A Política Pública de EJA:
     da VI Confintea ao
Plano Nacional de Educação
     (PNE 2011 a 2020)



                 Maria Margarida Machado – FE
                     Fórum Goiano de EJA
FAZENDO MEMÓRIA E REVERÊNCIA


“Não devemos chamar o povo à escola para receber
instruções, postulados, receitas, ameaças, repreensões
e punições, mas para participar coletivamente da
construção de um saber, que vai além do saber de pura
experiência feito, que leve em conta as suas
necessidades e o torne instrumento de luta,
possibilitando-lhe ser sujeito de sua própria história.”
(Freire,2001)
Concepção de Política Pública
As políticas públicas podem ser consideradas como
“o Estado em ação” (AZEVEDO, 1997) e sua
materialização e implementação como integrantes de
uma totalidade maior, ou seja, do projeto de
sociedade na qual a mesma está inserida.

Nesse sentido é possível dizer que as investigações
no campo das políticas públicas tem como foco,
os fins, interesses e prioridades que orientam a
atuação do Estado e as interações que são
construídas, ou não, com a sociedade nesse
processo.
 VI Conferência Internacional de Educação de
  Adultos – Brasil/2009: Documento Nacional
  Preparatório à VI Confintea (2008 a 2009)

      Conferência Nacional de Educação –
       CONAE/2010: participação nas conferências
       municipais e estaduais defendendo o
       Documento Nacional Preparatório à VI
       Confintea

 Discussão do Projeto Lei 8035/2010: o debate entre
  o texto da lei e as emendas
VI Conferência Internacional de Educação de Adultos –
    Brasil/2009 - Movimento preparatório brasileiro

       Documento Brasileiro Preparatório à VI CONFINTEA


A)DIAGNÓSTICO DA REALIDADE DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E
ADULTOS NO BRASIL


B) DESAFIOS DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO BRASIL


C) RECOMENDAÇÕES
A) DIAGNÓSTICO DA REALIDADE DA EJA NO BRASIL

                               Tabela 1
  População residente segundo os grupos de idade - Brasil – 2003 e 2009




Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa
Nacional por mostra de Domicílios 2003 e 2009.
A) DIAGNÓSTICO DA REALIDADE DA EJA NO BRASIL
                            Tabela 2
  População residente segundo os grupos de idade - Brasil – 2003 e
                              2009




 Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa
 Nacional por mostra de Domicílios 2003 e 2009.
A) DIAGNÓSTICO DA REALIDADE DA EJA NO BRASIL
                              Tabela 3
    População residente de 18 anos e mais no Brasil e aqueles que
           frequentavam escola por nível de ensino – 2009




Fonte: Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa
Nacional por mostra de Domicílios - 2009.
* Percentual de alunos frequentes em relação ao total da população.
B) DESAFIOS DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO BRASIL

1 - SUJEITOS DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

2 - ESTRATÉGIAS POLÍTICO-DIDÁTICO-PEDAGÓGICAS PARA A EJA

3 - INTERSETORIALIDADE DA EJA

4 - EJA NO SISTEMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO: GESTÃO,
RECURSOS E FINANCIAMENTO
B) DESAFIOS DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO BRASIL


1 - SUJEITOS DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS:

- O que diz a EC nº 59/2009: : "Art. 208. ....
I - educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17
(dezessete) anos de idade, assegurada inclusive sua oferta gratuita para
todos os que a ela não tiveram acesso na idade própria.”
1 - SUJEITOS DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS:

- O que afirmam as Diretrizes Operacionais para EJA CNE/CEB 03/2010:
“Art. 5º Obedecidos o disposto no artigo 4º, incisos I e VII, da Lei nº 9.394/96 (LDB)
e a regra da prioridade para o atendimento da escolarização obrigatória, será
considerada idade mínima para os cursos de EJA e para a realização de exames
de conclusão de EJA do Ensino Fundamental a de 15 (quinze) anos completos.
Parágrafo único. Para que haja oferta variada para o pleno atendimento dos
adolescentes, jovens e adultos situados na faixa de 15 (quinze) anos ou mais, com
defasagem idade-série, tanto sequencialmente no ensino regular quanto na
Educação de Jovens e Adultos, assim como nos cursos destinados à formação
profissional, nos termos do § 3o do artigo 37 da Lei nº 9.394/96, torna-se
necessário:
1 - SUJEITOS DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS:

I - fazer a chamada ampliada de estudantes para o Ensino Fundamental em todas
as modalidades, tal como se faz a chamada das pessoas de faixa etária obrigatória
do ensino;
II - incentivar e apoiar as redes e sistemas de ensino a estabelecerem, de forma
colaborativa, política própria para o atendimento dos estudantes adolescentes de 15
(quinze) a 17 (dezessete) anos, garantindo a utilização de mecanismos específicos
para esse tipo de alunado que considerem suas potencialidades, necessidades,
expectativas em relação à vida, às culturas juvenis e ao mundo do trabalho, tal
como prevê o artigo 37 da Lei nº 9.394/96, inclusive com programas de aceleração
da aprendizagem, quando necessário;
III - incentivar a oferta de EJA nos períodos escolares diurno e noturno, com
avaliação em processo.


-O que nós defendemos?
B) DESAFIOS DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO BRASIL

2 - ESTRATÉGIAS POLÍTICO-DIDÁTICO-PEDAGÓGICAS PARA A EJA

               O VELHO RESISTE AO NOVO
B) DESAFIOS DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO BRASIL

3 - INTERSETORIALIDADE DA EJA

  “Reconhecer a intersetorialidade da EJA e potencializá-la
  implica múltiplos desafios e requer parcerias e
  envolvimento no processo educativo, com a integração de
  todas as esferas governamentais (federal, estadual,
  municipal e distrital) e da sociedade civil, relacionadas com
  o campo do trabalho, da saúde, do meio ambiente, da
  segurança pública, da assistência social, das culturas da
  comunicação, entre outras.” (BRASIL, 2008, p. 20):
  EJA-trabalho / EJA-Saúde
  EJA-Meio ambiente / EJA-Segurança Pública
  EJA-Cultura ...
B) DESAFIOS DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO BRASIL

4 - EJA NO SISTEMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO: GESTÃO,
RECURSOS E FINANCIAMENTO

-Repensando a estratégia: Agenda Territorial

-Considerando os recursos federais: apoio a ações das agendas;
financiamento de cursos de especialização; livro didático; projetos de
pesquisa dos Centros de Referências


-Olhando o impacto do Fundeb:
Construção histórica do PNE 2011-2020

 Conferência Nacional de Educação Básica em
  2008
 Aprovação do Fundeb
 Movimento preparatório para a VI Confintea
 CONAE 2010
 Projeto de Lei 8.035/2010.
O projeto de Lei apresentado pelo MEC

O Projeto apresentado pelo executivo não contém um plano
estratégico de políticas de Estado, está pautado em programas. Há
uma repetição de princípios, não toca em estruturas, não dá
centralidade aos instrumentos jurídicos. Não contempla as discussões
feitas na CONAE, não fazendo o enfrentamento necessário das
diferenças e das posições divergentes que existem no país, no que
concerne a um projeto de educação frente a um projeto de nação.
O projeto de Lei do PNE 2011-2020
 10 diretrizes

 20 metas

 150 estratégias

 2.915 emendas ao Projeto Lei nº
Diretrizes
 I - erradicação do analfabetismo;
II - universalização do atendimento escolar;
III - superação das desigualdades educacionais;
IV - melhoria da qualidade do ensino;
V - formação para o trabalho;
VI - promoção da sustentabilidade sócio-ambiental;
VII - promoção humanística, científica e tecnológica do País;
VIII - estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em
     educação como proporção do produto interno bruto;
IX - valorização dos profissionais da educação; e
X - difusão dos princípios da equidade, do respeito à diversidade e a
     gestão democrática da educação.
Diretriz I - erradicação do analfabetismo

A concepção, na melhor das hipóteses, ingênua do analfabetismo o encara ora
como “uma erva daninha” – daí a expressão corrente “erradicação do
analfabetismo” – ora como “enfermidade” que passa de um a outro quase por
contágio, ora como uma “chaga” deprimente a ser “curada” e cujos índices,
estampados nas estatísticas de organismos internacionais dizem mal dos níveis
de civilização de certas sociedades. Mais ainda, o analfabetismo aparece também,
nesta visão ingênua ou astuta, como a manifestação da “incapacidade” do povo,
de sua “pouca inteligência” de sua “proverbial preguiça”
(FREIRE, 1981, p.13).
Quadro 1 - Emendas aos artigos do Projeto Lei nº 8.035/2010
     Texto – Projeto Lei   Texto proposto –        Texto proposto -
     8035/2010             Cedes                   Anped
     Art.     2o     São Art. 2o São diretrizes do Art. 2o São diretrizes
     diretrizes do PNE - PNE - 2011/2020:          do PNE - 2011/2020:
     2011/2020:          I - universalização da I - universalização do
                         alfabetização;            atendimento escolar;
     I - erradicação do
                                                   II - universalização da
     analfabetismo                                 alfabetização e da
                                                   educação básica;
Metas de EJA especificamente
Texto PL 8035/2010
Meta 8: Elevar a escolaridade média da população de dezoito a vinte e quatro
anos de modo a alcançar mínimo de doze anos de estudos para as
populações do campo, da região de menor escolaridade no país e dos vinte e
cinco por cento mais pobres, bem como igualar a escolaridade média entre
negros e não negros, com vistas à redução da desigualdade educacional.


Meta 9: Elevar a taxa de alfabetização da população com 15 anos ou mais para
93,5% até 2015 e erradicar, até 2020, o analfabetismo absoluto e reduzir em
50% a taxa de analfabetismo funcional.

Meta 10: Oferecer, no mínimo, vinte e cinco por cento das matrículas de
educação de jovens e adultos na forma integrada à educação profissional nos
anos finais do ensino fundamental e no ensino médio.
Quadro 2 - Emendas às metas do Projeto Lei nº 8.035/2010
Texto original             Texto proposto - Cedes            Texto proposto - Anped
Meta     8:   Elevar   a   Emenda Modificativa               Emenda Modificativa
escolaridade média da      Meta 8: Elevar a escolaridade     Meta 8: Elevar a escolaridade
população de dezoito a     média de toda a população de      média da população de
vinte e quatro anos de     modo a alcançar o mínimo de       dezoito a vinte e nove anos
modo a alcançar mínimo     12 anos de estudo para as         de modo a alcançar o mínimo
de doze anos de estudos    populações do campo, da           de doze anos de estudo para
para as populações do      região de menor escolaridade      as populações do campo, da
campo, da região de        no país e dos vinte e cinco por   região de menor escolaridade
menor escolaridade no      cento mais pobres, bem como       no país e dos vinte e cinco
país e dos vinte e cinco   igualar a escolaridade média      por cento mais pobres,
por cento mais pobres,     entre negros e não negros, com    bem      como     igualar   a
bem como igualar a         vistas    à     redução      da   escolaridade média entre
escolaridade média entre   desigualdade educacional.         negros e não negros, com
negros e não negros, com                                     vistas    à    redução     da
vistas à redução da                                          desigualdade educacional.
desigualdade
educacional.
Meta 9: Elevar a Emenda supressiva –       Emenda              –
taxa             de Suprimir do texto do   Modificativa
alfabetização    da Pl n.8035 de 2010.     Meta 9: Elevar a taxa
população com 15                           de alfabetização da
anos ou mais para                          população        com
93,5% até 2015 e                           quinze anos ou mais
erradicar, até 2020,                       para noventa e três
o     analfabetismo                        vírgula cinco por
absoluto e reduzir                         cento      até  2015,
em 50% a taxa de                           universalizar       a
analfabetismo                              alfabetização   entre
funcional.                                 jovens e adultos até
                                           2020, e reduzir em
                                           cinquenta por cento
                                           a        taxa      de
                                           analfabetismo
                                           funcional.
Meta 10: Oferecer, no   Emenda Substitutiva         Emenda Modificativa
mínimo, vinte e cinco   Meta 10: Constituir um      Meta 10: Constituir um
por     cento     das   sistema    público    de    sistema público de
matrículas         de   educação      para    os    educação     para    os
educação de jovens e    trabalhadores,        em    trabalhadores,      em
adultos na forma        colaboração do sistema      articulação com as
integrada à educação    público de ensino, com      redes          públicas
profissional nos anos   as     redes    públicas    federais, estaduais e
finais   do    ensino   federais, estaduais e       municipais,
fundamental e no        municipais, que garanta     garantindo, no mínimo,
                        a jovens e adultos uma      vinte e cinco por cento
ensino médio.
                        educação integrada à        das     matrículas    a
                        educação     profissional   jovens e adultos na
                        nos níveis fundamentais     forma integrada de EJA
                        e médio.                    à             educação
                                                    profissional nos níveis
                                                    fundamental
                                                    e médio.
Segmentos                                                  Temas
                                                                  Educação:
Universidade   Estudantes                                   Ambiental Prisional
   Sindicato   Mov. Popular                                 Do campo PNEE
    Governo    Professores
      ONG’s    Sistema “S”
                              Construção Coletiva             Indigena Pescadores
                                                          Etnico-racial Mulheres
                                           Leia mais...
Obrigada pela atenção e fico a disposição
para o debate.


mmm2404@gmail.com




                              Maria Margarida Machado – FE
                                  Fórum Goiano de EJA

A Política Pública da EJA: da VI Confitea ao PNE 2011-2020 - Profª Drª Maria Margarida Machado - Apresentação no XII ENEJA - Salvador - BA

  • 1.
    A Política Públicade EJA: da VI Confintea ao Plano Nacional de Educação (PNE 2011 a 2020) Maria Margarida Machado – FE Fórum Goiano de EJA
  • 2.
    FAZENDO MEMÓRIA EREVERÊNCIA “Não devemos chamar o povo à escola para receber instruções, postulados, receitas, ameaças, repreensões e punições, mas para participar coletivamente da construção de um saber, que vai além do saber de pura experiência feito, que leve em conta as suas necessidades e o torne instrumento de luta, possibilitando-lhe ser sujeito de sua própria história.” (Freire,2001)
  • 3.
    Concepção de PolíticaPública As políticas públicas podem ser consideradas como “o Estado em ação” (AZEVEDO, 1997) e sua materialização e implementação como integrantes de uma totalidade maior, ou seja, do projeto de sociedade na qual a mesma está inserida. Nesse sentido é possível dizer que as investigações no campo das políticas públicas tem como foco, os fins, interesses e prioridades que orientam a atuação do Estado e as interações que são construídas, ou não, com a sociedade nesse processo.
  • 4.
     VI ConferênciaInternacional de Educação de Adultos – Brasil/2009: Documento Nacional Preparatório à VI Confintea (2008 a 2009)  Conferência Nacional de Educação – CONAE/2010: participação nas conferências municipais e estaduais defendendo o Documento Nacional Preparatório à VI Confintea  Discussão do Projeto Lei 8035/2010: o debate entre o texto da lei e as emendas
  • 5.
    VI Conferência Internacionalde Educação de Adultos – Brasil/2009 - Movimento preparatório brasileiro Documento Brasileiro Preparatório à VI CONFINTEA A)DIAGNÓSTICO DA REALIDADE DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO BRASIL B) DESAFIOS DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO BRASIL C) RECOMENDAÇÕES
  • 6.
    A) DIAGNÓSTICO DAREALIDADE DA EJA NO BRASIL Tabela 1 População residente segundo os grupos de idade - Brasil – 2003 e 2009 Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por mostra de Domicílios 2003 e 2009.
  • 7.
    A) DIAGNÓSTICO DAREALIDADE DA EJA NO BRASIL Tabela 2 População residente segundo os grupos de idade - Brasil – 2003 e 2009 Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por mostra de Domicílios 2003 e 2009.
  • 8.
    A) DIAGNÓSTICO DAREALIDADE DA EJA NO BRASIL Tabela 3 População residente de 18 anos e mais no Brasil e aqueles que frequentavam escola por nível de ensino – 2009 Fonte: Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por mostra de Domicílios - 2009. * Percentual de alunos frequentes em relação ao total da população.
  • 9.
    B) DESAFIOS DAEDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO BRASIL 1 - SUJEITOS DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS 2 - ESTRATÉGIAS POLÍTICO-DIDÁTICO-PEDAGÓGICAS PARA A EJA 3 - INTERSETORIALIDADE DA EJA 4 - EJA NO SISTEMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO: GESTÃO, RECURSOS E FINANCIAMENTO
  • 10.
    B) DESAFIOS DAEDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO BRASIL 1 - SUJEITOS DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: - O que diz a EC nº 59/2009: : "Art. 208. .... I - educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade, assegurada inclusive sua oferta gratuita para todos os que a ela não tiveram acesso na idade própria.”
  • 11.
    1 - SUJEITOSDA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: - O que afirmam as Diretrizes Operacionais para EJA CNE/CEB 03/2010: “Art. 5º Obedecidos o disposto no artigo 4º, incisos I e VII, da Lei nº 9.394/96 (LDB) e a regra da prioridade para o atendimento da escolarização obrigatória, será considerada idade mínima para os cursos de EJA e para a realização de exames de conclusão de EJA do Ensino Fundamental a de 15 (quinze) anos completos. Parágrafo único. Para que haja oferta variada para o pleno atendimento dos adolescentes, jovens e adultos situados na faixa de 15 (quinze) anos ou mais, com defasagem idade-série, tanto sequencialmente no ensino regular quanto na Educação de Jovens e Adultos, assim como nos cursos destinados à formação profissional, nos termos do § 3o do artigo 37 da Lei nº 9.394/96, torna-se necessário:
  • 12.
    1 - SUJEITOSDA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: I - fazer a chamada ampliada de estudantes para o Ensino Fundamental em todas as modalidades, tal como se faz a chamada das pessoas de faixa etária obrigatória do ensino; II - incentivar e apoiar as redes e sistemas de ensino a estabelecerem, de forma colaborativa, política própria para o atendimento dos estudantes adolescentes de 15 (quinze) a 17 (dezessete) anos, garantindo a utilização de mecanismos específicos para esse tipo de alunado que considerem suas potencialidades, necessidades, expectativas em relação à vida, às culturas juvenis e ao mundo do trabalho, tal como prevê o artigo 37 da Lei nº 9.394/96, inclusive com programas de aceleração da aprendizagem, quando necessário; III - incentivar a oferta de EJA nos períodos escolares diurno e noturno, com avaliação em processo. -O que nós defendemos?
  • 13.
    B) DESAFIOS DAEDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO BRASIL 2 - ESTRATÉGIAS POLÍTICO-DIDÁTICO-PEDAGÓGICAS PARA A EJA O VELHO RESISTE AO NOVO
  • 14.
    B) DESAFIOS DAEDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO BRASIL 3 - INTERSETORIALIDADE DA EJA “Reconhecer a intersetorialidade da EJA e potencializá-la implica múltiplos desafios e requer parcerias e envolvimento no processo educativo, com a integração de todas as esferas governamentais (federal, estadual, municipal e distrital) e da sociedade civil, relacionadas com o campo do trabalho, da saúde, do meio ambiente, da segurança pública, da assistência social, das culturas da comunicação, entre outras.” (BRASIL, 2008, p. 20): EJA-trabalho / EJA-Saúde EJA-Meio ambiente / EJA-Segurança Pública EJA-Cultura ...
  • 15.
    B) DESAFIOS DAEDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO BRASIL 4 - EJA NO SISTEMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO: GESTÃO, RECURSOS E FINANCIAMENTO -Repensando a estratégia: Agenda Territorial -Considerando os recursos federais: apoio a ações das agendas; financiamento de cursos de especialização; livro didático; projetos de pesquisa dos Centros de Referências -Olhando o impacto do Fundeb:
  • 19.
    Construção histórica doPNE 2011-2020  Conferência Nacional de Educação Básica em 2008  Aprovação do Fundeb  Movimento preparatório para a VI Confintea  CONAE 2010  Projeto de Lei 8.035/2010.
  • 20.
    O projeto deLei apresentado pelo MEC O Projeto apresentado pelo executivo não contém um plano estratégico de políticas de Estado, está pautado em programas. Há uma repetição de princípios, não toca em estruturas, não dá centralidade aos instrumentos jurídicos. Não contempla as discussões feitas na CONAE, não fazendo o enfrentamento necessário das diferenças e das posições divergentes que existem no país, no que concerne a um projeto de educação frente a um projeto de nação.
  • 21.
    O projeto deLei do PNE 2011-2020  10 diretrizes  20 metas  150 estratégias  2.915 emendas ao Projeto Lei nº
  • 22.
    Diretrizes I -erradicação do analfabetismo; II - universalização do atendimento escolar; III - superação das desigualdades educacionais; IV - melhoria da qualidade do ensino; V - formação para o trabalho; VI - promoção da sustentabilidade sócio-ambiental; VII - promoção humanística, científica e tecnológica do País; VIII - estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em educação como proporção do produto interno bruto; IX - valorização dos profissionais da educação; e X - difusão dos princípios da equidade, do respeito à diversidade e a gestão democrática da educação.
  • 23.
    Diretriz I -erradicação do analfabetismo A concepção, na melhor das hipóteses, ingênua do analfabetismo o encara ora como “uma erva daninha” – daí a expressão corrente “erradicação do analfabetismo” – ora como “enfermidade” que passa de um a outro quase por contágio, ora como uma “chaga” deprimente a ser “curada” e cujos índices, estampados nas estatísticas de organismos internacionais dizem mal dos níveis de civilização de certas sociedades. Mais ainda, o analfabetismo aparece também, nesta visão ingênua ou astuta, como a manifestação da “incapacidade” do povo, de sua “pouca inteligência” de sua “proverbial preguiça” (FREIRE, 1981, p.13).
  • 24.
    Quadro 1 -Emendas aos artigos do Projeto Lei nº 8.035/2010 Texto – Projeto Lei Texto proposto – Texto proposto - 8035/2010 Cedes Anped Art. 2o São Art. 2o São diretrizes do Art. 2o São diretrizes diretrizes do PNE - PNE - 2011/2020: do PNE - 2011/2020: 2011/2020: I - universalização da I - universalização do alfabetização; atendimento escolar; I - erradicação do II - universalização da analfabetismo alfabetização e da educação básica;
  • 25.
    Metas de EJAespecificamente Texto PL 8035/2010 Meta 8: Elevar a escolaridade média da população de dezoito a vinte e quatro anos de modo a alcançar mínimo de doze anos de estudos para as populações do campo, da região de menor escolaridade no país e dos vinte e cinco por cento mais pobres, bem como igualar a escolaridade média entre negros e não negros, com vistas à redução da desigualdade educacional. Meta 9: Elevar a taxa de alfabetização da população com 15 anos ou mais para 93,5% até 2015 e erradicar, até 2020, o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% a taxa de analfabetismo funcional. Meta 10: Oferecer, no mínimo, vinte e cinco por cento das matrículas de educação de jovens e adultos na forma integrada à educação profissional nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio.
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    Quadro 2 -Emendas às metas do Projeto Lei nº 8.035/2010 Texto original Texto proposto - Cedes Texto proposto - Anped Meta 8: Elevar a Emenda Modificativa Emenda Modificativa escolaridade média da Meta 8: Elevar a escolaridade Meta 8: Elevar a escolaridade população de dezoito a média de toda a população de média da população de vinte e quatro anos de modo a alcançar o mínimo de dezoito a vinte e nove anos modo a alcançar mínimo 12 anos de estudo para as de modo a alcançar o mínimo de doze anos de estudos populações do campo, da de doze anos de estudo para para as populações do região de menor escolaridade as populações do campo, da campo, da região de no país e dos vinte e cinco por região de menor escolaridade menor escolaridade no cento mais pobres, bem como no país e dos vinte e cinco país e dos vinte e cinco igualar a escolaridade média por cento mais pobres, por cento mais pobres, entre negros e não negros, com bem como igualar a bem como igualar a vistas à redução da escolaridade média entre escolaridade média entre desigualdade educacional. negros e não negros, com negros e não negros, com vistas à redução da vistas à redução da desigualdade educacional. desigualdade educacional.
  • 27.
    Meta 9: Elevara Emenda supressiva – Emenda – taxa de Suprimir do texto do Modificativa alfabetização da Pl n.8035 de 2010. Meta 9: Elevar a taxa população com 15 de alfabetização da anos ou mais para população com 93,5% até 2015 e quinze anos ou mais erradicar, até 2020, para noventa e três o analfabetismo vírgula cinco por absoluto e reduzir cento até 2015, em 50% a taxa de universalizar a analfabetismo alfabetização entre funcional. jovens e adultos até 2020, e reduzir em cinquenta por cento a taxa de analfabetismo funcional.
  • 28.
    Meta 10: Oferecer,no Emenda Substitutiva Emenda Modificativa mínimo, vinte e cinco Meta 10: Constituir um Meta 10: Constituir um por cento das sistema público de sistema público de matrículas de educação para os educação para os educação de jovens e trabalhadores, em trabalhadores, em adultos na forma colaboração do sistema articulação com as integrada à educação público de ensino, com redes públicas profissional nos anos as redes públicas federais, estaduais e finais do ensino federais, estaduais e municipais, fundamental e no municipais, que garanta garantindo, no mínimo, a jovens e adultos uma vinte e cinco por cento ensino médio. educação integrada à das matrículas a educação profissional jovens e adultos na nos níveis fundamentais forma integrada de EJA e médio. à educação profissional nos níveis fundamental e médio.
  • 29.
    Segmentos Temas Educação: Universidade Estudantes Ambiental Prisional Sindicato Mov. Popular Do campo PNEE Governo Professores ONG’s Sistema “S” Construção Coletiva Indigena Pescadores Etnico-racial Mulheres Leia mais...
  • 30.
    Obrigada pela atençãoe fico a disposição para o debate. mmm2404@gmail.com Maria Margarida Machado – FE Fórum Goiano de EJA