Cenário
        A contabilidade possibilita aos seus usuários, em especial aos
        analistas, por intermédio dos demonstrativos contábeis, conhecer
        a situação de uma empresa, seus bens, direitos, obrigações, e
        sua estrutura patrimonial em determinada data, permitindo a
        comparação entre períodos e/ou outras empresas.
        Para que haja essa comparabilidade é necessário que os critérios
        contábeis utilizados pelas empresas obedeçam a regras técnicas
        adequadas e padronizadas.
        Durante séculos, estudiosos e profissionais da contabilidade
        envidam esforços para traduzir essa necessidade em princípios,
        normas, postulados, auxiliando os usuários da contabilidade na
        utilização de todo o seu arcabouço de informações.
        A Contabilidade é a língua universal dos negócios.

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Éricka Rossana Costa
Análise de Balanços




   Princípios Fundamentais de Contabilidade


                Base Legal

           Os princípios fundamentais de contabilidade brasileiros
           encontram-se regulamentados pela Resolução CFC 750 de 29 de
           dezembro de 1993, que destaca em seu art. 1º, a obrigatoriedade
           da utilização destes princípios, bem como em caso concreto do
           registro das transações deve prevalecer a essência sob a forma,
           isto é, se houver diferença significativa entre a forma jurídica e
           sua essência econômica, esta última deverá ser privilegiada.




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Éricka Rossana Costa
Análise de Balanços




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Princípios Fundamentais de Contabilidade
               Conceito de Princípio
           “1. Momento em que uma coisa tem origem; começo.
           2. Causa primária; razão, base. 3. Doutrinas
           fundamentais ou opiniões predominantes.” (Dic.
           Michaelis)
              Conceito de Princípios Contábeis

          “Representam a essência das doutrinas e teorias relativas
          à Ciência da Contabilidade consoante o entendimento
          predominante no universo científico e profissional de
          nosso País.” (art. 2º da Res. 750/93)

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Éricka Rossana Costa
Análise de Balanços




               Objetivos maiores dos Princípios

               Os princípios foram criados no intuito de alcançar:
               1 - Uniformidade Tecnológica;
               2 - Imagem mais próxima da fidelidade do Patrimônio;
               3 - Base para normatização contábil
               Princípios Fundamentais
         São princípios fundamentais de Contabilidade:
                                     o da Entidade
                                  o da Continuidade
                                  o da Oportunidade
                           o do Registro pelo Valor Original
                              o da Atualização Monetária
                                  o da Competência
                                    o da Prudência.                   4
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Análise de Balanços




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Princípio da Entidade
            Definido como Postulado da Entidade por transcender a
            esfera contábil, declara o patrimônio como o objeto da
            Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial, visando
            diferenciar um patrimônio particular (sócios) do universo dos
            patrimônios existentes, independentemente de pertencer a
            uma pessoa, ou a um conjunto de pessoas, com ou sem fins
            lucrativos.
             Sócios e Empresa são pessoas distintas
             O patrimônio dos sócios não se confunde com o patrimônio
             da entidade.
             O patrimônio pertence à Entidade, mas a recíproca não é
             verdadeira.
             A separação entre os patrimônios da empresa e de seus
             sócios dá dimensão jurídica à entidade.                 5
Éricka Rossana Costa
Análise de Balanços




                Princípio da Continuidade

            Também definido com Postulado, determina que o patrimônio
            da entidade, em sua composição qualitativa e quantitativa,
            depende das condições em que provavelmente se
            desenvolverão as operações da entidade.

           Prevê que a entidade tem uma atividade contínua normal e
           que não tem intenções de paralisar.

           Refere-se à entidade que está funcionando com prazo
           indeterminado; algo em andamento; não está em fase de
           extinção ou liquidação.

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Princípio da Continuidade

          A existência da entidade determina a metodologia a ser
          adotada para a avaliação do patrimônio e a mensuração dos
          resultados da empresa.

        Influencia a aplicação do princípio da Competência, por sua
        relação direta com a quantificação patrimonial e ainda constitui
        ferramenta para aferir a capacidade futura de geração de
        resultados.




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Análise de Balanços




            Princípio da Oportunidade
            Refere-se, concomitantemente, à tempestividade e à
           integridade do registro patrimonial e suas mutações,
           determinando que seja executado de imediato e com
           extensão correta, sem levar em conta as causas que as
           originaram.
            O princípio da oportunidade é a base indispensável à
           fidedignidade das informações sobre o patrimônio da
           entidade, relativas a determinado período de tempo.

           O registro deve ensejar o reconhecimento universal das
           variações ocorridas no patrimônio da Entidade, em um
           período de tempo determinado, base necessária para
           gerar informações úteis ao processo decisório da gestão.
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Princípio da Oportunidade

            A integridade das variações diz respeito à necessidade
           destas serem reconhecidas na sua totalidade, ou seja, sem
           qualquer falta ou excesso, mesmo que seja incerto sua
           realização no período.
           A tempestividade do registro impõe que as variações sejam
          registradas no momento de seu acontecimento, mesmo que
          haja alguma incerteza de sua realização, evitando com isso
          que os registros contábeis fiquem incompletos, não
          demonstrando a real situação do patrimônio, invalidando
          decisões e diagnósticos e prognósticos.


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Análise de Balanços




           Princípio da Oportunidade


          Em observância ao Princípio da Oportunidade deve-se
          ponderar que (art 6º Res. 750/93):
             • se tecnicamente estimável, o registro das variações
             patrimoniais deve ser feito mesmo na hipótese de somente
             existir razoável certeza de sua ocorrência;
             • o registro compreende os elementos quantitativos e
             qualitativos, contemplando os aspectos físicos e monetários;




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Princípio do Registro pelo Valor Original
              ou Custo como Base de Valor
                “Os componentes do Patrimônio devem ser registrados
                pelos valores originais das transações com o mundo
                exterior, expressos a valor presente na moeda do país,
                que serão mantidos na avaliação das variações
                patrimoniais, posteriores, inclusive quando configurarem
                agregações ou decomposições no interior da Entidade.”
                (art. 7º Res. 750/93)
               São todos os elementos do ativo que devem ter seus
               registros baseados no seu custo original de aquisição, a
               não ser aqueles sujeitos à amortização, exaustão ou
               depreciação .

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Análise de Balanços




         Princípio do Registro pelo Valor Original
              ou Custo como Base de Valor

             Em cumprimento a este Princípio deve-se observar que:
               • a avaliação dos componentes patrimoniais deve ser feita
                  com base nos valores de entrada;
               • após integrado no patrimônio, o bem, direito ou
                  obrigação não poderão sofrer alterações em seus valores
                  intrínsecos. Somente por meio de decomposição e/ou
                  agregação;
               • será mantido o valor original enquanto o componente
                  permanecer como parte do patrimônio, inclusive quando
                  de sua saída;
               • o uso da moeda nacional na tradução do valor do
                  componente patrimonial é obrigatório para que haja
                  homogeneização quantitativa dos mesmo.
Éricka Rossana Costa
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Princípio do Registro pelo Valor Original
              ou Custo como Base de Valor
                Esse princípio possibilita a unificação da metodologia de
                avaliação dos componentes, fator essencial na
                comparabilidade de dados, demonstrações, relatos , e
                conseqüentemente na qualidade das informações gerada,
                vedando a criação de métodos alternativos de avaliação.

                Os Princípios de Atualização Monetária e do Registro
                pelo Valor Original são compatíveis entre si e
                complementares, pois o 1º apenas atualiza e mantém
                atualizado o valor de entrada;



                                                                       13
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Análise de Balanços




        Princípio da Atualização Monetária

              Em função da alteração do poder aquisitivo da moeda
              deve-se reconhecer tal alteração nos registros contábeis
              por meio do ajustamento da expressão, fazendo com que
              os valores expressos nos demonstrativos reflitam a
              realidade patrimonial.
              Esse princípio constitui consequência lógica do registro
              pelo valor original, pois preceitua o ajuste formal dos
              valores fixados segundo este, buscando a manutenção da
              substância original, sem que isso implique qualquer
              modalidade de reavaliação.



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Princípio da Atualização Monetária
              A Contabilidade utiliza-se para atualizar os componentes
              patrimoniais (universalidade) de meios – indexadores,
              moedas referenciais, reais ou não – que espelhem a
              variação por índice geral de preços na economia brasileira.
              “A atualização monetária não representa nova avaliação,
              mas, tão-somente, o ajustamento dos valores originais para
              determinada data, mediante a aplicação de indexadores, ou
              outros elementos aptos a traduzir a variação do poder
              aquisitivo da moeda nacional em dado período” (art. 8º, Inc
              III, Res. 750/93)




                                                                            15
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Análise de Balanços




        Princípio da Atualização Monetária
             É indispensável a padronização do indexador utilizado pelas
             diversas Entidades para possibilitar comparações válidas
             entre elas.

            Finalmente, cabe ressaltar que mesmo diante da
            importância deste princípio, a legislação societária e fiscal
            eliminou a correção monetária das demonstrações
            contábeis, editando a Lei nº 9.249/95 que considerou não
            existir mais motivo para tal, visto “não existir” inflação.




                                                                            16
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Princípio da Competência                  (art. 9º, Res. 750/93)


              A compreensão deste princípio está diretamente ligada ao
              entendimento das variações patrimoniais e sua natureza.

             “As receitas e as despesas devem ser incluídas na apuração
            do resultado do período em que ocorrerem, sempre e
            simultaneamente quando se correlacionarem, independente
            de recebimento ou pagamento”

           Observa-se que o princípio da Competência não está
           relacionado com recebimentos ou pagamentos, mas com o
           reconhecimento das receitas geradas e das despesas
           incorridas no período.


                                                                            17
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Análise de Balanços




       Princípio da Competência                   (art. 9º, Res. 750/93)


           Em obediência ao Princípio da Competência registra-se
           todas as alterações ocorridas no ativo ou no passivo, que
           resultem em aumento ou diminuição do PL.

           O reconhecimento simultâneo das receitas e despesas,
           quando correlatas, é proveniente do cumprimento do
           Princípio da Oportunidade.

           Consideram-se realizadas as RECEITAS
                                          RECEITAS:
            • nas transações com 3ºs, pagas ou com compromisso firme de
              efetivação. Venda de bens, serviços e mercadorias;
            • quando for extinto um passivo, sem o desaparecimento de um
              ativo de valor igual ou superior;
                                                                            18
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Análise de Balanços




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Princípio da Competência                    (art. 9º, Res. 750/93)

            Consideram-se realizadas as RECEITAS
                                          RECEITAS:
             • pela geração espontânea de novos ativos independente de
               intervenção de 3ºs;
             • no efetivo recebimento de doações ou subvenções.
             Consideram-se incorridas as DESPESAS
                                           DESPESAS:
              • quando deixar de existir o correspondente valor ativo, por
              transferência de sua propriedade para 3ºs;
              • pela redução ou aumento do valor econômico de um ativo;
              • pela surgimento de um passivo, sem correspondente ativo;



                                                                            19
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Análise de Balanços




         Princípio da Prudência                (art. 10º, Res. 750/93)

             O Princípio da PRUDÊNCIA determina a adoção do menor
             valor para os componentes do ATIVO e do maior para os do
             PASSIVO, sempre que se apresentem alternativas
             igualmente válidas para a quantificação das mutações
             patrimoniais que alterem o patrimônio líquido.
            A prudência deve ser observada quando, existindo um ativo
            ou um passivo já escriturados por determinados valores,
            segundo os Princípios do Registro pelo Valor Original e da
            Atualização Monetária, surge dúvida sobre a, ainda, correção
            deles.



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Éricka Rossana Costa
Análise de Balanços




                                                                                 10
Princípio da Prudência              (art. 10º, Res. 750/93)



           O princípio estabelece a escolha da hipótese que resulte
           menor patrimônio líquido, quando se apresentarem opções
           igualmente aceitáveis diante dos demais PFC ;
           A observância desse Princípio não deve levar aos excessos,
           e também, deve impedir juízos pessoais ou por interesses,
           como manipulação do resultado, com a consequente criação
           de reservas ocultas.




                                                                       21
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Análise de Balanços




          AS CONVEÇÕES CONTÁBEIS

             O objetivo das convenções contábeis é o de delimitar,
             restringir ou qualificar melhor o tipo de comportamento
             necessário ao contador em razão da amplitude dos
             princípios fundamentais de contabilidade.

             As convenções são: Objetividade, Materialidade,
             Consistência e Conservadorismo.




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Análise de Balanços




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AS CONVEÇÕES CONTÁBEIS
                   Convenção da Objetividade
                       Exercer a Contabilidade de forma objetiva, não se
                       deixando levar por sentimentos ou expectativas de
                       administradores ou qualquer pessoa que venha a
                       influenciar.
                       Os registros deve estar baseados, sempre que possível,
                       em documentos que comprovem a ocorrência do fato
                       administrativo.
                       Esta convenção tem o propósito de eliminar liberalismo
                       nas escolhas de critérios, principalmente de valores.


                                                                            23
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Análise de Balanços




             AS CONVEÇÕES CONTÁBEIS
                       Convenção da Materialidade

                        a informação contábil deve ser relevante, justa e
                        adequada e o profissional deve considerar a
                        relação custo x benefício da informação que será
                        gerada, evitando perda de recursos e de tempo
                        da entidade.
                        determina que devem ser registrados na
                        Contabilidade apenas os eventos dignos de
                        atenção e na ocasião oportuna.



                                                                            24
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AS CONVEÇÕES CONTÁBEIS
                   Convenção da Consistência ou Uniformidade

                       os relatórios devem ser elaborados com forma e
                       conteúdo consistentes, baseados em informações
                       precisas, facilitando com isso a interpretação e análise
                       pelos diversos usuários .
                       quando adotado um determinado processo entre
                       vários possíveis, este não deverá ser modificado
                       freqüentemente, a fim de não prejudicar a
                       comparabilidade dos relatórios contábeis.



                                                                              25
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Análise de Balanços




         AS CONVEÇÕES CONTÁBEIS

                 Convenção do Conservadorismo

                       Conduta mais conservadora em relação aos resultados
                       que serão apresentados, evitando que projeções
                       distorcidas sejam feitas pelos usuários.
                       Sempre que o Contador se confrontar com alternativas
                       igualmente válidas para atribuir valores diferentes a um
                       elemento do Ativo ou do passivo, deverá optar pelo
                       mais baixo para o ativo e pelo mais alto para o passivo.




                                                                              26
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AS CONVEÇÕES CONTÁBEIS
                 Convenção do Conservadorismo


                  Preferencialmente ter expectativa de prejuízo e a
                  entidade apresentar resultados positivos, ou seja, se
                  houver duas opções igualmente válidas deve-se optar
                  sempre por aquela que acusa um menor valor para os
                  ativos e para as receitas e o maior valor para os
                  passivos e para as despesas.




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Análise de Balanços




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Princípios fundamentais de contabilidade

  • 1.
    Cenário A contabilidade possibilita aos seus usuários, em especial aos analistas, por intermédio dos demonstrativos contábeis, conhecer a situação de uma empresa, seus bens, direitos, obrigações, e sua estrutura patrimonial em determinada data, permitindo a comparação entre períodos e/ou outras empresas. Para que haja essa comparabilidade é necessário que os critérios contábeis utilizados pelas empresas obedeçam a regras técnicas adequadas e padronizadas. Durante séculos, estudiosos e profissionais da contabilidade envidam esforços para traduzir essa necessidade em princípios, normas, postulados, auxiliando os usuários da contabilidade na utilização de todo o seu arcabouço de informações. A Contabilidade é a língua universal dos negócios. 1 Éricka Rossana Costa Análise de Balanços Princípios Fundamentais de Contabilidade Base Legal Os princípios fundamentais de contabilidade brasileiros encontram-se regulamentados pela Resolução CFC 750 de 29 de dezembro de 1993, que destaca em seu art. 1º, a obrigatoriedade da utilização destes princípios, bem como em caso concreto do registro das transações deve prevalecer a essência sob a forma, isto é, se houver diferença significativa entre a forma jurídica e sua essência econômica, esta última deverá ser privilegiada. 2 Éricka Rossana Costa Análise de Balanços 1
  • 2.
    Princípios Fundamentais deContabilidade Conceito de Princípio “1. Momento em que uma coisa tem origem; começo. 2. Causa primária; razão, base. 3. Doutrinas fundamentais ou opiniões predominantes.” (Dic. Michaelis) Conceito de Princípios Contábeis “Representam a essência das doutrinas e teorias relativas à Ciência da Contabilidade consoante o entendimento predominante no universo científico e profissional de nosso País.” (art. 2º da Res. 750/93) 3 Éricka Rossana Costa Análise de Balanços Objetivos maiores dos Princípios Os princípios foram criados no intuito de alcançar: 1 - Uniformidade Tecnológica; 2 - Imagem mais próxima da fidelidade do Patrimônio; 3 - Base para normatização contábil Princípios Fundamentais São princípios fundamentais de Contabilidade: o da Entidade o da Continuidade o da Oportunidade o do Registro pelo Valor Original o da Atualização Monetária o da Competência o da Prudência. 4 Éricka Rossana Costa Análise de Balanços 2
  • 3.
    Princípio da Entidade Definido como Postulado da Entidade por transcender a esfera contábil, declara o patrimônio como o objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial, visando diferenciar um patrimônio particular (sócios) do universo dos patrimônios existentes, independentemente de pertencer a uma pessoa, ou a um conjunto de pessoas, com ou sem fins lucrativos. Sócios e Empresa são pessoas distintas O patrimônio dos sócios não se confunde com o patrimônio da entidade. O patrimônio pertence à Entidade, mas a recíproca não é verdadeira. A separação entre os patrimônios da empresa e de seus sócios dá dimensão jurídica à entidade. 5 Éricka Rossana Costa Análise de Balanços Princípio da Continuidade Também definido com Postulado, determina que o patrimônio da entidade, em sua composição qualitativa e quantitativa, depende das condições em que provavelmente se desenvolverão as operações da entidade. Prevê que a entidade tem uma atividade contínua normal e que não tem intenções de paralisar. Refere-se à entidade que está funcionando com prazo indeterminado; algo em andamento; não está em fase de extinção ou liquidação. 6 Éricka Rossana Costa Análise de Balanços 3
  • 4.
    Princípio da Continuidade A existência da entidade determina a metodologia a ser adotada para a avaliação do patrimônio e a mensuração dos resultados da empresa. Influencia a aplicação do princípio da Competência, por sua relação direta com a quantificação patrimonial e ainda constitui ferramenta para aferir a capacidade futura de geração de resultados. 7 Éricka Rossana Costa Análise de Balanços Princípio da Oportunidade Refere-se, concomitantemente, à tempestividade e à integridade do registro patrimonial e suas mutações, determinando que seja executado de imediato e com extensão correta, sem levar em conta as causas que as originaram. O princípio da oportunidade é a base indispensável à fidedignidade das informações sobre o patrimônio da entidade, relativas a determinado período de tempo. O registro deve ensejar o reconhecimento universal das variações ocorridas no patrimônio da Entidade, em um período de tempo determinado, base necessária para gerar informações úteis ao processo decisório da gestão. 8 Éricka Rossana Costa Análise de Balanços 4
  • 5.
    Princípio da Oportunidade A integridade das variações diz respeito à necessidade destas serem reconhecidas na sua totalidade, ou seja, sem qualquer falta ou excesso, mesmo que seja incerto sua realização no período. A tempestividade do registro impõe que as variações sejam registradas no momento de seu acontecimento, mesmo que haja alguma incerteza de sua realização, evitando com isso que os registros contábeis fiquem incompletos, não demonstrando a real situação do patrimônio, invalidando decisões e diagnósticos e prognósticos. 9 Éricka Rossana Costa Análise de Balanços Princípio da Oportunidade Em observância ao Princípio da Oportunidade deve-se ponderar que (art 6º Res. 750/93): • se tecnicamente estimável, o registro das variações patrimoniais deve ser feito mesmo na hipótese de somente existir razoável certeza de sua ocorrência; • o registro compreende os elementos quantitativos e qualitativos, contemplando os aspectos físicos e monetários; 10 Éricka Rossana Costa Análise de Balanços 5
  • 6.
    Princípio do Registropelo Valor Original ou Custo como Base de Valor “Os componentes do Patrimônio devem ser registrados pelos valores originais das transações com o mundo exterior, expressos a valor presente na moeda do país, que serão mantidos na avaliação das variações patrimoniais, posteriores, inclusive quando configurarem agregações ou decomposições no interior da Entidade.” (art. 7º Res. 750/93) São todos os elementos do ativo que devem ter seus registros baseados no seu custo original de aquisição, a não ser aqueles sujeitos à amortização, exaustão ou depreciação . 11 Éricka Rossana Costa Análise de Balanços Princípio do Registro pelo Valor Original ou Custo como Base de Valor Em cumprimento a este Princípio deve-se observar que: • a avaliação dos componentes patrimoniais deve ser feita com base nos valores de entrada; • após integrado no patrimônio, o bem, direito ou obrigação não poderão sofrer alterações em seus valores intrínsecos. Somente por meio de decomposição e/ou agregação; • será mantido o valor original enquanto o componente permanecer como parte do patrimônio, inclusive quando de sua saída; • o uso da moeda nacional na tradução do valor do componente patrimonial é obrigatório para que haja homogeneização quantitativa dos mesmo. Éricka Rossana Costa 12 Análise de Balanços 6
  • 7.
    Princípio do Registropelo Valor Original ou Custo como Base de Valor Esse princípio possibilita a unificação da metodologia de avaliação dos componentes, fator essencial na comparabilidade de dados, demonstrações, relatos , e conseqüentemente na qualidade das informações gerada, vedando a criação de métodos alternativos de avaliação. Os Princípios de Atualização Monetária e do Registro pelo Valor Original são compatíveis entre si e complementares, pois o 1º apenas atualiza e mantém atualizado o valor de entrada; 13 Éricka Rossana Costa Análise de Balanços Princípio da Atualização Monetária Em função da alteração do poder aquisitivo da moeda deve-se reconhecer tal alteração nos registros contábeis por meio do ajustamento da expressão, fazendo com que os valores expressos nos demonstrativos reflitam a realidade patrimonial. Esse princípio constitui consequência lógica do registro pelo valor original, pois preceitua o ajuste formal dos valores fixados segundo este, buscando a manutenção da substância original, sem que isso implique qualquer modalidade de reavaliação. 14 Éricka Rossana Costa Análise de Balanços 7
  • 8.
    Princípio da AtualizaçãoMonetária A Contabilidade utiliza-se para atualizar os componentes patrimoniais (universalidade) de meios – indexadores, moedas referenciais, reais ou não – que espelhem a variação por índice geral de preços na economia brasileira. “A atualização monetária não representa nova avaliação, mas, tão-somente, o ajustamento dos valores originais para determinada data, mediante a aplicação de indexadores, ou outros elementos aptos a traduzir a variação do poder aquisitivo da moeda nacional em dado período” (art. 8º, Inc III, Res. 750/93) 15 Éricka Rossana Costa Análise de Balanços Princípio da Atualização Monetária É indispensável a padronização do indexador utilizado pelas diversas Entidades para possibilitar comparações válidas entre elas. Finalmente, cabe ressaltar que mesmo diante da importância deste princípio, a legislação societária e fiscal eliminou a correção monetária das demonstrações contábeis, editando a Lei nº 9.249/95 que considerou não existir mais motivo para tal, visto “não existir” inflação. 16 Éricka Rossana Costa Análise de Balanços 8
  • 9.
    Princípio da Competência (art. 9º, Res. 750/93) A compreensão deste princípio está diretamente ligada ao entendimento das variações patrimoniais e sua natureza. “As receitas e as despesas devem ser incluídas na apuração do resultado do período em que ocorrerem, sempre e simultaneamente quando se correlacionarem, independente de recebimento ou pagamento” Observa-se que o princípio da Competência não está relacionado com recebimentos ou pagamentos, mas com o reconhecimento das receitas geradas e das despesas incorridas no período. 17 Éricka Rossana Costa Análise de Balanços Princípio da Competência (art. 9º, Res. 750/93) Em obediência ao Princípio da Competência registra-se todas as alterações ocorridas no ativo ou no passivo, que resultem em aumento ou diminuição do PL. O reconhecimento simultâneo das receitas e despesas, quando correlatas, é proveniente do cumprimento do Princípio da Oportunidade. Consideram-se realizadas as RECEITAS RECEITAS: • nas transações com 3ºs, pagas ou com compromisso firme de efetivação. Venda de bens, serviços e mercadorias; • quando for extinto um passivo, sem o desaparecimento de um ativo de valor igual ou superior; 18 Éricka Rossana Costa Análise de Balanços 9
  • 10.
    Princípio da Competência (art. 9º, Res. 750/93) Consideram-se realizadas as RECEITAS RECEITAS: • pela geração espontânea de novos ativos independente de intervenção de 3ºs; • no efetivo recebimento de doações ou subvenções. Consideram-se incorridas as DESPESAS DESPESAS: • quando deixar de existir o correspondente valor ativo, por transferência de sua propriedade para 3ºs; • pela redução ou aumento do valor econômico de um ativo; • pela surgimento de um passivo, sem correspondente ativo; 19 Éricka Rossana Costa Análise de Balanços Princípio da Prudência (art. 10º, Res. 750/93) O Princípio da PRUDÊNCIA determina a adoção do menor valor para os componentes do ATIVO e do maior para os do PASSIVO, sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o patrimônio líquido. A prudência deve ser observada quando, existindo um ativo ou um passivo já escriturados por determinados valores, segundo os Princípios do Registro pelo Valor Original e da Atualização Monetária, surge dúvida sobre a, ainda, correção deles. 20 Éricka Rossana Costa Análise de Balanços 10
  • 11.
    Princípio da Prudência (art. 10º, Res. 750/93) O princípio estabelece a escolha da hipótese que resulte menor patrimônio líquido, quando se apresentarem opções igualmente aceitáveis diante dos demais PFC ; A observância desse Princípio não deve levar aos excessos, e também, deve impedir juízos pessoais ou por interesses, como manipulação do resultado, com a consequente criação de reservas ocultas. 21 Éricka Rossana Costa Análise de Balanços AS CONVEÇÕES CONTÁBEIS O objetivo das convenções contábeis é o de delimitar, restringir ou qualificar melhor o tipo de comportamento necessário ao contador em razão da amplitude dos princípios fundamentais de contabilidade. As convenções são: Objetividade, Materialidade, Consistência e Conservadorismo. 22 Éricka Rossana Costa Análise de Balanços 11
  • 12.
    AS CONVEÇÕES CONTÁBEIS Convenção da Objetividade Exercer a Contabilidade de forma objetiva, não se deixando levar por sentimentos ou expectativas de administradores ou qualquer pessoa que venha a influenciar. Os registros deve estar baseados, sempre que possível, em documentos que comprovem a ocorrência do fato administrativo. Esta convenção tem o propósito de eliminar liberalismo nas escolhas de critérios, principalmente de valores. 23 Éricka Rossana Costa Análise de Balanços AS CONVEÇÕES CONTÁBEIS Convenção da Materialidade a informação contábil deve ser relevante, justa e adequada e o profissional deve considerar a relação custo x benefício da informação que será gerada, evitando perda de recursos e de tempo da entidade. determina que devem ser registrados na Contabilidade apenas os eventos dignos de atenção e na ocasião oportuna. 24 Éricka Rossana Costa Análise de Balanços 12
  • 13.
    AS CONVEÇÕES CONTÁBEIS Convenção da Consistência ou Uniformidade os relatórios devem ser elaborados com forma e conteúdo consistentes, baseados em informações precisas, facilitando com isso a interpretação e análise pelos diversos usuários . quando adotado um determinado processo entre vários possíveis, este não deverá ser modificado freqüentemente, a fim de não prejudicar a comparabilidade dos relatórios contábeis. 25 Éricka Rossana Costa Análise de Balanços AS CONVEÇÕES CONTÁBEIS Convenção do Conservadorismo Conduta mais conservadora em relação aos resultados que serão apresentados, evitando que projeções distorcidas sejam feitas pelos usuários. Sempre que o Contador se confrontar com alternativas igualmente válidas para atribuir valores diferentes a um elemento do Ativo ou do passivo, deverá optar pelo mais baixo para o ativo e pelo mais alto para o passivo. 26 Éricka Rossana Costa Análise de Balanços 13
  • 14.
    AS CONVEÇÕES CONTÁBEIS Convenção do Conservadorismo Preferencialmente ter expectativa de prejuízo e a entidade apresentar resultados positivos, ou seja, se houver duas opções igualmente válidas deve-se optar sempre por aquela que acusa um menor valor para os ativos e para as receitas e o maior valor para os passivos e para as despesas. 27 Éricka Rossana Costa Análise de Balanços 14