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Módulo 3- Cultura do Mosteiro
Contexto Histórico
HCA 10º Ano - Profissional de Design de Moda Prof. Carla Freitas
• Tempo
• Século IX a XI (XII)
• Espaço
• Mundo cristão
• Local
• Mosteiro
• Papel preponderante
• Igreja (modelo civilizacional)
• Monges
• Mosteiro
• “Cidade de Deus” – mundo auto suficiente
• Oração
• Trabalho
• Cultura – preservação da cultura clássica
• Ordem
Módulo 3   contexto histórico profissional
Módulo 3   contexto histórico profissional
Módulo 3   contexto histórico profissional
Sécs. VIII a X:
Vikings – Escandinávia
Atacam e pilham todo o litoral
europeu
Séc. VIII- Muçulmanos
Norte de África
Atacam as costas Mediterrânicas
Sécs. IX e X:
Magiares - Ásia Central
Ou Húngaros atacaram a
Alemanha e o Norte de Itália e
instalaram-se na atual Hungria
Consequências
• Economia de Subsistência
• Barbarismo dos costumes
• Ruralização económica e Cultural
• Clima de instabilidade e insegurança
• Sociedade rural, rude e cavaleiresca
Feudalismo
• Porque surge o sistema feudal?
• O que fez Guilherme com as
suas terras para assegurar a sua
defesa?
• Quem eram os beneficiados?
• Quais as suas obrigações
perante o rei?
• As relações de vassalagem
ocorrem em relação aos
superiores ou inferiores na
pirâmide social?
• E as relações de dependência?
• Quem não estabelece relações
de dependência com ninguém?
SUSERANO
VASSALO
Proteção
Feudo
Auxílio militar
Conselho e fidelidade
• Como se chama o contrato que
estabelece a dependência entre suserano
e vassalo?
• Que momentos compõem a cerimónia?
Forma de organização social,
política e económica baseada na
relação de fidelidade e
dependência entre os homens:
• Estabelecem-se laços de
dependência hierarquizados
• Direitos sobre a terra obedecem a
hierarquia dos laços de dependência.
• Superioridade das classes de
guerreiros especializado
• Parcelamento do poder político
Contudo outro grupo social também
detinha grande poder…
PORQUÊ?
Nasceu
Viveu até aos 30 anos
Morreu
 Crença num deus único
 Igualdade
 Amor Universal
 Justiça
 Tolerância
 Paz
 Perdão
 Caridade
 Vida eterna
 Salvação para todos
Universalidade da mensagem cristã
Expansão
 Ação dos apóstolos
 Línguas faladas em todo
o império – latim e grego
 Diáspora judaica –muitos
judeus espalhados pelo
império aderiram à nova
religião
 Rede de estradas e
cidades
 Intensos contactos
comerciais
 Desigualdades sociais –
muitas mulheres e
escravos aderiram à nova
religião
 Roma tinha:
• Uma religião politeísta
• O culto ao imperador era
obrigatório e os cristãos
rejeitavam-no
• Era uma civilização ligada
à guerra e às conquistas
• Era uma sociedade
esclavagista com fortes
desigualdades sociais
• Começou a ganhar muitos
adeptos
Surgem os mártires
Religião praticada às
escondidas nas catacumbas
O aumento do número de cristãos conduziu a:
 Imperador Constantino – Édito de Milão (313 d.C.)
• Liberdade religiosa
• Manda erguer igrejas
 Imperador Teodósio – Édito de Tessalónica (380 d.C.)
• Proibiu os outros cultos
• Perseguição aos pagãos
 Organização semelhante à do Império
• Bispado de Roma – Papa (reconhecida superioridade e
autoridade)
• Províncias – dirigidas por um Metropolita
• Dioceses – dirigidas por um Bispo (respondiam
perante o Metropolita)
No caos que afeta a Europa do século V ao século X a Igreja
assume um papel ordenador e unificador:
 Aproveita a estrutura administrativa do império romano
 Conversão e batismo dos povos bárbaros é conseguida pelos
Bispos locais
 Apela à união da comunidade de povos e nações que professam a
mesma fé contra os “infiéis” – A Cristandade (estabelecem-se
vínculos sociais, políticos, jurídicos e culturais)
 Aumenta a sua influência e riqueza
 São criados Mosteiros e Ordens Religiosas
 Assume um papel civilizacional
• Promove o desenvolvimento agrícola (nos mosteiros
desenvolvem-se novas práticas e técnicas agrícolas)
• Preservação da cultura clássica (nos mosteiros)
• Renovação das artes e das letras
• Suavização dos costumes
Marcava a sociedade apesar do barbarismo e paganismo
“ Pecava ( ... ) foi torpe em comer ou
em beber, abrindo muito a boca ou
soando com os beiços, como besta,
ou vertendo os manjares ou o vinho
por si ou por a mesa, ou metendo
torpemente toda a mão ou todos os
dedos em escudela(...)”
“ Se algum se banhou em banho com
as mulheres e as viu nuas, e ainda a
sua mulher mesma, jejue dois dias
em pão e água.”
Inversão do quadro depressivo:
 Clima de paz externa (fim das invasões)
 Pacificação interna (abrandamento dos
conflitos feudais)
 Maior estabilidade
 Melhorias climáticas
→Desenvolvimento:
• Agrícola
• Transportes
• Demográfico
• Comércio
• Urbano
• Burguesia
Aumento da Produção Agrícola ficou a
dever-se a:
 Arroteias para aumentar a área de cultivo
• Abate de Florestas
• Drenagem de Pântanos
 Progressos Técnicos
• Utilização do ferro nos instrumentos
agrícolas
• Afolhamento trienal
• Adubação dos campos
• Utilização de novos sistemas de
irrigação (nora e canais de irrigação)
• Utilização de moinhos de vento e de
água
Eu, frei Martinho […], por mandado do mui
nobre senhor D. Dinis, pela graça de Deus rei
de Portugal, dou a vós, Gil e Pelágio e a vós
Tauro e a Domingos Vicente e a vossos
companheiros, o paul do reguengo de Ulmar
de Leirena […] durante dez anos. Vós deveis
arrotear o dito paul nos primeiros três anos e
deveis dar em cada um dos ditos dez anos, a
nossos senhor el-rei, o quarto de todos os
frutos que aí colherdes.
Mosteiro de Alcobaça, Carta de 6 de junho de 1291
Melhorias nos transportes ficou a dever-se
a:
 Transportes Terrestres:
 Novo sistema de atrelagem:
Atrelagem em fila
 Coelheira
 Utilização da Ferradura
 Transportes Marítimos
 Utilização do leme fixo à popa
 Utilização de instrumentos de
orientação
Crescimento Demográfico ficou a dever-se
a:
 Melhoria das condições de vida
 Aumento da produção agrícola
• Melhor alimentação
 Diminuição da taxa de mortalidade
• Diminuição das guerras
• Maior resistência às doenças
Evolução da população europeia
(milhões de habitantes).
Desenvolvimento do comércio ficou a dever-se a:
 Maior segurança nas vias de comunicação devido ao
clima de paz
 Existência de excedentes devido ao desenvolvimento
agrícola
 Crescimento populacional
 Melhoria nos transportes terrestres, marítimos e fluviais
 Progressos técnicos
Desenvolvem-se
Almocreves – andavam de terra em terra com as suas
mercadorias
Mercados – Eram locais e regionais e realizavam-se com
frequência
Feiras – realizavam-se uma a duas vezes por ano, por
vezes em festas religiosas e juntavam pessoas de várias
regiões e até de reinos distantes.
Surgem os cambistas e banqueiros
Desenvolvimento das cidades ficou a dever-se a:
 Expansão comercial
 Aumento populacional
 Comerciantes, artesãos e camponeses em busca
de melhores condições de vida.
 Burgos (cidades)
 Crescem e constroem-se novas muralhas para
abranger a população que se tinha instalado em
redor do Burgo original.
 Surge um novo grupo social a Burguesia
(habitantes dos Burgos)
As cidades atraíram os homens: os
habitantes dos campos, vindos por vezes de
longe, […] com os antigos ocupantes,
formaram uma população nova, os
burgueses, de entre os quais depressa
saíram os comerciantes […].
Guillemain, O Despertar da Europa, 1980
Igreja aproveita clima de expansão e
desenvolvimento para:
 Combate às heresias
 Cria o movimento das:
• Paz de Deus – proibição de atacar pessoas
indefesas
• Tréguas de Deus – proibição de fazer guerra em
determinados períodos do calendário litúrgico.
 Reconstrução/construção de igrejas e mosteiros
 Incentivo à peregrinação a lugares santos
• Santiago de Compostela
• Roma
• Igreja do Santo Sepulcro (Jerusalém)
 Organização das cruzadas que levam à reabertura da
Europa ao Oriente e África
 Desenvolvimento do monaquismo
Reabertura
económica e
renovação cultural
Primeiro movimento
artístico da Idade Média
Românico
 Quais os espaços
públicos?
 Quais os espaços
privados?
 Que espaços
remetem para aspetos
económicos?
 Que espaços
remetem para aspetos
religiosos?
 Que espaços
remetem para aspetos
culturais?
Monaquismo
 Fuga Mundi – desejo de isolamento/evasão do mundo
profano e de entrega a Deus
 Parte de atitudes individuais mas cedo se forma
comunidades de seguidores (monges)
 Surge no Oriente e chega ao Ocidente nos séculos VI
e VII.
 Primeiro legislador: S. Bento de Núrsia
• Cria a Regra ou Régula
Ordem Beneditina
A Regra de São Bento (organização da vida religiosa
comunitária)
 Considera o mosteiro uma escola ao serviço de Deus e os
abades os mestres dos seus irmãos
 Príncipios orientadores:
• Obediência
• Humildade
• Silêncio
 Obrigações (ora et labora) estabelecidas criteriosamente:
• Ofício Divino
• Trabalho
o Scriptorium
o Oficinas
o Campo
 Define cargos e tarefas
 Estabelece um código penal para os não cumpridores:
• Isolamento, jejum, abstinência, meditação,
expulsão temporária
Mosteiro de Saint Gall, Suiça
Planta modelo dos mosteiros-Saint Gall
 O plano correspondia ao harmonias
universais: equilíbrio geométrico e
correspondência matemática
 No coração da construção ficava a Igreja
 A Sul, o claustro
 A ala nascente (cabeceira da igreja)
estava destinada às funções espirituais
(capítulo, escola, escritório, …)
 A ala a sul do claustro agrupava as
dependências funcionais (refeitório,
cozinha, despensas, adegas, latrinas,
oficinas, pomares, hortas, vinhas,
jardins)
 A oeste, perto da entrada, ficavam os
que estavam a iniciar- se ou de
passagem (noviços, hóspedes, doentes,
velhos e mortos)
Módulo 3   contexto histórico profissional
Módulo 3   contexto histórico profissional
Abadia Mont Saint-Michel, França
Mosteiro de Santa Maria del Ripoll, Espanha
Mundos autosuficientes virados para o interior
 Materialização do Paraíso
• Oração, Meditação e Ascese
• Dependências espirituais (Igreja e Claustro)
 Recebiam benefícios e riquezas
 Contactos com a população segundo horários e regras
específicas:
• Clero – refeições e tarefas
• Nobreza – aposentos próprios e acesso ao abade
• Povo – Hospedaria
 Eram centros dinamizadores:
• Economia
o Progressos técnicos
• Cultura
o Bibliotecas
o Cópia de manuscritos
o Escolas
Papel Civilizacional
https://www.youtube.com/watch?v=edi2K0tiQB4
http://www.tugaflix.party/Filme?F=0091605
Página 123
Mundo Romano Alfabetizado e culturalmente dinâmico
• Bibliotecas
• Escolas
• Academias
Vagas de invasões do século V a VIII
• Cidades pilhadas
• Escolas, teatros e bibliotecas destruídas
• Decadência cultural
• Declínio Urbano (Ruralização)
• Isolamento das comunidades
Analfabetismo
• atinge as classes dominantes (guerreiros);
• cultura popular, não escolarizada, de tradição oral
Sobrevivência de alguns focos culturais
 Regiões mediterrânicas (Itália, Península Ibérica) – Mais
romanizadas
 Nas Ilhas britânicas, Grã-Bretanha e Irlanda (a partir do séc.
VI) – mistura das tradições clássicas com as céltica e saxónica.
 Constituídos por uma ínfima minoria da população;
 Os letrados pertencem (quase todos) à classe eclesiástica;
• Leitura dos textos sagrados
 Latim era a única língua escrita sobrevivente no ocidente
Disparidade cultural;
 Letrados (cultura latina)/Cultura de massas (medíocre, bárbara,
oral).
 Ocidente (latino e cristão)/Oriente (Tradição greco-helenística
Antigas casas do mosteiro de Bibury
Mosteiro de Kilmacduagh, século VII
Renascimento Carolíngeo (Século VIII e IX)
CARLOS MAGNO
Objetivos
 Formar a classe dirigente
 Igualar o brilho das antigas cortes imperiais
romanas.
Renascimento das letras e das Artes
 Criou uma academia na corte “Aula Palatina”para a
qual atraiu os melhores intelectuais (Alcuíno de
York, etc)
 Fomentou o interesse pelos autores gregos e,
sobretudo, romanos
 Fundou uma extensa biblioteca
 Rede de centros culturais em abadias e mosteiros
 Scriptoria em quase todas as abadias e mosteiros
Harmonia entre pensamento Clássico e Cristão
Cristianização das heranças culturais
A Escrita
 A maioria dos letrados eram
eclesiásticos vindos dos scriptoria
conventuais
 A produção escrita só existe
(quase) nos mosteiros:
• Scriptoria – monges
especializados (escribas e
copistas) que copiavam à
mão
o Documentos dos
mosteiros
o Livros religiosos
o Livros
A Escrita
 Estes livros (manuscritos)
eram muitas vezes
ilustrados com iluminuras
e miniaturas.
 O isolamento e as
dificuldades de
comunicação
desenvolveram
caligrafias e alfabetos
diferentes que
correspondem a
diferentes regiões,
mosteiros ou abadias
Livro de Kell’s
https://www.youtube.com/watch?v=lLNIbroSsLo
Da escrita comum, romana,
nasceu, no final da
Antiguidade, uma escrita
caligráfica maiúscula, a
CAPITAL.
Considerada, na época
carolíngia, como escrita de luxo
ela serve, como uma outra, a
ONCIAL, (semelhante mas
mais arredondada) para a
transcrição das passagens mais
significativas dos livros
litúrgicos e bíblicos
Merovíngia
Escrita cursiva. Gália, séc.s VII a X
Itália do Sul, fins séc. VIII a XIII, em
particular em Mont-Cassin, Bénévent e Bari.
Minúscula carolíngia
Europa ocidental, 2º quartel séc. IX, Escrita universal,
atinge grande perfeição no scriptorium da abadia de
Saint-Martin de Tours.
Escrita A-B de Corbie
Escrita gótica – séc. XIII a XV
Bíblia dos Jerónimos, volume II, Livro de
Josué, capitular inicial.
A Escrita
 A arte de escrever estava restrita a
uma minoria, o Clero:
• Dominavam o saber.
• Detinham o monopólio dos
cargos públicos (até advento da
Burguesia, no séc. XII-XIII)
 Marcou a história religiosa,
cultural e artística da Idade
Média
 Responsável pela reforma da
Ordem de Cister
 Abade fundador da Abadia de
Claraval
Planta da antiga Abadia de Claraval.
 Defendia o voto de pobreza e uma
vida de penitências e sacrifícios
para alcançar Deus
 Foi um místico e publicou inúmeras
obras escritas realçando o itinerário
que todo o crente deve ter em
direção a Deus, através da
meditação, contemplação e
desprendimento:
 1º - Encontro com Deus;
 2º - Conversão para Deus;
 3º - Restauração da ordem e da
caridade
 Implicações artísticas: sobriedade
decorativa do gótico cisterciense
"O avarento está sempre faminto como
um mendigo, nunca chega a ficar
satisfeito com os bens que deseja. O
pobre, como senhor de tudo, os despreza,
pois não deseja nada".
Bernardo de Claraval
Carlos Magno (742-814)
 Subiu ao trono do reino Franco, em 768
Franco, tendo feito grandes conquistas
 Época de estabilidade e ordem;
 Curto renascimento cultural que se
designou de Renascimento Carolíngio.
 Dividiu o território em condados,
governados pelos condes, vigiados pelos
missi dominici (fiscais do rei;
 Preocupações culturais:
• Na corte: escola (Aula Palatina) e
biblioteca
• Atrai os maiores sábios do mundo
ocidental
• Interesse pela arte e cultura clássica
Carlos Magno (742-814)
 Aliança com a Igreja Católica:
 Conquistas + missionação
(cruzada)
 Protecção do Papa e da Igreja
 Conversão e batismo dos
povos conquistados
25 de Dezembro de 800
Coroação de Carlos Magno
Coroação de Carlos Magno
Carlos Magno (742-814)
 Papa Leão III coroa-o Imperador do
Ocidente:
• Herdeiro dos imperadores
romanos
• Restabelece o Império Romano
do Ocidente
• Fim da submissão do Papa e reis
ao Imperador Bizantino
 Unificação política e religiosa do
Ocidente
• Sob o mesmo poder político (do
imperador);
• Sob o mesmo poder espiritual –
Cristianismo – Papas (Roma).
Vestuário medieval até ao século XII
 Feito em casa
 Tecidos feitos em casa poelas mulheres,
tingidos de forma rústica e pouco
confortáveis
 Linho usado para as roupas de baixo
 Lã para o resto do vestuário
 Guarnições com pelo de arminho e
esquilo (mais abastados) coelho e
carneiro (mais pobres)
 Cores: Vermelho (ricos) púrpura (mais
poderosos), cores naturais (pobres)
 Roupa íntima nos homens era um pano que
formava uma tanga e nas mulheres é
provével que não existisse
Vestuário medieval até ao século XII
 Evolui a partir do estilo das túnicas romanas e
merovíngeas
• Túnicas até ao joelho atadas com cintos e amarradas
nas pontas
 No século XI as formas rectangulares dos períodos
anteriores evoluíram, tornando-se mais modeladas ao
corpo.
• As classes baixas usavam Greguescos (calções
largos), Saios (espécie de vestido sem botões que
chegava ao joelho) e capas com capuz.
• As classes altas usavam túnicas até ao pescoço e
apertadas na cintura, Gloneles (espécie de vestido
com mangas largas) e xailes que cobriam e protegiam
as costas.
 Calçavam Bozerguins (espécie de botas), sapatos fechados
bicudos e Polainas, nome que se dava às meias da época.
Vestuário medieval até ao século XII
 Os penteados eram feitos geralmente de risco ao
meio e algumas mulheres utilizavam tranças.
 O véu foi adotado graças à influência oriental e
muçulmana, era usado pelas mulheres casadas e
símbolo de castidade
 Por norma os homens utilizavam o cabelo
encaracolado e a barba curta.
 Calçavam Bozerguins (espécie de botas), sapatos
fechados bicudos e Polainas, nome que se dava
às meias da época.
Vestuário medieval até ao século XII – Homens
 Usavam túnicas de comprimento variável com cinto
e mangas até ao punho
 Podiam usar capuz, xales ou mantos para proteger as
costas
 Usavam meias de vários comprimentos que eram
duas peças presas por um cinto por baixo da túnica
ou dos calções.
 Os calções ou braies eram calças que iam até aos
tornozelos e que eram presas nos quadris por um
cordão
 No século XI aparecem as bolsas e o vestuário torna-
se mais justo ao corpo e diferencia-se do feminino
• Vestuário começa a ser mais ornamental e a
usar tecidos mais ricos como as sedas.veludos e
cetins
Módulo 3   contexto histórico profissional
Vestuário medieval até ao século XII –
Homens
 Usavam túnicas do pescoço ao
tornozelo fechadas com cintos,
broches, fitas, etc.
 Por baixo usavam camisa de linho de
decote baixo e mangas curtas
 Podiam usar uma sobreveste bordada e
mais pesada
 Por volta de 1130 surge o corpete para
o vestido, que se tirna cintado até aos
quadris e que era amarrado nas costas.
 A sobreposição de vestidos era normal
 As decorações eram feitas com barras e
bordados.
Módulo 3   contexto histórico profissional
Módulo 3   contexto histórico profissional
Módulo 3   contexto histórico profissional
1. Identificar os povos que invadiram a Europa do século V ao X.
2. Caracterizar a Europa após as invasões, nos domínios político, económico,
demográfico, religioso e cultural.
3. Explicar o aparecimento do feudalismo.
4. Justificar a ascensão e afirmação do cristianismo no império romano.
5. Explicar a importância da Igreja durante a Idade Média
6. Caracterizar o desenvolvimento dos séculos XI a XIII, nas suas várias vertentes.
7. Explicar a importância do mosteiro na vida medieval.
8. Caracterizar os mosteiros em termos de espaços e suas funções.
9. Relacionar os mosteiros e o clero com a permanência da cultura greco-romana.
10. Explicar a importância de Carlos Magno para o renascimento da arte e das letras.
11. Explicar a importância do clero neste período tendo em conta o que aprendeste sobre
a escrita.
12. Relacionar a ação de S. Bernardo de Claraval com a sociedade medieval e a
renovação da Igreja.
13. Explicar a importância da coroação de Carlos Magno neste período.
14. Caracterizar a moda medieval.

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Módulo 3 contexto histórico profissional

  • 1. Módulo 3- Cultura do Mosteiro Contexto Histórico HCA 10º Ano - Profissional de Design de Moda Prof. Carla Freitas
  • 2. • Tempo • Século IX a XI (XII) • Espaço • Mundo cristão • Local • Mosteiro • Papel preponderante • Igreja (modelo civilizacional) • Monges • Mosteiro • “Cidade de Deus” – mundo auto suficiente • Oração • Trabalho • Cultura – preservação da cultura clássica • Ordem
  • 6. Sécs. VIII a X: Vikings – Escandinávia Atacam e pilham todo o litoral europeu Séc. VIII- Muçulmanos Norte de África Atacam as costas Mediterrânicas Sécs. IX e X: Magiares - Ásia Central Ou Húngaros atacaram a Alemanha e o Norte de Itália e instalaram-se na atual Hungria
  • 7. Consequências • Economia de Subsistência • Barbarismo dos costumes • Ruralização económica e Cultural • Clima de instabilidade e insegurança • Sociedade rural, rude e cavaleiresca Feudalismo
  • 8. • Porque surge o sistema feudal? • O que fez Guilherme com as suas terras para assegurar a sua defesa? • Quem eram os beneficiados? • Quais as suas obrigações perante o rei?
  • 9. • As relações de vassalagem ocorrem em relação aos superiores ou inferiores na pirâmide social? • E as relações de dependência? • Quem não estabelece relações de dependência com ninguém?
  • 11. • Como se chama o contrato que estabelece a dependência entre suserano e vassalo? • Que momentos compõem a cerimónia?
  • 12. Forma de organização social, política e económica baseada na relação de fidelidade e dependência entre os homens: • Estabelecem-se laços de dependência hierarquizados • Direitos sobre a terra obedecem a hierarquia dos laços de dependência. • Superioridade das classes de guerreiros especializado • Parcelamento do poder político Contudo outro grupo social também detinha grande poder… PORQUÊ?
  • 13. Nasceu Viveu até aos 30 anos Morreu
  • 14.  Crença num deus único  Igualdade  Amor Universal  Justiça  Tolerância  Paz  Perdão  Caridade  Vida eterna  Salvação para todos Universalidade da mensagem cristã
  • 15. Expansão  Ação dos apóstolos  Línguas faladas em todo o império – latim e grego  Diáspora judaica –muitos judeus espalhados pelo império aderiram à nova religião  Rede de estradas e cidades  Intensos contactos comerciais  Desigualdades sociais – muitas mulheres e escravos aderiram à nova religião
  • 16.  Roma tinha: • Uma religião politeísta • O culto ao imperador era obrigatório e os cristãos rejeitavam-no • Era uma civilização ligada à guerra e às conquistas • Era uma sociedade esclavagista com fortes desigualdades sociais • Começou a ganhar muitos adeptos Surgem os mártires Religião praticada às escondidas nas catacumbas
  • 17. O aumento do número de cristãos conduziu a:  Imperador Constantino – Édito de Milão (313 d.C.) • Liberdade religiosa • Manda erguer igrejas  Imperador Teodósio – Édito de Tessalónica (380 d.C.) • Proibiu os outros cultos • Perseguição aos pagãos  Organização semelhante à do Império • Bispado de Roma – Papa (reconhecida superioridade e autoridade) • Províncias – dirigidas por um Metropolita • Dioceses – dirigidas por um Bispo (respondiam perante o Metropolita)
  • 18. No caos que afeta a Europa do século V ao século X a Igreja assume um papel ordenador e unificador:  Aproveita a estrutura administrativa do império romano  Conversão e batismo dos povos bárbaros é conseguida pelos Bispos locais  Apela à união da comunidade de povos e nações que professam a mesma fé contra os “infiéis” – A Cristandade (estabelecem-se vínculos sociais, políticos, jurídicos e culturais)  Aumenta a sua influência e riqueza  São criados Mosteiros e Ordens Religiosas  Assume um papel civilizacional • Promove o desenvolvimento agrícola (nos mosteiros desenvolvem-se novas práticas e técnicas agrícolas) • Preservação da cultura clássica (nos mosteiros) • Renovação das artes e das letras • Suavização dos costumes Marcava a sociedade apesar do barbarismo e paganismo “ Pecava ( ... ) foi torpe em comer ou em beber, abrindo muito a boca ou soando com os beiços, como besta, ou vertendo os manjares ou o vinho por si ou por a mesa, ou metendo torpemente toda a mão ou todos os dedos em escudela(...)” “ Se algum se banhou em banho com as mulheres e as viu nuas, e ainda a sua mulher mesma, jejue dois dias em pão e água.”
  • 19. Inversão do quadro depressivo:  Clima de paz externa (fim das invasões)  Pacificação interna (abrandamento dos conflitos feudais)  Maior estabilidade  Melhorias climáticas →Desenvolvimento: • Agrícola • Transportes • Demográfico • Comércio • Urbano • Burguesia
  • 20. Aumento da Produção Agrícola ficou a dever-se a:  Arroteias para aumentar a área de cultivo • Abate de Florestas • Drenagem de Pântanos  Progressos Técnicos • Utilização do ferro nos instrumentos agrícolas • Afolhamento trienal • Adubação dos campos • Utilização de novos sistemas de irrigação (nora e canais de irrigação) • Utilização de moinhos de vento e de água Eu, frei Martinho […], por mandado do mui nobre senhor D. Dinis, pela graça de Deus rei de Portugal, dou a vós, Gil e Pelágio e a vós Tauro e a Domingos Vicente e a vossos companheiros, o paul do reguengo de Ulmar de Leirena […] durante dez anos. Vós deveis arrotear o dito paul nos primeiros três anos e deveis dar em cada um dos ditos dez anos, a nossos senhor el-rei, o quarto de todos os frutos que aí colherdes. Mosteiro de Alcobaça, Carta de 6 de junho de 1291
  • 21. Melhorias nos transportes ficou a dever-se a:  Transportes Terrestres:  Novo sistema de atrelagem: Atrelagem em fila  Coelheira  Utilização da Ferradura  Transportes Marítimos  Utilização do leme fixo à popa  Utilização de instrumentos de orientação
  • 22. Crescimento Demográfico ficou a dever-se a:  Melhoria das condições de vida  Aumento da produção agrícola • Melhor alimentação  Diminuição da taxa de mortalidade • Diminuição das guerras • Maior resistência às doenças Evolução da população europeia (milhões de habitantes).
  • 23. Desenvolvimento do comércio ficou a dever-se a:  Maior segurança nas vias de comunicação devido ao clima de paz  Existência de excedentes devido ao desenvolvimento agrícola  Crescimento populacional  Melhoria nos transportes terrestres, marítimos e fluviais  Progressos técnicos Desenvolvem-se Almocreves – andavam de terra em terra com as suas mercadorias Mercados – Eram locais e regionais e realizavam-se com frequência Feiras – realizavam-se uma a duas vezes por ano, por vezes em festas religiosas e juntavam pessoas de várias regiões e até de reinos distantes. Surgem os cambistas e banqueiros
  • 24. Desenvolvimento das cidades ficou a dever-se a:  Expansão comercial  Aumento populacional  Comerciantes, artesãos e camponeses em busca de melhores condições de vida.  Burgos (cidades)  Crescem e constroem-se novas muralhas para abranger a população que se tinha instalado em redor do Burgo original.  Surge um novo grupo social a Burguesia (habitantes dos Burgos) As cidades atraíram os homens: os habitantes dos campos, vindos por vezes de longe, […] com os antigos ocupantes, formaram uma população nova, os burgueses, de entre os quais depressa saíram os comerciantes […]. Guillemain, O Despertar da Europa, 1980
  • 25. Igreja aproveita clima de expansão e desenvolvimento para:  Combate às heresias  Cria o movimento das: • Paz de Deus – proibição de atacar pessoas indefesas • Tréguas de Deus – proibição de fazer guerra em determinados períodos do calendário litúrgico.  Reconstrução/construção de igrejas e mosteiros  Incentivo à peregrinação a lugares santos • Santiago de Compostela • Roma • Igreja do Santo Sepulcro (Jerusalém)  Organização das cruzadas que levam à reabertura da Europa ao Oriente e África  Desenvolvimento do monaquismo
  • 26. Reabertura económica e renovação cultural Primeiro movimento artístico da Idade Média Românico
  • 27.  Quais os espaços públicos?  Quais os espaços privados?  Que espaços remetem para aspetos económicos?  Que espaços remetem para aspetos religiosos?  Que espaços remetem para aspetos culturais?
  • 28. Monaquismo  Fuga Mundi – desejo de isolamento/evasão do mundo profano e de entrega a Deus  Parte de atitudes individuais mas cedo se forma comunidades de seguidores (monges)  Surge no Oriente e chega ao Ocidente nos séculos VI e VII.  Primeiro legislador: S. Bento de Núrsia • Cria a Regra ou Régula Ordem Beneditina
  • 29. A Regra de São Bento (organização da vida religiosa comunitária)  Considera o mosteiro uma escola ao serviço de Deus e os abades os mestres dos seus irmãos  Príncipios orientadores: • Obediência • Humildade • Silêncio  Obrigações (ora et labora) estabelecidas criteriosamente: • Ofício Divino • Trabalho o Scriptorium o Oficinas o Campo  Define cargos e tarefas  Estabelece um código penal para os não cumpridores: • Isolamento, jejum, abstinência, meditação, expulsão temporária
  • 30. Mosteiro de Saint Gall, Suiça Planta modelo dos mosteiros-Saint Gall  O plano correspondia ao harmonias universais: equilíbrio geométrico e correspondência matemática  No coração da construção ficava a Igreja  A Sul, o claustro  A ala nascente (cabeceira da igreja) estava destinada às funções espirituais (capítulo, escola, escritório, …)  A ala a sul do claustro agrupava as dependências funcionais (refeitório, cozinha, despensas, adegas, latrinas, oficinas, pomares, hortas, vinhas, jardins)  A oeste, perto da entrada, ficavam os que estavam a iniciar- se ou de passagem (noviços, hóspedes, doentes, velhos e mortos)
  • 34. Mosteiro de Santa Maria del Ripoll, Espanha
  • 35. Mundos autosuficientes virados para o interior  Materialização do Paraíso • Oração, Meditação e Ascese • Dependências espirituais (Igreja e Claustro)  Recebiam benefícios e riquezas  Contactos com a população segundo horários e regras específicas: • Clero – refeições e tarefas • Nobreza – aposentos próprios e acesso ao abade • Povo – Hospedaria  Eram centros dinamizadores: • Economia o Progressos técnicos • Cultura o Bibliotecas o Cópia de manuscritos o Escolas Papel Civilizacional https://www.youtube.com/watch?v=edi2K0tiQB4 http://www.tugaflix.party/Filme?F=0091605 Página 123
  • 36. Mundo Romano Alfabetizado e culturalmente dinâmico • Bibliotecas • Escolas • Academias Vagas de invasões do século V a VIII • Cidades pilhadas • Escolas, teatros e bibliotecas destruídas • Decadência cultural • Declínio Urbano (Ruralização) • Isolamento das comunidades Analfabetismo • atinge as classes dominantes (guerreiros); • cultura popular, não escolarizada, de tradição oral
  • 37. Sobrevivência de alguns focos culturais  Regiões mediterrânicas (Itália, Península Ibérica) – Mais romanizadas  Nas Ilhas britânicas, Grã-Bretanha e Irlanda (a partir do séc. VI) – mistura das tradições clássicas com as céltica e saxónica.  Constituídos por uma ínfima minoria da população;  Os letrados pertencem (quase todos) à classe eclesiástica; • Leitura dos textos sagrados  Latim era a única língua escrita sobrevivente no ocidente Disparidade cultural;  Letrados (cultura latina)/Cultura de massas (medíocre, bárbara, oral).  Ocidente (latino e cristão)/Oriente (Tradição greco-helenística Antigas casas do mosteiro de Bibury Mosteiro de Kilmacduagh, século VII
  • 38. Renascimento Carolíngeo (Século VIII e IX) CARLOS MAGNO Objetivos  Formar a classe dirigente  Igualar o brilho das antigas cortes imperiais romanas. Renascimento das letras e das Artes  Criou uma academia na corte “Aula Palatina”para a qual atraiu os melhores intelectuais (Alcuíno de York, etc)  Fomentou o interesse pelos autores gregos e, sobretudo, romanos  Fundou uma extensa biblioteca  Rede de centros culturais em abadias e mosteiros  Scriptoria em quase todas as abadias e mosteiros Harmonia entre pensamento Clássico e Cristão Cristianização das heranças culturais
  • 39. A Escrita  A maioria dos letrados eram eclesiásticos vindos dos scriptoria conventuais  A produção escrita só existe (quase) nos mosteiros: • Scriptoria – monges especializados (escribas e copistas) que copiavam à mão o Documentos dos mosteiros o Livros religiosos o Livros
  • 40. A Escrita  Estes livros (manuscritos) eram muitas vezes ilustrados com iluminuras e miniaturas.  O isolamento e as dificuldades de comunicação desenvolveram caligrafias e alfabetos diferentes que correspondem a diferentes regiões, mosteiros ou abadias Livro de Kell’s https://www.youtube.com/watch?v=lLNIbroSsLo
  • 41. Da escrita comum, romana, nasceu, no final da Antiguidade, uma escrita caligráfica maiúscula, a CAPITAL. Considerada, na época carolíngia, como escrita de luxo ela serve, como uma outra, a ONCIAL, (semelhante mas mais arredondada) para a transcrição das passagens mais significativas dos livros litúrgicos e bíblicos
  • 42. Merovíngia Escrita cursiva. Gália, séc.s VII a X Itália do Sul, fins séc. VIII a XIII, em particular em Mont-Cassin, Bénévent e Bari.
  • 43. Minúscula carolíngia Europa ocidental, 2º quartel séc. IX, Escrita universal, atinge grande perfeição no scriptorium da abadia de Saint-Martin de Tours. Escrita A-B de Corbie
  • 44. Escrita gótica – séc. XIII a XV Bíblia dos Jerónimos, volume II, Livro de Josué, capitular inicial.
  • 45. A Escrita  A arte de escrever estava restrita a uma minoria, o Clero: • Dominavam o saber. • Detinham o monopólio dos cargos públicos (até advento da Burguesia, no séc. XII-XIII)
  • 46.  Marcou a história religiosa, cultural e artística da Idade Média  Responsável pela reforma da Ordem de Cister  Abade fundador da Abadia de Claraval Planta da antiga Abadia de Claraval.
  • 47.  Defendia o voto de pobreza e uma vida de penitências e sacrifícios para alcançar Deus  Foi um místico e publicou inúmeras obras escritas realçando o itinerário que todo o crente deve ter em direção a Deus, através da meditação, contemplação e desprendimento:  1º - Encontro com Deus;  2º - Conversão para Deus;  3º - Restauração da ordem e da caridade  Implicações artísticas: sobriedade decorativa do gótico cisterciense "O avarento está sempre faminto como um mendigo, nunca chega a ficar satisfeito com os bens que deseja. O pobre, como senhor de tudo, os despreza, pois não deseja nada". Bernardo de Claraval
  • 48. Carlos Magno (742-814)  Subiu ao trono do reino Franco, em 768 Franco, tendo feito grandes conquistas  Época de estabilidade e ordem;  Curto renascimento cultural que se designou de Renascimento Carolíngio.  Dividiu o território em condados, governados pelos condes, vigiados pelos missi dominici (fiscais do rei;  Preocupações culturais: • Na corte: escola (Aula Palatina) e biblioteca • Atrai os maiores sábios do mundo ocidental • Interesse pela arte e cultura clássica
  • 49. Carlos Magno (742-814)  Aliança com a Igreja Católica:  Conquistas + missionação (cruzada)  Protecção do Papa e da Igreja  Conversão e batismo dos povos conquistados 25 de Dezembro de 800 Coroação de Carlos Magno
  • 51. Carlos Magno (742-814)  Papa Leão III coroa-o Imperador do Ocidente: • Herdeiro dos imperadores romanos • Restabelece o Império Romano do Ocidente • Fim da submissão do Papa e reis ao Imperador Bizantino  Unificação política e religiosa do Ocidente • Sob o mesmo poder político (do imperador); • Sob o mesmo poder espiritual – Cristianismo – Papas (Roma).
  • 52. Vestuário medieval até ao século XII  Feito em casa  Tecidos feitos em casa poelas mulheres, tingidos de forma rústica e pouco confortáveis  Linho usado para as roupas de baixo  Lã para o resto do vestuário  Guarnições com pelo de arminho e esquilo (mais abastados) coelho e carneiro (mais pobres)  Cores: Vermelho (ricos) púrpura (mais poderosos), cores naturais (pobres)  Roupa íntima nos homens era um pano que formava uma tanga e nas mulheres é provével que não existisse
  • 53. Vestuário medieval até ao século XII  Evolui a partir do estilo das túnicas romanas e merovíngeas • Túnicas até ao joelho atadas com cintos e amarradas nas pontas  No século XI as formas rectangulares dos períodos anteriores evoluíram, tornando-se mais modeladas ao corpo. • As classes baixas usavam Greguescos (calções largos), Saios (espécie de vestido sem botões que chegava ao joelho) e capas com capuz. • As classes altas usavam túnicas até ao pescoço e apertadas na cintura, Gloneles (espécie de vestido com mangas largas) e xailes que cobriam e protegiam as costas.  Calçavam Bozerguins (espécie de botas), sapatos fechados bicudos e Polainas, nome que se dava às meias da época.
  • 54. Vestuário medieval até ao século XII  Os penteados eram feitos geralmente de risco ao meio e algumas mulheres utilizavam tranças.  O véu foi adotado graças à influência oriental e muçulmana, era usado pelas mulheres casadas e símbolo de castidade  Por norma os homens utilizavam o cabelo encaracolado e a barba curta.  Calçavam Bozerguins (espécie de botas), sapatos fechados bicudos e Polainas, nome que se dava às meias da época.
  • 55. Vestuário medieval até ao século XII – Homens  Usavam túnicas de comprimento variável com cinto e mangas até ao punho  Podiam usar capuz, xales ou mantos para proteger as costas  Usavam meias de vários comprimentos que eram duas peças presas por um cinto por baixo da túnica ou dos calções.  Os calções ou braies eram calças que iam até aos tornozelos e que eram presas nos quadris por um cordão  No século XI aparecem as bolsas e o vestuário torna- se mais justo ao corpo e diferencia-se do feminino • Vestuário começa a ser mais ornamental e a usar tecidos mais ricos como as sedas.veludos e cetins
  • 57. Vestuário medieval até ao século XII – Homens  Usavam túnicas do pescoço ao tornozelo fechadas com cintos, broches, fitas, etc.  Por baixo usavam camisa de linho de decote baixo e mangas curtas  Podiam usar uma sobreveste bordada e mais pesada  Por volta de 1130 surge o corpete para o vestido, que se tirna cintado até aos quadris e que era amarrado nas costas.  A sobreposição de vestidos era normal  As decorações eram feitas com barras e bordados.
  • 61. 1. Identificar os povos que invadiram a Europa do século V ao X. 2. Caracterizar a Europa após as invasões, nos domínios político, económico, demográfico, religioso e cultural. 3. Explicar o aparecimento do feudalismo. 4. Justificar a ascensão e afirmação do cristianismo no império romano. 5. Explicar a importância da Igreja durante a Idade Média 6. Caracterizar o desenvolvimento dos séculos XI a XIII, nas suas várias vertentes. 7. Explicar a importância do mosteiro na vida medieval. 8. Caracterizar os mosteiros em termos de espaços e suas funções. 9. Relacionar os mosteiros e o clero com a permanência da cultura greco-romana. 10. Explicar a importância de Carlos Magno para o renascimento da arte e das letras. 11. Explicar a importância do clero neste período tendo em conta o que aprendeste sobre a escrita. 12. Relacionar a ação de S. Bernardo de Claraval com a sociedade medieval e a renovação da Igreja. 13. Explicar a importância da coroação de Carlos Magno neste período. 14. Caracterizar a moda medieval.