SlideShare uma empresa Scribd logo
A construção histórico-social
da ciência
Trabalho elaborado por:
-Ana Rodrigues nº4
-Ana Freitas nº5
-Antony Pinto nº6
-Diogo Castro nº12
-Joana Cunha nº16
-Márcia Alves nº18
Introdução
A construção histórico-social da ciência é um termo complexo, que se
relaciona com o conceito social da época em que a ciência começou a ser
desenvolvida, sabemos que sem a ciência a nossa vida não seria o que é
hoje.
A alimentação, a saúde ,a educação e até as atividades mais banais do nosso
dia a dia não seriam o mesmo sem a ciência e a tecnologia.
Embora para muitas pessoas seja óbvio que a ciência é uma construção e tem
um carácter historico-social, em filosofia temos sempre de desconfiar
daquilo que, precisamente, parece óbvio.
O que é a ciência ?
Inicialmente, a ciência, como tudo, tem a sua evolução histórica.
Só começou verdadeiramente a partir do século XVII, com Galileu e Newton;
Na sua versão moderna, mudou a atitude do investigador, que descobriu que as coisas não
são como parecem ser e que é preciso investigar; usa novos procedimentos metodológicos
(método cientifico (1) ); tais procedimentos permitiram novas interpretações dos dados e o
progresso da ciência;
Resulta do esforço intelectual para desconstruir a imagem do mundo elaborada a partir da
perceção sensitiva;
Consiste num processo metodológico que dá garantia de verdade;
Torna a crença objetiva, discursiva e fundada em razões;
Exige justificação, ou seja, demonstração e fundamentação da crença;
Teve e tem ainda de substituir ou corrigir algumas das soluções (teorias) a que tem chegado,
apesar da sua preocupação metodológica e da procura de rigor.
(É o conjunto dos procedimentos que as diversas ciências seguem para investigar o seu objeto
de estudo.
Hunbert Reeves, define a ciência como uma…
….construção racional.
..analise metódica e objetiva dos fenómenos.
…explicação operativa.
…aproximação sucessiva.
…explicação precisa, rigorosa e prática.
Hubert Reeves CC (Montreal, 13 de julho de 1932) é
um astrofísicoe popularizador da ciência franco-canadense.
Finalidade da ciência e perspetivas de 2 filósofos karl
Popper e Tomas kuhn
A finalidade do conhecimento cientifico é o ter o estatuto de conhecimento cientifico objetico: é o que se
refere apenas ao objeto independentemente do sujeito que faz a investigação. Para atingir o conhecimento
objetivo o cientista tem de se abstrair daquilo que dá como certo ou verdadeiro.
Seguindo a Racionalidade cientifica:
Para os positivistas e Neo (objetividade) o estatuto da ciência é apresentado como:
(1) Um conhecimento objetivo, verdadeiro, imparcial e capaz de descrever o mundo como ele é!
Para Popper:
(1) As teorias científicas são meras conjeturas (2) postas à prova através da sua falsificação. A
objetividade e a verdade são apenas aproximações. Uma teoria científica não é verdadeira, mas mais
de menos verosímil.
Para Kuhn:
(1) A validade das teorias está dependente do paradigma em que se inserem e os cientistas tem de
convencer os outros das suas teorias através da argumentação. Mais do que a objetividade falamos
em intersubjectividade.
Karl Popper Thomas Kuhn
A função social e o papel do cientista
A ciência ajuda a população no seu desenvolvimento, com o
propósito de uma melhor qualidade de vida, deste modo, a ciência
deve ser ouvida e os seus conhecimentos devem ser levados em
consideração nos processos de decisão, assim como na busca por
soluções para os problemas mundiais, mas, a sociedade e as
pessoas que a compõem não podem se esquecer do seu papel
social nestas discussões e ações.
O cientista atual deverá pôr todo o seu saber , todo o seu
conhecimento na procura e na construção desse tipo de sociedade,
o cientista deverá acima de tudo contribuir para uma
transformação social que vá nesse sentido.
• Será a ciência uma instituição social?
A ciência pode ser entendida como instituição integrada socialmente
e em conexão com outras instituições. O cientista é fruto dessa
sociedade e o seu trabalho reflete, mais ou menos, a sua
experiência social.
Nós pensamos que a ciência é uma instituição, um conjunto de
métodos, um corpo de conhecimentos a que chamamos científicos,
e que a ciência está de certa forma separada das forças que regem
as nossas vidas quotidianas e governam a estrutura da sociedade.
Pensamos a ciência como objetiva, esta tem aumentado a nossa
esperança de vida, de apenas 45 anos no início do século passado
para mais de 70 anos.
Qual será afinal o papel da ciência e
do cientista na sociedade?
A ciência não é apenas um conjunto de instrumentos que
intervém no mundo e o modificam, mas também uma forma de
compreender o mundo e fazer com que os outros o
compreendam.
É certo que outras instituições sociais prestaram um enorme
contributo á ciência, tanto no domínio do que se faz e retiram da
ciência conceitos e posições teóricas, apresentando-se a si
mesmas como legítimas e naturais.
Dois génios da ciência-Galileu e
Newton
A influência de Galileu e Newton quanto ao seu pensamento
cientifico ajudaram a diferenciar a filosofia das humanidades das
ciências naturais:
• Galileu usava o método experimental, suas investigações levaram
ao principio da inércia como fundamento da cinemática. A
filosofia natural que a precedeu procurava entender e explicar os
fenómenos naturais de um modo essencialmente qualitativo.
• Newton formulou as leis gerais da mecânica, ao mesmo tempo que
descobriu a lei da atração universal gravitacional. Este conseguiu
explicar os métodos mais diversos e complexos.
A ciência e a dignidade humana
Dignidade humana e a ciência: a proteção da vida em
conflito
Atualmente já é possível alterar o genoma humano antes mesmo
de o embrião ser implantado no útero ou mesmo selecionar
aqueles mais saudáveis para darem origem a novas vidas, mas
até que ponto pode um cientista interferir no material gené- tico
humano? Como garantir que uma simples reprodução assistida
homóloga não irá esconder excessos e futilidades pelos
idealizadores do novo bebê ou mesmo dos profissionais da
saúde? Quais as principais formas de reprodução possíveis e as
suas consequências para o direito? O presente trabalho é uma
prévia do que será uma dissertação de mestrado sobre o tema em
análise, sendo que alguns dos questionamentos realizados nesse
estudo serão apontados no do artigo que segue, sendo utilizado,
principalmente o método indutivo-dedutivo para tanto.
Reflexão ética sobre a dignidade humana
"Não te dei, ó Adão, nem rosto, nem um lugar que te seja
próprio, nem qualquer dom particular, para que teu rosto, teu
lugar e teus dons, os desejes, os conquistes e sejas tu mesmo a
possui-los. Encerra a natureza outras espécies em leis por mim
estabelecidas. Mas tu, que não conheces qualquer limite, só
mercê do teu arbítrio, em cujas mãos te coloquei, te defines a ti
próprio. Coloquei-te no centro do mundo, para que melhor
possas contemplar o que o mundo contém. Não te fiz nem
celeste nem terrestre, nem mortal nem imortal, para que tu,
livremente, tal como um bom pintor ou um hábil escultor, dês
acabamento à forma que te é própria".

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

A ciência e os seus limites
A ciência e os seus limitesA ciência e os seus limites
A ciência e os seus limites
mluisavalente
 
O conhecimento do conhecimento científico(Morin)
O conhecimento do conhecimento científico(Morin)O conhecimento do conhecimento científico(Morin)
O conhecimento do conhecimento científico(Morin)
Francione Brito
 
Educação discursos e saberes
Educação discursos e saberesEducação discursos e saberes
Educação discursos e saberes
academicoseconcursos
 
Raízes Históricas e Críticas da Inter e Transdisciplinaridade
Raízes Históricas e Críticas da Inter e TransdisciplinaridadeRaízes Históricas e Críticas da Inter e Transdisciplinaridade
Raízes Históricas e Críticas da Inter e Transdisciplinaridade
Simone Athayde
 
Ciência, introdução.
Ciência, introdução.Ciência, introdução.
Ciência, introdução.
Douglas Gregorio
 
Metodos quanti quali_unir_2016
Metodos quanti quali_unir_2016Metodos quanti quali_unir_2016
Metodos quanti quali_unir_2016
Simone Athayde
 
Aula 2. Conhecimento e Poder
Aula 2. Conhecimento e PoderAula 2. Conhecimento e Poder
Aula 2. Conhecimento e Poder
Simone Athayde
 
Ciência e realidade científica
Ciência e realidade científicaCiência e realidade científica
Ciência e realidade científica
Viviane Guerra
 
1.ciência e técnica
1.ciência e técnica 1.ciência e técnica
1.ciência e técnica
Universidade Federal Fluminense
 
Ciencia e poder
Ciencia e poderCiencia e poder
Ciencia e poder
Rfrance Machado
 
Epistemiologia e conhecimento cientifico blog equipe 1
Epistemiologia e conhecimento  cientifico blog equipe 1Epistemiologia e conhecimento  cientifico blog equipe 1
Epistemiologia e conhecimento cientifico blog equipe 1
unidasletras5
 
A ciência na história_ cap.2 CHAUÍ_ Luciana Mara
A ciência na história_ cap.2 CHAUÍ_ Luciana MaraA ciência na história_ cap.2 CHAUÍ_ Luciana Mara
A ciência na história_ cap.2 CHAUÍ_ Luciana Mara
Luciana Mara Silveira
 
A moral antiga e a moral moderna, de Victor Brochard
A moral antiga e a moral moderna, de Victor BrochardA moral antiga e a moral moderna, de Victor Brochard
A moral antiga e a moral moderna, de Victor Brochard
Jaimir Conte
 
Thomas S. Kuhn
Thomas S. KuhnThomas S. Kuhn
Thomas S. Kuhn
vittoriopastelli
 
Senso comum e conhecimento científico
Senso comum e conhecimento científicoSenso comum e conhecimento científico
Senso comum e conhecimento científico
Maira Conde
 
Racionalidade Científica
Racionalidade CientíficaRacionalidade Científica
Racionalidade Científica
Elisama Lopes
 
Aula 2
Aula 2Aula 2
Aula 1
Aula 1Aula 1
Poderes e limites da ciência - Ciclo de Conferências - Marta Agostinho
Poderes e limites da ciência - Ciclo de Conferências - Marta AgostinhoPoderes e limites da ciência - Ciclo de Conferências - Marta Agostinho
Poderes e limites da ciência - Ciclo de Conferências - Marta Agostinho
Joaquim Melro
 

Mais procurados (19)

A ciência e os seus limites
A ciência e os seus limitesA ciência e os seus limites
A ciência e os seus limites
 
O conhecimento do conhecimento científico(Morin)
O conhecimento do conhecimento científico(Morin)O conhecimento do conhecimento científico(Morin)
O conhecimento do conhecimento científico(Morin)
 
Educação discursos e saberes
Educação discursos e saberesEducação discursos e saberes
Educação discursos e saberes
 
Raízes Históricas e Críticas da Inter e Transdisciplinaridade
Raízes Históricas e Críticas da Inter e TransdisciplinaridadeRaízes Históricas e Críticas da Inter e Transdisciplinaridade
Raízes Históricas e Críticas da Inter e Transdisciplinaridade
 
Ciência, introdução.
Ciência, introdução.Ciência, introdução.
Ciência, introdução.
 
Metodos quanti quali_unir_2016
Metodos quanti quali_unir_2016Metodos quanti quali_unir_2016
Metodos quanti quali_unir_2016
 
Aula 2. Conhecimento e Poder
Aula 2. Conhecimento e PoderAula 2. Conhecimento e Poder
Aula 2. Conhecimento e Poder
 
Ciência e realidade científica
Ciência e realidade científicaCiência e realidade científica
Ciência e realidade científica
 
1.ciência e técnica
1.ciência e técnica 1.ciência e técnica
1.ciência e técnica
 
Ciencia e poder
Ciencia e poderCiencia e poder
Ciencia e poder
 
Epistemiologia e conhecimento cientifico blog equipe 1
Epistemiologia e conhecimento  cientifico blog equipe 1Epistemiologia e conhecimento  cientifico blog equipe 1
Epistemiologia e conhecimento cientifico blog equipe 1
 
A ciência na história_ cap.2 CHAUÍ_ Luciana Mara
A ciência na história_ cap.2 CHAUÍ_ Luciana MaraA ciência na história_ cap.2 CHAUÍ_ Luciana Mara
A ciência na história_ cap.2 CHAUÍ_ Luciana Mara
 
A moral antiga e a moral moderna, de Victor Brochard
A moral antiga e a moral moderna, de Victor BrochardA moral antiga e a moral moderna, de Victor Brochard
A moral antiga e a moral moderna, de Victor Brochard
 
Thomas S. Kuhn
Thomas S. KuhnThomas S. Kuhn
Thomas S. Kuhn
 
Senso comum e conhecimento científico
Senso comum e conhecimento científicoSenso comum e conhecimento científico
Senso comum e conhecimento científico
 
Racionalidade Científica
Racionalidade CientíficaRacionalidade Científica
Racionalidade Científica
 
Aula 2
Aula 2Aula 2
Aula 2
 
Aula 1
Aula 1Aula 1
Aula 1
 
Poderes e limites da ciência - Ciclo de Conferências - Marta Agostinho
Poderes e limites da ciência - Ciclo de Conferências - Marta AgostinhoPoderes e limites da ciência - Ciclo de Conferências - Marta Agostinho
Poderes e limites da ciência - Ciclo de Conferências - Marta Agostinho
 

Semelhante a Filosofia

Aula 1 - ciência.. construção de conhecimento
Aula 1  - ciência.. construção de conhecimentoAula 1  - ciência.. construção de conhecimento
Aula 1 - ciência.. construção de conhecimento
aula123456
 
Jornalismo e ciência
Jornalismo e ciênciaJornalismo e ciência
Jornalismo e ciência
Vittorio Pastelli
 
Apostila do projeto integrador i
Apostila do projeto integrador iApostila do projeto integrador i
Apostila do projeto integrador i
Elizabete Dias
 
Fundamentos de Sociologia Unidade I
Fundamentos de Sociologia Unidade IFundamentos de Sociologia Unidade I
Fundamentos de Sociologia Unidade I
Harutchy
 
Trabalho metodologia
Trabalho metodologiaTrabalho metodologia
Trabalho metodologia
Alcione Luiza
 
Alberto antonio nhatirre, turma r9, numero 01
Alberto antonio nhatirre, turma r9, numero 01Alberto antonio nhatirre, turma r9, numero 01
Alberto antonio nhatirre, turma r9, numero 01
Alberto Nhatirre
 
Aula de sociologia 1 ano i bimestre 2019 revisado
Aula de sociologia 1 ano   i bimestre 2019 revisadoAula de sociologia 1 ano   i bimestre 2019 revisado
Aula de sociologia 1 ano i bimestre 2019 revisado
Paulo Alexandre
 
Apresentação e Aula Introdutória.pptx
Apresentação e Aula Introdutória.pptxApresentação e Aula Introdutória.pptx
Apresentação e Aula Introdutória.pptx
Luiz Eduardo
 
Metodologia da Pesquisa Cientifica - Webquest: Luz, Trevas e Método Científico
Metodologia da Pesquisa Cientifica - Webquest: Luz, Trevas e Método Científico Metodologia da Pesquisa Cientifica - Webquest: Luz, Trevas e Método Científico
Metodologia da Pesquisa Cientifica - Webquest: Luz, Trevas e Método Científico
AdrianaA18
 
Aula 1.1.ppt
Aula 1.1.pptAula 1.1.ppt
Aula 1.1.ppt
Zoraide6
 
Conhecimento Científico - Kuhn
Conhecimento Científico - KuhnConhecimento Científico - Kuhn
Conhecimento Científico - Kuhn
Jorge Barbosa
 
Revoluções Científicas - Kuhn
Revoluções Científicas - KuhnRevoluções Científicas - Kuhn
Revoluções Científicas - Kuhn
Jorge Barbosa
 
A racionalidade científica e os Paradigmas - Kuhn
A racionalidade científica e os Paradigmas - KuhnA racionalidade científica e os Paradigmas - Kuhn
A racionalidade científica e os Paradigmas - Kuhn
Helena Serrão
 
Refletindo filosoficamente sobre a ciência
Refletindo filosoficamente sobre a ciênciaRefletindo filosoficamente sobre a ciência
Refletindo filosoficamente sobre a ciência
arrowds7
 
Ciência com consciencia
Ciência com conscienciaCiência com consciencia
Ciência com consciencia
Margarida Rodrigues
 
Apresentacao de ponta grossa
Apresentacao de ponta grossaApresentacao de ponta grossa
Apresentacao de ponta grossa
Priscila Alves
 
Conhecimento e Desenvolvimento da Metodologia e Pesquisa Científica
Conhecimento e Desenvolvimento da Metodologia e Pesquisa Científica Conhecimento e Desenvolvimento da Metodologia e Pesquisa Científica
Conhecimento e Desenvolvimento da Metodologia e Pesquisa Científica
Luizadireito2019
 
Valores e Atividade Científica - Hugh Lacey
Valores e Atividade Científica - Hugh LaceyValores e Atividade Científica - Hugh Lacey
Valores e Atividade Científica - Hugh Lacey
Vitor Vieira Vasconcelos
 
Ciência
CiênciaCiência
A01 +metodologia+cientifica
A01 +metodologia+cientificaA01 +metodologia+cientifica
A01 +metodologia+cientifica
Adriana Guimarães
 

Semelhante a Filosofia (20)

Aula 1 - ciência.. construção de conhecimento
Aula 1  - ciência.. construção de conhecimentoAula 1  - ciência.. construção de conhecimento
Aula 1 - ciência.. construção de conhecimento
 
Jornalismo e ciência
Jornalismo e ciênciaJornalismo e ciência
Jornalismo e ciência
 
Apostila do projeto integrador i
Apostila do projeto integrador iApostila do projeto integrador i
Apostila do projeto integrador i
 
Fundamentos de Sociologia Unidade I
Fundamentos de Sociologia Unidade IFundamentos de Sociologia Unidade I
Fundamentos de Sociologia Unidade I
 
Trabalho metodologia
Trabalho metodologiaTrabalho metodologia
Trabalho metodologia
 
Alberto antonio nhatirre, turma r9, numero 01
Alberto antonio nhatirre, turma r9, numero 01Alberto antonio nhatirre, turma r9, numero 01
Alberto antonio nhatirre, turma r9, numero 01
 
Aula de sociologia 1 ano i bimestre 2019 revisado
Aula de sociologia 1 ano   i bimestre 2019 revisadoAula de sociologia 1 ano   i bimestre 2019 revisado
Aula de sociologia 1 ano i bimestre 2019 revisado
 
Apresentação e Aula Introdutória.pptx
Apresentação e Aula Introdutória.pptxApresentação e Aula Introdutória.pptx
Apresentação e Aula Introdutória.pptx
 
Metodologia da Pesquisa Cientifica - Webquest: Luz, Trevas e Método Científico
Metodologia da Pesquisa Cientifica - Webquest: Luz, Trevas e Método Científico Metodologia da Pesquisa Cientifica - Webquest: Luz, Trevas e Método Científico
Metodologia da Pesquisa Cientifica - Webquest: Luz, Trevas e Método Científico
 
Aula 1.1.ppt
Aula 1.1.pptAula 1.1.ppt
Aula 1.1.ppt
 
Conhecimento Científico - Kuhn
Conhecimento Científico - KuhnConhecimento Científico - Kuhn
Conhecimento Científico - Kuhn
 
Revoluções Científicas - Kuhn
Revoluções Científicas - KuhnRevoluções Científicas - Kuhn
Revoluções Científicas - Kuhn
 
A racionalidade científica e os Paradigmas - Kuhn
A racionalidade científica e os Paradigmas - KuhnA racionalidade científica e os Paradigmas - Kuhn
A racionalidade científica e os Paradigmas - Kuhn
 
Refletindo filosoficamente sobre a ciência
Refletindo filosoficamente sobre a ciênciaRefletindo filosoficamente sobre a ciência
Refletindo filosoficamente sobre a ciência
 
Ciência com consciencia
Ciência com conscienciaCiência com consciencia
Ciência com consciencia
 
Apresentacao de ponta grossa
Apresentacao de ponta grossaApresentacao de ponta grossa
Apresentacao de ponta grossa
 
Conhecimento e Desenvolvimento da Metodologia e Pesquisa Científica
Conhecimento e Desenvolvimento da Metodologia e Pesquisa Científica Conhecimento e Desenvolvimento da Metodologia e Pesquisa Científica
Conhecimento e Desenvolvimento da Metodologia e Pesquisa Científica
 
Valores e Atividade Científica - Hugh Lacey
Valores e Atividade Científica - Hugh LaceyValores e Atividade Científica - Hugh Lacey
Valores e Atividade Científica - Hugh Lacey
 
Ciência
CiênciaCiência
Ciência
 
A01 +metodologia+cientifica
A01 +metodologia+cientificaA01 +metodologia+cientifica
A01 +metodologia+cientifica
 

Último

Aviação de Asas Rotativas. Aos Rotores, o Sabre!.pdf
Aviação de Asas Rotativas. Aos Rotores, o Sabre!.pdfAviação de Asas Rotativas. Aos Rotores, o Sabre!.pdf
Aviação de Asas Rotativas. Aos Rotores, o Sabre!.pdf
Falcão Brasil
 
Atividade Análise literária O GUARANI.pdf
Atividade Análise literária O GUARANI.pdfAtividade Análise literária O GUARANI.pdf
Atividade Análise literária O GUARANI.pdf
sesiomzezao
 
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
Espanhol Online
 
Organograma do Ministério da Defesa (MD).pdf
Organograma do Ministério da Defesa (MD).pdfOrganograma do Ministério da Defesa (MD).pdf
Organograma do Ministério da Defesa (MD).pdf
Falcão Brasil
 
Caderno 1 - Módulo Água JMS 2024 (1).pdf
Caderno 1 -  Módulo Água JMS 2024 (1).pdfCaderno 1 -  Módulo Água JMS 2024 (1).pdf
Caderno 1 - Módulo Água JMS 2024 (1).pdf
SupervisoEMAC
 
Mini livro sanfona - Minha Escola Tem História.
Mini livro  sanfona - Minha Escola Tem História. Mini livro  sanfona - Minha Escola Tem História.
Mini livro sanfona - Minha Escola Tem História.
Mary Alvarenga
 
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdfA Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
Falcão Brasil
 
Noite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsx
Noite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsxNoite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsx
Noite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsx
Luzia Gabriele
 
Slides Lição 3, CPAD, Rute e Noemi, Entrelaçadas pelo Amor.pptx
Slides Lição 3, CPAD, Rute e Noemi, Entrelaçadas pelo Amor.pptxSlides Lição 3, CPAD, Rute e Noemi, Entrelaçadas pelo Amor.pptx
Slides Lição 3, CPAD, Rute e Noemi, Entrelaçadas pelo Amor.pptx
LuizHenriquedeAlmeid6
 
escrita criativa utilizada na arteterapia
escrita criativa   utilizada na arteterapiaescrita criativa   utilizada na arteterapia
escrita criativa utilizada na arteterapia
shirleisousa9166
 
Infografia | Presidência húngara do Conselho da UE
Infografia | Presidência húngara do Conselho da UEInfografia | Presidência húngara do Conselho da UE
Infografia | Presidência húngara do Conselho da UE
Centro Jacques Delors
 
Matemática para Concursos - Teoria dos Conjuntos
Matemática para Concursos - Teoria dos ConjuntosMatemática para Concursos - Teoria dos Conjuntos
Matemática para Concursos - Teoria dos Conjuntos
Instituto Walter Alencar
 
Apresentação Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prote...
Apresentação Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prote...Apresentação Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prote...
Apresentação Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prote...
Falcão Brasil
 
Alfabetização de adultos.pdf
Alfabetização de             adultos.pdfAlfabetização de             adultos.pdf
Alfabetização de adultos.pdf
arodatos81
 
Conhecimento sobre Vestimenta Anti chamas
Conhecimento sobre Vestimenta Anti chamasConhecimento sobre Vestimenta Anti chamas
Conhecimento sobre Vestimenta Anti chamas
edusegtrab
 
Caça-palavras - multiplicação
Caça-palavras  -  multiplicaçãoCaça-palavras  -  multiplicação
Caça-palavras - multiplicação
Mary Alvarenga
 
PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO PDF.pdf
PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO PDF.pdfPERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO PDF.pdf
PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO PDF.pdf
EsterGabriiela1
 
Slides Lição 2, Betel, A Igreja e a relevância, para a adoração verdadeira no...
Slides Lição 2, Betel, A Igreja e a relevância, para a adoração verdadeira no...Slides Lição 2, Betel, A Igreja e a relevância, para a adoração verdadeira no...
Slides Lição 2, Betel, A Igreja e a relevância, para a adoração verdadeira no...
LuizHenriquedeAlmeid6
 
EMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONAL
EMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONALEMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONAL
EMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONAL
JocelynNavarroBonta
 

Último (20)

Aviação de Asas Rotativas. Aos Rotores, o Sabre!.pdf
Aviação de Asas Rotativas. Aos Rotores, o Sabre!.pdfAviação de Asas Rotativas. Aos Rotores, o Sabre!.pdf
Aviação de Asas Rotativas. Aos Rotores, o Sabre!.pdf
 
Atividade Análise literária O GUARANI.pdf
Atividade Análise literária O GUARANI.pdfAtividade Análise literária O GUARANI.pdf
Atividade Análise literária O GUARANI.pdf
 
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
 
Organograma do Ministério da Defesa (MD).pdf
Organograma do Ministério da Defesa (MD).pdfOrganograma do Ministério da Defesa (MD).pdf
Organograma do Ministério da Defesa (MD).pdf
 
Caderno 1 - Módulo Água JMS 2024 (1).pdf
Caderno 1 -  Módulo Água JMS 2024 (1).pdfCaderno 1 -  Módulo Água JMS 2024 (1).pdf
Caderno 1 - Módulo Água JMS 2024 (1).pdf
 
Mini livro sanfona - Minha Escola Tem História.
Mini livro  sanfona - Minha Escola Tem História. Mini livro  sanfona - Minha Escola Tem História.
Mini livro sanfona - Minha Escola Tem História.
 
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdfA Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
 
RECORDANDO BONS MOMENTOS! _
RECORDANDO BONS MOMENTOS!               _RECORDANDO BONS MOMENTOS!               _
RECORDANDO BONS MOMENTOS! _
 
Noite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsx
Noite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsxNoite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsx
Noite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsx
 
Slides Lição 3, CPAD, Rute e Noemi, Entrelaçadas pelo Amor.pptx
Slides Lição 3, CPAD, Rute e Noemi, Entrelaçadas pelo Amor.pptxSlides Lição 3, CPAD, Rute e Noemi, Entrelaçadas pelo Amor.pptx
Slides Lição 3, CPAD, Rute e Noemi, Entrelaçadas pelo Amor.pptx
 
escrita criativa utilizada na arteterapia
escrita criativa   utilizada na arteterapiaescrita criativa   utilizada na arteterapia
escrita criativa utilizada na arteterapia
 
Infografia | Presidência húngara do Conselho da UE
Infografia | Presidência húngara do Conselho da UEInfografia | Presidência húngara do Conselho da UE
Infografia | Presidência húngara do Conselho da UE
 
Matemática para Concursos - Teoria dos Conjuntos
Matemática para Concursos - Teoria dos ConjuntosMatemática para Concursos - Teoria dos Conjuntos
Matemática para Concursos - Teoria dos Conjuntos
 
Apresentação Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prote...
Apresentação Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prote...Apresentação Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prote...
Apresentação Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prote...
 
Alfabetização de adultos.pdf
Alfabetização de             adultos.pdfAlfabetização de             adultos.pdf
Alfabetização de adultos.pdf
 
Conhecimento sobre Vestimenta Anti chamas
Conhecimento sobre Vestimenta Anti chamasConhecimento sobre Vestimenta Anti chamas
Conhecimento sobre Vestimenta Anti chamas
 
Caça-palavras - multiplicação
Caça-palavras  -  multiplicaçãoCaça-palavras  -  multiplicação
Caça-palavras - multiplicação
 
PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO PDF.pdf
PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO PDF.pdfPERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO PDF.pdf
PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO PDF.pdf
 
Slides Lição 2, Betel, A Igreja e a relevância, para a adoração verdadeira no...
Slides Lição 2, Betel, A Igreja e a relevância, para a adoração verdadeira no...Slides Lição 2, Betel, A Igreja e a relevância, para a adoração verdadeira no...
Slides Lição 2, Betel, A Igreja e a relevância, para a adoração verdadeira no...
 
EMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONAL
EMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONALEMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONAL
EMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONAL
 

Filosofia

  • 1. A construção histórico-social da ciência Trabalho elaborado por: -Ana Rodrigues nº4 -Ana Freitas nº5 -Antony Pinto nº6 -Diogo Castro nº12 -Joana Cunha nº16 -Márcia Alves nº18
  • 2. Introdução A construção histórico-social da ciência é um termo complexo, que se relaciona com o conceito social da época em que a ciência começou a ser desenvolvida, sabemos que sem a ciência a nossa vida não seria o que é hoje. A alimentação, a saúde ,a educação e até as atividades mais banais do nosso dia a dia não seriam o mesmo sem a ciência e a tecnologia. Embora para muitas pessoas seja óbvio que a ciência é uma construção e tem um carácter historico-social, em filosofia temos sempre de desconfiar daquilo que, precisamente, parece óbvio.
  • 3. O que é a ciência ? Inicialmente, a ciência, como tudo, tem a sua evolução histórica. Só começou verdadeiramente a partir do século XVII, com Galileu e Newton; Na sua versão moderna, mudou a atitude do investigador, que descobriu que as coisas não são como parecem ser e que é preciso investigar; usa novos procedimentos metodológicos (método cientifico (1) ); tais procedimentos permitiram novas interpretações dos dados e o progresso da ciência; Resulta do esforço intelectual para desconstruir a imagem do mundo elaborada a partir da perceção sensitiva; Consiste num processo metodológico que dá garantia de verdade; Torna a crença objetiva, discursiva e fundada em razões; Exige justificação, ou seja, demonstração e fundamentação da crença; Teve e tem ainda de substituir ou corrigir algumas das soluções (teorias) a que tem chegado, apesar da sua preocupação metodológica e da procura de rigor. (É o conjunto dos procedimentos que as diversas ciências seguem para investigar o seu objeto de estudo.
  • 4. Hunbert Reeves, define a ciência como uma… ….construção racional. ..analise metódica e objetiva dos fenómenos. …explicação operativa. …aproximação sucessiva. …explicação precisa, rigorosa e prática. Hubert Reeves CC (Montreal, 13 de julho de 1932) é um astrofísicoe popularizador da ciência franco-canadense.
  • 5. Finalidade da ciência e perspetivas de 2 filósofos karl Popper e Tomas kuhn A finalidade do conhecimento cientifico é o ter o estatuto de conhecimento cientifico objetico: é o que se refere apenas ao objeto independentemente do sujeito que faz a investigação. Para atingir o conhecimento objetivo o cientista tem de se abstrair daquilo que dá como certo ou verdadeiro. Seguindo a Racionalidade cientifica: Para os positivistas e Neo (objetividade) o estatuto da ciência é apresentado como: (1) Um conhecimento objetivo, verdadeiro, imparcial e capaz de descrever o mundo como ele é! Para Popper: (1) As teorias científicas são meras conjeturas (2) postas à prova através da sua falsificação. A objetividade e a verdade são apenas aproximações. Uma teoria científica não é verdadeira, mas mais de menos verosímil. Para Kuhn: (1) A validade das teorias está dependente do paradigma em que se inserem e os cientistas tem de convencer os outros das suas teorias através da argumentação. Mais do que a objetividade falamos em intersubjectividade.
  • 7. A função social e o papel do cientista A ciência ajuda a população no seu desenvolvimento, com o propósito de uma melhor qualidade de vida, deste modo, a ciência deve ser ouvida e os seus conhecimentos devem ser levados em consideração nos processos de decisão, assim como na busca por soluções para os problemas mundiais, mas, a sociedade e as pessoas que a compõem não podem se esquecer do seu papel social nestas discussões e ações. O cientista atual deverá pôr todo o seu saber , todo o seu conhecimento na procura e na construção desse tipo de sociedade, o cientista deverá acima de tudo contribuir para uma transformação social que vá nesse sentido.
  • 8. • Será a ciência uma instituição social? A ciência pode ser entendida como instituição integrada socialmente e em conexão com outras instituições. O cientista é fruto dessa sociedade e o seu trabalho reflete, mais ou menos, a sua experiência social. Nós pensamos que a ciência é uma instituição, um conjunto de métodos, um corpo de conhecimentos a que chamamos científicos, e que a ciência está de certa forma separada das forças que regem as nossas vidas quotidianas e governam a estrutura da sociedade. Pensamos a ciência como objetiva, esta tem aumentado a nossa esperança de vida, de apenas 45 anos no início do século passado para mais de 70 anos.
  • 9. Qual será afinal o papel da ciência e do cientista na sociedade? A ciência não é apenas um conjunto de instrumentos que intervém no mundo e o modificam, mas também uma forma de compreender o mundo e fazer com que os outros o compreendam. É certo que outras instituições sociais prestaram um enorme contributo á ciência, tanto no domínio do que se faz e retiram da ciência conceitos e posições teóricas, apresentando-se a si mesmas como legítimas e naturais.
  • 10. Dois génios da ciência-Galileu e Newton A influência de Galileu e Newton quanto ao seu pensamento cientifico ajudaram a diferenciar a filosofia das humanidades das ciências naturais: • Galileu usava o método experimental, suas investigações levaram ao principio da inércia como fundamento da cinemática. A filosofia natural que a precedeu procurava entender e explicar os fenómenos naturais de um modo essencialmente qualitativo. • Newton formulou as leis gerais da mecânica, ao mesmo tempo que descobriu a lei da atração universal gravitacional. Este conseguiu explicar os métodos mais diversos e complexos.
  • 11. A ciência e a dignidade humana Dignidade humana e a ciência: a proteção da vida em conflito Atualmente já é possível alterar o genoma humano antes mesmo de o embrião ser implantado no útero ou mesmo selecionar aqueles mais saudáveis para darem origem a novas vidas, mas até que ponto pode um cientista interferir no material gené- tico humano? Como garantir que uma simples reprodução assistida homóloga não irá esconder excessos e futilidades pelos idealizadores do novo bebê ou mesmo dos profissionais da saúde? Quais as principais formas de reprodução possíveis e as suas consequências para o direito? O presente trabalho é uma prévia do que será uma dissertação de mestrado sobre o tema em análise, sendo que alguns dos questionamentos realizados nesse estudo serão apontados no do artigo que segue, sendo utilizado, principalmente o método indutivo-dedutivo para tanto.
  • 12. Reflexão ética sobre a dignidade humana "Não te dei, ó Adão, nem rosto, nem um lugar que te seja próprio, nem qualquer dom particular, para que teu rosto, teu lugar e teus dons, os desejes, os conquistes e sejas tu mesmo a possui-los. Encerra a natureza outras espécies em leis por mim estabelecidas. Mas tu, que não conheces qualquer limite, só mercê do teu arbítrio, em cujas mãos te coloquei, te defines a ti próprio. Coloquei-te no centro do mundo, para que melhor possas contemplar o que o mundo contém. Não te fiz nem celeste nem terrestre, nem mortal nem imortal, para que tu, livremente, tal como um bom pintor ou um hábil escultor, dês acabamento à forma que te é própria".