Teorias e práticas do currículo
Prof. Thiago Cellin Duarte
thiago.duarte@anhanguera.com
Pedagogia
Refletindo sobre os PCN: escola, currículo e docência.
• Concretização é complexa – “processo flexível que
requer, nos diversos níveis, interpretações de cada
contexto de trabalho, consideração dos recursos
disponíveis e tomada de decisão apropriadas”
(ALVES, 2001, p.56).
• Requer ser avaliado = compreensão no âmbito do
plano educativo real, quanto ao pretendido,
forma de aproximação e conhecimento que
podem contribuir com o desenvolvimento
curricular – O que somos? O que temos? O que
pretendemos? O que fazemos? Como fazemos?
Currículo
• O currículo acontece em um sistema escolar concreto,
dirige-se aos sujeitos a partir de determinados meios
que definem na íntegra o que realmente será utilizado,
dando-lhe “[...]o significado real. Daí que a única teoria
possível que possa dar conta desses processos tenha
de ser do tipo crítico, pondo em evidência as
realidades que o condicionam”
(SACRISTÁN, 2000, p21).
• Explorem e se confrontem perspectivas, enfoques e
intenções, assim podem vir à tona: propósitos,
escolhas, disputas, relações de poder, repressões,
silenciamentos, exclusões.
Currículo
O currículo necessita ser avaliado
• Currículo e avaliação = devem ser percebidos pelos
numa perspectiva integrada → importantes desafios
às práticas poderão estar sendo vistas de forma
intencional.
• Identificação, análise e avaliação de necessidades
requer a confrontação entre uma situação real e uma
situação ideal → controle, recolha de informação,
análise e investigação.
• Análise dos dados colhidos = etapa de significância à
avaliação curricular.
Avaliação
• A avaliação, parte integrante do processo
educativo, é vista como um elemento que
fornece a melhoria da qualidade da
aprendizagem.
• É contínua e sistemática.
• Para a escola auxilia na definição de prioridades.
Para o professor, fornece elementos para refletir
sobre a sua prática pedagógica. Para o estudante
é um instrumento que proporciona informações
sobre as suas dificuldades e conquistas.
Avaliação
Conforme os PCN, o docente pode realizar a avaliação
mediante:
• 1- observação sistemática
• 2- análise da produção dos alunos
• 3- atividades específicas para a avaliação
• A autoavaliação é defendida como uma forma de
os alunos desenvolverem estratégias de análise e
interpretação de suas produções.
Formas de avaliação
• Avaliação Inicial (diagnóstica) – investigativa
• Avaliação contínua (processual)
• Avaliação final
Orientações didáticas
• A conquista dos objetivos propostos para o
ensino fundamental depende de uma prática
educativa que tenha como eixo a formação de
um cidadão autônomo e participativo.
Orientações didáticas
Condições essenciais para o desenvolvimento da
didática do professor:
• Autonomia
• Diversidade
• Interação e cooperação
• Disponibilidade para aprendizagem
• Organização do tempo
• Organização do espaço
• Seleção de Material
Analise do currículo formal
• O currículo não é algo alheio a escola e nem uma
força superior a ela. Ele se realiza de acordo com as
orientações, os conceitos e teorias contidas nele.
• Ao pesquisar o currículo através de documentos
oficiais, observa-se as ideias que objetivam
direcionar a educação e aprendizagem por
determinado caminho.
• Entretanto, ao pesquisar o currículo pela prática que
acontece na escola, torna-se possível também a
percepção de como o currículo é absorvido por esta
prática.
• Sacristán (2000) = prática referida no
currículo acarreta muitos interesses e
influências, pressupostos administrativos,
teóricos e ideológicos que condicionam uma
teorização sobre o currículo.
• Prudência frente a qualquer colocação de
índole pedagógica que procure se mostrar
com capacidade de recuperar ou mesmo
racionalizar a prática curricular.
Análise do currículo formal
• Sacristán (2000) = considera o currículo acima de
tudo como uma opção histórica que se dá dentro
de um panorama político, cultural, social e
escolar. Ele carrega consigo valores e
pressupostos que devem ser decifrados. Para
chegar a esta conclusão parte de um nível de
análise política e social como também de uma
instrumentação mais técnica, buscando descobrir
os mecanismos que operam o desenvolvimento
do currículo dentro dos campos escolares.
Análise do currículo formal
• É através da atuação que os professores e o corpo
técnico pedagógico da escola fazem com que o
currículo seja efetivamente implantado.
• Portanto ao analisar o currículo e seus
mecanismos dentro dos campos escolares
confrontando-os frente a um determinado
contexto político, cultural e social, é possível abrir
uma perspectiva para a investigação sobre a
formação e atuação docente.
Análise do currículo formal
Reflexões sobre o currículo
• Canário (2002) aponta para uma situação na qual
a escolarização cresce ao mesmo tempo em que
acompanha o agravamento dos problemas
sociais.
• Não há uma crise da escola e sim uma crise da
maneira com que a escola é pensada.
• Para ele os instrumentos mobilizados nem
sempre se revelam como ferramentas adequadas
para elucidar criticamente o problema.
• Cardoso (2001) sugere que de acordo com os
teóricos da reprodução social filiados ao
estruturalismo marxista a sala de aula que é o
lugar do professor acaba sendo o espaço da
reprodução da divisão de classes.
• O docente acaba se tornando um agente do
sistema moldando comportamentos através
de sansões.
Reflexões sobre o currículo
• Canário (2002) = escola é uma invenção de uma
revolução que estrutura uma maneira de se tornar
progressivamente hegemônica sob a nova forma de
socialização que seria instalada pela escola pública.
• Escola = constrangimentos que determinam modos
de trabalho escolar para professores e alunos.
• Estes fatores articulam-se para fazer da escola uma
fábrica de cidadãos.
Reflexões sobre o currículo
As iniciativas que visam a construção de
um Ensino Fundamental II que realmente
se conecte com os adolescentes e
apontam para uma questão central:
A proposta de construção de uma escola mais
vibrante impacta diretamente nas questões de
currículo e praticas pedagógicas
Reflexão dos pcn
Reflexão dos pcn

Reflexão dos pcn

  • 1.
    Teorias e práticasdo currículo Prof. Thiago Cellin Duarte thiago.duarte@anhanguera.com Pedagogia Refletindo sobre os PCN: escola, currículo e docência.
  • 2.
    • Concretização écomplexa – “processo flexível que requer, nos diversos níveis, interpretações de cada contexto de trabalho, consideração dos recursos disponíveis e tomada de decisão apropriadas” (ALVES, 2001, p.56). • Requer ser avaliado = compreensão no âmbito do plano educativo real, quanto ao pretendido, forma de aproximação e conhecimento que podem contribuir com o desenvolvimento curricular – O que somos? O que temos? O que pretendemos? O que fazemos? Como fazemos? Currículo
  • 3.
    • O currículoacontece em um sistema escolar concreto, dirige-se aos sujeitos a partir de determinados meios que definem na íntegra o que realmente será utilizado, dando-lhe “[...]o significado real. Daí que a única teoria possível que possa dar conta desses processos tenha de ser do tipo crítico, pondo em evidência as realidades que o condicionam” (SACRISTÁN, 2000, p21). • Explorem e se confrontem perspectivas, enfoques e intenções, assim podem vir à tona: propósitos, escolhas, disputas, relações de poder, repressões, silenciamentos, exclusões. Currículo
  • 4.
    O currículo necessitaser avaliado • Currículo e avaliação = devem ser percebidos pelos numa perspectiva integrada → importantes desafios às práticas poderão estar sendo vistas de forma intencional. • Identificação, análise e avaliação de necessidades requer a confrontação entre uma situação real e uma situação ideal → controle, recolha de informação, análise e investigação. • Análise dos dados colhidos = etapa de significância à avaliação curricular.
  • 5.
    Avaliação • A avaliação,parte integrante do processo educativo, é vista como um elemento que fornece a melhoria da qualidade da aprendizagem. • É contínua e sistemática. • Para a escola auxilia na definição de prioridades. Para o professor, fornece elementos para refletir sobre a sua prática pedagógica. Para o estudante é um instrumento que proporciona informações sobre as suas dificuldades e conquistas.
  • 6.
    Avaliação Conforme os PCN,o docente pode realizar a avaliação mediante: • 1- observação sistemática • 2- análise da produção dos alunos • 3- atividades específicas para a avaliação • A autoavaliação é defendida como uma forma de os alunos desenvolverem estratégias de análise e interpretação de suas produções.
  • 7.
    Formas de avaliação •Avaliação Inicial (diagnóstica) – investigativa • Avaliação contínua (processual) • Avaliação final
  • 8.
    Orientações didáticas • Aconquista dos objetivos propostos para o ensino fundamental depende de uma prática educativa que tenha como eixo a formação de um cidadão autônomo e participativo.
  • 9.
    Orientações didáticas Condições essenciaispara o desenvolvimento da didática do professor: • Autonomia • Diversidade • Interação e cooperação • Disponibilidade para aprendizagem • Organização do tempo • Organização do espaço • Seleção de Material
  • 10.
    Analise do currículoformal • O currículo não é algo alheio a escola e nem uma força superior a ela. Ele se realiza de acordo com as orientações, os conceitos e teorias contidas nele. • Ao pesquisar o currículo através de documentos oficiais, observa-se as ideias que objetivam direcionar a educação e aprendizagem por determinado caminho. • Entretanto, ao pesquisar o currículo pela prática que acontece na escola, torna-se possível também a percepção de como o currículo é absorvido por esta prática.
  • 11.
    • Sacristán (2000)= prática referida no currículo acarreta muitos interesses e influências, pressupostos administrativos, teóricos e ideológicos que condicionam uma teorização sobre o currículo. • Prudência frente a qualquer colocação de índole pedagógica que procure se mostrar com capacidade de recuperar ou mesmo racionalizar a prática curricular. Análise do currículo formal
  • 12.
    • Sacristán (2000)= considera o currículo acima de tudo como uma opção histórica que se dá dentro de um panorama político, cultural, social e escolar. Ele carrega consigo valores e pressupostos que devem ser decifrados. Para chegar a esta conclusão parte de um nível de análise política e social como também de uma instrumentação mais técnica, buscando descobrir os mecanismos que operam o desenvolvimento do currículo dentro dos campos escolares. Análise do currículo formal
  • 13.
    • É atravésda atuação que os professores e o corpo técnico pedagógico da escola fazem com que o currículo seja efetivamente implantado. • Portanto ao analisar o currículo e seus mecanismos dentro dos campos escolares confrontando-os frente a um determinado contexto político, cultural e social, é possível abrir uma perspectiva para a investigação sobre a formação e atuação docente. Análise do currículo formal
  • 14.
    Reflexões sobre ocurrículo • Canário (2002) aponta para uma situação na qual a escolarização cresce ao mesmo tempo em que acompanha o agravamento dos problemas sociais. • Não há uma crise da escola e sim uma crise da maneira com que a escola é pensada. • Para ele os instrumentos mobilizados nem sempre se revelam como ferramentas adequadas para elucidar criticamente o problema.
  • 15.
    • Cardoso (2001)sugere que de acordo com os teóricos da reprodução social filiados ao estruturalismo marxista a sala de aula que é o lugar do professor acaba sendo o espaço da reprodução da divisão de classes. • O docente acaba se tornando um agente do sistema moldando comportamentos através de sansões. Reflexões sobre o currículo
  • 16.
    • Canário (2002)= escola é uma invenção de uma revolução que estrutura uma maneira de se tornar progressivamente hegemônica sob a nova forma de socialização que seria instalada pela escola pública. • Escola = constrangimentos que determinam modos de trabalho escolar para professores e alunos. • Estes fatores articulam-se para fazer da escola uma fábrica de cidadãos. Reflexões sobre o currículo
  • 25.
    As iniciativas quevisam a construção de um Ensino Fundamental II que realmente se conecte com os adolescentes e apontam para uma questão central:
  • 26.
    A proposta deconstrução de uma escola mais vibrante impacta diretamente nas questões de currículo e praticas pedagógicas