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INTRODUÇÃO
O insucesso é a acção de fracassar (não ser bem sucedido), o que
implica renunciar às suas obrigações e afastar-se das actividades que se
costumava fazer. O adjectivo escolar, por sua vez, faz referência àquilo que
pertence ou que é relativo ao estudante ou à comunidade escolar. Como tal,
o insucesso escolar é um conceito que é utilizado para fazer alusão aos alunos
que deixam de assistir às aulas e que ficam fora do sistema educativo.
2
DESENVOLVIMENTO
Entende-se por insucesso escolar, a impossibilidade dos alunos
atingirem as metas pré-fixadas na organização e desenvolvimento dos
processos de ensino e de aprendizagem, e dentro dos limites temporais
previstos.
O insucesso escolar é atribuído, não só ao indivíduo, como também a
uma grande diversidade de agentes, tais como a escola, a família, a
sociedade, entre outros.
O meio sócio-económico e familiar
A origem social dos alunos, ainda tem sido a causamais apontadapara
justificar os maus resultados (sobretudo dos alunos provenientes de famílias
de fracos recursos financeiros). A nível familiar, tem-se realçado sobretudo,
as profissões dos pais, o que está em intima relação com o seu nível sócio-
cultural e sócio-económico. Assim, vários autores consideram que é nos
alunos oriundos das classes sociais mais desfavorecidas a nível sócio-
económico-cultural que há maior incidência de insucesso escolar.
A gestão escolar e curricular
De entre várias variáveis que podem ser apontadas como causa
de insucesso escolar, cada vez mais se torna evidente referir a gestão
curricular. Ao pretender a homogeneidade, a escola cria currículos
universais. No entanto, estes” (…) privilegiam os saberes académicos e não
contemplam as aptidões de certos grupos de alunos e os interesses locais”
(Martins e Cabrita,1991).
Por um lado, os currículos iguais implicam iguais pedagogias e
uniformidade nas exigências focando o aluno “médio” e não tendo em conta
a heterogeneidade dos alunos. Por outro, a compreensão dos saberes
académicos, pressupõe uma certa abstracção dos conhecimentos empíricos,
favorecendo alunos oriundos das classes médias – altas, não contemplando
as classes mais baixas. É sobretudo nestes últimos, que incide a maior taxa
de reprovação. Neste contexto, a reprovação pode ser vista como algo anti-
pedagógico, já que, ” (…) o aluno que reprova uma vez tende para a
cronicidade desenvolvendo comportamentos específicos e adquirindo
estatuto” (Martins e Cabrita, 1991).
3
Contribuindo também, de diferentes formas para o insucesso escolar,
tem-se a organização escolar. Neste contexto, pode-se dizer que o elevado
número de alunos porescola e porturma e a concepção deturmas demasiado
heterogéneas, não só dificulta a gestão da aula pelo professor mas também,
a coesão do grupo, o aumento dos conflitos internos e a diminuição do
rendimento individual.
Poroutro lado, os estabelecimentos deensino detêm pouca autonomia
a nível financeiro, curricular, pedagógico e de gestão dos tempos, bem como
poucapreparação específicados seus elementos encarregues dessas funções.
Além disso, a má gestão e escassez de recursos financeiros não permite a
criação de melhores recursos, nomeadamente de espaço, equipamentos,
material didáctico e a contratação de pessoal auxiliar.
A nível do ensino pós-obrigatório, a taxa de insucesso escolar ainda se
podeagravar em virtude de uma deficiente orientação vocacional dos alunos,
os quais não dispõem nas escolas de serviços de informação e orientação
adequados.
Merece também particular importância, os papéis desempenhados
pelos docentes. Aestes, não só lhes cabe a função de deter, transmitir saberes
e aplicar sanções (quando necessário), como também, deter o poder nos
principais órgãos do ensino, não lhes sendo facultada, regra geral, qualquer
formação específica nestes últimos cargos.
A falta de preparação técnica, os fracos recursos materiais, a ausência
de uma formação contínua dos docentes, entre outros, reflectem-se,
geralmente, em métodos de ensino, recursos didácticos e técnicas de
comunicação inadequadas, sobretudo quando a turma leccionada é social e
culturalmente muito heterogénea.
Importa também salientar as expectativas positivas ou negativas que
os professores criam sobreos alunos. Parece pois, que os alunos baixamente
expectados são os que tiram piores resultados, ao contrário dos altamente
expectados (o chamdo efeito Pigmalião).
Por fim, a própria avaliação feita pelo professor pode fomentar
o insucesso escolar, nomeadamente pelo método de avaliação, os critérios
utilizados, os modos pedagógicos, o contexto escolar, entre outros.
A individualidade de cada aluno
Cada aluno tem características que lhe são próprias e que se reflectem
no seu processo de aprendizagem. Neste contexto, a insuficiência dos
4
recursos intelectuais e a insuficiência dos automatismos de base, tais como
a dislexia, discalculia e disortografia, têm sido apontadas como bons
indicadores das causas individuais do fraco aproveitamento escolar.
Todavia, a grande maioria dos alunos com maus resultados escolares, têm
um desenvolvimento normal. Neste caso, a falta de gosto e de empenho por
parte dos alunos são as causas mais evidenciadas.
De acordo como Fundo das NaçõesUnidas para a Infância (UNICEF),
a pobreza (com crianças que se encontram desnutridas ou que se vêm
forçadas a trabalhar para ajudar ao sustento da família ou para sobreviver), a
exclusão e a escassa capacidade de as escolas contornarem a contenção são
as principais causas do insucesso escolar.
CAUSAS DO INSUCESSO ESCOLAR
Barulho excessivo. Queo adolescente goste de conversar todo mundo sabe,
porém se esse não se controla acaba exagerando e dessa maneira não
consegue acompanhar os raciocínios e explicações dos professores que
exigem sempre silêncio, atenção e concentração. Exemplo: imagine você
numa aula de matemática que fique conversando ou que fique coma cabeça
em outro mundo, em outras coisas, se você perde a linha de raciocínio de
resolução do problema você não vai entender mais nada. E também não irá
adiantar tentar resolver exercícios sozinho, pois se você se perdeu e não
pediu ao professor que voltasse, então você não vai conseguir.
Arrogância. Todos sabem que adolescentes são extremamente arrogantes,
mas precisam aprender a moderar isso, porque do contrário deixam de
aprender e persistem em erros bobos. A arrogância e aprendizagem são
totalmente opostas. Se o aluno acredita que já sabe sobre um determinado
assunto ou que ele já entendeu tudo que havia para entender de um
determinado conteúdo então a partir deste momento ele não aprende mais
nada. Exemplos de arrogância: o professor de física, ou filosofia, ou
geografia vai corrigir o aluno de um erro de grafia. O aluno imediatamente
encontra uma justificativa para não ter que ouvir o que o professor lhe diz:
“você é professor de português?”, ou “o professor também não erra?”. Ou
seja, o aluno é incapaz de aprender. Está fechado na sua arrogância e não
ouve, não aprende.
5
Criação de dialetos. Os alunos hoje em dia cada vez menos conseguem
entender o português padrão. Seja por causa da linguagem dos bate-papos
virtuais, seja por causa das gírias excessivas que criam, seja porque lêem
muito pouco e porqueescrevem quase nada em português formal. Poderiam
muito bem criar um blog e escrever alguns pensamentos e idéias que
possuem, ou algum conto, ou poesias, ou mesmo um diário particular, que
poderiam criar para praticar.
Não ver sentido no que lê. Os alunos costumam ler passivamente. O que
isso significa? Que já se acostumaram a ler um texto sem que esselhe faça o
menor sentido. Os alunos não ficam incomodados que não entendam um
texto. Porque se acostumaram que ler e entender são coisas diferentes. Mas
aí vai uma novidade meio antiga: Não são!Leitura sementendimento é como
um robô que sabe pronunciar os sons das palavras, mas não sabe o que está
dizendo. O aluno precisa se esforçar por entender os textos com todos os
recursos queele possuir:ler o texto sefazendo algumas perguntas e tentando
respondê-las mentalmente, ler o texto e escrevendo nele palavras
pesquisadas no dicionário, se esforçando para ler uma frase inteira e tentar
assim buscar o sentido da palavra desconhecida na frase, pesquisar na
internet ou em livros informações desconhecidas, etc.
Excessode pressa. Os alunos são muito apressados. Acreditam, talvez, que
como vivemos numa época muito dinâmica, onde tudo é muito rápido, que
aprender também seja assim: pá, pum, tá aprendido! Errado! Pá, pum, nada.
É preciso calma, silêncio, TEMPO, para se assimilar conteúdos novos.
Relativismo vagabundo. Hoje em dia o relativismo está na bocado povo. E
como não poderia deixar de ser está na bocados alunos também. O professor
ensina algo e o aluno diz: “isso é o que o senhor pensa, professor! “. Isso
ainda não chegou na aulas de ciências naturais, ou exatas. Mas em filosofia,
sociologia, história, dependendo do que se diga, ou se explique, o aluno crê
que pode desqualificar tudo que o professor está dizendo com essa simples
frase.
6
Inversão de cobrança. Há uma tirinha que mostra como era a escola há 30,
40 anos atrás onde o aluno quando tirava notas ruins os pais cobravam dele
e hoje em dia quando o aluno tira notas ruins os pais, os alunos, a direção, os
secretários da educação e se bobear até o ministro da educação cobram dos
professores queseatualize, que mude seus métodos, quevalorize mais o que
o aluno já traz, que reveja seu método de ensinar, avaliar, que compreenda
os “tempos modernos”, etc.
Trabalho e aprendizagem. Os pais costumam em um bom número achar
que trabalhar é mais importante do que os estudos, do que aprender. O
conhecimento para os pais possui um valor superficial. Eles defendem e
aparentemente se importam com a escola, com os estudos, porém tudo
apenas como objetivo de que seus filhos consigam sair de casa e tenham um
bomemprego. Tanto assim que sesurgir a oportunidadedeum bomemprego
para um aluno de escola pública de comunidade mais simples o pai fará de
tudo para que o aluno consiga o emprego e se der para estudar, tudo bem,
porém se não der, paciência.
Ausência de materialadequado ao nível cultural dos alunos. Com alunos
analfabetos funcionais, ou semi-alfabetizados, acostumados comlinguagem
de internet, gírias, completamente desacostumados coma leitura, que ainda
não perceberam que escrita e fala são coisas diferentes, com vocabulário
pobre, cominformações muito precárias, oupouco ricas, não há um livro que
seja capaz de servir perfeitamente para um aluno assim. Não há,
simplesmente não há.
Falta de autonomia. Ou seja, o aluno não é autônomo. Depende sempre que
cobrem dele, exijam dele constantemente.
7
Ausência de sonhos. Umaluno de ensino médio de escola pública está muito
desanimado, desmotivado na maioria das vezes. As coisas que o motivam
são: parafernálias tecnológicas (celular, videogames, televisões de última
geração, ipods, computadores etc), namorar, festinhas, a possibilidade de
algum trabalho. Um aluno de ensino médio de escola pública não costuma
pensar em universidade.
Estudo como valor. Houve épocas que o estudo era um valor
importantíssimo. Para alguns era importante porque fazia com que a pessoa
se destacassena sociedadecomo alguém culto, inteligente, respeitável. Para
outros era importante porquerealmente motivava a conhecer mais as coisas:
aprender um novo idioma, ler um clássico da literatura, conhecer melhor o
universo, entender o que disseram os grandes pensadores da humanidade,
dialogar comas mentes mais instigantes que a raça humana já produziu, etc.
Conhecimento como prazer. É impossível que os alunos não consigam se
motivar pelo prazer que o estudo proporciona. Aprender uma nova língua
(seja ela qual for), ler um livro clássico que comoveu milhões de pessoas e
se tornou uma peça rara e importante para uma nação, ou que tenha se
tornado imortal e se leia até hoje (lembrem de livros como a Ilíada e a
Odisséia de Homero, com mais de dois mil anos e que até hoje são clássicos
importantíssimos).
A ideia de adolescência. Em outras épocas não havia um respeito pela idade
da adolescência. Nem existia essa idéia. A criança era vista como um
pequeno adulto que já podia realizar tarefas de adultos. Meu avô aos oito
anos trabalhava como pequeno adulto. Tinha lá algum brinquedinho, quando
tinha, não podia de maneira alguma participar das conversas dos adultos
(hoje há adolescentes dizendo aos pais como devem viver, agir, etc), não
havia uma moda específicapara essaidade (roupas próprias), livros próprios
escritos para adolescentes (isso nunca existiu!), mas de maneira geral era
educado para ser uma pessoa séria, para não falar bobagens, ouvir mais do
que falar.
8
Consequências
Contudo, os jovens nem sempre encaram a escola de uma forma
positiva e o insucesso escolar pode provocar uma multiplicidade de
consequências como: a desmotivação do aluno, o desinteresse ou mesmo o
abandono da escola, uma baixa auto-estima, o afastamento de colegas e
amigos, a entrada para o caminho das drogas, tabaco ou álcool e a tendência
para a criminalidade.
CONCLUSÃO
Com a pesquisa feita concluímos que o insucesso escolar caracteriza-
se pela incapacidade de uma criança corresponder aos objetivos da escola
em termos escolares. É a partir dos anos sessenta que encontramos as suas
9
primeiras manifestações, quando se começou a exigir que as escolas, por
razões económicas e de igualdade, encontrassem formas de garantir o
sucesso escolar de todos os seus alunos
Referência bibliografia
http://problemas-jovens.blogspot.com/2009/03/as-causas-do-insucesso-
escolar-estao.html
10
http://www.ensinar.info/insucesso-escolar-porque-reprovam-os-nossos-
alunos-46/

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O insucesso escolar

  • 1. 1 INTRODUÇÃO O insucesso é a acção de fracassar (não ser bem sucedido), o que implica renunciar às suas obrigações e afastar-se das actividades que se costumava fazer. O adjectivo escolar, por sua vez, faz referência àquilo que pertence ou que é relativo ao estudante ou à comunidade escolar. Como tal, o insucesso escolar é um conceito que é utilizado para fazer alusão aos alunos que deixam de assistir às aulas e que ficam fora do sistema educativo.
  • 2. 2 DESENVOLVIMENTO Entende-se por insucesso escolar, a impossibilidade dos alunos atingirem as metas pré-fixadas na organização e desenvolvimento dos processos de ensino e de aprendizagem, e dentro dos limites temporais previstos. O insucesso escolar é atribuído, não só ao indivíduo, como também a uma grande diversidade de agentes, tais como a escola, a família, a sociedade, entre outros. O meio sócio-económico e familiar A origem social dos alunos, ainda tem sido a causamais apontadapara justificar os maus resultados (sobretudo dos alunos provenientes de famílias de fracos recursos financeiros). A nível familiar, tem-se realçado sobretudo, as profissões dos pais, o que está em intima relação com o seu nível sócio- cultural e sócio-económico. Assim, vários autores consideram que é nos alunos oriundos das classes sociais mais desfavorecidas a nível sócio- económico-cultural que há maior incidência de insucesso escolar. A gestão escolar e curricular De entre várias variáveis que podem ser apontadas como causa de insucesso escolar, cada vez mais se torna evidente referir a gestão curricular. Ao pretender a homogeneidade, a escola cria currículos universais. No entanto, estes” (…) privilegiam os saberes académicos e não contemplam as aptidões de certos grupos de alunos e os interesses locais” (Martins e Cabrita,1991). Por um lado, os currículos iguais implicam iguais pedagogias e uniformidade nas exigências focando o aluno “médio” e não tendo em conta a heterogeneidade dos alunos. Por outro, a compreensão dos saberes académicos, pressupõe uma certa abstracção dos conhecimentos empíricos, favorecendo alunos oriundos das classes médias – altas, não contemplando as classes mais baixas. É sobretudo nestes últimos, que incide a maior taxa de reprovação. Neste contexto, a reprovação pode ser vista como algo anti- pedagógico, já que, ” (…) o aluno que reprova uma vez tende para a cronicidade desenvolvendo comportamentos específicos e adquirindo estatuto” (Martins e Cabrita, 1991).
  • 3. 3 Contribuindo também, de diferentes formas para o insucesso escolar, tem-se a organização escolar. Neste contexto, pode-se dizer que o elevado número de alunos porescola e porturma e a concepção deturmas demasiado heterogéneas, não só dificulta a gestão da aula pelo professor mas também, a coesão do grupo, o aumento dos conflitos internos e a diminuição do rendimento individual. Poroutro lado, os estabelecimentos deensino detêm pouca autonomia a nível financeiro, curricular, pedagógico e de gestão dos tempos, bem como poucapreparação específicados seus elementos encarregues dessas funções. Além disso, a má gestão e escassez de recursos financeiros não permite a criação de melhores recursos, nomeadamente de espaço, equipamentos, material didáctico e a contratação de pessoal auxiliar. A nível do ensino pós-obrigatório, a taxa de insucesso escolar ainda se podeagravar em virtude de uma deficiente orientação vocacional dos alunos, os quais não dispõem nas escolas de serviços de informação e orientação adequados. Merece também particular importância, os papéis desempenhados pelos docentes. Aestes, não só lhes cabe a função de deter, transmitir saberes e aplicar sanções (quando necessário), como também, deter o poder nos principais órgãos do ensino, não lhes sendo facultada, regra geral, qualquer formação específica nestes últimos cargos. A falta de preparação técnica, os fracos recursos materiais, a ausência de uma formação contínua dos docentes, entre outros, reflectem-se, geralmente, em métodos de ensino, recursos didácticos e técnicas de comunicação inadequadas, sobretudo quando a turma leccionada é social e culturalmente muito heterogénea. Importa também salientar as expectativas positivas ou negativas que os professores criam sobreos alunos. Parece pois, que os alunos baixamente expectados são os que tiram piores resultados, ao contrário dos altamente expectados (o chamdo efeito Pigmalião). Por fim, a própria avaliação feita pelo professor pode fomentar o insucesso escolar, nomeadamente pelo método de avaliação, os critérios utilizados, os modos pedagógicos, o contexto escolar, entre outros. A individualidade de cada aluno Cada aluno tem características que lhe são próprias e que se reflectem no seu processo de aprendizagem. Neste contexto, a insuficiência dos
  • 4. 4 recursos intelectuais e a insuficiência dos automatismos de base, tais como a dislexia, discalculia e disortografia, têm sido apontadas como bons indicadores das causas individuais do fraco aproveitamento escolar. Todavia, a grande maioria dos alunos com maus resultados escolares, têm um desenvolvimento normal. Neste caso, a falta de gosto e de empenho por parte dos alunos são as causas mais evidenciadas. De acordo como Fundo das NaçõesUnidas para a Infância (UNICEF), a pobreza (com crianças que se encontram desnutridas ou que se vêm forçadas a trabalhar para ajudar ao sustento da família ou para sobreviver), a exclusão e a escassa capacidade de as escolas contornarem a contenção são as principais causas do insucesso escolar. CAUSAS DO INSUCESSO ESCOLAR Barulho excessivo. Queo adolescente goste de conversar todo mundo sabe, porém se esse não se controla acaba exagerando e dessa maneira não consegue acompanhar os raciocínios e explicações dos professores que exigem sempre silêncio, atenção e concentração. Exemplo: imagine você numa aula de matemática que fique conversando ou que fique coma cabeça em outro mundo, em outras coisas, se você perde a linha de raciocínio de resolução do problema você não vai entender mais nada. E também não irá adiantar tentar resolver exercícios sozinho, pois se você se perdeu e não pediu ao professor que voltasse, então você não vai conseguir. Arrogância. Todos sabem que adolescentes são extremamente arrogantes, mas precisam aprender a moderar isso, porque do contrário deixam de aprender e persistem em erros bobos. A arrogância e aprendizagem são totalmente opostas. Se o aluno acredita que já sabe sobre um determinado assunto ou que ele já entendeu tudo que havia para entender de um determinado conteúdo então a partir deste momento ele não aprende mais nada. Exemplos de arrogância: o professor de física, ou filosofia, ou geografia vai corrigir o aluno de um erro de grafia. O aluno imediatamente encontra uma justificativa para não ter que ouvir o que o professor lhe diz: “você é professor de português?”, ou “o professor também não erra?”. Ou seja, o aluno é incapaz de aprender. Está fechado na sua arrogância e não ouve, não aprende.
  • 5. 5 Criação de dialetos. Os alunos hoje em dia cada vez menos conseguem entender o português padrão. Seja por causa da linguagem dos bate-papos virtuais, seja por causa das gírias excessivas que criam, seja porque lêem muito pouco e porqueescrevem quase nada em português formal. Poderiam muito bem criar um blog e escrever alguns pensamentos e idéias que possuem, ou algum conto, ou poesias, ou mesmo um diário particular, que poderiam criar para praticar. Não ver sentido no que lê. Os alunos costumam ler passivamente. O que isso significa? Que já se acostumaram a ler um texto sem que esselhe faça o menor sentido. Os alunos não ficam incomodados que não entendam um texto. Porque se acostumaram que ler e entender são coisas diferentes. Mas aí vai uma novidade meio antiga: Não são!Leitura sementendimento é como um robô que sabe pronunciar os sons das palavras, mas não sabe o que está dizendo. O aluno precisa se esforçar por entender os textos com todos os recursos queele possuir:ler o texto sefazendo algumas perguntas e tentando respondê-las mentalmente, ler o texto e escrevendo nele palavras pesquisadas no dicionário, se esforçando para ler uma frase inteira e tentar assim buscar o sentido da palavra desconhecida na frase, pesquisar na internet ou em livros informações desconhecidas, etc. Excessode pressa. Os alunos são muito apressados. Acreditam, talvez, que como vivemos numa época muito dinâmica, onde tudo é muito rápido, que aprender também seja assim: pá, pum, tá aprendido! Errado! Pá, pum, nada. É preciso calma, silêncio, TEMPO, para se assimilar conteúdos novos. Relativismo vagabundo. Hoje em dia o relativismo está na bocado povo. E como não poderia deixar de ser está na bocados alunos também. O professor ensina algo e o aluno diz: “isso é o que o senhor pensa, professor! “. Isso ainda não chegou na aulas de ciências naturais, ou exatas. Mas em filosofia, sociologia, história, dependendo do que se diga, ou se explique, o aluno crê que pode desqualificar tudo que o professor está dizendo com essa simples frase.
  • 6. 6 Inversão de cobrança. Há uma tirinha que mostra como era a escola há 30, 40 anos atrás onde o aluno quando tirava notas ruins os pais cobravam dele e hoje em dia quando o aluno tira notas ruins os pais, os alunos, a direção, os secretários da educação e se bobear até o ministro da educação cobram dos professores queseatualize, que mude seus métodos, quevalorize mais o que o aluno já traz, que reveja seu método de ensinar, avaliar, que compreenda os “tempos modernos”, etc. Trabalho e aprendizagem. Os pais costumam em um bom número achar que trabalhar é mais importante do que os estudos, do que aprender. O conhecimento para os pais possui um valor superficial. Eles defendem e aparentemente se importam com a escola, com os estudos, porém tudo apenas como objetivo de que seus filhos consigam sair de casa e tenham um bomemprego. Tanto assim que sesurgir a oportunidadedeum bomemprego para um aluno de escola pública de comunidade mais simples o pai fará de tudo para que o aluno consiga o emprego e se der para estudar, tudo bem, porém se não der, paciência. Ausência de materialadequado ao nível cultural dos alunos. Com alunos analfabetos funcionais, ou semi-alfabetizados, acostumados comlinguagem de internet, gírias, completamente desacostumados coma leitura, que ainda não perceberam que escrita e fala são coisas diferentes, com vocabulário pobre, cominformações muito precárias, oupouco ricas, não há um livro que seja capaz de servir perfeitamente para um aluno assim. Não há, simplesmente não há. Falta de autonomia. Ou seja, o aluno não é autônomo. Depende sempre que cobrem dele, exijam dele constantemente.
  • 7. 7 Ausência de sonhos. Umaluno de ensino médio de escola pública está muito desanimado, desmotivado na maioria das vezes. As coisas que o motivam são: parafernálias tecnológicas (celular, videogames, televisões de última geração, ipods, computadores etc), namorar, festinhas, a possibilidade de algum trabalho. Um aluno de ensino médio de escola pública não costuma pensar em universidade. Estudo como valor. Houve épocas que o estudo era um valor importantíssimo. Para alguns era importante porque fazia com que a pessoa se destacassena sociedadecomo alguém culto, inteligente, respeitável. Para outros era importante porquerealmente motivava a conhecer mais as coisas: aprender um novo idioma, ler um clássico da literatura, conhecer melhor o universo, entender o que disseram os grandes pensadores da humanidade, dialogar comas mentes mais instigantes que a raça humana já produziu, etc. Conhecimento como prazer. É impossível que os alunos não consigam se motivar pelo prazer que o estudo proporciona. Aprender uma nova língua (seja ela qual for), ler um livro clássico que comoveu milhões de pessoas e se tornou uma peça rara e importante para uma nação, ou que tenha se tornado imortal e se leia até hoje (lembrem de livros como a Ilíada e a Odisséia de Homero, com mais de dois mil anos e que até hoje são clássicos importantíssimos). A ideia de adolescência. Em outras épocas não havia um respeito pela idade da adolescência. Nem existia essa idéia. A criança era vista como um pequeno adulto que já podia realizar tarefas de adultos. Meu avô aos oito anos trabalhava como pequeno adulto. Tinha lá algum brinquedinho, quando tinha, não podia de maneira alguma participar das conversas dos adultos (hoje há adolescentes dizendo aos pais como devem viver, agir, etc), não havia uma moda específicapara essaidade (roupas próprias), livros próprios escritos para adolescentes (isso nunca existiu!), mas de maneira geral era educado para ser uma pessoa séria, para não falar bobagens, ouvir mais do que falar.
  • 8. 8 Consequências Contudo, os jovens nem sempre encaram a escola de uma forma positiva e o insucesso escolar pode provocar uma multiplicidade de consequências como: a desmotivação do aluno, o desinteresse ou mesmo o abandono da escola, uma baixa auto-estima, o afastamento de colegas e amigos, a entrada para o caminho das drogas, tabaco ou álcool e a tendência para a criminalidade. CONCLUSÃO Com a pesquisa feita concluímos que o insucesso escolar caracteriza- se pela incapacidade de uma criança corresponder aos objetivos da escola em termos escolares. É a partir dos anos sessenta que encontramos as suas
  • 9. 9 primeiras manifestações, quando se começou a exigir que as escolas, por razões económicas e de igualdade, encontrassem formas de garantir o sucesso escolar de todos os seus alunos Referência bibliografia http://problemas-jovens.blogspot.com/2009/03/as-causas-do-insucesso- escolar-estao.html