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PREFEITURA MUNICIPAL DE APICUM-AÇU
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA
JORNADA PEDAGÓGICA 2022
CONSTRUINDO PRÁTICAS DE LEITURA
E ESCRITA NOS ANOS INICIAIS
Prof. Me. Fabrício Ferreira
@fasanfer
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⪢ 4 anos - é o que a educação pode retroceder no
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aprender mais que alunos do Sul e Sudeste no
contexto da pandemia. Além de alunos do Ensino
Fundamental sofrerem mais os impactos que os de
outros níveis educacionais;
Fonte: UNDIME (2021)
E qual deve ser nossa atitude
diante deste cenário?
“Acolher não se trata de aceitar passivamente
casualidades, implica um fazer motivado para
a criança – que compreenda tão bem suas
necessidades e as atende responsivamente a
ponto de poder se recolher porque tem como
intenção seu crescimento e não sua
dependência em relação aos adultos”.
Como fazer isto?
⪢ Por meio de escuta ativa e atenta dos sujeitos;
⪢ Preparação do espaço/ambiente escolar;
⪢ Estreitamento das relações com as famílias;
⪢ Desenvolver anamneses;
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aluno.
Portanto...
⪢ Precisamos garantir a permanência de nossos
alunos na escola;
⪢ Devemos valorizar cada nova conquista, sem
perder de vista a necessidade de evoluir;
⪢ É necessário avaliar como estamos avaliando;
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Alfabetizar ou letrar?
Alfabetização é um processo de
aprendizagem no qual o indivíduo
desenvolve a competência de ler e escrever,
enquanto que o letramento se ocupa da
função social dessa leitura e dessa escrita.
São processos complexos mas que devem
caminhar juntos e, talvez esse seja o maior
desafio de professores alfabetizadores.
Competências Específicas da
Língua Portuguesa
1. Compreender a língua como fenômeno cultural, histórico, social,
variável, heterogêneo e sensível aos contextos de uso,
reconhecendo-a como meio de construção de identidades de seus
usuários e da comunidade a que pertencem;
2. Apropriar-se da linguagem escrita, reconhecendo-a como forma
de interação nos diferentes campos de atuação da vida social e
utilizando-a para ampliar suas possibilidades de participar da
cultura letrada, de construir conhecimentos (inclusive escolares) e
de se envolver com maior autonomia e protagonismo na vida
social;
3. Ler, escutar e produzir textos orais, escritos e multissemióticos
que circulam em diferentes campos de atuação e mídias, com
compreensão, autonomia, fluência e criticidade, de modo a se
expressar e partilhar informações, experiências, ideias e
sentimentos, e continuar aprendendo;
4. Compreender o fenômeno da variação linguística, demonstrando
atitude respeitosa diante de variedades linguísticas e rejeitando
preconceitos linguísticos;
5. Empregar, nas interações sociais, a variedade e o estilo de
linguagem adequados à situação comunicativa, ao(s)
interlocutor(es) e ao gênero do discurso/gênero textual;
6. Analisar informações, argumentos e opiniões manifestados em
interações sociais e nos meios de comunicação, posicionando-se
ética e criticamente em relação a conteúdos discriminatórios que
ferem direitos humanos e ambientais;
7. Reconhecer o texto como lugar de manifestação e negociação de
sentidos, valores e ideologias;
8. Selecionar textos e livros para leitura integral, de acordo com
objetivos, interesses e projetos pessoais (estudo, formação
pessoal, entretenimento, pesquisa, trabalho etc.);
9. Envolver-se em práticas de leitura literária que possibilitem o
desenvolvimento do senso estético para fruição, valorizando a
literatura e outras manifestações artístico-culturais como formas
de acesso às dimensões lúdicas, de imaginário e encantamento,
reconhecendo o potencial transformador e humanizador da
experiência com a literatura;
10. Mobilizar práticas da cultura digital, diferentes linguagens,
mídias e ferramentas digitais para expandir as formas de produzir
sentidos (nos processos de compreensão e produção), aprender e
refletir sobre o mundo e realizar diferentes projetos autorais.
Entendendo o cenário...
O tripé no ensino de Língua Portuguesa
⪢ O ensino deve se dar a partir dos gêneros textuais;
⪢ A utilização de diferentes linguagens;
⪢ O desenvolvimento da capacidade argumentativa;
X
⪢ Valorização do falar regional;
⪢ Valorização da literatura regional;
⪢ Valorização dos gêneros textuais regionais.
1. Falar regional de Apicum-Açu
⪢ Faz-se necessário compreender os moradores
que integram essa região possuem um
vocabulário comum e diversificado os quais se
justificam, por exemplo, pela distribuição
geográfica, pelas atividades agroextrativistas –
pescadores, lavradores e outros –, pela presença
de comunidades negras rurais, de grupos
sociais, como o dos ciganos, pelos espaços
sagrados afro-religiosos e pelas profissões que
geram várias formas de expressão e
comunicação.
Toda variedade regional ou falar é,
antes de tudo, um instrumento
identitário, isto é, um recurso que
confere identidade a um grupo social.
Bortoni-Ricardo (2004, p. 33)
2. Literatura regional – autores do cânone
literário e autores emergentes
⪢ A finalidade da educação literária é formar
pessoas que avaliem, por meio da literatura, como
as gerações anteriores e contemporâneas
abordavam as atividades humanas por meio da
linguagem e das suas relações com ela. Dessa
forma, a seleção de textos produzidos por autores
de renome da Região dos Guarás e de demais
autores menos conhecidos desses municípios
deve fazer parte da coletânea a ser trabalhada em
sala de aula.
Autores da região
⪢ Maria Firmina dos Reis
⪢ José Ewerton;
⪢ Paulo Oliveira (Guimarães);
⪢ Milena Carvalho (Cururupu);
⪢ Agenor Almeida Filho (Mirinzal) e
⪢ Epifânio Passos (Porto Rico).
3. Gêneros textuais regionais
⪢ Cantigas de roda;
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⪢ As histórias de pescadores;
⪢ As rezas de comunidades religiosas;
⪢ Os hinos dos municípios;
⪢ As letras de canções;
⪢ Os cânticos das religiões de matriz africana;
⪢ As receitas culinárias da região;
⪢ Toadas de bumba-meu-boi,
⪢ Pastor (auto natalino);
⪢ Lendas locais (narrativas orais);
⪢ Ladainhas;
⪢ Documentários sobre questões sociais
pertencentes à região;
⪢ Ciberpoemas de escritores regionais.
HORA DE EXERCITAR...
Todas as propostas seguem, na mesma ordem, as
seguintes etapas que consideramos relevantes para
a organização das sequências:
⪢ Percepção - A primeira atividade da sequência
dedica-se a conhecer os conhecimentos prévios
das crianças acerca do assunto a ser trabalhado a
seguir; e, introduzir a proposta de trabalho de
modo significativo e funcional para os alunos, ou
seja, dando sentido para o que eles irão aprender.
⪢ Diagnóstico - A segunda atividade preocupa-se
em realizar de modo geral um diagnóstico dos
alunos, inferindo de forma mais precisa o nível
de desenvolvimento em que eles se encontram.
⪢ Desafio - A terceira atividade deverá de algum
modo apresentar um desafio que seja
alcançável para o aluno, para que a partir
deles possamos pôr em prática as próximas
intervenções de trabalho de acordo com as
dificuldades que eles apresentarem
⪢ Intervenção - De acordo com os resultados
apresentados na fase anterior do desafio,
dividiremos as crianças em grupos de trabalho
conforme às diferentes possibilidades de
aprendizagem que eles nos apresentarem naquele
momento, de modo que essa atividade promova o
conflito cognitivo e mental do aluno com relação
ao que ele já consegue fazer e o que ele poderá
aprender a fazer.
⪢ Avaliação - A quinta atividade avalia a relação do
aluno frente às novas aprendizagens e verifica
principalmente se o aluno percebe que ele aprendeu.
⪢ Autonomia - A sexta e última atividade prevê o
trabalho autônomo do aluno. A criança adquiriu a
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desenvolveu em certo grau aprendizagens ao longo
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  • 1. PREFEITURA MUNICIPAL DE APICUM-AÇU SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA JORNADA PEDAGÓGICA 2022 CONSTRUINDO PRÁTICAS DE LEITURA E ESCRITA NOS ANOS INICIAIS Prof. Me. Fabrício Ferreira @fasanfer
  • 4. Consequências da pandemia para a educação ⪢ 5,5 milhões de estudantes no Brasil não tiveram acesso ou tiveram acesso limitado às atividades escolares; ⪢ 70% das redes de ensino declararam ter cumprido o ano letivo de 2020; ⪢ 78,6% foi o grau de dificuldade de acesso à internet registrado pelas redes; ⪢ 4 anos - é o que a educação pode retroceder no Brasil devido à pandemia. Mundialmente, a média é de três a nove meses;
  • 5. ⪢ Alunos das regiões Norte e Nordeste deixarão de aprender mais que alunos do Sul e Sudeste no contexto da pandemia. Além de alunos do Ensino Fundamental sofrerem mais os impactos que os de outros níveis educacionais; Fonte: UNDIME (2021)
  • 6.
  • 7. E qual deve ser nossa atitude diante deste cenário?
  • 8. “Acolher não se trata de aceitar passivamente casualidades, implica um fazer motivado para a criança – que compreenda tão bem suas necessidades e as atende responsivamente a ponto de poder se recolher porque tem como intenção seu crescimento e não sua dependência em relação aos adultos”.
  • 9. Como fazer isto? ⪢ Por meio de escuta ativa e atenta dos sujeitos; ⪢ Preparação do espaço/ambiente escolar; ⪢ Estreitamento das relações com as famílias; ⪢ Desenvolver anamneses; ⪢ Compreender o ritmo único de adaptação de cada aluno.
  • 10. Portanto... ⪢ Precisamos garantir a permanência de nossos alunos na escola; ⪢ Devemos valorizar cada nova conquista, sem perder de vista a necessidade de evoluir; ⪢ É necessário avaliar como estamos avaliando; ⪢ É preciso estudar permanentemente.
  • 11. Alfabetizar ou letrar? Alfabetização é um processo de aprendizagem no qual o indivíduo desenvolve a competência de ler e escrever, enquanto que o letramento se ocupa da função social dessa leitura e dessa escrita. São processos complexos mas que devem caminhar juntos e, talvez esse seja o maior desafio de professores alfabetizadores.
  • 13. 1. Compreender a língua como fenômeno cultural, histórico, social, variável, heterogêneo e sensível aos contextos de uso, reconhecendo-a como meio de construção de identidades de seus usuários e da comunidade a que pertencem; 2. Apropriar-se da linguagem escrita, reconhecendo-a como forma de interação nos diferentes campos de atuação da vida social e utilizando-a para ampliar suas possibilidades de participar da cultura letrada, de construir conhecimentos (inclusive escolares) e de se envolver com maior autonomia e protagonismo na vida social; 3. Ler, escutar e produzir textos orais, escritos e multissemióticos que circulam em diferentes campos de atuação e mídias, com compreensão, autonomia, fluência e criticidade, de modo a se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos, e continuar aprendendo;
  • 14. 4. Compreender o fenômeno da variação linguística, demonstrando atitude respeitosa diante de variedades linguísticas e rejeitando preconceitos linguísticos; 5. Empregar, nas interações sociais, a variedade e o estilo de linguagem adequados à situação comunicativa, ao(s) interlocutor(es) e ao gênero do discurso/gênero textual; 6. Analisar informações, argumentos e opiniões manifestados em interações sociais e nos meios de comunicação, posicionando-se ética e criticamente em relação a conteúdos discriminatórios que ferem direitos humanos e ambientais; 7. Reconhecer o texto como lugar de manifestação e negociação de sentidos, valores e ideologias;
  • 15. 8. Selecionar textos e livros para leitura integral, de acordo com objetivos, interesses e projetos pessoais (estudo, formação pessoal, entretenimento, pesquisa, trabalho etc.); 9. Envolver-se em práticas de leitura literária que possibilitem o desenvolvimento do senso estético para fruição, valorizando a literatura e outras manifestações artístico-culturais como formas de acesso às dimensões lúdicas, de imaginário e encantamento, reconhecendo o potencial transformador e humanizador da experiência com a literatura; 10. Mobilizar práticas da cultura digital, diferentes linguagens, mídias e ferramentas digitais para expandir as formas de produzir sentidos (nos processos de compreensão e produção), aprender e refletir sobre o mundo e realizar diferentes projetos autorais.
  • 17. O tripé no ensino de Língua Portuguesa ⪢ O ensino deve se dar a partir dos gêneros textuais; ⪢ A utilização de diferentes linguagens; ⪢ O desenvolvimento da capacidade argumentativa; X ⪢ Valorização do falar regional; ⪢ Valorização da literatura regional; ⪢ Valorização dos gêneros textuais regionais.
  • 18. 1. Falar regional de Apicum-Açu ⪢ Faz-se necessário compreender os moradores que integram essa região possuem um vocabulário comum e diversificado os quais se justificam, por exemplo, pela distribuição geográfica, pelas atividades agroextrativistas – pescadores, lavradores e outros –, pela presença de comunidades negras rurais, de grupos sociais, como o dos ciganos, pelos espaços sagrados afro-religiosos e pelas profissões que geram várias formas de expressão e comunicação.
  • 19. Toda variedade regional ou falar é, antes de tudo, um instrumento identitário, isto é, um recurso que confere identidade a um grupo social. Bortoni-Ricardo (2004, p. 33)
  • 20. 2. Literatura regional – autores do cânone literário e autores emergentes ⪢ A finalidade da educação literária é formar pessoas que avaliem, por meio da literatura, como as gerações anteriores e contemporâneas abordavam as atividades humanas por meio da linguagem e das suas relações com ela. Dessa forma, a seleção de textos produzidos por autores de renome da Região dos Guarás e de demais autores menos conhecidos desses municípios deve fazer parte da coletânea a ser trabalhada em sala de aula.
  • 21. Autores da região ⪢ Maria Firmina dos Reis ⪢ José Ewerton; ⪢ Paulo Oliveira (Guimarães); ⪢ Milena Carvalho (Cururupu); ⪢ Agenor Almeida Filho (Mirinzal) e ⪢ Epifânio Passos (Porto Rico).
  • 22. 3. Gêneros textuais regionais ⪢ Cantigas de roda; ⪢ As memórias dos idosos; ⪢ As histórias de pescadores; ⪢ As rezas de comunidades religiosas; ⪢ Os hinos dos municípios; ⪢ As letras de canções; ⪢ Os cânticos das religiões de matriz africana; ⪢ As receitas culinárias da região; ⪢ Toadas de bumba-meu-boi, ⪢ Pastor (auto natalino);
  • 23. ⪢ Lendas locais (narrativas orais); ⪢ Ladainhas; ⪢ Documentários sobre questões sociais pertencentes à região; ⪢ Ciberpoemas de escritores regionais.
  • 25. Todas as propostas seguem, na mesma ordem, as seguintes etapas que consideramos relevantes para a organização das sequências: ⪢ Percepção - A primeira atividade da sequência dedica-se a conhecer os conhecimentos prévios das crianças acerca do assunto a ser trabalhado a seguir; e, introduzir a proposta de trabalho de modo significativo e funcional para os alunos, ou seja, dando sentido para o que eles irão aprender.
  • 26. ⪢ Diagnóstico - A segunda atividade preocupa-se em realizar de modo geral um diagnóstico dos alunos, inferindo de forma mais precisa o nível de desenvolvimento em que eles se encontram.
  • 27. ⪢ Desafio - A terceira atividade deverá de algum modo apresentar um desafio que seja alcançável para o aluno, para que a partir deles possamos pôr em prática as próximas intervenções de trabalho de acordo com as dificuldades que eles apresentarem
  • 28. ⪢ Intervenção - De acordo com os resultados apresentados na fase anterior do desafio, dividiremos as crianças em grupos de trabalho conforme às diferentes possibilidades de aprendizagem que eles nos apresentarem naquele momento, de modo que essa atividade promova o conflito cognitivo e mental do aluno com relação ao que ele já consegue fazer e o que ele poderá aprender a fazer.
  • 29. ⪢ Avaliação - A quinta atividade avalia a relação do aluno frente às novas aprendizagens e verifica principalmente se o aluno percebe que ele aprendeu. ⪢ Autonomia - A sexta e última atividade prevê o trabalho autônomo do aluno. A criança adquiriu a habilidade de realizar a atividade sozinha ou com menos apoio de colegas e professor? O aluno desenvolveu em certo grau aprendizagens ao longo do processo?