Perspectiva HistóricaA metadona foi desenvolvida no final dos anos 30 na Alemanha Nazi.O primeiro estudo sobre o uso de metadona no tratamento de consumidores heroína remonta ao ano de 1965, em Nova Iorque, nos E.U.A., conduzido por Dole e Nysmander.1
2QuímicaMetadona(RS) -6 - (dimetilamino) -4,4-difenilheptan-3-ona  opiáceo sintéticoO levo-isómero puro da metadona é 1,5-2,4 vezes mais forte do que a mistura racémicaÁtomo de azoto ligado ao cloridrato numa das extremidades - pensa-se que será responsável pela acção no sistema nervoso periférico.Anéis  fenílicos - pensa-se que são necessários para a sua acção como opiáceos no sistema nervoso central.
3Absorção e DistribuiçãoA metadona é lipofílica sendo rapidamente absorvida no tracto gastrointestinal para a corrente sanguínea. Após a administração oral a biodisponibilidade de metadona no plasma varia entre 36-100%, mas frequentemente encontra-se no intervalo de 60%-70%, e o pico da concentração é alcançada entre 1 a 7,5 horas.No plasma, a metadona está predominantemente ligada à α1-glicoproteína ácida (85% a 90%). A metadona é secretada na saliva, leite materno, líquido amniótico e no plasma do cordão umbilical.
Metabolismo* CYP3A4, CYP2B6, CYP2C19, CYP2C9 e CYP2D6.*Tempo de semi-vida normalmente de 15 a 60 horas com uma média de cerca de 22 horas.Adaptado de Oda, Y.; Kharasch, E.; Metabolism of Methadone andlevo-α-Acetylmethadol (LAAM) by Human Intestinal Cytochrome P450 3A4 (CYP3A4): Potential Contribution of Intestinal Metabolism to Presystemic Clearance and Bioactivation; The journal of Pharmacology and experimental therapeutics, pp.1021-1032; 2007 4
MetabolismoPolimorfismos:CYP3A4, CYP2B6  e CYP2D65Adaptado de Oda, Y.; Kharasch, E.; Metabolism of Methadone andlevo-α-Acetylmethadol (LAAM) by Human Intestinal Cytochrome P450 3A4 (CYP3A4): Potential Contribution of Intestinal Metabolism to Presystemic Clearance and Bioactivation; The journal of Pharmacology and experimental therapeutics, pp.1021-1032; 2007
MetabolismoPolimorfismos:CYP3A4, CYP2B6  e CYP2D66Adaptado de Oda, Y.; Kharasch, E.; Metabolism of Methadone andlevo-α-Acetylmethadol (LAAM) by Human Intestinal Cytochrome P450 3A4 (CYP3A4): Potential Contribution of Intestinal Metabolism to Presystemic Clearance and Bioactivation; The journal of Pharmacology and experimental therapeutics, pp.1021-1032; 2007
7Excreção A eliminação da metadona é mediada por biotransformação extensa, seguida de excreção renal e fecal. Num pH urinário acima de 6, a clearance renal constitui apenas 4% do total de eliminação da droga.
A idade não parece ter uma grande influência sobre a clearance.
Para pacientes com função renal comprometida é necessário o ajuste da dose.
Para os pacientes com hepatite aguda com aumento das enzimas hepáticas, podem ser requeridas doses mais elevadas de metadona.Mecanismo de Acção Agonista dos receptores opióides µ8Adaptado de http://www.medicalnewstoday.com/info/oic/images/opioid1.jpg, consulta dia 12/05/2010
Mecanismo de Acção Agonista dos receptores opióides µ9Adaptado de Adaptado de  Fine, Perry G.; Russell K. Portenoy (2004). "Chapter 2: The Endogenous Opioid System". A Clinical Guide to Opioid Analgesia. McGraw Hill. http://www.stoppain.org/pcd/_pdf/OpioidChapter2.pdf.
Mecanismo de Acção Antagonista do receptor NMDA do glutamatoBenefícios na terapêutica de substituição em heroinómanosA metadona é administrada sob a forma de mistura racémica: o enantiómero R é ligeiramente mais selectivo para o receptor NMDA
 o S apresenta maior afinidade para o receptor opióide µ10Adaptado de Bobula, B.; Hess, G.; Effects of morphine and methadone treatments on glutamatergic transmission in rat frontal córtex; Pharmacological Reports, no 61 pp 1192-1197, 2009
Utilização Terapia de substituição em heroinómanosA Heroína...A heroína é um agonista dos receptores opióides, sobretudo do subtipo µ.O mecanismo de prazer e bem-estar é devido a uma interferência nas vias dopaminérgicasmeso-límbicas e meso-corticais. dependência física e psicológica
 tolerância
 administração: injecção, inalação (também pode ser fumada, absorvida pela pele ou ingerida)11
Utilização VsTerapia de substituição em heroinómanosAgonista opióide do receptor µ, substitui a heroína.Impede sintomas de abstinênciaEfeitos imediatos:Euforia e disforia Analgesia Sonolência, sem amnésiaDisfunção sexual em altos grausSensação de tranquilidade Maior autoconfiança Comportamentos agressivosMioseObstipaçãoDepressão do centro neuronal respiratórioSupressão do reflexo da tosseNauseas e vómitosEspasmos nas vias biliaresHipotensão, pruridoPerda do controle humorístico, ou seja, o famoso humor bipolar. Compatível com uma vida activa, estável e organizada.1 toma diáriaTolerância
 DependênciaDiminui desejo por opióides12
Utilização Terapia de substituição em heroinómanosMorte por depressão respiratóriaSíndrome de abstinênciaDroga de abuso!Buprenorfina13Adaptado de Adaptado de Leavitt, S. PhD, AT Forum Editor; Methadone dosing & safety in the treatment of opioid addiction; Addiction Treatment Forum, 2004
14Utilização na Dor Crónica A metadona ainda actua como antagonista do receptor NMDA, reduzindo o influxo de cálcio e excitabilidade neuronal.
15Utilização na Dor Crónica Vantagens da Metadona relativamente a outros opióides:Benefício para doentes com efeitos adversos ou analgesia inadequada com outros opióides.
Fornece analgesia superior à dos outros opióides nos sindromes de dor neuropática.
Redução do nível de tolerância ao efeito analgésico e menos obstipação em oposição aos outros opióides. Curta duração de analgesia (4-6 horas) relativamente ao tempo de semi-vidaaumento da frequência da administração de dosespotencializa a acumulação do fármaco e os seus efeitos adversos risco de depressão ou paragem respiratória
16Utilização indevida, abuso e desvio de OpióidesA metadona pode ser abusada de uma forma similar a outros agonistas opiáceosIsto deve ser considerado na prescrição ou dispensa de metadona em situações onde o médico veja que há um risco aumentado de utilização indevida, abuso ou desvio.Abuso de metadona apresenta um risco de overdose e morte Risco aumenta com o abuso simultâneo de álcool e outras substâncias
17Interacções Medicamentosas
18Interacções Medicamentosas
19Toxicidade Pele Unhas e lábios cianóticos
Gélida OverdoseSNC:Coma
Disorientação
Sonolência
FadigaRespiratórios:Depressão respiratóriaGastrointestinais:Obstipação
Náusea

Metadona

  • 1.
    Perspectiva HistóricaA metadonafoi desenvolvida no final dos anos 30 na Alemanha Nazi.O primeiro estudo sobre o uso de metadona no tratamento de consumidores heroína remonta ao ano de 1965, em Nova Iorque, nos E.U.A., conduzido por Dole e Nysmander.1
  • 2.
    2QuímicaMetadona(RS) -6 -(dimetilamino) -4,4-difenilheptan-3-ona opiáceo sintéticoO levo-isómero puro da metadona é 1,5-2,4 vezes mais forte do que a mistura racémicaÁtomo de azoto ligado ao cloridrato numa das extremidades - pensa-se que será responsável pela acção no sistema nervoso periférico.Anéis fenílicos - pensa-se que são necessários para a sua acção como opiáceos no sistema nervoso central.
  • 3.
    3Absorção e DistribuiçãoAmetadona é lipofílica sendo rapidamente absorvida no tracto gastrointestinal para a corrente sanguínea. Após a administração oral a biodisponibilidade de metadona no plasma varia entre 36-100%, mas frequentemente encontra-se no intervalo de 60%-70%, e o pico da concentração é alcançada entre 1 a 7,5 horas.No plasma, a metadona está predominantemente ligada à α1-glicoproteína ácida (85% a 90%). A metadona é secretada na saliva, leite materno, líquido amniótico e no plasma do cordão umbilical.
  • 4.
    Metabolismo* CYP3A4, CYP2B6,CYP2C19, CYP2C9 e CYP2D6.*Tempo de semi-vida normalmente de 15 a 60 horas com uma média de cerca de 22 horas.Adaptado de Oda, Y.; Kharasch, E.; Metabolism of Methadone andlevo-α-Acetylmethadol (LAAM) by Human Intestinal Cytochrome P450 3A4 (CYP3A4): Potential Contribution of Intestinal Metabolism to Presystemic Clearance and Bioactivation; The journal of Pharmacology and experimental therapeutics, pp.1021-1032; 2007 4
  • 5.
    MetabolismoPolimorfismos:CYP3A4, CYP2B6 e CYP2D65Adaptado de Oda, Y.; Kharasch, E.; Metabolism of Methadone andlevo-α-Acetylmethadol (LAAM) by Human Intestinal Cytochrome P450 3A4 (CYP3A4): Potential Contribution of Intestinal Metabolism to Presystemic Clearance and Bioactivation; The journal of Pharmacology and experimental therapeutics, pp.1021-1032; 2007
  • 6.
    MetabolismoPolimorfismos:CYP3A4, CYP2B6 e CYP2D66Adaptado de Oda, Y.; Kharasch, E.; Metabolism of Methadone andlevo-α-Acetylmethadol (LAAM) by Human Intestinal Cytochrome P450 3A4 (CYP3A4): Potential Contribution of Intestinal Metabolism to Presystemic Clearance and Bioactivation; The journal of Pharmacology and experimental therapeutics, pp.1021-1032; 2007
  • 7.
    7Excreção A eliminaçãoda metadona é mediada por biotransformação extensa, seguida de excreção renal e fecal. Num pH urinário acima de 6, a clearance renal constitui apenas 4% do total de eliminação da droga.
  • 8.
    A idade nãoparece ter uma grande influência sobre a clearance.
  • 9.
    Para pacientes comfunção renal comprometida é necessário o ajuste da dose.
  • 10.
    Para os pacientescom hepatite aguda com aumento das enzimas hepáticas, podem ser requeridas doses mais elevadas de metadona.Mecanismo de Acção Agonista dos receptores opióides µ8Adaptado de http://www.medicalnewstoday.com/info/oic/images/opioid1.jpg, consulta dia 12/05/2010
  • 11.
    Mecanismo de AcçãoAgonista dos receptores opióides µ9Adaptado de Adaptado de Fine, Perry G.; Russell K. Portenoy (2004). "Chapter 2: The Endogenous Opioid System". A Clinical Guide to Opioid Analgesia. McGraw Hill. http://www.stoppain.org/pcd/_pdf/OpioidChapter2.pdf.
  • 12.
    Mecanismo de AcçãoAntagonista do receptor NMDA do glutamatoBenefícios na terapêutica de substituição em heroinómanosA metadona é administrada sob a forma de mistura racémica: o enantiómero R é ligeiramente mais selectivo para o receptor NMDA
  • 13.
    o Sapresenta maior afinidade para o receptor opióide µ10Adaptado de Bobula, B.; Hess, G.; Effects of morphine and methadone treatments on glutamatergic transmission in rat frontal córtex; Pharmacological Reports, no 61 pp 1192-1197, 2009
  • 14.
    Utilização Terapia desubstituição em heroinómanosA Heroína...A heroína é um agonista dos receptores opióides, sobretudo do subtipo µ.O mecanismo de prazer e bem-estar é devido a uma interferência nas vias dopaminérgicasmeso-límbicas e meso-corticais. dependência física e psicológica
  • 15.
  • 16.
    administração: injecção,inalação (também pode ser fumada, absorvida pela pele ou ingerida)11
  • 17.
    Utilização VsTerapia desubstituição em heroinómanosAgonista opióide do receptor µ, substitui a heroína.Impede sintomas de abstinênciaEfeitos imediatos:Euforia e disforia Analgesia Sonolência, sem amnésiaDisfunção sexual em altos grausSensação de tranquilidade Maior autoconfiança Comportamentos agressivosMioseObstipaçãoDepressão do centro neuronal respiratórioSupressão do reflexo da tosseNauseas e vómitosEspasmos nas vias biliaresHipotensão, pruridoPerda do controle humorístico, ou seja, o famoso humor bipolar. Compatível com uma vida activa, estável e organizada.1 toma diáriaTolerância
  • 18.
  • 19.
    Utilização Terapia desubstituição em heroinómanosMorte por depressão respiratóriaSíndrome de abstinênciaDroga de abuso!Buprenorfina13Adaptado de Adaptado de Leavitt, S. PhD, AT Forum Editor; Methadone dosing & safety in the treatment of opioid addiction; Addiction Treatment Forum, 2004
  • 20.
    14Utilização na DorCrónica A metadona ainda actua como antagonista do receptor NMDA, reduzindo o influxo de cálcio e excitabilidade neuronal.
  • 21.
    15Utilização na DorCrónica Vantagens da Metadona relativamente a outros opióides:Benefício para doentes com efeitos adversos ou analgesia inadequada com outros opióides.
  • 22.
    Fornece analgesia superiorà dos outros opióides nos sindromes de dor neuropática.
  • 23.
    Redução do nívelde tolerância ao efeito analgésico e menos obstipação em oposição aos outros opióides. Curta duração de analgesia (4-6 horas) relativamente ao tempo de semi-vidaaumento da frequência da administração de dosespotencializa a acumulação do fármaco e os seus efeitos adversos risco de depressão ou paragem respiratória
  • 24.
    16Utilização indevida, abusoe desvio de OpióidesA metadona pode ser abusada de uma forma similar a outros agonistas opiáceosIsto deve ser considerado na prescrição ou dispensa de metadona em situações onde o médico veja que há um risco aumentado de utilização indevida, abuso ou desvio.Abuso de metadona apresenta um risco de overdose e morte Risco aumenta com o abuso simultâneo de álcool e outras substâncias
  • 25.
  • 26.
  • 27.
    19Toxicidade Pele Unhase lábios cianóticos
  • 28.
  • 29.
  • 30.
  • 31.
  • 32.

Notas do Editor

  • #5 A Metadona é principalmente metabolizada por N-desmetilação a um metabolito inactivo, o EDDP (2-etilideno-1,5-dimetil-3,3-difenilpirrolideno). Várias enzimas da Família do citocromo P450 estão envolvidas na metabolização da metadona a EDDP, principalmente, CYP3A4, CYP2B6 a CYP2C19, e com um menor contributo CYP2C9 e CYP2D6.O metabolismo é lento, e aliada a sua lipofilia, o seu tempo de semi-vida é superior ao da morfina. No entanto, no que diz respeito à duração do efeito analgésico, a duração não é tão elevada, pelo que deve ser tomada em períodos de 6 a 8 horas, tal como a morfina.
  • #9 Também se liga aos outros receptores opióides, mas apresenta mais afinidade para este.
  • #10 Existem vários subtipos de receptores opióides tal como a tabela abaixo representa, fundamentalmente no Sistema Nervoso Central, sendo os seus agonistas endógenos as dinorfinas, as encefalinas, endorfinas, as endomorfinas e a nociceptina. Estão envolvidos na regulação de alguns processos fisiológicos, dos quais se destaca a sensação de dor, tal como se pode constatar na referida tabela. Os efeitos decorrentes da utilização da metadona estão discriminados a negrito com tonalidade roxa, saliente-se a depressão respiratória como a principal causa de morte associada a overdose com o composto.
  • #11 Ainda não muito esclarecido o seu envolvimento na acção da metadona.
  • #12 Foi usada enquanto fármaco de 1898 até 1910, ironicamente (uma vez que é muito mais adictiva) como substituto não causador de dependência para a morfina e antitússico para crianças. É hoje utilizada como droga de abuso, e em alguns países, sob controlo muito apertado, é utilizada como analgésico em pacientes com dor crónica.A heroína ou diacetilmorfina é uma droga opióide sintética, produzida a partir do ópio, extraído das cápsulas do fruto de Papaver somniferum. Os heroinómanos apresentam dependência física e psicológica. A dependência psicológica relaciona-se com a sensação de prazer que o seu consumo produz nos indivíduos, já a dependência física, é devida à regulação dos receptores. O heroinómano tem concentrações de opióide muito altas entre as sinapses de forma contínua. Essas concentrações são detectadas pelos neurónios, levando-os a reduzir, por feedback negativo, as concentrações de endorfinas que libertam, e a diminuir os efeitos de cada activação dos receptores (através da diminuição dos mediadores intracelulares por eles libertados, ou pela maior inibição por outros neurónios). O indivíduo fica então totalmente dependente das altas concentrações de opióides externas, porque os seus neurónios já quase não produzem opióides fisiológicos, e os receptores estão insensibilizados. São necessárias concentrações cada vez maiores para os mesmos efeitos, e até para a pessoa se sentir normal, o que se designa por tolerância.A injecção é preferida no abuso recreativo, devido ao efeito de prazer súbito intenso (denominado "orgasmo abdominal"). A inalação tem vindo a ganhar terreno, numa modalidade denominada "chasing the dragon", com origens orientais.Também pode ser ingerida, absorvida pela pele ou fumada. O consumo com cocaína ("speedballs" ou "moonrocks") tem vindo a generalizar-se.
  • #13 priapismo (erecção do pénis continuada e dolorosa com danos no órgão)Duração de acção muito superior à heroína.O grande objectivo de uma terapêutica de substituição é Persuadir os utilizadores de drogas a reduzir a sua dose diária e encaminhar-se gradualmente à abstinência.No entanto, como o efeito não é tão imediato como o da heroína, vários indivíduos tendem
  • #14 Note-se que aquando da diminuição das tomas de metadona até a total abstinência, como se trata de um opióide de acção prolongada, produz sintomas que são menos severos do que os da heroína mas que são mais prolongados no tempo (e que levam muitas vezes a recaídas, não pela intensidade da dor, mas pela sua duração). Os sintomas de abstinência são em tudo similares à heroína, menos intensos, mas mais prolongados. Outro tratamento por substituição que tem sido utilizado envolve a Buprenorfina que é um agonista parcial opióide. Esta sua natureza faz com que os sintomas do quadro de abstinência sejam menores do que os dos verdadeiros agonistas como a metadona, e provoca também uma menor dependência física. Como resultado, a sua utilização é mais segura e traz menos riscos de abuso do que a metadona sendo, no entanto, eficaz no bloqueio da euforia e do síndrome de abstinência produzidos por outros opióides.
  • #22  Estudos in vitro e in vivo demonstram este efeito.Note-se que este tipo de manifestação adversa é mais comum durante terapia com Metadona, em caso de tratamento com doses muito elevadas, mais de 200 mg/dia, no entanto, pode ocorrer para doses muito mais baixas, dependendo também da susceptibilidade de cada indivíduo.Este tipo de complicações está sobretudo associado a indivíduos que fazem terapia com Metadona para o alívio da dor crónica, já que recebem doses elevadas e múltiplas por dia. No entanto, também já se verificou em indivíduos com terapia de substituição para dependência a opióides, sobretudo se estiverem a tomar medicamentos que possam potenciar este efeito ou existência de estados fisiológicos associados a hipocalémia. Atenção à co-administrção com anti-arrítmicos de classe III e alguns das classes I e II. Bem como a administração em pacientes sob terapia com diuréticos que conduzem a hipocalémia.
  • #25 A Metadona é considerada classe C, isto é, não há estudos em mulheres grávidas controlados que permitam uma correcta avalição dos riscos inerentes à sua utilização. No entanto, considera-se que um tratamento supervisionados com metadona não está substancialmente associado a manifestações teratogénicas. Alguns estudos em animais revelaram teratogenicidade, enquanto outros não demonstraram o mesmo efeito. Os resultados variam de espécie para espécie.No entanto, é unânime que os riscos de uma gravidez numa mulher toxicodependente não tratada são sem dúvida maiores do que pela utilização de Metadona, quanto mais não seja pelo estilo de vida de risco a que um toxicómano se expõe.Também se detectam bebés com baixo peso e défice de crescimento pelo menos na infância e diminuição do desempenho cognitivo.
  • #29 É importante atentar nas interacções com drogas de abuso, que difere entre metadona e heroína, note-se que a interacção mais importante é a interacção com cocaína, mais grave no caso da heroína. Notar uma maior interacção entre anti-depressivos e anti-psicóticos e a metadona, pelo que os clínicos devem ter cautela da prescrição destes fármacos a estes indivíduos.
  • #31 Não podemos concluir que a Metadona é a responsável pelas diferentes perturbações prévias observadas, até porque algumas das intoxicações dizem respeito a indivíduos que não faziam terapia continuada de substituição e por outro lado, não esquecer que nos indivíduos que faziam terapia de substituição tiveram já um historial de utilização de heroína.