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Território e Sociedade
Segregação e Interação Territorial
Vitor Vieira Vasconcelos
Universidade Federal do ABC
São Bernardo do Campo
Abril, 2020
Texto base para leitura
ANDRADE, Luciana T.,
SILVEIRA, Leonardo S. (2013).
Efeito-território: Explorações em torno
de um conceito sociológico.
Civitas, 13(2), 381-402.
Conteúdo
●
Segregação territorial
●
Desenvolvimento combinado e
desigual
●
Expansão e segregação urbana
●
Deprivação relativa
●
Segregação e criminalidade
Dispersão
Agrupamento
Isolamento
Exposição
Dimensões da
segregação/interação territorial
●
A bolinha pode ser:

Pessoa, casa, bairro,
cidade, estado, país,
etc.
●
A cor pode ser:

Renda, educação,
etnia, cor de pele, etc.
Reardon, S.F. and O’Sullivan, D., 2004. Measures of spatial segregation. Sociological methodology, 34(1), pp.121-162.
Dispersão
Agrupamento
Isolamento
Exposição
Dimensões da
segregação/interação territorial
●
Dispersão/
agrupamento:
Equilíbrio na
distribuição de
diferentes grupos
●
Exposição/
isolamento
Chance de encontro entre
membros de gupos
distintos
Reardon, S.F. and O’Sullivan, D., 2004. Measures of spatial segregation. Sociological methodology, 34(1), pp.121-162.
Desenvolvimento
combinado e desigual
●
O capitalismo gera desenvolvimento em todas
as escalas (global, nacional, local) ao longo
do tempo
●
Dentro de cada escala, o desenvolvimento é
sempre desigual socialmente e espacialmente
●
O desenvolvimento é sempre combinado
entre as escalas, por meio de investimentos
de capital, transferência de conhecimento, e
com retorno por meio de dívidas e lucros.
TROTSKY, Leon. The History of the Russian Revolution. Ann Arbour:
University of Michigan, 1932.
Inclusão precária
●
Indivíduo ou grupo faz parte da
dinâmica capitalista, mas não ganha o
suficiente para ter uma vida digna
●
Exemplo: trabalhadores informais
vivendo em favelas
●
Termo mais coerente do que
“exclusão social”
Martins, José S. 1997. Exclusão social e a nova desigualdade. São Paulo: Paulus
CEPAL - Raúl Frederico PrébischCEPAL - Raúl Frederico Prébisch
● Relações desiguais entre os países
 Os países centrais se beneficiariam mais do que os periféricos
Países Periféricos
Países Centrais
Bensdealto
valoragregado
Prebisch, R., & Cabañas, G. M. (1949). El desarrollo económico de la América Latina y algunos de
sus principales problemas. El trimestre económico, 16(63 (3), 347-431.
Investimento
Pagamento
deDívida
Bensdebaixo
valoragregado
Balança de
pagamentos positiva
Balança de
pagamentos negativa
Yanofsk, D. For the First Time, the combined GDP of poor nations is greater than the Rich ones.
Quartz. 2013.
PIB per capita (paridade de poder de compra)
Economias avançadas
Economias em desenvolvimento e emergentes
Celso Furtado
 Países desenvolvidos
Desenvolvimento
tecnológico
Acumulação de
capital
Alteração do
perfil de demanda
 Países subdesenvolvidos
Desenvolvimento
tecnológico
Acumulação de
capital
Alteração do
perfil de demanda
FURTADO, Celso. Um Projeto para o Brasil, 4.a ed., Rio de Janeiro, Saga, 1968
1920-2004
Celso FurtadoCelso Furtado
● Países desenvolvidos:
– Lucro em grande parte reinvestido em produção
● Países subdesenvolvidos
– Elite industrial usa lucro para consumo de bens supérfluos
importados dos países desenvolvidos
– Dinheiro retorna aos países desenvolvidos pela importação
– Sobra pouco dinheiro para reinvestimento
– Controle do Estado pela elite mantém a estrutura de dependência
Furtado, C., 1974. O mito do desenvolvimento econômico. Ed. Paz Terra
https://ourworldindata.org/grapher/gdp-per-capita-worldbank
PIB per capita
Ajustado por inflação e por diferença de preços entre países, base no Dólar Amerícano de 2011
https://ourworldindata.org/grapher/gdp-per-capita-worldbank
PIB per capita
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brasileira no
século XXI
Nonato Júnior, R. and Théry, H., 2017. O Rio
Grande do Norte no Brasil: uma contextualização
em onze imagens. Confins (32).
Rede de Gestão Empresarial
(IBGE, 2007)
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para São Paulo
Diniz, Clélio C., 1993. Desenvolvimento poligonal no Brasil: nem desconcentração, nem
contínua polarização. Nova Economia, 3(1), pp.35-64.
Diniz, Clélio C., 1993. Desenvolvimento poligonal no Brasil: nem desconcentração, nem
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Egler, C.A.G., Bessa, V.D.C. and Gonçalves, A.D.F., 2013. Dinâmica territorial e seus rebatimentos
na organização regional do estado de São Paulo. Confins (19).
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CADWALLADER, M. Urban Geography: an analytical approach. New Jersey: Prentice Hall, 1996
HOYT, H. Centralização e descentralização urbanas, 1939. In: PIERSON, D. (org.) Estudos de Ecologia Humana. Tomo I. SP: Livraria Martins Editora S.A., 1948, p. 263-276.
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Expansão e segregação urbana
BORSDORF, A.; BÄHR, J.; JANOSCHKA, M. Die Dynamik stadtstrukturellen Wandels in Lateinamerika im Modell der lateinamerikanischen Stadt.
Geographica Helvetica 57 (4): 300 – 310, 2002.
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Município de Santa Maria - RS
Rocha, L.H.M.D., 2011. Padrão locacional da estrutura social: segregação residencial em Santa Maria-RS. Tese de Doutorado, UFSC.
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http://200.144.244.157:8000/resolution/
Qual seria o modelo de
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Moraes, S., 2010.
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Jacquet, P., R.
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O quanto a
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DUNCAN, O. D.; DUNCAN, B. A methodological analysis of segregation
indexes. American Sociological Review, n. 20, p. 210-217, 1955.
Índice de Dissimilaridade
DUNCAN, O. D.; DUNCAN, B. A methodological analysis of segregation
indexes. American Sociological Review, n. 20, p. 210-217, 1955.
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http://www.censusscope.org/about_dissimilarity.html
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THEIL, H.; FINIZZA, A. J. A note on the measurement of racial integration
of schools by means of informational concepts. Journal of Mathematical
Sociology, v.1, n.3, July 1971. p.187-194.
Índice de entropia quanto à ocupação
na Região Metropolitana de São Paulo
Lisboa, F. S., and Feitosa, F.F.. "Para Além da Perspectiva Residencial: Novas Abordagens para a
Análise da Segregação." Anais ENANPUR 17, no. 1 (2017).
Mais
igualitário
Menos
igualitário
Cargos
altos
Cargos
baixos
Cargos
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Cargos
baixos
Lisboa, F. S., and Feitosa, F.F.. "Para Além da Perspectiva Residencial: Novas Abordagens para a
Análise da Segregação." Anais ENANPUR 17, no. 1 (2017).
Índice de dissimilaridade quanto à ocupação na
Região Metropolitana de São Paulo
Mais
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Maricato, E.; Colosso, P.
Da cidade segregada à
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palavras – Cidade em
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https://outraspalavras.net/cidadesemtranse/da-
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Svab, H. Como as mulheres se deslocam em São Paulo? Mulheres que Transformam, São Pualo, UMAPAZ, 2017.
Porcentagem de pessoas que
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Programa Integrado de Transportes Urbanos. http://www.stm.sp.gov.br/Pitu2020/Cenarios
BALTRUSIS, N.; D'OTTAVIANO, M.C.L.
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Assentamentos precários (favelas)
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Cidades dormitório de baixa renda
Rios, M.F.C; Gronstein, M.D. Parâmetros para projetos de intervenção urbana
em municípios periféricos da RMSP. FAU, USP, 2006.
ARANHA. Valmir. Mobilidade Pendular na Metrópole Paulista. In: São Paulo em Perspectiva.
V19.n4.p. 96-109. São Paulo. 2005
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Bell, W., 1954. A probability model for the measurement of ecological
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FEITOSA, F. F. ; MONTEIRO, A. M. V. ; CÂMARA, G. De Conceitos a Medidas Territoriais: A Construção de Índices Espaciais de Segregação Urbana. In: Almeida, C.; Câmara
G.; Monteiro, A.M.V. (Org.). Geoinformação em Urbanismo: Cidade Real vs. Cidade Virtual. São Paulo: Oficina de Textos, 2007, p. 86-105.
Maricato, E.; Colosso, P.
Da cidade segregada à
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Transe. 2017.
https://outraspalavras.net/cidadesemtranse/da-
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Manso, B.P., 2016. Homicide in São Paulo: An Examination of Trends from 1960-2010. Springer.
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●
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●
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com faixas de renda
diferente vivendo
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Barros, J. and Feitosa, F.F., 2018. Uneven geographies: Exploring the sensitivity of spatial indices of
residential segregation. Environment and Planning B: Urban Analytics and City Science, 45(6), pp.1073-1089.
Heterogeneização leve durante o dia
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Nível
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Le Roux, G., Vallée, J. and Commenges, H., 2017. Social segregation around the clock in the Paris
region (France). Journal of Transport Geography, 59, pp.134-145.
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● Injustiça distributiva
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PICKETT, Steward TA; BOONE, Christopher G.; CADENASSO, Mary L. Ecology and Environmental Justice: Understanding Disturbance Using
Ecological Theory. In: Urbanization and Sustainability. Springer Netherlands, 2013. p. 27-47.
BOONE, Christopher G.; FRAGKIAS, Michail. Connecting environmental justice, sustainability, and vulnerability. In: Urbanization and
Sustainability. Springer Netherlands, 2013. p. 49-59.
Segregação socioambiental em São Paulo
YOUNG, Andrea Ferraz. Urbanization, environmental justice, and social-environmental vulnerability in Brazil.
In: Urbanization and Sustainability. Springer Netherlands, 2013. p. 95-116.
Foto: Luciana Travassos
Segregação socioambiental em São Paulo
YOUNG, Andrea Ferraz. Urbanization, environmental justice, and social-environmental vulnerability in Brazil.
In: Urbanization and Sustainability. Springer Netherlands, 2013. p. 95-116.
Regiões pobres e periféricas
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Risco de Desastres % da População por Regiões
Pobres Classe média Ricos
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Risco de Desastres Crescimento Populacional entre 1991 e 2000 (%)
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Risco de Desastres Renda
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YOUNG, Andrea Ferraz. Urbanization, environmental justice, and social-environmental vulnerability in Brazil.
In: Urbanization and Sustainability. Springer Netherlands, 2013. p. 95-116.
Deprivação Relativa
●
Sentimento de desigualdade
aumenta com a proximidade
●
Exemplo da família com casa
pequena:
– Em região pobre: sente-se melhor
– Em região rica: sente-se deprivada
Walker, I. and Smith, H.J. eds., 2002. Relative deprivation: Specification, development, and
integration. Cambridge University Press.
Estudo de caso: violência
● Pressuposto geral de que a pobreza e
desigualdade aumentam a violência
● Países mais pobres e/ou mais
desiguais têm mais violência que
países mais ricos e/ou mais
igualitários
Evolução da renda e da desigualdade (GINI)
no Brasil
O que deveria ocorrer com a violência?
Mattos, F.A.M. and Nascimento, N., 2016. Aspectos históricos dos efeitos da evolução do salário mínimo, do mercado de
trabalho e da estrutura tributária sobre o perfil distributivo brasileiro desde meados do século XX. In Anais do XLIII
Encontro Nacional de Economia  (No. 033). ANPEC.
Murray, J., Cerqueira, D.R.C. and Kahn, T., 2013. Crime and violence in Brazil: Systematic review of time trends,
prevalence rates and risk factors. Aggression and violent behavior, 18(5), pp.471-483.
Homicídiospor100.000habitantes
Homicídios
registrados
Homicídios
estimados
Por arma de fogo Sem arma de fogo
Por que a violência aumentou,
se a renda cresceu e a desigualdade diminuiu?
Hipótese de
deprivação relativa
● Anterior a 1999
 Desigualdade entre favela e cidade formal
 Homogeneidade social dentro das favelas
● Posterior a 1999
 Aumento da desigualdade interna nas favelas
 Revolta em jovens mais pobres nas favelas
● Outros fatores?
 Acesso a armas
 Expansão do consumo e do tráfico de drogas
Dúvidas?
Comentários?
Obrigado!
Vitor Vieira Vasconcelos
vitor.v.v@gmail.com

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Segregação e Interação Territorial

  • 1. Território e Sociedade Segregação e Interação Territorial Vitor Vieira Vasconcelos Universidade Federal do ABC São Bernardo do Campo Abril, 2020
  • 2. Texto base para leitura ANDRADE, Luciana T., SILVEIRA, Leonardo S. (2013). Efeito-território: Explorações em torno de um conceito sociológico. Civitas, 13(2), 381-402.
  • 3. Conteúdo ● Segregação territorial ● Desenvolvimento combinado e desigual ● Expansão e segregação urbana ● Deprivação relativa ● Segregação e criminalidade
  • 4. Dispersão Agrupamento Isolamento Exposição Dimensões da segregação/interação territorial ● A bolinha pode ser:  Pessoa, casa, bairro, cidade, estado, país, etc. ● A cor pode ser:  Renda, educação, etnia, cor de pele, etc. Reardon, S.F. and O’Sullivan, D., 2004. Measures of spatial segregation. Sociological methodology, 34(1), pp.121-162.
  • 5. Dispersão Agrupamento Isolamento Exposição Dimensões da segregação/interação territorial ● Dispersão/ agrupamento: Equilíbrio na distribuição de diferentes grupos ● Exposição/ isolamento Chance de encontro entre membros de gupos distintos Reardon, S.F. and O’Sullivan, D., 2004. Measures of spatial segregation. Sociological methodology, 34(1), pp.121-162.
  • 6. Desenvolvimento combinado e desigual ● O capitalismo gera desenvolvimento em todas as escalas (global, nacional, local) ao longo do tempo ● Dentro de cada escala, o desenvolvimento é sempre desigual socialmente e espacialmente ● O desenvolvimento é sempre combinado entre as escalas, por meio de investimentos de capital, transferência de conhecimento, e com retorno por meio de dívidas e lucros. TROTSKY, Leon. The History of the Russian Revolution. Ann Arbour: University of Michigan, 1932.
  • 7. Inclusão precária ● Indivíduo ou grupo faz parte da dinâmica capitalista, mas não ganha o suficiente para ter uma vida digna ● Exemplo: trabalhadores informais vivendo em favelas ● Termo mais coerente do que “exclusão social” Martins, José S. 1997. Exclusão social e a nova desigualdade. São Paulo: Paulus
  • 8. CEPAL - Raúl Frederico PrébischCEPAL - Raúl Frederico Prébisch ● Relações desiguais entre os países  Os países centrais se beneficiariam mais do que os periféricos Países Periféricos Países Centrais Bensdealto valoragregado Prebisch, R., & Cabañas, G. M. (1949). El desarrollo económico de la América Latina y algunos de sus principales problemas. El trimestre económico, 16(63 (3), 347-431. Investimento Pagamento deDívida Bensdebaixo valoragregado Balança de pagamentos positiva Balança de pagamentos negativa
  • 9. Yanofsk, D. For the First Time, the combined GDP of poor nations is greater than the Rich ones. Quartz. 2013. PIB per capita (paridade de poder de compra) Economias avançadas Economias em desenvolvimento e emergentes
  • 10. Celso Furtado  Países desenvolvidos Desenvolvimento tecnológico Acumulação de capital Alteração do perfil de demanda  Países subdesenvolvidos Desenvolvimento tecnológico Acumulação de capital Alteração do perfil de demanda FURTADO, Celso. Um Projeto para o Brasil, 4.a ed., Rio de Janeiro, Saga, 1968 1920-2004
  • 11. Celso FurtadoCelso Furtado ● Países desenvolvidos: – Lucro em grande parte reinvestido em produção ● Países subdesenvolvidos – Elite industrial usa lucro para consumo de bens supérfluos importados dos países desenvolvidos – Dinheiro retorna aos países desenvolvidos pela importação – Sobra pouco dinheiro para reinvestimento – Controle do Estado pela elite mantém a estrutura de dependência Furtado, C., 1974. O mito do desenvolvimento econômico. Ed. Paz Terra
  • 12. https://ourworldindata.org/grapher/gdp-per-capita-worldbank PIB per capita Ajustado por inflação e por diferença de preços entre países, base no Dólar Amerícano de 2011
  • 13. https://ourworldindata.org/grapher/gdp-per-capita-worldbank PIB per capita Como é o padrão espacial de segregação/interação territorial no mundo?
  • 14. Dinâmica econômica brasileira no século XXI Nonato Júnior, R. and Théry, H., 2017. O Rio Grande do Norte no Brasil: uma contextualização em onze imagens. Confins (32).
  • 15. Rede de Gestão Empresarial (IBGE, 2007)
  • 16. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Sistema de Contas Regionais: Brasil 2017. PIB per capita em 2017 (R$)
  • 17. PIB per capita Como é o padrão espacial de segregação/interação territorial no Brasil?
  • 18. Desconcentração X Reconcentração do Desenvolvimento ● Expansão industrial vai para fora da região metropolitana de São Paulo (menores salários) ● Sedes das empresas continuam na capital de São Paulo ● Fluxo dos lucros continua convergindo para São Paulo Diniz, Clélio C., 1993. Desenvolvimento poligonal no Brasil: nem desconcentração, nem contínua polarização. Nova Economia, 3(1), pp.35-64.
  • 19.
  • 20.
  • 21. Diniz, Clélio C., 1993. Desenvolvimento poligonal no Brasil: nem desconcentração, nem contínua polarização. Nova Economia, 3(1), pp.35-64.
  • 22. Egler, C.A.G., Bessa, V.D.C. and Gonçalves, A.D.F., 2013. Dinâmica territorial e seus rebatimentos na organização regional do estado de São Paulo. Confins (19).
  • 23. Região de Influência da Metrópole de São Paulo IBGE. Regiões de Influência das Cidades (2007).
  • 24. PIB per capita, 2017 (R$) Fonte: IBGE/SEADE Intervalos por quantil
  • 25. PIB per capita Como é o padrão espacial de segregação/interação territorial no estado de São Paulo?
  • 27. Segregação socioespacial em Belo Horizonte https://youtu.be/WA-2WIkdRhA
  • 29. Processo de Filtragem CADWALLADER, M. Urban Geography: an analytical approach. New Jersey: Prentice Hall, 1996 HOYT, H. Centralização e descentralização urbanas, 1939. In: PIERSON, D. (org.) Estudos de Ecologia Humana. Tomo I. SP: Livraria Martins Editora S.A., 1948, p. 263-276.
  • 34. Operações urbanas e incêndios em favelas https://www.redebrasilatual.com.br/cidades/2012/09/mapa-revela-coincidencia-entre-favelas-incendiadas-e-operacoes-urbanas-de-sp/
  • 36. BORSDORF, A.; BÄHR, J.; JANOSCHKA, M. Die Dynamik stadtstrukturellen Wandels in Lateinamerika im Modell der lateinamerikanischen Stadt. Geographica Helvetica 57 (4): 300 – 310, 2002.
  • 37. BORSDORF, A.; BÄHR, J.; JANOSCHKA, M. Die Dynamik stadtstrukturellen Wandels in Lateinamerika im Modell der lateinamerikanischen Stadt. Geographica Helvetica 57 (4): 300 – 310, 2002.
  • 38. BORSDORF, A.; BÄHR, J.; JANOSCHKA, M. Die Dynamik stadtstrukturellen Wandels in Lateinamerika im Modell der lateinamerikanischen Stadt. Geographica Helvetica 57 (4): 300 – 310, 2002.
  • 39. BORSDORF, A.; BÄHR, J.; JANOSCHKA, M. Die Dynamik stadtstrukturellen Wandels in Lateinamerika im Modell der lateinamerikanischen Stadt. Geographica Helvetica 57 (4): 300 – 310, 2002.
  • 40. Município de Santa Maria - RS Rocha, L.H.M.D., 2011. Padrão locacional da estrutura social: segregação residencial em Santa Maria-RS. Tese de Doutorado, UFSC.
  • 41. Rocha, L.H.M.D., 2011. Padrão locacional da estrutura social: segregação residencial em Santa Maria-RS. Tese de Doutorado, UFSC. Município de Santa Maria - RS
  • 42. Renda domiciliar total média (R$) http://200.144.244.157:8000/resolution/ Qual seria o modelo de expansão/segregação urbana da região metropolitana de São Paulo?
  • 43. Valor médio de mercado (R$/m2 ) 2005 Moraes, S., 2010. São Paulo: is fragmentation ineluctable?”. Jacquet, P., R. Pachauri and L. Tubiana, Cities Steering Towards Sustainability–A Planet For Life, Teri Press, Delhi.
  • 44. Renda per capita Como é o padrão espacial de segregação/interação territorial na Região Metropolitana de São Paulo?
  • 45. Índice de Dissimilaridade O quanto a composição dos grupos (renda, raça, etc.) em um local difere da média regional DUNCAN, O. D.; DUNCAN, B. A methodological analysis of segregation indexes. American Sociological Review, n. 20, p. 210-217, 1955.
  • 46. Índice de Dissimilaridade DUNCAN, O. D.; DUNCAN, B. A methodological analysis of segregation indexes. American Sociological Review, n. 20, p. 210-217, 1955. Baixa dissimilaridade Alta dissimilaridade Alta dissimilaridade http://www.censusscope.org/about_dissimilarity.html
  • 47. Índice de Dissimilaridade Local (Renda da Residência) Mais desigual Menos desigual
  • 48. Mais desigual Menos desigual Índice de Dissimilaridade Local (Renda do local de Trabalho)
  • 49. Índice de Entropia O quanto a composição dos grupos (renda, raça, etc.) difere de uma distribuição igualitária (mesma proporção de todos os grupos) THEIL, H.; FINIZZA, A. J. A note on the measurement of racial integration of schools by means of informational concepts. Journal of Mathematical Sociology, v.1, n.3, July 1971. p.187-194.
  • 50. Índice de entropia quanto à ocupação na Região Metropolitana de São Paulo Lisboa, F. S., and Feitosa, F.F.. "Para Além da Perspectiva Residencial: Novas Abordagens para a Análise da Segregação." Anais ENANPUR 17, no. 1 (2017). Mais igualitário Menos igualitário
  • 51. Cargos altos Cargos baixos Cargos altos Cargos baixos Lisboa, F. S., and Feitosa, F.F.. "Para Além da Perspectiva Residencial: Novas Abordagens para a Análise da Segregação." Anais ENANPUR 17, no. 1 (2017). Índice de dissimilaridade quanto à ocupação na Região Metropolitana de São Paulo Mais desigual Menos desigual
  • 52. Maricato, E.; Colosso, P. Da cidade segregada à cidade insurgênte. Outras palavras – Cidade em Transe. 2017. https://outraspalavras.net/cidadesemtranse/da- cidade-segregada-a-cidade-insurgente/
  • 53. Tempo de deslocamento ao trabalho Svab, H. Como as mulheres se deslocam em São Paulo? Mulheres que Transformam, São Pualo, UMAPAZ, 2017. Porcentagem de pessoas que possuem carro
  • 54. Programa Integrado de Transportes Urbanos. http://www.stm.sp.gov.br/Pitu2020/Cenarios
  • 55. BALTRUSIS, N.; D'OTTAVIANO, M.C.L. Ricos e pobres, cada qual em seu lugar: a desigualdade socio-espacial na metrópole paulistana. Cad. CRH, Salvador, v. 22, n. 55, Apr. 2009 .. Assentamentos precários (favelas) na Região Metropoliana de São Paulo
  • 56. Cidades dormitório de baixa renda Rios, M.F.C; Gronstein, M.D. Parâmetros para projetos de intervenção urbana em municípios periféricos da RMSP. FAU, USP, 2006.
  • 57. ARANHA. Valmir. Mobilidade Pendular na Metrópole Paulista. In: São Paulo em Perspectiva. V19.n4.p. 96-109. São Paulo. 2005 Deslocamentos pendulares na Região Metropolitana de São Paulo
  • 58. Índices de Isolamento/Exposição Proporção média de um grupo em relação ao outro Bell, W., 1954. A probability model for the measurement of ecological segregation. Social Forces, 32(4), pp.357-364.
  • 59. Índice de isolamento da população com mais de 20 salários mínimos IsoladoExposto
  • 60. Índice de isolamento da população com mais de 20 salários mínimos Índice de isolamento da população com menos de 2 salários mínimos IsoladoExposto IsoladoExposto FEITOSA, F. F. ; MONTEIRO, A. M. V. ; CÂMARA, G. De Conceitos a Medidas Territoriais: A Construção de Índices Espaciais de Segregação Urbana. In: Almeida, C.; Câmara G.; Monteiro, A.M.V. (Org.). Geoinformação em Urbanismo: Cidade Real vs. Cidade Virtual. São Paulo: Oficina de Textos, 2007, p. 86-105.
  • 61. Maricato, E.; Colosso, P. Da cidade segregada à cidade insurgênte. Outras palavras – Cidade em Transe. 2017. https://outraspalavras.net/cidadesemtranse/da- cidade-segregada-a-cidade-insurgente/
  • 62. Homicídios Manso, B.P., 2016. Homicide in São Paulo: An Examination of Trends from 1960-2010. Springer. Roubos Dados de 2000
  • 63. Comparação Região metropolitana de São Paulo ● Segregação mais por renda que por raça/etnia ● Negros e brancos convivendo nos bairros pobres ● Quase só brancos nos bairros ricos Região metropolitana de Londres ● Segregação mais por etnia que por renda ● Ingleses mais isolados das outras etnias ● Famílias da mesma etnia com faixas de renda diferente vivendo próximas Barros, J. and Feitosa, F.F., 2018. Uneven geographies: Exploring the sensitivity of spatial indices of residential segregation. Environment and Planning B: Urban Analytics and City Science, 45(6), pp.1073-1089.
  • 64. Heterogeneização leve durante o dia Muito homogêneo à noite, heterogeneização durante o dia por aumento da população Homogêneo à noite, forte heterogeneização durante o dia devido ao massivo incremento de população Misto e estável ao longo do dia Misto, empobrecimento durante o dia devido ao decrescimento de população Muito misto, importante aumento de população durante o dia sem mudança no nível social médio Homogêneo, empobrecimento durante o dia devido ao decrescimento da população Forte aumento do nível social durante o dia devido a um pequeno aumento da população. AltoMédioBaixo Nível socioeconômico Le Roux, G., Vallée, J. and Commenges, H., 2017. Social segregation around the clock in the Paris region (France). Journal of Transport Geography, 59, pp.134-145. Segregação e dinâmica diária na região metropolitana de Paris
  • 65. Segregação socioambiental ● Injustiça distributiva – Populações mais pobres, ou etnicamente discriminadas são alocadas em áreas com pior qualidade ambiental  Poluição  Riscos de desastres naturais  Menos arborização e áreas verdes  Sem saneamento básico ● Injustiça participativa – Populações mais pobres ou etnicamente discriminadas tem menos voz nos meios de discussão e tomada de decisão PICKETT, Steward TA; BOONE, Christopher G.; CADENASSO, Mary L. Ecology and Environmental Justice: Understanding Disturbance Using Ecological Theory. In: Urbanization and Sustainability. Springer Netherlands, 2013. p. 27-47. BOONE, Christopher G.; FRAGKIAS, Michail. Connecting environmental justice, sustainability, and vulnerability. In: Urbanization and Sustainability. Springer Netherlands, 2013. p. 49-59.
  • 66. Segregação socioambiental em São Paulo YOUNG, Andrea Ferraz. Urbanization, environmental justice, and social-environmental vulnerability in Brazil. In: Urbanization and Sustainability. Springer Netherlands, 2013. p. 95-116. Foto: Luciana Travassos
  • 67. Segregação socioambiental em São Paulo YOUNG, Andrea Ferraz. Urbanization, environmental justice, and social-environmental vulnerability in Brazil. In: Urbanization and Sustainability. Springer Netherlands, 2013. p. 95-116. Regiões pobres e periféricas Regiões de classe média Regiões de alta renda Reservatórios de água
  • 68. Risco de Desastres % da População por Regiões Pobres Classe média Ricos Áreas sem Risco 71,71 85,24 90,11 Áreas com Risco 28,29 14,76 9,89 Risco de Desastres Crescimento Populacional entre 1991 e 2000 (%) Pobres Classe média Ricos Áreas sem Risco 3,26 -0,41 -1,1 Áreas com Risco 4,81 0,56 -1,2 Risco de Desastres Renda Média (R$) % de coleta de Esgoto % da população em Favelas Áreas sem Risco 1.421,05 90,58 5,68 Áreas com Risco 888,24 71,94 21,60 YOUNG, Andrea Ferraz. Urbanization, environmental justice, and social-environmental vulnerability in Brazil. In: Urbanization and Sustainability. Springer Netherlands, 2013. p. 95-116.
  • 69. Deprivação Relativa ● Sentimento de desigualdade aumenta com a proximidade ● Exemplo da família com casa pequena: – Em região pobre: sente-se melhor – Em região rica: sente-se deprivada Walker, I. and Smith, H.J. eds., 2002. Relative deprivation: Specification, development, and integration. Cambridge University Press.
  • 70. Estudo de caso: violência ● Pressuposto geral de que a pobreza e desigualdade aumentam a violência ● Países mais pobres e/ou mais desiguais têm mais violência que países mais ricos e/ou mais igualitários
  • 71. Evolução da renda e da desigualdade (GINI) no Brasil O que deveria ocorrer com a violência? Mattos, F.A.M. and Nascimento, N., 2016. Aspectos históricos dos efeitos da evolução do salário mínimo, do mercado de trabalho e da estrutura tributária sobre o perfil distributivo brasileiro desde meados do século XX. In Anais do XLIII Encontro Nacional de Economia  (No. 033). ANPEC.
  • 72. Murray, J., Cerqueira, D.R.C. and Kahn, T., 2013. Crime and violence in Brazil: Systematic review of time trends, prevalence rates and risk factors. Aggression and violent behavior, 18(5), pp.471-483. Homicídiospor100.000habitantes Homicídios registrados Homicídios estimados Por arma de fogo Sem arma de fogo Por que a violência aumentou, se a renda cresceu e a desigualdade diminuiu?
  • 73. Hipótese de deprivação relativa ● Anterior a 1999  Desigualdade entre favela e cidade formal  Homogeneidade social dentro das favelas ● Posterior a 1999  Aumento da desigualdade interna nas favelas  Revolta em jovens mais pobres nas favelas ● Outros fatores?  Acesso a armas  Expansão do consumo e do tráfico de drogas