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Acompanhamento do Crescimento
e Desenvolvimento da Criança

Profº Loiola Neto
1
Objetivo
• Entender as fases do crescimento
desenvolvimento saudável da criança.

e

2
O PESO AO NASCER
• O indicador que melhor retrata o
que ocorre durante a fase fetal é
o peso de nascimento da criança.
• Peso ao nascer menor que 2.500 g
podem ser decorrentes de
prematuridade e/ou déficit de
crescimento intra-uterino.
• Recém-nascidos com menos de
2.500
g
são
classificados,
genericamente, como de baixo
peso ao nascer.
3
•
•
•
•
•

FATORES PODEM INFLUIR
NEGATIVAMENTE NO CRESCIMENTO
INTRA-UTERINO

O fumo
O álcool
Drogas
A hipertensão arterial
As doenças infecciosas crônicas, as
doenças sexualmente transmissíveis, o
estado nutricional da gestante.
• O curto intervalo interpartal (menor do
que dois anos), a elevada paridade, a
idade materna (<19 anos e >35 anos);
• A gestação múltipla e as anomalias
congênitas. Por essa razão, são
chamados fatores de risco para baixo
peso ao nascer (<2.500g).

4
PESO

Independente da causa desencadeante, o peso de
nascimento inferior à 2.500g é o fator de risco mais
comumente associado às mortes perinatais, e
representa um dos principais indicadores de risco para
o crescimento pós-natal, devendo ser investigado em
cada criança atendida.

5
PESO
• Toda criança com história de
baixo peso ao nascer deve
ser considerada como criança
de risco nutricional e
acompanhada com maior
assiduidade pelos serviços de
saúde, principalmente no
primeiro ano de vida.
6
DESENVOLVIMENTO
• A diversidade conceitual não deve desviar
nossa atenção do que é essencial: conhecer o
desenvolvimento normal e suas variações
para que se possa oferecer orientações à
família, e em caso de necessidade, fazer o
encaminhamento
para
diagnóstico
e
intervenção, o mais precocemente possível.
7
EQUIPE DE SAÚDE
• A equipe deverá conhecer os
aspectos mais relevantes do
desenvolvimento e estar preparada
para fazer algumas intervenções, se
necessário, mas principalmente
identificar com clareza aquelas
crianças que devem ser referidas
para tratamento especializado.
8
Condições básicas do
desenvolvimento na infância
• A palavra infante vem do latim infans,
que significa incapaz de falar.
• Geralmente, define o período que vai do
nascimento até aproximadamente dos 2
aos 3 anos de idade, quando a fala já se
transformou

em

instrumento

de

comunicação.
9
Condições básicas do
desenvolvimento na infância

• Nessa fase, muitos eventos ocorrem
pela primeira vez: o primeiro sorriso, a
primeira palavra, os primeiros passos,
o primeiro alcançar de um objeto.
• A criança é um ser dinâmico,
complexo, em constante
transformação, que apresenta uma
seqüência previsível e regular de
crescimento físico e de
desenvolvimento neuropsicomotor.

10
11
Condições básicas do
desenvolvimento na infância

12
FATORES INTRÍNSECOS
• Determinam as características físicas da
criança, a cor dos seus olhos e outros
atributos geneticamente determinados.

13
FATORES EXTRÍNSECOS
• Começam a atuar desde a concepção, estando diretamente
relacionados com o ambiente da vida intra-uterina,
proporcionado pela mãe por meio das suas condições de
saúde e nutrição.
• Além disso, mãe e feto sofrem os efeitos do ambiente que
os circunda.
• O bem-estar emocional da mãe também influencia de
forma significativa o bem-estar do feto, embora esse tipo
de influência não funcione, necessariamente, como causa
direta de problemas de desenvolvimento ulteriores.
14
Características Biológicas
• O
ser
humano
apresenta
algumas
características que o diferenciam dos outros
animais:
Posição ereta: passando por várias etapas
preditivas e pré-determinadas que se traduzem
como desenvolvimento motor;
Aparelho visual e flexibilidade manual;
Capacidade de se comunicar através da fala: A
avaliação da fala e linguagem sempre consta de
qualquer escala ou roteiro de avaliação do
desenvolvimento da criança.
15
16
Características Biológicas
• Evolução social o homem vive em uma
estrutura social complexa e desde cedo o bebê
tem de se adaptar à mãe e aos outros.
• Nos roteiros de avaliação, essa área está
sempre presente, denominada como social ou
pessoal social.

17
Aspectos neurológicos
• Do ponto de vista biológico, o desenvolvimento
neurológico inicia-se desde a concepção.
• As interações do indivíduo com o seu meio
ambiente modelam, ao longo de sua vida
(incluindo a intra-uterina), tanto a estrutura como
o funcionamento do seu sistema nervoso central
(SNC)o qual, por sua vez, cresce e se desenvolve
com grande velocidade, nos primeiros anos de
vida.
18
Aspectos psíquicos
• Diferentemente das estruturas biológicas, em que
os fatores congênitos são determinantes, o
psiquismo do ser humano se constitui no decorrer
das relações/trocas realizadas entre a criança e os
outros, desde os primórdios de sua vida.
• Em decorrência dessa afirmação, ganha relevo a
participação daqueles que dela cuidam e fazem
parte do mundo da criança, especialmente os pais.
19
20
21
Períodos ou etapas do
desenvolvimento
Cada um desses períodos tem suas próprias
características e ritmos ainda que não se deva
perder de vista que cada criança tem seu próprio
padrão de desenvolvimento.


22
Período pré-natal (da concepção ao nascimento)
O feto reage ao movimento e sono
maternos, e que ainda dentro do útero
difere de sua mãe por sua própria
dinâmica de maturação;
 Possui certo grau de autonomia, na
medida em que seu funcionamento
sensorial não está em total conexão com a
vida sensorial da mãe;
Pode reagir a sons, seu ciclo de sonovigília não coincide necessariamente com o
da mãe, já possui um certo grau de
23
olfato,visão e tato.
Período neonatal (0 a 28 dias de vida)

As respostas a estímulos evoluem de reflexos generalizados,
envolvendo todo o corpo para ações voluntárias, definidas pelo
córtex.
São os chamados reflexos corticais. Essa especialização permite à
criança passar de reações simétricas, involuntárias em respostas ao
meio ambiente (gritar, agitar os braços, dar pontapés), para
movimentos assimétricos voluntários, em função de determinado
estímulo.
24
Essas funções nervosas, ou reflexos, podem, conforme
sua evolução, ser divididas em três grupos:

Manifestações normais durante algum tempo e que
desaparecem com a evolução, somente reaparecendo em
condições patológicas: reflexo tônico cervical e de retificação
corporal, ambos desaparecendo com 1 ou 2 meses de idade;
reflexo de Moro, que desaparece em torno de 4-6 meses; e o
sinal de Babinski, que quando bilateral, pode ser normal até 18
meses;

25
Essas funções nervosas, ou reflexos, podem,
conforme sua evolução, ser divididas em três
grupos:
Reflexo de Sucção

Reflexo da marcha

Reflexos que existem
normalmente, desaparecem
com
a
evolução
e
reaparecem
como
atividades
voluntárias:
reflexo de preensão, sucção
e marcha, por exemplo;
Manifestações
que
persistem por toda a vida:
os vários reflexos profundos
e os reflexos cutâneos
abdominais.
26
Primeira infância: lactente
(29 dias a 2 anos)
ocorrem as maiores e mais rápidas modificações no
desenvolvimento da criança, principalmente no tocante ao
domínio neuropsicomotor.
A criança evolui de brincadeiras com as mãos e a boca para
brincadeiras com os pés e
a boca o que lhe permite usar parte de seu próprio corpo como
uma
experiência de prazer desligada da necessidade.
A criança suga o dedo e as mãos não necessariamente porque
está com fome, mas sim porque isso é gostoso e às vezes lhe
acalma.
27
Primeira infância: lactente
(29 dias a 2 anos)
os ritmos de sono, alimentação e excreção vão se
estabelecendo a partir da presença e ausência da mãe
(alternância): a mãe que ora está presente ora não está; ora
fala com o bebê, ora se cala; ora lhe oferece o seio, ora lhe
tira, imprime certa coordenação às funções orgânicas do
bebê.
Ele começa a aprender a diferenciar o dia da noite e a
tolerar melhor a distância entre uma mamada e outra.

28
Desenvolvimento do Lactente (29 dias a 2 anos)
 Refere-se a aquisição de um conjunto de habilidades básicas. O
desenvolvimento começa na fecundação e termina aos 8 ou 9 anos de
idade.
A medida em que se dá a mielinização e conexão das fibras
nervosas, alguns reflexos vão sendo substituídos por comportamentos
intencionais, ou alguns desaparecem.
Avaliação do desenvolvimento é muito importante na proteção e
assistência preventiva – identificar precocemente as anormalidades
do desenvolvimento, principalmente nos primeiros anos de vida,
prevenindo, assim, problemas que podem deixar seqüelas
irreversíveis.
Desenvolvimento do Lactente (29 dias a 2 anos)
ÉSTAGIOS PSICOSSEXUAIS (FREUD) – oral-sensitivo
(sucção, mordedura, mastigação e vocalização).
ÉSTAGIOS PSICOSSOCIAIS (ERICKSON) –confiança versus
desconfiança –é um momento de conseguir e de
reconhecer através de todos os sentidos.
ÉSTAGIOS COGNITIVOS (PIAGET) – sensório-motora
(nascimento aos 2 anos de idade) – evolui do
comportamento por reflexo para atos simples e repetitivos
para atividade de imitação e descobertas.
ESTÁGIOS PSICOSSEXUAIS (FREUD)

Fase Oral
Período: de 0 a 1 ano aproximadamente.
Características principais:
 A região do corpo que proporciona maior prazer à criança e a boca.
 É pela boca que a criança entra em contato com o mundo, é por esta razão
que a criança pequena tende a levar tudo o que pega à boca.
O principal objeto de desejo nesta fase é o seio da mãe, que além de a
alimentar proporciona satisfação ao bebê.
É a fase de reconhecimento do externo. Cores primárias e vibrantes
despertam a atenção das crianças nessa fase.
31
ESTÁGIOS PSICOSSEXUAIS (FREUD)

Fase Anal
Período: 2 a 4 anos aproximadamente
Características:
Neste período a criança passa a adquirir o controle dos esfíncteres e a
zona de maior satisfação é a região do ânus.
 A criança descobre que pode controlar as fezes que saem de seu
interior, oferecendo-as à mãe ora como um presente, ora como algo
agressivo.
É nesta etapa que a criança começa a ter noção de higiene.
Ela começa a ter noção de posse e quer pegar os objetos, tocá-los e ver
que aquilo faz parte de algo fora do limite do seu corpo.
32
ESTÁGIOS PSICOSSEXUAIS (FREUD)
Fase Fálica
Período: de 4 a 6 anos aproximadamente.
Características:
criança volta-se para a região genital e ela apresenta um forte
comportamento narcisista, de representação de si, onde cria uma
grandiosa imagem de si mesma.
Inicialmente a criança imagina que tanto os meninos quanto as meninas
possuem um pênis. Ao serem defrontadas com as diferenças anatômicas
entre os sexos, as crianças criam as chamadas "teorias sexuais infantis",
imaginando que as meninas não tem pênis porque este órgão lhe foi
arrancado (complexo de castração).
Neste período surge o complexo de Édipo, no qual o menino passa a
apresentar uma atração pela mãe e a se rivalizar com o pai, e na menina
ocorre o inverso.
33
ESTÁGIOS PSICOSSEXUAIS (FREUD)
Fase de Latência
Período: de 6 a 11 anos aproximadamente.
Características:
este período tem por característica principal um deslocamento da libido da
sexualidade para atividades socialmente aceitas, ou seja, a criança passa a
gastar sua energia em atividades sociais e escolares.
Fase Genital
Período: a partir de 11 anos.
Características:
Neste período, que tem início com a adolescência, há uma retomada dos
impulsos sexuais, o adolescente passa a buscar, em pessoas fora de seu grupo
familiar, um objeto de amor.
A adolescência é um período de mudanças no qual o jovem tem que elaborar
a perda da identidade infantil e dos pais, da infância, para que pouco a pouco
possa assumir uma identidade adulta.
34
Infância (segunda infância ou
pré-escolar - 2 a 6 anos exclusive)

Aprimoramento das habilidades, a capacidade de comunicação,
locomoção (andar e correr com segurança, subir escadas, etc.),
manuseio de objetos e jogos simbólicos. É a idade do explorar e do
brincar.
Embora essas funções tenham certa autonomia neuromotora, elas
não se organizam, dependendo da atividade centralizadora do
psiquismo que possibilita suas articulações numa direção
determinada por cada sujeito.

35
Infância (segunda infância ou
pré-escolar - 2 a 6 anos)
Se essa organização psíquica falhar, uma criança pode adquirir,
por exemplo, a função da marcha ,começar a andar , mas não
saberá para onde se dirigir, pode começar a falar, mas não saberá
fazer escolhas, falar de si, fazer planos.
Época dos jogos simbólicos, ou seja, das brincadeiras do faz-deconta.
É comum, nesse período, surgirem manifestações de medo (de
escuro, água, animais domésticos, etc.), isso implica que a criança
percebe que existem limites, que ela não pode tudo, que existe
uma lei reguladora dos atos humanos a qual ela tem que se
submeter.
36
Problemas no desenvolvimento

Pode-se supor a ocorrência de algum problema de origem
orgânica quando o desenvolvimento não vai bem: por exemplo,
síndrome de Down, paralisia cerebral, possíveis complicações
decorrentes da prematuridade, doenças metabólicas, etc.
A preocupação, o olhar sobre a dupla mãe-bebê, nos permitirá
acompanhar os desdobramentos dessas patologias que tanto
afetam o desenvolvimento das crianças.

37
Problemas no desenvolvimento
Quando uma criança nasce com alterações orgânicas, o
contraste entre o filho esperado e o que acaba de nascer afeta
radicalmente a função materna.
A conseqüência de um distanciamento entre a mãe e o
filho pode ser grave, se prolongada por alguns meses, até
irreversível. Assim, não se deve perder a oportunidade de se
intervir o mais precocemente nas manifestações patológicas
do sistema nervoso e neuromuscular.

38
A criança existe para a
mãe mesmo antes de
nascer, ou até mesmo
antes de ser concebida, e
esse desejo materno pelo
filho pode influenciar
vários aspectos do seu
desenvolvimento.

39
Ficha de Acompanhamento
do Desenvolvimento
Deve ficar no prontuário da criança; e a padronização para o seu
uso, no consultório.
Sempre utilizar a mesma forma de padronização o que facilitará
o exame e dará maior confiabilidade aos achados clínicos.
O profissional anotará a sua observação no espaço
correspondente à idade da criança e ao marco do
desenvolvimento esperado, de acordo com a seguinte codificação:
P = Presente
A = Ausente
NV = Não Verificado
40
Ao se aplicar a ficha, algumas das seguintes situações
podem
ocorrer:
• Presença das respostas esperadas para a idade. A criança está se
desenvolvendo bem e o profissional de saúde deve seguir o
calendário de consulta;
•Falha em alcançar algum marco do desenvolvimento para a
idade.
•Antecipar a consulta seguinte; investigar a situação ambiental da
criança, relação com a mãe, oferta de estímulos.
41
Ao se aplicar a ficha, algumas das seguintes situações
podem ocorrer:
• Sugere-se orientar a mãe para brincar e conversar com a criança
durante os cuidados diários;
• Persistência do atraso por mais de duas consultas (ou ausência
do marco no último quadro sombreado).
Se verificado, encaminhar a criança para referência ou serviço de
maior complexidade.

42
0 A 1 Mês

43
1 A 2 MESES

44
3 A 4 MESES

45
5 A 6 MESES

46
7 A 9 MESES

47
10 A 12 MESES

48
Sinais Vitais da Criança
Freqüência respiratória diminui
abdominal, irregular e nasal.

–

tipo

Devido as estruturas do trato respiratório
serem pouco desenvolvidas - Maior
probabilidade à infecções respiratórias.

49
 Freqüência cardíaca diminui
 Alterações hematopoiéticas – HgF – 2 a 3 meses
– pode levar a anemia fisiológica
 Processos digestivos imaturos – abdômen
globoso e flácido
 Os esfíncteres estomacais, cárdia e piloro
imaturos – regurgitação e vômitos.
 Capacidade do estômago – RN= 40 - 50ml *1 mês
= 60- 70ml; * 3 meses =100 a 120ml; * 5 meses=
150-200ml e de 6 meses a 1 ano = 200 –250ml
50
• Erupção dos dentes –sequência ordenada, em torno
de 6 a 7 meses.
• Os primeiros dentes primários são os incisivos
centrais inferiores, que surgem aproximadamente 6
a 8 meses de idade.
• Avaliar os dentes decíduos durante os 2 primeiros
anos = idade de criança em meses – 6= número de
dentes.

51
•

•
•

O fígado é o mais imaturo dentre todos os
órgãos gastrointestinais durante toda a fase
da lactância.
Sistema urinário imaturo micções
frequentes
Sistema Imunológico –IgG materna –
imunidade por cerca de 3 meses. A partir do
segundo mês ele começa a produzir seus
próprios anticorpos e, gradativamente, suas
próprias linhas de defesa orgânica vão se
tornando mais eficientes.

52
Problemas relacionados à
alimentação
• Regurgitação – retorno do
alimento
não
digerido
no
estômago,
geralmente
acompanhado de eructação e
vômito – expulsão violenta ou não
de conteúdo gástrico, com ou sem
náuseas.
• CUIDADOS DE ENFERMAGEM –
• **Promover eructação;
• **Posicionar à criança em DLD e
semi-elevada, após a alimentação,
movimentação mínima da criança
53
• Cólicas- dor abdominal - que ocorre até 03 meses – Possíveis
fatores etiológicos: alimentação muito rápida, ingestão excessiva,
deglutição de ar em quantidades excessivas, técnicas inadequadas
de alimentação e estresse.
•
•
•
•
•
•
•

CUIDADOS DE ENFERMAGEM –
**Promover eructação; ambiente tranqüilo;
**Fazer movimentos de flexão dos MMII;
**Colocar à criança em decúbito ventral;
**Fazer massagem e aplicar calor no abdômen;
**Favorecer evacuações;
**Orientar quanto aos cuidados com o uso da mamadeiras(caso à
criança não esteja em aleitamento materno exclusivo; e o **tipo de
alimentação da mãe; etc.
54
• Obstipação intestinal- evacua sistematicamente fezes
endurecidas e com sofrimento.
• CUIDADOS DE ENFERMAGEM –
• Alimentação adequada.
• Eructação – emissão ruidosa e brusca pela boca das gases
do estômago
• Posicionar a criança corretamente para eructar
• Soluços – mais comum até 3º mês. Inspiração breve,
espasmódica, com contração do diafragma e ascensão
espasmódica na glote. Imaturidade neuromuscular e
distensão gástrica que ocorre após a mamada.
55
Problemas relacionados à Higiene
• Dermatite de fraldas ou assaduras
•
•
•
•
•

CUIDADOS DE ENFERMAGEM –
Manter pele seca e limpa;
Cuidado com o uso excessivo de sabonete,
Expor a região ao ambiente, deixando à criança sem fralda,
Expor o local ao sol ou foco de luz (10 a 20 minutos - distância de 40
a 50cm).

• **Diarréia fisiológica do RN- ocorre entre o 3º e 7º dia de vida
• **Exaltação do reflexo gastrocólico – eliminação das fezes durante
ou logo após a mamada.
56
PROMOÇÃO DE UMA SAÚDE ÓTIMA
DURANTE A LACTÂNCIA
 NUTRIÇÃO – leite materno – até os primeiros 6 meses
e no Segundo semestre– leite materno ( desmame
gradual) e introdução de alimentos sólidos.
Deve ter cuidado com os distúrbios vitamínicos, de sais
minerais, desnutrição proteíco-calórica, alergia
alimentar, intolerância à lactose.
 SONO e ATIVIDADE – variam entre os lactentes –
3 a 4 meses – padrão noturno de sono de 9 a 11 horas. O
período total diário de sono é de aproximadamente 15
horas. Problemas de sono durante a fase de lactância
57
PROMOÇÃO DE UMA SAÚDE ÓTIMA DURANTE A
LACTÂNCIA

 SAÚDE DENTAL – higiene oral com fralda úmida
Erupção dentária – entre 6 e 8 meses
No fim do primeiro ano – 6 ou 8 dentes
Deve ser desencorajado o uso de mamadeira
 IMUNIZAÇÕES
 PREVENÇÃO DE ACIDENTES
58
PROMOÇÃO DE UMA SAÚDE ÓTIMA
DURANTE A LACTÂNCIA
 Cuidados com a higiene do bebê e roupas
Cuidados com o quarto do bebê
Cuidados com o banho do bebê
Cuidados com o banho de sol
59
REFERÊNCIAS
•

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Departamento de
Atenção Básica. Saúde da criança: acompanhamento do crescimento e
desenvolvimento infantil / Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde.
Brasília: Ministério da Saúde, 2002.



BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas Públicas. Departamento de
Atenção Básica. Saúde da criança: Acompanhamento do crescimento e
desenvolvimento infantil. Brasília: Ministério da Saúde, 2002. 100p. (Série
Cadernos de Atenção Básica, no 11- Série A Normas e Manuais Técnicos).

COLLET, N.; OLIVEIRA, B. R. G. Enfermagem pediátrica. Goiânia: AB, 2002.
185p.
 ISSLER, H.; LEONE, C.; MARCONDES, E. Pediatria na atenção primária. São
Paulo: Saraiva, 1999.




SANTANA, J. C.; KIPPER, D.J.; FIORE, R. V. Semiologia pediátrica. Porto
Alegre: Artmed, 2002.
60
REFERÊNCIAS


SUCUPIRA, A. C. S. L. et al. Pediatria em consultório. 4. ed. São Paulo: Sarvier, 2000.



MURAHOVSCHI, J. Pediatria – diagnóstico + tratamento. 6. ed. São Paulo: Sarvier, 2003.



MUSCARI, M. E.; HARGROVE-HUTTEL, R. A. Série de estudos em enfermagem–
Enfermagem pediátrica. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998.



BEHRMAN, R. E.; KLIEGMAN, R. M.; ARVIN, A. M. Nelson – tratado de pediatria. Rio
de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997.



SIGAUD, C. H. S.; VERÍSSIMO, M. D. L. O. R. Enfermagem pediátrica: o cuidado de
enfermagem à criança e ao adolescente. São Paulo: EPU, 1996.



SEGRE, C. A. M.; SANTORO JR, M. Pediatria – diretrizes básicas, organização de serviços.
São Paulo: Sarvier, 2001. p. 108-125.



SCHMITZ, E. M. A enfermagem em pediatria e puericultura. São Paulo: Atheneu, 2000.



WHALEY, L. F.; WONG, D. L. Enfermagem pediátrica – elementos essenciais à
intervenção efetiva. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1999. 910p
61
Obrigado!

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Acompanhamento do crescimento e desenvolvimento da criança

  • 1. Acompanhamento do Crescimento e Desenvolvimento da Criança Profº Loiola Neto 1
  • 2. Objetivo • Entender as fases do crescimento desenvolvimento saudável da criança. e 2
  • 3. O PESO AO NASCER • O indicador que melhor retrata o que ocorre durante a fase fetal é o peso de nascimento da criança. • Peso ao nascer menor que 2.500 g podem ser decorrentes de prematuridade e/ou déficit de crescimento intra-uterino. • Recém-nascidos com menos de 2.500 g são classificados, genericamente, como de baixo peso ao nascer. 3
  • 4. • • • • • FATORES PODEM INFLUIR NEGATIVAMENTE NO CRESCIMENTO INTRA-UTERINO O fumo O álcool Drogas A hipertensão arterial As doenças infecciosas crônicas, as doenças sexualmente transmissíveis, o estado nutricional da gestante. • O curto intervalo interpartal (menor do que dois anos), a elevada paridade, a idade materna (<19 anos e >35 anos); • A gestação múltipla e as anomalias congênitas. Por essa razão, são chamados fatores de risco para baixo peso ao nascer (<2.500g). 4
  • 5. PESO Independente da causa desencadeante, o peso de nascimento inferior à 2.500g é o fator de risco mais comumente associado às mortes perinatais, e representa um dos principais indicadores de risco para o crescimento pós-natal, devendo ser investigado em cada criança atendida. 5
  • 6. PESO • Toda criança com história de baixo peso ao nascer deve ser considerada como criança de risco nutricional e acompanhada com maior assiduidade pelos serviços de saúde, principalmente no primeiro ano de vida. 6
  • 7. DESENVOLVIMENTO • A diversidade conceitual não deve desviar nossa atenção do que é essencial: conhecer o desenvolvimento normal e suas variações para que se possa oferecer orientações à família, e em caso de necessidade, fazer o encaminhamento para diagnóstico e intervenção, o mais precocemente possível. 7
  • 8. EQUIPE DE SAÚDE • A equipe deverá conhecer os aspectos mais relevantes do desenvolvimento e estar preparada para fazer algumas intervenções, se necessário, mas principalmente identificar com clareza aquelas crianças que devem ser referidas para tratamento especializado. 8
  • 9. Condições básicas do desenvolvimento na infância • A palavra infante vem do latim infans, que significa incapaz de falar. • Geralmente, define o período que vai do nascimento até aproximadamente dos 2 aos 3 anos de idade, quando a fala já se transformou em instrumento de comunicação. 9
  • 10. Condições básicas do desenvolvimento na infância • Nessa fase, muitos eventos ocorrem pela primeira vez: o primeiro sorriso, a primeira palavra, os primeiros passos, o primeiro alcançar de um objeto. • A criança é um ser dinâmico, complexo, em constante transformação, que apresenta uma seqüência previsível e regular de crescimento físico e de desenvolvimento neuropsicomotor. 10
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  • 13. FATORES INTRÍNSECOS • Determinam as características físicas da criança, a cor dos seus olhos e outros atributos geneticamente determinados. 13
  • 14. FATORES EXTRÍNSECOS • Começam a atuar desde a concepção, estando diretamente relacionados com o ambiente da vida intra-uterina, proporcionado pela mãe por meio das suas condições de saúde e nutrição. • Além disso, mãe e feto sofrem os efeitos do ambiente que os circunda. • O bem-estar emocional da mãe também influencia de forma significativa o bem-estar do feto, embora esse tipo de influência não funcione, necessariamente, como causa direta de problemas de desenvolvimento ulteriores. 14
  • 15. Características Biológicas • O ser humano apresenta algumas características que o diferenciam dos outros animais: Posição ereta: passando por várias etapas preditivas e pré-determinadas que se traduzem como desenvolvimento motor; Aparelho visual e flexibilidade manual; Capacidade de se comunicar através da fala: A avaliação da fala e linguagem sempre consta de qualquer escala ou roteiro de avaliação do desenvolvimento da criança. 15
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  • 17. Características Biológicas • Evolução social o homem vive em uma estrutura social complexa e desde cedo o bebê tem de se adaptar à mãe e aos outros. • Nos roteiros de avaliação, essa área está sempre presente, denominada como social ou pessoal social. 17
  • 18. Aspectos neurológicos • Do ponto de vista biológico, o desenvolvimento neurológico inicia-se desde a concepção. • As interações do indivíduo com o seu meio ambiente modelam, ao longo de sua vida (incluindo a intra-uterina), tanto a estrutura como o funcionamento do seu sistema nervoso central (SNC)o qual, por sua vez, cresce e se desenvolve com grande velocidade, nos primeiros anos de vida. 18
  • 19. Aspectos psíquicos • Diferentemente das estruturas biológicas, em que os fatores congênitos são determinantes, o psiquismo do ser humano se constitui no decorrer das relações/trocas realizadas entre a criança e os outros, desde os primórdios de sua vida. • Em decorrência dessa afirmação, ganha relevo a participação daqueles que dela cuidam e fazem parte do mundo da criança, especialmente os pais. 19
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  • 22. Períodos ou etapas do desenvolvimento Cada um desses períodos tem suas próprias características e ritmos ainda que não se deva perder de vista que cada criança tem seu próprio padrão de desenvolvimento.  22
  • 23. Período pré-natal (da concepção ao nascimento) O feto reage ao movimento e sono maternos, e que ainda dentro do útero difere de sua mãe por sua própria dinâmica de maturação;  Possui certo grau de autonomia, na medida em que seu funcionamento sensorial não está em total conexão com a vida sensorial da mãe; Pode reagir a sons, seu ciclo de sonovigília não coincide necessariamente com o da mãe, já possui um certo grau de 23 olfato,visão e tato.
  • 24. Período neonatal (0 a 28 dias de vida) As respostas a estímulos evoluem de reflexos generalizados, envolvendo todo o corpo para ações voluntárias, definidas pelo córtex. São os chamados reflexos corticais. Essa especialização permite à criança passar de reações simétricas, involuntárias em respostas ao meio ambiente (gritar, agitar os braços, dar pontapés), para movimentos assimétricos voluntários, em função de determinado estímulo. 24
  • 25. Essas funções nervosas, ou reflexos, podem, conforme sua evolução, ser divididas em três grupos: Manifestações normais durante algum tempo e que desaparecem com a evolução, somente reaparecendo em condições patológicas: reflexo tônico cervical e de retificação corporal, ambos desaparecendo com 1 ou 2 meses de idade; reflexo de Moro, que desaparece em torno de 4-6 meses; e o sinal de Babinski, que quando bilateral, pode ser normal até 18 meses; 25
  • 26. Essas funções nervosas, ou reflexos, podem, conforme sua evolução, ser divididas em três grupos: Reflexo de Sucção Reflexo da marcha Reflexos que existem normalmente, desaparecem com a evolução e reaparecem como atividades voluntárias: reflexo de preensão, sucção e marcha, por exemplo; Manifestações que persistem por toda a vida: os vários reflexos profundos e os reflexos cutâneos abdominais. 26
  • 27. Primeira infância: lactente (29 dias a 2 anos) ocorrem as maiores e mais rápidas modificações no desenvolvimento da criança, principalmente no tocante ao domínio neuropsicomotor. A criança evolui de brincadeiras com as mãos e a boca para brincadeiras com os pés e a boca o que lhe permite usar parte de seu próprio corpo como uma experiência de prazer desligada da necessidade. A criança suga o dedo e as mãos não necessariamente porque está com fome, mas sim porque isso é gostoso e às vezes lhe acalma. 27
  • 28. Primeira infância: lactente (29 dias a 2 anos) os ritmos de sono, alimentação e excreção vão se estabelecendo a partir da presença e ausência da mãe (alternância): a mãe que ora está presente ora não está; ora fala com o bebê, ora se cala; ora lhe oferece o seio, ora lhe tira, imprime certa coordenação às funções orgânicas do bebê. Ele começa a aprender a diferenciar o dia da noite e a tolerar melhor a distância entre uma mamada e outra. 28
  • 29. Desenvolvimento do Lactente (29 dias a 2 anos)  Refere-se a aquisição de um conjunto de habilidades básicas. O desenvolvimento começa na fecundação e termina aos 8 ou 9 anos de idade. A medida em que se dá a mielinização e conexão das fibras nervosas, alguns reflexos vão sendo substituídos por comportamentos intencionais, ou alguns desaparecem. Avaliação do desenvolvimento é muito importante na proteção e assistência preventiva – identificar precocemente as anormalidades do desenvolvimento, principalmente nos primeiros anos de vida, prevenindo, assim, problemas que podem deixar seqüelas irreversíveis.
  • 30. Desenvolvimento do Lactente (29 dias a 2 anos) ÉSTAGIOS PSICOSSEXUAIS (FREUD) – oral-sensitivo (sucção, mordedura, mastigação e vocalização). ÉSTAGIOS PSICOSSOCIAIS (ERICKSON) –confiança versus desconfiança –é um momento de conseguir e de reconhecer através de todos os sentidos. ÉSTAGIOS COGNITIVOS (PIAGET) – sensório-motora (nascimento aos 2 anos de idade) – evolui do comportamento por reflexo para atos simples e repetitivos para atividade de imitação e descobertas.
  • 31. ESTÁGIOS PSICOSSEXUAIS (FREUD) Fase Oral Período: de 0 a 1 ano aproximadamente. Características principais:  A região do corpo que proporciona maior prazer à criança e a boca.  É pela boca que a criança entra em contato com o mundo, é por esta razão que a criança pequena tende a levar tudo o que pega à boca. O principal objeto de desejo nesta fase é o seio da mãe, que além de a alimentar proporciona satisfação ao bebê. É a fase de reconhecimento do externo. Cores primárias e vibrantes despertam a atenção das crianças nessa fase. 31
  • 32. ESTÁGIOS PSICOSSEXUAIS (FREUD) Fase Anal Período: 2 a 4 anos aproximadamente Características: Neste período a criança passa a adquirir o controle dos esfíncteres e a zona de maior satisfação é a região do ânus.  A criança descobre que pode controlar as fezes que saem de seu interior, oferecendo-as à mãe ora como um presente, ora como algo agressivo. É nesta etapa que a criança começa a ter noção de higiene. Ela começa a ter noção de posse e quer pegar os objetos, tocá-los e ver que aquilo faz parte de algo fora do limite do seu corpo. 32
  • 33. ESTÁGIOS PSICOSSEXUAIS (FREUD) Fase Fálica Período: de 4 a 6 anos aproximadamente. Características: criança volta-se para a região genital e ela apresenta um forte comportamento narcisista, de representação de si, onde cria uma grandiosa imagem de si mesma. Inicialmente a criança imagina que tanto os meninos quanto as meninas possuem um pênis. Ao serem defrontadas com as diferenças anatômicas entre os sexos, as crianças criam as chamadas "teorias sexuais infantis", imaginando que as meninas não tem pênis porque este órgão lhe foi arrancado (complexo de castração). Neste período surge o complexo de Édipo, no qual o menino passa a apresentar uma atração pela mãe e a se rivalizar com o pai, e na menina ocorre o inverso. 33
  • 34. ESTÁGIOS PSICOSSEXUAIS (FREUD) Fase de Latência Período: de 6 a 11 anos aproximadamente. Características: este período tem por característica principal um deslocamento da libido da sexualidade para atividades socialmente aceitas, ou seja, a criança passa a gastar sua energia em atividades sociais e escolares. Fase Genital Período: a partir de 11 anos. Características: Neste período, que tem início com a adolescência, há uma retomada dos impulsos sexuais, o adolescente passa a buscar, em pessoas fora de seu grupo familiar, um objeto de amor. A adolescência é um período de mudanças no qual o jovem tem que elaborar a perda da identidade infantil e dos pais, da infância, para que pouco a pouco possa assumir uma identidade adulta. 34
  • 35. Infância (segunda infância ou pré-escolar - 2 a 6 anos exclusive) Aprimoramento das habilidades, a capacidade de comunicação, locomoção (andar e correr com segurança, subir escadas, etc.), manuseio de objetos e jogos simbólicos. É a idade do explorar e do brincar. Embora essas funções tenham certa autonomia neuromotora, elas não se organizam, dependendo da atividade centralizadora do psiquismo que possibilita suas articulações numa direção determinada por cada sujeito. 35
  • 36. Infância (segunda infância ou pré-escolar - 2 a 6 anos) Se essa organização psíquica falhar, uma criança pode adquirir, por exemplo, a função da marcha ,começar a andar , mas não saberá para onde se dirigir, pode começar a falar, mas não saberá fazer escolhas, falar de si, fazer planos. Época dos jogos simbólicos, ou seja, das brincadeiras do faz-deconta. É comum, nesse período, surgirem manifestações de medo (de escuro, água, animais domésticos, etc.), isso implica que a criança percebe que existem limites, que ela não pode tudo, que existe uma lei reguladora dos atos humanos a qual ela tem que se submeter. 36
  • 37. Problemas no desenvolvimento Pode-se supor a ocorrência de algum problema de origem orgânica quando o desenvolvimento não vai bem: por exemplo, síndrome de Down, paralisia cerebral, possíveis complicações decorrentes da prematuridade, doenças metabólicas, etc. A preocupação, o olhar sobre a dupla mãe-bebê, nos permitirá acompanhar os desdobramentos dessas patologias que tanto afetam o desenvolvimento das crianças. 37
  • 38. Problemas no desenvolvimento Quando uma criança nasce com alterações orgânicas, o contraste entre o filho esperado e o que acaba de nascer afeta radicalmente a função materna. A conseqüência de um distanciamento entre a mãe e o filho pode ser grave, se prolongada por alguns meses, até irreversível. Assim, não se deve perder a oportunidade de se intervir o mais precocemente nas manifestações patológicas do sistema nervoso e neuromuscular. 38
  • 39. A criança existe para a mãe mesmo antes de nascer, ou até mesmo antes de ser concebida, e esse desejo materno pelo filho pode influenciar vários aspectos do seu desenvolvimento. 39
  • 40. Ficha de Acompanhamento do Desenvolvimento Deve ficar no prontuário da criança; e a padronização para o seu uso, no consultório. Sempre utilizar a mesma forma de padronização o que facilitará o exame e dará maior confiabilidade aos achados clínicos. O profissional anotará a sua observação no espaço correspondente à idade da criança e ao marco do desenvolvimento esperado, de acordo com a seguinte codificação: P = Presente A = Ausente NV = Não Verificado 40
  • 41. Ao se aplicar a ficha, algumas das seguintes situações podem ocorrer: • Presença das respostas esperadas para a idade. A criança está se desenvolvendo bem e o profissional de saúde deve seguir o calendário de consulta; •Falha em alcançar algum marco do desenvolvimento para a idade. •Antecipar a consulta seguinte; investigar a situação ambiental da criança, relação com a mãe, oferta de estímulos. 41
  • 42. Ao se aplicar a ficha, algumas das seguintes situações podem ocorrer: • Sugere-se orientar a mãe para brincar e conversar com a criança durante os cuidados diários; • Persistência do atraso por mais de duas consultas (ou ausência do marco no último quadro sombreado). Se verificado, encaminhar a criança para referência ou serviço de maior complexidade. 42
  • 43. 0 A 1 Mês 43
  • 44. 1 A 2 MESES 44
  • 45. 3 A 4 MESES 45
  • 46. 5 A 6 MESES 46
  • 47. 7 A 9 MESES 47
  • 48. 10 A 12 MESES 48
  • 49. Sinais Vitais da Criança Freqüência respiratória diminui abdominal, irregular e nasal. – tipo Devido as estruturas do trato respiratório serem pouco desenvolvidas - Maior probabilidade à infecções respiratórias. 49
  • 50.  Freqüência cardíaca diminui  Alterações hematopoiéticas – HgF – 2 a 3 meses – pode levar a anemia fisiológica  Processos digestivos imaturos – abdômen globoso e flácido  Os esfíncteres estomacais, cárdia e piloro imaturos – regurgitação e vômitos.  Capacidade do estômago – RN= 40 - 50ml *1 mês = 60- 70ml; * 3 meses =100 a 120ml; * 5 meses= 150-200ml e de 6 meses a 1 ano = 200 –250ml 50
  • 51. • Erupção dos dentes –sequência ordenada, em torno de 6 a 7 meses. • Os primeiros dentes primários são os incisivos centrais inferiores, que surgem aproximadamente 6 a 8 meses de idade. • Avaliar os dentes decíduos durante os 2 primeiros anos = idade de criança em meses – 6= número de dentes. 51
  • 52. • • • O fígado é o mais imaturo dentre todos os órgãos gastrointestinais durante toda a fase da lactância. Sistema urinário imaturo micções frequentes Sistema Imunológico –IgG materna – imunidade por cerca de 3 meses. A partir do segundo mês ele começa a produzir seus próprios anticorpos e, gradativamente, suas próprias linhas de defesa orgânica vão se tornando mais eficientes. 52
  • 53. Problemas relacionados à alimentação • Regurgitação – retorno do alimento não digerido no estômago, geralmente acompanhado de eructação e vômito – expulsão violenta ou não de conteúdo gástrico, com ou sem náuseas. • CUIDADOS DE ENFERMAGEM – • **Promover eructação; • **Posicionar à criança em DLD e semi-elevada, após a alimentação, movimentação mínima da criança 53
  • 54. • Cólicas- dor abdominal - que ocorre até 03 meses – Possíveis fatores etiológicos: alimentação muito rápida, ingestão excessiva, deglutição de ar em quantidades excessivas, técnicas inadequadas de alimentação e estresse. • • • • • • • CUIDADOS DE ENFERMAGEM – **Promover eructação; ambiente tranqüilo; **Fazer movimentos de flexão dos MMII; **Colocar à criança em decúbito ventral; **Fazer massagem e aplicar calor no abdômen; **Favorecer evacuações; **Orientar quanto aos cuidados com o uso da mamadeiras(caso à criança não esteja em aleitamento materno exclusivo; e o **tipo de alimentação da mãe; etc. 54
  • 55. • Obstipação intestinal- evacua sistematicamente fezes endurecidas e com sofrimento. • CUIDADOS DE ENFERMAGEM – • Alimentação adequada. • Eructação – emissão ruidosa e brusca pela boca das gases do estômago • Posicionar a criança corretamente para eructar • Soluços – mais comum até 3º mês. Inspiração breve, espasmódica, com contração do diafragma e ascensão espasmódica na glote. Imaturidade neuromuscular e distensão gástrica que ocorre após a mamada. 55
  • 56. Problemas relacionados à Higiene • Dermatite de fraldas ou assaduras • • • • • CUIDADOS DE ENFERMAGEM – Manter pele seca e limpa; Cuidado com o uso excessivo de sabonete, Expor a região ao ambiente, deixando à criança sem fralda, Expor o local ao sol ou foco de luz (10 a 20 minutos - distância de 40 a 50cm). • **Diarréia fisiológica do RN- ocorre entre o 3º e 7º dia de vida • **Exaltação do reflexo gastrocólico – eliminação das fezes durante ou logo após a mamada. 56
  • 57. PROMOÇÃO DE UMA SAÚDE ÓTIMA DURANTE A LACTÂNCIA  NUTRIÇÃO – leite materno – até os primeiros 6 meses e no Segundo semestre– leite materno ( desmame gradual) e introdução de alimentos sólidos. Deve ter cuidado com os distúrbios vitamínicos, de sais minerais, desnutrição proteíco-calórica, alergia alimentar, intolerância à lactose.  SONO e ATIVIDADE – variam entre os lactentes – 3 a 4 meses – padrão noturno de sono de 9 a 11 horas. O período total diário de sono é de aproximadamente 15 horas. Problemas de sono durante a fase de lactância 57
  • 58. PROMOÇÃO DE UMA SAÚDE ÓTIMA DURANTE A LACTÂNCIA  SAÚDE DENTAL – higiene oral com fralda úmida Erupção dentária – entre 6 e 8 meses No fim do primeiro ano – 6 ou 8 dentes Deve ser desencorajado o uso de mamadeira  IMUNIZAÇÕES  PREVENÇÃO DE ACIDENTES 58
  • 59. PROMOÇÃO DE UMA SAÚDE ÓTIMA DURANTE A LACTÂNCIA  Cuidados com a higiene do bebê e roupas Cuidados com o quarto do bebê Cuidados com o banho do bebê Cuidados com o banho de sol 59
  • 60. REFERÊNCIAS • Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde da criança: acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil / Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2002.  BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas Públicas. Departamento de Atenção Básica. Saúde da criança: Acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil. Brasília: Ministério da Saúde, 2002. 100p. (Série Cadernos de Atenção Básica, no 11- Série A Normas e Manuais Técnicos). COLLET, N.; OLIVEIRA, B. R. G. Enfermagem pediátrica. Goiânia: AB, 2002. 185p.  ISSLER, H.; LEONE, C.; MARCONDES, E. Pediatria na atenção primária. São Paulo: Saraiva, 1999.   SANTANA, J. C.; KIPPER, D.J.; FIORE, R. V. Semiologia pediátrica. Porto Alegre: Artmed, 2002. 60
  • 61. REFERÊNCIAS  SUCUPIRA, A. C. S. L. et al. Pediatria em consultório. 4. ed. São Paulo: Sarvier, 2000.  MURAHOVSCHI, J. Pediatria – diagnóstico + tratamento. 6. ed. São Paulo: Sarvier, 2003.  MUSCARI, M. E.; HARGROVE-HUTTEL, R. A. Série de estudos em enfermagem– Enfermagem pediátrica. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998.  BEHRMAN, R. E.; KLIEGMAN, R. M.; ARVIN, A. M. Nelson – tratado de pediatria. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997.  SIGAUD, C. H. S.; VERÍSSIMO, M. D. L. O. R. Enfermagem pediátrica: o cuidado de enfermagem à criança e ao adolescente. São Paulo: EPU, 1996.  SEGRE, C. A. M.; SANTORO JR, M. Pediatria – diretrizes básicas, organização de serviços. São Paulo: Sarvier, 2001. p. 108-125.  SCHMITZ, E. M. A enfermagem em pediatria e puericultura. São Paulo: Atheneu, 2000.  WHALEY, L. F.; WONG, D. L. Enfermagem pediátrica – elementos essenciais à intervenção efetiva. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1999. 910p 61