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O Mundo Grego


       A história da Grécia, como de outras civilizações, foi fortemente
condicionada pelo ambiente geográfico. A península Balcânica e muito
recortada e cercada por centenas de ilhas - tanto no mar Egeu, no
mar Jônio e no mar Mediterrâneo. O seu relevo é muito montanhoso
e com um solo árido. Em decorrência disto, os gregos irão atribuir
uma enorme importância às atividades mercantis. O solo e o clima
auxiliam o desenvolvimento da cultura de oliveira, de vinho e ao
pastoreio ( cabra e ovelha). Para suprir as necessidades de sua
população, os gregos irão se dedicar ao comércio marítimo, resultado
o processo de colonização.
       Dos povos do mundo antigo, os helênicos foram os que
melhores refletiram o espírito do homem ocidental. A idéia de
liberdade, o racionalismo, o conceito de cidadania, a filosofia e as
bases da ciência moderna surgiram como glorificação grega ao
espírito humano.
       O processo histórico da civilização Helênica está assim dividido:

      1.Período   Pré-Homérico   - século XX a.C ao século XII a.C .
      2.Período   Homérico       - século XII a.C ao século VIII a.C.
      3.Período   Arcaico        - século VIII a.C ao século VI a.C .
      4.Período   Clássico       - século V a.C ao século IV a.C.


      As características de cada período serão analisadas a seguir.




    Período Pré-Homérico.
    Do povoamento da península Balcânica à
Primeira Diáspora.

      A península Balcânica já era habitada pelos pelasgos desde o
final do período Neolítico. À partir de 2000 a.C., povos de origem
indo-européia - os Helenos - começam a entrar na região. Os helenos
eram uma mistura de raças que falavam uma língüa de filiação indo-
européia e possuiam essencialmente a mesma cultura.
      Os primeiros helenos foram os Aqueus que dominaram as
cidades de Micenas, Tróia, Tirinto e, por fim, conquistaram a ilha de
Creta. Com o domínio aqueu sobre Creta originou-se a Civilização
Micênica.
A seguir, nova onda de helenos sobre a península, desta feita
são os chamados Jônios e Eólios, que se fixaram na Ática e na Ásia
Menor.
      A última leva foi a dos D ó r i o s ( 1200 a.C. ) que se
estabeleceram no Peloponeso. Possuindo armas de ferro, os dórios
arrasaram as principais cidades da Hélade, provocando uma onda de
horror e destruição, causando uma dispersão dos povos para fora da
península - a chamada Primeira Diáspora grega e um regresso na
organização social, econômica e política das comunidades. Como
conseqüência deste retrocesso resulta a formação do SISTEMA
GENTÍLICO.
      A Primeira Diáspora ocorreu em direção às ilhas do mar Egeu e
à Asia Menor.




     Período Homérico.
     O sistema gentílico e a sua crise.

       A principal fonte histórica para a compreensão deste período
têm sido os poemas épicos Ilíada e Odisséia , atribuídos à Homero.
Ao que tudo indica, as obras foram escritas em momentos diferentes,
sendo que a Ilíada descreve a Guerra de Tróia e a Odisséia narra as
peripécias do astuto Ulisses, em sua viagem de volta para Ítaca após
a Guerra de Tróia.
       Com a invasão dos dórios, há um acentuado declínio da
organização social, que retrocedeu à formas muito simples.
Formaram-se os GENOS que eram grupos de parentes
consangüíneos, descendentes de um mesmo antepassado.
       Os genos constituíam uma unidade econômica, social, política e
religiosa. A seguir as suas principais características:

      ECONOMIA: de consumo, ou seja, auto-suficiente; os bens de
produção eram coletivos; predomínio da agricultura e ausência da
propriedade privada.

     SOCIEDADE: uma relativa igualdade social em virtude da
ausência da propriedade privada.

      POLÍTICA; o exercício do poder político estva com o pater-
familias (o patriarca) responsável pelo culto dos antepassados.
Com o passar do tempo, a comunidade gentílica começa a
enfrentar problemas, sendo que o principal será o crescimento
demográfico. Este crescimento demográfico um enorme desequilíbrio
econômico, pois a produtividade agrícola continua a mesma. Tal
situação provoca uma onda de fome, miséria e epidemias.
      Com estes problemas a serem solucionados, tem início o
surgimento da propriedade privada: terra, gado e instrumentos são
divididos. Nesta divisão, alguns serão beneficiados - origem dos
grandes proprietários; outros se tornarão pequenos proprietários e
um grande número de indivíduos ficarão sem terras.
      Como consequência desta crise, há a desintegração do sistema
gentílico e o início de uma nova organização política, que será a
marca principal do mundo helênico: a PÓLIS.
      A crise gentílica também será a responsável pela chamada
SEGUNDA DIÁSPORA grega, que será o processo de colonização
grega de áreas do mar Mediterrâneo ( norte da África, sul da Itália,
da França e Espanha ).




    Período Arcaíco.
    A formação e o desenvolvimento das
Póleis.

      Como vimos, à partir da crise do sistema gentílico, os gregos
conhecem a formação das cidades-estado (Pólis) e realizam a
colonização do mar Mediterrâneo. Primeiro observe os fatores desta
colonização:

     -   crescimento demográfico e a crise dos genos;
     -   existência de um número muito grande de pessoas sem
         acesso à terra;
     -   escassez de alimentos e terras férteis;
     -   desenvolvimento da arte de navegação.

       O processo de colonização grega deu-se no mar Mediterrâneo,
mar Negro, o sul da Itália e da Gália. Destas áreas coloniais
provinham o trigo, o azeite, o vinho, ferro e estanho para a Hélade.
       Deve-se Ter em mente que as colônias gregas não ficam
submetidas às metrópoles - cidades fundadoras - nem política, nem
militarmente. O vínculo da colônia com a metrópole era de caráter
econômico e cultural.
       Como conseqüências da colonização têm-se: o desenvolvimento
do comércio marítimo grego, a introdução da moeda para facilitar as
trocas comerciais, o desenvolvimento da escrita, o processo de
codificação da lei e o urbanismo.
A importância do período arcaíco se estende. Foi nesta época
que a cidade-estado desenvolveu-se. Suas principais características
serão agora analisadas.
      Toda cidade-estado é rigorosamente autônoma: leis próprias,
moeda própria e sistema político próprio. Este arraigado sentimento
de liberdade foi, em boa parte, influenciado pelo relevo grego: entre
as planícies surgem as cidades, separadas uma das outras por
maciços montanhosos.
      Uma pólis era constituída pela Acrópole- construção na parte
mais elevada da cidade e com função militar e religiosa; a Ágora -
praça pública, que era o espaço utilizado para o debate político.
      Desenvolveu-se no mundo grego mais de 160 póleis,
primitivamente governadas por um rei, o Basileu. Destas duas
merecem destaques: ATENAS e ESPARTA, agora analisadas.

     ESPARTA e o militarismo.


      Localizada na planície da Lacônia e tendo como fundadores os
dórios, Esparta, ao longo do século VIII a.C. passa por grandes
transformações. Estas transformações estão ligadas ao processo de
conquista da planície da Messênia, o que acarretou um enorme afluxo
de escravos. A escravidão levou Esparta a realizar uma alteração no
regime de terras. As centrais - que eram as mais férteis, passaram a
ser do estado, que cedia seu usufruto aos cidadãos espartanos. Cada
lote de terra já vinha com um certo número de escravos. As terras
periféricas eram entregues aos periecos, que pagavam impostos ao
estado.
      Desta forma, Esparta vai apresentar o seguinte quadro social:

       Espartanos ou Espartíatas: grupo dominante com direitos
políticos e militares;
       Periecos: homens livres, porém sem direitos políticos e que se
dedicavam aos trabalhos rurais e urbanos;
       Hilotas: os escravos pertencentes ao Estado.

      A sociedade espartana era voltada para as atividades bélicas,
daí ser a educação eminentemente militar. Este militarismo irá
desenvolver a xenofobia, ou seja, uma aversão aos estrangeiros e o
laconismo, que significa o não desenvolvimento do senso crítico.
      Também ao longo do século VIII a.C. Esparta atinge a
maturidade política, consolidando o regime oligárquico, no qual o
exercício do poder político e de exclusividade dos grandes
proprietários de terras.
      A constituição política de Esparta, atribuída a Licurgo apresenta
o seguinte organização:
GERÚSIA: principal instituição. Composta por 28 gerontes,
responsáveis pelas leis, escolha dos membros dos Éforos e da
Diarquia.O cargo era vitalício.
      ÉFOROS: formavam o poder executivo. Composto por 05
magistrados indicados pela Gerúsia e aprovados pela Ápela. Mandato
anual.
      ÁPELA: a Assembléia dos cidadãos. De caráter consultivo e
aprovava as decisões da Gerúsia.
      DIARQUIA: dois reis, indicados e com poderes vitalícios.
Possuiam as funções militar e sacerdotal.




     ATENAS E A DEMOCRACIA.

      Constituída pela união de aldeias da Ática, Atenas possuía uma
localização geográfica privilegiada: um excelente porto e uma
proteção natural contra ataques estrangeiros. Desde cedo, a
atividade mercantil terá um importante papel. Atenas será uma
cidade com intensa atividade comercial, o que vai representar o
desenvolvimento de uma complexa sociedade, esquematizada
abaixo:

      EUPÁTRIDAS: grupo politicamente dominante, formado pelos
grandes proprietários de terras.
      GEORGÓIS: camada dos pequenos proprietários. A situação de
pobreza deste grupo é tanta que muitos se transformam em escravos
por dívidas.
      DEMIURGOS: são os trabalhadores urbanos.
      THETAS: Grupo marginalizado e sem terras. Muitos se dedicam
às atividades comerciais.
      METECOS: comerciantes estrangeiros.
      ESCRAVOS: ou por dívidas ou adquiridos em guerras.
Constituem a principal força de trabalho. Produtores da riqueza no
mundo grego.



     Os conflitos políticos de Atenas.
      A classe comerciante de Atenas, organizada no partido Popular,
pressiona o governo, representado pela aristocracia, reunida no
partido Aristocrático. O partido Popular tinha como metas o fim das
leis orais, o fim da escravidão por dívidas e exigia uma maior
participação nas decisões políticas. Da pressão das camadas
populares - algumas bastante violentas - a aristocracia ateniense fez
algumas concessões. Em 621 a.C., Drácon elaborou uma legislação
escrita e, em 594 a.C. Sólon foi o responsável por um conjunto de
reformas na economia- criando um padrão monetário, de pesos e
medidas; na sociedade - abolindo a escravidão por dívidas e, no
campo político estabeleceu o voto censitário, onde a participação
política dar-se-ia pela riqueza do indivíduo.
       As tensões sociais não diminuíram, apesar das reformas acima,
possibilitando a ascensão de Psístrato, o primeiro tirano de Atenas,
no ano de 560 a.C. A fase da tirania prossegue com Hípias, Hiparco e
Iságoras. A tirania é caracterizada pela realização de obras públicas e
pela ampliação de reformas, para conseguir o apoio popular.



     A Democracia ateniense.

      Durante o governo de Iságoras, houve uma aliança de alguns
nobres atenienses com Esparta, resultando em novos conflitos
sociais. Destes conflitos, Clístenes - um aristocrata - assume o poder
e inicia uma série de reformas políticas e sociais, sendo por isto
reconhecido como o pai da democracia ateniense. Entre suas
reformas destacam-se:

     -   aumento no número de ciadadãos, organizados nos DEMOS
         (unidade política que forma a tribo. O cidadão deve estar
         inscrito em uma tribo.);
     -   implantação da isonomia, que significa a igualdade dos
         cidadãos perante as leis;
     -   criado o ostracismo, ou seja, a cassação dos direitos do
         cidadão
         que fosse considerado perigoso para o Estado.


       A democracia ateniense vai apresentar a seguinte constituição:
       ECLÉSIA: Assembléia dos cidadãos, possuia o poder de vetar as
leis. Composta por todos os cidadãos.
       BULÉ: responsável pela elaboração das leis. Formada por 500
cidadãos indicados pela Eclésia.
       HELIÉIA: formada por doze tribunais, responsáveis pela
aplicação da justiça.
       ESTRATEGOS: Poder Executivo composto pelos estrategos,
eleitos pela Eclésia. Mandato anual.


     A democracia ateniense será direta e limitada. Direta pois os
cidadãos estão reunidos em praça pública tomando as decisões e
limitada. Estavam excluídos do exercício político os escravos,
pequenos proprietários, trabalhadores urbanos e todas as mulheres.
      A atual democracia é ilimitada, significa dizer que à partir de
uma certa idade, todos têm direitos políticos. No entanto esta
democracia não é direta, mas sim representativa.
      Durante o governo de Péricles (444 a 429 a.C.) a democracia
ateniense atinge o seu apogeu.




   Período            Clássico          -    a     época         das
hegemonias.

       Período marcado pelo imperialismo e pelas hegemonias.
       O imperialismo antigo está caracterizado pelas Guerra Médicas,
disputa das cidades gregas contra o expansionismo dos persas.
       Em 490 a.C. os atenienses venceram os persas na planície da
Maratona. À partir desta vitória, os atenienses passam a liderar as
demais cidades gregas contra os persas, através de uma liga militar,
A Confederação de Delos. No ano de 448 a.C., com a assinatura do
Tratado de Susa, os persas reconhecem o domínio dos gregos no mar
Egeu.
       Com o fim da guerra, Atenas passa a exercer uma hegemonia
política e cultural sobre as demais póleis. A Confederação de Delos foi
mantida - sob o argumento de que os persas podiam voltar - e o
pagamento de tributos voltados para a guerra continuaram a serem
cobrados. Estes recursos foram aplicados para o desenvolvimento de
Atenas.
       Este período de esplendor ateniense, o século V a.C. é
conhecido como o "Século de Péricles" , ou "Século de ouro",
marcado pelo aperfeiçoamento das instituições democráticas, pela
construção de obras públicas e pelo grande desenvolvimento das
artes e do pensamento filosófico. Fídias, Sófocles, Heródoto e
Sócrates são alguns dos nomes deste período.


     GUERRAS DO PELOPONESO.( 431 a 404 a.C.)

      Trata-se de uma guerra civil, contra a hegemonia de Atenas e
contra a Confederação de Delos.
      A cidade de Esparta declara guerra à Atenas no ano de 431 a.C.
e organiza uma liga militar, a Liga do Peloponeso.
      Com o final das guerras em 404 a.C., Esparta inicia uma
hegemonia militar sobre as cidades gregas.
      As guerra civis continuam por um certo período, Tebas exercerá
também um domínio sobre as póleis.
Estas guerras internas enfraquecem as cidades gregas,
possibilitando a invasão de um povo estrangeiro, os macedônicos.




    Período            macedônico               -     o     mundo
helenístico.


       A história autônoma do mundo grego estende-se até o ano de
338 a.C. , quando Filipe da Macedônia conquista a Grécia, após a
Batalha de Queronéia. A vitória macedônica foi facilitada pelas
rivalidades internas das cidades gregas.
       Com a morte de Filipe, seu filho Alexandre Magno ocupa o
poder é inicia uma grande expansão territorial, formando o Império
Helenístico. Este império era formado pela Macedônia, Grécia, Ásia
Menor, Egito, Mesopotâmia, Assíria e Pérsia.
       A civilização helenística é consequência da fusão cultural
helênica
(grega) com a oriental ( Egito e Pérsia), caracterizada pela política de
casamento entre os gregos e os orientais, pela manutenção dos
cultos religiosos e pelo predomínio do grego como idioma oficial. Os
principais centros de difusão do helenismo foram as cidades de
Alexandria, Pérgamo e Antióquia.
       Em 323 a.C. com a morte de Alexandre Magno, o império foi
dividido em quatro partes: Mesopotâmia, Egito, Ásia Menor e Grécia.




      CULTURA GREGA.

     RELIGIÃO - elemento fundamental da unidade cultural grega.
Caracterizada pelo politeísmo e antropomorfismo, quer dizer, os
deuses gregos assemelhavam-se aos homens, tendo a imortalidade
como a única distinção.

      TEATRO - Muito apreciado pelo gregos a ponto de existirem os
festivais anuais. Os principais gêneros foram a tragédia e a comédia.
Seus principais representantes são:

     Tragédia- Ésquilo, autor de Os Persas, Os sete contra Tebas e
Prometeu Acorrentado.
               Sófocles, com as peças Édipo-rei e Antígona.
Eurípedes, com enorme senso crítico e autor de
Médeia.

     Comédia - Aristófanes, que escreveu As rãs, As vespas e A paz.




     EXERCÍCIOS


1. (UEMT) - O enfraquecimento das cidades gregas, após a Guerra do
   Peloponeso (431/404 a.C.), possibilitou a conquista da Grécia
   pelos:

  a) bizantinos       b) hititas   c) assírios   d) persas

  e) macedônios.


2. (FUVEST) Na antigüidade, a escravidão foi uma instituição:

  a) presente com igual importância econômica em todas as
     sociedades mediterrâneas;
  b) restrita às cidades-Estado da Grécia e à Roma republicana e
     imperial;
  c) tão importante na sociedade do Egito e da Mesopotâmia quanto
     nas da Grécia e de Roma;
  d) marcante nas sociedades grega e romana só a partir de um
     determinado estágio do desenvolvimento de ambas;
  e) desconhecida nas chamadas sociedades hidraúlicas do Egito e
     da Mesopotâmia e entre os hebreus e fenícios.


  3) (MACK) Foram traços característicos da democracia grega:

  a) o fato de ser direta e excluir mulheres, estrangeiros e escravos;
  b) o fato de ser representativa e se estender a toda a população;
  c) Ter mantido a unidade gentílica e os privilégios dos eupátridas;
d) Ter beneficiado os escravos, que passaram a ser considerados
     cidadãos com direitos políticos;
  e) Não possuir mecanismos que defendessem o regime
     democrático contra possíveis golpes autoritários.


   4) (UNIP) Sobre as Guerra Médicas, ocorridas durante o Período
Clássico da Antiguidade Grega, podemos afirmar que:

   a) foram provocadas pelo imperialismo ateniense na Época de
      Péricles;
   b) caracterizaram-se pela disputa militar entre gregos e
      macedônios;
   c) inserem-se no quadro do imperialismo persa;
   d) envolveram os partidários da Confederação de Delos e as
      cidades-Estado da Liga do Peloponeso;
   e) deram a vitória aos espartanos, que iniciaram um política
      imperialista.



   5) (UFRN) - A colonização grega do século VIII a.C. foi um
processo econômico, mas também:

   a) uma estratégia política de ocupação e civilização do
      Mediterrâneo;
   b) de liberação do comércio no Mediterrâneo;
   c) a causa da decadência da Grécia;
   d) implicou a destruição dos povos que foram colonizados;
   e) provocou uma emigração considerável do território da Grécia.



   6) (UnB) - Num visão mais ampla do Mundo Grego, julgue as
   seguintes afirmações:

   (0)   O Mundo Grego caracterizava-se pela desarticulação
         lingüística e cultural.
   (1)   As cidades-Estado da Grécia eram politicamente autônomas.
   (2)   Com uma política imperialista, Atenas conseguiu recursos
         econômicos para seu desenvolvimento cultural durante a
         Época de Péricles.
   (3)   O sistema educativo ateniense visava à formação de
         soldados fortes e disciplinados para a defesa da pátria.
   (4)   Em todas as manifestações artísticas e intelectuais dos
         gregos, nota-se a preocupação em valorizar a figura, as
         paixões e o pensamento humanos.
7) (FUVEST) Escreveram peças para o teatro, durante o "Século
de Péricles":

a)   Homero, Tucídedes, Heródoto e Xenofonte;
b)   Ésquilo, Sófocles, Eurípedes e Aristófanes;
c)   Sócrates, Protágoras, Platão e Aristóteles;
d)   Eratóstenes, Arquimedes, Euclides e Pitágoras;
e)   Píndaro, Alceu, Safo e Hesíodo.




 Respostas - 1) E    2) D       3) A       4) C       5) E
             6) F V V F V       7) B

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História - Mundo Grego

  • 1. O Mundo Grego A história da Grécia, como de outras civilizações, foi fortemente condicionada pelo ambiente geográfico. A península Balcânica e muito recortada e cercada por centenas de ilhas - tanto no mar Egeu, no mar Jônio e no mar Mediterrâneo. O seu relevo é muito montanhoso e com um solo árido. Em decorrência disto, os gregos irão atribuir uma enorme importância às atividades mercantis. O solo e o clima auxiliam o desenvolvimento da cultura de oliveira, de vinho e ao pastoreio ( cabra e ovelha). Para suprir as necessidades de sua população, os gregos irão se dedicar ao comércio marítimo, resultado o processo de colonização. Dos povos do mundo antigo, os helênicos foram os que melhores refletiram o espírito do homem ocidental. A idéia de liberdade, o racionalismo, o conceito de cidadania, a filosofia e as bases da ciência moderna surgiram como glorificação grega ao espírito humano. O processo histórico da civilização Helênica está assim dividido: 1.Período Pré-Homérico - século XX a.C ao século XII a.C . 2.Período Homérico - século XII a.C ao século VIII a.C. 3.Período Arcaico - século VIII a.C ao século VI a.C . 4.Período Clássico - século V a.C ao século IV a.C. As características de cada período serão analisadas a seguir. Período Pré-Homérico. Do povoamento da península Balcânica à Primeira Diáspora. A península Balcânica já era habitada pelos pelasgos desde o final do período Neolítico. À partir de 2000 a.C., povos de origem indo-européia - os Helenos - começam a entrar na região. Os helenos eram uma mistura de raças que falavam uma língüa de filiação indo- européia e possuiam essencialmente a mesma cultura. Os primeiros helenos foram os Aqueus que dominaram as cidades de Micenas, Tróia, Tirinto e, por fim, conquistaram a ilha de Creta. Com o domínio aqueu sobre Creta originou-se a Civilização Micênica.
  • 2. A seguir, nova onda de helenos sobre a península, desta feita são os chamados Jônios e Eólios, que se fixaram na Ática e na Ásia Menor. A última leva foi a dos D ó r i o s ( 1200 a.C. ) que se estabeleceram no Peloponeso. Possuindo armas de ferro, os dórios arrasaram as principais cidades da Hélade, provocando uma onda de horror e destruição, causando uma dispersão dos povos para fora da península - a chamada Primeira Diáspora grega e um regresso na organização social, econômica e política das comunidades. Como conseqüência deste retrocesso resulta a formação do SISTEMA GENTÍLICO. A Primeira Diáspora ocorreu em direção às ilhas do mar Egeu e à Asia Menor. Período Homérico. O sistema gentílico e a sua crise. A principal fonte histórica para a compreensão deste período têm sido os poemas épicos Ilíada e Odisséia , atribuídos à Homero. Ao que tudo indica, as obras foram escritas em momentos diferentes, sendo que a Ilíada descreve a Guerra de Tróia e a Odisséia narra as peripécias do astuto Ulisses, em sua viagem de volta para Ítaca após a Guerra de Tróia. Com a invasão dos dórios, há um acentuado declínio da organização social, que retrocedeu à formas muito simples. Formaram-se os GENOS que eram grupos de parentes consangüíneos, descendentes de um mesmo antepassado. Os genos constituíam uma unidade econômica, social, política e religiosa. A seguir as suas principais características: ECONOMIA: de consumo, ou seja, auto-suficiente; os bens de produção eram coletivos; predomínio da agricultura e ausência da propriedade privada. SOCIEDADE: uma relativa igualdade social em virtude da ausência da propriedade privada. POLÍTICA; o exercício do poder político estva com o pater- familias (o patriarca) responsável pelo culto dos antepassados.
  • 3. Com o passar do tempo, a comunidade gentílica começa a enfrentar problemas, sendo que o principal será o crescimento demográfico. Este crescimento demográfico um enorme desequilíbrio econômico, pois a produtividade agrícola continua a mesma. Tal situação provoca uma onda de fome, miséria e epidemias. Com estes problemas a serem solucionados, tem início o surgimento da propriedade privada: terra, gado e instrumentos são divididos. Nesta divisão, alguns serão beneficiados - origem dos grandes proprietários; outros se tornarão pequenos proprietários e um grande número de indivíduos ficarão sem terras. Como consequência desta crise, há a desintegração do sistema gentílico e o início de uma nova organização política, que será a marca principal do mundo helênico: a PÓLIS. A crise gentílica também será a responsável pela chamada SEGUNDA DIÁSPORA grega, que será o processo de colonização grega de áreas do mar Mediterrâneo ( norte da África, sul da Itália, da França e Espanha ). Período Arcaíco. A formação e o desenvolvimento das Póleis. Como vimos, à partir da crise do sistema gentílico, os gregos conhecem a formação das cidades-estado (Pólis) e realizam a colonização do mar Mediterrâneo. Primeiro observe os fatores desta colonização: - crescimento demográfico e a crise dos genos; - existência de um número muito grande de pessoas sem acesso à terra; - escassez de alimentos e terras férteis; - desenvolvimento da arte de navegação. O processo de colonização grega deu-se no mar Mediterrâneo, mar Negro, o sul da Itália e da Gália. Destas áreas coloniais provinham o trigo, o azeite, o vinho, ferro e estanho para a Hélade. Deve-se Ter em mente que as colônias gregas não ficam submetidas às metrópoles - cidades fundadoras - nem política, nem militarmente. O vínculo da colônia com a metrópole era de caráter econômico e cultural. Como conseqüências da colonização têm-se: o desenvolvimento do comércio marítimo grego, a introdução da moeda para facilitar as trocas comerciais, o desenvolvimento da escrita, o processo de codificação da lei e o urbanismo.
  • 4. A importância do período arcaíco se estende. Foi nesta época que a cidade-estado desenvolveu-se. Suas principais características serão agora analisadas. Toda cidade-estado é rigorosamente autônoma: leis próprias, moeda própria e sistema político próprio. Este arraigado sentimento de liberdade foi, em boa parte, influenciado pelo relevo grego: entre as planícies surgem as cidades, separadas uma das outras por maciços montanhosos. Uma pólis era constituída pela Acrópole- construção na parte mais elevada da cidade e com função militar e religiosa; a Ágora - praça pública, que era o espaço utilizado para o debate político. Desenvolveu-se no mundo grego mais de 160 póleis, primitivamente governadas por um rei, o Basileu. Destas duas merecem destaques: ATENAS e ESPARTA, agora analisadas. ESPARTA e o militarismo. Localizada na planície da Lacônia e tendo como fundadores os dórios, Esparta, ao longo do século VIII a.C. passa por grandes transformações. Estas transformações estão ligadas ao processo de conquista da planície da Messênia, o que acarretou um enorme afluxo de escravos. A escravidão levou Esparta a realizar uma alteração no regime de terras. As centrais - que eram as mais férteis, passaram a ser do estado, que cedia seu usufruto aos cidadãos espartanos. Cada lote de terra já vinha com um certo número de escravos. As terras periféricas eram entregues aos periecos, que pagavam impostos ao estado. Desta forma, Esparta vai apresentar o seguinte quadro social: Espartanos ou Espartíatas: grupo dominante com direitos políticos e militares; Periecos: homens livres, porém sem direitos políticos e que se dedicavam aos trabalhos rurais e urbanos; Hilotas: os escravos pertencentes ao Estado. A sociedade espartana era voltada para as atividades bélicas, daí ser a educação eminentemente militar. Este militarismo irá desenvolver a xenofobia, ou seja, uma aversão aos estrangeiros e o laconismo, que significa o não desenvolvimento do senso crítico. Também ao longo do século VIII a.C. Esparta atinge a maturidade política, consolidando o regime oligárquico, no qual o exercício do poder político e de exclusividade dos grandes proprietários de terras. A constituição política de Esparta, atribuída a Licurgo apresenta o seguinte organização:
  • 5. GERÚSIA: principal instituição. Composta por 28 gerontes, responsáveis pelas leis, escolha dos membros dos Éforos e da Diarquia.O cargo era vitalício. ÉFOROS: formavam o poder executivo. Composto por 05 magistrados indicados pela Gerúsia e aprovados pela Ápela. Mandato anual. ÁPELA: a Assembléia dos cidadãos. De caráter consultivo e aprovava as decisões da Gerúsia. DIARQUIA: dois reis, indicados e com poderes vitalícios. Possuiam as funções militar e sacerdotal. ATENAS E A DEMOCRACIA. Constituída pela união de aldeias da Ática, Atenas possuía uma localização geográfica privilegiada: um excelente porto e uma proteção natural contra ataques estrangeiros. Desde cedo, a atividade mercantil terá um importante papel. Atenas será uma cidade com intensa atividade comercial, o que vai representar o desenvolvimento de uma complexa sociedade, esquematizada abaixo: EUPÁTRIDAS: grupo politicamente dominante, formado pelos grandes proprietários de terras. GEORGÓIS: camada dos pequenos proprietários. A situação de pobreza deste grupo é tanta que muitos se transformam em escravos por dívidas. DEMIURGOS: são os trabalhadores urbanos. THETAS: Grupo marginalizado e sem terras. Muitos se dedicam às atividades comerciais. METECOS: comerciantes estrangeiros. ESCRAVOS: ou por dívidas ou adquiridos em guerras. Constituem a principal força de trabalho. Produtores da riqueza no mundo grego. Os conflitos políticos de Atenas. A classe comerciante de Atenas, organizada no partido Popular, pressiona o governo, representado pela aristocracia, reunida no partido Aristocrático. O partido Popular tinha como metas o fim das leis orais, o fim da escravidão por dívidas e exigia uma maior participação nas decisões políticas. Da pressão das camadas
  • 6. populares - algumas bastante violentas - a aristocracia ateniense fez algumas concessões. Em 621 a.C., Drácon elaborou uma legislação escrita e, em 594 a.C. Sólon foi o responsável por um conjunto de reformas na economia- criando um padrão monetário, de pesos e medidas; na sociedade - abolindo a escravidão por dívidas e, no campo político estabeleceu o voto censitário, onde a participação política dar-se-ia pela riqueza do indivíduo. As tensões sociais não diminuíram, apesar das reformas acima, possibilitando a ascensão de Psístrato, o primeiro tirano de Atenas, no ano de 560 a.C. A fase da tirania prossegue com Hípias, Hiparco e Iságoras. A tirania é caracterizada pela realização de obras públicas e pela ampliação de reformas, para conseguir o apoio popular. A Democracia ateniense. Durante o governo de Iságoras, houve uma aliança de alguns nobres atenienses com Esparta, resultando em novos conflitos sociais. Destes conflitos, Clístenes - um aristocrata - assume o poder e inicia uma série de reformas políticas e sociais, sendo por isto reconhecido como o pai da democracia ateniense. Entre suas reformas destacam-se: - aumento no número de ciadadãos, organizados nos DEMOS (unidade política que forma a tribo. O cidadão deve estar inscrito em uma tribo.); - implantação da isonomia, que significa a igualdade dos cidadãos perante as leis; - criado o ostracismo, ou seja, a cassação dos direitos do cidadão que fosse considerado perigoso para o Estado. A democracia ateniense vai apresentar a seguinte constituição: ECLÉSIA: Assembléia dos cidadãos, possuia o poder de vetar as leis. Composta por todos os cidadãos. BULÉ: responsável pela elaboração das leis. Formada por 500 cidadãos indicados pela Eclésia. HELIÉIA: formada por doze tribunais, responsáveis pela aplicação da justiça. ESTRATEGOS: Poder Executivo composto pelos estrategos, eleitos pela Eclésia. Mandato anual. A democracia ateniense será direta e limitada. Direta pois os cidadãos estão reunidos em praça pública tomando as decisões e
  • 7. limitada. Estavam excluídos do exercício político os escravos, pequenos proprietários, trabalhadores urbanos e todas as mulheres. A atual democracia é ilimitada, significa dizer que à partir de uma certa idade, todos têm direitos políticos. No entanto esta democracia não é direta, mas sim representativa. Durante o governo de Péricles (444 a 429 a.C.) a democracia ateniense atinge o seu apogeu. Período Clássico - a época das hegemonias. Período marcado pelo imperialismo e pelas hegemonias. O imperialismo antigo está caracterizado pelas Guerra Médicas, disputa das cidades gregas contra o expansionismo dos persas. Em 490 a.C. os atenienses venceram os persas na planície da Maratona. À partir desta vitória, os atenienses passam a liderar as demais cidades gregas contra os persas, através de uma liga militar, A Confederação de Delos. No ano de 448 a.C., com a assinatura do Tratado de Susa, os persas reconhecem o domínio dos gregos no mar Egeu. Com o fim da guerra, Atenas passa a exercer uma hegemonia política e cultural sobre as demais póleis. A Confederação de Delos foi mantida - sob o argumento de que os persas podiam voltar - e o pagamento de tributos voltados para a guerra continuaram a serem cobrados. Estes recursos foram aplicados para o desenvolvimento de Atenas. Este período de esplendor ateniense, o século V a.C. é conhecido como o "Século de Péricles" , ou "Século de ouro", marcado pelo aperfeiçoamento das instituições democráticas, pela construção de obras públicas e pelo grande desenvolvimento das artes e do pensamento filosófico. Fídias, Sófocles, Heródoto e Sócrates são alguns dos nomes deste período. GUERRAS DO PELOPONESO.( 431 a 404 a.C.) Trata-se de uma guerra civil, contra a hegemonia de Atenas e contra a Confederação de Delos. A cidade de Esparta declara guerra à Atenas no ano de 431 a.C. e organiza uma liga militar, a Liga do Peloponeso. Com o final das guerras em 404 a.C., Esparta inicia uma hegemonia militar sobre as cidades gregas. As guerra civis continuam por um certo período, Tebas exercerá também um domínio sobre as póleis.
  • 8. Estas guerras internas enfraquecem as cidades gregas, possibilitando a invasão de um povo estrangeiro, os macedônicos. Período macedônico - o mundo helenístico. A história autônoma do mundo grego estende-se até o ano de 338 a.C. , quando Filipe da Macedônia conquista a Grécia, após a Batalha de Queronéia. A vitória macedônica foi facilitada pelas rivalidades internas das cidades gregas. Com a morte de Filipe, seu filho Alexandre Magno ocupa o poder é inicia uma grande expansão territorial, formando o Império Helenístico. Este império era formado pela Macedônia, Grécia, Ásia Menor, Egito, Mesopotâmia, Assíria e Pérsia. A civilização helenística é consequência da fusão cultural helênica (grega) com a oriental ( Egito e Pérsia), caracterizada pela política de casamento entre os gregos e os orientais, pela manutenção dos cultos religiosos e pelo predomínio do grego como idioma oficial. Os principais centros de difusão do helenismo foram as cidades de Alexandria, Pérgamo e Antióquia. Em 323 a.C. com a morte de Alexandre Magno, o império foi dividido em quatro partes: Mesopotâmia, Egito, Ásia Menor e Grécia. CULTURA GREGA. RELIGIÃO - elemento fundamental da unidade cultural grega. Caracterizada pelo politeísmo e antropomorfismo, quer dizer, os deuses gregos assemelhavam-se aos homens, tendo a imortalidade como a única distinção. TEATRO - Muito apreciado pelo gregos a ponto de existirem os festivais anuais. Os principais gêneros foram a tragédia e a comédia. Seus principais representantes são: Tragédia- Ésquilo, autor de Os Persas, Os sete contra Tebas e Prometeu Acorrentado. Sófocles, com as peças Édipo-rei e Antígona.
  • 9. Eurípedes, com enorme senso crítico e autor de Médeia. Comédia - Aristófanes, que escreveu As rãs, As vespas e A paz. EXERCÍCIOS 1. (UEMT) - O enfraquecimento das cidades gregas, após a Guerra do Peloponeso (431/404 a.C.), possibilitou a conquista da Grécia pelos: a) bizantinos b) hititas c) assírios d) persas e) macedônios. 2. (FUVEST) Na antigüidade, a escravidão foi uma instituição: a) presente com igual importância econômica em todas as sociedades mediterrâneas; b) restrita às cidades-Estado da Grécia e à Roma republicana e imperial; c) tão importante na sociedade do Egito e da Mesopotâmia quanto nas da Grécia e de Roma; d) marcante nas sociedades grega e romana só a partir de um determinado estágio do desenvolvimento de ambas; e) desconhecida nas chamadas sociedades hidraúlicas do Egito e da Mesopotâmia e entre os hebreus e fenícios. 3) (MACK) Foram traços característicos da democracia grega: a) o fato de ser direta e excluir mulheres, estrangeiros e escravos; b) o fato de ser representativa e se estender a toda a população; c) Ter mantido a unidade gentílica e os privilégios dos eupátridas;
  • 10. d) Ter beneficiado os escravos, que passaram a ser considerados cidadãos com direitos políticos; e) Não possuir mecanismos que defendessem o regime democrático contra possíveis golpes autoritários. 4) (UNIP) Sobre as Guerra Médicas, ocorridas durante o Período Clássico da Antiguidade Grega, podemos afirmar que: a) foram provocadas pelo imperialismo ateniense na Época de Péricles; b) caracterizaram-se pela disputa militar entre gregos e macedônios; c) inserem-se no quadro do imperialismo persa; d) envolveram os partidários da Confederação de Delos e as cidades-Estado da Liga do Peloponeso; e) deram a vitória aos espartanos, que iniciaram um política imperialista. 5) (UFRN) - A colonização grega do século VIII a.C. foi um processo econômico, mas também: a) uma estratégia política de ocupação e civilização do Mediterrâneo; b) de liberação do comércio no Mediterrâneo; c) a causa da decadência da Grécia; d) implicou a destruição dos povos que foram colonizados; e) provocou uma emigração considerável do território da Grécia. 6) (UnB) - Num visão mais ampla do Mundo Grego, julgue as seguintes afirmações: (0) O Mundo Grego caracterizava-se pela desarticulação lingüística e cultural. (1) As cidades-Estado da Grécia eram politicamente autônomas. (2) Com uma política imperialista, Atenas conseguiu recursos econômicos para seu desenvolvimento cultural durante a Época de Péricles. (3) O sistema educativo ateniense visava à formação de soldados fortes e disciplinados para a defesa da pátria. (4) Em todas as manifestações artísticas e intelectuais dos gregos, nota-se a preocupação em valorizar a figura, as paixões e o pensamento humanos.
  • 11. 7) (FUVEST) Escreveram peças para o teatro, durante o "Século de Péricles": a) Homero, Tucídedes, Heródoto e Xenofonte; b) Ésquilo, Sófocles, Eurípedes e Aristófanes; c) Sócrates, Protágoras, Platão e Aristóteles; d) Eratóstenes, Arquimedes, Euclides e Pitágoras; e) Píndaro, Alceu, Safo e Hesíodo. Respostas - 1) E 2) D 3) A 4) C 5) E 6) F V V F V 7) B