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Editorial 
A edição deste domingo começa mostrando como o ser 
humano e a natureza estão interligados pelas funções que 
os regem, e que esta conexão, que vem sendo perdida, 
precisa ser preservada para o bem e o equilíbrio de 
ambos. Em “O lado bom das coisas ruins”, reportagem de 
destaque nesta edição, um apanhado de vários estudos 
no mundo que nos ajudam a perceber algumas 
dificuldades com um olhar mais otimista. Problemas de 
ordem emocional, como depressão, ansiedade e TDAH, 
têm potencial transformador quando sabemos 
identificá-los e aprendemos com o que têm a ensinar. Não 
se trata de fazer a Pollyanna e enxergar tudo “cor de 
rosa”. Deve-se enfrentar o lado cinza da vida, porque só 
assim é possível reencontrar as cores que fazem tudo 
valer a pena. Outra reportagem aborda o que é preciso 
trabalhar em nós mesmos (autoestima, autoconfiança...) 
antes de abrir a porta para um novo amor. Em “Aqui se 
faz, aqui se paga?”, uma análise sobre o que chamamos 
de carma, e como é possível “corrigir” a rota ainda nesta 
vida. E uma reportagem positiva sobre um assunto que 
interessa às mulheres: a chegada da menopausa e o início 
desta nova fase, que pode representar algumas 
redescobertas. Que sua semana seja de paz até nosso 
reencontro, no próximo domingo. 
13 
Neurocirurgião e coach diz que o 
controle efetivo da mente exige 
enxergar, sentir, viver no 
presente e aceitar a realidade 
Divulgação 
24 
Miami continua divertida e 
acolhedora, não apenas 
para fazer compras 
16 
Autor da nova novela das nove, 
“Império”, Aguinaldo Silva diz que se 
sente como um garoto de 18 anos 
Poesia 
Aninha e suas pedras 
Não te deixes destruir… 
Ajuntando novas pedras 
e construindo novos poemas. 
Recria tua vida, sempre, sempre. 
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça. 
Faz de tua vida mesquinha 
um poema. 
E viverás no coração dos jovens 
e na memória das gerações que hão de vir. 
Esta fonte é para uso de todos os sedentos. 
Toma a tua parte. 
Vem a estas páginas 
e não entraves seu uso 
aos que têm sede. 
Cora Coralina 
Chris Rudge Leite 
Turismo 
Guilherme Baffi 
Televisão 
DIÁRIO DA REGIÃO 
Enfrente o cinza e 
anseie por cores 
Eduardo Silva 
Diretor de Redação 
Décio Trujilo 
decio.trujilo@diariodaregiao.com.br 
Editor-chefe 
Fabrício Carareto 
fabricio.carareto@diariodaregiao.com.br 
Coordenação 
Ligia Ottoboni 
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Editor de Bem-Estar e TV 
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Editora de Turismo 
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Diagramação 
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Tratamento de Imagens 
Luciana Nardelli 
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Matérias 
Agência Estado 
Agência O Globo 
2 / São José do Rio Preto, 27 de julho de 2014 DIÁRIO DA REGIÃO
Meio ambiente 
REINTEGRADO AO VERDE 
Relação entre as funções do corpo e os elementos terra, água, fogo e ar mostra uma 
ligação do homem com a natureza. Mas esta conexão ancestral vem sendo perdida 
Gisele Bortoleto 
gisele.bortoleto@diariodaregiao.com.br 
Ouniverso está baseado emumprincí-pio 
fundamental, o da unicidade e da rela-ção 
mútua entre todas as coisas. O ho-mem 
moderno necessita resgatar uma an-tiga 
visão de si, da natureza e de sua pró-pria 
relação com ela para poder sobrevi-ver. 
O homem, sendo potencialmente o 
agente consciente e transformador do am-biente 
onde vive, neste mundo materialis-ta 
(cultuador da ciência e do progresso ), 
necessita de uma atitude simples e respon-sável 
para consigo mesmo, para se conhe-cer 
como ser humano integrante de um 
cosmos universal e com uma hierarquia. 
“A natureza é pródiga em fornecer ao 
ser humano os quatro elementos em abun-dância 
para sua sobrevivência”, explica o 
neurocirurgião e coach Eduardo Silva. 
Na selva de concreto das edificações onde 
vive, ele fica sujeito a perda de energia, 
baixa imunidade e facilidade para doen-ças 
de ordem física e mental. No refúgio 
da natureza ainda não danificada ou des-truída 
é onde ele encontra os elementos 
oriundos da terra, da água, do ar e do fo-go, 
que são imprescindíveis para manter 
sua homeostase, seu equilíbrio, sua har-monia 
e sua sobrevivência. A alquimia 
que o ser humano deve manter com a na-tureza 
é de total respeito, preservação, re-novação 
e veneração, porque a natureza 
responde conforme sua ação. 
Oser humano é totalmente dependen-te 
da natureza e não consegue sobreviver 
sem ela. Há uma integração total e harmô-nica 
quando ele a respeita. “Todos os ele-mentos 
da natureza estão representados 
no ser humano. A terra, onde se originam 
os minerais e as substâncias orgânicas, fa-zem 
parte da constituição, da estrutura e 
da solidez do corpo”, diz Silva. É repre-sentada 
pelos ossos, músculos, cartila-gem, 
articulações, ligamentos, pele e de-mais 
tecidos e órgãos. A água, que perfaz 
três quartos do planeta, tem proporção se-melhante 
no corpo humano. “A água flui 
no corpo através do sangue, das lágrimas, 
do suor, da linfa, dos líquidos sinoviais e 
da urina, e serve como meio de transpor-te, 
limpeza, lubrificação, desintoxicação e 
eliminação de impurezas”, complementa. 
Oar da atmosfera penetra no corpo pe-la 
inspiração através do nariz e das 
vias aéreas, faz a troca ao nível 
dos pulmões, aonde leva oxigê-nio 
e retira o gás carbônico 
que é absorvido e reciclado 
pelas plantas. 
Oelemento fogo, repre-sentado 
na natureza pelo 
sol, permite o desencadea-mento 
da fotossíntese res-ponsável 
pela fabricação 
dos alimentos. “No corpo 
humano, o fogo torna-se 
responsável pelas reações 
químicas, pelo metabolis-mo, 
pela digestão dos ali-mentos, 
pelo aumento da 
temperatura e pelos impulsos 
elétricos nas membranas das 
células”, diz ainda o médico. 
No coração e no cérebro, são res-ponsáveis 
pela propagação dos im-pulsos 
elétricos que criam um campo 
eletromagnético responsável por manter 
o funcionamento normal desses órgãos. 
“Estamos falando sobre um resgate 
dessa conexão, que foi perdida”, explica o 
coach e iogaterapeuta Salvador Hernan-des. 
Ohomem faz parte da natureza. Seus 
ciclos biológicos obedecem aos ritmos da 
natureza, como, por exemplo, o ciclo cir-cadiano, 
que é o ciclo de 24 horas. “Nós 
fomos feitos para dormir à noite e estar 
acordados pela manhã. Biologicamente, 
certas funções só acontecem à noite, 
quando dormimos, como a formação de 
certos tipos de memória e de funções cere-brais 
específicas.” 
O hormônio melatonina é produzido 
à meia-noite, e se o indivíduo recebeu estí-mulo 
de luminosidade solar durante o 
dia. Que falar então do ciclo hormonal fe-minino? 
Puramente regido pelo ciclo lu-nar 
de 28 dias. “Tudo isso mostra que, ori-ginalmente, 
éramos integrados à nature-za 
e seus ciclos, mas fomos nos afastando 
gradualmente, com as múltiplas necessi-dades 
da vida moderna”, diz. 
Precisamos mais da vitamina V, a vi-tamina 
do “verde”, estar diante da na-tureza, 
para absorver energia mais pu-ra 
dos ambientes verdes. “Todos nós 
nos sentimos revigorados quando esta-mos 
numa mata, numa cachoeira, nu-ma 
praia. Existe, sim, uma energia vi-tal 
presente nestes ambientes e que é 
diferente da energia dos aglomerados 
urbanos. Quando andamos com o 
pé no chão, fazemos esse contato 
com a terra. Quando nadamos 
nas águas de um riacho ou do 
mar, nos abastecemos dessa ener-gia”, 
diz Hernandes. 
“Não necessariamente precisa-mos 
estar todos os dias nestes lo-cais, 
já que vivemos na cidade, mas 
podemos andar descalços na nossa ca-sa, 
no nosso jardim, podemos ter nos-sas 
plantas em nossa casa, caminhar na 
represa...”, reforça.  
Stock Images/Divulgação 
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 27 de julho de 2014 / 3
Especial 
O LADO BOM DAS 
COISAS RUINS 
Depressão, ansiedade, pessimismo, desatenção... Novos estudos mostram 
como esses problemas podem nos tornar seres humanos mais fortes 
Gisele Bortoleto 
gisele.bortoleto@diariodaregiao.com.br 
Temos mania de achar que os 
problemas só têm lado negativo, 
mas se você encará-los de outra for-ma 
e decidir ser feliz apesar deles, 
dá para passar por tudo com um sor-riso 
no rosto e aproveitar o lado 
bom. Acredite: tudo tem seu lado 
bom, até os problemas. Não se es-queça 
que a vida é uma só e depen-de 
de nós tirar dela o melhor provei-to. 
A verdade é que todos almeja-mos 
o máximo da vida, querendo 
que seja repleta apenas de bons 
acontecimentos, momentos felizes. 
Faz parte da natureza humana que-rer 
que tudo esteja sob controle. Is-so 
dá segurança. Mas, na vida real, 
nem é sempre assim, e as coisas fo-gem 
da programação: ficamos depri-midos, 
ansiosos, temos nossos mo-mentos 
de pessimismo, sensação de 
fracasso. 
Muitas vezes, quando você ten-tar 
encontrar soluções, percebe que 
a resposta não vem, e sua vida conti-nua 
de cabeça para baixo. A questão 
é tentar manter o controle da situa-ção. 
O escritor David Shenk, no li-vro 
“O Gênio em Todos Nós” (ed. 
Zahar), lembra que “nosso cérebro 
e nosso corpo são aparelhados para 
a plasticidade, são construídos para 
enfrentar desafios e se adaptar.” 
A depressão segundo Darwin 
Um pouco difícil conseguir 
encontrar um lado bom na de-pressão. 
Ela faz com que as pes-soas 
fiquem presas ao sofrimen-to 
e não tenham forças para to-mar 
atitudes que, certamente, 
melhorariam sua vida. Mas a 
ciência vem se esforçando para 
demonstrar que até ela tem seu 
lado bom, e que podemos tirar 
proveito se percebermos seu po-tencial 
transformador. 
É o que defendem dois pes-quisadores 
evolucionistas nor-te- 
americanos, em um estudo 
recente publicado no periódico 
Psychological Review, no qual 
tentam desvendar o que cha-mam 
de “o paradoxo da depres-são”. 
Guiados pela teoria da se-leção 
natural de Charles Da-rwin 
(1809-1882), o psiquiatra 
J. Anderson Thomson, da Uni-versity 
of Virginia, e o psicólo-go 
Paul W. Andrews, da Virgi-nia 
Commonwealth Universi-ty, 
passaram anos tentando en-tender 
por que doenças men-tais 
como a esquizofrenia afe-tam 
apenas de 1% a 2% da popu-lação 
mundial, enquanto a de-pressão 
já atinge mais de 20%. 
Segundo Darwin (um depri-mido, 
conforme deixou claro 
em cartas ao longo da vida), as 
espécies passam por um proces-so 
de adaptação em que caracte-rísticas 
mais favoráveis a sua 
existência acabam sendo passa-das 
de geração para geração. 
Trata-se de um mecanismo 
de seleção e especialização que 
garante a permanência de tra-ços 
que nos deixam mais aptos 
a encarar os obstáculos. Adep-tos 
da psicologia evolucionista, 
acreditam que a seleção natural 
não envolve apenas o corpo. As 
características da mente huma-na 
também seriam o resultado 
de uma jornada de depuração 
em nome da sobrevivência e da 
reprodução. Se a teoria de Da-rwin 
é amplamente acei-ta 
até hoje no 
meio científico, 
argumentam 
Thomson e 
Andrews, en-tão 
a depres-são 
não pode 
ficar de fora e 
seria uma adap-tação 
humana 
que chegou até 
nós com tamanha 
incidência não por acidente, 
mas porque precisamos dela co-mo 
indivíduos. 
Por essa perspectiva, 
a depressão nada 
mais é do que 
uma resposta radi-cal 
da mente para 
que encaremos 
nossos dilemas 
mais profundos. 
“Como a dor físi-ca, 
ela serve para 
sinalizar que exis-te 
um problema a 
ser resolvido”, afir-ma 
Thomson. “A 
depressão, como 
a dor, é um 
mal necessá-rio.” 
(GB) 
4 / São José do Rio Preto, 27 de julho de 2014 DIÁRIO DA REGIÃO
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 27 de julho de 2014 / 5 
Pode vir, ansiedade 
Se você faz parte do grupo 
que tem o hábito de ficar com 
os pés agitados, roer as unhas, 
movimentar as mãos sem pa-rar, 
mexer nos cabelos antes de 
grandes eventos, encontros, 
uma apresentação de trabalho 
importante? Então, deve saber 
que essas “manias” podem ca-racterizar 
a ansiedade. 
A estimativa é de que 25% 
da população sofra com a ansie-dade 
e em algum momento já 
tenha experimentado o malefí-cio 
de ser ansioso ao querer ter-minar 
logo uma tarefa, sofrer 
antes de conseguir entregar um 
trabalho simples ou perder o so-no 
por pensar demais em algo. 
A ansiedade é uma sensação 
que traz reações de aceleração 
no cérebro e no corpo e, depen-dendo 
das situações a que o in-divíduo 
se expõe, pode se agra-var 
e desenvolver problemas co-mo 
síndrome do pânico, por 
exemplo. 
No entanto, toda emoção 
tem seu lado positivo, e ansie-dade, 
desde que moderada, tam-bém 
pode trazer benefícios pa-ra 
sua vida. Isso porque essa 
sensação funciona como “sinal 
de alerta” do nosso organismo, 
avisando que precisamos nos 
proteger emocionalmente, pois 
sua função primária é nos pre-parar 
para lutar ou fugir. Isso 
vem dos tempos das cavernas, 
quando o homem vivia em esta-do 
de alerta total, protegendo-se 
para sobreviver da fome, dos 
animais, do frio. 
Na atualidade, os proble-mas 
são outros: medo de per-der 
o emprego, de terminar um 
relacionamento, de não ter di-nheiro... 
Tudo isso é interpreta-do 
pelo nosso cérebro como 
ameaças a nossa sobrevivência. 
Agora, cientistas afirmam 
que o sentimento pode ser bom 
- e até um fator decisivo para a 
sobrevivência. 
O norte-americano Allan 
Horwitz, da Universidade Rut-gers, 
defende que não estamos 
mais ansiosos do que antes, só 
somos mais diagnosticados 
com o sintoma. Uma pesquisa 
do Suny Downstate Medical 
Center, de Nova York, diz que 
os ansiosos têm QI mais alto. O 
lado bom só aparece se você 
mantiver a ansiedade dentro 
dos padrões normalidade, co-mo 
sentir nervosismo em horas 
tensas. 
Um estudo da Universida-de 
de Bergen, na Noruega, e do 
Instituto de Psiquiatria do 
King’s College, de Londres, na 
Inglaterra, constatou que pes-soas 
ansiosas têm altas chances 
de se curar de doenças psicoló-gicas 
como a depressão. Isso 
porque os ansiosos se preocu-pam 
mais consigo mesmos e, 
consequentemente, procuram 
mais ajuda. (GB) 
As ‘vantagens’ do pessimismo 
É possível que você já tenha 
percebido: há indivíduos que 
parecem eternamente felizes, 
bem dispostos, com um sorriso 
prestes a abrir no rosto. Ou-tros, 
no entanto, carregam uma 
nuvenzinha escura sobre suas 
cabeças e estão sempre predis-postos 
a pensamentos tristes e 
negativos. Mas não pense que é 
de todo ruim ter pessimistas 
por perto. 
O psicólogo norte-america-no 
Martin Seligman diz: “Os 
visionários, os planejadores, os 
desenvolvedores, todos eles pre-cisam 
sonhar com coisas que 
ainda não existem, explorar 
fronteiras. Mas se todas as pes-soas 
forem otimistas, será um 
desastre”, afirma. “Qualquer 
empresa precisa de figuras que 
joguem a dura realidade sobre 
os otimistas: tesoureiros, vice-presidentes 
financeiros, enge-nheiros 
de segurança.” 
O filósofo alemão Arthur 
Schopenhauer (1788-1860) já 
dizia que “o otimismo é a causa 
de todo sofrimento existen-cial.” 
Somos movidos pela von-tade 
- um sentimento que nos 
leva a agir, a assumir riscos e a 
conquistar objetivos. Mas essa 
vontade é apenas uma parte de 
um ciclo inescapável de desilu-sões: 
dela vamos ao sucesso, en-tão 
à frustração - e a uma nova 
vontade. 
O pessimismo também po-de 
ser a chave para o sucesso 
pessoal e profissional. “Quem 
pensa negativo sempre sabe 
que tem uma possibilidade de 
ser vencido, então trabalha pa-ra 
reduzir ao máximo essa pos-sibilidade”, 
afirma o treinador 
de basquete Bob Knight, 
maior vencedor na história da 
liga universitária dos Estados 
Unidos e autor do livro “O Po-der 
Extraordinário do Pensa-mento 
Negativo” (ed. Agir). 
Para ele, reconhecer nossas 
fraquezas é o primeiro passo para 
aprender a superá-las.Opessimis-ta 
cuidadoso, diz Knight, leva 
vantagem sobre o otimista que 
acredita que tudo dará certo - e, 
por isso, deixa de melhorar. (GB)
‘Escudo’ contra o fracasso 
Déficit de atenção 
Esquecer alguma coisa de 
vez em quando é normal. Não 
conseguir se concentrar em al-go 
chato é ainda mais comum. 
Mas quando esses problemas se 
tornam frequentes, podem cau-sar 
problemas na vida do indi-víduo. 
Se você tem dificuldade 
de organização, esquece tarefas 
simples do dia a dia, não conse-gue 
se concentrar, sente desâni-mo, 
impulsividade e inquieta-ção, 
há sinais claros de Trans-torno 
do Déficit de Atenção e 
Hiperatividade (TDAH). Com 
origem genética, a doença pode 
ser detectada já na infância e, 
caso não seja tratada, pode ser 
perigosa. No Brasil, estudos 
apontam que 5% dos adultos so-frem 
do problema. O que se es-quece 
não é mais a lição de ca-sa, 
mas prazos e reuniões. Tra-balhos 
são abandonados pela 
metade, ordens são ignoradas. 
A impulsividade pode custar o 
emprego ou o relacionamento. 
Por que isso é tão comum? 
A resposta é parecida à da 
ansiedade e da depressão - essa 
característica já foi uma vanta-gem 
adaptativa, até que a cultu-ra 
e o ambiente mudaram. Em 
sociedades nômades, quem 
tem foco de atenção disperso é 
capaz de cuidar melhor de seu 
gado, explorar áreas desconhe-cidas 
e ficar alerta para amea-ças. 
Dan Eisenberg, da Nor-thwestern 
University, EUA, ob-servou 
tribos africanas nôma-des 
e sedentárias. Entre os nô-mades, 
os que tinham o alelo 
7R (ligado ao TDAH) eram 
mais bem nutridos do que os 
sem. Já nas sedentárias, aconte-cia 
o contrário. Em outras pala-vras, 
conforme o homem se es-tabeleceu 
num só lugar e come-çou 
a viver de atividades que 
exigem mais foco, a atenção dis-persa 
virou desvantagem. Mas 
não tanto. Os mesmos genes 
que hoje estão associados ao ris-co 
são responsáveis por revolu-ções 
nas artes, ciência e explora-ção, 
acredita o psiquiatra Mi-chael 
Fitzgerald, do Trinity 
College. Michael, que já tinha 
procurado traços de autismo na 
biografia de personalidades, 
não demorou para fazer o mes-mo 
com o TDAH. Segundo 
ele, sintomas de déficit de aten-ção 
estão presentes em Thomas 
Edison, Oscar Wilde e até em 
Che Guevara. Quem tem a ca-beça 
na Lua pode encontrar 
lá em cima coisas que pes-soas 
com os pés no 
chão não são capazes 
de enxergar. 
O psiquiatra norte-americano 
Edward 
Hallowell, autor de “Ten-dência 
à distração” (ed. Roc-co), 
juntamente com John J. Ra-tey, 
aponta outras características 
positivas.Emgeral, os portadores 
demonstram ter pensamentos ori-ginais 
e ideias brilhantes, pos-suem 
talentos criativos, tendem a 
adotar um jeito diferenciado de 
encarar a própria vida e pos-suem 
como características 
marcantes tanto a persistên-cia 
quanto a flexibilidade. 
Também podem ser extrema-mente 
afetivas e de comporta-mento 
generoso, altamente 
intuitivas e, com frequência, 
demonstram ter inteligência 
acima da média.  (GB) 
Quando alguma coisa sai do 
nosso controle, como perder o 
emprego, terminar um relaciona-mento, 
não poder comprar a casa 
dos sonhos, ou vivemos qualquer 
outra frustração parecida, não 
tem muito jeito: sentimos não só 
que um plano deu errado, mas 
que falhamos como pessoa. Nos-sa 
mente, porém, evoluiu com 
uma defesa contra isso: ela ignora 
o que não quer saber. 
Uma área do cérebro chama-da 
córtex cingulado anterior é 
ativada quando percebemos 
que alguma coisa deu errado. 
Com ela, excitamos mais uma 
região - o córtex pré-frontral 
dorso-lateral. Ele é o “sensor” 
da mente, responsável por apa-gar 
determinado pensamento. 
Esse mecanismo duplo permite 
editar nossa consciência confor-me 
nossa vontade. Assim, con-seguimos 
deixar para trás nos-sos 
fracassos. 
Se você vive reclamando pe-los 
cantos, pode ser que tenha 
uma variação genética específi-ca 
responsável por esse compor-tamento. 
Uma pesquisa mos-trou 
que cerca de 32% da popu-lação 
nasce com uma mutação 
no gene ADRA2B, uma altera-ção 
que obriga os afetados a 
lembrar as experiências negati-vas 
mais vividamente do que as 
positivas. Além disso, como 
efeito colateral, eles também 
têm uma tendência a remoer 
suas experiências negativas. É 
aquela velha história do copo. 
Para essas pessoas, ele sempre 
está meio vazio ou provavel-mente 
rachado. 
Mas se você é pessimista, 
acredite numa boa notícia. A 
Universidade de Erlangen-Nu-remberg, 
na Alemanha, reali-zou 
uma pesquisa durante 10 
anos com 40 mil pessoas entre 
18 e 96 anos, apontando que os 
pessimistas vivem mais que os 
otimistas. “A pesquisa mostrou 
que os riscos de sofrer algum 
problema de saúde ou morte 
prematura são mais altos nos 
otimistas.O pessimismo em re-lação 
ao futuro faz com que as 
pessoas se cuidem mais emrela-ção 
à saúde e à segurança”, afir-mou 
Frieder Lang, um dos auto-res 
do estudo. Depois de uma dé-cada 
de acompanhamento, o re-sultado 
mostrou que os pessimis-tas 
têm 9,5% de chance a menos 
de apresentar algum problema de 
saúde, e 10% menos riscos de so-frer 
uma morte prematura. (GB) 
6 / São José do Rio Preto, 27 de julho de 2014 DIÁRIO DA REGIÃO
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 27 de julho de 2014 / 7 
Autoconfiança, autoestima e disponibilidade interna são as chaves para atrair o ‘príncipe encantado’ 
Gisele Bortoleto 
gisele.bortoleto@diariodaregiao.com.br 
Encontrar o amor não é al-go 
matemático. Também esque-ça 
o cupido, a sorte ou mesmo a 
união sublime e inexplicável 
das almas. É preciso estar dis-posto 
a correr riscos e entender 
que a convivência também não 
é fácil. Requer ação, coragem e 
disponibilidade interna. Para o 
amor bater à porta, especialis-tas 
em relacionamentos afir-mam 
que é necessário dar uma 
forcinha para a “sorte”. 
A autoestima é a chave para 
abrir essa porta e permitir que 
o amor chegue de fato. Você 
tem de se amar primeiro. Nun-ca 
conseguirá amar alguém de 
maneira desprendida se, antes 
de tudo, não amar a si mesmo. 
Não vale depositar a respon-sabilidade 
da sua felicidade na 
mão da pessoa que quer encon-trar. 
Se você não se amar, não 
conseguirá amá-lo ou se fazer 
apaixonante. 
Nesta lista também não po-de 
faltar a autoconfiança, que 
nada mais é que a convicção 
que uma pessoa tem de ser ca-paz 
de fazer ou realizar alguma 
coisa. Confie em você e na capa-cidade 
que tem para atrair al-guém, 
fazer com que essa pes-soa 
se apaixone por você e que 
permaneça apaixonada. Mas 
tão importante quanto tudo is-so 
é colocar os pés no chão e bai-xar 
a régua de expectativas. 
Fantasiar com Brad Pitt, con-forme 
sugere a escritora Joyce 
Moisés em seu livro “Mulheres 
de Sucesso Querem Poder... 
Amar” (ed. Gente), não resolve 
nada. Se encarar o homem 
atual com os pés fincados no 
chão, abrirá o leque de possibi-lidades 
na pirâmide dos relacio-namentos. 
O mesmo vale para 
o sexo oposto. 
“Não me parece possível en-contrar 
um amor se estivermos 
pré-ocupados demais com ou-tras 
demandas. Enquanto pré-enchidos 
de ‘coisas’, passa a ser 
improvável que o amor encon-tre 
lugar em nossa vida”, diz o 
psicoterapeuta e escritor Rena-to 
Dias Martino. Só desejar um 
amor não garante a capacidade 
de dar manutenção para um 
vínculo dessa espécie. Muitas 
vezes, o sujeito pode passar 
muito tempo voltado para a 
conquista material e só se dar 
conta da necessidade de encon-trar 
um amor verdadeiro e du-rável 
em ocasiões isoladas. 
E se quer encontrar um 
amor, também tem de sair de 
casa para encontrar outras pes-soas. 
Ninguém vai entregar um 
namorado “delivery”. Frequen-tar 
lugares aumenta a probabili-dade 
de interação com possí-veis 
pretendentes e parceiros 
em potencial. “É na rua que o 
príncipe encantado está”, diz o 
psicólogo especialista em rela-cionamentos 
amorosos Thia-go 
de Almeida, autor do livro 
“A arte da paquera - Inspira-ções 
à realização afetiva” 
(Editora Letras do Brasil). A 
paquera é onipresente: “Qual-quer 
lugar é um local em poten-cial 
pra ela”, diz. 
É preciso ainda ter em men-te 
que este será só um teste. Na-moro 
é pra conhecer o parcei-ro. 
“Você não tem a obrigação 
de acertar. O dia a dia irá fami-liarizar 
e integrar o outro na 
sua vida ou tratar de reencami-nhá- 
lo para outras possibilida-des”, 
diz Almeida. Se não der 
certo na primeira tentativa, 
não tenha medo de encontrar 
outras pessoas. 
Outra dica? Não despeje no 
outro todas as suas expectati-vas 
em relação a sua própria vi-da. 
“Quanto mais você se co-nhece 
e sente-se bem consigo 
mesma, mais tem facilidade de 
enxergar as possibilidades”, re-comenda 
a psicóloga Gisele Le-lis 
Vilela. Claro que se ficar de-sesperado 
procurando por um 
namorado ou namorada a qual-quer 
custo, por medo de estar 
só ou mesmo pela baixa autoes-tima, 
corre o risco de se envol-ver 
em relacionamentos fura-dos. 
Quando se tem autoconhe-cimento 
e autoestima, melho-res 
podem ser suas escolhas. Pa-ra 
que isso aconteça, não existe 
época certa: vai acontecer quan-do 
você se permitir. 
Esteja disposto a conhecer 
pessoas: “Muitas vezes, ideali-za- 
se tanto o futuro namorado 
que se perde a chance de conhe-cer 
pessoas incríveis”, diz Gise-le. 
Os amigos até tentam apre-sentar 
alguém, ou mesmo já 
existe esse alguém e você nem 
nota, pois está cheio de crité-rios 
de escolha nos quais nin-guém 
se encaixa. “É preciso dei-xar 
as coisas acontecerem. Po-de 
ser que um amigo ou uma 
amiga apresentados sem preten-são 
se torne o homem ou a mu-lher 
da sua vida.”  
Relacionamento 
DÊ UMA FORCINHA 
PARA O AMOR 
Stock Images/Divulgação
Entenda o impacto 
no presente das 
ações ou omissões 
praticadas na vida 
anterior, o que 
muitos chamam de 
carma. Estudiosos, 
porém, defendem 
que nosso destino 
não está 
100% traçado 
8 / São José do Rio Preto, 27 de julho de 2014 DIÁRIO DA REGIÃO 
Elen Valereto 
elen.valereto@diariodaregiao.com.br 
É comum acreditarmos, em de-terminadas 
situações, que estamos 
em dívida com algo, mesmo em 
outra vida, e que, por isso, algu-mas 
coisas não estão caminhando 
bem ou estamos tendo dificuldade 
para conseguir atingir alguns obje-tivos. 
Temos até uma frase para is-so: 
“Tenho um carma”. 
Há algumas explicações para is-so. 
A terapeuta energética e espiri-tual 
Maiana Lena, de Passo Fun-do, 
afirma que, no ocidente, o car-ma 
é confundido com um destino 
traçado e rígido, com o qual preci-samos 
nos conformar. Mas não é 
bem assim. 
Embora as ações praticadas 
possam impactar no futuro, tanto 
no campo material quanto psicoló-gico, 
há muitas mudanças possí-veis. 
A transferência de padrões 
negativos provocada em uma exis-tência, 
por exemplo, pode passar 
para a próxima da mesma forma 
ou ter seus efeitos anulados. 
Não deixa de ser uma cobrança 
por algo feito, a antiga “causa e 
efeito”. E esse pagamento, afirma 
a terapeuta energética Maiana, ge-ralmente 
ocorre da mesma manei-ra 
da dívida deixada, que pode ser 
o sofrimento. “Na verdade, o gran-de 
ensinamento cármico é reen-contramos 
as pessoas e situações 
as quais geramos padrões cármi-cos 
negativos em outras existên-cias 
e experimentar o que causa-mos 
a elas e, com isso, aprender-mos 
por meio do sofrimento a ne-cessidade 
de reformularmos a si-tuação”, 
ensina. 
Umexemplo é provocar amor-te 
de alguém em uma existência e, 
na outra, ter a reencarnação de um 
filho com graves problemas de saú-de. 
Isso exigirá cuidados perma-nentes, 
sofrimento e frequente me-do 
de perdê-lo. É a experiência, 
“na mesma moeda”, que ajudará a 
resolver esse carma. 
“Problema de saúde de grande 
extensão sempre está relacionado 
a padrões cármicos não resolvidos 
em outras encarnações. O mesmo 
se pode dizer em relação a proble-mas 
emocionais, mentais, profis-sionais 
e familiares. A questão cár-mica 
é complexa, porque na maio-ria 
dos casos há uma incidência da 
espiritualidade inferior atuando, o 
que induz a um trabalho de maior 
profundidade e consciência”, ex-plica 
a terapeuta energética e espi-ritual. 
Já a vidente e professora apo-sentada 
Marina Gold, em um arti-go 
escrito por ela, no último mês, 
afirma que o carma, embora seja 
entendido como uma forma de 
consertar alguma coisa no futuro, 
não pode ser considerado como 
bom ou ruim. Para ela, não signifi-ca 
um julgamento, mas o retorno 
do que foi plantado anteriormen-te. 
“É a colheita de uma semeadu-ra 
anterior, que floresce a cada no-va 
circunstância vivenciada pelo 
ser humano, em que é levado em 
conta seu merecimento.” 
Uma outra análise sobre o que 
se considera carma, porém, está na 
leitura sistêmica. Ela observa e es-tuda 
os padrões de repetição repas-sados 
entre gerações de uma mes-ma 
família. Eles podem estar rela-cionados 
aos relacionamentos pes-soais 
e amorosos, trabalho ou fun-cionamento 
e estrutura familiar. 
Quem explica esse outro tipo 
de interpretação é a psicóloga cor-poral 
e sistêmica Renata Terruggi, 
de Rio Preto. Segundo ela, pa-drões 
repetitivos repassados de 
uma geração para outra ou mesmo 
entre uma mesma geração são ex-periências 
que se repetem, perpe-tuam 
e se mantêm presentes na 
história familiar. 
Podem ser comportamentos 
disfuncionais para a evolução co-mum 
de uma família. Entre os 
exemplos estão vícios, suicídios, 
abortos, mortes violentas, separa-ções, 
dificuldades financeiras ou 
falência, doenças físicas e mentais, 
gêneros... Esses são apenas alguns 
exemplos mais comuns observa-dos 
no diagnóstico do sistema 
energético. 
“Eles favorecem a formação de 
mitos e segredos que interferem 
na comunicação entre gerações e 
obscurecem o autoconhecimento 
das pessoas envolvidas.Oconheci-mento 
dos padrões familiares repe-titivos 
é fundamental para com-preender 
a configuração e a estru-turação 
do sistema energético fa-miliar”, 
informa a psicóloga corpo-ral 
e sistêmica. 
Oque favorece essa continuida-de 
é um forte desejo inconsciente 
de manter uma situação que já 
ocorreu, mesmo contrariando a ra-cionalidade. 
Um exemplo dado 
por Renata é quando alguém rece-be 
influências de pessoas impor-tantes 
em sua vida desde a infân-cia 
- pais, avós, irmãos e tios. 
“Eles servirão de modelo ou an-timodelo 
para a busca de seus an-seios. 
Também consideramos que 
muitas decisões e escolhas afeti-vas, 
sexuais, profissionais e religio-sas 
podem ser reflexo de gerações 
anteriores e marcos no tempo, per-petuados 
na história familiar por 
meio de um de seus membros”, 
destaca a psicóloga corporal e 
sistêmica. 
Espiritualidade 
AQUI SE 
FAZ, AQUI 
SE PAGA?
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 27 de julho de 2014 / 9 
Não há carma 
que não possa 
ser curado 
Maiana Lena, terapeuta 
energética e espiritual 
Primeiro passo 
“Não há carma que não 
possa ser curado”, define a te-rapeuta 
energética e espiri-tual 
Maiana Lena. No entan-to, 
ela também diz que é pre-ciso 
persistência e vontade 
de continuar o tratamento. 
Esse caminho para a cura in-clui 
a vontade ou desejo sin-cero 
de iniciar, o que já dire-ciona 
para o perdão a situa-ções 
ou pessoas envolvidas. 
Somente quando a cura e 
a compreensão começam a 
ser ajustados a vida começa a 
ficar mais leve, passando por 
um curso mais tranquilo. Is-so 
porque a nova consciência 
possibilita essa relação reno-vada 
com o próximo. 
Mas como os carmas são 
produzidos a todo momento, 
é preciso lembrar que não se 
deve fazer ao próximo nada 
que não gostaríamos que fi-zéssemos 
a nós. É uma regra 
simples e muito eficaz, que 
muda a posição de pensamen-to 
a respeito da vida. Do con-trário, 
“toda ação ou omissão 
que induz a lesar outra pes-soa 
estará incidindo no car-ma”, 
informa a terapeuta 
energética e espiritual. 
No segmento de trabalho 
da psicóloga corporal e 
sistêmica Renata Terruggi, a 
resposta para esse primeiro 
passo de reajuste está na apren-dizagem 
sobre as próprias 
compulsões. Com esse conhe-cimento 
e consciência é possí-vel 
“encorajar-se para a liberta-ção 
de condicionamentos e re-ciclar- 
se em um processo de 
autocura”, diz. (EV) 
Intervenção terapêutica 
Prioriza a 
aprendizagem de novos 
padrões de relação para 
que o individuo consiga 
operar as próprias 
mudanças em seu meio 
Valoriza a 
comunicação humana em 
seus diferentes aspectos, 
verbal e não verbal, para a 
compreensão e superação 
dos efeitos 
comportamentais entre os 
membros da família 
Pode-se fazer uso do 
genograma, demonstrando 
como cada pessoa ou 
família tem a sua 
história, suas crenças 
e seus padrões  
Fonte: Renata Terruggi, psicóloga 
corporal e sistêmica
10 / São José do Rio Preto, 27 de julho de 2014 DIÁRIO DA REGIÃO 
MENOPAUSA? 
DESENCANA! 
Mudança hormonal no corpo feminino abre caminho para uma nova 
etapa de descobertas, com mais serenidade e autoconfiança 
Gisele Bortoleto 
gisele.bortoleto@diariodaregiao.com.br 
Poucas mulheres gostam de 
pensar sobre ela. E é o grande 
pavor de envelhecer que leva 
muitas a ignorar essa certeza: 
todas param um dia de mens-truar. 
Só que tentar fingir que 
isso não vai acontecer pode tra-zer 
dois problemas. Um é ser 
surpreendida e não saber lidar 
com sintomas que são incômo-dos, 
como as ondas de calor 
que ensopam a roupa, a irrita-ção, 
a falta de concentração e a 
insônia, sem contar a secura va-ginal. 
Outro problema é desa-fiar 
o relógio biológico e adiar 
o projeto de ter filhos (se esse 
for realmente seu projeto) para 
depois da pós-graduação, da 
viagem ao exterior, de comprar 
uma casa linda. É como se mui-tas 
pensassem que os hábitos 
saudáveis que aumentaram a 
longevidade do ser humano ti-vessem 
o poder de retardar a 
menopausa e prolongar o perío-do 
reprodutivo para quando, fi-nalmente, 
achar que está prepa-rada 
para ter filhos. 
Só que o tempo passa e, um 
belo dia, você, que estava no 
meio da sua normalidade, acor-da 
com o corpo um pouco mais 
quadrado e é como se arrancas-sem 
de você tudo o que teve co-mo 
referência física de si mes-ma. 
Sua libido diminui na mes-ma 
proporção que aumenta sua 
irritabilidade. Os sintomas apa-recem 
sem que você se dê con-ta, 
em maior ou menor intensi-dade: 
ressecamento no corpo, 
flacidez, manchas senis, insô-nia 
e, como se precisasse de 
mais, a lembrança de como era 
antes da menopausa. 
A menopausa é uma fase da 
vida das mulheres (no Brasil 
ocorre entre os 40 e 55 anos, em 
média) em que a quantidade do 
hormônio estrogênio produzi-do 
pelo organismo diminui 
drasticamente. É aí que come-çam 
as alterações. Mas como li-dar 
com o envelhecimento do 
corpo numa sociedade que pri-vilegia 
a juventude eterna? 
Não raro, começa uma busca in-cessante 
para reduzir esses sin-tomas: 
faz reposição hormonal, 
come quilos de soja e linhaça, 
vai ao cirurgião plástico, coloca 
botox... 
Mas passada a tempestade, 
vem a bonança. Você descobre 
que nada disso faz tanta dife-rença 
e fica livre de ser bonita, 
desejável, fértil, e a menopausa 
inaugura a maturidade, que é a 
síntese da mulher que você 
construiu ao longo de todos es-ses 
anos. Sua bagagem é tão 
grande que você pode se dar ao 
luxo de jogar fora um monte de 
coisas supérfluas e pesos mor-tos. 
Não é preciso provar mais 
nada para ninguém. Não quer 
mais mudar o mundo, quer ape-nas 
tentar entendê-lo. Torna-se 
mais complacente com suas 
imperfeições, já não quer mais 
agradar as pessoas, quer viver 
em paz e ser respeitada. 
“Quando uma mulher che-ga 
aos 50 anos, ela tem pelo me-nos 
mais 30 anos de vida, se-gundo 
estimativas do IBGE, en-tão, 
de maneira nenhuma é o 
fim e sim o começo de uma no-va 
vida”, explica Aarão Men-des 
Pinto Neto, professor de to-coginecologia, 
da Faculdade de 
Ciências Médicas da Universi-dade 
Estadual de Campinas 
(Unicamp). Embora essa preo-cupação 
esteja presente na vida 
das mulheres, já é coisa do pas-sado, 
porque hoje em dia mui-tas 
delas se encontram e se reali-zam 
após os 50 anos. Esta é a 
hora de fazer projetos novos, 
ter objetivos e não perder essa 
capacidade. “A mulher hoje é 
mais independente, trabalha fo-ra 
de casa e é chefe de família. 
É totalmente diferente daquela 
mulher que se sentia inútil. Es-se 
período exige uma nova vi-são 
da chegada da menopausa.” 
Na verdade, é inevitável 
que a menopausa seja um mar-co 
emocional para o término de 
um ciclo e início de outro. Al-gumas 
perdas serão enfrenta-das 
e as mulheres precisam es-tar 
prontas para isso. Se foca-rem 
que terão interessantes des-cobertas, 
o ônus fica menor, e 
elas não sofrerão tanto quanto 
os sintomas. 
“Essa é uma fase de transfor-mação, 
que não é fácil, princi-palmente 
o fato de ter de acei-tar 
o envelhecimento”, diz a gi-necologista 
e sexóloga Carolina 
Ambrogini, da Universidade 
Federal de São Paulo (Uni-fesp). 
“Por outro lado, sexual-mente, 
essa fase poderá interfe-rir 
apenas com mulheres que ti-nham 
alguma dificuldade se-xual 
anteriormente, porque 
agora terá ainda a vantagem de 
não precisar se preocupar com 
gravidez indesejada e métodos 
contraceptivos”, explica. 
O Instituto Nacional de 
Sexualidade
? Stock Images/Divulgação 
Saúde dos Estados Unidos, por 
exemplo, faz desde 1991 campa-nhas 
e pesquisas com o mesmo 
objetivo: abordar as preocupa-ções 
da menopausa e descobrir 
as vantagens do período. Os psi-cólogos 
estão trabalhando para 
entender as atitudes da socieda-de 
em relação à menopausa e 
ajudar as mulheres a lidar me-lhor 
com o significado psicoló-gico 
dela. 
A psicóloga norte-america-na 
Sylvia Gearing ajuda pa-cientes 
a ver os benefícios da 
menopausa e do envelheci-mento. 
Em artigo publicado 
no site da American Phycolo-gical 
Association, ela diz 
que, como as mulheres têm 
menos estrogênio nesta fase, 
podem ter mais clareza de 
pensamento, autocontrole e 
determinação. 
“Muitas mulheres têm me-do 
dessa fase da vida pelo fim 
do período reprodutivo e algu-mas 
sofrem mais com as perdas 
do que outras”, diz a psicóloga 
clínica, terapeuta sexual e edu-cadora 
sexual Ana Canosa, que 
atua como coordenadora do 
curso de pós-graduação em edu-cação 
sexual do Centro Univer-sitário 
Salesiano (Unisal) e mi-nistra 
aulas nos cursos de sexua-lidade 
da Faculdade de Medici-na 
de Rio Preto (Famerp). 
Antigamente, essa fase era 
vista como um marco social, 
mas Ana ressalta que, atual-mente, 
já não é bem assim. Não 
é raro ver mulheres de 50 anos 
com filhos ainda pequenos, e es-sa 
mulher está estabilizada fi-nanceiramente 
e tem mais segu-rança 
com seu corpo. “Sofre-mos 
com as perdas hormonais, 
mas existem cada dia mais re-cursos 
estéticos para compen-sar”, 
diz. 
“A menopausa faz parte da 
biologia da mulher (assim co-mo 
a andropausa faz parte da 
do homem) e todas que vive-rem 
mais vão chegar nela”, diz 
a bioquímica Carolina Ynte-rian. 
Com o aumento da expec-tativa 
de vida, a mulher irá vi-ver 
um tempo maior nessa fase. 
Por isso é bom ter em mente 
que essa é uma outra fase da vi-da 
e não deve ser interpretada 
de forma alguma como o fim 
da vida sexual e sim da reprodu-tiva”, 
diz. “Esse autoconheci-mento 
se transforma em tran-quilidade 
e serenidade a respei-to 
a todas as situações que ocor-ram 
ao seu redor.” 
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 27 de julho de 2014 / 11
12 / São José do Rio Preto, 27 de julho de 2014 DIÁRIO DA REGIÃO 
Mitos da menopausa 
Embora seja um sinal de envelhecimento, 
não há motivo para desespero por causa da 
menopausa: é uma fase da vida, o que significa 
que é inevitável. Aproveite os aspectos positivos 
dessa nova etapa 
As relações sexuais com o parceiro podem 
se tornar mais prazerosas, uma 
vez que não existe mais preocupação 
com gravidez 
Aproveite para fazer uma análise da sua 
vida. Como sua estabilidade financeira já é 
maior, curta horas de lazer sozinha ou com 
o parceiro 
Existe sempre a possibilidade de melhorar. 
Para isso, conheça-se melhor 
Não é preciso colocar um peso a mais 
nessa vivência, apesar de, culturalmente, a 
fase ser tratada como ruim. Tenha em mente 
que é apenas uma fase diferente e apenas mais 
um momento de mudança. Ainda resta muito a 
ser vivido  
MITO 1 
É O FIM DA ATIVIDADE SEXUAL 
Esse é o pior dos mitos das mulheres 
nesse período: pensar que não é mais 
atrativa sexualmente e que a vida sexual 
delas acabou. Quase metade das 
mulheres neste período leva uma vida 
sexual mais ativa do que muitos jovens. O 
que vai determinar se a vida sexual será 
boa após os 50 anos é como é essa vida 
prévia. Se é boa, as chances de continuar 
sendo são muito grandes. O grau de 
secura vaginal pode atrapalhar, mas 
existem tratamentos para isso 
MITO 2 
REPOSIÇÃO HORMONAL FAZ MAL 
Pelo contrário, a reposição hormonal 
faz muito bem. É indicada para mulheres 
com sintomas de diminuição do hormônio 
que causam ondas de calor e secura 
vaginal. O temor de que faz mal ressurgiu 
em 2002, com um estudo que relacionou 
a terapia da reposição hormonal ao maior 
risco de câncer de mama e cardiopatias. 
Mas, durante dez anos, o trabalho foi 
reavaliado e criticado por ter analisado um 
esquema único de reposição hormonal 
(mas existem muitos) em mulheres idosas 
e mais vulneráveis aos tumores e às 
doenças do coração. O último consenso 
mundial, de 2013, registra que o 
tratamento é seguro para mulheres com 
menos de 60 anos, nos primeiros dez 
anos após o fim da menstruação e 
com sintomas 
MITO 3 
REMÉDIOS NATURAIS SÃO MAIS 
CONFIÁVEIS 
De jeito nenhum. Não existem 
evidências científicas da confiabilidade de 
remédios naturais. São medicações 
alternativas, mas carecem de estudos 
bem produzidos para que mostrem que 
são seguros. A isoflavona, por exemplo, é 
contraindicada em casos em que a 
reposição hormonal não é indicada. 
Existem no mercado fitoterápicos como 
cimicífuga racemosa, óleo de prímula, 
dong quai, ginseng e alcaçuz, que ainda 
esperam comprovação científica 
MITO 4 
DÁ PARA ADIAR A MENOPAUSA 
Não dá. Não existe nada que possa 
retardar a menopausa, que, no Brasil, 
ocorre por volta dos 50 anos. Alimentação 
não retarda. Não existe nada que faça 
com que os folículos ovarianos vivam mais 
tempo do que até os 50 anos 
MITO 5 
DÁ PARA PREVER O ÚLTIMO CICLO 
Não dá, infelizmente. A dosagem de 
FSH (hormônio folículo-estimulante), que 
detecta a menopausa instalada, não tem 
capacidade de estimar para uma mulher 
mais jovem quando seus ovários irão se 
aposentar. O diagnóstico é clínico. Os 
primeiros sintomas são as alterações 
menstruais. Se a mulher tem mais de 40 
anos e começa a haver alteração no fluxo 
em comparação ao que era antes, pode 
ser o primeiro sinal da chegada da 
menopausa. Mas não posso dizer para 
uma mulher com irregularidade menstrual 
quando ela irá parar de menstruar. Só é 
possível dizer que uma mulher está na 
menopausa quando ela tem mais de 
40 anos e fica pelo menos um ano 
sem menstruar 
MITO 6 
ESTILO DE VIDA SAUDÁVEL PREVINE 
OS CALORÕES 
Após os 40 anos, ela tem de se 
cuidar mais, alimentar-se bem e fazer 
mais exercícios físicos e manter o peso, 
mas isso nem sempre impede o 
aparecimento de sintomas. O período 
mais crítico é a perimenopausa, que 
abrange de dois a quatro anos antes da 
última menstruação e até dois depois, 
quando a queda nas taxas de estrogênio 
exige do organismo um esforço de 
adaptação. Cerca de 70% das mulheres 
apresentam fogachos (calorões), 
dificuldade para dormir, oscilações de 
humor e falta de lubrificação vaginal 
Fonte: Aarão Mendes Pinto Neto, professor da 
Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp 
Enfrente de forma tranquila
Eduardo Carlos da Silva 
Neurocirurgião e coach 
Controle da mente 
Ao aprender a domar sua mente selvagem, você se torna o controlador 
de seus pensamentos, sentimentos e comportamentos 
A mente pode ser definida 
como um campo de extensa re-de 
de informação que interage 
com cada célula do cérebro e 
corpo. Como a mente e o corpo 
são um sistema integrado, cada 
pensamento e sentimento é re-conhecido 
e vivenciado por ca-da 
célula do seu corpo. 
O controle da mente é desa-fiante, 
porque exige uma mu-dança 
do mundo ilusório para a 
percepção da realidade. Esta 
transição nem sempre é almeja-da, 
porque leva as pessoas a 
abandonar a zona de conforto a 
qual estão acostumadas. A maio-ria 
das pessoas, na maior parte 
do tempo, tem por hábito per-manecer 
focadas ou no passado 
ou no futuro. Esquecem que é 
no momento onde se vive que 
as coisas acontecem. O controle 
efetivo da mente exige enxer-gar, 
sentir, viver no presente e 
aceitar a realidade. Para que is-so 
aconteça, você precisa estar 
consciente, ter atenção e foco 
no presente. Ao acionar seu au-to- 
observador interno, você con-segue 
direcionar pensamentos, 
sentimentos, atitudes, hábitos, 
crenças e comportamentos. As 
crenças criam as percepções e, 
ao controlar as emoções, ditam 
as escolhas, os comportamentos 
e os resultados. 
Oque mais prejudica o domí-nio 
e o controle da mente é a ig-norância, 
a acomodação, a sober-ba, 
preguiça, mentira, ansieda-de, 
o estresse e julgamento. O 
descontrole mental deve-se à 
desconexão da realidade, à alie-nação, 
ao isolamento, ao vazio, à 
frustração, à desilusão, ao desin-teresse, 
à desvalorização e à falta 
de expectativa.Amente sem con-trole 
é perpetuada por pensamen-tos 
negativos e recorrentes, sen-sação 
de fracasso, autossabota-gem, 
baixa autoestima, baixa 
energia, dispersão mental, resis-tência 
ao novo, autolimitação e 
entropia psíquica. 
Em decorrência do descon-trole 
mental, as frustrações ten-dem 
a ocorrer com frequência. 
Se quiser domar a mente, apren-da 
com as frustrações, decep-ções, 
derrotas, erros, desencon-tros 
e eleja o passado como mes-tre. 
Se você não for apto para ab-sorver 
um fracasso, como será 
capaz de alcançar o sucesso? 
As pessoas podem apresen-tar 
até 70 mil pensamentos por 
dia, 80% deles costumam ser ne-gativos. 
A cada hora você pode 
apresentar cerca de 30 diferen-tes 
emoções. O subconsciente, 
como é responsável por aproxi-madamente 
95% dos seus pen-samentos, 
sentimentos e ações, 
o controla e o aprisiona. Por is-so, 
é importante cancelar ve-lhos 
padrões, contratos, cren-ças 
que o limitam e substituir 
por novos que o libertam. 
Para conseguir manter as ré-deas, 
você deve aprender a apa-gar 
as memórias negativas en-raizadas 
no subconsciente, 
substituí-las e redesenhá-las 
por novas. Desta maneira, é 
possível apagar as velhas cone-xões 
neuronais indesejadas e 
ativar novas conexões sinápti-cas 
almejadas. 
Ao aprender a domar sua 
mente selvagem, você torna-se 
o controlador de seus pensa-mentos, 
sentimentos e compor-tamentos. 
A manutenção do 
controle mental é um processo 
de prática, disciplina e adestra-mento 
contínuo. Por isso, você 
precisa abandonar comporta-mentos 
negativos, reativos e 
pessimistas e torná-los positi-vos, 
proativos e otimistas. 
A diferença do que precisa 
ser feito e sua realização passa 
pela aquisição de uma nova 
consciência. 
A conquista do controle 
mental necessita de vontade, 
disciplina, decisão, planejamen-to, 
autoconfiança, atualização e 
reprogramação do subconscien-te 
e alinhamento com metas 
conscientes. Para seu efetivo 
controle, torna-se imprescindí-vel 
maximização de energia, pa-ciência, 
resiliência, aptidão 
mental, controle emocional, 
introspecção, contemplação, si-lêncio 
e meditação. 
O controle mental efetivo 
se adquire com uma nova cons-ciência 
lógica, racional e criati-va 
para romper a barreira da 
mente analítica e adentrar no 
subconsciente com novos pen-samentos, 
sentimentos, novos 
hábitos, novas percepções, ati-tudes, 
crenças e comportamen-tos 
para equilibrar e harmoni-zar 
o corpo, a mente, as emo-ções 
e o espírito. 
Em vez de movimentar-se e 
ser levado pelo descontrole men-tal 
e pelas suas turbulências, vo-cê 
pode içar a âncora que o en-carcera, 
sair da zona de conforto 
que o acomoda e direcionar as 
velas para navegar em direção 
ao destino almejado. A escolha, 
a decisão e a responsabilidade 
são, e sempre serão, sua.  
Stock Images/Divulgação 
Guilherme Baffi 
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 27 de julho de 2014 / 13
Estreia 
Programa comandado por Sandra Annenberg terá a missão de passar conhecimento de forma divertida 
Agência Estado 
A TV Globo estreia no dia 9 
de agosto o programa “Como 
Será?”, com apresentação de 
Sandra Annenberg. A atração 
será exibida aos sábados, das 
6h às 8h, com foco na educa-ção, 
mas investe em reporta-gens 
que tragam conhecimen-to 
e diversão ao telespecta-dor. 
A proposta é discutir te-mas 
de responsabilidade so-cial 
e apresentar soluções pa-ra 
problemas do país que es-tão 
surgindo nas comunida-des, 
nas ruas e nas escolas 
Essa nova atração não come-çou 
agora. Na verdade, é um 
projeto da área de responsabili-dade 
social da emissora que es-tá 
sendo fortalecido e renova-do. 
Sua essência surgiu em 
2009, junto com a ideia de criar 
o “Globo Cidadania”, que es-treou 
em 2011 na programação. 
“São duas horas dedicadas ao 
conhecimento. Hoje em dia, a 
ecologia faz parte do dia a dia das 
pessoas. O terceiro setor mudou 
muito. Como fortalecer, tornar 
mais atrativa essa linguagem? 
Diante dessas perguntas surgiu a 
nossa nova revista eletrônica”, 
diz Beatriz Azeredo, diretora de 
responsabilidade social da Globo. 
O programa pretende explo-rar 
palavras e ações que estão em 
alta no mundo, como comparti-lhar 
e conectar pessoas e ideias.O 
espaço vai privilegiar pequenas 
iniciativas, como soluções encon-tradas 
em comunidades distantes 
para problemas daquela região. 
Antes, na mesma faixa de horá-rio 
e com o mesmo objetivo, a 
emissora tinha cinco progra-mas 
voltados aos assuntos que 
agora fazem parte do guarda-chu-va 
do “Como Será?”. 
A proposta também visa ti-rar 
a “cara” de formalidade que 
as atrações anteriores passa-vam 
ao telespectador. A educa-ção 
continua como tema cen-tral, 
mas o programa vai retra-tar 
a educação não formal, a 
que é passada pela família, pelo 
trabalho e pela sociedade. A 
educação será discutida como 
parte do desenvolvimento do 
país. “Tudo está mais articula-do 
neste formato. Sandra está 
no estúdio recebendo pessoas e 
amarrando tudo. Temos uma 
vitrine de soluções para apre-sentar, 
explorando todo o po-tencial 
disso”, afirma Beatriz. 
Como o programa é gravado, 
o site e as redes sociais se torna-rão 
sua extensão e sua porta de en-trada 
para o público.Aversão on-line 
(www.comosera.com) é justa-mente 
para receber ideias.Opor-tal 
vai alimentar o conteúdo da 
atração. “O programa vai ser gra-vadoemSão 
Paulo coma estrutu-ra 
do jornalismo. É uma ótima 
oportunidade para contar histó-rias 
de uma maneira diferente do 
que temos no jornalismo feito 
nos nossos telejornais, onde não 
sobra espaço para essas notícias. 
Vamos usar toda a potência da 
emissora para construir essas 
duas horas de conteúdo”, observa 
Cristina Piasentini, diretora de 
jornalismo da Globo na capital 
paulista. 
“Como Será?” poderá ser vis-to 
também na GloboNews (6h05, 
aos domingos) e no Canal Futura 
(15h, aos domingos). Lúcia Araú-jo, 
diretora do Futura, acompa-nhou 
de perto a criação do proje-to 
e explica que agora o programa 
oferece um ângulo de 360 graus. 
“Tiramos os temas das caixinhas, 
mostrando-os sem fronteiras”, fa-la 
Lúcia, que ressalta a importân-cia 
de experimentar uma narrati-va 
diferente nesse contexto. “A 
atração vai abrir o fim de semana 
propondo como o lazer pode ter 
ciência, ecologia, história e inova-ção. 
Não vamos só despejar co-nhecimento, 
vamos debater is-so”, 
declara a diretora do Futura. 
Curiosidades 
A atração vai apresentar 
muitas curiosidades para atrair 
o público. Há, por exemplo, 
um quadro de profissões que 
mostrará que tem gente traba-lhando 
como desintoxicador di-gital. 
“É um espaço para se ver 
e um janela para mostrar essas 
novidades”, diz Sandra Annen-berg. 
“Boas notícias também 
são notícias. Elas contaminam 
positivamente a sociedade”, 
completa a apresentadora 
Na estreia, Sandra conversa 
com um professor que utiliza 
os cubos mágicos como méto-do 
pedagógico para ensinar ló-gica. 
“A gente vai descobrir 
muitas coisas juntos. Você sa-bia 
que a Marisa Orth, atriz, é 
uma das fundadoras da Specta-culu 
Escola de Arte e Tecnolo-gia? 
Eles já formaram 15 mil 
alunos para trabalhar nos basti-dores 
de peças teatrais”, exem-plifica 
Sandra, cujo desafio ago-ra 
é divertir o telespectador 
sem sair do trilho da educação. 
“Sempre delegamos aos ou-tros 
fazer acontecer. Delega-mos 
ao governo, à escola, ao 
pai, à mãe, até o momento em 
que descobrimos que essa res-ponsabilidade 
não está no ou-tro. 
Durante muito tempo fui 
espectadora, só esperando. Ago-ra 
não sou mais”, confidencia a 
apresentadora.  
COMO SERÁ? 
Divulgação 
TV - 14 / São José do Rio Preto, 27 de julho de 2014 DIÁRIO DA REGIÃO
Sem parar 
Mal acabou “Em Família” (Globo) e Vanessa Ger-belli, 
a Juliana da trama, já engatou os ensaios pa-ra 
o quadro”Dança dos Famosos”, do “Domingão 
do Faustão”. Além dela, Lucélia Santos, Anitta, 
Juliana Paiva, Lucas Lucco, Giba, Marcello Melo 
Jr., Giovanna Ewbank, Anderson Di Rizzi, Palo-ma 
Bernardi, Luiz Carlos Miele e Bruno Gissoni 
estão na turma deste ano. A estreia é dia 3. 
Sem parar 2 
Já Giovanna Antonelli, a Clara de “Em Família”, 
vai voltar ao cinema. No início do ano que vem, a 
atriz entra em estúdio para gravar a sequência de 
“S.O.S. Mulheres ao Mar”, longa de Cris D’Ama-to 
que fez sucesso no começo deste ano. Na nove-la 
de Manoel Carlos, sua personagem acabou se ca-sando 
com a de Tainá Müller, a Marina. 
Agenda cheia 
Os estúdios da Record, no Rio de Janeiro, já estão 
sendo usados para as gravações de “Plano Alto”. 
Com estreia prevista para setembro, a nova série 
da emissora, escrita por Marcílio Moraes, abor-dará 
temas ligados à corrupção e aos recentes 
protestos no Brasil. O time de galãs da trama já 
foi definido. 
Agenda cheia 2 
Entre os nomes de destaque estão os de: Victor 
Fasano, que retorna à TV na pele de um advoga-do; 
Bernardo Falcone, que viverá um rapaz que 
será assediado por duas mulheres; e Juan Alba, 
cujo personagem sofrerá com a infidelidade da 
mulher. Milhem Cortaz será um deputado. 
Testes 
Depois de muita especulação, Luiz Fernando Car-valho, 
que hoje dirige “Meu Pedacinho de Chão” 
(Globo), deve começar a produzir a série “Dois Ir-mãos”, 
na emissora carioca. Os testes para elenco 
devem começar em setembro. Aparentemente, 
Wagner Moura, que era dado como certo, poderá 
não participar por estar envolvido com a produ-ção 
“Narco” (Netflix). 
Mais uma 
“Cúmplices de um Resgate” é a novela escolhida 
pela direção do SBT para substituir “Chiquiti-tas”, 
no próximo ano. A nova produção do canal 
de Silvio Santos será adaptada pela autora Iris 
Abravanel e terá como protagonista a atriz Larissa 
Manoela, que dará vida a duas personagens que são 
irmãs gêmeas. 
Além do SBT 
Devem começar em breve as gravações do programa 
que Danilo Gentili terá na Fox, paralelamente a seu 
trabalho no SBT, em “The Noite”. O roteiro da sé-rie 
é baseado no espetáculo de teatro “Politicamente 
Incorreto”. Se o calendário seguir como o previsto, a 
produção chegará à TV em setembro. 
Bom humor 
Já com sua participação acertada na nova temporada 
da série “Vai que Cola” (Multishow), que estreia em 
setembro, Marcelo Médici voltará também a fazer 
novelas. Seu novo personagem será um espírito, na 
trama de “Alto Astral” (Globo), assinada por Daniel 
Ortiz. O folhetim das 19h será lançado em setembro 
deste ano. 
Gravando 
No próximo mês, Claudia Raia, Sergio Guizé, Natha-lia 
Dill e Alejandro Claveaux devem fechar as ma-las 
rumo a Poços de Caldas, em Minas Gerais. A 
turma está escalada para gravar algumas cenas de 
“Alto Astral” no local. Enquanto isso, outro grupo 
de atores se prepara para rodar algumas imagens no 
Rio de Janeiro. 
O retorno 
Os fãs da personagem Anita, interpretada por Mel 
Lisboa na famosa minissérie de Manoel Carlos, 
“Presença de Anita”, poderão vê-la de novo na 
TV. Isso porque o autor tende a seguir com a 
ideia de fazer uma continuação para a trama. O 
projeto é relativamente antigo, mas só agora pare-ce 
sair do papel. 
Para 2015 
Ainda nem estreou sua terceira temporada (prevista 
para o próximo dia 4) e a série “Sessão de Terapia” 
deve ganhar mais uma safra de novos capítulos. Cor-re 
nos bastidores a notícia de que os produtores da 
atração já estão se preparando para gravar os episó-dios 
de 2015. A princípio, as filmagens ocorrerão 
neste semestre. 
Na gaveta 
É antigo o plano de dar um programa para Rachel 
Sheherazade, no SBT. A notícia ganhou força no iní-cio 
deste ano, quando ela causou polêmica com seus 
comentários “ácidos” no “SBT Brasil”. O programa 
seria uma estratégia do canal para impedir a ida dela 
para a Band. Agora o projeto parece ter sido empur-rado 
para 2015. O SBT ainda não divulgou mais in-formações. 
Caiu na web 
Já está circulando na internet o trailer da série “12 
Monkeys” (http://goo.gl/i4v17E), que adaptará o fil-me” 
Os Doze Macacos” (1995) para a TV. A produ-ção 
da Syfy será lançada em janeiro de 2015, nos Es-tados 
Unidos. O protagonista, Cole, que no longa-metragem 
foi vivido por Bruce Willis, está a cargo 
agora de Aaron Stanford. 
Caiu na web 2 
Outro filme promocional que foi lançado é o de 
“The Driver” (http://goo.gl/qeLWeI), a minis-série 
que trará David Morrissey de volta à TV, de-pois 
de “The Walking Dead” (Fox). A atração, 
produzida pela BBC, mostrará a vida de Vince 
McKee (Morrissey), um taxista que se culpa por um 
trágico incidente com sua família A data de estreia 
ainda não foi divulgada. 
Nomes certos 
A nova produção de Bryan Singer para a TV já tem 
protagonistas definidos. “Battle Creek”, do canal 
CBS, terá Dean Winters e Josh Duhamel como dois 
detetives com perfis opostos que se unem para com-bater 
o crime numa cidade. A estreia será ainda nes-te 
ano 
Melhor da TV 
A dupla Tatá Werneck e Fábio Porchat no Mul-tishow. 
À frente do programa “Tudo pela Audiên-cia”, 
os humoristas mostram que têm sintonia para 
fazer o espectador rir tanto na plateia quanto em ca-sa. 
Talvez, se os apresentadores protagonizassem si-tuações 
mais divertidas e gritassem menos no micro-fone, 
a atração fosse ainda melhor. No entanto, a 
ideia de ironizar as outras atrações da TV, sobretu-do 
as que apelam para ganhar pontos no ibope, é a 
grande sacada. 
Pior da TV 
A ideia de manter o sotaque americanizado de al-guns 
personagens na novela “Geração Brasil” (Glo-bo). 
Apesar das críticas no início da trama, a emis-sora 
carioca insiste em manter uma fala arrastada 
para os personagens de Cláudia Abreu, Lázaro Ra-mos 
e Luís Miranda, por exemplo. Em alguns mo-mentos, 
é praticamente impossível compreender o 
que eles falam.  
Fique Ligado 
Agência Estado 
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 27 de julho de 2014 / 15 - TV
Autor Aguinaldo Silva garante iniciar uma nova fase em sua vida com a novela “Império” 
Agência Estado 
Mesmo já tendo completa-do 
70 anos, Aguinaldo Silva es-banja 
jovialidade. Desde o jeito 
de andar e falar até a forma co-mo 
enxerga o mundo. E o autor 
de “Império”, novela das 21 ho-ras 
da Globo, assume que se 
sente “como um garoto de 18 
anos”. Por isso, ao começar a 
planejar todos os detalhes do fo-lhetim, 
decidiu que se trataria 
de um início de uma nova fase 
em sua vida. “Coloquei mais 
ação, pensei em personagens 
ainda mais próximos da realida-de 
dos telespectadores e escolhi 
uma equipe nova”, explica ele, 
que depois de uma parceria de 
10 anos com Wolf Maya, entre-gou 
seu texto à assinatura do di-retor 
Rogério Gomes. 
Nascido e criado em Carpi-na, 
a 45 quilômetros de Recife, 
capital de Pernambuco, Agui-naldo 
assume que muito do 
que acontece na trama é inspira-do 
em sua própria realidade. A 
começar por contar a saga de 
um homem que,mesmo sem 
grandes possibilidades, conse-guiu 
vencer na vida. 
Nesta entrevista, o nove-lista 
conta um pouco mais de 
sua história e explica qual per-sonagem 
foi criado como uma 
espécie de alter ego (do latim 
“o outro eu”). 
Pergunta - Você sempre 
definiu “Império” como “um 
novelão”. O que vê de diferen-te 
na sua história em relação 
às outras que vêm sendo exi-bidas 
na tevê? 
Aguinaldo Silva - O que pos-so 
dizer é que, seguramente, tra-ta- 
se de uma novela que não 
perde tempo, que vai sempre 
em frente. A história nunca an-da 
para os lados, como gosto de 
falar e como detesto fazer. En-tão, 
é uma novela que vai man-ter 
a atenção do telespectador 
sempre muito forte. Bom, pelo 
menos é isso que espero. 
Pergunta - Em seu históri-co, 
você tem novelas de gran-de 
sucesso de audiência. Co-mo 
“Senhora do Destino”, por 
exemplo. Acha que tem condi-ções 
agora de chegar aos 50 
pontos de média no Ibope? 
Silva - Não. Veja bem, as 
coisas mudaram. A audiência 
mudou. Mas não diminuiu, e 
esse é o nosso grande dilema. 
Vejo uma parcela do público 
vendo a novela por smartpho-nes 
e em seus computadores. 
Mas essa galera não conta para 
efeito de audiência É um erro 
dizer que o público não vê mais 
novelas. Ele acompanha, mas, 
muitas vezes, por meios alterna-tivos. 
Hoje, existem várias pla-taformas. 
E a gente tem de sa-ber 
que isso é válido também. 
Tanto que, na internet, os as-suntos 
mais discutidos são 
sempre sobre novelas. Eu 
acredito quea novela bata 50 
pontos, mas não do jeito que 
calculam. Só somando todas 
essas plataformas. E isso, pe-lo 
menos por enquanto, não 
se consegue fazer. 
Pergunta - Um dos traços 
de suas novelas é mostrar per-sonagens 
sem berço que se 
tornam pessoas importantes 
e ricas. Por que esse tema fas-cina 
você? 
Silva - Eu conheço muito 
Entrevista 
‘Gosto sempre 
de recomeços’ 
Fotos: Divulgação 
TV - 16 / São José do Rio Preto, 27 de julho de 2014 DIÁRIO DA REGIÃO
bem esse lado. Não quero fazer 
demagogia aqui, mas isso é um 
pouco a minha história. Nasci 
no interior de Pernambuco, em 
uma cidade chamada Carpina. 
Meu pai era frentista num pos-to 
de gasolina. Gastou todo o di-nheiro 
que ganhava investindo 
na minha educação. E eu tenho 
um amigo dessa época que diz 
para mim, brincando, que “o 
garoto de Carpina foi bem lon-ge”. 
Acho que essa realidade 
me faz gostar desse tema, da 
pessoa que vence na vida. Que 
vai e faz. Seja por talento, por 
mérito ou porque é mesmo ca-paz 
de brigar e vencer essas difi-culdades. 
Acho que todo brasi-leiro 
quer ver isso na televisão. 
Pergunta - E o que mais o 
brasileiro quer ver? 
Silva - Meus personagens 
são muito reconhecíveis pelo 
grande público. São pessoas 
que você encontra diariamente 
nas ruas. Acho que esse é o 
grande segredo das novelas: fa-zer 
com que o público ache que 
aqueles personagens moram ali 
na esquina, pertinho de casa. 
Pergunta - Você promete 
manter uma agilidade diferen-te 
em “Império”. Na sua vi-são, 
o comportamento do pú-blico 
em relação às histórias 
mudou? 
Silva - Mudou. O telespecta-dor 
não precisa mais ser guia-do. 
Os brasileiros agora enten-dem 
mais de novelas do que os 
próprios autores! Ele percebe 
tudo, não precisamos ficar repe-tindo 
as informações. E o que 
ele não sabe, deduz. O segredo 
é empurrar, o tempo inteiro, a 
história para frente. Acho que 
cada cena precisa resultar em al-guma 
mudança nos persona-gens. 
Sequências de mesa de 
jantar, onde as pessoas con-versam 
trivialidades, não fun-cionam 
mais. Mas também 
não dá para fazer uma cena li-mite, 
onde alguém tenta ma-tar 
o outro e, no dia seguinte, 
botar os dois conversando 
normalmente. A história pre-cisa 
caminhar sempre 
Pergunta - Depois de 10 
anos, você deixou de traba-lhar 
com o Wolf Maya e tem 
agora um novo diretor, o Rogé-rio 
Gomes. De onde partiu es-sa 
mudança? 
Silva - Acho que uma parce-ria 
é como o casamento: acaba 
virando rotina. Gosto sempre 
de recomeços. Essa novela, por 
exemplo, marca um recomeço. 
Como “Senhora do Destino” 
marcou para mim. Se você pres-tar 
atenção, vai ver que é uma 
novela completamente diferen-te 
de tudo que já fiz. Completei 
70 anos em junho e achei que 
estava na hora de fazer 18 de no-vo. 
Queria algo novo e com 
uma equipe diferente. E esco-lhi 
o Papinha. Ou melhor, o Ro-gério 
Gomes, porque não gosto 
de falar Papinha. 
Pergunta - Por que você es-colheu 
o Alexandre Nero co-mo 
protagonista? 
Silva - É um ator de uma in-tensidade 
incrível. E eu precisa-va 
de um protagonista que fizes-se 
um homem de 50 anos, mas 
ainda tivesse uma energia dife-rente. 
Por isso preferi um ator 
que tivesse menos idade. E 
acho que o Nero, exatamente 
pela intensidade que tem como 
ator, merecia um papel de pro-tagonista. 
Pergunta - Então ele sem-pre 
foi sua primeira opção? 
Silva - Sempre. Eu até acha-va 
que as pessoas iriam estra-nhar. 
Mas quando eu disse na 
equipe que queria o Nero, to-dos 
foram unânimes e ficaram 
muito empolgados com essa es-colha. 
Isso só me trouxe ainda 
mais segurança nessa decisão. 
Pergunta - Você escalou a 
Viviane Araújo na mesma épo-ca 
em que reservou seus “me-dalhões” 
no elenco da Globo. 
Por quê? 
Silva - Escrevi especialmen-te 
para ela. Escalei a Viviane 
porque sabia que ela queria in-vestir 
na carreira de atriz, mas 
estava meio rotulada nessa ima-gem 
de rainha de bateria. E eu 
acho que ela tem uma história 
de vida legal, bem forte. Se ela 
queria mesmo, então achei que 
deveria fazer isso por ela. E es-tá 
muito bem na pele da gosto-sa 
ingênua. Já vi algumas cenas 
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 27 de julho de 2014 / 17 - TV 
É uma novela 
completamente 
diferente de tudo 
que já fiz. 
Completei 70 
anos em junho e 
achei que estava 
na hora de fazer 
18 de novo 
e gostei bastante. Ela vive di-zendo 
“não sei por que os ho-mens 
olham tanto para 
mim”, esse é meio que o bor-dão 
dela. Acho que vai ser 
bem engraçado. 
Pergunta - Outro persona-gem 
no qual você sempre de-monstrou 
apostar muito é o 
do Paulo Betti, que interpreta 
uma espécie de “víbora da in-ternet”. 
De onde veio a ideia 
de criar esse papel? 
Silva - Acho engraçada essa 
história porque as pessoas fi-cam 
me perguntando muito 
em quem foi inspirado esse per-sonagem. 
Ora, é claro que foi 
inspirado em mim! Eu sou o 
blogueiro do mal! (gargalha-das). 
Vou aproveitar esse perso-nagem 
como uma espécie de al-ter 
ego, colocar coisas minhas 
ali. Acho que a internet é o ter-ritório 
dos “freaks” e dos de-sembestados. 
E eu sou um de-les. 
Queria trabalhar um pouco 
em cima disso, de como as pes-soas 
conseguem ser corajosas 
quando estão sozinhas, na fren-te 
do computador. E também 
como elas podem destruir repu-tações 
por irresponsabilidade. 
A novela fala muito sobre o di-reito 
à privacidade. E a função 
do personagem do José Mayer 
é basicamente essa: discutir o 
direito que as pessoas têm de 
manter sua vida privada. Essa 
história de sair do armário é 
uma escolha da pessoa. Escan-carar 
a vida alheia não é uma 
coisa legal. 
Pergunta - O beijo gay dei-xou 
de ser uma novidade 
nas novelas. Já teve no 
SBT, em suas novelas da 
Globo... Você pretende inse-rir 
em “Império”? 
Silva - Eu não pensei nisso. 
É como você mesmo disse: 
“Em Família” teve, a passada 
teve e daqui a pouco até o Per-nalonga 
vai ter beijo gay. É 
uma coisa natural, não precisa 
desse estardalhaço todo. Mas, 
na televisão, nosso público é 
majoritariamente heterosse-xual. 
E talvez não esteja muito 
interessado em ver um beijo 
gay. Existe uma militância que 
cobra, mas precisamos respei-tar 
a maioria. Quando escreve-mos 
uma novela, não é para 
meia dúzia de pessoas e sim pa-ra 
40 milhões. Então, é preciso 
pensar em agradar a todos, sem 
deixar ninguém ofendido. E, 
olha, essa é uma tarefa bem 
complicada. 
Pergunta - Você sentiu von-tade 
de escrever uma cena de 
beijo para o Crô, personagem 
do Marcelo Serrado em “Fina 
Estampa”? 
Silva - Não, nunca foi essa a 
minha intenção. Na verdade, 
o Crô era um personagem de 
desenho animado. Acho que 
não ficaria bem um beijo ali, 
uma cena tão realista. Tanto 
que ele acaba sem ninguém 
na novela.
TV - 18 / São José do Rio Preto, 27 de julho de 2014 DIÁRIO DA REGIÃO 
Drica Moraes vibra com o lado sombrio e as vilanias da 
amargurada Cora na nova novela das 21 horas da Globo 
Agência Estado 
Por mais que fugir dos este-reótipos 
faça parte da estratégia 
da maior parte dos atoresde televi-são, 
é comum que eles trabalhem 
intensamente um gênero específi-co 
na maior parte do tempo. Tor-na- 
se uma espécie de zona de con-forto. 
E Drica Moraes sabe que a 
sua está no humor. Tanto que a 
atriz assume que pretende investir 
bastante na comicidade das vila-niasda 
perversa Cora, sua persona-gem 
em “Império”, novela das 21 
horas da Globo. “Ela é completa-mente 
maluca. Então, acho que es-se 
é o melhor lugar para meempe-nhar”, 
entrega Drica, que até en-tão 
não tinha atuado nessa faixa 
de horário da emissora carioca. 
Mesmo assim, a atriz não es-conde 
que o convite para o papel 
veio com certa surpresa. Afinal, 
como a comédia se tornou uma 
marca em suas aparições nos fo-lhetins, 
essa sempre foi sua princi-pal 
vantagem na hora de ter o no-me 
escalado para uma produção. 
Masinterpretaruma vilã está lon-ge 
de ser uma novidade em sua 
carreira. Foi pelas mãos de 
Walcyr Carrasco que a carioca ex-perimentou 
a posição pela primei-ra 
vez, quando deu vida à arrogan-te 
Violante de “Xica da Silva”, na 
extinta Rede Manchete, em 1996. 
Curiosamente, esse trabalho 
se mostrou um verdadeiro divi-sor 
de águas em sua carreira. Ga-nhou 
o prêmio de melhor atriz da 
Associação Paulista de Críticos 
de Arte (APCA) e, de quebra, a va-ga 
de mocinha da novela “Era 
uma Vez”, que a Globo estreou 
emmarço de 1998. “Foiumaépo-ca 
muito proveitosa. Serviu como 
um embrião para fazer tudo que 
faço hoje na pele da Cora”, anali-sa 
a atriz. 
Na entrevista a seguir, Drica 
fala sobre “Império”, sua leitura a 
respeito das maldades de Cora e 
que já não enfrenta restrições por 
conta da batalha que venceu con-tra 
o câncer - ela foi diagnostica-da 
com leucemia em 2010. 
Pergunta - Cora é uma vilã 
amarga e você é uma atriz 
acostumada a interpretar per-sonagens 
cômicas. Como vo-cê 
enxerga esse papel? 
Drica Moraes - Eu acho que 
ela tem o que todos nós temos: o 
peso da luta pela sobrevivência. 
Só que a Cora sente uma necessi-dade 
de poder maior que a das ou-tras 
pessoas. No caso dela, isso é 
patológico. E é o que você falou: 
estou acostumada a viver tipos de 
humor na televisão. Essa não foi 
uma escalação óbvia. Exatamente 
por isso sou muito grata ao Agui-naldo 
Silva (autor) e ao Papinha 
(Rogério Gomes, diretor). Partiu 
deles essa ideia de me ver inter-pretando 
essa maluca. 
Pergunta - O fato de ser uma 
vilã faz você ter algum receio? 
Drica - As vilãs do Aguinaldo 
são tão perversas e inesperadas 
que, ou caem no gosto popular ou 
não caem. Não existe muito meio 
termo. Bom, eu espero que a Cora 
caia. Mas faço tudo com humor. 
Atémesmoesse dramalhão da Co-ra 
tem muito de humor. 
Pergunta - Esse é um traba-lho 
mais denso e carregado 
de fortes emoções. É fácil dei-xar 
esse peso no estúdio e vol-tar 
leve para casa? 
Drica - Às vezes, sim. Em ou-tras, 
não. A gente tenta deixar tu-do 
ali, mas nem sempre dá. Se 
bem que o trajeto para casa é tão 
longo que já vou esquecendo no 
caminho. Aproveito para deixar 
para trás as coisas que não devo le-var 
para casa. É um volume tão 
grande de trabalho e de emoção 
que, ou você se desgruda disso 
completamente ou vai cair 
doente. Tem de exercitar essa 
facilidade de se desprender do 
que foi feito. 
Pergunta - E como você 
faz para que isso aconteça? 
Drica - Já saio da emissora 
sem a maquiagem, com a minha 
roupa e ligando para um amigo 
ou para o meu filho. Vou me co-nectandocom 
a minha vida e dei-xando 
essa personagem sair aos 
poucos.Mas é intenso, dáumcan-saço 
na alma. 
Pergunta - Chegou a se ins-pirar 
em alguém para cons-truir 
a personagem? 
Drica - Não, a Cora surge de 
uma confusão de sentimentos. A 
tragédia clássica é a máscara do ri-so 
e do choro. As duas estão sem-pre 
muito juntas. E essa mulher 
tem uma relação estranha, algu-ma 
doença afetiva com a irmã. 
Queria ser o que ela era, ter o que 
ela tinha. Misturo essas sensações 
e a Cora vai aparecendo 
Pergunta - Pela história, 
não aparecem evidências, 
mas é possível que exista 
uma paixão escondida pelo Jo-sé 
Alfredo, personagem do 
Alexandre Nero? 
Drica - Olha, não tem nada es-crito. 
Até temos pistas, mas nada 
muito concreto. Mas eu, pessoal-mente, 
acho que essa éumainfor-mação 
que pode ser revelada 
mais para frente. Ela quer o po-der 
e o dinheiro dele, porque ela 
vai atrás da fortuna através da so-brinha, 
Cristina (Leandra Leal). 
Pergunta - Com uma carga 
de amargura tão forte, onde vo-cê 
pretende investir para inserir 
mais humor nas suas cenas? 
Drica - A Cora se mete em ci-ladas 
meio de circo. Ela se vê pre-sa 
dentro dos lugares, precisa sair 
por cordas, corre no meio das si-tuações, 
fala alto e xinga, enfim, 
tem um lado meio palhaço aí 
Pergunta - Cada vez mais 
o público vibra com as vilãs. 
Como é a sua relação com as 
vilãs de novelas? 
Drica -Acho que as pessoas es-tão 
exercendo mais as suas peque-nas 
vilanias. E as personagens es-critas 
para serem más acabam sen-do 
mais ricas também. Isso por-que 
elas podem muito, têm um 
elástico grande de ações e emo-ções. 
É uma delícia bancar a pa-lhaça 
ou atémesmoa heroína sen-do 
uma vilã. É o tipo de persona-gem 
que tem um passaporte mais 
poderoso. 
Pergunta - Você prefere vi-lãs 
às boazinhas? 
Drica - Gosto é de bons perso-nagens. 
E sinto mesmo que te-nho 
um nas mãos. A equipe é ex-celente 
e todo mundo está muito 
empenhadoemfazerumbomtra-balho. 
“Império” éumanovela ca-rismática, 
que tem pegada e pa-péis 
bem estruturados. Todos os 
ingredientes do melodrama clás-sico 
estão ali: humor, sensualida-de, 
crueldade, mistérios e revela-ções 
rocambolescas, enfim, tem 
tudo para dar certo. Isso é o que 
eu prefiro. 
Pergunta - Sua primeira no-vela 
foi “Top Model”, em 
1989. Nesses 25 anos, tem 
alguma personagem da qual 
guarde mais saudade? 
Drica - Ah, eu fico feliz de ter 
umatrajetória tão múltipla, varia-da. 
É importante para o ator não 
ter estereótipos e poder ganhar pa-péis 
bem diversificados. Acabei 
de fazer “Doce de Mãe”, onde eu 
interpretavaumaheroína român-tica. 
Gostei muito, foi um traba-lho 
que adorei. 
Pergunta - E como você 
analisa esses 25 anos? 
Drica - Apanhei, mas fui bem 
abençoada também. Tive uma 
boa vida Minha mala é recheada 
de coisas bem legais. 
Pergunta - Há cinco anos 
você adotou um bebê. Está 
sendo tranquilo conciliar o rit-mode 
gravações de uma nove-la 
das 21horas com uma crian-ça 
em casa? 
Drica - Eu tenho conversado 
bastante com o Matheus. Falo 
que ele vai ficar pouco comigo 
nesse tempo. E ele está revolta-do 
porque não vai poder ver a 
novela. Mas é muito novinho e 
essa não é uma novela para 
crianças da idade dele. E ele já 
entende. Conseguiu atingir 
uma maturidade em relação a is-so. 
Quando eu fazia “Guerra 
dos Sexos”, ele ficava muito tris-te 
porque eu beijava o Fernan- 
Entrevista 
FORA DA ZONA 
DE CONFORTO
do Eiras. Chorava, 
achava injusto, pergunta-va 
por que eu tinha feito isso. 
Hoje já sabe que é um trabalho. 
Pergunta - Você já manifestou 
o interesse em adotar outra crian-ça. 
Ainda pensa nisso? 
Drica - Acho que não. Vou fazer 
45 anos (no dia 29 de julho), penso 
que já estou em outra fase da vida. 
Pergunta - Você planejou al-guma 
coisa diferente para o 
gestual, o comportamento da 
Cora? 
Drica - Eu vejo a Cora como 
um ser do reino animal. Uma mu-lher 
que quer devorar.Ede alguma 
maneira isso está impresso no cor-po 
e no visual, sim. Mas não me 
programo para isso, acho que aca-ba 
aparecendo na hora de gravar. 
Não sei exatamente qual foi o pro-blema 
dela, mas alguma coisa acon-teceu. 
Pode ter sido deixada de la-do 
pela família ou ter sofrido uma 
pressão religiosa forte que a deixou 
reprimida sexualmente, mas existe 
um desvio. Aos poucos ele vai apa-recendo 
e eu vou absorvendo isso 
para a personagem.Asequência da 
morte da irmã dela, por exemplo, 
foibem forte. Ali, era o balançar do 
rabo da serpente dela. Ela não ma-ta 
a irmã,mas... Bom, ela mata a ir-mã! 
De uma certa maneira, porque 
tem a tortura psicológica.Umlado 
de ir deglutindo e se divertindo. 
Eu estou aprendendo a fazer essa 
Estou acostumada a 
viver tipos de humor 
na televisão. Essa 
não foi uma 
escalação óbvia. 
Exatamente por isso 
sou muito grata ao 
Aguinaldo Silva 
outra ca-mada 
dela, 
menos sensível 
e mais observadora 
do drama do outro. 
Pergunta - A morte 
foi em função de um cân-cer. 
Como lidou com isso, já 
que você passou pela mesma 
situação? 
Drica - Isso é parte da minha 
bagagem. Estou na vida e quem es-tá 
na chuva é para se molhar mes-mo. 
Mas não é a minha história, é a 
história de uma pessoa. A doença 
faz parte da vida, é claro. Os perso-nagens 
lidam comisso. Talvez eu 
tenha tido mais elementos para lan-çar 
mão na hora do “gravando”. 
Pergunta - Hoje, como vo-cê 
está? Há pouco tempo você 
comentou que tinha algumas 
restrições... 
Drica - Estou ótima. Não te-nho 
mais nenhuma restrição. Mas 
preciso falar baixo, porque podem 
ouvir e querer me botar para gra-var 
de madrugada, até cinco da ma-nhã! 
Olha, as vilãs do Aguinaldo 
têm de estar saudáveis ou não 
aguentam.  
Divulgação 
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 27 de julho de 2014 / 19 - TV
TV - 20 / São José do Rio Preto, 27 de julho de 2014 DIÁRIO DA REGIÃO 
Entrevista 
‘GOSTO DE SER 
DESAFIADA’ 
Agência Estado 
A atriz Sophie Charlotte, de 25 
anos, encara mais um desafio na tele-dramaturgia. 
Ela interpreta Maria 
Eduarda Mahler, a Duda, filha adoti-va 
de Angela Mahler, protagonizada 
por Patrícia Pillar, na novela “O Re-bu” 
(Globo). A história gira em tor-no 
de um misterioso assassinato, que 
acontece durante uma festa promovi-da 
por Angela. A personagem de So-phie, 
assim como todos os convida-dos 
do evento, é uma das suspeitas 
do crime. “Tenho a sensação de que 
essa personagem é tudo o que eu sem-pre 
quis fazer”, diz ela, não esconden-do 
o entusiasmo. 
No folhetim, Sophie faz par com 
seu atual namorado, o ator Daniel de 
Oliveira, intérprete de Bruno, um 
ambicioso profissional de tecnologia 
da informação. Os dois iniciaram o 
relacionamento durante filmagens 
na cidade de Buenos Aires, na Argen-tina, 
onde o elenco passou um mês. 
Para dar vida a Duda, na novela 
escrita por George Moura e Sergio 
Goldenberg, e dirigida por José Luiz 
Villamarim, Sophie fez workshop de 
etiqueta e teve de mudar radicalmen-te 
o visual. Fez um corte 
“joãozinho” e disse que achou ótimo 
abandonar os cabelos longos. “Hou-ve 
um diálogo para entender a perso-nagem 
e saber o que o Villamarim es-perava 
dela. A Duda tinha um perfil 
diferente do meu e eu dei espaço pa-ra 
acontecer”, conta. 
Sophie estreou na TV em 2006, 
quando fez uma participação espe-cial 
na atração infantil “Sítio do Pica-pau 
Amarelo” (Globo). Dois anos de-pois 
veio sua primeira protagonista, 
a Angelina, na trama adolescente 
“Malhação”, também na Globo. Ho-je, 
sente-se mais tranquila quando o 
assunto é realização profissional. “A 
essência do entusiasmo é a mesma. A 
maturidade mudou. Para lá dos 
meus 70 espero trabalhar com isso 
ainda”, sonha. 
Pergunta - “O Rebu” foi ao ar ori-ginalmente 
em 1974. Você já tinha 
ouvido falar sobre a trama? 
Sophie Charlotte - Sim. E como 
sou muito curiosa, fui pesquisar na 
internet. Corri atrás para ver quem 
ia escrever e dirigir dessa vez. É uma 
cronologia inovadora que me estimu-lou 
bastante, tem uma nova lingua-gem, 
novas propostas. E também é 
uma homenagem à trama original, 
mas tem a liberdade de ser diferente 
Pergunta - A começar por 
sua personagem. Não havia 
uma Duda... 
Sophie - Pois é. Digamos que ela 
existia de outra maneira. Na época 
era o Cauê, interpretado por Buza 
Ferraz. 
Pergunta - E esta mudança radi-cal 
no visual, você gostou? 
Sophie - Sim. Foi ótimo mudar, 
principalmente porque se trata de 
uma mudança para a personagem. O 
trabalho é de transformação. Não 
houve uma negociação, porque eu es-tava 
disponível para a proposta e o 
trabalho do diretor Zé Villamarim. 
Eu queria muito trabalhar com ele e 
confiava em suas propostas. Houve 
um diálogo para entender a persona-gem 
e saber o que o Villamarim espe-rava 
dela. A Duda tinha um perfil di-ferente 
do meu e eu dei espaço para 
acontecer. 
Pergunta - Já se acostumou 
com o cabelo curtinho? 
Sophie - É uma sensualidade dife-rente 
do que é a brasileira, ou a cario-ca, 
por exemplo. A Duda é uma mu-lher 
de atitude, que tem sua feminili-dade. 
Tem uma força feminina. 
Pergunta - Fazer uma mudança 
de visual um pouco mais drástica 
por causa de uma personagem te 
estimula mais? 
Sophie - Eu acredito que as mu-danças 
não tem que ser severas, mas 
necessárias. Quando são necessárias 
e importantes, não há questão. Você 
faz, e é simples assim. Se o persona-gem 
te comove e te estimula, não 
tem diferença. São mudanças impor-tantes, 
mais do que drásticas. 
Pergunta - O elenco chegou a 
gravar fora do País. Como foi essa 
experiência para você? 
Sophie - Gravamos na Argenti-na 
e foi maravilhoso. Acho que faz 
toda a diferença sair da rotina para 
encontrar com toda a equipe da no-vela 
e começar esse processo mara-vilhoso. 
É um trabalho muito dife-renciado. 
Já gravamos até cenas do 
final. Daí tem uma tensão gigante, 
e existe uma concentração diferen-te 
por isso também. Foi maravilho-so 
experimentar isso. 
Pergunta - Você fez algum tipo 
de preparação para a personagem? 
Sohpie - Fiz um ‘workshop’ de 
etiqueta e foi ótimo. Na minha famí-lia, 
sempre tomamos muito cuidado 
com isso. A elegância é uma questão 
Sophie Charlotte comemora as mudanças radicais (no visual e 
na personalidade) propostas por sua personagem em “O Rebu” 
Fotos: Divulgação
de cidadania, de respeito ao 
próximo, de cordialidade e deli-cadeza. 
A minha família sem-pre 
se importou com isso. 
Pergunta - “O Rebu” é uma 
trama de suspense, com in-vestigação 
policial. Gosta 
deste estilo? 
Sophie - Eu gosto de tra-mas 
surpreendentes, mas na 
trama os personagens têm que 
ser humanos e, de certa manei-ra, 
me desafiar como atriz. O 
que eu gosto é de ser desafiada, 
gosto de receber personagens 
complexos e humanos. Eu não 
sei se tenho gênero específico 
de preferência, gosto de histó-rias 
boas. Tipo música: ou é 
boa ou não. 
Pergunta - Você rodou um 
filme independente chamado 
“Tamo Junto”. Já tem previ-são 
de lançamento? 
Sophie - Terminamos de ro-dar 
antes de começar “O Re-bu”. 
O Matheus Souza (diretor 
e roteirista do filme) é meu ami-go 
há muitos anos e o roteiro é 
muito divertido, bem carioca, 
jovem. Eu achei incrível. A pre-visão 
de estreia é ainda neste 
ano. Não vi o filme pronto, es-tou 
curiosa, mas posso dizer 
que me diverti muito fazendo. 
Pergunta - Ele chegou a di-zer 
que você é a atriz mais ca-rismática 
do Brasil Acha que 
carisma é um dos seus princi-pais 
trunfos? 
Sophie - Trunfo é uma pala-vra 
meio complicada, mas caris-ma 
tem a sua força, a sua impor-tância 
nesse trabalho. As pes-soas 
precisam se identificar 
com o que você está dizendo 
através dos personagens. Fi-co 
feliz por ele dizer isso. É 
um diretor em quem eu acre-dito 
e respeito muito. O que 
tento fazer é me dedicar ao 
máximo a cada projeto que 
eu entro e isso aparece tam-bém. 
Eu sou muito feliz fazen-do 
o que faço. Isso eu sei. 
Pergunta - “Serra Pelada” 
foi um grande sucesso de críti-ca 
e também seu primeiro tra-balho 
no cinema. Acha que foi 
um marco? 
Sophie - Foi muito impor-tante, 
um divisor de águas na 
minha vida A gente sempre 
espera que momentos maravi-lhosos 
se repitam e sejam ca-da 
vez melhores e maiores. 
Se nada me inquietasse, eu 
pararia de trabalhar. Eu te-nho 
muita coisa para fazer. Es-tou 
só começando. 
Pergunta - Há o mesmo en-tusiasmo 
Foi ótimo mudar, 
principalmente 
porque se trata de 
uma mudança para 
a personagem. A 
Duda tinha perfil 
diferente do meu e 
eu dei espaço para 
acontecer 
em “O Rebu”? 
Sophie - Em “O Rebu” te-nho 
a sensação de que essa 
personagem é tudo o que eu 
sempre quis fazer. É um te-são 
de trabalhar, de viver es-te 
projeto com estas pessoas. 
É um momento de muito entu-siasmo, 
sim. 
Pergunta - Qual a diferen-ça 
entre a Sophie, protago-nista 
de “Malhação”, e a de 
hoje? 
Sophie - A essência do entu-siasmo 
é a mesma. A maturida-de 
mudou, sim. Eu tinha 18 
anos quando fiz “Malhação” e 
agora estou com 25 Para mim, 
já é um tempinho. Consigo 
ter uma tranquilidade um 
pouco maior de que as coisas 
estão indo na direção que eu 
queria, em termos de realiza-ção 
profissional. Para lá dos 
meus 70, eu espero trabalhar 
com isso ainda. 
Pergunta - O que mudou pa-ra 
você? 
Sophie - Sempre tive uma 
vontade de dar o meu melhor, 
desde nova. De dar o melhor e 
aproveitar as oportunidades. 
As ferramentas vão mudando. 
Eu aprendo muito com cada 
diretor, com cada ator. É um 
grande aprendizado. Os dire-tores 
Domingos de Oliveira, 
Dennis Carvalho e José Luiz 
Villamarim, por exemplo; e 
as atrizes Lília Cabral, Patri-cia 
Pillar, Cassia Kis (Ma-gro), 
que são mulheres que 
me inspiraram demais no 
meu caminhar.  
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 27 de julho de 2014 / 21 - TV
MALHAÇÃO - 17H45 
Segunda-feira - Maria Marta se es-conde 
e espera José Alfredo ir embo-ra 
da caverna. Cristina recebe a notí-cia 
do incêndio no quiosque. Elivaldo 
é preso e Cristina vai à delegacia. Vi-cente 
conta para Xana e Naná que 
conseguiu um emprego. Maria Marta 
consegue voltar para o acampamen-to. 
João Lucas se assusta com os 
presos. Téo exige que Érika descu-bra 
um segredo sobre Cláudio. 
Terça-feira - Fernando chega exata-mente 
no momento em que Cristi-na 
está prestes a ler a suposta car-ta 
de Eliane. Reginaldo não deixa 
Tuane procurar Victor. Cora arru-ma 
o quarto de Eliane e o assume 
como seu. Du observa José Alfre-do 
chegar à delegacia. Ismael ten-ta 
convencer Lorraine a desistir de 
chantagear Maria Marta. Danielle 
garante a José Pedro que ele será 
o sucessor de José Alfredo. 
GERAÇÃO BRASIL - 19H30 
Quarta-feira - Cristina fica atordoada 
com o conteúdo do álbum de recor-tes. 
José Alfredo discute com José 
Pedro. Maria Marta deixa Lorraine es-perando 
na piscina. Elivaldo é trans-ferido 
para um presídio. Lorraine 
chantageia Maria Marta. Enrico deci-de 
os detalhes sobre sua festa de ca-samento. 
Cláudio marca um encon-tro 
secreto. Téo manda Érika investi-gar 
o caso que envolve o filho mais 
velho de José Alfredo. 
Quinta-feira - José Alfredo percebe o 
nervosismo de Maria Ísis e finge 
acreditar no que ela diz. Os agentes 
de polícia encontram quadros falsifi-cados 
no armário de Orville. Maria 
Marta e sua comitiva chegam à man-são 
do Comendador. Robertão en-contra 
José Alfredo no elevador e Ma-ria 
Ísis se apavora. Vicente enfrenta 
Enrico e Antônio no restaurante. Enri-co 
convida Maria Clara para jantar. 
Sexta-feira - Cristina mente para Jo-sé 
Alfredo. Maria Ísis pede para Se-vero 
e Magnólia impedirem Robertão 
de voltar à sua casa. Maria Marta pa-rabeniza 
Silvano pela organização 
da casa. Helena implora que Josué a 
deixe ficar em sua casa. José Alfre-do 
chega à casa de Maria Ísis. Cristi-na 
vai ao camelódromo. Maria Clara 
gosta da comida de Vicente. 
Sábado - Vicente enfrenta os ho-mens 
que atacavam Cristina. Lorrai-ne 
acusa Ismael de ter roubado seu 
dinheiro. Cora vê Cristina conversan-do 
com Vicente. Cláudio vê uma notí-cia 
no blog de Téo e fica desconfia-do. 
José Pedro fica nervoso ao des-cobrir 
que Téo divulgou uma notícia 
insinuando que ele teria atropelado 
uma pessoa. Lorraine acredita que 
Érika esteja com o seu dinheiro. 
Segunda-feira - Herval e Jonas se 
enfrentam e Verônica intervém. Er-nesto 
pensa em investir sua inde-nização 
no site de Boccardi. Mari-sa 
sonha com Brian. Verônica con-ta 
para Edna sobre a visita de Jo-nas. 
Davi questiona Jonas sobre 
o seu projeto secreto. Jonas pede 
para Murphy pesquisar sobre Her-val. 
Verônica agradece a Herval 
por ajudar Vicente. 
Terça-feira - Davi tenta acalmar 
Manuela. Megan se prepara para 
ir à Califórnia. Começa o segundo 
episódio do Geração Nem-Nem. 
Ernesto não consegue falar com 
Boccardi e confessa que pegou di-nheiro 
de Iracema. Lara e Brian 
desenvolvem uma grande afinida-de. 
Pamela entrega para Megan 
um colar com um perfume espe-cial. 
Davi pede para Jonas deixar 
Manuela ir a São Francisco em 
seu lugar. 
Quarta-feira - Megan reclama com 
Jonas de ter que viajar com Ma-nuela. 
Iracema expulsa Ernesto 
de sua casa. Megan e Pamela se 
surpreendem com o número de 
pessoas pedindo para participar 
do programa Geração Nem-Nem. 
Davi convida Vicente para traba-lhar 
com ele na Marra e Verônica 
e Herval desconfiam. Tatiana ten-ta 
consolar Ernesto. Iracema pen-sa 
em alugar sua cobertura. 
Quinta-feira - Débora decide levar 
Verônica para falar com o repórter 
que entrevistou Gláucia. Pamela 
e Dorothy criticam Brian por ten-tar 
reprogramar Barata. Davi men-te 
para Jonas sobre Manuela. Ba-rata 
descobre um segredo de Do-rothy. 
Barata convida Luene para 
jantar Gláucia tenta alugar a co-bertura 
de Iracema. Herval se sur-preende 
ao ver Pamela na Plugar. 
Sexta-feira - Rita tenta acalmar 
Davi. Barata fala de Verônica para 
Luene. Davi não consegue dormir 
e decide contar a verdade para Jo-nas. 
Todos na Marra assistem a 
um documentário sobre Brian. 
Shin entrevista Lara e Matias. Ba-rata 
fica arrasado ao ver Verônica 
com Herval na inauguração do Re-genera. 
Pamela e Rita descobrem 
que Manuela não apareceu para 
falar com o possível investidor do 
Júnior. 
Sábado - Herval percebe Verônica 
abalada com a apresentação de Jo-nas. 
Jonas pede para Davi ajudá-lo 
em seu novo projeto. Edna filma 
Brian fugindo de Marisa. Aconselha-do 
por Luene, Barata convida Edna 
para sair e Verônica se incomoda. 
Jonas dá notícias de Manuela para 
Davi. Vander e Mosca pedem para 
Ernesto ajudá-los a participar do Ge-ração 
Nem-Nem. 
MEU PEDACINHO DE CHÃO - 18H15 
Segunda-feira - Mãe Benta diz pa-ra 
Zelão que Juliana não foi feita 
para ele. Juliana diz para Gina 
que pensa em Zelão o tempo in-teiro. 
Renato passa uma lista 
enorme para o Prefeito das An-tas 
com o material que precisa-rá 
em seu posto de saúde. 
Zelão adverte Giácomo que não 
se meta com Rosinha pois Izido-ro 
não está gostando nada dela 
trabalhar na venda com ele. 
Terça-feira - Renato garante a 
Epaminondas que não apoiará 
a candidatura do prefeito e afir-ma 
que ficará fora da política. 
Zelão impede que Izidoro brigue 
com Giácomo por causa de Rosi-nha. 
Juliana se entende com 
Mãe Benta. Giácomo e Rosinha 
se abraçam com afeto. Giácomo 
recebe uma carta de Milita. 
Quarta-feira - Giácomo fica como-vido 
com a carta de Milita e Vira-mundo. 
Ferdinando entrega a 
Epaminondas o discurso que es-creveu 
para o pai falar à popula-ção 
da vila. Epaminondas conta a 
Zelão que construirá uma casa 
pra ele. Giácomo assume Rosi-nha 
como sua noiva. O pai de Re-nato 
aparece na vila, surpreen-dendo 
o médico. 
Quinta-feira - A emissora 
não divulgou o resumo. 
Sexta-feira - A emissora 
não divulgou o resumo. 
Sábado - Reprise do último 
capítulo. 
Segunda-feira - Fabi conta para 
Bianca que Karina é apaixonada 
por Duca. Dalva comemora a vitó-ria 
do neto. Gael paga Sol por ter 
cuidado de Dalva. Lobão avisa a 
Gael que Cobra treinará com ele. 
Gael afirma que Cobra pode conti-nuar 
treinando em sua academia, 
mas o rapaz escolhe Lobão. Dan-dara 
se preocupa com o comporta-mento 
de João. Karina confessa 
para Bianca que gosta de Duca. 
Terça-feira - Cobra desabafa com 
Gael, que o acolhe. Sol conta de 
seu emprego para Bete. Bianca 
se preocupa com Karina. Lucrécia 
repreende Jade por agir com inve-ja 
de Bianca. Nando descobre 
que o sofá onde dorme foi rouba-do 
e vai deitar na academia. Gael 
e Karina o veem dormindo no tata-me 
e jogam água nele. Bianca con-versa 
com Duca sobre Karina. 
Quarta-feira - Duca explica para 
Karina que a considera como uma 
irmã. Cobra comanda a aula a pe-dido 
de Duca. Pedro tenta conso-lar 
Karina, mas ela o repele. Duca 
convence Bianca a contar para Ka-rina 
sobre o namoro dos dois. Ed-gard 
e Lucrécia pregam mais uma 
peça em Nando. Sol paga sua ma-trícula 
na Ribalta. Sol e Pedro fi-nalmente 
tocam juntos na banda 
montada por Nando. 
Quinta-feira - Dandara convida 
Gael para jantar e eles conversam 
sobre seus relacionamentos ante-riores. 
João vê a novela antiga de 
seu pai na TV e logo muda de ca-nal. 
Dalva elogia René Spinelli. 
Sol canta com Pedro no Perfeitão. 
Lucrécia critica Jade, que se pune 
por seu suposto mau comporta-mento. 
Gael e Dandara combi-nam 
de repetir o encontro e Del-ma 
e Marcelo torcem pelos dois. 
Sexta-feira - Duca e Bianca com-binam 
de continuar namorando 
escondidos. Gael beija Danda-ra 
e Bianca vê. João tenta tirar 
satisfações com Dandara, que 
o repreende. Sol tenta conven-cer 
Jeff a estudar na Ribalta, 
mas Lincoln encerra o assunto. 
Lucrécia e Edgard insinuam pa-ra 
Nando que Gael pode ter rou-bado 
sua guitarra. Karina é rís-pida 
com Duca e Bianca se 
preocupa. 
Resumo das novelas 
GLOBO 
IMPÉRIO - 21H00 
TV - 22 / São José do Rio Preto, 27 de julho de 2014 DIÁRIO DA REGIÃO
Revista bem estar-27-07-14
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Revista bem estar-27-07-14

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  • 2. Editorial A edição deste domingo começa mostrando como o ser humano e a natureza estão interligados pelas funções que os regem, e que esta conexão, que vem sendo perdida, precisa ser preservada para o bem e o equilíbrio de ambos. Em “O lado bom das coisas ruins”, reportagem de destaque nesta edição, um apanhado de vários estudos no mundo que nos ajudam a perceber algumas dificuldades com um olhar mais otimista. Problemas de ordem emocional, como depressão, ansiedade e TDAH, têm potencial transformador quando sabemos identificá-los e aprendemos com o que têm a ensinar. Não se trata de fazer a Pollyanna e enxergar tudo “cor de rosa”. Deve-se enfrentar o lado cinza da vida, porque só assim é possível reencontrar as cores que fazem tudo valer a pena. Outra reportagem aborda o que é preciso trabalhar em nós mesmos (autoestima, autoconfiança...) antes de abrir a porta para um novo amor. Em “Aqui se faz, aqui se paga?”, uma análise sobre o que chamamos de carma, e como é possível “corrigir” a rota ainda nesta vida. E uma reportagem positiva sobre um assunto que interessa às mulheres: a chegada da menopausa e o início desta nova fase, que pode representar algumas redescobertas. Que sua semana seja de paz até nosso reencontro, no próximo domingo. 13 Neurocirurgião e coach diz que o controle efetivo da mente exige enxergar, sentir, viver no presente e aceitar a realidade Divulgação 24 Miami continua divertida e acolhedora, não apenas para fazer compras 16 Autor da nova novela das nove, “Império”, Aguinaldo Silva diz que se sente como um garoto de 18 anos Poesia Aninha e suas pedras Não te deixes destruir… Ajuntando novas pedras e construindo novos poemas. Recria tua vida, sempre, sempre. Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça. Faz de tua vida mesquinha um poema. E viverás no coração dos jovens e na memória das gerações que hão de vir. Esta fonte é para uso de todos os sedentos. Toma a tua parte. Vem a estas páginas e não entraves seu uso aos que têm sede. Cora Coralina Chris Rudge Leite Turismo Guilherme Baffi Televisão DIÁRIO DA REGIÃO Enfrente o cinza e anseie por cores Eduardo Silva Diretor de Redação Décio Trujilo decio.trujilo@diariodaregiao.com.br Editor-chefe Fabrício Carareto fabricio.carareto@diariodaregiao.com.br Coordenação Ligia Ottoboni ligia.ottoboni@diariodaregiao.com.br Editor de Bem-Estar e TV Igor Galante igor.galante@diariodaregiao.com.br Editora de Turismo Cecília Demian cecilia.demian@diariodaregiao.com.br Editor de Arte César A. Belisário cesar.belisario@diariodaregiao.com.br Pesquisa de fotos Mara Lúcia de Sousa Diagramação Cristiane Magalhães Tratamento de Imagens Luciana Nardelli e Luis Antonio Matérias Agência Estado Agência O Globo 2 / São José do Rio Preto, 27 de julho de 2014 DIÁRIO DA REGIÃO
  • 3. Meio ambiente REINTEGRADO AO VERDE Relação entre as funções do corpo e os elementos terra, água, fogo e ar mostra uma ligação do homem com a natureza. Mas esta conexão ancestral vem sendo perdida Gisele Bortoleto gisele.bortoleto@diariodaregiao.com.br Ouniverso está baseado emumprincí-pio fundamental, o da unicidade e da rela-ção mútua entre todas as coisas. O ho-mem moderno necessita resgatar uma an-tiga visão de si, da natureza e de sua pró-pria relação com ela para poder sobrevi-ver. O homem, sendo potencialmente o agente consciente e transformador do am-biente onde vive, neste mundo materialis-ta (cultuador da ciência e do progresso ), necessita de uma atitude simples e respon-sável para consigo mesmo, para se conhe-cer como ser humano integrante de um cosmos universal e com uma hierarquia. “A natureza é pródiga em fornecer ao ser humano os quatro elementos em abun-dância para sua sobrevivência”, explica o neurocirurgião e coach Eduardo Silva. Na selva de concreto das edificações onde vive, ele fica sujeito a perda de energia, baixa imunidade e facilidade para doen-ças de ordem física e mental. No refúgio da natureza ainda não danificada ou des-truída é onde ele encontra os elementos oriundos da terra, da água, do ar e do fo-go, que são imprescindíveis para manter sua homeostase, seu equilíbrio, sua har-monia e sua sobrevivência. A alquimia que o ser humano deve manter com a na-tureza é de total respeito, preservação, re-novação e veneração, porque a natureza responde conforme sua ação. Oser humano é totalmente dependen-te da natureza e não consegue sobreviver sem ela. Há uma integração total e harmô-nica quando ele a respeita. “Todos os ele-mentos da natureza estão representados no ser humano. A terra, onde se originam os minerais e as substâncias orgânicas, fa-zem parte da constituição, da estrutura e da solidez do corpo”, diz Silva. É repre-sentada pelos ossos, músculos, cartila-gem, articulações, ligamentos, pele e de-mais tecidos e órgãos. A água, que perfaz três quartos do planeta, tem proporção se-melhante no corpo humano. “A água flui no corpo através do sangue, das lágrimas, do suor, da linfa, dos líquidos sinoviais e da urina, e serve como meio de transpor-te, limpeza, lubrificação, desintoxicação e eliminação de impurezas”, complementa. Oar da atmosfera penetra no corpo pe-la inspiração através do nariz e das vias aéreas, faz a troca ao nível dos pulmões, aonde leva oxigê-nio e retira o gás carbônico que é absorvido e reciclado pelas plantas. Oelemento fogo, repre-sentado na natureza pelo sol, permite o desencadea-mento da fotossíntese res-ponsável pela fabricação dos alimentos. “No corpo humano, o fogo torna-se responsável pelas reações químicas, pelo metabolis-mo, pela digestão dos ali-mentos, pelo aumento da temperatura e pelos impulsos elétricos nas membranas das células”, diz ainda o médico. No coração e no cérebro, são res-ponsáveis pela propagação dos im-pulsos elétricos que criam um campo eletromagnético responsável por manter o funcionamento normal desses órgãos. “Estamos falando sobre um resgate dessa conexão, que foi perdida”, explica o coach e iogaterapeuta Salvador Hernan-des. Ohomem faz parte da natureza. Seus ciclos biológicos obedecem aos ritmos da natureza, como, por exemplo, o ciclo cir-cadiano, que é o ciclo de 24 horas. “Nós fomos feitos para dormir à noite e estar acordados pela manhã. Biologicamente, certas funções só acontecem à noite, quando dormimos, como a formação de certos tipos de memória e de funções cere-brais específicas.” O hormônio melatonina é produzido à meia-noite, e se o indivíduo recebeu estí-mulo de luminosidade solar durante o dia. Que falar então do ciclo hormonal fe-minino? Puramente regido pelo ciclo lu-nar de 28 dias. “Tudo isso mostra que, ori-ginalmente, éramos integrados à nature-za e seus ciclos, mas fomos nos afastando gradualmente, com as múltiplas necessi-dades da vida moderna”, diz. Precisamos mais da vitamina V, a vi-tamina do “verde”, estar diante da na-tureza, para absorver energia mais pu-ra dos ambientes verdes. “Todos nós nos sentimos revigorados quando esta-mos numa mata, numa cachoeira, nu-ma praia. Existe, sim, uma energia vi-tal presente nestes ambientes e que é diferente da energia dos aglomerados urbanos. Quando andamos com o pé no chão, fazemos esse contato com a terra. Quando nadamos nas águas de um riacho ou do mar, nos abastecemos dessa ener-gia”, diz Hernandes. “Não necessariamente precisa-mos estar todos os dias nestes lo-cais, já que vivemos na cidade, mas podemos andar descalços na nossa ca-sa, no nosso jardim, podemos ter nos-sas plantas em nossa casa, caminhar na represa...”, reforça. Stock Images/Divulgação DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 27 de julho de 2014 / 3
  • 4. Especial O LADO BOM DAS COISAS RUINS Depressão, ansiedade, pessimismo, desatenção... Novos estudos mostram como esses problemas podem nos tornar seres humanos mais fortes Gisele Bortoleto gisele.bortoleto@diariodaregiao.com.br Temos mania de achar que os problemas só têm lado negativo, mas se você encará-los de outra for-ma e decidir ser feliz apesar deles, dá para passar por tudo com um sor-riso no rosto e aproveitar o lado bom. Acredite: tudo tem seu lado bom, até os problemas. Não se es-queça que a vida é uma só e depen-de de nós tirar dela o melhor provei-to. A verdade é que todos almeja-mos o máximo da vida, querendo que seja repleta apenas de bons acontecimentos, momentos felizes. Faz parte da natureza humana que-rer que tudo esteja sob controle. Is-so dá segurança. Mas, na vida real, nem é sempre assim, e as coisas fo-gem da programação: ficamos depri-midos, ansiosos, temos nossos mo-mentos de pessimismo, sensação de fracasso. Muitas vezes, quando você ten-tar encontrar soluções, percebe que a resposta não vem, e sua vida conti-nua de cabeça para baixo. A questão é tentar manter o controle da situa-ção. O escritor David Shenk, no li-vro “O Gênio em Todos Nós” (ed. Zahar), lembra que “nosso cérebro e nosso corpo são aparelhados para a plasticidade, são construídos para enfrentar desafios e se adaptar.” A depressão segundo Darwin Um pouco difícil conseguir encontrar um lado bom na de-pressão. Ela faz com que as pes-soas fiquem presas ao sofrimen-to e não tenham forças para to-mar atitudes que, certamente, melhorariam sua vida. Mas a ciência vem se esforçando para demonstrar que até ela tem seu lado bom, e que podemos tirar proveito se percebermos seu po-tencial transformador. É o que defendem dois pes-quisadores evolucionistas nor-te- americanos, em um estudo recente publicado no periódico Psychological Review, no qual tentam desvendar o que cha-mam de “o paradoxo da depres-são”. Guiados pela teoria da se-leção natural de Charles Da-rwin (1809-1882), o psiquiatra J. Anderson Thomson, da Uni-versity of Virginia, e o psicólo-go Paul W. Andrews, da Virgi-nia Commonwealth Universi-ty, passaram anos tentando en-tender por que doenças men-tais como a esquizofrenia afe-tam apenas de 1% a 2% da popu-lação mundial, enquanto a de-pressão já atinge mais de 20%. Segundo Darwin (um depri-mido, conforme deixou claro em cartas ao longo da vida), as espécies passam por um proces-so de adaptação em que caracte-rísticas mais favoráveis a sua existência acabam sendo passa-das de geração para geração. Trata-se de um mecanismo de seleção e especialização que garante a permanência de tra-ços que nos deixam mais aptos a encarar os obstáculos. Adep-tos da psicologia evolucionista, acreditam que a seleção natural não envolve apenas o corpo. As características da mente huma-na também seriam o resultado de uma jornada de depuração em nome da sobrevivência e da reprodução. Se a teoria de Da-rwin é amplamente acei-ta até hoje no meio científico, argumentam Thomson e Andrews, en-tão a depres-são não pode ficar de fora e seria uma adap-tação humana que chegou até nós com tamanha incidência não por acidente, mas porque precisamos dela co-mo indivíduos. Por essa perspectiva, a depressão nada mais é do que uma resposta radi-cal da mente para que encaremos nossos dilemas mais profundos. “Como a dor físi-ca, ela serve para sinalizar que exis-te um problema a ser resolvido”, afir-ma Thomson. “A depressão, como a dor, é um mal necessá-rio.” (GB) 4 / São José do Rio Preto, 27 de julho de 2014 DIÁRIO DA REGIÃO
  • 5. DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 27 de julho de 2014 / 5 Pode vir, ansiedade Se você faz parte do grupo que tem o hábito de ficar com os pés agitados, roer as unhas, movimentar as mãos sem pa-rar, mexer nos cabelos antes de grandes eventos, encontros, uma apresentação de trabalho importante? Então, deve saber que essas “manias” podem ca-racterizar a ansiedade. A estimativa é de que 25% da população sofra com a ansie-dade e em algum momento já tenha experimentado o malefí-cio de ser ansioso ao querer ter-minar logo uma tarefa, sofrer antes de conseguir entregar um trabalho simples ou perder o so-no por pensar demais em algo. A ansiedade é uma sensação que traz reações de aceleração no cérebro e no corpo e, depen-dendo das situações a que o in-divíduo se expõe, pode se agra-var e desenvolver problemas co-mo síndrome do pânico, por exemplo. No entanto, toda emoção tem seu lado positivo, e ansie-dade, desde que moderada, tam-bém pode trazer benefícios pa-ra sua vida. Isso porque essa sensação funciona como “sinal de alerta” do nosso organismo, avisando que precisamos nos proteger emocionalmente, pois sua função primária é nos pre-parar para lutar ou fugir. Isso vem dos tempos das cavernas, quando o homem vivia em esta-do de alerta total, protegendo-se para sobreviver da fome, dos animais, do frio. Na atualidade, os proble-mas são outros: medo de per-der o emprego, de terminar um relacionamento, de não ter di-nheiro... Tudo isso é interpreta-do pelo nosso cérebro como ameaças a nossa sobrevivência. Agora, cientistas afirmam que o sentimento pode ser bom - e até um fator decisivo para a sobrevivência. O norte-americano Allan Horwitz, da Universidade Rut-gers, defende que não estamos mais ansiosos do que antes, só somos mais diagnosticados com o sintoma. Uma pesquisa do Suny Downstate Medical Center, de Nova York, diz que os ansiosos têm QI mais alto. O lado bom só aparece se você mantiver a ansiedade dentro dos padrões normalidade, co-mo sentir nervosismo em horas tensas. Um estudo da Universida-de de Bergen, na Noruega, e do Instituto de Psiquiatria do King’s College, de Londres, na Inglaterra, constatou que pes-soas ansiosas têm altas chances de se curar de doenças psicoló-gicas como a depressão. Isso porque os ansiosos se preocu-pam mais consigo mesmos e, consequentemente, procuram mais ajuda. (GB) As ‘vantagens’ do pessimismo É possível que você já tenha percebido: há indivíduos que parecem eternamente felizes, bem dispostos, com um sorriso prestes a abrir no rosto. Ou-tros, no entanto, carregam uma nuvenzinha escura sobre suas cabeças e estão sempre predis-postos a pensamentos tristes e negativos. Mas não pense que é de todo ruim ter pessimistas por perto. O psicólogo norte-america-no Martin Seligman diz: “Os visionários, os planejadores, os desenvolvedores, todos eles pre-cisam sonhar com coisas que ainda não existem, explorar fronteiras. Mas se todas as pes-soas forem otimistas, será um desastre”, afirma. “Qualquer empresa precisa de figuras que joguem a dura realidade sobre os otimistas: tesoureiros, vice-presidentes financeiros, enge-nheiros de segurança.” O filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860) já dizia que “o otimismo é a causa de todo sofrimento existen-cial.” Somos movidos pela von-tade - um sentimento que nos leva a agir, a assumir riscos e a conquistar objetivos. Mas essa vontade é apenas uma parte de um ciclo inescapável de desilu-sões: dela vamos ao sucesso, en-tão à frustração - e a uma nova vontade. O pessimismo também po-de ser a chave para o sucesso pessoal e profissional. “Quem pensa negativo sempre sabe que tem uma possibilidade de ser vencido, então trabalha pa-ra reduzir ao máximo essa pos-sibilidade”, afirma o treinador de basquete Bob Knight, maior vencedor na história da liga universitária dos Estados Unidos e autor do livro “O Po-der Extraordinário do Pensa-mento Negativo” (ed. Agir). Para ele, reconhecer nossas fraquezas é o primeiro passo para aprender a superá-las.Opessimis-ta cuidadoso, diz Knight, leva vantagem sobre o otimista que acredita que tudo dará certo - e, por isso, deixa de melhorar. (GB)
  • 6. ‘Escudo’ contra o fracasso Déficit de atenção Esquecer alguma coisa de vez em quando é normal. Não conseguir se concentrar em al-go chato é ainda mais comum. Mas quando esses problemas se tornam frequentes, podem cau-sar problemas na vida do indi-víduo. Se você tem dificuldade de organização, esquece tarefas simples do dia a dia, não conse-gue se concentrar, sente desâni-mo, impulsividade e inquieta-ção, há sinais claros de Trans-torno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Com origem genética, a doença pode ser detectada já na infância e, caso não seja tratada, pode ser perigosa. No Brasil, estudos apontam que 5% dos adultos so-frem do problema. O que se es-quece não é mais a lição de ca-sa, mas prazos e reuniões. Tra-balhos são abandonados pela metade, ordens são ignoradas. A impulsividade pode custar o emprego ou o relacionamento. Por que isso é tão comum? A resposta é parecida à da ansiedade e da depressão - essa característica já foi uma vanta-gem adaptativa, até que a cultu-ra e o ambiente mudaram. Em sociedades nômades, quem tem foco de atenção disperso é capaz de cuidar melhor de seu gado, explorar áreas desconhe-cidas e ficar alerta para amea-ças. Dan Eisenberg, da Nor-thwestern University, EUA, ob-servou tribos africanas nôma-des e sedentárias. Entre os nô-mades, os que tinham o alelo 7R (ligado ao TDAH) eram mais bem nutridos do que os sem. Já nas sedentárias, aconte-cia o contrário. Em outras pala-vras, conforme o homem se es-tabeleceu num só lugar e come-çou a viver de atividades que exigem mais foco, a atenção dis-persa virou desvantagem. Mas não tanto. Os mesmos genes que hoje estão associados ao ris-co são responsáveis por revolu-ções nas artes, ciência e explora-ção, acredita o psiquiatra Mi-chael Fitzgerald, do Trinity College. Michael, que já tinha procurado traços de autismo na biografia de personalidades, não demorou para fazer o mes-mo com o TDAH. Segundo ele, sintomas de déficit de aten-ção estão presentes em Thomas Edison, Oscar Wilde e até em Che Guevara. Quem tem a ca-beça na Lua pode encontrar lá em cima coisas que pes-soas com os pés no chão não são capazes de enxergar. O psiquiatra norte-americano Edward Hallowell, autor de “Ten-dência à distração” (ed. Roc-co), juntamente com John J. Ra-tey, aponta outras características positivas.Emgeral, os portadores demonstram ter pensamentos ori-ginais e ideias brilhantes, pos-suem talentos criativos, tendem a adotar um jeito diferenciado de encarar a própria vida e pos-suem como características marcantes tanto a persistên-cia quanto a flexibilidade. Também podem ser extrema-mente afetivas e de comporta-mento generoso, altamente intuitivas e, com frequência, demonstram ter inteligência acima da média. (GB) Quando alguma coisa sai do nosso controle, como perder o emprego, terminar um relaciona-mento, não poder comprar a casa dos sonhos, ou vivemos qualquer outra frustração parecida, não tem muito jeito: sentimos não só que um plano deu errado, mas que falhamos como pessoa. Nos-sa mente, porém, evoluiu com uma defesa contra isso: ela ignora o que não quer saber. Uma área do cérebro chama-da córtex cingulado anterior é ativada quando percebemos que alguma coisa deu errado. Com ela, excitamos mais uma região - o córtex pré-frontral dorso-lateral. Ele é o “sensor” da mente, responsável por apa-gar determinado pensamento. Esse mecanismo duplo permite editar nossa consciência confor-me nossa vontade. Assim, con-seguimos deixar para trás nos-sos fracassos. Se você vive reclamando pe-los cantos, pode ser que tenha uma variação genética específi-ca responsável por esse compor-tamento. Uma pesquisa mos-trou que cerca de 32% da popu-lação nasce com uma mutação no gene ADRA2B, uma altera-ção que obriga os afetados a lembrar as experiências negati-vas mais vividamente do que as positivas. Além disso, como efeito colateral, eles também têm uma tendência a remoer suas experiências negativas. É aquela velha história do copo. Para essas pessoas, ele sempre está meio vazio ou provavel-mente rachado. Mas se você é pessimista, acredite numa boa notícia. A Universidade de Erlangen-Nu-remberg, na Alemanha, reali-zou uma pesquisa durante 10 anos com 40 mil pessoas entre 18 e 96 anos, apontando que os pessimistas vivem mais que os otimistas. “A pesquisa mostrou que os riscos de sofrer algum problema de saúde ou morte prematura são mais altos nos otimistas.O pessimismo em re-lação ao futuro faz com que as pessoas se cuidem mais emrela-ção à saúde e à segurança”, afir-mou Frieder Lang, um dos auto-res do estudo. Depois de uma dé-cada de acompanhamento, o re-sultado mostrou que os pessimis-tas têm 9,5% de chance a menos de apresentar algum problema de saúde, e 10% menos riscos de so-frer uma morte prematura. (GB) 6 / São José do Rio Preto, 27 de julho de 2014 DIÁRIO DA REGIÃO
  • 7. DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 27 de julho de 2014 / 7 Autoconfiança, autoestima e disponibilidade interna são as chaves para atrair o ‘príncipe encantado’ Gisele Bortoleto gisele.bortoleto@diariodaregiao.com.br Encontrar o amor não é al-go matemático. Também esque-ça o cupido, a sorte ou mesmo a união sublime e inexplicável das almas. É preciso estar dis-posto a correr riscos e entender que a convivência também não é fácil. Requer ação, coragem e disponibilidade interna. Para o amor bater à porta, especialis-tas em relacionamentos afir-mam que é necessário dar uma forcinha para a “sorte”. A autoestima é a chave para abrir essa porta e permitir que o amor chegue de fato. Você tem de se amar primeiro. Nun-ca conseguirá amar alguém de maneira desprendida se, antes de tudo, não amar a si mesmo. Não vale depositar a respon-sabilidade da sua felicidade na mão da pessoa que quer encon-trar. Se você não se amar, não conseguirá amá-lo ou se fazer apaixonante. Nesta lista também não po-de faltar a autoconfiança, que nada mais é que a convicção que uma pessoa tem de ser ca-paz de fazer ou realizar alguma coisa. Confie em você e na capa-cidade que tem para atrair al-guém, fazer com que essa pes-soa se apaixone por você e que permaneça apaixonada. Mas tão importante quanto tudo is-so é colocar os pés no chão e bai-xar a régua de expectativas. Fantasiar com Brad Pitt, con-forme sugere a escritora Joyce Moisés em seu livro “Mulheres de Sucesso Querem Poder... Amar” (ed. Gente), não resolve nada. Se encarar o homem atual com os pés fincados no chão, abrirá o leque de possibi-lidades na pirâmide dos relacio-namentos. O mesmo vale para o sexo oposto. “Não me parece possível en-contrar um amor se estivermos pré-ocupados demais com ou-tras demandas. Enquanto pré-enchidos de ‘coisas’, passa a ser improvável que o amor encon-tre lugar em nossa vida”, diz o psicoterapeuta e escritor Rena-to Dias Martino. Só desejar um amor não garante a capacidade de dar manutenção para um vínculo dessa espécie. Muitas vezes, o sujeito pode passar muito tempo voltado para a conquista material e só se dar conta da necessidade de encon-trar um amor verdadeiro e du-rável em ocasiões isoladas. E se quer encontrar um amor, também tem de sair de casa para encontrar outras pes-soas. Ninguém vai entregar um namorado “delivery”. Frequen-tar lugares aumenta a probabili-dade de interação com possí-veis pretendentes e parceiros em potencial. “É na rua que o príncipe encantado está”, diz o psicólogo especialista em rela-cionamentos amorosos Thia-go de Almeida, autor do livro “A arte da paquera - Inspira-ções à realização afetiva” (Editora Letras do Brasil). A paquera é onipresente: “Qual-quer lugar é um local em poten-cial pra ela”, diz. É preciso ainda ter em men-te que este será só um teste. Na-moro é pra conhecer o parcei-ro. “Você não tem a obrigação de acertar. O dia a dia irá fami-liarizar e integrar o outro na sua vida ou tratar de reencami-nhá- lo para outras possibilida-des”, diz Almeida. Se não der certo na primeira tentativa, não tenha medo de encontrar outras pessoas. Outra dica? Não despeje no outro todas as suas expectati-vas em relação a sua própria vi-da. “Quanto mais você se co-nhece e sente-se bem consigo mesma, mais tem facilidade de enxergar as possibilidades”, re-comenda a psicóloga Gisele Le-lis Vilela. Claro que se ficar de-sesperado procurando por um namorado ou namorada a qual-quer custo, por medo de estar só ou mesmo pela baixa autoes-tima, corre o risco de se envol-ver em relacionamentos fura-dos. Quando se tem autoconhe-cimento e autoestima, melho-res podem ser suas escolhas. Pa-ra que isso aconteça, não existe época certa: vai acontecer quan-do você se permitir. Esteja disposto a conhecer pessoas: “Muitas vezes, ideali-za- se tanto o futuro namorado que se perde a chance de conhe-cer pessoas incríveis”, diz Gise-le. Os amigos até tentam apre-sentar alguém, ou mesmo já existe esse alguém e você nem nota, pois está cheio de crité-rios de escolha nos quais nin-guém se encaixa. “É preciso dei-xar as coisas acontecerem. Po-de ser que um amigo ou uma amiga apresentados sem preten-são se torne o homem ou a mu-lher da sua vida.” Relacionamento DÊ UMA FORCINHA PARA O AMOR Stock Images/Divulgação
  • 8. Entenda o impacto no presente das ações ou omissões praticadas na vida anterior, o que muitos chamam de carma. Estudiosos, porém, defendem que nosso destino não está 100% traçado 8 / São José do Rio Preto, 27 de julho de 2014 DIÁRIO DA REGIÃO Elen Valereto elen.valereto@diariodaregiao.com.br É comum acreditarmos, em de-terminadas situações, que estamos em dívida com algo, mesmo em outra vida, e que, por isso, algu-mas coisas não estão caminhando bem ou estamos tendo dificuldade para conseguir atingir alguns obje-tivos. Temos até uma frase para is-so: “Tenho um carma”. Há algumas explicações para is-so. A terapeuta energética e espiri-tual Maiana Lena, de Passo Fun-do, afirma que, no ocidente, o car-ma é confundido com um destino traçado e rígido, com o qual preci-samos nos conformar. Mas não é bem assim. Embora as ações praticadas possam impactar no futuro, tanto no campo material quanto psicoló-gico, há muitas mudanças possí-veis. A transferência de padrões negativos provocada em uma exis-tência, por exemplo, pode passar para a próxima da mesma forma ou ter seus efeitos anulados. Não deixa de ser uma cobrança por algo feito, a antiga “causa e efeito”. E esse pagamento, afirma a terapeuta energética Maiana, ge-ralmente ocorre da mesma manei-ra da dívida deixada, que pode ser o sofrimento. “Na verdade, o gran-de ensinamento cármico é reen-contramos as pessoas e situações as quais geramos padrões cármi-cos negativos em outras existên-cias e experimentar o que causa-mos a elas e, com isso, aprender-mos por meio do sofrimento a ne-cessidade de reformularmos a si-tuação”, ensina. Umexemplo é provocar amor-te de alguém em uma existência e, na outra, ter a reencarnação de um filho com graves problemas de saú-de. Isso exigirá cuidados perma-nentes, sofrimento e frequente me-do de perdê-lo. É a experiência, “na mesma moeda”, que ajudará a resolver esse carma. “Problema de saúde de grande extensão sempre está relacionado a padrões cármicos não resolvidos em outras encarnações. O mesmo se pode dizer em relação a proble-mas emocionais, mentais, profis-sionais e familiares. A questão cár-mica é complexa, porque na maio-ria dos casos há uma incidência da espiritualidade inferior atuando, o que induz a um trabalho de maior profundidade e consciência”, ex-plica a terapeuta energética e espi-ritual. Já a vidente e professora apo-sentada Marina Gold, em um arti-go escrito por ela, no último mês, afirma que o carma, embora seja entendido como uma forma de consertar alguma coisa no futuro, não pode ser considerado como bom ou ruim. Para ela, não signifi-ca um julgamento, mas o retorno do que foi plantado anteriormen-te. “É a colheita de uma semeadu-ra anterior, que floresce a cada no-va circunstância vivenciada pelo ser humano, em que é levado em conta seu merecimento.” Uma outra análise sobre o que se considera carma, porém, está na leitura sistêmica. Ela observa e es-tuda os padrões de repetição repas-sados entre gerações de uma mes-ma família. Eles podem estar rela-cionados aos relacionamentos pes-soais e amorosos, trabalho ou fun-cionamento e estrutura familiar. Quem explica esse outro tipo de interpretação é a psicóloga cor-poral e sistêmica Renata Terruggi, de Rio Preto. Segundo ela, pa-drões repetitivos repassados de uma geração para outra ou mesmo entre uma mesma geração são ex-periências que se repetem, perpe-tuam e se mantêm presentes na história familiar. Podem ser comportamentos disfuncionais para a evolução co-mum de uma família. Entre os exemplos estão vícios, suicídios, abortos, mortes violentas, separa-ções, dificuldades financeiras ou falência, doenças físicas e mentais, gêneros... Esses são apenas alguns exemplos mais comuns observa-dos no diagnóstico do sistema energético. “Eles favorecem a formação de mitos e segredos que interferem na comunicação entre gerações e obscurecem o autoconhecimento das pessoas envolvidas.Oconheci-mento dos padrões familiares repe-titivos é fundamental para com-preender a configuração e a estru-turação do sistema energético fa-miliar”, informa a psicóloga corpo-ral e sistêmica. Oque favorece essa continuida-de é um forte desejo inconsciente de manter uma situação que já ocorreu, mesmo contrariando a ra-cionalidade. Um exemplo dado por Renata é quando alguém rece-be influências de pessoas impor-tantes em sua vida desde a infân-cia - pais, avós, irmãos e tios. “Eles servirão de modelo ou an-timodelo para a busca de seus an-seios. Também consideramos que muitas decisões e escolhas afeti-vas, sexuais, profissionais e religio-sas podem ser reflexo de gerações anteriores e marcos no tempo, per-petuados na história familiar por meio de um de seus membros”, destaca a psicóloga corporal e sistêmica. Espiritualidade AQUI SE FAZ, AQUI SE PAGA?
  • 9. DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 27 de julho de 2014 / 9 Não há carma que não possa ser curado Maiana Lena, terapeuta energética e espiritual Primeiro passo “Não há carma que não possa ser curado”, define a te-rapeuta energética e espiri-tual Maiana Lena. No entan-to, ela também diz que é pre-ciso persistência e vontade de continuar o tratamento. Esse caminho para a cura in-clui a vontade ou desejo sin-cero de iniciar, o que já dire-ciona para o perdão a situa-ções ou pessoas envolvidas. Somente quando a cura e a compreensão começam a ser ajustados a vida começa a ficar mais leve, passando por um curso mais tranquilo. Is-so porque a nova consciência possibilita essa relação reno-vada com o próximo. Mas como os carmas são produzidos a todo momento, é preciso lembrar que não se deve fazer ao próximo nada que não gostaríamos que fi-zéssemos a nós. É uma regra simples e muito eficaz, que muda a posição de pensamen-to a respeito da vida. Do con-trário, “toda ação ou omissão que induz a lesar outra pes-soa estará incidindo no car-ma”, informa a terapeuta energética e espiritual. No segmento de trabalho da psicóloga corporal e sistêmica Renata Terruggi, a resposta para esse primeiro passo de reajuste está na apren-dizagem sobre as próprias compulsões. Com esse conhe-cimento e consciência é possí-vel “encorajar-se para a liberta-ção de condicionamentos e re-ciclar- se em um processo de autocura”, diz. (EV) Intervenção terapêutica Prioriza a aprendizagem de novos padrões de relação para que o individuo consiga operar as próprias mudanças em seu meio Valoriza a comunicação humana em seus diferentes aspectos, verbal e não verbal, para a compreensão e superação dos efeitos comportamentais entre os membros da família Pode-se fazer uso do genograma, demonstrando como cada pessoa ou família tem a sua história, suas crenças e seus padrões Fonte: Renata Terruggi, psicóloga corporal e sistêmica
  • 10. 10 / São José do Rio Preto, 27 de julho de 2014 DIÁRIO DA REGIÃO MENOPAUSA? DESENCANA! Mudança hormonal no corpo feminino abre caminho para uma nova etapa de descobertas, com mais serenidade e autoconfiança Gisele Bortoleto gisele.bortoleto@diariodaregiao.com.br Poucas mulheres gostam de pensar sobre ela. E é o grande pavor de envelhecer que leva muitas a ignorar essa certeza: todas param um dia de mens-truar. Só que tentar fingir que isso não vai acontecer pode tra-zer dois problemas. Um é ser surpreendida e não saber lidar com sintomas que são incômo-dos, como as ondas de calor que ensopam a roupa, a irrita-ção, a falta de concentração e a insônia, sem contar a secura va-ginal. Outro problema é desa-fiar o relógio biológico e adiar o projeto de ter filhos (se esse for realmente seu projeto) para depois da pós-graduação, da viagem ao exterior, de comprar uma casa linda. É como se mui-tas pensassem que os hábitos saudáveis que aumentaram a longevidade do ser humano ti-vessem o poder de retardar a menopausa e prolongar o perío-do reprodutivo para quando, fi-nalmente, achar que está prepa-rada para ter filhos. Só que o tempo passa e, um belo dia, você, que estava no meio da sua normalidade, acor-da com o corpo um pouco mais quadrado e é como se arrancas-sem de você tudo o que teve co-mo referência física de si mes-ma. Sua libido diminui na mes-ma proporção que aumenta sua irritabilidade. Os sintomas apa-recem sem que você se dê con-ta, em maior ou menor intensi-dade: ressecamento no corpo, flacidez, manchas senis, insô-nia e, como se precisasse de mais, a lembrança de como era antes da menopausa. A menopausa é uma fase da vida das mulheres (no Brasil ocorre entre os 40 e 55 anos, em média) em que a quantidade do hormônio estrogênio produzi-do pelo organismo diminui drasticamente. É aí que come-çam as alterações. Mas como li-dar com o envelhecimento do corpo numa sociedade que pri-vilegia a juventude eterna? Não raro, começa uma busca in-cessante para reduzir esses sin-tomas: faz reposição hormonal, come quilos de soja e linhaça, vai ao cirurgião plástico, coloca botox... Mas passada a tempestade, vem a bonança. Você descobre que nada disso faz tanta dife-rença e fica livre de ser bonita, desejável, fértil, e a menopausa inaugura a maturidade, que é a síntese da mulher que você construiu ao longo de todos es-ses anos. Sua bagagem é tão grande que você pode se dar ao luxo de jogar fora um monte de coisas supérfluas e pesos mor-tos. Não é preciso provar mais nada para ninguém. Não quer mais mudar o mundo, quer ape-nas tentar entendê-lo. Torna-se mais complacente com suas imperfeições, já não quer mais agradar as pessoas, quer viver em paz e ser respeitada. “Quando uma mulher che-ga aos 50 anos, ela tem pelo me-nos mais 30 anos de vida, se-gundo estimativas do IBGE, en-tão, de maneira nenhuma é o fim e sim o começo de uma no-va vida”, explica Aarão Men-des Pinto Neto, professor de to-coginecologia, da Faculdade de Ciências Médicas da Universi-dade Estadual de Campinas (Unicamp). Embora essa preo-cupação esteja presente na vida das mulheres, já é coisa do pas-sado, porque hoje em dia mui-tas delas se encontram e se reali-zam após os 50 anos. Esta é a hora de fazer projetos novos, ter objetivos e não perder essa capacidade. “A mulher hoje é mais independente, trabalha fo-ra de casa e é chefe de família. É totalmente diferente daquela mulher que se sentia inútil. Es-se período exige uma nova vi-são da chegada da menopausa.” Na verdade, é inevitável que a menopausa seja um mar-co emocional para o término de um ciclo e início de outro. Al-gumas perdas serão enfrenta-das e as mulheres precisam es-tar prontas para isso. Se foca-rem que terão interessantes des-cobertas, o ônus fica menor, e elas não sofrerão tanto quanto os sintomas. “Essa é uma fase de transfor-mação, que não é fácil, princi-palmente o fato de ter de acei-tar o envelhecimento”, diz a gi-necologista e sexóloga Carolina Ambrogini, da Universidade Federal de São Paulo (Uni-fesp). “Por outro lado, sexual-mente, essa fase poderá interfe-rir apenas com mulheres que ti-nham alguma dificuldade se-xual anteriormente, porque agora terá ainda a vantagem de não precisar se preocupar com gravidez indesejada e métodos contraceptivos”, explica. O Instituto Nacional de Sexualidade
  • 11. ? Stock Images/Divulgação Saúde dos Estados Unidos, por exemplo, faz desde 1991 campa-nhas e pesquisas com o mesmo objetivo: abordar as preocupa-ções da menopausa e descobrir as vantagens do período. Os psi-cólogos estão trabalhando para entender as atitudes da socieda-de em relação à menopausa e ajudar as mulheres a lidar me-lhor com o significado psicoló-gico dela. A psicóloga norte-america-na Sylvia Gearing ajuda pa-cientes a ver os benefícios da menopausa e do envelheci-mento. Em artigo publicado no site da American Phycolo-gical Association, ela diz que, como as mulheres têm menos estrogênio nesta fase, podem ter mais clareza de pensamento, autocontrole e determinação. “Muitas mulheres têm me-do dessa fase da vida pelo fim do período reprodutivo e algu-mas sofrem mais com as perdas do que outras”, diz a psicóloga clínica, terapeuta sexual e edu-cadora sexual Ana Canosa, que atua como coordenadora do curso de pós-graduação em edu-cação sexual do Centro Univer-sitário Salesiano (Unisal) e mi-nistra aulas nos cursos de sexua-lidade da Faculdade de Medici-na de Rio Preto (Famerp). Antigamente, essa fase era vista como um marco social, mas Ana ressalta que, atual-mente, já não é bem assim. Não é raro ver mulheres de 50 anos com filhos ainda pequenos, e es-sa mulher está estabilizada fi-nanceiramente e tem mais segu-rança com seu corpo. “Sofre-mos com as perdas hormonais, mas existem cada dia mais re-cursos estéticos para compen-sar”, diz. “A menopausa faz parte da biologia da mulher (assim co-mo a andropausa faz parte da do homem) e todas que vive-rem mais vão chegar nela”, diz a bioquímica Carolina Ynte-rian. Com o aumento da expec-tativa de vida, a mulher irá vi-ver um tempo maior nessa fase. Por isso é bom ter em mente que essa é uma outra fase da vi-da e não deve ser interpretada de forma alguma como o fim da vida sexual e sim da reprodu-tiva”, diz. “Esse autoconheci-mento se transforma em tran-quilidade e serenidade a respei-to a todas as situações que ocor-ram ao seu redor.” DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 27 de julho de 2014 / 11
  • 12. 12 / São José do Rio Preto, 27 de julho de 2014 DIÁRIO DA REGIÃO Mitos da menopausa Embora seja um sinal de envelhecimento, não há motivo para desespero por causa da menopausa: é uma fase da vida, o que significa que é inevitável. Aproveite os aspectos positivos dessa nova etapa As relações sexuais com o parceiro podem se tornar mais prazerosas, uma vez que não existe mais preocupação com gravidez Aproveite para fazer uma análise da sua vida. Como sua estabilidade financeira já é maior, curta horas de lazer sozinha ou com o parceiro Existe sempre a possibilidade de melhorar. Para isso, conheça-se melhor Não é preciso colocar um peso a mais nessa vivência, apesar de, culturalmente, a fase ser tratada como ruim. Tenha em mente que é apenas uma fase diferente e apenas mais um momento de mudança. Ainda resta muito a ser vivido MITO 1 É O FIM DA ATIVIDADE SEXUAL Esse é o pior dos mitos das mulheres nesse período: pensar que não é mais atrativa sexualmente e que a vida sexual delas acabou. Quase metade das mulheres neste período leva uma vida sexual mais ativa do que muitos jovens. O que vai determinar se a vida sexual será boa após os 50 anos é como é essa vida prévia. Se é boa, as chances de continuar sendo são muito grandes. O grau de secura vaginal pode atrapalhar, mas existem tratamentos para isso MITO 2 REPOSIÇÃO HORMONAL FAZ MAL Pelo contrário, a reposição hormonal faz muito bem. É indicada para mulheres com sintomas de diminuição do hormônio que causam ondas de calor e secura vaginal. O temor de que faz mal ressurgiu em 2002, com um estudo que relacionou a terapia da reposição hormonal ao maior risco de câncer de mama e cardiopatias. Mas, durante dez anos, o trabalho foi reavaliado e criticado por ter analisado um esquema único de reposição hormonal (mas existem muitos) em mulheres idosas e mais vulneráveis aos tumores e às doenças do coração. O último consenso mundial, de 2013, registra que o tratamento é seguro para mulheres com menos de 60 anos, nos primeiros dez anos após o fim da menstruação e com sintomas MITO 3 REMÉDIOS NATURAIS SÃO MAIS CONFIÁVEIS De jeito nenhum. Não existem evidências científicas da confiabilidade de remédios naturais. São medicações alternativas, mas carecem de estudos bem produzidos para que mostrem que são seguros. A isoflavona, por exemplo, é contraindicada em casos em que a reposição hormonal não é indicada. Existem no mercado fitoterápicos como cimicífuga racemosa, óleo de prímula, dong quai, ginseng e alcaçuz, que ainda esperam comprovação científica MITO 4 DÁ PARA ADIAR A MENOPAUSA Não dá. Não existe nada que possa retardar a menopausa, que, no Brasil, ocorre por volta dos 50 anos. Alimentação não retarda. Não existe nada que faça com que os folículos ovarianos vivam mais tempo do que até os 50 anos MITO 5 DÁ PARA PREVER O ÚLTIMO CICLO Não dá, infelizmente. A dosagem de FSH (hormônio folículo-estimulante), que detecta a menopausa instalada, não tem capacidade de estimar para uma mulher mais jovem quando seus ovários irão se aposentar. O diagnóstico é clínico. Os primeiros sintomas são as alterações menstruais. Se a mulher tem mais de 40 anos e começa a haver alteração no fluxo em comparação ao que era antes, pode ser o primeiro sinal da chegada da menopausa. Mas não posso dizer para uma mulher com irregularidade menstrual quando ela irá parar de menstruar. Só é possível dizer que uma mulher está na menopausa quando ela tem mais de 40 anos e fica pelo menos um ano sem menstruar MITO 6 ESTILO DE VIDA SAUDÁVEL PREVINE OS CALORÕES Após os 40 anos, ela tem de se cuidar mais, alimentar-se bem e fazer mais exercícios físicos e manter o peso, mas isso nem sempre impede o aparecimento de sintomas. O período mais crítico é a perimenopausa, que abrange de dois a quatro anos antes da última menstruação e até dois depois, quando a queda nas taxas de estrogênio exige do organismo um esforço de adaptação. Cerca de 70% das mulheres apresentam fogachos (calorões), dificuldade para dormir, oscilações de humor e falta de lubrificação vaginal Fonte: Aarão Mendes Pinto Neto, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp Enfrente de forma tranquila
  • 13. Eduardo Carlos da Silva Neurocirurgião e coach Controle da mente Ao aprender a domar sua mente selvagem, você se torna o controlador de seus pensamentos, sentimentos e comportamentos A mente pode ser definida como um campo de extensa re-de de informação que interage com cada célula do cérebro e corpo. Como a mente e o corpo são um sistema integrado, cada pensamento e sentimento é re-conhecido e vivenciado por ca-da célula do seu corpo. O controle da mente é desa-fiante, porque exige uma mu-dança do mundo ilusório para a percepção da realidade. Esta transição nem sempre é almeja-da, porque leva as pessoas a abandonar a zona de conforto a qual estão acostumadas. A maio-ria das pessoas, na maior parte do tempo, tem por hábito per-manecer focadas ou no passado ou no futuro. Esquecem que é no momento onde se vive que as coisas acontecem. O controle efetivo da mente exige enxer-gar, sentir, viver no presente e aceitar a realidade. Para que is-so aconteça, você precisa estar consciente, ter atenção e foco no presente. Ao acionar seu au-to- observador interno, você con-segue direcionar pensamentos, sentimentos, atitudes, hábitos, crenças e comportamentos. As crenças criam as percepções e, ao controlar as emoções, ditam as escolhas, os comportamentos e os resultados. Oque mais prejudica o domí-nio e o controle da mente é a ig-norância, a acomodação, a sober-ba, preguiça, mentira, ansieda-de, o estresse e julgamento. O descontrole mental deve-se à desconexão da realidade, à alie-nação, ao isolamento, ao vazio, à frustração, à desilusão, ao desin-teresse, à desvalorização e à falta de expectativa.Amente sem con-trole é perpetuada por pensamen-tos negativos e recorrentes, sen-sação de fracasso, autossabota-gem, baixa autoestima, baixa energia, dispersão mental, resis-tência ao novo, autolimitação e entropia psíquica. Em decorrência do descon-trole mental, as frustrações ten-dem a ocorrer com frequência. Se quiser domar a mente, apren-da com as frustrações, decep-ções, derrotas, erros, desencon-tros e eleja o passado como mes-tre. Se você não for apto para ab-sorver um fracasso, como será capaz de alcançar o sucesso? As pessoas podem apresen-tar até 70 mil pensamentos por dia, 80% deles costumam ser ne-gativos. A cada hora você pode apresentar cerca de 30 diferen-tes emoções. O subconsciente, como é responsável por aproxi-madamente 95% dos seus pen-samentos, sentimentos e ações, o controla e o aprisiona. Por is-so, é importante cancelar ve-lhos padrões, contratos, cren-ças que o limitam e substituir por novos que o libertam. Para conseguir manter as ré-deas, você deve aprender a apa-gar as memórias negativas en-raizadas no subconsciente, substituí-las e redesenhá-las por novas. Desta maneira, é possível apagar as velhas cone-xões neuronais indesejadas e ativar novas conexões sinápti-cas almejadas. Ao aprender a domar sua mente selvagem, você torna-se o controlador de seus pensa-mentos, sentimentos e compor-tamentos. A manutenção do controle mental é um processo de prática, disciplina e adestra-mento contínuo. Por isso, você precisa abandonar comporta-mentos negativos, reativos e pessimistas e torná-los positi-vos, proativos e otimistas. A diferença do que precisa ser feito e sua realização passa pela aquisição de uma nova consciência. A conquista do controle mental necessita de vontade, disciplina, decisão, planejamen-to, autoconfiança, atualização e reprogramação do subconscien-te e alinhamento com metas conscientes. Para seu efetivo controle, torna-se imprescindí-vel maximização de energia, pa-ciência, resiliência, aptidão mental, controle emocional, introspecção, contemplação, si-lêncio e meditação. O controle mental efetivo se adquire com uma nova cons-ciência lógica, racional e criati-va para romper a barreira da mente analítica e adentrar no subconsciente com novos pen-samentos, sentimentos, novos hábitos, novas percepções, ati-tudes, crenças e comportamen-tos para equilibrar e harmoni-zar o corpo, a mente, as emo-ções e o espírito. Em vez de movimentar-se e ser levado pelo descontrole men-tal e pelas suas turbulências, vo-cê pode içar a âncora que o en-carcera, sair da zona de conforto que o acomoda e direcionar as velas para navegar em direção ao destino almejado. A escolha, a decisão e a responsabilidade são, e sempre serão, sua. Stock Images/Divulgação Guilherme Baffi DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 27 de julho de 2014 / 13
  • 14. Estreia Programa comandado por Sandra Annenberg terá a missão de passar conhecimento de forma divertida Agência Estado A TV Globo estreia no dia 9 de agosto o programa “Como Será?”, com apresentação de Sandra Annenberg. A atração será exibida aos sábados, das 6h às 8h, com foco na educa-ção, mas investe em reporta-gens que tragam conhecimen-to e diversão ao telespecta-dor. A proposta é discutir te-mas de responsabilidade so-cial e apresentar soluções pa-ra problemas do país que es-tão surgindo nas comunida-des, nas ruas e nas escolas Essa nova atração não come-çou agora. Na verdade, é um projeto da área de responsabili-dade social da emissora que es-tá sendo fortalecido e renova-do. Sua essência surgiu em 2009, junto com a ideia de criar o “Globo Cidadania”, que es-treou em 2011 na programação. “São duas horas dedicadas ao conhecimento. Hoje em dia, a ecologia faz parte do dia a dia das pessoas. O terceiro setor mudou muito. Como fortalecer, tornar mais atrativa essa linguagem? Diante dessas perguntas surgiu a nossa nova revista eletrônica”, diz Beatriz Azeredo, diretora de responsabilidade social da Globo. O programa pretende explo-rar palavras e ações que estão em alta no mundo, como comparti-lhar e conectar pessoas e ideias.O espaço vai privilegiar pequenas iniciativas, como soluções encon-tradas em comunidades distantes para problemas daquela região. Antes, na mesma faixa de horá-rio e com o mesmo objetivo, a emissora tinha cinco progra-mas voltados aos assuntos que agora fazem parte do guarda-chu-va do “Como Será?”. A proposta também visa ti-rar a “cara” de formalidade que as atrações anteriores passa-vam ao telespectador. A educa-ção continua como tema cen-tral, mas o programa vai retra-tar a educação não formal, a que é passada pela família, pelo trabalho e pela sociedade. A educação será discutida como parte do desenvolvimento do país. “Tudo está mais articula-do neste formato. Sandra está no estúdio recebendo pessoas e amarrando tudo. Temos uma vitrine de soluções para apre-sentar, explorando todo o po-tencial disso”, afirma Beatriz. Como o programa é gravado, o site e as redes sociais se torna-rão sua extensão e sua porta de en-trada para o público.Aversão on-line (www.comosera.com) é justa-mente para receber ideias.Opor-tal vai alimentar o conteúdo da atração. “O programa vai ser gra-vadoemSão Paulo coma estrutu-ra do jornalismo. É uma ótima oportunidade para contar histó-rias de uma maneira diferente do que temos no jornalismo feito nos nossos telejornais, onde não sobra espaço para essas notícias. Vamos usar toda a potência da emissora para construir essas duas horas de conteúdo”, observa Cristina Piasentini, diretora de jornalismo da Globo na capital paulista. “Como Será?” poderá ser vis-to também na GloboNews (6h05, aos domingos) e no Canal Futura (15h, aos domingos). Lúcia Araú-jo, diretora do Futura, acompa-nhou de perto a criação do proje-to e explica que agora o programa oferece um ângulo de 360 graus. “Tiramos os temas das caixinhas, mostrando-os sem fronteiras”, fa-la Lúcia, que ressalta a importân-cia de experimentar uma narrati-va diferente nesse contexto. “A atração vai abrir o fim de semana propondo como o lazer pode ter ciência, ecologia, história e inova-ção. Não vamos só despejar co-nhecimento, vamos debater is-so”, declara a diretora do Futura. Curiosidades A atração vai apresentar muitas curiosidades para atrair o público. Há, por exemplo, um quadro de profissões que mostrará que tem gente traba-lhando como desintoxicador di-gital. “É um espaço para se ver e um janela para mostrar essas novidades”, diz Sandra Annen-berg. “Boas notícias também são notícias. Elas contaminam positivamente a sociedade”, completa a apresentadora Na estreia, Sandra conversa com um professor que utiliza os cubos mágicos como méto-do pedagógico para ensinar ló-gica. “A gente vai descobrir muitas coisas juntos. Você sa-bia que a Marisa Orth, atriz, é uma das fundadoras da Specta-culu Escola de Arte e Tecnolo-gia? Eles já formaram 15 mil alunos para trabalhar nos basti-dores de peças teatrais”, exem-plifica Sandra, cujo desafio ago-ra é divertir o telespectador sem sair do trilho da educação. “Sempre delegamos aos ou-tros fazer acontecer. Delega-mos ao governo, à escola, ao pai, à mãe, até o momento em que descobrimos que essa res-ponsabilidade não está no ou-tro. Durante muito tempo fui espectadora, só esperando. Ago-ra não sou mais”, confidencia a apresentadora. COMO SERÁ? Divulgação TV - 14 / São José do Rio Preto, 27 de julho de 2014 DIÁRIO DA REGIÃO
  • 15. Sem parar Mal acabou “Em Família” (Globo) e Vanessa Ger-belli, a Juliana da trama, já engatou os ensaios pa-ra o quadro”Dança dos Famosos”, do “Domingão do Faustão”. Além dela, Lucélia Santos, Anitta, Juliana Paiva, Lucas Lucco, Giba, Marcello Melo Jr., Giovanna Ewbank, Anderson Di Rizzi, Palo-ma Bernardi, Luiz Carlos Miele e Bruno Gissoni estão na turma deste ano. A estreia é dia 3. Sem parar 2 Já Giovanna Antonelli, a Clara de “Em Família”, vai voltar ao cinema. No início do ano que vem, a atriz entra em estúdio para gravar a sequência de “S.O.S. Mulheres ao Mar”, longa de Cris D’Ama-to que fez sucesso no começo deste ano. Na nove-la de Manoel Carlos, sua personagem acabou se ca-sando com a de Tainá Müller, a Marina. Agenda cheia Os estúdios da Record, no Rio de Janeiro, já estão sendo usados para as gravações de “Plano Alto”. Com estreia prevista para setembro, a nova série da emissora, escrita por Marcílio Moraes, abor-dará temas ligados à corrupção e aos recentes protestos no Brasil. O time de galãs da trama já foi definido. Agenda cheia 2 Entre os nomes de destaque estão os de: Victor Fasano, que retorna à TV na pele de um advoga-do; Bernardo Falcone, que viverá um rapaz que será assediado por duas mulheres; e Juan Alba, cujo personagem sofrerá com a infidelidade da mulher. Milhem Cortaz será um deputado. Testes Depois de muita especulação, Luiz Fernando Car-valho, que hoje dirige “Meu Pedacinho de Chão” (Globo), deve começar a produzir a série “Dois Ir-mãos”, na emissora carioca. Os testes para elenco devem começar em setembro. Aparentemente, Wagner Moura, que era dado como certo, poderá não participar por estar envolvido com a produ-ção “Narco” (Netflix). Mais uma “Cúmplices de um Resgate” é a novela escolhida pela direção do SBT para substituir “Chiquiti-tas”, no próximo ano. A nova produção do canal de Silvio Santos será adaptada pela autora Iris Abravanel e terá como protagonista a atriz Larissa Manoela, que dará vida a duas personagens que são irmãs gêmeas. Além do SBT Devem começar em breve as gravações do programa que Danilo Gentili terá na Fox, paralelamente a seu trabalho no SBT, em “The Noite”. O roteiro da sé-rie é baseado no espetáculo de teatro “Politicamente Incorreto”. Se o calendário seguir como o previsto, a produção chegará à TV em setembro. Bom humor Já com sua participação acertada na nova temporada da série “Vai que Cola” (Multishow), que estreia em setembro, Marcelo Médici voltará também a fazer novelas. Seu novo personagem será um espírito, na trama de “Alto Astral” (Globo), assinada por Daniel Ortiz. O folhetim das 19h será lançado em setembro deste ano. Gravando No próximo mês, Claudia Raia, Sergio Guizé, Natha-lia Dill e Alejandro Claveaux devem fechar as ma-las rumo a Poços de Caldas, em Minas Gerais. A turma está escalada para gravar algumas cenas de “Alto Astral” no local. Enquanto isso, outro grupo de atores se prepara para rodar algumas imagens no Rio de Janeiro. O retorno Os fãs da personagem Anita, interpretada por Mel Lisboa na famosa minissérie de Manoel Carlos, “Presença de Anita”, poderão vê-la de novo na TV. Isso porque o autor tende a seguir com a ideia de fazer uma continuação para a trama. O projeto é relativamente antigo, mas só agora pare-ce sair do papel. Para 2015 Ainda nem estreou sua terceira temporada (prevista para o próximo dia 4) e a série “Sessão de Terapia” deve ganhar mais uma safra de novos capítulos. Cor-re nos bastidores a notícia de que os produtores da atração já estão se preparando para gravar os episó-dios de 2015. A princípio, as filmagens ocorrerão neste semestre. Na gaveta É antigo o plano de dar um programa para Rachel Sheherazade, no SBT. A notícia ganhou força no iní-cio deste ano, quando ela causou polêmica com seus comentários “ácidos” no “SBT Brasil”. O programa seria uma estratégia do canal para impedir a ida dela para a Band. Agora o projeto parece ter sido empur-rado para 2015. O SBT ainda não divulgou mais in-formações. Caiu na web Já está circulando na internet o trailer da série “12 Monkeys” (http://goo.gl/i4v17E), que adaptará o fil-me” Os Doze Macacos” (1995) para a TV. A produ-ção da Syfy será lançada em janeiro de 2015, nos Es-tados Unidos. O protagonista, Cole, que no longa-metragem foi vivido por Bruce Willis, está a cargo agora de Aaron Stanford. Caiu na web 2 Outro filme promocional que foi lançado é o de “The Driver” (http://goo.gl/qeLWeI), a minis-série que trará David Morrissey de volta à TV, de-pois de “The Walking Dead” (Fox). A atração, produzida pela BBC, mostrará a vida de Vince McKee (Morrissey), um taxista que se culpa por um trágico incidente com sua família A data de estreia ainda não foi divulgada. Nomes certos A nova produção de Bryan Singer para a TV já tem protagonistas definidos. “Battle Creek”, do canal CBS, terá Dean Winters e Josh Duhamel como dois detetives com perfis opostos que se unem para com-bater o crime numa cidade. A estreia será ainda nes-te ano Melhor da TV A dupla Tatá Werneck e Fábio Porchat no Mul-tishow. À frente do programa “Tudo pela Audiên-cia”, os humoristas mostram que têm sintonia para fazer o espectador rir tanto na plateia quanto em ca-sa. Talvez, se os apresentadores protagonizassem si-tuações mais divertidas e gritassem menos no micro-fone, a atração fosse ainda melhor. No entanto, a ideia de ironizar as outras atrações da TV, sobretu-do as que apelam para ganhar pontos no ibope, é a grande sacada. Pior da TV A ideia de manter o sotaque americanizado de al-guns personagens na novela “Geração Brasil” (Glo-bo). Apesar das críticas no início da trama, a emis-sora carioca insiste em manter uma fala arrastada para os personagens de Cláudia Abreu, Lázaro Ra-mos e Luís Miranda, por exemplo. Em alguns mo-mentos, é praticamente impossível compreender o que eles falam. Fique Ligado Agência Estado DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 27 de julho de 2014 / 15 - TV
  • 16. Autor Aguinaldo Silva garante iniciar uma nova fase em sua vida com a novela “Império” Agência Estado Mesmo já tendo completa-do 70 anos, Aguinaldo Silva es-banja jovialidade. Desde o jeito de andar e falar até a forma co-mo enxerga o mundo. E o autor de “Império”, novela das 21 ho-ras da Globo, assume que se sente “como um garoto de 18 anos”. Por isso, ao começar a planejar todos os detalhes do fo-lhetim, decidiu que se trataria de um início de uma nova fase em sua vida. “Coloquei mais ação, pensei em personagens ainda mais próximos da realida-de dos telespectadores e escolhi uma equipe nova”, explica ele, que depois de uma parceria de 10 anos com Wolf Maya, entre-gou seu texto à assinatura do di-retor Rogério Gomes. Nascido e criado em Carpi-na, a 45 quilômetros de Recife, capital de Pernambuco, Agui-naldo assume que muito do que acontece na trama é inspira-do em sua própria realidade. A começar por contar a saga de um homem que,mesmo sem grandes possibilidades, conse-guiu vencer na vida. Nesta entrevista, o nove-lista conta um pouco mais de sua história e explica qual per-sonagem foi criado como uma espécie de alter ego (do latim “o outro eu”). Pergunta - Você sempre definiu “Império” como “um novelão”. O que vê de diferen-te na sua história em relação às outras que vêm sendo exi-bidas na tevê? Aguinaldo Silva - O que pos-so dizer é que, seguramente, tra-ta- se de uma novela que não perde tempo, que vai sempre em frente. A história nunca an-da para os lados, como gosto de falar e como detesto fazer. En-tão, é uma novela que vai man-ter a atenção do telespectador sempre muito forte. Bom, pelo menos é isso que espero. Pergunta - Em seu históri-co, você tem novelas de gran-de sucesso de audiência. Co-mo “Senhora do Destino”, por exemplo. Acha que tem condi-ções agora de chegar aos 50 pontos de média no Ibope? Silva - Não. Veja bem, as coisas mudaram. A audiência mudou. Mas não diminuiu, e esse é o nosso grande dilema. Vejo uma parcela do público vendo a novela por smartpho-nes e em seus computadores. Mas essa galera não conta para efeito de audiência É um erro dizer que o público não vê mais novelas. Ele acompanha, mas, muitas vezes, por meios alterna-tivos. Hoje, existem várias pla-taformas. E a gente tem de sa-ber que isso é válido também. Tanto que, na internet, os as-suntos mais discutidos são sempre sobre novelas. Eu acredito quea novela bata 50 pontos, mas não do jeito que calculam. Só somando todas essas plataformas. E isso, pe-lo menos por enquanto, não se consegue fazer. Pergunta - Um dos traços de suas novelas é mostrar per-sonagens sem berço que se tornam pessoas importantes e ricas. Por que esse tema fas-cina você? Silva - Eu conheço muito Entrevista ‘Gosto sempre de recomeços’ Fotos: Divulgação TV - 16 / São José do Rio Preto, 27 de julho de 2014 DIÁRIO DA REGIÃO
  • 17. bem esse lado. Não quero fazer demagogia aqui, mas isso é um pouco a minha história. Nasci no interior de Pernambuco, em uma cidade chamada Carpina. Meu pai era frentista num pos-to de gasolina. Gastou todo o di-nheiro que ganhava investindo na minha educação. E eu tenho um amigo dessa época que diz para mim, brincando, que “o garoto de Carpina foi bem lon-ge”. Acho que essa realidade me faz gostar desse tema, da pessoa que vence na vida. Que vai e faz. Seja por talento, por mérito ou porque é mesmo ca-paz de brigar e vencer essas difi-culdades. Acho que todo brasi-leiro quer ver isso na televisão. Pergunta - E o que mais o brasileiro quer ver? Silva - Meus personagens são muito reconhecíveis pelo grande público. São pessoas que você encontra diariamente nas ruas. Acho que esse é o grande segredo das novelas: fa-zer com que o público ache que aqueles personagens moram ali na esquina, pertinho de casa. Pergunta - Você promete manter uma agilidade diferen-te em “Império”. Na sua vi-são, o comportamento do pú-blico em relação às histórias mudou? Silva - Mudou. O telespecta-dor não precisa mais ser guia-do. Os brasileiros agora enten-dem mais de novelas do que os próprios autores! Ele percebe tudo, não precisamos ficar repe-tindo as informações. E o que ele não sabe, deduz. O segredo é empurrar, o tempo inteiro, a história para frente. Acho que cada cena precisa resultar em al-guma mudança nos persona-gens. Sequências de mesa de jantar, onde as pessoas con-versam trivialidades, não fun-cionam mais. Mas também não dá para fazer uma cena li-mite, onde alguém tenta ma-tar o outro e, no dia seguinte, botar os dois conversando normalmente. A história pre-cisa caminhar sempre Pergunta - Depois de 10 anos, você deixou de traba-lhar com o Wolf Maya e tem agora um novo diretor, o Rogé-rio Gomes. De onde partiu es-sa mudança? Silva - Acho que uma parce-ria é como o casamento: acaba virando rotina. Gosto sempre de recomeços. Essa novela, por exemplo, marca um recomeço. Como “Senhora do Destino” marcou para mim. Se você pres-tar atenção, vai ver que é uma novela completamente diferen-te de tudo que já fiz. Completei 70 anos em junho e achei que estava na hora de fazer 18 de no-vo. Queria algo novo e com uma equipe diferente. E esco-lhi o Papinha. Ou melhor, o Ro-gério Gomes, porque não gosto de falar Papinha. Pergunta - Por que você es-colheu o Alexandre Nero co-mo protagonista? Silva - É um ator de uma in-tensidade incrível. E eu precisa-va de um protagonista que fizes-se um homem de 50 anos, mas ainda tivesse uma energia dife-rente. Por isso preferi um ator que tivesse menos idade. E acho que o Nero, exatamente pela intensidade que tem como ator, merecia um papel de pro-tagonista. Pergunta - Então ele sem-pre foi sua primeira opção? Silva - Sempre. Eu até acha-va que as pessoas iriam estra-nhar. Mas quando eu disse na equipe que queria o Nero, to-dos foram unânimes e ficaram muito empolgados com essa es-colha. Isso só me trouxe ainda mais segurança nessa decisão. Pergunta - Você escalou a Viviane Araújo na mesma épo-ca em que reservou seus “me-dalhões” no elenco da Globo. Por quê? Silva - Escrevi especialmen-te para ela. Escalei a Viviane porque sabia que ela queria in-vestir na carreira de atriz, mas estava meio rotulada nessa ima-gem de rainha de bateria. E eu acho que ela tem uma história de vida legal, bem forte. Se ela queria mesmo, então achei que deveria fazer isso por ela. E es-tá muito bem na pele da gosto-sa ingênua. Já vi algumas cenas DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 27 de julho de 2014 / 17 - TV É uma novela completamente diferente de tudo que já fiz. Completei 70 anos em junho e achei que estava na hora de fazer 18 de novo e gostei bastante. Ela vive di-zendo “não sei por que os ho-mens olham tanto para mim”, esse é meio que o bor-dão dela. Acho que vai ser bem engraçado. Pergunta - Outro persona-gem no qual você sempre de-monstrou apostar muito é o do Paulo Betti, que interpreta uma espécie de “víbora da in-ternet”. De onde veio a ideia de criar esse papel? Silva - Acho engraçada essa história porque as pessoas fi-cam me perguntando muito em quem foi inspirado esse per-sonagem. Ora, é claro que foi inspirado em mim! Eu sou o blogueiro do mal! (gargalha-das). Vou aproveitar esse perso-nagem como uma espécie de al-ter ego, colocar coisas minhas ali. Acho que a internet é o ter-ritório dos “freaks” e dos de-sembestados. E eu sou um de-les. Queria trabalhar um pouco em cima disso, de como as pes-soas conseguem ser corajosas quando estão sozinhas, na fren-te do computador. E também como elas podem destruir repu-tações por irresponsabilidade. A novela fala muito sobre o di-reito à privacidade. E a função do personagem do José Mayer é basicamente essa: discutir o direito que as pessoas têm de manter sua vida privada. Essa história de sair do armário é uma escolha da pessoa. Escan-carar a vida alheia não é uma coisa legal. Pergunta - O beijo gay dei-xou de ser uma novidade nas novelas. Já teve no SBT, em suas novelas da Globo... Você pretende inse-rir em “Império”? Silva - Eu não pensei nisso. É como você mesmo disse: “Em Família” teve, a passada teve e daqui a pouco até o Per-nalonga vai ter beijo gay. É uma coisa natural, não precisa desse estardalhaço todo. Mas, na televisão, nosso público é majoritariamente heterosse-xual. E talvez não esteja muito interessado em ver um beijo gay. Existe uma militância que cobra, mas precisamos respei-tar a maioria. Quando escreve-mos uma novela, não é para meia dúzia de pessoas e sim pa-ra 40 milhões. Então, é preciso pensar em agradar a todos, sem deixar ninguém ofendido. E, olha, essa é uma tarefa bem complicada. Pergunta - Você sentiu von-tade de escrever uma cena de beijo para o Crô, personagem do Marcelo Serrado em “Fina Estampa”? Silva - Não, nunca foi essa a minha intenção. Na verdade, o Crô era um personagem de desenho animado. Acho que não ficaria bem um beijo ali, uma cena tão realista. Tanto que ele acaba sem ninguém na novela.
  • 18. TV - 18 / São José do Rio Preto, 27 de julho de 2014 DIÁRIO DA REGIÃO Drica Moraes vibra com o lado sombrio e as vilanias da amargurada Cora na nova novela das 21 horas da Globo Agência Estado Por mais que fugir dos este-reótipos faça parte da estratégia da maior parte dos atoresde televi-são, é comum que eles trabalhem intensamente um gênero específi-co na maior parte do tempo. Tor-na- se uma espécie de zona de con-forto. E Drica Moraes sabe que a sua está no humor. Tanto que a atriz assume que pretende investir bastante na comicidade das vila-niasda perversa Cora, sua persona-gem em “Império”, novela das 21 horas da Globo. “Ela é completa-mente maluca. Então, acho que es-se é o melhor lugar para meempe-nhar”, entrega Drica, que até en-tão não tinha atuado nessa faixa de horário da emissora carioca. Mesmo assim, a atriz não es-conde que o convite para o papel veio com certa surpresa. Afinal, como a comédia se tornou uma marca em suas aparições nos fo-lhetins, essa sempre foi sua princi-pal vantagem na hora de ter o no-me escalado para uma produção. Masinterpretaruma vilã está lon-ge de ser uma novidade em sua carreira. Foi pelas mãos de Walcyr Carrasco que a carioca ex-perimentou a posição pela primei-ra vez, quando deu vida à arrogan-te Violante de “Xica da Silva”, na extinta Rede Manchete, em 1996. Curiosamente, esse trabalho se mostrou um verdadeiro divi-sor de águas em sua carreira. Ga-nhou o prêmio de melhor atriz da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) e, de quebra, a va-ga de mocinha da novela “Era uma Vez”, que a Globo estreou emmarço de 1998. “Foiumaépo-ca muito proveitosa. Serviu como um embrião para fazer tudo que faço hoje na pele da Cora”, anali-sa a atriz. Na entrevista a seguir, Drica fala sobre “Império”, sua leitura a respeito das maldades de Cora e que já não enfrenta restrições por conta da batalha que venceu con-tra o câncer - ela foi diagnostica-da com leucemia em 2010. Pergunta - Cora é uma vilã amarga e você é uma atriz acostumada a interpretar per-sonagens cômicas. Como vo-cê enxerga esse papel? Drica Moraes - Eu acho que ela tem o que todos nós temos: o peso da luta pela sobrevivência. Só que a Cora sente uma necessi-dade de poder maior que a das ou-tras pessoas. No caso dela, isso é patológico. E é o que você falou: estou acostumada a viver tipos de humor na televisão. Essa não foi uma escalação óbvia. Exatamente por isso sou muito grata ao Agui-naldo Silva (autor) e ao Papinha (Rogério Gomes, diretor). Partiu deles essa ideia de me ver inter-pretando essa maluca. Pergunta - O fato de ser uma vilã faz você ter algum receio? Drica - As vilãs do Aguinaldo são tão perversas e inesperadas que, ou caem no gosto popular ou não caem. Não existe muito meio termo. Bom, eu espero que a Cora caia. Mas faço tudo com humor. Atémesmoesse dramalhão da Co-ra tem muito de humor. Pergunta - Esse é um traba-lho mais denso e carregado de fortes emoções. É fácil dei-xar esse peso no estúdio e vol-tar leve para casa? Drica - Às vezes, sim. Em ou-tras, não. A gente tenta deixar tu-do ali, mas nem sempre dá. Se bem que o trajeto para casa é tão longo que já vou esquecendo no caminho. Aproveito para deixar para trás as coisas que não devo le-var para casa. É um volume tão grande de trabalho e de emoção que, ou você se desgruda disso completamente ou vai cair doente. Tem de exercitar essa facilidade de se desprender do que foi feito. Pergunta - E como você faz para que isso aconteça? Drica - Já saio da emissora sem a maquiagem, com a minha roupa e ligando para um amigo ou para o meu filho. Vou me co-nectandocom a minha vida e dei-xando essa personagem sair aos poucos.Mas é intenso, dáumcan-saço na alma. Pergunta - Chegou a se ins-pirar em alguém para cons-truir a personagem? Drica - Não, a Cora surge de uma confusão de sentimentos. A tragédia clássica é a máscara do ri-so e do choro. As duas estão sem-pre muito juntas. E essa mulher tem uma relação estranha, algu-ma doença afetiva com a irmã. Queria ser o que ela era, ter o que ela tinha. Misturo essas sensações e a Cora vai aparecendo Pergunta - Pela história, não aparecem evidências, mas é possível que exista uma paixão escondida pelo Jo-sé Alfredo, personagem do Alexandre Nero? Drica - Olha, não tem nada es-crito. Até temos pistas, mas nada muito concreto. Mas eu, pessoal-mente, acho que essa éumainfor-mação que pode ser revelada mais para frente. Ela quer o po-der e o dinheiro dele, porque ela vai atrás da fortuna através da so-brinha, Cristina (Leandra Leal). Pergunta - Com uma carga de amargura tão forte, onde vo-cê pretende investir para inserir mais humor nas suas cenas? Drica - A Cora se mete em ci-ladas meio de circo. Ela se vê pre-sa dentro dos lugares, precisa sair por cordas, corre no meio das si-tuações, fala alto e xinga, enfim, tem um lado meio palhaço aí Pergunta - Cada vez mais o público vibra com as vilãs. Como é a sua relação com as vilãs de novelas? Drica -Acho que as pessoas es-tão exercendo mais as suas peque-nas vilanias. E as personagens es-critas para serem más acabam sen-do mais ricas também. Isso por-que elas podem muito, têm um elástico grande de ações e emo-ções. É uma delícia bancar a pa-lhaça ou atémesmoa heroína sen-do uma vilã. É o tipo de persona-gem que tem um passaporte mais poderoso. Pergunta - Você prefere vi-lãs às boazinhas? Drica - Gosto é de bons perso-nagens. E sinto mesmo que te-nho um nas mãos. A equipe é ex-celente e todo mundo está muito empenhadoemfazerumbomtra-balho. “Império” éumanovela ca-rismática, que tem pegada e pa-péis bem estruturados. Todos os ingredientes do melodrama clás-sico estão ali: humor, sensualida-de, crueldade, mistérios e revela-ções rocambolescas, enfim, tem tudo para dar certo. Isso é o que eu prefiro. Pergunta - Sua primeira no-vela foi “Top Model”, em 1989. Nesses 25 anos, tem alguma personagem da qual guarde mais saudade? Drica - Ah, eu fico feliz de ter umatrajetória tão múltipla, varia-da. É importante para o ator não ter estereótipos e poder ganhar pa-péis bem diversificados. Acabei de fazer “Doce de Mãe”, onde eu interpretavaumaheroína român-tica. Gostei muito, foi um traba-lho que adorei. Pergunta - E como você analisa esses 25 anos? Drica - Apanhei, mas fui bem abençoada também. Tive uma boa vida Minha mala é recheada de coisas bem legais. Pergunta - Há cinco anos você adotou um bebê. Está sendo tranquilo conciliar o rit-mode gravações de uma nove-la das 21horas com uma crian-ça em casa? Drica - Eu tenho conversado bastante com o Matheus. Falo que ele vai ficar pouco comigo nesse tempo. E ele está revolta-do porque não vai poder ver a novela. Mas é muito novinho e essa não é uma novela para crianças da idade dele. E ele já entende. Conseguiu atingir uma maturidade em relação a is-so. Quando eu fazia “Guerra dos Sexos”, ele ficava muito tris-te porque eu beijava o Fernan- Entrevista FORA DA ZONA DE CONFORTO
  • 19. do Eiras. Chorava, achava injusto, pergunta-va por que eu tinha feito isso. Hoje já sabe que é um trabalho. Pergunta - Você já manifestou o interesse em adotar outra crian-ça. Ainda pensa nisso? Drica - Acho que não. Vou fazer 45 anos (no dia 29 de julho), penso que já estou em outra fase da vida. Pergunta - Você planejou al-guma coisa diferente para o gestual, o comportamento da Cora? Drica - Eu vejo a Cora como um ser do reino animal. Uma mu-lher que quer devorar.Ede alguma maneira isso está impresso no cor-po e no visual, sim. Mas não me programo para isso, acho que aca-ba aparecendo na hora de gravar. Não sei exatamente qual foi o pro-blema dela, mas alguma coisa acon-teceu. Pode ter sido deixada de la-do pela família ou ter sofrido uma pressão religiosa forte que a deixou reprimida sexualmente, mas existe um desvio. Aos poucos ele vai apa-recendo e eu vou absorvendo isso para a personagem.Asequência da morte da irmã dela, por exemplo, foibem forte. Ali, era o balançar do rabo da serpente dela. Ela não ma-ta a irmã,mas... Bom, ela mata a ir-mã! De uma certa maneira, porque tem a tortura psicológica.Umlado de ir deglutindo e se divertindo. Eu estou aprendendo a fazer essa Estou acostumada a viver tipos de humor na televisão. Essa não foi uma escalação óbvia. Exatamente por isso sou muito grata ao Aguinaldo Silva outra ca-mada dela, menos sensível e mais observadora do drama do outro. Pergunta - A morte foi em função de um cân-cer. Como lidou com isso, já que você passou pela mesma situação? Drica - Isso é parte da minha bagagem. Estou na vida e quem es-tá na chuva é para se molhar mes-mo. Mas não é a minha história, é a história de uma pessoa. A doença faz parte da vida, é claro. Os perso-nagens lidam comisso. Talvez eu tenha tido mais elementos para lan-çar mão na hora do “gravando”. Pergunta - Hoje, como vo-cê está? Há pouco tempo você comentou que tinha algumas restrições... Drica - Estou ótima. Não te-nho mais nenhuma restrição. Mas preciso falar baixo, porque podem ouvir e querer me botar para gra-var de madrugada, até cinco da ma-nhã! Olha, as vilãs do Aguinaldo têm de estar saudáveis ou não aguentam. Divulgação DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 27 de julho de 2014 / 19 - TV
  • 20. TV - 20 / São José do Rio Preto, 27 de julho de 2014 DIÁRIO DA REGIÃO Entrevista ‘GOSTO DE SER DESAFIADA’ Agência Estado A atriz Sophie Charlotte, de 25 anos, encara mais um desafio na tele-dramaturgia. Ela interpreta Maria Eduarda Mahler, a Duda, filha adoti-va de Angela Mahler, protagonizada por Patrícia Pillar, na novela “O Re-bu” (Globo). A história gira em tor-no de um misterioso assassinato, que acontece durante uma festa promovi-da por Angela. A personagem de So-phie, assim como todos os convida-dos do evento, é uma das suspeitas do crime. “Tenho a sensação de que essa personagem é tudo o que eu sem-pre quis fazer”, diz ela, não esconden-do o entusiasmo. No folhetim, Sophie faz par com seu atual namorado, o ator Daniel de Oliveira, intérprete de Bruno, um ambicioso profissional de tecnologia da informação. Os dois iniciaram o relacionamento durante filmagens na cidade de Buenos Aires, na Argen-tina, onde o elenco passou um mês. Para dar vida a Duda, na novela escrita por George Moura e Sergio Goldenberg, e dirigida por José Luiz Villamarim, Sophie fez workshop de etiqueta e teve de mudar radicalmen-te o visual. Fez um corte “joãozinho” e disse que achou ótimo abandonar os cabelos longos. “Hou-ve um diálogo para entender a perso-nagem e saber o que o Villamarim es-perava dela. A Duda tinha um perfil diferente do meu e eu dei espaço pa-ra acontecer”, conta. Sophie estreou na TV em 2006, quando fez uma participação espe-cial na atração infantil “Sítio do Pica-pau Amarelo” (Globo). Dois anos de-pois veio sua primeira protagonista, a Angelina, na trama adolescente “Malhação”, também na Globo. Ho-je, sente-se mais tranquila quando o assunto é realização profissional. “A essência do entusiasmo é a mesma. A maturidade mudou. Para lá dos meus 70 espero trabalhar com isso ainda”, sonha. Pergunta - “O Rebu” foi ao ar ori-ginalmente em 1974. Você já tinha ouvido falar sobre a trama? Sophie Charlotte - Sim. E como sou muito curiosa, fui pesquisar na internet. Corri atrás para ver quem ia escrever e dirigir dessa vez. É uma cronologia inovadora que me estimu-lou bastante, tem uma nova lingua-gem, novas propostas. E também é uma homenagem à trama original, mas tem a liberdade de ser diferente Pergunta - A começar por sua personagem. Não havia uma Duda... Sophie - Pois é. Digamos que ela existia de outra maneira. Na época era o Cauê, interpretado por Buza Ferraz. Pergunta - E esta mudança radi-cal no visual, você gostou? Sophie - Sim. Foi ótimo mudar, principalmente porque se trata de uma mudança para a personagem. O trabalho é de transformação. Não houve uma negociação, porque eu es-tava disponível para a proposta e o trabalho do diretor Zé Villamarim. Eu queria muito trabalhar com ele e confiava em suas propostas. Houve um diálogo para entender a persona-gem e saber o que o Villamarim espe-rava dela. A Duda tinha um perfil di-ferente do meu e eu dei espaço para acontecer. Pergunta - Já se acostumou com o cabelo curtinho? Sophie - É uma sensualidade dife-rente do que é a brasileira, ou a cario-ca, por exemplo. A Duda é uma mu-lher de atitude, que tem sua feminili-dade. Tem uma força feminina. Pergunta - Fazer uma mudança de visual um pouco mais drástica por causa de uma personagem te estimula mais? Sophie - Eu acredito que as mu-danças não tem que ser severas, mas necessárias. Quando são necessárias e importantes, não há questão. Você faz, e é simples assim. Se o persona-gem te comove e te estimula, não tem diferença. São mudanças impor-tantes, mais do que drásticas. Pergunta - O elenco chegou a gravar fora do País. Como foi essa experiência para você? Sophie - Gravamos na Argenti-na e foi maravilhoso. Acho que faz toda a diferença sair da rotina para encontrar com toda a equipe da no-vela e começar esse processo mara-vilhoso. É um trabalho muito dife-renciado. Já gravamos até cenas do final. Daí tem uma tensão gigante, e existe uma concentração diferen-te por isso também. Foi maravilho-so experimentar isso. Pergunta - Você fez algum tipo de preparação para a personagem? Sohpie - Fiz um ‘workshop’ de etiqueta e foi ótimo. Na minha famí-lia, sempre tomamos muito cuidado com isso. A elegância é uma questão Sophie Charlotte comemora as mudanças radicais (no visual e na personalidade) propostas por sua personagem em “O Rebu” Fotos: Divulgação
  • 21. de cidadania, de respeito ao próximo, de cordialidade e deli-cadeza. A minha família sem-pre se importou com isso. Pergunta - “O Rebu” é uma trama de suspense, com in-vestigação policial. Gosta deste estilo? Sophie - Eu gosto de tra-mas surpreendentes, mas na trama os personagens têm que ser humanos e, de certa manei-ra, me desafiar como atriz. O que eu gosto é de ser desafiada, gosto de receber personagens complexos e humanos. Eu não sei se tenho gênero específico de preferência, gosto de histó-rias boas. Tipo música: ou é boa ou não. Pergunta - Você rodou um filme independente chamado “Tamo Junto”. Já tem previ-são de lançamento? Sophie - Terminamos de ro-dar antes de começar “O Re-bu”. O Matheus Souza (diretor e roteirista do filme) é meu ami-go há muitos anos e o roteiro é muito divertido, bem carioca, jovem. Eu achei incrível. A pre-visão de estreia é ainda neste ano. Não vi o filme pronto, es-tou curiosa, mas posso dizer que me diverti muito fazendo. Pergunta - Ele chegou a di-zer que você é a atriz mais ca-rismática do Brasil Acha que carisma é um dos seus princi-pais trunfos? Sophie - Trunfo é uma pala-vra meio complicada, mas caris-ma tem a sua força, a sua impor-tância nesse trabalho. As pes-soas precisam se identificar com o que você está dizendo através dos personagens. Fi-co feliz por ele dizer isso. É um diretor em quem eu acre-dito e respeito muito. O que tento fazer é me dedicar ao máximo a cada projeto que eu entro e isso aparece tam-bém. Eu sou muito feliz fazen-do o que faço. Isso eu sei. Pergunta - “Serra Pelada” foi um grande sucesso de críti-ca e também seu primeiro tra-balho no cinema. Acha que foi um marco? Sophie - Foi muito impor-tante, um divisor de águas na minha vida A gente sempre espera que momentos maravi-lhosos se repitam e sejam ca-da vez melhores e maiores. Se nada me inquietasse, eu pararia de trabalhar. Eu te-nho muita coisa para fazer. Es-tou só começando. Pergunta - Há o mesmo en-tusiasmo Foi ótimo mudar, principalmente porque se trata de uma mudança para a personagem. A Duda tinha perfil diferente do meu e eu dei espaço para acontecer em “O Rebu”? Sophie - Em “O Rebu” te-nho a sensação de que essa personagem é tudo o que eu sempre quis fazer. É um te-são de trabalhar, de viver es-te projeto com estas pessoas. É um momento de muito entu-siasmo, sim. Pergunta - Qual a diferen-ça entre a Sophie, protago-nista de “Malhação”, e a de hoje? Sophie - A essência do entu-siasmo é a mesma. A maturida-de mudou, sim. Eu tinha 18 anos quando fiz “Malhação” e agora estou com 25 Para mim, já é um tempinho. Consigo ter uma tranquilidade um pouco maior de que as coisas estão indo na direção que eu queria, em termos de realiza-ção profissional. Para lá dos meus 70, eu espero trabalhar com isso ainda. Pergunta - O que mudou pa-ra você? Sophie - Sempre tive uma vontade de dar o meu melhor, desde nova. De dar o melhor e aproveitar as oportunidades. As ferramentas vão mudando. Eu aprendo muito com cada diretor, com cada ator. É um grande aprendizado. Os dire-tores Domingos de Oliveira, Dennis Carvalho e José Luiz Villamarim, por exemplo; e as atrizes Lília Cabral, Patri-cia Pillar, Cassia Kis (Ma-gro), que são mulheres que me inspiraram demais no meu caminhar. DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 27 de julho de 2014 / 21 - TV
  • 22. MALHAÇÃO - 17H45 Segunda-feira - Maria Marta se es-conde e espera José Alfredo ir embo-ra da caverna. Cristina recebe a notí-cia do incêndio no quiosque. Elivaldo é preso e Cristina vai à delegacia. Vi-cente conta para Xana e Naná que conseguiu um emprego. Maria Marta consegue voltar para o acampamen-to. João Lucas se assusta com os presos. Téo exige que Érika descu-bra um segredo sobre Cláudio. Terça-feira - Fernando chega exata-mente no momento em que Cristi-na está prestes a ler a suposta car-ta de Eliane. Reginaldo não deixa Tuane procurar Victor. Cora arru-ma o quarto de Eliane e o assume como seu. Du observa José Alfre-do chegar à delegacia. Ismael ten-ta convencer Lorraine a desistir de chantagear Maria Marta. Danielle garante a José Pedro que ele será o sucessor de José Alfredo. GERAÇÃO BRASIL - 19H30 Quarta-feira - Cristina fica atordoada com o conteúdo do álbum de recor-tes. José Alfredo discute com José Pedro. Maria Marta deixa Lorraine es-perando na piscina. Elivaldo é trans-ferido para um presídio. Lorraine chantageia Maria Marta. Enrico deci-de os detalhes sobre sua festa de ca-samento. Cláudio marca um encon-tro secreto. Téo manda Érika investi-gar o caso que envolve o filho mais velho de José Alfredo. Quinta-feira - José Alfredo percebe o nervosismo de Maria Ísis e finge acreditar no que ela diz. Os agentes de polícia encontram quadros falsifi-cados no armário de Orville. Maria Marta e sua comitiva chegam à man-são do Comendador. Robertão en-contra José Alfredo no elevador e Ma-ria Ísis se apavora. Vicente enfrenta Enrico e Antônio no restaurante. Enri-co convida Maria Clara para jantar. Sexta-feira - Cristina mente para Jo-sé Alfredo. Maria Ísis pede para Se-vero e Magnólia impedirem Robertão de voltar à sua casa. Maria Marta pa-rabeniza Silvano pela organização da casa. Helena implora que Josué a deixe ficar em sua casa. José Alfre-do chega à casa de Maria Ísis. Cristi-na vai ao camelódromo. Maria Clara gosta da comida de Vicente. Sábado - Vicente enfrenta os ho-mens que atacavam Cristina. Lorrai-ne acusa Ismael de ter roubado seu dinheiro. Cora vê Cristina conversan-do com Vicente. Cláudio vê uma notí-cia no blog de Téo e fica desconfia-do. José Pedro fica nervoso ao des-cobrir que Téo divulgou uma notícia insinuando que ele teria atropelado uma pessoa. Lorraine acredita que Érika esteja com o seu dinheiro. Segunda-feira - Herval e Jonas se enfrentam e Verônica intervém. Er-nesto pensa em investir sua inde-nização no site de Boccardi. Mari-sa sonha com Brian. Verônica con-ta para Edna sobre a visita de Jo-nas. Davi questiona Jonas sobre o seu projeto secreto. Jonas pede para Murphy pesquisar sobre Her-val. Verônica agradece a Herval por ajudar Vicente. Terça-feira - Davi tenta acalmar Manuela. Megan se prepara para ir à Califórnia. Começa o segundo episódio do Geração Nem-Nem. Ernesto não consegue falar com Boccardi e confessa que pegou di-nheiro de Iracema. Lara e Brian desenvolvem uma grande afinida-de. Pamela entrega para Megan um colar com um perfume espe-cial. Davi pede para Jonas deixar Manuela ir a São Francisco em seu lugar. Quarta-feira - Megan reclama com Jonas de ter que viajar com Ma-nuela. Iracema expulsa Ernesto de sua casa. Megan e Pamela se surpreendem com o número de pessoas pedindo para participar do programa Geração Nem-Nem. Davi convida Vicente para traba-lhar com ele na Marra e Verônica e Herval desconfiam. Tatiana ten-ta consolar Ernesto. Iracema pen-sa em alugar sua cobertura. Quinta-feira - Débora decide levar Verônica para falar com o repórter que entrevistou Gláucia. Pamela e Dorothy criticam Brian por ten-tar reprogramar Barata. Davi men-te para Jonas sobre Manuela. Ba-rata descobre um segredo de Do-rothy. Barata convida Luene para jantar Gláucia tenta alugar a co-bertura de Iracema. Herval se sur-preende ao ver Pamela na Plugar. Sexta-feira - Rita tenta acalmar Davi. Barata fala de Verônica para Luene. Davi não consegue dormir e decide contar a verdade para Jo-nas. Todos na Marra assistem a um documentário sobre Brian. Shin entrevista Lara e Matias. Ba-rata fica arrasado ao ver Verônica com Herval na inauguração do Re-genera. Pamela e Rita descobrem que Manuela não apareceu para falar com o possível investidor do Júnior. Sábado - Herval percebe Verônica abalada com a apresentação de Jo-nas. Jonas pede para Davi ajudá-lo em seu novo projeto. Edna filma Brian fugindo de Marisa. Aconselha-do por Luene, Barata convida Edna para sair e Verônica se incomoda. Jonas dá notícias de Manuela para Davi. Vander e Mosca pedem para Ernesto ajudá-los a participar do Ge-ração Nem-Nem. MEU PEDACINHO DE CHÃO - 18H15 Segunda-feira - Mãe Benta diz pa-ra Zelão que Juliana não foi feita para ele. Juliana diz para Gina que pensa em Zelão o tempo in-teiro. Renato passa uma lista enorme para o Prefeito das An-tas com o material que precisa-rá em seu posto de saúde. Zelão adverte Giácomo que não se meta com Rosinha pois Izido-ro não está gostando nada dela trabalhar na venda com ele. Terça-feira - Renato garante a Epaminondas que não apoiará a candidatura do prefeito e afir-ma que ficará fora da política. Zelão impede que Izidoro brigue com Giácomo por causa de Rosi-nha. Juliana se entende com Mãe Benta. Giácomo e Rosinha se abraçam com afeto. Giácomo recebe uma carta de Milita. Quarta-feira - Giácomo fica como-vido com a carta de Milita e Vira-mundo. Ferdinando entrega a Epaminondas o discurso que es-creveu para o pai falar à popula-ção da vila. Epaminondas conta a Zelão que construirá uma casa pra ele. Giácomo assume Rosi-nha como sua noiva. O pai de Re-nato aparece na vila, surpreen-dendo o médico. Quinta-feira - A emissora não divulgou o resumo. Sexta-feira - A emissora não divulgou o resumo. Sábado - Reprise do último capítulo. Segunda-feira - Fabi conta para Bianca que Karina é apaixonada por Duca. Dalva comemora a vitó-ria do neto. Gael paga Sol por ter cuidado de Dalva. Lobão avisa a Gael que Cobra treinará com ele. Gael afirma que Cobra pode conti-nuar treinando em sua academia, mas o rapaz escolhe Lobão. Dan-dara se preocupa com o comporta-mento de João. Karina confessa para Bianca que gosta de Duca. Terça-feira - Cobra desabafa com Gael, que o acolhe. Sol conta de seu emprego para Bete. Bianca se preocupa com Karina. Lucrécia repreende Jade por agir com inve-ja de Bianca. Nando descobre que o sofá onde dorme foi rouba-do e vai deitar na academia. Gael e Karina o veem dormindo no tata-me e jogam água nele. Bianca con-versa com Duca sobre Karina. Quarta-feira - Duca explica para Karina que a considera como uma irmã. Cobra comanda a aula a pe-dido de Duca. Pedro tenta conso-lar Karina, mas ela o repele. Duca convence Bianca a contar para Ka-rina sobre o namoro dos dois. Ed-gard e Lucrécia pregam mais uma peça em Nando. Sol paga sua ma-trícula na Ribalta. Sol e Pedro fi-nalmente tocam juntos na banda montada por Nando. Quinta-feira - Dandara convida Gael para jantar e eles conversam sobre seus relacionamentos ante-riores. João vê a novela antiga de seu pai na TV e logo muda de ca-nal. Dalva elogia René Spinelli. Sol canta com Pedro no Perfeitão. Lucrécia critica Jade, que se pune por seu suposto mau comporta-mento. Gael e Dandara combi-nam de repetir o encontro e Del-ma e Marcelo torcem pelos dois. Sexta-feira - Duca e Bianca com-binam de continuar namorando escondidos. Gael beija Danda-ra e Bianca vê. João tenta tirar satisfações com Dandara, que o repreende. Sol tenta conven-cer Jeff a estudar na Ribalta, mas Lincoln encerra o assunto. Lucrécia e Edgard insinuam pa-ra Nando que Gael pode ter rou-bado sua guitarra. Karina é rís-pida com Duca e Bianca se preocupa. Resumo das novelas GLOBO IMPÉRIO - 21H00 TV - 22 / São José do Rio Preto, 27 de julho de 2014 DIÁRIO DA REGIÃO