmá-los. Segunda-feira-Adriano,vestidodede- tetive, investiga todos os passos de Rabito.O cachorrofoge dosmeninos, que vão atrás dele. Mário, Adriano e Cirilo encontram Laura. A amiga ob- servaocãozinhoerevelaaos amigos que Rabito está apaixonado. Em sua casa, Mário arruma seu melhor ami- go para o encontro com sua namora- da,masestipulaumhorárioparaque Rabito volte para casa. Rabito chega na hora do café da manhã, Mário fica irritado e pede para que o cachorro escolha entre ele e sua namorada. Marcelinaperdeuseudiárioeoprocu- ra por toda sua casa. Ela imagina seus amigos contando seus segre- dos uns aosoutros. Terça-feira - MatildefalaaOlíviaque seusamigosdaÁfricaficaraminteres- sadosemconheceraEscolaMundial. Marcelina desconfia que Paulo esteja envolvido no sumiço do seu diário. Paulo revela que o diário dela está com Jorge. Maquiavélico, Paulo diz que Jorge irá mandar fazer várias có- pias do diário para entregar aos alu- nos da Escola Mundial. Marcelina fi- ca desesperada. Mário encontra Ra- bitonarua.Elepercebequeocachor- roestá triste,poisanamorada deleo deixou.Olíviadecorasuasalacomob- jetos da África para receber os ami- gos de Matilde. Os convidados che- gam e Olívia começa a falar num tom alto. Olívia e Matilde apresentam o projetoparaarrecadaçãodefundosà África paraosangolanos. Quarta-feira - Matilde diz a Olívia que precisa seguir seu destino. As duas se despedem. Matilde afirma que tem que ir para onde seu coração manda.MariaJoaquinacontaàsami- gas que ouviu um boato que vai en- trar um aluno novo no quinto ano. A diretoraanunciaqueaescolarecebe- rá um novo aluno, Afonso, seu sobri- nho neto, que entrará no quinto ano. Paulo conhece Afonso, que é bem maior que ele. Afonso passa a mal- tratar Paulo. Os alunos comentam que Paulo está pagando tudo o que fez. Afonso prende Paulo na lixeira da escola. Paulo corre para abraçar Helena, que fica sem entender na- da. Afonso promete pegar Paulo fora daescola.CiriloescondePaulonoar- máriodaescola.AfonsoameaçaCiri- lo, diz que vai passar a persegui-lo. Afonso encontra Cirilo na frente da casa abandonada. Quinta-feira - Olívia pergunta a Afon- so o que está acontecendo. Olívia diz que não pode admitir esse tipo de ati- tude de alguém que tem o mesmo sangueque oseu e pega Afonso pela orelha. Maria Joaquina afirma que po- devestirbem Alícia, quepode ensiná- la a andar de skate. Valéria faz chapi- nhanoscapelosdeBibi.Acabaaener- gia elétrica, Valéria e Bibi começam a gritar.HelenachegacomRenêemca- saedizqueestácomaimpressãode que o apagão é em todo o bairro. Ra- fael distribui lanternas para toda a fa- mília. Eles começam a brincar de mí- mica no escuro. Helena e Renê acen- dem velas pela casa. Em meio ao cli- ma romântico, o casal se beija. Davi vaiàcasadeValéria para ajudá-la. Sexta-feira - Em imaginação de Adria- no,ele,Cirilo,PauloeKokifazemuma viagemaoespaçoparaencontrarChu- lé.ElesconhecemaDonaLua quedá as coordenadas do caminho a Satur- no.ElesconseguemchegaraSaturno eperguntam deChulé ao planeta.Sa- turnodizqueameiafedidadeveestar em um dos seus anéis. Os garotos encontram Chulé e o levam de volta paraaterra.Chulécomentaqueesta- vasentindoafaltadoquartodeAdria- no. Alícia e Maria Joaquina discutem na escola. Jaime afirma a si mesmo que não poderá ir à escola, pois vai se dar mal na prova oral. Ele aquece o termômetro no abajur e diz para a mãe que está com febre e dor de ca- beça. Eloisa não acredita e manda Jaime colocar o uniforme. Na sala de aula, Helena sente a falta de Jaime. O garoto está escondido em sua ca- sa para não ir à escola. Helena pede para os alunos fecharem o caderno para a prova oral de tabuada. Segunda-feira - Félix se incomoda com o bom relacionamento entre Cé- sarePaloma.PalomaconheceNinho. Félixdizàirmãqueelafoiadotada.Pa- loma decide fugir com Ninho. Paloma descobre que está grávida e eles re- solvem voltar para o Brasil. Alejandra sugereumnegócioarriscadoaNinho. Paloma fica apreensiva com as previ- sõesdeumsacerdoteindígenasobre a sua gravidez. Ninho compra passa- gensparaoBrasil.LuanacontaaBru- no que está grávida. Glauce manda Luana ficar em repouso durante toda a gravidez. Ninho é preso no aeropor- to, e Paloma se desespera. Félix con- vence a irmã a esconder sua gravidez dos pais. Félix consegue libertar Ni- nho da cadeia. Paloma foge de casa novamente Pilar descobre a gravidez da filha, e César tem um enfarte. Ni- nho discute com Paloma, que entra em trabalho de parto. Bruno leva Lua- na para o Hospital San Magno. Már- ciafazopartodePaloma.Luanaeofi- lho morrem, e Bruno se desespera. Palomadesmaiaapós oparto. Terça-feira - Bruno decide ficar com obebêepedeparaGlauceajudá-lo.Pi- lar fica nervosa ao saber que Paloma foiparaaUTI.Glaucepedeacumplici- dadedePerséfoneparaalteraropron- tuário de Luana. Bruno mente para a famíliaedizqueaesposaestavagrávi- da de gêmeos, mas que só a menina sobreviveu. Lutero informa Pilar de que o bebê de Paloma sumiu. Pilar contasobreodesaparecimentodobe- bê de Paloma, e Félix finge se espan- tar. Bruno dá o nome de Paula para suafilha.Félixdiz aNinhoqueelenão devecontaraPilarqueosdoisjáseco- nhecem. Pilar exige que o caso da fi- lhafique emsigilo. FélixculpaPaloma pelosumiço desuafilha. Quarta-feira -Paloma amamenta Pau- la e Bruno se emociona. Edith des- confia de que Félix possa ter uma amante. Bruno fala para Ordália que ficou comovido com Paloma. O dono do bar onde Paloma teve sua filha proíbe o garçom de contar à polícia que Félix esteve por lá depois que Márcia foi embora. Simone se ofere- ce para ajudar Ninho e Paloma. Edith falaparaTamaraqueacreditaquees- teja sendo traída pelo marido. Lutero avisa a Paloma que ela pode ter pro- blemas para engravidar. Quinta-feira - Ninho não aceita a pro- posta de César. Félix confessa sua traição, mas pede para Edith não se divorciar. Ninho se diverte com uma amiga.Oinvestigadordesistedepro- curar a filha de Paloma, e ela decide iratrásdeNinho.Félixbloqueiaacon- ta bancária de Edith. Paloma pede para o irmão ajudar Ninho. Edith de- siste de se divorciar de Félix. Bruno aceita a ajuda de seus pais para cui- dardePaula. Palomadecidese afas- tar de Ninho e pede para voltar para casa dos pais. Passam-se 12 anos. Sexta-feira - Paloma cuida de Paula. Denizard se preocupa com Ordália e a neta Paloma avisa que Paula ficará internada e conversa com Bruno. Pa- trícia comemora com os amigos do hospital o seu casamento. Paloma se dispõe a cuidar de Paula. Bruno diz para Paloma que tem um aparta- mento perfeito para ela. Félix implica com Priscila Bruno encontra Glauce na saída do hospital. Sábado - Paloma e Bruno passam a noite juntos. Alejandra avisa a Ninho quefaloucomValentinsobrePaloma. Félix se aproxima de Jacques. Jona- than tenta pegar seu skate de volta com o pai. Gigi vai à casa de Atílio, e Vega discute com ela. Patrícia e Guto se divertem em Búzios. Félix escorre- ga no skate de Jonathan e fica furio- so.Césarcompraoapartamentopara Paloma,eBruno ficaanimado. Resumo das novelas DONA XEPA - 22H30 CARROSSEL - 20H30 AMOR À VIDA - 21 HORAS RECORD GLOBO SBT DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 / 23 - TV
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    Tóquio a céu Turismo Floresde Tóquio: cerejeiras nas proximidades do Palácio Imperial TURISMO - 24 / São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
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    Com iene embaixa e turismo em alta, Japão celebra a primavera e os meses mais quentes do ano com novidades e programas ao ar livre aberto Agência O Globo Há dois anos, Tóquio estava em crise após a tragédia de 11 de março de 2011, quando um tsunami provocou o acidente nuclear de Fukushima. O país parecia à deriva, com os estran- geiros fugindo e os japoneses em estado de choque. Hoje está novamente iluminada. Os turistas voltaram, ajudando Tóquio a recuperar seu posto: uma metrópole dife- rente, onde modernidade e tradição, sofis- ticação e simplicidade, caos e organização convivem de forma mágica. DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 / 25 - TURISMO
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    Reabertura de teatrotradicional e de estação de trem, inauguração de mirante e chegada da primavera estimulam a volta dos turistas Agência O Globo “Irashaimase”, gritam os ja- poneses cada vez que você en- tra numa loja ou num restau- rante. A tradução, exemplo da educação do povo, é “seja bem- vindo”. Impossível ficar indife- rente ao grito simpático e às pe- quenas delicadezas de uma ter- ra em que as pessoas se cumpri- mentam com reverências. Tóquio é uma cidade que deixa marcas profundas, mes- mo que não seja amor à primei- ra vista. Não é bela, mas é char- mosa. Tem alguns dos maiores arranha-céus do mundo, mas também preserva templos mile- nares e parques verdes. Às ve- zes parece inviável: como é pos- sível manter a ordem numa re- gião metropolitana com 35 mi- lhões de pessoas? Mas em Tó- quio tudo funciona. Os intermináveis e feiosos viadutos que cortam a cidade não devem ser motivo de pâni- co. Embaixo deles há um lugar surpreendente, embora muitas vezes incompreensível. Não é um desconhecido assustador. Poucos pontos do planeta po- dem ser considerados tão segu- ros. Portanto, perder-se (coisa que acontece muito em Tó- quio) não chega a ser um pro- blema tão grave assim. Tempo de despertarTempo de despertar Tóquio Cartaz anuncia a capital japonesa como candidata aos Jogos Olímpicos de 2020 Visitantes se purificam quando chegam ao templo Meiji Jingu TURISMO - 26 / São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
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    A capital japonesaé, acima de tudo,umacidadequesabesereer- guer. Em 1923, foi arrebentada por um terremoto que matou 140 mil pessoas. Na 2ª Guerra Mun- dial, as bombas americanas redu- ziram Tóquio a cinzas. Em2011,acatástrofequeaba- lou a costa do nordeste do Japão ocorreu a mais de 300 quilôme- tros de distância, mas a capital também sentiu os efeitos econô- micos da calamidade e sofreu com o medo da radiação. Nosúltimos doisanos, a cida- de inaugurou uma série de atra- ções. Entre as novidades estão um novo marco, a Tokyo Sky Tree, maior torre de TV do mun- do, com 634 metros; uma esta- ção de metrô que teve sua arqui- tetura anterior à 2ª Guerra res- taurada (Tokyo Station), e a rea- bertura do mais tradicional tea- tro de kabuki do Japão, o Ka- buki-za, após três anos de obras. Novos centros comerciais e uma programação cultural ines- gotável reforçam a imagem de um Japão que dá lição de sobre- vivência. A desvalorização do iene nos últimos meses (a moeda caiu 30% desde outubro) contri- bui para o aumento do número de turistas. Segundo a Organiza- ção Nacional de Turismo do Ja- pão, 857 mil pessoas desembar- caram no país em março, um au- mento de 26,3% em relação ao mesmo mês do ano passado. O índice indica ainda que os visitantes já não temem o perigo de Fukushima - palco do maior acidente nuclear desde Cherno- byl. Com os números do turis- mo voltando aos níveis anterio- res aos do tsunami, o governo acredita que chegará à marca dos 10 milhões de visitantes em 2013. E Tóquio, que disputa a candidatura à sede das Olimpía- das de 2020, tem papel funda- mental nessa missão. Harajuku é um bairro que comprova a tese de que nada é exatamente o que parece ser na fascinante megalópole japonesa. Sua fama internacional se deve à moda de rua. É ali que tendên- ciassãolançadaseservemdeins- piração para estilistas espalha- dos pelo mundo. Divididosemtribos fashion, os jovens se vestem para ver e ser vistos (mais do que vistos, eles querem ser fotografados) nas ruas de Harajuku. Mesmo para quem não dá a mínima para vitrines, é um pas- seiodivertido.AsHarajukuGirls, comoasmoçasdaáreasãoconhe- cidas, hipnotizam os pedestres comseuscabeloscoloridos(amo- da desta primavera é cabelo azul ou louro acinzentado, bem artifi- cial)e looksexagerados, quepare- cem saídos de desenhos anima- dose históriasemquadrinhos. Um bom ponto de partida para explorar a região é a Takeshita Dori, ruazinha toma- da por lojas voltadas para o pú- blico adolescente, em frente à estação de metrô Harajuku. Quem já passou dos 18, vai ter dificuldades para fazer com- pras ali, mas é uma travessia úni- ca, onde garotas vestidas de Loli- taseencontramcomgruposgóti- cos ou fantasiados de Pikachu. Sevocêsecansardetantoexo- tismo fashionista poderá buscar paz de espírito a alguns poucos metros, no Meiji Jingu, um tem- plo xintoísta no meio de uma flo- restade cem milárvores. O santuário é uma homena- gemao imperadorMeiji, que ini- ciou a modernização do Japão na segunda metade do século 19, quando o país finalmente abriu os seus portos. Foi erguido em 1920, bombardeado na 2ª Guerra e reconstruído. É um dos tem- plos mais populares do Japão, masnemasmultidõestiramoim- pacto da visita. Ali, não se escuta o barulho da metrópole,e as ceri- mônias religiosas podem ser acompanhadas pelos visitantes, desde que respeitosamente. Écomumpresenciar apassa- gem de noivas com o imenso ca- puz branco que caracteriza o ri- tual do casamento xintoísta. Os noivosvestem umquimonopre- to, que lembra os samurais. E por alguns instantes ficamos com a impressão de que esta- mos no Japão feudal. Shibuya é um bairro famoso pelos centros comerciais, a vida noturna e os painéis eletrônicos futuristas. Vale a pena entrar no Shibuya 109, outra meca do street wear japonês. É uma loja de departamentos comgrifeslocais,queseguemovi- sual feminino embonecado, co- nhecidocomogyaru,ouseja,mui- tasrendinhasebabados,unhasde- coradas, acessórios cor-de-rosa e perucasdignas de Barbie. Édedeixarqualquerumton- to,masassimsãoasmeninasjapo- nesas, que não acreditam muito no charme natural, sem artifí- cios. Cílios postiços são item de primeira necessidade em lugares como Harajuku e Shibuya. Um novo centro comercial, o Hikarie, inaugurado em 2012, deu um ar mais sofisticado a Shi- buya: 8 andares de lojas, restau- rantes, cafés e galerias de arte. Para quem estiver procuran- do um comércio de alto luxo, o bairro de Ginza e a Avenida Omotesando são os endereços mais indicados. Tóquio tam- bém pode ser muito chique. Tu- dodependedolugaredoquevo- cê está procurando. I Cerimônia xintoísta no Meiji Jingu, um dos templos mais populares do país, em Harajuku Figurinos: cruzamento no movimentado bairro de Shibuya Do kabuki ao Pikachu Vida noturna: o colorido dos prédios de Shibuya, ícone de Tóquio Japão fashion: a moda de rua é o máximo! Fotos: Agência O Globo DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 / 27 - TURISMO
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    Agência O Globo Ainauguração da torre Tokyo Sky Tree revitalizou a re- gião em torno do histórico bair- ro de Asakusa. A torre de TV tem um shopping center (sim, os japoneses compram muito) com 300lojas e um aquárioem suaba- se, além de uma estação de me- trô exclusiva, que ganhou o no- me do monumento. Há dois observatórios para que as pessoas possam admirar a cidade do alto. O primeiro es- tá a 350 metros de altura e o se- gundo, a 450. A Sky Tree abriu em maio de 2012 e as filas conti- nuam. É preciso ter paciência. Se a ideia é perder o fôlego com a vista, um programa sem lotação é tomar um drin- que no New York Bar, no to- po do hotel Park Hyatt, em Shinjuku. É um dos bares mais famosos da cidade. Foi onde Sofia Coppola fil- mou o histórico tête-à-tête dos personagens de Bill Murray e Scarlett Johansson em “Encon- tros e desencontros”, a história de duas almas solitárias que se perdem e se acham nas ruas fre- néticas de Tóquio. A dose de uís- que, de preferência japonês, co- mo ensinou Bill Murray, sai ca- ra, mas é um clássico da cidade. Apesar dos hotéis cinco es- trelas, Shinjuku é um bairro confuso, marcado por prédios de karaokê e restaurantes bara- tos, frequentados pelos salary- men, termo usado para se refe- rir aos funcionários das gran- des corporações. São homens que se vestem da mesma manei- ra - terno preto e camisa branca - ganham salários decentes, mas não ocupam postos altos. Entre o trabalho e a volta pa- ra casa, tarde da noite, bandos de salarymen se reúnem para co- mer e beber. É mais uma ima- gem típica, um lugar que vai dos restaurantes estrelados do Guia Michelin aos botecos (izakayas), de uma esquina para a outra. Tem gente que visita a capi- tal para explorar a culinária ja- ponesa - uma febre mundial - e há quem faça a viagem atraído pela cultura pop. Mangás, animês e videoga- mes são coisa de gente grande no Japão. As lojas voltadas para esse público específico ficam em Akihabara, onde os brinquedos atraem, principalmente, os adul- tos,entreelesmuitoscolecionado- res. Homens, em sua maioria. A região de Marunouchi tem um clima mais sério e en- gravatado. É o centro financei- ro da capital japonesa, com 4 mil empresas. A reinauguração da Tokyo Station deu um to- que de glamour antigo a essa parte de Tóquio, em meio ao vaivém dos trabalhadores. A estação de trem e metrô foi originalmente construída em 1914. Sobreviveu ao terre- moto de 1923, mas não às bombas da 2ª Guerra. Foi re- construída no pós-guerra, po- rém sem preocupações com o estilo arquitetônico. Em 2006, começou uma megaobra para devolver ao lugar seus traços originais. A fachada de tijolos verme- lhos e os domos foram restaura- dos, assim como o luxuoso Tokyo Station Hotel, que mis- tura elementos da decoração clássica europeia com design contemporâneo. Passam pela estação 1,1 mi- lhão de pessoas por dia. O trem- bala-símbolododesenvolvimen- to japonês - também sai dali. Ti- nha tudo para ser um caos se não fosse um cenário japonês, em que eficiência e organização são a re- gra. Brasileiros são capazes de se emocionarsódeverum trempar- tir no horário exato. Nenhum se- gundo a mais ou a menos. Há dois observatórios para as pessoas admirarem a cidade do alto, um a 350 metros de altura e o segundo, a 450 A paisagemA paisagem vista do altovista do alto Tóquio Vista de Tóquio a partir de uma suíte de hotel dentro da Midtown Tower TURISMO - 28 / São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
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    Pontos turísticos escondemdelícias ‘Para que os visitantes não se percam, é comum os hotéis de Tóquio entregarem um car- tão com o endereço, em japo- nês, que deve ser mostrado ao taxista. Nele está escrito, na lín- gua local: “Por favor, leve-me para...” com a localização exata do hotel. Realmente, ao voltar para ca- sa depois de um jantar este é um item indispensável. Porém, per- der-se pelos bairros da capital ja- ponesa é uma das melhores ma- neiras de se sentir a cidade, des- cobrindo recantos surpreenden- tes que podem estar escondidos em meio ao tumulto que caracte- riza a capital do Japão. Um dos recantos rodeados de segredinhos revelados apenas aos pedestres é a Omotesando, rua de mão dupla famosa, com calçadas amplas e uma seleção de grifes internacionais que ocu- pam prédios com projetos arroja- dos, num programa que vai mui- to além das compras e passa pela arquitetura e a observação social. Masentre umaloja exuberan- te de Karl Lagerfeld, no comple- xo comercial Tokyu Plaza, com fachada espelhada, e uma Swaro- vski ou Louis Vuitton, instala- dasem edifíciosigualmente mag- níficos, encontram-se raridades como a Béluga Caviar & Wine, uma loja de ovas de esturjão ser- vidas com champanhes diversos, ou com alguns dos 5 mil rótulos de vinhosfranceses, em sua gran- de maioria. Ou pode-se visitar uma loja imensa dedicada ao co- mércio de... preservativos. Explorar as ruas perpendicu- lares, que saem da Omotesando, é deparar com pequenos bares e cafés com mesas na rua irresistí- veis para dar uma paradinha, em calçadas lindamente organiza- das. Na parte alta de Omotesan- do uma grande avenida, Aoyama Dori, abriga uma espécie de pra- ça de alimentação ao ar livre, com charmosas cafeterias e pada- rias e muitos trailers que servem vários pratos rápidos. Lugar perfeito para uma re- feição simples a preços razoá- veis. No cardápio, “bolas de polvo”, um bolinho delicioso feito com o molusco, além de iguarias de perfil mais interna- cional, como batatas fritas e hambúrgueres. Mas Guinza é a principal refe- rências nos assuntos na capital ja- ponesa. É o bairro da moda, e chi- que,desdeofimdoséculo19,quan- do foi escolhida como área símbo- lo do modernização do Japão. Diante de toda a opulência de letreiros e prédio modernos tam- bém podemos encontrar recan- tosescondidos, mesmo nasfamo- sas lojas de departamentos, como a imperdível Mitsukoshi. Além da bastante conhecida (e cultuada) área gastronômica, que ocupa os andares inferiores, o prédio abriga vários restauran- tes nos andares mais altos. Em Roppongi também pode- se praticar o exercício de se per- der para achar preciosidades ca- mufladas na metrópole. Quem vê o imponente prédio do Tokyo Midtown, complexo comercial com shopping, escritórios e uma unidade do Ritz-Carlton, não po- de imaginar que por detrás do es- pigão espelhado exista um dos jardins japoneses mais simpáti- cos de Tóquio, com laguinho, plantas organizadas, pontes ver- melhas e a placidez conhecida desses ambientes. Claro que, nos dias quentes, moradores sabendo desses pre- dicados lotam o lugar, descan- sando, namorando e contem- plando a beleza do cenário, com- pletado pela arquitetura moder- na e discreta do Design Sight, museu com ótimas mostras. I Um izakaya, tipo de bar tradicional de Shinjuku A área acima de Omotesando é um recanto de tranquilidade e boa comida Fotos: Agência O Globo DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 / 29 - TURISMO
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    Tóquio é umdestino gastronômico dos mais badalados do mundo Agência O Globo O inverno no Japão é longo, o verão é quente demais e o ou- tono é belo, mas um tanto me- lancólico. A primavera é a épo- ca mais esperada do ano pelos japoneses, quando Tóquio fica mais alegre. Canteiros de flores espalhados pelas ruas, piqueni- ques nos parques, muito cha- péu de palha e mesas nas calça- das dos restaurantes transfor- mam a cidade. Quando as cerejeiras flores- cem, os japoneses - tão apega- dos a regras e rígidos códigos de conduta - relaxam. Poucos espetáculos naturais têm tanto impacto sobre uma população. Tóquio parece coberta por uma nuvem cor-de-rosa. O en- canto dura pouco, mas é uma imagem que fica para sempre. As cerejeiras começam a florir em janeiro, em Okinawa, no Sul do Japão, onde as tempera- turas costumam ser mais altas. As flores vão atravessando o arquipélago aos poucos até che- gar ao Norte (ilha de Hokaido), bem mais frio, em maio. Na capital japonesa, em ge- ral, a floração acontece no iní- cio de abril. Fica mais difícil conseguir vagas em hotéis nes- ta época do ano, por isso é im- portante programar a viagem com antecedência. Para o Japão, a sakura (flor de cerejeira) - inspiração para várias artes - representa a vida. Sua beleza é efêmera e deve ser contemplada com intensidade. As pétalas cairão em poucos dias, mas as flores voltarão a nascer no ano seguinte, num ci- clo eterno. Assim era a vida dos samurais, acreditam os japone- ses: curta e bela. Tóquio é um destino gastro- nômico dos mais badalados do mundo. Na capital japonesa, além de restaurantes típicos das mais variantes vertentes da cozinha local, casas miúdas es- pecializadas em apenas um ti- po de comida (sushi, tempurá e yakisoba entre eles), há endere- ços de alta classe dedicados a to- das as etnias culinárias da Ásia, e surpreendentes cozinhas ita- lianas, francesas, espanholas, peruanas, mexicanas... Tóquio parece ser o me- lhor lugar do mundo para se comer. Pelas ruas de bairros como Roppongi e Shibuya há muitos izakayas, o equivalente A delicadeza dosA delicadeza dos japoneses no sushijaponeses no sushi Tóquio Sushis vegetarianos no restaurante Potager TURISMO - 30 / São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
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    nipônico dos nossosbotequins, que estão entre os lugares im- perdíveis para os que apreciam a boa mesa. Como acontece por aqui, são tantos, e tão variados, que cada visitante escolhe um bo- teco pra chamar de seu. Cada morador, igualmente, tem o seu favorito. Entre os cam- peões na preferência local es- tá o Warayakiya, em Roppon- gi, sempre muito bem cotado, assim como o Chez Aburiya, em Aoyama. Muitos classificam o Gonpa- chi - famoso por uma de suas unidades ter sido cenário do fil- me “Kill Bill” (2003-2004), de Quentin Tarantino - como um izakaya. Parece mais um restau- rante, com cozinha típica de Kioto, e decoração que repro- duz as antigas construções da cidade. Vive lotado, não à toda. Ali, um simples espetinho de frango ou mesmo um lombo de porco à milanesa, servidos com uma espécie de ovo mexi- do por sobre um monte de ar- roz, com wasabi, se transfor- mam em iguarias memoráveis. Esses japoneses realmente quando resolvem fazer alguma coisa, fazem muito bem. E cozi- nhar, então, nem se fala... Tóquio é o coração político, financeiro, comercial, educacio- nal e cultural do Japão. Ali se concentra a maior parte de em- presas comerciais, universida- des, teatros e outros estabeleci- mentos comerciais e culturais do país. O sistema de transpor- te público é exemplar, com nu- merosas linhas de trens, metrô e de ônibus. Foi praticamente destruída na 2ª Guerra Mundial, princi- palmente nos anos 1944-1945, e renasceu das cinzas. De 1950 a 1960, Tóquio experimentou o chamado milagre econômico. A população fixa supera os 12 milhões de habitantes. A maioria segue o budismo. O fuso horário é de 12 ho- ras a mais que a hora oficial de Brasília. A moeda nacional é o iêne. Gorjeta não é costume em Tóquio, aliás, ofende. A dica para agradar é dar um presen- te ou chocolates. Ao encontrar pessoas, não estenda a mão para cumprimen- tar, só se ela lhe ofereceu a mão primeiro. O costume é curvar- se respeitosamente. I (colaborou Cecilia Demian) Como chegar As empresas Qatar e Emirates têm tarifas a partir de R$ 3.975. Valores com taxas para junho. Visto O visto para turistas no Japão custa R$ 77 para uma entrada e deve ser tirado no máximo três meses antes da viagem. Basta levar, até o consulado, passaporte, formulário preenchido, foto 3x4 recente, cópia da carteira de identidade e da passagem e comprovante de renda. Fica pronto em dois dias úteis. Onde ficar Ritz-Carlton: No Tokyo Midtown, diárias para casal a partir de R$ 975. ritzcarlton.com Park Hyatt: Perto da estação Shinjuku, com diárias para casal a partir de R$ 777. hyatt.com Ibis Shinjuku: Também perto da estação, com diárias para casal por R$ 223. accor.com Onde comer Potager: 6-9-1-1F Roppongi Hills. sushi-potager.com Warayakiya: 6-8-8 Roppongi, Minato-ku. Chez Aburiya: 3-12-4 Minami-Aoyama, Minato-ku. Gonpachi: Em Shibuya, há uma unidade no endereço 3-6-14F Maruyamacho. “Kill Bill” foi gravado no de Nishi-Azabu (1-13-11 Nishi-Azabu). gonpachi.jp Programe Tóquio O Warayakiya, em Roppongi, está entre os izakayas mais famosos e cultuados Cinema: o Gonpachi serviu de cenário para o filme “Kill Bill” Fotos: Agência O Globo DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 / 31 - TURISMO
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    Paulo Coelho O DEUSDA FLORESTA Escritor Naquele momento uma voz ecoou por todos os cantos: “Como é que ele deseja me ver se nem sequer acredita que eu existo” O conto Uma viúva, de uma pobre aldeia em Bengala, não tinha dinheiro para pagar o ônibus ao seu filho, pois ela o tinha matriculado num colégio dis- tante de casa. O garoto teria que atra- vessar sozinho uma floresta. Para tran- quilizá-lo, ela disse: - Não tenha medo da floresta, meu filho. Peça ao deus Krishna para acompanhá-lo. Ele ouvirá sua oração. O garoto fez o que a mãe dizia, Krishna apareceu, e passou a levá-lo todos os dias à escola. Quando chegou o dia do aniversá- rio do professor, o menino pediu à mãe dinheiro para comprar um pre- sente. - Não temos dinheiro, filho. Peça ao seu irmão Krishna para arranjar um presente. No dia seguinte, o menino contou seu problema a Krishna. Este lhe deu uma jarra cheia de leite. Animado, o menino entregou a jar- ra ao professor. Mas como os outros presentes eram mais bonitos, o mes- tre não deu a menor atenção. - Leva esta jarra para a cozinha – disse o professor para um assistente. O assistente fez o que lhe fora man- dado. Ao tentar esvaziar a jarra, po- rém, notou que ela tornava a se en- cher sozinha. Imediatamente, foi co- municar o fato ao professor que, atur- dido, perguntou ao menino: - Onde arranjou esta jarra, e qual é o truque que a mantém cheia? - Quem me deu foi Krishna, o deus da floresta. O mestre, os alunos e o ajudante, todos riram. - Não há deuses na floresta, isto é superstição! – disse o mestre. – Se ele existe, vamos lá fora vê-lo! O grupo inteiro saiu. O menino co- meçou a chamar por Krishna, mas es- te não aparecia. Desesperado, fez uma última tentativa: - Irmão Krishna, meu mestre quer vê-lo. Por favor, apareça! Neste momento, veio da floresta uma voz, que ecoou por todos os can- tos: - Como é que ele deseja me ver, meu filho? Ele nem sequer acredita que eu existo! O fato O golfista argentino Robert de Vincenzo, depois de haver vencido um importante torneio, dirigiu-se ao estacionamento para pegar o carro. Neste momento, uma mulher aproxi- mou-se. Depois de cumprimentá-lo pela vitória, contou que o filho estava às portas da morte, e que não tinha di- nheiro para pagar o hospital. De Vin- cenzo deu-lhe, imediatamente, parte do dinheiro do prêmio que havia ga- nhado àquela tarde. Uma semana depois, num almoço no Professional Golf Association, con- tou a história a alguns amigos. Um de- les perguntou se a mulher era loura, com uma pequena cicatriz embaixo do olho esquerdo. De Vincenzo con- cordou. “Você foi trapaceado”, disse o ami- go. “Esta mulher é uma vigarista, e vi- ve contando a mesma história a todos os tenistas estrangeiros que aparecem por aqui”. “Então não existe nenhuma crian- ça às portas da morte?” “Não”. “Bem, essa foi a melhor notícia que recebi durante a semana!” – co- mentou o tenista. Reflexões Alguns pensamentos de poetas persas do início do milênio (A Sabe- doria Persa, Ed. Ediouro): “Quem conhece a Deus, não o des- creve. Quem descreve a Deus, não o conhece” (Husayn Ibn Mansur) “A pior maneira de manter um ca- samento é privando o outro de sua li- berdade. Se você amarrar dois pássa- ros, eles terão quatro asas, mas nunca conseguirão voar” (Djeladin Rumi) I 32 / São José do Rio Preto, 19 de maio de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO