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MODELOS E PRÁTICAS DE FORMAÇÃO DE  PROFESSORES   Profa. Maria Regina Peres
Modelos e Práticas de Formação de Professores Ao  final  do  séc. XVIII, segundo Novoa (1995),  o  estado  assume  o  controle da educação em diversos países. Com  a  criação  de  uma  rede  escolar, o  estado  amplia  seus  investimentos  na formação dos professores.  Ao  longo  do  séc. XIX  consolida-se  a concepção  de  magistério como apostolado, sacerdócio, missão.  Isso facilitou o  controle, a regulação do estado  sobre as ações  docentes.
Modelos e Práticas de Formação de Professores Ao  final  do  séc. XIX  e  inicio  do  séc. XX,  temos significativas mudanças sociais e educacionais. Dentre elas,  a consolidação das  instituições de  formação  de  professores,  a  feminização  do professorado,  as  modificações  na  composição socioeconomica dos docentes. Apesar da abertura conquistada, o Estado exerce controle autoritário sobre os professores. Entretanto o prestigio dos professores aumenta.
Modelos e Práticas de Formação de Professores António Nóvoa , é historiador da área de educação e reitor da Univ. de Lisboa. É  atualmente  um  dos  estudiosos  de  maior  circulação  internacional  no debate  pedagógico.  Juntamente  com o suíço  Philippe  Perrenoud  e o  espanhol  César  Coll ,  ele  pertence  a  uma  geração  que  concentra  atenções em aspectos intra-escolares, como  currículos  e  competências,  formação  inicial  e  continuada  e  processos de aprendizagem.  A  capacitação  de  professores  é  o  tema que ele tem privilegiado.
Modelos e Práticas de Formação de Professores Alguns fatos sobre a formação docente em Portugal 1960  – Mudanças na política educacional em função de Portugal ter obtido  o  último lugar nas estatísticas européias em níveis de alfabetização,taxas de escolarização, investimentos em educação,....  1970  –  Investimentos  na  formação  inicial  dos  docentes  por  meio  de programas  de  formação  de professores nas universidades. Alteração das  políticas educacionais destinada aos anos iniciais do “ensino primário”.  1980  –  Investimentos na formação de professores em serviço.  1990  –  Investimento na formação continuada de professores.
Modelos e Práticas de Formação de Professores Apesar das várias tentativas a formação e as ações docente  ainda  não  haviam  atingido  os  objetivos desejados. Assim conclui-se que:  1. A  formação  docente  não  estava  considerado o desenvolvimento  pessoal  confundindo  “formar ” e  “formar-se ”,   ignorando  que  a  lógica  da  ação educativa nem sempre coincide com as dinâmicas da formação. 2. A  formação  deve  considerar  o desenvolvimento profissional  do  professor de  forma  individual mas também do coletivo docente.   3. A formação deve estimular uma  perspectiva critico-reflexiva,  favorecendo a autonomia e a participação
Modelos e Práticas de Formação de Professores 4. A  formação  não  se  constrói  por  acúmulos  de cursos,  de  conhecimentos, de  técnicas, mas  sim através de um trabalho de reflexão critica sobre as ações, de construção e  de  reconstrução  de  uma  identidade pessoal . 5. Necessidade de  conhecimentos na ação, reflexão na ação e reflexão sobre a ação e sobre a reflexão na ação.  6. Diversificação dos modelos e das práticas de formação por meio de  relações significativas dos professores com o saber pedagógico e cientifico .
Modelos e Práticas de Formação de Professores 1.  Paradigmas de Formação Tem como um dos maiores representantes  o  Prof.  Kenneth M.  Zeichner ,  que  por  volta  de  1993  propõe  alguns paradigmas para a formação  de professores. Segundo ele os programas  de  formação  de  professores  apresentam  uma base  ideológica,  veiculada especialmente pelos formadores e pelas instituições de formação.  Kenneth M. Zeichner,  Prof.da Univ. do Estado de Wisconsin - Madison-EUA A formação reflexiva de professores: idéias e práticas. Lisboa: Educa, 1993
Modelos e Práticas de Formação de Professores    K.  Zeichner  em  1993,  propõe  quatro paradigmas de formação: 1. Paradigma Comportamentalista.  2.Paradigma Personalista.  3. Paradigma Tradicional-Artesanal.  4. O professor reflexivo.  Segundo Zeichner (1993) nenhum destes paradigmas se  apresenta  de  forma  isolada,  ao  contrário, eles  ocorrem de forma híbrida. 
Modelos e Práticas de Formação de Professores Paradigma   Comportamentalista Esta concepção de formação está embasada em uma epistemologia positivista e na psicologia comportamentalista. Assim valoriza-se:  a dimensão tecnicista do ensino;  a formação tende a restringir-se a um conjunto de  técnicas ;   o  professor é visto como um  simples executor de leis e tarefas.
Modelos e Práticas de Formação de Professores 2.  Paradigma   Personalista Esta concepção está fundamentada na epistemologia fenomenológica, na psicologia do desenvolvimento e em princípios humanistas.  Os programas de formação são elaborados a partir das necessidades dos  professores.  Ao  contrário  do  paradigma  anterior,  os conhecimentos  e  as  competências  dos  futuros professores não estão pré-definidos, embora tenha como  objetivo  a  conformidade dos docentes com um determinado modelo de maturidade psicológica. Esta  formação  reproduz  o  contexto  social  e educativo vigente.
Modelos e Práticas de Formação de Professores 3.  Paradigma   Tradicional-Artesanal Neste paradigma o ensino é visto como uma arte e os professores como artífices.  A formação  dos professores é encarada como  um processo  de  aprendizagem  construído  por tentativas e erros.  Este é o clássico modelo de mestre-aprendiz.  Como  nos  paradigmas  anteriores,  os  futuros docentes são vistos como receptores passivos, não influindo na seleção  dos  conteúdos  e  nem  na  orientação dos programas de formação.  Esta  formação  acaba  também  por  ratificar  o contexto social e educativo vigente.
Modelos e Práticas de Formação de Professores
Modelos e Práticas de Formação de Professores 4.  O   Professor   Reflexivo Este  paradigma  baseia-se  no  pressuposto  de  que não há receitas  válidas para qualquer situação.  Cada professor e contexto educativo são únicos.  A formação docente, ao contrário de fornecer receitas, deve preparar para desenvolvimento de  capacidades de  analise junto aos alunos, escolas e sociedade.  Esta teoria considera que quanto maior for a consciência do professor  sobre  as  origens  e  conseqüências  das  suas ações  e  da  realidade  que  o constrange, maior será a sua probabilidade de controlar e modificar as ações.  O  objetivo  da  formação  docente  é  o  de  desenvolver as capacidades dos futuros professores  para  a ação reflexiva, o "espírito crítico" sobre  a sua  prática  e  sobre  o  contexto social e educativo vigente.
Modelos e Práticas de Formação de Professores REFLEXÃO na e para a  AÇÃO
Modelos e Práticas de Formação de Professores Modelos de Formação Em Portugal, a formação  de  professores tem como referencial os modelos organizacionais. Com isso, segundo Zeichner (1993), tende-se  a  ignorar as implicações  filosóficas  e  políticas da formação e conseqüentemente dos diversos contextos sociais e educativos. Alguns modelos de formação:  1. Formação Integrada.  2. Formação Sequêncial.  3. Formação Dual.  4. Formação em Exercício.  5. Formação em Serviço.
Modelos e Práticas de Formação de Professores 1.  Formação Integrada A formação integrada considera os componentes científicos e pedagógicos na formação.  Esse  modelo  predominou  na  formação  de professores  entre 1901  e 1930  voltando  a  ser  implantado nas Faculdades de Ciências em 1971. É um modelo mais técnico que valorizava tanto a licenciatura como a pesquisa.
Modelos e Práticas de Formação de Professores 2.  Formação Sequêncial É uma variante da formação integrada. Neste caso a formação  científica  se  dá  de forma  separada da formação  pedagógica,  embora  esta seja dada na sequência da formação pedagógica.  Este modelo surgiu nas Faculdades de Letras das Universidades a partir de 1987.
Modelos e Práticas de Formação de Professores 3.  Formação Dual Neste  modelo, a  formação  científica  e  a formação pedagógica são entendidas  como duas  formações distintas, podendo  com isto  ocorrer  em momentos muito diferentes. Este  modelo  predominou  na  formação  dos professores do ensino secundário após 1930.
Modelos e Práticas de Formação de Professores 4.   Formação em Exercício É destinada a professores em exercício. A  formação pedagógica  é  feita  nas  próprias  escolas , possibilitando uma articulação entre a teoria e a prática.  Este modelo foi institucionalizado na formação dos professores no ensino preparatório e secundário em 1979.
Modelos e Práticas de Formação de Professores 5.  Formação em Serviço   É uma proposta derivada da formação em exercício.  Neste  caso,  a  formação  é  realizada  em  uma  instituição superior de ensino . Este   modelo  veio  substituir  o  anterior  a partir de 1988. 
Modelos e Práticas de Formação de Professores A Formação do Professor Reflexivo   Inspira-se  na  proposta  de  Schön (1983). Segundo  ele, a  formação  do  futuro profissional  deverá incluir a reflexão a partir  de  situações  práticas  reais  ou  seja, da realidade. D. Schon estudou em Yale, na Souborne e em Harvard. Foi professor  de  filosofia na UCLA (Univ. of California – Los Angeles) e na Univ. do Kansas.  Após isto integrou a equipe da famosa empresa de consultoria de  Arthur D. Little.   Também  foi  professor  no  Instituto  de  Tecnologia  de Massachusetts (MIT).  Neste  período  escreveu  suas principais obras.
Modelos e Práticas de Formação de Professores El Profesional reflexivo: como piensam los  profesionais cuando actuan. Espanha.  Paidós Ibérica.1998. Donald Schön – Boston (1930 – 1997)  La formacion de profesionales reflexivos: hacia um nuevo diseno de la ensenanza y el aprendizaje  em las professiones. Espanha. Paidós Ibérica 1992 (2ª ed.) Principais Obras
Modelos e Práticas de Formação de Professores O Profissional Prático – Reflexivo   Ao se deparar com situações de incerteza, contextualizadas e únicas, recorre à investigação como uma forma de decidir  e  de intervir em tais situações.  Diante  disto  é que surgem as novas concepções para a prática docente;  Apresenta  capacidade  de  refletir  sobre a  própria prática docente, com  o objetivo  de compreender e interpretar a realidade social;  A  formação  deste  profissional deve se iniciar nos cursos  de  graduação  tendo  seqüência  nos cursos de formação continuada.
Modelos e Práticas de Formação de Professores Schon propõe três conceitos sobre o pensamento prático reflexivo :  1.  Conhecimento na ação   É o componente inteligente que orienta toda a atividade humana -  saber fazer;   2.  Reflexão na ação   É a possibilidade de aprendizagem significativa. Assim  não  só  se aprende e se constrói novas teorias, esquemas e conceitos, mas também se aprende  o  próprio  processo  didático  de aprendizagem  em contato com a situação prática;
Modelos e Práticas de Formação de Professores 3.  Reflexão sobre a ação e sobre a reflexão na ação Se  constitui  na  análise realizada “a posteriori” da própria  ação.   A  reflexão  sobre  a  ação  é  um componente  essencial  do  processo  de aprendizagem  permanente,  continuada  que constitui a formação mais ampla do profissional.
Modelos e Práticas de Formação de Professores Esses três conceitos do profissional prático-reflexivo não ocorrem  isoladamente  e  nem são eficientes quando separados.  Eles  se  complementam para assegurar uma intervenção prática e eficaz.  O modelo de abordagem  reflexiva  é  atualmente  o mais  utilizado  na  formação  de  professores,  uma  vez  que  se  encontra  diretamente relacionado ao conceito de reflexão na e para a ação.
Modelos e Práticas de Formação de Professores Ao  se  propor  um  ensino  reflexivo  e  um professor  reflexivo,  Garcia (1999),  toma  como  referencial  os  estudos de  Pollard e Tann (1987) que  propõem  um  conjunto  de  aptidões,  de  habilidades, que  o professores  devem  possuir.  Dentre  elas  as seguintes habilidades: Empíricas :  considera a capacidade de diagnóstico tanto  da  sala  de  aula  como  da  instituição de ensino. Analíticas : considera para a análise os dados já existentes e a partir deles constrói uma teoria.
Modelos e Práticas de Formação de Professores 3.  Avaliativas : considera  o  processo  avaliativo  das conseqüências  educativas  dos  projetos  e  dos objetivos alcançados. 4.  Estratégicas : se refere ao planejamento de ações. 5.  Práticas : capacidade de relacionar a análise com a prática, com os  fins e com os meios visando atingir os objetivos. 6.  De Comunicação :  considera  a  comunicação  e a partilha de idéias visando o crescimento do grupo.
Modelos e Práticas de Formação de Professores Essas habilidades podem parecer inovadoras, mas na década de 30, John Dewey defendia que: “  o mero conhecimento dos métodos não basta pois é preciso que exista o desejo e a vontade de os empregar.” Para isto ele propõe três atitudes para um  ensino reflexivo: 1. Mentalidade aberta – ausência de preconceitos; 2. Responsabilidade intelectual; 3. Entusiasmo
Modelos e Práticas de Formação de Professores John Dewey Nasceu em Vermont – Canadá e  faleceu em Nova York. Foi Filósofo e Psicólogo.  Atuou  como  professor  do  curso  secundário e da Univ. de Michigan de  filosofia.  Em  1887  publicava  o  seu primeiro livro,  Psychology ,  onde  propunha  um  sistema  filosófico que conjugava a estudo  cientifico  da  psicologia  com  a  filosofia idealista alemã. John Dewey 20.10.1859 – 01.06.1952
Modelos e Práticas de Formação de Professores O Pensamento de Dewey e a Educação Progressiva A idéia básica do pensamento de J. Dewey sobre a educação  está  centrada  no  desenvolvimento  da  capacidade de raciocínio e espírito crítico  do aluno.  Dewey viveu alguns conflitos profissionais pois suas idéias  foram  consideradas  populares  entretanto seus  escritos  foram  considerados  distantes  da prática . Isto se deve ao fato de seus escritos serem considerados  de  difícil  leitura –  tendência  para utilizar termos novos e frases longas, complexas. Isto forçava a reinterpretação de seus textos.
Modelos e Práticas de Formação de Professores NOVOS CAMINHOS DA E PARA A PRÁTICA CRITICO-REFLEXIVA
Modelos e Práticas de Formação de Professores Visando  melhorias  na prática  da formação  docente, Zeichner (1993), propõe inovações, que  devem ser entendidas como desafios da formação docente. Esses desafios são originados dos estudos de quatro países  (Reino Unido,  Estados  Unidos, Canadá  e Austrália)  que  tem  realizado  pesquisas  sobre  a importância da prática.  1. Desenvolvimento  de  programas  temáticos   de formação de professores;  2. Desenvolvimento de um  currículo prático  associado com os cursos específicos;
Modelos e Práticas de Formação de Professores 3. Conhecimento  da  escola  e  das  vivencias comunitárias ; 4. Desenvolvimento  de  práticas  centradas  na investigação e práticas reflexivas ; 5. Melhorias  na  qualidade  da  supervisão  da prática incluindo a supervisão com apoio dos colegas; 6. Criação  de  escolas  clinicas  e  escolas  de desenvolvimento  profissional  visando  maior envolvimento, comprometimento profissional; 7. A  idéia  de  prática  como  uma  aprendizagem  cognitiva.
Modelos e Práticas de Formação de Professores Estudiosos Brasileiros que também pesquisam o tema  formação  docente  com  ênfase  no professor reflexivo :  1.  Selma G. Pimenta : recomenda que se repense o emprego da terminologia professor/a reflexivo/a, referindo-se aos riscos do esvaziamento da terminologia nas discussões acerca do/a professor/a e de sua prática.  Profa. Dra. Selma Garrido Pimenta,  Pró-reitora acadêmica da USP-SP
Modelos e Práticas de Formação de Professores Segundo Pimenta(2002), a  transformação  crítica da prática e a solução dos problemas do  cotidiano da sala de  aula requerem, além  da atitude reflexiva o intercâmbio  entre  práticas  da  escola e contextos socioculturais  mais  amplos,  evidenciando  a necessidade  de  se  compreender  o  ensino enquanto  prática  social e  a atividade docente em seu significado político.  A atitude  reflexiva  implicaria  na  análise  da  prática cotidiana considerando  as  condições  sociais  em que ela ocorre.
Modelos e Práticas de Formação de Professores 2.  José Carlos Libâneo   Ao abordar o tema professor-reflexivo chama atenção para  os  reducionismos  que  podem  marcar  a utilização da terminologia professor reflexivo. José Carlos Libâneo É  professor  aposentado  da  Universidade Federal de Goias. Autor de vários livros, dentre eles  a obra “Didática”
Modelos e Práticas de Formação de Professores Segundo Libâneo, (2002), é necessário vivenciar a atitude reflexiva ultrapassando os limites da sala de aula, ultrapassando  a  perspectiva  de  busca  de solução para os problemas imediatos.  “ [...]  a  necessidade  de  reflexão  sobre  a  prática  a  partir  da  apropriação  de  teorias  como  marco  para  as  melhorias  da prática de ensino, em que o professor  é  ajudado  a  compreender  seu próprio  pensamento e  a  refletir  de  modo  crítico  sobre  sua  prática e, também, a aprimorar seu modo de agir, seu saber-fazer,  internalizando também novos instrumentos de ação” . (Libâneo, 2002, p. 70).
Modelos e Práticas de Formação de Professores 3.  Evandro Ghedin Atualmente atua como docente da Univ. Federal do Amazonas e ao abordar o tema professor reflexivo afirma que: Para Ghedin,  a experiência docente é um espaço de produção  de  conhecimentos, que  decorre  da postura crítica do/a professor/a sobre a sua própria prática profissional. “ é na prática refletida (ação/reflexão) que o conhecimento  se produz, na inseparabilidade entre teoria e prática” (2002, p. 135).
Modelos e Práticas de Formação de Professores Em sua análise isso implicaria na reflexão  critica sobre o que ensinar?; como ensinar?;  para que ensinar?; para quem ensinar?. Isto implica  na reflexão sobre a postura docente nas  relações com alunos/as, bem como nas interrelações  no  sistema  social,  político, econômico  e  cultural.  Enfim, em  todas  as relações presentes no cotidiano da vida.
Modelos e Práticas de Formação de Professores Referências Alarcão, Isabel.  Professores  reflexivos  em  uma  escola reflexiva.  São Paulo:Cortez, 2003.  Garcia, Marcelo C.  Formação  de  professores – para uma mudança educativa.  Portugal:Porto, 1999. Ghedin,  Evandro.  Professor  reflexivo:  da  alienação  da técnica à autonomia crítica , in Pimenta, S. G.e Ghedin,E. Professor  reflexivo  no  Brasil:  gênese  e  crítica  de  um conceito. São Paulo:Cortez, 2002. Libâneo, José  Carlos.  Reflexividade  e  formação  de professores:  outra  oscilação  do  pensamento pedagógico brasileiro?,   in  Pimenta, S.G.  e  Ghedin, E. Professor  reflexivo  no  Brasil:  gênese  e  crítica  de um conceito. São Paulo: Cortez, 2002.
Modelos e Práticas de Formação de Professores Nóvoa, António.  Os  professores  e  sua  formação . Lisboa:D.Quixote, 1995. Pimenta,  Selma  Garrido  e  Ghedin, E. (orgs.).  Professor reflexivo no Brasil: gênese e crítica de um conceito . São Paulo:Cortez, 2002.  SCHÖN, Donald.  Educando  o  profissional  reflexivo:  um novo  design  para  o  ensino  e  a  aprendizagem .  Porto Alegre, Artes Médicas, 2000. Zeichner, K.  A  formação reflexiva de professores: idéias e práticas.  Lisboa:Educa, 1993.

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Mod. e prát. de formação de profs. aula 2

  • 1. MODELOS E PRÁTICAS DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES Profa. Maria Regina Peres
  • 2. Modelos e Práticas de Formação de Professores Ao final do séc. XVIII, segundo Novoa (1995), o estado assume o controle da educação em diversos países. Com a criação de uma rede escolar, o estado amplia seus investimentos na formação dos professores. Ao longo do séc. XIX consolida-se a concepção de magistério como apostolado, sacerdócio, missão. Isso facilitou o controle, a regulação do estado sobre as ações docentes.
  • 3. Modelos e Práticas de Formação de Professores Ao final do séc. XIX e inicio do séc. XX, temos significativas mudanças sociais e educacionais. Dentre elas, a consolidação das instituições de formação de professores, a feminização do professorado, as modificações na composição socioeconomica dos docentes. Apesar da abertura conquistada, o Estado exerce controle autoritário sobre os professores. Entretanto o prestigio dos professores aumenta.
  • 4. Modelos e Práticas de Formação de Professores António Nóvoa , é historiador da área de educação e reitor da Univ. de Lisboa. É atualmente um dos estudiosos de maior circulação internacional no debate pedagógico. Juntamente com o suíço Philippe Perrenoud e o espanhol César Coll , ele pertence a uma geração que concentra atenções em aspectos intra-escolares, como currículos e competências, formação inicial e continuada e processos de aprendizagem. A capacitação de professores é o tema que ele tem privilegiado.
  • 5. Modelos e Práticas de Formação de Professores Alguns fatos sobre a formação docente em Portugal 1960 – Mudanças na política educacional em função de Portugal ter obtido o último lugar nas estatísticas européias em níveis de alfabetização,taxas de escolarização, investimentos em educação,.... 1970 – Investimentos na formação inicial dos docentes por meio de programas de formação de professores nas universidades. Alteração das políticas educacionais destinada aos anos iniciais do “ensino primário”. 1980 – Investimentos na formação de professores em serviço. 1990 – Investimento na formação continuada de professores.
  • 6. Modelos e Práticas de Formação de Professores Apesar das várias tentativas a formação e as ações docente ainda não haviam atingido os objetivos desejados. Assim conclui-se que: 1. A formação docente não estava considerado o desenvolvimento pessoal confundindo “formar ” e “formar-se ”, ignorando que a lógica da ação educativa nem sempre coincide com as dinâmicas da formação. 2. A formação deve considerar o desenvolvimento profissional do professor de forma individual mas também do coletivo docente. 3. A formação deve estimular uma perspectiva critico-reflexiva, favorecendo a autonomia e a participação
  • 7. Modelos e Práticas de Formação de Professores 4. A formação não se constrói por acúmulos de cursos, de conhecimentos, de técnicas, mas sim através de um trabalho de reflexão critica sobre as ações, de construção e de reconstrução de uma identidade pessoal . 5. Necessidade de conhecimentos na ação, reflexão na ação e reflexão sobre a ação e sobre a reflexão na ação. 6. Diversificação dos modelos e das práticas de formação por meio de relações significativas dos professores com o saber pedagógico e cientifico .
  • 8. Modelos e Práticas de Formação de Professores 1. Paradigmas de Formação Tem como um dos maiores representantes o Prof. Kenneth M. Zeichner , que por volta de 1993 propõe alguns paradigmas para a formação de professores. Segundo ele os programas de formação de professores apresentam uma base ideológica, veiculada especialmente pelos formadores e pelas instituições de formação. Kenneth M. Zeichner, Prof.da Univ. do Estado de Wisconsin - Madison-EUA A formação reflexiva de professores: idéias e práticas. Lisboa: Educa, 1993
  • 9. Modelos e Práticas de Formação de Professores  K. Zeichner em 1993, propõe quatro paradigmas de formação: 1. Paradigma Comportamentalista. 2.Paradigma Personalista. 3. Paradigma Tradicional-Artesanal. 4. O professor reflexivo. Segundo Zeichner (1993) nenhum destes paradigmas se apresenta de forma isolada, ao contrário, eles ocorrem de forma híbrida. 
  • 10. Modelos e Práticas de Formação de Professores Paradigma Comportamentalista Esta concepção de formação está embasada em uma epistemologia positivista e na psicologia comportamentalista. Assim valoriza-se: a dimensão tecnicista do ensino; a formação tende a restringir-se a um conjunto de técnicas ;  o professor é visto como um simples executor de leis e tarefas.
  • 11. Modelos e Práticas de Formação de Professores 2. Paradigma Personalista Esta concepção está fundamentada na epistemologia fenomenológica, na psicologia do desenvolvimento e em princípios humanistas. Os programas de formação são elaborados a partir das necessidades dos  professores. Ao contrário do paradigma anterior, os conhecimentos e as competências dos futuros professores não estão pré-definidos, embora tenha como objetivo a conformidade dos docentes com um determinado modelo de maturidade psicológica. Esta formação reproduz o contexto social e educativo vigente.
  • 12. Modelos e Práticas de Formação de Professores 3. Paradigma Tradicional-Artesanal Neste paradigma o ensino é visto como uma arte e os professores como artífices. A formação dos professores é encarada como um processo de aprendizagem construído por tentativas e erros. Este é o clássico modelo de mestre-aprendiz. Como nos paradigmas anteriores, os futuros docentes são vistos como receptores passivos, não influindo na seleção dos conteúdos e nem na orientação dos programas de formação. Esta formação acaba também por ratificar o contexto social e educativo vigente.
  • 13. Modelos e Práticas de Formação de Professores
  • 14. Modelos e Práticas de Formação de Professores 4. O Professor Reflexivo Este paradigma baseia-se no pressuposto de que não há receitas válidas para qualquer situação. Cada professor e contexto educativo são únicos. A formação docente, ao contrário de fornecer receitas, deve preparar para desenvolvimento de capacidades de  analise junto aos alunos, escolas e sociedade. Esta teoria considera que quanto maior for a consciência do professor sobre as origens e conseqüências das suas ações e da realidade que o constrange, maior será a sua probabilidade de controlar e modificar as ações. O objetivo da formação docente é o de desenvolver as capacidades dos futuros professores para a ação reflexiva, o "espírito crítico" sobre a sua prática e sobre o contexto social e educativo vigente.
  • 15. Modelos e Práticas de Formação de Professores REFLEXÃO na e para a AÇÃO
  • 16. Modelos e Práticas de Formação de Professores Modelos de Formação Em Portugal, a formação de professores tem como referencial os modelos organizacionais. Com isso, segundo Zeichner (1993), tende-se a ignorar as implicações filosóficas e políticas da formação e conseqüentemente dos diversos contextos sociais e educativos. Alguns modelos de formação: 1. Formação Integrada. 2. Formação Sequêncial. 3. Formação Dual. 4. Formação em Exercício. 5. Formação em Serviço.
  • 17. Modelos e Práticas de Formação de Professores 1. Formação Integrada A formação integrada considera os componentes científicos e pedagógicos na formação. Esse modelo predominou na formação de professores entre 1901 e 1930 voltando a ser implantado nas Faculdades de Ciências em 1971. É um modelo mais técnico que valorizava tanto a licenciatura como a pesquisa.
  • 18. Modelos e Práticas de Formação de Professores 2. Formação Sequêncial É uma variante da formação integrada. Neste caso a formação científica se dá de forma separada da formação pedagógica, embora esta seja dada na sequência da formação pedagógica. Este modelo surgiu nas Faculdades de Letras das Universidades a partir de 1987.
  • 19. Modelos e Práticas de Formação de Professores 3. Formação Dual Neste modelo, a formação científica e a formação pedagógica são entendidas como duas formações distintas, podendo com isto ocorrer em momentos muito diferentes. Este modelo predominou na formação dos professores do ensino secundário após 1930.
  • 20. Modelos e Práticas de Formação de Professores 4. Formação em Exercício É destinada a professores em exercício. A formação pedagógica é feita nas próprias escolas , possibilitando uma articulação entre a teoria e a prática. Este modelo foi institucionalizado na formação dos professores no ensino preparatório e secundário em 1979.
  • 21. Modelos e Práticas de Formação de Professores 5. Formação em Serviço É uma proposta derivada da formação em exercício. Neste caso, a formação é realizada em uma instituição superior de ensino . Este  modelo veio substituir o anterior a partir de 1988. 
  • 22. Modelos e Práticas de Formação de Professores A Formação do Professor Reflexivo Inspira-se na proposta de Schön (1983). Segundo ele, a formação do futuro profissional deverá incluir a reflexão a partir de situações práticas reais ou seja, da realidade. D. Schon estudou em Yale, na Souborne e em Harvard. Foi professor de filosofia na UCLA (Univ. of California – Los Angeles) e na Univ. do Kansas. Após isto integrou a equipe da famosa empresa de consultoria de Arthur D. Little. Também foi professor no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Neste período escreveu suas principais obras.
  • 23. Modelos e Práticas de Formação de Professores El Profesional reflexivo: como piensam los profesionais cuando actuan. Espanha. Paidós Ibérica.1998. Donald Schön – Boston (1930 – 1997) La formacion de profesionales reflexivos: hacia um nuevo diseno de la ensenanza y el aprendizaje em las professiones. Espanha. Paidós Ibérica 1992 (2ª ed.) Principais Obras
  • 24. Modelos e Práticas de Formação de Professores O Profissional Prático – Reflexivo Ao se deparar com situações de incerteza, contextualizadas e únicas, recorre à investigação como uma forma de decidir e de intervir em tais situações. Diante disto é que surgem as novas concepções para a prática docente; Apresenta capacidade de refletir sobre a própria prática docente, com o objetivo de compreender e interpretar a realidade social; A formação deste profissional deve se iniciar nos cursos de graduação tendo seqüência nos cursos de formação continuada.
  • 25. Modelos e Práticas de Formação de Professores Schon propõe três conceitos sobre o pensamento prático reflexivo : 1. Conhecimento na ação É o componente inteligente que orienta toda a atividade humana - saber fazer; 2. Reflexão na ação É a possibilidade de aprendizagem significativa. Assim não só se aprende e se constrói novas teorias, esquemas e conceitos, mas também se aprende o próprio processo didático de aprendizagem em contato com a situação prática;
  • 26. Modelos e Práticas de Formação de Professores 3. Reflexão sobre a ação e sobre a reflexão na ação Se constitui na análise realizada “a posteriori” da própria ação. A reflexão sobre a ação é um componente essencial do processo de aprendizagem permanente, continuada que constitui a formação mais ampla do profissional.
  • 27. Modelos e Práticas de Formação de Professores Esses três conceitos do profissional prático-reflexivo não ocorrem isoladamente e nem são eficientes quando separados. Eles se complementam para assegurar uma intervenção prática e eficaz. O modelo de abordagem reflexiva é atualmente o mais utilizado na formação de professores, uma vez que se encontra diretamente relacionado ao conceito de reflexão na e para a ação.
  • 28. Modelos e Práticas de Formação de Professores Ao se propor um ensino reflexivo e um professor reflexivo, Garcia (1999), toma como referencial os estudos de Pollard e Tann (1987) que propõem um conjunto de aptidões, de habilidades, que o professores devem possuir. Dentre elas as seguintes habilidades: Empíricas : considera a capacidade de diagnóstico tanto da sala de aula como da instituição de ensino. Analíticas : considera para a análise os dados já existentes e a partir deles constrói uma teoria.
  • 29. Modelos e Práticas de Formação de Professores 3. Avaliativas : considera o processo avaliativo das conseqüências educativas dos projetos e dos objetivos alcançados. 4. Estratégicas : se refere ao planejamento de ações. 5. Práticas : capacidade de relacionar a análise com a prática, com os fins e com os meios visando atingir os objetivos. 6. De Comunicação : considera a comunicação e a partilha de idéias visando o crescimento do grupo.
  • 30. Modelos e Práticas de Formação de Professores Essas habilidades podem parecer inovadoras, mas na década de 30, John Dewey defendia que: “ o mero conhecimento dos métodos não basta pois é preciso que exista o desejo e a vontade de os empregar.” Para isto ele propõe três atitudes para um ensino reflexivo: 1. Mentalidade aberta – ausência de preconceitos; 2. Responsabilidade intelectual; 3. Entusiasmo
  • 31. Modelos e Práticas de Formação de Professores John Dewey Nasceu em Vermont – Canadá e faleceu em Nova York. Foi Filósofo e Psicólogo. Atuou como professor do curso secundário e da Univ. de Michigan de filosofia. Em 1887 publicava o seu primeiro livro, Psychology , onde propunha um sistema filosófico que conjugava a estudo cientifico da psicologia com a filosofia idealista alemã. John Dewey 20.10.1859 – 01.06.1952
  • 32. Modelos e Práticas de Formação de Professores O Pensamento de Dewey e a Educação Progressiva A idéia básica do pensamento de J. Dewey sobre a educação está centrada no desenvolvimento da capacidade de raciocínio e espírito crítico do aluno. Dewey viveu alguns conflitos profissionais pois suas idéias foram consideradas populares entretanto seus escritos foram considerados distantes da prática . Isto se deve ao fato de seus escritos serem considerados de difícil leitura – tendência para utilizar termos novos e frases longas, complexas. Isto forçava a reinterpretação de seus textos.
  • 33. Modelos e Práticas de Formação de Professores NOVOS CAMINHOS DA E PARA A PRÁTICA CRITICO-REFLEXIVA
  • 34. Modelos e Práticas de Formação de Professores Visando melhorias na prática da formação docente, Zeichner (1993), propõe inovações, que devem ser entendidas como desafios da formação docente. Esses desafios são originados dos estudos de quatro países (Reino Unido, Estados Unidos, Canadá e Austrália) que tem realizado pesquisas sobre a importância da prática. 1. Desenvolvimento de programas temáticos de formação de professores; 2. Desenvolvimento de um currículo prático associado com os cursos específicos;
  • 35. Modelos e Práticas de Formação de Professores 3. Conhecimento da escola e das vivencias comunitárias ; 4. Desenvolvimento de práticas centradas na investigação e práticas reflexivas ; 5. Melhorias na qualidade da supervisão da prática incluindo a supervisão com apoio dos colegas; 6. Criação de escolas clinicas e escolas de desenvolvimento profissional visando maior envolvimento, comprometimento profissional; 7. A idéia de prática como uma aprendizagem cognitiva.
  • 36. Modelos e Práticas de Formação de Professores Estudiosos Brasileiros que também pesquisam o tema formação docente com ênfase no professor reflexivo : 1. Selma G. Pimenta : recomenda que se repense o emprego da terminologia professor/a reflexivo/a, referindo-se aos riscos do esvaziamento da terminologia nas discussões acerca do/a professor/a e de sua prática. Profa. Dra. Selma Garrido Pimenta, Pró-reitora acadêmica da USP-SP
  • 37. Modelos e Práticas de Formação de Professores Segundo Pimenta(2002), a transformação crítica da prática e a solução dos problemas do cotidiano da sala de aula requerem, além da atitude reflexiva o intercâmbio entre práticas da escola e contextos socioculturais mais amplos, evidenciando a necessidade de se compreender o ensino enquanto prática social e a atividade docente em seu significado político. A atitude reflexiva implicaria na análise da prática cotidiana considerando as condições sociais em que ela ocorre.
  • 38. Modelos e Práticas de Formação de Professores 2. José Carlos Libâneo Ao abordar o tema professor-reflexivo chama atenção para os reducionismos que podem marcar a utilização da terminologia professor reflexivo. José Carlos Libâneo É professor aposentado da Universidade Federal de Goias. Autor de vários livros, dentre eles a obra “Didática”
  • 39. Modelos e Práticas de Formação de Professores Segundo Libâneo, (2002), é necessário vivenciar a atitude reflexiva ultrapassando os limites da sala de aula, ultrapassando a perspectiva de busca de solução para os problemas imediatos. “ [...] a necessidade de reflexão sobre a prática a partir da apropriação de teorias como marco para as melhorias da prática de ensino, em que o professor é ajudado a compreender seu próprio pensamento e a refletir de modo crítico sobre sua prática e, também, a aprimorar seu modo de agir, seu saber-fazer, internalizando também novos instrumentos de ação” . (Libâneo, 2002, p. 70).
  • 40. Modelos e Práticas de Formação de Professores 3. Evandro Ghedin Atualmente atua como docente da Univ. Federal do Amazonas e ao abordar o tema professor reflexivo afirma que: Para Ghedin, a experiência docente é um espaço de produção de conhecimentos, que decorre da postura crítica do/a professor/a sobre a sua própria prática profissional. “ é na prática refletida (ação/reflexão) que o conhecimento se produz, na inseparabilidade entre teoria e prática” (2002, p. 135).
  • 41. Modelos e Práticas de Formação de Professores Em sua análise isso implicaria na reflexão critica sobre o que ensinar?; como ensinar?; para que ensinar?; para quem ensinar?. Isto implica na reflexão sobre a postura docente nas relações com alunos/as, bem como nas interrelações no sistema social, político, econômico e cultural. Enfim, em todas as relações presentes no cotidiano da vida.
  • 42. Modelos e Práticas de Formação de Professores Referências Alarcão, Isabel. Professores reflexivos em uma escola reflexiva. São Paulo:Cortez, 2003. Garcia, Marcelo C. Formação de professores – para uma mudança educativa. Portugal:Porto, 1999. Ghedin, Evandro. Professor reflexivo: da alienação da técnica à autonomia crítica , in Pimenta, S. G.e Ghedin,E. Professor reflexivo no Brasil: gênese e crítica de um conceito. São Paulo:Cortez, 2002. Libâneo, José Carlos. Reflexividade e formação de professores: outra oscilação do pensamento pedagógico brasileiro?, in Pimenta, S.G. e Ghedin, E. Professor reflexivo no Brasil: gênese e crítica de um conceito. São Paulo: Cortez, 2002.
  • 43. Modelos e Práticas de Formação de Professores Nóvoa, António. Os professores e sua formação . Lisboa:D.Quixote, 1995. Pimenta, Selma Garrido e Ghedin, E. (orgs.). Professor reflexivo no Brasil: gênese e crítica de um conceito . São Paulo:Cortez, 2002. SCHÖN, Donald. Educando o profissional reflexivo: um novo design para o ensino e a aprendizagem . Porto Alegre, Artes Médicas, 2000. Zeichner, K. A formação reflexiva de professores: idéias e práticas. Lisboa:Educa, 1993.