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PGRSS - Plano de Gerenciamento de
Resíduos de Serviços de Saúde
Resolução da Diretoria Colegiada - RDC nº 222 de
28/03/2018
Histórico do ato:
• Revoga o(a) Resolução da Diretoria Colegiada -
RDC nº 306 de 07/12/2004
• Altera a Resolução RDC n.º 33, de 25 de fevereiro
de 2003 D.O.U de 05/03/2003
• Altera o(a) Resolução da Diretoria Colegiada -
RDC nº 305 de 14/11/2002
O QUE É O PLANO DE GERENCIAMENTO DE
RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE – PGRSS ?
• O PGRSS um conjunto de procedimentos de
gestão que visam o correto gerenciamento dos
resíduos produzidos no estabelecimento.
• Esses procedimentos devem ser, planejados e
implementados a partir de bases científicas e
técnicas, normativas e legais, com o objetivo de
minimizar a produção de resíduos e
proporcionar aos resíduos gerados, um
encaminhamento seguro, de forma eficiente,
visando à proteção dos trabalhadores, a
preservação da saúde pública, dos recursos
naturais e do meio ambiente.
COMO FAZER O PGRSS
• O PGRSS a ser elaborado deve ser compatível com as
normas locais relativas à manuseio, coleta, transporte
e disposição final dos resíduos gerados nos serviços de
saúde, estabelecidas pelos órgãos locais responsáveis
por estas etapas.
• A elaboração do PGRSS consiste em fazer uma análise
quali e quantitativa de cada resíduo gerado e organizar
sua forma correta de manuseio, da geração até
a destinação final,seguindo a legislação de acordo com
o tipo de resíduo gerado.
MICROBIOLOGIA
AULA 2: MICROBIOLOGIA NA ASSISTÊNCIA À SAÚDE
Os resíduos de serviço de saúde (RSS) são descartados de acordo
com normas regulamentadoras da ANVISA1, CONAMA2, ABNT3 e
outros órgãos reguladores.
Os RSS são classificados, de acordo com o tipo de material
e risco oferecido.
Para cada grupo de RSS, um tipo de descarte.
Grupo A – resíduos potencialmente
infectantes;
Grupo B – resíduos químicos;
Grupo C – resíduos radioativos;
Grupo D – resíduos comuns;
Grupo E – resíduos Perfurocortantes.
Classificação de Resíduos de serviços de saúde (RSS)
1 Agência Nacional de Vigilância Sanitária, 2 Conselho Nacional do Meio Ambiente , 3 Associação Brasileira de Normas Técnicas
MICROBIOLOGIA
AULA 2: MICROBIOLOGIA NA ASSISTÊNCIA À SAÚDE
GRUPO A - Potencialmente Infectante
• Resíduos com a possível presença de agentes
biológicos que, por suas características,
podem apresentar risco de infecção.
Subgrupos A
 Subgrupo A1
 Subgrupo A2
 Subgrupo A3
 Subgrupo A4
 Subgrupo A5
Resolução da Diretoria Colegiada - RDC nº 222
de 28/03/2018
Grupo A – Potencialmente Infectante
Grupo A - Subgrupo A1
Culturas e estoques de micro-organismos; resíduos de fabricação de produtos
biológicos, descarte de vacinas de microrganismos; meios de cultura e
instrumentais utilizados; resíduos de laboratórios de manipulação genética
Resíduos resultantes da atividade de ensino e pesquisa ou atenção à saúde
de indivíduos ou animais, com suspeita ou certeza de contaminação
biológica por agentes classe de risco 4
Bolsas transfusionais contendo sangue ou hemocomponentes rejeitadas
por contaminação ou por má conservação, ou com prazo de validade
vencido, e aquelas oriundas de coleta incompleta
Sobras de amostras de laboratório contendo sangue ou líquidos corpóreos,
recipientes e materiais contendo sangue, com suspeita ou certeza de
contaminação biológica por agentes classe de risco 4
A1: Microrgamismos, Sangue, sobras laboratório COM risco 4
Carcaças, peças anatômicas, vísceras e outros
resíduos provenientes de ANIMAIS submetidos a
processos de experimentação com inoculação
de microrganismos, bem como suas forrações, e
os cadáveres de animais suspeitos de serem
portadores de microrganismos de relevância
epidemiológica e com risco de disseminação.
A2: Resíduos provenientes de ANIMAIS
com inoculação de microrganismos.
Peças anatômicas (membros) do ser humano;
produto de fecundação sem sinais vitais, com peso
menor que 500 gramas ou estatura menor que 25
centímetros ou idade gestacional menor que 20
semanas, que não tenham valor científico ou legal e
não tenha havido requisição pelo paciente ou seus
familiares.
A3: Resíduos provenientes de SERES HUMANOS
Kits de linhas arteriais, endovenosas e dialisadores, quando descartados
Sobras de amostras de laboratório e seus recipientes contendo fezes, urina e
secreções, provenientes de pacientes que não contenham e nem sejam
suspeitos de conter agentes classe de risco 4
Resíduos de tecido adiposo proveniente de lipoaspiração, lipoescultura ou
outro procedimento de cirurgia plástica que gere este tipo de resíduo.
Cadáveres, carcaças, peças anatômicas, vísceras e outros resíduos provenientes de
animais não submetidos a processos de experimentação com inoculação de
microrganismos.
A4: Resíduos provenientes de ANIMAIS SEM inoculação de
microrganismos, Sobras laboratório Sem risco 4
Órgãos, tecidos e fluidos orgânicos de alta
infectividade para príons, quaisquer
materiais resultantes da atenção à saúde de
indivíduos ou animais que tiveram contato
com órgãos, tecidos e fluidos de alta
infectividade para príons.
A5: alta infectividade para PRÍONS.
Príons: estrutura proteica alterada relacionada como agente
etiológico das diversas formas de encefalite espongiforme;
PRÍONS
Proteinaceous Infectious Particles
O que são?
• Príons são moléculas proteicas que possuem propriedades
infectantes. Partículas proteicas infecciosas.
• Tais partículas se distinguem de vírus e bactérias comuns por
serem desprovidos de carga genética.
• Por ser oriundo de uma proteína do sistema nervoso, os príons
afetam exatamente os neurônios.
Como é a transmissão ?
• A infecção pode ocorrer por herança genética, consumo da carne
de animais infectados, aplicação de hormônios, utilização de
instrumentos cirúrgicos contaminados ou por uma mutação casual.
Como é o Diagnostico ?
• E seja qual for o mecanismo de infecção, não há procedimento de
rotina que possa identifica-los.
• sinais e sintomas típicos e a progressão da doença , teste
imunodiagnóstico e/ou neuropatológico de tecidos de cérebro obtidos
em biópsia ou autópsia.
A ingestão de carne de vaca contaminada ou de produtos à base desta é a causa de
uma nova forma da doença de Creutzfeldt-Jakob em uma pequena porcentagem nos
humanos.
Patologias em animais e seres humanos ?
• Animais: Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), conhecida
popularmente como mal da vaca louca. (degeneração evolutiva dos
neurônios de bovinos), que passam a apresentar comportamentos
anormais e morrem dentro de pouco tempo.
• Humanos: Doença De Creutzfeldt-jakob: desordem neurodegenerativa
de rápida progressão e invariavelmente fatal. sintomas iniciais
psiquiátricos, sensoriais e anormalidades neurológicas como demência.
Depois do aparecimento de sintomas neurológicos a doença progride
para um acometimento cognitivo global, movimentos involuntários,
incontinência urinária e imobilidade progressiva, cegueira cortical,
disfagia, levando ao aumento da dependência, falta de contato e
comunicação e outras complicações.
Qual o Tratamento adequado ?
• Alívio dos sintomas e medidas de conforto
• Não há cura para as doenças de príons, que são todas fatais, geralmente
em meses até poucos anos, depois que surgem os sintomas.
• As doenças provocadas por príons não têm cura e são frequentemente
classificadas como encefalopatias espongiformes, devido ao aspecto
esponjoso que o cérebro adquire com a infecção.
Praticando...
( ) Peças anatômicas (membros) do ser humano; produto de
fecundação sem sinais vitais,
( ) Resíduos resultantes da atividade de ensino e pesquisa ou atenção
à saúde de indivíduos ou animais, com suspeita ou certeza de
contaminação biológica por agentes classe de risco 4
( ) Cadáveres, carcaças, peças anatômicas, vísceras e outros resíduos
provenientes de animais não submetidos a processos de experimentação
com inoculação de microrganismos.
( ) Sobras de amostras de laboratório e seus recipientes contendo
fezes, urina e secreções, provenientes de pacientes que não contenham
e nem sejam suspeitos de conter agentes classe de risco 4
( ) Órgãos, tecidos e fluidos orgânicos de alta infectividade para príons,
quaisquer materiais resultantes da atenção à saúde de indivíduos ou
animais
( ) Cadáveres, carcaças, peças anatômicas, vísceras e outros resíduos
provenientes de animais não submetidos a processos de experimentação
com inoculação de microrganismos.
1. Grupo A 1 2. Grupo A2
3. Grupo A3 4. Grupo A4;
5. Grupo A5.
3
1
4
4
5
3
GRUPO B - produtos químicos
• Resíduos contendo produtos químicos que apresentam
periculosidade à saúde pública ou ao meio ambiente,
dependendo de suas características de inflamabilidade,
corrosividade, reatividade, toxicidade, carcinogenicidade,
teratogenicidade, mutagenicidade e quantidade.
Chamamos de agente
teratogênico tudo aquilo
capaz de produzir dano ao
embrião ou feto durante a
gravidez.
Que agentes podem ser teratogênicos?
- Medicamentos: talidomida, ácido retinóico
- Drogas: álcool, tabaco, cocaína
- Físicos: radiações tipo raio-X, hipertermia (febre)
- Doenças maternas: diabetes, epilepsia
- Outros agentes: vacinas, poluição ambiental,
algumas ocupações
GRUPO C - resíduos radioativos
Qualquer material que contenha radionuclídeo
em quantidade superior aos níveis de dispensa
especificados em norma da CNEN e para os
quais a reutilização é imprópria ou não prevista.
- Enquadra-se neste grupo o rejeito radioativo,
proveniente de laboratório de pesquisa e ensino
na área da saúde, serviço de medicina nuclear e
radioterapia.
GRUPO D Resíduos Comuns
• Resíduos que não apresentam risco biológico, químico ou
radiológico à saúde ou ao meio ambiente, podendo ser
equiparados aos resíduos domiciliares.
Exemplos de Resíduos Comuns:
• Papel de uso sanitário e fralda, absorventes higiênicos, peças
descartáveis de vestuário, gorros e máscaras descartáveis,
resto alimentar de paciente,
• Sobras de alimentos e do preparo de alimentos.
• Resto alimentar de refeitório.
• Resíduos provenientes das áreas administrativas.
• Resíduos de gesso provenientes de assistência à saúde.
• Resíduos recicláveis sem contaminação biológica, química e
radiológica associada.
GRUPO E - Materiais perfurocortantes
• Materiais perfurocortantes, tais como:
lâminas de barbear, agulhas, escalpes,
ampolas de vidro, brocas, limas
endodônticas, pontas diamantadas, lâminas
de bisturi, lancetas; tubos capilares;
ponteiras de micropipetas; lâminas e
lamínulas; espátulas; e todos os utensílios de
vidro quebrados no laboratório (pipetas,
tubos de coleta sanguínea e placas de Petri)
e outros similares.
MICROBIOLOGIA
AULA 2: MICROBIOLOGIA NA ASSISTÊNCIA À SAÚDE
Segregação de resíduos de serviços de saúde
MICROBIOLOGIA
AULA 2: MICROBIOLOGIA NA ASSISTÊNCIA À SAÚDE
Descarte de resíduos de saúde
GRUPO A GRUPO B GRUPO C GRUPO D GRUPO E
Exemplos: restos de
órgãos, bolsas de
sangue, vacinas etc.
Descarte: saco
plástico branco
leitoso, resistente e
impermeável
Destino: Incineração
Exemplos: reagentes
de laboratório,
medicamentos etc.
Descarte: manter na
embalagem original
Destino: devolvido
ao fabricante ou
coleta especial
Exemplos: agulhas,
lâminas de
microscopia,
lancetas, lâminas de
bisturi
Descarte: recipientes
coletores rígidos
Destino: Incineração
Exemplos: papel,
luvas, máscaras
descartáveis,
alimentos, madeira
etc.
Descarte: saco
plástico resistente e
impermeável. Alguns
podem ser reciclados
Destino: Incineração
Exemplos: resíduos
de quimioterapia,
radioterapia, raio x
etc.
Descarte: recipiente
protegido com
chumbo
Destino: Coleta
especial / CNEN
Coleta e transporte interno
• O transporte interno dos RSS deve
ser realizado atendendo a rota e a
horários previamente definidos, em
coletor identificado .
• O coletor utilizado para transporte
interno deve ser constituído de
material liso, rígido, lavável,
impermeável, provido de tampa
articulada ao próprio corpo do
equipamento, cantos e bordas
arredondados.
Armazenamento interno, temporário e externo
Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos 2018
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  • 1.
  • 2. PGRSS - Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde
  • 3. Resolução da Diretoria Colegiada - RDC nº 222 de 28/03/2018 Histórico do ato: • Revoga o(a) Resolução da Diretoria Colegiada - RDC nº 306 de 07/12/2004 • Altera a Resolução RDC n.º 33, de 25 de fevereiro de 2003 D.O.U de 05/03/2003 • Altera o(a) Resolução da Diretoria Colegiada - RDC nº 305 de 14/11/2002
  • 4. O QUE É O PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE – PGRSS ? • O PGRSS um conjunto de procedimentos de gestão que visam o correto gerenciamento dos resíduos produzidos no estabelecimento. • Esses procedimentos devem ser, planejados e implementados a partir de bases científicas e técnicas, normativas e legais, com o objetivo de minimizar a produção de resíduos e proporcionar aos resíduos gerados, um encaminhamento seguro, de forma eficiente, visando à proteção dos trabalhadores, a preservação da saúde pública, dos recursos naturais e do meio ambiente.
  • 5. COMO FAZER O PGRSS • O PGRSS a ser elaborado deve ser compatível com as normas locais relativas à manuseio, coleta, transporte e disposição final dos resíduos gerados nos serviços de saúde, estabelecidas pelos órgãos locais responsáveis por estas etapas. • A elaboração do PGRSS consiste em fazer uma análise quali e quantitativa de cada resíduo gerado e organizar sua forma correta de manuseio, da geração até a destinação final,seguindo a legislação de acordo com o tipo de resíduo gerado.
  • 6. MICROBIOLOGIA AULA 2: MICROBIOLOGIA NA ASSISTÊNCIA À SAÚDE Os resíduos de serviço de saúde (RSS) são descartados de acordo com normas regulamentadoras da ANVISA1, CONAMA2, ABNT3 e outros órgãos reguladores. Os RSS são classificados, de acordo com o tipo de material e risco oferecido. Para cada grupo de RSS, um tipo de descarte. Grupo A – resíduos potencialmente infectantes; Grupo B – resíduos químicos; Grupo C – resíduos radioativos; Grupo D – resíduos comuns; Grupo E – resíduos Perfurocortantes. Classificação de Resíduos de serviços de saúde (RSS) 1 Agência Nacional de Vigilância Sanitária, 2 Conselho Nacional do Meio Ambiente , 3 Associação Brasileira de Normas Técnicas
  • 7. MICROBIOLOGIA AULA 2: MICROBIOLOGIA NA ASSISTÊNCIA À SAÚDE
  • 8. GRUPO A - Potencialmente Infectante • Resíduos com a possível presença de agentes biológicos que, por suas características, podem apresentar risco de infecção. Subgrupos A  Subgrupo A1  Subgrupo A2  Subgrupo A3  Subgrupo A4  Subgrupo A5 Resolução da Diretoria Colegiada - RDC nº 222 de 28/03/2018
  • 9. Grupo A – Potencialmente Infectante Grupo A - Subgrupo A1 Culturas e estoques de micro-organismos; resíduos de fabricação de produtos biológicos, descarte de vacinas de microrganismos; meios de cultura e instrumentais utilizados; resíduos de laboratórios de manipulação genética Resíduos resultantes da atividade de ensino e pesquisa ou atenção à saúde de indivíduos ou animais, com suspeita ou certeza de contaminação biológica por agentes classe de risco 4 Bolsas transfusionais contendo sangue ou hemocomponentes rejeitadas por contaminação ou por má conservação, ou com prazo de validade vencido, e aquelas oriundas de coleta incompleta Sobras de amostras de laboratório contendo sangue ou líquidos corpóreos, recipientes e materiais contendo sangue, com suspeita ou certeza de contaminação biológica por agentes classe de risco 4 A1: Microrgamismos, Sangue, sobras laboratório COM risco 4
  • 10. Carcaças, peças anatômicas, vísceras e outros resíduos provenientes de ANIMAIS submetidos a processos de experimentação com inoculação de microrganismos, bem como suas forrações, e os cadáveres de animais suspeitos de serem portadores de microrganismos de relevância epidemiológica e com risco de disseminação. A2: Resíduos provenientes de ANIMAIS com inoculação de microrganismos.
  • 11. Peças anatômicas (membros) do ser humano; produto de fecundação sem sinais vitais, com peso menor que 500 gramas ou estatura menor que 25 centímetros ou idade gestacional menor que 20 semanas, que não tenham valor científico ou legal e não tenha havido requisição pelo paciente ou seus familiares. A3: Resíduos provenientes de SERES HUMANOS
  • 12. Kits de linhas arteriais, endovenosas e dialisadores, quando descartados Sobras de amostras de laboratório e seus recipientes contendo fezes, urina e secreções, provenientes de pacientes que não contenham e nem sejam suspeitos de conter agentes classe de risco 4 Resíduos de tecido adiposo proveniente de lipoaspiração, lipoescultura ou outro procedimento de cirurgia plástica que gere este tipo de resíduo. Cadáveres, carcaças, peças anatômicas, vísceras e outros resíduos provenientes de animais não submetidos a processos de experimentação com inoculação de microrganismos. A4: Resíduos provenientes de ANIMAIS SEM inoculação de microrganismos, Sobras laboratório Sem risco 4
  • 13. Órgãos, tecidos e fluidos orgânicos de alta infectividade para príons, quaisquer materiais resultantes da atenção à saúde de indivíduos ou animais que tiveram contato com órgãos, tecidos e fluidos de alta infectividade para príons. A5: alta infectividade para PRÍONS. Príons: estrutura proteica alterada relacionada como agente etiológico das diversas formas de encefalite espongiforme;
  • 14. PRÍONS Proteinaceous Infectious Particles O que são? • Príons são moléculas proteicas que possuem propriedades infectantes. Partículas proteicas infecciosas. • Tais partículas se distinguem de vírus e bactérias comuns por serem desprovidos de carga genética. • Por ser oriundo de uma proteína do sistema nervoso, os príons afetam exatamente os neurônios. Como é a transmissão ? • A infecção pode ocorrer por herança genética, consumo da carne de animais infectados, aplicação de hormônios, utilização de instrumentos cirúrgicos contaminados ou por uma mutação casual. Como é o Diagnostico ? • E seja qual for o mecanismo de infecção, não há procedimento de rotina que possa identifica-los. • sinais e sintomas típicos e a progressão da doença , teste imunodiagnóstico e/ou neuropatológico de tecidos de cérebro obtidos em biópsia ou autópsia. A ingestão de carne de vaca contaminada ou de produtos à base desta é a causa de uma nova forma da doença de Creutzfeldt-Jakob em uma pequena porcentagem nos humanos.
  • 15. Patologias em animais e seres humanos ? • Animais: Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), conhecida popularmente como mal da vaca louca. (degeneração evolutiva dos neurônios de bovinos), que passam a apresentar comportamentos anormais e morrem dentro de pouco tempo. • Humanos: Doença De Creutzfeldt-jakob: desordem neurodegenerativa de rápida progressão e invariavelmente fatal. sintomas iniciais psiquiátricos, sensoriais e anormalidades neurológicas como demência. Depois do aparecimento de sintomas neurológicos a doença progride para um acometimento cognitivo global, movimentos involuntários, incontinência urinária e imobilidade progressiva, cegueira cortical, disfagia, levando ao aumento da dependência, falta de contato e comunicação e outras complicações. Qual o Tratamento adequado ? • Alívio dos sintomas e medidas de conforto • Não há cura para as doenças de príons, que são todas fatais, geralmente em meses até poucos anos, depois que surgem os sintomas. • As doenças provocadas por príons não têm cura e são frequentemente classificadas como encefalopatias espongiformes, devido ao aspecto esponjoso que o cérebro adquire com a infecção.
  • 16. Praticando... ( ) Peças anatômicas (membros) do ser humano; produto de fecundação sem sinais vitais, ( ) Resíduos resultantes da atividade de ensino e pesquisa ou atenção à saúde de indivíduos ou animais, com suspeita ou certeza de contaminação biológica por agentes classe de risco 4 ( ) Cadáveres, carcaças, peças anatômicas, vísceras e outros resíduos provenientes de animais não submetidos a processos de experimentação com inoculação de microrganismos. ( ) Sobras de amostras de laboratório e seus recipientes contendo fezes, urina e secreções, provenientes de pacientes que não contenham e nem sejam suspeitos de conter agentes classe de risco 4 ( ) Órgãos, tecidos e fluidos orgânicos de alta infectividade para príons, quaisquer materiais resultantes da atenção à saúde de indivíduos ou animais ( ) Cadáveres, carcaças, peças anatômicas, vísceras e outros resíduos provenientes de animais não submetidos a processos de experimentação com inoculação de microrganismos. 1. Grupo A 1 2. Grupo A2 3. Grupo A3 4. Grupo A4; 5. Grupo A5. 3 1 4 4 5 3
  • 17. GRUPO B - produtos químicos • Resíduos contendo produtos químicos que apresentam periculosidade à saúde pública ou ao meio ambiente, dependendo de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade, carcinogenicidade, teratogenicidade, mutagenicidade e quantidade. Chamamos de agente teratogênico tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Que agentes podem ser teratogênicos? - Medicamentos: talidomida, ácido retinóico - Drogas: álcool, tabaco, cocaína - Físicos: radiações tipo raio-X, hipertermia (febre) - Doenças maternas: diabetes, epilepsia - Outros agentes: vacinas, poluição ambiental, algumas ocupações
  • 18. GRUPO C - resíduos radioativos Qualquer material que contenha radionuclídeo em quantidade superior aos níveis de dispensa especificados em norma da CNEN e para os quais a reutilização é imprópria ou não prevista. - Enquadra-se neste grupo o rejeito radioativo, proveniente de laboratório de pesquisa e ensino na área da saúde, serviço de medicina nuclear e radioterapia.
  • 19. GRUPO D Resíduos Comuns • Resíduos que não apresentam risco biológico, químico ou radiológico à saúde ou ao meio ambiente, podendo ser equiparados aos resíduos domiciliares. Exemplos de Resíduos Comuns: • Papel de uso sanitário e fralda, absorventes higiênicos, peças descartáveis de vestuário, gorros e máscaras descartáveis, resto alimentar de paciente, • Sobras de alimentos e do preparo de alimentos. • Resto alimentar de refeitório. • Resíduos provenientes das áreas administrativas. • Resíduos de gesso provenientes de assistência à saúde. • Resíduos recicláveis sem contaminação biológica, química e radiológica associada.
  • 20. GRUPO E - Materiais perfurocortantes • Materiais perfurocortantes, tais como: lâminas de barbear, agulhas, escalpes, ampolas de vidro, brocas, limas endodônticas, pontas diamantadas, lâminas de bisturi, lancetas; tubos capilares; ponteiras de micropipetas; lâminas e lamínulas; espátulas; e todos os utensílios de vidro quebrados no laboratório (pipetas, tubos de coleta sanguínea e placas de Petri) e outros similares.
  • 21. MICROBIOLOGIA AULA 2: MICROBIOLOGIA NA ASSISTÊNCIA À SAÚDE Segregação de resíduos de serviços de saúde
  • 22. MICROBIOLOGIA AULA 2: MICROBIOLOGIA NA ASSISTÊNCIA À SAÚDE Descarte de resíduos de saúde GRUPO A GRUPO B GRUPO C GRUPO D GRUPO E Exemplos: restos de órgãos, bolsas de sangue, vacinas etc. Descarte: saco plástico branco leitoso, resistente e impermeável Destino: Incineração Exemplos: reagentes de laboratório, medicamentos etc. Descarte: manter na embalagem original Destino: devolvido ao fabricante ou coleta especial Exemplos: agulhas, lâminas de microscopia, lancetas, lâminas de bisturi Descarte: recipientes coletores rígidos Destino: Incineração Exemplos: papel, luvas, máscaras descartáveis, alimentos, madeira etc. Descarte: saco plástico resistente e impermeável. Alguns podem ser reciclados Destino: Incineração Exemplos: resíduos de quimioterapia, radioterapia, raio x etc. Descarte: recipiente protegido com chumbo Destino: Coleta especial / CNEN
  • 23. Coleta e transporte interno • O transporte interno dos RSS deve ser realizado atendendo a rota e a horários previamente definidos, em coletor identificado . • O coletor utilizado para transporte interno deve ser constituído de material liso, rígido, lavável, impermeável, provido de tampa articulada ao próprio corpo do equipamento, cantos e bordas arredondados.