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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
FACULDADE DE NUTRIÇÃO
NUTRIÇÃO NO ESPORTE
PROFº JOÃO ARAÚJO NETO
Maria Cecília
Renata Carvalho
DISLIPIDEMIAS
DISLIPIDEMIAS
 Alteração na concentração plasmática de uma ou
mais classes de lipoproteínas que, em maior ou
menor grau, predispõem à aterogênese.
Locais de Desenvolvimento da
Aterosclerose
TRANSPORTE DE LIPÍDIOS E AS
LIPOPROTEÍNAS
 Ácidos graxos;
 Triacilgliceróis;
 Fosfolipídios;
 Colesterol;
LIPOPROTEÍNAS
 São formadas por triacilgliceróis, ésteres de
colesterol, fosfolipídios e apoproteínas, pouco
solúveis em água.
TRANSPORTE DE LIPÍDIOS E AS
LIPOPROTEÍNAS
 Os lipídios, após sua absorção, são transportados
no plasma pelas lipoproteínas;
 As proteínas que constituem as lipoproteínas são
denominadas apolipoproteínas ou apoproteínas
(apo);
 De acordo com sua densidade e mobilidade
eletroforética, as lipoproteínas são classificadas:
 Quilomícrons;
 Lipoproteínas de muito baixa densidade (VLDL),
 Lipoproteínas de densidade intermediária (IDL),
 lipoproteínas de baixa densidade (LDL) e
 Lipoproteínas de alta densidade (HDL).
METABOLISMO DAS LIPOPROTEÍNAS
 Enxógeno: Os lipídios entram na circulação
sanguínea através dos quilomícrons.
 Endógeno: tem início com a síntese hepática da
VLDL, onde a enzima MTP combina os lipídios com a
apo B-100;
 As partículas de VLDL se tornam capazes de interagir
com a enzima LPL do endotélio capilar, liberando
ácidos graxos aos tecidos;
METABOLISMO DAS LIPOPROTEÍNAS
 Outra troca que ocorre entre VLDL e HDL é a
transferência de apo C e apo E para a HDL  várias
alterações  IDL  seguem dois caminhos:
 Captados pelo fígado;
 Sofrem a ação da lipase hepática formando a LDL;
 Efeitos importantes:
 Inibição da síntese endógena de colesterol;
 Ativação da LCAT;
METABOLISMO DAS LIPOPROTEÍNAS
 O transporte reverso de colesterol é uma via de
transporte que remove o colesterol das células
extra-hepáticas para o fígado e talvez para o
intestino, para excreção;
 Ainda pela redução do acúmulo de colesterol das
paredes das artérias, esse transporte previne o
desenvolvimento de aterosclerose.
 Este processo é determinado parcialmente pela
concentração plasmática de HDL, apo A-I e pelo
metabolismo entre as subclasses de HDL.
DISLIPIDEMIAS
 Hipertrigliceridemia: resulta do acúmulo de
quilomícrons e/ou de VLDL no compartimento
plasmático;
 Hipercolesterolemia: acúmulo de lipoproteínas
ricas em colesterol como a LDL no
compartimento plasmático.
DISLIPIDEMIA E EXERCÍCIO FÍSICO
 O combate às dislipidemias através do exercício
físico vem sendo alvo de inúmeros estudos e
debates científicos em todo o mundo;
 Atualmente, essa prática está sendo
recomendada como parte integrante do
tratamento dessas doenças (ZIOGAS et al.);
 A prática regular da atividade física melhora o
perfil lipídico;
 Exercícios aeróbicos atuam no metabolismo de
lipoproteínas.
Estudo analisou a prática
continuada de exercícios
físicos ao longo da vida e a
ocorrência de dislipidemia
na idade adulta,
envolvendo 2720 adultos,
de ambos os sexos.
EXERCÍCIO AERÓBIO E DISLIPIDEMIAS
 Praticar exercício de maneira regular e orientada
proporciona diversos benefícios, podendo haver
redução de 30 a 55% do risco cardiovascular;
 Apesar do nível de colesterol total não sofrer
modificação significativa, a partícula de LDL, que
é a mais aterogênica, apresenta redução
significativa em sua concentração (Ramos SB);
 A prática sistematizada de exercícios físicos
parece ser um importante estimulador do
aumento do tamanho das moléculas de LDL-
colesterol, diminuindo sua capacidade de
penetrar no espaço subendotelial e ser oxidada;
 O efeito do exercício aeróbico sobre o organismo
deve-se ao estímulo da produção das enzimas
antioxidantes e o consumo de lipídeos para a
produção de energia;
 Exercício aeróbico e dieta com teores reduzidos de
gordura saturada e colesterol, são a primeira
maneira de intervenção quando se deseja
diminuir níveis elevados de lipídios;
Investigando as modificações no
perfil lipídico plasmático, das
enzimas lipoprotéicas atuantes no
metabolismo lipídico, após apenas
uma sessão
de exercícios físicos aeróbios
(antes, imediatamente após, 24 e
48h do exercício) com intensidade
de 70% do VO2máx em homens
hipercolesterolêmicos e
normocolesterolêmicos, foram
detectadas mudanças benéficas
nas concentrações lipídicas
plasmáticas com redução do LDL-
colesterol (apesar de transitórias),
elevação do HDL-colesterol e
HDL3- colesterol após 24h,
permanecendo assim por 48h, e
aumento da atividade enzimática
da lipase lipoprotéica nos dois
grupos.
CONCLUSÃO: Estes dados
indicam que as alterações
induzidas pelo exercício em
HDL - C e triglicéridos são
semelhantes em homens e HC
normocolesterolêmicos e pode
ser mediada , pelo menos em
parte , por um aumento da
actividade lipoproteína
lipase.
Estudo realizado 40 homens, sendo
20 hipercolesterolêmicos de boa
aptidão cardiorrespiratória
(VO2máx >50ml/kg/min) que
praticavam exercícios pelo menos
três vezes por semana com duração
superior a 30min em esportes
vigorosos e 20 sedentários (VO2máx
<45ml/kg/min). Nos indivíduos
treinados foram observados menos
LDL pequenas e densas
(d>1.040g/ml), substituídas por
partículas de subfração da LDL
grandes e menos densas
(d<1.037g/ml), do que os sedentários
hipercolesterolêmicos, mesmo sem
mudanças na concentração de LDL-
colesterol total entre os grupos.
Além disso, uma elevada subfração
HDL2- colesterol foi observada no
grupo com boa aptidão
cardiorrespiratória.
COCLUSÃO: Estes dados
demonstram a influência
significativa de
condicionamento aeróbico
sobre a concentração da
subfração de lipoproteína e
sua composição, enfatizando o
papel do exercício no
tratamento e redução de risco
de hipercolesterolemia .
EXERCÍCIO DE FORÇA
 São poucos os trabalhos científicos relacionando
alterações lipoprotéicas e exercícios de força;
 Alguns desses poucos estudos apresentam falhas
de projeto ou limitações metodológicas, podendo
ter afetado seus resultados;
 Não têm achado melhoria no perfil lipídico com o
treinamento de força.
 HURLEY, realizou um estudo onde comparou os efeitos do
treinamento de força e aeróbio com grupos de indivíduos
saudáveis distintos.
 O grupo com treinamento de força consistiu de 20 semanas,
três vezes por semana, executando duas séries de 12
exercícios, usando 10 a 15 repetições máximas para cada
exercício e o aeróbio, os indivíduos andaram e/ou correram
por aproximadamente 30min com intensidade, variando
entre 70% e 85% de sua frequência cardíaca máx de
reserva, por 20 semanas.
 Não foram encontradas mudanças significativas no
perfil lipídico com o treinamento de força;
 O treinamento aeróbio produziu somente
modificações nos triglicerídeos, sem modificações
significativas na HDL-colesterol e LDL-colesterol .
 Um estudo realizado por Manning et al., também
não encontraram mudança significativa nas
concentrações da HDL-colesterol e LDL-colesterol
entre 16 mulheres obesas que participaram de
um treinamento de força, consistindo em duas
séries de seis a oito repetições de 60% a 70% de
uma repetição máxima, sendo realizadas três
séries no decorrer do programa, três vezes por
semana, durante 12 semanas, e um grupo
controle que não se exercitou.
EXERCÍCIO REGULAR COM
DOENÇA ARTERIAL
CORONARIANA E DISLIPIDEMIAS
 Investigações experimentais, clínicas e
epidemiológicas demonstram a relação entre as
dislipidemias e a Doença Arterial Coronariana;
 A terapia nutricional, segundo a National
Cholesterol Education Program’s Treatment
Panel e pela Diretriz Brasileira sobre
dislipidemias, enfatiza como prevenção primária
das doenças cardiovasculares, a mudança do
estilo de vida (MEV);
 Essa MEV leva à redução de eventos
cardiovasculares em 82%;
 Praticar exercício de maneira regular e orientada
proporciona diversos benefícios, podendo haver
redução de 30 a 55% do risco cardiovascular;
 Os mecanismos pelos quais a atividade física exerce
proteção cardiovascular ainda são desconhecidos;
 Os efeitos benéficos se devem à redução do IMC, ao
aumento do HDL, à redução da resistência à insulina,
à melhora da hipertensão arterial e da função
endotelial;
 Apesar do nível de colesterol total não sofrer
modificação significativa, a partícula de LDL, que é a
mais aterogênica, apresenta redução significativa em
sua concentração (Ramos SB);
ALTERAÇÕES EM LIPÍDIOS E LIPOPROTEÍNAS
COM ATIVIDADE FÍSICA REGULAR
Lipídios/
Lipoproteínas
Uma sessão de
exercícios
Atividade física
regular
Triglicerídios Redução de 14 a
50%;
Redução média de
20%;
Redução de 4 a
37%;
Redução média de
24%;
Colesterol Inalterado** Inalterado***
LDL Inalterado** Inalterado***
Lp(a) Inalterado Inalterado
HDL Aumento de 4 a
18%;
Aumento médio de
8%;
Aumento de 4 a
20%;
Aumento médio de
16%;
CARACTERÍSTICAS BIOQUÍMICAS, FISIOLÓGICAS
E DE ESTILO DE VIDA ASSOCIADAS A MAIOR
RISCO DE EVENTOS CORONARIANOS
Bioquímicas ou
fisiológicas
(modificáveis)
Estilo de vida Características
pessoais
Pressão arterial
elevada;
HDL baixo;
Obesidade;
Colesterol
plasmáticos elevado;
Tabagismo;
Sedentarismo;
Dietas com grandes
quantidades de
colesterol, gordura
saturada e energia;
Idade;
Sexo;
História familiar de
DAC;
História pessoal de
DAC ou doença
vascular
aterosclerótica;
CONCLUSÃO
 Pode-se concluir, que segundo as pesquisas e
estudos, a indicação do exercício físico é reforçada
como parte de uma intervenção no tratamento
das dislipidemias. E que mudanças no estilo de
vida, como a prática de bons hábitos alimentares
também são indispensáveis para o controle e
prevenção dessa doença.
 Sendo assim, destaca-se a importância de uma
alimentação adequada e equilibrada associada à
prática regular de exercícios.
REFERÊNCIAS
FAGHERAZZI, Sanmira; DIAS, Raquel da Luz; BORTOLON, Fernanda. Impacto do
exercício físico isolado e combinado com dieta sobre os níveis séricos de HDL,
LDL, colesterol total e triglicerídeos. Rev Bras Med Esporte, Niterói , v. 14, n.
4, Aug. 2008 .Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script= sci_arttext&
pid=S151786922008000400012&lng=en&nrm=iso>. Access on 24 Nov. 2014.
FERNANDES, Rômulo Araújo et al . Prevalência de dislipidemia em indivíduos
fisicamente ativos durante a infância, adolescência e idade adulta. Arq. Bras.
Cardiol., São Paulo , v. 97, n. 4, Oct. 2011 . Available
from<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-
782X2011001300007&lng=en&nrm=iso>.access on 24 Nov. 2014. Epub Aug 05, 2011.
PRADO, Eduardo Seixas; DANTAS, Estélio Henrique Martin. Efeitos dos exercícios
físicos aeróbio e de força nas lipoproteínas HDL, LDL e lipoproteína(a). Arq.
Bras. Cardiol., São Paulo , v. 79, n. 4, Oct. 2002 . Available from
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-
782X2002001300013&lng=en&nrm=iso access on 24 Nov. 2014.
PEREIRA, Fernanda Muller et al. Melhora do Perfil Lipídico Através do Exercício
Físico. Diponível em < http://www.bc.furb.br/docs/MO/2012/351717_1_1.PDF> acesso
em 23 de No. 2014.
SALES, R.L.; PELUZIO, M.C.G.; COST A, N.M.B. Lipopr oteins: a r eview of its
metabolism and implications on the pr ogress of car diovascular diseases. Nutrire: rev.
Soc. Bras. Alim. Nutr .= J. Brazilian Soc. Food Nutr ., São Paulo,SP. v.25, p. 71-86, jun.,
2003. Lipoproteínas: uma revisão do seu metabolismo e envolvimento com o
desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Disponível em <
http://www.revistanutrire.org.br/files/v25n%C3%BAnico/v25nunicoa06.pdf> Acesso em
21 de Nov. 2014

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Dislipidemias

  • 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS FACULDADE DE NUTRIÇÃO NUTRIÇÃO NO ESPORTE PROFº JOÃO ARAÚJO NETO Maria Cecília Renata Carvalho DISLIPIDEMIAS
  • 2. DISLIPIDEMIAS  Alteração na concentração plasmática de uma ou mais classes de lipoproteínas que, em maior ou menor grau, predispõem à aterogênese.
  • 3. Locais de Desenvolvimento da Aterosclerose
  • 4. TRANSPORTE DE LIPÍDIOS E AS LIPOPROTEÍNAS  Ácidos graxos;  Triacilgliceróis;  Fosfolipídios;  Colesterol;
  • 5. LIPOPROTEÍNAS  São formadas por triacilgliceróis, ésteres de colesterol, fosfolipídios e apoproteínas, pouco solúveis em água.
  • 6. TRANSPORTE DE LIPÍDIOS E AS LIPOPROTEÍNAS  Os lipídios, após sua absorção, são transportados no plasma pelas lipoproteínas;  As proteínas que constituem as lipoproteínas são denominadas apolipoproteínas ou apoproteínas (apo);
  • 7.  De acordo com sua densidade e mobilidade eletroforética, as lipoproteínas são classificadas:  Quilomícrons;  Lipoproteínas de muito baixa densidade (VLDL),  Lipoproteínas de densidade intermediária (IDL),  lipoproteínas de baixa densidade (LDL) e  Lipoproteínas de alta densidade (HDL).
  • 8.
  • 9. METABOLISMO DAS LIPOPROTEÍNAS  Enxógeno: Os lipídios entram na circulação sanguínea através dos quilomícrons.  Endógeno: tem início com a síntese hepática da VLDL, onde a enzima MTP combina os lipídios com a apo B-100;  As partículas de VLDL se tornam capazes de interagir com a enzima LPL do endotélio capilar, liberando ácidos graxos aos tecidos;
  • 10. METABOLISMO DAS LIPOPROTEÍNAS  Outra troca que ocorre entre VLDL e HDL é a transferência de apo C e apo E para a HDL  várias alterações  IDL  seguem dois caminhos:  Captados pelo fígado;  Sofrem a ação da lipase hepática formando a LDL;  Efeitos importantes:  Inibição da síntese endógena de colesterol;  Ativação da LCAT;
  • 11. METABOLISMO DAS LIPOPROTEÍNAS  O transporte reverso de colesterol é uma via de transporte que remove o colesterol das células extra-hepáticas para o fígado e talvez para o intestino, para excreção;  Ainda pela redução do acúmulo de colesterol das paredes das artérias, esse transporte previne o desenvolvimento de aterosclerose.  Este processo é determinado parcialmente pela concentração plasmática de HDL, apo A-I e pelo metabolismo entre as subclasses de HDL.
  • 12. DISLIPIDEMIAS  Hipertrigliceridemia: resulta do acúmulo de quilomícrons e/ou de VLDL no compartimento plasmático;  Hipercolesterolemia: acúmulo de lipoproteínas ricas em colesterol como a LDL no compartimento plasmático.
  • 14.  O combate às dislipidemias através do exercício físico vem sendo alvo de inúmeros estudos e debates científicos em todo o mundo;  Atualmente, essa prática está sendo recomendada como parte integrante do tratamento dessas doenças (ZIOGAS et al.);  A prática regular da atividade física melhora o perfil lipídico;  Exercícios aeróbicos atuam no metabolismo de lipoproteínas.
  • 15. Estudo analisou a prática continuada de exercícios físicos ao longo da vida e a ocorrência de dislipidemia na idade adulta, envolvendo 2720 adultos, de ambos os sexos.
  • 16. EXERCÍCIO AERÓBIO E DISLIPIDEMIAS  Praticar exercício de maneira regular e orientada proporciona diversos benefícios, podendo haver redução de 30 a 55% do risco cardiovascular;  Apesar do nível de colesterol total não sofrer modificação significativa, a partícula de LDL, que é a mais aterogênica, apresenta redução significativa em sua concentração (Ramos SB);
  • 17.  A prática sistematizada de exercícios físicos parece ser um importante estimulador do aumento do tamanho das moléculas de LDL- colesterol, diminuindo sua capacidade de penetrar no espaço subendotelial e ser oxidada;  O efeito do exercício aeróbico sobre o organismo deve-se ao estímulo da produção das enzimas antioxidantes e o consumo de lipídeos para a produção de energia;  Exercício aeróbico e dieta com teores reduzidos de gordura saturada e colesterol, são a primeira maneira de intervenção quando se deseja diminuir níveis elevados de lipídios;
  • 18. Investigando as modificações no perfil lipídico plasmático, das enzimas lipoprotéicas atuantes no metabolismo lipídico, após apenas uma sessão de exercícios físicos aeróbios (antes, imediatamente após, 24 e 48h do exercício) com intensidade de 70% do VO2máx em homens hipercolesterolêmicos e normocolesterolêmicos, foram detectadas mudanças benéficas nas concentrações lipídicas plasmáticas com redução do LDL- colesterol (apesar de transitórias), elevação do HDL-colesterol e HDL3- colesterol após 24h, permanecendo assim por 48h, e aumento da atividade enzimática da lipase lipoprotéica nos dois grupos. CONCLUSÃO: Estes dados indicam que as alterações induzidas pelo exercício em HDL - C e triglicéridos são semelhantes em homens e HC normocolesterolêmicos e pode ser mediada , pelo menos em parte , por um aumento da actividade lipoproteína lipase.
  • 19. Estudo realizado 40 homens, sendo 20 hipercolesterolêmicos de boa aptidão cardiorrespiratória (VO2máx >50ml/kg/min) que praticavam exercícios pelo menos três vezes por semana com duração superior a 30min em esportes vigorosos e 20 sedentários (VO2máx <45ml/kg/min). Nos indivíduos treinados foram observados menos LDL pequenas e densas (d>1.040g/ml), substituídas por partículas de subfração da LDL grandes e menos densas (d<1.037g/ml), do que os sedentários hipercolesterolêmicos, mesmo sem mudanças na concentração de LDL- colesterol total entre os grupos. Além disso, uma elevada subfração HDL2- colesterol foi observada no grupo com boa aptidão cardiorrespiratória. COCLUSÃO: Estes dados demonstram a influência significativa de condicionamento aeróbico sobre a concentração da subfração de lipoproteína e sua composição, enfatizando o papel do exercício no tratamento e redução de risco de hipercolesterolemia .
  • 20. EXERCÍCIO DE FORÇA  São poucos os trabalhos científicos relacionando alterações lipoprotéicas e exercícios de força;  Alguns desses poucos estudos apresentam falhas de projeto ou limitações metodológicas, podendo ter afetado seus resultados;  Não têm achado melhoria no perfil lipídico com o treinamento de força.
  • 21.  HURLEY, realizou um estudo onde comparou os efeitos do treinamento de força e aeróbio com grupos de indivíduos saudáveis distintos.  O grupo com treinamento de força consistiu de 20 semanas, três vezes por semana, executando duas séries de 12 exercícios, usando 10 a 15 repetições máximas para cada exercício e o aeróbio, os indivíduos andaram e/ou correram por aproximadamente 30min com intensidade, variando entre 70% e 85% de sua frequência cardíaca máx de reserva, por 20 semanas.  Não foram encontradas mudanças significativas no perfil lipídico com o treinamento de força;  O treinamento aeróbio produziu somente modificações nos triglicerídeos, sem modificações significativas na HDL-colesterol e LDL-colesterol .
  • 22.  Um estudo realizado por Manning et al., também não encontraram mudança significativa nas concentrações da HDL-colesterol e LDL-colesterol entre 16 mulheres obesas que participaram de um treinamento de força, consistindo em duas séries de seis a oito repetições de 60% a 70% de uma repetição máxima, sendo realizadas três séries no decorrer do programa, três vezes por semana, durante 12 semanas, e um grupo controle que não se exercitou.
  • 23. EXERCÍCIO REGULAR COM DOENÇA ARTERIAL CORONARIANA E DISLIPIDEMIAS
  • 24.  Investigações experimentais, clínicas e epidemiológicas demonstram a relação entre as dislipidemias e a Doença Arterial Coronariana;  A terapia nutricional, segundo a National Cholesterol Education Program’s Treatment Panel e pela Diretriz Brasileira sobre dislipidemias, enfatiza como prevenção primária das doenças cardiovasculares, a mudança do estilo de vida (MEV);  Essa MEV leva à redução de eventos cardiovasculares em 82%;
  • 25.  Praticar exercício de maneira regular e orientada proporciona diversos benefícios, podendo haver redução de 30 a 55% do risco cardiovascular;  Os mecanismos pelos quais a atividade física exerce proteção cardiovascular ainda são desconhecidos;  Os efeitos benéficos se devem à redução do IMC, ao aumento do HDL, à redução da resistência à insulina, à melhora da hipertensão arterial e da função endotelial;  Apesar do nível de colesterol total não sofrer modificação significativa, a partícula de LDL, que é a mais aterogênica, apresenta redução significativa em sua concentração (Ramos SB);
  • 26. ALTERAÇÕES EM LIPÍDIOS E LIPOPROTEÍNAS COM ATIVIDADE FÍSICA REGULAR Lipídios/ Lipoproteínas Uma sessão de exercícios Atividade física regular Triglicerídios Redução de 14 a 50%; Redução média de 20%; Redução de 4 a 37%; Redução média de 24%; Colesterol Inalterado** Inalterado*** LDL Inalterado** Inalterado*** Lp(a) Inalterado Inalterado HDL Aumento de 4 a 18%; Aumento médio de 8%; Aumento de 4 a 20%; Aumento médio de 16%;
  • 27. CARACTERÍSTICAS BIOQUÍMICAS, FISIOLÓGICAS E DE ESTILO DE VIDA ASSOCIADAS A MAIOR RISCO DE EVENTOS CORONARIANOS Bioquímicas ou fisiológicas (modificáveis) Estilo de vida Características pessoais Pressão arterial elevada; HDL baixo; Obesidade; Colesterol plasmáticos elevado; Tabagismo; Sedentarismo; Dietas com grandes quantidades de colesterol, gordura saturada e energia; Idade; Sexo; História familiar de DAC; História pessoal de DAC ou doença vascular aterosclerótica;
  • 28.
  • 29. CONCLUSÃO  Pode-se concluir, que segundo as pesquisas e estudos, a indicação do exercício físico é reforçada como parte de uma intervenção no tratamento das dislipidemias. E que mudanças no estilo de vida, como a prática de bons hábitos alimentares também são indispensáveis para o controle e prevenção dessa doença.  Sendo assim, destaca-se a importância de uma alimentação adequada e equilibrada associada à prática regular de exercícios.
  • 30. REFERÊNCIAS FAGHERAZZI, Sanmira; DIAS, Raquel da Luz; BORTOLON, Fernanda. Impacto do exercício físico isolado e combinado com dieta sobre os níveis séricos de HDL, LDL, colesterol total e triglicerídeos. Rev Bras Med Esporte, Niterói , v. 14, n. 4, Aug. 2008 .Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script= sci_arttext& pid=S151786922008000400012&lng=en&nrm=iso>. Access on 24 Nov. 2014. FERNANDES, Rômulo Araújo et al . Prevalência de dislipidemia em indivíduos fisicamente ativos durante a infância, adolescência e idade adulta. Arq. Bras. Cardiol., São Paulo , v. 97, n. 4, Oct. 2011 . Available from<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066- 782X2011001300007&lng=en&nrm=iso>.access on 24 Nov. 2014. Epub Aug 05, 2011. PRADO, Eduardo Seixas; DANTAS, Estélio Henrique Martin. Efeitos dos exercícios físicos aeróbio e de força nas lipoproteínas HDL, LDL e lipoproteína(a). Arq. Bras. Cardiol., São Paulo , v. 79, n. 4, Oct. 2002 . Available from http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066- 782X2002001300013&lng=en&nrm=iso access on 24 Nov. 2014. PEREIRA, Fernanda Muller et al. Melhora do Perfil Lipídico Através do Exercício Físico. Diponível em < http://www.bc.furb.br/docs/MO/2012/351717_1_1.PDF> acesso em 23 de No. 2014. SALES, R.L.; PELUZIO, M.C.G.; COST A, N.M.B. Lipopr oteins: a r eview of its metabolism and implications on the pr ogress of car diovascular diseases. Nutrire: rev. Soc. Bras. Alim. Nutr .= J. Brazilian Soc. Food Nutr ., São Paulo,SP. v.25, p. 71-86, jun., 2003. Lipoproteínas: uma revisão do seu metabolismo e envolvimento com o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Disponível em < http://www.revistanutrire.org.br/files/v25n%C3%BAnico/v25nunicoa06.pdf> Acesso em 21 de Nov. 2014