Ciência, Tecnologia e Sociedade
Aula 11 – Os Usos Sociais da Ciência
Vitor Vieira Vasconcelos
BC0602
Março de 2017
Conteúdo
 Recapitulação das aulas anteriores
 Análise social do desenvolvimento
científico e tecnológico
 Seminário “Usos Sociais da Ciência”
O que vimos até o momento
 Definição de Ciência, Tecnologia e Sociedade
 Modelo linear e circular de desenvolvimento científico,
tecnológico, econômico e social
 Participação popular nas políticas de C&T
 Controvérsias e Paradigmas Científicos
 Robert Merton – Ethos Científico
 Eric Hobsbawn - Incertezas científicas, empoderamento
humano, reflexões éticas
O que vimos até o momento
 Tamás Szmerecsányi – Aspectos econômicos das
revoluções industriais
 Desenvolvimento Sustentável
 Políticas Públicas em Ciência e Tecnologia
 Manuel Castells – Sociedade em Rede
 Redes Digitais e Privacidade
Atividades
Extraclasse
Valorização Social da Ciência
 Carl Sagan
• Astrônomo
o Efeito estufa nos planetas do Sistema Solar
o Acessor dos projetos espaciais da Nasa
o Ativista do projeto SETI (busca por vida
extraterrestre)
• Popularização da Ciência
o Série Cosmos
o O mundo assombrado pelos demônios
o Video – Carl Sagan: uma maneira de pensar
https://youtu.be/otZzznkXhjo
Valorização Social da Ciência
Doença Médico
Conhecimento
Acadêmico
Dificuldades
emocionais
Psicólogo
Vontade de
ouvir música
Bacharel
em música
E o conhecimento popular, como fica?
Lewis Mumford:
 Desenvolvimento tecnológico depende do contexto
linguístico, cultural e da organização social
 Governo e sociedade funcionando como uma grande
máquina (engenharia social)
 Alienação individual devido à especialização
tecnológica
• Perda da autonomia pessoal (projetos, habilidades)
• Índivíduo não entende como o mundo à sua volta funciona
9
Filosofia da Tecnologia
Mumford, Lewis. (1967): The mith of the machine: techniques and human development. New York, Harcourt
10
Ética e Tecnologia em Hans Jonas
Porque as teorias éticas tradicionais não se aplicam mais na
sociedade tecnológica?
JONAS, Hans. Technology and responsibility: Reflections on the new tasks of ethics. Social Research, p. 31-54, 1973.
TEORIAS ÉTICAS TRADICIONAIS
 Supõe valores permanentes (atemporais)
 Funcionam para relações próximas
(pequenas comunidades)
 Os valores éticos são entendidos pelos
senso comum
 Cada indivíduo tem a mesma
responsabilidade
 Valores éticos se fundam nas religiões e
culturas locais
SOCIEDADES CONTEMPORÂNEAS
 Transformação tecnológica transforma a
condição humana continuamente
 Tecnologia permite impactar em grandes
escalas espaciais (global) e temporais
(gerações futuras)
 As pessoas não conhecem bem a
extensão dos seus atos (sociedade
complexa)
 Governantes, cientistas e líderes
carismáticos têm maior poder de ação,
portanto maior responsabilidade
 Sociedade planetária em rede não
permite um fundo cultural comum
 Ciência acadêmica
• Produzida nas universidades
 Ciência reguladora
• Acessoramento direto ao governo (institutos de pesquisa)
• Exemplos
o Avaliação do impacto de políticas públicas
o Avaliação de riscos econômicos
o Avaliação de impactos ambientais
11
Formas de ciência
JASANOFF, S. (1995) Procedural choices in regulatory science. Technology in Society, 17, pp. 279-293
12
Formas de ciência
 CIÊNCIA ACADÊMICA
• Ênfase no rigor
• Ênfase nos fatos
• Experimentos bem
delimitados
• Pode adiar o juízo até que
haja mais dados
• Consenso da comunidade
acadêmica
(avaliação por pares)
 CIÊNCIA REGULADORA
• Rigor adequado aos prazos
para resposta (curtos)
• Ênfase no direcionamento
das políticas
• Problemas complexos
(social e técnicamente)
• Melhor resposta técnica
até o momento
• Consenso social
(políticos, sociedade)
JASANOFF, S. (1995) Procedural choices in regulatory science. Technology in Society, 17, pp. 279-293
13
Pierre Bourdieu
 Perspectiva individualista
• Foco em como o indivíduo
interage na sociedade
• Sentimentos, liberdade,
criatividade, liderança,
inovação
 Perspectiva Coletivista
• Foco em como a
sociedade molda os
indivíduos
• Coerção simbólica e física,
valores coletivos,
instituições públicas,
organizações coletivas
 Procura um meio termo entre as abordagens
individualista e coletivista da sociologia
 Teoria dos Campos
• Campos relativamente autônomos
o Meio termo entre perspectiva coletivista e individualista
o Campo científico, econômico, político, religioso, etc.
• Campo de Forças: restringe as ações
• Campo de Luta: agentes competem pelo poder (capital)
 Campo X Jogo
• No campo, é possível lutar para mudar as regras do
jogo
14
Pierre Bourdieu
 Habitus
• Regularidades dos comportamentos sociais
o Sociologia Coletivista
• Não proibem o improviso e a inovação individual
o Sociologia Individualista
15
Pierre Bourdieu
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Os Usos Sociais da Ciência

  • 1.
    Ciência, Tecnologia eSociedade Aula 11 – Os Usos Sociais da Ciência Vitor Vieira Vasconcelos BC0602 Março de 2017
  • 2.
    Conteúdo  Recapitulação dasaulas anteriores  Análise social do desenvolvimento científico e tecnológico  Seminário “Usos Sociais da Ciência”
  • 3.
    O que vimosaté o momento  Definição de Ciência, Tecnologia e Sociedade  Modelo linear e circular de desenvolvimento científico, tecnológico, econômico e social  Participação popular nas políticas de C&T  Controvérsias e Paradigmas Científicos  Robert Merton – Ethos Científico  Eric Hobsbawn - Incertezas científicas, empoderamento humano, reflexões éticas
  • 4.
    O que vimosaté o momento  Tamás Szmerecsányi – Aspectos econômicos das revoluções industriais  Desenvolvimento Sustentável  Políticas Públicas em Ciência e Tecnologia  Manuel Castells – Sociedade em Rede  Redes Digitais e Privacidade
  • 5.
  • 7.
    Valorização Social daCiência  Carl Sagan • Astrônomo o Efeito estufa nos planetas do Sistema Solar o Acessor dos projetos espaciais da Nasa o Ativista do projeto SETI (busca por vida extraterrestre) • Popularização da Ciência o Série Cosmos o O mundo assombrado pelos demônios o Video – Carl Sagan: uma maneira de pensar https://youtu.be/otZzznkXhjo
  • 8.
    Valorização Social daCiência Doença Médico Conhecimento Acadêmico Dificuldades emocionais Psicólogo Vontade de ouvir música Bacharel em música E o conhecimento popular, como fica?
  • 9.
    Lewis Mumford:  Desenvolvimentotecnológico depende do contexto linguístico, cultural e da organização social  Governo e sociedade funcionando como uma grande máquina (engenharia social)  Alienação individual devido à especialização tecnológica • Perda da autonomia pessoal (projetos, habilidades) • Índivíduo não entende como o mundo à sua volta funciona 9 Filosofia da Tecnologia Mumford, Lewis. (1967): The mith of the machine: techniques and human development. New York, Harcourt
  • 10.
    10 Ética e Tecnologiaem Hans Jonas Porque as teorias éticas tradicionais não se aplicam mais na sociedade tecnológica? JONAS, Hans. Technology and responsibility: Reflections on the new tasks of ethics. Social Research, p. 31-54, 1973. TEORIAS ÉTICAS TRADICIONAIS  Supõe valores permanentes (atemporais)  Funcionam para relações próximas (pequenas comunidades)  Os valores éticos são entendidos pelos senso comum  Cada indivíduo tem a mesma responsabilidade  Valores éticos se fundam nas religiões e culturas locais SOCIEDADES CONTEMPORÂNEAS  Transformação tecnológica transforma a condição humana continuamente  Tecnologia permite impactar em grandes escalas espaciais (global) e temporais (gerações futuras)  As pessoas não conhecem bem a extensão dos seus atos (sociedade complexa)  Governantes, cientistas e líderes carismáticos têm maior poder de ação, portanto maior responsabilidade  Sociedade planetária em rede não permite um fundo cultural comum
  • 11.
     Ciência acadêmica •Produzida nas universidades  Ciência reguladora • Acessoramento direto ao governo (institutos de pesquisa) • Exemplos o Avaliação do impacto de políticas públicas o Avaliação de riscos econômicos o Avaliação de impactos ambientais 11 Formas de ciência JASANOFF, S. (1995) Procedural choices in regulatory science. Technology in Society, 17, pp. 279-293
  • 12.
    12 Formas de ciência CIÊNCIA ACADÊMICA • Ênfase no rigor • Ênfase nos fatos • Experimentos bem delimitados • Pode adiar o juízo até que haja mais dados • Consenso da comunidade acadêmica (avaliação por pares)  CIÊNCIA REGULADORA • Rigor adequado aos prazos para resposta (curtos) • Ênfase no direcionamento das políticas • Problemas complexos (social e técnicamente) • Melhor resposta técnica até o momento • Consenso social (políticos, sociedade) JASANOFF, S. (1995) Procedural choices in regulatory science. Technology in Society, 17, pp. 279-293
  • 13.
    13 Pierre Bourdieu  Perspectivaindividualista • Foco em como o indivíduo interage na sociedade • Sentimentos, liberdade, criatividade, liderança, inovação  Perspectiva Coletivista • Foco em como a sociedade molda os indivíduos • Coerção simbólica e física, valores coletivos, instituições públicas, organizações coletivas  Procura um meio termo entre as abordagens individualista e coletivista da sociologia
  • 14.
     Teoria dosCampos • Campos relativamente autônomos o Meio termo entre perspectiva coletivista e individualista o Campo científico, econômico, político, religioso, etc. • Campo de Forças: restringe as ações • Campo de Luta: agentes competem pelo poder (capital)  Campo X Jogo • No campo, é possível lutar para mudar as regras do jogo 14 Pierre Bourdieu
  • 15.
     Habitus • Regularidadesdos comportamentos sociais o Sociologia Coletivista • Não proibem o improviso e a inovação individual o Sociologia Individualista 15 Pierre Bourdieu
  • 16.