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Trovadorismo
GRUPO A
INTEGRANTES:
CHRISTIANO FILHO
DAVI RIBEIRO
FELIPE BRANCO
GABRIEL ALVES
GABRIELLA CAMELO
GIOVANNA CAMELO
INTRODUÇÃO
O trovadorismo se manifestou na idade média,
tendo inicio no fim do império romano (destruído no
século V com a invasão dos bárbaros vindos do norte da
Europa), e se estendeu até o século XV. Quando se deu
a época do renascimento o artigo tinha como objetivo
abordar o contexto histórico-social, cultura e artístico,
que foi um grande período da arte literária.
CONTEXTO HISTÓRICO
Nessa época toda Europa sofria com as invasões
dos povos germânicos, nessa conjuntura desenvolveu-
se o feudalismo, que nada mas era que um sistema
econômico , onde o direito de governar se concentrava
somente a o senhor feudal, ele tinha poder sobre todos
os seus servos e vassalos que trabalhavam em suas
terras.
CONTEXTO CULTURAL
Quanto ao contexto cultural, podemos afirmar
que a igreja influenciou toda a idade média. A igreja
detia o poder político e econômico, mantendo-se
acima da nobreza feudal, nesse período o mundo era
baseado no teocentrismo (Deus era o centro das
coisas).
CONTEXTO ARTÍSTICO
Na arquitetura toda produção estava voltada
para a construção de igreja, catedrais e entre outras,
tanto na alta idade média, em que predominou o estilo
romântico. Quanto na baixa idade média, em que
predominou o estilo gótico. Todas as produções
literárias eram feitas em galego-português,
denominadas cantigas.
CLASSIFICAÇÃO
Cantigas Líricas
Cantigas Satíricas
DE AMOR
DE AMIGO
DE ESCÁRNIO
DE MALDIZER
CANTIGAS DE AMOR
Nas cantigas de
amor o homem se refere à
sua amada como sendo
uma figura idealizada,
distante. O poeta fica na
posição de fiel vassalo, fica
as ordens de sua senhora,
dama da corte, onde esse
amor é considerado como
um objeto de sonho, ou se
que está longe.
EXEMPLO:
Essa cantiga de Afonso Fernandes mostra algumas características de
incorrespondência amorosa.
“Senhora minha, desde que vos vi,
lutei para ocultar esta paixão
que me tomou inteiro o coração;
mas não o posso mais e decidi
que saibam todos o meu grande amor,
a tristeza que tenho, a imensa dor
que sofro desde o dia em que vos vi.”
Nessa 1ª estrofe o trovador expressa o que sente mais de uma
maneira súplica, a mulher que ele conheceu está sendo idealizada em que ele
se declara a ela, ele expõe os argumentos que justificam sua desgraça.
CANTIGAS DE AMIGO
Surgiu na península
ibérica, eram inspiradas em
cantigas populares, fato que as
deixou mais ricas e variadas em
relação a temática.
Diferentemente da cantiga
de amor, no qual o sentimento
expresso é masculino, a cantiga de
amigo expressa em uma voz
feminina, embora seja de autoria
masculina, em virtude de que
naquela época ás mulheres não
tinham o direito da alfabetização.
EXEMPLO
De Dom Diniz
"Ai flores, ai flores do verde pino,
se sabedes novas do meu amigo!
ai Deus, e u é?
Ai flores, ai flores do verde ramo,
se sabedes novas do meu amado!
ai Deus, e u é?
Se sabedes novas do meu amigo,
aquel que mentiu do que pôs comigo!
ai Deus, e u é?
Se sabedes novas do meu amado,
aquel que mentiu do que mi há jurado
!ai Deus, e u é?"(...)
Observações
 Eu lírico: feminino
 Presença de paralelismos.
 Predomínio da musicalidade.
 Assunto Principal: saudade
 Amor natural, espontâneo e possível.
 Ambientação popular rural ou
urbana.
 Influência da tradição oral ibérica.
 Deus é o elemento mais importante
do poema.
 Pouca subjetividade.
ANÁLISE DA CANTIGA
TROVADORESCA DE DOM DINIS
POR FERNANDOS SOARES
A cantiga tem início com a apresentação do cenário ligado à
natureza e o próprio eu-lírico feminino se dirige às flores do verde
pinho ara saber notícias do amado. A expressão que repete ao longo da
cantiga representada pelo último verso de cada estrofe revela a saudade
dela pelo amado. Há um prazo estabelecido para um reencontro.
Contudo, a insegurança da voz feminina faz com que ela se desabafe. O
interlocutor (as flores do verde pinho) a tranquiliza, lembrando a ela
que nada de mais aconteceu e que no momento estabelecido o
reencontro acontecerá.
Percebeu como as três situações são semelhantes? A arte, de
alguma forma, espelha o social. E se aquele contexto veio a ser
retratado pela literatura é porque era relevante para aquele povo.
CANTIGAS DE ESCÁRNIO
Nessa cantiga, o eu – lírico,
faz uma crítica (sátira) indireta e com
duplos sentidos a alguém. Para os
trovadores fazerem uma cantiga de
escárnio, ele precisa compor uma
cantiga falando mal de alguém, ou seja,
fazendo uma critica a alguma pessoa,
através de palavras de duplo sentido, ou
seja, através de ambiguidades,
trocadilhos e jogos semânticos, através
de um processo denominado pelos
trovadores equívoco.
Essa cantiga é capaz de
estimular a imaginação do autor,
sugerindo-lhe uma nova expressão
irônica.
EXEMPLO
Ai, dona fea, foste-vos queixar
que vos nunca louv[o] em meu cantar;
mais ora quero fazer um cantar
em que vos loarei toda via;
e vedes como vos quero loar:
dona fea, velha e sandia! (...)
OBSERVAÇÕES
 Crítica indireta; normalmente a pessoa satirizada não é identificada.
 Linguagem trabalhada, cheia de sutilezas, trocadilho e ambiguidades.
 Ironia.
CANTIGAS DE MALDIZER
Nas cantigas de
maldizer, como bem nos retrata
o nome, a crítica era feita de
maneira direta, e mencionava o
nome da pessoa satirizada.
Assim, envolvidas por
uma linguagem chula,
destacavam-se palavrões,
geralmente envoltos por um
tom de obscenidade, fazendo
referência a situações
relacionadas a adultério,
prostituição, imoralidade dos
padres, entre outros aspectos.
EXEMPLO
Roi queimado morreu con amor
Em seus cantares por Sancta Maria
por ua dona que gran bem queria
e por se meter por mais trovador
porque lhela non quis [o] benfazer
fez-sel en seus cantares morrer
mas ressurgiu depois ao tercer dia!…
OBSERVAÇÕES:
 Crítica direta; geralmente a
pessoa satirizada é identificada
 Linguagem agressiva, direta,
por vezes obscena
 Zombaria
 Linguagem Culta
PRINCIPAIS AUTORES
Paio Soares de Taveirós
Paio Soares Taveirós (ou Taveirós) era um trovador da primeira
metade do século XIII. De origem nobre, é o autor da Cantiga de Amor A
Ribeirinha, considerada a primeira obra em língua galaico-portuguesa.
D. Dinis
Dom Dinis, o Trovador, foi um rei importante para Portugal, sua
lírica foi de 139 cantigas, a maioria de amor, apresentando alto domínio
técnico e lirismo, tendo renovado a cultura numa época em que ela estava em
decadência em terras ibéricas.
D. Afonso X
D. Afonso X, o Sábio, foi rei de Leão e Castela. É considerado o
grande renovador da cultura peninsular na segunda metade do século XIII.
Acolheu na sua corte e trovadores, tendo ele próprio escrito um grande número
de composições em galaico-português que ficaram conhecidas como Cantigas
de Santa Maria. Promoveu, além da poesia, a historiografia, a astronomia e o
direito, tendo elaborado general Historia, a Crônica de España, Libro de los
Juegos, Las Siete Partidas, Fuero Real, Libros del Saber de Astronomia, e
entre outros.
BIBLIOGRAFIA
http://www.brasilescola.com.br
http://pt.wikipedia.org/wiki/Trovadorismo
http://www.colegioweb.com.br/trabalhos-
escolares/literatura/trovadorismo/as-cantigas-
satiricas-de-escarnio-e-de-maldizer.html
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Trovadorismo

  • 2. GRUPO A INTEGRANTES: CHRISTIANO FILHO DAVI RIBEIRO FELIPE BRANCO GABRIEL ALVES GABRIELLA CAMELO GIOVANNA CAMELO
  • 3. INTRODUÇÃO O trovadorismo se manifestou na idade média, tendo inicio no fim do império romano (destruído no século V com a invasão dos bárbaros vindos do norte da Europa), e se estendeu até o século XV. Quando se deu a época do renascimento o artigo tinha como objetivo abordar o contexto histórico-social, cultura e artístico, que foi um grande período da arte literária.
  • 4. CONTEXTO HISTÓRICO Nessa época toda Europa sofria com as invasões dos povos germânicos, nessa conjuntura desenvolveu- se o feudalismo, que nada mas era que um sistema econômico , onde o direito de governar se concentrava somente a o senhor feudal, ele tinha poder sobre todos os seus servos e vassalos que trabalhavam em suas terras.
  • 5. CONTEXTO CULTURAL Quanto ao contexto cultural, podemos afirmar que a igreja influenciou toda a idade média. A igreja detia o poder político e econômico, mantendo-se acima da nobreza feudal, nesse período o mundo era baseado no teocentrismo (Deus era o centro das coisas).
  • 6. CONTEXTO ARTÍSTICO Na arquitetura toda produção estava voltada para a construção de igreja, catedrais e entre outras, tanto na alta idade média, em que predominou o estilo romântico. Quanto na baixa idade média, em que predominou o estilo gótico. Todas as produções literárias eram feitas em galego-português, denominadas cantigas.
  • 7. CLASSIFICAÇÃO Cantigas Líricas Cantigas Satíricas DE AMOR DE AMIGO DE ESCÁRNIO DE MALDIZER
  • 8. CANTIGAS DE AMOR Nas cantigas de amor o homem se refere à sua amada como sendo uma figura idealizada, distante. O poeta fica na posição de fiel vassalo, fica as ordens de sua senhora, dama da corte, onde esse amor é considerado como um objeto de sonho, ou se que está longe.
  • 9. EXEMPLO: Essa cantiga de Afonso Fernandes mostra algumas características de incorrespondência amorosa. “Senhora minha, desde que vos vi, lutei para ocultar esta paixão que me tomou inteiro o coração; mas não o posso mais e decidi que saibam todos o meu grande amor, a tristeza que tenho, a imensa dor que sofro desde o dia em que vos vi.” Nessa 1ª estrofe o trovador expressa o que sente mais de uma maneira súplica, a mulher que ele conheceu está sendo idealizada em que ele se declara a ela, ele expõe os argumentos que justificam sua desgraça.
  • 10. CANTIGAS DE AMIGO Surgiu na península ibérica, eram inspiradas em cantigas populares, fato que as deixou mais ricas e variadas em relação a temática. Diferentemente da cantiga de amor, no qual o sentimento expresso é masculino, a cantiga de amigo expressa em uma voz feminina, embora seja de autoria masculina, em virtude de que naquela época ás mulheres não tinham o direito da alfabetização.
  • 11. EXEMPLO De Dom Diniz "Ai flores, ai flores do verde pino, se sabedes novas do meu amigo! ai Deus, e u é? Ai flores, ai flores do verde ramo, se sabedes novas do meu amado! ai Deus, e u é? Se sabedes novas do meu amigo, aquel que mentiu do que pôs comigo! ai Deus, e u é? Se sabedes novas do meu amado, aquel que mentiu do que mi há jurado !ai Deus, e u é?"(...) Observações  Eu lírico: feminino  Presença de paralelismos.  Predomínio da musicalidade.  Assunto Principal: saudade  Amor natural, espontâneo e possível.  Ambientação popular rural ou urbana.  Influência da tradição oral ibérica.  Deus é o elemento mais importante do poema.  Pouca subjetividade.
  • 12. ANÁLISE DA CANTIGA TROVADORESCA DE DOM DINIS POR FERNANDOS SOARES A cantiga tem início com a apresentação do cenário ligado à natureza e o próprio eu-lírico feminino se dirige às flores do verde pinho ara saber notícias do amado. A expressão que repete ao longo da cantiga representada pelo último verso de cada estrofe revela a saudade dela pelo amado. Há um prazo estabelecido para um reencontro. Contudo, a insegurança da voz feminina faz com que ela se desabafe. O interlocutor (as flores do verde pinho) a tranquiliza, lembrando a ela que nada de mais aconteceu e que no momento estabelecido o reencontro acontecerá. Percebeu como as três situações são semelhantes? A arte, de alguma forma, espelha o social. E se aquele contexto veio a ser retratado pela literatura é porque era relevante para aquele povo.
  • 13. CANTIGAS DE ESCÁRNIO Nessa cantiga, o eu – lírico, faz uma crítica (sátira) indireta e com duplos sentidos a alguém. Para os trovadores fazerem uma cantiga de escárnio, ele precisa compor uma cantiga falando mal de alguém, ou seja, fazendo uma critica a alguma pessoa, através de palavras de duplo sentido, ou seja, através de ambiguidades, trocadilhos e jogos semânticos, através de um processo denominado pelos trovadores equívoco. Essa cantiga é capaz de estimular a imaginação do autor, sugerindo-lhe uma nova expressão irônica.
  • 14. EXEMPLO Ai, dona fea, foste-vos queixar que vos nunca louv[o] em meu cantar; mais ora quero fazer um cantar em que vos loarei toda via; e vedes como vos quero loar: dona fea, velha e sandia! (...) OBSERVAÇÕES  Crítica indireta; normalmente a pessoa satirizada não é identificada.  Linguagem trabalhada, cheia de sutilezas, trocadilho e ambiguidades.  Ironia.
  • 15. CANTIGAS DE MALDIZER Nas cantigas de maldizer, como bem nos retrata o nome, a crítica era feita de maneira direta, e mencionava o nome da pessoa satirizada. Assim, envolvidas por uma linguagem chula, destacavam-se palavrões, geralmente envoltos por um tom de obscenidade, fazendo referência a situações relacionadas a adultério, prostituição, imoralidade dos padres, entre outros aspectos.
  • 16. EXEMPLO Roi queimado morreu con amor Em seus cantares por Sancta Maria por ua dona que gran bem queria e por se meter por mais trovador porque lhela non quis [o] benfazer fez-sel en seus cantares morrer mas ressurgiu depois ao tercer dia!… OBSERVAÇÕES:  Crítica direta; geralmente a pessoa satirizada é identificada  Linguagem agressiva, direta, por vezes obscena  Zombaria  Linguagem Culta
  • 17. PRINCIPAIS AUTORES Paio Soares de Taveirós Paio Soares Taveirós (ou Taveirós) era um trovador da primeira metade do século XIII. De origem nobre, é o autor da Cantiga de Amor A Ribeirinha, considerada a primeira obra em língua galaico-portuguesa. D. Dinis Dom Dinis, o Trovador, foi um rei importante para Portugal, sua lírica foi de 139 cantigas, a maioria de amor, apresentando alto domínio técnico e lirismo, tendo renovado a cultura numa época em que ela estava em decadência em terras ibéricas. D. Afonso X D. Afonso X, o Sábio, foi rei de Leão e Castela. É considerado o grande renovador da cultura peninsular na segunda metade do século XIII. Acolheu na sua corte e trovadores, tendo ele próprio escrito um grande número de composições em galaico-português que ficaram conhecidas como Cantigas de Santa Maria. Promoveu, além da poesia, a historiografia, a astronomia e o direito, tendo elaborado general Historia, a Crônica de España, Libro de los Juegos, Las Siete Partidas, Fuero Real, Libros del Saber de Astronomia, e entre outros.