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FERNANDO
PESSOA
Prof. Adriana Christinne
Literatura
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Literatura
Fernando Pessoa é classificado como
modernista, já que foi um dos autores que
introduziu o movimento em Portugal. Junto com
escritores como Mário de Sá Carneiro, Luís de
Montalvor e Ronald de Carvalho, Pessoa
publicou a revista “Orpheu” em 1915, dando
início ao modernismo no país.
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Literatura
Estilo
Apresentava reflexões sobre identidade,
noções de verdade e existencialismo. Mas,
é importante perceber que como o escritor
criou diferentes heterônimos, é possível
encontrar na obra de Fernando Pessoa
diferentes estilos. O autor escreveu poemas
em inglês, poesias líricas e poesias
históricas com caráter nacionalista.
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Literatura
Fernando Pessoa assumia heterônimos
para escrever suas obras. Diferente do
pseudônimo, o heterônimo tem estilo
particular, assim como personalidade. A
criação de heterônimos é uma característica
importante na obra do autor, tido como
misterioso justamente por isso.
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Os heterônimos mais importantes são:
Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Alberto
Caeiro, sendo que o terceiro influencia os
demais.
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Alberto Caeiro Ricardo Reis Álvaro de Campos
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Álvaro de Campos
Apesar de português, o escritor foi educado
em inglês, o que o faz sempre se sentir um
estrangeiro. O poeta teve fases diferentes em
sua literatura, no começo tinha proximidade
com o simbolismo, depois com o futurismo e
então a visão niilista ficou presente nas suas
obras.
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Na primeira fase, é o tédio e a busca por
experiências diferentes que marcam a
poesia.
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A segunda é marcada pela otimismo da
civilização.
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E a terceira é mais introspectiva e apresenta
uma poesia pessimista. Campos apostava
em uma linguagem ousada para a época,
mais livre.
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Ao contrário da racionalidade de Ricardo
Reis, Campos coloca emoção em seus
escritos. É considerado o alter ego de
Pessoa.
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Ah, um soneto...
Meu coração é um almirante louco
que abandonou a profissão do mar
e que a vai relembrando pouco a pouco
em casa a passear, a passear ...
No movimento (eu mesmo me desloco
nesta cadeira, só de o imaginar)
o mar abandonado fica em foco
nos músculos cansados de parar.
Há saudades nas pernas e nos braços.
Há saudades no cérebro por fora.
Há grandes raivas feitas de cansaços.
Mas — esta é boa! — era do coração
que eu falava... e onde diabo estou eu
agora
com almirante em vez de sensação?
Álvaro de Campos / Fernando Pessoa
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Ricardo Reis
O médico que acredita na monarquia tinha
uma escrita mais tradicional, a linguagem
utilizada pelo heterônimo é culta e
apresenta um lado clássico. Ricardo foi
viver no Brasil quando a república foi
proclamada em Portugal. Os textos de Reis
foram publicados na revista “Athena” e na
“Presença”.
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O autor acredita na busca pela tranquilidade
através do epicurismo, uma doutrina que
acredita em evitar a dor, aproveitar a vida e
não ter medo de morrer. E também do
estoicismo, que acredita na importância da
razão estar acima da paixão e na aceitação
dos limites.
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Como Pessoa não determinou sua morte,
José Saramago, outro importante autor
português, escreveu o livro “O Ano da Morte
de Ricardo Reis”.
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Colhe o Dia, porque És Ele
Uns, com os olhos postos no passado,
Veem o que não veem: outros, fitos
Os mesmos olhos no futuro, veem
O que não pode ver-se.
Por que tão longe ir pôr o que está perto —
A segurança nossa? Este é o dia,
Esta é a hora, este o momento, isto
É quem somos, e é tudo.
Perene flui a interminável hora
Que nos confessa nulos. No mesmo hausto
Em que vivemos, morreremos. Colhe
O dia, porque és ele.
Ricardo Reis, in "Odes"
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Alberto Caeiro
É um dos heterônimos mais importantes,
apesar de ser um camponês sem estudo. É
classificado, por Fernando Pessoa e os
outros heterônimos, como um mestre.
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Alberto só escrevia poesia, não achava
possível retratar a realidade através da
prosa. Contra o pensamento filosófico, o
escritor acredita que sentir é mais
importante que pensar. Uma das obras mais
conhecidas é “O Guardador de Rebanhos”.
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Caeiro tinha um estilo direto e simples, mas
a compreensão é complexa, já que o poeta
faz reflexões profundas em seus escritos.
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Bernardo Soares
Um semi-heterônimo parecido com Álvaro
de Campos, muito próximo de Fernando
Pessoa. Segundo o escritor, Bernardo
Soares tem uma parte de sua
personalidade.
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