Contabilidade Geral




                        1

  WWW.SUPERPROVAS.COM
índice
                                                                            es /
                                                                         açõ
                                                                     perceiras s
                                                                    O n
                                                                       a     to
                                                                   fin trumen os
                                                                      s ceir
                                                                   in an
                                                                    fin Pág.87

                                                                                com
                                                                            õesias
                                                                        raç
                                                                     Opercador00
                                                 s                    me pág.1
                                              ico
                                         s bás
                                      ito 10
                                 Conce pág.
                                                                                    com
                                                                                õesl
                   s                                                        raç
               pio                                                       Opepessoa17
            ncí .3                                                               .1
         Pri Pág                                                             pág
                                                    o
                                                açã
                                          ri tur 27
                             s         Esc Pág.                                       IR
                         ato                                                      UR/
                     e f                                                      LAL g.121
                   s
                nto is                                                          Pá
             ame ntábe 9                              o   de
            ç
         Lan co pág.1                             açã
                                               fic as
                                            ssi t
                                         Cla con .35
                                               Pág
                               tas
                           con                            ati
                                                              vo
                       das 1                          do te
                  ria pág.3                       ão    n
               Teo                             duç rmane 75
                                             Re pe     .
                                                    Pág
                                  as
                               pes
                         e des
                      tas .60
                 Recei Pág


                                                                                           2

                       WWW.SUPERPROVAS.COM
PRINCÍPIOS




                      3

WWW.SUPERPROVAS.COM
PRINCÍPIOS DA CONTABILIDADE
PRINCÍPIOS DA CONTABILIDADE




                              4

   WWW.SUPERPROVAS.COM
PRINCÍPIOS DA CONTABILIDADE
             PRINCÍPIOS DA CONTABILIDADE
Princípio da Entidade:
O Princípio da Entidade reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e
afirma a autonomia patrimonial, a necessidade da diferenciação de um Patrimônio
particular no universo dos patrimônios existentes, independentemente de
pertencer a uma pessoa, um conjunto de pessoas, uma sociedade ou instituição de
qualquer natureza ou finalidade, com ou sem fins lucrativos. Por consequência,
nesta acepção, o Patrimônio não se confunde com aqueles dos seus sócios ou
proprietários, no caso de sociedade ou instituição.
O Patrimônio pertence à Entidade, mas a recíproca não é verdadeira. A soma ou
agregação contábil de patrimônios autônomos não resulta em nova Entidade, mas
numa unidade de natureza econômico-contábil.
Comentário: pelo Princípio da Entidade o patrimônio da entidade não se Confunde
com a de seus sócios.




                                                                             5

                     WWW.SUPERPROVAS.COM
PRINCÍPIOS DA CONTABILIDADE
             PRINCÍPIOS DA CONTABILIDADE
Princípio da Continuidade:
O Princípio da Continuidade pressupõe que a Entidade continuará em operação no
futuro e, portanto, a mensuração e a apresentação dos componentes do
patrimônio levam em conta esta circunstância.
Comentário: pelo Princípio da Continuidade, salvo disposição legal, contratual ou
evidências em contrário, presume-se que a vida da entidade é contínua e que ela
deverá desempenhar suas atividades por um período Indeterminado. Se uma
entidade trabalha com presunção de descontinuidade não há sentido na aplicação
do princípio da competência do registro de suas transações
Princípio da Oportunidade:
O Princípio da Oportunidade refere-se ao processo de mensuração e apresentação
dos componentes patrimoniais para produzir informações íntegras e tempestivas.
A falta de integridade e tempestividade na produção e na divulgação da
informação contábil pode ocasionar a perda de sua relevância, por isso é
necessário ponderar a relação entre a oportunidade e a confiabilidade da
informação
Comentário: o Princípio da Oportunidade exige o registro de todas as variações
sofridas pelo patrimônio da entidade no momento em que elas ocorrerem, ainda
que sejam considerados valores estimados. A integridade diz respeito à
necessidade de os registros serem confiáveis, isto é, sem faltas ou excessos. A
tempestividade determina que as variações sejam registradas no momento
oportuno, mesmo na hipótese de alguma incerteza de valor.                      6

                    WWW.SUPERPROVAS.COM
PRINCÍPIOS DA CONTABILIDADE
             PRINCÍPIOS DA CONTABILIDADE
Princípio do Registro pelo Valor Original:
O Princípio do Registro pelo Valor Original determina que os componentes do
patrimônio devem ser inicialmente registrados pelos valores originais das
transações, expressos em moeda nacional.
Comentários:
No caso de aquisição de um ativo deve-se adotar o seu custo histórico para efeito
de registro, ou seja, o valor pago ou a pagar em dinheiro ou o valor justo dos
recursos a serem transferidos ao fornecedor na data da aquisição.
Uma vez integrado ao ativo, o valor do bem (seu custo histórico) pode sofrer
variações em razão dos seguintes fatores:
Custo corrente – Um equipamento inicialmente registrado pelo custo histórico,
terá seu valor corrente como sendo o desembolso necessário para adquiri-lo no
mercado caso seja tomada como base a data das demonstrações. Todavia, é
preciso considerar o ativo no estado em que se encontra, e não o custo de um
bem novo igual ou semelhante.
Valor realizável – Consiste no valor que seria apurado na hipótese de o ativo ser
vendido em condições normais. Já o valor realizável (ou exigível) de um passivo é o
que seria desembolsado, sem desconto a valor presente, para quitá-lo.
                                                                                7

                     WWW.SUPERPROVAS.COM
PRINCÍPIOS DA CONTABILIDADE
           PRINCÍPIOS DA CONTABILIDADE
O valor do custo histórico do Bem pode variar, ainda, em função
dos fatores:
Valor presente – É o valor atual do fluxo futuro de caixa que o ativo
vai gerar. É o que acontece, por exemplo, no caso do ajuste a valor
presente de contas a receber realizáveis a longo prazo. No caso do
passivo é o valor atual dos pagamentos que serão necessários para
saldá-lo.
Valor justo – Trata-se do valor pelo qual o ativo poderia ser trocado
ou o passivo quitado sem favorecimento entre as partes. Assim, não
pode ser um preço acima ou abaixo do mercado, em benefício ou
prejuízo de uma das partes, como é possível acontecer nas
transações entre pessoas ligadas.
Atualização monetária – Eis aqui o extinto princípio da atualização
monetária, agora como um dos critérios para registro das variações
do custo histórico.
                                                                   8

                 WWW.SUPERPROVAS.COM
PRINCÍPIOS DA CONTABILIDADE
             PRINCÍPIOS DA CONTABILIDADE
Princípio da Competência:
O Princípio da Competência determina que os efeitos das transações e outros
eventos sejam reconhecidos nos períodos a que se referem, independentemente
do recebimento ou pagamento.
O Princípio da Competência pressupõe a simultaneidade da confrontação de
receitas e de despesas correlatas.
Comentários: conforme o princípio da competência, as receitas e despesas devem
ser registradas no período ao qual pertencem, ainda que não tenham sido
recebidas ou pagas. Segundo esse raciocínio, a receita de venda é realizada quando
da efetiva entrega da mercadoria e a receita de serviço, quando da sua efetiva
prestação. Os valores recebidos antecipadamente, por conta da entrega de
mercadoria ou prestação futura de serviço, devem ser registrados no passivo
exigível.

Princípio da Prudência
Art. 10. O Princípio da Prudência determina a adoção do menor valor para os
componentes do Ativo e do maior para os do Passivo, sempre que se apresentem
alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais
que alterem o patrimônio líquido
Comentários: Diante de duas ou mais alternativas igualmente possíveis de se
materializar deve ser adotada a opção de que resulte menor valor para o ativo ou
maior valor para o passivo exigível.
                                                                               9

                    WWW.SUPERPROVAS.COM
CONCEITOS BÁSICOS




                        10

  WWW.SUPERPROVAS.COM
CONCEITOS BÁSICOS
                        CONCEITOS BÁSICOS
1 - Conceito de contabilidade:
A contabilidade é uma ciência social que estuda e pratica as funções de orientação,
controle e registro relativas à atividade econômica, tem por objeto o patrimônio
das entidades e tem por objetivo prover os seus usuários de demonstrações
financeiras que os ajudarão a tomar decisões.

2 - Campo de aplicação: o campo de aplicação da contabilidade é uma Azienda.
Azienda é uma entidade com ou sem fim lucrativo, com objetivo social ou
econômico que possui patrimônio a controlar.
3 - Finalidade: As informações oriundas da Contabilidade são divulgadas através de
Demonstrações Contábeis, tais como:
- Balanço Patrimonial;
- Demonstração do Resultado do Exercício;
- Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados;
- Demonstração dos Fluxos de Caixa; e
- Demonstração do Valor Adicionado.



                                                                                11

                     WWW.SUPERPROVAS.COM
CONCEITOS BÁSICOS
                         CONCEITOS BÁSICOS
4 - Usuários das informações: as principais pessoas e entidades que utilizam as
informações contábeis são:
- Acionistas, sócios ou proprietários com o objetivo de saber a rentabilidade e a
segurança do seu investimento;
- Administradores da empresa com a finalidade de tomada de decisões.

5 - Bens, Direitos e Obrigações:
Bens – são a parte da riqueza de uma entidade que a ela pertence e que está em
seu poder. São classificados em tangíveis e intangíveis.
Direitos - são a parte da riqueza de uma entidade que a ela pertence, mas está em
poder de terceiros. Logo não estarão disponíveis para utilização imediata.
Obrigações – são os direitos de terceiros em poder da entidade, também
designados de débitos, dívidas ou capital de terceiros em poder da empresa ou
entidade.


                                                                                    12

                      WWW.SUPERPROVAS.COM
CONCEITOS BÁSICOS
                         CONCEITOS BÁSICOS

6 – Equação fundamental do patrimônio:
Bens + Direitos = Obrigações + Patrimônio Líquido

7 – Equação patrimonial:
                                                                  Equação fundamental
ATIVO = PASSIVO EXIGÍVEL + PL , onde:                               da contabilidade


Ativo (A) = o somatório de todos os bens e direitos adquiridos pela entidade
recebem o nome de “Ativo”.
Passivo exigível (PE) = obrigações
PL ou SL = Patrimônio Líquido ou situação líquida sendo PL = A – PE
8- Estados patrimoniais:
    Favorável: PL+A>PE
    Desfavorável (Passivo a descoberto): PL-A<PE
    Equilíbrio Aparente: PL=0 , A=PE
    Situação Plena (Propriedade Total dos Ativos): A=PL, PE=0
    Inexistência de Ativos: PE=PL , A=0
    Em toda entidade sempre vale a relação:
    A>=0, PE>=0, SL>0, SL<0, SL=0
                                                                                  13

                      WWW.SUPERPROVAS.COM
CONCEITOS BÁSICOS
                        CONCEITOS BÁSICOS
9 – Balancete de verificação - Trata-se da representação de todas as contas
devedoras e credoras da entidade, incluindo contas patrimoniais e de resultado:




   Onde DV = conta devedora e CR = conta credora
                                                                            14

                     WWW.SUPERPROVAS.COM
CONCEITOS BÁSICOS
                        CONCEITOS BÁSICOS
10 – Balanço Patrimonial - Trata-se da representação do ativo, passivo e PL já com
a novas mudanças introduzidas pela lei 11.941/2009 separando o ativo e passivo
pelas partes circulantes e não circulantes.




                                                                               15

                     WWW.SUPERPROVAS.COM
CONCEITOS BÁSICOS
                        CONCEITOS BÁSICOS
11-Regime de caixa: considera a existência de uma receita quando a empresa recebe o
valor e considera despesa quando esta for paga.
12-Regime de competência: considera que os efeitos das transações sejam
reconhecidos nos períodos a que se referem, independentemente do recebimento ou
pagamento.
13-Receita – Receitas são aumentos nos benefícios econômicos durante o período
contábil sob a forma de entrada de recursos ou aumento de ativos ou diminuição
de passivos, que resultam em aumentos do patrimônio líquido e que não sejam
provenientes de aporte dos proprietários da entidade.
14-Despesa – Despesas são decréscimos nos benefícios econômicos durante o período
contábil sob a forma de saída de recursos ou redução de ativos ou incrementos em
passivos, que resultam em decréscimo do patrimônio líquido e que não sejam
provenientes de distribuição aos proprietários da entidade..
15-Ativo - Ativo é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos
passados e do qual se espera que resultem futuros benefícios econômicos para a
entidade.
16-Passivo - Passivo é uma obrigação presente da entidade, derivada de
eventos já ocorridos, cuja liquidação se espera que resulte em saída de
recursos capazes de gerar benefícios econômicos.                     16

                     WWW.SUPERPROVAS.COM
LEGISLAÇÃO – MUDANÇAS NA CONTABILIDADE
  LEGISLAÇÃO – MUDANÇAS NA CONTABILIDADE
A lei das Sociedades anônimas (lei das S.A.´s) 6.404/76 foi atualizada inicialmente
pela lei 11.638/2007 e posteriormente pela MP 449/2008 convertida em lei pela
11.941/2009 e apresenta as profundas modificações que a Contabilidade
Brasileira sofreu para sua convergência às normas internacionais. As normas CPCs
regulamentam estas mudanças.
Seguem abaixo algumas das modificações conforme resolução 1159/09:
a) Classificação do Ativo e do Passivo em "Circulante" e "Não Circulante";
b) Extinção do grupo Ativo Permanente (passou a ser sub-grupo)
c) Criação do subgrupo "Intangível" no grupo do Ativo Não Circulante;
d) Proibição da prática da reavaliação espontânea de ativos;
e) Aplicação, ao final de cada exercício social, do teste de recuperabilidade dos
ativos (teste de impairment);
f) Registro, em contas de ativo e passivo, dos contratos de arrendamento
mercantil financeiro (leasing);
g) Extinção do grupo Resultados de Exercícios Futuros;
h) Criação, no Patrimônio Líquido, da conta de "Ajustes de Avaliação Patrimonial";
i) Destinação do saldo de Lucros Acumulados;
j) Alteração da sistemática de contabilização das doações e subvenções fiscais,
anteriormente contabilizadas em conta de Reserva de Capital;
k) Extinção da classificação das Receitas e Despesas em Operacionais e Não
Operacionais;
                                                                                17

                     WWW.SUPERPROVAS.COM
CPC - CONSELHO DE PRONUNCIAMENTO CONTABIL
CPC - CONSELHO DE PRONUNCIAMENTO CONTABIL
Normas do CPC – Conselho de Pronunciamento Contábil: com a adoção das normas
internacionais de Contabilidade no Brasil, o ensino da matéria contabilidade mudou,
sendo necessário apresentar as inovações. Procuramos neste resumo apresentar os
conceitos atualizados, já que as bancas estão cobrando bastante as atualizações nas
provas de concursos públicos. A idéia é familiarizar o usuário com os novos conceitos,
porém, somente serão retratados os assuntos de forma didática e básica nos pontos
necessários para atualização do em contabilidade básica, mas sem desfocar do objetivo
deste resumo que é um resumo de contabilidade geral e básica. Um trabalho mais
específico sobre cada norma do CPC deve ser feito posteriormente.
Os novos conceitos tratados neste resumo são os seguintes:
Ajuste a valor presente;
“Impairment” ou teste de recuperabilidade;
Ativos intangíveis;
As mudanças no DRE e a extinção das despesas   “não operacionais”;
AAP – ajuste de avaliação patrimonial;
Novas reservas de lucros;
O novo conceito de imobilizado;
O novo conceito de provisões.


-As normas específicas CPC que nos trazem os novos conceitos podem ser obtidas no
site: http://www.cpc.org.br/pronunciamentosIndex.php
                                                                                    18

                      WWW.SUPERPROVAS.COM
LANÇAMENTOS E
FATOS CONTÁBEIS




                       19

 WWW.SUPERPROVAS.COM
LANÇAMENTOS E FATOS CONTÁBEIS
           LANÇAMENTOS E FATOS CONTÁBEIS
Conceito de débito e crédito:




                       CREDITANDO                                    CREDITANDO


  Os conceitos de débito e crédito das contas em contabilidade podem ser melhor fixados
  memorizando as figuras acima. Se debitarmos aumentamos o ativo e se creditarmos
  diminuimos o ativo.
  Já com o Passivo ocorre o oposto: o débito diminui o valor do passivo e o crédito
  aumenta. Este aumento ocorre após um “lançamento contábil”. Estes débitos e créditos
  são registrados em uma “razonete” conforme o próximo slide.
                                                                                    20

                      WWW.SUPERPROVAS.COM
LANÇAMENTOS E FATOS CONTÁBEIS
          LANÇAMENTOS E FATOS CONTÁBEIS
Debitos e créditos de contas de resultado:



           DESPESA           RECEITA




 No caso das contas de resultado teremos um aumento da despesa ao debitar e ao
 creditar um aumento da receita.
 Este mecanismo de débitos e créditos é levado para a “razonete” e sempre o Débito é
 do lado esquerdo e o Crédito do lado direito na razonete.
 As setas indicativas indicam que caso haja um débito haverá diminuição na conta de
 resultado gerando uma despesa e diminuindo o saldo ‘positivo” da conta e caso haja
 um crédito teremos um aumento do saldo positivo no resultado através de uma receita.
                                                                                   21

                     WWW.SUPERPROVAS.COM
LANÇAMENTOS E FATOS CONTÁBEIS
           LANÇAMENTOS E FATOS CONTÁBEIS

Fatos contábeis: Os fatos contábeis podem alterar o patrimônio em quantidade ou
qualidade. Eles podem ser:
Permutativos (qualitativos): podem ou não alterar o patrimônio em quantidade, mas
sempre alteram em qualidade. Nunca alteram o PL. ex: compra de máquina a dinheiro.
Modificativos
             aumentativos: são os fatos que aumentam o PL em quantidade e não
somente em qualidade. Ex: aumento de capital com integralização de uma receita.
Modificativosdiminutivos: são fatos que diminuem o PL em quantidade e não
somente em qualidade. Ex: distribuição (declaração) de dividendos.
Nota: a diminuição ou aumento do PL não implica necessariamente em receitas e
despesas, já que este aumento/diminuição pode ser feito através da conta lucros
acumulados ou qualquer outra conta do PL.

Mistos diminutivos: este lançamento é uma combinação do fato permutativo com o
modificativo diminutivo. Ex: contratação de empréstimo com despesa bancária.
Mistos aumentativos: este lançamento é uma combinação do fato permutativo com o
modificativo aumentativo. Ex: venda de mercadoria do estoque com lucro.
                                                                               22

                     WWW.SUPERPROVAS.COM
LANÇAMENTOS E FATOS CONTÁBEIS
            LANÇAMENTOS E FATOS CONTÁBEIS

PLANO DE CONTAS: para organizar as contas utilizadas na contabilidade usa-se em
contabilidade um plano de contas com as respectivas rubricas. Cada conta terá o
seu respectivo local dentro do balanço patrimonial, conforme a sua classificação.
Sendo assim, existem contas de Patrimônio líquido, do ativo e passivo circulante e
não circulante e também de resultados.
Método das partidas dobradas: no lançamento, cada crédito correponde a um
débito, ou vice-versa:
Exemplo de lançamento contábil:                                               DUPLICATAS A PAGAR


Fato contábil: pagamento de uma duplicata com desconto:           Debito = 10 000      SI 10 000



Lançamento:
D Duplicatas a pagar 10.000
C L/P acumulados 1.000
C Bancos 9.000
Note que para “zerar o saldo” da conta duplicatas a pagar, na prática, teremos que proceder
o “débito” desta conta credora “duplicatas a pagar” pelo seu valor total.


                                                                                                   23

                       WWW.SUPERPROVAS.COM
LANÇAMENTOS E FATOS CONTÁBEIS
           LANÇAMENTOS E FATOS CONTÁBEIS

O Lançamento contábil pode ser representado de diversas maneiras:
1) Débitos e créditos:
D Máquinas
D Veículos
C Duplicatas a pagar
2) Usando a expressão “a” que quer dizer “a crédito de”. Caso haja mais de uma
conta usa-se a expressão “diversos”:
a) Mais de uma conta credora:       c) Mais de uma conta devedora e credora
Caixa                               Diversos
“a” diversos                        “a” diversos
“a” Duplicatas a receber            Veículos
“a” Receita de juros                Máquinas
                                    “a” Caixa
b) Mais de uma conta devedora:      “a” duplicatas a pagar
Diversos
“a” duplicatas a pagar
Máquinas
Veículos
                                                                              24

                     WWW.SUPERPROVAS.COM
LANÇAMENTOS E FATOS CONTÁBEIS
         LANÇAMENTOS E FATOS CONTÁBEIS
Lançamento de primeira Fórmula:           Um débito e um crédito:
D                                         D Máquinas
C                                         C Bancos


Lançamento de segunda fórmula:            Um débito e + de um crédito:
D                                         D Maquinas
C                                         C Bancos
C                                         C duplicatas a pagar


Lançamento de terceira fórmula           + de um débito e um crédito:
D                                        D Caixa
D                                        D Máquinas
C                                        C Integralização de capital


Lançamento de quarta fórmula:
D                                        + de um débito e + de um crédito:
D                                        D Caixa
C                                        D Máquinas
C                                        C Integralização de capital

                                                                             25

                   WWW.SUPERPROVAS.COM
LANÇAMENTOS E FATOS CONTÁBEIS
           LANÇAMENTOS E FATOS CONTÁBEIS

O grande segredo para saber bem contabilidade é conhecer os diversos lançamentos
existentes nas diversas questões de provas. Pensando nisto, o Superprovas separou
diversos exercícios que versam sobre lançamentos para que o usuário fique bom neste
assunto. Trata-se de um assunto “pré-requisito” para a solução de exercícios de
contabilidade.
Sendo assim, convidamos os usuários a resolver as diversas questões de lançamentos
presentes na base de questões do Superprovas:




                                                                                26

                     WWW.SUPERPROVAS.COM
ESCRITURAÇÃO




                      27

WWW.SUPERPROVAS.COM
LIVROS CONTÁBEIS
                         LIVROS CONTÁBEIS
Livros principais e auxiliares:
LIVROS                       UTILIDADE    NATUREZA              FINALIDADE
DIÁRIO                       PRINCIPAL    CRONOLÓGICO           OBRIGATÓRIO
RAZÃO                        PRINCIPAL    SISTEMÁTICO           OBRIGATÓRIO
LALUR                        AUXILIAR     SISTEMÁTICO           OBRIGATÓRIO
CAIXA                        AUXILIAR     SISTEMÁTICO           OBRIGATÓRIO
CONTAS-CORRENTES             AUXILIAR     SISTEMÁTICO           FACULTATIVO


Livros específicos nas esferas Federal, municipal e estadual:
ESFERA FEDERAL                ESFERA MUNICIPAL           ESFERA ESTADUAL
Registro de apuração          Registro de Prestação      Registro de Apuração
do IPI                        de Serviços.               do ICMS
Registro de apuração          Registro de Contratos      Registro de
do lucro real (LALUR)         de Prestação de            Entradas/Saídas de
                              Serviços                   Mercadorias

Registro de inventários                                  Registro de Controle de
                                                         Produção e do Estoque
Registro de compras
                                                                                   28

                    WWW.SUPERPROVAS.COM
ERROS DE ESCRITURAÇÃO
                      ERROS DE ESCRITURAÇÃO
Relacionamos a seguir os principais erros de escrituração e sua respectiva correção. Os erros
de escrituração principais são: Lançamento a maior, inversão de conta, lançamento a menor e
Troca de conta:

Erro de escrituração: lançamento a maior:
Lançamento a maior:       Correção:                Observação: compra de mercadoria
D Mercadoria              D Bancos                 em cheque por 200 mil reais e
C bancos 210.000          C mercadoria 10.000      correção do valor correto através
                                                   de um segundo lançamento com
                                                   estorno de 10 mil reais



 Erro de escrituração: inversão de conta:
 Inversão de conta:          Correção:             Observação: compra de veículo
 D Caixa                     D Veículos 100.000    com o dinheiro em caixa. Se for
 C Veiculos 50.000                                 feito lançamento invertido, no caso
                             C Caixa 100.000       de haver o erro de inversão de
                                                   conta temos que fazer o
                                                   lançamento correto duas vezes, por
                                                   isto o valor de correção é de 100
                                                   mil reais.
                                                                                         29

                       WWW.SUPERPROVAS.COM
ERROS DE ESCRITURAÇÃO
                  ERROS DE ESCRITURAÇÃO
Erro de escrituração: lançamento a menor

Lançamento a menor:       Correção:          Observação:
D Mercadoria              D Mercadoria       Compra de mercadoria em
C bancos 190.000          C Banco 10.000     cheque por 200 mil reais e
                                             correção do lançamento a
                                             menor através de um segundo
                                             lançamento com lançamento
                                             complementar de 10 mil reais.



Erro de escrituração: troca de conta
Troca de conta:         Correção:            Observação:
D Mercadoria            D Fornecedor 1.000   Compra de mercadoria com cheque
C Fornecedor 1.000                           e troca da conta bancos por conta
                        C Banco 1.000        de fornecedor.
                                             Procede se a transferência com o
                                             lançamento a débito de
                                             fornecedores e a crédito de Bancos.

                                                                                   30

                     WWW.SUPERPROVAS.COM
TEORIA DAS CONTAS




                       31

 WWW.SUPERPROVAS.COM
TEORIA DAS CONTAS
                    TEORIA DAS CONTAS
Teoria das contas: a teoria utilizada comumente em contabilidade na
prática na elaboração do balanço patrimonial é a teoria patrimonialista,
isto porque esta teoria divide as contas em patrimoniais e de resultado.
Porém existem outras teorias que são cobradas de forma conceitual em
algumas provas de concursos públicos. Abaixo os conceitos das teoria
personalista e a teoria materialista, além da Patrimonialista:
Teoria Materialista: as contas integrais envolvem os bens, direitos e
obrigações (B/D/O). Já as contas diferenciais representam as contas de
resultado e de PL.
Teoria Personalista: os bens são representados pelos agentes
consignatários e os direitos e as obrigações são representados pelos
agentes correspondentes. Já os proprietários representam as contas do
PL e de resultado.
Teoria Patrimonialista: as contas são classificadas em contas patrimoniais
e contas de resultado (adotada na prática).

                                                                       32

                  WWW.SUPERPROVAS.COM
TEORIA DAS CONTAS
                           TEORIA DAS CONTAS
                Tabela resumo da teoria das contas:

                               TEORIA DAS CONTAS

           CONTAS             Teoria Personalista       Teoria           Teoria
                                                      Materialista   Patrimonialista
                    Bens           Agentes
  Ativo                         Consignatários
                Direitos
                                   Agentes             Integrais      Patrimonial
 Passivo       Obrigações      Correspondente


   PL               PL           Proprietário         Diferencial

Resultado       Despesas         Proprietário         Diferencial    De Resultado
                Receitas
                 Custos

                                                                                    33

                     WWW.SUPERPROVAS.COM
CONTAS RETIFICADORAS
                    CONTAS RETIFICADORAS
Contas retificadoras do passivo são contas devedoras que reduzem o passivo.
Contas retificadoras do ativo são contas credoras que reduzem o ativo.
Exemplos de contas retificadoras e sua representação no Balanço Patrimonial:

 Contas retificadoras do ativo:               Representação no BP (ret. do ativo)
      Depreciação Acumulada                        Veículos (devedora)
      Amortização Acumulada                        (-) depreciação acumulada (credora e
      Exaustão Acumulada                           retificadora do ativo)

                                              Representação no BP (ret. do passivo)
 Contas Retificadoras do Passivo:
                                                  Fornecedores (credora)
      Juros a Vencer
                                                  (-) juros a vencer (devedora e
       Encargos Financeiros a Transcorrer         retificadora do passivo)

 Contas Retificadoras do PL:                  Representação no BP (ret. do PL)
      Capital a Realizar                          Capital Social (credora)
      Ações em Tesouraria                         (-) capital social a realizar (devedora
                                                  retificadora do PL)
      Ajuste de avaliação patrimonial
                                                                                        34

                      WWW.SUPERPROVAS.COM
CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS




                           35

    WWW.SUPERPROVAS.COM
CLASSIFICAÇÃO DE CONTAS
                 CLASSIFICAÇÃO DE CONTAS
Classificar contas consiste em definir se ela é credora ou devedora, ou se é uma
conta retificadora; se pertence ao ativo, ao passivo, ou ao PL e em qual subgrupo
do Balanço Patrimonial ela é representada.
Com a prática, aos poucos, iremos conhecendo as diversas contas e entenderemos
sua classificação. Tão importante quanto saber as características das contas é
conhecer as regras de classificação no ativo (circulante ou não circulante). No
passivo (circulante ou não circulante) ou no PL.
Não basta somente saber se uma conta é devedora ou credora ou a que parte do
Balanço Patrimonial ela pertence. É importante, também, saber quais as regras
que permitem esta identificação. Sendo assim, por exemplo, uma conta de ajuste
de avaliação patrimonial (AAP) possui regras para sua contabilização, ou seja, é
necessário conhecer os critérios de classificação das contas, seus ajustes e o que
ela representa.
Trataremos do ativo, do passivo, dos ajustes a valor presente, do uso da conta AAP
(ajuste de avaliação patrimonial) de aplicações financeiras, das contas do PL e, por
fim, da classificação das contas no Balanço Patrimonial e das classificações a
Débito e a Crédito nestes próximos slides.


                                                                                36

                     WWW.SUPERPROVAS.COM
ATIVO CIRCULANTE E NÃO CIRCULANTE
        ATIVO CIRCULANTE E NÃO CIRCULANTE
O Balanço Patrimonial representa o patrimônio da empresa e está subdividido em:
ativo, passivo e patrimônio líquido.
O Ativo é representado do lado esquerdo do Balanço Patrimonial e está sub-
dividido em dois grande grupos: Ativo Circulante e Ativo não circulante.
Ativo Circulante (AC) : No AC são classificados os valores que a empresa já possui
em dinheiro e os que a empresa pode converter em dinheiro a curto prazo (até o
término do exercício seguinte). Ex: caixa, bancos
Ativo não circulante (ANC) : direitos que a empresa não tem a intenção de
converter em dinheiro a curto prazo, ou seja, só o fará no longo prazo (ARLP), ou
que não pretende converter nem a longo prazo (após o término do exercício
seguinte). Ex: contas a receber no longo prazo.
O ANC se subdivide em quatro sub-grupos:




                                                                              37

                     WWW.SUPERPROVAS.COM
ATIVO NÃO CIRCULANTE
                    ATIVO NÃO CIRCULANTE
Grupo: ATIVO NÃO CIRCULANTE - Subgrupos:
Ativo Realizável a Longo Prazo (ARLP): são os direitos realizáveis após o término
do exercício seguinte. Ex: contas a receber LP, direitos a receber.
Investimentos: as participações permanentes em outras sociedades e os direitos
de qualquer natureza não classificáveis no ativo circulante e que não se destinam
à manutenção da atividade da companhia. Ex: participações societárias, terrenos.
Ativo Imobilizado: direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à
manutenção das atividades da companhia (Ex: máquinas, veículos), inclusive os
decorrentes de operações que transfiram à companhia os riscos, benefícios e
controle destes bens.
Nota:  os bens utilizados no negócio que são usados na entidade que o são da
entidade na sua “essência” da empresa porque são utilizados como se fossem,
serão registrados no ativo imobilizado. Ex: banco de testes adquirido em forma
de “leasing financeiro”.
Ativo Intangível: os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados
à manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo
de comércio adquirido. Ex: obras de arte.
                                                                               38

                     WWW.SUPERPROVAS.COM
OBSERVAÇÕES
                           OBSERVAÇÕES

Nota 1: também serão alocados no subgrupo investimentos do ativo não
circulante, os bens tangíveis e intangíveis não utilizados pela empresa em suas
atividades, inclusive as propriedades para investimento como por exemplo os
terrenos.
Nota 2: Um atívo intangível deve ser reconhecido apenas se:
    a) For provável que os benefícios econômicos futuros esperados atribuíveis ao
    ativo serão gerados em favor da entidade e,
    b) O custo do ativo possa ser mensurado com segurança.
Nota 3: no caso de leasing financeiro, a empresa arrendatária deve contabilizar o
BEM no imobilizado, porém as prestações devem ser contabilizadas como dívida
no
passivo.
Nota 4: a MP 449/2.008 extinguiu o ativo Diferido.



                                                                            39

                    WWW.SUPERPROVAS.COM
PASSIVO
                                PASSIVO

Passivo: o passivo é representado no lado direito do Balanço Patrimonial .
O Passivo é composto pelo Passivo circulante e pelo Passivo não circulante.
Passivo circulante (PC): são contabilizadas as obrigações de curto prazo, ou seja,
as que vencerem no exercício seguinte. Ex: contas a pagar curto prazo, salários a
pagar.
Passivo não circulante (PNC): são contabilizadas no PNC as obrigações de longo
prazo, ou seja, as que vencerem em prazo além do exercício seguinte. Ex:
empréstimos longo prazo.
Nota: as receitas diferidas são atualmente classificadas no passivo não circulante.
Receitas diferidas são os adiantamentos recebidos de clientes por fornecimento de
produtos e serviços.

                            As receitas Diferidas
                           pertenciam ao antigo
                            REF, agora estão no
                           Passivo não circulante

                                                                              40

                    WWW.SUPERPROVAS.COM
AJUSTE A VALOR PRESENTE
                    AJUSTE A VALOR PRESENTE

De acordo com o CPC 12 – Ajuste a Valor Presente, os elementos integrantes do
ativo e do passivo decorrentes de operações de longo, ou de curto prazo, quando
houver efeito relevante, devem ser ajustados a valor presente com base em taxas
de desconto que reflitam as melhores avaliações do mercado quanto ao valor do
dinheiro no tempo e os riscos específicos do ativo e do passivo em suas datas
originais.
O ajuste a valor presente deverá ser contabilizado por meio de uma conta
retificadora da operação que o originou, de modo que o saldo original da conta
principal seja mantido.
São exemplos contas retificadoras de ajuste a valor presente:
- Juros Ativos a Apropriar;
- Juros Ativos a Vencer;
- Receitas Financeiras a Transcorrer;
- Juros Ativos a Transcorrer;
- Juros Passivos a Apropriar;
- Juros Passivos a Vencer;
- Despesas Financeiras a Transcorrer;
- Encargos Financeiros a Transcorrer; e
- Juros Passivos a Transcorrer.
Nota: valor Justo é diferente de Valor presente!!!.
                                                                            41

                       WWW.SUPERPROVAS.COM
AJUSTE A VALOR PRESENTE
                      AJUSTE A VALOR PRESENTE
Valor presente do ativo : para calcular o valor presente, deve-se utilizar a fórmula:
           Valor nominal/(1+i)^n
Exemplo de ajuste a valor presente:
Venda a prazo no valor de R$ 10.000,00.
Recebimento em Parcela única, com vencimento em 5 anos.
Preço à vista: R$ 6.210,00, o que equivale a um custo financeiro anual de 10%
Taxa de mercado 10% a.a.
Valor Presente: R$ 6.210,00
Pela transação de venda:
D - Contas a receber a longo prazo......10.000
C - Receita bruta de vendas...............10.000
Pelo registro do ajuste a valor presente, no momento em que é realizada a venda:
D - Receita bruta de vendas...................................2.421,25
C - AVP - Receita financeira comercial a apropriar......2.421.25
Lançamento completo:
D - Contas a receber a longo prazo.............................10.000,00
C - AVP - Receita financeira comercial a apropriar..........2.421.25
C - Receita Bruta de vendas.......................................7.578 ,75

Ou seja: o valor de contas a receber a longo prazo foi ajustado a valor presente no valor
De 7.578,75 (10.000-2421,25).                                                             42

                          WWW.SUPERPROVAS.COM
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
                     PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Patrimônio Líquido (PL) – principais contas:
          Capital Social
          Capital a realizar
          Ações em tesouraria
          Reservas de capital
          Reservas de lucros
          Ajustes de Avaliação Patrimonial
          Prejuízo acumulado

Reservas de lucros: é a parte do lucro que os sócios decidiram não retirar da
empresa, guardando para determinado fim.
Reservas de capital: são recursos de terceiros dados gratuitamente à
empresa e que não transitam pelo resultado. Ex: ágio na venda de ações.
Ajustes de avaliação patrimonial: criada pela lei 11.638/2007 é utilizada para
ajustar aplicações financeiras que não podem ter suas variações positivas ou
negativas levadas ao resultado.
Prejuízo acumulado: antes o nome desta conta era lucros e prejuízos
acumulados, após a Lei 11.638/2007 não é possível mais ter a conta Lucro e
prejuízos acumulados, somente a conta prejuízos acumulados.
                                                                                 43

                    WWW.SUPERPROVAS.COM
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
                   PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Patrimônio Líquido (PL) – Detalhamento:




                                          44

                  WWW.SUPERPROVAS.COM
CAPITAL SOCIAL E CAPITAL SOCIAL A INTEGRALIZAR
CAPITAL SOCIAL E CAPITAL SOCIAL A INTEGRALIZAR

Capital Social: Capital registrado no órgão competente em nome da sociedade.
São as “ações da empresa”.
Capital Subscrito: é o capital que os sócios se comprometeram a integralizar.
Capital Integralizado: Valor que o titular, sócios ou acionistas já pagaram à
entidade, a título de capital.
Capital a Integralizar = Capital Subscrito – Capital Integralizado
Capital Autorizado: limite máximo que o capital social poderá atingir, sem que
haja alteração dos estatutos sociais.

Representação:
Capital Subscrito ------------ R$50.000.00.,00
(-) Capital a integralizar ----- R$20.000.000,00
=====================================
Capital integralizado---------- R$ 30.000.000,00



                                                                                45

                       WWW.SUPERPROVAS.COM
AÇÕES EM TESOURARIA
                       AÇÕES EM TESOURARIA
Quando a empresa compra ações dela mesma , ou seja, quando um sócio vende
suas ações para a própria empresa e a empresa remunera o sócio por isto, estas
ações não ficarão no capital social e sim na conta ações em tesouraria. Esta conta
reduz o capital social, tendo em vista que ficarão em tesouraria até que outro
sócio resolva comprá-la.
              Representação no Balanço Patrimonial:
              Patrimônio Líquido
              Capital Social ------------------------- R$ 50.000.000,00
              (-) ações em tesouraria ----------- R$ 1.000.000,00


Lançamento:
Ações em tesouraria --------R$ 1.000.000,00
A bancos -----------------------R$ 1.000.000,00
O capital social não muda. Só o PL que irá mudar.



                                                                               46

                      WWW.SUPERPROVAS.COM
AJUSTES DE AVALIAÇÃO PATRIMONIAL
         AJUSTES DE AVALIAÇÃO PATRIMONIAL
No âmbito na contabilidade internacional a conta “ajustes de avaliação patrimonial” tem
função mais ampla do que as funções permitidas no Brasil. A contabilidade internacional
utiliza essa conta inclusive para contabilizar as reavaliações positivas e negativas dos ativos
fixos, o que no Brasil não é mais permitido. No Brasil ela é usa para computar as diferenças
positivas ou negativas de instrumentos Financeiros que não têm suas variações de valor
computadas no Resultado.
Exemplo de contabilização: um instrumento financeiro disponível para venda adquirido por
R$ 200.000, no final do exercício proporciona ao seu investidor dividendos no valor de R$
5.000 e seu valor de mercado está cotado a 220.000. A contabilização dessa valorização ser
dará da seguinte forma:
Na aplicação:
D Aplicações financeiras --------200.000
C caixa-------------------------------200.000
No pagamento de dividendos e contabilização do ajuste de avaliação patrimonial:
D Aplicações financeiras ---------------------------------------15.000
C AJUSTE AVALIAÇÃO PATRIMONIAL (PL) -------------------15.000
D Dividendos a receber-------------------------5.000
C Receita de dividendos------------------------5.000

Nota 1: a conta de AAJ – ajuste de avaliação patrimonial é conta do patrimônio líquido,
podendo ajustar o PL para mais ou para menos, conforme o aumento/diminuição da A.F.
Nota2: ao contabilizar os dividendos o investimento ficará em 215.000 (faltando 5.000 para
ficar com o saldo do seu valor de mercado. Após o último lançamento este valor é
registrado.                                                                             47

                       WWW.SUPERPROVAS.COM
RESERVAS DE LUCROS
                      RESERVAS DE LUCROS

As reservas de lucros são a parte dos lucros retidos ao final de cada exercício no
Patrimônio Líquido, para finalidades específicas definidas na lei 6.404/76.
Abaixo a relação de reservas de lucros definidas por esta lei:

          Reservas de lucros:
          Reserva Legal
          Reserva de contingências
          Reserva estatutária
          Reserva de incentivos fiscais
          Reserva de retenção de lucros
          Reserva de lucros a realizar
          Reserva especial de dividendos obrigatórios não
          distribuídos
          Reserva prêmio na emissão de debêntures




                                                                                     48

                     WWW.SUPERPROVAS.COM
RESERVA LEGAL
                              RESERVA LEGAL

Constituição da Reserva legal: a cada final de exercício a empresa deverá reservar o
equivalente a 5% do lucro líquido para reserva legal.
Limites para constituição:
O primeiro é chamado de limite obrigatório, pois deve ser compulsoriamente observado. A
Lei diz que a Reserva Legal não excederá o valor de 20% do Capital Social.
Limite Obrigatório : Reserva Legal ≤ 20% do Capital Social.
Limite facultativo a empresa poderá constituir a Reserva Legal ainda que este limite seja
ultrapassado, mas não é obrigada. Segundo a Lei, a companhia poderá deixar de constituir a
Reserva Legal quando o saldo dessa reserva, acrescido do montante das reservas de capital,
exceder o valor de 30% do Capital Social.
Limite Facultativo: Reserva Legal + Reservas de Capital ≤ 30% do Capital Social.
Nota: caso a reserva legal existente somada a reserva de capital seja superior à 30% do
capital social a empresa poderá constituir a reserva até completar o limite obrigatório, mas
não é obrigada (limite facultativo).
Nota2: a empresa não poderá constituir reservas além dos 20% do capital social
Nota3: normalmente as bancas usam o de capital social realizado e não o subscrito para
calcular a Reserva Legal.
                                                                                        49

                       WWW.SUPERPROVAS.COM
RESERVA DE CONTINGÊNCIAS E ESTATUTÁRIA
 RESERVA DE CONTINGÊNCIAS E ESTATUTÁRIA

Reserva de contingências: a empresa em assembléia geral
poderá criar reservas para prevenção de contingências.
Porém caso esta contingência não se realize no final do
exercício deverá haver reversão da reserva de
contingências para lucros e prejuízos acumulados.

Reserva Estatutária: O estatuto da empresa permite que a
sociedade crie quantas reservas quiser. Porém será
necessário especificar exatamente o propósito, a base de
cálculo e percentual máximo do lucro líquido, ou valor
máximo da reserva.



                                                     50

              WWW.SUPERPROVAS.COM
RESERVA DE INCENTIVOS FISCAIS
                RESERVA DE INCENTIVOS FISCAIS

Reserva de incentivos fiscais: constituída a partir dos valores apropriados no
resultado com origem em subvenções governamentais.
A subvenção a apropriar é uma receita diferida que deverá ser transferida para o
resultado na proporção de sua utilização pela empresa, proporcionalmente na
mesma razão da depreciação. Caso um terreno tenha sido doado pelo governo
teremos a aplicação deste conceito. Terrenos doados por ente governamental não
são depreciados, embora sejam transferidos para o resultado através da conta
subvenção a apropriar:
      TERRENO      SUBVENÇÃO A APROPRIAR                    SUBVENÇÃO A APROPRIAR     RECEITA DE DOAÇÃO


  500.000                      500.000                             20.000   500.000            20.000




                                           NO FINAL DO EXERCÍCIO




Calculo: R$ 500.000/25 anos = R$ 20.000, que será apropriado ao resultado após o
primeiro ano. Este valor irá para o resultado a crédito da conta de receita de
doação. 25 anos é o tempo de vida útil de uma construção. O terreno seguirá a
taxa de 1/25 anual para apropriação da subvenção.
RESERVA DE CONTINGÊNCIAS E ESTATUTÁRIA
  RESERVA DE CONTINGÊNCIAS E ESTATUTÁRIA

Constituição da reserva de incentivos fiscais: tendo em vista que a receita de
doação fará parte do resultado e será transferida para a conta “lucros e prejuízos
acumulados” (hoje chamada de prejuízos acumulados), iremos constituir a reserva
de incentivos fiscais em contrapartida de lucros e prejuízos acumulados, para que
ao distribuir dividendos, este valor fique diferido/segregado e não faça parte da
distribuição dos dividendos.

          RECEITA DE DOAÇÃO


                  20.000




                                   R
                                tra ecei
                                   n     t
                                 p/ sferi a
                                   L/P da
                                       ac
                                                   L/P ACUMULADOS      RESERVA DE INCENTIVOS FISCAIS



                                              20.000 (1)   1.000.000                 20.000 (1)




 *(1)
 D L/P acumulados
 C Reserva Incentivos Fiscais
RESERVA DE LUCROS A REALIZAR
             RESERVA DE LUCROS A REALIZAR

Reserva de lucros a realizar: é a reserva de lucro criada para preservar as
disponibilidades, evita que a empresa tenha que se endividar para pagar
dividendos.
Lucro realizado: considera-se realizada a parcela do lucro líquido deduzídos o
resultado positivo de equivalência patrimonial e os lucros que serão recebidos no
longo prazo.
Constituição da reserva de lucros a realizar: se o dividendo obrigatório ultrapassar
o lucro realizado, a empresa poderá constituir uma reserva de lucros a realizar com
a diferença do lucro realizado e o valor a ser pago como dividendos aos sócios:

                                             Parcela de dividendos
                                           obrigatórios que excede o
                                                lucro realizado




                                                               = Reserva de lucros a
       Lucro realizado       Dividendo                               realizar
                             obrigatório
R. RETENÇÃO LUCROS/DIVIDENDOS/PREMIO NA EMISSÃO DEBENTURES
R. RETENÇÃO LUCROS/DIVIDENDOS/PREMIO NA EMISSÃO DEBENTURES

 Reserva de retenção de lucros: caso a assembléia geral resolva segregar
 parte do lucro para investimento ou expansão, devidamente justificado
 poderá ser destinado parte do lucro para constituição da reserva de
 retenção de lucros.
 Reserva especial de dividendos obrigatórios não distribuídos: caso haja
 necessidade de retenção de parte dos dividendos por motivos econômicos
 poderá a assembléia geral decida pela retenção poderá ser constituída a
 reserva especial de dividendos obrigatórios não distribuídos.
 Reserva prêmio na emissão de debêntures: como o prêmio na emissão de
 debêntures é isento do pagamento do IR a legislação permite que o valor
 apropriado ao resultado seja excluído do lucro líquido do exercício.
 Nota: as reservas de lucro terão o seguinte lançamento durante a sua
 constituição:
 D L/P acumulados
 C Reserva de lucros
RESERVAS DE CAPITAL
                  RESERVAS DE CAPITAL

Reserva de capital: são ingressos não tributáveis de recursos
oriundos de terceiros e que não têm relação com o fornecimento de
mercadorias ou prestação de serviços por parte da empresa que
recebeu os recursos. As reservas de capital não transitam pelo
resultado.
As reservas de capital são as seguintes: bônus de subscrição, ágio na
subscrição de ações e partes beneficiárias.
Aplicações das reservas de capital: serão usadas para:
Absorção  de prejuízos que ultrapassarem os lucros acumulados e as
reservas de lucros;
Resgate, reembolso ou compra de ações;
Resgate de partes beneficiárias;
Incorporação no Capital Social;
Pagamento de dividendos a ações preferenciais, quando esta
vantagem lhes for assegurada.
RESERVAS DE CAPITAL
                         RESERVAS DE CAPITAL

Ágio na emissão de ações: formará reserva de capital o valor pago a maior do que o valor da
ação no caso da empresa negociar suas ações.
Lançamento:
Bancos
a diversos
a capital social
a reservas de capital (ágio na emissão de ações)
Partes beneficiárias: são títulos emitidos pela empresa para beneficiar pessoas que
prestaram serviços relevantes na vida da sociedade. Emitidos por companhias
exclusivamente de capital fechado.
Lançamento:
Banco
A Reserva de capital (Partes beneficiárias).
Bônus de subscrição: são títulos de créditos emitidos até o limite do capital social
autorizado, que dão aos seus titulares o direito de subscrever ações da empresa mediante
apresentação deste título.
Lançamento:
Bancos
A Reserva de capital (alienação de Bônus de subscrição)
BALANÇO PATRIMONIAL
                     BALANÇO PATRIMONIAL
                     BALANÇO PATRIMONIAL – REPRESENTAÇÃO DOS
                                    GRUPOS
                  ATIVO                  PASSIVO

                  ATIVO CIRCULANTE       PASSIVO CIRCULANTE
                                         PASSIVO NÃO
                  ATIVO NÃO CIRCULANTE
                                         CIRCULANTE

                                         PATRIMÔNIO LÍQUIDO


O Balanço Patrimonial é a demonstração contábil que irá representar todos os bens,
direitos e obrigações da Entidade. Trata-se da representação “estática” do
patrimônio.
No fechamento do exercício todas as contas de resultado são transferidas para a conta
ARE (de resultado) e posteriormente transferidas para a conta Prejuízos cumulados
localizada no Patrimônio Líquido do balanço patrimonial (antiga conta Lucros e
prejuízos acumulados).
Pelas novas regras não mais poderá haver lucro acumulado em L/P acumulados, cujos
valores devem ser também transferidos para Reservas ou dividendos.
Já a representação detalhada do resultado do exercício é apresentada no DRE –
Demonstração do Resultado do Exercício.                                   57

                     WWW.SUPERPROVAS.COM
PRINCIPAIS CONTAS CLASSIFICADAS NO BP
   PRINCIPAIS CONTAS CLASSIFICADAS NO BP
Principais contas do AC:              Principais contas do PC:
Caixa                                Fornecedores
Bancos                               Impostos a recolher
Disponibilidades                     Empréstimos
Aplicações de liquidez imediata      Adiantamentos de clientes
Contas a receber                     Salários a pagar
Mercadorias                          Encargos a pagar
Despesas antecipadas                 Dividendos a pagar
                                      Títulos a pagar


Principais contas do ANC:            Principais contas do PNC:
Aplicações em instrumentos          Empréstimos
financeiros                          Renegociações de dívidas de LP
Contas a receber de clientes        Impostos a pagar postergados
Direitos a receber                  Títulos a pagar de longo prazo
Participações societárias           Receitas Diferidas
Máquinas
Veículos                            Principais contas do PL:
                                     Capital Social
Obras de arte
                                     Ações de tesouraria
Terrenos
                                     Reservas
                                     AAP
                                     Prejuízos acumulados
                                                                       58

                    WWW.SUPERPROVAS.COM
CLASSIFICAÇÃO DE CONTAS
                    CLASSIFICAÇÃO DE CONTAS
Exemplos de contas classificadas quanto ao DÉBITO, AO CRÉDITO E NO BP:

         CONTA              DEVEDORA          CREDORA         CLASSIFICAÇÃO

    ALUGUÉIS A PAGAR                -          CREDORA       PASSIVO CIRCULANTE

    ALUGUÉIS A VENCER        DEVEDORA             -                 AC

      EMPRÉSTIMOS
                                -             CREDORA             PC/PNC
       BANCÁRIOS

        VENDAS                 -              CREDORA             RECEITA

   RESERVA DE LUCROS           -              CREDORA                PL

     CAIXA/BANCOS           DEVEDORA              -                 AC

     CONTAS A PAGAR             -             CREDORA            PC OU PNC

     ENERGIA E ÁGUA         DEVEDORA              -               DESPESA

   ICMS SOBRE VENDAS        DEVEDORA              -               DESPESA

    ICMS A RECOLHER             -             CREDORA               PC

      DEPRECIAÇÃO
                             CREDORA              -          (ANC) RETIFICADORA
       ACUMULADA


                                                                                  59

                        WWW.SUPERPROVAS.COM
RECEITAS E DESPESAS




                      60

WWW.SUPERPROVAS.COM
RECEITAS E DESPESAS
                        RECEITAS E DESPESAS

Receita – Receitas são aumentos nos benefícios econômicos durante o período
contábil sob a forma de entrada de recursos ou aumento de ativos ou
diminuição de passivos, que resultam em aumentos do patrimônio líquido e
que não sejam provenientes de aporte dos proprietários da entidade.
Despesa – Despesas são decréscimos nos benefícios econômicos durante o
período contábil sob a forma de saída de recursos ou redução de ativos ou
incrementos em passivos, que resultam em decréscimo do patrimônio líquido
e que não sejam provenientes de distribuição aos proprietários da entidade.

                              DEFINIÇOES IMPORTANTES:
                                             REGIME DE COMPETENCIA   REGIME CAIXA
RECEITAS REALIZADAS (GANHAS E RECEBIDAS)              SIM                SIM
RECEITAS REALIZADAS (GANHA) E NÃO RECEBIDA            SIM                NÃO
RECEITAS NÃO REALIZADAS (NÃO GANHA) E
                                                     NÃO                 SIM
RECEBIDAS
DESPESAS INCORRIDAS E PAGAS                           SIM                SIM
DESPESAS INCORRIDAS E NÃO PAGAS                       SIM                NÃO
DESPESAS NÃO INCORRIDAS E PAGAS                      NÃO                 SIM

                                                                                    61

                       WWW.SUPERPROVAS.COM
RECEITAS E DESPESAS
                     RECEITAS E DESPESAS

A evidenciação das contas de receitas e despesas se dará no DRE. No balanço
patrimonial teremos só a representação do seu somatório. O valor total das
receitas e despesas será transferido para a conta ARE (ver próximo slide) e depois
para a conta Lucros e prejuízos acumulados no PL (atualmente com a rubrica
Prejuízos acumulados porque todo o lucro deve ser distribuído no final do
exercício).
A distribuição de lucros consiste em se transferir os lucros para as reservas e a
dividendos a pagar. Nenhum lucro deve ficar na conta L/P acumulados, somente
deverá ficar saldo nesta conta para representar prejuízos acumulados de
exercícios anteriores.
A conta L/P acumulados pertence ao Patrimônio Liquido do Balanço Patrimonial.
A demonostração das contas de resultado se dará na DRE - demonstração de
lucros do exercício que será apresentada nos próximos slides.




                                                                               62

                   WWW.SUPERPROVAS.COM
DISTRIBUIÇÃO DO RESULTADO
                       DISTRIBUIÇÃO DO RESULTADO
     DESPESAS               RECEITAS                                                 ARE


20 000         B            A          10 000                                    B         A
                                                   Receitas e despesas para
                                                   a conta ARE




                                                                              DIVIDENDOS


     ARE                                  PREJUÍZOS
                                          ACUMULADOS
                                                                                       PARTE DO           BALANÇO
                                                                                       SALDO
                                                                                                        PATRIMONIAL
 B         A                                      SALDO                                               ATIVO        PASSIVO

                                                                                                      ATIVO        PASSIVO
                                                                                                      CIRCULANTE   CIRCULANTE

                                                                                                                   PASSIVO
           SALDO                                                                                      ATIVO NÃO
                                                                                                                   NÃO
                                                                              RESERVAS                CIRCULANTE
                                                                                                                   CIRCULANTE

                                                                                                                   PATRIMÔNI
                                                                                       PARTE DO                    O LÍQUIDO
                                                                                       SALDO
                   O Saldo do ARE vai
                   para a conta Prejuízos Aqui ocorre a distribuição
                   Acumulados             do Resultado, zerando a
                                          conta Prejuízos acumulados
                                          e transferindo o saldo para
                                          Dividendos e Reservas.                       As contas de Dividendos são
                                                                                       localizadas no PE e as contas
                                                                                       de Reservas são Localizadas
                                                                                                               63
                                                                                       no Patrimônio Líquido do BP
                                WWW.SUPERPROVAS.COM
DIVIDENDOS
                            DIVIDENDOS

Na distribuição do resultado, conforme comentado anteriormente, percebemos
que parte do lucro é distribuído em forma de dividendos aos sócios.
Por ocasião da declaração dos dividendos, temos o seguinte lançamento:
Contabilização:
D Lucros ou prejuízos acumulados (PL)
C Dividendos a pagar (PC)
Já no pagamento dos dividendos, temos o seguinte lançamento:
D Dividendos a pagar
C Caixa
Após a declaração os dividendos devem ser pagos aos sócios em até 60 dias.




                                                                             64

                   WWW.SUPERPROVAS.COM
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO
EXERCÍCIO (DRE) e DEMONSTRAÇÃO DOS
   RESULTADOS ABRANGENTES (DRA)




                                 65

        WWW.SUPERPROVAS.COM
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO

Estrutura conforme lei 6.404/76:

                Faturamento
                IPI
                Receita Bruta de venda ou serviços
                (-) Devoluções e cancelamentos de vendas
                (-) Descontos e abatimentos
                (-) Impostos sobre venda ou serviços
                ---------------------------------------
                Receita Líquida
                (-) CMV
                ----------------------------------------
                Lucro Bruto
                (-) Despesas administrativas/financeiras/comerciais
                (+) Receitas Financeiras
                (+/-) Outras receitas/despesas operacionais e não operacionais
                (-) Imposto de Renda e CSLL (contribuições sociais sobre o lucro)
                (-) Participações Societárias
                ----------------------------------------
                Lucro Líquido do exercício
                Lucro Líquido por ação


                                                                                    66

                     WWW.SUPERPROVAS.COM
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO

A DRE – demonstração do resultado do exercício é construída a partir dos saldos do
encerramento de todas as contas de resultado. Os itens pertencentes ao DRE são os
seguintes:
Faturamento com IPI – No caso de empresa industrial Faturamento é a soma da receita
bruta com IPI. No caso de empresa comercial o faturamento não embute o IPI porque IPI é
um imposto por fora, ou seja, é calculado por fora e há a representação separada
Faturamento + IPI.
Receita Bruta: é a soma de todas as receitas da atividade principal da empresa
Deduções da Receita: são as devoluções e cancelamentos de vendas + descontos e
abatimentos + Impostos sobre venda ou serviços. Ao fazer estas deduções temos a Receita
Líquida.
Impostos sobre venda: ICMS, IPI, Pis e Confins
CMV = custo de mercadorias vendidas: todas as despesas de vendas são representadas por
esta rubrica. Já as demais despesas são representadas posteriormente.
Lucro bruto = receita líquida (–) CMV. Representa o resultado das vendas/serviços, ou seja,
o obtido com as atividades de vendas/prestação de serviços.


                                                                                     67

                     WWW.SUPERPROVAS.COM
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO

Despesas administrativas: são as despesas administrativas gerais: conta de água, luz, telefone,
salários, material de expediente, aluguéis.
Despesas financeiras: são os juros passivos, desconto concedidos.
Despesas comerciais: são as despesas com publicidade, comissões.
Receitas administrativas: juros ativos, descontos obtidos.
Outras receitas e despesas operacionais: são os aluguéis ativos, dividendos de participações
societárias, resultado de equivalência patrimonial, reversão de PCLD.
Outras receitas e despesas não operacionais: ganhos/perdas na venda do imobilizado.
IR e CSLL: imposto de renda e contribuição social sobre lucro líquido calculados sobre o
resultado.
Participações societárias:
Participações dos Debenturistas;
Participações dos Empregados;
Participações dos Administradores;
Participações das Partes Beneficiárias e
Participações dos Fundos de assistência ou previdência a empregados.


Segundo o artigo 189 da lei das SA´s: do resultado do exercícios serão deduzidos, antes de
qualquer participação, os prejuízos acumulados e provisão do imposto de renda.
                                                                                            68

                       WWW.SUPERPROVAS.COM
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO
 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO
     Estrutura conforme o CPC 26:
                    Receita Líquida
                    (-) CMV
                    ----------------------------------------
                    Lucro Bruto
                    (-) Despesas com vendas/gerais/administrativas
                    (+) Receitas Financeiras
                    (+/-) Outras receitas/despesas
                    GEP ou PEP
                    Resultado antes do Resultado Financeiro
                    (+/-) Receitas e Despesas financeiras
                    Resultado antes do IR/CSLL
                    (-) Imposto de Renda e CSLL (contribuições sociais sobre o lucro)
                    (-) Participações Societárias
                    ----------------------------------------
                    Resultado de operações continuadas
                    Ganhos e perdas de operações descontinuadas
                    Lucro Líquido do período
A orientação do CPC 26 é quanto a separação do resultado continuado do não continuado
em substituição ao resultado operacional e não operacional. Os itens classificados com
continuados são os mesmos dos operacionais. Porém a classificação das contas de operações
descontinuadas não é a mesma que as classificadas como “não operacionais”. Estes últimos
estão vinculados ao resultado apurado em operações com ativo ou grupo de ativos cujas
operações estão em vias de serem ou foram descontinuadas e, por isso, deixarão de causar
efeito no caixa e nos equivalentes de caixa da entidade.                              69

                       WWW.SUPERPROVAS.COM
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE

O CPC 26 nos apresenta uma nova demonstração contábil: trata-se da demonstração do
resultado abrangente (DRA).
O resultado abrangente além de incluir o Resultado Líquido obtido pela DRE apresenta também
uma série de ajustes que alteram o Patrimônio líquido e que poderão ou não afetar o Resultado
no futuro.
                  Resultados abrangentes – principais ajustes:
           Variações  nas reservas de reavaliação quando permitidas
           legalmente (CPC 27).
           Ganhos   e perdas atuariais em planos de pensão com benefício
           definido reconhecidos conforme CPC 33).
           Ganhos   e perdas derivados da conversão de demonstrações
           contábeis de operação no exterior (CPC 02).
           Ajuste de avaliação patrimonial relativos aos ganhos e perdas
           na remensuração de ativos financeiros disponíveis para venda
           (CPC 38).
           Ajuste  de avaliação patrimonial relativo à efetiva parcela de
           ganhos ou perdas de instrumentos de hedge em hedge de fluxo
           de caixa (CPC 38).                                                          70

                     WWW.SUPERPROVAS.COM
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE
                  DRE
 Faturamento
 IPI
 Receita Bruta de venda ou serviços
 (-) Devoluções e cancelamentos de vendas
 (-) Descontos e abatimentos
                                                                                               DRA
 (-) Impostos sobre venda ou serviços
 ---------------------------------------
 Receita Líquida
 (-) CMV
 ----------------------------------------
                                                                             RECEITA DE VENDAS
 Lucro Bruto
 (-) Despesas
                                                                             (-) CUSTOS
 administrativas/financeiras/comerciais
 (+) Receitas Financeiras
                                                                             -----------------------------------------
 (+/-) Outras receitas/despesas
 (-) Imposto de Renda e CSLL (contribuições
                                                                             LUCRO
 sociais sobre o lucro)
 (-) Participações Societárias
                                                                             (-) Despesas incorridas
 ----------------------------------------
 Lucro Líquido do exercício
                                                                             -----------------------------------------
 Lucro Líquido por ação                   RESULTADO   LÍQUIDO DO EXERCÍCIO   Resultado líquido do exercício


                                                                             (+) Outros ganhos e ajustes
                                                                             abrangentes
                                                                             =======================
                                                                             Resultado abrangente do
                                                                             período



A DRA deve ser apresentada em separado do DRE ou em conjunto com a DLPA
                                                                                                                         71

                                  WWW.SUPERPROVAS.COM
PROVISÕES E PASSIVOS
   CONTINGENTES




                        72

  WWW.SUPERPROVAS.COM
PROVISÕES E PASSIVOS CONTINGENTES
             PROVISÕES E PASSIVOS CONTINGENTES
Provisão é um passivo de prazo ou de valor incerto. São distintas de outros passivos porque há
incerteza quanto ao pagamento. Provisão é uma reserva de um valor para atender a despesas
que se esperam. A provisão visa a cobertura de um gasto já considerado certo ou de grande
possibilidade de ocorrência.
A CPC 25 criou uma nova forma de reconhecimento de provisões . São contrapartidas que
reduzem o valor do ativo, sendo sempre credoras, mas sempre classificadas no ativo como
redutoras. A contabilização tradicional de provisões não tem mais base técnica, muito embora
as bancas continuem elaborando questões aplicando os conceitos em desuso.
Se a saída de recursos for provável, então é necessária a contabilização da provisão.
Exemplos de contas classificadas como provisões:
Provisão para contingência trabalhistas
Provisão para contingências cíveis
Provisão para cobertura de garantias
Provisão para danos ambientais
Provisão para retirada de ativos
Provisão para reestruturação
Provisão para contingências fiscais
Provisão para compensação por quebra de contrato


As provisões devem ser revistas quando da elaboração de uma demonstração financeira.
Lançamento:
D despesa de provisão
C provisão                                                                              73

                         WWW.SUPERPROVAS.COM
PROVISÕES E PASSIVOS CONTINGENTES
           PROVISÕES E PASSIVOS CONTINGENTES

Não devem ser mais utilizadas com o           Designações apropriadas (contas
nome de provisões                             credoras redutoras do ativo)

PDD o PCLD – provisão para devedores          Perdas estimadas com clientes
duvidosos ou provisão para crédito de
liquidação duvidosa

PPI – provisão para perdas em investimentos   Perdas estimadas em investimentos


Provisão para perdas em estoques              Perdas estimadas em estoques

Provisão para perda ao valor recuperável      Perdas estimadas por valor não
                                              recuperável


Reconhecimento de uma provisão: para se constituir uma provisão devem ser
atendidas as seguintes condições: a obrigação deve ser presente, deve ser provável a
saída de recursos e deve haver uma estimativa confiável do valor da obrigação.
Caso o fato não preencha estas condições será um passivo contingente e não uma
provisão e deverá evidenciado em notas explicativas caso seja remota a possibilidade
de desembolso.
Entende-se por passivo contingente uma obrigação possível ou obrigação presente
que pode (mas provavelmente não fará) requerer uma saída de recursos.          74

                     WWW.SUPERPROVAS.COM
REDUÇÕES DE VALOR NO ATIVO
NÃO CIRCULANTE PERMANENTE




                             75

     WWW.SUPERPROVAS.COM
DEPRECIAÇÃO/AMORTIZAÇÃO/EXAUSTÃO E IMPAIRMENT
DEPRECIAÇÃO/AMORTIZAÇÃO/EXAUSTÃO E IMPAIRMENT




Depreciação de um bem é o registro da redução do valor dos bens pelo desgaste ou perda de
utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência.
Depreciação a conforme a norma CPC 27 (conselho de pronunciamentos contábeis):
A depreciação do ativo se inicia quando este está disponível para uso, ou seja, quando está no
local e em condições de funcionamento . A depreciação de um ativo deve cessar na data em
que o ativo é classificado como mantido para venda (ativo circulante mantido para venda e
operação descontinuada), ou, ainda, na data em que o ativo é baixado, o que ocorrer
primeiro. Portanto, a depreciação não cessa quando o ativo se torna ocioso ou é retirado do
uso normal. A não ser que o ativo esteja totalmente depreciado.
Métodos de depreciação:
Método linear: depreciar de forma linear é depreciar com alíquota constante, dividindo o
valor do bem pelo seu tempo de vida útil .                                               76

                       WWW.SUPERPROVAS.COM
DEPRECIAÇÃO
                              DEPRECIAÇÃO
Bens não depreciáveis:
Bens que não perdem o valor (obra de arte, antiguidade);
Terrenos (a construção pode ser depreciada);
Imóveis não alugados ou destinados à venda;
Bens para os quais sejam registradas quotas de exaustão;
Bens cujo tempo de vida útil seja menor que 1 ano e
Bens com valor inferior a R$ 326,61.


Base de cálculo: custo de aquisição, incluindo os gastos necessários à colocação do
bem em funcionamento, e acréscimos posteriores, como correção monetária.
Lançamento:
Despesa de depreciação
a depreciação acumulada
Valor contábil: é a diferença entre o custo de aquisição (este pode sofrer
acréscimos posteriores) e a depreciação acumulada.
Valor residual: é o valor da provável realização do bem, após totalmente
depreciado. em geral, é considerado zero, mas se for estimado um valor diferente
de zero, este deverá ser subtraído do custo de aquisição, a fim de que a taxa de
depreciação incida nessa diferença.                                          77

                     WWW.SUPERPROVAS.COM
DEPRECIAÇÃO
                                DEPRECIAÇÃO
Valor depreciável: é o valor contábil menos o valor residual.
Métodos de depreciação:
Método das quotas constantes (método linear/taxa de depreciação constante)
    1ª forma: aplica-se taxa constante sobre o valor a ser depreciado.
    2ª forma: divide-se o valor a ser depreciado pelo tempo de vida útil.
Método da soma dos dígitos (método de cole) = não linear= soma das quotas
decrescentes:
    1ª etapa: somar os algarismos que compõem o no de anos de vida útil.
    2ª etapa: multiplicar o valor a ser depreciado a cada ano pela fração cujo denominador
    é a soma da 1ª etapa, e numerador, p/ 1º ano é n (tempo de vida), p/ o 2º ano, n-1, 3º
    ano, n-2, até 1.
    Ex: valor do bem = 180 000
    Tempo de vida útil = 5 anos
    Soma dos dígitos dos anos = 1+2+3+4+5 = 15 anos
    Depreciação do primeiro ano = 5/15 x 180.000 (valor depreciável)=60.000,
    Depreciação do segundo ano = 4/15 x 180.000 (valor depreciável) = 48.000
    Depreciação do segundo ano = 3/15 x 180.000 (valor depreciável) =36.000
    Depreciação do segundo ano = 2/15 x 180.000 (valor depreciável) =24.000
    Depreciação do segundo ano = 1/15 x 180.000 (valor depreciável) =12.000
    ==============================================================
                                                                    180.000
                                                                                      78
    No final de cinco anos teremos todo o bem depreciado de forma não linear.
                      WWW.SUPERPROVAS.COM
DEPRECIAÇÃO
                                DEPRECIAÇÃO
Depreciação = taxa de depreciação x valor depreciável
A cada exercício este valor de depreciação irá para o resultado através do lançamento
abaixo:
ANO 1
Despesa de depreciação
A depreciação acumulada 60.000
ANO 2
Despesa de depreciação
A depreciação acumulada 48.000
Os valores de depreciação serão somados ao longo dos anos e formarão o saldo da conta
depreciação acumulada que aparecerá no Balanço Patrimonial como uma conta retificadora
do ativo permanente:
    Conta depreciação acumulada no Balanço Patrimonial

    ANO 1:
    Ativo Permanente 180.000
    (-) Depreciação acumulada 60.000

Método da quotas crescentes = não linear
Não tem fundamento doutrinário, mas aparece em algumas provas de concursos. É o
contrário do método de cole que é um método decrescente. O método das quotas
crescentes terá como quota o valor de 1/soma dos dígitos (ex:1/15) até o valor do tempo de
                                                                                      79
vida/soma dos dígitos (ex: 5/15).
                        WWW.SUPERPROVAS.COM
DEPRECIAÇÃO ACELERADA
                   DEPRECIAÇÃO ACELERADA
Depreciação acelerada: Trata-se da aceleração da taxa normal de depreciação, em função da
utilização em mais de um turno de um bem. Os acréscimos serão de de 50% até 100% além
da utilização normal conforme tabela abaixo:


  1 turno de 8 horas                        Taxa de depreciação normal x 1,0



  2 turnos de 8 horas                       Taxa de depreciação normal x 1,5



  3 turnos de 8 horas                       Taxa de depreciação normal x 2,0




Os conceitos para o cálculo da depreciação são os mesmos da depreciação a taxas
normais. O que muda é o valor da taxa que sofre um aumento conforme o turno de
utilização. Sendo assim, calcula-se a depreciação multiplicando-se o valor depreciável
pela taxa de depreciação acelerada, achando o valor da depreciação do período. Porém
neste caso usamos a taxa de depreciação com um fator de aceleração (x1,5 ou x2,0)
conforme a tabela acima.

                                                                                    80

                        WWW.SUPERPROVAS.COM
AMORTIZAÇÃO
                               AMORTIZAÇÃO
Amortização: tem o mesmo efeito prático de depreciar. Porém, consiste em registrar a
perda de valor de direitos registrados no intangível ou no diferido (enquanto existir saldo
porque diferido já foi extinto).
A taxa de amortização será determinada em função do tempo restante do usufruto dos
benefícios do direito.
Exemplos de itens amortizáveis:
Bens amortizáveis: benfeitorias em bens de terceiros com cláusula de ressarcimento.
Direitos amortizáveis:
Concessões públicas;
Direitos autorais;
Compras de tecnologia;
Patentes de invenção;
Direitos do uso e marca;
Contratos de exploração de florestas de terceiros.
Lançamento:
D Amortização
C amortização acumulada
O cálculo da amortização depende da duração do contrato. Divide-se o valor total do
contrato pelo tempo em anos e tem-se o valor da amortização anual.
                                                                                      81

                      WWW.SUPERPROVAS.COM
EXAUSTÃO
                                  EXAUSTÃO
Exaustão: tem o mesmo efeito prático de depreciar e amortizar, diferenciando-se dos bens a
que se aplicam: recursos minerais e florestais. Consiste em registrar como exaustão quando
corresponder à perda do valor decorrente de sua exploração de direitos.
Sua valorização pode ser feito por estimativa ou em função da exploração efetiva:
Em  função da estimativa (prazo):
Ex: gasto de aquisição: R$ 1.000.000,00, prazo de concessão=20 anos:
Quota de exaustão = R$ 1.000.000,00/20 anos = 50.000 por ano.
Lançamento:
Exaustão
A Exaustão acumulada 50.000
Em  função da exploração efetiva:
Ex: Possança = capacidade de exploração no período = R$ 400.000 e capacidade de
exploração anual=10 000 toneladas e custos+direito de explorar = R$1.000.000
Quota de exaustão= extração anual / possança = 10.000/400.000=0,025 ou 2,5% por ano
Exaustão= R$1.000.000 x 2,5% = 25.000
Lançamento:
Exaustão
A exaustão acumulada 25.000
                                                                                     82

                      WWW.SUPERPROVAS.COM
TESTE DE RECUPERABILIDADE - IMPAIRMENT
 TESTE DE RECUPERABILIDADE - IMPAIRMENT
Teste de recuperabilidade: é feito predominantemente para itens do imobilizado e
do intangível e, em algumas situações, para itens do investimento e do diferido. É
um teste que deve ser feito pelo menos uma vez em cada em exercício em todos os
ativos classificados no “não circulante” , para verificar se o valor contábil pode ser
recuperado de alguma forma. O objetivo não é reavaliar o bem, aumentando o seu
valor e sim verificar permanemente qualquer redução que deva ser feita para
ajustar o valor contábil ao valor de venda do bem ou ao valor que o bem pode
gerar para a empresa.
Não é mais permitida a criação da reserva de reavaliação, avaliando o bem para um
valor maior. Já o teste de recuperabilidade irá diminuir o valor contábil do bem
através de perdas por valor não recuperável, através de uma conta retificadora de
mesmo nome, retificando o valor contábil do ativo.
A perda por desvalorização do ativo deve ser reconhecida imediatamente no
resultado do período.
Depois do reconhecimento da perda por desvalorização as despesas de
depreciação, amortização ou exaustão devem ser ajustadas em períodos futuros
para alocar o novo valor contábil gerado pelo teste de reavaliação.


                                                                                  83

                     WWW.SUPERPROVAS.COM
TESTE DE RECUPERABILIDADE - IMPAIRMENT
  TESTE DE RECUPERABILIDADE - IMPAIRMENT
Valor em uso (VU): é o valor presente em fluxos de caixas futuros estimados que devem
resultar do uso de um ativo ou de uma unidade geradora do caixa.
Valor líquido de venda (VL): é o valor a ser obtido pela venda de um ativo ou de uma
unidade geradora de caixa em transações em bases comutativas, entre partes conhecedoras
e interessadas subtraídas as despesas estimadas de venda.
Valor recuperável de um ativo (VR): é o maior valor entre o valor líquido de venda de um
ativo e seu valor em uso. VR  maior valor entre VL e VU.
Registro da perda por desvalorização: ocorre o registro do ajuste de perda por
desvalorização quando o valor contábil do bem do ativo permanente for maior que o valor
recuperável. (sendo o valor recuperável o maior valor entre o valor em uso e o valor líquido
de venda). Caso o valor contábil for maior que o maior dentre estes valores haverá registro
de perda por desvalorização):


              VC                    REGISTRO DE PERDA POR DESVALORIZAÇÃO
   VR                               Perdas por desvalorização (despesa)
         <                          a perdas por valor não recuperável (redutora do ativo)


  VR                                Não há registro de perda
         >    VC
                                                                                       84

                       WWW.SUPERPROVAS.COM
TESTE DE RECUPERABILIDADE - IMPAIRMENT
   TESTE DE RECUPERABILIDADE - IMPAIRMENT

Unidade geradora de caixa: é o menor grupo identificável de ativos que gera as entradas de
caixa, que são em grande parte independentes das entradas de caixa de outros ativos ou de
grupos de ativos.
Vida útil: é o período de tempo pelo qual a entidade espera usar um ativo ou o número de
unidades de produção ou de unidades semelhantes que a entidade espera obter do ativo.
Determinação do Valor em uso:
Para o caso de determinação do valor em uso em função das entradas em caixa temos: Se
um ativo gera receitas para os anos de X1 e X2 no valor de $ 100.000,00, ao final de cada
ano o valor de uso em X0 para uma taxa de desconto de 10% será:

         Valor de uso: Σ (Receita Esperada em n/(1+i)^n)
Receita Esperada = 100.000
N=1 em X1
E N=2 em X2
Logo, o nosso valor de uso será: 100.000/1,1^1 + 100.000/1,1^2 = 90.909,10 +
82.644,60 = R$ 173.553,70
Valor em uso = R$ 173.553,70
                                                                                      85

                      WWW.SUPERPROVAS.COM
TESTE DE RECUPERABILIDADE - IMPAIRMENT
    TESTE DE RECUPERABILIDADE - IMPAIRMENT
Supondo que o valor líquido de vendas seja: 200.000 e os custo e despesas de venda +
manutenção = 10.000 reais calculamos o valor líquido de venda = 200.000 – 10.000 =
190.000.
O valor contábil do bem é dado pela diferença entre o custo do bem menos a depreciação
acumulada:
Custo do bem ----------------300.000
Depreciação acumulada = (50.000)
-----------------------------------------------
Valor contábil = 250.000
Teremos então os valores para o teste de recuperabilidade: Valor em uso (VU) = R$
173.553,70, Valor líquido de venda (VL) = 190.000, Valor contábil (VC) = 250.000.
A comparação entre estes valores para saber se devemos registrar a perda por
desvalorização chamamos de TESTE DE RECUPERABILIDADE. Abaixo os passos deste teste:
1) Identificar o maior valor entre o valor de uso (VU) e o valor líquido de vendas (VL). VL ok?
2) Sendo o valor contábil maior que o valor dos valores no passo 1 acima haverá
necessidade de se registrar a perda por desvalorização. E o valor será de R$ 250.000 –
R$190.000 = 60.000. Faremos, então, o registro:
REGISTRO DE PERDA POR DESVALORIZAÇÃO
D Perdas por desvalorização (despesa) -----------------------------60.000
C perdas por valor não recuperável (redutora do ativo) --------60.000
                                                                                           86

                         WWW.SUPERPROVAS.COM
OPERAÇÕES FINANCEIRAS E
INSTRUMENTOS FINANCEIROS




                           87

     WWW.SUPERPROVAS.COM
88

WWW.SUPERPROVAS.COM
INSTRUMENTOS FINANCEIROS
                 INSTRUMENTOS FINANCEIROS
Este tema envolve a contabilização de empréstimos e aplicações financeiras de títulos e
algumas definições que serão tratadas abaixo:
Instrumento financeiro: é qualquer contrato que dê origem a um ativo financeiro para a
entidade e um passivo financeiro ou instrumento patrimonial para outra entidade.
Instrumento patrimonial: é qualquer contrato que evidencie uma participação nos ativos de
uma entidade após a dedução de todos os seus passivos.
Ativo Financeiro: é qualquer ativo que seja:
Caixa
Instrumento patrimonial de outra entidade
Direito contratual:
        De receber Caixa ou outro ativo financeiro de outra entidade
        De troca de ativos financeiros ou passivos financeiros com outra entidade
Um  contrato que seja ou passa vir a ser liquidado por instrumentos patrimoniais da própria
entidade.
Passivo Financeiro: é qualquer passivo que seja:
Obrigação contratual de:
       Entregar caixa ou outro ativo financeiro a uma entidade
       Trocar ativos financeiros ou passivos financeiros com outra entidade sob condições
        que são potencialmente desfavoráveis para a entidade.
Contrato que será ou poderá ser liquidado por instrumentos patrimoniais da própria
entidade.                                                                              89

                       WWW.SUPERPROVAS.COM
APLICAÇÕES PREFIXADAS COM JUROS E SEM CM
APLICAÇÕES PREFIXADAS COM JUROS E SEM CM
Para explorar este tema será utilizada uma explanação inovadora. Ao invés de muita
exposição teórica preferimos expor este assunto através de lançamentos contábeis nas
diversas situações tais como: na data da aplicação, na data do balanço e no dia do resgate:
             No dia da aplicação                                Em 31/12
    Lançamento contábil:                      Receita Financeira a Transcorrer
    Aplicação financeira                      a Receita Financeira (juros ativos) *
    a diversos
    a Bancos
    a Receita Financeira a Transcorrer        * Ocorre a realização da receita de juros.



                                      No dia do resgate
    Receita Financeira a Transcorrer
    a Receita Financeira (pelos juros remanescentes após 31/12)
    IR a compensar
    a aplicação financeira (pela cobrança do IR)
    Banco
    a Aplicação Financeira (pelo resgate)

                                                                                           90

                       WWW.SUPERPROVAS.COM
APLICAÇÕES PREFIXADAS COM JUROS E CM
    APLICAÇÕES PREFIXADAS COM JUROS E CM
Para o caso de aplicações prefixadas c/Juros e CM temos os seguintes lançamentos:
                 No dia da aplicação                             Em 31/12
            Aplicação financeira                      VM ativa a Transcorrer
            a diversos                                a variação monetária ativa
            a Bancos
            a VM* ativa a transcorrer                 Juros ativos a transcorrer
            a Juros ativos a transcorrer              a Juros ativos*
            *VM = variação monetária             * ocorre a realização da receita de
                                                 juros

                                       No dia do resgate
       Variação monetária ativa a transcorrer
       a variação monetária ativa (pelo restante da VM ativa até o dia do resgate)
       Juros ativos a transcorrer
       a juros ativos (pelo restante dos juros até o dia do resgate)     Os juros e
                                                                         correções
                                                                       monetárias são
       Imposto de renda a compensar                                       pagos no
                                                                        resgate mas
       a aplicação financeira (cobrança do IR)                         contabilizados
                                                                           antes
       Banco
       a Aplicação Financeira (pelo resgate)                                            91

                       WWW.SUPERPROVAS.COM
APLICAÇÕES POSFIXADAS COM JUROS E CM
    APLICAÇÕES POSFIXADAS COM JUROS E CM
Para o caso de aplicações pós fixadas c/Juros e CM temos os seguintes lançamentos:

              No dia da aplicação                         Em 31/12

           Lançamento contábil:                Aplicações financeiras
           Aplicações financeiras              a diversos
           a Bancos                            a variações monetárias ativas
                                               a juros ativos *
                                          * pela contabilização dos juros e VMA


                                    No dia do resgate
       Pelos juros remanescentes até o dia do resgate:
       Aplicações financeiras
       a diversos                                           Os juros e
                                                           correções
       a variações monetárias ativas                    monetárias são
       a juros ativos                                  pagos no resgate,
                                                          mas não são
       Pelo resgate da aplicação financeira:           contabilizados no
                                                        dia da aplicação
       Bancos
       a aplicações financeiras

                                                                                     92

                      WWW.SUPERPROVAS.COM
EMPRÉSTIMOS PREFIXADOS
                  EMPRÉSTIMOS PREFIXADOS
Para o caso de empréstimos prefixados temos os seguintes lançamentos:

           No dia do empréstimo em Jan /X0 (na contabilidade de quem contrai o
                                     empréstimo):
           Lançamento contábil:
                                                           Há a
           Diversos                                  contabilização
           a Nota Promissória a pagar                  inicial dos
           Bancos                                      juros e CM
           Correção monetária a transcorrer
           Juros a transcorrer

                          Na data do pagamento em Março /X0

           Diversos                                               No
           a Diversos                                        lançamento o
           Nota Promissória a pagar                          empréstimo é
                                                             representado
           Correção monetária passiva                          pela NP a
           Juros passivos                                       pagar
           a bancos
           a correção monetária passiva a transcorrer
           a Juros passivos a transcorrer
                                                                                 93

                     WWW.SUPERPROVAS.COM
EMPRÉSTIMOS POSFIXADOS
                  EMPRÉSTIMOS POSFIXADOS
Já para o caso de empréstimos pós fixados temos os seguintes lançamentos:

           No dia do empréstimo em Jan /X0 (na contabilidade de quem contrai o
                                     empréstimo):

                Lançamento contábil:                     Não há a
                                                      contabilização
                                                        inicial dos
                Banco                                   juros e CM
                a Nota Promissória a pagar



                          Na data do pagamento em Março /X0

                Lançamento contábil:                        No
                                                        pagamento
                Diversos                                de despesas
                a Bancos                                financeiras
                Empréstimo a pagar                      pagamos os
                                                           juros
                Despesas financeiras


                                                                                 94

                     WWW.SUPERPROVAS.COM
DESCONTO DE DUPLICATAS
                  DESCONTO DE DUPLICATAS
Desconto de duplicatas no caso de pagamento em dia pelo aceitante:
                                 Desconto de Duplicatas
O desconto de duplicatas nada mais é do que um adiantamento do Banco devido ao
desconto das duplicatas ao cliente. O banco cobra uma taxa administrativa e paga o cliente
adiantando o valor da duplicata. Na contabilidade passamos a ter a duplicata descontada
como dívida que após o pagamento pelo aceitante é debitada em contrapartida das
duplicatas a receber que o cliente solicitou cobrança pelo banco. O banco que faz a
cobrança ao aceitante da duplicata.
Registro da despesa antecipada no ato do          Pagamento em dia da duplicata pelo
envio das duplicatas ao banco:                          aceitante ao banco:
     Lançamento contábil:                             Lançamento contábil:
     Diversos                                         Duplicata descontada
     a Duplicata descontada                           a Duplicata a receber
     Bancos
     Juros passivos a transcorrer                     Juros passivos
                                                      a Juros passivos a transcorrer
                                    IMPORTANTE!!!
As duplicatas descontadas após a Lei 11.941/2.009 e resoluções CPC passaram a ser
classificadas no passivo circulante!. Sendo assim no balanço patrimonial não mais
serão contas redutoras do ativo, como eram classificadas anteriormente
aparecendo como contas retificadoras de duplicatas a receber. Os lançamentos
contábeis são os mesmos. Só mudou a classificação no Balanço Patrimonial desta
rubrica.                                                                          95

                     WWW.SUPERPROVAS.COM
DESCONTO DE DUPLICATAS
                     DESCONTO DE DUPLICATAS
Desconto de duplicatas no casos de não pagamento e existência ou não de provisão:
  Cliente não pagou no vencimento                                Consequência
                                                     Permanece em carteira a duplicata a
      Lançamentos contábeis:                         receber na contabilidade do cliente.
      Duplicata descontada                           Porém ele tem que pagar os juros e
      a Bancos                                       devolver o valor em banco recebido
                                                     pelo adiantamento da duplicata
      Juros passivos                                 debitando duplicatas descontadas.
      a juros passivos a transcorrer

 Cliente não pagou 1 (com         Cliente não pagou 2 (não      Cliente não pagou 3 (sem
 provisão existente)              existe provisão               provisão suficiente)
                                  constituída)
 Lançamento contábil:             Lançamento contábil:       Lançamento contábil:
 PCLD                             Perdas com títulos         Diversos
 A Duplicata a receber            A Duplicata a receber      a duplicatas a receber
                                                             PCLD
 Além da baixa das duplicatas     Como não existe provisão a Perdas com títulos
 descontadas deve haver baixa     empresa deve lançar a perda
 da duplicata a receber em        no resultado                  Parte das duplicatas a receber
 contrapartida a provisões de                                   será baixado com a provisão
 crédito de liquidação duvidosa                                 existente e parte com perdas
                                                                de títulos (despesas incobrá-
                                                                veis).                      96

                         WWW.SUPERPROVAS.COM
TIPOS DE INSTRUMENTOS FINANCEIROS
        TIPOS DE INSTRUMENTOS FINANCEIROS
Conforme as normas CPCs 38, 39 e 40 temos os seguintes tipos de instrumentos
financeiros:




A Lei 11.638/2.007 trouxe uma nova forma de avaliação de instrumentos financeiros e
passivos: pelo valor justo ou pelo custo de aquisição. Antes não havia contabilização da
valorização/desvalorização dos instrumentos financeiros pelo valor de mercado, somente
havia a contabilização dos juros. Agora é necessário também saber qual a intenção do
departamento financeiro quanto à intenção de venda no curto, médio ou longo prazo para
fazer a classificação pelo custo ou pelo valor justo.
Valor Justo: é o montante pelo qual um ativo poderia ser trocado, ou um passivo ser
liquidado, entre partes com conhecimento do negócio e interesse em realizá-lo, em uma
transação em que não há favorecidos.                                               97

                       WWW.SUPERPROVAS.COM
VALORIZAÇÕES E DESVALORIZAÇÕES
          VALORIZAÇÕES E DESVALORIZAÇÕES
Valorizações e desvalorizações dos instrumentos financeiros:




Atenção especial à conta AAP – ajuste de avaliação patrimonial.
No caso de instrumentos financeiros disponíveis para a venda a contrapartida de
valorização ou desvalorização a preço de mercado destes títulos (excedente aos juros)
deverá ser na conta AAP localizada no patrimônio líquido.
Notem que se o título for classificado como destinado a negociação a contrapartida da
valorização/desvalorização será em conta do resultado.
No caso dos títulos mantidos até o vencimento só a desvalorização é registrada tendo
como contrapartida conta do resultado. A valorização destes títulos não é registrada.
                                                                                  98

                      WWW.SUPERPROVAS.COM
VALORIZAÇÕES E DESVALORIZAÇÕES
            VALORIZAÇÕES E DESVALORIZAÇÕES
Exemplo: instrumento financeiro avaliado em R$5.000,00 reais destinado à
negociação, que apresenta na data do balanço o valor de R$6.150,00 e um
rendimento devido aos juros no valor de R$100,00.
Contabilização:
D Instrumento financeiro 6.000
C a Bancos 6.000
D Instrumento financeiro 100          Pelos juros
C receita financeira 100

Instrumento financeiro (PL) 50                       Pelo valor
A Ajuste de avaliação Patrimonial (PL) 50           de mercado

Nota: caso ocorra uma desvalorização do instrumento financeiro a conta AAP - ajuste
de avaliação patrimonial irá retificar/diminuir o valor do patrimônio líquido ao invés
de aumentar o seu valor tendo em vista que esta conta é contrapartida do
instrumento financeiro e registra sua Valorização / desvalorização. A conta AAP
poderá ajustar o PL para mais ou para menos. (+/- AAP)
                                                                                  99

                       WWW.SUPERPROVAS.COM
OPERAÇÕES COM MERCADORIAS




                            100

      WWW.SUPERPROVAS.COM
OPERAÇÕES COM MERCADORIAS
               OPERAÇÕES COM MERCADORIAS
COMPRA – Ato pelo qual uma empresa comercial adquire a propriedade sobre
mercadorias para revenda.
VENDA – Ato pelo qual uma empresa comercial revende suas mercadorias adquiridas
de seus fornecedores.
DEVOLUÇÃO – Ato pelo qual as mercadorias compradas retornam do cliente ao
fornecedor, por estarem em desacordo com o pedido.
ABATIMENTO – obtido pelo cliente junto ao fornecedor para evitar devolução; é
posterior ao ato da venda, e não aparece em nenhuma nota fiscal; não há icms.
DESCONTO INCONDICIONAL (COMERCIAL) – dado incondicionalmente pelo
fornecedor ao cliente, visto que não depende das condições de pagamento, e sim
por outros fatores, como, quantidade adquirida, interesse promocional, etc. É
concedido no ato da venda e aparece na nota fiscal; o icms incide sobre o valor
descontado; o ipi não.
NOTA FISCAL – Deve ser emitida sempre que houver circulação de mercadorias
(venda, devolução, remessa, etc). Também obrigatória p/ prestadoras de serviços


                                                                          101

                     WWW.SUPERPROVAS.COM
OPERAÇÕES COM MERCADORIAS
                  OPERAÇÕES COM MERCADORIAS
   A seguir apresentamos diversas fórmulas que são usadas em resolução de questões de
    operações com mercadorias. Para se calcular o Lucro bruto com mercadorias é necessário
    calcular antes o CMV (custo de mercadorias vendidas) e a Receita Líquida. Para o cálculo do
    CMV antes é necessário fazer o cálculo de compras líquidas:

           Compras líquidas  CL = CB + Fretes + Seguros – Dc – Ac – Dio
          Dc – Devoluções de compras
          Ac – Abatimentos sobre compras
          DIo – Descontos Incondicionais Obtidos
          Compras brutas  CB = Valor das Compras + IPI - ICMS (no caso de empresas
          comerciais)
   Frete e seguro podem ser cobrados pelo fornecedor ou por transportadora. Se forem
    incluídos na nota fiscal, significa que o próprio fornecedor está transportando a
    mercadoria. Neste caso icms e ipi incidirão também sobre frete e seguro.
   Se não for dito quem efetuou o transporte, deve-se concluir que o transporte foi feito por
    transportadora e neste caso não incidem icms e ipi.
   Se houver desconto comercial, o icms incide no valor da operação, líquido do desconto.
    Mas o ipi incide no valor original.
   Se houver frete na compra e esta for totalmente devolvida, o frete será despesa
    operacional (Perdas c/ Fretes) referente ao período em que ocorre a devolução. Se a
    devolução for parcial, a perda será proporcional ao valor da devolução.
                                                                                          102

                         WWW.SUPERPROVAS.COM
OPERAÇÕES COM MERCADORIAS
                   OPERAÇÕES COM MERCADORIAS
2) Cálculo do CMV = custo das mercadorias vendidas:
    CMV = EI + CL* – EF

     Onde: EI = estoque inicial, *CL= compras líquidas (calculado anteriormente) e EF estoque
     final.

3) Cálculo de vendas líquidas/receitas líquidas:
    VL = VB - Dv – Av – DIc – Iv – CSv
      Vb – Vendas Brutas
      Dv – Devoluções de vendas
      Av – Abatimentos sobre vendas
      DIc – Descontos Incondicionais Concedidos
      Iv – Impostos sobre Vendas (icms, iss e ie)
      CSv – Contribuições Sociais s/ Vendas (pis e confins)
 As deduções das vendas são despesas. Mas não são indicadas como tais e sim como contas retificadoras
da Receita Bruta.
IPI não é uma dedução: Faturamento Bruto = Receita Bruta + IPI.
PIS E COFINS (quando cumulativos) têm a mesma base de cálculo: o faturamento mensal, que é a receita
bruta – Dv – Dic.

3) Cálculo final do Resultado com mercadorias (RCM ou LB):
LB = VL – CMV
LB = Lucro Operacional Bruto = Resultado c/ Mercadorias (RCM)
                                                                                                103

                           WWW.SUPERPROVAS.COM
APURAÇÃO CONTÁBIL - COMPRAS
              APURAÇÃO CONTÁBIL - COMPRAS
Grande parte dos exercícios de operações com mercadorias demandam o
conhecimento dos lançamentos contábeis aplicados a cada situação/fato contábil.
Sendo assim insistiremos em evidenciar os lançamentos contábeis aplicados, desta
vez, aos exercícios que envolvem operações com mercadorias. A Seguir serão
evidenciadas os diversos lançamentos concernentes a operações com mercadorias:
Compras sem ICMS
Mercadorias
a Fornecedores
Compras com ICMS
Diversos                                  No caso de compra destinada à
a Fornecedores                          empresa comercial haverá destaque
Mercadorias                                    do ICMS a recuperar
ICMS a Recuperar
Compras com Desconto Incondicional Obtido
Mercadorias
a Diversos
                                                   No caso de desconto incondicional
a Fornecedores                                     obtido o mesmo será evidenciado
a Descontos Incondicionais Obtidos                           na Nota Fiscal


                                                                                 104

                      WWW.SUPERPROVAS.COM
APURAÇÃO CONTÁBIL - COMPRAS
               APURAÇÃO CONTÁBIL - COMPRAS
Compras com ICMS e Desconto Incondicional Obtido
Diversos
a Diversos
Mercadorias
ICMS a Recuperar
a Fornecedores
a Descontos Incondicionais Obtidos.

Compras com ICMS e IPI – Empresa Comercial Revendedora
Diversos
a Fornecedores                         No caso de empresa comercial o IPI é
Mercadorias                           custo para esta empresa e não haverá o
                                                  destaque do IPI
ICMS a Recuperar

Compras com ICMS e IPI – Empresa contribuinte dos 2 impostos
Diversos
a Fornecedores
Mercadorias                           Se for indústria produzindo mercadoria para
                                            posterior industrialização haverá
ICMS a Recuperar                       recuperação do IPI e destaque na NF do IPI
IPI a Recuperar
                                                                                    105

                       WWW.SUPERPROVAS.COM
APURAÇÃO CONTÁBIL - VENDAS
                APURAÇÃO CONTÁBIL - VENDAS
Vendas sem ICMS
Clientes
a Vendas
                              Ao se fazer o registro de
CMV                            vendas será necessário
                                baixar o estoque com
a Mercadorias                contrapartida do custo CMV




Vendas com ICMS
ICMS s/ Vendas                            Registra-se o lançamento do ICMS a
                                       recolher a cada venda no caso de destaque
a ICMS a Recolher                                       do ICMS




Vendas com Desconto Incondicional Concedido
Diversos
a Vendas                                             Na concessão do desconto há o
Clientes                                              registro a débito do desconto
Descontos Incondicionais Concedidos                       quando incondicional



                                                                                   106

                    WWW.SUPERPROVAS.COM
DEVOLUÇÃO DE COMPRAS
                      DEVOLUÇÃO DE COMPRAS
Devolução de Compras sem ICMS
Estoque Permanente          Estoque periódico
Fornecedores               Fornecedores
a Mercadorias              a Devolução de Compras
Devolução de Compras com ICMS – permanente
Fornecedores
a Diversos
a Mercadorias
a ICMS a Recolher
Devolução de Compras c/ Desconto Incondicional Obtido - periódico
Diversos
a Devoluções de Compras
Fornecedores
Descontos Incondicionais Obtidos
Devolução de Compras c/ ICMS e Desconto Incondicional Obtido permanente
Diversos
a Diversos
Fornecedores                                           Ocorre o estorno dos descontos
Descontos Incondicionais Obtidos                            incondicionais obtidos
a Mercadorias
a ICMS a Recolher

                                                                                    107

                       WWW.SUPERPROVAS.COM
DEVOLUÇÃO DE VENDAS
                     DEVOLUÇÃO DE VENDAS
Devolução de Vendas sem ICMS
Devolução de Vendas
a Clientes
+                                         Na devolução de vendas ocorre o
Mercadorias                              estorno do lançamento da venda e
                                           também da baixa em estoques
a CMV
Devolução de Vendas com ICMS
ICMS a Recuperar
a ICMS s/ Vendas

Devolução de Vendas c/ Desconto Incondicional Concedido
Devoluções de Vendas
a Diversos
a Clientes
a Descontos Incondicionais Concedidos

Devolução de Vendas efetuadas em exercícios anteriores – tratá-las como
despesas c/ vendas:
Despesas c/ Devoluções de Vendas
ICMS a Recuperar
Mercadorias
a Caixa                                                                     108

                     WWW.SUPERPROVAS.COM
ABATIMENTOS E PIS CONFINS CUMULATIVOS
    ABATIMENTOS E PIS CONFINS CUMULATIVOS
Abatimentos sobre Compras – contabilização no cliente:
Fornecedores
a Mercadorias                               Estoque permanente

Fornecedores
A Abatimento s/ Compras                      Estoque periódico

Abatimento sobre Vendas
Abatimentos sobre Vendas
a Clientes

Pis e Cofins cumulativos: em uma operação comercial envolvendo pis e cofins
cumulativos não gera créditos na aquisição de produtos ou serviços e, no caso
das vendas, os valores embutidos nos Preços devem ser deduzidos da receita e
lançados integralmente no passivo com obrigação.
Lançamento - Pis e cofins cumulativos:
Pis sobre vendas
A Pis a recolher
Cofins sobre vendas
A Cofins a recolher                                                         109

                      WWW.SUPERPROVAS.COM
OPERAÇÕES COM MERCADORIAS
                OPERAÇÕES COM MERCADORIAS
Após a contabilização dos lançamentos e devoluções de vendas e das compras teremos as
receitas e despesas do período que gerarão o lucro sobre vendas do período. Estas receitas
e despesas serão transferidas para a conta transitória ARE e depois para a conta Lucros e
prejuízos acumulados no PL (conta patrimonial).
Os valores de receitas e despesas serão detalhados no DRE e os valores patrimoniais (do
Ativo, passivo e PL) irão compor o balanço patrimonial).

             BALANÇO PATRIMONIAL – REPRESENTAÇÃO                      DRE
                         DOS GRUPOS
                                                     Faturamento
                                                     IPI
            ATIVO               PASSIVO              Receita Bruta de venda ou serviços
                                                     (-) Devoluções e cancelamentos de vendas
                                                     (-) Descontos e abatimentos
            ATIVO CIRCULANTE    PASSIVO CIRCULANTE   (-) Impostos sobre venda ou serviços
                                                     ---------------------------------------
                                                     Receita Líquida
            ATIVO NÃO           PASSIVO NÃO          (-) CMV
                                                     ----------------------------------------
            CIRCULANTE          CIRCULANTE           Lucro Bruto
                                                     (-) Despesas
                                PATRIMÔNIO           administrativas/financeiras/comerciais
                                                     (+) Receitas Financeiras
                                LÍQUIDO              (+/-) Outras receitas/despesas
                                                     (-) Imposto de Renda e CSLL (contribuições
                                                     sociais sobre o lucro)
                                                     (-) Participações Societárias
                                                     ----------------------------------------
                                                     Lucro Líquido do exercício
                                                     Lucro Líquido por ação




  Operações com mercadorias é assunto recorrente em provas de concursos públicos.
                                                                                                  110

                          WWW.SUPERPROVAS.COM
PIS E COFINS NÃO CUMULATIVOS
                 PIS E COFINS NÃO CUMULATIVOS
Desconto de créditos – Pis / Cofins não cumulativos :
http://www.receita.fazenda.gov.br/pessoajuridica/pispasepcofins/regincidencianaocumulativa.ht
m
A pessoa jurídica submetida à incidência não-cumulativa poderá descontar créditos, calculados
mediante a aplicação das alíquotas de 7,6% (Cofins) e 1,65% (Contribuição para o PIS/Pasep),
sobre os valores:
Despesas   e custos incorridos no mês com alugués de imóveis, máquinas e equipamentos,
energia elétrica consumida nos estabelecimentos da pessoa jurídica; a armazenagem de
mercadoria e frete na operação de venda, quando o ônus for suportado pelo vendedor; à
contraprestação de operações de arrendamento mercantil pagas a pessoa jurídica, exceto quando
esta for optante pelo Simples;
Despesas   financeiras (custos de operações financeiras);
Compras  do período (das aquisições, efetuadas no mês, de bens e serviços utilizados como
insumos na fabricação de produtos destinados à venda ou na prestação de serviços, inclusive
combustíveis e lubrificantes ou das aquisições de bens para revenda efetuadas no mês);
Devoluções   do período (dos bens recebidos em devolução, no mês, cuja receita de venda tenha
integrado o faturamento do mês ou de mês anterior, e tenha sido tributada no regime de
incidência não-cumulativa);
Depreciação   e amortização (caso não tenha sido à razão de 1/48 por mês relativos a edificações
e benfeitorias em imóveis próprios ou de terceiros, adquiridas ou realizadas a partir de maio de
2004, utilizados nas atividades da empresa).                                                 111

                          WWW.SUPERPROVAS.COM
PIS E COFINS NÃO CUMULATIVOS
             PIS E COFINS NÃO CUMULATIVOS
Exemplo:

 RECEITA BRUTA                             R$ 2.000.000,00

 (-) COMPRAS DO PERÍODO                    R$ 80.000,00


 (-) DEVOLUÇÕES DO PERÍODO                 R$ 12.000,00


 (-)DESPESAS COM ALUGUÉIS                  R$ 6.000,00       créditos

 (-) DESPESAS COM DEPRECIAÇÃO              R$ 1.500,00


 (-) DESPESAS FINANCEIRAS                  R$ 500,00


 BASE DE CÁLCULO DO PIS E COFINS           R$ 1.900.000


 PIS=1,65% X R$ 1.900.00                   R$ 31,35


 COFINS = 7,6% X R$ 1.900.00               R$ 144,40


                                                                112

                     WWW.SUPERPROVAS.COM
MÉTODOS DE CONTROLE DE ESTOQUES
 MÉTODOS DE CONTROLE DE ESTOQUES



                             SISTEMAS




        INVENTÁRIO             PREÇO       INVENTÁRIO
         PERIÓDICO           ESPECÍFICO    PERMANENTE




   CONTA          CONTA
MERCADORIAS    MERCADORIAS          PEPS      UEPS      CM
   MISTA       DESDOBRADA




                                                             113

              WWW.SUPERPROVAS.COM
MÉTODOS DE CONTROLE DE ESTOQUES
             MÉTODOS DE CONTROLE DE ESTOQUES
Segundo a lei 6404/76 a avaliação dos estoques deve ser feita pelo custo de aquisição ou
valor de mercado quando este for menor.
Já o CPC 16 diz que os estoques devem ser mensurados pelo valor de custo ou pelo valor reali
zável líquido, dos dois o menor.
Ou seja: :
Estoques
(-) Perdas estimadas em estoques
-------------------------------------------
Valor realizável líquido dos estoques
Os sistemas de controle de estoques foram apresentados na figura anterior, onde:
Inventário Periódico: ocorre quando os estoques existentes são avaliados na data de
encerramento do balanço, através da contagem física.Optando pelo inventário periódico, a
contabilização das operações que envolvem mercadorias pode ser efetuada utilizando a Conta
Mercadorias Mista ou a Conta Mercadoria Desdobrada.
Inventário Permanente: é aquele em que há um controle de forma contínua do estoque, pois dá-
se a baixa do custo das mercadorias vendidas a cada operação de venda. A conta Mercadorias, a
qualquer momento, reflete o valor das mercadorias que se encontram em estoque.
No Inventário Permanente, é indispensável a utilização de um instrumento extracontabil: a Ficha
de Controle e Avaliação de Estoque, também chamada de Ficha de Estoque. Por meio da Ficha de
Estoque, acompanha-se a movimentação física e contábil das mercadorias.
                                                                                           114

                            WWW.SUPERPROVAS.COM
MÉTODOS DE CONTROLE DE ESTOQUES
         MÉTODOS DE CONTROLE DE ESTOQUES
Preço Específico – Sistema de avaliação dos Estoques:
Significa valorizar cada unidade de estoque ao preço efetivamente pago para cada item
especificamente identificado. É usado somente quando é possível fazer determinação do
preço específico de cada unidade em estoque, mediante identificação física, como no caso
de revenda de automóveis usados, por exemplo.
Inventário Permanente – Sistemas de Avaliação dos Estoques:
PEPS – primeiro a entrar, primeiro a sair: avalia o estoque final pelas aquisições mais
recentes e o custo das mercadorias vendidas pelas aquisições antigas.
UEPS – último a entrar, primeiro a sair: avalia o estoque final pelas aquisições mais antigas
e o custo das mercadorias vendidas pelas aquisições mais recentes. A legislação do IR não
aceita o método UEPS.
Custo Médio Ponderado: avalia tanto o estoque final quanto o custo das mercadorias
vendidas pela média entre as primeiras e as últimas aquisições.
Inventário Periódico – Sistemas de avaliação dos Estoques:
Conta Mista de Mercadorias: existe apenas uma única conta, a de Mercadorias, que
registra todos os fatos pertinentes ao RCM: – Vendas, Compras, Estoque e CMV. É
denominada conta mista, pois mescla em seu interior contas patrimoniais (estoque) e de
resultado (RCM).
Conta Mercadorias Desdobrada: nesta forma de registrar os fatos que envolvem
mercadorias, cinco contas são utilizadas para se registrarem as operações que envolvem
mercadorias. Deste modo, são utilizadas as contas Mercadorias, Compras, Vendas, CMV e
RCM.
                                                                                        115

                       WWW.SUPERPROVAS.COM
FICHA DE CONTROLE DE ESTOQUES
FICHA DE CONTROLE DE ESTOQUES




                                116

    WWW.SUPERPROVAS.COM
OPERAÇÕES COM PESSOAL




                          117

    WWW.SUPERPROVAS.COM
OPERAÇÕES COM PESSOAL
                    OPERAÇÕES COM PESSOAL

As operações com pessoal envolve a contabilização da folha de pagamento com seu
descontos obrigatórios ou autorizados pelos empregados.
A folha de pagamento do empregado incluirá os salários e os ganhos extras, como salário-
família, salário-maternidade, horas extras e outros adicionais.
Já a empresa deverá ter despesas como Previdência Social, FGTS, o 13º salário, as despesas
de férias que são encargos sobre a folha de pagamento.
                            FOLHA DE PAGAMENTO
          SALÁRIO
          HORAS EXTRAS
          SALÁRIO-FAMÍLIA
          SALÁRIO-MATERNIDADE
          PRÊMIOS E GRATIFICAÇÕES
          COMISSÕES E ADICIONAIS
          (-) DESCONTOS OBRIGATÓRIOS
          (-) PREVIDENCIA SOCIAL DOEMPREGADO
          (-) IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE
          (-) CONTRIBUIÇÃO SINDICAL
          (-) DESCONTOS JUDICIAIS
          (-) DESCONTOS AUTORIZADOS PELO EMPREGADO
          (-) PARTICIPAÇÃO NOS PLANOS DE ASSISTÊNCIA MÉDICA
          (-) PARTICIPAÇÃO EM PLANOS DE PREVIDÊNCIA
          (-) OUTROS DESCONTOS
                                                                                     118

                       WWW.SUPERPROVAS.COM
OPERAÇÕES COM PESSOAL
                      OPERAÇÕES COM PESSOAL

Contabilizações   da folha de pagamento do empregado:

Salários:
D despesa de salários
C salários a pagar
Salário-família:                                 Registra-se contabilmente os
                                                 valores de salários e demais
D Salário família a recuperar                            rendimentos
C salário familia a pagar
Salário-maternidade:
D Salário-maternidade a recuperar
C A salário-maternidade a pagar

Retenções (IRPF, INSS, Contribuição sindical, associações de classe):
D salários a pagar
C INSS a recolher
                                              Registra-se as retenções
C IRPF a recolher                                   obrigatórias
C Pensão a recolher
C outras
                                                                                119

                        WWW.SUPERPROVAS.COM
OPERAÇÕES COM PESSOAL
                      OPERAÇÕES COM PESSOAL

Adiantamentos     e compensações:
No ato do adiantamento:
D adiantamento de empregados                                  No caso de haver
C caixa                                                   adiantamentos de salários
                                                         serão estes os lançamentos
No momento do pagamento:
D salários a pagar
C adiantamento de empregados
Contabilização  por parte da empresa das despesas adicionais (FGTS, INSS, Férias e
adicional de férias e décimo terceiro salário:
D Encargos sociais
C Previdência a recolher
C FGTS a recolher
Já as férias (+ 1/3 de férias) e o 13 salário devem ser registrados como despesas a cada mês:
D Férias
C Férias a pagar
                                                                    Mensalmente se faz o
                                                                registro de férias e 13 salário
D despesa com décimo terceiro salário
C décimo terceiro a pagar
                                                                                           120

                        WWW.SUPERPROVAS.COM
LALUR – IR/LUCRO REAL




                         121

   WWW.SUPERPROVAS.COM
LALUR – IR/LUCRO REAL
                       LALUR – IR/LUCRO REAL

Lucro Real : o lucro real será a base de cálculo para se calcular o imposto de renda devido,
levando-se em conta as adições, exclusões e compensações permitidos pela legislação do
Imposto de Renda.
O LALUR (livro de apuração do lucro real) terá as indicações abaixo:

                            LALUR - LIVRO DE APURAÇÃO DO LUCRO REAL

                       RESULTADO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA

                       (+) ADIÇÕES - DESPESAS NÃO DEDUTÍVEIS*

                       (-) EXCLUSÕES – RECEITAS NÃO TRIBUTÁVEIS*

                       BASE DE CÁLCULO PARA O IR/CSLL

                       (-) COMPENSAÇÕES

                       BASE DE CÁLCULO PARA O IR / CSLL

A seguir teremos o detalhamento das situações de adições e exclusões ao resultado na
apuração do Imposto de Renda.
                                                                                          122

                        WWW.SUPERPROVAS.COM
LALUR – IR/LUCRO REAL
                     LALUR – IR/LUCRO REAL

ADIÇÕES AO RESULTADO CONTÁBIL                EXCLUSÕES AO RESULTADO CONTÁTBIL

                                             RESULTADO POSITIVO DE EQUIVALÊNCIA
DESPESAS COM BRINDES
                                             PATRIMONIAL
                                             RECEITA DE DIVIDENDOS DE INVESTIMENTOS
MULTAS DE TRÂNSITO                           AVALIADOS PELO CUSTO DE AQUISIÇÃO QUE
                                             TENHA SIDO JÁ COMPUTADA
                                             DEPRECIAÇÃO, AMORTIZAÇÃO E EXAUSTÃO
MULTAS DA CETESB (ÁGUA E ESGOTO)
                                             ACELERADA INCENTIVADA
                                             DESÁGIOS DE INVESTIMENTOS AVALIADOS PELO
PERDAS DE SWAP (MERCADO DE RENDA VARIÁVEL)
                                             MPE
                                             INCENTIVOS A PESQUISAS CIENTÍFICAS E
EXCESSO DE JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO
                                             BIOLÓGICAS
PARTICIPAÇÕES NÃO DEDUTÍVEIS
(ADMINISTRADORES E PARTES BENEFICIÁRIAS)
EXCESSO DE PROVISÕES NÃO DEDUTÍVEIS
DESPESAS COM ALIMENTAÇÕES DOS SÓCIOS



                                                                                      123

                     WWW.SUPERPROVAS.COM
LALUR – IR/LUCRO REAL
                       LALUR – IR/LUCRO REAL
Compensações: podem ser compensados os prejuízos fiscais apurados em períodos anteriores
Até o limite de 30% do lucro líquido ajustado pelas adições e exclusões (lucro real antes das
Compensações.

Determinação do imposto a recolher – recolhimento trimestral:
Deverá ser aplicada a alíquota de 15% sobre a base de calculo do lucro real (após as adições,
exclusões e compensações) e sobre a parcela do lucro que exceder a média de 20.000 reais
por mês deveremos calcular mais 10% conforme artigos 541 e 542 do RIR/99 :
Ex: BC do lucro real = 100.000 no trimestre (após adições, exclusões e compensações) –
Recolhimento trimestral:
IR a recolher = 100.000 x 15% = 15.000
Base mensal = 20.000 por mês = 60.000 trimestrais
Diferença entre a base do imposto e a base trimestral = 100.000-60.000 = 40.000
Imposto adicional = 10% x 40.000 = 4.000
Imposto de renda a recolher = 15.000 + 4.000 = 19.000 pago ao final do trimestre.
Poderá também a empresa optar pelo pagamento anual.
                                                                                         124

                        WWW.SUPERPROVAS.COM
ADENDO (INFORMAÇÕES
    ADICIONAIS)




                         125

   WWW.SUPERPROVAS.COM
ARRENDAMENTO MERCANTIL
                  ARRENDAMENTO MERCANTIL
Com as novas regras qualquer bem do imobilizado adquirido por meio de arrendamento
financeiro deve ser contabilizado no Ativo imobilizado, independente de ter sua posse
formal.
Um exemplo de arrendamento é a locação de um veículo para trabalho em uma empresa,
ou ainda a locação de um banco de testes hidráulico para testar equipamentos
aeronáuticos.
Arrendamento mercantil financeiro x arrendamento mercantil operacional:
Conforme a CPC 06 um arrendamento mercantil é classificado como financeiro se ele
transferir todos os riscos e benefícios inerentes à propriedade. Um arrendamento mercantil
é classificado como operacional se ele não transferir substancialmente todos os riscos e
benefícios inerentes à propriedade.
Características de um arrendamento financeiro:
1)Transferência   da propriedade do ativo para o arrendatário no final do prazo do
arrendamento mercantil.
2)Arrendatário tem a opção de compra por um preço que mais baixo que o valor justo à
data em que a opção se torna exequível.
3)O prazo do arrendamento mercantil refere-se à maior parte da vida econômica do ativo,
mesmo que a propriedade não seja transferida.
4)O valor presente dos pagamentos mínimos do A.M. totaliza pelo mesmo o valor justo do
ativo arrendado.
5)Natureza especializada do ativo arrendado.
                                                                                      126

                       WWW.SUPERPROVAS.COM
ARRENDAMENTO MERCANTIL
                  ARRENDAMENTO MERCANTIL
Contabilização (com valor residual a ser pago junto a última parcela):
Na aquisição:
D Máquina
D encargos financeiros a transcorrer (retificadora do PC)
D encargos financeiros a longo prazo (retificadora do PNC)
C financiamento por arrendamento a curto prazo (PC)
C financiamento por arrendamento a longo prazo (PNC)
Pelo pagamento no primeiro ano:
D Financiamento de arrendamento (PC)
C bancos
Pela transferência para curto prazo de uma parcela dos direitos de longo prazo
devido ao decurso de tempo após passar um ano         :
D Financiamento de arrendamento (PNC)
C Financiamento de arrendamento (PC)
Contabilização da despesa :
D Despesa financeira
C encargos de arrendamento de longo prazo (retificadora do PNC)
Contabiliza-se também a depreciação:
D Despesa de depreciação
C Depreciação acumulada
                                                                                 127

                      WWW.SUPERPROVAS.COM
GOODWILL
                                GOODWILL
Goodwill é o termo técnico utilizado para se definir o ágio sobre rentabilidade
futura. É o mesmo que fundo de comércio. É o nome dado ao ágio obtido na
aquisição de uma participação societária com valor acima do valor patrimonial..
“Mais valia” é o ágio sobre o valor real dos ativos.
Ex: Investidora tem 20% do patrimônio de uma investida Ela paga por este
investimento o valor de 300.000 reais e a investida tem PL de 20.000.000 de reais.
Caso na investida seja verificado aumento de valor de um terreno de 100.000
devido a uma avaliação a valor justo teremos:
Cálculo da participação societária:
Pelo MEP (método de equivalência patrimonial): 20% x 1.000.000 = 200.000
Após o aumento devido a valorização do terreno : 20% x 1.100.000 = 220.000
Como a empresa pagou 300.000 pela participação e esta participação a valor justo
passou a valer 220.000 após a valorização do terreno na investida, temos que
“Mais valia” = 20.000 reais
Porém como a empresa pagou para ter a participação o valor de 300.000 reais,
por um investimento que a valor justo vale 220.000, ou seja, pagou 80 mil reais de
GOODWILL (ágio sobre rentabilidade futura) + 20.000 por ágio real dos ativos
(“mais valia”).
                                                                              128

                     WWW.SUPERPROVAS.COM
PLANO DE CONTAS SIMPLIFICADO 2012
PLANO DE CONTAS SIMPLIFICADO 2012




                                    129

      WWW.SUPERPROVAS.COM
PLANO DE CONTAS SIMPLIFICADO 2012
PLANO DE CONTAS SIMPLIFICADO 2012




                                    130

      WWW.SUPERPROVAS.COM
PLANO DE CONTAS SIMPLIFICADO 2012
PLANO DE CONTAS SIMPLIFICADO 2012




                                    131

      WWW.SUPERPROVAS.COM
FIM




                      132

WWW.SUPERPROVAS.COM

Contabilidade Geral

  • 1.
    Contabilidade Geral 1 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 2.
    índice es / açõ perceiras s O n a to fin trumen os s ceir in an fin Pág.87 com õesias raç Opercador00 s me pág.1 ico s bás ito 10 Conce pág. com õesl s raç pio Opepessoa17 ncí .3 .1 Pri Pág pág o açã ri tur 27 s Esc Pág. IR ato UR/ e f LAL g.121 s nto is Pá ame ntábe 9 o de ç Lan co pág.1 açã fic as ssi t Cla con .35 Pág tas con ati vo das 1 do te ria pág.3 ão n Teo duç rmane 75 Re pe . Pág as pes e des tas .60 Recei Pág 2 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 3.
    PRINCÍPIOS 3 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 4.
    PRINCÍPIOS DA CONTABILIDADE PRINCÍPIOSDA CONTABILIDADE 4 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 5.
    PRINCÍPIOS DA CONTABILIDADE PRINCÍPIOS DA CONTABILIDADE Princípio da Entidade: O Princípio da Entidade reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial, a necessidade da diferenciação de um Patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes, independentemente de pertencer a uma pessoa, um conjunto de pessoas, uma sociedade ou instituição de qualquer natureza ou finalidade, com ou sem fins lucrativos. Por consequência, nesta acepção, o Patrimônio não se confunde com aqueles dos seus sócios ou proprietários, no caso de sociedade ou instituição. O Patrimônio pertence à Entidade, mas a recíproca não é verdadeira. A soma ou agregação contábil de patrimônios autônomos não resulta em nova Entidade, mas numa unidade de natureza econômico-contábil. Comentário: pelo Princípio da Entidade o patrimônio da entidade não se Confunde com a de seus sócios. 5 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 6.
    PRINCÍPIOS DA CONTABILIDADE PRINCÍPIOS DA CONTABILIDADE Princípio da Continuidade: O Princípio da Continuidade pressupõe que a Entidade continuará em operação no futuro e, portanto, a mensuração e a apresentação dos componentes do patrimônio levam em conta esta circunstância. Comentário: pelo Princípio da Continuidade, salvo disposição legal, contratual ou evidências em contrário, presume-se que a vida da entidade é contínua e que ela deverá desempenhar suas atividades por um período Indeterminado. Se uma entidade trabalha com presunção de descontinuidade não há sentido na aplicação do princípio da competência do registro de suas transações Princípio da Oportunidade: O Princípio da Oportunidade refere-se ao processo de mensuração e apresentação dos componentes patrimoniais para produzir informações íntegras e tempestivas. A falta de integridade e tempestividade na produção e na divulgação da informação contábil pode ocasionar a perda de sua relevância, por isso é necessário ponderar a relação entre a oportunidade e a confiabilidade da informação Comentário: o Princípio da Oportunidade exige o registro de todas as variações sofridas pelo patrimônio da entidade no momento em que elas ocorrerem, ainda que sejam considerados valores estimados. A integridade diz respeito à necessidade de os registros serem confiáveis, isto é, sem faltas ou excessos. A tempestividade determina que as variações sejam registradas no momento oportuno, mesmo na hipótese de alguma incerteza de valor. 6 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 7.
    PRINCÍPIOS DA CONTABILIDADE PRINCÍPIOS DA CONTABILIDADE Princípio do Registro pelo Valor Original: O Princípio do Registro pelo Valor Original determina que os componentes do patrimônio devem ser inicialmente registrados pelos valores originais das transações, expressos em moeda nacional. Comentários: No caso de aquisição de um ativo deve-se adotar o seu custo histórico para efeito de registro, ou seja, o valor pago ou a pagar em dinheiro ou o valor justo dos recursos a serem transferidos ao fornecedor na data da aquisição. Uma vez integrado ao ativo, o valor do bem (seu custo histórico) pode sofrer variações em razão dos seguintes fatores: Custo corrente – Um equipamento inicialmente registrado pelo custo histórico, terá seu valor corrente como sendo o desembolso necessário para adquiri-lo no mercado caso seja tomada como base a data das demonstrações. Todavia, é preciso considerar o ativo no estado em que se encontra, e não o custo de um bem novo igual ou semelhante. Valor realizável – Consiste no valor que seria apurado na hipótese de o ativo ser vendido em condições normais. Já o valor realizável (ou exigível) de um passivo é o que seria desembolsado, sem desconto a valor presente, para quitá-lo. 7 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 8.
    PRINCÍPIOS DA CONTABILIDADE PRINCÍPIOS DA CONTABILIDADE O valor do custo histórico do Bem pode variar, ainda, em função dos fatores: Valor presente – É o valor atual do fluxo futuro de caixa que o ativo vai gerar. É o que acontece, por exemplo, no caso do ajuste a valor presente de contas a receber realizáveis a longo prazo. No caso do passivo é o valor atual dos pagamentos que serão necessários para saldá-lo. Valor justo – Trata-se do valor pelo qual o ativo poderia ser trocado ou o passivo quitado sem favorecimento entre as partes. Assim, não pode ser um preço acima ou abaixo do mercado, em benefício ou prejuízo de uma das partes, como é possível acontecer nas transações entre pessoas ligadas. Atualização monetária – Eis aqui o extinto princípio da atualização monetária, agora como um dos critérios para registro das variações do custo histórico. 8 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 9.
    PRINCÍPIOS DA CONTABILIDADE PRINCÍPIOS DA CONTABILIDADE Princípio da Competência: O Princípio da Competência determina que os efeitos das transações e outros eventos sejam reconhecidos nos períodos a que se referem, independentemente do recebimento ou pagamento. O Princípio da Competência pressupõe a simultaneidade da confrontação de receitas e de despesas correlatas. Comentários: conforme o princípio da competência, as receitas e despesas devem ser registradas no período ao qual pertencem, ainda que não tenham sido recebidas ou pagas. Segundo esse raciocínio, a receita de venda é realizada quando da efetiva entrega da mercadoria e a receita de serviço, quando da sua efetiva prestação. Os valores recebidos antecipadamente, por conta da entrega de mercadoria ou prestação futura de serviço, devem ser registrados no passivo exigível. Princípio da Prudência Art. 10. O Princípio da Prudência determina a adoção do menor valor para os componentes do Ativo e do maior para os do Passivo, sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o patrimônio líquido Comentários: Diante de duas ou mais alternativas igualmente possíveis de se materializar deve ser adotada a opção de que resulte menor valor para o ativo ou maior valor para o passivo exigível. 9 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 10.
    CONCEITOS BÁSICOS 10 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 11.
    CONCEITOS BÁSICOS CONCEITOS BÁSICOS 1 - Conceito de contabilidade: A contabilidade é uma ciência social que estuda e pratica as funções de orientação, controle e registro relativas à atividade econômica, tem por objeto o patrimônio das entidades e tem por objetivo prover os seus usuários de demonstrações financeiras que os ajudarão a tomar decisões. 2 - Campo de aplicação: o campo de aplicação da contabilidade é uma Azienda. Azienda é uma entidade com ou sem fim lucrativo, com objetivo social ou econômico que possui patrimônio a controlar. 3 - Finalidade: As informações oriundas da Contabilidade são divulgadas através de Demonstrações Contábeis, tais como: - Balanço Patrimonial; - Demonstração do Resultado do Exercício; - Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados; - Demonstração dos Fluxos de Caixa; e - Demonstração do Valor Adicionado. 11 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 12.
    CONCEITOS BÁSICOS CONCEITOS BÁSICOS 4 - Usuários das informações: as principais pessoas e entidades que utilizam as informações contábeis são: - Acionistas, sócios ou proprietários com o objetivo de saber a rentabilidade e a segurança do seu investimento; - Administradores da empresa com a finalidade de tomada de decisões. 5 - Bens, Direitos e Obrigações: Bens – são a parte da riqueza de uma entidade que a ela pertence e que está em seu poder. São classificados em tangíveis e intangíveis. Direitos - são a parte da riqueza de uma entidade que a ela pertence, mas está em poder de terceiros. Logo não estarão disponíveis para utilização imediata. Obrigações – são os direitos de terceiros em poder da entidade, também designados de débitos, dívidas ou capital de terceiros em poder da empresa ou entidade. 12 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 13.
    CONCEITOS BÁSICOS CONCEITOS BÁSICOS 6 – Equação fundamental do patrimônio: Bens + Direitos = Obrigações + Patrimônio Líquido 7 – Equação patrimonial: Equação fundamental ATIVO = PASSIVO EXIGÍVEL + PL , onde: da contabilidade Ativo (A) = o somatório de todos os bens e direitos adquiridos pela entidade recebem o nome de “Ativo”. Passivo exigível (PE) = obrigações PL ou SL = Patrimônio Líquido ou situação líquida sendo PL = A – PE 8- Estados patrimoniais: Favorável: PL+A>PE Desfavorável (Passivo a descoberto): PL-A<PE Equilíbrio Aparente: PL=0 , A=PE Situação Plena (Propriedade Total dos Ativos): A=PL, PE=0 Inexistência de Ativos: PE=PL , A=0 Em toda entidade sempre vale a relação: A>=0, PE>=0, SL>0, SL<0, SL=0 13 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 14.
    CONCEITOS BÁSICOS CONCEITOS BÁSICOS 9 – Balancete de verificação - Trata-se da representação de todas as contas devedoras e credoras da entidade, incluindo contas patrimoniais e de resultado: Onde DV = conta devedora e CR = conta credora 14 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 15.
    CONCEITOS BÁSICOS CONCEITOS BÁSICOS 10 – Balanço Patrimonial - Trata-se da representação do ativo, passivo e PL já com a novas mudanças introduzidas pela lei 11.941/2009 separando o ativo e passivo pelas partes circulantes e não circulantes. 15 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 16.
    CONCEITOS BÁSICOS CONCEITOS BÁSICOS 11-Regime de caixa: considera a existência de uma receita quando a empresa recebe o valor e considera despesa quando esta for paga. 12-Regime de competência: considera que os efeitos das transações sejam reconhecidos nos períodos a que se referem, independentemente do recebimento ou pagamento. 13-Receita – Receitas são aumentos nos benefícios econômicos durante o período contábil sob a forma de entrada de recursos ou aumento de ativos ou diminuição de passivos, que resultam em aumentos do patrimônio líquido e que não sejam provenientes de aporte dos proprietários da entidade. 14-Despesa – Despesas são decréscimos nos benefícios econômicos durante o período contábil sob a forma de saída de recursos ou redução de ativos ou incrementos em passivos, que resultam em decréscimo do patrimônio líquido e que não sejam provenientes de distribuição aos proprietários da entidade.. 15-Ativo - Ativo é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados e do qual se espera que resultem futuros benefícios econômicos para a entidade. 16-Passivo - Passivo é uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos já ocorridos, cuja liquidação se espera que resulte em saída de recursos capazes de gerar benefícios econômicos. 16 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 17.
    LEGISLAÇÃO – MUDANÇASNA CONTABILIDADE LEGISLAÇÃO – MUDANÇAS NA CONTABILIDADE A lei das Sociedades anônimas (lei das S.A.´s) 6.404/76 foi atualizada inicialmente pela lei 11.638/2007 e posteriormente pela MP 449/2008 convertida em lei pela 11.941/2009 e apresenta as profundas modificações que a Contabilidade Brasileira sofreu para sua convergência às normas internacionais. As normas CPCs regulamentam estas mudanças. Seguem abaixo algumas das modificações conforme resolução 1159/09: a) Classificação do Ativo e do Passivo em "Circulante" e "Não Circulante"; b) Extinção do grupo Ativo Permanente (passou a ser sub-grupo) c) Criação do subgrupo "Intangível" no grupo do Ativo Não Circulante; d) Proibição da prática da reavaliação espontânea de ativos; e) Aplicação, ao final de cada exercício social, do teste de recuperabilidade dos ativos (teste de impairment); f) Registro, em contas de ativo e passivo, dos contratos de arrendamento mercantil financeiro (leasing); g) Extinção do grupo Resultados de Exercícios Futuros; h) Criação, no Patrimônio Líquido, da conta de "Ajustes de Avaliação Patrimonial"; i) Destinação do saldo de Lucros Acumulados; j) Alteração da sistemática de contabilização das doações e subvenções fiscais, anteriormente contabilizadas em conta de Reserva de Capital; k) Extinção da classificação das Receitas e Despesas em Operacionais e Não Operacionais; 17 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 18.
    CPC - CONSELHODE PRONUNCIAMENTO CONTABIL CPC - CONSELHO DE PRONUNCIAMENTO CONTABIL Normas do CPC – Conselho de Pronunciamento Contábil: com a adoção das normas internacionais de Contabilidade no Brasil, o ensino da matéria contabilidade mudou, sendo necessário apresentar as inovações. Procuramos neste resumo apresentar os conceitos atualizados, já que as bancas estão cobrando bastante as atualizações nas provas de concursos públicos. A idéia é familiarizar o usuário com os novos conceitos, porém, somente serão retratados os assuntos de forma didática e básica nos pontos necessários para atualização do em contabilidade básica, mas sem desfocar do objetivo deste resumo que é um resumo de contabilidade geral e básica. Um trabalho mais específico sobre cada norma do CPC deve ser feito posteriormente. Os novos conceitos tratados neste resumo são os seguintes: Ajuste a valor presente; “Impairment” ou teste de recuperabilidade; Ativos intangíveis; As mudanças no DRE e a extinção das despesas “não operacionais”; AAP – ajuste de avaliação patrimonial; Novas reservas de lucros; O novo conceito de imobilizado; O novo conceito de provisões. -As normas específicas CPC que nos trazem os novos conceitos podem ser obtidas no site: http://www.cpc.org.br/pronunciamentosIndex.php 18 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 19.
    LANÇAMENTOS E FATOS CONTÁBEIS 19 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 20.
    LANÇAMENTOS E FATOSCONTÁBEIS LANÇAMENTOS E FATOS CONTÁBEIS Conceito de débito e crédito: CREDITANDO CREDITANDO Os conceitos de débito e crédito das contas em contabilidade podem ser melhor fixados memorizando as figuras acima. Se debitarmos aumentamos o ativo e se creditarmos diminuimos o ativo. Já com o Passivo ocorre o oposto: o débito diminui o valor do passivo e o crédito aumenta. Este aumento ocorre após um “lançamento contábil”. Estes débitos e créditos são registrados em uma “razonete” conforme o próximo slide. 20 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 21.
    LANÇAMENTOS E FATOSCONTÁBEIS LANÇAMENTOS E FATOS CONTÁBEIS Debitos e créditos de contas de resultado: DESPESA RECEITA No caso das contas de resultado teremos um aumento da despesa ao debitar e ao creditar um aumento da receita. Este mecanismo de débitos e créditos é levado para a “razonete” e sempre o Débito é do lado esquerdo e o Crédito do lado direito na razonete. As setas indicativas indicam que caso haja um débito haverá diminuição na conta de resultado gerando uma despesa e diminuindo o saldo ‘positivo” da conta e caso haja um crédito teremos um aumento do saldo positivo no resultado através de uma receita. 21 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 22.
    LANÇAMENTOS E FATOSCONTÁBEIS LANÇAMENTOS E FATOS CONTÁBEIS Fatos contábeis: Os fatos contábeis podem alterar o patrimônio em quantidade ou qualidade. Eles podem ser: Permutativos (qualitativos): podem ou não alterar o patrimônio em quantidade, mas sempre alteram em qualidade. Nunca alteram o PL. ex: compra de máquina a dinheiro. Modificativos aumentativos: são os fatos que aumentam o PL em quantidade e não somente em qualidade. Ex: aumento de capital com integralização de uma receita. Modificativosdiminutivos: são fatos que diminuem o PL em quantidade e não somente em qualidade. Ex: distribuição (declaração) de dividendos. Nota: a diminuição ou aumento do PL não implica necessariamente em receitas e despesas, já que este aumento/diminuição pode ser feito através da conta lucros acumulados ou qualquer outra conta do PL. Mistos diminutivos: este lançamento é uma combinação do fato permutativo com o modificativo diminutivo. Ex: contratação de empréstimo com despesa bancária. Mistos aumentativos: este lançamento é uma combinação do fato permutativo com o modificativo aumentativo. Ex: venda de mercadoria do estoque com lucro. 22 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 23.
    LANÇAMENTOS E FATOSCONTÁBEIS LANÇAMENTOS E FATOS CONTÁBEIS PLANO DE CONTAS: para organizar as contas utilizadas na contabilidade usa-se em contabilidade um plano de contas com as respectivas rubricas. Cada conta terá o seu respectivo local dentro do balanço patrimonial, conforme a sua classificação. Sendo assim, existem contas de Patrimônio líquido, do ativo e passivo circulante e não circulante e também de resultados. Método das partidas dobradas: no lançamento, cada crédito correponde a um débito, ou vice-versa: Exemplo de lançamento contábil: DUPLICATAS A PAGAR Fato contábil: pagamento de uma duplicata com desconto: Debito = 10 000 SI 10 000 Lançamento: D Duplicatas a pagar 10.000 C L/P acumulados 1.000 C Bancos 9.000 Note que para “zerar o saldo” da conta duplicatas a pagar, na prática, teremos que proceder o “débito” desta conta credora “duplicatas a pagar” pelo seu valor total. 23 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 24.
    LANÇAMENTOS E FATOSCONTÁBEIS LANÇAMENTOS E FATOS CONTÁBEIS O Lançamento contábil pode ser representado de diversas maneiras: 1) Débitos e créditos: D Máquinas D Veículos C Duplicatas a pagar 2) Usando a expressão “a” que quer dizer “a crédito de”. Caso haja mais de uma conta usa-se a expressão “diversos”: a) Mais de uma conta credora: c) Mais de uma conta devedora e credora Caixa Diversos “a” diversos “a” diversos “a” Duplicatas a receber Veículos “a” Receita de juros Máquinas “a” Caixa b) Mais de uma conta devedora: “a” duplicatas a pagar Diversos “a” duplicatas a pagar Máquinas Veículos 24 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 25.
    LANÇAMENTOS E FATOSCONTÁBEIS LANÇAMENTOS E FATOS CONTÁBEIS Lançamento de primeira Fórmula: Um débito e um crédito: D D Máquinas C C Bancos Lançamento de segunda fórmula: Um débito e + de um crédito: D D Maquinas C C Bancos C C duplicatas a pagar Lançamento de terceira fórmula + de um débito e um crédito: D D Caixa D D Máquinas C C Integralização de capital Lançamento de quarta fórmula: D + de um débito e + de um crédito: D D Caixa C D Máquinas C C Integralização de capital 25 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 26.
    LANÇAMENTOS E FATOSCONTÁBEIS LANÇAMENTOS E FATOS CONTÁBEIS O grande segredo para saber bem contabilidade é conhecer os diversos lançamentos existentes nas diversas questões de provas. Pensando nisto, o Superprovas separou diversos exercícios que versam sobre lançamentos para que o usuário fique bom neste assunto. Trata-se de um assunto “pré-requisito” para a solução de exercícios de contabilidade. Sendo assim, convidamos os usuários a resolver as diversas questões de lançamentos presentes na base de questões do Superprovas: 26 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 27.
    ESCRITURAÇÃO 27 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 28.
    LIVROS CONTÁBEIS LIVROS CONTÁBEIS Livros principais e auxiliares: LIVROS UTILIDADE NATUREZA FINALIDADE DIÁRIO PRINCIPAL CRONOLÓGICO OBRIGATÓRIO RAZÃO PRINCIPAL SISTEMÁTICO OBRIGATÓRIO LALUR AUXILIAR SISTEMÁTICO OBRIGATÓRIO CAIXA AUXILIAR SISTEMÁTICO OBRIGATÓRIO CONTAS-CORRENTES AUXILIAR SISTEMÁTICO FACULTATIVO Livros específicos nas esferas Federal, municipal e estadual: ESFERA FEDERAL ESFERA MUNICIPAL ESFERA ESTADUAL Registro de apuração Registro de Prestação Registro de Apuração do IPI de Serviços. do ICMS Registro de apuração Registro de Contratos Registro de do lucro real (LALUR) de Prestação de Entradas/Saídas de Serviços Mercadorias Registro de inventários Registro de Controle de Produção e do Estoque Registro de compras 28 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 29.
    ERROS DE ESCRITURAÇÃO ERROS DE ESCRITURAÇÃO Relacionamos a seguir os principais erros de escrituração e sua respectiva correção. Os erros de escrituração principais são: Lançamento a maior, inversão de conta, lançamento a menor e Troca de conta: Erro de escrituração: lançamento a maior: Lançamento a maior: Correção: Observação: compra de mercadoria D Mercadoria D Bancos em cheque por 200 mil reais e C bancos 210.000 C mercadoria 10.000 correção do valor correto através de um segundo lançamento com estorno de 10 mil reais Erro de escrituração: inversão de conta: Inversão de conta: Correção: Observação: compra de veículo D Caixa D Veículos 100.000 com o dinheiro em caixa. Se for C Veiculos 50.000 feito lançamento invertido, no caso C Caixa 100.000 de haver o erro de inversão de conta temos que fazer o lançamento correto duas vezes, por isto o valor de correção é de 100 mil reais. 29 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 30.
    ERROS DE ESCRITURAÇÃO ERROS DE ESCRITURAÇÃO Erro de escrituração: lançamento a menor Lançamento a menor: Correção: Observação: D Mercadoria D Mercadoria Compra de mercadoria em C bancos 190.000 C Banco 10.000 cheque por 200 mil reais e correção do lançamento a menor através de um segundo lançamento com lançamento complementar de 10 mil reais. Erro de escrituração: troca de conta Troca de conta: Correção: Observação: D Mercadoria D Fornecedor 1.000 Compra de mercadoria com cheque C Fornecedor 1.000 e troca da conta bancos por conta C Banco 1.000 de fornecedor. Procede se a transferência com o lançamento a débito de fornecedores e a crédito de Bancos. 30 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 31.
    TEORIA DAS CONTAS 31 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 32.
    TEORIA DAS CONTAS TEORIA DAS CONTAS Teoria das contas: a teoria utilizada comumente em contabilidade na prática na elaboração do balanço patrimonial é a teoria patrimonialista, isto porque esta teoria divide as contas em patrimoniais e de resultado. Porém existem outras teorias que são cobradas de forma conceitual em algumas provas de concursos públicos. Abaixo os conceitos das teoria personalista e a teoria materialista, além da Patrimonialista: Teoria Materialista: as contas integrais envolvem os bens, direitos e obrigações (B/D/O). Já as contas diferenciais representam as contas de resultado e de PL. Teoria Personalista: os bens são representados pelos agentes consignatários e os direitos e as obrigações são representados pelos agentes correspondentes. Já os proprietários representam as contas do PL e de resultado. Teoria Patrimonialista: as contas são classificadas em contas patrimoniais e contas de resultado (adotada na prática). 32 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 33.
    TEORIA DAS CONTAS TEORIA DAS CONTAS Tabela resumo da teoria das contas: TEORIA DAS CONTAS CONTAS Teoria Personalista Teoria Teoria Materialista Patrimonialista Bens Agentes Ativo Consignatários Direitos Agentes Integrais Patrimonial Passivo Obrigações Correspondente PL PL Proprietário Diferencial Resultado Despesas Proprietário Diferencial De Resultado Receitas Custos 33 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 34.
    CONTAS RETIFICADORAS CONTAS RETIFICADORAS Contas retificadoras do passivo são contas devedoras que reduzem o passivo. Contas retificadoras do ativo são contas credoras que reduzem o ativo. Exemplos de contas retificadoras e sua representação no Balanço Patrimonial: Contas retificadoras do ativo: Representação no BP (ret. do ativo) Depreciação Acumulada Veículos (devedora) Amortização Acumulada (-) depreciação acumulada (credora e Exaustão Acumulada retificadora do ativo) Representação no BP (ret. do passivo) Contas Retificadoras do Passivo: Fornecedores (credora) Juros a Vencer (-) juros a vencer (devedora e Encargos Financeiros a Transcorrer retificadora do passivo) Contas Retificadoras do PL: Representação no BP (ret. do PL) Capital a Realizar Capital Social (credora) Ações em Tesouraria (-) capital social a realizar (devedora retificadora do PL) Ajuste de avaliação patrimonial 34 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 35.
    CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS 35 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 36.
    CLASSIFICAÇÃO DE CONTAS CLASSIFICAÇÃO DE CONTAS Classificar contas consiste em definir se ela é credora ou devedora, ou se é uma conta retificadora; se pertence ao ativo, ao passivo, ou ao PL e em qual subgrupo do Balanço Patrimonial ela é representada. Com a prática, aos poucos, iremos conhecendo as diversas contas e entenderemos sua classificação. Tão importante quanto saber as características das contas é conhecer as regras de classificação no ativo (circulante ou não circulante). No passivo (circulante ou não circulante) ou no PL. Não basta somente saber se uma conta é devedora ou credora ou a que parte do Balanço Patrimonial ela pertence. É importante, também, saber quais as regras que permitem esta identificação. Sendo assim, por exemplo, uma conta de ajuste de avaliação patrimonial (AAP) possui regras para sua contabilização, ou seja, é necessário conhecer os critérios de classificação das contas, seus ajustes e o que ela representa. Trataremos do ativo, do passivo, dos ajustes a valor presente, do uso da conta AAP (ajuste de avaliação patrimonial) de aplicações financeiras, das contas do PL e, por fim, da classificação das contas no Balanço Patrimonial e das classificações a Débito e a Crédito nestes próximos slides. 36 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 37.
    ATIVO CIRCULANTE ENÃO CIRCULANTE ATIVO CIRCULANTE E NÃO CIRCULANTE O Balanço Patrimonial representa o patrimônio da empresa e está subdividido em: ativo, passivo e patrimônio líquido. O Ativo é representado do lado esquerdo do Balanço Patrimonial e está sub- dividido em dois grande grupos: Ativo Circulante e Ativo não circulante. Ativo Circulante (AC) : No AC são classificados os valores que a empresa já possui em dinheiro e os que a empresa pode converter em dinheiro a curto prazo (até o término do exercício seguinte). Ex: caixa, bancos Ativo não circulante (ANC) : direitos que a empresa não tem a intenção de converter em dinheiro a curto prazo, ou seja, só o fará no longo prazo (ARLP), ou que não pretende converter nem a longo prazo (após o término do exercício seguinte). Ex: contas a receber no longo prazo. O ANC se subdivide em quatro sub-grupos: 37 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 38.
    ATIVO NÃO CIRCULANTE ATIVO NÃO CIRCULANTE Grupo: ATIVO NÃO CIRCULANTE - Subgrupos: Ativo Realizável a Longo Prazo (ARLP): são os direitos realizáveis após o término do exercício seguinte. Ex: contas a receber LP, direitos a receber. Investimentos: as participações permanentes em outras sociedades e os direitos de qualquer natureza não classificáveis no ativo circulante e que não se destinam à manutenção da atividade da companhia. Ex: participações societárias, terrenos. Ativo Imobilizado: direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia (Ex: máquinas, veículos), inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os riscos, benefícios e controle destes bens. Nota: os bens utilizados no negócio que são usados na entidade que o são da entidade na sua “essência” da empresa porque são utilizados como se fossem, serão registrados no ativo imobilizado. Ex: banco de testes adquirido em forma de “leasing financeiro”. Ativo Intangível: os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de comércio adquirido. Ex: obras de arte. 38 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 39.
    OBSERVAÇÕES OBSERVAÇÕES Nota 1: também serão alocados no subgrupo investimentos do ativo não circulante, os bens tangíveis e intangíveis não utilizados pela empresa em suas atividades, inclusive as propriedades para investimento como por exemplo os terrenos. Nota 2: Um atívo intangível deve ser reconhecido apenas se: a) For provável que os benefícios econômicos futuros esperados atribuíveis ao ativo serão gerados em favor da entidade e, b) O custo do ativo possa ser mensurado com segurança. Nota 3: no caso de leasing financeiro, a empresa arrendatária deve contabilizar o BEM no imobilizado, porém as prestações devem ser contabilizadas como dívida no passivo. Nota 4: a MP 449/2.008 extinguiu o ativo Diferido. 39 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 40.
    PASSIVO PASSIVO Passivo: o passivo é representado no lado direito do Balanço Patrimonial . O Passivo é composto pelo Passivo circulante e pelo Passivo não circulante. Passivo circulante (PC): são contabilizadas as obrigações de curto prazo, ou seja, as que vencerem no exercício seguinte. Ex: contas a pagar curto prazo, salários a pagar. Passivo não circulante (PNC): são contabilizadas no PNC as obrigações de longo prazo, ou seja, as que vencerem em prazo além do exercício seguinte. Ex: empréstimos longo prazo. Nota: as receitas diferidas são atualmente classificadas no passivo não circulante. Receitas diferidas são os adiantamentos recebidos de clientes por fornecimento de produtos e serviços. As receitas Diferidas pertenciam ao antigo REF, agora estão no Passivo não circulante 40 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 41.
    AJUSTE A VALORPRESENTE AJUSTE A VALOR PRESENTE De acordo com o CPC 12 – Ajuste a Valor Presente, os elementos integrantes do ativo e do passivo decorrentes de operações de longo, ou de curto prazo, quando houver efeito relevante, devem ser ajustados a valor presente com base em taxas de desconto que reflitam as melhores avaliações do mercado quanto ao valor do dinheiro no tempo e os riscos específicos do ativo e do passivo em suas datas originais. O ajuste a valor presente deverá ser contabilizado por meio de uma conta retificadora da operação que o originou, de modo que o saldo original da conta principal seja mantido. São exemplos contas retificadoras de ajuste a valor presente: - Juros Ativos a Apropriar; - Juros Ativos a Vencer; - Receitas Financeiras a Transcorrer; - Juros Ativos a Transcorrer; - Juros Passivos a Apropriar; - Juros Passivos a Vencer; - Despesas Financeiras a Transcorrer; - Encargos Financeiros a Transcorrer; e - Juros Passivos a Transcorrer. Nota: valor Justo é diferente de Valor presente!!!. 41 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 42.
    AJUSTE A VALORPRESENTE AJUSTE A VALOR PRESENTE Valor presente do ativo : para calcular o valor presente, deve-se utilizar a fórmula: Valor nominal/(1+i)^n Exemplo de ajuste a valor presente: Venda a prazo no valor de R$ 10.000,00. Recebimento em Parcela única, com vencimento em 5 anos. Preço à vista: R$ 6.210,00, o que equivale a um custo financeiro anual de 10% Taxa de mercado 10% a.a. Valor Presente: R$ 6.210,00 Pela transação de venda: D - Contas a receber a longo prazo......10.000 C - Receita bruta de vendas...............10.000 Pelo registro do ajuste a valor presente, no momento em que é realizada a venda: D - Receita bruta de vendas...................................2.421,25 C - AVP - Receita financeira comercial a apropriar......2.421.25 Lançamento completo: D - Contas a receber a longo prazo.............................10.000,00 C - AVP - Receita financeira comercial a apropriar..........2.421.25 C - Receita Bruta de vendas.......................................7.578 ,75 Ou seja: o valor de contas a receber a longo prazo foi ajustado a valor presente no valor De 7.578,75 (10.000-2421,25). 42 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 43.
    PATRIMÔNIO LÍQUIDO PATRIMÔNIO LÍQUIDO Patrimônio Líquido (PL) – principais contas: Capital Social Capital a realizar Ações em tesouraria Reservas de capital Reservas de lucros Ajustes de Avaliação Patrimonial Prejuízo acumulado Reservas de lucros: é a parte do lucro que os sócios decidiram não retirar da empresa, guardando para determinado fim. Reservas de capital: são recursos de terceiros dados gratuitamente à empresa e que não transitam pelo resultado. Ex: ágio na venda de ações. Ajustes de avaliação patrimonial: criada pela lei 11.638/2007 é utilizada para ajustar aplicações financeiras que não podem ter suas variações positivas ou negativas levadas ao resultado. Prejuízo acumulado: antes o nome desta conta era lucros e prejuízos acumulados, após a Lei 11.638/2007 não é possível mais ter a conta Lucro e prejuízos acumulados, somente a conta prejuízos acumulados. 43 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 44.
    PATRIMÔNIO LÍQUIDO PATRIMÔNIO LÍQUIDO Patrimônio Líquido (PL) – Detalhamento: 44 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 45.
    CAPITAL SOCIAL ECAPITAL SOCIAL A INTEGRALIZAR CAPITAL SOCIAL E CAPITAL SOCIAL A INTEGRALIZAR Capital Social: Capital registrado no órgão competente em nome da sociedade. São as “ações da empresa”. Capital Subscrito: é o capital que os sócios se comprometeram a integralizar. Capital Integralizado: Valor que o titular, sócios ou acionistas já pagaram à entidade, a título de capital. Capital a Integralizar = Capital Subscrito – Capital Integralizado Capital Autorizado: limite máximo que o capital social poderá atingir, sem que haja alteração dos estatutos sociais. Representação: Capital Subscrito ------------ R$50.000.00.,00 (-) Capital a integralizar ----- R$20.000.000,00 ===================================== Capital integralizado---------- R$ 30.000.000,00 45 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 46.
    AÇÕES EM TESOURARIA AÇÕES EM TESOURARIA Quando a empresa compra ações dela mesma , ou seja, quando um sócio vende suas ações para a própria empresa e a empresa remunera o sócio por isto, estas ações não ficarão no capital social e sim na conta ações em tesouraria. Esta conta reduz o capital social, tendo em vista que ficarão em tesouraria até que outro sócio resolva comprá-la. Representação no Balanço Patrimonial: Patrimônio Líquido Capital Social ------------------------- R$ 50.000.000,00 (-) ações em tesouraria ----------- R$ 1.000.000,00 Lançamento: Ações em tesouraria --------R$ 1.000.000,00 A bancos -----------------------R$ 1.000.000,00 O capital social não muda. Só o PL que irá mudar. 46 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 47.
    AJUSTES DE AVALIAÇÃOPATRIMONIAL AJUSTES DE AVALIAÇÃO PATRIMONIAL No âmbito na contabilidade internacional a conta “ajustes de avaliação patrimonial” tem função mais ampla do que as funções permitidas no Brasil. A contabilidade internacional utiliza essa conta inclusive para contabilizar as reavaliações positivas e negativas dos ativos fixos, o que no Brasil não é mais permitido. No Brasil ela é usa para computar as diferenças positivas ou negativas de instrumentos Financeiros que não têm suas variações de valor computadas no Resultado. Exemplo de contabilização: um instrumento financeiro disponível para venda adquirido por R$ 200.000, no final do exercício proporciona ao seu investidor dividendos no valor de R$ 5.000 e seu valor de mercado está cotado a 220.000. A contabilização dessa valorização ser dará da seguinte forma: Na aplicação: D Aplicações financeiras --------200.000 C caixa-------------------------------200.000 No pagamento de dividendos e contabilização do ajuste de avaliação patrimonial: D Aplicações financeiras ---------------------------------------15.000 C AJUSTE AVALIAÇÃO PATRIMONIAL (PL) -------------------15.000 D Dividendos a receber-------------------------5.000 C Receita de dividendos------------------------5.000 Nota 1: a conta de AAJ – ajuste de avaliação patrimonial é conta do patrimônio líquido, podendo ajustar o PL para mais ou para menos, conforme o aumento/diminuição da A.F. Nota2: ao contabilizar os dividendos o investimento ficará em 215.000 (faltando 5.000 para ficar com o saldo do seu valor de mercado. Após o último lançamento este valor é registrado. 47 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 48.
    RESERVAS DE LUCROS RESERVAS DE LUCROS As reservas de lucros são a parte dos lucros retidos ao final de cada exercício no Patrimônio Líquido, para finalidades específicas definidas na lei 6.404/76. Abaixo a relação de reservas de lucros definidas por esta lei: Reservas de lucros: Reserva Legal Reserva de contingências Reserva estatutária Reserva de incentivos fiscais Reserva de retenção de lucros Reserva de lucros a realizar Reserva especial de dividendos obrigatórios não distribuídos Reserva prêmio na emissão de debêntures 48 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 49.
    RESERVA LEGAL RESERVA LEGAL Constituição da Reserva legal: a cada final de exercício a empresa deverá reservar o equivalente a 5% do lucro líquido para reserva legal. Limites para constituição: O primeiro é chamado de limite obrigatório, pois deve ser compulsoriamente observado. A Lei diz que a Reserva Legal não excederá o valor de 20% do Capital Social. Limite Obrigatório : Reserva Legal ≤ 20% do Capital Social. Limite facultativo a empresa poderá constituir a Reserva Legal ainda que este limite seja ultrapassado, mas não é obrigada. Segundo a Lei, a companhia poderá deixar de constituir a Reserva Legal quando o saldo dessa reserva, acrescido do montante das reservas de capital, exceder o valor de 30% do Capital Social. Limite Facultativo: Reserva Legal + Reservas de Capital ≤ 30% do Capital Social. Nota: caso a reserva legal existente somada a reserva de capital seja superior à 30% do capital social a empresa poderá constituir a reserva até completar o limite obrigatório, mas não é obrigada (limite facultativo). Nota2: a empresa não poderá constituir reservas além dos 20% do capital social Nota3: normalmente as bancas usam o de capital social realizado e não o subscrito para calcular a Reserva Legal. 49 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 50.
    RESERVA DE CONTINGÊNCIASE ESTATUTÁRIA RESERVA DE CONTINGÊNCIAS E ESTATUTÁRIA Reserva de contingências: a empresa em assembléia geral poderá criar reservas para prevenção de contingências. Porém caso esta contingência não se realize no final do exercício deverá haver reversão da reserva de contingências para lucros e prejuízos acumulados. Reserva Estatutária: O estatuto da empresa permite que a sociedade crie quantas reservas quiser. Porém será necessário especificar exatamente o propósito, a base de cálculo e percentual máximo do lucro líquido, ou valor máximo da reserva. 50 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 51.
    RESERVA DE INCENTIVOSFISCAIS RESERVA DE INCENTIVOS FISCAIS Reserva de incentivos fiscais: constituída a partir dos valores apropriados no resultado com origem em subvenções governamentais. A subvenção a apropriar é uma receita diferida que deverá ser transferida para o resultado na proporção de sua utilização pela empresa, proporcionalmente na mesma razão da depreciação. Caso um terreno tenha sido doado pelo governo teremos a aplicação deste conceito. Terrenos doados por ente governamental não são depreciados, embora sejam transferidos para o resultado através da conta subvenção a apropriar: TERRENO SUBVENÇÃO A APROPRIAR SUBVENÇÃO A APROPRIAR RECEITA DE DOAÇÃO 500.000 500.000 20.000 500.000 20.000 NO FINAL DO EXERCÍCIO Calculo: R$ 500.000/25 anos = R$ 20.000, que será apropriado ao resultado após o primeiro ano. Este valor irá para o resultado a crédito da conta de receita de doação. 25 anos é o tempo de vida útil de uma construção. O terreno seguirá a taxa de 1/25 anual para apropriação da subvenção.
  • 52.
    RESERVA DE CONTINGÊNCIASE ESTATUTÁRIA RESERVA DE CONTINGÊNCIAS E ESTATUTÁRIA Constituição da reserva de incentivos fiscais: tendo em vista que a receita de doação fará parte do resultado e será transferida para a conta “lucros e prejuízos acumulados” (hoje chamada de prejuízos acumulados), iremos constituir a reserva de incentivos fiscais em contrapartida de lucros e prejuízos acumulados, para que ao distribuir dividendos, este valor fique diferido/segregado e não faça parte da distribuição dos dividendos. RECEITA DE DOAÇÃO 20.000 R tra ecei n t p/ sferi a L/P da ac L/P ACUMULADOS RESERVA DE INCENTIVOS FISCAIS 20.000 (1) 1.000.000 20.000 (1) *(1) D L/P acumulados C Reserva Incentivos Fiscais
  • 53.
    RESERVA DE LUCROSA REALIZAR RESERVA DE LUCROS A REALIZAR Reserva de lucros a realizar: é a reserva de lucro criada para preservar as disponibilidades, evita que a empresa tenha que se endividar para pagar dividendos. Lucro realizado: considera-se realizada a parcela do lucro líquido deduzídos o resultado positivo de equivalência patrimonial e os lucros que serão recebidos no longo prazo. Constituição da reserva de lucros a realizar: se o dividendo obrigatório ultrapassar o lucro realizado, a empresa poderá constituir uma reserva de lucros a realizar com a diferença do lucro realizado e o valor a ser pago como dividendos aos sócios: Parcela de dividendos obrigatórios que excede o lucro realizado = Reserva de lucros a Lucro realizado Dividendo realizar obrigatório
  • 54.
    R. RETENÇÃO LUCROS/DIVIDENDOS/PREMIONA EMISSÃO DEBENTURES R. RETENÇÃO LUCROS/DIVIDENDOS/PREMIO NA EMISSÃO DEBENTURES Reserva de retenção de lucros: caso a assembléia geral resolva segregar parte do lucro para investimento ou expansão, devidamente justificado poderá ser destinado parte do lucro para constituição da reserva de retenção de lucros. Reserva especial de dividendos obrigatórios não distribuídos: caso haja necessidade de retenção de parte dos dividendos por motivos econômicos poderá a assembléia geral decida pela retenção poderá ser constituída a reserva especial de dividendos obrigatórios não distribuídos. Reserva prêmio na emissão de debêntures: como o prêmio na emissão de debêntures é isento do pagamento do IR a legislação permite que o valor apropriado ao resultado seja excluído do lucro líquido do exercício. Nota: as reservas de lucro terão o seguinte lançamento durante a sua constituição: D L/P acumulados C Reserva de lucros
  • 55.
    RESERVAS DE CAPITAL RESERVAS DE CAPITAL Reserva de capital: são ingressos não tributáveis de recursos oriundos de terceiros e que não têm relação com o fornecimento de mercadorias ou prestação de serviços por parte da empresa que recebeu os recursos. As reservas de capital não transitam pelo resultado. As reservas de capital são as seguintes: bônus de subscrição, ágio na subscrição de ações e partes beneficiárias. Aplicações das reservas de capital: serão usadas para: Absorção de prejuízos que ultrapassarem os lucros acumulados e as reservas de lucros; Resgate, reembolso ou compra de ações; Resgate de partes beneficiárias; Incorporação no Capital Social; Pagamento de dividendos a ações preferenciais, quando esta vantagem lhes for assegurada.
  • 56.
    RESERVAS DE CAPITAL RESERVAS DE CAPITAL Ágio na emissão de ações: formará reserva de capital o valor pago a maior do que o valor da ação no caso da empresa negociar suas ações. Lançamento: Bancos a diversos a capital social a reservas de capital (ágio na emissão de ações) Partes beneficiárias: são títulos emitidos pela empresa para beneficiar pessoas que prestaram serviços relevantes na vida da sociedade. Emitidos por companhias exclusivamente de capital fechado. Lançamento: Banco A Reserva de capital (Partes beneficiárias). Bônus de subscrição: são títulos de créditos emitidos até o limite do capital social autorizado, que dão aos seus titulares o direito de subscrever ações da empresa mediante apresentação deste título. Lançamento: Bancos A Reserva de capital (alienação de Bônus de subscrição)
  • 57.
    BALANÇO PATRIMONIAL BALANÇO PATRIMONIAL BALANÇO PATRIMONIAL – REPRESENTAÇÃO DOS GRUPOS ATIVO PASSIVO ATIVO CIRCULANTE PASSIVO CIRCULANTE PASSIVO NÃO ATIVO NÃO CIRCULANTE CIRCULANTE PATRIMÔNIO LÍQUIDO O Balanço Patrimonial é a demonstração contábil que irá representar todos os bens, direitos e obrigações da Entidade. Trata-se da representação “estática” do patrimônio. No fechamento do exercício todas as contas de resultado são transferidas para a conta ARE (de resultado) e posteriormente transferidas para a conta Prejuízos cumulados localizada no Patrimônio Líquido do balanço patrimonial (antiga conta Lucros e prejuízos acumulados). Pelas novas regras não mais poderá haver lucro acumulado em L/P acumulados, cujos valores devem ser também transferidos para Reservas ou dividendos. Já a representação detalhada do resultado do exercício é apresentada no DRE – Demonstração do Resultado do Exercício. 57 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 58.
    PRINCIPAIS CONTAS CLASSIFICADASNO BP PRINCIPAIS CONTAS CLASSIFICADAS NO BP Principais contas do AC: Principais contas do PC: Caixa Fornecedores Bancos Impostos a recolher Disponibilidades Empréstimos Aplicações de liquidez imediata Adiantamentos de clientes Contas a receber Salários a pagar Mercadorias Encargos a pagar Despesas antecipadas Dividendos a pagar Títulos a pagar Principais contas do ANC: Principais contas do PNC: Aplicações em instrumentos Empréstimos financeiros Renegociações de dívidas de LP Contas a receber de clientes Impostos a pagar postergados Direitos a receber Títulos a pagar de longo prazo Participações societárias Receitas Diferidas Máquinas Veículos Principais contas do PL: Capital Social Obras de arte Ações de tesouraria Terrenos Reservas AAP Prejuízos acumulados 58 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 59.
    CLASSIFICAÇÃO DE CONTAS CLASSIFICAÇÃO DE CONTAS Exemplos de contas classificadas quanto ao DÉBITO, AO CRÉDITO E NO BP: CONTA DEVEDORA CREDORA CLASSIFICAÇÃO ALUGUÉIS A PAGAR - CREDORA PASSIVO CIRCULANTE ALUGUÉIS A VENCER DEVEDORA - AC EMPRÉSTIMOS - CREDORA PC/PNC BANCÁRIOS VENDAS - CREDORA RECEITA RESERVA DE LUCROS - CREDORA PL CAIXA/BANCOS DEVEDORA - AC CONTAS A PAGAR - CREDORA PC OU PNC ENERGIA E ÁGUA DEVEDORA - DESPESA ICMS SOBRE VENDAS DEVEDORA - DESPESA ICMS A RECOLHER - CREDORA PC DEPRECIAÇÃO CREDORA - (ANC) RETIFICADORA ACUMULADA 59 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 60.
    RECEITAS E DESPESAS 60 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 61.
    RECEITAS E DESPESAS RECEITAS E DESPESAS Receita – Receitas são aumentos nos benefícios econômicos durante o período contábil sob a forma de entrada de recursos ou aumento de ativos ou diminuição de passivos, que resultam em aumentos do patrimônio líquido e que não sejam provenientes de aporte dos proprietários da entidade. Despesa – Despesas são decréscimos nos benefícios econômicos durante o período contábil sob a forma de saída de recursos ou redução de ativos ou incrementos em passivos, que resultam em decréscimo do patrimônio líquido e que não sejam provenientes de distribuição aos proprietários da entidade. DEFINIÇOES IMPORTANTES: REGIME DE COMPETENCIA REGIME CAIXA RECEITAS REALIZADAS (GANHAS E RECEBIDAS) SIM SIM RECEITAS REALIZADAS (GANHA) E NÃO RECEBIDA SIM NÃO RECEITAS NÃO REALIZADAS (NÃO GANHA) E NÃO SIM RECEBIDAS DESPESAS INCORRIDAS E PAGAS SIM SIM DESPESAS INCORRIDAS E NÃO PAGAS SIM NÃO DESPESAS NÃO INCORRIDAS E PAGAS NÃO SIM 61 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 62.
    RECEITAS E DESPESAS RECEITAS E DESPESAS A evidenciação das contas de receitas e despesas se dará no DRE. No balanço patrimonial teremos só a representação do seu somatório. O valor total das receitas e despesas será transferido para a conta ARE (ver próximo slide) e depois para a conta Lucros e prejuízos acumulados no PL (atualmente com a rubrica Prejuízos acumulados porque todo o lucro deve ser distribuído no final do exercício). A distribuição de lucros consiste em se transferir os lucros para as reservas e a dividendos a pagar. Nenhum lucro deve ficar na conta L/P acumulados, somente deverá ficar saldo nesta conta para representar prejuízos acumulados de exercícios anteriores. A conta L/P acumulados pertence ao Patrimônio Liquido do Balanço Patrimonial. A demonostração das contas de resultado se dará na DRE - demonstração de lucros do exercício que será apresentada nos próximos slides. 62 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 63.
    DISTRIBUIÇÃO DO RESULTADO DISTRIBUIÇÃO DO RESULTADO DESPESAS RECEITAS ARE 20 000 B A 10 000 B A Receitas e despesas para a conta ARE DIVIDENDOS ARE PREJUÍZOS ACUMULADOS PARTE DO BALANÇO SALDO PATRIMONIAL B A SALDO ATIVO PASSIVO ATIVO PASSIVO CIRCULANTE CIRCULANTE PASSIVO SALDO ATIVO NÃO NÃO RESERVAS CIRCULANTE CIRCULANTE PATRIMÔNI PARTE DO O LÍQUIDO SALDO O Saldo do ARE vai para a conta Prejuízos Aqui ocorre a distribuição Acumulados do Resultado, zerando a conta Prejuízos acumulados e transferindo o saldo para Dividendos e Reservas. As contas de Dividendos são localizadas no PE e as contas de Reservas são Localizadas 63 no Patrimônio Líquido do BP WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 64.
    DIVIDENDOS DIVIDENDOS Na distribuição do resultado, conforme comentado anteriormente, percebemos que parte do lucro é distribuído em forma de dividendos aos sócios. Por ocasião da declaração dos dividendos, temos o seguinte lançamento: Contabilização: D Lucros ou prejuízos acumulados (PL) C Dividendos a pagar (PC) Já no pagamento dos dividendos, temos o seguinte lançamento: D Dividendos a pagar C Caixa Após a declaração os dividendos devem ser pagos aos sócios em até 60 dias. 64 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 65.
    DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADODO EXERCÍCIO (DRE) e DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS ABRANGENTES (DRA) 65 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 66.
    DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADODO EXERCÍCIO DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO Estrutura conforme lei 6.404/76: Faturamento IPI Receita Bruta de venda ou serviços (-) Devoluções e cancelamentos de vendas (-) Descontos e abatimentos (-) Impostos sobre venda ou serviços --------------------------------------- Receita Líquida (-) CMV ---------------------------------------- Lucro Bruto (-) Despesas administrativas/financeiras/comerciais (+) Receitas Financeiras (+/-) Outras receitas/despesas operacionais e não operacionais (-) Imposto de Renda e CSLL (contribuições sociais sobre o lucro) (-) Participações Societárias ---------------------------------------- Lucro Líquido do exercício Lucro Líquido por ação 66 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 67.
    DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADODO EXERCÍCIO DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO A DRE – demonstração do resultado do exercício é construída a partir dos saldos do encerramento de todas as contas de resultado. Os itens pertencentes ao DRE são os seguintes: Faturamento com IPI – No caso de empresa industrial Faturamento é a soma da receita bruta com IPI. No caso de empresa comercial o faturamento não embute o IPI porque IPI é um imposto por fora, ou seja, é calculado por fora e há a representação separada Faturamento + IPI. Receita Bruta: é a soma de todas as receitas da atividade principal da empresa Deduções da Receita: são as devoluções e cancelamentos de vendas + descontos e abatimentos + Impostos sobre venda ou serviços. Ao fazer estas deduções temos a Receita Líquida. Impostos sobre venda: ICMS, IPI, Pis e Confins CMV = custo de mercadorias vendidas: todas as despesas de vendas são representadas por esta rubrica. Já as demais despesas são representadas posteriormente. Lucro bruto = receita líquida (–) CMV. Representa o resultado das vendas/serviços, ou seja, o obtido com as atividades de vendas/prestação de serviços. 67 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 68.
    DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADODO EXERCÍCIO DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO Despesas administrativas: são as despesas administrativas gerais: conta de água, luz, telefone, salários, material de expediente, aluguéis. Despesas financeiras: são os juros passivos, desconto concedidos. Despesas comerciais: são as despesas com publicidade, comissões. Receitas administrativas: juros ativos, descontos obtidos. Outras receitas e despesas operacionais: são os aluguéis ativos, dividendos de participações societárias, resultado de equivalência patrimonial, reversão de PCLD. Outras receitas e despesas não operacionais: ganhos/perdas na venda do imobilizado. IR e CSLL: imposto de renda e contribuição social sobre lucro líquido calculados sobre o resultado. Participações societárias: Participações dos Debenturistas; Participações dos Empregados; Participações dos Administradores; Participações das Partes Beneficiárias e Participações dos Fundos de assistência ou previdência a empregados. Segundo o artigo 189 da lei das SA´s: do resultado do exercícios serão deduzidos, antes de qualquer participação, os prejuízos acumulados e provisão do imposto de renda. 68 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 69.
    DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADODO EXERCÍCIO DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO Estrutura conforme o CPC 26: Receita Líquida (-) CMV ---------------------------------------- Lucro Bruto (-) Despesas com vendas/gerais/administrativas (+) Receitas Financeiras (+/-) Outras receitas/despesas GEP ou PEP Resultado antes do Resultado Financeiro (+/-) Receitas e Despesas financeiras Resultado antes do IR/CSLL (-) Imposto de Renda e CSLL (contribuições sociais sobre o lucro) (-) Participações Societárias ---------------------------------------- Resultado de operações continuadas Ganhos e perdas de operações descontinuadas Lucro Líquido do período A orientação do CPC 26 é quanto a separação do resultado continuado do não continuado em substituição ao resultado operacional e não operacional. Os itens classificados com continuados são os mesmos dos operacionais. Porém a classificação das contas de operações descontinuadas não é a mesma que as classificadas como “não operacionais”. Estes últimos estão vinculados ao resultado apurado em operações com ativo ou grupo de ativos cujas operações estão em vias de serem ou foram descontinuadas e, por isso, deixarão de causar efeito no caixa e nos equivalentes de caixa da entidade. 69 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 70.
    DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADOABRANGENTE DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE O CPC 26 nos apresenta uma nova demonstração contábil: trata-se da demonstração do resultado abrangente (DRA). O resultado abrangente além de incluir o Resultado Líquido obtido pela DRE apresenta também uma série de ajustes que alteram o Patrimônio líquido e que poderão ou não afetar o Resultado no futuro. Resultados abrangentes – principais ajustes: Variações nas reservas de reavaliação quando permitidas legalmente (CPC 27). Ganhos e perdas atuariais em planos de pensão com benefício definido reconhecidos conforme CPC 33). Ganhos e perdas derivados da conversão de demonstrações contábeis de operação no exterior (CPC 02). Ajuste de avaliação patrimonial relativos aos ganhos e perdas na remensuração de ativos financeiros disponíveis para venda (CPC 38). Ajuste de avaliação patrimonial relativo à efetiva parcela de ganhos ou perdas de instrumentos de hedge em hedge de fluxo de caixa (CPC 38). 70 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 71.
    DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADOABRANGENTE DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE DRE Faturamento IPI Receita Bruta de venda ou serviços (-) Devoluções e cancelamentos de vendas (-) Descontos e abatimentos DRA (-) Impostos sobre venda ou serviços --------------------------------------- Receita Líquida (-) CMV ---------------------------------------- RECEITA DE VENDAS Lucro Bruto (-) Despesas (-) CUSTOS administrativas/financeiras/comerciais (+) Receitas Financeiras ----------------------------------------- (+/-) Outras receitas/despesas (-) Imposto de Renda e CSLL (contribuições LUCRO sociais sobre o lucro) (-) Participações Societárias (-) Despesas incorridas ---------------------------------------- Lucro Líquido do exercício ----------------------------------------- Lucro Líquido por ação RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO Resultado líquido do exercício (+) Outros ganhos e ajustes abrangentes ======================= Resultado abrangente do período A DRA deve ser apresentada em separado do DRE ou em conjunto com a DLPA 71 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 72.
    PROVISÕES E PASSIVOS CONTINGENTES 72 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 73.
    PROVISÕES E PASSIVOSCONTINGENTES PROVISÕES E PASSIVOS CONTINGENTES Provisão é um passivo de prazo ou de valor incerto. São distintas de outros passivos porque há incerteza quanto ao pagamento. Provisão é uma reserva de um valor para atender a despesas que se esperam. A provisão visa a cobertura de um gasto já considerado certo ou de grande possibilidade de ocorrência. A CPC 25 criou uma nova forma de reconhecimento de provisões . São contrapartidas que reduzem o valor do ativo, sendo sempre credoras, mas sempre classificadas no ativo como redutoras. A contabilização tradicional de provisões não tem mais base técnica, muito embora as bancas continuem elaborando questões aplicando os conceitos em desuso. Se a saída de recursos for provável, então é necessária a contabilização da provisão. Exemplos de contas classificadas como provisões: Provisão para contingência trabalhistas Provisão para contingências cíveis Provisão para cobertura de garantias Provisão para danos ambientais Provisão para retirada de ativos Provisão para reestruturação Provisão para contingências fiscais Provisão para compensação por quebra de contrato As provisões devem ser revistas quando da elaboração de uma demonstração financeira. Lançamento: D despesa de provisão C provisão 73 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 74.
    PROVISÕES E PASSIVOSCONTINGENTES PROVISÕES E PASSIVOS CONTINGENTES Não devem ser mais utilizadas com o Designações apropriadas (contas nome de provisões credoras redutoras do ativo) PDD o PCLD – provisão para devedores Perdas estimadas com clientes duvidosos ou provisão para crédito de liquidação duvidosa PPI – provisão para perdas em investimentos Perdas estimadas em investimentos Provisão para perdas em estoques Perdas estimadas em estoques Provisão para perda ao valor recuperável Perdas estimadas por valor não recuperável Reconhecimento de uma provisão: para se constituir uma provisão devem ser atendidas as seguintes condições: a obrigação deve ser presente, deve ser provável a saída de recursos e deve haver uma estimativa confiável do valor da obrigação. Caso o fato não preencha estas condições será um passivo contingente e não uma provisão e deverá evidenciado em notas explicativas caso seja remota a possibilidade de desembolso. Entende-se por passivo contingente uma obrigação possível ou obrigação presente que pode (mas provavelmente não fará) requerer uma saída de recursos. 74 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 75.
    REDUÇÕES DE VALORNO ATIVO NÃO CIRCULANTE PERMANENTE 75 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 76.
    DEPRECIAÇÃO/AMORTIZAÇÃO/EXAUSTÃO E IMPAIRMENT DEPRECIAÇÃO/AMORTIZAÇÃO/EXAUSTÃOE IMPAIRMENT Depreciação de um bem é o registro da redução do valor dos bens pelo desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência. Depreciação a conforme a norma CPC 27 (conselho de pronunciamentos contábeis): A depreciação do ativo se inicia quando este está disponível para uso, ou seja, quando está no local e em condições de funcionamento . A depreciação de um ativo deve cessar na data em que o ativo é classificado como mantido para venda (ativo circulante mantido para venda e operação descontinuada), ou, ainda, na data em que o ativo é baixado, o que ocorrer primeiro. Portanto, a depreciação não cessa quando o ativo se torna ocioso ou é retirado do uso normal. A não ser que o ativo esteja totalmente depreciado. Métodos de depreciação: Método linear: depreciar de forma linear é depreciar com alíquota constante, dividindo o valor do bem pelo seu tempo de vida útil . 76 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 77.
    DEPRECIAÇÃO DEPRECIAÇÃO Bens não depreciáveis: Bens que não perdem o valor (obra de arte, antiguidade); Terrenos (a construção pode ser depreciada); Imóveis não alugados ou destinados à venda; Bens para os quais sejam registradas quotas de exaustão; Bens cujo tempo de vida útil seja menor que 1 ano e Bens com valor inferior a R$ 326,61. Base de cálculo: custo de aquisição, incluindo os gastos necessários à colocação do bem em funcionamento, e acréscimos posteriores, como correção monetária. Lançamento: Despesa de depreciação a depreciação acumulada Valor contábil: é a diferença entre o custo de aquisição (este pode sofrer acréscimos posteriores) e a depreciação acumulada. Valor residual: é o valor da provável realização do bem, após totalmente depreciado. em geral, é considerado zero, mas se for estimado um valor diferente de zero, este deverá ser subtraído do custo de aquisição, a fim de que a taxa de depreciação incida nessa diferença. 77 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 78.
    DEPRECIAÇÃO DEPRECIAÇÃO Valor depreciável: é o valor contábil menos o valor residual. Métodos de depreciação: Método das quotas constantes (método linear/taxa de depreciação constante) 1ª forma: aplica-se taxa constante sobre o valor a ser depreciado. 2ª forma: divide-se o valor a ser depreciado pelo tempo de vida útil. Método da soma dos dígitos (método de cole) = não linear= soma das quotas decrescentes: 1ª etapa: somar os algarismos que compõem o no de anos de vida útil. 2ª etapa: multiplicar o valor a ser depreciado a cada ano pela fração cujo denominador é a soma da 1ª etapa, e numerador, p/ 1º ano é n (tempo de vida), p/ o 2º ano, n-1, 3º ano, n-2, até 1. Ex: valor do bem = 180 000 Tempo de vida útil = 5 anos Soma dos dígitos dos anos = 1+2+3+4+5 = 15 anos Depreciação do primeiro ano = 5/15 x 180.000 (valor depreciável)=60.000, Depreciação do segundo ano = 4/15 x 180.000 (valor depreciável) = 48.000 Depreciação do segundo ano = 3/15 x 180.000 (valor depreciável) =36.000 Depreciação do segundo ano = 2/15 x 180.000 (valor depreciável) =24.000 Depreciação do segundo ano = 1/15 x 180.000 (valor depreciável) =12.000 ============================================================== 180.000 78 No final de cinco anos teremos todo o bem depreciado de forma não linear. WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 79.
    DEPRECIAÇÃO DEPRECIAÇÃO Depreciação = taxa de depreciação x valor depreciável A cada exercício este valor de depreciação irá para o resultado através do lançamento abaixo: ANO 1 Despesa de depreciação A depreciação acumulada 60.000 ANO 2 Despesa de depreciação A depreciação acumulada 48.000 Os valores de depreciação serão somados ao longo dos anos e formarão o saldo da conta depreciação acumulada que aparecerá no Balanço Patrimonial como uma conta retificadora do ativo permanente: Conta depreciação acumulada no Balanço Patrimonial ANO 1: Ativo Permanente 180.000 (-) Depreciação acumulada 60.000 Método da quotas crescentes = não linear Não tem fundamento doutrinário, mas aparece em algumas provas de concursos. É o contrário do método de cole que é um método decrescente. O método das quotas crescentes terá como quota o valor de 1/soma dos dígitos (ex:1/15) até o valor do tempo de 79 vida/soma dos dígitos (ex: 5/15). WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 80.
    DEPRECIAÇÃO ACELERADA DEPRECIAÇÃO ACELERADA Depreciação acelerada: Trata-se da aceleração da taxa normal de depreciação, em função da utilização em mais de um turno de um bem. Os acréscimos serão de de 50% até 100% além da utilização normal conforme tabela abaixo: 1 turno de 8 horas Taxa de depreciação normal x 1,0 2 turnos de 8 horas Taxa de depreciação normal x 1,5 3 turnos de 8 horas Taxa de depreciação normal x 2,0 Os conceitos para o cálculo da depreciação são os mesmos da depreciação a taxas normais. O que muda é o valor da taxa que sofre um aumento conforme o turno de utilização. Sendo assim, calcula-se a depreciação multiplicando-se o valor depreciável pela taxa de depreciação acelerada, achando o valor da depreciação do período. Porém neste caso usamos a taxa de depreciação com um fator de aceleração (x1,5 ou x2,0) conforme a tabela acima. 80 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 81.
    AMORTIZAÇÃO AMORTIZAÇÃO Amortização: tem o mesmo efeito prático de depreciar. Porém, consiste em registrar a perda de valor de direitos registrados no intangível ou no diferido (enquanto existir saldo porque diferido já foi extinto). A taxa de amortização será determinada em função do tempo restante do usufruto dos benefícios do direito. Exemplos de itens amortizáveis: Bens amortizáveis: benfeitorias em bens de terceiros com cláusula de ressarcimento. Direitos amortizáveis: Concessões públicas; Direitos autorais; Compras de tecnologia; Patentes de invenção; Direitos do uso e marca; Contratos de exploração de florestas de terceiros. Lançamento: D Amortização C amortização acumulada O cálculo da amortização depende da duração do contrato. Divide-se o valor total do contrato pelo tempo em anos e tem-se o valor da amortização anual. 81 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 82.
    EXAUSTÃO EXAUSTÃO Exaustão: tem o mesmo efeito prático de depreciar e amortizar, diferenciando-se dos bens a que se aplicam: recursos minerais e florestais. Consiste em registrar como exaustão quando corresponder à perda do valor decorrente de sua exploração de direitos. Sua valorização pode ser feito por estimativa ou em função da exploração efetiva: Em função da estimativa (prazo): Ex: gasto de aquisição: R$ 1.000.000,00, prazo de concessão=20 anos: Quota de exaustão = R$ 1.000.000,00/20 anos = 50.000 por ano. Lançamento: Exaustão A Exaustão acumulada 50.000 Em função da exploração efetiva: Ex: Possança = capacidade de exploração no período = R$ 400.000 e capacidade de exploração anual=10 000 toneladas e custos+direito de explorar = R$1.000.000 Quota de exaustão= extração anual / possança = 10.000/400.000=0,025 ou 2,5% por ano Exaustão= R$1.000.000 x 2,5% = 25.000 Lançamento: Exaustão A exaustão acumulada 25.000 82 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 83.
    TESTE DE RECUPERABILIDADE- IMPAIRMENT TESTE DE RECUPERABILIDADE - IMPAIRMENT Teste de recuperabilidade: é feito predominantemente para itens do imobilizado e do intangível e, em algumas situações, para itens do investimento e do diferido. É um teste que deve ser feito pelo menos uma vez em cada em exercício em todos os ativos classificados no “não circulante” , para verificar se o valor contábil pode ser recuperado de alguma forma. O objetivo não é reavaliar o bem, aumentando o seu valor e sim verificar permanemente qualquer redução que deva ser feita para ajustar o valor contábil ao valor de venda do bem ou ao valor que o bem pode gerar para a empresa. Não é mais permitida a criação da reserva de reavaliação, avaliando o bem para um valor maior. Já o teste de recuperabilidade irá diminuir o valor contábil do bem através de perdas por valor não recuperável, através de uma conta retificadora de mesmo nome, retificando o valor contábil do ativo. A perda por desvalorização do ativo deve ser reconhecida imediatamente no resultado do período. Depois do reconhecimento da perda por desvalorização as despesas de depreciação, amortização ou exaustão devem ser ajustadas em períodos futuros para alocar o novo valor contábil gerado pelo teste de reavaliação. 83 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 84.
    TESTE DE RECUPERABILIDADE- IMPAIRMENT TESTE DE RECUPERABILIDADE - IMPAIRMENT Valor em uso (VU): é o valor presente em fluxos de caixas futuros estimados que devem resultar do uso de um ativo ou de uma unidade geradora do caixa. Valor líquido de venda (VL): é o valor a ser obtido pela venda de um ativo ou de uma unidade geradora de caixa em transações em bases comutativas, entre partes conhecedoras e interessadas subtraídas as despesas estimadas de venda. Valor recuperável de um ativo (VR): é o maior valor entre o valor líquido de venda de um ativo e seu valor em uso. VR  maior valor entre VL e VU. Registro da perda por desvalorização: ocorre o registro do ajuste de perda por desvalorização quando o valor contábil do bem do ativo permanente for maior que o valor recuperável. (sendo o valor recuperável o maior valor entre o valor em uso e o valor líquido de venda). Caso o valor contábil for maior que o maior dentre estes valores haverá registro de perda por desvalorização): VC REGISTRO DE PERDA POR DESVALORIZAÇÃO VR Perdas por desvalorização (despesa) < a perdas por valor não recuperável (redutora do ativo) VR Não há registro de perda > VC 84 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 85.
    TESTE DE RECUPERABILIDADE- IMPAIRMENT TESTE DE RECUPERABILIDADE - IMPAIRMENT Unidade geradora de caixa: é o menor grupo identificável de ativos que gera as entradas de caixa, que são em grande parte independentes das entradas de caixa de outros ativos ou de grupos de ativos. Vida útil: é o período de tempo pelo qual a entidade espera usar um ativo ou o número de unidades de produção ou de unidades semelhantes que a entidade espera obter do ativo. Determinação do Valor em uso: Para o caso de determinação do valor em uso em função das entradas em caixa temos: Se um ativo gera receitas para os anos de X1 e X2 no valor de $ 100.000,00, ao final de cada ano o valor de uso em X0 para uma taxa de desconto de 10% será: Valor de uso: Σ (Receita Esperada em n/(1+i)^n) Receita Esperada = 100.000 N=1 em X1 E N=2 em X2 Logo, o nosso valor de uso será: 100.000/1,1^1 + 100.000/1,1^2 = 90.909,10 + 82.644,60 = R$ 173.553,70 Valor em uso = R$ 173.553,70 85 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 86.
    TESTE DE RECUPERABILIDADE- IMPAIRMENT TESTE DE RECUPERABILIDADE - IMPAIRMENT Supondo que o valor líquido de vendas seja: 200.000 e os custo e despesas de venda + manutenção = 10.000 reais calculamos o valor líquido de venda = 200.000 – 10.000 = 190.000. O valor contábil do bem é dado pela diferença entre o custo do bem menos a depreciação acumulada: Custo do bem ----------------300.000 Depreciação acumulada = (50.000) ----------------------------------------------- Valor contábil = 250.000 Teremos então os valores para o teste de recuperabilidade: Valor em uso (VU) = R$ 173.553,70, Valor líquido de venda (VL) = 190.000, Valor contábil (VC) = 250.000. A comparação entre estes valores para saber se devemos registrar a perda por desvalorização chamamos de TESTE DE RECUPERABILIDADE. Abaixo os passos deste teste: 1) Identificar o maior valor entre o valor de uso (VU) e o valor líquido de vendas (VL). VL ok? 2) Sendo o valor contábil maior que o valor dos valores no passo 1 acima haverá necessidade de se registrar a perda por desvalorização. E o valor será de R$ 250.000 – R$190.000 = 60.000. Faremos, então, o registro: REGISTRO DE PERDA POR DESVALORIZAÇÃO D Perdas por desvalorização (despesa) -----------------------------60.000 C perdas por valor não recuperável (redutora do ativo) --------60.000 86 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 87.
    OPERAÇÕES FINANCEIRAS E INSTRUMENTOSFINANCEIROS 87 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 88.
  • 89.
    INSTRUMENTOS FINANCEIROS INSTRUMENTOS FINANCEIROS Este tema envolve a contabilização de empréstimos e aplicações financeiras de títulos e algumas definições que serão tratadas abaixo: Instrumento financeiro: é qualquer contrato que dê origem a um ativo financeiro para a entidade e um passivo financeiro ou instrumento patrimonial para outra entidade. Instrumento patrimonial: é qualquer contrato que evidencie uma participação nos ativos de uma entidade após a dedução de todos os seus passivos. Ativo Financeiro: é qualquer ativo que seja: Caixa Instrumento patrimonial de outra entidade Direito contratual:  De receber Caixa ou outro ativo financeiro de outra entidade  De troca de ativos financeiros ou passivos financeiros com outra entidade Um contrato que seja ou passa vir a ser liquidado por instrumentos patrimoniais da própria entidade. Passivo Financeiro: é qualquer passivo que seja: Obrigação contratual de:  Entregar caixa ou outro ativo financeiro a uma entidade  Trocar ativos financeiros ou passivos financeiros com outra entidade sob condições que são potencialmente desfavoráveis para a entidade. Contrato que será ou poderá ser liquidado por instrumentos patrimoniais da própria entidade. 89 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 90.
    APLICAÇÕES PREFIXADAS COMJUROS E SEM CM APLICAÇÕES PREFIXADAS COM JUROS E SEM CM Para explorar este tema será utilizada uma explanação inovadora. Ao invés de muita exposição teórica preferimos expor este assunto através de lançamentos contábeis nas diversas situações tais como: na data da aplicação, na data do balanço e no dia do resgate: No dia da aplicação Em 31/12 Lançamento contábil: Receita Financeira a Transcorrer Aplicação financeira a Receita Financeira (juros ativos) * a diversos a Bancos a Receita Financeira a Transcorrer * Ocorre a realização da receita de juros. No dia do resgate Receita Financeira a Transcorrer a Receita Financeira (pelos juros remanescentes após 31/12) IR a compensar a aplicação financeira (pela cobrança do IR) Banco a Aplicação Financeira (pelo resgate) 90 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 91.
    APLICAÇÕES PREFIXADAS COMJUROS E CM APLICAÇÕES PREFIXADAS COM JUROS E CM Para o caso de aplicações prefixadas c/Juros e CM temos os seguintes lançamentos: No dia da aplicação Em 31/12 Aplicação financeira VM ativa a Transcorrer a diversos a variação monetária ativa a Bancos a VM* ativa a transcorrer Juros ativos a transcorrer a Juros ativos a transcorrer a Juros ativos* *VM = variação monetária * ocorre a realização da receita de juros No dia do resgate Variação monetária ativa a transcorrer a variação monetária ativa (pelo restante da VM ativa até o dia do resgate) Juros ativos a transcorrer a juros ativos (pelo restante dos juros até o dia do resgate) Os juros e correções monetárias são Imposto de renda a compensar pagos no resgate mas a aplicação financeira (cobrança do IR) contabilizados antes Banco a Aplicação Financeira (pelo resgate) 91 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 92.
    APLICAÇÕES POSFIXADAS COMJUROS E CM APLICAÇÕES POSFIXADAS COM JUROS E CM Para o caso de aplicações pós fixadas c/Juros e CM temos os seguintes lançamentos: No dia da aplicação Em 31/12 Lançamento contábil: Aplicações financeiras Aplicações financeiras a diversos a Bancos a variações monetárias ativas a juros ativos * * pela contabilização dos juros e VMA No dia do resgate Pelos juros remanescentes até o dia do resgate: Aplicações financeiras a diversos Os juros e correções a variações monetárias ativas monetárias são a juros ativos pagos no resgate, mas não são Pelo resgate da aplicação financeira: contabilizados no dia da aplicação Bancos a aplicações financeiras 92 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 93.
    EMPRÉSTIMOS PREFIXADOS EMPRÉSTIMOS PREFIXADOS Para o caso de empréstimos prefixados temos os seguintes lançamentos: No dia do empréstimo em Jan /X0 (na contabilidade de quem contrai o empréstimo): Lançamento contábil: Há a Diversos contabilização a Nota Promissória a pagar inicial dos Bancos juros e CM Correção monetária a transcorrer Juros a transcorrer Na data do pagamento em Março /X0 Diversos No a Diversos lançamento o Nota Promissória a pagar empréstimo é representado Correção monetária passiva pela NP a Juros passivos pagar a bancos a correção monetária passiva a transcorrer a Juros passivos a transcorrer 93 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 94.
    EMPRÉSTIMOS POSFIXADOS EMPRÉSTIMOS POSFIXADOS Já para o caso de empréstimos pós fixados temos os seguintes lançamentos: No dia do empréstimo em Jan /X0 (na contabilidade de quem contrai o empréstimo): Lançamento contábil: Não há a contabilização inicial dos Banco juros e CM a Nota Promissória a pagar Na data do pagamento em Março /X0 Lançamento contábil: No pagamento Diversos de despesas a Bancos financeiras Empréstimo a pagar pagamos os juros Despesas financeiras 94 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 95.
    DESCONTO DE DUPLICATAS DESCONTO DE DUPLICATAS Desconto de duplicatas no caso de pagamento em dia pelo aceitante: Desconto de Duplicatas O desconto de duplicatas nada mais é do que um adiantamento do Banco devido ao desconto das duplicatas ao cliente. O banco cobra uma taxa administrativa e paga o cliente adiantando o valor da duplicata. Na contabilidade passamos a ter a duplicata descontada como dívida que após o pagamento pelo aceitante é debitada em contrapartida das duplicatas a receber que o cliente solicitou cobrança pelo banco. O banco que faz a cobrança ao aceitante da duplicata. Registro da despesa antecipada no ato do Pagamento em dia da duplicata pelo envio das duplicatas ao banco: aceitante ao banco: Lançamento contábil: Lançamento contábil: Diversos Duplicata descontada a Duplicata descontada a Duplicata a receber Bancos Juros passivos a transcorrer Juros passivos a Juros passivos a transcorrer IMPORTANTE!!! As duplicatas descontadas após a Lei 11.941/2.009 e resoluções CPC passaram a ser classificadas no passivo circulante!. Sendo assim no balanço patrimonial não mais serão contas redutoras do ativo, como eram classificadas anteriormente aparecendo como contas retificadoras de duplicatas a receber. Os lançamentos contábeis são os mesmos. Só mudou a classificação no Balanço Patrimonial desta rubrica. 95 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 96.
    DESCONTO DE DUPLICATAS DESCONTO DE DUPLICATAS Desconto de duplicatas no casos de não pagamento e existência ou não de provisão: Cliente não pagou no vencimento Consequência Permanece em carteira a duplicata a Lançamentos contábeis: receber na contabilidade do cliente. Duplicata descontada Porém ele tem que pagar os juros e a Bancos devolver o valor em banco recebido pelo adiantamento da duplicata Juros passivos debitando duplicatas descontadas. a juros passivos a transcorrer Cliente não pagou 1 (com Cliente não pagou 2 (não Cliente não pagou 3 (sem provisão existente) existe provisão provisão suficiente) constituída) Lançamento contábil: Lançamento contábil: Lançamento contábil: PCLD Perdas com títulos Diversos A Duplicata a receber A Duplicata a receber a duplicatas a receber PCLD Além da baixa das duplicatas Como não existe provisão a Perdas com títulos descontadas deve haver baixa empresa deve lançar a perda da duplicata a receber em no resultado Parte das duplicatas a receber contrapartida a provisões de será baixado com a provisão crédito de liquidação duvidosa existente e parte com perdas de títulos (despesas incobrá- veis). 96 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 97.
    TIPOS DE INSTRUMENTOSFINANCEIROS TIPOS DE INSTRUMENTOS FINANCEIROS Conforme as normas CPCs 38, 39 e 40 temos os seguintes tipos de instrumentos financeiros: A Lei 11.638/2.007 trouxe uma nova forma de avaliação de instrumentos financeiros e passivos: pelo valor justo ou pelo custo de aquisição. Antes não havia contabilização da valorização/desvalorização dos instrumentos financeiros pelo valor de mercado, somente havia a contabilização dos juros. Agora é necessário também saber qual a intenção do departamento financeiro quanto à intenção de venda no curto, médio ou longo prazo para fazer a classificação pelo custo ou pelo valor justo. Valor Justo: é o montante pelo qual um ativo poderia ser trocado, ou um passivo ser liquidado, entre partes com conhecimento do negócio e interesse em realizá-lo, em uma transação em que não há favorecidos. 97 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 98.
    VALORIZAÇÕES E DESVALORIZAÇÕES VALORIZAÇÕES E DESVALORIZAÇÕES Valorizações e desvalorizações dos instrumentos financeiros: Atenção especial à conta AAP – ajuste de avaliação patrimonial. No caso de instrumentos financeiros disponíveis para a venda a contrapartida de valorização ou desvalorização a preço de mercado destes títulos (excedente aos juros) deverá ser na conta AAP localizada no patrimônio líquido. Notem que se o título for classificado como destinado a negociação a contrapartida da valorização/desvalorização será em conta do resultado. No caso dos títulos mantidos até o vencimento só a desvalorização é registrada tendo como contrapartida conta do resultado. A valorização destes títulos não é registrada. 98 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 99.
    VALORIZAÇÕES E DESVALORIZAÇÕES VALORIZAÇÕES E DESVALORIZAÇÕES Exemplo: instrumento financeiro avaliado em R$5.000,00 reais destinado à negociação, que apresenta na data do balanço o valor de R$6.150,00 e um rendimento devido aos juros no valor de R$100,00. Contabilização: D Instrumento financeiro 6.000 C a Bancos 6.000 D Instrumento financeiro 100 Pelos juros C receita financeira 100 Instrumento financeiro (PL) 50 Pelo valor A Ajuste de avaliação Patrimonial (PL) 50 de mercado Nota: caso ocorra uma desvalorização do instrumento financeiro a conta AAP - ajuste de avaliação patrimonial irá retificar/diminuir o valor do patrimônio líquido ao invés de aumentar o seu valor tendo em vista que esta conta é contrapartida do instrumento financeiro e registra sua Valorização / desvalorização. A conta AAP poderá ajustar o PL para mais ou para menos. (+/- AAP) 99 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 100.
    OPERAÇÕES COM MERCADORIAS 100 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 101.
    OPERAÇÕES COM MERCADORIAS OPERAÇÕES COM MERCADORIAS COMPRA – Ato pelo qual uma empresa comercial adquire a propriedade sobre mercadorias para revenda. VENDA – Ato pelo qual uma empresa comercial revende suas mercadorias adquiridas de seus fornecedores. DEVOLUÇÃO – Ato pelo qual as mercadorias compradas retornam do cliente ao fornecedor, por estarem em desacordo com o pedido. ABATIMENTO – obtido pelo cliente junto ao fornecedor para evitar devolução; é posterior ao ato da venda, e não aparece em nenhuma nota fiscal; não há icms. DESCONTO INCONDICIONAL (COMERCIAL) – dado incondicionalmente pelo fornecedor ao cliente, visto que não depende das condições de pagamento, e sim por outros fatores, como, quantidade adquirida, interesse promocional, etc. É concedido no ato da venda e aparece na nota fiscal; o icms incide sobre o valor descontado; o ipi não. NOTA FISCAL – Deve ser emitida sempre que houver circulação de mercadorias (venda, devolução, remessa, etc). Também obrigatória p/ prestadoras de serviços 101 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 102.
    OPERAÇÕES COM MERCADORIAS OPERAÇÕES COM MERCADORIAS  A seguir apresentamos diversas fórmulas que são usadas em resolução de questões de operações com mercadorias. Para se calcular o Lucro bruto com mercadorias é necessário calcular antes o CMV (custo de mercadorias vendidas) e a Receita Líquida. Para o cálculo do CMV antes é necessário fazer o cálculo de compras líquidas: Compras líquidas  CL = CB + Fretes + Seguros – Dc – Ac – Dio Dc – Devoluções de compras Ac – Abatimentos sobre compras DIo – Descontos Incondicionais Obtidos Compras brutas  CB = Valor das Compras + IPI - ICMS (no caso de empresas comerciais)  Frete e seguro podem ser cobrados pelo fornecedor ou por transportadora. Se forem incluídos na nota fiscal, significa que o próprio fornecedor está transportando a mercadoria. Neste caso icms e ipi incidirão também sobre frete e seguro.  Se não for dito quem efetuou o transporte, deve-se concluir que o transporte foi feito por transportadora e neste caso não incidem icms e ipi.  Se houver desconto comercial, o icms incide no valor da operação, líquido do desconto. Mas o ipi incide no valor original.  Se houver frete na compra e esta for totalmente devolvida, o frete será despesa operacional (Perdas c/ Fretes) referente ao período em que ocorre a devolução. Se a devolução for parcial, a perda será proporcional ao valor da devolução. 102 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 103.
    OPERAÇÕES COM MERCADORIAS OPERAÇÕES COM MERCADORIAS 2) Cálculo do CMV = custo das mercadorias vendidas: CMV = EI + CL* – EF Onde: EI = estoque inicial, *CL= compras líquidas (calculado anteriormente) e EF estoque final. 3) Cálculo de vendas líquidas/receitas líquidas: VL = VB - Dv – Av – DIc – Iv – CSv Vb – Vendas Brutas Dv – Devoluções de vendas Av – Abatimentos sobre vendas DIc – Descontos Incondicionais Concedidos Iv – Impostos sobre Vendas (icms, iss e ie) CSv – Contribuições Sociais s/ Vendas (pis e confins)  As deduções das vendas são despesas. Mas não são indicadas como tais e sim como contas retificadoras da Receita Bruta. IPI não é uma dedução: Faturamento Bruto = Receita Bruta + IPI. PIS E COFINS (quando cumulativos) têm a mesma base de cálculo: o faturamento mensal, que é a receita bruta – Dv – Dic. 3) Cálculo final do Resultado com mercadorias (RCM ou LB): LB = VL – CMV LB = Lucro Operacional Bruto = Resultado c/ Mercadorias (RCM) 103 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 104.
    APURAÇÃO CONTÁBIL -COMPRAS APURAÇÃO CONTÁBIL - COMPRAS Grande parte dos exercícios de operações com mercadorias demandam o conhecimento dos lançamentos contábeis aplicados a cada situação/fato contábil. Sendo assim insistiremos em evidenciar os lançamentos contábeis aplicados, desta vez, aos exercícios que envolvem operações com mercadorias. A Seguir serão evidenciadas os diversos lançamentos concernentes a operações com mercadorias: Compras sem ICMS Mercadorias a Fornecedores Compras com ICMS Diversos No caso de compra destinada à a Fornecedores empresa comercial haverá destaque Mercadorias do ICMS a recuperar ICMS a Recuperar Compras com Desconto Incondicional Obtido Mercadorias a Diversos No caso de desconto incondicional a Fornecedores obtido o mesmo será evidenciado a Descontos Incondicionais Obtidos na Nota Fiscal 104 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 105.
    APURAÇÃO CONTÁBIL -COMPRAS APURAÇÃO CONTÁBIL - COMPRAS Compras com ICMS e Desconto Incondicional Obtido Diversos a Diversos Mercadorias ICMS a Recuperar a Fornecedores a Descontos Incondicionais Obtidos. Compras com ICMS e IPI – Empresa Comercial Revendedora Diversos a Fornecedores No caso de empresa comercial o IPI é Mercadorias custo para esta empresa e não haverá o destaque do IPI ICMS a Recuperar Compras com ICMS e IPI – Empresa contribuinte dos 2 impostos Diversos a Fornecedores Mercadorias Se for indústria produzindo mercadoria para posterior industrialização haverá ICMS a Recuperar recuperação do IPI e destaque na NF do IPI IPI a Recuperar 105 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 106.
    APURAÇÃO CONTÁBIL -VENDAS APURAÇÃO CONTÁBIL - VENDAS Vendas sem ICMS Clientes a Vendas Ao se fazer o registro de CMV vendas será necessário baixar o estoque com a Mercadorias contrapartida do custo CMV Vendas com ICMS ICMS s/ Vendas Registra-se o lançamento do ICMS a recolher a cada venda no caso de destaque a ICMS a Recolher do ICMS Vendas com Desconto Incondicional Concedido Diversos a Vendas Na concessão do desconto há o Clientes registro a débito do desconto Descontos Incondicionais Concedidos quando incondicional 106 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 107.
    DEVOLUÇÃO DE COMPRAS DEVOLUÇÃO DE COMPRAS Devolução de Compras sem ICMS Estoque Permanente Estoque periódico Fornecedores  Fornecedores a Mercadorias a Devolução de Compras Devolução de Compras com ICMS – permanente Fornecedores a Diversos a Mercadorias a ICMS a Recolher Devolução de Compras c/ Desconto Incondicional Obtido - periódico Diversos a Devoluções de Compras Fornecedores Descontos Incondicionais Obtidos Devolução de Compras c/ ICMS e Desconto Incondicional Obtido permanente Diversos a Diversos Fornecedores Ocorre o estorno dos descontos Descontos Incondicionais Obtidos incondicionais obtidos a Mercadorias a ICMS a Recolher 107 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 108.
    DEVOLUÇÃO DE VENDAS DEVOLUÇÃO DE VENDAS Devolução de Vendas sem ICMS Devolução de Vendas a Clientes + Na devolução de vendas ocorre o Mercadorias estorno do lançamento da venda e também da baixa em estoques a CMV Devolução de Vendas com ICMS ICMS a Recuperar a ICMS s/ Vendas Devolução de Vendas c/ Desconto Incondicional Concedido Devoluções de Vendas a Diversos a Clientes a Descontos Incondicionais Concedidos Devolução de Vendas efetuadas em exercícios anteriores – tratá-las como despesas c/ vendas: Despesas c/ Devoluções de Vendas ICMS a Recuperar Mercadorias a Caixa 108 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 109.
    ABATIMENTOS E PISCONFINS CUMULATIVOS ABATIMENTOS E PIS CONFINS CUMULATIVOS Abatimentos sobre Compras – contabilização no cliente: Fornecedores a Mercadorias  Estoque permanente Fornecedores A Abatimento s/ Compras  Estoque periódico Abatimento sobre Vendas Abatimentos sobre Vendas a Clientes Pis e Cofins cumulativos: em uma operação comercial envolvendo pis e cofins cumulativos não gera créditos na aquisição de produtos ou serviços e, no caso das vendas, os valores embutidos nos Preços devem ser deduzidos da receita e lançados integralmente no passivo com obrigação. Lançamento - Pis e cofins cumulativos: Pis sobre vendas A Pis a recolher Cofins sobre vendas A Cofins a recolher 109 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 110.
    OPERAÇÕES COM MERCADORIAS OPERAÇÕES COM MERCADORIAS Após a contabilização dos lançamentos e devoluções de vendas e das compras teremos as receitas e despesas do período que gerarão o lucro sobre vendas do período. Estas receitas e despesas serão transferidas para a conta transitória ARE e depois para a conta Lucros e prejuízos acumulados no PL (conta patrimonial). Os valores de receitas e despesas serão detalhados no DRE e os valores patrimoniais (do Ativo, passivo e PL) irão compor o balanço patrimonial). BALANÇO PATRIMONIAL – REPRESENTAÇÃO DRE DOS GRUPOS Faturamento IPI ATIVO PASSIVO Receita Bruta de venda ou serviços (-) Devoluções e cancelamentos de vendas (-) Descontos e abatimentos ATIVO CIRCULANTE PASSIVO CIRCULANTE (-) Impostos sobre venda ou serviços --------------------------------------- Receita Líquida ATIVO NÃO PASSIVO NÃO (-) CMV ---------------------------------------- CIRCULANTE CIRCULANTE Lucro Bruto (-) Despesas PATRIMÔNIO administrativas/financeiras/comerciais (+) Receitas Financeiras LÍQUIDO (+/-) Outras receitas/despesas (-) Imposto de Renda e CSLL (contribuições sociais sobre o lucro) (-) Participações Societárias ---------------------------------------- Lucro Líquido do exercício Lucro Líquido por ação Operações com mercadorias é assunto recorrente em provas de concursos públicos. 110 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 111.
    PIS E COFINSNÃO CUMULATIVOS PIS E COFINS NÃO CUMULATIVOS Desconto de créditos – Pis / Cofins não cumulativos : http://www.receita.fazenda.gov.br/pessoajuridica/pispasepcofins/regincidencianaocumulativa.ht m A pessoa jurídica submetida à incidência não-cumulativa poderá descontar créditos, calculados mediante a aplicação das alíquotas de 7,6% (Cofins) e 1,65% (Contribuição para o PIS/Pasep), sobre os valores: Despesas e custos incorridos no mês com alugués de imóveis, máquinas e equipamentos, energia elétrica consumida nos estabelecimentos da pessoa jurídica; a armazenagem de mercadoria e frete na operação de venda, quando o ônus for suportado pelo vendedor; à contraprestação de operações de arrendamento mercantil pagas a pessoa jurídica, exceto quando esta for optante pelo Simples; Despesas financeiras (custos de operações financeiras); Compras do período (das aquisições, efetuadas no mês, de bens e serviços utilizados como insumos na fabricação de produtos destinados à venda ou na prestação de serviços, inclusive combustíveis e lubrificantes ou das aquisições de bens para revenda efetuadas no mês); Devoluções do período (dos bens recebidos em devolução, no mês, cuja receita de venda tenha integrado o faturamento do mês ou de mês anterior, e tenha sido tributada no regime de incidência não-cumulativa); Depreciação e amortização (caso não tenha sido à razão de 1/48 por mês relativos a edificações e benfeitorias em imóveis próprios ou de terceiros, adquiridas ou realizadas a partir de maio de 2004, utilizados nas atividades da empresa). 111 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 112.
    PIS E COFINSNÃO CUMULATIVOS PIS E COFINS NÃO CUMULATIVOS Exemplo: RECEITA BRUTA R$ 2.000.000,00 (-) COMPRAS DO PERÍODO R$ 80.000,00 (-) DEVOLUÇÕES DO PERÍODO R$ 12.000,00 (-)DESPESAS COM ALUGUÉIS R$ 6.000,00 créditos (-) DESPESAS COM DEPRECIAÇÃO R$ 1.500,00 (-) DESPESAS FINANCEIRAS R$ 500,00 BASE DE CÁLCULO DO PIS E COFINS R$ 1.900.000 PIS=1,65% X R$ 1.900.00 R$ 31,35 COFINS = 7,6% X R$ 1.900.00 R$ 144,40 112 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 113.
    MÉTODOS DE CONTROLEDE ESTOQUES MÉTODOS DE CONTROLE DE ESTOQUES SISTEMAS INVENTÁRIO PREÇO INVENTÁRIO PERIÓDICO ESPECÍFICO PERMANENTE CONTA CONTA MERCADORIAS MERCADORIAS PEPS UEPS CM MISTA DESDOBRADA 113 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 114.
    MÉTODOS DE CONTROLEDE ESTOQUES MÉTODOS DE CONTROLE DE ESTOQUES Segundo a lei 6404/76 a avaliação dos estoques deve ser feita pelo custo de aquisição ou valor de mercado quando este for menor. Já o CPC 16 diz que os estoques devem ser mensurados pelo valor de custo ou pelo valor reali zável líquido, dos dois o menor. Ou seja: : Estoques (-) Perdas estimadas em estoques ------------------------------------------- Valor realizável líquido dos estoques Os sistemas de controle de estoques foram apresentados na figura anterior, onde: Inventário Periódico: ocorre quando os estoques existentes são avaliados na data de encerramento do balanço, através da contagem física.Optando pelo inventário periódico, a contabilização das operações que envolvem mercadorias pode ser efetuada utilizando a Conta Mercadorias Mista ou a Conta Mercadoria Desdobrada. Inventário Permanente: é aquele em que há um controle de forma contínua do estoque, pois dá- se a baixa do custo das mercadorias vendidas a cada operação de venda. A conta Mercadorias, a qualquer momento, reflete o valor das mercadorias que se encontram em estoque. No Inventário Permanente, é indispensável a utilização de um instrumento extracontabil: a Ficha de Controle e Avaliação de Estoque, também chamada de Ficha de Estoque. Por meio da Ficha de Estoque, acompanha-se a movimentação física e contábil das mercadorias. 114 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 115.
    MÉTODOS DE CONTROLEDE ESTOQUES MÉTODOS DE CONTROLE DE ESTOQUES Preço Específico – Sistema de avaliação dos Estoques: Significa valorizar cada unidade de estoque ao preço efetivamente pago para cada item especificamente identificado. É usado somente quando é possível fazer determinação do preço específico de cada unidade em estoque, mediante identificação física, como no caso de revenda de automóveis usados, por exemplo. Inventário Permanente – Sistemas de Avaliação dos Estoques: PEPS – primeiro a entrar, primeiro a sair: avalia o estoque final pelas aquisições mais recentes e o custo das mercadorias vendidas pelas aquisições antigas. UEPS – último a entrar, primeiro a sair: avalia o estoque final pelas aquisições mais antigas e o custo das mercadorias vendidas pelas aquisições mais recentes. A legislação do IR não aceita o método UEPS. Custo Médio Ponderado: avalia tanto o estoque final quanto o custo das mercadorias vendidas pela média entre as primeiras e as últimas aquisições. Inventário Periódico – Sistemas de avaliação dos Estoques: Conta Mista de Mercadorias: existe apenas uma única conta, a de Mercadorias, que registra todos os fatos pertinentes ao RCM: – Vendas, Compras, Estoque e CMV. É denominada conta mista, pois mescla em seu interior contas patrimoniais (estoque) e de resultado (RCM). Conta Mercadorias Desdobrada: nesta forma de registrar os fatos que envolvem mercadorias, cinco contas são utilizadas para se registrarem as operações que envolvem mercadorias. Deste modo, são utilizadas as contas Mercadorias, Compras, Vendas, CMV e RCM. 115 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 116.
    FICHA DE CONTROLEDE ESTOQUES FICHA DE CONTROLE DE ESTOQUES 116 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 117.
    OPERAÇÕES COM PESSOAL 117 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 118.
    OPERAÇÕES COM PESSOAL OPERAÇÕES COM PESSOAL As operações com pessoal envolve a contabilização da folha de pagamento com seu descontos obrigatórios ou autorizados pelos empregados. A folha de pagamento do empregado incluirá os salários e os ganhos extras, como salário- família, salário-maternidade, horas extras e outros adicionais. Já a empresa deverá ter despesas como Previdência Social, FGTS, o 13º salário, as despesas de férias que são encargos sobre a folha de pagamento. FOLHA DE PAGAMENTO SALÁRIO HORAS EXTRAS SALÁRIO-FAMÍLIA SALÁRIO-MATERNIDADE PRÊMIOS E GRATIFICAÇÕES COMISSÕES E ADICIONAIS (-) DESCONTOS OBRIGATÓRIOS (-) PREVIDENCIA SOCIAL DOEMPREGADO (-) IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE (-) CONTRIBUIÇÃO SINDICAL (-) DESCONTOS JUDICIAIS (-) DESCONTOS AUTORIZADOS PELO EMPREGADO (-) PARTICIPAÇÃO NOS PLANOS DE ASSISTÊNCIA MÉDICA (-) PARTICIPAÇÃO EM PLANOS DE PREVIDÊNCIA (-) OUTROS DESCONTOS 118 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 119.
    OPERAÇÕES COM PESSOAL OPERAÇÕES COM PESSOAL Contabilizações da folha de pagamento do empregado: Salários: D despesa de salários C salários a pagar Salário-família: Registra-se contabilmente os valores de salários e demais D Salário família a recuperar rendimentos C salário familia a pagar Salário-maternidade: D Salário-maternidade a recuperar C A salário-maternidade a pagar Retenções (IRPF, INSS, Contribuição sindical, associações de classe): D salários a pagar C INSS a recolher Registra-se as retenções C IRPF a recolher obrigatórias C Pensão a recolher C outras 119 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 120.
    OPERAÇÕES COM PESSOAL OPERAÇÕES COM PESSOAL Adiantamentos e compensações: No ato do adiantamento: D adiantamento de empregados No caso de haver C caixa adiantamentos de salários serão estes os lançamentos No momento do pagamento: D salários a pagar C adiantamento de empregados Contabilização por parte da empresa das despesas adicionais (FGTS, INSS, Férias e adicional de férias e décimo terceiro salário: D Encargos sociais C Previdência a recolher C FGTS a recolher Já as férias (+ 1/3 de férias) e o 13 salário devem ser registrados como despesas a cada mês: D Férias C Férias a pagar Mensalmente se faz o registro de férias e 13 salário D despesa com décimo terceiro salário C décimo terceiro a pagar 120 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 121.
    LALUR – IR/LUCROREAL 121 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 122.
    LALUR – IR/LUCROREAL LALUR – IR/LUCRO REAL Lucro Real : o lucro real será a base de cálculo para se calcular o imposto de renda devido, levando-se em conta as adições, exclusões e compensações permitidos pela legislação do Imposto de Renda. O LALUR (livro de apuração do lucro real) terá as indicações abaixo: LALUR - LIVRO DE APURAÇÃO DO LUCRO REAL RESULTADO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA (+) ADIÇÕES - DESPESAS NÃO DEDUTÍVEIS* (-) EXCLUSÕES – RECEITAS NÃO TRIBUTÁVEIS* BASE DE CÁLCULO PARA O IR/CSLL (-) COMPENSAÇÕES BASE DE CÁLCULO PARA O IR / CSLL A seguir teremos o detalhamento das situações de adições e exclusões ao resultado na apuração do Imposto de Renda. 122 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 123.
    LALUR – IR/LUCROREAL LALUR – IR/LUCRO REAL ADIÇÕES AO RESULTADO CONTÁBIL EXCLUSÕES AO RESULTADO CONTÁTBIL RESULTADO POSITIVO DE EQUIVALÊNCIA DESPESAS COM BRINDES PATRIMONIAL RECEITA DE DIVIDENDOS DE INVESTIMENTOS MULTAS DE TRÂNSITO AVALIADOS PELO CUSTO DE AQUISIÇÃO QUE TENHA SIDO JÁ COMPUTADA DEPRECIAÇÃO, AMORTIZAÇÃO E EXAUSTÃO MULTAS DA CETESB (ÁGUA E ESGOTO) ACELERADA INCENTIVADA DESÁGIOS DE INVESTIMENTOS AVALIADOS PELO PERDAS DE SWAP (MERCADO DE RENDA VARIÁVEL) MPE INCENTIVOS A PESQUISAS CIENTÍFICAS E EXCESSO DE JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO BIOLÓGICAS PARTICIPAÇÕES NÃO DEDUTÍVEIS (ADMINISTRADORES E PARTES BENEFICIÁRIAS) EXCESSO DE PROVISÕES NÃO DEDUTÍVEIS DESPESAS COM ALIMENTAÇÕES DOS SÓCIOS 123 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 124.
    LALUR – IR/LUCROREAL LALUR – IR/LUCRO REAL Compensações: podem ser compensados os prejuízos fiscais apurados em períodos anteriores Até o limite de 30% do lucro líquido ajustado pelas adições e exclusões (lucro real antes das Compensações. Determinação do imposto a recolher – recolhimento trimestral: Deverá ser aplicada a alíquota de 15% sobre a base de calculo do lucro real (após as adições, exclusões e compensações) e sobre a parcela do lucro que exceder a média de 20.000 reais por mês deveremos calcular mais 10% conforme artigos 541 e 542 do RIR/99 : Ex: BC do lucro real = 100.000 no trimestre (após adições, exclusões e compensações) – Recolhimento trimestral: IR a recolher = 100.000 x 15% = 15.000 Base mensal = 20.000 por mês = 60.000 trimestrais Diferença entre a base do imposto e a base trimestral = 100.000-60.000 = 40.000 Imposto adicional = 10% x 40.000 = 4.000 Imposto de renda a recolher = 15.000 + 4.000 = 19.000 pago ao final do trimestre. Poderá também a empresa optar pelo pagamento anual. 124 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 125.
    ADENDO (INFORMAÇÕES ADICIONAIS) 125 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 126.
    ARRENDAMENTO MERCANTIL ARRENDAMENTO MERCANTIL Com as novas regras qualquer bem do imobilizado adquirido por meio de arrendamento financeiro deve ser contabilizado no Ativo imobilizado, independente de ter sua posse formal. Um exemplo de arrendamento é a locação de um veículo para trabalho em uma empresa, ou ainda a locação de um banco de testes hidráulico para testar equipamentos aeronáuticos. Arrendamento mercantil financeiro x arrendamento mercantil operacional: Conforme a CPC 06 um arrendamento mercantil é classificado como financeiro se ele transferir todos os riscos e benefícios inerentes à propriedade. Um arrendamento mercantil é classificado como operacional se ele não transferir substancialmente todos os riscos e benefícios inerentes à propriedade. Características de um arrendamento financeiro: 1)Transferência da propriedade do ativo para o arrendatário no final do prazo do arrendamento mercantil. 2)Arrendatário tem a opção de compra por um preço que mais baixo que o valor justo à data em que a opção se torna exequível. 3)O prazo do arrendamento mercantil refere-se à maior parte da vida econômica do ativo, mesmo que a propriedade não seja transferida. 4)O valor presente dos pagamentos mínimos do A.M. totaliza pelo mesmo o valor justo do ativo arrendado. 5)Natureza especializada do ativo arrendado. 126 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 127.
    ARRENDAMENTO MERCANTIL ARRENDAMENTO MERCANTIL Contabilização (com valor residual a ser pago junto a última parcela): Na aquisição: D Máquina D encargos financeiros a transcorrer (retificadora do PC) D encargos financeiros a longo prazo (retificadora do PNC) C financiamento por arrendamento a curto prazo (PC) C financiamento por arrendamento a longo prazo (PNC) Pelo pagamento no primeiro ano: D Financiamento de arrendamento (PC) C bancos Pela transferência para curto prazo de uma parcela dos direitos de longo prazo devido ao decurso de tempo após passar um ano : D Financiamento de arrendamento (PNC) C Financiamento de arrendamento (PC) Contabilização da despesa : D Despesa financeira C encargos de arrendamento de longo prazo (retificadora do PNC) Contabiliza-se também a depreciação: D Despesa de depreciação C Depreciação acumulada 127 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 128.
    GOODWILL GOODWILL Goodwill é o termo técnico utilizado para se definir o ágio sobre rentabilidade futura. É o mesmo que fundo de comércio. É o nome dado ao ágio obtido na aquisição de uma participação societária com valor acima do valor patrimonial.. “Mais valia” é o ágio sobre o valor real dos ativos. Ex: Investidora tem 20% do patrimônio de uma investida Ela paga por este investimento o valor de 300.000 reais e a investida tem PL de 20.000.000 de reais. Caso na investida seja verificado aumento de valor de um terreno de 100.000 devido a uma avaliação a valor justo teremos: Cálculo da participação societária: Pelo MEP (método de equivalência patrimonial): 20% x 1.000.000 = 200.000 Após o aumento devido a valorização do terreno : 20% x 1.100.000 = 220.000 Como a empresa pagou 300.000 pela participação e esta participação a valor justo passou a valer 220.000 após a valorização do terreno na investida, temos que “Mais valia” = 20.000 reais Porém como a empresa pagou para ter a participação o valor de 300.000 reais, por um investimento que a valor justo vale 220.000, ou seja, pagou 80 mil reais de GOODWILL (ágio sobre rentabilidade futura) + 20.000 por ágio real dos ativos (“mais valia”). 128 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 129.
    PLANO DE CONTASSIMPLIFICADO 2012 PLANO DE CONTAS SIMPLIFICADO 2012 129 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 130.
    PLANO DE CONTASSIMPLIFICADO 2012 PLANO DE CONTAS SIMPLIFICADO 2012 130 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 131.
    PLANO DE CONTASSIMPLIFICADO 2012 PLANO DE CONTAS SIMPLIFICADO 2012 131 WWW.SUPERPROVAS.COM
  • 132.
    FIM 132 WWW.SUPERPROVAS.COM